Emissões de portfólios | Jornada rumo à COP 30
Sumário Regulatório
Aprender a medir e a reportar as emissões de gases do efeito estufa geradas pelas carteiras de investimentos, de produtos bancários e de seguros. Este workshop faz parte da Jornada rumo à COP 30, série de eventos de capacitação para preparar o mercado brasileiro sobre gestão de riscos e oportunidades ligados ao clima, organizada por ANBIMA, Febraban e CNSeg e com apoio institucional da ABVCAP, Amec, BID, B3, Gfanz, Pacto Global, PRI e Unep-FI.
Transcrição e Conteúdo
Bom dia a todos e todas. Estamos dando início ao nosso terceiro workshop referente à trilha de capacitação da jornada rumo à COP 30, uma parceria entre Ambima, Cenegue e Febraban. Meu nome é Cíntia, eu sou gerente de sustentabilidade da FEBRAB e hoje eu vou moderar esse painel aqui, esse workshop com vocês. Sejam todos muito bem-vindos. Eh, antes de dar início aos nossos painel...
início ao nosso terceiro workshop
referente à trilha de capacitação da
jornada rumo à COP 30, uma parceria
entre Ambima, Cenegue e Febraban. Meu
nome é Cíntia, eu sou gerente de
sustentabilidade da FEBRAB e hoje eu vou
moderar esse painel aqui, esse workshop
com vocês. Sejam todos muito bem-vindos.
Eh, antes de dar início aos nossos
painelistas, eu gostaria de passar só
alguns recadinhos de ordem prática. Eh,
primeiramente, esse workshop está sendo
gravado, então vocês vão ver aí a
mensagem na telinha.
Também ao longo das apresentações vocês
podem ir fazendo as perguntas, tem um
campo específico para perguntas e
respostas, aparece aí para vocês como P
e R. Se puderem mandar por ali, ao invés
do chat, fica mais fácil da gente
controlar por aqui e organizando as
perguntas para cada um dos palestrantes.
E para dar início, eu gostaria de
convidar a Amanda da Ambima para fazer a
nossa fala institucional. Amanda, com
você.
Oi, pessoal. Bom dia. Eh, em nome da
Ambima e acho que de todos os demais
parceiros, queria agradecer a presença
de todos. Acho que o tema desse terceiro
workshop, né, vocês têm acompanhado até
aqui, ele é bem importante, bem
relevante. Acho que não só para pro
contexto, né, da das gestoras de ativos,
mas também para todos os outras setores
aqui do do mercado financeiro. Eh, eu
acho que ele é ele é um grande passo,
né, para entendimento em relação a
riscos climáticos. mensuração dos das
emissões de portfólio
>> é um é um grande passo para entender,
né, a questão do risco climático e
também para
>> eh
para desenhar as estratégias de
descarbonização dos portfólios. Então,
acho que o encontro de hoje vai ser bem
rico. Eu queria agradecer mais uma vez a
todas as palestrantes e os palestrantes
que estão aqui hoje. A Pquef, que já é
uma parceira aqui da BBIMA, né? A gente
já tem conduzido alguns workshops com
eles. Vivi da Porto, eh, que vai trazer
uma visão das três linhas, né, o olhar
da menstruação nas três linhas. Dafne e
Artur do bebê, obrigada também por
trazer esse case que já que a gente sabe
que não é fácil, né, no tamanho do bebê.
Mas é isso, gente. Obrigada e um
excelente workshop para vocês.
>> Obrigada, Amanda.
Pedro da CN segue, por favor, sua fala.
Olá,
bom dia a todos e a todas. Meu nome é
Pedro Verneg, eu sou gerente de
sustentabilidade aqui da Confederação
Nacional das Seguradoras. Acho que em
nome da CEG, queria dizer que é um
prazer aqui pra gente apoiar essa
iniciativa da jornada Ruma COP 30 ao
lado da BIMA, Febraban.
A nossa intenção é elevar o nível de
conhecimento sobre conceitos
fundamentais sobre sustentabilidade e
clima paraas nossas associadas, engajar,
né, os representantes das empresas, né,
nesses temas para que eles exerçam o
maior protagonismo, principalmente em um
ano de alta visibilidade aí no Brasil
por conta da COP 30. A intenção aqui
hoje é furar a bolha. Acho que eh quem
trabalha com sustentabilidade
eh durante muito tempo eh percebeu que
muitas vezes a gente catequizava quem já
era, catequisado, né? Então, a intenção
aqui hoje eh expandir esse tema como ele
é relevante paraa estratégia, como ele é
relevante em termos de de de trazer
valor pros negócios, né, paraas outras
áreas das empresas. esse terceiro
workshop de emissões de de portfólio,
ele é particularmente relevante aqui eh
pro setor de seguros, especialmente em
razão as emissões de scopo três, né, as
emissões eh em especial ainda as
emissões seguradas.
Eh, porque numa leitura que a gente tem
aqui do setor, eh, a gente entende que é
preciso estimular empresas já
compreenderem eh como é que o tema se
conecta com com uma estratégia
corporativa da companhia, não só eh uma
estratégia de sustentabilidade. Então, a
usarem a metodologia, estressarem a
metodologia, isso é importante pra gente
chegar no nível de aperfeiçoamento,
eh, que só assim a gente consegue ir
ajustando, né, essas regras, as
especificidades dos negócios de cada
uma. Eh, então é, é importante por conta
disso, tá? Eu agradeço aqui os
panelistas que aceitaram o nosso convite
para contarem um pouco dos cases de
vocês. Aproveitem o evento. Eh, ficamos
à disposição aí numa trilha de de outros
workshops que tem pela frente.
>> Obrigada, Pedro. E também em nome da
Febraban, eu gostaria de reforçar a
importância do papel dos bancos também,
tanto paraa identificação quanto para
redução das emissões financiadas. o uso
dos frameworks internacionais eh nos
ajuda bastante no mapeamento, na
identificação, na mensuração. Aqui a
gente tem feito um grande esforço
coletivo também para trabalhar toda a
questão de dados, que a gente sabe que é
um desafio. A gente depende dos dados do
cliente, da economia real para fazer uma
uma mensuração mais adequada possível.
toda a nossa parceria com a PICAF também
nesse processo que tem nos ajudado
bastante nas identificações.
Então pra gente esse tema também é de
extrema importância, ainda mais nesse
ano que a gente tem feito um grande
esforço coletivo também. Espero que
vocês aproveitem bastante o conteúdo. O
nosso workshop vai ser dividido em duas
partes, sendo esse primeiro momento um
pouco mais teórico e conceitual, a nossa
pílula de conhecimento com a
apresentação da Madalena do PICAF. E num
segundo momento a gente passa pros cases
práticos, tanto da Porto quanto do Banco
do Brasil, BBA7 também. Tá bom pessoal?
um bom evento para vocês. Vão mandando
as perguntas, por favor, aí pelo campo
de perguntas e respostas. E Madalena,
passo a palavra para você. Fica à
vontade para compartilhar sua tela
diretamente. Qualquer coisa, vai nos
avisando por aqui. Obrigada.
>> Perfeito. Muito obrigada, Cíntia. Eu vou
já partilhando os slides enquanto fica a
pensar. Mas antes de mais, eu também
queria agradecer à Febra Ban Ceg e
Ambima. Hum, é ótimo ver e não tantas
tanta gente no mesmo espaço a discutir
emissões financiadas e missões dos
portfólios e ter a oportunidade de
representar um bocadinho a PICAF. O meu
nome é Madalena, eu lidero o capítulo
brasileiro que nós temos dentro da
PICAF. Sou portuguesa, vivo na Holanda,
mas trabalho com instituições do Brasil.
Hum. E tem sido um processo incrível.
Como sabes o capítulo brasileiro já há
mais de um ano era algo quando eu a Picf
não tínhamos e temos feito bastante
trabalho com Ambima, com a a Febra Bank,
com todos os membros e tem sido um
progresso bastante ótimo de ver. Hum, eu
queria começar um bocadinho a falar o
porquê de termos discutido em missões
dos portfólios,
começar assim com um bocadinho de
introdução, mas voume focar um bocadinho
mais na parte prática de fórmula, como
iniciar o cálculo das emissões. E claro,
vamos ver dois casos práticos que eu
acho que é ótimo para acompanhar a
teoria, não ser só tão teórico de eu só
falar é assim que se faz, mas aprender
mesmo, OK, as instituições que já
fizeram o cálculo, como foi o processo,
o que é que aprenderam, etc. Hum, mas
para começar eu acho que isto, este ano,
tem sido uma oportunidade ótima e e
tenho visto imenso avanço no Brasil, né?
temos o PR in person e a COP que vão
acontecer no Brasil este ano. Sinto que
tem havido muito foco na região e eu
acho que também vem uma oportunidade de
de posicionar o Brasil como um grande
player neste espaço de emissões sustentá
h finanças sustentáveis
eh e virado para a sustentabilidade.
Nós vemos nos vários tópicos discutidos
este ano na COP
h revisar e aumentar os compromissos das
reduções das emissões,
promover o financiamento climático para
apoiar os países em desenvolvimento,
incentivar a transição para soluções de
baixo carbono e tudo isto está muito
ligado à a cálculo de emissões, entender
qual é o meu impacto climático hoje para
eu poder tomar decisões e desenvolver
estratégias para diminuir essas
emissões. E o porquê ser tão importante
falarmos disto para instituições
financeiras.
Quando olhamos para assim a pegada total
de uma instituição,
estas emissões dos portfólios é uma
categoria no meio de várias quando
falamos de escopo três, mas acaba por
ser maior. Quando olhamos para reportes
de instituições, eu vejo 90 95% ou até
mais destas emissões representam h a
pagada total de uma instituição.
Daí ser tão importante entender quanto é
que eu estou a emitir para poder
desenvolver as minhas estratégias para
reduzir o meu impacto. E aí que a Picof
entra. Picof significa partnership for
carbon accounting financials.
Então, o nosso foco é mesmo desenvolver
as as metodologias e ensinar e ajudar as
instituições financeiras a calcularem e
a divulgarem as emissões.
Aqui para dar um bocadinho de visão, né?
Nós falamos sempre na picfase de o que é
medida é gerido e que eu estava a
explicar um bocadinho, se eu quero
diminuir as minhas emissões,
descarbonizar,
quero definir metas, planos de
transição, etc. Nada pode acontecer sem
vir o primeiro passo de da medição.
>> Eu tenho que saber qual é que é o meu
impacto hoje para poder depois
desenvolver as minhas estratégias. E aí
é que a PICF entra.
Nós trabalhamos e desenvolvemos as
metodologias.
Eh, vamos sempre aumentando o a
cobertura do nosso standard. Devolvemos
recursos para ajudar as instituições a
chegarem a esse ponto, para terem a
divulgação,
eh, aumentar a transparência e
o compromisso das instituições
globalmente e depois ver esse processo
de descarbonização.
Para além um bocadinho de falar de
descarbonização,
eu acho que também medir as emissões dos
portfólios acaba por ser importante por
vários fatores e alinhado com várias
outras partes de uma jornada de
sustentabilidade da instituição,
por exemplo, pressão dos stakeholders e
alinhamento com objetivos de
sustentabilidade,
não só para descarbonizar, mas cada vez
mais eu tenho que divulgar este tipo de
emissões. Nós vemos reguladores,
clientes,
sociedade em geral a pedir este tipo de
informação
para criar transparência no mercado. Eh,
também demonstrar compromisso de uma
instituição h de acordo com o seu
impacto e com os seus objetivos de
sustentabilidade.
Importante também para a gestão de
riscos climáticos, identificar hotspots
de carbono, ha, ou seja, quantificar as
emissões dos portfólios. É possível
identificar quais é que são os setores
ou os clientes que têm maior intensidade
de carbono. Isso ajuda-me depois a
perceber onde é que eu me devo focar,
onde é que está o maior risco no mesmo
no meu portfólio e depois desenvolver
uma estratégia para
gerir esse risco. Também vem um
bocadinho a parte de engajamento,
sustentabilidade, né? É. ter esta
medição da das emissões é o ponto de
partida para o diálogo com os clientes,
h, para saber com que cliente é que eu
vou engajar,
saber, ok, eu vou, tenho um cliente que
tá relacionado com muitas emissões no
portfólio, como é que podemos diminuir
isso? Como é que podemos trabalhar
juntos?
E ao eles diminuirem as emissões, também
vai indiretamente diminuir as emissões
do portfólio da instituição
e depois, claro, h promover
investimentos responsáveis e começar a
investir e tomar decisões
crédito, investimento que adotem
critérios de ESG, h, e investimentos de
baixo carbono que também vão diminuir as
emissões financiadas
da instituição.
Hum,
para finalizar um bocadinho, eu falei
deste capítulo brasileiro que nós temos
na PICAF.
Nós, a PICAF é uma iniciativa global,
nós já temos mais de 600 signatários,
mas nós fazemos a implementação
regional, porque sabemos, né, há várias
características e diferenças de país
para país,
eh, dados disponíveis, eh, tipos de
de investimentos que são feitos e comuns
em cada região. Então, criamos estas
estes capítulos regionais e nacionais.
Temos vários globalmente hum para
trabalharmos este tópico de emissões de
portfólios.
O objetivo é mesmo atender a quaisquer
necessidades e e eu trabalho para ajudar
as nossas os nossos atatários com as
questões técnicas,
criar um espaço para discutirmos
desafios, metodologias, partilhar
experiências.
H, eu acho que é ótimo quando eu penso
no nosso capítulo, penso em colaboração.
Não, não tá. Temos todos o mesmo
objetivo. Queremos melhorar os dados do
nosso portfólio e queremos diminuir as
nossas emissões, queremos calcular o
máximo do nosso portfólio. Como é que
podemos fazer isso junto? Isso tem sido
o progresso que temos feito no capítulo,
né? temos trabalhado, por exemplo, muito
com a febra ban para chegar a esse
ponto.
Depois, focado mais, como é que eu vou
calcular as emissões dos portfólios?
Hum, e como é que eu chego a esse ponto?
Hum. Na PICF nós, eu falei, nós temos as
metodologias, temos este standard que
está dividida em três partes. Eh, temos
parte a, as emissões financiadas,
provavelmente é o termo que ouvem mais
vezes. Eu diria que é de longe o
standard mais utilizado, eh, por onde a
maioria dos das instituições financeiras
começam, né? Começam por medir as
emissões financiadas.
H, e aqui é mesmo o os investimentos
e as dívidas, por exemplo, de uma
instituição. H, nós chamamos as emissões
financiadas.
E agora o standard inclui sete classes
de ativos. Esta lista que tem na direita
do slide, por exemplo, ações listadas,
financiamento de projetos, eh,
empréstimos corporativos, etc. E no
standard, cada parte tem a sua
metodologia. Acaba por ser sempre a
mesma ideia. Eu é de mostrar a fórmula
que nós utilizamos para medir as
emissões, mas claro, cada tipo de
investimento tem as suas
características.
HH e é necessário tipos de informações
diferentes para medir a emissão de cada
uma, mas isto são as as sete classes de
ativos que temos agora e vamos sempre
trabalhando para para aumentar e
desenvolver novas metodologias.
E depois temos a parte B e a C das
emissões facilitadas e associadas a
seguros, que eu também hei de explicar
em mais detalhe, começando pela parte de
emissões facilitadas.
Este é um novo o uma nova parte do
standar que nós temos foi lançada no
final de 2023.
também havia muita necessidade e e já
tínhamos já trabalhávamos em desenvolver
as metodologias há muitos anos antes de
lançarmos o standard.
E quando falamos emissões facilitadas
são as emissões associadas a atividades
de intermediação
realizadas por instituições financeiras,
olhando para os mercados de capitais. Ou
seja, não é uma instituição investir
diretamente numa empresa, por exemplo,
mas temos uma instituição
que facilita as atividades do mercado de
capitais. Por exemplo, a emissão de um
de um,
agora falta uma palavra em português,
mas de uma share, por exemplo, né? Eh, é
mais quando pensamos em missões
facilitadas, é um serviço prestado pela
instituição,
é uma relação mais de intermediação em
vez de um investimento direto.
O que a Balf diz é que devem ser
contabilizadas no ano em que te recorre
a facilitação
com base nas emissões que são reportadas
pela entidade emissora. h também um
bocadinho a mesma ideia das emissões
facilit financiadas,
mas aqui o fator de atribuição acaba por
ser um bocadinho diferente
sobre a natureza de facilitação destes
destas transações do mercado de capitais
também serem diferentes.
E olhando para as emissões associadas a
seguros, eu acho também é bastante fácil
de entender, né? as emissões que são
geridas pelas atividades de seguros,
eh, especificamente para estas linhas,
eh, que nós temos no slide, mais focado
em seguros comerciais, por exemplo,
crédito comercial ou motor comercial, em
termos linhas de motor pessoais.
H, esta é a primeira edição do da parte
C dos das emissões associadas a seguros.
Por exemplo, a parte A que nós temos
agora pública já é a segunda versão,
mas agora no final do ano vamos lançar
uma nova versão da parte A e da parte C,
ou seja, vamos incluir novas linhas.
Temos estado já há dois anos com grupos
de trabalho a desenvolver novas
metodologias,
porque de facto quem desenvolve o
standard da PICF são os nossos
signatários.
É, é para instituições financeiras,
feito por instituições financeiras
e temos estado este ano todo a
desenvolver as metodologias. Por isso,
no final do ano, eh, vamos ter novas
classes de ativos para a parte A e para
a parte C.
Fica aqui também para mencionar que esta
lista há de crescer no final do ano. H,
e para mencionar também, focando um
bocadinho mais em financiadas e emissões
associadas a seguros hoje,
há bocadinho uma diferença, né? A
relação que com um banco, por exemplo,
ou uma seguradora tem com o cliente é
diferente. E nós temos estes princípios
que cada um menciona. Nós nas emissões
financiadas, nós falamos follow the
money, que é entender quem é que tá a
receber mesmo o financiamento
para entender que quais é que são as
emissões que estão a ser emitidas
deste financiamento
nas emissões associadas a seguros. Nós
dizemos follow the risk.
O follow the risk é mesmo pensar quem é
que é ou o impacto climático está ligado
à exposição de risco associada pela
seguradora.
Por isso é pensar, ok, quem é que tem o
o risco associado com este seguro? Esta
pessoa é que deve calcular as emissões
da atividade no seu portfólio.
E a o porquê de termos esta diferença,
né? são dois tipos de investimento ou de
financiamento de natureza diferente.
O risco da sociedade também é diferente.
Então, temos estes dois princípios para
ajudar h a criar assim um um cálculo que
seja mais representante,
o cálculo que tenha mais confiança no
que estamos a divulgar.
H, olhando então para a fórmula,
nós quando falamos
primeiro começando por emissões
financiadas,
h, a fórmula é sempre a mesma ideia. nós
temos um fator de atribuição e
multiplicamos pelas emissões da empresa
ou do projeto, por exemplo. O fator de
atribuição eh mostra qual é a
contribuição da instituição financeira
nas emissões do investido, ou seja, qual
é a percentagem das emissões totais
desta empresa que são atribuídas à
instituição.
E como fazemos isto? Dividimos sempre o
saldo, o saldo devedor a dividir pelo
dizemos o tamanho da empresa.
>> Se for uma empresa pública, nós
dividimos por
saber.
EVEC significa enterprise value
including cash. Quando é uma empresa
privada, não temos o Ivec, dividimos
pelo capital e a dívida total da
empresa.
E com este cálculo vamos ter uma
percentagem
que multiplicamos pelas emissões totais
da empresa para nos ajudar a ter o nosso
total de emissões financiadas,
especificamente para este financiamento.
Depois vem a parte das emissões da
empresa.
No standard, por exemplo, de vários já
viram e utilizam o standard, para cada
classe de ativo, nós temos uma tabela de
dados
que explica que tipos de dados
diferentes eu posso utilizar para as
minhas emissões financiadas e para
calcular as emissões da empresa.
E aqui tá sumarizado os três tipos
diferentes.
Temos as emissões reportadas. Isto seria
o caso perfeito, né? uma empresa já me
das suas emissões, faz o seu cálculo
internamente
e diz-me publicamente ou por engajamento
internamente, isto foi as emissões, as
minhas emissões neste ano. Nós tiramos
esse valor, multiplicamos pelo fator de
atribuição e temos as emissões
financiadas.
O problema é que ainda muito ainda há
muitas empresas hoje em dia que não
fazem este cálculo. Então nós temos que
utilizar outros tipos de informação para
nos ajudar a entender qual é que é as
emissões da da empresa que eu estou a
financiar.
E aí vem h estas estimações. Posso
estimar baseado em atividade física, por
exemplo, o consumo energético de uma
empresa num ano
ou então posso utilizar baseado em
atividade económica. Claro que se
utilizamos estas opções, a um seria a
melhor opção, depois a opção dois, a
opção três
não quer dizer pior opção, mas se calhar
a
a que vai nos dar um cálculo
com menor precisão, h, que é baseada em
atividade económica, por exemplo, uma
receita, a receita da empresa num ano,
que normalmente este tipo de informação
já é muito mais fácil de encontrar
e acaba por ser o tipo de informação que
a maioria dos do instituições
financeiras têm que utilizar para
calcular este as emissões da empresa.
Falando em emissões associadas a
seguros, a fórmula a mesma ideia, o
fator de atribuição multiplicado pelas
emissões.
Para estimar as emissões, aqui é a mesma
ideia também estes tipos, os três tipos
diferentes de dados que temos aqui.
fator é o de atribuição é um bocadinho
diferente,
como eu disse, pela natureza dos
seguros.
Hum, para seguros comerciais é o prémio
do seguro a dividir pela receita do
cliente. E para as linhas de motor
pessoais,
no standard eles dão duas opções
diferentes de um fator de atribuição.
Temos um fator de atribuição global, h,
que é este primeiro que vem do prémio
total da indústria de setores linha de
negócios de automóveis a dividir para o
custo total associado à posse de todos
os veículos no setor. Isto é algo que
Capicav calcula. Eu posso dizer já e o
valor é público, 6,99.
H, é o que Picav recomenda a utilizar.
Por várias razões, os signatários ou
instituições não podem utilizar este
fator global e calculam o seu específico
a ao seu portfólio.
Hum,
olhando um bocadinho também para dados,
h, como eu mencionei primeiro, temos
aquela opção número três, atividade
económica. H, no standard diz o score, é
um score 5 ou é um score quarto mais
baixo. E se calhar instituições pensam,
eu não tenho bons dados, não tenho dados
suficientes para iniciar o meu cálculo,
então não vou fazer. Mas nós dizemos
sempre que a limitações de dados não
devem impedir iniciar o cálculo, né?
Mesmo instituições muito avançadas que
que já fazem o cálculo há vários anos
também usam score 4 e score 5, usam
atividade económica. Hum,
e isto é um trabalho que vamos fazer ao
longo dos anos, né? Cada vez mais vamos
ver empresas a divulgar as emissões.
HH estamos a trabalhar no capítulo do
Brasil na PICAV, como é que podemos
melhorar os dados do Brasil.
E à medida que vamos fazer no o cálculo
anual, vamos tentando também trabalhar
na melhoria do do meu da minha qualidade
dos dados que eu estou a utilizar, mas
não deixa de ser vou começar, nem que
seja uma parte pequena do meu portfólio.
Eh, mesmo usando se calhar dados de mais
baixa qualidade, ajuda-me a perceber
como é que está o meu portfólio, já
ajuda a perceber os hotspots e depois
vou melhorando. Por isso, só para para
não desentivar desentivar sim que não
comecem o cálculo ou que tenham medo de
fazer o cálculo porque há poucos dados.
É um trabalho que vamos tendo
anualmente. É um problema que todos os
signatórios têm, eh, todas as
instituições, eu diria. É sempre muito
popular o tópico de dados, mas é algo
que vamos trabalhando. E só para
finalizar, para verem assim um bocadinho
como é que funciona a o cálculo.
Eu sei que depois vamos ouvir uma parte
mais prática, mas mostrar como seria
assim num bastante um caso bastante
simples, mas para terem a ideia. Isto
para emissões financiadas. Nós temos um
banco que dá um empréstimo corporativo à
Coca-Cola, por exemplo. Este empréstimo
tem um valor de 15 bilhões de dólares e
a Coca-Cola é uma empresa pública, então
nós precisamos do Ivec da empresa.
Também vamos nos sistemas financeiros
procurar esse tipo de informação e temos
o evec da Coca-Cola, 331 bilhões de de
dólares.
Com isto temos o nosso fator de
atribuição, né? multiplicamos ou
dividimos um pelo outro, que nos dá
4.5%.
Isto significa que 4.5% das emissões da
Coca-Cola são atribuídas ao banco.
O que depois precisamos é das emissões
da Coca-Cola. E temos estas três opções
que eu falei. Por exemplo, se ela
divulgasse as suas emissões fossem 50
milhões de toneladas de CO2.
Ótimo. Eu multiplico isso pelo meu fator
de atribuição que eu calculei que nos dá
2.25 milhões de toneladas. Se eu não
tivesse esse tipo de informação,
eu veria: "OK, será que consigo alguma
informação sobre a atividade física da
empresa?" Neste caso, por exemplo,
sabemos que ela h produziu num ano
100.000 toneladas de Coca-Cola, né? Eh,
tudo números fictícios.
E quando temos este tipo de informação,
precisamos de um fator de emissão. O que
este fator vai dizer é em média, uma
empresa neste setor ou nesta região vai
emitir, neste exemplo, 0.49 toneladas
CO2 por tonelada de Coca-Cola produzida.
Com essa informação, ajuda-me já a
estimar quais é que foram as emissões
totais no ano da empresa. Eu tenho esse
valor, calculo pela meu fator de
atribuição e calculo as minhas emissões
financiadas.
Se tivermos que utilizar informação
económica, temos a receita, neste caso,
100 milhões de dólares, e busco um fator
eh de emissão, de emissão para a receita
que me diz esta empresa vai uma uma
empresa deste tipo emite 0.51 toneladas
CO2 por cada h milhão de dólar de
receita. Se eu multiplicar este 0.51 51
pela receita total da empresa, eu tenho
a minha estimativa das emissões totais
da empresa num ano e aí multiplicaria
também pelo fator de atribuição.
Hum,
isto, né, nós falamos de fatores
eh de emissão e se calhar vários
conhecem o tema o ou o conceito, se
calhar outros não. HH nós na PICAF temos
uma base de dados, eu diria que é o
recurso mais utilizado e mais
importante. Para todos os nossos
signatários, como eu disse, o tópico de
dados é sempre o mais importante, o mais
discutido dentro da PICAV. E nós temos
estes fatores de emissão para todas as
classes de ativos, para emissões eh
financiadas, facilitadas e associadas a
seguros, para várias regiões diferentes,
por exemplo, temos fatores específicos
para o Brasil, para setores diferentes,
mesmo para ajudar os nossos signatários
com esse cálculo, sabendo que a a
disponibilidade dos dados é baixa e é
pode ser um grande processo estar a
colecionar dados e fatores de emissão de
bases diferentes. Então nós criamos esta
base de dados que é atualizada duas
vezes por ano para os nossos
destinatários terem assim um espaço já
onde buscar os meus fatores de emissão
para depois ajudar nas nas minhas
estimativas e calcular as emissões
financiadas.
Hum, e sim, muito rápido, só para
resumir
um bocadinho o que eu falei, né? Pf é a
metodologia, é o padrão global de
contabilidade das emissões associadas a
aos portfólios. é o utilizado
globalmente, é,
estamos alinhados com o Greenhous Cast
Protocol, mas vamos mais detalhados de
como fazer o cálculo.
Dir este tipo de emissões é importante
porque é o primeiro passo na jornada de
descarbonização.
Nós na PICAF o foco é ajudar e apoiar,
ensinar os sinatários e instituições
globalmente como fazendo este cálculo,
conectá-las, manter os nuances locais,
desenvolver as ferramentas para ajudar,
como por exemplo database. E
sim, fica aqui, né? Pode podem temos já
15 signatórios se quiserem fazer parte
ou se tiverem questões mesmo depois. Eu
sei que temos tempo para Q&A, mas também
se houver questões que venham depois da
apresentação ou quiserem falar
pessoalmente, fica aqui o meu e-mail.
Hum, e passo de volta à Cíntia para
ouvir os nossos casos também mais
práticos.
>> Muito obrigada, Madalena. uma ótima
explicação, porque em 20 minutos para um
assunto tão complexo como esse, né, mas
eu acho que deu para mostrar bem como
que funciona, como que é a norma, como
que é o passo a passo para as empresas
que ainda tão iniciando esse processo, é
complicado, mas não é impossível, né?
Então, acho que vale reforçar todo esse
trabalho que o PICAF tem feito tanto com
os grupos de trabalho sobre a
metodologia, quanto o banco de dados
para os entendimentos de premissas são
super importantes para para que vocês
acompanhem de fato e as organizações
passem a incorporar isso cada vez mais,
porque aqui no Brasil, né, as companhias
de capital aberto, no caso da dos
bancos, tem a resolução do Banco
Central, as companhias abertas tem a
resolução da CVM sobre a IFRS,
principalmente a S2, tem uma forte
relação com esse tipo de informação.
Então, quanto antes a gente começar a se
preparar, melhor. Por isso que esse é um
tema tão importante pra gente. Tem
algumas perguntinhas já chegando, mas só
para reforçar pro pessoal que a gente
vai guardar todas pro final. Aí eu volto
com você depois, Madalena, com algumas
perguntinhas aqui do chat. E agora,
depois de toda essa essa essa parte que
a Madalena trouxe, vamos pros casos do
do nosso pessoal para ajudar a
exemplificar ainda mais toda essa
metodologia aqui. Viviane, passo para
você, fica à vontade para compartilhar a
sua tela também.
Vou compartilhando enquanto vai
carregando.
Eh, para mim aparece que já
compartilhou.
>> Já está. Sim,
>> compartilhou. Ah, tá bom.
>> Eh, mas agradecer o convite também de
CNSeg, Ambima e Febraban. Acho que é um
prazer e super pertinente essa primeira
apresentação da da Madalena. a gente vem
conversando, já tivemos algumas
conversas, né, Madalena, esse ano. Eh,
tive a oportunidade de apresentar um
pouco do que a gente fez aqui e os
principais desafios e qual que é a
necessidade e o interesse que a gente
tem em se aproximar cada vez mais da
PICAF, por exemplo, eh, do ponto de
vista de metodologia.
Eh, só me apresentando, então, sou
Viviane, eh, venho liderando a agenda de
sustentabilidade e diversidade aqui na
Porto. E o ano passado a gente fez um
processo bem, eh, acho que intenso e
extenso, eh, com uma consultoria
específica para fazer todo esse processo
que acho que nos primeiros slides ali da
Madalena, ela mencionou qual que é o
caminho, na verdade, que a gente trilha
do ponto de vista de pensar numa
estratégia de descarbonização. E a gente
o ano passado e o iniciozinho desse ano,
a gente percorreu esse caminho. Eh,
então um prazer poder compartilhar isso
com vocês.
Deixa eu só
Pronto. Deixa eu colocar o meu pointer
aqui que às vezes fica mais fácil. Então
assim, acho que já tinha lá na
apresentação da Madalena. Eu vou passar
provavelmente os primeiros slides aqui
um pouco mais rápido. Eh, mas a gente
fez todo esse processo eh de e
principalmente este primeiro processo de
identificação das nossas emissões. Acho
que a Porto ela a gente já fazia o
inventário de gados efeito estufa, mas
foi a primeira vez que a gente de fato
incorporou o Scope 3 e principalmente
utilizou a metodologia do PICAF paraa
categoria 15. E aí eu acho que, como já
foi mencionado na categoria 15, a gente
utilizou eh as duas as duas
metodologias, né, tanto paraa parte
financiada quanto paraa parte segurada,
que eu acho que eu vou focar um pouco
mais nessa parte, na minha apresentação,
porque vem a apresentação na sequência
do Artur aí para falar do bebê.
Eh, e a gente entende que de fato esse
foi o primeiro passo para conseguir lá
no final das contas conseguir pensar
numa estratégia, ainda que a gente não
tenha uma estratégia definida pensando
na categoria 15, exatamente pelos
desafios da própria metodologia, a
complexidade de pensar em
descarbonização nesse sentido. Eh, vou
passar esse slide também, acredito que
seja de conhecimento da maioria aqui,
mas é a explicação dos três escopos. E
aí aqui eu já foco um pouco mais de
quais foram os achados, né? né? Quais
foram os números que surgiram na porta?
E aí na apresentação da Madalena também
eu vou mencionar bastante sua
apresentação, viu, Madalena? Eh, ela
menciona que a lí dos dados e acho que
era os dados do CDP que 90 95%
eh eram os o as informações atreladas no
escopo 3 e no caso da Porto, na verdade,
é 99,94.
Ou seja, praticamente a nossa pegada de
carbono, ela tá no escopo 3 e dentro do
escopo 3, 63% é exatamente a categoria
15. Eh, para mim, acho que não
mencionei, né? Eu fiz a minha carreira
toda na área de sustentabilidade atuando
na economia real. Então, além disso, eu
acho que tem toda uma uma dificuldade e
uma curva de aprendizagem eh tanto da
empresa no uso da metodologia, mas para
mim especificamente, porque acho que é
um universo muito diferente, né? E
assim, a gente fala da questão de
engajamento quando a gente olha pro
escope três, mas existe um engajamento
quando a gente olha o que o que não é
economia real, ele é muito mais complexo
de ser feito.
Eh, aí aqui a gente faz uma separação
num primeiro momento, pensando no
processo de de eh planejamento
estratégico de descarbonização da Porto,
a gente fez um caminho eh e até na
contratação da consultoria, a gente
quase que contratou dois produtos
distintos. Então, a gente contratou um
específico para eh pensar num processo
ou num planejamento estratégico de
descarbonização
pros três escopos e o escopo três,
excluindo a categoria 15, e um outro
produto específico eh só paraa categoria
15. Então aqui os números, né, a gente
foi exatamente olhar quais eram os
hotspots. Então, quando a gente olha
pros três escopos, excluindo a categoria
15, a gente tem um desafio aqui que 61%
das nossas emissões do escopo um, eh, e
imagino que seja a realidade de
praticamente todos aqui, eh, no
encontro, que é utilização de ar
condicionado, eh, e geradores de
geradores, né? O escopo três, o consumo
de energia.
E no nosso caso, eh, e para mim também
uma foi uma surpresa, eh, quando a gente
olha pro scope três, tem a categoria um,
que é a aquisição, né, de bens e
serviços adquiridos. E no nosso caso
aqui, muito especificamente olhando para
compra de peças para reparação de
automóveis sinistrados, mas também a o
uso de combustível da frota, dos
guinchos, das frotas, da frota leve. Só
que quando a gente olha o que de fato no
escopo três, excluindo a categoria 15, é
o mais relevante, é a categoria 11, que
é o uso de produtos eh vendidos. E aí no
nosso caso, muito forte a atuação da
Renova. A gente tem a Renova na Porto e
para quem não conhece, a Renova é uma
unidade de negócio da Porto que a gente
faz eh trabalha a economia circular e a
gente faz a desmontagem de carros
sinistrados.
eh e a venda desses dos itens ali, né,
em boas condições de uso para dar uma
maior vida útil desses desses produtos.
Além de um projeto que a gente tem, de
um de um processo que a gente tem de
economia circular na parte de ramos
elementares, que é a coleta de itens
sinistrados como geladeira,
eh microondas, televisão e assim por
diante, a gente também dá uma uma
tratativa nesses eh nesses bens e
revende esses bens. E aí, eh, e eu me
lembro dessa conversa, inclusive com
Pedro, porque é uma questão eh complexa,
porque, por um lado tem um aspecto
sustentável, que é eu aumentar a vida
útil daquele produto, ao invés de eu
pegar um carro sinistrado, né, e e ele e
a vida útil dele parar por ali,
independente se tem eh peças ali de
ainda em bom estado, eu, na verdade, tô
prolongando a vida, mas a partir do
momento em que eu prolongo a vida, isso
aumenta a minha pegada de carbono quando
eu olho para essa categoria 11. Então
tem assim,
sinceramente, particularmente, para mim
tem um desconforto com relação a essa
categoria 15, porque eu gostaria de
pensar outras formas, inclusive pra
gente poder dar tratativa, que tipo de
cálculo que poderia ser feito,
especificamente quando eu tô falando do
da venda de bens de segunda mão, vamos
assim dizer, tá? Eh, então eu vejo aqui
um desafio com relação ao número, mas eu
também vejo uma oportunidade de melhoria
na metodologia. eh, ainda excluindo a
categoria 15. Então, aqui são os nossos
desafios, né? Utilizar os dados
primários da categoria um. Eh, aqui a
gente utilizou o spend, eh, como que a
gente pode melhorar internamente a nossa
gestão de dados para consequentemente
melhorar aqui eh os nossos números.
eh, especificamente na parte do uso de
combustível, eh, também na categoria um,
eh, utilizar a litragem de combustível,
aproveitando o relacionamento próximo
que a gente tem com os nossos
prestadores de serviço, né, das tanto da
frota de guincho quanto da frota leve.
Eh, e como eu mencionei aqui, a revisão
de premissas adotadas paraa categoria
11.
Eh, quando a gente vai para pro scope
três, eh, aqui tá só a a dimensão, na
verdade, de todas as categorias que
foram eh que foram calculadas e os
números absolutos delas.
Eh, quando a gente vai agora paraa
categoria 15, eh, já tinha mencionado,
né, a nossa categoria 15, ela representa
63% do total das emissões da Porto. Eu
acho que não mencionei, né, a gente a
como a gente fez esse esse estudo ano
passado, a gente utilizou os dados de
2023.
Eh, esses foram os produtos calculados
que bate exatamente com a lista que a
Madalena já tinha mencionado na
apresentação anterior dela, eh, falando
ali da de quais são os ativos, né? E eu
fico bastante contente de que vai vir
uma segunda versão e que provavelmente
vai aumentar a lista desses ativos,
porque é uma das questões que eu coloco
como desafio e oportunidade, né? como
que eh se eu tô pensando numa estratégia
de descarbonização, numa estratégia de
mudanças climáticas, isso tem a ver com
a minha mudança de portfólio, seja uma
mudança incremental, mas seja uma
mudança disruptiva em produtos. Eh, como
que isso vai ser refletido no cálculo,
né?
Eh, e aí aqui os números absolutos e os
percentuais, quando a gente olha paraa
categoria eh 15 específico, então eh
obviamente ACT tem a maior participação
aqui, né, 65%, a seguradora com 30% e o
bank com um pouco menos de de 4%.
Eh,
e é aqui a relação da das emissões eh de
intensidade econômica versus produtos,
não tá na apresentação. Eh, mas a gente
obviamente também a partir do momento
que você faz o cálculo, a gente tem um
resultado daquele score ali com relação
à qualidade dos dados, que também foi
mencionado pela pela Madalena. Uma das
recomendações eh no final do processo eh
pro escopo pro escopo 1, 2 e 3,
excluindo a categoria 15, também foi
contratado no trabalho que a gente fez
com a O Carbon, que a gente tivesse uma
meta de redução e que essa meta de
redução eh minimamente tivesse atrelada
ali ao SBTI.
Eh,
então a gente conseguiu fazer isso para
para para pro escopo três, excluindo a a
categoria 15. Eh, para excluindo a
categoria 15. pra categoria 15, a gente
não necessariamente chegou numa meta de
redução, porque a gente ainda eh vem com
o desafio de entender como vai ser esse
processo de estruturação dessa de
descarbonização.
Mas a recomendação da Cararbon foi que o
Icarbon foi a consultoria que a gente
utilizou nesse nesse processo, foi que
para a categoria 15 o objetivo inicial
fosse a gente melhorar o score eh da
qualidade dos dados. Então, ao invés da
gente ter uma meta específica de redução
das nossas emissões, que a gente tivesse
uma meta atrelada à melhora da qualidade
desses dados. Então, esse é o foco que a
gente tem, pelo menos pros próximos, eh,
pro próximo momento.
Eh, aqui foram as etapas, então a gente
fez toda uma análise aí eu também pego
um pouco da fala inicial do do Pedro
quando ele fala que o objetivo desse
desse encontro aqui é furar bolha. Eh, e
de fato a gente teve que furar muitas
bolhas, né? Acho que eh em vários
momentos ou dependendo do assunto, a
área de sustentabilidade ela fica uma
área eh ela ou ela pode ser uma área uma
área que fica um pouco ilhada, mas para
fazer esse processo foi impossível fazer
este processo sem conversar com muitas
áreas de negócio e de toda a companhia.
Eh, e aí que vieram os desafios, assim,
e o primeiro grande desafio foi ter
acesso a dados, principalmente porque a
gente ia mexer com dados sensíveis,
sejam dados sensíveis do ponto de vista
de cliente, seja do ponto de vista da de
própria inteligência de negócio. Então,
por exemplo, eh, e aí aqui também
resgatando um pouco da fala da da
Madalena, assim, acho que para começar,
dificilmente a gente consegue começar
com uma granularidade eh excepcional de
dados. E esse foi o caso. Então, por
exemplo, paraa gente fazer o cálculo eh
da parte segurada, a gente precisava ter
informação eh por exemplo, de da parte
de seguros de automóveis, né? Então, a
gente precisa ter o dado de qual que é o
bem segurado, eh, qual que é o valor do
prêmio e qual que é o valor do do bem
segurado, né?
Idealmente ter essa informação granular.
Então, primeiro que internamente a gente
já não conseguiu ter muito acesso a
esses dados, assim, foram várias e
várias e várias rodadas de de conversa
com as áreas específicas de gestão de
dados para que a área de tantabilidade
conseguisse ter os dados e mais
complicado ainda que a gente conseguisse
compartilhar isso com uma consultoria.
Então assim, eh, acesso a dado, eu diria
que foi o ponto principal do maior
desafio que a gente teve nesse processo.
Eh, e aí você precisa começar a pensar
de forma criativa como que você consegue
ter minimamente acesso ao dado que seja
factível fazer aquele exercício. Então,
assim, como exemplo eh para vocês, para
essa parte de de cálculo dos das
emissões seguradas de de auto, eh, a
gente teve que fazer todo um compilado
de informações. Então, a gente buscou
dados de veículos que eram similares,
eh, e fez o o fez quase que uma média.
Então, um exemplo, sei lá, vou segurar
um C3, vou vou fazer o cálculo de um C3.
Então eu pego todos os carros eh desse
mesmo desse mesmo modelo, pego o valor
do prêmio desse mesmo modelo e faço uma
média e assim a gente fez para todo o
portfólio. Então acho que assim, eh, de
fato, o um dos maiores desafios foi a
gente ter acesso ao dado e depois pensar
como que a gente ia trabalhar esses
dados. Eh, e aí, obviamente, acho que na
última etapa aqui, que é a análise
desses resultados, é, tudo bem, depois
que que eu faço com isso, né? Aqui
coloquei só como referência o que que a
gente eh vem utilizando, não só do ponto
de vista de dessa primeira parte de
análise, de cálculo e de análise de
dados, mas principalmente eh quais são
os a possibilidades de estratégia,
principalmente pensando em inovação de
portfólio de produtos.
E essa aqui é a maneira em que a gente
vem trabalhando a questão da E aqui tá a
estratégia de descarbonização, mas acho
que eu diria que é mais estratégia de
mudanças climáticas mesmo, porque essa
primeira parte de governança eh tem um,
obviamente importante a gente olhar pra
questão do risco, né? E aí aqui no risco
é incorporar os riscos físicos eh
utilizando as projeções do IPCC. é uma
conversa eh que vem acontecendo alguns
meses já aqui na Porto,
de como a gente começa a utilizar
cenários futuros, mais cenários baseados
ali nas projeções do IPCC de em
diferentes cenários, inclusive, né, de
de aumento de temperatura.
Eh, e o segundo que é garantir a
resiliência operacional e fortalecer a
gestão do nosso portfólio. E aí, como eu
mencionei, o portfólio
eh acho que não só pensar numa inovação
do portfólio incremental, mas
principalmente numa inovação de
portfólio um pouco mais disruptiva.
E aqui é estratégia para oportunidade,
né? acho que mencionar mais uma vez eh
como que eu posso olhar pro meu
portfólio eh, para primeiro oferecer o
cuidado e proteção pensando nas questões
de mudanças climáticas. E aí eu acho que
é uma gestão de risco, não só paraa
empresa, mas também paraos nossos
clientes, porque no final do dia é isso
que a gente oferece para as pessoas, né?
proteção. Quando eu, como eu olho para
as questões de mudanças climáticas,
penso no meu portfólio para oferecer
essas essas eh proteções
eh e com isso dar o apoio ao cliente com
relação a uma
economia de baixo carbono.
Eh, os desafios das nossas emissões
financiadas. Eh, e aí aqui é um pouco do
repetec que eu já falei, né? Ter
disponibilidade e qualidade dos dados.
Eh, obviamente que a grande, uma das
grandes vantagens de fazer parte do do
PCAF e a gente por enquanto ainda não
faz. Então, para fazer esse trabalho, a
gente utilizou os dados que a própria
Oicarbon tem. Então, todos os fatores de
emissão foram utilizados eh por eles,
mas acho que é uma questão importante e
relevante aqui. Eh, acho que um ponto
que eu sempre coloco e a gente já
conversou disso algumas vezes, né,
Madalana, com relação à metodologia em
desenvolvimento. E aqui eu falo não
necessariamente da parte de emissões
financiadas, mas principalmente paraa
parte de emissões eh seguradas, eh tanto
para melhorar eh o meu cálculo e,
portanto, melhorar a minha análise. Mas
quando eu penso no futuro, e eu de fato
gostaria de ter um portfólio que fosse
inclusive eh incorporado produtos e
soluções baseadas na ciência, na na
natureza, mas como que a criação, né, e
o incremento desse portfólio também pode
ser refletido na minha na minha
mensuração da minha pegada de carbono,
né? Se o meu objetivo é reduzir as
minhas emissões seguradas, como que a
partir do momento que eu mudo o meu
portfólio, isso vai ser refletido na
metodologia? Então, acho que eh acho que
é um push novamente que eu coloco da
necessidade que eu vejo da ampliação da
lista de ativos que entra na na
metodologia.
Uma outra questão que a gente eh também
sente é o próprio viés regional. E eu
entendo que novas metodologias eh têm
uma curva de aprendizagem eh da gente
trazer dados mais regionais. Eu acho que
é um processo ainda que está acontecendo
eh na metodologia da PICAF. Eh, e aí no
final das contas é como eu mensuro e
capto eh nas emissões financiadas esse
impacto eh positivo desse desse meu eh
portfólio.
Eh, acho que do que eu tenho de
apresentação,
o material é esse. Tô super disponível
depois paraas paraas perguntas.
Eh, explorei mais a parte de emissões
seguradas para
aprender e escutar um pouco do Artur,
qual é a iniciativa, né, e quais quais
são os cases aí do do bebê e, enfim,
pronta para pra próxima fase. Passo a
palavra para você, Cíntia.
Obrigada, Viviane. Muito bacana conhecer
mais a fundo esse processo de vocês,
porque toda a complexidade, né, que tem
por trás disso, às vezes a gente só vê
lá o relatório final no escopo um,
escopo dois, escopo três, mas tudo que
tem por trás disso. E queria corroborar
com você a fala do desafio dos dados.
aqui no setor bancário não é diferente.
E eu tenho assim eh bato sempre nessa
tecla da importância da da gente
trabalhar com dados de qualidade, porque
como você bem mostrou, a gente faz o
inventário já pensando na estratégia de
descarbonização, tá relacionado com
meta. Então, se eu tenho um inventário,
eu tô olhando onde que tá o meu maior
impacto para trabalhar em cima daquilo,
pra redução do impacto, dos riscos, se
eu mexo no dado de entrada, qualquer um
que seja, né, seja o do meu cliente ou
fator de emissão ou se eu mudo ali da
região, do regional pro global, enfim,
isso dá um impacto no resultado final e
isso pode atrapalhar até o atingimento
das metas. Então, é super importante
essa questão dos dados e a gente
trabalhar junto enquanto setor
financeiro mesmo, porque eh são quase os
mesmos clientes para todo mundo e a
gente depende dos dados deles também.
Então, espero que a gente esteja
conseguindo furar a bolha para o pessoal
eh se engajar e nos ajudar a trabalhar
nessa nesses dados de qualidade, porque
vai fazer total diferença no final.
Maravilha. Obrigada, Viviane. Eu vou
mapeando as perguntas aqui e lá no
finalzinho a gente passa para vocês
responderem também. Agora eu gostaria de
passar a palavra paraa DAFN.
Eh, deixa eu só eh
Tá, Dafne já tá. Dafne, fica à vontade
para compartilhar a sua tela. Se a Dafne
e o Artur vão fazer as próximas
apresentações, mas a gente começa com a
Dafne aqui primeiro.
>> Bom dia a todos. Bom dia a todas. Eh,
primeiramente agradecer eh como todos a
BIMA Febraban, a SEG pelo convite e a
gente poder mostrar assim toda a jornada
que a gente tem feito aqui na BBA STI no
Banco do Brasil. Eh, antes de iniciar
exatamente como tem sido feito, eh, só
dar uma contextualização para aqueles
que não conhecem a BBST. BBST é
subsidiária integral do Banco do Brasil.
Nós temos uma governança independente do
bebê. Por isso que a gente resolveu
nessa fala trazer o que o BB da parte de
banco tem feito e o que a BBAS na parte
de gestão de investimento eh eh tem
feito. A gente tá nessa jornada
climática e de mensuração já faz um
tempo. e dentro de falando de gestão de
fundos de portfólio sustentáveis desde
já tem 20 anos aí de estrada e a gente
vem cada vez mais aprimorando eh nossos
processos e nossos objetivos relação ao
investimento sustentável. Quando a gente
tá falando mesmo de eh eh de cálculo, a
gente começou eh eh as mensurações, na
verdade, entre 2020 e 2021, que foi
quando a gente iniciou o projeto eh de
cálculo para a os copos um e dois a
partir de 2021. E iniciamos também eh em
2022 a parte de compensação do nossos
copos um e dois, só que a gente é uma
gestora de fundos de investimento, uma
gestora de ativos em si. nosso escopunho
dois, como eh foi falado pela Porto, é
relativamente muito baixo. Então, a
gente começou a pensar assim, vamos
mensurar o nosso portfólio, como iremos
mensurar o nosso portfólio e o que que
nós podemos fazer eh entendendo qual é a
nossa pegada de carbono. em 2021,
eh, na verdade em 2023 iniciou-se um
trabalho com outros investidores para a
gente passear nessa jornada. Então, o
que que a gente faz a aqui no BBSET? Ah,
nós temos hoje aqui na casa mais de 1200
fundos. Dentro desses 1200 fundos, nós
temos a maior gama de ativos eh eh
possíveis. Então, nosso portfólio hoje
tá com mais de 1.7 eh trilhão. Já
passamos até, na verdade, disso. Eh,
temos mais de 400 empresas eh no
portfólio, tá? Eh, temos empresas sobre
renda fixa, temos diversos instrumentos.
Então a gente tem aqui na nossa
característica ter na no mesmo portfólio
uma equity de uma mesma companhia e o
débitado
dessa companhia. Então na hora de
mensurar o cálculo, a gente também tem
que fazer a a diferenciação
metodológica, menor de e a fazer
corretamente essa separação para chegar
o cálculo final. Eh, temos muitas
empresas de capital fechado. Isso é um
grande desafio de dado, como foi falado
aqui pra gente, só pelo tamanho e a
diversidade de ativos, a mensuração, a
captura desses dados foi desde o início
eh uma jornada de entendimento, que é o
mais importante. E também temos uma
nossa nossa posição em títulos soberanos
é muito extensa. Então isso também eh
nos traz aí eh
um um uma abrangência na nossa nosso
cálculo de carbono. A gente traz todas
as informações eh vinculadas a clima
dentro da gestão gerencial dos fundos.
eh, não só simplesmente da pegada de
carbono, dos ativos e, né, pra gente
saber como é que é, qual é a emissão de
cada fundo de investimento, a gente
consegue mensurar aqui na casa hoje qual
é a emissão dos mais de 1200 fundos que
a gente tem eh sobre carbono e também
temos um trabalho relacionado ao risco
climático físico de transição, que foi o
tema do do último workshop. Então nem
vou entrar muito nesse mérito, mas a
gente também faz esse cálculo e traz
dentro do portfólio de cada fundo aqui
da gestora. Isso por si só é um grande
desafio, a gente falando sobre a
qualidade dos dados que a gente pode eh
que a gente necessita capturar para
fazer o o cálculo. Então, como é que eh
eh eh dentro desses desafios, a empresa
fechada hoje, né, majoritariamente não
faz o cálculo ainda das suas emissões.
Então, como a Madalena falou aqui, a
gente tem utilizado fator por emissão. a
o fator premissão que a gente utiliza
dentro do setor econômico, a gente
utiliza a base do Kai, tá? Que para
aqueles que não,
que é a base de setor do governo federal
oficial, então a gente faz essa essa
segregação pelo KINAI. Aqui temos mais
um desafio,
eh, porque dentro da própria base do
PICAF de fatores de emissão, eh, existe
uma discussão, eh, entre a
tropicalização
deste fator. Então, isso também foi uma
um ponto que a gente teve que discutir
aqui na casa com a Porto. a gente também
chegou a contratar uma consultoria junto
com o bebê e nessa consultoria a gente
teve e eh alguns entendimentos
sobre a como utilizar esse fator e qual
fator utilizar para o cálculo do nosso
portfólio.
Outro fato pela dificuldade de desafio
aqui pra gente, eh, que nosso portfólio
é muito extenso, mesmo as empresas
abertas, listadas, que que eh relatam,
né, e publicam as suas emissões, há uma
demora no reporte e não há uma
padronização, um prazo para elas para
elas eh eh publicarem seu o relatório de
sustentabilidade, onde geralmente vem
até então porque vai já tem nova
regulamentação que vai meio que padron
onizar isso na até 2026, a partir de
2026, mas então não tem não tem uma
divergência de prazo. Então, se eu
começar a calcular minha minha pegada de
carbônio, as emissões minhas minhas
emissões financiadas eh antes do
primeiro, do segundo semestre, eu tenho
vou ter uma qualidade de dados pior,
porque aqui a gente dá preferência a
utilizar o dado reportado para melhorar
a qualidade do nosso cálculo. Então, a
gente normalmente faz, inicia o nosso
processo a partir do segundo semestre.
Eh, nesse momento que a gente está
falando, a gente tá ainda capturando
dados de 2024 das empresas. Então, o que
eu vou apresentar para vocês aqui
relativo a nossas a a nossas emissões
financiadas são relativas a 20 e 2023.
Ah, e mesmo a gente deixando para o
segundo semestre, o que a gente já tem
percebido esse ano, já estamos em meados
de agosto, vários dados não conseguimos
ainda eh capturar mesmo por forma
automatizada. O que a gente faz aqui é
uma captura inicial automatizada e a
gente vê que a a os provedores eles
ainda não subiram, não carregaram seus
sistemas, por mais que a gente demande
para eles fazerem. E você ter que entrar
relatório a relatório no portfólio que
vai mais de 400 empresas é muito
complicado e demora, né, demanda o
capital eh e eh eh um esforço eh bem bem
elevado e a inconsistência de dados que
também já foi falada e principalmente
quando a gente tá falando em
automatização
de captura de dados. O que acontece que
a gente nós já percebemos aqui que
quando a gente vai capturar vários
provedores que eh eles principalmente
empresas que são holdings e também que
tem matrizes internacionais e nacionais,
eh geralmente o vem o dado eh do
conglomerado da hold e não daquela
unidade específica a no qual tem o
investimento. Então, a gente tem que
fazer ainda após uma captura
automatizada de dados, fazer um pente
fino, digamos assim, para verificar
esses outliers que a gente verificou que
a primeira vez que a gente automatizou
esse processo, a gente tomou um susto
quando veio o número, falei: "Não, tem
alguma coisa muito errada". Foi quando a
gente descobriu que eh que muitos
provedores eles têm colocado as emissões
das holdings e não do da própria empresa
em si. Então, a gente tem que ir lá
manualmente eh fazer essa busca, essa
correção, essa verificação do dado paraa
gente sempre tá buscando melhor eh
qualidade de dado até dentro da própria
metodologia
do PICAF.
Então aqui a gente tem usado a a
capturas automatizadas, o fator, como eu
já expliquei para vocês, a gente dentro
da após esse cálculo, a gente faz,
consegue capturar a emissão e a
intensidade carbônica, que a intensidade
é o a emissão por milhão investido, tá?
Então a gente consegue chegar em em cada
milhão investido, quanto que quilomet
gera de de intensidade carbônica. Então
a gente faz por ativo e também faz por
setor. Por que que a gente faz essas
essa diferenciação de eh de essa essa
média por setor também? pra gente saber
quais quais setores que são mais
importantes pra gente focar numa
estratégia de descarbonização, se for o
caso, ou numa estratégia de engajamento,
que eu vou falar um pouquinho mais à
frente, que é que a BBAS tem utilizado.
Eh, a gente também vê diretamente,
individualmente, quais são os nossos
maiores emissoros emissores e a as a
análise histórica das nossas emissões
que a gente começou a fazer em 2021.
Então, trazendo aqui para vocês o dado
de
20 23 e como eu falei, a gente tá no
processo eh de captura dos dados de
2024. Nossa qualidade de dados eh como a
Madalena falou, foi 2.3 numa num arran
conta desse trabalho eh eh de dar
preferência e ir a dentro da fonte de
emissão primária reportada pela
companhia. Eh, por mais que a gente
tenta tente automatizar, ainda tem esse
trabalho manual que necessita ser feito
e é um desafio. Eh, vou falar para vocês
que a jornada ela
não é fácil, mas não é impossível de ser
feita. a gente tem aqui um um trabalho
forte de tá sempre reportando e sendo
mais claros paraos nossos investidores.
Então dentro do portfólio da BBAST,
fechando o 2023, a gente tem umas coisas
interessantes quando a gente vai fazer
análise das emissões para para fazer um
trabalho melhor e da jornada de
descarbonização.
Eh, nominalmente,
a maior parte do nosso portfólios
vinculados a equity e crédito privado
vem instituições financeiras, representa
mais de 60% do nosso portfólio. Agora,
se a gente for olhar a intensidade
carbônica desse desse segmento,
ela é uma das mais baixas e tem melhor
menor representatividade dentro do
portfólio. Então são empresas que
possivelmente a gente não não precise
neste momento eh dedicar tanto esforço
de um engajamento climático específico.
Agora, se eu pego a indústrias, o
segmento de indústrias de transformação,
indústria estativista, eh já é o oposto,
representa baixo no meu portfólio, eh
tem realmente uma baixa, eh, baixa
percentual nominal, mas é a
uma empresas que tem maior intensidade
carbônica. Então, hoje eu não trouxe
aqui, mas é uma empresa que tem que
representa a maior intensidade carbônica
no meu portfólio é uma empresa de
mineração. Então, a gente sabe que essa
empresa é tem que ser tem que tá no foco
de uma maior aproximação de um
engajamento mais dedicado relacionado a
à mudanças climáticas e à redução e a
descarbonização das suas atividades.
É, a gente faz aqui esse acompanhamento,
como eu falei, varia ano a ano é
a a intensidade. A gente não trabalha
aqui na BBAS de hoje com metas
específicas para de intensidade
carbônica, mas a gente trabalha com
engajamento. hoje na PBAS está na
estratégia corporativa, justamente a
gente tá se engajando cada vez mais com
as companhias para estimulá-las a fazer
um processo de redução de suas emissões
eh eh direcionamento à mudanças
climáticas e outros fatores além desse
também, tá?
Então a gente tem visto uma tendência de
queda do nosso portfólio. Importante eu
falar, como eu comentei que a gente
iniciou esse processo lá em 2020, 2021 e
no começo a gente calculava só para
equity, só para empresas, né, empresas
listadas e fomos evoluindo, fomos
aprendendo, conversando muito com o
PICAF, eh contratamos a consultoria, eh
tivemos também um apoio na a quando
fizemos o nosso primeiro cálculo do time
dos investidores pelo clima.
E a partir de 2020 a gente passou para
outros ativos. Eh, eh, depois fomos só
para debentores e ampliamos debentores
para outros instrumentos de dívida,
porque fazer essa consolidação eh pro
cálculo eh demanda realmente um um uma
capacidade, um um deep drive mais
profundo. Eh, então a gente tem feito eh
essa evolução e acompanhado. É, como eu
comentei, a gente hoje não faz e eh não
temos meta específica para eh redução da
das nossas emissões, mas temos metas de
engajamento para descarbonização.
Eh, fazemos parte, ah, acreditamos assim
realmente institucionalmente que estar
junto à companhias investidas causam um
efeito de eh eh de tração maior do que
simplesmente colocar uma meta. Então,
temos conversado muito com companhias
investidas, eh, não só eh por meio de
engajamentos coletivos. Ao, como somos
signatários do PR, participamos do
climate action 100 Plus, que é um
engajamento justamente com foco em
descarbonização das companhias
investidas, eh, junto com outros
investidores eh internacionais,
institucionais e, eh, e com realmente
representatividade dentro da da dessas
dessas empresas. Eh, somos líderes de
alguns engajamentos e colaborativos de
outros. Também fazemos parte do
engajamento Spring, que não é voltado
especificamente para descarbonização, é
voltado mais para a a natureza, mas que
a descarbonização faz parte desse
processo. Mas independente do
engajamento coletivo, a gente tem feito
com bastante sucesso uma forma de
engajamento para tentar colaborar com as
empresas, eh aprimorar o seu processo de
descarbonização. Temos feito eventos de
mesas redondas voltadas para mudanças
climáticas. Então, juntamos dentro de
uma mesma mesa de discussão empresas de
segmentos diferentes, empresas eh eh com
setores muitas vezes complementares para
discutir quais são os seus maiores
desafios dentro do processo de
descarbonização.
Esse ano já fizemos dois eventos dessa
eh dessa natureza. ano passado que
iniciamos com e tem sim as empresas têm
saído eh eh falando que tem agregado
muito na sua forma de pensar e na forma
de de eh eh ver o possíveis soluções
para uma melhoria do seu processo de
texo de carbonização. Então a BBIS tem
feito essa trajetória. Eu acho que já
dei meu tempinho aqui
para não levar pro chão de orelha. Eh,
toda forma que toda a metodologia que a
gente utiliza, tanto para o cálculo
climático, do risco climático, quanto da
pegada de carbono e todas nossas linhas
de emissões estão disponíveis no
relatório climático da BBAST, que tá lá
no site, no na abinha sustentabilidade.
Aí é só vocês ir lá que vocês vão ter
tudo mais detalhadinho.
Gente, muito obrigada. Acho que eu tô
para não receber puxão de orelha.
>> Muito obrigada, DF. não vai receber pu
orelha porque a apresentação tava ótima.
Então, vale a pena passar uns
minutinhos, não tem problema, a gente a
gente agrupa aqui nas perguntas depois e
vai dar tudo certo. Antes de passar pro
Artur, acho que eu queria fazer dois
comentários também para levar puxão de
orelha, orelha junto com você para usar
o tempo. Mas acho que essa questão dos
desafios que você trouxe, é super
importante deixar isso claro pro
pessoal, que não é fácil, né? vocês têm
mais de 400 clientes, mais de 1 trilhão
investido. Mas eu, como uma pessoa
otimista, gostaria de dizer também que a
gente vê a evolução, né, desses desses
dados, dos inventários. cada ano que
passa isso tá ficando cada vez melhor. E
aí pegando o ponto que você trouxe do
engajamento, que é um trabalho super
importante antes da meta, a gente porque
bancos, gestoras, seguradoras, se os
nossos clientes não forem netir ou não
tiverem engajados, a gente também não
vai conseguir alcançar, porque a gente
depende dessa integração dos dados.
Então, acho que antes de estabelecer
qualquer meta, a gente precisa entender
o momento do nosso cliente, as
maturidades. E é uma jornada longa, até
por conta dessa complexidade toda que
você mostrou. Então, totalmente,
>> podendo complementar, CTI, não é só
relacionado a a um produto, relacionado
a toda a estrutura, toda a um ambiente
de negócio que a gente tá inserido.
>> Exato. Exato. É isso mesmo. Maravilha,
DFN. Eu vou passar pro Artur porque se
deixar a gente fica falando aqui um
monte de coisa também para complementar.
Artur, por favor, fica à vontade para se
apresentar e compartilhar sua tela.
>> Bom dia, pessoal. Só colocar aqui no
modo apresentação.
Acho que já foi. Sou Artur Ferreira, eh,
represento o Banco do Brasil aqui pela
unidade ASG. A gente fica em Brasília,
né? Responsável por toda a atuação e
sustentabilidade do Banco do Brasil, eh,
SA, né? Então, é legal vir trazer essa
essa visão de complementariedade do que
a BBC falou agora, né? A DAFN explicou
muito bem. Eh, queria agradecer, né,
primeiramente, Febraban Bima CNEC pela
oportunidade de trazer eh toda essa essa
nossa atuação em descarbonização. A
minha ideia é trazer um pouco aqui da
complementar, né, aquilo que que já foi
falado, assim, eh, só para demonstrar um
pouco aí da nossa caminhada em
sustentabilidade aí de mais de 40 anos,
né? Vou destacar aqui eh dois passos
importantes aqui que são ali em 21,
quando a gente faz a assinatura da da
Test Force TCFD para Financial Clim
Climate Financial Disclosure, né? E muda
um pouco aqui dentro do banco essa visão
sobre as questões eh da da
descarbonização ou principalmente da
mensuração e a assinatura eh do business
ambition para um grau e meio, que é a
nossa iniciativa de se tornar até 2050.
Eh, e aí são vários itens, né, várias
várias eh eh várias entregas que foram
acontecendo ao longo do tempo, que estão
relacionadas, mas a mais atual aqui, né,
tá no embaixo aqui dentro dos índices e
ratings que a gente participa aqui,
rankings, né, a gente conseguiu obter a
nota a do CDP aí no ano referente a 24,
que é algo novo que a gente não tinha.
Eh, e acho que é vem muito dessa
atuação, a gente já comentou agora sobre
essa essa crescente, né, essa melhoria
que a gente tem. eh desses processos ao
longo do do dos anos. Eh, antes de
entrar um pouco de fato na na
mensuração, queria só passar, né, um
pouco de informação sobre como a gente
eh iniciou essa nossa caminhada, tá?
Antes de de entrar de fato na mensuração
e na descarbonização, de fato, a gente
teve uma preocupação em entender um
pouco melhor o portfólio dentro do Banco
do Brasil. Eh, o portfólio total, um
portfólio trilionário, né, 1.3 trilhão,
mas a gente entendia que existia uma
parte desse portfólio eh que ela tinha
de alguma forma algum tipo de
adicionalidade, seja social, ambiental
ou de fato climática. Eh, a gente criou
dentro do do banco esse esse recorte
onde a gente tem cerca de 390 bilhões eh
de carteira, que é a nossa carteira de
negócio sustentável, que de alguma forma
ela pode contribuir eh com essa questão
climática, com essa questão de
descarbonização. E aí a gente começa a
entender um pouco melhor, né, o
funcionamento dessa carteira,
adicionalidade e tal e tudo mais. Eh,
para alimentar essa carteira, né, a
gente tem aqui dentro como uma
estratégia fazer captações específicas.
Então, a gente não tinha, essa é uma
oportunidade que veio em função, né, de
entender um pouco melhor essas questões
climáticas. Hoje a gente tem um uma um
portfólio de captação específica que
aqui não é só climática, mas de certa
forma ela vai acabar conversando hoje de
35 B, tá? Então, esse é o portfólio eh
que vai alimentar toda aquela carteira
específica que vai me ajudar nesse
processo de descarbonização.
Adicionalmente, né, assim, a gente tem
uma estratégia dentro do banco focada no
mercado de carbono, que ela é dividida
em três grandes frentes. eu vou auxiliar
ali os meus clientes no desenvolvimento
de projetos de carbono, a assessoria e
consultoria para descarbonização, que
ela é super importante, depois lá na
frente eu explico um pouco mais como ela
está nos ajudando nesse processo, e a
própria comercialização de créditos de
carbono. Então isso corre em paralelo,
isso acontece em paralelo aqui pra gente
dentro do banco, eh, junto com esse, com
essa ação, com essa atuação em
descarbonização,
né? Hoje a gente já tem, atingiu aí um
um volume de 762.000 ha preservados. 26
projetos eh de carbono já desenvolvido,
né, o banco auxiliando os clientes a
desenvolver projetos de carbono e cerca
de 3.2 milhões de créditos de carbono a
serem gerados anualmente.
Entrando de fato, tá, eh, no processo de
mensuração, eu acho que aqui foi bem
interessante porque tanto a a Vivi, né,
quanto a Dafne trouxeram os principais
desafios dentro do processo eh de
mensuração. assim, primeiro de todos,
né, assim, eu considero a mesma a mesma
situação, o acesso a dados, apesar da
gente ter esse controle da carteira e
fazer todo esse eh essa gestão
financeira do portfólio, acessar esses
dados específicos, né, de forma
automatizada. Acho que esse é um uma
parte importante também, eh, conseguir
fazer isso de forma automatizada, talvez
seja aqui um dos principais desafios.
Lembrando que a gente vai ter dentro
desse processo de mensuração dados que
são internos, né, dados que vêm já da
das bases de dados Banco do Brasil. E
tem dados que a gente tem que buscar eh
fora, por exemplo, os dados, né, das
empresas listadas, dados de
endividamento e dados de EVIC, que a
gente busca em bases externas e os
próprios inventários de emissões das
empresas. uma boa parte está no registro
público de emissões, mas eu tenho eh
empresas que divulgam de alguma outra
forma dentro do do grupo, dentro do
conglomerado, tal. Então, esses são os
grandes desafios. O que que a gente fez
aqui dentro do dentro do banco, eh, para
poder ajudar, a gente fez no primeiro
recorte, né, essa tela que eu tô
trazendo, ela é específica da categoria
empréstimos corporativos, tá? Do
Business Lowan. Então, a gente fez um
primeiro recorte com empresas com
faturamento acima de R$ 200 milhões
deais. Por quê? Porque aí eu conseguiria
ter eh uma quantidade maior de empresas
com inventários publicados e uma
quantidade maior de informação
disponível, né? Foi exatamente o que a
DAFE trouxe ali como desafio. São as
empresas de capital fechado. Se eu não
tiver essa informação dentro do sistema
do banco, ela não tiver publicada em um
site institucional, fica bem difícil de
conseguir apurar. Então, a gente tem
esse esse primeiro painel, tá, de
mensuração, onde a gente vai trazer ali
uma visão eh das emissões absoluta,
intensidade, uma divisão por setor, eh a
qualidade de dados ali, super
importante, a Daf comentou, né, tava na
explicação eh da Madalena do PICAF
também, a gente atingiu ali um uma
qualidade média de 2.2, que é um dos
focos que a gente tem aqui também. Eh, e
essa divisão setorial que eu acho super
importante, falando um pouco, né, sobre
os compromissos, como eu comentei lá,
né, o nosso compromisso de tornar
netero, ele vem ali através do business
ambition, mas a gente tem uma meta
publicada de redução de 25% eh da
intensidade, né, das emissões dessa
carteira ao longo de 10 anos, com ano
base de 2021. Então, se você olhar aqui
o resultado por ano, 21 23 a 20, 24,
existe uma redução, mas ela ainda não é
eh no nível que a gente espera. Então
isso demonstra que eu preciso, né,
aumentar e melhorar aqui a minha
estratégia de descarbonização. E para
isso eu tenho feito, né, tenho seguido
com eh algumas algumas iniciativas.
Eh,
uma delas, a gente fez adesão agora ao
PCAF, né, de fato se tornou membro do
PECAF eh em 2025, justamente para poder
ter acesso a esses debates de
metodologia, né, participar dos
conselhos, super importante, acesso ao
banco de dados os fatores de emissão,
que aí a partir desse acesso aos fatores
mais amplos, eu vou conseguir também
ampliar a minha carteira e eu não vou
trabalhar mais só com aquelas empresas
que têm o seu registro, o o seu
inventário publicado no registro público
de emissões, né, vou ter uma visão um
pouco eh mais ampla, então foi super
importante para pra gente e a discussão
mesmo da metodologia, né? trouxe muito
isso, eh, como que as iniciativas que eu
venho falando, né, que eu venho tratando
aqui, elas vão sensibilizar eh na minha
mensuração de fato, né, quando eu fizer
ali a minha publicação geral, né, do do
escopo da categoria 15, do escopo 3,
como que isso vai eh tá de fato
sensibilizado. Então, um grande um
grande ganho pra gente aqui para evoluir
com essa mensuração.
Um outro desafio eh da nossa do nosso
portfólio, né, da característica do do
Banco do Brasil, a questão do agro.
Então a gente tinha uma dificuldade
tanto em fatores de emissão quanto
cenários de descarbonização por pro
agro. E aí através da FGV agro, esse
estudo eh foi conduzido com diversos
bancos que têm a carteira agro. a gente
conseguiu eh pelo menos para três eh
culturas, né, soja, milho e pecuária de
corte, eh criar fatores de emissão
tropicalizados e estabelecer curvas, né,
de cenários de descarbonização. Então é
hoje esse estudo é a principal
iniciativa que a gente tem pro agro. Eh,
no passado a gente já fez algumas
algumas projeções de emissões, mas assim
como a Dafne comentou, os números eh se
você não tiver fatores tropicalizados,
cenários tropicalizados, os números
ficam altíssimos, né? né? E não tem como
a gente seguir conquar lá. Então isso
super importante pra gente poder
conseguir evoluir paraa mensuração eh de
emissões de gás de efeito estufa do agro
especificamente.
E eh voltando um pouco na categoria
empréstimos corporativos, né? Esse aqui
é um exemplo eh da Petrobras hoje tá ali
dentre os nossos maiores emissores, né?
Então, eu cheguei num num momento que eu
ficaria difícil eu seguir com alguma
meta de descarbonização eh e continuar
emprestando para para setores de óleo e
gás. Então, a gente conseguiu eh de
certa forma prestar essa sorbonização em
conjunto com a Petrobras para poder
fazer uma uma reclassificação dessas
operações para que elas fossem
vinculadas a compromissos de transição
energética, preservação de
biodiversidade e redução de emissões de
GE de fato, tá? Tá? Então, a partir daí,
eh, eu tenho, de certa forma, eu vou
contribuir paraa redução da própria
Petrobras, tá? Eu continuo financiando,
existe a possibilidade de eu continuar
financiando e faço uma espécie de
reclassificação dessa operação. Esse
esse documento ele vai ser publicado
logo em breve, né? Mas ele vai trazer
ele de certa forma eh ele de certa forma
ele ficou como um sustenability Linked
lowa, né? Um empréstimo vinculado a
metas ESG. Aqui estão alguns tipos são
os exemplos das metas de carbonização
que a gente colocou. Eh, mas a Vivi
trouxe muito bem isso ali dentro dos
desafios, né? Como que eh tudo isso que
a gente vai fazendo, essa
reclassificação das operações, ela vai
sensibilizar eh naquela minha mensuração
dos empréstimos corporativos, tá? Então,
acho que é uma forma assim eh buscando
aqui, pensando um pouco como agregar,
tá? assim, a gente corrobora com aquilo
que já foi comentado pela pelos colegas,
mas o ideal é que a gente eh busque uma
forma, né, eh de ampliar essa essa
atuação que não seja simplesmente eh um
desinvestimento, né, igual a gente já
viu por aí em algumas eh sugestões, né,
da própria própria CSB e Targ
Iniciativa, ela em algumas diretrizes
ela ela indica que a gente faça um
desinvestimento em Olga e a gente sabe
que a realidade eh no no país aqui é bem
difícil para poder conseguir fazer esse
esse desinvestimento. E por fim, só para
poder comentar um outro caso que também
vem dentro desse assessoria de
descarbonização, caso da Veracel, onde a
gente conseguiu também da mesma forma
conectar, né, uma empresa que já tem uma
atuação eh já positiva, né, assim, ela
já tem ali dentro da sua atividade um um
viés de remoção. Eh, e assim, a gente
conseguiu conectar o financiamento
direto com com
essa atividade, eh, já trazendo manejo
florestal, substituição de combustíveis,
né, a própria bioeconomia, restauração
ambiental, justamente para poder trazer
esse impacto ali, né, positivo, né, como
que eu consigo reduzir as emissões e
continuar emprestando, sempre focado
aqui na na intensidade. É, mas era essa.
Só queria passar rapidamente assim, a
visão aqui é mais para trazer umas
oportunidades de eh descarbonização
mesmo, focada um pouco mais na
estratégia, né? Assim, como eu disse,
sobre as dificuldades, a a Ctia comentou
que é bom a gente deixar bem claro isso.
Assente gente corrobora com o que já foi
falado, né? a o desafio da obtenção dos
dados, eu acho que esse é um dos pontos
principais aqui, eh principalmente para
aquelas empresas de capital fechado que
não tem nenhum tipo de publicação, eh,
em site institucional, onde a gente não
consegue, eh, né, obter essa informação,
seja ali do, né, do endividamento, seja
ali do capital social, do EVIC, como eh
também não vai possuir. Então, isso isso
é um dos desafios e aquelas empresas que
não têm eh os seus inventários
publicados, tá? Então, eh, são as as
mesmas as mesmas dificuldades. A gente
colocou assim, eu acho que a gente
precisa começar, né, a dica que se eu
puder colocar um, né, uma dica assim, um
para para quem tá assistindo a gente, é,
é começar por uma pequena parte, que foi
o que a gente fez ali, buscar dentro,
entender o portfólio, buscar dentro do
do portfólio aonde a gente tem dados eh
com mais confiabilidade, né, dados que
estão ali mais de fácil apuração. E a
partir desse aprendizado, eh, seguindo,
claro, né, toda a metodologia ali do PK,
foi a partir desse aprendizado e
evoluindo o portfólio, tá? Eh, mas era
essa, sim, era mesmo só para
complementar um pouco do que eh a Dafne
já trouxe aqui sobre o nosso portfólio
aqui no no Banco do Brasil. Volto para
você, Cíntia. Obrigado.
>> Obrigada, Artur. Excelente apresentação.
Eh, eu gostei muito que você trouxe o
exemplo da Petrobras nessa parte do
engajamento, da estratégia de
descarbonização, porque eu concordo 100%
com o que você falou. A nossa realidade
brasileira é diferente. Então, a gente
não pode simplesmente
eh parar de investir em determinados
setores. Tem que ser uma jornada de
longo prazo, tem que ter um olhar mais
cuidadoso para tudo isso. Então, eu
gostei que você trouxe esse exemplo
porque mostra exatamente isso. a gente
fala muito aqui, né, na Febraban, você
sabe, a quando todo que todas as
iniciativas que a gente faz olhando para
essa questão eh de riscos
socioambientais, mudanças climáticas,
sustentabilidade em geral, é pensando em
como que a gente traz o cliente junto. A
gente não quer deixar ninguém para trás,
a gente quer que a economia como um todo
se transforme. E a nossa realidade
brasileira exige isso mesmo. Então,
diversas metodologias que temos por aí,
às vezes é um pouquinho mais radical no
sentido de desinvestimento em certos
setores, mas eu acho importante a gente
trazer isso pro público também para
saber que tem caminhos, né, que não
precisa virar a página, que a transição
não vai ser do dia paraa noite. A gente
precisa ir com mais calma nesse
processo. Muito legal, pessoal.
Excelentes as apresentações. Gostei das
quatro. que eu aprendi bastante com
vocês, tenho certeza que o público
também. Antes da gente entrar aqui nas
perguntas, eu vou dar três recadinhos
muito rápidos aqui. Primeiro, né, em
teoria a gente tem 3 minutinhos para
terminar. A previsão é sempre até 11:30,
mas a gente deixa na agenda uma
gordurinha de tempo, justamente para não
precisar fazer as perguntas correndo,
para que a gente consiga explorar com
calma. Então, quem puder, fiquem com a
gente aqui nos próximos minutos que a
gente já vai passar pelas perguntas. E
eu gostaria de pedir para vocês
participarem da nossa pesquisa de
satisfação. O link tá aí no chat, é
muito importante pra gente saber o que
que tá dando certo, o que que a gente
pode melhorar. A gente ainda tem mais
dois workshops pela frente, então que
vocês puderem dar de sugestões de
melhorias vão ser muito bem-vindos. a
gente vai tentar absorver por aqui. E já
aproveito para falar do próximo workshop
que é no dia 10 de setembro. O link de
inscrição também já tá disponível, a
gente vai fazer as comunicações para
facilitar e o tema vai ser governança
para tomada de decisão. Então já deixem
aí na agenda de vocês para participar
com a gente.
Agora indo pras perguntas, eh,
principalmente pra Madalena, que eu
acho, eu assim, na minha visão, as
perguntas foram chegando enquanto ela
tava apresentando mais ali no começo,
mas eu acho que algumas até foram
respondidas de certa forma, conforme o
pessoal foi apresentando os casos, dando
os exemplos, mas eu vou entrar aqui nas
perguntinhas que eu acho que que sempre
vale a pena, né, detalhar. Adalena, a
primeira pergunta é com relação à
questão do escopo dois. Eh, a Jéssica
pergunta aqui se muitas companhias
reportam o escopo dois com base em
localização e com base na escolha de
compra. E muitas vezes essa escolha de
compra é zero, né? vem zerado ali no
inventário por conta da das compensações
e e depende do do processo da empresa.
Então ela pergunta assim: "Qual dado
devemos usar para calcular as emissões
financiadas? Escopo dois, com base em
localização ou com base em escolha de
compra? Eu
acho ótima pergunta e uma que recebemos
várias vezes. Dentro da PICF, nós não
temos uma recomendação, não dizemos que
é utilizar uma ou outra. A única coisa
que nós pedimos é transparência. E
quando fazem o report dizer, utilizi com
base em localização ou com base na
compra.
E eu acho que acaba um bocadinho a
instituição entender
primeiro também se calhar ver um
bocadinho o report dos outros, que tipo
de emissões é que costumam ser
incluídas. Eu de memória não sei
especificamente no Brasil qual costuma
ser incluída
e ver também a divulgação da empresa.
Eu, claro que argumentos
hã para cada um, né? base, eu acho que
em localização acaba por ser mais
comparável, mais consistente, mas claro,
base em compra reflete um bocadinho mais
esses esforços da empresa,
contratos de energia renovável, etc, e
esses esforços de descarbonização.
Hum, por isso nós na PICF não dizemos um
ou outro. A empresa pode ter essa
discussão internamente e decidir qual de
utilizar e apenas ser transparente na na
qual for escolhida.
Perfeito.
A próxima pergunta também para você,
Madalena, toda essa essas dúvidas, né,
do que que a gente considera. Então,
Aron pergunta assim: quando uma empresa
ou produção rural, por exemplo, possui
suas próprias emissões já calculadas e
publicadas utilizando framework
internacional e auditado na metodologia
do PICAF, também está previsto que o
banco ou seguradora acate as emissões
relatadas pelo cliente, invés de usar eh
os fatores globais e números globais de
emissões do setor. Não sei se ficou
claro, eu posso falar mais devagarzinho
também.
>> Sim.
eu, pelo que eu entendo, tá a perguntar
se deve ser utilizada as emissões
reportadas do cliente versus os fatores
de emissão, certo?
>> Sim,
>> eu acho que sim, do lado da PICF, a
preferência é sempre utilizar as
emissões reportadas do cliente. É quando
eu mostrei aquela lista, o score mais
alto, né? qualidade mais alta de dados
seria reportadas e auditadas do cliente.
Hum,
por isso, se disponível, sempre utilizar
esse tipo de informação e se não houver,
então aí é que usamos os fatores de
emissão e usamos estimativas.
>> Sim, tem tudo isso o que a gente foi
falando, por isso que eu até comentei
que acho que algumas foram respondidas,
porque tem tudo essa questão da
qualidade do dado, qual que você vai
usar, como que você vai escolher. que
acho que nos exemplos do pessoal passou
um pouquinho por isso. E tem uma aqui
que eu acho boa, eh, porque ela parece
que é óbvia, direta, fácil assim de
entender, mas, mas não. Então, acho
legal esclarecer pro pessoal. Eh, a
Natália pergunta,
Madalena parabeniza também, e
consideramos o escopo três das empresas
financiadas ou seguradas, bem direto
assim.
Hum, aqui eu acho que depende de caso a
caso, porque quando olhamos para a
standndar da PICAF e a metodologia,
certas classes de ativos, hh, por
exemplo, ações listadas e títulos
corporativos,
hh, o requisito é a partir de 2025, ou
seja, agora já é aplicável. incluir
escopo 1, dois e três do cliente,
por isso já incluir todas as emissões.
Para outras classes de ativos, temos a
noção que esse tipo de informação é
muito mais difícil de obter. Por
exemplo, hipotéticas.
O requito é o dar o escopo um e dois
quando calculo as minhas emissões
financiadas.
E se tiver acesso a essa formação, posso
utilizar scope 3. É mais difícil, mas
não é necessário.
Por isso, depende de caso a caso, né?
A recomendação seria ler o standard e as
classes ativos que são relevantes para a
instituição, porque eu acho está
bastante claro e pela linguagem nós
dizemos o shal e o shoot, né? Shal tem
que incluir essas emissões, é, pode
incluir. Hum, por isso, sim, depende um
bocadinho essa inclusão.
>> Maravilha. Tem outra aqui que eu acho
que passa um pouquinho por essa questão
da escolha do que utilizar. Eh, a
pergunta da Fernanda
a respeito das emissões de GE, gases de
efeito estufa reportadas pelas empresas,
seria um dado público? Se não, é
possível consultar essa base de emissões
médias por tipo de atividade comercial
em algum lugar para efetuar esse
cálculo? É boa.
>> Uhum.
H, sim, eu diria que a maioria dos casos
é uma divulgação pública, né, nos
relatórios anuais ou de sustentabilidade
que a empresa divulga as emissões ou por
exemplo no com o CDP, né, nestas bases
de dados divulgam a informação. Hum, eu
acho que se calhar também possível por
discussões internas obter essa
informação, né? diria que se calhar há
muitas empresas que fazem a medição, mas
não divulgam publicamente.
E ter esse essa conversa interna com os
meus clientes, se calhar a possibilidade
de eu ter acesso à informação, mas
maioria dos casos eu diria pública. Hum,
em termos da base de dados para obter
essa informação,
por exemplo, a a PF database que eu
falei, nós temos estesos fatores todos
de emissão, mas é tudo baseado em
informação pública e em fontes públicas.
Nós, claro que fazemos um bocadinho de
tratamento dos dados e análise,
mas a informação que também é pública,
por exemplo, fatores económicos que que
foi perguntado especificamente, nós
usamos a Exile Base, que é uma fonte
pública, qualquer pessoa pode aceder e
utilizar os fatores de emissão.
Por isso, sim, nós temos a nossa
database baseada em fontes públicas.
>> Maravilha, Madalina.
Eh, a gente tem, passamos aqui 5
minutinhos. Vou pedir ajuda para os meus
colegas organizadores.
Será que a gente pode fazer uma última
perguntinha aqui ou
melhor já encerrar? Qual que que vocês
sugerem, Amanda?
>> Vamos lá pra última, então, Cíntia.
>> Tá, vou pra última que for foi chegando
aqui no no chat. Eu fui ficando de olho
enquanto você estava comentando, mas eu
vou pegar aqui a pergunta do Afonso que
ele faz para Dafne, porque aí a gente
muda também um pouquinho.
Dafne, ele fala dos desafios e pergunta:
"Quais iniciativas de automações vocês
já identificaram que permite a
consolidação desses dados sem que a
qualidade se reduza tanto?" Assim,
a busca automatizada dentro dos
provedores ou por IA dentro dos
relatórios é uma possibilidade. O que a
gente verificou usando os provedores
disponíveis, a gente tem aqui dois
provedores contratados, os dois maiores
eh eh eh
que que o mercado financeiro utiliza. E
a gente dentro dessa automatização a
gente verificou essa
eh outliers na captura, principalmente
empresas de holding, como eu comentei,
mas ferramentas de dia que buscam
diretamente nos relatórios são eh eh
verificamos também algumas empresas,
alguns provedores que têm feito um bom
trabalho em relação a isso. Nós ainda
não estamos utilizando a IA para essa
captura. eh eh pode ser um um solução
futura eh dentro dos próprios reports.
Tivemos recentemente até uma uma
experiência, fazendo um teste e eh os
utilizando a inteligência artificial, só
que aí verificamos ainda eh eh possíveis
melhorias
que a
esse o o olhar manual, olhar humano,
ainda conseguiu separar um pouco. Mas é
é é são ferramentas, a busca
automatizada, a utilização de acho que
vai ser realmente a solução, mas
até antes ainda a solução ficar mais eh
eh robusta,
as empresas têm que reportar mais. E aí
aí as empresas reportarem, as empresas
reportando vai possibilitar novas
ferramentas.
>> Perfeito, DF. Obrigada, pessoal. Foram
chegando outras perguntinhas aqui bem
bem pro lado mais técnico mesmo, que
mostra, né, que esse assunto a gente
ainda tem bastante coisa para discutir,
para evoluir. A gente já começa a pensar
aqui nos próximos workshops como
endereçar também. Aqui do lado da
Febraban, o pessoal perguntou sobre as
iniciativas. A gente tem um grupo de
trabalho que trata especificamente sobre
isso, interage com o PICAF também. A
gente tá tentando criar uma base de
dados setorial pros nossos associados
para que todo mundo tenha acesso, né?
Não só quem já tá mais maduro, mas as as
instituições menores também, uma
ferramenta de cálculo e uma trilha de
capacitação específica nesse tema. Acho
legal comentar porque tem bastante banco
participando e qualquer dúvida que vocês
tiverem podem me procurar pra gente
aprofundar nesse tema. E a gente sempre
engaja também tanto com PECAF como com
AMBIMCEN segue para ter essa discussão
de forma setorial. O tempo todo a gente
tá pensando formas de atuação conjunta
para o setor como um todo. Mas eu queria
agradecer muito a participação de vocês
que puderam estar com a gente essa manhã
e principalmente um agradecimento
especial para os nossos palestrantes de
hoje. As apresentações foram excelentes,
pessoal. Parabéns e muito obrigada. Até
a próxima.
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