Nova Era da Adquirência: IA, Terminais Inteligentes e Experiências Fluidas | 19º CMEP
Sumário Regulatório
Daniel Tafelli, head of Payments Partnerships Latam da @Adyen, Felipe Sessin e Silva, superintendente de Produtos de Adquirência do @Sicredi, Marco Aurelio Tazitu, superintendente executivo de Tecnologia da @Cielobrasil, e Mayra Borges de Souza, head de Produtos na @GetnetBrasil, debatem a nova era da adquirência em painel do 19º CMEP, com moderação de Marcio Recalde, diretor-presidente da Caixa Cartões. O evento foi realizado em 14 e 15 de abril de 2026 no Teatro Santander, em São Paulo.
Transcrição e Conteúdo
Nós vamos começar agora com um bate-papo sobre a nova era da adquirência e a terminais inteligentes, experiências fluidas. Para isso, vamos chamar o R de payments Partnerships Latan da ADEN, Daniel Tafelli. Bem-vindo. Vamos receber [música] também o superintendente de produtos de adquirência do Cred Felipe Cim e Silva. A Red de produtos da Getnet [música] Brasil, Maira Borges d...
sobre a nova era da adquirência e a
terminais inteligentes, experiências
fluidas. Para isso, vamos chamar o R de
payments Partnerships Latan da ADEN,
Daniel Tafelli. Bem-vindo.
Vamos receber [música] também o
superintendente de produtos de
adquirência do Cred Felipe Cim e Silva.
A Red de produtos da Getnet [música]
Brasil, Maira Borges de Souza,
o superintendente executivo de
tecnologia da Cielo, Marco Aurélio
Tazito. Bem-vindo.
E na moderação [música] recebemos o
diretor presidente da Caixa Cartões,
Márcio Recalde.
Bem-vindos. Um ótimo painel para vocês.
>> Boa tarde. Boa tarde a todos. Eh,
agradecer primeiro a Bex o convite, a
oportunidade de estar aqui com vocês,
mediando esse painel que tem uma
representatividade muito grande no
ecossistema. Nós estamos aqui com quatro
executivos que juntos representam mais
de 40% desse mercado. A gente sabe da
importância da experiência do cliente eh
na usabilidade do meio de pagamento e a
gente sabe que essa experiência passa
basicamente inicia toda a jornada pela
adquirência, pela captura da transação,
que traz ali todo um fluxo, uma fluidez
e garante a segurança do portador do
cartão de crédito, débito ou qualquer
outro meio de pagamento. Então a gente
vai explorar um pouquinho, né, esse
segmento, né, debater um pouco mais o
futuro de meios de pagamento, passando
pela adquirência. Então, como foi dito
aí, a gente vai falar um pouquinho sobre
a terminais inteligentes ah e
experiências fluidas.
A gente tem aqui algumas perguntas, né,
já pré estabelecidas que vai nos guiar
aqui nesse debate. A gente vai começar
então pelo Cessim, tá? CIM? Eh, vou ler
aqui, me desculpe, mas assim, balanço da
BEX de 2025, eh, ela divulgou que na
modalidade TEPON,
eh, teve um movimento de 78 BI no ano
passado, eh, mostrando um crescimento de
241%
dessa modalidade.
Como é que você vê o potencial, até onde
isso pode alcançar, né? podemos esperar
para tecnologia no mercado brasileiro,
considerando diferentes casos práticos
de uso.
>> Legal. Boa tarde, Márcio, Tazito, Maira,
Tafeli. Prazer tá aqui agradecendo
novamente a Bex, feliz de estar aqui
representando tantos colegas aí do
CCRED.
E esse eu fico muito feliz com essa
pergunta porque o ano passado num painel
mediado pela própria Maira, nós falamos
bastante sobre o potencial do TEP, né? E
quando a gente olha 78 bilhões de
transações capturadas em 2025 com
crescimento de 241%
contra 2024, esses números eles de fato
chamam bastante atenção e e de fato isso
é bastante inerente a uma solução que tá
em implantação. Agora quando nós olhamos
a representatividade em relação ao total
capturado, nós estamos falando de 1.7%,
7%, então tem um potencial bastante
interessante de crescimento. No próprio
CCRED, se a gente olhar eh março em
relação a fevereiro, nós crescemos 30%.
É um número expressivo, mas quando olha
a representatividade sobre o todo ainda
é pequeno. E aí vale a pena falar um
pouquinho sobre o contexto, né? Se em
2020, foi falado ontem, os pagamentos
por aproximação representavam 5%, em
2025 representam 73%.
Então o usuário do cartão, ele já tá
disposto a fazer os pagamentos por
aproximação. Certamente o Tepion Phone
não funcionaria em 2020, agora em 2025,
ele já tem o caminho pronto para
percorrer. Claro que tem gargalos nesse
nesse contexto que é o próprio a
tecnologia dos celulares que nem todos
estão prontos, não tem a tecnologia NFC,
mas que certamente com a renovação do
parque isso vai se resolver. E aí
começamos a olhar um pouquinho em
relação às oportunidades do mercado, né?
Eh, hoje nós temos 25 milhões de
empresas, 13 milhões são mês, nós temos
29 milhões de máquinas no mercado. Olha
o custo desse ativo, o custo de
logística, de distribuição dessas
máquinas. Isso não significa
necessariamente que as máquinas vão eh
ser substituídas ou eliminadas, mas elas
vão ser adaptadas pros diferentes
públicos. Ano passado falamos sobre um
caso de uso que o Tepion Fone eh ajudou
significativamente no Rio Grande do Sul,
no caso das enchentes que nós tivemos em
2024, onde podemos usar como
contingência o Tepenfone. E aí então tem
um um mar de oportunidades realmente de
utilização no curtíssimo espaço de
tempo. Primeiro, em relação às ME, a
gente tá falando de um eletricista, de
um encanador, eh, um microempreendedor
mesmo que tá ali disponível, onde nós
temos 13 milhões e apenas 30% aceita
cartões. Então, só aí já tem uma
oportunidade gigantesca de nós
capturarmos. Segundo é indo para um
varejo mais eh robusto, seja um
restaurante, seja um pequeno mercado,
onde já pode ser utilizado trazendo
casos de uso concreto como um papa fila,
né? ter todos os os funcionários ali
daquele estabelecimento sendo um
terminal ambulante, né, vamos dizer
assim, deliveries. Hoje a gente vê um
entregador levando o celular com
roteirização e uma máquina junto. Por
que não convergir tudo isso em uma única
em uma única ferramenta?
eventos também são aplicações clássicas
de uso. Eh, olhando um pouquinho mais
para frente, certamente tem a
oportunidade de incorporar essa
funcionalidade dentro dos aplicativos
bancários. E quando a gente olha eh com
a incorporação do Pix por aproximação,
isso tende a aumentar significativamente
o tamanho do mercado. A gente tá falando
aí de um potencial de aumento de mais de
300 bilhões no que transaciona através
das máquinas com o Pix por aproximação.
E aí talvez a gente vá pra parte mais
interessante ou mais disruptiva que é
olhar pra frente, né? Hoje a gente fala
bastante sobre o TEA on Phone. E aqui eh
a Maira também sei que é é entusiasta
desse tema, fala bastante sobre o
tapping on everything, né? Talvez no
primeiro momento, por exemplo, nós
podemos eh traduzir a funcionalidade de
pagamento pra nossa própria geladeira.
Se tiver uma tela, faço ali as compras,
já faço o pagamento ali através da nossa
própria geladeira. Outro caso de uso,
quem nunca passou por isso, vai
abastecer o carro.
tem que sair do carro para fazer o
pagamento. Se tem um filho pequeno, como
é que deixa ali o filho no dentro do
carro para fazer o pagamento distante?
Por que não transformar o terminal, o o
painel do carro num terminal de
pagamento? Quando a gente olha essas
coisas parecem distantes, mas a Samsung
já vem fazendo coisas nesse sentido da
geladeira, a Hyundai já vem fazendo
coisas nesse sentido do do terminal de
pagamento com o CarPay. E talvez indo
mais adiante ainda, talvez o o não terá
sequer um um terminal, né? Eh, pode ser
o Tapion Space, onde entra, faz a compra
e sai, a exemplo da própria loja da
Amazon, Amazon Go, que tem nos Estados
Unidos, com alguns experimentos, que
entra, identifica e sai. Então, eh, ao
olhar essas possibilidades,
certamente o TEP Onfone, essa parte do
onfone, certamente ela vai sair muito
muito em breve, porque eh olhando esse
potencial com o long tail, olhando o
potencial de com o Pix de por
aproximação, olhando também esses nichos
que nós estamos falando, se hoje nós
capturamos em 2025 78 bilhões,
certamente pros próximos 2, 3 anos a
captura deve estar girando entre 400 e
500 bilhões, representando alguma coisa
próximo de 5 a 6%, em contrapartida, o
1.7 que foi em 2025. Então, certamente
tem um potencial muito grande com essa
solução, eh, que eh não, repito, né, não
substituirá as máquinas a pleno, mas
usará e e fortalece bastante os aspectos
de inclusão. Consegue chegar em locais
que muitas vezes é muito difícil. Hoje
no CCRED temos regiões que nós só
conseguimos chegar ou por barco ou por
avião. Então imagina fazer a manutenção
desse tipo de de local. Eh, são desafios
muito grandes que do nosso Brasil
continental, então tem um potencial
muito grande aí.
Obrigado. Obrigado. Eh, continuando
nessa mesma linha, eu acho que assim, a
gente tá vivendo um momento de grande
transformação da indústria como um todo.
Maco Aurélio, nessa mesma linha do Tepon
Phone, né, e o que a gente chama aí de
desmaterialização do hardware, como a
indústria está redefinindo o papel das
maquininhas no futuro de pagamento e
ainda sobre essa mesma questão, ah,
como a nova geração de terminais
inteligentes também influencia a
experiência física no varejo?
Obrigado, Márcio. Primeiro quero
agradecer a Bex, uma satisfação muito
grande poder estar aqui falando de
assuntos tão tão gostosos de se discutir
com palestrantes aqui também, exímos de
mercado.
O CC ele colocou bem a o TE on phone. O
que a gente vê pensando num numa visão
de futuro, o TEP ele tá acelerando uma
mudança estrutural no varejo e ele tá
redefinindo o papel da maquininha.
Então, hoje quando a gente olha uma
maquininha, a gente numa visão de
futuro, ela deixa de ser só para
capturar a transação e ela passa a ser
um ponto de acesso para um ecossistema
de função muito mais amplo. Então,
quando a gente pensa no parque
tecnológico de maquininhas, a
androidização tá permitindo muito mais
integração, muito mais flexibilidade
e com isso um varegista, ele conectado à
função de pagamento, ele pode integrar
apps para conciliação,
para gestão de estoque, emissão de nota,
uma série de funções. Então a gente vê
essa importância da maquininha, que ela
deixa de ser maquininha e passa a ser
muito mais um agente, um terminal
inteligente que ajuda dentro da
conveniência de cada varegista o que
melhor atende ele no modelo de negócio.
Eh, associado a isso, o Cin também
comentou da diversidade do nosso Brasil,
né? Então, também pensando nisso, um
quesito que a gente olha muito é
disponibilidade.
Então, a gente tem uma ampla cobertura
de telefonia, mas a gente sabe que tem
oscilações também pensando nisso, que é
algo mais do dia a dia, mais cotidiano,
mais básico, também alguns anos, com
essa visão de futuro, a gente também
começou a atacar esse ponto. Também a
gente lançou recentemente o que permite
como tal operador ali automaticamente de
forma remota, simplificando também essa
parte de distribuição de chip,
logística, etc. Então isso tudo a gente
vê um grande potencial de evolução das
maquininhas. Elas vão compor um roll de
serviços mais amplos varegistas, vão
ajudar ele a gerir melhor e mais fácil o
business dele com essa disponibilidade
também a la bancada que é o mais
importante, né? A segurança
disponibilidade do terminal, tanto para
não perder venda quanto para essas
funções adicionais.
Obrigado. Eh, seguindo essa linha, né,
da desmaterialização dos terminais,
Daniel, muito tem se falado aí de um
conceito de pagamento invisível, né, eh,
prometendo eliminar muito do atrito da
jornada, né, e como é que você vê eh os
desafios, principais desafios do mercado
para gerar uma experiência cada vez mais
fluida e qual é o maior desafio para que
essa invisibilidade não comprometa a
percepção de segurança por parte do usu
usuário, que eu acho que esse é um ponto
fundamental, né? Você ter jornada
fluida, mas também além de fluida, ela
tem que ter uma percepção muito forte de
segurança.
Bom, obrigado. Obrigado. Começar
agradecendo a Bex pela pelo convite,
sobretudo por estar aqui do lado de
pessoas que eu admiro, conheço muito
tempo de mercado, amigos. Então,
obrigado pela pelo convite.
Parece que a gente discute o tema de de
tradeoff entre experiência de usuário e
segurança e confiança há muitos e muitos
anos, né? Parece que todos os anos a
gente segue batendo nessa tecla e ele
ainda é um tema eh atual. Eu, essa
questão de tornar os pagamentos
invisíveis, eh, eu não sei se o caminho
é a gente de fato lutar por uma
experiência que os pagamentos se tornem
se tornem invisíveis. Porque justamente
você tornando os pagamentos invisíveis,
parece que você tira a atenção e a
confiança e a robustez de segurança que
aquele processo merece, né? Então, um
consumidor, um usuário no momento de uma
transação, se ele tem assim zero
percepção do momento do pagamento, eh eu
acho que isso também pode gerar uma
ansiedade
eh e acabar causando algum tipo de
disrupção também no momento da compra,
né? Então, dentro dessa equação entre
menos fricção, né, um processo muito
mais simples, de pagamento, mas também
você conseguir colocar o mesmo nível de
confiança, eu não acho que o caminho é
tão tornar pagamentos invisíveis, mas
sim fazer com que o pagamento se torne
só mais uma camada dentro de todo aquele
processo de de compra, né? E ao longo
dos anos na nossa indústria, eu acho que
a gente evoluiu muito como, né, como
como indústria em relação a tornar os
pagamentos cada vez mais frictionless,
né? A gente fala de One Click BY, que
hoje já é uma uma tecnologia que a gente
conhece de de muitos anos. Vários dos
dos merchants que conhecemos aí de
grandes retailers já operam. Eh,
wallets, né? Então, as as carteiras
digitais também se desenvolveram muito
ao longo dos dos últimos anos. métodos
de pagamento como recorrência, né, os
Netflix da vida, Uber da vida, que
conseguem embedar o fluxo de pagamento
dentro do do processo de de usabilidade,
né? Isso já simplificou demais todo o
processo, né, de de pagamento. Mas eu
justamente acho que onde a gente ainda
precisa melhorar bastante como como
cadeia, como indústria, é na segunda
ponta, que é na ponta de de fato
segurança, robustez, no sentido que
inteligência artificial deveria ser a
principal alavanca para que a gente
consiga em real time gerar esse esse
awareness, você conseguir fazer todos os
controles necessários e sobretudo você
conseguir passar essa percepção de
segurança para o cliente naquele
momento. ele ter total sentimento de
confiança naquela transação que ele tá
fazendo. E há alguns anos atrás, eu acho
que a gente ainda tava um pouco distante
de conseguir fazer isso e passar essa
percepção em real time. Hoje é uma
situação completamente diferente. Nós
aqui, players de mercado, adquirentes,
Fintex, a gente detém uma grande base de
dados, de informação e a gente tem essa
capacidade de fazer essas análises em
real time e passar essa essa confiança
pro pro usuário. Tem um ponto também que
eu não vou bater a nossa carteira mais
para frente, mas que adiciona um pouco
mais de complexidade nessa discussão,
que claro são os os pagamentos com
agentes que estão cada vez mais se
tornando, né, corriqueiros aqui em temas
eh eh de palcos como esse, mas que ao
mesmo momento que traz uma experiência
muito mais fluida, ou pelo menos essa é
a proposta, a gente tem também uma nova
discussão de como nós, como cadeia
conseguimos garantir a segurança por
trás dessa transação. né? Então,
enquanto momento a gente analisava as
credenciais, por exemplo, de cartões
daquela transação e tentava fazer um
match de um para um com a identidade do
comprador, agora a gente também vai
precisar analisar a intenção de compra,
né, que é um um um bif completamente
diferente. Então, eh, acho que esse é o
ponto, assim, esse tradeoff ele vai
continuar, mas eu acho que hoje e
olhando pro futuro, a gente tem muito
mais ferramentas que nos possibilitam
tornar esse esse tradeoff entre
segurança e usabilidade
eh eh mais performático. Ô Daniel,
complementando aqui, né, eu acho que tem
um tema que é ponto chave paraa boa
experiência do pagamento invisível, que
é a gente garantir que a experiência
seja construída nos protocolos corretos,
porque pro pagamento invisível existir,
o cartão tem que ser armazenado em algum
lugar. Você vai armazenar num cofre, né?
E aí esse cofre que você tá armazenando
o cartão para depois recuperar e mandar
um pagamento invisível, tá seguindo os
protocolos de PCI, de segurança, de
tokenização, né, que a nossa indústria
já estandarizou? Porque se não tá, eh,
começam a existir os casos que a gente
vê na mídia de vazamento de dados de
cartão, fraudes, e aí a indústria como
um todo perde a confiança nessa
experiência, né? Então, como é que a
gente se junta e a gente consegue aqui
garantir que todo mundo tá trabalhando
dentro do mesmo protocolo? E outro tema
que é super importante também do
pagamento invisível é como é que esse
pagamento aparece na fatura do portador.
Porque se é invisível, a hora que ele
aconteceu, você não tava ali comandando
a transação. E se o descritivo não vem
muito claro, né, de que pagamento você
fez, depois vem a experiência do
charback, do cliente não reconhecer a
compra. Então assim, é uma experiência
sem fricção que vale muito, né? Eu
brinco, eu falo que a parte mais chata
de uma experiência de comprar é pagar,
porque dói no bolso, então quanto menos
ela aparecer, melhor. Mas se a gente
garantir que seja construído nos
protocolos de segurança, tem esse
cuidado, até que como é lançado na
fatura, né, a gente fecha um ciclo sem
fricção do começo ao fim.
>> Muito bom. É a algo que a gente comenta
na cela, o pagamento tem que ser
transparente, mas tem que ser consciente
justamente para não gerar essa surpresa
depois na fatura. Agora concordo com
você, Maira. O ponto da responsabilidade
que a gente tem com relação à segurança
é primordial, justamente pela
credibilidade que o nosso mercado já
construiu ao longo desses anos. Então,
é, isso é bastante importante.
>> Bom, pessoal, nosso painel tá bastante
interessante porque estão aparecendo
várias perguntas aqui que a gente vai
deixar um pouco mais pro final. Eh,
Maira, voltando um pouquinho a um ponto
que o Daniel trouxe, onde eh
historicamente a gente diz que o grande
desafio de meio de pagamento é aproximar
a experiência de consumo com a
experiência de pagamento, né? Aqui tem
uma pergunta um pouco mais longa e fica
aí à disposição para quem quiser
complementar depois.
Como o uso da inteligência artificial ao
longo da cadeia de varejo,
especialmente em pagamentos e operações,
está redefinindo eficiência, tomada de
decisão e vantagem competitiva e mais.
Muito temse falado de aplicação de
agente, como na automação e na tomada de
decisão, transformando a jornada do
consumidor no e-commerce atual. do ponto
de vista da adquirência, como a IA e os
agentes digitais vão eliminar checkout e
transformar o e-commerce em jornadas
invisíveis.
>> Bom, essa pergunta aqui vai ter resenha
de todos os participantes, já sei, né?
Porque é o tema mais em tendência do
momento, que é falar dos pagamentos
agênticos, falar de inteligência
artificial no e-commerce. Eh, e de fato,
assim, muito tem sido falado,
indústrias, fóruns, congressos, né? O
tema da vez é a gente falar de AI, de
agente e comommerce, mas quando a gente
olha na prática, ainda tem muita coisa
no plano da ideação, da construção,
de poqu, de prova de conceito, né?
Porque é uma quebra de paradigma muito
grande, né? o movimento de a gente sair
de um processo de compra tradicional e
ter um AI por trás comandando toda a
experiência. Eh, a gente separa o
processo de compra do e-commerce em dois
momentos aqui para avaliar os agênices,
né? Primeira a parte de busca de
research. Você tá entrando, pode ser num
site, pode ser no seu próprio agente
para fazer uma busca por um produto, um
serviço que você queira comprar, né? E
depois a gente a partir do checkout, que
é o agente chamando o pagamento. A gente
vê que o cenário hoje, né, a gente ainda
tem um cenário em que a primeira parte
que é a busca o research, a gente vê
algumas iniciativas agênticas, não 100%.
Estados Unidos é onde tá mais avançado
esse tema. 40% hoje das buscas de
e-commerce nos Estados Unidos são feitas
usando agênticos, né? Mas na parte de
checkout efetivamente, né, a gente ainda
não tem casos práticos assim relevantes,
robustos, né? Então a gente imagina que
no futuro, então hoje a gente tá
investindo muito nessa parte da busca,
mas no futuro a gente tem uma
experiência completa de o research, a
busca e o checkout de pagamento, que é
onde a gente entra, né, também sendo
comandado com o agente. E quais são os
pontos de atenção que a gente tem
debatido muito como indústria, né, do
checkout vind do agêntico, né? Primeiro
ponto aqui é a questão de tagueamento,
de como é que a gente garante um
tagueamento para saber qual é o agente
que tá comando aquela transação e aquela
transação não é uma fraude, né? O
segundo tema é o consentimento.
Como é que eu garanto? Tudo bem, já
entendi. É um agente identificado, é um
agente regularizado, tá seguindo o
protocolo, não é fraude, é um pagamento
com agente. Tá bom? Agora, esse
pagamento que esse agente tá comandando,
está respeitando as regras de
consentimento da pessoa que fez o
comando. Ou seja, ela falou que queria
comprar uma passagem aérea até R$ 2.000.
Ele tá mandando o pagamento R500, tá
fora da regra. Você como é que a gente
garante que tá dentro da regra do
consentimento,
né? Então são temas que que para fazer
acontecer, né? uma indústria que assim,
a hora que a gente conseguir combinar
tecnologia, né, para operar com todas
essas partes, sim, a gente entende que
uma performance
muito superior ao que a gente tem hoje
de conversões do das operações de de
e-commerce. Hoje eu vou parar de falar
aqui para deixar vocês completarem minha
resenha.
a gente passa o dia falando sobre esse
tema tranquilamente e acho que todo
mundo gostaria que que ele fosse mais
debatido. É, é, eu eu tava inclusive
conversando com a Mã em algum outro
momento sobre esse mesmo tema e acho que
tem uma questão que ela é extremamente
debatida em vários outros fóruns também
que a gente precisa manter um foco muito
grande, que é quais são os pontos
extremamente relevantes dentro do fluxo
de pagamento agêntico para cada player
envolvido na cadeia e como a gente
consegue garantir que a gente esteja
olhando para todos esses esses pontos,
né? Então, hoje a gente vê uma discussão
muito grande, por exemplo, de checkout.
Acho que foi março, em torno de um mês
atrás, a Open AI anunciou um rollback na
estratégia deles de lançamento de
checkout próprio, né? Isso deveria dizer
muito a nível de complexidade de de
estruturação, de integração de APIs com
cada um dos provedores, né? mas também
de você garantir que aquele merchant ou
os merchants que estão por trás daquela
transação, que eles continuem fazendo
parte do processo de compra e que eles
tenham ainda aquela aquele touch direto
com o usuário, com o cliente e que eles
não sejam também desintermediados por
esses pagamentos agênticos, né? Então
todos esses pontos assim de
complexidades também de interesses de
players da cadeia, eles precisam ser
levados em consideração para que a gente
consiga fazer com que esse fluxo
transacional também permeie muito bem
dentro desse da indústria.
>> Só completando e tá fica mais difícil
ainda quando vem uma tecnologia nova,
porque a gente ainda não tem padrão nem
standard, né?
Cada solução de AI tá trabalhando com
protocolo e em algum momento você tem
que orquestrar a a o research, a
recomendação do produto, o checkout
dentro de um mesmo standard que a gente
não tem.
Exato. Eh, e perdão, não sei se tô
falando demais, mas eh é até um ponto
que é que é justamente extremamente
interessante, que é como dentro dessa
responsabilidade também entre nós,
players adquirentes, fintex, como a
gente consegue criar essas camadas de
abstração para facilitar também a vida
dos outros players do nosso ecossistema
para que eles não tenham que justamente
ter que desenvolver cada integração com
cada protocolo diferente, que hoje já
existem, né, mais de cinco no mundo.
Então esse é um ótimo ponto.
>> É o eu queria trazer acho que um outro
ponto que é pertinente. Como que a gente
vai conseguir incorporar dentro do
comércio agêntico os aspectos de
educação financeira, né? Porque de fato
hoje quando a gente olha na população
brasileira 70% tá endividado. Essa
semana inclusive o Gabriel Galipulo
falou, né, que a população só lembra que
tem uma dívida quando chega a fatura,
né? Então, o pagamento ele é invisível,
mas a fatura não. Então, eh, como que
nós conseguiremos incorporar aspectos de
educação financeira? porque vai ser tão
fluído, tão fácil comprar, até mesmo
talvez coisas que a gente não quer.
Então tende a potencializar os aspectos
de compra por impulso. E a IA também
pode nos ajudar nisso de colocando
alguns guard rails nesse sentido para
não deixar a pista tão solta a ponto de
aumentar o tamanho do do desafio aí que
temos, né,
Marcurlio, algum complemento?
Eh, concordo porque muito do que também
o Daniel falou de da validação da
intenção, tem todos esses guardreios que
tados
e respeitados com todo esse conjunto de
players que vão estar envolvido num numa
pesquisa, numa intenção de compra sob
responsabilidade de um agente, um futuro
de agente falando com agente. Então,
como todo mundo mantém a visibilidade do
que tá acontecendo, justamente para
respeitar esses guarderreios, para não
gerar esses efeitos colaterais, né, e
com esses desafios que já foram
comentados, né, de padronização ou de
unificação de um modelo único, né, esse
é o grande desafio que a gente tem
acompanhado de pagamentos agênticos.
>> Bom, vou confessar uma coisa para vocês.
A gente estava aqui no backstage e
começar a fazer aquecimento pro painel
virou um outro painel. Tem tanto
assunto, né, que a gente debate aqui que
dava umas 4 horas de painel. Vamos lá.
Eh,
Cim, voltando aí essa questão da da
jornada da fluidez, mas também com um
foco muito forte e em segurança, qual é
o papel da biometria de processos de
identidade digital no mercado de
adquirência e como a tecnologia pode
tornar os pagamentos mais seguros e
fluidos ao mesmo tempo?
Ótimo. O Tafelli falou um pouco sobre
isso, né, sobre esse dilema que vivemos
sempre entre segurança e experiência. Aí
parece que para ter mais segurança
parece que precisamos ter mais fricção e
por consequência menos conversão. E de
fato quando a gente olha no e-commerce
hoje eh quando os aspectos de cartão não
presente ele tem usualmente 7% mais de
fraudes do que cartão presente. E um
aspecto importante pro e-commerce é
finalizar a compra, onde hoje 1/4, né,
25% dos carrinhos eles são abandonados
no meio do caminho. Então e é um
usuário, é um comprador, um potencial
comprador que simplesmente abandonou
aquela oportunidade de compra, bem como
as taxas de de aprovação giram em torno
de 10 a 15% inferiores às compras
presenciais com cartão presencial.
Então, eh, tem um desafio importante de
equilibrar esses dois pilares de
experiência e segurança. Eh, e a to
tanto tokenização quanto biometria, elas
vêm justamente nesse sentido com alguns
desafios complementares.
exemplo, a própria tokenização no no
e-commerce, não transacionar os dados
reais, trans eh eh tendo um trânsito de
dados tokenizados, faz com que a gente
consiga diminuir significativamente a
exposição dos próprios dados. E indo aí
pra parte de biometria, um dos avanços
importantes, falávamos antes até sobre o
próprio eh One Click, né, eh o Click to
Pay, onde ele ainda não vingou muito por
conta de ainda dores na jornada, mas
quando a gente olha o o PESK, né, as
chaves de pagamento, já tem já é algo
muito mais fluído, onde a biometria, a
digital, né, que a nossa face tá dentro
do nosso próprio eh device, do nosso
próprio pro celular. Se mais de 50% das
compras do e-commerce são feitas através
dos celulares, então, eh, ter a
biometria cadastrada dentro do próprio
celular evita que tenha o trânsito
também na nossa própria biometria, num
cenário de daqui a pouco estão montando
avatares de todos nós. indo para eh
operações de maior risco ou compras de
maior valor, o próprio liveness, né, de
provas de vida, onde, né, pisque, sorri,
aproxime, afaste, são elementos que a
gente pode usar também para eh aumentar
a segurança de uma forma razoavelmente
fluída. O que que isso, acho que um
ponto de atenção que esses processos
eles ainda não resolvem, né? eles não
resolvem aspectos de engenharia social,
de coersão, coisas que acontecem e que
esse tipo de ferramental não vai
resolver. E aí tem uma oportunidade para
olhando um pouquinho mais paraa frente,
talvez a nossa biometria comportamental,
né? Então, daqui a pouco uma prova de
voz, uma prova de entendendo qual é o
nosso formato, a nossa velocidade de
digitação, por exemplo. É, é natural que
se a gente tiver numa situação de crise,
sendo eh de alguma forma sofrendo algum
tipo de coesão eh de coersão, nós
seremos nosso tom de voz vai ser
afetado. Então, isso pode gerar
elementos para para um tipo de de
prevenção a fraudes. É, o que que é um
ponto de cuidado em relação a essas
ferramentas? É de alguma forma nós não
gerarmos exclusão, porque esse tipo de
solução, ele precisa funcionar para um
idoso, ele precisa funcionar para um
deficiente físico, para um deficiente
visual, ele precisa funcionar para todos
os tipos de públicos, sob pena de, ao
invés de incluirmos digitalmente,
fazemos o processo de exclusão digital.
Então, desde terminais no físico mesmo,
no CCRED hoje, 100% dos terminais saem
com um teclado de acessibilidade ali
para pros deficientes visuais. Então,
sempre conseguir entender e gerar esse
equilíbrio entre as diferentes frentes é
importante para não gerar um efeito
colateral ali, né?
>> Felipe, eu vou pegar voltar no tema da
biometria aqui, né? você tava falando do
da questão do liveness do reconhecimento
facial para autenticar um pagamento. Eu
vou fazer um gancho para um tema que é
super importante a gente debater, que é
o tema do liability.
A gente sabe que hoje uma transação e
comerce, né, tem um liability que a
gente fala cartão não presente, ou seja,
o portador na maioria das vezes não tá
autenticando essa transação, né? E se
esse portador liga numa central e
contesta a transação, o ônus é sempre do
merchant, é sempre do comércio, né? O
cliente sempre tem razão, que é
diferente de você fazer uma uma
transação NFC, digitar uma senha no POS,
porque você comprova que você tá
autenticando. Lá é habilit cartão
presente. Se o cliente liga para
contestar a fraude, né? Quem tem razão é
o comércio, não é o cliente, né? disputa
sempre vai pro lado do comércio. E aí a
pergunta que vem é
um pagamento que você tá fazendo live,
né? Você tá fazendo biometria, você tá
fazendo reconhecimento facial e tá vendo
que aquela pessoa é aquela pessoa, por
que que ele não tem a mesma validade de
liability de um cartão presente onde
você tá digitando uma senha, né? É uma
questão que a gente debate muito,
polêmica, tem soluções novas de PSQ que
eu sei que estão prometendo que a gente
tenha essa volta do que a gente que a
transação de reconhecimento facial tem o
mesmo liability de um cartão presente,
né? Mas esse tema é extremamente
importante pra gente ser debatido aqui,
porque a gente sabe que a gente tem
protocolos de autenticação que no Brasil
não decolaram, né? como o 3DS, pela
questão de não ter um protocolo, uma
estandarização, podia, a gente podia tá
crescendo para caramba, podíamos estar
muito mais na frente, mas aqui é uma
questão que o liability garante também
que a gente escale a doação dessas
soluções.
>> Excelente. Eh, agora aqui, Daniel, vamos
voltar contigo aqui num ponto que é
importante, que é o seguinte. Quando a
gente fala do segmento de adquirência,
vocês são a linha de frente, o primeiro
contato ali na captura da transação, né?
Com toda a inovação e os avanços
tecnológicos e os novos modelos de
negócio, como o segmento de adquirência
tem se reorganizado do ponto de vista da
dinâmica competitiva e de que maneira a
inovação ajuda a adquirente a olhar para
diferentes públicos, oferecendo soluções
de pagamentos adequadas a cada perfil. E
existe espaço, na sua opinião para
avançar em novos nichos?
>> Vou começar pela pela primeira pergunta.
Eh, acho aquele modelo tradicional que a
gente conheceu um dia de adquirência da
do puro processamento e captura, acho
que esses dias estão para trás, né? E
essa é uma realidade já passada. A gente
não precisa nem discutir isso pro
futuro, porque isso já não existe mais.
E acho que essa grande tendência, ela
vem ditando o que o mercado e a
indústria de pagamentos vai ser nesses
próximos anos, né? Então você consegue
ver, tem claramente uma tendência que
antes era de um ou outro adquente. Hoje
são quase todos os adquirentes
trabalhando de uma mesma maneira para
subir na cadeia de valor dos dos
clientes, né? Para se tornar um player
mais estratégico, para se tornar de fato
um parceiro dos nossos clientes, né?
Então, toda aquela conversa que existia
há muitos e muitos anos, né, de a
adquirente, ela foca muito bem ali no
básico bem feito, no processamento e ela
subcontrata
serviços de valor agregado ou
funcionalidades de players parceiros ou
de outros players do ecossistema. Isso
tá para trás, né? Não tô dizendo aqui
que a gente precisa sempre focar todo o
nosso capex em desenvolvimentos
internos, porque a gente sabe que que
isso é muito complexo e sim parceria
deveria ser um um caminho. Agora,
a a tecnologia ela vem permitindo que
essa modernização aconteça nos players
de de adquirência. E essa customização
por nichos, por verticais, ela vem sendo
alavancada justamente pela tecnologia.
Então, antes quando a gente via, né,
adquirentes, players do ecossistema como
um todo, trabalhando com soluções meio
que de prateleira para servir quase
todos os tipos de clientes e verticais,
isso já não já não é mais uma realidade.
Hoje a gente já vê muitos adquirientes e
players tentando verticalizar a parte
das operações, da proposta de valor,
tentando servir nichos, segmentos
verticais e específicas numa visão total
end to end, seja com parcerias com ASBs
de mercado, seja com parcerias com
plataformas que hoje operam eh eh muito
bem. Então eu acho que é esse ponto
assim em relação a a modelo eh
competitivo, as adquirentes, elas estão
se transformando, elas se transformaram
ao longo desses anos para se tornar esse
player estratégico, esse esse parceiro.
Em relação a novos nichos, pô, também há
quanto tempo na nossa indústria a gente
discute penetração em verticais
subpenetradas? Eh, há muitos e muitos e
muitos anos, né? E justamente eu acho
que nesse momento a tecnologia ela vem
como um viabilizador, encurtando o nosso
tempo e a nossa complexidade para
conseguir chegar nessas nessas
verticais, né? E a gente conseguir
trabalhar de uma maneira muito mais e eh
performática dentro dessas verticais. ão
B2B, eh, utilities, eh, saúde, todas
aquelas verticais que há muitos e muitos
anos a gente discute. Acho que hoje como
indústria estamos num lugar muito
melhor. Ah, a gente conseguiu preparar
muito bem o terreno para que nesse
momento a gente consiga evoluir muito
mais dentro dessas verticais. Então,
para mim, esse tema de de nichos, a
gente vai ver cada vez mais ah o nosso
meio de pagamentos aqui penetrando muito
mais nesses nesses nichos por conta da
tecnologia.
>> Bacana. Algum complemento, pessoal?
Podemos seguir? Bom, a gente agora vai
partir para as perguntas da plateia.
Vieram muitas e eu acho que aqui a gente
respeitar a ordem de chegada delas,
porque todas são muito interessantes.
Vamos começar com a pergunta aqui do
Bruno Lima, da Getnet.
Quais expectativas sobre a evolução do
Pix? Que melhorias de jornadas vocês
apostam para apoiar ainda mais no avanço
no uso?
Bom, eh,
olhando a perspectiva de Pix, o Pix ele
é muito regulado, ele tem um roadmap já
definido pelo próprio Banco Central. O
que a gente vê é o Pix junto com Open
Finance que ele dá, ele alavanca a
capacidade de consentimento e a e juntar
essas peças pode criar casos de uso que
podem alavancar. Então, por exemplo, Pix
por aproximação, foi um lançamento mais
recente, ele tá com uma adoção menor,
mas ele tem um potencial junto com o TEP
de também participar mais do mercado.
Mas é hoje é muito o que a gente vê a
forma de pagamento, ele tá muito
associado à conveniência tanto do
varegista quanto do pagador naquela
situação, naquele momento ou naquele
tipo de compra. Então, a gente vê maior
flexibilidade disso também. Então, Pix
tem essa jornada, ele tem roadmap já
definido, mas tem essas partes também
que vão simplificar ou facilitar aí a o
aumento de participação no mercado.
>> Acho que tem um conceito interessante
aqui quando a gente fala de PIC pros
adquirentes, que é como os adquirentes
saem de empresas de captura de cartão
para hubs de pagamento completo, né? E
aqui a indústria de cartões que é muito
madura, que tá anos do mercado, tem
muito a contribuir com a experiência do
Pix, né? Pensa na experiência do Pixar
Code, que ele pode ser feito por dentro
de um POS ou pode ser feito por fora,
né? Tem muita vantagem fazer o Pix por
dentro do POS, né? Primeiro que é mais
seguro, que arcode é dinâmico, não é
estático, né? Segundo que a gente
entrega o comprovante de venda, né?
Pensando em todos os públicos. Tem gente
que ainda faz questão de ter o
comprovante de que pagou a transação se
quiser voltar na loja para fazer uma
troca, né? Terceiro que a conciliação, o
Felipe tava aqui soprando no meu ouvido,
é integrada, né? Eh, de e eh tem que
pensar na dinâmica do dia a dia, do
comércio que chega no final do dia, tem
que fechar o caixa, se ele recebe o Pix
por fora, como é que ele junta aquilo
tudo para poder fazer o fechamento.
Então, eh, tem um potencial imenso, né,
juntar cartão Pix dentro de uma solução
de tecnologia, se transformar no hub de
pagamentos e vender facilidade pro
varejo, que eu acredito muito.
>> É, e eu adicionaria também a questão dos
efeitos colaterais em outros produtos,
né? Esses produtos que o Tasito trouxe,
eles ainda estão em processo de
amadurecimento e faz parte. a gente teve
aquela aquela estilingada ali no início,
né, do uso da solução e agora essas
outras complementares ainda estão em
maturação. E é natural que teremos
efeitos colaterais em outros produtos de
banking, a exemplo do débito automático,
a exemplo de arrecadação, a exemplo de
débitos veiculares. São produtos que
geram, são fontes de receitas
importantes quando a gente olha no
missão financeira completa, que tende a
ser diretamente afetados a partir da
maturação e do maior uso de uma forma
integrada do Pix. Então, a Maira trouxe
a trouxe muito o olhar do do
estabelecimento, né, da PJ, do negócio,
trazendo sobre o outro prisma também do
do business como um todo. São impactos
que devem gerar esses efeitos colaterais
aí.
Perfeito. E só para tocar na no ponto
que a gente vem discutindo aqui em
relação à experiência versus fricção,
acho que tem uma tríade do Pix no
ecommerce que é super relevante, que é
iniciação de pagamento, open finance e
Pix juntos, né, possibilitando uma
melhor experiência de de não
redirecionamento de transação no
e-commerce. O Pix já tem uma penetração
massiva no e-commerce, mas eu fico
imaginando que se a gente de fato como
indústria, colocasse o nosso foco eh em
rampar essa tríade, né, seria muito mais
disruptível os números do que a gente já
tá vendo de PIX no e-commerce.
>> É o que você falou na adquirência, o Pix
transacional virou bal.
A gente, essa indústria evolui tão
rápido que a gente já tem que pensar no
próximo step aqui de diferenciação. Aí
entra o Pix biometria via Rod Open
Finance, entra Pix automático, entra Pix
parcelado, o pessoal tá falando Pix
internacional, né?
>> Muito bom mesmo. Bom, eh seguindo aqui
com as perguntas, a gente tem a pergunta
do William e falando, voltando ao
assunto do Tepeonfone, vocês fiquem
muito à vontade aí. Ele pergunta de
forma eh geral como é que a indústria tá
lidando com a confiança do cliente paraa
tecnologia TEPON, eh para que os
clientes confieem que essa forma de
pagamento é segura e não pareça um
improviso do comerciante lá na ponta.
>> Vou começar aqui esses complementos.
Você sabe que o brasileiro é ousado em
termos de adoção de novas tecnologias,
né? Quando nós começamos a falar em
tempfone, a gente tinha muito receio
dessa questão de se o consumidor ia
adotar um comportamento de dar um
tartão, digitar a senha no celular de
uma pessoa que ele não conhece. Eh, mas
a adoção foi muito rápida e eu acho que
um o que contribuiu muito com isso foi a
questão da própria segurança do sistema,
né? a própria segurança da certificação
que a gente tem do MPOC, do PI, do
Tepone, porque a pessoa foi
experimentando em algum celular de um
conhecido, viu que funcionou, né? Testou
do na segunda vez funcionou, depois que
viu que o negócio era seguro, né? A
adoção tá sendo muito rápida no Brasil
dessa nova tecnologia, né? E de verdade
a gente como indústria tem que ajudar a
disseminar, porque assim, o TEP é um
fone, né? Podemos afirmar, é uma
transação de cartão presente com o mesmo
protocolo de segurança de uma maquininha
de cartão, né? Não tem nenhuma
diferença. Tepfone não é transação de
e-commerce, né?
É o o que eu vejo ainda como desafio
para isso. Talvez a maior barreira seja
o desconhecimento mesmo, porque os
aspectos que a Maira traz, eles são
plenamente factíveis, são plenamente
defensáveis, o mercado é todo regulado,
então assim, não tem não tem muito
espaço. Existe um nível de segurança
exatamente igual a um cartão presente na
máquina. Então agora existe um
desconhecido dos dois lados. Eu acho
tanto do ponto de vista do empreendedor
e os números que eu falei antes revelam
o tamanho do do potencial que tem para
capturar isso e tem também do ponto de
vista do usuário. Talvez a principal
barreira ainda esteja no usuário. No
usuário não, no no EC, no
estabelecimento mesmo ou no meio ali
vai, né? Porque a partir de que chegar
num taxista e ele apresentar a o celular
como máquina vai pagar. E isso talvez na
primeira vez tenha uma certa
desconfiança, na segunda viu que fluiu e
e ao natural passa a adotar a a solução,
>> ou seja, uma transformação cultural que
acaba acontecendo, né? Eh, deixa eu só
aproveitar, recentemente na céula, a
gente fez uma pesquisa com varegistas e
falando de TEP, 78% conhecem já essa
solução e dentre esses 78%,
60% pretendem utilizá-la no futuro, seja
para alavancar, papila, seja como eh
solução de backup. Então, a gente vê que
ele tá bem disseminado no mercado e é o
que a Maira comentou, né? o brasileiro é
usado. Então, a gente também tinha muita
preocupação no lançamento com relação ao
conforto do pagador de dar um tap num
celular de de uma outra pessoa, de um
desconhecido, digitar assim, a gente
realmente viu que a adoção foi bastante
aceita no mercado, né?
>> Bom, a gente, como eu disse, só tá
crescendo aqui a lista de eh de
perguntas. a gente não vai conseguir
vencê-las todas durante o nosso tempo
aqui, mas vamos para mais uma aqui. Eh,
Maara, acho que essa aqui você pode
ajudar, todos podem ajudar, mas aqui
tivemos no debate um ponto muito
importante levantado pela Maiara, Maira,
desculpa, sobre a transação não presente
com reconhecimento facial, onde o
estabelecimento sempre fica com o ônus
de uma contestação. Gostaria de saber
quais projetos de melhoria já temos em
relação a isso. não se identificou aqui
o autor da pergunta.
>> Eh, tem que ser um jogo combinado à
indústria, né, adquirente com a
bandeira.
os novos protocolos de pesquis das
bandeiras, né, estão prometendo o
liability shift que a gente fala, que é
que essa transação do PESQI, quando você
usa um protocolo da bandeira, já que ela
seja tratada como uma transação de
cartão presente. A dúvida que eu tenho
aqui é como qualquer tecnologia nova,
né? Se você faz uma autenticação e o
liability shift vai pro lado do
merchant, ou seja, se chega o charge
back, quem ganha o prejuízo tá do lado
do emissor, né? O emissor vai comprar,
tô polemizando, o emissor vai comprar
esse novo protocolo e vai aprovar tudo
que vê com autenticação facial, né?
Porque a gente tá mudando a dinâmica do
liability do e-commerce. É uma discussão
polêmica, tá? E eu acho que tá chegando,
né? Porque os PSQ novos estão chegando
agora no mercado, né? Então essa
discussão tende a esquentar e com
certeza daqui a pouco a gente vai ter um
GT da Bex aí para discutir melhor como é
que a gente chega num consenso.
Mas sobre esse ponto me parece que a
gente finalmente consegue caminhar
justamente com a solução de pesquiso em
que você consegue endereçar talvez as
principais preocupações de cada player
que que compõe o ecossistema, né? porque
você ao mesmo tempo você consegue dar
uma experiência melhor pro usuário. Ah,
você tem o liability shift que interessa
a merchans, interessa nós adquirentes
também, mas me parece que também pro
pros bancos emissores a gente tá falando
ali de um nível transacional e
informacional que a gente nunca teve no
passado, né? Eh, quando a gente se apoia
ali aos protocolos antigos de de 3DS,
né, que eram ainda muito dependentes, a
coleta de informação e mensageria na
ponta do cliente para isso passar, era
eram complexidades que hoje talvez já
não existam. E esse essa passagem de
informação daqui para lá na cadeia hoje
ela seja mais facilitada por meio dessas
tecnologias. Eu eu tô otimista com com
com pesquis.
>> Eu também tô
>> muito bom, pessoal. A gente tá indo
paraa reta final aqui. Eu vou tomar a
liberdade de juntar duas perguntas aqui
que são correlacionadas,
eh, pra gente atender uma pergunta do
Eduardo, que é especialista da Criação e
meio de pagamento, e o outro,
infelizmente, não teve identificação. O
Edord diz: "Hoje em dia, existe uma
percepção de que a segurança gera
fricção e fluidez aumenta risco." Aá,
finalmente pode quebrar esse paradigma
nos meios de pagamento. O que falta para
isso acontecer em larga escala no
Brasil? E da mesma forma, a outra
pergunta é com e a e agentes no
e-commerce, a autenticação atual ainda é
suficiente ou precisaremos evoluir para
modelos contínuos de comportamento? Onde
tá o maior risco?
Começo com a primeira pergunta, depois
eu passo paraa segunda. Acho que a
segunda tá bem alinhada com o ponto que
você comentou de liveness comportamental
e novas tecnologias. Mas sobre o
primeiro ponto, assim, eu acho que
definitivamente
a gente tá caminhando para um para uma
um modelo em que não exista mais essa
sensação, em que a segurança ela se
contrapõe à experiência ou à fluidez. E
justamente como eu comentei, eu acho que
a grande alavanca para isso é sim a
tecnologia. Que que falta para para pra
gente evoluir? sinceramente, como um dos
players do mercado e vendo de frente
todas as inovações que estão
acontecendo, players verticalizados e eh
nesses temas, eu acho que a gente tá de
fato num berço, num momento muito
inicial em que essas grandes tecnologias
elas estão por vir no curtíssimo prazo,
que vão de fato possibilitar uma mudança
completamente disruptiva de como a gente
entende esse momento real time de
prevenção a fraude. assim, eh eh algumas
tecnologias já são discutidas, mas eu
acho que o o melhor ainda está por vir,
justamente no ponto de como eu consigo
transformar todo o nível informacional
que eu tenho hoje de dados dentro de
casa e dentro de cada um desses players
e transformar e e esses dados em em um
fluxo, né, de de antifraude, de
identificação de transação de muito
eficiente real time. Eu acho que essas
essas tecnologias aqui num curtíssimo
prazo, elas vão assim ter uma uma
evolução eh sem precedentes, pelo que eu
tenho ouvido bastante falar aí de
algumas conversas de mercado.
>> É, desse ponto especificamente a gente
já vê muita contribuição da própria IA
no fluxo transacional. Então a gente
consegue hoje com IA e toda essa
informação que a gente tem em tempo de
transação ser mais amplo na avaliação de
fraude e ver tanto comportamental.
Então isso a gente consegue aumentar a
conversão pro varegista e também
proteger o pagador, né? Então isso já é
uma realidade hoje, né? Se só tem
tendência de evoluir muito a partir de
agora, né? Eu
acho que a EAI quando tiver um pouco
mais madura, né, e respeitando todos os
protocolos novos que estão chegando de
segurança, né, a gente tem tudo para ter
experiência perfeita de menos fricção
sem aumentar o risco da transação,
né? O o tema é quanto tempo nós como
indústrias vamos demorar para chegar
nesta maturidade. Até lá vai ter muito
aprendizado, muita tentativa e erro.
Uhum.
>> Né, até conseguir, porque é um modelo
totalmente novo. Quem tá comandando o
pagamento é o agente. Então, até a forma
da gente calibrar um modelo de riscos de
antifraude, um modelo neural para
identificar o trigger e que regras de
negócio eu ten que botar, tem que mudar,
né? E todo modelo novo tem um tempo de
maturação, onde eu consegui criar logs
históricos, aprender com ele para
aplicar as novas regras. Então é questão
de tempo, mas eu igual o Daniel falou da
outra pergunta, eu tô otimista.
>> É interessante, né? Porque a gente fala
de A como um aliado para melhorar a
segurança e jornada, mas a gente fala do
agente Como,
né? Então são duas faces da mesma moeda,
algo que a gente tem que aprender lidar
com isso. Desculpa se assim eu te
entendi.
>> Não, perdão. Eh, eu acho que a gente
sabe as soluções pros problemas que nós
conhecemos,
é exemplo do liveness, do PESC, da
biometria comportamental. são soluções
para dores que a gente já sabe. Agora,
essa questão dos agentes, certamente nós
vamos para uma outra fronteira que nós
temos ainda baixa visibilidade em
relação a quais desafios nós teremos,
mas que certamente serão bem diferentes
dos que nós temos hoje, né?
>> Muito bem, pessoal. Vou pedir desculpa
aí as outras perguntas que a gente não
poôde tratar, né, aqui na na plenária
por questão de tempo. Estamos a indo na
reta final. Eu queria abrir eh para cada
um de vocês a palavra paraa mensagem
final, paraas despedidas. Vou começar
pela Maira, né, por favor. Eu entrei
completando a pergunta do Daniel e eu
não nem pude dar boas-vindas e
agradecer, né, a AEX pelo convite,
agradecer por essa oportunidade de
proporcionar esse debate tão rico quanto
indústria, essa troca, né, que pra gente
faz muita diferença na construção do
futuro de meio de pagamento. Então,
muito obrigada.
>> Muito bem.
Bom, agradeço novamente
também assim, falar de futuros, de meio
de pagamento é bastante empolgante, né?
Eu também tô bastante animado. Então, é,
é um futuro que é híbrido, que é
celular, é terminal, é digital, tudo
isso com inteligência artificial, então
é bastante animador. Muito obrigado.
>> Você assim,
>> Márcio Tazito, Maira Tafelli, obrigado
mais uma vez obrigado a Bex pela
oportunidade. Feliz de estar aqui
discutindo, feliz de estar representando
aí colegas de todo o Brasil que vieram
aqui prestigiar, parabenizar pelos
trabalhos que eles fazem. Eu acho que
tem temos desafios grandes,
oportunidades maiores ainda pro nosso
futuro. Ontem o Curi da Visa trouxe, né?
Estamos vivendo uma mudança de era,
então que bom que é bem da nossa vez que
nós estamos vivendo isso, né? Obrigado
mais uma vez,
>> Daniel.
Vou também agradecer, principalmente em
nome da ADEN, agradecer a Bex, de novo,
aos meus amigos aqui que estão comigo no
no palco, a todos vocês. Eh, como Tazito
falou também, falou com muita paixão
sobre todos esses temas e poderia passar
aqui o o dia todo falando, mas futuro de
pagamentos, acho que com tudo que a
gente discutiu aqui, a gente tem algumas
palavras que saltam a mente. Talvez a
principal delas que eu saio aqui com
depois dessa conversa é experiência. a
gente tem a responsabilidade como
indústria de focar na experiência do do
dos pagamentos, não somente com foco no
usuário, mas também com foco em
garantir, como eu digo, todos os pontos
de interesse para cada um dos players da
cadeia e a gente garantir que a gente
sempre esteja evoluindo nessa equação,
né, ou nesse tradeoff de segurança com
experiência sem fricção. Obrigado.
>> Bacana demais. Eh, em nome da, eu queria
agradecer a presença de cada um de
vocês. Nós estamos aqui com
representantes eh do segmento de
adquirência que somados t mais de 40%
desse mercado. Então, a
representatividade deles aqui é
importante, né? falam em nome do do
segmento como um todo. Eu acho que mais
do que um painel, foi um grande
bate-papo, onde a gente poôde abordar
vários assuntos que são atuais e
relevantes e, mais importante, há uma
convergência, né, do entendimento de
quais são os desafios e para onde essa
indústria vai. Isso é fundamental porque
fortalece cada vez mais. Eh, agradeço a
a presença de vocês. Espero que tenha
aproveitado tanto quanto a gente
aproveitou aqui no PAL. Obrigado.
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