Radar de Futuros: o investidor de 2035
Sumário Regulatório
Entenda as mudanças tecnológicas e comportamentais que estão transformando o perfil de investidor, tornando-o mais digital e autônomo! Ao lado de Michell Zappa e do mercado, refletimos sobre esse processo em rápida evolução e o papel das instituições nesse cenário. Este encontro encerra a nossa trilha de conhecimento com foco nas inovações que estão transformando os mercados financeiro e de capitais. Ela nasce a partir do Radar de Futuros, nossa ferramenta interativa que revela 50 inovações que devem impactar o mercado até 2035. A iniciativa apoia a inovação e a tomada de decisão ao oferecer uma leitura estratégica de tendências que podem transformar modelos de negócio, produtos, processos e regulações. Conheça o Radar de Futuros: futuros.anbima.com.br
Transcrição e Conteúdo
Bom, pessoal, vamos começando. Tem bastante gente aqui. Vamos respeitar os horários quem tá aqui na hora. Acho que queria agradecer a presença de todo mundo. Eh, e essa é o nosso último encontro das Hardar Futuros. Hoje o tema é o investidor de 2035. Eh, como todos os outros encontros que a gente já teve aqui, a ideia que não é prever o futuro, mas aprender a leinar isso que já...
bastante gente aqui. Vamos respeitar os
horários quem tá aqui na hora. Acho que
queria agradecer a presença de todo
mundo. Eh, e essa é o nosso último
encontro das Hardar Futuros. Hoje o tema
é o investidor de 2035.
Eh, como todos os outros encontros que a
gente já teve aqui, a ideia que não é
prever o futuro, mas aprender a leinar
isso que já tá acontecendo, que vai
influenciar o comportamento do
investidor nos próximos anos. A gente tá
aqui com o pessoal da Invisioning, que é
a costoria que ajudou a gente nessa
pesquisa para para apresentar um
pouquinho dessa
esses conceitos de futuro pra gente e
depois a gente vai ter um papo junto com
o Altaí para entender esse comportamento
do investidor daqui pra frente e como
isso influencia o dia a dia de vocês aí
no mercado. Eh, o Radar de Futuras, ele
surgiu para apoiar vocês na tomar
decisões mais estratégicas em inovação,
olhando para tendências, com esse
horizonte mais amplo. faz parte do nosso
compromisso de atuar como um farol de
tendências e ajudar as instituições a
navegar as mudanças tecnológicas que
estão redesenhando o nosso setor. E essa
ter serve justamente para isso, para
pegar esses temas centrais identificados
no radar, aprofundar, discutir, provocar
reflexão prática para quem tá no dia a
dia e no mercado. É, e quando a gente
fala de investidor, daqui 10 anos, a
gente tá falando de um perfil que vai
conviver com o mercado muito diferente
do atual, com ativo toquenizado,
totalmente digitalizado, mais
personalização,
eh, até mediada pela IA, umas fronteiras
mais fluidas entre o mercado nacional e
global. Então, v ter mais pressões por
transparência, segurança, impacto, isso
tudo vai mudar comportamento, as
expectativas, a confiança de todo mundo
no relacionamento com com o mercado, não
é? Mas a gente vê que não é só
tecnologia, isso já faz parte da mudança
cultural que isso vai trazer e a gente
falar um pouquinho mais disso mais para
frente. Mas para começar eu queria ter
esse bloco de alfabetização de futuros
com a Invisioning, trazer essas
ferramentas para a gente pensar um
pouquinho de longo prazo, ter essa
leitura estruturada do radar nesse tema.
Depois a gente volta para conversar com
a Altaí e ver essa visão um pouquinho
mais comportamental do investidor do
futuro. Então já vou passar a palavra
pro Michel, vou pedir para todo mundo
deixar os microfones silenciados. Se
tiver alguma pergunta, manda no chat ou
levanta a mão para fazer o microfone.
Vamos fazer isso aqui um pouquinho, uma
conversa. E é isso. Michel Turre com
vocês.
>> Obrigado, Lucas. Eu diria que alguns
desses agentes que você citou já estão
conosco na sala, inclusive, porque a
quantidade de agente IA que aparece aqui
no no Teams tem que ser notado. Eh, já
estão aqui aprendendo conosco. Eu vou
pular pros slides e
estamos sincados. Então, muitíssimo
obrigado por todo mundo por estar
participando pela por essa terceira
sessão de olhar pro radar de futuros. A
nossa intenção hoje é ser bastante breve
na explicação e poder enfatizar a
conversa, o diálogo, eh, o máximo
possível. Então, eu prometo que seremos
o mais rápido possíveis. Eh, aqui com
aqui comigo, tá o Rodrigo.
>> Oi, gente. Eh, bom táar aqui com vocês.
Eh, eu sou Rodrigo Tur, então trabalho
na Invision, também tô tô em Amsterdam,
assim como Michel. Eh, e eu trabalho
como pesquisador de tecnologia emergente
e eu também tenho uma newsletter que eu
falo mais sobre movimentos culturais.
Então, temos tenho esses dois lados
assim na minha eh nas minhas nas coisas
que eu faço.
>> Eu sou Michel, eu sou fissurado por
tecnologia e a forma que tecnologias
transformam a sociedade e a humanidade
de tantas maneiras. E eu tento traduzir
isso para todo mundo que quer ouvir e
todo mundo que quer acompanhar esse tipo
de pensamento eh há um tempo. Parte
disso pelo trabalho da Invinen que que
fizemos com com a Bima e nos últimos
meses que tem esse resultado incrível
que é rodada, mas também através de uma
newsletter semanal que eu tento escrever
sobre aquilo que eu acho que é a nossa
transição para inteligência geral,
inteligência artificial geral. Eh, mas
isso é um assunto eh eh próximo. Hoje
estamos aqui para falar um pouco sobre a
nossa visão de tecnologia emergente e
como é que a gente se encontra nessa
nessa transição, olhando para
tecnologias com vocês através do Radar
de Futuros. Eu, muitos amigos me dizem
que eu tô tô nessa intersecção entre ser
um early adopt, ou seja, alguém que
adota tecnologias novas eh de na
primeira oportunidade e um heavy user,
ou seja, alguém que usa muito as
tecnologias. Eh, e é assim que eu passo
os meus dias. H, e há 15 anos quase eu
comecei o que hoje eh o que hoje
trabalhamos de maneira um pouco mais
sistêmica, que é que é comecei a olhar
para tecnologias como for de forma
gráfica, de forma eh de abrir conversas
e não de tentar antecipar nada, mas de
olhar para aquilo que seria plausível no
futuro próximo e assim instigar
conversas e e debates sobre o que que
isso significa para nós. E esse trabalho
permanece, claro, e hoje fazemos isso de
uma maneira
como com estamos muito muito
privilegiados poder trabalhar com
organizações tão impactantes que trazem
esse tipo de visão pro mundo de de
inúmeras maneiras, mas sempre com foco
em eh olhar para tecnologias de uma
forma sistêmica e tentar eh desdobrar
possíveis impactos que essas tecnologias
terão sobre diferentes aspectos da
humanidade, da sociedade, das de
economias. E para entender o papel de um
trabalho desse no contexto tal como o
nosso aqui, é importante haver uma
alfabetização eh sobre as a os o as as
possíveis direções do futuro, alfizão de
futuros, como a gente chama. E
primeiramente a gente queria avaliar com
um slidol eh o quanto que vocês já
participaram das outras sessões. Então é
um pouco de uma de uma incógnita
>> para nós. Então se puderem votar aqui
rapidamente eh pra gente saber quanto
que vale eh quanto que vale onde que
onde que é melhor e eh utilizar o tempo
da nossa sessão juntos hoje, por favor.
e vou pedir para checarem. Ah, não,
obrigado.
>> Boas-vindas. Então, a maioria eh está
vindo pela primeira vez. Que ótimo.
Agora sabemos e temos aqui um pouquinho
de distribuição eh de quem está voltando
eh para mais. Obrigado também. Eu acho
que já temos uma uma amragem
representativa.
Super útil isso aqui. Obrigado.
>> E temos outra pergunta que vai aparecer
no mesmo link que agora relacionado ao
nosso tema de hoje que é: "Queremos
ouvir de vocês? Qual que é o maior
desafio pro investidor hoje? Em
palavras?
Vamos fazer uma nuvem de palavras para
entender melhor o que que tem na cabeça
de cada um.
Incrível como o excesso de informação
tornou-se de longe o termo mais
recorrente com tanta com tanta
variedade.
Temos confiança, falta de conhecimento,
que é o o complemento do excesso da
informação,
confiança, que claro, anda junto.
OK, temos uma amostragem super
representativa.
Muito obrigado. Vamos avançar um pouco
para do Turra sobre o que que é
alfabetização de futuros, por favor.
Boa. Eh, bom, então acho que é legal ter
esse esse background do assunto, né? O
que que é esse termo alfabetização de
futuros ou letramento de futuros?
É essa ideia de que o futuro ou os
futuros ele só pode ser imaginado, ele
não existe. Eh, então a gente
participou, sei lá acho que foi eh foi
2020, vai fazer o quê? um ano eh do
Futures Liters Summit da UNESCO, que
trazia a alfabetização de futuros como
uma necessidade de uma habilidade pro
futuro e pro presente, eh que o futuro
não está dado e que a gente pode criar
ele. É, e eu acho que algo legal que é o
futuro no plural, que foi também uma
decisão de chamar radar de futuros por
causa disso, pra gente ver que são
vários futuros possíveis e que a gente
pode conversar e trabalhar nele juntos.
Pode passar pro próximo. Aqui são
algumas assim disciplinas dentro dos
estudos de futuro, porque ele não é só
uma coisa, né? tem futurologia,
futurismo, às vezes eles se eh confundem
um com o outro, às vezes eles são a
mesma coisa. Eh, e então nesse gráfico é
legal a gente olhar pro pro eixo que tem
tempo. Então, de para quantos anos a
gente tá olhando, né? Hoje a gente tá
olhando para 2035, para 10 anos.
Eh, e um lado que é mais de método, se é
mais uma sensibilidade ou se é mais
método científico. E essa eh essas
disciplinas elas se misturam. Então,
pesquisa de mercado é algo que já tem
mais estruturas científicas e tal. E o
co hunting, que é uma disciplina mais de
moda, de design, tem uma coisa ali mais
do feeling da pessoa que faz análise,
que percebe essas mudanças. E essa
disciplina, ela tá entre esses dois eh
campos.
pode passar.
>> E a nossa visão sobre a esses possíveis
futuros gira muito em função da
tecnologia. Nós nós focamos a nossa
visão em volta de tecnologia porque eh
ao meu ver eh a tecnologia tem um papel
papel desproporcional sobre eh o quanto
que ele afeta o nosso nosso presente, o
nosso futuro. H desproporcional no
sentido, poucas pessoas criam
tecnologia, só que muitas pessoas usam.
Então, acaba tendo um efeito ah além
desse além daquilo que a gente consegue
imaginar muitas vezes. E a tecnologia
tem rumos visíveis. Ela caminha numa
direção até um pouco previsível ah na
direção de maior ubiquidade. Ela se
torna cada vez mais presente na nossa
vida, mas também para maior
complexidade, ela se torna mais
dependente dela mesma e se insere em
nossas vidas em lugares em lugares
inesperados. E e nós sofremos eh algo
que às vezes se chama sonamb eh
sonambulismo tecnológico, que é a ideia
de que eh ela modifica a nossa
expectativa sobre como é que o mundo
deveria funcionar. O que que significa
isso? A gente pensa, tal como um
sonâmbulo, a gente a gente pensa que a
tecnologia é algo que a gente pode eh
observar, pegar e depois largar e não
ser afetado por isso. Mas não é verdade.
Ao saber como a tecnologia existe, a
nossa expectativa sobre como é que o
mundo deveria funcionar já foi alterada
e isso é irreversível. Eh, então a
tecnologia altera nossa expectativa de
uma forma até um tanto previsível e e
define a a o a direção dos futuros
possíveis eh de uma maneira muito
literal. E a tecnologia é eh além de
onipresente, né, ubíqua, ela também pode
ser definida como tudo aquilo que nós
criamos. Tudo que não é da do mundo
natural pode ser considerado
tecnológico. E todas essas tecnologias,
o que elas têm em comum é que elas
obedecem essas mesmas regras. Então,
coisas que nós enxergamos como
estáticas, eh, dinheiro, né, não só as
moedas e as criptos, mas o conceito de
armazenar valor num objeto e transferir
esse objeto para outra pessoa e essa
pessoa perceber o mesmo valor. Ah, esse
conceito é uma é uma alucinação
conjunta, é uma decisão que nós tomamos
que a gente chama de uma tecnologia e
que funciona de maneira tão eh tão
onipresente. E todas as tecnologias
criadas por nós, agricultura, falam que
nós domamos a superfície da Terra, a o
controle do fogo, a escrita, ah, todas
elas nos transformam de maneiras
irreversíveis e profundas, mas ao mesmo
tempo eh bastante previsíveis, eu diria,
eh pelo menos do ponto de vista de quem
passa eh muito tempo eh observando e
tentando derivar o como que isso pode
nos afetar.
E a forma que o futuro é eh descontínuo
eh pode ser expressado por essa curva
ótima que é as nossas nós tendemos a a
superestimar o impacto a curto prazo de
tecnologias novas enquanto a gente
subestima ela a longo prazo. O que que
significa isso? No no gráfico aqui a
curto prazo, nós pensamos que a
tecnologia terá muito mais efeito na sua
na nossa vida do que ela de fato tem.
Compramos, adquirimos, investimos num
tecnologia nova e as coisas não mudam
exatamente o tanto quanto a gente
gostaria. Mas uma vez esquecido, eh, e
ela se torna ubíqua, né? Ela se torna
parte do do da nossa do nosso novo
comportamento e a realidade acaba sendo
muito mais transformacional do que a
gente imaginava. Ela segue uma lógica
exponencial, enquanto a nossa
expectativa segue uma lógica eh linear.
Claro, generalizando grossamente sobre a
forma que nós percebemos as coisas, mas
dizendo a respeito também das
observações reais mensuráveis que tem
por trás da tecnologia, eh os efeitos da
transformação e exponencial que eh que
tem como expressão esse tipo de curva
transformacional que quebra nossas
expectativas.
E essas essas curvas exponenciais podem
ser vistas assim também como a
capacidade de de de armazenamento,
transferência de dados, ah, né? A
capacidade de tudo aquilo que é
mensurável em tecnologia aumenta de
forma exponencial, enquanto seu custo
diminui também forma exponencial. Essas
curvas ambas são logarítmicas, por isso
que a linha é reta no crescimento e na
no na diminuição.
E o Rodrigo vai nos contar um pouco mais
de forsite?
>> Boa. Obrigado, Michel. Aqui é também pra
gente entender um pouco da origem da
disciplina do forside ou do, né, dos
estudos de futuro, que tem duas
principais escolas. Então, por muito
tempo, h, a principal escola que a gente
usava na indústria era mais focado no
forsag estratégico, que ele tem origem
em tempos de preparação de guerra dos
Estados Unidos. Então, era muito focado
num esforço militar e que essas
disciplinas foram sendo adotadas também
por negócios, marketing e outras áreas.
E tem uma outra veia que é do forçag
transformativo que chamam, que ele teve
origem na Europa no pós-guerra e que
tinha um foco mais em reconstrução,
eh, e que hoje essa disciplina tá sendo
mais retomada com várias, eh, que ele
tem uma coisa mais de transformação do
que essa coisa mais guerra no seu DNA. É
legal ver que tem coisas diferentes no
nesse nessa disciplina.
Pode passar.
>> Passou.
>> Ah, passou.
>> Apareceu aí.
>> E no e no próximo, eh, essa é uma base
de dado só para mostrar que assim, a
inspiração pro pensamento de futuros
pode vir de vários lugares, eh,
inclusive da ficção científica. Eh, esse
repositório, Type Novald, ele tem, ele
mapeia tecnologias que estão sendo
lançadas agora com filmes, livros que
mencionaram anos atrás. Tem algumas que
levaram 100 anos para para se tornar
realidade e tem algumas que demoraram
10, 15 anos. E o interessante é que ele
tá mostrando não só a tecnologia, mas
como que ela nos afeta socialmente e
culturalmente. Eh, eu adoro esse exemplo
do filme Her, né, que ele fica
apaixonado pelo pelo assistente de
inteligência artificial. O filme é de
2013 e a gente tá em 2025 e tem pessoas
se apaixonando pelo chat GPT ou pelo ou
pelo por outras ferramentas que que elas
estão usando, casando com a ferramenta.
Então tem essa essa veia cultural que a
gente consegue perceber pelo pela ficção
científica.
Pode passar.
Eh,
aqui é o é como essa disciplina tá se
tornando cada vez mais necessária no
mundo dos negócios, dentro do dos
departamentos de de estratégia, de ter
essa habilidade. Então, eh pode ser uma
pessoa que é focada em futurismo, mas
também é uma habilidade que a gente tem
eh que a gente pode aprender e aplicar
no nosso trabalho. Eh, então é isso que
a gente hoje traz aqui, algumas
referências para talvez você se
interessar continuar estudando esse esse
tópico
e pode passar pra próxima.
Essa é uma é uma metodologia de olhar
para para futuros, que é a roda de
futuros ou futures will é de 71, então
não é nada novo, mas é legal que ela
estrutura um jeito da gente pensar no
futuro, não só no impacto imediato.
Então no centro a gente colocaria ali
uma tecnologia, uma ideia, uma mudança e
aí a gente mapeia ao redor quais são eh
mudanças, impactos diretos que a gente
consegue pensar. E aí a partir deles
pensar em impactos secundários e
impactos combinados.
Eh, então mais pro fim da dinâmica, a
gente vai ver como a gente consegue usar
o assistente do radar com essa essas
metodologias de futuro. Se você tava na
primeira e na segunda eh oficina, a
gente mostrou outras metodologias.
Então, eh, depois assiste a gravação que
eu acho que vai liberar aí no YouTube.
E a maneira, a outra maneira de olhar
para futuros possíveis é sobre a o grau
de prontidão das tecnologias emergentes
e é a forma que nós eh é uma, é uma das
formas que nós mensuramos essas
tecnologias no radar de futuros eh da
BIMA. Então, o grau de prontidão
significa todas as tecnologias começam
como ideias, eh, e algumas dessas ideias
se tornam conceitos, alguns desses
conceitos tornam-se protótipos e algum
desses protótipos tornam-se produtos.
Hã, e não significa que toda a ideia
vira produto, mas significa que todo
produto começou como uma ideia. E é
possível, de maneira muito geral de
mensurar essa essa prontidão a partir de
observações, começando em ah, essa
tecnologia é possível, h, já é mais do
que um TRL Z0, eh, é um TRL1, ela é
plausível, ela é possível, ela cabe nas
leis da física até chegar no no ponto em
que a tecnologia está pronta para
construir outras tecnologias em cima,
que é um TRL9.
E nós rastreamos tecnologias eh durante
todos esses eh todas essas fases de
desenvolvimento. Uma maneira de olhar
para TRL é observar, comparar, por
exemplo, o Pix com o Drex. Pixá em TRL
altíssimo, não terminou de desenvolver,
continua continua se lançando recursos e
funções novas. Então ela está em
desenvolvimento, enquanto o DREX, pro
melhor do meu entendimento, segue em TRL
menor, em que significa que a tecnologia
pode até estar pronta. tecnicamente, mas
não tá funcionando em escala operacional
ainda. E cada aspecto das tecnologias
pode ser medido nesses graus e é um dos
componentes principais na maneira que
nós olhamos para tecnologias.
Então vamos apresentar o próprio radar
que tem como, deixa eu pular aqui para
compartilhamento da própria.
Tem alguns aspectos que a gente quer
apresentar eh neste radar, mas para quem
ainda não visitou h temos a falar sobre
as três, quatro coisas mais importantes
que ele contém. A principal dela delas
é, tá aqui apresentado 50 tecnologias
distintas dentro de algumas categorias
diferentes. Cada cor, cada fatia, né, do
bolo corresponde com uma categoria
diferente. H, todas as tecnologias estão
ilustradas, intituladas e descritas. De
algumas maneiras temos um resumo e temos
uma descrição mais detalhada. Hã, o grau
de prontidão que eu citei agora aparece
como a distância do centro. entre a eh,
né, para para cada um dos pontos. Então,
eu posso, por exemplo, eh, reordenar o
radar inteiro a partir dessa nota de eh
de prontidão. Eu vi que tinha uma
pergunta, se quiser eh se quiser fazê-la
agora, se é um problema técnico, talvez
eh podemos tentar responder. Alguém
levantou a mão,
temos passos para perguntas depois
também. H, e aqui podemos ver o o grau
de prontidão de cada tecnologia. Essa é
uma maneira de compará-las. Por exemplo,
a segunda métrica, a segunda medida
feita foi o grau de relevância que foi
feito a partir até da Zom aqui um pouco,
hã, que foi uma nota eh cocriada com
experts da da rede ANBIMA, em qual cada
tecnologia aqui foi avaliada eh por
várias pessoas sobre quão relevante ela
acredita que essa tecnologia é pros
próximos 10 anos, por exemplo. E essas
notas são apresentadas na barra externa
e aprendemos que a maioria das das
tecnologias eh parece ser muito muito
relevante. A distribuição de nota foi
bastante eh focada nos pontos altos, que
foi um dos resultados da da um um dos
aprendizados da pesquisa.
E um recurso eh muito versátil para
quando vocês querem aprender sobre o
conteúdo dentro da do radar é eh
interagir com ele a partir do
assistente. Então nós vamos olhar para
isso um pouco mais eh mais a fundo
depois, mas se tiver visitando o radar
pela primeira vez, existem existem
vários pontos de partida h possíveis,
qualquer pergunta possível. Apertei em
uma das sugestões simplesmente para
mostrar o recurso que diz que eh claro,
podemos fazer qualquer interação com os
conteúdos aqui dentro que te o
assistente te ajuda a a filtrar e
navegar e buscar o conteúdo lá dentro,
além de eh mas principalmente tendo eh
em seu conhecimento, né, em seu
contexto, todo o conteúdo aqui presente.
Ah, então não é uma conversa geral sobre
tecnologias em geral, s é uma conversa
específica sobre conteúdo aqui dentro.
Então você pode construir cenários, você
pode fazer simulações e e de sobre
diferentes cenários com esse assistente,
por exemplo.
Mas a gente vai ter um exercício sobre
isso em breve e vou voltar pros nossos
slides.
Então, falamos sobre as diferentes áreas
de pesquisa, falamos sobre grau de
relevância
e agora o Rodrigo vai falar um pouquinho
sobre uns alguns dos alguns dos
aprendizados eh nessa pesquisa.
>> Exato. Eh, queria aproveitar, enfim,
porque na vocês vão ver ali no radar tem
as seis divisões que a gente colheu, que
já são meio que as áreas de pesquisa que
a gente focou. E aí, como a gente tá
nesse papo, eu queria trazer coisas que
estão meio por fora. Então, essa frase
da M Web, que ela é a fundadora do
Future Today Institute, que é um
instituto de de futurismo super legal.
Todo ano eles soltam um relatório das
principais tecnologias daquele ano para
várias indústrias. É um PDF gigantesco
para quem quiser dar uma lida. Eh, e ela
fala pra gente prestar atenção em como
as tecnologias estão convergindo.
Eh, eh, coloca no próximo que aí já tem
uns exemplos, por favor.
Então, por exemplo, algumas tecnologias
do nosso radar que estão mostrando essa
convergência, eh, finança
descentralizada com com o IA, por
exemplo, ou uma plataforma que mistura
finanças tradicionais com finanças
descentralizadas
ou inteligência artificial
com computação em borda. Então, as
coisas vão eh vão se misturando nesse
nesse universo tecnológico e cada vez
mais.
Pode passar o próximo, por favor. E aqui
é outra coisa que é legal assim, que é
como tecnologias se comportam no geral
ou como a gente lida com elas, é
inovação experimental. Então assim,
robotiser já existia e agora eles vão
ganhando novas novos features, novas
ferramentas, vai tendo IA junto, vai
tendo outras outros comportamentos que
vão que a ferramenta melhora. ou
blockchain proof of stake. A gente tá
acostumado a ouvir eh que o blockchain é
uma tecnologia que polui bastante porque
demanda muito muita energia, mas o proof
of stake é um outro protocolo que não
precisa de todo aquele eh
toda aquela energia para fazer novas
moedas, digamos. E a inteligência
artificial é explicável. Eu acho que uma
grande preocupação da é que não dá para
entender porque que ela nos trouxe
alguma resposta e cada vez mais as
empresas estão tentando trazer modelos
que eh que você consegue explicar o
pensamento ali por trás.
Pode passar
aqui. Começamos o nosso papo sobre o
investidor 2035.
>> Obrigado, Michelra. Acho que eu, antes
da gente passar aqui pro pro Altaí pra
gente conversar, acho que
>> queria dar uma conectada no porque o o
radar o que a gente falou aqui até
agora, eu acho que quando a gente fala
em alfabetização de futuro, a gente tá
basicamente falando de aprender a ler
sinal, né? Sinais do que já tá
acontecendo hoje, que tem potencial de
mudar o nosso mercado nos próximos anos.
Acho que isso é uma coisa que ajuda a
ampliar o horizonte, reduzir seguida
estratégica e evitar que a gente seja
pego de surpresa em termos que precisam
poderiam ser antecipados. é um pouco
desse movimento que a gente tá tentando
fazer aqui com o mercado. E foi por isso
que a gente trouxe, o criou o Radar de
Futuros. Ele é uma ferramenta para
organizar esses sinais que a gente achou
importante que a gente mapear essas
tecnologias emergentes e oferecer pro
mercado uma visão estruturada do que
pode impactar nossas instituições até
2035. Então, eh, transformar tendência
dispera em algo útil para vocês que
possam tomar essa decisão agora assim.
Então, eh, a mesmo que não seja a sua
área de estratégia, que você não não
tudo ali não seja muito impactante para
você pareça não impactante agora, acho
que ela é uma ferramenta legal para
estudo. Então, todas as tecnologias lá,
ela tem bastante conteúdo extra que você
pode se aprofundar, tem links de coisas
externas que você pode ler, artigos do
da bis, do de jornal, de site. Então é
um uma grande ferramenta ali de de
aprofundamento nesses assuntos e isso tá
muito alinhado com o papel da BIMO da
das nossas missões de inovação, SAR de
tendências, como disse lá no começo, que
é trazer essa clareza em meia mudança e
ajuda a reduzir incerteza, apoiar o
mercado, a se preparar pelo que vem pra
frente e enfim, não é ex de previsão. a
gente fez uma uma
curadoria ali em uma lista bem extensa
que a gente teve. a gente consultou o
mercado para dar relevância para tudo
aquilo, mas tudo que tá ali pode
acontecer desse jeito ou não. E as
coisas vão mudando porque não é
tecnologia por tecnologia, ela tem todos
os impactos econômicos, sociais que vem
por dentro disso. Então, eh, aquilo ali
é um é um um trabalho de de for. Então é
isso. Então essa ilha de contas é
justamente isso, fazer o mostrar para
vocês como é que é, o que que é o radar,
usar ele como ponto de partida para
pensar futuras possíveis e conectar isso
com desafios reais as instituições de
hoje. Lá tem uma ferramenta de IA bem
legal dentro do radar que a gente vai
mostrar para vocês mais tarde, mas isso
é legal. Eh, tem uma pergunta aqui
da Sabrina. Qual a possibilidade de
atualização das informações, fontes e
tenes dentro do ferramenta de radar de
futuros? a gente acabou de lançar, então
isso é um ela uma pesquisa que a gente
fez esse ano, pensando daqui 10, a gente
vai atualizar, a gente não sabe ainda se
a gente todos os anos ou a cada dois
anos. Depende muito do de quanta mudança
tem naquilo ali também, porque a gente
tá olhando um período extenso, então se
a gente pode atualizar todo o ano e e
ter pouquíssima coisa para mudar lá
vírgulas. Então, a gente tá começando
esse estudo agora de como que a gente
faz para manter isso atualizado, mas vai
ficar atualizado. Eh, mas não vai ser
assim todo mês, todo cada dois meses,
porque as coisas caminham rápido, mas
não é tão rápido assim pra gente ter ter
esse trabalho o tempo todo, mas a gente
vai fazer aquilo ali e a vocês vão ficar
informados quando a gente for atualizar.
Então, a Taí tá por aí, a gente pode
começar a nossa conversa. Claro.
>> Eu não tô vendo a sua câmera. Tem é só
aqui.
>> Beleza.
>> Eh, antes da gente entrar aqui com a
Taí, eu queria só trazer um rápido
panorama do que o radar aponta quando a
gente tá falando de investidor também,
pra gente contextualizar a conversa aqui
com todo mundo, né? Eh, a leitura geral
é que esse investidor vai nascer de uma
combinação de três grandes movimentos,
que é a digitalização dos ativos, a
personalização mediada pela IA e a
mudança como a gente constrói confiança
de uma decisão com uma decisão
financeira. São esse primeiro movimento
é uma transformação da própria
infraestrutura de mercado. A gente tá
vindo falar muito aí de blockchain, de
blockchain, tokenização,
eh essas plataformas que vão entregar
integral finanças tradicionais e
descentralizadas. Então o investidor
passa a navegar um ambiente que tudo é
muito mais acessível, mais fracionado,
mais programável. A promessa é que isso
democratize acesso e crie possibilidade
de portfólios que hoje ainda não existem
paraa maior parte das pessoas. Então é
isso que a gente tá vendo de de promessa
aí pro futuro com essa questão de de
DLT, blockchain, tokenização. Esse
segundo movimento, o papel da IA dentro
desse desse cenário que o radar mostra
que tem robô advoso avançado e dentro de
plataforma de investimento, modelos que
aprendem continuamente com o
comportamento de todo do usuário. Isso
tende a levar um investidor para um
cenário que boa parte das decisões dele
será mediada por sistema inteligente.
Isso muda expectativa, muda confiança,
muda prceção de risco. Então é um um
outro cenário que a gente tá desenhando
aí também com essas mudanças. E o
terceiro movimento é de segurança,
identidade digital. Então vai ter
tecnologias como dentro do radar, vocês
podem ver lá identidade autoberana, eh
detecção de fraude em tempo real com
IAK, criptografia pós-cântica. Isso vai
redefinir modelos de know your clients,
proteção de dados, suitability e tem
impacto direto na relação do investidor
com as instituições, na forma como ele
avalia o risco e a confiabilidade. E
como eu falei, tudo isso tem a mudança
cultural, né? Então vai, a gente vai
começar a se relacionar de frerente com
os bancos e tem todas as coisas que vem
ao redor disso, a sustentabilidade, o
impacto deixa de ser nicho, passa a
fazer parte da escolha de investimento,
meio de solução de de soluções de
finanças regenerativas, créditos de
carbono, toquenizados, métricas de
impacto. A gente é uma tendência que a
gente tá vendo começar agora. E lá no
fundo o radar tem um traz o investidor
um pouco mais empoderado no fim das
contas, né? ele é mais informado, muito
mais opções, mas também imposto a uma
compidade complexidade maior. Vocês
falaram lá no começo que ia ter muita
informação, eh as coisas vão só piorar
nesse sentido, mas a gente vai ter mais
ferramentas para que ele possa navegar
por ali. Então vai a a IA promete ter
esse essa facilidade da complexidade das
informações, mas é o esse é o ponto que
a gente quer explorar hoje, que tudo
isso significa do ponto de vista
comportamental e como as instituições
podem se prepararem. E por isso que o
Alai tá aqui. Eh, eu vou deixar o Altaí
se apresentar. tem, ele é muito famoso
aí com seus podcasts, a o seu canal no
YouTube, mas ele é um um pesquisador
muito com doutorado em psicologia
instrumental pela USP. Acho que ele pode
se apresentar pra gente e ele apoia a
gente aqui na BIMA com muitas pesquisas
também, então acho que ele tá por dentro
do que a gente vai falar já já. A táív
tá aparecendo aqui,
>> tá? Não sei se tá aparecendo para vocês,
ó. Tá aí, mas aqui parou de aparecer,
>> mas o vídeo talvez tentar desligar ligar
a câmera porque p Ah, só aqui
>> desliguei,
liguei de novo.
>> Agora agora sim. Tá, desculpa, eu não
tinha como saber, não tô me olhando de
fora. [risadas]
>> Tranquilo.
>> Mas eh mas tudo bem. Então assim, eh eu
vou me apresentar na parte que é
relevante aqui para pra discussão, né?
Eu tenho, eu sou psicólogo e sou
estatístico, assim, eu tenho essas duas
graduações. Então, as pessoas acham que
isso é completamente contraditório, mas
não é. E, e, e eu já começo assim, eu
sou um pouco chato com essas coisas de
inteligência artificial, porque eu vejo
a IA como pela parte estatística, eu
vejo pelo não pelo front end, eu vejo
pelo back end. Então, por exemplo, eu
sou muito muito crítico a a a ideologia
de AGI, de inteligência geral, assim, e
eu nem digo que eu acho que não existe,
não vai existir pela própria arquitetura
estatística que não tem nada a ver com
pensamento, não tem nada a ver, o
cérebro não é um computador, sabe? Não
tem nada a ver, né? E aí eh eh eu não
sei se o Lucas conhece, tem um termo que
é chamado paradoxo de solow. Você ouviu
falar desse termo? O paradoxo de solow.
O paradoxo do Solo é assim, o o Solo foi
um cara que ganhou um prêmio Nobel de
economia nos anos 90 e ele tem uma, o
paradoxo é o seguinte, eh eh que ele
fala o seguinte, que a lucratividade da
tecnologia é vista em todos os lugares,
exceto nas planilhas contábeis. Essa
aqui é a ideia, né? Então, e aí um
exemplo ótimo é que assim, pessoas
idosas têm lembranças das coisas que
normalmente a média da idade das pessoas
aqui acho que é mais nova que mais nova
que eu, mas a a nos anos 80 quando eles
lançaram o Excel, né, eles lançaram o
Excel por cima do do Multiplan, né? E aí
no no começo antes do Windows, né, tinha
o DOS, aquela coisa toda. Quando eles
lançaram o Excel, o custo eh nos dos
anos 70 para os anos 80, a quantidade de
investimento em tecnologia aumentou 100
vezes em 10 anos. 100 vezes, tá? Nesses
10 anos, sabe quanto que aumentou a
lucratividade das empresas que
investiram 100 vezes em tecnologia? 1%.
1%, né? Então, o que que você precisou?
você precisou de décadas, de décadas
para amortizar esse custo de
investimento, que é exatamente o que tá
acontecendo agora com o IA, né? Então
você pega, por exemplo, o PIB dos
Estados Unidos hoje é é cerca de 38
trilhões de dólares. 38 trilhões. A
Nvidia, que é uma das grandes empresas
de produtoras de chips, em 2030 vai
valer 28 trilhões de dólares. Então, uma
empresa só é quase o PIB dos Estados
Unidos. É obviamente uma bolha. É
obviamente uma bolha, sabe? a conta não
vai fechar, tipo, a matemática simples,
né? Então, eh, dado esse contexto de
fundo, né? E aí a pergunta, a pergunta
que a gente tem, né? O que que seria o
investidor daqui a 10 anos? Eh, eh, na
verdade, a gente tem que pensar as
questões e do ponto de vista
comportamental
e essa que é a grande construção. Então,
por exemplo, já tem um trabalho esse
ano, né, é muito interessante que mostra
a o efeito da utilização desses front
ends de IA, porque IA pode ser várias
coisas. é o que a gente mais conhece,
que é o GPT, é um tipo de front end, é
um tipo de apresentação, né, do do dos
usos de EA, mas você pode usar para n e
outras coisas. Eh, tem uma coisa muito
interessante que assim tem um efeito de
idade, né? Então, as pessoas que têm 40
mais tem um uso em geral muito produtivo
da IA. Por quê? Porque ela passou boa
parte da vida dela desenvolvendo
estratégias de aprendizagem onde o IA de
fato é um assistente e aí ajuda muito,
fica muito mais eficaz mesmo, né? Mas as
pessoas que têm ali 20 e estão usando IA
agora há um ano, dois, né, na verdade
está involuindo elas porque elas estão
delegando o desenvolvimento da função
cognitiva dela. E aí e aí eu concordo
com a ideologia do do ADI. A
inteligência geral por meio da IA vai
surgir na dependência da involução da
nossa capacidade cognitiva. Então quanto
menos capacidade você tiver para
controlar aquilo que te controla, mais
você vai acreditar num Deus criador, né?
E esse Deus não vai estar na Bíblia, vai
est num share de stakeholders. É
basicamente isso, né? E aí a e aí uma
grande evolução, né? Um um um grande
efeito para aumentar o efeito ideológico
dessa premissa é a adoção da robótica.
Então, a o desenvolvimento das IA agora
não vai ser mais uma coisa só no
software, vai ser tentando controlar o
nosso comportamento por meio de
robotização mesmo. A sua geladeira vai
falar com você, vai te dar conselhos,
vai falar a previsão do horóscopo para
você, a sua geladeira, o seu o seu o seu
cachorro, você não vai ter mais, você
pode ter um pet agora virtual, você pode
ter o seu namorado no IA, namorada
também, sabe? Então tudo isso vai ser
uma forma de, na verdade, você delegar
suas funções cognitivas para outrem e aí
obviamente que isso vai controlar todo o
seu comportamento.
Faz sentido, Lucas?
>> Faz total. E aí, como é que a gente
pensa nisso agora, olhando dentro do do
dentro da questão do dinheiro em
relacionamento com instituições
financeiras, investimento, que que isso
vai trazer?
Então, se esse se esse cenário se
aprofundar, isso vai, na verdade,
massificar as nossas desigualdades, vai
aumentar cada vez mais o gap das nossas
desigualdades. Aí eu eu vou dividir um
um uma fofoca proocial. Eu não gosto de
fofoca, mas essa prooccial é importante.
Eh, eu eu o o Ambima mesmo tem o raio X
do investidor, que é um relatório que é
produzido anualmente, já tem 8 anos. E
aí, esse ano me foi requerido fazer uma
avaliação longitudinal, porque começou
em 2018 até 2024, né? tão coletando
agora 2025. E aí, eh, eu peguei os dados
de todos esses anos e fiz uma avaliação
estatística longitudinal mesmo, dos
padrões longitudinais. E tem dados
interessantes que eu gostaria de dividir
com os senhores e as senhoritas aqui,
são bem interessantes. Eh, assim, você o
o raio X do investidor, ela são
perguntas que t a ver com comportamento
de consumo das pessoas de e do grau de
conhecimento de investimentos em geral.
E esses indivíduos estão localizados
dentro de um período histórico também,
né? Então, em 2000, recapitulando
rapidamente, em 2018 era um período em
que a CELIC, a taxa de juros era baixa e
a inflação também era baixa. E a gente
teve uma crise um pouco antes, 2015, 16,
uma crise econômica. Então, tava naquela
ressaca. Então, em 2018, as pessoas
tinham um pouco conhecimento eh eh dos
dos mecanismos de investimento, assim,
no máximo poupança. Eh, e elas investiam
um pouco, elas elas guardavam um pouco
dinheiro em média, né? 18, 19, chegou
20, teve a COVID. com a COVID, que é um
efeito comportamental no ambiente, isso
é muito interessante, teve uma
segmentação das pessoas, né? Os
indivíduos que trabalhavam mais em home
office, assim, que o trabalho deles
mudou pro home office, esses indivíduos
começaram a ter um comportamento maior
de poupar, eles começaram a guardar mais
dinheiro. Por quê? Porque o
comportamento dela dessas pessoas foi
obrigado a mudar, né? E aí em 2021 eu
publiquei um paper na UNIFESP sobre
porque diminuiu drasticamente o vício em
cigarro nas pessoas no Brasil. as
pessoas pararam de fumar, né? E a de
2020 para 2023, o o a incidência de
cigarro diminuiu bastante. A gente foi
ver por quê? E tem um um princípio na
psicologia que chama princípio de prema,
né? Que os comportamentos que a gente
emite, eles não são reforçadores nem
punidores em si, eles são dentro do
contexto. Então, dando um exemplo, sabe
aquela pessoa que trabalha no escritório
e ela desce lá embaixo para fumar? Então
o comportamento de fumar dela não é só
para fumar, tem o contexto. Eu quero
fazer uma pausa e eu uso como desculpa,
né? Quando veio o home office e você é
obrigado a ficar em casa, você não tem
mais esse pareamento entre sair e fumar.
Aí perde o sentido de fumar. E muita
gente parou de fumar e e acha que parou
por volção própria, quando na verdade
foi um efeito no ambiente. Então, boa
parte dos comportamentos que controlam a
gente e a partir daí a gente cria
hábito, são, na verdade, modificações no
ambiente. Isso a gente viu no relatório
que foi muito interessante, que a a as
pessoas que começaram a trabalhar em
home office, uma maior porcentagem delas
começou a poupar, porque não tinha outra
coisa para fazer, né? e começou a poupar
dinheiro. Eh, eh, e aí conforme conforme
esse evento comportamental, ambiental
vai gerando uma mudança de
comportamento, a pessoa começa a poupar,
né? Em 2022 e 23 a gente viu uma
segmentação. Quem conseguir guardar
dinheiro em 2020, em 2022, 23, começou a
conhecer o que é tesouro direto, o que é
CDB, começou a ficar mais côncio. Por
quê? Porque ela já, a pessoa já está num
frame indecisório de ganho, porque ela
tá guardando dinheiro como se fosse uma
plantinha, né? Eh, eh, ela já está num
frame de ganho. A galera que não
conseguiu guardar dinheiro em 2020 tá
num frame de perda, começou a acumular
dívida, né? E aí ela tem o menor
desconhecimento dos aparelhos eh eh
financeiros, porque ela tá tipo pagando
hoje que comeu ontem. Chegou 2023, que
que apareceu? Foi liberado desse raio de
Brasil, Bet, né? Apareceu a Bet. E aí o
que que acontece? Aquela galera que tava
economizando já tava ali no fundo
direto, no tesouro direto, já tava
fazendo uns negocinhos, né? Aí já começa
a a a adotar um um modelo de julgamento,
né, de decisão mais liberal, né? Aí
começa a aparecer aquele tipo de
raciocínio. Ah, se eu conseguir, todo
mundo consegue. E o cara que não
conseguiu guardar dinheiro em 2020 tava
em em eh eh a maior prevalência dessas
pessoas está encarando Bet como
investimento. E aí lascou, né? você tá
aprofundando as nossas desigualdades.
Então, só todo esse argumento para
construir que muitas vezes mudanças no
ambiente geram mudanças iniciais de
comportamento que depois a gente toma
como hábito. E é exatamente isso que
acontece com essas com esses frontends,
tipo GPT. Como ele é disponível para
você e ele é muito amigável, é muito
fácil de interagir, ele é uma mudança
ambiental porque uma empresa
implementou, você pode pensar exatamente
igual a COVID, é uma coisa que acontece,
que muda o seu comportamento, você não
tem muita escolha e depois você cria
hábitos.
O aparecimento do GPT e a vantagem dele
ser de graça é isso. Ele aparece no seu
ambiente, ele tá disponível, ele acaba
mudando o seu comportamento sem você
perceber e aí você vai est delegando eh
eh capacidade cognitiva para ele. Claro
que depois ele vai te controlar,
obviamente. No caso da pandemia, na
verdade, todo problema é uma solução. A
a a pandemia apareceu, você teve que
mudar seu comportamento e depois isso
tem um caráter adaptativo também. E eu
não estou defendendo que tem que ter
pandemia para as pessoas ficarem mais
inteligentes. Não, não, não estou
falando nada disso, tá? É um C, então, e
não C somente ser. Isso é muito
importante, tá? Eh, eh, e aí, pensando
agora no investidor para daqui a 10
anos, eh na verdade tem que pensar como
vai ser a média dos indivíduos daqui a
10 anos. Se a gente pensar que a gente
vai estar num cenário de maior
desigualdade, né, o indivíduo daqui a 10
anos, ele vai ser, antes de tudo, o
indivíduo mais imediatista. Ele vai ser
controlado por coisas de curto prazo,
cada vez mais, né? E exatamente igual o
cenário, o cenário de 1917,
exatamente igual que apareceu a Primeira
Guerra, começou ali, estamos muito
perto, né? É, é, é tão impressionante
que o modelo ambiental é o mesmo, né?
Era um, era uma, é que no caso era
penúria econômica, né? Aqui a gente tá
na, na, no, numa questão de
desigualdade, mas é muito parecido, né?
Então, um indivíduo mais imediatista,
ele vai ser controlado por objetivos de
curto prazo, que é exatamente o gráfico
que o Michel mostrou, né? o gráfico da
realidade versus o a expectativa que um
é linear e outro é exponencial. A gente
tá a gente tá naquela barriga, tá
entrando na barriga, né, que aquela
dissociação maior entre a expectativa e
a realidade. Agora isso gera imediatismo
comportamental, né? A pergunta da da da
Giovana é muito boa. Como é que você vai
olhar pra solução de previdência, né?
Como é que o cara vai poupar? Ele só
vai, ele só vai ver a a poupança quando
como algo importante quando as pessoas
que pertencerem ao grupo que eu quero
pertencer são as que poupam. E aí eh eh
por exemplo a tem um autor, né, do dos
1974, ele escreveu muito um livro muito
bom que chama Condição Pós-Moderna, né,
que é o Jeanfale Otard. E aí ele fala de
uma coisa que chama lógica das
comunidades, que é muito interessante,
que hoje em dia a gente não tem mais uma
racionalidade, você tem racionalidades
diferentes. Então, por exemplo, existe
racionalidade dentro de um grupo
antivacina? Claro que existe. Total. Se
você entra dentro de um grupo
antivacina, ele é completamente
racional. Tanto é que o médico tá usando
a semiótica, tá usando roupa de médico,
publica artigos que parecem, só que o
indivíduo não sabe julgar um artigo bom
de ruim. Então ele pega toda aquela
semiótica e se você compactua daquela
racionalidade você faz parte do grupo,
né? Eu vou dar um exemplo até da minha
tia. Minha tia tem um ótimo exemplo. Eu
eu eu eu achei até agradeci ela. Minha
eu eu sou professor na USP na UNIFESP há
quase 20 anos, né? E aí a a minha tia
chegou para mim um dia, falou assim:
"Você está vendo o que está acontecendo
nas universidades públicas? Aquela coisa
toda de tia do WhatsApp, sabe? Que
começa parece aqueles fake news todos.
Aí eu eu cheguei para mim: "Tia, tia,
você sabe que eu sou professor na USP há
20 anos. Por que que você nunca me
perguntou? Por que que você tá afirmando
isso? Você nunca me perguntou. E aí ela
ocorreu, ela, né? Ela nunca tinha
pensado nisso, né? E eu agradeci, falei:
"Obrigado, tia, você me fez cair uma uma
ficha importante, porque na verdade essa
coisa da universidade ser uma bagunça,
uma baderna, aquela coisa toda, isso é
real. existe, existe dentro da
racionalidade daquele grupo. E aí me
coloquei no lugar da minha tia, se eu
começar a questionar aquela realidade de
que a universidade não é uma zona, eu
vou ter parar de ter contato com as
minhas outras tias que fazem parte
daquele grupo. E aí o que que é mais
importante? Você ter contato com a
realidade como ela é ou fazer parte do
grupo das pessoas que gostam de você?
Temos um, acho que algo de errado não
está certo, não é verdade? Temos um
problema, né? E então, e aí o que que
acontece? É, essa é a grande, o grande
pensamento e e que tem que estar por
trás, não só do investidor, mas de
qualquer pessoa daqui a 10 anos. A ideia
não é ficar pensando em política direita
e esquerda. Do ponto de vista
psicológico, a ideia é você quer ser
feliz ou você vai abrir mão da
felicidade em nome do sacrifício
individual para um mundo mais inclusivo.
Porque o que que acontece? Eu eu entendo
completamente e aí e aí eu vão ter
investidores dessas duas classes, tá? Eu
eu sou para mim faz todo sentido
existirem existirem pessoas
conservadoras. Faz todo sentido lógico.
Por quê? Qual o objetivo de ser
conservador? É você querer controlar um
ambiente.
>> Conheço também não daqui.
>> Opa. Querer que o ambiente seja
homogêneo para você não precisar pensar.
>> Agora,
>> então eu vou te dar um exemplo, Lucas.
Eh, imagina que a gente vive numa xaria.
Cria mesmo, sabe? Homem tem um jeito,
mulher tem outro. Jeito de vestir, de se
comportar, tá tudo certo, né? Então, e
eu faço parte desse grupo. Então, eu
entendo as regras. Então, eu não preciso
te conhecer, Lucas. Eu não preciso saber
quem você é. Eu entendo os não verbais.
Você entende também. A gente se
comunica. Eu não preciso conhecer a sua
subjetividade, nem você a minha. O que
que a gente vai ser no final? Feliz para
[ __ ] Vamos ser pessoas muito felizes.
Por quê? Porque tudo que eu faço no
ambiente dá certo.
Acontece, dá certo, né? O problema é as
pessoas que vivem fora desse grupo
simplesmente vão desaparecer.
Esse que é o problema, né? Quando você
abre mão da sua felicidade, eu vou ter
que te conhecer, Lucas. [ __ ] que chato,
vou ter que conversar com você. Vai ter
coisas que eu gosto de você, coisas que
eu não gosto, né? Quando você se abre
para pro não saber, esse não saber te
habita e ele te incomoda, né? Ele te
incomoda. Ah, a Cene eh, chama condição
pós-moderna, viu, Cilene? Jean Franço e
Leotard, a condição pós-moderna. Já que
você vai ler esse, leia um outro também
que chama economia libidinal. É
fantástico também, viu? Do do mesmo
autor do Jefotard. Os dois dão um combo
bacana, né? Então o que que acontece? Na
verdade, a grande dicotomia do ponto de
vista psicológico é entre quem quer ser
feliz, então vai condicionar a uma
homogeneidade do ambiente versus a quem
abre mão disso, dessa felicidade do
ponto de vista próximo, e joga nisso do
ponto de vista distante, que é
exatamente a tarefa do professor, né? O
que que é o professor de jardim de
infância? O professor de jardim de
infância, ele não vai ter retorno da
educação da criancinha, ele vai ter o
retorno lá na frente. E ele sabe que a
probabilidade de tudo que ele fizer, a
probabilidade de mudar a vida da
criancinha é um. A probabilidade é
total. Só que ele não vai não vai ter o
resultado para ele. O resultado vai ser
jogado lá paraa frente. Por isso que
investir em escola infantil não aumenta
a IPO de stakeholder.
E é exatamente o que geraria mudança e
eh social importante pra gente. Percebe?
Percebe conflito, Lucas? Rodrigo,
Michel. Percebe? E eu não sei de vocês,
mas uma discussão formidável, né?
[risadas] Ah, o a Patrícia
>> e é muito interessante, aí porque com
você foi que eu tava falando antes, a
gente tava aqui falando tecnologia, como
vai democratizar tudo isso, mas nada
disso existe no vácuo. Tem o toda a
questão econômica, social ao redor que a
gente tem que estar de olho. E isso faz
parte da estratégia que a gente tem que
olhar quando a gente tá olhando para
isso no futuro também. Inovação não é só
a gente tá
falando, vamos botar Iá aqui, né? Que
que isso tá impactando? como é que isso
vai mudar e que e porque
a gente não tem como tirar isso do
contexto que as coisas acontecem.
>> Não, eu te dou um exemplo, te dou um
exemplo, Lucas. Imagina daqui a 10 anos
você é você é gestor de uma carteira de
fundos, sei lá, e aí você eh de pessoas,
né, de pessoa física. Aí vem lá a pessoa
daqui a 10 anos eh vai, vamos imaginar
que a pessoa tem 30 anos, então tem 20
hoje, né? E e você vai cuidar do
dinheiro dela, né? Eh, ou essa pessoa
vai te ver como um oráculo, ela falou:
"Ó, faz aí, né? ela vai ver você como
GPT mesmo. Faz aí, né? E aí ela confia
totalmente em você. Isso é um problema,
é uma vantagem e uma desvantagem ao
mesmo tempo, porque você vai controlar
totalmente a pessoa. Isso é isso tem um
lado negativo. Eh, eh, mas do do se a
pessoa quiser ter um pouco mais de
ingerência sobre o comportamento dela, a
expectativa, mesmo que ela tenha uma boa
formação, tá? eh eh ela vai ser
extremamente imediatista, ela vai
começar, cadê o E e aí tem a ver com um
trabalho que a gente fez no raio X dois
anos atrás também sobre a gente validou
uma escala de estress financeiro. E aí
tem um joguinho que eu vou fazer com
você, tá? O joguinho é o seguinte. Então
imagina, Lucas, que você vai me dar R$
100. Você vai me dar R$ 100 agora e eu
vou te devolver daqui a um ano. Daqui a
um ano eu vou te devolver os R$ 100.
Quanto você aceitaria receber de volta
daqui a um ano para me dar R$ 100? Agora
fala com o coração, não precisa pensar
muito. Fala com o coração.
>> 150
>> dá. Você daria 50 R$ 50 a mais. 50% de
lucro. Vai. Tá ótimo, né? Eh, eh, e essa
pesquisa já foi feita em vários países,
tá? Então, em média as pessoas pedem R$
300, três vezes mais. Em média, conforme
a renda da pessoa vai aumentando.
Boa, voltou. Conforme a renda da pessoa
vai aumentando, né, ela vai pedindo
menos
dinheiro, tá? Então, a renda da pessoa
vai aumentando, ela vai pedindo menos
dinheiro, mas o mínimo é o dobro, o
mínimo é 200, tá? Beleza? Então a gente,
o que que acontece? Como a gente pede,
sei lá, três vezes mais, né? Quer dizer
que a a quando você pega R$ 100 agora e
joga na daqui a um ano, ele parece muito
menos, então você vai ter um custo de
depreciação do tempo, né? E tem uma
curva hiperbólica que descreve isso. Só
que a curva hiperbólica econômica é
diferente da curva hiperbólica
perceptual que a gente tem, né? Então
agora pensa o seguinte, Lucas, num ano
muito bom, o o a renda fixa vai te dar
8%. Você bota 100 conto agora, daqui a
um ano você vai ganhar 108. Não é meio
duro, [ __ ] Um ano, oito conto, né? A
Bet é mais legal, a Bet é mais
interessante, não é? O tigrinho
rebolando na sua frente, [ __ ] Tô com
por isso tem que impedir propaganda
dessa desgraça. Percebe? No jogo de
futebol e você conhece toda a escalação
do Corinthians dentro do surgimento,
você vai jogar o dinheiro ali, vai
perder, né? Então o que a gente é
insensível a juro composto. A gente não
nota noção de juro composto. A COVID é
um ótimo exemplo. A COVID é um ótimo
exemplo da gente desconsiderar equação
exponencial. A gente não entende
fisiologicamente, né? Então, por
exemplo,
>> o mesmo gráfico das das expectativas,
como que nem você disse, ess
crônica de entender transformação
exponencial.
>> Exatamente. Quem descreve isso? Stevens,
1940 da psicologia, ele descreve curva
psicofísica. Ele via aí o Ktivers que
não tem nada de economia, eles ganharam
na devia ter nome de psicologia, eles
ganharam. Não tem nada a ver com a
economia que eles fizeram, que eles
calcularam a curva psicofísica de
depreciação do dinheiro, né? E aí quando
e é uma curva logarítmica,
a gente tá ferrado. Então por exemplo,
se você como as pessoas, eu te dou eu eu
te você me dá R$ 100 agora e as pessoas
querem receber 300 daqui a um ano, né?
Se você juntar tráfico de drogas, armas,
pessoas, órgãos, tudo não dá 300% de
lucro num ano. Percebe? A gente tem essa
sensibilidade intrínseca. Por quê?
Porque a nossa vida é muito curta. Um
ano de vida pra gente é muita coisa.
Para quem vive 80, né? por o custo do
capital não é tanto, percebe? Então, a
gente tem um organismo que tem uma
projeção de tempo relativamente pequena,
então tem uma curva hiperbólica ali da
vida dele. E aí é é a resposta da
pergunta da Geovana, eu acho, que é a
como é que você faz para pensar questão
eh soluções de previdência? Então, uma
estratégia aí, pensando do ponto de
vista pragmático, você tem que criar um
senso de comunidade em que uma das
coisas para você pertencer nessa
comunidade é poupar dinheiro. Do mesmo
jeito que achar que é universidade, só
tem balbúrdia, a regra tem que ser essa.
É um um dos cânis pertencer a essa
comunidade. Eu tô falando comunidade no
nos termos do Gianfusali, porque aí você
vai construir uma racionalidade, né?
Então, essa coisa do homoeconômicos,
racional, que pensa em função dos seus
próprios interesses, é uma bobagem,
porque ninguém é onipotente para saber
os seus interesses reais. Isó bobagem,
não faz nenhum sentido, né? Tem que
trazer a psicologia pro rolê, né? Então,
eh eh
aí o comentário do Max Maxplan é um nome
interessante, é o que vinha antes do
Excel, né? Já denunciou a idade o
Maxplan já, né? Era o que vinha antes do
Excel que o o o Excel suplantou. Eh, eh,
quanto maior a igualdade, mais difícil
gerar esse senso de comunidade. Na
verdade, você vai polarizar a
comunidade. Você vai criar duas
comunidades. Você vai criar a comunidade
das pessoas que poupam e aí aquela
comunidade primo pobre, né, que ah, eu
vou amortizar o o eh a vou amortizar lá
para comprar meu apartamento, minhas
coisinhas e tudo mais. Vai vai ajudar
aquelas pessoas muito, né? Você vai
salvar aquelas pessoas, mas você vai ter
a comunidade do povo da Bet, que que o
raio X mostra muito bem. Abriu aquele
bico, né? Tem dois grupos de pessoas. A
galera que tá na Bet é a galera que acha
que Bet é investimento, vai ter decisões
mais imediatistas e vai ser uma fração
grande da população que tem
comportamento político, né? E e vai
acabar gerando pressão para ter
dirigentes que tenham perspectivas mais
imediatistas também. Percebe que todo
esse cenário de fundo por trás da da
adoção e da manutenção de inteligência
artificial. Percebe, Lucas? Faz sentido?
>> Tô refletindo muito aqui. Tem muitação.
[risadas]
É,
>> desculpas.
>> Não, mas é ótimo porque acho que é é
isso que a gente tem que entender
também, né? Que as coisas elas não não
caminham por si só. Mas a gente falou lá
no começo, a gente fez uma pergunta aqui
e o pessoal falou que a maior, o maior
desafio pro investidor é a complexidade
das informações, o tanto de excesso de
dado que ele tem. E isso é uma coisa que
já existe hoje e imagino que vai só
piorar, né, essa questão de de
contraformação. A gente tá estímulo, a
gente recebe. Mas tem uma solução,
>> qual que é o que que facilita essa
navegação do ponto de vista aí do
cognitivo?
>> Então tem tem uma solução que que é
fácil, barata, qualquer um pode fazer,
incluindo a gente agora. pode começar
hoje. É refazer o ensino médio. E eu tô
falando sério, sem zoeira. Não, refazer
o ensino médio mesmo. Mesmo. Por quê?
Por que que você faz ensino médio para
para passar no vestibular para ter um
para arrumar um ter uma graduação para
arrumar um emprego, ser alguém na vida?
Eu eu falo que minha avó é a pessoa que
mais entende de Adam Smith na na vida,
porque ela reproduzia, ela diz isso para
mim, meu filho, você tem que estudar
para um emprego, sem alguém na vida. É
basicamente a riqueza das nações. É a
premissa do que é uma nação rica. Uma
nação rica é uma nação capaz de gerar
trabalho. É, é isso. Educação é o meio
para isso. Então, na verdade, se você
volta e, e é sério, eu falo isso como
movimento político, não tem a ver com o
direita, esquerda, trás, cima, baixo,
frente, tanto faz. Do ponto de vista
individual, se você refazer o ensino
médio, aí vai falar: "Não, então eu não
tenho tempo para estudar. Você tem tempo
para ficar vendo fofoca, para ficar
vendo a vida dos outros da internet?" Eu
vou dar uma dica, não? E uma dica de
adulto mesmo, tá? Qual que é o É que as
pessoas pensam em estudar de um jeito
muito escolar, né? A, eu tenho que
separar um tempo, eu tenho que fazer.
Não, não precisa de nada disso. E, por
exemplo, com certeza, Lucas, você tem um
amigo que é tarado em futebol, não tem
um amigo que adora roxo assim, que sabe
tudo. Como é que ele aprendeu,
desgraçado, aprendeu a gostar tanto de
futebol, aprender a escalação, porque
tem uma variável crítica que é tempo.
Ele dedica tempo pro bagulho, né? Então,
de novo, eu coloco como desafio, tá? Se
você é competitivo, ótimo. Se você não
é, tudo bem também. Uma hora por semana.
Uma hora por semana você tem uma hora
por semana. Entra no YouTube, abre
vídeos do Enem, pega um vídeo aleatório,
um vídeo sobre briofita, assiste, ah,
mas não tem nada a ver com a minha vida,
não interessa. Assiste um vídeo sobre
briofta, sobre o yoyô, lembra Yoyô
xochô? Y - Y0 = mx - x0, que para com
dois pontos você faz uma reta, sabe
aquelas coisas que é o euclídio. Você
lembra dessas coisas? Você tá me odiando
internamente porque você lembra, você só
não lembra o que é, mas lembra o nome. O
que é um mol? Você lembra o que é mol?
Reação estequiométrica? Você lembra do
nome, né? Lembra o que é entalpia,
entropia? reação isotérmica. É isso.
Pega um uma hora por semana, vê um
vídeo, vê vê dois, três vídeos de 15
minutos, né? E deixa essa informação na
sua cabeça. Vai chegar uma hora, quando
você tiver fazendo uma viagem, vai
aparecer um negócio, nossa, isso aqui
colou da minha cabeça. Aí você não
esquece mais, né? Vai ver vídeo lá sobre
geografia. Aí de repente você vai pra
praia, vê um negócio, fal: "Nossa, isso
aqui eu vi no vídeo". É isso que é o
estudar. É isso que eu tô falando que é
estudar. É isso. E aí a ideia, né? Eh,
eh, conforme você vai criando esse
hábito de observação disso, de refazer o
ensino médio, se você quiser se motivar,
faz um Enem só pela alegria de viver, só
para ver como é que tá mesmo, como uma
meta, tá? Mas se você cria esse hábito e
de novo, é igualzinho a inteligência
artificial, a a a inteligência
artificial não te cooptou, você que
colocou ela no seu esquema de hábitos e
de novo, uma hora por semana, pega um
vídeo do Enem e assiste, aleatório, não
interessa. Em vez de ficar vendo série,
pega um vídeo e vê. Você não vai
entender nada no começo, não tem
problema. vai vendo outro. Essa
constância vai gerar em você um
movimento interno de movimento de de
busca. E aí a gente entra numa definição
moderna moderna do que é ciência, né?
Não é aquela coisa de ciência método, é
século X7, é Decart, não tem mais. O que
que é ciência hoje mesmo aplicada,
moderna, lacatos paraa frente, tá?
Ciência é o uso do método científico por
um agente que se autoobserva. Então, se
eu sou um agente que usa o método
científico apenas, né, eu eu só tô
usando a tecnologia, aí o GPT substitui
a gente. Se eu pego as ferramentas e,
por exemplo, qual que é a diferença
entre aprendizagem e treinamento?
Treinamento é isso. Eu te ensino as
regras, você repete as regras, você é um
bom repetidor de regras. Ótimo. Se você
é um bom repetidor de regras, eu garanto
que o GPT é melhor que você. Então eu
troco você, né? Então, ciência é o uso
do método científico. Isso é uma parte.
Por um agente que se autoobserva. A
partir do momento que você pega o que
você aprendeu e usa isso para se
autoobservar, isso gera em você um
movimento interno de busca. E aí, ao
invés de você ser treinado, né, ao invés
de desenvolver
competência, você vai desenvolver
habilidade. Qual é a diferença?
Competência é uma coisa que eu faço pros
outros. Habilidade é uma coisa que eu
faço para mim. Então, por exemplo, eu
trabalho no banco e aí eu tenho que
fazer uma certificação, que é
basicamente o que Bima faz, tenho que
fazer uma certificação. Aí eu estudo
paraas coisas, faço certificação, tenho
lá, ganho uma promoção. Isso não é
educação, tá? Isso é eh eh
desenvolvimento de competência. Eu
demonstro que eu tenho as competências,
tenho uma certificação, isso me dá
benesses. O que que é habilidade?
Habilidade é uma coisa que eu faço para
mim. Por exemplo, eu aprender a pular
corda, pode me tornar um funcionário
melhor? Pode colateralmente, mas pode,
né? Eu aprender a cozinhar, eu aprender
a ver vídeos do Enem mesmo, eu eu saber
fazer uma equação de primeiro grau me
ajuda em muitas áreas, não só no
trabalho, qualquer coisa, né? Eh, eh, eu
aprender o que é o, sei lá, o o a as
leis de Morgan, de teoria de conjunto,
ajuda muito, desde que você aprenda uma
aplicação para além de uma mera
competência para passar no vestibular.
Muito legal. O pessoal tá engajado aqui
no chat compartilhando suas fórmulas e e
jeito de de
aprender. Eu acho que tinha muita
pergunta aqui, você acabou passando por
muitas delas. Acho que
queria tentar ver um olhar um pouquinho
mais das instituições. Como é que a
gente pode começar a se preparar agora
para para esse futuro? assim, enquanto
empresa, quanto funcionário do mercado
financeiro aqui, como a gente prepara os
times, acho que essa questão da educação
já é um super toque e a gente toca muito
nisso aqui na Ambima, né? A gente tá com
projeto junto com Banco Central,
Ministério da Educação para levar
educação financeira pro ensino médio
também, que já é o até citaram aqui o
Aprender Valor, que a gente tá junto com
com eles nisso, é um das nossas
bandeiras. Mas que que a a gente
enquanto funcionário do mercado
financeiro, enquanto instituições do
mercado, a gente pode começar a se
preparar para olhar esse esse futuro
incerto e maluco que tá chegando por aí?
>> A pergunta é para mim ou pro É para mim
>> para você por enquanto.
>> Ah, então [risadas] beleza. Beleza. Eh,
então, de novo, você tem que pensar do
ponto de vista próximo e distante, tá?
Do ponto de vista próximo, você vai
mudar pequenos hábitos mesmo, né? Eh,
eh, essa coisa de do de estudar pro
Enem, alguma coisa assim, é algo que
ajuda muito. Do ponto de vista distante,
você pode pensar em coisas
institucionais. Por exemplo, eh, dessa
reunião, a possibilidade de você entrar
com esse esse tipo de discussão já é uma
coisa do ponto de vista institucional
muito útil, né? Vai vai ficar na cabeça
das pessoas alguma coisinha que daqui a
uma semana a pessoa tomando banho vai
ter um insight, vai achar que é por
causa dela. Isso é uma coisa importante,
tá? Então, eh eh não, não, eh e é muito
importante para vocês perceberem que o
que a gente faz aqui, as pessoas acham,
ah, eu quero ter uma métrica de impacto
né? Então, a métrica de impacto é o
quanto que a pessoa lembra do conteúdo
associado ao fato de ter sido aqui. Isso
muitas vezes não acontece. Isso também é
a parte da aprendizagem mesmo. A ah os
seus professores de jardim de infâncias
foram professores muito bons para vocês.
Exatamente porque você não sabe
exatamente o que ele te ensinou, porque
faz parte de você. Isso é chamado
amnésia da fonte. Vou te dar um exemplo,
Lucas. Imagina, por exemplo, que eu te
pergunto: "Me recomenda um filme para
assistir?" E aí você me recomenda um? Aí
eu fui no cinema ver. Imagina que eu
gostei muito. Eu gostei muito do filme.
Eu gostei tanto que eu esqueci que foi
você que me recomendou. Já aconteceu
isso com você? Já aconteceu? E aí, tanto
é que às vezes eu te recomendo o filme
que você mesmo me recomendou, você fica
puto comigo, né? Isso é totalmente
normal. É totalmente normal. Isso chama
amnésia da fonte. Isso quer dizer que o
que você me deu foi tão importante que
faz parte de mim agora. Você desconecta
quem te disse do conteúdo porque faz
parte agora da minha subjetividade. Esse
é o papel dos professores. Então, por
exemplo, as discussões que a gente tem
aqui, a probabilidade de impacto é um,
só que você não consegue fazer a
engenharia reversa. E se fizer, quer
dizer que foi treinamento. Aí se a gente
tivesse dando uma aula para uma
certificação, aí seria treinamento. Aí
tem o feedback. Mas esse tipo de coisa
que gera minésia da fonte é jogar as
garrafas no mar mesmo. O impacto é com
certeza, mas a pessoa não vai conseguir
saber que é por sua causa. Não aumenta a
IPO de stakeholder, percebe? Então como
é que eu sei se tá tendo o retorno do
meu dinheiro, né? E aí de novo, eu vou
vou pedir a licença de você para fazer
um teste usando suas habilidades de
ensino médio, tá? Eh eh você lembra como
divide duas frações? Eu eu quero dar um
exemplo de lembra assim, não vem a sua
memória de curto prazo, óbvio que não
lembra porque você não usa, tá? Eu tenho
certeza, eu tenho certeza que você
lembra. Você tem que forçar um pouco, ir
lá no hipocampo, puxar, tirar a poeira,
você tem que tirar, mas você lembra,
probabilidade um, tá? Então, como é que
a galera pode ajudar aí, tá? Tem cento e
poucas pessoas, deve ter alguém que sabe
dividir, responder aqui, ó, pega a
primeira e vai a segunda.
>> Muito bem. Então, essa frase aí, você
lembra dessa frase, não lembra? A
professora te lembra, você lembra? Tá
vendo? Você sabe dividir duas frações,
só que você entende você entende essa
frase como se fosse uma competência, por
isso que você não dá valor, né? Repara a
frase, ó. Eu eu tenho duas frações. Eu
copio a primeira e multiplico pelo
inverso da segunda, tá? Medite agora, ó.
Agora eu preciso da sua atenção. Copia a
primeira e multiplica pelo inverso da
segunda. O que que eu quero fazer? Não
quero dividir. Do ponto de vista do
senso comum, dividir não é eu tenho uma
coisa, te dou um pedaço, eu fico com
menos, não fico? Quando eu divido, eu
fico com menos. Mas olha a frase, copia
a primeira e multiplica pelo inverso.
Multiplicar não é ficar com mais. Então
por que que para dividir eu tenho que
multiplicar?
Você já pensou isso alguma vez? Isso na
sua vida,
hein, Lucas? Não parou para pensar que
toda vez que você divide, na verdade
você multiplica? Por que que é
desgraçado o professor ele tinha? Ele
sabia isso, mas você não pegou. Por qual
a definição de adolescência? A fase que
tudo faz sentido, porque você é um
otário, né? É claro que você não vai
pegar, mas tem um jeito de explicar.
Agora vamos fazer ressignificar o ATP
que você gastou na na sua infância, né?
O que quer dizer dividir? Dividir é um
experimento de doação. Você copia
primeiro e multiplica pelo inverso.
Então, toda vez que você divide, você
pega um tanto, uma parte do que você tem
e coloca no inverso, que é algo que você
não vê. Mas não quer dizer que foi
perdido. Não quer dizer que foi perdido.
Existe o todo cresce, mas não cresce
perto de você. É por isso que quando
você abre o aplicativo do banco e você
tá R$ 200 negativo, não quer dizer que o
dinheiro sumiu, quer dizer que o
dinheiro tá mais perto do banco do que
de você.
Percebeu a mãe? O pulo do gato. Então,
qual que é o princípio de Lavozia? Vai,
Rodrigo. Qual o princípio de lavozia?
Química. Não, pensa um pouco. Não, não é
para ter a resposta pronta. O a galera
vai o efeito da massa. Qual é o
princípio de lavasia? Vocês fazem meme
disso o tempo todo. É uma frase que
vocês modificam.
Nada se perde, nada se cria, tudo se
transforma.
>> Claro.
>> Ah, agora sim. Tá vendo? Lembro, né?
Você ouviu isso na escola? O princípio
de lava Z é a aplicação.
>> É, o princípio de lava Z é a aplicação
que eu tô falando da de dividir duas
frações. Quando você multiplica pelo
inverso, você joga aquilo que você tá
dividindo. Não é que some, vai pro
inverso, vai pro todo, porque tudo se
transforma, entende? Então, quando você
entende que dividir é um experimento de
doação, quando você explica dessa forma
pra criança, ela percebe que vai ter
coisas que ela joga no mundo, que não
vai ter retorno para ela, mas o todo
cresce necessariamente. Você cria
solidariedade nas pessoas, percebe? Do
ponto de vista operacional.
E é o nada se cria, tudo se copia, é a
manipulação dessa frase. Então você
consegue ligar, por exemplo, matemática
com química. Essa é a educação para
realmente que a nós adultos temos que
ter. Isso gera mudança. Aí você consegue
criticar as coisas. Percebe o o o ponto
que eu quero trazer? Então assim, é
importante ter esses tipos de discussão.
Essa discussão que a gente tá tendo aqui
afeta as pessoas do ponto de vista
distante, mas do ponto de vista próximo,
eu advogo isso mesmo na universidade,
assim, refazer o ensino médio. Nesse
sentido, só fazendo essas pequenas
relações com o tempo. Conforme você vai
acumulando isso, isso vai gerar uma
árvore de percep de ferramentas para
você perceber a realidade de forma
crítica. Formidável.
inclusive de pensar seus próprios
investimentos, porque você vai gastar
mais tempo estudando coisas do que eh
tentando consumir, porque hoje o que o
que nos dá pertença à comunidades é o
que a gente tem, o que a gente consome,
a gente assiste as mesmas séries, a
gente joga os mesmos jogos, a gente vai
nos mesmos lugares. Eu quero aprender a
substituir isso e estudar as mesmas
coisas, porque estudar é uma coisa que
não tem custo, tem custo de tempo, mas
não é muito barato hoje em dia, né? Se a
gente faz parte do mesmo grupo que
estuda as mesmas coisas, poxa, já é um
cío de comunidade. E a partir daí a
gente pode aprender a economizar
dinheiro, porque já vai estar
economizando dinheiro por estudar,
porque não vai estar comprando coisa,
nem vendo fofoca. Percebe que tudo
fecha, né? É, o ciclo fecha todo.
>> Muito obrigada, tá aí, pela quase uma
terapia coletiva aqui para todo mundo.
Acho que foi legal porque tangibilizou
muita coisa porque a gente tá fazendo.
Acho que a gente tá avançando aqui no
tempo. Eu vou pedir para os meninos
apresentarem o restante do a parte da o
exercício o e o assistente de a e a
gente tem um tempinho para perguntas.
Vocês já podem deixando aí no chat, a
gente responde um pouquinho. A gente tem
mais alguns minutos.
Muito bem, tô assimilando tudo ainda.
Ah, foi uma quantidade impressionante de
reflexões. Muito obrigado. Tá aí.
ver se eu consigo voltar pro roteiro.
[risadas]
Ah,
estávamos
aqui, então falamos um pouco sobre a
visão de investimento daqui daqui 10
anos e a que propusemos eh um exercício
coletivo. Então, recomendamos que vocês
façam de seus celulares, ah, porque
muitas vezes percebemos nas outras
sessões que muitas vezes o assistente em
particular fica bloqueado dependendo da
sua rede de acesso. Então, eh, acesse em
futuros.com.br.
BR. E aí, enquanto nós eh nós vamos
fazer um exemplo aqui do exercício, mas
antes disso, vamos falar um pouco sobre
as expectativas eh em relação ao que que
o nosso modelo estatístico aplicado aqui
a conhecimento de tecnologias
emergentes. Eh, obrigado pelo contexto,
Alin. Hã, o que que ele o assim ele ele
funciona muito bem para algumas coisas,
mas principalmente como ponto de
partida. Então, não é algo que traz
necessariamente respostas, não sabe, não
tem conhecimento, né, como como
estávamos dizendo, mas ele serve como
uma a uma provocação para você partir
das para você começar suas ideias em
outro lugar muitas vezes e e conseguir
olhar um pouquinho fora daquelas
daquelas suas certezas. H, eu pelo menos
sinto que os modelos de de linguagem
servem eh muito bem para fugir daquilo
que eu conheço. Hã, então é uma é sempre
uma forma de de extrapolar a a forma a
forma que a gente entende as coisas ah
eh de uma maneira muito muito
complementar. E o que nós vamos fazer
aqui é, eu vou trocar de tela, eu vou
voltar pro radar e trabalhar algumas
questões eh juntos com vocês sobre como
que ele pode ser utilizado para pro para
pensar sobre o futuro próximo. Então, um
segundo,
fica tudo em tela cheia aqui, então na
hora de voltar
tem uma navegação.
Então,
então, por exemplo, nós queremos
vamos reeniciar o chat aqui. Então, um
ponto de partida é, por exemplo,
imaginar a rotina de uma investidora
individual em 2035 usando algumas dessas
tecnologias. Então, este é um exercício
extremamente prático, em qual nós,
pronto, aqui tivemos uma resposta
extremamente curta também, mas a ideia
que é qual é? eh é é tentar entender do
ponto de vista do do modelo, eh, quais
tecnologias que ela entende como
prioritárias na hora de construir um
cenário plausível. O cenário plausível,
qual ela é? É uma investidora individual
que tá querendo utilizar as tecnologias
então presentes. Hã, então é uma maneira
é que o modelo respondeu com Rob Robo
Advisors ah avançados. hã, sugeriu IA
para para previsão de taxa de juro e a
precificação inteligente de ativos.
Então, naturalmente trouxe e sugestões
muito próximas da busca, mas fez isso de
uma maneira muito concreta e muito
realista. Eu que não entendo
praticamente eh nada sobre como é que
isso se aplica na realidade, eh eu
confio aqui na sugestão do modelo de
linguagem para pelo menos ter entendido
o que que tem no conjunto de informação.
Hã, e eu uso isso como ponto de partida
para eu mesmo pensar sobre eh o que que
significam essas tecnologias no futuro
próximo.
Outra pergunta, por exemplo, aqui das
sugestões, podemos olhar para
tecnologias que facilitam a
acessibilidade e a inclusividade. Então,
há tecnologias emergentes que tornam o
investimento mais acessível ou inclusivo
é um bom ponto de partida.
E a educação financeira gamificada,
talvez como contraponto as Bets eh
serve como como um um ponto na um passo
na direção certa. Plataformas de
coinvestimento, eh, ou seja, distribuir
o risco com outras pessoas com perfil
semelhante, inteligência coletiva em
investimentos, muito parecido, mas
também se apoiar no conhecimento de
outras pessoas, decisões.
>> Comunidade, [risadas]
>> como é que é as comunidades? Sim.
É,
>> é,
exatamente. Então, é engraçado como o
modelo acaba levantando visões até até
complementares a coisa que a gente tem
discutido. E aqui são alguns mini
exemplos, né, de como é que a gente
consegue utilizar o radar para responder
algumas das perguntas que seriam daria
muito mais trabalho você ter esse
conhecimento todo em mente para
conseguir responder a pergunta. Então
ele não substitui o pensamento, mas ele
te ele nos ajuda a começar o pensamento
num ponto um pouquinho mais avançado,
com um pouquinho mais de informação, um
pouquinho mais ah eh detalhado e e
sempre de maneira complementar. Então,
eu gostei muito dessa provocação. Acho
que assim, aí há eh podemos passar horas
e horas falando sobre isso, inclusive
falamos sobre isso no ano passado com
alguns de vocês. Hã, tem inúmeras
direções que ela nos leva, mas
principalmente naquilo que a gente
conhece pouco, ela ela tem um impacto
desproporcional,
pelo menos na minha vida.
Voltando aos ao nosso raciocínio, o
Rodrigo vai falar um pouquinho mais
sobre a nossa roda de futuros.
É, aqui era mais para mostrar que o
assistente não precisa só responder
sobre a tecnologia, porque geralmente a
gente vê, ah, tem um assistente, deixa
eu perguntar mais sobre essa tecnologia.
E dá pra gente usar outras metodologias
para
eh meio que explorar um pouco mais o
limite ali do do assistente. Então,
nesse caso, tenho a roda de futuros. Aí
no slide seguinte tem algumas perguntas
baseadas nisso que a gente pode usar
para para perguntar pro pro radar e ver
ali conversando com ele quais
tecnologias ele ele enxerga. E de novo,
é um é um ponto de
de partida, né? Não é ali a resposta
dele. Pronto, amém, né? olhar e ver como
aí você pode perguntar mais, tem uma
segunda eh uma segunda rodada, uma
terceira rodada e vendo como isso se
diferencia.
>> Bacana. Em função de tempo, eu quero
sentir com vocês aqui, mas acho que
seria legal dedicar os últimos minutos a
perguntas e respostas, talvez versus dar
mais um exemplo para ela. Que que você
acha?
>> Vamos a depois o pessoal pode brincar aí
no radar. Já vi que muitos deles já
conhecem, então elogiando aqui.
>> A gente já tem algumas conversas aqui,
vocês podem mandar perguntas para todo
mundo aqui.
>> Sim.
>> E vamos lá fazer o último exercí antes
de começar o encerramento.
>> Isso. Obrigado, Lucas. Antes de começar
o encerramento, então, mais uma mais uma
leitura coletiva sobre futuros, né?
Agora que falamos tanto sobre futuros,
qual que é a maior oportunidade pro
investidor dado todo esse contexto?
E não digam investir em beds.
É
>> estudar [risadas]
o link para responder tá aí no chat
também, tá, pessoal?
Ah.
aparecendo alguns temas nas respostas.
>> Fazer terapia.
>> Fazer terapia, aprender.
Acho que
>> acho que você teve um um bom influência
aqui, viu? Tá aí, o pessoal captou a
mensagem. Tem comunidades,
conhecerse, aprender a aprender.
>> Diminuindo a dose de remédio da galera.
Tá bom. [risadas] Educação
aqui,
>> mas vale a pena assim, só para acho que
vocês não são da área, mas qual a
definição de terapia? Para qualquer
área, tá? Qualquer tipo de terapia, a
mesma coisa. Terapia psicológica, tá? A
terapia é um método que você desenvolve
na pessoa para ela ser capaz de explicar
o comportamento dela melhor que qualquer
outra pessoa.
É para isso que terapia serve. Você
desenvolve um método que se ela consegue
explicar o comportamento dela melhor do
que qualquer outra, aí ela vai ser
livre. Essa é a definição que a gente
tem na psicologia de liberdade, né, que
é quando você controla aquilo que te
controla. A terapia gera isso. Você não
vai ser feliz, você não vai ser mais
bonito, mais inteligente, mas você vai
pelo menos conseguir explicar seu
comportamento melhor que o resto dos
outros. É para isso que ela vê serve.
>> É muito parecido com a consultoria.
>> Assim, de ajudar a pessoa a entender o
que ela faz e transformar seu
comportamento através da observação.
>> É, exatamente.
>> É. E aí comos aqui a gente vê que ficou
bem nessa, assim, a gente vê as
oportunidades que a tecnologia traz, a
gente tá vendo muitos desafios que a
gente vai ter com o comportamento daqui
para frente. Acho que aí cabe cada um,
cada instituição no seu dia a dia pensar
como a gente vai se adaptar e trabalhar
melhor isso para daqui paraa frente. A
gente vai continuar oferecendo
ferramentas como essa, essas discussões
aqui pra gente continuar seguindo juntos
como o mercado. Mas a gente tá se
encaminhando aqui pro fim. Vou deixar
aqui para vocês também responderem
>> a nossa pesquisa de satisfação.
E
e é isso. Tem mais alguma pergunta que a
gente pode responder para vocês? Temos
maisito minutinhos. Deixa eu ver aqui.
Vai ser interessante. Dos dos estudos e
materiais que vocês têm consumido.
Existe algum comportamento relacionado
ao perfil do vestidor que não existirá
em 2035? Não existirá.
que que tem, que que existe hoje que
vocês pensam que pode sumir aí no
relacionamento das pessoas com a
tecnologia
>> que não vai ter,
eu acho que é uma tendência as pessoas
naturalizarem muito a Iá como uma
pessoa, então não não vai ter a figura
do eh eh eu acho que isso não vai ter a
gente a nossa capacidade de separar o
real do imaginário vai ser cada vez mais
difícil. Acho que isso a gente não vai
ter tão claro. Por exemplo, para mim,
por exemplo, que a maior parte da minha
vida foi analógica, para mim é bem claro
separar isso, né? Então, se eu começar
ter uma namorada virtual, é exatamente
deliberado.
>> Mas para as pessoas nasceram depois de
2000, não é assim, tipo, vai ter essa
dissociação entre realidade e o e o
ambiente virtual vai ficar vai ser algo
bem difícil de vai ser uma habilidade,
vai virar uma habilidade, que para mim é
algo naturalizado para pra geração mais
nova vai ser uma habilidade.
>> Acho que você responde a pergunta da
Luía, que é com essas plataformas, você
acredita que pouco a pouco os
investidores se tornarem se tornarão
mais independentes? Acho que se a gente
tiver boas plataformas de IA, eles
talvez eles dependam mais delas do que
do do dos gerentes, atendentes hoje em
dia. E isso pode significar que sejam
mais dependentes porque eles resolvem
sem a sem dependência do atendimento que
a gente tem, né? Acho que
>> é essa é um pouco da visão.
>> Tem uma metáfora boa que é a metáfora do
taxista. Tem o taxista antigo, né? Ele
sempre você fala: "Eu quero ir em tal
lugar". Ele sabe de cabeça o caminho,
porque ele tá acostumado a usar os mapas
mentais deles para isso. Só que o que
acontece, o taxista ele sabe o caminho,
até sabe o caminho mais curto, mas ele
não consegue prever o trânsito, porque o
trânsito é uma coisa que acontece agora,
né? Ele não ele não tem a visão além do
alcance, né? Mas o o A tem o A consegue
ter essa informação. Então o A sempre
vai ser melhor que o taxista, mas o
taxista não vai conseguir acreditar
nisso, né? O taxista mais novo não, ele
vai contar o o A como se fosse algo
naturalizado. Vai ser mais eficaz, mas
ele vai perder a capacidade de gerar
mapas mentais. Percebe que é um
tradeoff, é um ganho, uma perda, né?
Então no taxista mais novo, você tem que
ensinar ele a ficar sem o ex um pouco
para aprender a desenvolver. E o taxista
mais velho tem que ensinar a ser menos
teimoso. Então, e isso que é a
aprendizagem, sabe, pro futuro. Você não
delegar demais e não deixar de
desenvolver novas habilidades. Então, é
por isso, habilidade fora do trabalho,
aprender a pular corda, aprender a
cozinhar, aprender a fazer outras
coisas, gera-se conhecimentos prévios
para você transformar o IA num
assistente, não num consultor.
Isso que é um negócio importante.
>> Eh, Paulo, tá pergunta aqui, qual ação
institucional para da Ambinho para
incluir educação financeira para os
jovens? A gente tá fazendo bastante
coisa esse ano, não é aqui da minha
área, mas eu posso te adiantar algumas
coisas que eu sei que tá rolando. A
gente tá como parceiro nesse programa
Aprender Aprender Valor, que é do ensino
médio, do educação financeira no ensino
médio. A gente tá junto com o Banco
Central, Ministério da Educação nessa
nesse projeto. A gente faz participa do
de um piloto no projeto PED meia para
dar mentoria financeira para esses
jovens que participam desse projeto. É,
a gente tem o nosso programa de
voluntariado, que a gente se junta a
instituições aqui associadas para levar
educação financeira para conjunto com
com instituições sociais, ONGs que tem
esse tipo de de atividade. Então, a
gente tem uma um leque bem grande de
atividades aqui. Eh, depois você pode
dar uma olhadinha lá no nosso portal que
tem tem muitas ações legais que a gente
tá fazendo. Esse ano, o ano passado foi
um ano de muito crescimento nessa
frente. É, então a gente tem trabalhado
bastante junto com com parceiros muito
estratégicos do governo, com a Febraban,
com a B3. Então, eh, para ampliar esse
impacto dess dessas ações que a gente vê
com isso, com uma frente muito
importante para pro futuro e paraa
saudabilidade do mercado.
Mas acho que estamos aqui no finalzinho.
Eu queria agradecer todo mundo que
participou desse e dos outros encontros
também que pode estar por aqui. Agradeço
muito ao Tai pela visão, acho que abriu
o olho pra gente por muita coisa que a
gente não tava esperando. É, o pessoal
da Invion, muito obrigado por por estar
presente aqui nesses três encontros com
a gente, pelo trabalho no radar e a
gente deve continuar esse trabalho no
ano que vem. A gente em algum outro
formato a gente mantém em contato com
vocês, participem da redeima de inovação
e para manter atualizado sobre isso, tá?
Muito obrigado e a gente se vê em breve.
>> Muito obrigado. Muito obrigado, Lucas e
todo mundo
>> participar. A gravação vai estar no
YouTube em breve, tá, gente? Muito
obrigado por quem assistir, quem quer
ver de novo.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.