Análise de impacto: dupla materialidade | Jornada rumo à COP 30
Sumário Regulatório
Compreenda como identificar impactos e riscos climáticos sob a perspectiva da dupla materialidade, criando as bases para a gestão integrada de riscos e a definição de estratégias em clima. Este workshop aconteceu no dia 9 de junho e faz parte da Jornada rumo à COP 30, série de eventos de capacitação para preparar o mercado brasileiro sobre gestão de riscos e oportunidades ligados ao clima. A jornada é organizada por ANBIMA, CNSeg e Febraban.
Transcrição e Conteúdo
Sou Luiz Pires, eh, atuo aqui na área de sustentabilidade daAMBIMA. Então, acho que é um um prazer receber, né, hoje já estou olhando aqui mais de 240 pessoas conectadas, né, isso mostra acho que um pouco da relevância, né, do tema dentro do da agenda atual. Eh, queria começar agradecendo a participação, né, de todos vocês, né, dos parceiros, dos palestrantes, né, de todas as o...
sustentabilidade daAMBIMA. Então, acho
que é um um prazer receber, né, hoje já
estou olhando aqui mais de 240 pessoas
conectadas, né, isso mostra acho que um
pouco da relevância, né, do tema dentro
do da agenda atual. Eh, queria começar
agradecendo a participação, né, de todos
vocês, né, dos parceiros, dos
palestrantes, né, de todas as
organizações que de alguma forma estão
envolvidas com a jornada rumo a COP 30.
queria fazer um um contexto breve, né,
iniciando porque a gente tá aqui hoje e
e do que que a gente tá falando. Bom,
essa é uma iniciativa, né, que tá sendo
realizada numa parceria entre um Bima
CNEG e Febraban. Esse é um momento, acho
que bastante singular e especial pro
mercado financeiro segurador e de
capitais aqui no Brasil, né? as
organizações elas entenderam, né, que
faria muito mais sentido se a gente
buscasse um conhecimento, na construção
de conhecimento coletivo. Então a gente
de alguma forma tem conversado já algum
tempo pro desenvolvimento, né, da
jornada uma COP 30, olhando não só para
a COP 30, mas também pro evento, né, do
PR, o PA in person
anterior a COP. Acho que são dois
grandes momentos paraa agenda de
finanças sustentáveis no Brasil e a
gente se junta a uma série de outras
organizações de muita relevância, né, e
que tem nos apoiado a desenvolver a
melhor, né, jornada que a gente
conseguiria pensar. Então, queria
destacar aqui a participação da UNEPFI,
do GFAN, do PR, do Pacto Global, da MEC,
a BVCAP, da B3, né, com entidades
apoiadoras que estão nos ajudando a
construir, a preparar, né, todo esse
caminho eh ao longo, né, desses próximos
meses. Serão vários encontros. Então,
acho que em nome daima gostaria de
recepcionar, né, todos e todos, falar
que é é um prazer pra gente, né,
hospedar esse tipo de conversa em
parceria com parceiros, né, tão
relevantes. Eh, eu queria chamar aqui a
Cláudia Prates, né, da CNEG para falar,
fazer suas palavras iniciais e trazer um
pouquinho da perspectiva da CNEG para
essa conversa. Cláudia, por favor.
Bom, bom dia a todos. Eh, não vou me
alongar, acho que o Luís já fez uma boa
apresentação e do principal objetivo hã
de dessa jornada. Eu acho que a
iniciativa conjunta, como ele mencionou,
e paraa capacitação do setor financeiro
de mercado de capitais e segurador em
preparação paraa COP 30 e mais do que
isso, né, para para o nosso novo
contexto de de consequência das mudanças
climáticas, que fala muito de risco e
seguro e fala muito com os setores que a
gente mencionou. Então, eu queria dar
boainda, boas-vindas a todos e que a
gente tenha eh um uma jornada de
aprendizado e que vá além da COP 30, né?
Eu acho que é uma preparação que vai ser
importante para balizar conhecimento,
para equalizar conhecimento com casos
práticos. Acho que isso também é super
importante. Então, eh, gostaria de
agradecer e agradecer também que eu tô
aqui representando o setor de seguros.
Eh, muito obrigada e vamos aí passar a
palavra agora paraa Febraban. Muito
obrigada.
Obrigada, Cláudia. Obrigada Luiz pela
introdução. Bom dia a todos e todas. Eu
sou a Cíntia, gerente de
sustentabilidade na Febraban. Então, só
para reforçar o que meus colegas já
trouxeram, né, essa jornada ruma a COP,
eh, para que a gente consiga apoiar os
nossos associados com essas
capacitações, porque a ideia aqui é que
a gente traga os profissionais de
diversas áreas, não só de
sustentabilidade, para que essas
capacitações ajudem nas tomadas de
decisões, na definição de novos projetos
e tudo o que a gente precisa desenvolver
para que essa mobilização de recursos
essa mobilização de capital consiga ser
de fato realizada e que a essa jornada
finaliza ali na COP com as capacitações,
mas a gente vai ter muito trabalho ainda
pela frente. Então essa mensagem central
aqui para dar início na nossa jornada.
Pessoal, um bom dia e um bom
treinamento, capacitação a todos.
Cláudia CTE, obrigado pelas palavras
iniciais. Eh, então queria chamar acho
que nesse espírito, né, de colaboração,
de construção coletiva, né, de uma rede,
né, de trabalho que se soma, né, para
gerar impacto positivo aí para toda a
sociedade, principalmente aqui pro
mercado financeiro de capitais e
segurador, no que tange agente finanças
sustentáveis. Eu queria convidar, né,
pro para assumir aqui o microfone o
Fábio Almeida. Fag Almeida, que
representa o PR, né, os princípios do
investimento responsável, uma iniciativa
bastante relevante, que já há muitos
anos tem se posicionado, né, como um
espaço de construção de conhecimento,
né, eh, de muita qualidade e de muita
seriedade aqui, não só no contexto
brasileiro, como no contexto
internacional, né, ele vai compartilhar
um pouco da experiência do PR, né, no
apoio a investidores, trazendo um foco
aqui especial na materialidade. Fábio,
mais uma vez obrigado pela generosidade
de compartilhar um pouco do seu
conhecimento com a gente. É, e o
microfone é teu aqui, meu caro.
Obrigado, Luiz. Eh, bom dia a todos e
todas. Eh, vou compartilhar aqui da
minha, vou compartilhar minha tela por
aqui. Certo, Amanda?
Beleza.
Perfeito, Fábio.
Perfeito, Fábio.
Deixa eu,
vocês estão vendo a tela da apresentação
do PR em modo apresentação?
Não, Fábio, agora a gente tá vendo a sua
tela de a tela do apresentador, aquela
que fica a tela do lado esquerdo, uma
quadradinho do lado direito, mostrando
no próximo slide.
Deixa eu ver,
pera aí,
vou tentar novamente.
Vamos ver se agora vai
aí.
Acho que agora foi certo.
Perfeito, meu caro. Tá no slide inicial
aqui.
Obrigado. Obrigado. Vamos lá, então.
Então, novamente, bom dia a todos e
todas. Eh, sou Fábio Almeida. Obrigado,
Luiz, por já ter me apresentado. Eu sou
responsável por novos mercados e
soluções de negócio no PR, focado no
Brasil e América Latina. Eh, eu tô no PR
desde janeiro. Eh, eu vim eh, pro PRI
muito para contribuir eh com a atuação,
com a nossa atuação nesse ano do Brasil.
É um ano super estratégico para nós, né?
Luís já mencionou eh o PR in person, que
é nosso evento eh global, anual, eh além
obviamente da COP 30, que é o que
inspira essa jornada que a BIMA junto
com a CENSEG eh tem tem eh proposto para
nós. Eh, eu sou paulistano, graduado em
administração pela USP, com mestrado em
desenvolvimento sustentável. E para dar
um contexto, antes de me juntar ao PR,
eu tive eh eu fui responsável pela área
de investimentos responsáveis de um
family office chamado Antos, eh que fica
em Amsterdam, na Holanda, que é onde eu
morei nos últimos 5 anos antes de eh vir
ao Brasil em janeiro. Então, depois
dessa dessa breve apresentação eh
pessoal, eh talvez seja importante
apresentar um pouquinho também do PR.
Acho que muitos de vocês já conhecem,
mas para aqueles que não que não
conhecerem, eu vou fazer uma
apresentação bem bem rapidinha.
Eh, o PR é uma iniciativa fundada pela
ONU em 2006, em parceria com diversos
investidores institucionais. Eh, os
investidores brasileiros estiveram
presentes nessa fundação, representados
pela Previ, que também foi nossa
primeira signatária na América Latina. E
essa foto que vocês veem aí na tela é do
dia do lançamento, né? Vocês veem aí o
Cofianan, né, e secretário geral da ONU,
eh, no meio, que foi um grande
entusiasta dessa criação do PR. E o PR
surge com três propósitos bem claros,
né? O primeiro deles de compreender as
implicações dos fatores SG nos
investimentos. O segundo de promover a
adoção de critérios ESG por investidores
na tomada de decisão dos investimentos e
o terceiro de apoiar uma uma ampla rede
de signatários na incorporação desses
fatores. Então, esses foram os eh os eh
propósitos da criação do PR que seguem
válidos até hoje.
Passando pro slide seguinte, vocês vem
aqui, para ter uma ideia do tamanho do
PR, atualmente nós temos mais de 5300
signatários globalmente, sendo cerca de
130, um pouquinho mais no Brasil e 250,
um pouquinho mais na América Latina como
um todo. Esses signatários do PR a nível
global hoje detém cerca de 128 trilhões
eh de dólares em ativos sob gestão. É, e
aí, como eu falei no cantinho da tela,
vocês podem ver o flyer aí do nosso
evento global, né, que que ocorre todos
os anos e que esse ano vai acontecer no
Brasil, entre 4 a 6 de novembro em São
Paulo. Eh, é o principal evento global
focado em investimento responsável, né,
unindo aí cerca de 1500 a 2.000
participantes. E quem tiver interesse
saber mais, entrar em contato com a
gente ou com a própria BIMA, né, que
dando aí um spoiler também vai ter
condições especiais paraa participação
dos seus dos seus membros.
Eh, passando
pro slide seguinte, aqui eu mostro um
pouquinho da agenda, tá? Do que que eu
vou cobrir. Eh, eu vou cobrir essas
primeiras quatro partes, né?
materialidade, dupla, eh, introdução ao
conceito de dupla de materialidade e de
dupla materialidade, a questão dos
relatórios e depois duas sessões que
trazem um pouquinho mais paraa realidade
do investidor, né? Tanto eh focada no
investidor e depois focado no portfólio
de investimentos.
Eh, então, começando, eu vou
compartilhar um pouco da evolução do
conceito de materialidade até que a
gente chegasse a esse momento de
crescente adoção da dupla materialidade,
aí focando nas questões climáticas que
são o tema da nossa jornada.
Eh, aqui eu trago uma linha do tempo que
ilustra um pouco dessa evolução, tá?
Então, a primeira menção ao conceito eh
de materialidade tem quase um século,
né, quando a SEC, a CVM americana,
publicou uma regra eh sobre divulgações
enganosas e omissões materiais, né? E aí
surgiu o conceito de materialidade, ou
seja, a gente pode dizer que essa que
essa regra aí eh foi precursora tanto do
conceito de materialidade quanto do
conceito de green washing, né, pela
questão das divulgações enganosas que
naquele momento não tinham foco
ambiental ou social, mas que, enfim, ao
longo do tempo vieram a ser
incorporadas. bastante tempo depois, em
76, a Suprema Corte dos Estados Unidos
definiu a o que é um fato omitido
material, né, que é basicamente aquele
fato eh que representa uma probabilidade
substancial de que um acionista razoável
o considere importante ao decidir como
votar. Ou seja, eh, a SEC definiu esse
conceito, embora ainda deixa aberto
paraa interpretação do que é um
acionista razoável, eh, criou-se uma
certa jurisprudência em termo desse em
torno das questões materiais nos Estados
Unidos. E aí quando a gente já vai
chegando aí nos anos 90, já tem a
criação do GR, né, do Global Reporting
Initiative em 1997, com os primeiros
relatórios sustentabilidade.
em 2006, quando esses relatórios passam
a a exigir uma ou requerer uma análise
de materialidade e aí a gente já entra
nos períodos mais recentes, né, quando
em 2014 eh entra em outra fase, né, no
do do da incorporação do conceito de
materialidade com o lançamento pela
União Europeia da sua diretiva de relato
não financeiro, né, que aí tá abreviada
como NFRD, que era sem que é, né, que
era na verdade 100% focada emidade
financeira. Em 2019, essa mesma
regulação é revista para incorporar o
conceito de dupla materialidade.
Quando essa NFRD é substituída pela CR
eh CSRD, que é a nova diretiva de de
relatos de sustentabilidade da União
Europeia, aí sim a dupla materialidade é
pela primeira vez incluída com obrigação
legal. Então, acho que esse talvez seja
o grande marco eh da dupla materialidade
a nível global, né, 2020, com o
lançamento da CSRD, que passa a ser que
passou a ser aplicada em 2023, apesar de
alguns atrasos, enfim, ainda tá em fase
de implantação escalonada paraas
empresas europeias e empresas que operam
também, que t operações na Europa.
Também vale destacar o lançamento do
IFRS, né, as normas
a as normas que definem como informações
financeiras relativas à sustentabilidade
devem ser reportadas, inclusive, né,
sendo incluídas nos eh relatórios
contábeis corporativos. E aí,
particularmente, né, como o tema da
nossa jornada é o clima, eh uma regra
especificamente climática que é a
IFRSS2,
eh, que vocês vão ter a oportunidade, a
BBIMA também tá liderando iniciativas
para trazer um pouquinho mais, explicar
mais da IFRS, S1 e S2 também paraos seus
membros. Então, não vou não vou me
estender por aqui.
Eh, passando pro slide seguinte, eh, a
gente tem um resumo das principais
diferenças entre materialidade
financeira e dupla materialidade. Mais
uma vez reforçando essa ideia de que a
dupla materialidade expande o conceito
de materialidade. Ou seja, enquanto a
maternidade financeira se limita a como
os fatores SG afetam o resultado
financeiro de uma empresa, a dupla
materialidade adiciona a perspectiva do
impacto que a própria empresa causa na
sociedade, no meio ambiente. Então,
naturalmente, a dupla materialidade vai
ser mais relevante para outros
stakeholders impactados pela empresa,
como comunidades, organizações de defesa
do meio ambiente e também vai ser mais
útil para mitigar riscos reputacionais,
para se adequar a eventuais eh critérios
SG que venham a ser exigidos em outros
mercados para exportação, por exemplo.
Enfim, então tem diversos diversos usos
que a gente vai expandir um pouquinho
mais eh em torno da relevância da dupla
materialidade.
Eh, no próximo slide, vou mostrar
rapidamente um resumo dos principais
guias para elaboração de relatório de
sustentabilidade que incluem o tema da
dupla materialidade. Eu não vou me ater
muito nisso, porque eu acho que também
vão ter outras oportunidades de expandir
isso pelas atividades que a Bima tá
promovendo. É, mas acho que é legal só
entender onde a dupla materialidade se
encontra dentro desses frameworks, né?
Então o principal disclo de informações,
né, padrão de de divulgação de
informações sobre clima hoje em dia é o
TCFD, que tem o foco na materialidade
financeira, tá? assim como o SASB, né,
que a gente vê à direita, que é também
muito interessante porque define os
temas materiais por setor, ou seja,
desde uma questão menos discricionária
projetores corporativos, eh mas também
tem o foco eh eh em materialidade
financeira. Depois nós temos o GR, né, e
baixo à esquerda, que embora tenha mais
foco na maternidade de impacto, entende
que a compreensão do impacto eh pode
revelar aspectos de materidade
financeira também, que eu
particularmente concordo muito, né? Acho
muito difícil que essas coisas sejam
completamente isoladas. E por fim, a
CSRD da União Europeia, que eu já
mencionei, que tem a dupla materialidade
como como abordagem obrigatória.
Eh, agora eu queria falar um pouquinho
mais sobre como a dupla materialidade tá
relacionada à questão climática e
principalmente sobre a perspectiva do
investidor. Então, escolhi quatro
fatores que, na minha opinião,
demonstram o impacto que a dupla
materialidade pode ter para para todos
vocês que estão que estão com a gente no
seu no seu dia a dia. O primeiro deles é
a pressão regulatória. E mais uma vez eu
vou usar o exemplo da União Europeia,
principalmente porque eu acredito que
esse exemplo ele evidencia o movimento
de como as exigências complementares
pros diferentes agentes econômicos criam
uma cadeia de responsabilidades e
reporte, né? Eh, e aí eu vou usar, por
exemplo, eh, vou usar um exemplo de de
uma questão climática, né? Então, a
gente imagina uma empresa de
infraestrutura que investe em usinas
solares fotovoltaicas. Essa atividade é
uma das atividades listadas na taxonomia
climática europeia entre as atividades
que contribuem com a mitigação das
mudanças climáticas, ou seja, uma
regulação que define o que é uma
atividade que contribui com a mitigação
das mudanças climáticas. Isso é super
relevante porque embora para energia
solar eh pareça óbvio, é fundamental ter
essa regulação que defina as atividades
a partir de parâmetros de contribuição
qualitativos, quantitativos, enfim. E aí
o reporte passa a ser unificado e mais
fidedigno eh da da das questões de
contribuição com os temas de
sustentabilidade. A boa notícia é que no
Brasil também a gente tá muito próximo
de ter uma taxonomia para chamar de
nossa, né? é um importante projeto que o
Ministério da Fazenda tá desenvolvendo
em parceria com a UNEPFI, que também vai
ter participação nessa jornada mais
adiante, eh, e que inclusive já passou
pelo processo de consulta pública e
tomara que tenhamos logo mais a nossa
própria texonomia. Então, voltando ao
slide, essa empresa então que faz várias
outras coisas, mas tem esse investimento
em usinas solares eh fotovoltaicas,
reporta essa contribuição detalhada de
acordo com a com a diretiva CSRD. Então
ela incorpora quantos por cent da
receita CAPEX e OPEX estão alinhados com
a taxonomia, quais são os riscos e
oportunidades clim riscos e
oportunidades climáticas e por aí vai.
Os gestores de investimento que investem
nessa empresa estão submetidos a outra
regulação europeia que é SFDR,
pegam essas informações, consolidam
essas informações junto aos demais
investimentos do portfólio e reportam o
alinhamento de cada fundo administrado
com objetivos climáticas, climáticos,
perdão. E no último elo da cadeia, os
investidores finais que têm acesso a
todas essas informações, garantido por
outra regulação que é Miif 2. Essa
última também é super interessante
porque obriga o os gestores de
investimentos a entender as preferências
dos clientes em termos de
sustentabilidade e apresentar produtos
que alinhem essas preferências. Ou seja,
além de atender as necessidades de
liquidez, exposição a risco dos
clientes, os gestores também precisam
entender o valor que os clientes dão
paraa integração de critérios SG no seu
portfólio. Ou seja, eh me estendi um
pouquinho mais, mas eu acho legal
mostrar como na prática eh os as
questões de material de impacto já são
uma realidade regulatória que afetam os
diferentes zos da cadeia de valor eh dos
investimentos. Nesse slide próximo eu
deixo só uma descrição dessas regulações
das quais eu falei, tá? Só pra gente
depois compartilhar o material e tá
completinho, mas não vou me ater as
regulações específicas. E aí passando ao
próximo ponto, eh, o segundo ponto que
eu trago é a pressão de investidores
institucionais que estão assumindo uma
série de compromissos net zero a nível
global e que buscam alinhamento de seus
investimentos com esses compromissos.
Eh, muitas vezes esse alinhamento isso é
possível com acesso a informações da
própria materia de impacto de suas
investidas, né? Então, eh, tem um ponto
ainda mais importante que eu considero e
que eu vou falar um pouquinho mais para
frente, são os riscos sistêmicos que
impactam particularmente investidores,
como fundos de pensão, seguradoras,
fundos soberanos, que tm uma perspectiva
inerente de investimentos de longo prazo
e altos volumes de investimento. Falar
um pouquinho disso mais mais adiante.
Aqui tem alguns exemplos, tá, de de
compromissos assumidos por eh
investidores institucionais que resultam
nessa pressão sobre gestores de
investimento.
O terceiro ponto são os riscos
reputacionais, que geram quase que uma
corresponsabilização dos investidores
pelos impactos climáticos causados pelas
investidas. E aqui eu trago alguns dados
que eu considerei interessantes que
demonstram a relevância desse ponto.
Então, 73% dos investidores
institucionais
evitam investir em empresas com
histórico de controvérsias SG, né? O que
reflete essa pressão de stakeholders e
reguladores porque os investidores
incorporem as questões climáticas e
alguns resultados nas na prática para as
empresas que adotam essa abordagem de
dupla materialidade, né? Eh, dados
mostram que elas encorrem e 15% menos
riscos eh reputacionais e são percebidas
como mais transparente pelos
investidores. Ou seja, eh, muito muito
positivo eh também por uma perspectiva
corporativa em relação à atratividade
dos investidores. E aqui eu dou também
alguns eh exemplos da pressão de
stakeholders que que os stakeholders
exercem sobre os investidores com
impacto direto na reputação. Ou seja, é
muito difícil hoje em dia separar o
impacto causado pelas investidas da
opinião que a sociedade forma sobre o
investidor dessas dessas empresas, né?
Eh, por último, eh, eu destaco a pressão
da sociedade civil. Eh, ainda embora
relacionado com o ponto anterior, a
razão pela qual eu coloquei e separado é
porque a gente vê estratégias cada vez
mais inovadoras e eficientes para
pressionar os investidores em relação à
ação climática.
Essa tabela que eu trouxe nesse slide é
de oração chamada follow. A follow dis é
uma ONG holandesa que em resumo compra
participações minoritárias nas
principais petroleiras europeias e
apresenta resoluções nas assembleias
gerais anuais para serem votadas, sempre
incluindo metas climáticas, planos de
transição climáticos e por aí vai. Eh,
ao mesmo tempo, ao apresentar essas
regulações, elas fazem eles fazem um
acompanhamento de como as principais
gestoras de investimento que tem
participação nessas empresas estão
votando se a favor ou contra essas
resoluções e tornam tudo isso público.
Então, na tabela, a gente vê a evolução
da postura dos 10 principais
investidores holandeses em relação às
resoluções climáticas apresentadas por
essa organização ao longo dos últimos eh
10 anos, mais ou menos. Ou seja, tá cada
vez mais difícil escapar dessa pressão
eh em relação a a green washing e
promessas vazias. As empresas eh têm
cada vez mais dificuldade caso elas
tenham queiram adotar essa essa
abordagem.
Eh,
por último, para essa sessão dos
investidores, eu inclui algumas
tendências que eu vejo em relação ao
mercado, que também deve dar impulso à
estratégia de dupla materialidade ao
longo do tempo. Eh, eu vou passar um
pouquinho mais rápido para ter tempo de
falar das questões de portfólio, mas em
resumo, eh, a integração dos frameworks
de reporte, né? Então, por exemplo, o
ISB que publica o IFRS agora
incorporando a gestão do TCFD, né? são
várias siglas, enfim, mas de forma eh
acho que o que importa aí é que há uma
consolidação desses frameworks e uma
valorização da dupla materialidade,
segundo a expansão de regulação sobre
divulgações climáticas para outros
segmentos. No Brasil, por exemplo, a
gente a Previc, né, dos fundos de pensão
fechadas e a SUSEP dos fundos de pensão
abertos e seguradora, já tendo normas
nesse sentido. Terceiro, que é uma
tendência global, são os esforços para
combater o green washing. O quarto, a
demanda ainda maior de investidores da
sociedade por investimentos climáticos
aliados a valores, padrões e padrões
éticos. E por último e talvez o mais
importante do papel, do ponto de vista
do investidor, é a expansão do conceito
de dever fiduciário, né, principalmente
considerando que riscos climáticos são
considerados materiais na maior parte
dos setores da economia. Então eu
acredito que essas tendências também vão
impulsionar a questão de dupla
materialidade focada em clima aí ao
longo dos próximos anos.
Eh, para concluir a minha apresentação,
a última sessão, vou passar rapidamente
um ponto que eu também considero
fundamental e que conecta diretamente
com a dupla materialidade
eh
com a e a realidade dos investidores,
né, que é o impacto climático no nível
de portfólio de investimento. Esse eh
diagrama que eu trago nesse slide, ele
traz umas algumas reflexões, né? A
primeira delas é que os riscos
climáticos, que geralmente são incluídos
numa análise de materade materialidade
financeira, dificilmente abarcam todos
os riscos e oportunidades que emergem
quando você tem uma abordagem de dupla
materialidade. Então, esse é o primeiro
eh quadrinho pontilhado menor, né, essa
parte que é material, financeira e que
muitas vezes não tá incluída na questão
da da análise de materialidade puramente
financeira. Além disso, é importante
também pensar na acumulação de riscos e
oportunidades que podem não ser
relevantes para uma empresa individual,
mas que resultam numa alta exposição do
investidor no nível de portfólio, né,
quando se acumula esses riscos. E por
último e particularmente relevante pros
investidores institucionais, que eu já
tinha comentado antes, como esses
investimentos aumentam o risco
sistêmico, né, que resulta no impacto na
economia e nos portfólios como um todo,
aqueles riscos que a diversificação eh
dificilmente vai mitigar, né? Então esse
isso também, principalmente para
investidores de alto volume, de longo
prazo, é muito relevante. E as setas
laterais também indicam uma outra
questão da materialidade que eu acho
relevante, que é que a materialidade
pode ser dinâmica, ou seja, algo que não
é material hoje pro portfólio pode ser
material amanhã. Então, é fundamental
que as que os investidores tenham acesso
eh constante às informações de qualidade
eh das empresas e incorpora essas
análises nas decisões de investimento.
Eh, em por questão do tempo, eu não vou
entrar no detalhe aqui, eu só trago
declarações de investidores sobre a
importância da dupla materialidade. Eu
só vou ler o da BNP, que é uma empresa,
que é um investidor francês, né, o banco
francês, porque eu acho que mostra essa
questão do risco sistêmico. Então eles
dizem: "É importante reconhecer que
investidores amplamente diversificados
utilizam as divulgações corporativas
para diversos fins, inclusive para
avaliar riscos sistêmicos de portfólio
de toda a economia e não apenas riscos
ao valor empresarial.
sem uma exigência explícita para
divulgar determinados impactos externos
chave, investidores, formuladores de
políticas e as próprias empresas
continuarão mal equipados para mitigar
os riscos financeiros mais
significativos que enfrentamos. Então,
reflete bem essa questão de riscos não
integrados na materialidade financeira
que eu trouxe no slide anterior. Aqui um
resumo também dessas questões que eu já
que eu já trouxe para ficar como
registro.
Eh, e aqui, hã, para encerrar, eu queria
destacar que o PRI tem diversos recursos
que apoiam aos investidores na
integração dos conceito de dupla
materialidade e nas suas decisões de
investimento. Por exemplo, a gente tem
guias de como aplicar filtros e
exclusões no nível de portfólio, que
representa as questões identificadas
como como materiais financeiras e de
impacto e uma série de guias para que
para de para investidores voltados a
investidores sobre gestão de riscos que
incluem eh os riscos sistêmicos.
Então aqui eu deixo eh a mensagem que a
gente considera fundamental, né?
consideração da dupla materialidade por
gestores de investimentos, por todas as
razões que a gente já apresentou. E eu
resumo nesses quatro pontos.
E agradecer, então primeiro agradecer a
Bima pelo convite, um agradecimento
especial a Gláuscia Terre e a Regiane
Abreu, consultoras da Onda Sustentáveis,
são especialistas no tema de dupla
materialidade e que me ajudaram na
elaboração desse desse conteúdo, na
revisão do material. também deixo os
meus contatos disponíveis eh para para
todos e devolvo a palavra pro Luís para
que a gente possa passar aí pros casos
práticos. Mais uma vez, muito obrigado,
Luís. Time da BIMA. Fico à disposição
por aqui.
Fábio, obrigado. Obrigado por ter
trazido um pouco da do seu olhar, né,
sobre a materialidade e a relevância
dela paraa agenda de investidores.
Queria chamar agora Andressa Souza. Ela
é de uma organização chamada Value
Impacting. Ela vai contar um pouquinho
de como eles estão trazendo isso para um
uma perspectiva, estão tirando da
teoria, trazendo pra prática, né, André?
Obrigado por compartilhar isso com a
gente aqui.
Obrigada. Obrigada a todos. Obrigada
pelo convite. Eh, vou compartilhando a
minha tela aqui enquanto eu falo. Eu sou
eh sócia e diretora executiva aqui no
Brasil da Vel Impact.
Vou, opa, vou liberando aqui a
ela no full screen.
E e bom, a gente trabalha na Velha
Impact com a mensuração de impactos, né,
visando orientar a tomada de decisão e
estruturar estratégias mais robustas aí
tanto pros negócios quanto, obviamente,
com objetivo de ampliar o impacto das
organizações,
né, usando uma uma metodologia bem
informada, né, eh, bem brevemente sobre
a Vel Impact para que tenham
conhecimento, né? né? Somos uma
consultoria internacional. a gente
presta esse serviço, então, de avaliação
de impacto para empresas e organizações,
eh, e também setor de investimento,
seguradoras, resseguradoras, eh, e o
mundo financeiro.
a gente transforma então os dados em
avaliações, né, informações acionáveis
que possam compreender tanto a os
impactos sociais, ambientais, de riscos
e também o valor que ter uma agenda e de
impacto gera pros negócios.
A gente trabalha com uma ampla rede
também de parceiros e especialistas em
torno de desenvolvimento de inovações e
muito voltados a ações de
sensibilização, awareness, eh
estratégias de impacto, também processos
de verificação e assurance, eh, de
metodologias, né, de de modelos de
impacto. a gente trabalha com
transferência de conhecimento, então um
modelo sempre muito transparente e
aberto, uma metodologia inovadora, mas
de fácil uso e muito alinhada, né, aos
padrões. O Fábio trouxe aqui eh diversos
padrões, padrões de reporting de
investidores que pedem essa
transparência, essa coerência e a
relevância na avaliação dos dos impactos
e riscos. Então essa metodologia ela
preenche, opa, perdão, muito bem, a essa
necessidade do mercado teras
importantes,
tá cortando.
Ah, eu acho que é um áudio vazando, a
gente vai fechar aqui. Desculpa, bom.
Eh, a gente trabalha também com
ecossistema de aprendizagens, né, com
tem desenvolver desenvolvimento de base
de dados, publicações, templates,
eh, e, e já realizamos, né, a, a
consultoria foi fundada em 2015, a gente
já avaliou diversos projetos, vou entrar
um pouquinho. Esse aqui é para ter, né,
do mundo aqui de clientes, ah, a, né,
alguns dos clientes com quem a gente
trabalha também no setor de finanças,
eh, seguradoras, a gente tem alguns
nomes aqui também, algumas, né, empresas
privadas, organizações
e investidores sociais, investidores de
impacto.
algum essas são algumas organizações
também avaliadas por investidores de
impacto que querem fazer um processo de
diligência prévia antes de realizar seus
investimentos ou mesmo entender como
ampliar o impacto da sua carteira eh de
investimento social ou ou dos seus
investimentos eh tradicionais, né?
muitas vezes ah, não raro. A gente tem
visto eh parceiros, clientes nossos
entendendo que via o core business é que
se gera o maior impacto. Então, a gente
tem trabalhado com esse olhar de impacto
para na em ambas as linhas. Esse é algum
exemplo de não vou entrar também, mas é
para mostrar que a gente tem diversas
diversas publicações, né? a gente é
produtor de conhecimento, então como,
né, o primeiro método aqui pra gente
contabilizar o impacto de renda, impacto
de geração de impostos desenvolvidos
junto a Nesley Novartes,
como a gente avalia impactos em direitos
humanos, eh um modelo de PNEL, né,
integrado, como que a gente avalia lado
a lado os resultados financeiros e os
resultados de impacto desenvolvidos
junto à Natura e que vem sendo sendo
refinado a cada ano. Ah, né, que é a
nossa metodologia e uma base de dados de
living wage, né? Então, como as
organizações podem promover salários
adequados, né, usando uma padrão de
renda digna, a gente disponibiliza essa
base de dados gratuitamente, quem quiser
entrar no nosso site. Bom, entrando aqui
mais diretamente na nossa conversa de
hoje, né, e é um prazer estar aqui com
vocês falando e dividindo um pouquinho
de conhecimento sobre isso. Acho que o
Fábio trouxe muito bem o porquê, né, por
quais são os grandes direcionadores pra
gente fazer uma avaliação de dupla
materialidade.
Eh, e aí a gente entra um pouco em como
que isso acontece, então, como isso tem
sido mais tradicionalmente desenvolvido.
Nesse começo, eh, são feitos sessões de
brainstorm, né, consultas a experts e
especialistas, fornecedores de dados. E
a gente tem as duas vias, né? A via de
avaliação de impacto. Então, primeiro
identifica-se uma longa lista de temas
impactos sociais e uma longa lista de
temas, eh, né, de riscos e oportunidades
financeiras.
E aí, através de atividades onde a gente
envolve esses esses stakeholders, né,
com entrevistas, pesquisas, a gente
consegue chegar numa lista prioritária
eh de riscos e uma risca uma lista
prioritária de temas e impactos eh
sociais e ambientais, né, essa lista.
Então, a ao final, né, essas essas duas
avaliações, elas acabam sendo feitas de
forma independente e no final esses dois
resultados são consolidados e integrados
em uma estratégia, né, em um em uma
única visualização que é revisada pela
alta direção, pelo se level, onde são
definidos as aplicações paraa
estratégia. qual é a grande questão, né?
E esse é um tema que a gente se depara
muito nas conversas. Eh, não vou entrar
também em cada um dos tópicos aqui, mas
passando pelos principais desafios e
questões eh de desconforto em relação a
esse processo, que passa muito pelo
envolvimento de stakeholders, né? A
capacidade da gente envolver
stakeholders eh muitas vezes com
interesses contraditórios, né? né? Cada
um puxando aí a sardinha pro seu lado.
Eh, e mesmo a capacidade de identificar,
né? Não raro eu recebo diversas
avaliações pedindo pra gente avaliar a
eh, né, de de organizações que a gente
muitas vezes desconhece. Então, eh, essa
a gente entende uma complexidade. A
própria avaliação da materialidade
também. Então, a questão da
subjetividade no processo de avaliação
de materialidade, ela é sempre muito
discutida, né? porque existem opiniões
muito divergentes sobre o que é material
para aquela organização.
Ah, também destaco aqui a dificuldade de
comparação, né? Como a gente compara
temas eh que são eh num olhar absoluto,
num olhar relativo e que são que são de
ordem completamente diferentes, né? E aí
a gente passa pro desafio de coleta de
dados, que é a nossa capacidade ou
incapacidade de eh padronizar, né? Então
a dificuldade é de obter dados que se
comparem em regiões, unidades, eh e
mesmo a escassez, né? a dificuldade de
integrar depois os dados é um outro
desafio importante que a gente enxerga
nesse processo tradicional de
materialidade,
que quando a gente quer integrar por fim
uma unidade de medida, uma visão, ele
fica muitas vezes eh
questionável, né? o mesmo entre entre
quem tá desenvolvendo gera essa esse
desconforto. E a por isso, né, diante de
todo esse cenário, com esse
conhecimento, a gente desenvolveu essa
abordagem sistêmica, que onde a gente
traz em uma única unidade de medida a
avaliação do impacto e essa exposição ao
risco, onde a gente valora ambos a os
eixos, né, usando então a metodologia
equal, a gente consegue traduzir num
indicador comparável e relevante aí
tanto os aspectos sociais e os aspectos
ambientais. E a gente traduz isso tudo
sobre a mudança de qualidade de vida,
né, ou o bem-estar dos afetados.
Ah, então esse é o primeiro eixo e
depois uma medição sistêmica do risco,
onde também a gente consegue entender os
riscos e oportunidades físicos e de
transição de uma organização em uma na
mesma unidade de medida monetária. Esse
aqui é um exemplo real de uma
organização onde a gente vê a, né, onde
estavam plotados os temas inicialmente e
depois que a gente faz uma avaliação
quantitativa, eh, essa esse
reposicionamento
da da dos temas nessa matriz que leva a
outros tipos de insites e outros tipos
de priorização. Então, o nosso objetivo
realmente é avançar, né, de um modelo
que traga os resultados, né, nesse
formato. muitas vezes que a gente
conhece e que traem e que tem uma série
de subjetividades, dificuldades de
transparência, gap de dados, ã, eh, né,
respondendo aqui a materialidade
financeira e ambiental como um exemplo,
para uma capacidade onde a gente traz a
uma metodologia transparente que dá
transparência, inclusive, das suas
limitações em relação a onde tem ou não
tem dados, eh, e o que que foi
considerado de mais eh inovador para
poder reportar os resultados de uma
forma quantitativa valorada
eh nos dois eixos.
E aí vou como, né, aqui quase que
falando para quem sabe mais do que eu,
até sobre a a questão de avaliação de
riscos muitas vezes, né? Mas como que a
gente avalia então? Portanto, e estamos
falando aqui de riscos ambientais muito
relacionados à causa climática também.
Eh, e esses riscos claramente podem
minar aí a saúde financeira dos
negócios, das organizações.
Eh, o Fábio também falou muito sobre
isso, né? A questão regulamental, eh,
regulamento,
eh, regulamental, né, de novos, eh,
regulamentos que
muito voltados à, à questão de clima,
né? Então, a a capacidade de você de
taxação e os riscos, né, em relação aos
recursos naturais, as perturbações
operacionais, que isso aqui acaba sendo
muitas vezes negligenciado ou até
colocado em segunda linha, mas a gente
sabe que na prática quando a gente fala
de afetar a capacidade de retorno
financeiro dos negócios, as perturbações
operacionais por questões extremas, né,
por questões de dependência de água,
dependência eh de condições climáticas
acaba sendo chave. Custos legais eh em
relação ao descumprimento ou
incumprimento de regulamentações e
perdas de vendas aqui, sim, por questões
reputacionais que muitas vezes eh se,
né, se consolidam na prática. E a gente
vê que esses são ah os tipos de riscos
que vão efetivamente afetar cada um aqui
na sua linha, ah, no seu, né, numa
composição de resultados e que vão
levar, por exemplo, a capacidade de um
repagamento ou não, de uma eh
dependendo, né, você tá fazendo um
empréstimo, um financiamento, como que
isso tudo tá afetando o seu negócio. Ah,
então quando a gente olha pra
pra gravidade do risco, a gente vai
fazer quatro principais perguntas, né,
para para cada investimento,
empréstimos. a gente olha para então
primeiro, né, se a empresa está
materialmente exposta a este fator. E aí
aqui tão os fatores dos quais, né, a
gente tá falando e muito relacionados
também aqui às questões de clima,
inundações, multas, disponibilidade de
energia, secas e taxação de carbono. Eh,
qual é o potencial do impacto
financeiro? se isso, se esse risco se
consolida, né, se concretiza,
eh a probabilidade desse risco acontecer
e qual é o impacto financeiro, como que
ele impacta a capacidade da empresa, por
exemplo, de pagar a sua dívida. Então,
em resumo da parte de risco, a gente vai
tá olhando para as duas principais
avenidas, né, duas dimensões
fundamentais, que é a magnitude, né?
Então, qual é seria esse montante de
perdas financeiras que a organização tá
sujeita, caso o risco eh se materialize?
E a probabilidade, né, com que
frequência, qual é de fato a
probabilidade que esse risco se
materialize eh dentro de um determinado
período. E aqui são, né, aqueles temas
que a gente tava falando, eh, que vão se
relacionar a essas a esses eixos.
Ah, aqui a gente traz uma de uma forma
eh bem simplificada essa fórmula, né?
Botando aí numa forma mais simples, mas
uma formulação mais ampla de então
quando a gente fala de riscos, o que que
a gente considera, que é muito a
magnitude do risco, né? A magnitude ela
vai est sempre levando em consideração
eh quais são as nossas dependências e
impactos, a, né? são as quantidades de
recursos. Aqui é o custo do dano, então
que vai variar muito de acordo com a
natureza do risco, mas essa estimativa
eh do custo que isso gera paraa empresa,
a probabilidade que a gente falou, né?
Eh, a adicionalidade, então, que é a
probabilidade dessa diminuição no valor
do investimento de um banco, por
exemplo, ou um risco de um incumprimento
de um empréstimo, é muito caso a caso.
Eh, mas é sempre importante a gente ah
olhar para esse fator, né? né? Qual é o
nosso a o quanto que a gente tá criando
de adicionalidade nesse processo e isso
vai gerar pra gente uma média ponderada
eh da perda potencial que a empresa pode
sofrer devido a esses riscos que ela tá
exposta. Isso vai dar a magnitude do
risco a que a gente tá exposto.
Ah, aqui é um exemplo, né? Então a gente
trouxe aqui um exemplo de um banco,
olhando aí para um risco, né? ele tem
uma carteira de empréstimos paraa
habitação. E aí, qual seria esse risco
quando a gente conecta a questão de
clima, né, com inundações,
ah, qual seria o tamanho da exposição
desse para esse banco, né? Então, ele
fornece aqui a empréstimos, isso aqui é
hipotético, tá? eh, de uma carteira de
128 milhões para habitação, milhões de
dólares. A habitação sendo aí um setor
altamente suscetível aos riscos de
inundação, onde 15%, né, a gente avalia
aqui que 15% do patrimônio pode estar
exposto a esse risco de inundação. E aí
quando a gente olha essa questão de
probabilidade, a gente prevê que as
inundações podem ocorrer a cada 4 anos e
que uma a cada três inundações vão
causar danos de fato aos bens, aos
imóveis. E se esse risco se concretiza,
o banco corre esse risco de não
conseguir, né, de não ter esse pagamento
das dívidas em 30%, gerando aí uma
exposição de milhão de dólares.
Esse aqui é um outro exemplo, né,
tentando tangibilizar um pouco como a
gente consegue enxergar os resultados
agora de uma forma integrada, né? Porque
a gente olhou ali um fez um zoom no
risco muito aqui pro nosso interesse. E
aqui quando a gente olha eh para uma
visão quantitativa e mais absoluta dessa
integração dos valores, né? né? Então,
olhando em milhões de dólares, esse aqui
é um exemplo onde a gente tá olhando
para uma organização, onde a gente tem
toda a sua cadeia de valor e a gente vai
olhar pros riscos, né, de pollice,
riscos legais, eh, de reputação, riscos
operacionais.
E aqui a gente vai olhar pro valor
social, né? Então, valorado então o
capital natural em capital social, em
capital humano
a por etapa da cadeia de valor, né?
Então, esses ciscos eles podem até ser
mais eh decupados pra gente poder
avaliar, mas aqui a gente consegue ter
uma visão quantitativa
eh e de destaque de o que que tá
pegando, quais são as áreas que a gente
pode, que a gente deveria aprofundar,
né? E aqui já é numa visão integrada
quando eu trago aqui um resultado, né, o
meu demonstrativo financeiro e eu
consigo olhar aqui por linha do meu
demonstrativo financeiro conectado às
etapas da minha cadeia de valor e eu
vejo a minha exposição do risco e eu
vejo a minha o meu tamanho de impacto.
Então aí eu vou olhar tanto para
impactos positivos quanto pros impactos
negativos que eu posso estar causando na
minha cadeia de valor. Nesse caso aqui é
uma indústria de bens de consumo, mas,
né, enfim, se aplica a todos os, né, os
setores. Eu consigo comparar, então a tô
gerando um lucro operacional aqui de
cinco e versus um risco de 4.5 e o
impacto social positivo de 1.2, dois,
porém com dois eh aspectos importantes
aqui de impactos negativos na etapa de
uso dos produtos e no fim de vida dos
produtos que eh vão se relacionar aqui,
né, a esses impactos em capital humano,
capital natural, eh que aqui estão
consolidados, né? Aqui a gente
consolidou em um bloco único de riscos e
de impacto social.
Eh, acho que também aqui em benefício do
tempo, a gente tá chegando aqui no no
último slide, onde a gente então eh
reconecta, né, a
como que essa avaliação de impacto
olhando pros dois eixos e de uma forma
integrada, como que isso pode suportar
os investidores, né, uma gestão
estratégica de portfólio. Aqui a gente
consegue trazer eh essa capacidade de
tornar uma visão muito mais acionável,
né? Eu tenho números mais quantitativos
e que falam sobre a mesma unidade de
medida. eu tô eu tô trazendo eh impactos
monetizados e que favorece, portanto, o
tomador de decisão, mercado financeiro,
mercado de investimentos para entender
eh a magnitude para ser capaz de tomar
decisões baseados aí, né, a ao tamanho
dos riscos e dos impactos. conseguimos
trazer portfólios aí mais otimizados,
eh, em risco retorno e trabalhando
dentro dos temas e da etapa de da cadeia
na sua relevância socioambiental. E a
gente consegue conduzir aí uma
narrativa, contar sobre os nossos
impactos, sobre as nossas atividades,
como que a gente tá performando
iniciativas, né, aqui muito pros pro
time de ISG e gestores de
sustentabilidade. como que a gente conta
pro mercado, por que a gente tá
escolhendo atuar em tal tema, né,
ambiental, social, e de que forma a
gente tá atuando e mitigando riscos,
gerando valor social e conduzindo o
negócio para ampliar o seu valor de
impacto pra sociedade, né? Então, a
gente vai trazendo lastros e construindo
uma narrativa muito mais robusta. também
deixo aqui o meu contato, né, o meu
e-mail, eh, e agradeço a a oportunidade
aqui a Ambima, ao PR, que fez essa
conexão pra gente. Eh, e fico à
disposição. Obrigada,
Andressa, muito obrigado. Acho que a
gente teve aqui alguns momentos,
conseguiu ter muita clareza da
importância da gente ter uma análise
adequada, né? Então, no fundo, acho que
o capital não tem medo do risco. Ele só
precisa de alguma forma buscar um
retorno, né, ajustado ao risco. Acho que
essa é a mensagem que eu tiro dessa tua
fala. Acho que para trazer um um uma
visão complementar a isso, eu queria
chamar a Patrícia Abreu da Susano que
vai contar um pouquinho como que uma
organização tá fazendo isso na prática,
né? Então, acho que uma companhia aqui
acho que dispensa apresentações. Então,
Patrícia, por favor, né? A tela é sua
aqui.
Bom dia a todos. Obrigada, Luiz.
Obrigada pelo convite para compartilhar
o nosso case com essa audiência que é
tão importante aí, um stakeholder tão
relevante para Susano. Compartilhar
minha tela aqui.
Tá aparecendo para vocês?
Acho que sim, né? Tá perfeito.
Boa. Bom, eu sou coordenadora de
estratégia de sustentabilidade. Tô na
empresa já há pouco mais de 12 anos.
Eh, tive passagem pelo área comercial,
estratégia e recentemente tô aqui na
área de sustentabilidade, sendo
responsável pela governança da
estratégia de sustentabilidade da
companhia, compromissos de longo prazo,
engajamento stakeholder,
materialidade, por aí vai. Eh, eu vou
fazer uma breve apresentação aqui sobre
a Susano. Sei que a Susano é uma
companhia eh bastante conhecida do
público aqui, mas é importante a gente
nivelar o conhecimento, porque
o que eu vou apresentar na sequência, a
materialidade tem muito a ver com a
natureza do nosso negócio.
Bom, a Suzana é uma multinacional
brasileira, líder na produção de
materiais de origem renovável, é a maior
produtora mundial de celulose de
eucalipto com mais de 13 milhões de
toneladas de capacidade. É também a
maior produtora de papel e embalagem da
América do Sul e é líder na produção de
papéis sanitários no Brasil. E como foi
anunciado na semana passada, a empresa
tá aí no rumo para se tornar uma das
maiores empresas de papel sanitário no
mundo, caso a JV, que foi anunciada com
a Kimberly Clark, seja aprovada pelas
autoridades concorrenciais.
Eh, e com isso vai passar a ter uma
presença no mundo todo.
E nesse slide eu não trouxe os volumes
atualizados para frente de bens de
consumo, porque a gente ainda tá
pendente eh da avaliação, ajustes e
aprovações das dos órgãos competentes.
Eh, e por último aqui para cobrir todas
as frentes de atuação da empresa, a
gente tem novos negócios que cuida de
uma série de projetos e estudos eh que
vêm sendo desenvolvidos ao longo do
tempo, mas a gente tem duas marcas em
operação comercial em andamento,
produção de lignina e a parceria paraa
produção de têxtil a partir da fibra de
eucalipto na Finlândia.
Bom, com isso a gente atingiu uma
receita alíquita de R b de reais no ano
passado, com nossos produtos abastecendo
mais de 100 países. E por conta dessa
presença global, a gente conta com,
opa, com escritórios, eh, comerciais em
todos os continentes, bem como centros
de pesquisas e tecnologia também, que
apoiam na interação, principalmente ali
com os nossos clientes. Eh, e também
operação fabril nos Estados Unidos, na
Finlândia. Nos Estados Unidos a gente
adquiriu eh duas fábricas de papel no
ano passado focadas aí no segmento de
embalagens.
E passando agora aqui paraa operação do
Brasil, eh, que concentra a nossa base
florestal, que é o coração do modelo de
negócio da empresa. Nós plantamos 1.2
milhões de árvores de eucalipto eh todos
os dias em cerca de 1.7 milhões de
hectares de área dedicada à produção,
além de 1.1 1 milhões eh de hectares de
área dedicada à conservação
com vegetação nativa espalhadas em três
biomas aonde a gente tem operação Mata
Atlântica, Cerrado e Amazônia.
E agora, depois eh dessa breve
apresentação da empresa, vou voltar pro
nosso tema de hoje. Vou falar sobre a
nossa materialidade
e e como o Fábio comentou, né,
materialidade
é muito dinâmica. Então, nosso processo
de materialidade ele é atualizado a cada
dois ou três anos. Esse ciclo atual e é
referente ao estudo que foi realizado no
segundo semestre de 2023 e foi o
primeiro que levou em consideração a
metodologia de dupla materialidade.
Então, a gente ainda tá aí num processo
de aprendizado.
Eh, e essa evolução, ela foi importante
pra gente conseguir enxergar de forma
mais clara nossos impactos positivos,
negativos no meio ambiente, na economia,
nas pessoas e também compreender os
efeitos dos riscos e oportunidades de
sustentabilidade no desempenho
financeiro.
Eh, esse processo então começou
considerando eh os temas potencialmente
materiais apontados pelo GRI, SASB,
padrões de relato do SRS e dimensões de
análise dos índices de sustentabilidade
como o ISE da B3.
Eh, do lado do impacto, a gente
selecionou stakeholder chaves para
representar os clientes, fornecedores,
ONGs, academia, organizações,
colaboradores. Do lado financeiro,
a gente consultou investidores,
lideranças internas e associações. E a
gente também levou em consideração uma
série de estudos disponíveis para fechar
essa nossa análise.
Então, passando aqui, né, quando a gente
fechou a nossa lista de eh temas
priorizados na perspectiva, né, de
impacto financeiro, a gente levou para
uma aprovação do comitê de
sustentabilidade
exatamente essa matriz, eh, que eu tô
mostrando aqui para vocês. Eh,
e, e nesse momento, inclusive, teve um
tema que subiu para priorização e foi
incorporado na lista eh dos temas
materiais que foi certificações
florestais. Então, o resultado desse
processo resultou numa lista de 11
temas, 10 que estão presentes na matriz,
que a gente capturou ali com as
conversas com os stakeholders e mais um
que é o de certificações, que é
altamente estratégico paraa empresa. Eu
acho que é importante enfatizar que a
materialidade para Suzano é um norteador
da estratégia de sustentabilidade e a
gente não faz a materialidade eh para
basear o que a gente traz no relatório.
Eh, inclusive esse estudo ele foi base
pro relatório que a gente publicou há um
pouco mais de dois meses atrás, eh, que
teve ali os dados de 2024, eh, como
referência.
E
eu acho que a ideia é é dividir aqui com
vocês eh como que a gente concretiza
a dupla materialidade nessas duas
visões, né, de impacto financeiro. Acho
que fica bem claro que a relação da
nossa empresa com os temas ambientais é
extremamente direta e de impacto, uma
vez, né, que o nosso modelo de negócios
depende diretamente dos recursos
naturais, especialmente clima, água e
biodiversidade.
Vou seguir aqui porque a gente eh para
além, né, de olhar para essa lista de 11
temas, a gente foi uma camada além e a
gente elencou os temas que temos maior
potencial de impacto e diferenciação
através da nossa estratégia de
sustentabilidade e dos nossos
compromissos de longo prazo. a gente
tende a falar, né, que são os temas
caros e importantes paraa empresa, né?
Não que os outros não seja, mas esses
quatro aqui são quatro temas que fazem
parte do dia a dia e que tem conexão
direta com o negócio da empresa, eh, de
uma forma muito direta e importante.
Eh, o primeiro deles, água eentes.
Então aqui eh vale, né, destacar que o
setor de papel e celulose é um dos
setores com maior consumo de água. Eh,
então, disponibilidade hídrica na base
florestal e eficiência hídrica na
indústria, eh, são eh pontos
importantíssimos. Inclusive, quando a
gente olha para as nossas metas de longo
prazo, a gente tem uma meta que olha
paraa disponibilidade hídrica nas bacias
críticas
e uma outra que olha paraa redução do
consumo de água nas nossas operações
industriais.
Biodiversidade, o nosso negócio é base
florestal. A gente tá, né, em 2.7
milhões de hectares, eh, em três biomas
importantes. E por isso
a gente também estabeleceu uma meta de
longo prazo, eh, ligada a essa temática,
eh a conexão de 500.000 1000 haares de
corredores,
eh, que conectam aí fragmentos nesses
três biomas aonde a gente opera.
O terceiro item aqui, comunidades, eh, a
Suzano, ela tem uma dimensão, né,
operacional gigante no território
nacional. A gente está em mais de 200 eh
municípios.
E então o relacionamento com as
comunidades
é de extrema importância e
grande parte, né, dessas nossas
operações está em regiões do Brasil com
baixo índice de desenvolvimento
socioeconômico.
E para colaborar, né, com essa agenda, a
Suzano tem uma meta de longo prazo, de
retirada de 200.000 pessoas eh abaixo da
linha da pobreza. Todas essas metas aqui
com eh olhando para o prazo de
atingimento de 2030. Essas metas elas
foram estabelecidas há 5 anos atrás. A
gente tá exatamente no meio do ciclo e
para todas essas metas aqui a gente tem
eh tido um olhar especial para eh de
fato a gente conseguir contribuir e e
ter um impacto positivo da melhor forma
possível. E por último, e agora puxando,
né, aqui pro tema, eh, desse nosso
encontro, emissões e mudanças
climáticas. Eh,
de novo, né, o nosso negócio tem base
florestal e os plantios e as áreas de
conservação, com certeza tem escala para
contribuir significativamente
paraa descarbonização. Na linha, né, de
mencionar as nossas metas de longo
prazo, a gente tem uma meta de remoções,
eh, e uma meta de redução, de emissão.
Eh,
a meta de remoções, ela vence esse ano e
a gente tá aí eh seguindo o cronograma
para atingimento e a meta de redução tem
um prazo de 2030 aí para
para vencimento.
E entrando um pouco mais eh dentro, né,
dessa
do tema clima,
tá? Deixa eu mudar aqui.
Foi. Eh, opa, agora foi demais.
Pronto.
Eh, clima representa umaidade muito alta
para Suzano, eh, impacto financeira. E a
a gente viu que nesse estudo, né, que
foi conduzido ali no segundo semestre de
2023, que esse é o tema número um para
stakeholders bem relevantes paraa
companhia, eh, clientes e investidores,
eh, sobretudo. E por isso a Suzano
acompanha ativamente e bem de perto
discussões sobre o tema, participando
eh de maneira ativa e bem recorrente das
COPS. a Suzano, os nossos executivos
estiveram eh em todas as últimas COPS de
clima nos últimos anos, participação
ativa nas Climat Weeks e outras
associações e grupos de discussões
relevantes nível global. Eh, inclusive
daqui alguns dias a Malu, nossa VP de
sustentabilidade vai estar na Lond
Climate Week acompanhada de outros
executivos da empresa.
Eh, porque a natureza do negócio, eh,
por si só contribui, né, diretamente
para remover e estocar gás carbônico
através das nossas áreas de plantil, eh,
e das florestas nativas.
E mas por outro lado, a Susana é uma
indústria que tem toda uma cadeia de
valor eh complexa, uma logística
intensa, o que faz também que a gente
emita gases de efeito estufa. Eh, dentro
da diretoria de sustentabilidade,
a gente tem uma gerência eh
dedicada, exclusiva para liderar e
articular o tema internamente, eh, de
forma transversal. pra gente garantir
que esse assunto ele faz parte das
tomadas de decisão
eh da empresa. E inclusive quando a
gente olha, né, para essa tabela aqui no
slide, que foi o resultado desse
processo de dupla materialidade, eh
contemplando ali eh todos esses
subtemas,
a gente vê que eh
a para emissões, né, é exatamente isso
que eu comentei, que a gente tem uma
geração de emissão direta e indireta por
conta dessa complexidade da nossa cadeia
de valor, mas tem um impacto positivo
das remoções nas nossas florestas.
Qualidade do ar de novo, puxando ali,
né? É uma operação
industrial. Então, a gente tem geração e
emissão eh de
eh
questões atmosféricas,
eh tem a parte logística, tem a questão
de odor, que é muito eh impactante e que
tem aí um cuidado eh bastante intenso
das nossas operações industriais.
Mas por outro lado, quando a gente vai,
né, paraa nossa base florestal, tem a
melhoria da qualidade do ar por conta
dos dos projetos de reflorestamento e
restauração de áreas. Então, para além,
né, de olhar paraas nossas áreas de
cultivo, eh, de eucalipto, tem todo um
trabalho de restauração
nas nossas áreas de conservação.
Quando a gente desce aqui pro nível de
impacto das mudanças climáticas sobre o
negócio, inegável que isso impacta
diretamente produto produtividade
florestal, eh risco de interrupção de
operações eh industriais por conta da
disponibilidade de água. Lembrando, né,
o que eu mencionei que é uma indústria
altamente dependente de água e
um aspecto adicional que é a perda de
patrimônio florestal
devido ao risco de incêndios florestais
em temporadas de seca extrema.
Por outro lado, existe uma série de
impactos positivos eh inerentes ali da
nossa base florestal, produção de
bioprodutos que podem contribuir com a
agenda global, menos emissões, eh
substituindo materiais de origem fóssil,
seja olhando pro papel, seja olhando
paraa linha de novos negócios, eh
olhando pro reaproveitamento da biomassa
e dos resíduos, né, para gerar uma eh
outros subprodutos que contribuem
significativamente
para
essa substituição
eh de outras matérias primas.
E falando aqui por último da gestão de
energia, eh o nosso negócio ele eh tem
eh uma autossuficiência,
né, de energia. Então, eh, isso através
do reaproveitamento da da biomassa, do
licor negro, eh, da biomassa, que é
resíduo ali da nossa operação, eh,
industrial, a gente gera mais de 85% da
necessidade energética das nossas
plantas e sendo possível, inclusive a
exportação de energia pro grid. Eh,
e tendo, né, no final das contas, essa
redução de custos para aquisição eh de
energia no balanço final da da
companhia.
Enfim, era isso que eu queria dividir
com vocês. Hoje tem a gente traz mais
informações sobre o processo de dupla
materialidade no nosso último relatório
anual. trouxe aqui os Qcodes eh para
acesso. Depois a gente também vai eh
dividir essa apresentação, né, na medida
do possível aí com todos vocês,
porque eu acho que que vale esse olhar
para além do aspecto clima pros todos os
demais temas materiais.
Foi um prazer dividir aqui com vocês eh
um pouco desse aprendizado que estamos
passando aqui na empresa.
Tría, obrigado por compartilhar com a
gente. Então a gente, acho que a gente
sai, né, de um de uma visão mais
conceitual. Falou, por que que isso é
importante? Achei ali na fala do do
Fábio, né? Eh, por que que a gente
deveria pensar nisso? Qual que é o
impacto de olhar ou não para isso? Se a
gente passa pela Andresa trazendo um
mergulho de como isso pode acontecer,
né? eh entendendo como tirar isso da
teoria e colocar do lado prático. E a
gente vê aqui, acho que na fala da
Patrícia, eh, o outro lado da mesa, o
outro lado do balcão, né, quando a gente
enxerga fal como que, eh, entender, né,
sobre riscos e impactos da materialidade
para a empresa e a partir da empresa,
né, eh de alguma forma ajudam a
posicionar e a reposicionar algumas
iniciativas de negócio. Acho que é muito
interessante ter o privilégio de ver
essa jornada completa, quer dizer, quase
completa, porque para completar agora eu
queria chamar a Luzia Irata, né? né? A
Luzia, acho que é uma pessoa que desse
grupo aqui é mais uma das pessoas que
dispensa apresentações, tá aqui nessa,
né, jornada de finanças sustentáveis há
muito tempo, trazendo bastante
conhecimento, compartilhando muito, né,
dessa jornada com a gente. A Lô
representa o Santander Asset Management
e vai trazer uma visão do investidor.
Então, bom, no final, né, da história,
eh, como é que o investidor, como é que
aquele que naquela organização, aquela
pessoa que tá de alguma forma, né,
orientando, né, o fluxo de recursos, usa
essa informação, qual que é a
relevância? Eu queria aproveitar já essa
participação da Lu. Eh, a gente já tem
algumas perguntas aqui, né, no na parte
de perguntas e respostas. Eh, e na
sequência queria, né, lembrar que a
gente vai ter esse bate-papo, então já
estimular, né, a todos e todas para que
possam trazer suas perguntas, para que a
gente faça isso, né, após a participação
da Lu. Lu, vai lá. Eh, o microfone é
teu.
Joia, Luiz. Obrigada. Bom dia, pessoal.
Bom dia a todos. Bom, como o Luiz
comentou, eu sou eh responsável pelas
práticas SG aqui do Santander Asset. não
tenho uma apresentação aqui, mas eu vou
mais eh tentar, né, conectar aí todas as
falas que foram super interessantes, né,
e muito importantes aí pra gente poder
fechar aqui com um pouquinho da nossa
experiência, a nossa visão, né, no no
lado do investidor. E aí uma coisa que
antes de mais nada, eu queria ressaltar
para vocês, eu represento uma gestora
que eh ela tem um perfil específico, né?
Então, o Santander As tem produtos mais
tradicionais, não tem tantos produtos de
impacto, né, no mercado mais nichado.
Então, assim, só para esclarecer que a
gente tem um perfil de investidores dos
mais diversos, cada um com a sua
abordagem, cada um com o seu olhar, né?
E eu acho que esse perfil também depende
muito da demanda, né, dos nossos
clientes, né? O Fábio comentou aqui
sobre demanda de investidores
institucionais, que são os que puxam
muito mais essa agenda de clima, né, e
aspectos relacionados a a temas
socioambientais de governança. E e hoje
é o que a gente observa realmente, né, o
público que tá mais nos questionando,
pedindo mais informações, construção de
portfólios, né, eh, de fundos, né, de
gestão de de recursos voltados para
determinados temas, né, e sempre com uma
preocupação muito voltada paraa questão
de clima.
É, então assim, só para, né, deixar bem
explícito que, né, são vários clientes,
são vários produtos, né, de
investimentos que a gente acaba
desenhando aqui, mas que quando a gente
vai tratar, né, da temática SG de clima,
eh, tem um aspecto, né, que o Fábio
também comentou lá no início, que é o
regulatório, né? Aqui no Brasil a gente
já tem uma regulação, né, da MBIM e da
CVM para fundos de investimentos
sustentáveis. a gente tem SUSEP, né, tem
aí uma série de de instituições também
trazendo, né, essas a a importância
dessas análises para para paraa gestão
dos seus recursos, né? E eu trago aqui
que realmente a gente tem uma, né, como
uma eu, né, representante, uma
representante de uma gestora global, né,
que tem origem lá na Espanha, a gente
sabe que a regulação europeia ela, eh,
vem muito forte em relação a isso, passa
por diversos eh desenvolvimentos,
retrocessos, né, eh evoluções, enfim.
Mas eu acho que é um pouco do caminho
que a gente percorre aqui. E tem algumas
regras muito específicas em relação ao
nome de fundos. né? Isso tá muito
vinculado de fato à questão de clima.
Então lá é uma preocupação muito grande
e que acaba se eh convertendo aqui pra
gente também. Por isso que a gente tem
uma discussão muito forte da nossa
regulação aqui local, no desenvolvimento
da taxonomia, tudo isso para deixar mais
claro, né, tanto pros investidores
locais ou estrangeiros, quais são
exatamente as regras que a gente tá
utilizando aqui. Então esse é um tema
que certamente traz, né, uma
materialidade aí, né, pro mercado
financeiro, né, em função de riscos, em
função de oportunidades, em função
regulatória principalmente, tá? Então eu
acho que a gente tem aqui uma
uma pressão regulatória cada vez maior e
é natural que isso aconteça, é bom que
isso aconteça, até porque para que a
gente possa deixar a regra eh muito mais
clara, muito mais transparente para todo
mundo, né? Eu acho que existe uma
preocupação muito grande para evitar
green washing ou para tentar vender um
produto, principalmente produtos
relacionados, né, a a investimentos que
já são complexos por natureza. quando
você traz uma carga, né, de benefícios
socioambientais, né, ou de clima, eh,
isso pode se confundir, né, né, pode
confundir os clientes ali na ponta
final. E é muito importante que a gente
tenha a regra muito clara em relação a
isso. E nesse sentido, a materialidade
nos ajuda muito. E aí eu vou trazer um
pouquinho pro aspecto mais prático para
mostrar assim, explicar um pouquinho
como é que a gente usa esses conceitos
na nossa análise, né, na das empresas
que a gente investe, dos emissores de
ativos. Eh, em primeiro lugar, eu acho
que depende muito do tipo de ativo, né?
E a gente tá falando de ativos de renda
variável, renda fixa,
fundos de PR equity, fundos
imobiliários. cada um vai ter uma
característica específica e vai trazer
um conceito ali de, né, da da
importância dos riscos, né, que estão eh
associados ou das oportunidades eh que
também podem tá tá que devem ser
avaliadas do ponto de vista do tipo de
ativo. Aqui a gente tem, né, uma
metodologia que avalia eh todos esses
aspectos. Eh, a gente utiliza, né, a
grandes referências paraa materialidade
que é SASB. Agora IFRS também vindo ali,
né, com um direcionamento muito grande,
principalmente pro mercado financeiro.
Eu acho que tudo isso para conseguir
realmente trazer todo mundo pra mesma
página, porque de fato, né, vocês
comentaram aqui, eu acho que Andresa
comentou, né, que tem um aspecto muito
subjetivo por trás e esse é um grande
desafio, porque o que é material para
mim pode não ser para outro, para outro
stakeholder, existe uma certa eh
divergência, né, em relação a esse
conceito. E quanto mais
regras, quanto mais referências a gente
tiver, isso ajuda não a padronizar tudo
completamente, mas a entender que sim,
cada um vai ter ali um objetivo
diferente e a gente pode fazer uma
análise voltada para cada stakeholder,
eh, de uma forma muito mais
transparente. Então, essas grandes
referências nos ajudam muito. É, tem um
outro ponto também que eu queria trazer.
a gente tá falando muito aqui da
avaliação, né, de temas materiais
relacionados a clima, eh, voltado pros
ativos, mas a gente tem feito uma
discussão aqui interna e a gente tem
trazido o nosso time de macroeconomia,
porque, eh, riscos climáticos e temas
relacionados a clima, eles podem trazer
ali um impacto bastante relevante num
cenário macro mais, né, um pouco mais
amplo. Então, a gente tem, né, trazido
pro debate, né, como eh mudanças de
temperatura podem avaliar preço de
energia, que, por consequência, né,
podem impactar a inflação, eh, como o
posicionamento do Brasil pode mudar, né,
em relação a aspectos aí eh mais
comportamentais, né, de visão de riscos,
né, país. Eh, e eu acho que aqui a gente
tá num ano muito emblemático, né, de COP
aqui no Brasil, do PR in person. Então,
trazer essa análise de riscos e
oportunidades climáticas para um nível
macro eh é muito importante também, né?
Então, é uma discussão que a gente tem
feito aqui eh periodicamente,
tentando trazer especialistas para
discutir, para debater e para tentar
achar alguns números também, né,
Andresa? sabe bem, é difícil você
quantificar, você transformar isso num
número, mas a gente consegue pelo menos
ter uma percepção de tendências, né, de
como é que, né, como é que vai caminhar,
né, alguns indicadores, né, ou alguns
parâmetros considerando uma variável
climática. E aí pensando muito nos
riscos mesmo, né? Riscos de eventos
climáticos extremos em preço de energia,
em restrições, né, dadas, os
compromissos, né, de redução de de
emissões, enfim, tem uma série de
questões que a gente pode discutir não
só no ambiente do emissor, do ativo, mas
também no num cenário macroeconômico um
pouco mais amplo, né? E e aí falando um
pouquinho mais, né, da da do do nível do
ativo, né, eu acho que eh a Patrícia
falou muito bem, né, sobre as práticas
da Suzano, né, para para identificar os
temas materiais e o que a gente percebe
quando a gente vai avaliar empresas e
que é muito importante pra gente também
é que a empresa tenha ali a sua análise
de materialidade, de dupla
materialidade, que é um baita desafio,
não somente pro report, né, não só para
relatar, para colocar no relatório de
sustentabilidade.
né? Por isso que eu acho que a fala da
Patrícia foi muito importante para ver o
quanto realmente você pode utilizar
essas ferramentas como gestão para
sustentabilidade, uma gestão interna,
né, direcionamento estratégico. E é um
pouco disso que a gente tem que olhar
também, né, eh, a utilização desses
temas materiais, eh, como, né, um
indicador de determinados riscos que
devem ser, né, gerenciados ou de
oportunidades que podem ser aproveitadas
daquilo que não tava ali no dia a dia e
que agora a gente consegue ter muito
mais clareza, né, consegue ter muito
mais indicadores, metodologias, como é
que a Andresa, né, eh, descreveu, que é
super interessante, que nos dá um pouco
mais de informação, né, né? Não só em
relação ao como a empresa tá sendo
transparente e reportando as suas
informações, mas como ela pode utilizar
isso internamente, né, como uma gestão
estratégica de fato. E outro ponto que
eu queria trazer, né, que a Patrícia já
trouxe também, que é e o Fábio também
que é da do conceito da materialidade
dinâmica, né? Eu acho que isso é o que
mais nos afeta aqui no dia a dia, né? a
gente tem lá todo um estudo, uma
análise, né, da das empresas, dos
ativos, dos emissores, mas o dia a dia,
o dinamismo ali é o que vai, né,
realmente fazer a diferença muitas vezes
na definição, né, dos pesos de um
determinado portfólio ou do
direcionamento que a gente dá, né, esses
temas são extremamente dinâmicos. a
gente vê ali, né, no noticiário a gente
acompanhando, né, a Patrícia mesmo
trouxe aqui um tema muito importante,
né, para para ser incorporado. E é isso
que acontece no nosso dia a dia também,
né? O dinamismo da da das questões de
posicionamento das empresas, né? de uma
forma geral, eh, a gente tem acompanhado
muito mais de perto e pode até mesmo
mudar, né, uma tomada de decisão de
investimentos, dependendo do fato,
dependendo da criticidade, né, ou
dependendo também da oportunidade. Ela
pode entrar ali no nosso radar como um
diferencial bastante positivo.
Eh, e aí outra coisa que eu queria
comentar também em relação a riscos, né,
riscos reputacionais, o Fábio comentou
também, né, que é um fator bastante
importante também pra gente, né? Então,
o risco de você fazer um investimento
numa empresa, né, que, né, pode criar
ali alguma, algum tema, né, que possa
afetar, né, reputacionalmente a imagem
da empresa, também pode, eh, afetar a
imagem dos gestores de de recursos. o
link é o meu.
E aí,
eh, eu queria trazer uma uma discussão
que a gente tá, né, teve aqui
recentemente, que é justamente, né, de
como a gente pondera esses riscos
reputacionais, né, de uma visão, né, de
uma opinião externa, né, que que a gente
tem observado cada vez mais, né, vários
stakeholders com um peso muito maior,
né, em relação à sua opinião ou como
muda, né, também decisões não só de
investimentos, mas do próprio consumidor
e como é que a a gente pondera isso ao
nosso dever fiduciário, tá? Porque no
final do dia a gente tem uma
responsabilidade para com os nossos
cotistas, né, com os nossos clientes.
Então é muito importante também
ponderar, né, esses riscos, né? E quando
a gente tá falando de riscos climáticos,
isso tá muito mais no dia a dia, né? E e
a gente vê uma exposição cada vez maior,
mas a gente também tem que olhar paraa
questão do nosso dever fiduciário aqui.
E essa é uma temática que tem nos
acompanhado aí dia a dia. E ainda
engatando um pouquinho, né, nessa
questão do dever fiduciário, eu acho que
a materialidade também nos ajuda num
outro processo aqui, que não é só na
definição dos ativos ou na construção
dos nossos portfólios, mas também na
manutenção, que é a questão do
engajamento e voto, né? Então, como é
que a gente vai fazer um engajamento com
as empresas investidas? geralmente é por
meio de temas que são materiais, é de
por temas que são ali que tão mais, né,
que que t um maior destaque aqui no
nosso dia a dia. Então, pesa bastante
sim, né? E a avaliação de materialidade
pra definição dos nossos processos de
engajamento, quais são os temas que a
gente vai monitorar junto à empresas
investidas e até mesmo em relação ao
voto, né? Fábio comentou aqui sobre, né,
diversos em diversos países, né, que eh
as demandas climáticas estão chegando
nas assembleias. Aqui no Brasil a gente
tem uma demanda menor ainda em relação a
isso, mas indiretamente o que a gente
tem observado, né, que muitas empresas
até mesmo eh por conta, né, de de ter
uma exposição maior, né, ou de ter
riscos maiores associados, tem ali
elencado, né, pros seus eh membros de
conselho ou de órgãos de assessoramento
de conselho de administração, pessoas
profissionais que tenham um conhecimento
mais aprofundado sobre estratégias
climáticas. Então isso é é um tema que a
gente tem observado muito mais aqui no
dia a dia das empresas e é um tema que
pra gente é bastante importante. Então
pesa também nessa definição, né, de
voto, do que vai ser discutido em
assembleias e até mesmo no
direcionamento de profissionais mais
competentes, né, ou que tem um pouquinho
mais dessa visão estratégica eh dos
riscos associados a clima. E como um
último ponto que eu queria eh comentar
aqui, que eu acabei esquecendo de de
falar aqui anteriormente, né, e a
Andressa trouxe muito essa questão dos
desafios, né, então a gente tá falando,
né, de avaliação de materialidade, a
gente tem que fazer isso com base nas
informações que são disponibilizadas.
Eh, a gente ainda tem gaps de
informações, né, gaps de padronização,
eh, tem custos associados também quando
toda vez que a gente vai pedir
informação, né, pra empresa ou um
detalhamento maior, isso, né, certamente
pode implicar em custos adicionais, não
só para preparar relatórios, mas, né, de
ter profissionais ali qualificados para
fazer a identificação, né, de de temas
relevantes. Então, existe uma
preocupação aqui do nosso lado em
relação a esses pontos também, mas o que
eu queria comentar é que
independentemente disso, né, da dos gaps
e dos desafios que a gente tem, as
avaliações já estão sendo feitas, né, a
percepção já tá sendo construída em
relação a esses temas. Então assim, o
recado que eu sempre dou é, né, eh, a
informação é importante e a não
informação também, né? Toda vez que a
gente vai buscar um dado e a gente não
encontra, eh, acaba significando pra
gente também algo, é bastante
importante, né? Então, a gente não pode
tomar uma decisão de investimento se a
gente não tem informações suficientes
das empresas, se a gente não consegue
ter, né, a a percepção de como ela tá
avaliando a sua materialidade, como é
que ela tá priorizando os seus temas e
definindo até as suas estratégias, né?
Então, acho que eh embora eu compreenda,
né, o grande desafio aí que todos nós
temos em relação a esses aspectos, mas
eu acho que a gente tá caminhando aí
cada vez mais, né, para ter bases de
dados mais robustas, dados mais
padronizados. O próprio debate em torno
disso, né, já acontece há algum tempo.
Eh, eu acho que acaba criando muito mais
corpo, né, muito mais eh a gente tem
muito mais competências para discutir
esses temas. Acho que lá no passado a
gente ficava preso a projetos sociais,
né, aquilo que era mais legal de mostrar
e hoje não, acho que o tema de
transparência, né, e e de mostrar eh os
seus desafios, né, e e as suas
limitações, é algo muito importante que
a gente considera. Bom, eu acho que é,
consegui fechar aqui no meu tempo, vou
deixar aqui o espaço aberto para
perguntas. Eh, e é isso, pessoal.
Obrigada.
Obrigado, Luzia, por trazer, acho que a
visão, né, da da outra ponta da cadeia
aqui no nosso processo. Eh, pessoal, a
gente chegou no nosso tempo, né, eh,
limite das 11:30. Eu vou fugir um pouco
do protocolo aqui, que eu queria deixar
quatro perguntas no ar, então eu já vou
eh já vou pedir desculpas e avisar que a
gente vai atrasar, né? Vai esticar mais
uns 10 minutinhos para quem puder nos
acompanhar aqui. Eh, acho que o primeiro
ponto que eu queria pedir já num clima
de assim uma pergunta já com
considerações finais, eu vou começar
aqui pelo Fábio, né? Então vou pedir uma
uma resposta de vocês no sentido de nos
ajudarem a a gente fazer um um
fechamento, acho que dessa conversa, né?
Eh, Fábio, você trouxe muito na tua fala
aí sobre como o tema ele vem ganhando
consistência ao longo do tempo, né?
Trouxe uma linha do tempo que é muito
bacana. E só lembrando, pessoal, a gente
vai compartilhar todo o material, né?
Eh, no final do do evento, o material,
um resumo do que aconteceu. Então,
fiquem tranquilos que eu fi, que algumas
das perguntas se referiam a esse tema.
você trouxe toda uma linha do tempo, né,
uma evolução de como essa agenda tá eh
ganhando ganhando, né, relevância e
ficando cada vez mais como parte da
responsabilidade dos gestores, né? Eh,
isso é uma, acho que é uma notícia boa.
Então, acho que minha pergunta para
você, né, eh, ciente de que a gente já
vê um um crescimento importante dessa
agenda, que que você olha, né, no daqui
paraa frente, né? né? Eu sei que aqui a
gente não tem uma bola de cristal, não é
exercício de adivinhação, mas se você
tivesse que projetar o que que você
enxerga, né, nos próximos dois ou três
anos dessa agenda, você entende que
materialidade ganha ainda mais
relevância? Você acha que a gente já
chegou num platô, né, de relevância,
queria um pouco dessa dessa tua visão e
já uns fechamentos finais assim,
lembrando que no final do ano tem
person,
Fabiu.
Legal, obrigado, Luiz. Eh, eu acho que
eu comentei um pouquinho nos slides, mas
acho que eh, recuperando algumas das
coisas que eu comentei, talvez
adicionando algo, eh, eu acho que ao
longo dos próximos anos, de fato, toda
essa esse processo de consolidação de
frameworks, eh, de avanço da regulação,
eh, eu espero realmente que exista uma
uma consolidação desse tema e, e alguns
pontos específicos, eu acho que vão ser
bem atacados, né? Globalmente a gente já
vê um combate forte à questão de green
washing, né? Então cada vez mais
transparência, transparência também em
relação às cadeias de valor das
empresas, né? Enfim, que que esses dados
sejam incorporados nas demonstrações
financeiras, que para questões
climáticas também é fundamental. Então,
eu acho que eh corroborando também com
com alguns comentários da Luzia, eu acho
que eh a gente tá caminhando no sentido
de consolidação, de melhores informações
também, de melhor entendimento e
capacitação dos gestores de
investimento, né? Porque isso também era
um gap no passado, né? Então, hoje em
dia, por exemplo, para essas atividades
de engajamento eh corporativo, né, que
os gestores hoje fazem, eh é necessário
um processo de qualificação também dos
gestores para que eles saibam as
perguntas certas a ser feitas, para que
entendam os processos de materialidade e
que engajem com as empresas nas
temáticas fundamentais. Então eu acho
que ao longo de toda a cadeia de
investimentos, eu acho que tá havendo
uma evolução, né, uma evolução por parte
das empresas, seja por pressão
regulatória, institucionais, tudo aquilo
que a gente discutiu, mas uma evolução
em termo das em termos da das
informações que que são reportadas, a
questão de transparência, uma evolução
em relação aos aos gestores de
investimento para capacitação nessas
temáticas, para que saibam perguntar as
as coisas certas e para que engagem mais
efetivamente com as investidas e também
uma evolução na parte dos clientes
finais, dos investidores finais, pessoa
física, pessoa jurídica, que é eh uma
necessidade de que essas questões façam
parte dos seus portfólios, né? Então,
eh, enfim, questões geracionais,
inclusive influenciando isso bastante.
Então, minha expectativa é bastante
positiva nesse tema. Então acho que a
gente tem, obviamente, eh eh eh lombadas
no caminho assim, né, que às vezes
parece que a coisa anda meio de mais
devagar ou a gente vê sinais negativos
vindos por vindos, por exemplo, de
outros países que que eh que acaba se
misturando essa questão com questões
políticas, mas eu acho que
essencialmente não é uma questão
política, uma questão de gestão de
risco, de oportunidades.
Eh, e eu acho que por mais que tente
freiar, eu acho que é uma questão que tá
evoluindo constantemente, às vezes mais
rápido, às vezes mais devagar. Então, eu
sou bem positivo pro paraa continuidade
dessa agenda ao longo dos dos próximos
anos e a dupla materialidade tem um
papel central nessa nessa agenda
climática eh e nessa conexão entre as
diferentes elos da cadeia de
investimento. E obrigado novamente, Luí
e a BIMA pelo convite e das colegas por
compartilhar essa essa sessão que foi
para mim tão rica também de conhecer e
ouvir um pouquinho do aprendizado,
aprender um pouquinho com vocês.
Obrigado.
Legal, Fábio. Obrigado. E eu acho que
nesse clima de que estamos numa
tendência positiva, eu queria chamar
aqui a Andresa. Andresa, com uma
pergunta muito parecida, mas a partir de
uma outra perspectiva da cadeia, você
tem apoiado algumas organizações
acelerarem esse processo, né, e a
enxergarem melhor isso dentro dos seus
processos de avaliação, né, eh, de
riscos ou avaliação de de investimentos.
Como é que vocês têm enxergado a adoção,
né? Como é que você imagina que a gente
vai ter uma janela aí dos próximos anos
aqui com toda a liberdade poética para
entender que a gente tá fazendo uma
projeção do que talvez possa acontecer
em determinados cenários, né, e já
pedindo também tuas eh falas finais aqui
pra gente seguir no evento. Obrigado
pela sua participação também.
Obrigada, Luiz. Eh, acho que eh, como a
Luzia também bem colocou, né, o
movimento
ele está ganhando sim a adesão. A gente
tem visto isso na nossa própria rede,
né, com quem a gente tem sido cada vez
mais acionados, tanto no Brasil quanto
fora.
Eh, eu vho, eu venho da Natura, né?
Passei 13 anos ali no na na área de
sustentabilidade. E nesse caso o que eu
levanto e já levantava ali, né, há três
anos atrás, é a questão dessa justamente
dessa aceleração, né? Se a gente olhar
paraa curva de clima, né, quanto tempo o
tema de carbono veio levando para poder
chegar no nível de maturidade que tá,
né? Então, a gente tem uma necessidade
de olhar pros temas de uma forma mais
integrada e de da as coisas precisam
andar mais rápido, né? Então eu acho que
a a gente é adepto, né, de usar aí a
valoração com um método totalmente
transparente, baseado em dados
quantitativos que trazem essa facilidade
de atualizar, de lincar com o valor
financeiro diretamente, porque a gente
entende que essa é uma, não é uma bala
de prata, não existe, mas ela é uma
forma de a gente acelerar essas questões
que são super urgentes, né? a gente vê
essa esses impactos de clima rela
integrados à biodiversidade e tudo mais
e a gente vivendo esses impactos eh no
dia a dia. Então eu acho que sim, é
crescente, a gente precisa nesse grupo
aqui que é super relevante para essa
agenda eh ajudar a acelerar. Super
obrigado pelo espaço, gente. Um prazer
enorme estar aqui com vocês. Obrigada.
Beleza. Obrigado. Mais uma mensagem
positiva aqui no final. Fico bem feliz
de entender que a gente tá, né,
terminando essa conversa aqui com o
clima para cima. Eu queria só inverter
uma ordem aqui, eu queria chamar Luzia
agora, né, ainda muito nessa essa visão
de de evolução de próximos passos,
porque a pergunta paraa Patrícia vai ser
numa outra esfera aqui. Eh, Lu, como é
que você tá enxergando, né? Eh, e aí a
partir da perspectiva de uma
organização, né, multinacional,
internacional, com atuação em várias
geografias, como é que você enxerga, né,
o crescimento da maturidade aqui no
Brasil? Você já falou um pouco disso na
tua, né? na tua fala inicial, né? Mas
como é que você enxerga isso nos
próximos anos? Como é que você vê que a
gente pode esperar um comportamento do
mercado, né? E aí representando uma
grande gestora aqui, né, com bastante
influência no mercado nacional, como é
que você enxerga, que é o teu papel, né,
junto com outras, né, atoras, com
gestoras menores que serão
subcontratadas, né, como que a turma de
seguros entra no meio da conversa, como
que a turma dos bancos entra no meio da
conversa. Acho que seria legal te ouvir
nesse contexto, por favor.
Legal, Luís. Bom, eu também não quero
perder aqui o clima do otimismo, né?
Também entendo que a gente evoluiu muito
nos últimos anos, especialmente nos
conceitos. Esse evento mesmo, sucesso
total aqui, 300, 400 pessoas, assim,
super importante. Eu acho que, né, a
gente não tinha esse esse público, né,
alguns anos atrás. Então, acho que isso
já mostra muito essa essa grande
evolução. Porém, né, e sempre tem um
porém, a gente tem enfrenta mercados
muito desafiadores, né, não só aqui no
Brasil, mas globalmente, um cenário
muito mais difícil, muito mais complexo
para falar sobre temas que são tão
importantes como o clima, por exemplo,
né? Eu vejo isso assim com muito mais
pragmatismo. Eu acho que a gente tem eh
um espaço muito grande para trazer esse
esse assunto, né? eh com uma importância
que ele merece, mas a gente compete com
muitas outras coisas, né? Infelizmente é
um pouco do cenário que eu vejo hoje e
até mesmo aqui, né? Então na própria
Europa, né? A gente tá acompanhando ali
toda a evolução da regulação, né? E
assim, uma coisa que veio muito forte
nos últimos anos e que hoje a gente teve
algumas mudanças, algumas adaptações,
mas sem perder de vista eh
principalmente o risco climático. Isso
de fato não não tá muito na não sai
dessa conta, mas competindo sim com
outros temas. Então eu vejo uma evolução
bacana, mas com um cenário bastante
desafiador, principalmente pelo contexto
nosso global, tá?
Obrigado, Lu. Eh, eu queria passar aqui
para pra última fala aqui da Patrícia.
Eh, Patrícia, olhando as perguntas que a
gente tinha aqui, né, no chat, acho que
muitas delas estavam acabaram, né, eh,
que faria mais sentido na tua na tua
fala. Então, queria resumi-las ou
agregá-las, né? Eu acho que diante do
cenário de positivismo, né, de que a
gente tá enxergando que se agenda ela
vai ganhar eh velocidade e relevância ao
longo do tempo, né, a despeito de
quaisquer adversidades, né, eu gostei da
das lombadas, Fábio, vou levar
isso paraa vida. Eh, mas a despeito, né,
de de dificuldades que a gente possa
chegar no seu caminho, no nosso caminho,
né, eh, como é que você assim, eu acho
que o dinamismo foi a palavra-chave, né,
quando eu olho para as perguntas, todo
mundo falou, mas por que fazer assim,
por fazer assado? Por que que não fazer
todo dia? Por que que não fazer toda
hora? que fazer e tal. Como é que vocês
lidam com esses pontos cegos, né, que de
repente você trouxe a questão de
certificações florestais, surgiu no meio
do caminho, então possivelmente talvez
tenha sido um ponto cego de entrada,
vocês falaram: "Olha, isso é importante,
tem que estar dentro da nossa conversa".
E essa questão da atualização, do
dinamismo, né? Então eu queria te pedir
assim 2 minutos porque a gente já
ultrapassou todos os tempos limites de
atrasos aqui em relação à nossa
programação e eu te coloco numa situação
super difícil, mas pedi uma visão rápida
sobre isso e como que vocês enxergam,
né, eh, os próximos passos dessa agenda
dentro de uma companhia com tamanho, com
a relevância da Susano pro, né,
desenvolvimento da agenda?
Perfeito, Luís. A gente sempre fala aqui
internamente na sustentabilidade,
na Suzano, que sustentabilidade é o alvo
móvel.
Então nós, né, enquanto uma empresa que
tem essa eh esse impacto tão relevante
eh em nos aspectos de sustentabilidade,
atuação global, é muito importante que a
gente esteja sempre acompanhando as
tendências, as perspectivas dos nossos
stakeholders,
eh fazer um processo, né, de
materialidade, atualização da
materialidade
demanda energia, demanda recurso. Então
não dá pra gente a todo ano estar
revendo as nossas a nossa materialidade.
Mas quando a gente olha o filme e não a
foto, a gente vê que os temas eles são
basicamente
os mesmos, as ordens vão mudando, sempre
temas novos chegando, né? E e a gente
não pretende mudar essa frequência de
atualização que a gente já entende que é
uma frequência de atualização eh
interessante. Cada tr anos a gente
atualizou no final de 2023. a gente não
deve atualizar esse ano, a gente deve eh
pensar nesse processo de atualização pro
ano que vem, até considerando esse novo
momento da companhia, né, com esse passo
aí de internacionalização.
Não que esse aspecto, né, da
internacionalização já não fizesse parte
desse olhar anterior, porque a empresa
ela já tem uma capilaridade muito
grande. Talvez agora a gente tá mudando
um pouquinho a abordagem, mas eh grande
parte dos das dos clientes que
participaram desse nosso processo
anterior, eles são clientes
internacionais com atuação ali nos
mercados aonde a gente vai passar a
atuar eh eh como bens de consumo. Então
eu acho que é isso, assim,
sustentabilidade é um alvo móvel. Eu
acho que esse alvo móvel, ele tá cada
vez eh mais se atualizando de cada vez
mais eh rápida e é importante que a a
gente faça parte aí, a gente esteja
presente nas discussões para que a gente
não durma no ponto e que a gente tá que
a gente consiga sempre trazer, né, para
dentro de casa, pros nossos executivos,
eh essas visões eh atualizadas para que
a estratégia
não só de sustentabilidade, mas a
estratégia de negócio também esteja de
acordo com essas expectativas. A
estratégia de sustentabilidade, ela não
é uma estratégia apartada, né, da
estratégia da empresa, da estratégia de
negócio. As duas estratégias elas são
únicas, uma faz parte da outra. Acho que
é importante ressaltar isso e é com isso
que eu fecho aqui a a minha fala e
agradeço o convite e a participação.
Muitíssimo obrigado. Queria reforçar
aqui meu agradecimento pela
generosidade, né, de contribuição de
todos, né, todas as pessoas que
envolveram até então.
Eh, bom, lembrando que essa jornada COP
30 ela é uma construção conjunta, uma
construção coletiva, né? sendo que está
sendo conduzida a várias mãos. Então
reforço aqui meu agradecimento, né?
Então, a todo o time da Bima que se
envolveu nessa construção, todo o time
CEG e Febraban, né, que são as
organizações proponentes desse caminho,
né? Gosto de gostaria de destacar também
a participação, né, da turma do PR, da
UNEPFI, do GFANS, da B3, a MEC, a BVCAP
e BID, né, também como apoiadores
institucionais dessa jornada. Eh, bom,
ao longo dos próximos dias
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