Resolução BCB N° 219
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Resolução Nº 219 RESOLUÇÃO BCB Nº 219, DE 30 DE MARÇO DE 2022 Dispõe sobre os conceitos e os critérios contábeis aplicáveis a instrumentos financeiros, bem como para a designação e o reconhecimento das relações de proteção (contabilidade de hedge) pelas administradoras de consórcio e pelas instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A Diretoria C...
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</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Resolução Nº 219</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><div class="WordSection1">
<p class="Epgrafe" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">RESOLUÇÃO BCB
Nº 219, DE 30 DE MARÇO DE 2022</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 212.6pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;"><a name="OLE_LINK45"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Dispõe sobre os conceitos
e os critérios contábeis aplicáveis a</span></a><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"> instrumentos financeiros, bem como para a designação e o
reconhecimento das relações de proteção (contabilidade de <b style="">hedge</b>) pelas administradoras
de consórcio e pelas </span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">instituições
de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">A Diretoria
Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 30 de março de
2022, com base nos arts. 6º e 7º, inciso III, da Lei nº 11.795, de 8 de outubro
de 2008, 9º, inciso II, e 15 da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e tendo
em vista o disposto no art. 61 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">R E S O L V E :</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><a name="OLE_LINK51"></a><a name="OLE_LINK49"></a><a name="OLE_LINK50"></a><a name="OLE_LINK42"></a><a name="OLE_LINK43"></a><a name="OLE_LINK44"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO
I<br></span></a><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 1º  Esta Resolução
estabelece os conceitos e os critérios contábeis a serem observados pelas administradoras
de consórcio e pelas instituições de pagamento
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil na:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - classificação, mensuração, reconhecimento e baixa de
instrumentos financeiros;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - constituição de
provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito dos seguintes instrumentos financeiros:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) ativos financeiros;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) garantias financeiras
prestadas; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) compromissos de
crédito e créditos a liberar que atendam a pelo menos uma das seguintes
características:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1. o compromisso não é
cancelável incondicional e unilateralmente pela administradora de consórcio ou
pela instituição de pagamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2. a administradora de
consórcio ou a instituição de pagamento não tem capacidade de cancelar,
bloquear ou suspender o contrato ou o desembolso dos recursos ou não executa o
cancelamento, bloqueio ou suspensão na gestão cotidiana normal do instrumento
financeiro; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">3. a administradora de
consórcio ou a instituição de pagamento não tem capacidade de monitorar
individualmente o instrumento financeiro ou a situação financeira da
contraparte, de modo que possa efetuar o imediato cancelamento, bloqueio ou
suspensão do compromisso ou do desembolso dos recursos, no caso de redução da
capacidade financeira da contraparte;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - designação e
reconhecimento contábil de relações de proteção (contabilidade de <b style="">hedge</b>);
e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - evidenciação de informações sobre instrumentos
financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O
disposto nesta Resolução não se aplica aos seguintes instrumentos, para os
quais devem ser observados os critérios previstos na regulamentação específica:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - investimentos
em coligadas, controladas e controladas em conjunto que, na forma da
regulamentação vigente, devem ser avaliados pelo método da equivalência
patrimonial, exceto os investimentos mantidos para venda de que trata o art. 24;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - benefícios a
empregados;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - pagamentos
baseados em ações; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - passivos provenientes
de contratos da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento com clientes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os critérios
contábeis e os critérios para evidenciação de
informações mencionados nos incisos I e IV do <b style="">caput</b> não se aplicam aos
seguintes instrumentos, que devem observar a regulamentação específica:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - valores a receber
decorrentes de contratos de arrendamento mercantil; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ativos provenientes
de contratos da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento com
clientes, conforme definido na regulamentação vigente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Os critérios
contábeis mencionados no inciso II do <b style="">caput</b> não se aplicam aos seguintes
instrumentos financeiros:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - instrumentos
patrimoniais de outra entidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ativos
financeiros classificados na categoria valor justo no resultado mensurado no
nível 1 da hierarquia de valor justo, conforme regulamentação vigente, exceto
títulos privados, operações de crédito e outras operações com características
de concessão de crédito; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - instrumentos
financeiros derivativos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO II<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DAS DEFINIÇÕES</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 2º  Para fins de
regulação contábil de instrumentos financeiros, considera-se:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ativo
financeiro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) dinheiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
instrumento patrimonial de outra entidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) direito
contratual de:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1. receber
dinheiro ou outro ativo financeiro de outra entidade; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2. trocar
ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade em condições
potencialmente favoráveis à administradora de consórcio ou à instituição de
pagamento detentora desse direito; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) contrato
a ser ou que possa ser liquidado com instrumento patrimonial da própria administradora
de consórcio ou da instituição de pagamento que seja:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1.
instrumento financeiro não derivativo para o qual a administradora de consórcio
ou a instituição de pagamento esteja ou possa estar obrigada a receber um
número variável de instrumentos patrimoniais da própria administradora de
consórcio ou da instituição de pagamento; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2.
instrumento financeiro derivativo que não seja liquidado pela troca de um valor
fixo em dinheiro, ou outro ativo financeiro, por um número fixo de instrumentos
patrimoniais da própria administradora de consórcio ou da instituição de
pagamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - compromisso de crédito:
compromisso de conceder crédito sob termos e condições pré-estabelecidos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - compromisso firme:
contrato de compra ou de venda fechado, para a troca de quantidade determinada
de recursos, a preço determinado, em uma data ou em datas futuras determinadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - contabilidade de <b style="">hedge</b>: a
representação, nas demonstrações financeiras, da utilização de instrumentos
financeiros para gerenciar exposições resultantes de riscos específicos que possam
afetar o resultado ou os outros resultados abrangentes das administradoras de
consórcio ou das instituições de pagamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - contraparte: o tomador de recursos,
o beneficiário de garantia ou o emissor de título ou valor mobiliário
adquirido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - contrato híbrido:
contrato que possua um componente principal não derivativo e pelo menos um derivativo
embutido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - crédito a liberar:
compromisso de liberar crédito já contratado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VIII - custo
amortizado de ativo financeiro: valor pelo qual o ativo financeiro foi
reconhecido inicialmente, de acordo com os arts. 12 e 13, acrescido do valor das receitas geradas e
deduzido do valor das despesas eventualmente incorridas, das parcelas recebidas
e do saldo da provisão para perdas esperadas
associadas ao risco de crédito;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IX - custo
amortizado de passivo financeiro: valor pelo qual o passivo financeiro foi
reconhecido inicialmente, de acordo com os arts. 12 e 13, acrescido do valor dos
encargos incorridos e deduzido do valor das receitas eventualmente geradas e
das parcelas pagas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">X - custos
de transação: os custos que, cumulativamente, sejam:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a)
atribuíveis diretamente à aquisição, à originação ou à emissão do instrumento
financeiro específico; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
incrementais, assim considerados os custos nos quais a administradora de
consórcio ou a instituição de pagamento não incorreriam caso não tivessem
adquirido, originado ou emitido o instrumento financeiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XI - derivativo: instrumento financeiro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) cujo valor varia em
decorrência de mudanças em determinada taxa de juros, preço de outro
instrumento financeiro, preço de mercadoria, taxa de câmbio, índice de bolsa de
valores, índice de preço, índice ou classificação de crédito, ou qualquer outra
variável similar, desde que, no caso de variável não financeira, essa variável
não seja específica de uma das partes do contrato;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) que não requer
investimento líquido inicial ou o investimento líquido inicial é pequeno em
relação ao valor do contrato; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) cuja liquidação
ocorrerá em data futura;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XII - derivativo
embutido: componente de contrato híbrido cujo efeito consiste em determinar que
parte dos fluxos de caixa do instrumento combinado varie de forma similar a
instrumento financeiro derivativo individual;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XIII - garantia financeira prestada: operação que requer que o
prestador da garantia efetue pagamentos definidos contratualmente, a fim de
reembolsar o detentor de um instrumento de dívida, ou outro instrumento de
natureza semelhante, por perda decorrente do descumprimento da obrigação pelo
devedor na data prevista, a exemplo de prestação de aval, fiança, coobrigação,
ou qualquer outra operação que represente garantia do cumprimento de obrigação
financeira de terceiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XIV - instrumento financeiro: título ou contrato que dá origem
a um ativo financeiro para uma das partes e a um passivo financeiro ou
instrumento patrimonial para a outra parte;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XV -
instrumento patrimonial: título ou contrato que evidencie interesse residual
nos ativos de uma entidade ou de um fundo de investimento após a dedução de todos os seus passivos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XVI - juros:
contraprestação pelo valor do dinheiro no tempo, pelo risco de crédito
associado ao saldo do principal em aberto durante período de tempo específico e
por outros riscos e custos básicos do instrumento, bem como pela margem de
lucro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XVII -
método de juros efetivos: aplicação da taxa de juros efetiva ao valor contábil
bruto do instrumento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XVIII -
passivo financeiro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) obrigação de:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1. entregar dinheiro ou
outro ativo financeiro para outra entidade; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2. trocar ativos
financeiros ou passivos financeiros com outra entidade em condições
potencialmente desfavoráveis à própria administradora de consórcio ou à instituição
de pagamento; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) contrato a ser ou que
possa ser liquidado com instrumento patrimonial da própria administradora de
consórcio ou da instituição de pagamento que seja:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1. instrumento
financeiro não derivativo para o qual a administradora de consórcio ou a instituição
de pagamento esteja ou possa estar obrigada a entregar um número variável de
instrumentos patrimoniais da própria administradora de consórcio ou da instituição
de pagamento; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2. instrumento
financeiro derivativo que não seja liquidado pela troca de um valor fixo em
dinheiro, ou outro ativo financeiro, por um número fixo de instrumentos patrimoniais
da própria administradora de consórcio ou da instituição de pagamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XIX -
principal: valor do instrumento financeiro na data de sua aquisição, originação
ou emissão, apurado conforme disposto no art. 12;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XX - renegociação:
acordo que implique alteração das condições originalmente pactuadas do
instrumento ou a substituição do instrumento financeiro original por outro, com
liquidação ou refinanciamento parcial ou integral da respectiva obrigação
original;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XXI - reestruturação:
renegociação que implique concessões significativas à contraparte, em
decorrência da deterioração relevante de sua qualidade creditícia, as quais não
seriam concedidas caso não ocorresse tal deterioração;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XXII - taxa
de juros efetiva: taxa que equaliza o valor presente de todos os recebimentos e
pagamentos ao longo do prazo contratual do ativo ou do passivo financeiro ao
seu valor contábil bruto;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XXIII -
transação prevista: transação futura prevista que não é objeto de compromisso
firme;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XXIV -
transferência de controle: ato que torna o comprador ou o cessionário do ativo
financeiro detentor, na prática, do direito de vender ou de transferir o ativo
financeiro em sua totalidade, de forma autônoma e sem imposição de restrições
adicionais em decorrência da operação original de venda ou de transferência; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">XXV - valor
contábil bruto de instrumento financeiro: custo amortizado do instrumento
financeiro antes do ajuste por provisão para perdas esperadas associadas ao
risco de crédito, caso seja aplicável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 3º  O
ativo se caracteriza como ativo financeiro com problema de recuperação de
crédito (ativo problemático) quando ocorrer:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - atraso superior a
noventa dias no pagamento de principal ou de encargos; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - indicativo de que a
respectiva obrigação não será integralmente honrada nas condições pactuadas, sem
que seja necessário recorrer a garantias ou a colaterais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem considerar prazo inferior ao
estabelecido no inciso I do <b style="">caput</b> diante de evidência de que, nesse
prazo, há redução significativa da capacidade financeira da contraparte de
honrar suas obrigações nas condições pactuadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O indicativo de
que trata o inciso II do <b style="">caput</b> inclui:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - constatação de que a
contraparte não tem mais capacidade financeira de honrar a obrigação nas
condições pactuadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - reestruturação do
ativo financeiro associado à obrigação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - falência
decretada, recuperação judicial ou extrajudicial ou atos similares pedidos em
relação à contraparte;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - medida judicial que
limite, atrase ou impeça o cumprimento das obrigações nas condições pactuadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - diminuição
significativa da liquidez do ativo financeiro associado à obrigação, devido à
redução da capacidade financeira da contraparte de honrar suas obrigações nas
condições pactuadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - descumprimento de
cláusulas contratuais relevantes pela contraparte; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - negociação de
instrumentos financeiros de emissão da contraparte com desconto significativo
que reflita perdas incorridas associadas ao risco de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Fica admitida a
não caracterização como ativo com problema de recuperação de crédito dos
créditos emitidos ou originados após o deferimento do processo de recuperação
judicial, ou homologação da recuperação extrajudicial, conforme a legislação
vigente, desde que fique comprovado, de forma documentada, que, além do
disposto no inciso III do § 2º, não há outro indicativo de que a respectiva
obrigação não será integralmente honrada nas condições pactuadas, sem que seja
necessário recorrer a garantias ou a colaterais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  O ativo somente
pode deixar de ser caracterizado como ativo financeiro com problema de
recuperação de crédito no caso de:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - inexistência de parcelas vencidas,
inclusive encargos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - manutenção de
pagamento tempestivo de principal e de encargos por período suficiente para
demonstrar que houve melhora significativa na capacidade financeira da
contraparte de honrar suas obrigações;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - cumprimento das
demais obrigações contratuais por período suficiente para demonstrar que houve melhora
significativa na capacidade financeira da contraparte de honrar suas obrigações;
e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - evidências de que a
obrigação será integralmente honrada nas condições originalmente pactuadas ou
modificadas, no caso de renegociação, sem que seja necessário recorrer a
garantias ou a colaterais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 5º  As administradoras de consórcio e as instituições de
pagamento devem estabelecer critérios consistentes e passíveis de verificação,
devidamente documentados, para a descaracterização do instrumento como ativo com
problema de recuperação de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO III<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA CLASSIFICAÇÃO, DA
MENSURAÇÃO, DO </span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">RECONHECIMENTO
E DA BAIXA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Classificação e da
Reclassificação</b></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Classificação de Ativos
Financeiros</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 4º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem classificar os ativos
financeiros com base no seu modelo de negócios para gestão de ativos
financeiros e nas características contratuais dos fluxos de caixa desses ativos
nas seguintes categorias:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - na
categoria custo amortizado, os ativos financeiros que atendam cumulativamente
às seguintes condições:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o ativo é
gerido dentro de modelo de negócios cujo objetivo é manter ativos financeiros
com o fim de receber os respectivos fluxos de caixa contratuais; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) os fluxos
de caixa futuros contratualmente previstos constituem-se somente em pagamentos
de principal e juros sobre o valor do principal, em datas especificadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - na
categoria valor justo em outros resultados abrangentes, os ativos financeiros que
atendam cumulativamente às seguintes condições:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o ativo
financeiro é gerido dentro de modelo de negócios cujo objetivo é gerar retorno
tanto pelo recebimento dos fluxos de caixa contratuais quanto pela venda do
ativo financeiro com transferência substancial de riscos e benefícios; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) os fluxos
de caixa futuros contratualmente previstos constituem-se somente em pagamentos de
principal e juros sobre o valor do principal, em datas especificadas; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - na
categoria valor justo no resultado, os demais ativos financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As
operações de crédito e outras operações com característica de concessão de
crédito devem ser classificadas na categoria custo amortizado, exceto as
seguintes, que devem ser classificadas na categoria valor justo no resultado:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - operações geridas dentro de modelo de
negócios cujo objetivo seja gerar retorno somente pela venda do ativo
financeiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - operações cujos
fluxos de caixa futuros contratualmente previstos não se constituam
exclusivamente em pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal,
em datas especificadas; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - operações para as
quais a administradora de consórcio ou a instituição de pagamento exerça a
opção prevista no art. 7º.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  A classificação na
categoria custo amortizado, conforme o disposto no § 1º, aplica-se também a
ativos financeiros adquiridos ou originados para liquidação total ou parcial com
o objetivo de reestruturação ou de renegociação de operações de crédito ou
outras operações com característica de concessão de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 5º  Os
modelos de negócios para a gestão de ativos financeiros mencionados no art. 4º devem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ser aprovados
pelo conselho de administração ou, na sua inexistência, pela diretoria;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
estabelecer como determinados grupos de ativos financeiros são geridos em
conjunto para atingir um objetivo específico, considerando todas as informações
relevantes, tais como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) a forma
como os resultados do modelo de negócio e os ativos financeiros que pertencem a
esse modelo são avaliados e apresentados para a diretoria e para o conselho de
administração, se existente;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) os riscos
que podem afetar o desempenho do modelo de negócio e como esses riscos são
administrados; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) a base de
remuneração dos gestores do negócio;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - ser
definidos considerando a administração dos grupos de ativos para geração de
fluxos de caixa; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - refletir
as atividades planejadas e efetivamente praticadas para atingir seu objetivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 6º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento podem, no reconhecimento inicial, designar,
de forma irrevogável, instrumentos patrimoniais de outra entidade para serem
classificados na categoria valor justo em outros resultados abrangentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem manter claramente documentadas
a política e a estratégia que justifiquem a designação prevista no <b style="">caput</b>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  É vedada a
designação de que trata o <b style="">caput</b> de ativo cujo objetivo principal seja
gerar retorno pela venda do instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 7º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento podem, no reconhecimento inicial,
optar, de forma irrevogável, por classificar na categoria valor justo no
resultado os ativos financeiros que seriam classificados nas demais categorias,
desde que essa classificação tenha a finalidade de eliminar ou reduzir
significativamente inconsistência de mensuração ou de reconhecimento contábil
que possa ocorrer em virtude da mensuração em bases diferentes de ativos ou
passivos cuja avaliação conjunta faça parte de estratégia já existente no
reconhecimento inicial, ou do reconhecimento de ganhos e perdas nesses ativos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Reclassificação de
Ativos Financeiros</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 8º  Em
caso de alteração dos modelos de negócios, os ativos financeiros devem ser
reclassificados, de forma prospectiva, no primeiro dia do período subsequente
de apuração de resultado contábil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Na
data da reclassificação, devem ser promovidos os seguintes ajustes:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - na
transferência do ativo financeiro da categoria custo amortizado para as demais
categorias, a diferença entre o custo amortizado do instrumento e o valor justo
na data da transferência deve ser reconhecida como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) receita
ou despesa, no resultado do período, caso seja transferido para a categoria
valor justo no resultado; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
componente destacado no patrimônio líquido, pelo valor líquido dos efeitos
tributários, caso seja transferido para a categoria valor justo em outros
resultados abrangentes;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - na
transferência do ativo financeiro da categoria valor justo em outros resultados
abrangentes, os ganhos e perdas não realizados reconhecidos como componente
destacado no patrimônio líquido devem ser:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a)
reconhecidos no resultado do período, no caso de transferência para a categoria
valor justo no resultado; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
eliminados do patrimônio líquido, em contrapartida ao valor do ativo, de modo
que resulte na mensuração do ativo como se tivesse sido classificado nessa categoria
desde o reconhecimento inicial, no caso de transferência para a categoria custo
amortizado; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - na
transferência do ativo financeiro da categoria valor justo no resultado para as
demais categorias, o valor justo do instrumento na data da reclassificação deve
constituir o novo valor contábil bruto, a partir do qual serão apurados as
rendas e os encargos, inclusive a provisão para as perdas esperadas associadas
ao risco de crédito, não sendo admitido o estorno dos valores já computados no
resultado decorrentes de ganhos ou perdas não realizados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os
ativos financeiros adquiridos ou originados a partir da data da alteração dos
modelos de negócios deverão ser classificados de acordo com os novos modelos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Classificação de Passivos
Financeiros</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 9º  Os
passivos financeiros devem ser classificados na categoria custo amortizado,
exceto:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
derivativos que sejam passivos, os quais devem ser classificados na categoria
valor justo no resultado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
passivos financeiros
gerados em operações que envolvam empréstimo ou aluguel de ativos financeiros, os
quais devem ser classificados na categoria valor
justo no resultado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III -
passivos financeiros gerados pela transferência de ativo financeiro, que devem
ser mensurados e reconhecidos conforme a Seção III deste Capítulo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - compromissos
de crédito e créditos a liberar, que devem ser reconhecidos e mensurados
conforme o disposto no Capítulo IV; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V -
garantias financeiras prestadas, que, após o reconhecimento inicial, devem ser
mensuradas pelo maior valor entre:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) a
provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito, conforme o
disposto no Capítulo IV; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) o valor
justo no reconhecimento inicial menos o valor acumulado da receita reconhecida
de acordo com a regulamentação específica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 10.  É
vedada a reclassificação de passivos financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Classificação dos Contratos
Híbridos</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 11.  Os
contratos híbridos devem ser classificados:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - de forma
conjunta, de acordo com o disposto no art. 4º, como se constituíssem um só
instrumento financeiro, caso o componente principal seja ativo financeiro; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - de
forma segregada, caso o componente principal seja passivo financeiro ou instrumento
não financeiro, observado que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o
componente não financeiro deve ser reconhecido, mensurado e evidenciado de
acordo com a regulamentação específica; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) o passivo
financeiro e o derivativo embutido devem ser classificados, reconhecidos e
mensurados de acordo com o disposto nesta Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do Reconhecimento e da
Mensuração</b></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do Reconhecimento e da Mensuração
Iniciais</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 12.  Os
instrumentos financeiros devem ser reconhecidos inicialmente na data de sua
aquisição, originação ou emissão:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - pelo
preço de transação, apurado conforme regulamentação vigente, no caso de
recebíveis de contratos com clientes sem componente de financiamento
significativo; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - pelo
valor justo, apurado conforme regulamentação vigente, nos demais casos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Caso o
valor justo do instrumento mensurado conforme o inciso II do <b style="">capu</b>t seja
diferente do valor da contraprestação paga ou recebida na aquisição, originação
ou emissão do instrumento financeiro, a administradora de consórcio e a instituição
de pagamento devem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - reconhecer
a diferença no resultado do período, para instrumentos financeiros mensurados
no nível 1 da hierarquia de valor justo, conforme regulamentação vigente; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - diferir
a diferença de acordo com a realização do ganho ou perda, nos demais casos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O
disposto no § 1º, inciso II, não se aplica aos instrumentos classificados na
categoria custo amortizado mensurados no nível 3 da hierarquia de valor justo,
que devem ser reconhecidos pelo valor da contraprestação paga ou recebida na
aquisição, originação ou emissão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 13.  No
reconhecimento inicial de instrumentos financeiros classificados nas categorias
custo amortizado ou valor justo em outros resultados abrangentes, o valor
apurado conforme o art. 12 deve ser ajustado da seguinte forma:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - no caso
de ativos financeiros, devem ser acrescidos os custos de transação atribuíveis
individualmente à operação e deduzidos eventuais valores recebidos na aquisição
ou originação do instrumento; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - no caso
de passivos financeiros, devem ser deduzidos os custos de transação atribuíveis
individualmente à operação e acrescidos eventuais valores recebidos na emissão
do instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Os gastos incorridos na aquisição, originação ou emissão do instrumento
que não possam ser apurados e controlados de forma individual, sem uso de
rateio, durante todo o prazo do instrumento, devem ser reconhecidos como
despesa do período em que ocorrerem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 14.  É
vedado o reconhecimento de ativo e passivo financeiros ou grupo de ativos e
passivos financeiros com base em valor líquido, inclusive quando geridos em conjunto.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Apropriação de Receitas
e Encargos</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 15.  As
receitas e os encargos de instrumentos financeiros devem ser reconhecidos no
resultado, no mínimo, por ocasião dos balancetes e balanços, <b style="">pro rata
temporis</b>, utilizando-se o método de juros efetivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Para os instrumentos financeiros classificados na categoria valor justo
no resultado, as receitas e os encargos, se existentes, devem ser apropriados ao
resultado de acordo com as taxas de juros e demais formas de remuneração e de
encargos definidas em contrato.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 16.  Dividendos e outras formas similares de remuneração de
instrumentos patrimoniais devem ser reconhecidos pela administradora de
consórcio e pela instituição de pagamento investidoras somente quando estas obtiverem
o direito de os receber, mensurados conforme valor declarado pela entidade
investida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Para os instrumentos patrimoniais que a administradora de consórcio ou
a instituição de pagamento tenha utilizado
a faculdade prevista no art. 6º, os dividendos e as remunerações de que trata o
<b style="">caput</b> devem ser:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - deduzidos
do valor contábil do instrumento, no momento em que a administradora de
consórcio ou a instituição de pagamento obtém o direito do recebimento, caso se
refiram ao ano de aquisição do instrumento e representem recuperação do
investimento inicial; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
reconhecidos no resultado do período, nos demais casos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 17.  É
vedado o reconhecimento, no resultado do período, de receita de qualquer
natureza ainda não recebida relativa a ativo financeiro com problema de recuperação de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  A receita de que trata o <b style="">caput</b> somente pode ser apropriada ao
resultado quando do seu efetivo recebimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 18.  As administradoras de consórcio e as instituições
de pagamento devem voltar a reconhecer as receitas
relativas ao ativo de que trata o art. 17, conforme previsto no art. 15,
prospectivamente, a partir do período em que o instrumento deixar de ser
caracterizado como ativo financeiro com problema de recuperação de
crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 19.  A
provisão para perdas
esperadas associadas ao risco de crédito de ativos
financeiros deve ser reconhecida, caso seja aplicável, após o reconhecimento de
receitas de que trata o art. 15.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das Mensurações
Subsequentes</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 20.  Os
instrumentos financeiros classificados nas categorias valor justo no resultado
ou valor justo em outros resultados abrangentes devem ser avaliados pelo valor
justo, conforme definido na regulamentação vigente, no mínimo, por ocasião dos
balancetes e balanços, computando-se a valorização ou a desvalorização em
contrapartida à adequada conta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - de
receita ou de despesa, no resultado do período, caso seja relativa a
instrumentos financeiros classificados na categoria valor justo no resultado;
ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - de outros
resultados abrangentes, pelo valor líquido dos efeitos tributários, caso seja
relativa a ativos financeiros classificados na categoria valor justo em outros
resultados abrangentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem reconhecer os ganhos ou as
perdas com a valorização ou a desvalorização mencionadas no <b style="">caput</b> de
forma segregada da despesa de provisão para perdas associadas ao risco de
crédito, caso seja aplicável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os
ganhos ou perdas não realizados registrados em outros resultados abrangentes, nos
termos do inciso II do<b style=""> caput</b>, devem ser transferidos, quando da baixa,
total ou parcial, na proporção correspondente, para:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a conta
representativa de lucros ou prejuízos acumulados, sem efeito sobre o resultado
do período, caso seja
utilizada a faculdade prevista no art. 6º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o resultado do
período, nos demais casos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A parcela da
variação no valor justo de passivo financeiro derivativo mensurado no nível 2
ou 3 de hierarquia de valor justo decorrente de alterações no risco de credito
próprio da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento deve ser
reconhecida como componente destacado em outros resultados abrangentes, pelo
valor líquido dos efeitos tributários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 21.  Os ganhos ou
perdas de variação cambial dos instrumentos financeiros devem ser reconhecidos no
resultado do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  Para os instrumentos patrimoniais que a administradora de
consórcio ou a instituição de pagamento tenha utilizado a faculdade
prevista no art. 6º, os ganhos ou perdas de variação cambial devem ser reconhecidos
em outros resultados abrangentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Mensuração de
Instrumentos Renegociados ou Reestruturados</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 22.  No caso de
reestruturação de ativos financeiros, o valor contábil bruto do instrumento
deve ser reavaliado para representar o valor presente dos fluxos de caixa contratuais
reestruturados, descontados pela taxa de juros efetiva originalmente contratada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Ao valor contábil bruto
do ativo financeiro reestruturado devem ser acrescidos os custos de transação e
deduzidos eventuais valores recebidos na reestruturação do instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  A diferença resultante
da reavaliação mencionada no <b style="">caput</b> deve ser reconhecida no resultado do
período em que ocorrer a reestruturação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Na apuração da
diferença de que trata o § 2º, não devem ser consideradas eventuais novas concessões
de crédito pela administradora de consórcio ou pela instituição de pagamento na
reestruturação do ativo financeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  Caso não haja
previsão contratual de fluxos de caixa futuros, a administradora de consórcio e
a instituição de pagamento devem considerar, na apuração do valor contábil
bruto do instrumento reestruturado, o valor presente da melhor estimativa dos montantes
a serem recebidos durante o prazo esperado do instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 5º  Caso a
reestruturação envolva mais de um instrumento, a administradora de consórcio e a
instituição de pagamento devem apurar o valor presente dos fluxos de caixa
contratuais reestruturados, descontados pela média das taxas de juros efetivas
originalmente contratadas, ponderadas pelo valor dos instrumentos envolvidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 6º  O disposto neste
artigo aplica-se também a ativos financeiros adquiridos ou originados para
liquidação total ou parcial com o objetivo de reestruturação de instrumentos
financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 23.  No caso de
renegociação não caracterizada como reestruturação de instrumentos financeiros,
as administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - baixar o
instrumento financeiro original;
e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - reconhecer o novo
instrumento conforme o disposto na Subseção I desta Seção.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção V<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Mensuração de
Investimentos Mantidos para Venda</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 24.  Os
investimentos em coligadas, controladas e controladas em conjunto avaliados
pelo método de equivalência patrimonial que a administradora de consórcio ou a instituição
de pagamento decide realizar pela sua venda, que estejam disponíveis para venda
imediata e cuja alienação seja altamente provável, devem ser mensurados, a
partir da data em que a administradora de consórcio ou a instituição de
pagamento decidir vendê-los, pelo menor valor entre:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o valor contábil
líquido do ativo, deduzidas as provisões para perdas por redução ao valor
recuperável; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o valor justo do
ativo, avaliado conforme o disposto na regulamentação específica, líquido de
despesas de vendas.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Baixa e da Transferência</b></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Ativos Financeiros</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 25.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem baixar um
ativo financeiro quando:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - os
direitos contratuais ao fluxo de caixa do ativo financeiro expirarem; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o ativo
financeiro for transferido e a transferência se qualificar para a baixa nos
termos desta Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Para fins do disposto no inciso II do <b style="">caput</b>, o ativo financeiro
é transferido quando:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - os
direitos contratuais ao fluxo de caixa forem transferidos; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - os
direitos contratuais ao fluxo de caixa forem retidos, mas a administradora de
consórcio ou a instituição de pagamento assumir a obrigação contratual de pagar
os fluxos de caixa a um ou mais recebedores, desde que observadas as seguintes
condições:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) inexistência de
obrigação de pagar valores a eventuais recebedores, exceto se cobrar valores
equivalentes ao do ativo original;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) proibição, pelos
termos do contrato de transferência, de a administradora de consórcio ou de a instituição
de pagamento vender ou oferecer em garantia o ativo original, exceto como
garantia a eventuais recebedores pela obrigação de lhes pagar fluxos de caixa; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) obrigação
da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento de remeter
quaisquer fluxos de caixa que cobrar em nome de eventuais recebedores, sem
atraso relevante e sem o direito de reinvestir esses fluxos de caixa, exceto
investimentos em caixa ou equivalentes de caixa durante o curto período de
liquidação, desde que eventuais juros auferidos sejam repassados aos
recebedores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 26.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem classificar a
transferência de ativos financeiros, para fins de registro contábil, nas
seguintes categorias:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
operações com transferência substancial dos riscos e benefícios;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
operações com retenção substancial dos riscos e benefícios; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III -
operações sem transferência nem retenção substancial dos riscos e benefícios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Na
categoria operações com transferência substancial dos riscos e benefícios,
devem ser classificadas as operações em que o vendedor ou cedente transfere
substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade do ativo
financeiro objeto da operação, tais como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - venda
incondicional de ativo financeiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - venda
de ativo financeiro em conjunto com opção de recompra pelo valor justo desse
ativo no momento da recompra; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - venda
de ativo financeiro em conjunto com opção de compra ou de venda cujo exercício
seja improvável de ocorrer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Na
categoria operações com retenção substancial dos riscos e benefícios, devem ser
classificadas as operações em que o vendedor ou cedente retém substancialmente
todos os riscos e benefícios de propriedade do ativo financeiro objeto da
operação, tais como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - venda de
ativo financeiro em conjunto com compromisso de recompra do mesmo ativo a preço
fixo ou ao preço de venda adicionado de quaisquer rendimentos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
contratos de empréstimo de títulos e valores mobiliários;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - venda
de ativo financeiro em conjunto com <b style="">swap</b> de taxa de retorno total que
transfira a exposição ao risco de mercado de volta ao vendedor ou cedente;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - venda
de ativo financeiro em conjunto com opção de compra ou de venda cujo exercício
seja provável de ocorrer; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - venda de
recebíveis para os quais o vendedor ou o cedente garanta por qualquer forma
compensar o comprador ou o cessionário pelas perdas de crédito que venham a
ocorrer, ou cuja venda tenha ocorrido em conjunto com a aquisição de cotas subordinadas
do fundo de investimento comprador, observado o disposto no art. 27.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Na
categoria operações sem transferência nem retenção substancial dos riscos e
benefícios, devem ser classificadas as operações em que o vendedor ou cedente
não transfere nem retém substancialmente todos os riscos e benefícios de
propriedade do ativo financeiro objeto da operação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 27.  A
avaliação quanto à transferência ou retenção dos riscos e benefícios de
propriedade dos ativos financeiros é de responsabilidade da administradora de
consórcio ou da instituição de pagamento e deve ser efetuada com base em
critérios consistentes e passíveis de verificação, utilizando-se como
metodologia, preferencialmente, a comparação da exposição da administradora ou
da instituição de pagamento, antes e após a venda ou a transferência, relativamente
à variação no valor presente do fluxo de caixa esperado associado ao ativo
financeiro descontado pela taxa de juros de mercado apropriada, observado que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a administradora
de consórcio ou a instituição de pagamento vendedora ou cedente transfere
substancialmente todos os riscos e benefícios quando sua exposição à variação
no valor presente do fluxo de caixa futuro esperado é reduzida
significativamente; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a administradora
de consórcio ou a instituição de pagamento vendedora ou cedente retem
substancialmente todos os riscos e benefícios quando sua exposição à variação
no valor presente do fluxo de caixa futuro esperado não é alterada
significativamente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A
avaliação definida no <b style="">caput</b> não é necessária nos casos em que a
transferência ou retenção dos riscos e benefícios de propriedade do ativo
financeiro seja evidente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Presume-se
que os riscos e benefícios do ativo financeiro foram retidos pelo vendedor ou
cedente quando o valor da garantia prestada, por qualquer forma, para compensação
de perdas de crédito, for superior à perda esperada ou ainda quando o valor das
cotas subordinadas de fundos de investimento adquiridas for superior à perda esperada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A
avaliação definida no <b style="">caput </b>não pode ser divergente entre as entidades que
sejam contraparte em uma mesma operação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 28.  Para
o registro contábil da venda ou da transferência de ativos financeiros
classificada na categoria operações com transferência substancial dos riscos e
benefícios, devem ser observados os seguintes procedimentos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - pela administradora
de consórcio ou pela instituição de pagamento vendedora ou cedente:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o ativo
financeiro objeto de venda ou de transferência deve ser baixado; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) o
resultado positivo ou negativo apurado na negociação deve ser apropriado ao
resultado do período de forma segregada; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - pela administradora
de consórcio ou pela instituição de pagamento compradora ou cessionária, o
ativo financeiro adquirido deve ser registrado de acordo com os arts. 12 e 13,
em conformidade com a natureza da operação original, mantidos controles
analíticos extracontábeis sobre o valor original contratado da operação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 29.  Para
o registro contábil da venda ou da transferência de ativos financeiros
classificada na categoria operações com retenção substancial dos riscos e
benefícios, devem ser observados os seguintes procedimentos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - pela administradora
de consórcio ou pela instituição de pagamento vendedora ou cedente:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o ativo
financeiro objeto da venda ou da transferência deve permanecer, na sua totalidade,
registrado no ativo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) os
valores recebidos na operação devem ser registrados no ativo tendo como
contrapartida passivo referente à obrigação assumida; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) as
receitas e as despesas devem ser apropriadas de forma segregada ao resultado do
período pelo prazo remanescente da operação, no mínimo mensalmente; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - pela administradora
de consórcio ou pela instituição de pagamento compradora ou cessionária:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) os
valores pagos na operação devem ser registrados no ativo como direito a receber
da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento cedente; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) as
receitas devem ser apropriadas ao resultado do período, pelo prazo remanescente
da operação, no mínimo mensalmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 30.  Para
o registro contábil da venda ou da transferência de ativos financeiros
classificada na categoria operações sem transferência nem retenção substancial
dos riscos e benefícios, com transferência de controle do ativo financeiro
objeto da negociação, devem ser:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
observados os procedimentos definidos no art. 28; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - reconhecidos
separadamente como ativo ou passivo quaisquer novos direitos ou obrigações
advindos da venda ou da transferência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 31.  Para
o registro contábil da venda ou da transferência de ativos financeiros
classificada na categoria operações sem transferência nem retenção substancial
dos riscos e benefícios, com retenção do controle do ativo financeiro objeto da
negociação, devem ser observados os seguintes procedimentos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - pela administradora
de consócio ou pela instituição de pagamento vendedora ou cedente: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o ativo
permanece registrado na proporção do seu envolvimento continuado, que é o valor
pelo qual a administradora ou a instituição de pagamento continua exposta às
variações no valor do ativo transferido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) o passivo
referente à obrigação assumida na operação deve ser reconhecido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) o
resultado positivo ou negativo apurado na negociação, referente à parcela cujos
riscos e benefícios foram transferidos, deve ser apropriado proporcionalmente
ao resultado do período de forma segregada; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) as
receitas e despesas devem ser apropriadas de forma segregada ao resultado do
período, pelo prazo remanescente da operação, no mínimo mensalmente; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - pela administradora
de consórcio ou pela instituição de pagamento compradora ou cessionária:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) os
valores pagos na operação devem ser registrados no ativo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1. em
conformidade com a natureza da operação original na proporção correspondente ao
ativo financeiro para o qual o comprador ou cessionário adquire os riscos e
benefícios; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2. como
direito a receber da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento
cedente na proporção correspondente ao ativo financeiro para o qual o comprador
ou cessionário não adquire os riscos e benefícios; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) as
receitas devem ser apropriadas ao resultado do período, pelo prazo remanescente
da operação, no mínimo mensalmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Para efeito do disposto no inciso I, alínea "a", do <b style="">caput</b>,
quando o envolvimento continuado adquirir a forma de garantia, de qualquer
natureza, esse valor deverá ser o menor entre o valor do próprio ativo
financeiro e o valor garantido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 32.  O ativo financeiro vendido ou transferido e o respectivo
passivo gerado na operação, quando houver, bem como a receita e a despesa
decorrentes, devem ser registrados de forma segregada, vedada a compensação de
ativos e passivos, bem como de receitas e despesas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 33.  A operação de venda ou de transferência de ativos
financeiros, cuja cobrança permaneça sob a responsabilidade do vendedor ou
cedente, deve ser registrada como cobrança simples por conta de terceiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  Eventuais benefícios e obrigações decorrentes do
contrato de cobrança devem ser registrados como ativos e passivos pelo valor
justo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 34.  Para o registro contábil dos ativos financeiros
oferecidos em garantia de operações de venda ou de transferência, devem ser
observados os seguintes procedimentos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - pela administradora de consórcio ou pela instituição de
pagamento vendedora ou cedente:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a)
reclassificar o ativo de forma separada de outros ativos financeiros de mesma
natureza; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) baixar o
ativo financeiro, caso se torne inadimplente na operação para a qual ofereceu o
ativo financeiro como garantia e não tenha mais o direito de exigir a sua
devolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - pela administradora
de consórcio ou pela instituição de pagamento compradora ou cessionária:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a)
reconhecer o passivo, pelo valor justo, referente à obrigação de devolver o
ativo financeiro recebido como garantia à administradora de consórcio ou à instituição
de pagamento vendedora ou cedente, caso o tenha vendido; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
reconhecer o ativo financeiro pelo valor justo ou baixar a obrigação citada na
alínea "a", conforme o caso, se a administradora de consórcio ou a instituição
de pagamento vendedora ou cedente se tornar inadimplente na operação para a
qual ofereceu o ativo financeiro em garantia e não tenha mais o direito de
exigir a sua devolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Exceto na situação citada no inciso I, alínea "b", do <b style="">caput</b>,
a administradora de consórcio ou a instituição de pagamento vendedora ou
cedente deve continuar reconhecendo o ativo financeiro oferecido em garantia e
a administradora de consórcio ou a instituição de pagamento compradora ou
cessionária não o deve reconhecer como seu ativo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 35.  As
disposições desta Subseção:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
aplicam-se também às operações de venda ou de transferência de parcela de ativo
financeiro ou de grupo de ativos financeiros similares;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - somente
devem ser aplicadas à parcela de ativo financeiro se o objeto da venda ou
transferência for parte especificamente identificada do fluxo de caixa do ativo
financeiro ou proporção do fluxo de caixa do ativo financeiro; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - devem
ser aplicadas sobre o ativo financeiro na sua totalidade, nos demais casos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Passivos Financeiros</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 36.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem baixar um
passivo financeiro quando a obrigação especificada no contrato expirar, for
liquidada, cancelada ou extinta.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:6pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO IV<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA PROVISÃO PARA PERDAS ESPERADAS
ASSOCIADAS AO RISCO DE CRÉDITO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Apuração da Provisão
para Perdas Esperadas Associadas ao Risco de Crédito</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 37.  As administradoras de consórcio e as instituições de
pagamento mencionadas no art. 1º devem constituir
provisão em montante correspondente às perdas esperadas associadas ao risco de
crédito de instrumentos financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 38.  Para fins de
mensuração da provisão, deve-se considerar como base de cálculo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o valor contábil
bruto dos ativos financeiros, exceto operações de arrendamento mercantil;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o valor presente
dos montantes totais a receber em operações de arrendamento mercantil;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - o
valor presente dos desembolsos futuros estimados de responsabilidade da administradora
de consórcio ou da instituição de pagamento vinculados a contratos de garantias
financeiras prestadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - o valor
presente da estimativa de utilização de recursos de compromissos de crédito; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - o valor
presente do crédito a liberar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  No cálculo do valor presente de
que trata o inciso II do <b style="">caput</b>, deve ser utilizada taxa equivalente aos
encargos financeiros previstos em contrato ou, se não houver essa previsão, a
taxa que equaliza o valor do bem arrendado, na data
da contratação, ao valor presente de todos os recebimentos e pagamentos
previstos ao longo do prazo contratual, incluindo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o valor
residual garantido; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o valor provável de realização do bem arrendado no final do contrato, deduzidos os custos
de venda, no caso de inexistência de valor residual garantido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 39.  A provisão
para perdas esperadas associadas ao risco de crédito deve ser constituída, no
reconhecimento inicial do instrumento financeiro, como despesa do período, em
contrapartida à adequada conta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - do
ativo, no caso de perdas relativas a ativos financeiros; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - do
passivo, no caso de perdas referentes a:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) garantias
financeiras prestadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
compromissos de crédito e créditos a liberar de que trata a alínea "c"
do inciso II do art. 1º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c)
contraprestações vincendas relativas a operações de arrendamento mercantil
operacional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 40.  A
provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito deve ser revista,
no mínimo, mensalmente, ou sempre que houver alteração na estimativa da perda
esperada ou no estágio no qual está alocado o instrumento, em contrapartida ao
resultado do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 41.  O
ativo financeiro deve ser baixado em virtude de perdas esperadas associadas ao
risco de crédito caso não seja provável que a administradora de consórcio ou a
instituição de pagamento recupere o seu valor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem manter
controles para identificação dos ativos financeiros baixados nos termos deste
artigo enquanto não forem esgotados todos os procedimentos para cobrança,
observado prazo mínimo de cinco anos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os
instrumentos baixados nos termos deste artigo que forem renegociados devem ser
alocados, na data da renegociação, no terceiro estágio, com provisão para
perdas esperadas associadas ao risco de crédito igual a 100% (cem por cento) do
valor do instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  O
disposto no § 2º também se aplica a instrumentos financeiros utilizados para
liquidação ou refinanciamento de instrumentos baixados na forma deste artigo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  Fica
facultada a constituição de provisão inferior à prevista no § 2º quando houver
amortização significativa da operação ou quando fatos novos relevantes,
devidamente comprovados, indicarem a melhora significativa na capacidade de a
contraparte honrar a obrigação, nas
condições pactuadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Metodologia de Apuração
da Provisão para Perdas Esperadas Associadas ao Risco de Crédito</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 42.  As administradoras de consórcio e as instituições de
pagamento mencionadas no art. 1º devem utilizar metodologia simplificada de
apuração da provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O disposto no <b style="">caput</b> não se aplica às:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - instituições de pagamento líderes de conglomerado Tipo 3
enquadrado nos Segmentos 2 (S2) e 3 (S3); e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - administradoras de consórcio e às instituições de pagamento
integrantes de conglomerado prudencial Tipo 1 enquadrado:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) nos Segmentos 1 (S1),
2 (S2) e 3 (S3), conforme regulamentação vigente; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) no Segmento 4 (S4)
que tenha recebido autorização do Banco Central do Brasil, conforme previsto na
Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento mencionadas nos incisos I e II do §
1º devem observar as regras definidas nos <a name="_Hlk99388239">arts. 37 a 49</a>
e no art. 72 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 43.  A metodologia simplificada de que trata o <b style="">caput</b>
do art. 42 deve considerar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - em relação à contraparte pessoa jurídica:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;background:white;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) situação econômico-financeira;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) grau de
endividamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) histórico
de pagamentos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) limites
de crédito na administradora de consórcio ou na instituição de pagamento e no
sistema financeiro; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) adequação
entre os fluxos de caixa do devedor e suas obrigações com instituições
financeiras;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - em
relação à contraparte pessoa natural:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) renda;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
comprometimento da renda com obrigações contraídas com a administradora de
consórcio ou com a instituição de pagamento e com instituições financeiras e
demais instituições autorizadas
a funcionar pelo Banco Central do Brasil;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c)
tempestividade no pagamento de obrigações contraídas com a administradora de
consórcio ou com a instituição de pagamento e com instituições financeiras e
demais instituições autorizadas
a funcionar pelo Banco Central do Brasil; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d)
patrimônio; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - em
relação ao instrumento financeiro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) natureza
e finalidade da operação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
características das garantias ou colaterais, quando existentes, tais como
modalidade, liquidez e valor presente provável de realização; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) valor
contábil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A
apuração da provisão para perdas esperadas
associadas ao risco de crédito de instrumentos financeiros é de responsabilidade da administradora de consórcio ou da
instituição de pagamento detentora do instrumento, ou que retenha riscos e
benefícios de instrumentos financeiros transferidos na forma desta Resolução, e
deve ser efetuada com base em critérios consistentes e passíveis de
verificação, amparada por informações internas e externas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º 
Adicionalmente aos aspectos mencionados no <b style="">caput</b>, devem ser consideradas
outras informações cadastrais, de adimplemento e inadimplemento relativas à
contraparte às quais a administradora de consórcio ou a instituição de
pagamento tenha acesso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Na estimativa do valor presente provável
de realização mencionado na alínea "b" do inciso III do <b style="">caput</b>,
a administradora de consórcio e a instituição de pagamento devem utilizar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o valor justo de
venda das garantias ou colaterais;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - os custos e prazos
estimados para execução, venda e recebimento das garantias ou dos colaterais; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a taxa de juros
efetiva do instrumento financeiro no reconhecimento inicial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  A
provisão para perdas esperadas
associadas ao risco de crédito relativa a instrumentos financeiros de uma mesma contraparte deve ser definida considerando
aquela que apresentar maior perda esperada, admitindo-se excepcionalmente
provisão inferior para determinado instrumento, que, em virtude de sua natureza
ou de sua finalidade, apresente risco de crédito significativamente inferior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 44.  Fica facultada,
mediante prévia autorização do Banco Central do Brasil, a utilização das
regras definidas nos arts. 37 a 49 e no art. 72 da Resolução CMN nº 4.966, de
2021, às instituições de pagamento líderes de conglomerado prudencial:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - Tipo 2 com ativo
total superior a 0,1% (um décimo por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) do
Brasil; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II
- Tipo 3 enquadrado no Segmento 4 (S4), conforme regulamentação vigente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A autorização de
que trata o <b style="">caput</b> fica condicionada à comprovação pela instituição de
pagamento de que mantém modelos e sistemas internos de mensuração e de
classificação do risco de crédito, controles internos e gestão de riscos
compatíveis com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e a
exposição ao risco de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  A autorização de
que trata o <b style="">caput</b> pode ser cancelada, a critério do Banco Central do
Brasil, caso os requisitos de que trata o § 1º deixem de ser atendidos ou os
valores apurados da provisão não reflitam
adequadamente a perda esperada associada ao risco de crédito da instituição de
pagamento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Uma vez concedida
a autorização de que trata o <b style="">caput</b>, a utilização da metodologia
simplificada depende de aprovação do Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO V<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA CONTABILIDADE DE <strong style="">HEDGE</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Instrumentos de Hedge</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 45.  Podem ser
designados como instrumento de <b style="">hedge</b>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - instrumento
financeiro derivativo, exceto derivativo embutido em contrato híbrido cujo
componente principal seja ativo financeiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ativo financeiro
não derivativo classificado na categoria valor justo no resultado; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - componente de
variação cambial de passivo financeiro não derivativo ou de ativo financeiro
não derivativo, exceto quando esse ativo for instrumento patrimonial de outra
entidade classificado na categoria valor justo em
outros resultados abrangentes, exclusivamente para proteção do risco
cambial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Observado o
disposto no <b style="">caput</b>, as administradoras de
consócio e as instituições de pagamento podem designar como instrumento de <b style="">hedge</b>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - um
instrumento em sua totalidade; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - uma proporção do valor total do
instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  É permitida a
designação de combinação dos instrumentos de <b style="">hedge</b> elencados no <b style="">caput</b>,
incluindo os casos em que os riscos decorrentes de alguns instrumentos de <b style="">hedge</b>
compensem aqueles decorrentes de outros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A designação do
instrumento de <b style="">hedge</b> deve ser efetuada considerando as variações de
valor justo relativas a todo o seu prazo contratual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  Para fins de
contabilidade de <b style="">hedge</b>, são elegíveis à designação como instrumento de <b style="">hedge</b>
somente contratos com contraparte externa à administradora de consórcio ou à instituição
de pagamento que reporta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 5º  Opções lançadas
não se qualificam como instrumento de <b style="">hedge</b>, a menos que sejam
designadas como compensação para opções compradas, incluindo aquelas que
estiverem embutidas em outro instrumento financeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos
Itens Objeto de Hedge</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 46. 
Podem ser designados como itens
objeto de <b style="">hedge</b>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ativo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - passivo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - compromisso
firme ainda não reconhecido
como ativo ou passivo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV- transação prevista
altamente provável, realizada com contraparte externa à administradora de consócio
ou à instituição de pagamento; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - investimento líquido em operação no exterior, exclusivamente para
proteção de risco cambial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento podem designar como item objeto de <b style="">hedge</b>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - um item
em sua totalidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - um
componente do item;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - um
grupo de itens gerenciados em conjunto, ou componente desse grupo, incluindo um
grupo de itens que constituam uma posição líquida; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - uma
exposição agregada de itens mencionados no <b style="">caput</b> e um ou mais
instrumentos financeiros derivativos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  No
caso da designação de componente do item, conforme o inciso II do § 1º, pode
ser designado como item objeto de <b style="">hedge</b>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - uma
variação nos fluxos de caixa ou no valor justo de item atribuível a risco ou a
riscos específicos, desde que o componente de risco seja separadamente
identificável e mensurável de forma confiável;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - um ou
mais fluxos de caixa contratuais selecionados; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - uma
proporção ou uma parte específica do valor nominal do item ou do grupo de
itens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Para fins de contabilidade de <b style="">hedge</b>,
considera-se posição líquida a resultante de um grupo
de itens cujas posições de risco se compensem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  No caso de <b style="">hedge</b>
de fluxo de caixa, conforme definido no inciso II do art. 48, uma posição
líquida somente é elegível como item objeto de <b style="">hedge</b> se o risco
protegido for de natureza cambial e a designação especificar a natureza, o
montante e os períodos específicos em que essas exposições afetam o resultado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 5º  Para fins de
contabilidade de <b style="">hedge</b>, são elegíveis à designação como objeto de <b style="">hedge</b>
somente contratos com contraparte externa à administradora de consórcio ou à instituição
de pagamento que reporta, com exceção de transações que não devem ser
eliminadas nas demonstrações contábeis consolidadas de entidade de
investimento, conforme regulamentação específica.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Critérios de
Qualificação para Contabilidade de Hedge</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 47.  Qualificam-se
para contabilidade de <b style="">hedge</b> as relações de proteção que sejam:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
constituídas apenas por instrumentos de <b style="">hedge</b> e itens objetos de <b style="">hedge</b>
previstos nos arts. 45 e 46;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - designadas e
documentadas formalmente desde o início da relação de proteção; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III -
efetivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º 
Consideram-se efetivas as relações de proteção que observem, cumulativamente,
os seguintes requisitos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a
relação econômica entre o item objeto de <b style="">hedge</b> e o instrumento de <b style="">hedge</b>
é passível de comprovação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o
efeito do risco de crédito não é predominante nas variações de valor que
resultem dessa relação econômica; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - o
índice de <b style="">hedge</b>, medido pela relação entre a quantidade do instrumento
de <b style="">hedge </b>e a quantidade do item protegido em termos de sua ponderação
relativa, atende ao nível de proteção definido na estratégia de gerenciamento
de riscos da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Para análise
dos requisitos de efetividade, é permitida a realização de avaliação
qualitativa quando os termos críticos do instrumento de <b style="">hedge</b> e do item
objeto de <b style="">hedge</b>, o valor nominal, o vencimento e o risco subjacente são idênticos
ou estão estreitamente alinhados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A
documentação prevista no inciso II do <b style="">caput</b> deve conter:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o
objetivo e a estratégia de gestão de risco da administradora de consórcio ou da
instituição de pagamento para a contabilidade de <b style="">hedge</b>;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a
identificação do instrumento de <b style="">hedge</b>, do item objeto de <b style="">hedge</b> e
da natureza do risco que está sendo protegido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a
análise prospectiva do atendimento aos requisitos de efetividade de <b style="">hedge</b>
e das fontes de inefetividade de <b style="">hedge</b>; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - o valor
do índice de <b style="">hedge</b> e o método utilizado para sua determinação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem reequilibrar a relação de
proteção, ajustando as quantidades designadas do item objeto ou do instrumento
de <b style="">hedge</b>, de forma a manter índice de <b style="">hedge</b> que cumpra os
requisitos de efetividade se, e somente neste caso, a relação de proteção
deixar de atender ao requisito de efetividade relativamente ao índice de <b style="">hedge</b>,
mas o objetivo do gerenciamento de risco dessa relação continuar o mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 5º  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem reavaliar a efetividade do <b style="">hedge</b>,
no mínimo, mensalmente e sempre que houver indícios de circunstância que afete
sua efetividade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 6º  A
substituição ou a renovação do instrumento de <b style="">hedge</b>, se estiver em
consonância com o objetivo de gerenciamento de risco previamente documentado, não
implica desqualificação da relação de proteção.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Classificação das Operações de
Hedge</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 48.  As
operações de <b style="">hedge</b> devem ser classificadas em uma das categorias a seguir:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - <b style="">hedge</b>
de valor justo: relação que visa a proteger a administradora de consórcio ou a instituição
de pagamento dos efeitos das alterações no valor justo de ativo, de passivo, de
compromisso firme ainda não reconhecido como ativo ou passivo, ou de componente
de quaisquer desses itens, que seja atribuível a risco específico e que possa
afetar o resultado ou outros resultados abrangentes; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - <b style="">hedge</b>
de fluxo de caixa: relação que visa a proteger a administradora de consórcio ou
a instituição de pagamento dos efeitos da variabilidade nos fluxos de caixa que
seja atribuível a risco específico associado à totalidade ou a componente de
ativo ou de passivo ou a transação prevista altamente provável que possa afetar
o resultado; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - <b style="">hedge</b>
de investimento líquido no exterior: relação que visa a proteger a administradora
de consórcio ou a instituição de pagamento, no todo ou em parte, dos riscos
decorrentes da exposição à variação cambial de investimento líquido no exterior
cuja moeda funcional, conforme definido na regulamentação específica, seja diferente da moeda
nacional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  É
facultado às administradoras de consórcio e às instituições de pagamento classificar
um compromisso firme ainda não reconhecido como ativo ou passivo na categoria <b style="">hedge</b>
de fluxo de caixa quando o risco protegido for cambial.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção V<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Contabilidade de Hedge</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 49.  Atendidos os
critérios de qualificação, o <b style="">hedge</b> de valor justo deve ser reconhecido,
a partir da data da designação, da seguinte forma:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o ganho ou a perda
no instrumento de <b style="">hedge</b> deve ser reconhecido no resultado; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o ganho ou a perda
no item objeto de <b style="">hedge</b> deve ajustar o seu valor contábil em
contrapartida ao resultado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Caso o item objeto
de <b style="">hedge</b> seja um compromisso firme ainda não
reconhecido como ativo ou passivo, o ganho ou a perda nesse item deve
ser registrado em contas patrimoniais em contrapartida ao resultado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Quando o
compromisso firme objeto de proteção for reconhecido como ativo ou passivo, o
ganho ou a perda mencionado no § 1º deve compor o seu custo de aquisição,
emissão ou originação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Caso o item objeto
de <b style="">hedge</b> seja um instrumento patrimonial de outra entidade designado no
reconhecimento inicial na categoria valor justo em
outros resultados abrangentes, o ganho ou a perda no instrumento de <b style="">hedge</b>
e no item objeto de <b style="">hedge</b> deve ser registrado em outros resultados
abrangentes, registro que deve ser mantido mesmo em caso de descontinuidade da
relação de proteção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  Em
caso de descontinuidade da relação de proteção de valor justo cujo item objeto
de proteção seja instrumento financeiro mensurado ao custo amortizado, o ganho
ou a perda mencionada no inciso II do <b style="">caput</b> deve ser amortizado no
resultado da seguinte forma:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
proporcionalmente, de acordo com o prazo remanescente do item objeto de <b style="">hedge</b>,
utilizando a taxa de juros efetiva, que deve ser recalculada na data em que
começar a amortização; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
integralmente, quando da baixa do item objeto de <b style="">hedge</b>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 50.  Atendidos os
critérios de qualificação, as operações de <b style="">hedge</b> de fluxo de caixa devem
ser reconhecidas, a partir da data da designação, da seguinte forma:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a parcela de ganho
ou de perda no instrumento de <b style="">hedge</b> correspondente à proteção efetiva
deve ser reconhecida em contrapartida à conta destacada no patrimônio líquido
pelo valor líquido dos efeitos tributários; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o eventual ganho ou
perda remanescente no instrumento de <b style="">hedge</b>,<b style=""> </b>correspondente à
inefetividade da proteção, deve ser reconhecido em contrapartida à adequada
conta de receita ou despesa, no resultado do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O valor contábil
do item objeto de <b style="">hedge</b> não deve ser alterado em decorrência da
contabilidade de <b style="">hedge</b>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Considera-se
parcela de proteção efetiva o menor valor, em termos absolutos, entre:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o ganho ou a perda
acumulado no instrumento de <b style="">hedge</b> desde a designação da relação de
proteção; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a variação acumulada
no valor justo do item objeto de <b style="">hedge</b>, determinado pelo valor presente
da alteração acumulada nos fluxos de caixa futuros esperados protegidos, desde
a designação da relação de proteção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 51.  O valor
acumulado na conta destacada do patrimônio líquido referente às operações de <b style="">hedge</b>
de fluxo de caixa deve:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ser reclassificado
para o resultado nos mesmos períodos nos quais os fluxos de caixa futuros
esperados do item objeto de <b style="">hedge</b> afetem o resultado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ajustar o
reconhecimento contábil inicial de ativo não financeiro ou passivo não
financeiro resultante de transação prevista altamente
provável; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - ser
registrado em contas patrimoniais, caso uma transação prevista altamente
provável se torne compromisso firme ainda não reconhecido como ativo ou
passivo, ao qual se aplicam os critérios para contabilização de <b style="">hedge</b> de
valor justo nos termos do art. 49.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O valor mencionado
no <b style="">caput</b> deve ser reconhecido imediatamente no resultado do período,
caso represente perda cuja recuperação total ou parcial não seja esperada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Em caso de descontinuidade do <b style="">hedge</b> de fluxo de caixa, o valor acumulado em conta destacada do
patrimônio líquido deve:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
permanecer registrado no patrimônio líquido, caso ainda se espere que ocorram
os fluxos de caixa futuros protegidos, devendo ser reclassificado para o
resultado quando de suas efetivas ocorrências, exceto quando não seja esperada a recuperação total ou
parcial da perda mencionada no § 1º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ser
imediatamente reclassificado para o resultado, caso não se espere mais a
ocorrência dos fluxos de caixa futuros protegidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 52.  Atendidos os
critérios de qualificação, as operações de <b style="">hedge</b> de investimento líquido
no exterior devem ser reconhecidas, a partir da data da designação, da seguinte
forma:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a parcela de ganho
ou de perda no instrumento de <b style="">hedge</b> correspondente à proteção efetiva
deve ser reconhecida em contrapartida à conta destacada no patrimônio líquido
pelo valor líquido dos efeitos tributários; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o eventual ganho ou
perda remanescente no instrumento de <b style="">hedge</b>, correspondente à
inefetividade da proteção, deve ser reconhecido em contrapartida à adequada
conta de receita ou despesa, no resultado do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O valor acumulado
reconhecido em conta destacada do patrimônio líquido, conforme inciso I do <b style="">caput</b>,
deve ser reclassificado para o resultado, na proporção correspondente, quando
da alienação total ou parcial da operação no exterior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Para fins do
inciso I do <b style="">caput</b>, aplica-se o conceito de parcela de proteção efetiva
disposto no § 2º do art. 50.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 53.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem descontinuar
a contabilidade de <b style="">hedge</b>, de forma prospectiva, somente quando a relação
de proteção deixar de atender aos critérios de qualificação previstos no art. 47,
sendo vedada a descontinuação voluntária.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  A descontinuação da contabilidade de <b style="">hedge</b> pode ser total ou
parcial.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção VI<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do Hedge de Valor Justo da Exposição à
Taxa de Juros de Carteira de Ativos ou de Passivos Financeiros</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 54.  Fica facultado
às administradoras de consórcio e às instituições de pagamento o reconhecimento
de <b style="">hedge</b> de valor justo da exposição à taxa de juros de carteira de
ativos ou de passivos financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Para fins do
disposto no <b style="">caput</b>, é permitido designar como item objeto de <b style="">hedge</b>
parte da carteira de ativos financeiros ou de passivos financeiros que partilham
o risco que está sendo protegido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Fica permitida a
designação do item objeto de <b style="">hedge</b> de que trata o § 1º em termos de
valor monetário, em vez de ativos ou passivos individuais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A carteira de que
trata o <b style="">caput</b> pode ser composta apenas por ativos financeiros, apenas
por passivos financeiros ou por ativos e passivos financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 55.  Podem ser
designados como instrumento de <b style="">hedge</b> de valor justo de exposição à taxa
de juros de que trata esta Seção somente instrumentos financeiros derivativos,
na sua totalidade ou uma proporção do seu valor, exceto derivativo embutido em
contrato híbrido cujo componente principal seja ativo financeiro, observado o
disposto nos §§ 4º e 5º do art. 45.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O instrumento de <b style="">hedge</b>
mencionado no <b style="">caput</b> pode ser derivativo único ou uma carteira de
derivativos, que contenham exposição ao risco de taxa de juros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  A designação do
instrumento de <b style="">hedge</b> deve ser efetuada para todo o seu prazo contratual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 56.  Atendidos aos
critérios de qualificação previstos na Seção III deste Capítulo, as operações
de <b style="">hedge</b> de valor justo de exposição à taxa de juros de carteira de
ativos ou de passivos financeiros devem ser reconhecidas, a partir da data da
designação, conforme o disposto no art. 49, observado que o ganho ou a perda no
item objeto de <b style="">hedge</b> deve ser registrado em rubrica destacada do ativo
ou do passivo, conforme o caso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O
saldo das rubricas mencionadas no <b style="">caput</b> deve ser baixado na proporção em
que os ativos ou passivos financeiros forem desreconhecidos e deve ser apresentado,
para fins de divulgação, junto dos ativos ou passivos financeiros
correspondentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 57.  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem descontinuar a contabilidade
de <b style="">hedge</b>, de forma prospectiva, quando a relação de proteção deixar de atender
aos critérios de qualificação previstos na Seção III deste Capítulo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  Exclusivamente
para o <b style="">hedge</b> de valor justo de exposição à taxa de juros de carteira de
ativos ou de passivos financeiros de que trata esta Seção, é permitida a revogação
voluntária da relação de proteção.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO VI<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA EVIDENCIAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE
INSTRUMENTOS FINANCEIROS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 58.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem divulgar em
notas explicativas às demonstrações financeiras as informações necessárias para
que os usuários avaliem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a
relevância dos instrumentos financeiros para a sua posição patrimonial e
financeira e para o seu desempenho; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a
natureza e a relevância dos riscos resultantes de instrumentos financeiros a
que a administradora de consórcio ou a instituição de pagamento está exposta
durante e ao fim do período contábil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 59. 
Para fins do disposto no art. 58, as administradoras de consórcio e as instituições
de pagamento devem evidenciar, no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - os
modelos de negócios definidos para cada classe relevante de instrumentos
financeiros e seus efeitos sobre a sua posição patrimonial e financeira e sobre
o seu desempenho;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o valor
contábil dos ativos e dos passivos financeiros classificados em cada uma das
seguintes categorias:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) custo
amortizado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) valor
justo no resultado, segregando aqueles designados no reconhecimento inicial
para essa categoria; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) valor
justo em outros resultados abrangentes, destacando os investimentos em
instrumentos patrimoniais designados no reconhecimento inicial para essa
categoria;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - os
efeitos de eventuais reclassificações de instrumentos financeiros entre as
categorias mencionadas no inciso II sobre a sua posição patrimonial e
financeira e sobre seu o desempenho;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - os
riscos associados a instrumentos financeiros aos quais as administradoras de
consórcio ou as instituições de pagamento estão expostas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - o valor
contábil e o respectivo montante de provisão para perdas associadas ao risco de
crédito constituída para os instrumentos financeiros;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - a
política e a estratégia de utilização da contabilidade de <b style="">hedge</b> para o
gerenciamento das exposições resultantes dos riscos específicos aos quais as administradoras
de consórcio ou as instituições de pagamento estão expostas; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - a descrição,
por categoria de ativo financeiro, da natureza dos riscos e dos benefícios aos
quais as administradoras de consórcio ou as instituições de pagamento eventualmente
continuam expostas pela transferência de ativos financeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Na divulgação por classe de instrumento financeiro, as administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento devem fornecer informação
suficiente para permitir a conciliação com os itens apresentados no balanço
patrimonial.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:6pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO VII<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES GERAIS E
TRANSITÓRIAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições Gerais</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 60.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem manter à
disposição do Banco Central do Brasil:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - pelo
prazo mínimo de cinco anos, ou por prazo superior em decorrência de
determinação legal ou regulamentar, os documentos que evidenciem de forma clara
e objetiva os critérios para:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) definição
dos modelos de negócios, da classificação, da eventual reclassificação, da
mensuração e do reconhecimento contábeis de instrumentos financeiros; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
classificação e registro contábil das operações de venda ou de transferência de
ativos financeiros;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - as
informações e demais documentos que indiquem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o valor
contábil dos ativos financeiros, desdobrados em:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">1. custo
amortizado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2. provisão
para perdas esperadas associadas ao risco de crédito, quando aplicável; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">3. ajustes a
valor justo, se for o caso;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) os
critérios adotados para baixa de ativos financeiros de que trata o art. 41;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) os
critérios adotados para definir renegociação e reestruturação de instrumentos
financeiros; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) a
metodologia e os resultados de avaliações internas e dos testes de aderência
dos parâmetros dos modelos utilizados para o cálculo da perda esperada; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - os
dados históricos produzidos a partir da vigência desta Resolução relativos, no
mínimo, aos últimos cinco anos referentes:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) à provisão para perdas esperadas
associadas ao risco de crédito, abrangendo a provisão
inicial e suas alterações, a metodologia e os principais dados utilizados no
seu cálculo; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) às
recuperações por tipo de ativo financeiro e de garantia, quando for o caso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Além das informações de que trata o <b style="">caput</b>, as instituições de
pagamento que optarem pela faculdade mencionada no art. 44 devem manter à
disposição do Banco Central do Brasil:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - as
informações e demais documentos que indiquem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) os
critérios utilizados para alocação dos instrumentos financeiros em estágios; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) a definição
dos grupos homogêneos de risco e suas respectivas composições; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - os
dados históricos produzidos a partir da vigência desta Resolução relativos, no
mínimo, aos últimos cinco anos referentes à avaliação de risco de crédito do
instrumento financeiro, abrangendo a avaliação inicial de risco, a data de cada
reavaliação, a metodologia e os principais dados utilizados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 61.  O
Banco Central do Brasil poderá determinar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - caso considere inadequada a
classificação realizada pela administradora de consórcio ou pela instituição de
pagamento, a caracterização de instrumentos financeiros como ativo financeiro
com problema de recuperação de crédito;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - caso
verifique impropriedade ou inconsistência nos processos de classificação e
registro contábil das operações de venda ou de transferência de ativos, a reclassificação,
o registro ou a baixa dessas operações e o consequente reconhecimento dos
efeitos nas demonstrações financeiras;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - caso
identifique inadequação ou insuficiência na mensuração da perda esperada ou no
reconhecimento da provisão
para perdas esperadas associadas ao risco de crédito:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) a realocação
do instrumento financeiro em estágios;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) a
alteração dos critérios de constituição e de registro da provisão para perdas esperadas
associadas ao risco de crédito;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) a
constituição de provisão complementar, considerando o nível de provisionamento
apurado pelo Banco Central do Brasil em suas atividades de monitoramento e
supervisão; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) a
redefinição dos grupos homogêneos de risco e de suas respectivas composições; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - caso identifique inadequação na designação ou no
reconhecimento contábil, a reclassificação ou a descontinuidade de
reconhecimento contábil de operações de <b style="">hedge</b>.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições Transitórias</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 62.  Os critérios contábeis estabelecidos por
esta Resolução devem ser aplicados prospectivamente a partir da data de sua
entrada em vigor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Os efeitos dos
ajustes decorrentes da aplicação dos critérios contábeis estabelecidos por esta
Resolução devem ser registrados em contrapartida à conta de lucros ou prejuízos
acumulados pelo valor líquido dos efeitos tributários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 63.  As administradoras
de consórcio e as instituições de pagamento podem realizar, em janeiro de 2025,
para os instrumentos financeiros que compõem sua carteira nessa data:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a
designação de que trata o art. 6º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a opção
de que trata o art. 7º.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 64. 
Fica vedado o registro no ativo de instrumentos baixados a prejuízo, em
observância ao disposto na regulamentação vigente antes da data de entrada em vigor desta Resolução, exceto quando houver renegociação do
instrumento, observado o disposto nos §§ 2º ao 4º do art. 41.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 65.  As operações
de <b style="">hedge </b>reconhecidas contabilmente pelas administradoras de consórcio e
pelas instituições de pagamento devem ser reclassificadas, em 1º de janeiro de
2025, para as novas categorias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  As administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem
descontinuar o reconhecimento contábil das operações de <b style="">hedge</b> que não
atenderem aos critérios estabelecidos nesta Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 66. 
Fica facultada, em 1º de
janeiro de 2025, a redefinição das operações
de <b style="">hedge </b>reconhecidas contabilmente pelas administradoras de consórcio e
pelas instituições de pagamento, inclusive quanto à:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I -
designação do instrumento de <b style="">hedge</b> e do item objeto de <b style="">hedge</b>,
conforme as Seções I e II do Capítulo V, observado o disposto na Seção III do Capítulo
V; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
classificação das operações de <b style="">hedge,</b> conforme a Seção IV do Capítulo V.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 67.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem elaborar, até
31 de dezembro de 2022, plano para a implementação da regulamentação contábil
estabelecida nesta Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  O plano mencionado no <b style="">caput</b> deve:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ser aprovado
pelo conselho de administração ou, na sua inexistência, pela diretoria;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ser divulgado,
de forma resumida, nas notas explicativas às demonstrações financeiras
relativas ao exercício de 2022; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - ficar
à disposição do Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 68. 
Ficam facultadas às administradoras de consórcio e às instituições de pagamento
a elaboração e a divulgação das demonstrações financeiras consolidadas de
acordo com o Padrão Contábil das Instituições Reguladas pelo Banco Central do
Brasil (Cosif), até o exercício de 2024, adicionalmente às demonstrações no
padrão contábil internacional, conforme o disposto na Resolução BCB nº 2, de 12
de agosto de 2020.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  O disposto no <b style="">caput</b> se aplica também às demonstrações relativas
a período inferior a um ano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 69.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento devem divulgar nas
notas explicativas às demonstrações financeiras do exercício de 2024 os
impactos estimados da implementação da regulação contábil estabelecida por esta
Resolução sobre o seu resultado e sua posição financeira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 70.  As
administradoras de consórcio e as instituições de pagamento ficam dispensadas
da apresentação comparativa nas demonstrações financeiras referentes aos
períodos do ano de 2025 relativamente aos períodos anteriores.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:6pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO VIII<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES FINAIS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 71.  Fica revogada
a Circular nº 3.833, de 17 de maio de 2017.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 72.  Esta Resolução
entra em vigor:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - em 1º de maio de 2022,
em relação aos seguintes dispositivos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span lang="EN-US" style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) art. 24; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;"><span lang="EN-US" style="">b) arts. </span>67 a 69; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:36pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - em 1º de janeiro de
2025, em relação aos demais dispositivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Otávio Ribeiro Damaso<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Diretor de Regulação</span></span></p>
</div>
</span></div>
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