Investimento social privado na prática: aprenda com cases de sucesso
Sumário Regulatório
Conheça casos reais de uso de investimento social privado no setor financeiro, além conceitos, benefícios e caminhos para a implementação. O bate-papo contou com Luiz Pires, nosso gerente de Sustentabilidade e Inovação; Fabiana Prianti, head da B3 Social; Pedro Werneck, gerente de Sustentabilidade da CNseg; e Cintia Cespedes, gerente de Sustentabilidade da Febraban. A moderação é de Paula Fabiani, CEO do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social). O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao "core business" das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e cria valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders. Confira nosso guia de ISP: https://anbi.ma/GuiaISP E acompanhe todas as iniciativas de sustentabilidade da Anbima em https://anbi.ma/sustentabilidade
Transcrição e Conteúdo
Bom, pessoal, eh vamos lá. Bom, bom dia todos e todas. Eh, sou Luiz Pires aqui da BIMA, tô como gerente de sustentabilidade e inovação por aqui. Acho que eu tô com a responsabilidade de fazer uma breve introdução aqui hoje num encontro de amigos e pessoas muito queridas que eu respeito muito, né, Admiro, tenho muito prazer de trabalhar e de ter oportunidade de fazer, né, vários...
todos e todas. Eh, sou Luiz Pires aqui
da BIMA, tô como gerente de
sustentabilidade e inovação por aqui.
Acho que eu tô com a responsabilidade de
fazer uma breve introdução aqui hoje num
encontro de amigos e pessoas muito
queridas que eu respeito muito, né,
Admiro, tenho muito prazer de trabalhar
e de ter oportunidade de fazer, né,
vários projetos em conjunto. É, acho que
só trazendo um pouquinho do contexto,
né, por que a gente tá aqui hoje, né,
acho que a gente vem fazer uma série de
discussões já há bastante tempo sobre o
impacto, né, da atuação das organizações
e como elas conseguem contribuir para
uma agenda um pouco mais estruturada. Eu
acho que nesse contexto, uma discussão
que a gente começou a enxergar aqui e é
isso, né, tem uns um ano ou pouco aqui
dentro da ANBIMA, a gente eh entendeu
que a atuação, né, por meio do
investimento social privado, era seria
capaz de fazer uma mobilização
importante de capital, né, para tratar
muitas das questões que a gente ainda
entende que a sociedade tem uma série de
desequilíbrios, de
desproporcionalidades,
né, e que poderiam ser endereçadas por
meio da atuação do investimento social
privado. E aí, nesse contexto, né, a
gente teve um, acho que um um começo de
caminho, né, e essa começo de conversa
foi com a turma do IDS. Então, Paula, em
nome de todo o time do IDS, agradeço a
parceria, a oportunidade da gente ter
começado essa conversa e ao longo do
caminho, a gente foi entendendo que
seria muito mais produtivo, positivo e
oportuno se a gente pudesse somar
esforços, né, com outras entidades e
organizações. E aí foi um trabalho, foi
uma convergência natural, né? Então, a
gente tem vários amigos, vários
parceiros aqui. Então, Cíntia da
Febraban, o Pedro da CNEG, né, e a
Fabiana da B3. Então são entidades que
têm, né, uma reconhecida atuação social
já há bastante tempo, tem uma orientação
importante, né, junto a todos os seus
membros, associados, parceiros. Então,
quando a gente começou a conversar,
pessoal, o que que vocês acham da gente,
né, eh, ajudar a destravar esse capital
potencial que existe, né, em todas as
entidades do mercado? Ah, um olhou pro
outro, falou: "É óbvio que a gente
precisa fazer isso e é importante a
gente ter essa atuação". Então, foi
nesse contexto, né? É nesse contexto que
a gente traz esse guia. Esse guia ele
tem como principal objetivo, né, eh,
trabalhar nesse destravamento do capital
que a gente entende ser disponível, né,
e ter um potencial de impacto bastante
relevante. Então, mais do que falar,
gente, investimento social privado é
isso ou aquilo. Eh, e aí assim como, né,
um complemento a uma série, né, de
conteúdos, de publicações que já existem
sobre esse tema, o que a gente quer
aqui, né, nessa iniciativa conjunta é
mostrar que existe um caminho, que esse
caminho, né, ele tem um um uma estrada,
né, eh, minimamente percorrível por todo
mundo e que se a gente conseguir, né,
eh, juntar esses esforços e direcionar
esse capital para espaços ou para
momentos, né, eh, acho que tem um áudio
vazando aí, pessoal, eh, né, Se a gente
conseguir direcionar esse capital para
iniciativas que sejam realmente
transformadoras e que elas estejam, né,
nos espaços da sociedade que mais
necessitam desse capital, talvez a gente
tenha, né, um assim um benefício muito
maior, né, a gente consiga amplificar
esses benefícios. Então é um pouco do
espírito dessa conversa de hoje, né, é
um pouco do que a gente tá buscando com
essa, né, com essa mobilização, com
essa, né, com o lançamento do guia e
toda a mobilização que a gente faz a
partir dele. Então esse é o primeiro
passo de uma longa caminhada, né? Então
passo aqui agora pra Paula, né, pedindo
um pouco, né, do seu olhar. Paula vai
fazer a moderação dessa conversa com a
gente. Então Paula, mais uma vez
agradeço a parceria pela construção do
guia, a parceria por estar aqui hoje e
que seja o começo de uma estrada muito
produtiva, né, com muito impacto, onde a
gente consiga fazer muita transformação
e induzir muita transformação. Então é
isso, Paula, tá contigo. Obrigado pela
oportunidade de falarmos juntos aqui.
>> Eu que agradeço, Luiz. E vamos nessa,
vamos destravar mais capital para causas
socioambientais. Bom, queria dar
primeiro bom dia a todos e todas
agradecer o convite. Queria agradecer o
Sorge, né, que é uma pessoa que teve aí
na minha jornada há muito tempo, você,
Luís, Amanda e todos os os integrantes
do time da dos times da Ambima, da B3,
da CNEG e da Febraban, pela confiança e
por essa parceria. E parabéns pela
organização desse papo de hoje, né? E aí
queria também fazer um convite a todos e
todas para baixarem o guia. Ele tá muito
bacana. Ele fala aí um pouquinho sobre
que que é o investimento social privado,
traz algumas metodologias e tem alguns
exemplos de de atuação bem interessante.
E é um grande prazer para mim tá aqui
para mediar essa conversa. Eu antes de
ir pro terceiro setor, trabalhei no no
né, no setor financeiro, no mercado de
capitais. Então é um prazer táar aqui
mesmo e especialmente para celebrar essa
iniciativa que nasce da colaboração
entre quatro instituições tão relevantes
pro país, né? AIMA, B3, ACN, Seg, a
FEBRABAN. A união dessas organizações
para produzir esse conteúdo já é por si
só uma mensagem muito poderosa. Eu sou a
Paula Fabiane, CEOIDES, que é um
Instituto pro Desenvolvimento do
Investimento Social. Eu sou uma mulher
branca de 55 anos, tenho cabelos curtos
e castanhos, olhos castanhos, uso óculos
e hoje tô vestindo uma blusa branca.
Eh, não sei se todos aqui conhecem o
IDs. Nós somos uma organização que atua
há 26 anos, apoiando e buscando ampliar
o investimento social privado e seu
impacto. A gente trabalha junto a
indivíduos, famílias, empresas,
fundações, institutos corporativos e
familiares, assim como organizações da
sociedade civil, eh, em ações que
transformam realidades e contribuem
paraa redução das desigualdades
socioambientais no país. A gente faz
isso a partir do tripé de geração de
conhecimento. Esse guia é um um produto
de geração de conhecimento da
consultoria, que é esse apoio técnico
que a gente dá pros investidores sociais
privados, para quem faz filantropia, e
também a realização de projetos de
impacto, eh, que contribuem pro
fortalecimento do ecossistema da
filantropia estratégica da cultura de
doação. Um exemplo, né, do que que é um
projeto de impacto que é sempre feito em
parceria com vários outros atores, é o
compromisso 1%, que é uma iniciativa
para mobilizar empresas a doarem pelo
menos 1% do seu lucro para ações
socioambientais. Eu acabei de voltar do
Global Flantop Fórum, cheguei domingo,
eh, e acho que só pensei em trazer esse
highlight porque uma das algumas das
palestras das dos painéis foram sobre o
papel do capital, né? Eh, inclusive
questionando como o capital deveria est
à disposição da humanidade, né,
trabalhar em benefício da humanidade e
não o contrário, não, as pessoas
trabalharem eh pelo capital. Então, acho
que, como o Luiz colocou, essa ideia da
gente trabalhar junto para destravar
capital é algo muito potente. Eu
acredito muito eh no poder das
corporações, das empresas. inclusive fez
fiz um doutorado, né, em filantropia
corporativa, que eu acho que as empresas
têm um poder gigantesco, não só com os
recursos financeiros, mas também com a
sua influência, com o seu capital
humano, eh eh com todo o seu poder de
disseminar eh boas práticas e disseminar
causas eh aonde atuam, né? E quando a
gente fala do setor financeiro de
seguros e do mercado de capitais, a
gente tá falando em especialistas em
gestão de riscos. visão de longo prazo e
alocação estratégica de recursos. E
essas são competências que também são
fundamentais quando a gente fala de
impacto social positivo. O investimento
social privado é, em essência, a
aplicação planejada estratégica de
recursos privados, acho que isso é muito
importante, em iniciativas de interesse
público. E no contexto de empresas,
essas ações podem se conectar ao
propósito e atuação das corporações para
gelar gerar valor compartilhado. Ou
seja, mais do que ações pontuais,
trata-se de uma abordagem estruturada e
contínua para gerar valor pra sociedade
e, ao mesmo tempo, gerar valor para as
empresas. Eh, na prática, o que a gente
enxerga é que quando o investimento
social privado ele é bem estruturado,
ele contribui não só para enfrentar os
desafios socioambientais, mas fortalece
as estratégias SG, mitiga risco, pode
trazer ganhos reputacionais, atração e
retação de talentos, além de contribuir
paraa construção de relações mais
sólidas com os stakeholders da cadeia de
valor da empresa. E para falar um pouco
sobre esse assunto hoje, vamos iniciar a
nossa conversa. Eu vou apresentar os
nossos painelistas, o Luís Pires, que já
se apresentou, né, gerente de
sustentabilidade da BBIMA, a Cíntia
Céspedes, gerente de sustentabilidade da
Febraban, a Fabiana Priante, né, amiga
aí de longa data, gerente de
investimento social da B3 e o Pedro
Vernec, gerente de sustentabilidade da
CNEG. E para começar, né, pra gente
aquecer os botores, eu gostaria que cada
um de vocês comentasse um pouco eh quais
foram os insightes que motivaram a
criação desse guia e que dores ele busca
resolver e qual o papel de vocês para
induzir boas práticas de investimento
social privado, de filantropia
estratégica no mercado. E aí eu acho que
eu vou começar eh com a Fabiana.
>> Muito bom. Um bom bom dia para todas as
pessoas presentes.
Eh, sou uma mulher branca de cabelos
cacheados, longos, eh, e castanhos. Tô
usando um óculos marrom e tô vestindo
uma camiseta polo da B3.
A gente fica, né, Luís, o tempo inteiro
levando nossas nossas companhias, né, no
bem pertinho do coração. Muito bem. Eh,
quero só rapidamente agradecer novamente
a Ambima, eh, e muito especialmente a
Amanda, que foi uma parceiraça, né, ao
longo dessa dessa jornada aqui. Eh,
Cíntia Pedro Paula, que prazer te
reencontrar. Muito bem, gente, vamos lá.
Eh, acho que o guia ele nasceu, né, de
desse entendimento de que o investimento
social ele deixou de ser periférico, né?
Ele passou a ser estratégico e mas ainda
tem muita fragmentação
eh de práticas e de baixa padronização,
né? Então, os dados do GIF trazem, né,
uma notícia importante, né, eles olham
paraa filantropia no Brasil, eh, e eles
nos diz, né, nos traz que o o
investimento social, ele voltou a
crescer no último ano depois da
pandemia. Então, nós chegamos em 5.8
bilhões. O campo tá mais robusto, mais
diverso, mas ainda bastante eh ainda tem
um um espaço importante de maturidade,
né, que eu acho que onde esse guia se
propõe, né, a a colaborar. Então, eh,
existe essa demanda crescente também,
né, por conectar o investimento social,
né, privado a à estratégia do negócio,
né? Acho que a gente tem falado bastante
sobre isso. Eh, a agenda de SG, né, e
muitas instituições ainda não têm
clareza e isso é algo bastante dinâmico,
né? as companhias, as empresas estão
constantemente atualizando, né, a sua
estratégia e a gente como investimento
social precisa acompanhar, né, para que
a gente tenha uma
uma eh estratégia, né, consistente.
E aqui acho que a gente vai para algumas
questões, né, muito práticas. Então, que
essa dificuldade de traduzir o o
investimento social em geração de valor
para instituição, a capacidade de
mensurar o impacto muito muito limitada.
Eh, um ponto que eu falo bastante eh que
é a dispersão de iniciativas com pouco
foco estratégico. Acho que o Luís traz
bem isso aqui na na fala inicial dele,
né? E e aí aqui que eh é muito crítico e
eu quero deixar essa provocação para
vocês aqui, eh o quanto que a gente tem
um potencial de articulação entre os
diversos atores, né? e quanto que isso
pode eh e quanto que essa desarticulação
ela reduz, né, e limita a escala e o
potencial, né, de transformação. E aí
muito rapidamente aqui para encerrar,
gente, acho que só olhando paraa
experiência da da B3 Social, nós
passamos por uma eh reestruturação há 6
anos, nós mudamos, né, de executores de
projetos para exclusivamente Grand
Makers, né? Então, nesses 6 anos, a
gente já investiu mais de 300 milhões em
mais de 1000 projetos no no Brasil
inteiro, né? E e alguns pontos que foram
algumas pontos de tomada de decisão e
que guias, né, como esse ajudam muito,
né, eh,
nessas decisões cruciais. Então, por
exemplo, o nosso Conselho de Governança,
né? Então, eles entenderam que nós
deveríamos sair de do modelo de eh
executores. E aqui, sim, estamos falando
de homens de negócio que entenderam que
a maior parte do nosso recurso tava
sendo eh tava sendo mal aplicada ou tava
com tinha pouco eh pouco efeito, pouco
impacto, né? Então, a gente passa a ser
exclusivamente doador. Eh, definimos
então uma estratégia, né, eh, de atuar
como filantropia estratégica. Escolhemos
atuar em melhoria da educação pública,
eh, educação pública de qualidade para
todos, né, e que materializa muito o
propósito da B3, né? Então, quando a
gente fala que a proposta da B3 é
impulsionar o desenvolvimento econômico
sustentável do país, não tem
desenvolvimento econômico sustentável se
a gente não atua lá no comecinho do
pipeline, né, em alto mar, se a gente
não tem as nossas crianças, nossos
jovens não saem com uma aprendizagem
adequada, né? Então, concluindo aqui, a
gente investiu numa teoria da mudança.
Acho que isso é importante também,
porque normalmente a gente quer fazer um
monte de coisa e aí fica disperso de um
excesso de boas intenções, né, Paula? E
essa teoria da mudança nos ajudou a
chegar nos temas que a gente realmente
investir, né, que prioritariamente
matemática e alfabetização, né, e a
gente usa muito da devidência para
absolutamente toda a tomada de decisão,
né? Então, acho que eh eu começo aqui
muito rapidamente a minha fala.
>> Obrigada, Fabiana. Eu acho que só para
contar para vocês, teoria de mudança é
um instrumento, né, uma metodologia pra
gente criar o nosso planejamento,
decidir definir qual que é a missão, o
que que a gente quer alcançar, o que que
a gente quer mudar no mundo e aí
desdobrar isso, né, em condições para
chegar lá. E quais vão ser depois os
indicadores. Tem no guia e faça esse
convite para vocês conhecerem lá. Mas
acho que é muito interessante, né, Fabi
trouxe essa coisa de do investimento
social deixar de ser periférico e se
tornar um instrumento estratégico, mas
que ainda pode ser mais estratégico e
tem um espaço pra gente unir esforços,
né? E com isso acho que eu vou passar
pro Pedro também trazer aí esses insites
que motivaram a criação deste guia.
>> Olá, bom dia a todos e a todas. fazer
uma breve autodescrição minha aqui. Sou
homem branco, cabelos e olhos castanhos
e camiseta preta lisa. Eh, queria
agradecer a Ambima eh e ao IDES pelo
convite, cumprimentar aqui a audiência
que tá presente e também meus colegas
aqui painelistas que são já de longa
data.
Eh, o guia, como eh como a Fabiana já
brifou aqui muito bem, ele nasceu, né,
de uma eh de uma constatação muito
clara, né? O investimento social
privado, ele já é uma realidade em
algumas instituições. No entanto, muitas
vezes ele ainda ocorre de forma
dispersa, pouco estruturada e embora
frequentemente conectado à estratégia do
negócio, nem sempre essa conexão tá
devidamente registrada, comunicada ou
monitorada. Então, a principal motivação
paraa elaboração desse guia foi
justamente endereçar esse desafio.
Então, dar mais visibilidade ao tema e
contribuir para que essas iniciativas às
vezes fragmentadas e pouco eh
organizadas sejam melhor, né,
estruturadas. Então, eh vincular isso de
forma mais evidente à estratégia, com
intencionalidade, organizando eh
governança, eh, e também essa capacidade
de mensuração de impacto no setor de
seguros.
Eh, esse conceito, então, investimento
social privado, eh, ele não é novo, né,
mas ele não costuma ser assim um item de
pauta eh recorrente das nossas reuniões,
né? Seguradoras, elas têm competências
muito ímpares, né, para identificar,
avaliar, precificar e gerir riscos. E
isso inclui de forma muito direta, né,
os riscos sociais. Então, eh, questões
sociais, elas impactam no nosso negócio,
né, e afetam o resultado. Então você tem
um um vínculo direto, né, com aumento de
sinistralidade, resgates, benefícios,
mas é também um vínculo muito latente e
direto com potencializar oportunidades,
né, especialmente quando a gente fala
que investimentos que vão potencializar
educação básica, educação financeira,
isso garante a inclusão securitária e
amplia a resiliência da sociedade,
organizações e pessoas, indivíduos de
maneira bem bem geral. Por isso que
então investir em uma sociedade mais
resiliente, com menores níveis de
vulnerabilidade sociais para as
seguradoras não é meramente uma questão,
né, de capital reputacional ou algo que
é compreendido, né, como
responsabilidade, né, corporativa e,
portanto, praticada, não é? Eh, esse
esse esse item de pauta, eh, ele é um
elemento fundamental pra
sustentabilidade e manutenção dos nossos
negócios no longo prazo, né? Então,
nesse contexto, o papel aqui, né, de
nós, então associações e entidades, né,
é justamente induzir, né, organizar e
promover essas melhores práticas. então
estruturar de forma detalhada e
aprofundada esse conhecimento, criando
esses referenciais comuns para que
individualmente as empresas possam
internalizar essas agendas e
eventualmente nos fóruns em que a gente
tem eh eh compartilhamento dessas
práticas identificar sinergias para
ações coletivas, né, e e colegiadas.
E aqui que já começa a conectar com com
efeito de rede, né? Então, e nos
últimos, eh, digamos 10 anos, a gente eh
conseguiu uma aproximação muito muito
positiva aqui com com o setor financeiro
como um todo, então aqui da gente, das
entidades como um todo. E essa
aproximação, ela pode se refletir
justamente nessa conciliação de esforços
para temas que são eh latentes,
materiais e comuns a todos, né? Então,
quando a gente eh consegue investir em
termos de educação financeira,
resiliência climática, inclusão
securitária, isso consegue potencializar
escala, reduzir essas sobreposições e o
impacto coletivo se materializa.
Eh, acho que para encerrar aqui, eu vou
citar, né, brevemente algumas dessas
dessas coordenações institucionais aqui
que a gente tem pro setor, que a gente
eh participa assim desde um de um
movimento eh de voluntariado até doação
eh de recurso.
você tá duas aqui. Então a gente tem um
um um relacionamento já bastante
consolidado com eh instituições que que
são focadas, né, em ensino, então
educação básica, eh financeira. Eh entre
elas aqui eu vou citar eh um programa
que a gente tem que é o Atuários e
Programadores do Futuro. Programadores
do futuro e e o programa de Atuários,
né? Então são eh são programas em que a
gente identifica, né, jovens em situação
de vulnerabilidade eh socioeconômica e
financia uma capacitação técnica e
acadêmica, né, e com todo um trabalho
para integrar esses jovens no mercado de
trabalho e preferencialmente no setor
segurador. Então tem um um digamos um um
uma sessão de de privilégio das
seguradoras para esses programas no
momento de de contratação, né, desses
desses jovens. Um outro uma atração
bastante relevante aqui internamente,
inclusive foi fundada por ex-executivos
do setor de seguros e ganhou uma
musculatura, né, fenomenal. é um
instituto ação pela paz, né? Ele visa
justamente eh diminuir eh eh a violência
na sociedade muito eh focado em
capacitação de egressos do do sistema
prisional. Então, reintegrar e
ressocializar, né, esses eh esses essas
pessoas que por algum momento na vida eh
aconteceu esse desvio de conduta na
sociedade, no mercado de trabalho. Então
são são pequenos exemplos aqui dentro do
setor de seguros que podem e devem ser
potencializados a partir do momento que
a gente consegue estruturar todo esse
conhecimento e chamar, né, outros atores
aqui, mercado de capitais, bancos e
outras organizações para que a gente
possa aí ter uma ação eh eh
potencializada.
>> Muito bom, Pedro, obrigada. São bons
exemplos, né? e acha que você trouxe
esse papel do efeito de rede, que é
muito importante, né? E as associações,
essas organizações que agregam eh várias
empresas têm esse papel de disseminar
boas práticas. Acho que é bem
interessante que vocês estão se
colocando aí nessa missão. Eh, e também
o fato de que, apesar do investimento
social privado, a filantropia ser uma
realidade, ele ainda não tem uma conexão
clara com o negócio. Acho que esse é um
ponto bem eh interessante. E com isso eu
queria passar paraa Cíntia trazer aqui
suas considerações eh sobre essa
motivação para apoiar a criação desse
guia.
>> Bom dia a todos e todas. Obrigada,
Paula. Obrigada, Luís, Pedro, Fabiana,
por dividir aqui esse painel com a
gente. Agradeço também ao Thiago que tá
ajudando aqui na na tradução para as
Libras também. Eh, pessoal, e antes de
entrar na na pergunta, Paula, gostaria
também de agradecer o time da Febraban
que ajudou na construção desse guia,
porque a Thaís do meu time foi fazendo
toda essa coleta de informações e a
gente e eu cuido, sou gerente de
sustentabilidade na Febrabanco, um
guarda-chuva com viés muito mais de
risco social, ambiental e climático,
finanças sustentáveis, mas eu tenho meus
pares lá que t esse olhar mais social,
Welton e a Fernanda. Eu vou falar mais
dos projetos deles hoje do que dos
nossos aqui. Então eu queria já fazer
esse disclaimer e agradecimento porque
eles contribuíram muito com as
informações, mas acho que até pela
relação que a minha área aqui de
sustentabilidade tem com a BIMA, com a
CNSEG e com a B3, a gente acabou ficando
com a coordenação do material, mas os
insumos vieram ali das áreas deles. Eu
vou comentar um pouquinho depois desses
cases aqui na minha fala, mas não podia
deixar de mencionar o pessoal que que
contribuiu também por aqui. Bom, eu acho
que o que a o que a Fabiana e o Pedro já
trouxeram, eu super concordo. Vou até
tentar não repetir demais, né, o que o
que o pessoal já trouxe, porque acho que
a construção do guia em si, ainda mais
nessa interação com as quatro entidades,
partiu justamente de um entendimento
comum, né, da de entre essas entidades
de que o setor já tem uma atuação
relevante em investimento social, mas
ainda tinha um desafio importante de
estruturação,
alinhamento e escala, que é um pouco
dessa parte mais prática que a gente
tentou trazer pro guia, né? Então, acho
que nessa nesse viés mais prático, as
três dores principais que a gente foi
mapeando ao longo das discussões foi
primeiro uma fragmentação das
iniciativas, muitas vezes desconectadas
entre si ou do core do negócio, como o
pessoal já comentou. Um segundo, essa
dificuldade de transformar intenção e
estratégia, né? Ou seja, sair das ações
pontuais de um investimento social
privado mais estruturado, com foco em
governança, como você comentou no
comecinho, e continuidade. E o terceiro,
que é um ponto super crítico, que às
vezes a gente vê a dificuldade, é
justamente a mensuração de impacto.
Vocês também já comentaram, mas aqui só
para reforçar que foi o que o a gente
tentou trazer essa parte prática pro
guia, né? E aí ele nasce justamente para
apoiar essa transição, porque como eu
comentei, eh, os setores em si já fazem
bastante coisa e aí sair de um
investimento mais difuso para um
investimento mais intencional,
estratégico, mensurável e conectado, né,
com a agenda ambiental, social e de
governança, gerando valor a longo prazo.
Acho que o guia ele traz esse viés muito
prático. Quem já teve a oportunidade de
ler, o pessoal que tá recebendo o link
aí no chat agora, vocês vão ver que em
alguns momentos ele traz ali um passo a
passo, ele traz exemplos, traz até as
reflexões. Eu mesma quando eu li, fiquei
pensando, a tem um quadrinho lá que
vocês vão ver o que é o o investimento
social privado, que a Paula colocou
muito bem ali no começo a o foco na
palavrinha privado, né? E a diferença de
incentivos fiscais, por exemplo, que tem
a ver ali com o percentual dos impostos.
E aí eu fiquei mesmo reflexiva, por que
que então todo mundo não usa ali o
percentual dos impostos? Não é muito
mais fácil, não tá dado o que que
precisa fazer, já tem a lei e tudo mais,
porque justamente não é tão simples, né,
todo esse processo de mensuração, de
planejamento, de conexão com a
estratégia. Então, a ideia do guia é
trazer essa parte prática também para
quem já faz e precisa estruturar ou para
quem já faz e quer fazer mais ou trazer
essa conexão. A gente tentou trazer um
pouquinho desse olhar na construção. Do
ponto de vista da FEBRABAN, falando aqui
do nosso setor bancário,
especificamente, a Febraban em si tem um
papel muito de coordenação
e indução setorial, né? porque que a
gente não tem fins lucrativos e aí é um
viés um pouco diferente das entidades.
Então a gente atua criando referências
comuns, o próprio guia acaba sendo um
exemplo, promovendo a troca entre os
bancos. Então, quem já tem um nível de
maturidade mais avançado, ajudando os
outros a elevar esse nível de maturidade
no tema e no sistema como um todo. E aí
entra o ponto do efeito de rede que a
Cláudia que a que a Paula comentou um
pouquinho que talvez seja o maior
diferencial do setor financeiro, porque
a gente pensa assim em três frentes que
ele consegue atuar, né? A capilaridade
dos bancos, porque permite alcançar
diferentes territórios e diferentes
públicos. também. Então, a gente atua no
Brasil inteiro e com todos os setores em
certa medida, né? Então, acho que essa
capilaridade ajuda no efeito de rede
também, eh, a capacidade de atuação
coordenada, porque a gente pode ter
iniciativas conjuntas aqui por meio da
FEBRABAN e até complementares entre as
instituições mesmo e essas trocas que eu
comentei e a influência sobre os
clientes e as cadeias, porque aí a gente
consegue ampliar o impacto além das
próprias instituições, dependendo do
setor que tá inserido determinado
projeto, tem essa influência para ajudar
a movimentar melhor. Então, quando o
setor se movimenta de forma alinhada, o
impacto deixa de ser individual, passa a
ser sistêmico e é exatamente o que a
gente tá buscando incentivar aqui no
guia. E aí eu vou copiar do Pedro e já
vou comentar alguns exemplos práticos
aqui da Febraban, já aproveitando essa
fala inicial, porque aqui na Febraban a
gente tem, por exemplo, iniciativas
voltadas à inclusão social, à educação
financeira e a diversidade no setor.
Então que tá tudo muito relacionado com
o nosso core mesmo. Acho que um dos
programas mais conhecidos que eu
gostaria de mencionar e quem quando
vocês forem ler o guia vai tá vai est lá
tudo detalhadinho, mas só para comentar
mesmo, né? É o programa Meu Bolso em Dia
que é realizado em parceria com Banco
Central. É uma plataforma gratuita de
educação financeira, então lá tem curso
personalizado, tem ferramenta prática
para organização de finanças, tem
podcasts e aí ele já alcançou mais de
250.000 usuários. Depois no guia tá tudo
mais detalhadinho para vocês conhecerem.
tem o link para acessar o site e ver
tudo o que tem de informação. E
complementar ao meu bolso em dia, a
gente tem também o índice de saúde
financeira do brasileiro, que permite
que os cidadões avaliem a sua situação
financeira numa escala de 0 a 100,
apoiando a identificação de
oportunidades de melhoria, de aspectos
como comportamento, segurança,
planejamento. Tem essa média nacional,
tá ali perto dos 57%.
o dado de 2024, se eu não me engano, aí
indicando uma evolução, né, no bem-estar
financeiro dos brasileiros. E essa
ferramenta, ela justamente ajuda a gente
a entender melhor para daí formar os
conteúdos olhando, né, onde que a gente
precisa fazer mais ações ali para educar
financeiramente essa nossa população. E
um outro que eu gostaria de comentar tá
relacionado com a agenda de diversidade
e inclusão, que é o programa Somamos
aqui da FEBRABAN. O Somamos, ele faz
parte especificamente da Febraban
Educação, que é o braço de educação
aqui, que tem diversos cursos, né, pros
nossos associados e pro público mais
amplo também, mas ele é focado aqui no
setor bancário. Então, somamos é uma
rede de inclusão diversidade da
FEBRABAN. Eh, e ele foi concebido de
forma colaborativa pelos bancos aqui, as
instituições, empresas parceiras desde
2018. O objetivo principal é desenvolver
capacitação profissional e mentoria para
pessoas subrepresentadas, por exemplo,
negras, eh LGBT,
eh PCD, pessoas de baixa renda,
mulheres, pessoas em vulnerabilidade
social de um modo geral. O foco é a
inclusão, mas também a permanência e o
encarreiramento no mercado de trabalho.
Essas três outras palavrinhas são muito
fundamentais, porque a gente fala muito
de inclusão, mas a questão da
permanência, né, também é muito
importante. Não basta só incluir, a
gente tem que encontrar ferramentas para
manter esses profissionais ali para que
eles sejam parte de verdade, né? Então,
especialmente aqui no setor financeiro,
daí o programa vai ter várias trilhas
ali de formação, certificação e sempre
olhando pros negócios das instituições
financeiras, porque aí acaba ficando
mais focado no que a gente precisa. Toda
a parte de tecnologia faz uma parceria
com o laboratório de segurança
cibernética da FEBRABAN. E esse escopo,
ele vai focando para que o
desenvolvimento da pessoa passe, por
exemplo, pela eh finanças pessoais,
primeiramente ele se organizar antes de
tudo, formação até terapêutica ali para
acompanhamento desse reconhecimento dele
próprio como um profissional competente
e mentoria com profissionais voluntários
do mercado. Então, o próprio pessoal dos
bancos acabam sendo mentores, o pessoal
da FEBRAb acaba sendo mentores desses
profissionais. Então, desde que ele foi
criado lá em 2018, já formou mais de 700
pessoas em 12 estados espalhados pelo
Brasil e tem uma taxa ali de satisfação
de 98%,
que é uma média de aprovação ali também
na certificação do CPA 100 acima de 75%,
que é uma certificação super importante
aqui pro setor.
>> Aham. E aí a ideia é que ele faça esse
acompanhamento das taxas de evasão
>> e também da empregabilidade, né, dessa
dessa formação. Enfim, o objetivo
principal é o encarreiramento do pessoal
no próprio sistema financeiro e essa
manutenção. Mas é isso, eu já falei
bastante, vou devolver a palavra para
vocês, guardo um pouquinho para depois.
Obrigada, Car.
>> Obrigada, Cintia. Obrigada. Eu acho bem
interessante que você traz essa questão
eh da permanência, ou seja, são exemplos
de quando você transforma a intenção
estratégia também, né? Trabalha com uma
uma estratégia eh eh mais robusta eh nos
projetos. Eh, você também mencionou a
fragmentação que a Fabi já tinha
trazido, mas acho que é legal ressaltar
a mensuração de impacto, né? Eh, é muito
importante essa questão da mensuração de
impacto. Inclusive na minha tese de
doutorado, uma das coisas que eu
percebi, se você não comunica, né, se a
empresa não comunica eh eh pros seus
stakeholders a sua filantropia
estratégica, o seu investimento social
privado, ela deixa de gerar valor para
ela mesma. Então, né, e a mensuração de
impacto é um grande facilitador dessa
comunicação. Acho que não só pra gente
olhar o que a gente tá transformando e
melhorar as nossas iniciativas, né, acho
que esse é o objetivo principal da
mensuração. É realmente eu tô chegando
lá, tô chegando lá da melhor maneira.
Será que não tem ajustes pequenos que eu
posso fazer para aumentar o impacto da
minha iniciativa? A gente inclusive
trabalha usando a metodologia do Sirroy,
né? Eu sou certificada nessa
metodologia. a gente teve semana
passada, semana retrasada, eh a boa
notícia de ter mais um integrante da
equipe certificado nessa metodologia
aqui no Brasil. Eh, e é, a ideia é
monetizar o valor do impacto social para
comparar com o valor investido. Mas ele
não é uma mensuração só fria, né? Eu
tenho três de quatro vezes de retorno,
mas ele abre uma conversa para você
entender o que que pode melhorar, para
você aumentar essa esse retorno obtido.
Então, acho que esse é um ponto muito
interessante e eu esqueci de mencionar
até na fala do Pedro, quer dizer, o
papel também eh das organizações, em
especial na área de seguros, nas
emergências, né? Eu sei que a área de
seguros tem feito um trabalho importante
nas emergências. As infelizmente com as
mudanças climáticas, as emergências
viraram rotina, né? Todo ano a gente tem
duas, três e e é muito importante, né, e
também um pouco trazendo o que já foi
falado, essa união de esforços nesses
momentos e acho que a gente tem grandes
oportunidades. E com isso queria passar
a palavra pro Luí para também trazer aí
a sua visão dos insites que motivaram a
criação eh do guia, né, e o papel que
vocês têm aí de induzir boas práticas no
mercado.
Paula, eu fui anotando enquanto o
pessoal foi falando algumas palavras que
para mim acho que elas resumem muito do
que a gente quer com esse guia. Eh, eu
acho que ela parte de um incômodo que
foi trazido aqui pelo Pedro, a gente
entendendo a necessidade de
transformação social e da gente colocar
um pouco mais de velocidade,
eh, a gente entende que é, cara, é nosso
papel atuar, né? né? O nosso papel abrir
um pouco e destravar essas fronteiras,
abrir eh um direcionamento. Eu acho que
com isso a gente traz uma segunda
palavra que foi citada bastante aqui,
foi a intencionalidade, né? Eu acho que
muito do que a gente, ah, então vou
fazer por fazer, não vou fazer porque a
gente tá enxergando que existe uma
questão a ser resolvida e a
intencionalidade ela tá por trás disso,
né? Eh, isso nos leva ao terceiro
espaço, a terceira palavra que para mim
foi muito bem colocada aqui, que é a
efetividade, né? Aí ela se contrapõe com
uma percepção que a gente mapeou aqui,
que também foi bem colocada, acho que
quase todo mundo, que é a dispersão dos
investimentos, né? Então, eu só queria
trazer aqui essa nessa minha fala que o
movimento que a gente pretende induzir,
né, a partir desse guia e gente,
primeiro e é necessário. Segundo, a
gente tem dois tipos de capital que são
muito importantes. O capital com
incentivo fiscal, né, eh, que tá meio
que disponível para bastante gente e ele
precisa ser explorado e a gente tem a
necessidade de iniciativas com capital
próprio, tá? Então, são duas formas da
gente olhar para essa agenda. Isso tira
a gente desse espaço de falar: "Ah, não,
tudo bem, vai daqui a pouco, qualquer
dia, alguém resolve". Não, falou: "Pô,
pera aí, eu sou um agente, né,
transformador, eu sou agente indutor
dessa mudança, tá? Então acho que isso
traz muito pra gente. Então a partir do
momento que a gente, né, eh trabalha
nessa fragmentação e olha muito, né,
paraa efetividade, a gente chega no
nosso objetivo final, que é impacto. A
gente precisa trabalhar na transformação
da sociedade e esse capital ele é
extremamente relevante e importante para
isso. Então acho que com esse olhar, né,
eh eu acho que assim o a fala de todo
mundo endereça bem, né, aquilo que nos
nos colocou aqui, né, que originou esse
trabalho. Então, a gente precisa
entender como que a gente faz essa
transformação, como que a gente dá
escala para isso e como que a gente
trabalha. Eu gostei muito, né, eh, da
fala da Cíntnia do impacto sistêmico,
né? Então, quando a gente olha para isso
de uma forma estruturada, a gente cria
um mapa. Eu acho que o o Guia ele traz,
né, bastante disso. Ele traz, por
exemplo, parcerias, né, instituições,
associações, entidades que já são nossas
parceiras, que já atuam fazendo, né,
investimento com qualidade, olhando,
tendo indicadores de impacto, tendo uma
baita criticidade na avaliação. Eu acho
que é um pouco desse, né, desse beabá
que a gente quis trazer para quem nunca
olhou para esse tema, né? Eu acho, eu
gostei muito de uma fala que a Cíntia
trouxe sobre a reflexão, né? Quando a
gente faz uma reflexão, pô, pera aí, eu
já faço isso tem 15 anos, tem 20 anos,
mas o que que eles estão falando? O que
que eu tô fazendo de diferente? Hum,
será que não tem alguma coisa que eu
consigo dar uma otimizada, dar uma
melhorada no meu dia a dia? Então, acho
que eh esse, né, esse assim, esse
bastidor, né, da preparação do material,
eh, eu acho que nos coloca, né, num
lugar de transformação ativa da
sociedade. Eu acho que esse é o espaço
que a gente precisa construir
coletivamente pro setor. Então, com
isso, eu encerro minha fala aqui e assim
agradeço a presença de tanta gente aqui
hoje, né, e convido todo mundo a
contribuir ainda mais e a participar
dessa agenda, né, sendo o transformador
e indutor de das mudanças tão
necessárias para a nossa sociedade.
>> Obrigada, Luís. Acho que essa questão
aí, né, da efetividade do capital e
também essa esse olhar que esse essa
gostei muito que você trouxe essa
questão de ser um agente indutor da
mudança, do impacto. E são pontos muito
interessantes. Eu queria continuar com
você, aproveitar que você já que a gente
já tá nesse papo e trazer uma outra
pergunta, né? Que pautas você pautas
sociais você acha que tem mais aderência
ao setor financeiro quando a gente fala
de investimento social privado, de
filantropia estratégica e e por tá
alinhado a temáticas relacionadas ao
core business, né? Um pouco aquela ideia
de como é que você escolhe o foco sem
abraçar o mundo, né? porque são tantos
os problemas socioambientais que a gente
precisa enfrentar. Eh, mas a questão do
foco, né, eh é muito importante
inclusive paraa efetividade das ações,
paraa mensuração do impacto, eh para
você ter essa essa cadeia, né, eh também
dando gerando valor paraa empresa, né,
>> Paula? Eh, acho que num país tão
desigual quanto o Brasil, né, eh, a
gente corre o risco de querer fazer
tudo, porque para quem quer fazer
transformação social, o Brasil tem um
milhão de oportunidades, né, todos os
dias, né, acho que isso é reflexo de uma
sociedade muito desigual e acho que um
monte de causas históricas nos levam à
situação que a gente tem hoje. Eh, esses
dias eu tava conversando com um grande
amigo, uma pessoa que me ensina muito,
Gibson, Trindade lá do Pacto para
Promoção Precuidade Racial. a gente tava
conversando justamente sobre a
necessidade do capital chegar no lugar
onde ele é mais necessário e, acima de
tudo, mais transformador, né? Eh, e com
isso eu vou trazer um um ponto aqui. A
gente faz uma pesquisa de tempos em
tempos, uma pesquisa sobre diversidade e
inclusão no mercado, né? E mostra que o
mercado financeiro, eh, acho que paraa
surpresa de absolutamente zero pessoas,
ele é um mercado basicamente formado por
homens brancos, tá? Eh, então tem uma
maioria de pessoas brancas, né? uma
maioria absoluta de pessoas brancas, uma
maioria de homens, né, de pessoas que se
identificam como do sexo masculino. Eh,
e isso traz pra gente uma série de
questões. Primeiro, a gente aparta da
sociedade, né, um grupo que é
extremamente representativo na nossa
sociedade, aparta do mercado. Num
segundo momento, a gente não consegue
desenvolver produtos adequados, né, para
um contingente gigantesco de pessoas,
né, que tem direitos, tem oportunidades,
né, e poderia participar de uma forma
muito mais ativa. É, e a gente não
inclui, né, um contingente gigantesco de
pessoas, que hoje mais da metade da
população brasileira se identifica com
pretoparda, né, e a gente não inclui
essas pessoas num processo de eh
evolução financeira, né, de acúmulo de
riqueza. E com isso a gente vai
proporcionar uma série de benefícios eh
ao longo do tempo e de transformações
sociais. Então, acho que a partir dessa
provocação, né, eh, do Gibson, o que que
a gente olha? Então a gente olha para
todo mundo fala: "Bom, tudo bem". A
gente, né, como uma entidade
representativa do setor, tem uma
responsabilidade. Eu preciso, né, eh,
trazer para dentro do mercado cada vez
mais mulheres, cada vez mais pessoas
pretas e pardas. Por quê? Porque com
isso eu consigo fazer uma leitura
adequada de quais são as necessidades da
sociedade. Eu consigo promover, né,
distribuição de riqueza de uma forma
estruturada e organizada. Eh, e para
isso, né, eh, qual que é o caminho mais
natural que a gente tem, né, eh, por
para entidades do mercado financeiro,
todo mundo aqui falou, por exemplo,
sobre educação, educação financeira. É
óbvio que esse assunto é muito natural,
ele é muito recorrente no nosso dia a
dia, né, ele é muito presente nas nossas
discussões. Então, como que eu
desenvolvo iniciativas de educação
financeira que focam prioritariamente,
né, eh, em públicos que são
subrepresentados no nosso mercado, como
que eu trago a intencionalidade para
dentro dessa conversa, né? Então eu não
saio por aí, levanto a mão e falou:
"Pessoal, vamos falar sobre esse
assunto?" Não, eu procuro os espaços
onde esse tema é mais necessário, onde
ele vai ser mais transformador e com
isso, né, eu entrego cada vez mais
transformação por meio de ações que já
fazem no dia a dia. Então falar sobre
educação financeira é natural, gente. A
gente tem uma galera aqui na BIMA, né,
que trabalha com isso, que produz um
conteúdo de extrema qualidade, gratuito,
acessível, né, para todo mundo, tá lá.
Então, se vocês entrarem, educação
financeira, colocarem isso no Google,
vai aparecer 1 milhão de coisas. Da
mesma forma que Febraban, B3, CSeg, né,
tão produzindo bastante conteúdo, porque
a gente entende que essa é uma causa
relevante. Agora, quando a gente combina
isso, né, com algumas características de
subrepresentação de grupos da nossa
sociedade, a gente consegue dar uma
acelerada nessa transformação, né?
Então, pra gente aqui, acho que quando a
gente olha paraima, eh, a necessidade,
né, eh, de mudar alguns cenários tem
feito com que a gente tenha uma
intencionalidade, né, eh, na na
distribuição, né, desse nosso capital
reputacional, intelectual, né, até no
capital financeiro, para iniciativas que
estão olhando, por exemplo, pra
diversidade de inclusão, né, que estão
olhando pra inclusão de pessoas pretas e
pardas, paraa inclusão de mulheres no
mercado de trabalho, porque com isso, no
longo prazo, né, e aí cada vez mais
diminuindo essa velocidade natural de
transformação, seja esperado em uma
sociedade menos desequilibrada, né? A
gente diminui o tempo, a gente acelera
essa transformação e a gente consegue
chegar no lugar que a gente quer. Então
acho que com um pouco dessa história a
gente vai transformando cada dia mais,
né, a sociedade que a gente vive e dando
essa intencionalidade como grande
direcionador da nossa atuação por aqui,
tá?
Acho muito bacana que você trouxe aí
também essas causas transversais, né,
como raça, gênero, clima, onde a gente
tem que pensar em vári nas causas com
essa transversalidade de outros temas,
senão, né, e e a pauta da diversidade,
ela é fundamental pro desenvolvimento do
país. A gente perde talentos, né, quando
a gente não olha para essa questão.
Infelizmente, a gente viu um retrocesso
aqui nos últimos eh anos e eu acho
maravilhoso que vocês trouxeram essa
essa temática. E aí queria passar, né,
eh, para pra Cíntia. E CIA, eu queria
saber tua visão de como o investimento
social privado pode fortalecer a
confiança e a legitimidade do mercado
financeiro junto à sociedade.
>> Paula, aqui vou até ser mais sucinta,
né, mais objetiva até pelo nosso tempo.
Acho que as palavrinhas chaves, né, que
você trouxe aí na pergunta, confianç,
>> eu agradeço até porque a gente tá aí com
pouco tempo para terminar rapidinho.
Confiança e legitimidade, né, as
palavrinhas chave. Quando a gente fala
de confiança no setor financeiro, a
gente tá falando de um ativo que é
essencial e isso é construído no longo
prazo, né? E para quebrar essa confiança
é rapidinho, né? algum uma situação ali
pontual já acaba atrapalhando o sistema
como um todo. Então acho que o
>> e a gente vive, né, Cíntia, uma crise de
confiança na nossa sociedade.
>> Exato. E aí a gente tem que tentar
trabalhar para fortalecer isso. Então
acho que o investimento social privado
contribui diretamente para que isso se
torne mais visível e concreto o papel
desse setor na sociedade, sabe? é uma
forma de comunicar e construir confiança
também, que acho que na prática assim,
os bancos não atuam apenas como
intermediário financeiro, mas também
como agente de desenvolvimento,
contribui para enfrentar desafios reais,
a própria educação financeira que eu
comentei, inclusão produtiva, isso de
uma forma, mesmo que seja indireta,
contribui, né, até paraa redução das
desigualdades, a gente tentar trazer
essas pessoas para perto. Então acho que
essa aproximação com a sociedade cria
diálogo e fortalece o entendimento
dessas demandas sociais de um modo
geral. Então, acho que só para fechar
aqui de forma bem objetiva, né? Quando
isso acontece, ela deixa eh deixa de ser
percebido como algo pontual ou
reputacional e passa a ser entendido
como uma forma de gerar valor mesmo. E
no caso do setor financeiro, isso tem um
efeito ainda maior, porque a confiança
precisa ser sistêmica, né? Acho que para
fechar minha fala, eu diria que essas
iniciativas bem estruturadas de
investimento social privado ajudam não
só na reputação de uma instituição, como
eu comentei, mas contribui paraa
legitimidade do setor como um todo.
Então acho que ela acaba apoiando a
gente nessa manutenção da confiança, que
é um ativo tão fundamental para todos
nós aqui.
Eh, e a gente tá nesse cenário onde cada
vez mais, né, a gente precisa realmente
fortalecer a confiança, as relações, eh,
para caminhar junto e e provocar
mudanças, né? E com isso eu vou passar
pro Pedro. Pedro, eh, como é que você
acha que é possível evitar iniciativas
fragmentadas e garantir coerência, né?
né? Acho que foi falado aqui por mais de
uma pessoa essa fragmentação das
iniciativas, às vezes uma eh muito
iniciativas pontuais, meio casuísticas,
né, e não necessariamente ações
contínuas, estratégicas que estão
buscando uma transformação, né? Então,
como é que que que como é que você
enxerga, como é que você acha que é
possível evitar, né, essa fragmentação e
e trazer mais coerência para as ações?
Bom, primeiro vou dizer que o o Luís
puxou um papo aqui que eu até me
endireitei na na cadeira, né? Por isso
porque a C segue esse tema é super
relevante, porque eu sou entusiasta do
tema. Em função aqui do do tempo aqui,
eu vou reservar meus comentários aqui
que reiteram e complementam vários
pontos que ele trouxe. Eh, e vou focar
na pergunta, n? Então, senão a gente
fica aqui outra hora, mas eh acho que eu
a gente pode sumarizar aqui em três
pontos principais, tá? Para evitar essas
iniciativas fragmentadas, o primeiro é
formalizar esse respaldo institucional,
eh, respaldo, eh, institucional
permanente, né, da entidade. Isso
garante coordenação. Quando a gente tem
esse posicionamento institucional claro,
consolidado, como a gente busca
construir aqui na CEG, fica muito mais
fácil engajar o setor e fomentar as
iniciativas coletivas. Isso concentro es
Pedro, só para esclarecer, o que que
você chama de formalizar?
é comunicar adequadamente, né, e
registrar isso num segundo ponto, né,
que é em relação à governança, né?
Então, você ter eh muito bem estruturado
eh esses critérios de de priorização,
escolha, seleção de iniciativas e temas
eh e comunicar isso de uma maneira que
você consiga engajar. Isso vai evitar um
risco de pulverização de iniciativas,
principalmente dentro do setor de
seguros que a gente vê, eh, que são, né,
individualizadis e pulverizadas. Isso eh
gera às vezes, né, perda eh de recursos
e de efetividades que pode ser feito de
forma centralizada e que em benefício eh
de todo, né, de todo o setor. Acho que
um um segundo ponto governança um
terceiro ponto é trabalhar com uma
lógica estruturada de impacto. Aqui a
gente já trouxe esse assunto diversas
vezes, que é uma teoria de de mudanças e
métricas muito bem definidas para ferir
isso. Então, quando você sabe exatamente
qual a transformação você quer gerar,
nas decisões, elas passam a ser mais
coerentes e baseadas em evidências. E
com isso tudo você consegue fortalecer
esse alinhamento, aumentar o poder de
convencimento, né? Porque você vai ter
ali números números e evidências eh
fortes, né, daquela daquela da do
impacto de determinadas ações. Isso você
consegue até eh conciliar em interesses
internos também para poder
potencializar. Então, no final do dia,
essa fragmentação,
eh, na realidade evitar essa
fragmentação, isso se traduz em uma
capacidade mais potencializada de gerar
valor.
>> Muito, muito bom, Pedro. Acho que você
trouxe também esse ponto da governança
que é fundamental eh pra gente ter um
investimento social privado estratégico
e contínuo, né? Então esse é um ponto
bem bem importante, não só para as pros
investidores, mas também para as
organizações da sociedade civil que
precisam investir em governança, eh até
para garantir um maior impacto das suas
ações. E aí já caminhando aqui pro nosso
encerramento, mas acho que não podia ser
pessoa melhor do que a Fabiana para
fazer essa essa trazer assim a visão
dela sobre os principais benefícios do
investimento social privado para
instituições financeiras e pro mercado
de capitais.
Acho que a gente já falou um pouquinho
sobre isso, mas eh acho que é um bom uma
boa pergunta pra gente finalizar o nosso
encontro, né? A gente falou de valor no
longo prazo, reputação, gestão de risco,
mas como é que a gente equilibra tudo
isso, né? O que que eh eh eh são como é
que qual que é a tua visão desses
principais benefícios, né? Como é que a
gente engaja mais gente eh na prática da
filantropia estratégica e no
investimento social privado? Fabi, com
você.
Eh, eu só queria fazer aqui um destaque,
o Luiz, eu até anotei grande aqui no no
meu bloquinho, intencionalidade. Eu acho
que intencionalidade perpassa, se a
gente tiver que escolher uma única
palavra para esse evento, eu escolheria
intencionalidade, né? Acho que é sobre
isso que a gente fala. E acho que um
primeiro ponto que eu acho deve ser
pacífico, né, a todos, que o
investimento social privado, eh, ele não
é apenas uma agenda social, né, ele é
uma agenda também econômica, né, e tudo
passa pelo capital humano, senão não tem
crescimento sustentável. E aqui, eh,
Pedro trouxe o ponto da governança, que
é, eu sempre falo aqui internamente, que
são os donos da caneta, são os grandes
tomadores de decisão, né? Nós somos os
apaixonados, os engajados, mas a gente
precisa de uma governança aliada, né?
Então, acho que esse isso é um ponto
importante aqui para deixar bem
destacado, né? Eh, a gente passou muito
bem pelos valores todos de eh nas
instituições financeiras e na sociedade,
né? Eh,
acho que tem um ponto
que eu não sei o quantos colegas
concordam com isso,
mas muitas vezes a gente atua numa forma
muito si mesesmada, sabe? Olhando para
dentro, olhando para si. E o que a gente
percebe, né, Paula, acho que essa é uma
grande tendência, inclusive atuarmos
mais em aliança, né? E essa
>> gente tem vários exemplos de coalizões
essências, né? Eu acho que a gente
começou ali na pandemia com esse olhar
de que podemos fazer juntos e isso tem
se tornado uma tendência. Bom ponto.
>> É, é exato. A gente como B3 eh social,
nós atuamos muito fortemente em duas
alianças. uma que é a aliança eh pela
alfabetização. Então, só um número aqui.
A gente tinha até ano passado 60% das
crianças, 59% das crianças
alfabetizadas, fomos em um ano para 66.
É maravilhoso, mas ainda temos muito. A
gente comemora por 5 minutos e depois a
gente arregaça a manga e vai trabalhar.
Em matemática eh também estamos, né,
constituindo, é muito novo, gente, há 20
anos, mais de 20 anos, a gente fala de
alfabetização. Matemática, a gente
começa a falar agora. E para, de novo,
pro setor de capitais, como que a gente
não fala de matemática, né? Então, está
se estruturando. E eu tô trazendo isso
porque em especial falando lá do alto,
eh, é um um lugar onde nós nos todos nos
encontramos, né? E aí já deixo aqui a
provocação, o quanto que nós todos,
inclusive nós que estamos aqui nesse
nesse painel, estamos conversando e e
fazendo uma convergência, né? Então,
acho que tem uma provocação muito grande
com todo o nosso poder de mobilização
também, né? eh cada um dentro do seu
ecossistema.
Eh, então, só rapidamente aqui
matemática, para vocês terem uma ideia,
a gente tem mais ou menos 140 pessoas
aqui. No final do ensino médio, se
fôssemos nós, né, de 140 pessoas, só
sete de nós saberiam o adequado em
matemática, né? Então, eh, esse esse
lugar de entendimento do contexto, né?
Entendimento de para que, porquê, né?
para onde a gente quer ir e termos uma
linguagem única. Acho que tem uma um
papel muito importante da gente de um
education para dentro de casa, né? Então
eu fico ali com, né, batendo palma em
todas as áreas da B3, eh, para fazer
essa conversa e trazer mais aliados.
Então, e aqui todos nós temos esse
papel, né? Eh, acho que queria trazer
uns pontos que pra gente são relevantes
e talvez para essa eh na seleção dos
nossos projetos e que perpassam também
por essa decisão aqui de investimento,
né? Então, a gente sempre olhar, trazer
essa perspectiva do do impacto sistêmico
e com escalabilidade, com qualidade e
escalabilidade. O que que a gente tá
falando de impacto sistêmico? a gente
fala de convergência com política
pública. Não adianta sair fazendo algo
que tá na cabeça aí, não tá dialogando
com a política pública. Em vez de
colaborar, a gente prejudica, né? Acho
que tem um um exemplo que eu gosto muito
de dar e que eh a gente o tempo da
escola é muito caro, então a gente
precisa pensar muito bem o que que a
gente vai fazer e tá muito articulado,
né? Então, a gente gosta de sempre olhar
projetos que estão articulados com
políticas públicas e depois eles vão
cascateando, né? Eh, e também essa uma
outra lógica que funciona muito dentro,
né, do do nosso do negócio, né, que é
otimização e e eficiência, seja dos dos
recursos e e do portfólio, né? Então,
eh, trazendo aqui alguns exemplos, né?
Eh, dentro de em matemática, nós
investimos na UBENEP Mirim, que é a
Olimpíada Brasileira de Matemática para
as crianças, né, lá nos anos iniciais,
que é já onde as crianças começam a ter
uma repulsa em relação à matemática e
depois a gente pensa em toda a
trajetória chegando na, né, na saúde
financeira. Eh, um outro exemplo também
que é bastante relevante aqui paraa
nossa conversa.
Eh, e Cintia, eu eu sou gosto muito da
produção do do meu bolso em dia, assim,
eu acho que realmente é é o que a gente
tem de melhor, assim, desculpa, tô
falando um dos melhores que nós temos,
né? E esse essa é uma outra provocação
também,
entendermos que porque já tem muita
coisa feita, tem muita coisa boa, tem
muita gente que sabe bem o que que tá
fazendo e a gente tem que é impulsionar,
nos unirmos e impulsionarmos o que já
existe, né? Eh, e dentro dessa
perspectiva, eh, tem um outro projeto
que que eu queria destacar que é bem
legal, que a nova escola, né, a nova
escola especialista em professores, eles
produziram planos de aula paraa educação
financeira, né? Então, em vez da gente
ficar reinventando a roda, por que que a
gente já não apoia quem faz com
qualidade e já tá conseguindo essa
escala, né? Em vez da gente sair
tentando entender como é que chega na
escola, já tem gente que faz isso, né?
Então acho que essa eh eu sempre faço o
tempo inteiro, né, para dentro de casa
eu faço conexão com o negócio, né? Então
a B3 infraestrutura, né? E Brasil, então
a gente também apoia a infraestrutura da
educação, né? A gente olha muito para
resiliência,
eh, pr pra austeridade do do uso dos
recursos, a gente também leva isso pro
investimento social, né? Eh, então acho
que tem um pouco disso tudo, né, que eu
que eu fui trazendo aqui. Eh, a gente
entende que, eh, a gente precisa, então,
todos nós, né, entendermos. O, o Pedro
falou muito de sustentabilidade, né?
Então, esse equilíbrio no investimento,
entendendo que a gente precisa da
fôlego, muitas vezes a gente tem que
investir no institucional. E isso tudo
aqui faz, a gente consegue fazer um
deparo com o negócio, né? Então, eh, um
pouco do nosso olhar, né, do do
fortalecimento do investimento. nosso
caso, né, a gente sempre vai defender a
a educação, né, para transformar, agora
conectando aqui, né, transformar
desigualdades e a gente precisa dessa
convergência, a gente precisa entender
que se o investimento também ele pode
ampliar as desigualdades, se nós não
fizermos as perguntas certas, né, ali na
na no projeto que a gente vai apoiar, no
projeto que a gente tá elaborando, a
gente corre o risco de ampliar
desigualdades. Isso é muito mais comum
do que a gente imagina, né? E deixo aqui
o meu chamado, meu
abertura, né? que como B3 a gente gosta
muito de conversar, de fazer conexões.
Então, eh, deixo aqui meu contato, minha
disponibilidade para todo mundo, pra
gente, eh, pensar, né, nesse, nesse
caminho, nesse, no setor financeiro,
investindo de uma forma estratégica, eh,
nessa educação que reduz desigualdades,
que fortalece as bases para um mercado
mais eficiente, com mais inovação, mais
inclusivo e e mais sustentável, né?
Então, encerro por aqui, Paulinha.
>> Obrigadão, Fabiana. Acho que você trouxe
aí um ponto muito importante. A gente
precisa internalizar que a desigualdade
é ruim pros negócios, que a desigualdade
é ruim pro mercado e que eh um país
menos desigual você tem um mercado mais
forte, o mercado consumidor ou que seja,
mas e que é papel de todos os atores
combater a desigualdade, porque ela é só
ruim pra sociedade em si, mas ela é ruim
pros negócios, né? E a gente vê isso em
outros países onde você tem a
deterioração da desigualdade, como isso
eh eh é ruim para as empresas, pro
mercado. Então, e queria também só, né,
uma das coisas que você trouxe, que a
gente não tinha ainda falado quando
falou de impacto sistema, essa
convergência com política pública. Não
tem como também a gente atuar no setor
sem se relacionar com o governo e sem
buscar esse alinhamento.
né? E eu acredito muito no investimento
social privado como esse PID, um
pesquisa e desenvolvimento pro governo,
né? A gente tem condições de testar
modelos que podem virar política pública
depois, porque o o setor filantrópico
ele pode correr muito mais risco, o
governo não pode correr certos riscos.
Então, eh fortalecer o ecossistema
filantrópico é fundamental pra gente
avançar também em melhores políticas
públicas, né? E e aí queria só a gente,
acho que o Luiz falou pra gente abrir
para uma ou duas perguntinhas, né? Eh,
eh, e aí queria só finalizar aqui esse,
esse bloco com a a Fabi trouxe a
importância do capital humano, né? E no
no Globo Flant eles trouxeram essa essa
era uma imagem até onde você tinha ali o
capital financeiro, o capital natural e
o capital humano, que são os capitais
que a gente tem à disposição eh eh eh na
nossa sociedade. Como na verdade tanto
capital natural quanto capital humano
hoje trabalham pro capital financeiro. E
a gente tem que inverter essa lógica. Na
verdade, o capital natural e o capital
financeiro tem que trabalhar pro capital
humano, né? a gente tem que trabalhar
para as pessoas e e o o capital
financeiro tem que tá à disposição da
humanidade e não o contrário. E com isso
abro aí para perguntas, duas
perguntinhas apenas, gente, porque a
gente já tá excedendo aqui o tempo.
>> Pessoal, é só levantar a mão e liberar o
microfone, tá? Fiquem à vontade. Dayane,
por favor.
>> Oi, gente, bom dia. Parabéns aí pela
agenda. Eh, minha pergunta, na verdade,
ela é bem direta, assim, eu queria
entender se esse eh S Roy ele também tem
no Brasil assim ou se é só tem essa
certificação internacional.
Tem, precisamos.
>> Não, não tem. É muito fácil de
responder.
>> A única organização que faz, que traz,
dá certificação no mundo é Social Velo.
E é Social Velho UK, inclusive, né? Quem
quem apesar de ter Sovel em vários
outros países, é a Inglaterra que faz a
certificação e quem empuxou. Na verdade,
foi na Inglaterra que surgiu isso, muito
influenciado pelo governo mesmo. O
governo britânico decidiu ter uma
métrica para paraas suas relações com as
organizações da sociedade civil e elegeu
esse RO como essa métrica. E aí essa
prática ganhou o impulso e aí eh e aí a
Sociovel tem o curso, né? você pode
fazer o curso e depois tem a
certificação, você precisa fazer uma
avaliação, traduzir pro inglês, mandar
para eles e aí tem todo um processo que
é chatinho, mas eh vale a pena, né? É
uma metodologia que conversa muito com
os investidores, em especial os
investidores de mercado financeiro, né,
de mercado de capitais, que entendem
muito bem essa métrica do retorno, né?
Por isso que a gente resolveu adotar
esse, porque é para facilitar eh essa
conversa, mas é importante entender que
ele não é uma métrica, é uma eh no fundo
é uma estimativa de um impacto que
muitas vezes são coisas intangíveis que
permitem essa análise, essa monetização
e essa análise, mas é muito mais
importante abrir a conversa sobre
impacto para entender melhorias do que
realmente esse número, porque você não
consegue comparar um projeto de saúde
com educação, com inclusão produtiva,
que são naturezas diferentes. Então ele
não é uma métrica comparativa, mas é uma
métrica de aprofundamento e de
entendimento dessa jornada do impacto.
Obrigada pela pergunta, Daane. Mais uma
Paula. Pera aí, Dayane, só assim, o meu
sim foi porque a gente teve uma
experiência muito bacana com IDs
aplicando SO nos projetos pra gente, tá?
>> Ah, tá bom, entendi. Então eles poderiam
ser esses intermediadores,
>> poderiam ser. Então, no fundo se avalia
e a gente fez isso num projeto de
educação financeira, tipo, mostra meio
que para cada dinheiro que você coloca
aqui, você tem um múltiplo de tantos
dinheiros girando na sociedade, no
entorno. É uma abordagem, é um olhar
muito interessante sobre o projeto, tá?
Eu super
>> Não, perfeito. Não, ótimo. Obrigada,
gente.
>> Obrigada, Luiz. Eh, Fernanda, e aí a
gente depois a Fernanda encerra.
>> Ei, pessoal, bom dia. Tudo bem? Obrigada
aí pela por tanta informação. Eu queria
fazer uma pergunta, se não me engano foi
o Pedro e também a Cíntia, que citaram
iniciativas das instituições deles
focadas na qualificação de pessoas para
poder atuar no mercado financeiro, né?
Acho que ambos citaram mercado
financeiro e seguro, ambos citaram que
tem iniciativas como essas. Eu queria
que vocês comentassem um pouquinho,
pessoal, como que é depois da da
formação, da capacitação, a absorção
dessas pessoas nas empresas, nas
instituições que vocês trabalham, se
vocês conseguem de forma efetiva junto
ao RH absorver essas pessoas paraas
empresas e paraas instituições.
e também eh se é se a construção desses
conteúdos, dessas formações, se elas são
feitas em conjunto com RH das empresas e
das instituições de vocês ou se é algo
totalmente feito por uma uma instituição
contratada.
>> É startar. Sintia,
>> posso ir rapidinho aqui, Pedro? Então,
Fernanda, Fernanda, aqui no na Febraban,
o projeto específico que eu comentei é o
Somamos. E aí ele pode ser feito de duas
formas. Tem de uma forma mais
abrangente, que aí a própria Febraban
Educação vai captando as pessoas para
compor eh o projeto e elas fazem as
certificações e tudo mais e tem todo
esse apoio de mentoria para que ela
consiga ingressar em alguma instituição
financeira. Uma vez que essa pessoa
entra, ela é monitorada aqui pelo
pessoal da Febraban Educação para ver se
ficou, eh, se subiu de cargo, se teve
aumento de salário. Tem vários
indicadores aqui que o projeto vai
acompanhando ao longo do tempo, desde o
primeiro projeto até agora eles vão
acompanhando todo mundo que fez parte. E
tem também uma opção que é como se fosse
aquele formato em company, que uma
instituição financeira em específico
pode fazer projeto para ela. Então ela
vai montar ali junto com a Febrabanha
educação, fazer todo esse processo das
capacitações e tudo isso e aí ela vai
tentar absorver esses profissionais
depois e vai fazendo esse monitoramento.
Então a gente tem os indicadores de
longo prazo. Aqui no estudo tem alguns
dados no próprio guia que você pode ver.
Senão lá na página do Somamos também tem
bastante coisa, mas eu vi também que
você é do BMG. Qualquer coisa vocês são
nossos associados. A gente pode falar
até mais especificamente para você
entender melhor. A gente tem um case que
eu brinco que é o Marcos Lima do Banco
Votor Antim. Ele foi aluno do Somamos e
hoje em dia ele tá assim, eu brinco que
eu falo que é o nosso case ambulante,
que ele tá em todos os lugares e cada
vez crescendo mais. E todo projeto, todo
evento que tem, a gente chama ele para
contar a experiência, que acho que eu tô
comentando dele porque eu sei que
bastante gente conhece, porque ele tá
sempre com o microfone na mão por aí,
né? Aí é só para dar esse exemplo que a
gente acompanha toda hora eh o Marcos e
a gente conversando para espalhar a
palavra. Somamos. Vai lá, Pedro.
>> Ui, Fernanda. Vamos lá. Vou pensar aqui
de nos dois exemplos que eu citei na
minha fala, que é o projeto
Programadores do Futuro, Ciência da
Computação, e o Atuários do Futuro, que
é de Ciências Atuariais, né,
fundamental, né, para setor de seguros.
Eh, ambos projetos, quem constrói todo o
material, eh, isso é terceirizado.
Então, a gente tem um parceiro para
atuares do futuro e um outro parceiro
para programadores do futuro, mas a CEN
segue e um núcleo duro, né? Então, Peti,
comitê aqui de algumas que indicam
representantes, formam como se fosse um
conselho editorial para validação e
complementar esse material.
Então tem sim, tá? eh eh parceiros
externos que vão nos ajudar a viabilizar
esses projetos, principalmente nessa
construção, né, do conteúdo didático,
né, digamos assim, eh, e também de de de
para lecionar, tá, em relação à
internalização,
eh, ambos os projetos eles têm um um uma
aceitação, né, e um e um debruçar muito
grande das áreas de RH das empresas para
poder eh, enfim, internalizar esses
talentos dentro do quadro funcional das
empresas, eu diria que o atuários é
assim, é sucesso, tá? O programadores
tem uma questão particular, porque em
muitas seguradoras eh eh acaba que esse
essas áreas da empresa contam com apoio
externo de de de outras empresas que
prestam esse serviço para seguradoras
muito grande. Então, a adesão direta das
pessoas que são formadas ali, eh, não é
100%, mas é um percentual relevante, não
sei dizer quanto de cabeça, que é
internalizado, né, no quadro funcional
das seguradoras. Então assim, eh, em
linhas gerais aqui, tá? Em função do
tempo, é assim que eles são
estruturados. Ambos eles partem de uma
premissa também de parceiros
identificar, eh, via outros parceiros
locais também eh jovens de grupos
minorizados em em em situação de
vulnerabilidade para essa capacitação
técnica e acadêmica.
>> Muito obrigada, Pedro. Gente, chegamos
aqui no encerramento, 15 minutinhos após
o horário. Acho que o que fica claro
também é que para além da atuação, né,
dessas organizações, o mercado
financeiro, mercado de capitais tem um
potencial de influenciar muitos outros
atores, né? Acho que isso é algo que eu
sempre acreditei. Eh, o capital ele ele
eh eh ele pode ele tem um poder de
influência muito grande para direcionar
o rumo de uma sociedade. Então, faço
esse convite, né, para vocês também
pensarem para além dos muros, para além
de seus projetos. a gente tá com
iniciativa junto a planejar de incluir
um conteúdo sobre filantropia na
certificação, né, nos no CFP, nas
certificações financeiras, porque acho
que os os atores do mercado de capitais
eles podem ser grande influência com as
famílias, com as pessoas, eh, para uma
cultura de doação, para uma cultura
solidária do país. E também a gente tem
atuado na Agenda SG muito no S, né, que
aí vocês contaram aqui, eu vi que todas
as experiências foi muito nesse S que é
local, né? Quando a gente fala ali da
questão climática, ambiental, a gente
tem parâmetros internacionais, mas o S é
muito local, é muito Brasil e não só
Brasil, porque a realidade do sul é
diferente do norte e assim por diante.
Mas com isso queria agradecer. Aprendi
muita coisa aqui, fiquei impressionada
com os projetos que vocês estão
executando, que potência, que força e
muito feliz de ver essa ideia de
provocar o ecossistema filantrópico,
provocar, né, os atores que participam
das suas redes, eh, para pensar num
investimento social mais estratégico,
numa filantropia com maior efetividade.
E com isso acho que podemos encerrar,
né, Luiz? Acho que essa é a ideia. E
agradecer a todos os presentes, né, todo
mundo que teve aí com a gente até agora.
Super obrigado. Participação de todo
mundo, Cíntia, Fabiana, Pedro, Paula,
obrigado mais uma vez, né, por nos
apoiarem e participarem dessa jornada
com a gente. É uma jornada que é nossa
de todo mundo aqui, né? Eu acho que
daqui pra frente a gente tem mais cento
e poucas e sei lá quantas pessoas
chegaram aqui, quase 200 pessoas eh que
são corresponsáveis por levar isso
adiante agora. Então, eh, nos ajudem a
espalhar e a fazer esse documento
circular cada vez mais para que a gente
consiga chegar nessa nossa visão de
futuro. É uma sociedade cada vez menos
desigual, cada vez mais transformada,
com investimento cada vez mais
coordenado e que a gente consiga com
isso promover toda a transformação que a
gente conversou hoje, tá bom? Então, em
nome aqui do time da BBIMA, agradeço
demais a participação e a colaboração de
todo mundo. Eh, daqui a pouco, daqui a
pouco ainda hoje vocês recebem, vão
receber um e-mail com link com link pro
para gravação do vídeo, link com pros
vídeos, pro manual, pro guia e para tudo
mais. E um breve resumo de tudo que
aconteceu hoje, tá bom? Mais uma vez,
pessoal, muitíssimo obrigado. Vou
encerrar o evento aqui agora, tá?
>> Obrigada. Muito
>> obrigada, gente. Que prazer que foi
estar aqui nessa conversa.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.