Financiamento climático: produtos e serviços | Jornada rumo à COP 30
Sumário Regulatório
As oportunidades que a transição para uma economia de baixo carbono está gerando para o mercado financeiro e de capitais estão em pauta neste workshop da Jornada rumo à COP30, iniciativa da Anbima em parceria com a Febraban e a CNseg. O encontro aborda como o setor financeiro pode desenvolver soluções alinhadas às necessidades da transição climática, com foco em produtos bancários, seguros e investimentos. Participam Denise Hills (Rede ANBIMA de Sustentabilidade), Fabiana Costa (Bradesco), Nabil Kadri (BNDES) e Gustavo Pinheiro (Grupo Triê).
Transcrição e Conteúdo
Primeiro, bom dia a todos, todas e todes, tá? Boas-vindas a quem tá aqui, né, ouvindo hoje essas horas em que a gente vai ter assim um dos últimos workshops dessa trilha. Então, eu queria aproveitar para para falar que este é o quinto workshop da trilha de capacitação da jornada Rumo à COP 30. a gente vai ter uma dinâmica de painéis, apresentações e de caso. Então, primeiro a g...
todes, tá? Boas-vindas a quem tá aqui,
né, ouvindo hoje essas horas em que a
gente vai ter assim um dos últimos
workshops dessa trilha. Então, eu queria
aproveitar para para falar que este é o
quinto workshop da trilha de capacitação
da jornada Rumo à COP 30. a gente vai
ter uma dinâmica de painéis,
apresentações e de caso. Então, primeiro
a gente vai ter uma pílula de
conhecimento, né, explicando o tema, né,
do que a gente vai ter aqui no workshop,
falando um pouco de como vai funcionar.
Eh, no final, né, logo depois a gente
tem casos práticos, né, a gente vai ter
dois casos práticos e sim a gente vai
ter também eh um espaço eh pra gente
fazer perguntas, tá? Eu, para quem não
me conhece, eu sou a Denise Rios. Eu
tenho orgulho de estar aqui junto a BIMA
como membro da rede eh de
sustentabilidade,
tenho trabalhado aí nos últimos anos
nessa agenda de finanças e fico muito
feliz da gente tá aqui discutindo essa
jornada rumo a COP 30, tá? Eh, um
recados técnicos, tá? Durante o evento,
as perguntas podem ser feitas aqui pelo
chat, tá? Deve ser eh no dia a dia, elas
elas vão ser agrupadas, tá? ao longo do
processo para serem respondida na ordem
de chegada, tá? O workshop, como vocês
podem ver, tá sendo gravado, tá? Eh, e o
grande objetivo é que cada vez mais a
gente possa, né, disseminar esse
conhecimento e engajar cada vez mais as
instituições e os participantes nessa
que é uma das melhores e mais
importantes discussões da COP, tá?
Então, passado essa primeira abertura,
eu queria aproveitar para convidar os
participantes. Então, vou confirmar eh
vou falar um por um na ordem e pedir
para que vocês rapidamente, né, por
cerca de 2 minutos, apresentem a sua
instituição e os principais desafios. E
vou começar então pela CNEG, né? Depois
chamo a Febraban e aima para que a gente
possa aqui iniciar eh a nossa conversa
no workshop. Então eu queria passar a
palavra pro Pedro Vernec paraa abertura
em nome da CSEG.
>> Olá, bom dia, pessoal. Eh, em nome da
CSEG, eu queria eh agradecer aqui esse
esse chamado para ação da Ambima, né,
junto dessa trilha de capacitação que,
especialmente nesse ano se faz super
relevante, né? O o sistema financeiro é
o denominador comum para endereçar eh
muitas práticas socioambientais
responsáveis na economia real. Então,
quando a gente foi provocado para esse
para paraa necessidade dessa dessa
capacitação, dessa trilha de
conhecimento, a gente viu muito valor e
logo a gente pulou dentro. Eh, aqui
especificamente para o setor de seguros,
pensando um pouco aí em desafios na na
provocação da da Denise, eh eu acho que
vai muito no sentido de olhar essa
agenda para além de um olhar de riscos,
né, como também uma agenda de
oportunidade. é uma visão que a gente
tem tentado trabalhar aqui junto à
nossas associadas, né, o seguro, além de
ser duramente impactado, né, porque a
gente assume riscos de empresas,
governos e pessoas físicas, então eh
eventualmente os riscos aqui eles estão
expostos, é o risco que a gente tá
exposto, né? Então, eventos climáticos
extremos e todo o agravamento de riscos
sociais, por exemplo, que é agravado,
né, com com processo de mudanças
climáticas, acaba eh encejando aqui, né,
no nas operações do nosso setor, mas
também o setor, né, como sendo uma
alavanca, né, como sendo um instrumento
capaz e fundamental para esse processo
de transição, né? Acho que por três
esferas principais. E aí aqui eu eu
depois passo a palavra aqui aos meus
colegas. O principal é o viés de
proteção. Então, a resiliência que o
setor garante ao proteger proteger
pessoas, governos, empresas contra
riscos de diversas naturezas. O segundo
é um papel de viabilizar investimentos,
né, e reduzir o custo de capital para
alguns setores críticos da economia,
algumas reformas, né, nesse processo de
transição, né, para economia de baixo
carbono, exigem eh tecnologias de ponta,
exigem novos processos. Muitas vezes
esses riscos são percebidos como altos
riscos, né, de instruções financeiras.
Então o seguro ele amortiza, né, esses
riscos tantos a nível de operação e
consegue viabilizar investimento nesses
setores críticos, né? E o terceiro ponto
que eu acho que e em linha com o desafio
também é um tem sido eh um dos
principais aqui em nome do do setor
todo, é o de induzir práticas
sustentáveis via estratégias de gestão
de risco e de subscrição. Então,
eventualmente privilegiar práticas
sustentáveis, né, seja via eventualmente
algum algum benefício, né, da
seguradora, eh, ou da instituição, né,
para para os seus segurados e paraa
sociedade como um modo de privilegiar
esse esse esse comportamento, né,
entendendo que no longo prazo ele reduz
o risco que a seguradora vai assumir,
né? Então, eh, nessa tríade que a gente
vem baseada na nossa narrativa, né, da
da do papel da agenda do setor no clima
e a partir desses desafios que a gente
tenta sempre eh endereçar aqui, né,
junto a aos a diversos parceiros, tá
bom? Então, é um prazer estar aqui hoje
e vamos pr pra penúltima, pessoal. Passo
a palavra aí eh pro próximo colega.
>> Obrigada, Pedro. Então, parabéns. É
exatamente isso que a gente espera ver
aqui hoje, né? A contribuição aí de
todos os setores. E queria aproveitar,
né, passar a palavra pra Cíntia Sespe da
Febraban para trazer aí o desafio com o
olhar dos bancos, né, o olhar do setor
financeiro, mas o olhar do
financiamento, do crédito, da
mobilização de capital. Cíntia, por
favor.
>> Obrigada, Denise. Bom dia a todos e
todas. Eu sou a Cíntia Céspedes, gerente
de sustentabilidade aqui na Febrab. E em
nome da Febraban, primeiramente, eu
gostaria de agradecer a todos os
participantes no nosso quinto workshop e
um agradecimento especial para os nossos
palestrantes aqui, que estão
contribuindo demais com todo esse
conhecimento.
Eh, quando a gente fala, né, da questão
de riscos, a o setor bancário já olha
para isso há vários anos e cada vez mais
a gente tem trabalhado também na agenda
com olhar de oportunidades. a gente tem
eh buscado diversas frentes para que eh
todo esse esse tema de financiamento
climático vire de fato uma agenda de
negócio também, porque como Pedro bem
colocou, quando a gente olha com esse
olhar de oportunidades, a gente acaba
evitando outros riscos lá na frente.
Então acho que teve já muitos esforços
para que os riscos fossem entendidos,
compreendidos, minimizados, para que
eles não se materializem. E agora a
gente tá nesse momento de poder olhar
também com esse olhar de oportunidade,
direcionar recurso para que as coisas
possam de fato entrar na nossa década de
ação, na na nas etapas de implementação.
E acho que o nosso setor tem um papel
fundamental, né, nesse nesse nesse tema
também. Então, desejo a vocês um ótimo
evento, pessoal que tá aqui para
compartilhar conhecimento. É muito bom
no que eles têm para trazer, então vai
ser ótimo. Desejo um ótimo aprendizado
para todos.
>> Obrigada, Cíntia. Eh, e é muito bom,
queria aproveitar para para ressaltar,
né, a importância da gente ver, né, três
organizações como essa, super
importantes e relevantes do setor,
trabalhando juntas, né, nesse tema de
financiamento climático e compartilhando
conhecimento com todos nós aqui hoje,
tá? Então queria aproveitar passar a
palavra pra Amanda Bulamac em nome da
BIMA para trazer tanto a voz quanto a
visão da Bima em patrocinar aqui essa
iniciativa.
>> Tá no mudo. Tá no mudo. Amanda,
>> desculpa, gente. Denise, obrigada.
Primeiro, né? É uma honra contar contigo
eh como líder da rede de Ambima de
Sustentabilidade. Acho que eu não quero
me repetir ao que o Pedro e a Cíntnia já
trouxeram, né? É óbvio que a gente tem
desafios e e mecanismos diferentes em
nas diferentes esferas de atuação aqui
no mercado financeiro, mas de fato é uma
agenda de oportunidade aqui que a gente
tem visto. E esse é um um dos workshops
que que
são muito que é muito importante, né,
que é o de produtos e serviços. Eh, a
gente tem hoje o Brasil tem eh visto
como um papel estratégico, né, global na
transição e a gente tem uma janela de
oportunidades no mercado de capitais e
no mercado financeiro como um todo, eh,
para olhar com o financiamento climático
como um drive de crescimento para para
esse mercado aqui no Brasil. Então, a
gente tem hoje um mercado de capitais
que é sólido, que é robusto, com
diversos instrumentos que que já estão
aí, né, e que podem financiar essa
transição que a gente precisa. E eu acho
que é um pouco do que a gente tá aqui
para ver, né? Como que a gente olha para
esses desafios, essas NDCs, esses
compromissos e como que a gente
transforma isso em oportunidade de
financiamento eh pro mercado de
capitais, oportunidades inseguros,
oportunidades, né, em serviços
bancários. Então eu não queria me
alongar muito, só agradecer a CNEG, a
Febraban também pela parceria, né, na
realização,
a UNEPFID, FR, Pacto Global, pelo apoio,
né, todo suporte, o grupo Triê hoje,
todos os palestrantes Bradesco e BNDS
e também o apoio institucional da BVCAP,
da B3, da AMEC, pra gente colocar. Eu
acho que é tudo isso em prático. Acho
que a gente só consegue fazer, né, algo
relevante se a gente vai junto e somos
expostos. Então de não queria me
alongar, mas não. Vamos pro conteúdo.
Vamos lá. Mas eu vou aproveitar para
reforçar, então assim para para todo
mundo que tá nos ouvindo, eu acho que é
um momento muito importante a gente ver
todas essas associações, todas essas
redes do setor financeiro aqui juntas,
né, pra gente não só eh ter essa pílula,
esse momento de conhecimento do que de
fato, né, são finanças climáticas, quais
são os principais desafios e como isso
se materializa. Acho que todos vocês
trouxeram de alguma forma como é que
esse ele se materializa em evolução, em
adaptação, em criação de produtos e até,
né, num olhar de risco, mas num olhar de
risco para entender como a gente corre
esses riscos, como é que a gente
trabalha para mitigar, tá, os impactos
mais negativos, as questões mais
desafiadoras e se move eh a em direção a
novos produtos, a novas alternativas
para dar conta, inclusive dessa nova
nova realidade, que é o impacto das
mudanças do clima, não só na sociedade,
mas também por reflexo na economia, no
sistema financeiro como um todo. Então,
vou aproveitar para passar a palavra pro
Gustavo Pinheiro do grupo Trier. Vou
fazer aqui uma entrada de que eu conheço
o Gustavo há muitos anos, uma das
maiores referências nesse assunto.
Então, se vocês quiserem saber, né,
detalhes e assim conhecer profundamente
toda a jornada de desenvolvimento
inclusive desse tema, o Gustavo é uma
pessoa para seguir, tá? Então, Gustavo,
queria passar a palavra para você.
Eh, Gustavo vai fazer uma fala inicial,
né, contemporizando e trazendo tudo que
significa esse tema hoje no mercado e
logo depois a gente vai passar eh pra
conversa dos cases. Lembrando que se
vocês tiverem perguntas, já tiverem
dúvidas, questões que vocês queiram
trazer durante a apresentação, o chat já
tá aberto para isso, tá bom, Gustavo?
Fique à vontade.
>> Obrigado, Denise. Eh, obrigado a todos,
a todos. Eh, só para eu posso
compartilhar minha tela daqui. Perfeito.
Não, legal, gente. Ah, deixa eu só
carregar aqui a
apresentação
e ver se vocês conseguem
vê-las daí.
Vocês
estão conseguindo ver
>> a tela cheia?
>> Sim, Gustavo.
>> Perfeito. Bom, vamos lá. Vamos ver se eu
consigo passar os slides aqui.
Então, gente, bom, super, né? Obrigado
aí. Bom dia a todos, a todas. Eu tô
impressionado aqui pela quantidade de
participantes.
E quando Tomás e Denise me falaram dessa
desse workshop, desses workshops, né,
que é uma série eh longa, né, de de
workshops ao longo do do ano todo, né,
que nós estamos hoje aí no
quinto, né, financiamento climático.
Ah, eu eu achei muito interessante, acho
que é super oportuno, obviamente, em
função da COP, ah, mas mais do que em
função só da COP, né? Acho que a gente
tá aqui para falar de uma questão que é
chave ã para como o mercado financeiro
vai se desenvolver ao longo desse
século, né? A gente já tá aí chegando no
primeiro quarto do século, mas a gente
ainda tem 3/4 desse século, onde esse
tema
mais e mais importância, assim como a a
crise climática não vai embora, né,
enquanto a gente não resolvê-la, ela só
vai ganhar mais mais relevância
conforme, enfim, riscos vão se
materializando, né, as coisas vão vão
efetivamente ah acontecendo,
ah, e não tem como fugir, né, né? Ah,
não tem como a gente fugir dessa agenda.
Ah, eu acho que a gente vai caminhar
para esse panorama global, né, até os
esses riscos que hoje ainda são
ignorados ah, por muitos atores, ainda
que a gente, né, tenha esteja correndo
atrás de de entender os riscos de
precificá-los, de manejá-los. Ah, eh,
mas vocês vão ver um pouco aí ao longo
da minha apresentação, que a gente ainda
tá distante, né, de de conseguir lidar
com eles na na sua totalidade,
ã, por diversas razões, inclusive por
lacunas, né, lacunas de coisas que a
gente ainda não sabe. Ah,
como aqui vocês estão, né, tratando
principalmente de produtos serviços,
acho que é importante a gente trazer um
pouco, talvez até de conceitualização
sobre financiamento climático, né?
Ah, financiamento climático, primeiro,
acho que vale a pena destacar, ele não é
filantropia,
né? Ah, ele tem também a dimensão, né,
da filantropia, mas ele é muito mais do
que isso, né? Eles são, a gente
classifica como financiamento climático
tudo aquilo que todos os recursos, né?
Ah, que a gente destina para enfrentar a
mudança do clima privados, públicos, né?
Tanto globais quanto locais. e que são
essenciais para diminuir emissões, né,
de gás de fo, estufa, agenda que a gente
chama de mitigação para viabilizar
adaptação, né, aumentar resiliência aos
impactos da mudança do clima,
fundamental para impulsionar a
velocidade e direção da transição.
Ah, e e o Brasil, particularmente, tem
um papel estratégico na transição, entre
outras coisas, porque pro Brasil,
diferentemente de das maior parte das
grandes economias, é uma oportunidade,
uma oportunidade de ã de ganho de
produtividade, uma oportunidade de
aumento de competitividade relativa, né,
a a outros países do mundo.
E e sendo, né, a presidência da COP 30
esse ano, a gente tem também uma
responsabilidade para além dessa nossa
oportunidade,
né, de pautar a agenda, que vai ser a
agenda, né, e a COP 30, particularmente,
uma COP que tem uma agenda de finanças,
né, com Bacut Ben Road Map, com finanças
para adaptação,
ã, e em especial com o artigo 21C, né?
Eu eu eu gosto sempre de lembrar isso,
que a a o Acordo de Paris tem três
objetivos, né? A gente fala muito
mitigação e adaptação, mas ele tem o
terceiro objetivo, né? Ah, o primeiro
objetivo, objetivo A, é mitigar gas de
efeito de estufa, limitar o global.
Objetivo dois, se adaptar, aumentar a
resiliência, né, e permitir que a a
sociedade resista aos impactos da
mudança do clima, aos eventos climáticos
extremos. E o objetivo três é alinhar os
fluxos de capital, né? A a objetivo um e
dois, ou seja, garantir que a gente
financie ah uma economia mais
resiliente, uma economia de menos
emissões, né? Uma economia de baixo
carbono e resiliente à mudança do clima.
Esse é o artigo 21C. Ah, tem um, ele é
talvez o grande debate hoje ainda na
negociação. Se eu tiver que escolher
entre os vários temas de negociação,
esse é o principal tema, porque não há
ainda um uma leitura comum entre os
países do que isso significa. Eu costumo
ter uma leitura abrangente, né, ã,
disso, ou seja, a gente tá falando de
todo o fluxo financeiro, que é o que tá
escrito no texto, né? Então, a gente tá
falando de cada centavo que que todo,
né, que é alocado em qualquer portfólio
deveria tá, né, alinhado aí a a uma
economia de baixas emissões, a uma
economia resiliente, a mudança do clima.
Quando isso vai acontecer, não sei. Ah,
espero que em Belém a gente tire pelo
menos uma decisão procedimental sobre o
artigo 21Cabelça
um, né, um processo para que os países
construam esse entendimento comum. H, e
a partir disso a gente consiga ter
instrumentos de transparência, de
monitoramento, de avaliação,
ã, para que há avances na implementação
do artigo 2C. A gente viu muito avanço,
né, desde a COP 26 lá em Glesgow, nessa
agenda. vocês, imagino todos aí tenham
acompanhado em maior ou menor grau, né,
a agenda que derivou ali da COP 26 com
criação da GFANS, das diversas alianças,
né, por Netz Zero de bancos,
seguradoras, gestores de ativos,
proprietários de ativos,
ah, fornecedores de serviços, né,
financeiros, etc.
Ahã. Eu queria dar um panorama bem
global, né, aqui da dessa agenda. a
gente costuma colocar aí esse número,
né, de mais ou menos 6, 7 trilhões de
dólares por ano, que são necessários
mobilizar, né, até 2030 para
financiamento climático. No Brasil a
gente fala em algo aí na casa de ã 1
trilhão eh de reais por ano pro Brasil
implementar, né, a as suas NDCs. Esses
são números muito ainda em disputa, eu
diria, né? e e e a gente vê, né, estudos
saindo e atualizando esses números todos
os anos. O fato é que conforme a gente
avança, os números vão ficando maiores,
né? Ah, e conforme a gente vai se
aproximando de 2030
e de 2035 depois, né? Ah, e de 2050,
quando a gente tem que ser net zero, né?
A a tendência é que o número se ele ele
ele vá convergindo pros 20 trilhões de
dólares de formação bruta de capital
fixo da da economia global. Em algum
momento, né, provavelmente aí por volta
de 2030 em diante, a gente não pode mais
ter investimento financiando emissões, a
gente não pode ter mais investimento
financiando
vulnerabilidade. A gente teria que ter,
né, a totalidade dos investimentos
globais alinhados à mudança do clima. Ou
seja, o artigo 21C implementado, né?
Então esse número ele vai chegar a 20
trilhões em algum lugar na próxima
década, né? Não tem ainda muito claro
quando, né? A ciência climática vai se
desenvolvendo ao longo do tempo. Ah, mas
a gente tá muito a quem disso, né? Eh,
quando a gente vê, na verdade, a a
mobilização de recursos, né, para países
emergente é é cerca de só 17% do
financiamento climático. É um grande
maior grande lacuna de financiamento, é
pro mundo em desenvolvimento. Quando a
gente olha para países menos
desenvolvidos, então, né, é ainda mais
desafiador e as lacunas são enormes.
Ah,
e os recursos eles ainda são destinados
hoje majoritariamente à redução de
emissões, né? A gente tem poucos
recursos fluindo pra adaptação. Esse é
um tema quente pra COP 30. Os impactos,
e eu vou falar isso mais no final da
minha apresentação, né? Eles estão se
materializando com muito mais força e
violência do que os modelos previam.
Então tem um uma uma agenda chave aí da
gente conseguir também mobilizar
financiamento para adaptação, mudança do
clima.
Ah,
sobre demandas, né, de de financiamento
climático, a gente tem uma lista,
obviamente sempre bem clássica, né,
políticas públicas, né, no Brasil a
gente fala muito do combate ao
desmatamento, que é onde tá a maior
parte das nossas emissões. Ah, mas tem
também, né, necessidade de de de
investimentos em outras áreas, né, seja
eh em pesquisa, em desenvolvimento,
tecnologia, né, que é um tema também
chave na COP 30. O Brasil tem que
entregar uma estratégia para
transferência de tecnologia entre os
países desenvolvidos eh pros países em
desenvolvimento. É um é um dos temas aí
de Belém. Ah, para investimento em
empreendedorismo, para inovação, né?
Agenda de soluções climáticas, outra
agenda que a presidência brasileira tá
trazendo com força paraa COP 30 com na
agenda de ação climática.
Ah, tem um grande desafio de acesso a
mercados, né? Um tema que veio muito
forte. Se a gente olhar os comunicados
principalmente do bricks, né? Ah, e e
vem sempre forte no sul global,
eh, acesso a mercados, acesso ao
financiamento, né?
desigualdade
eh que reflete esse limite de acesso,
né, essas lacunas de acesso.
a agenda de industrialização, novas
indústrias, indústrias descarbonização
da indústria, novos setores industriais
que nascem, né? indústria verde, química
verde, biocombustíveis, enfim, tem uma
eh eletrificação, né, e da própria
indústria,
ah, ações locais e comunitárias, né, no
Brasil, acho que isso é super
importante, mas também no mundo de
desenvolvimento em geral, quando a gente
olha principalmente para a conservação
de ativos naturais, estoques de carbono
na agenda florestal,
essa agenda de infraestrutura resiliente
que vem com adaptação, né, e que fica
muito muito clara aí a partir da
materialidade dos eventos climáticos
extremos seus impactos.
Ah, medidas e tecnologias para
adaptação, que é é um tema que a gente
ainda tá caminhando, né? Tem pouco
financiamento, logo também tem poucas
tecnologias sendo ã
desenvolvidas e e implementadas.
E e um tema de capacitação, educação,
que é sempre pano de fundo em todos os
assuntos que a gente trata, né?
H, não, não é novidade para cá. Eu acho
que é importante a gente mencionar que a
gente tem que pensar além dos setores
tradicionais, né? Ele não é um tema só
para descarbonização de flor, né, com no
tema de uso da terra, no caso do Brasil
ou agricultura, onde a gente tem ainda,
né, emissões de metano muito grandes,
principalmente na pecuária, mas ele é um
tema também de saúde, de cidades, né, de
seguros, né, para vocês que que estão
aqui no setor financeiro muito fortes,
mas também de alocação de investimentos,
portfólio,
né, e e acho que tem um papel de
produtos e serviços em acelerar tanto a
mitigação quanto o desenvolvimento de
medidas de adaptação, né? Como é que a
gente financia tudo isso, né?
Ah, esse é um esse é um mapa, né,
produzido pelo pessoal da Talan a partir
de um do mapeamento da que a gente fez.
Eles são muito bons, né, graficamente e
acho que vale a pena a gente dar uma
olhada. Imagino que a apresentação vai
ficar com vocês depois. Eu convido
também a visitar essa publicação da do
Instituto Talanoa, né, que trata do da
questão de financiamento climático no
Brasil. Ah, mas eu acho importante notar
e que a gente tem os dois lados aqui,
né? O setor público de um lado, setor
privado de outro. Agora, quando a gente
sai para abrir as polinhas, né, e os
vários clusters, né, então a gente tem o
cluster amarelinho lá em cima, ah, com o
os fundos climáticos internacionais, né,
depois o laranjinha com os instrumentos
de e de financiamento no Brasil, o o os
verdinhos aqui, né, são o sistema
nacional de fomento de forma bem
simplificada,
né? Ah, o mais laranja escuro aqui, né?
A gente tem o quase vermelho aí um o os
MDBs, né? Os as instituições financeiras
internacionais e depois reguladores, né?
O próprio sistema
ah de governo. Mas quando a gente olha,
a gente fala: "Poxa, nossa, é quase tudo
público, né?"
Ah, e e eu acho que isso reflete um
pouco ainda o de onde vem o debate
climático, né, que nasce na na
diplomacia. Então, ele vem do de uma
conversa entre os países, né, entre as
partes da convenção, da mudança do
clima. Ah, e a gente ainda tem poucos
instrumentos privados, começam a ter ã
globalmente, inclusive derivados de
investimentos de multilaterais, né?
Então a gente hoje já tem, por exemplo,
a um fundo de garantia verde na Europa,
né, estabelecido em Londres, mas no
Brasil a gente ainda não tem grandes
instrumentos privados funcionando, né?
Óbvio, a gente tem dentro de bancos
comerciais, a gente tem produtos, né? A
gente vai depois ter cases aqui. Ahã, a
gente começa a ter produtos de
investimento. Na filantropia obviamente
a gente tem recursos sendo, né,
destinados para clima. Ah, mas e e nas
seguradoras uma preocupação crescente,
né? E mas a gente ainda não não tem essa
primazia. Acho que esse é o grande
desafio, na verdade, na agenda de
finanças. É como que a gente faz com que
os investimentos públicos que estão
crescendo, não na velocidade que
deveriam, ah, e que a ciência recomenda,
mas estão crescendo, como é que eles
alavancam, né, investimentos privados?
A gente vê que tem apetite, porque
quando o mercado, o governo lança fundos
soberanos rotulados, tem demanda, a
demanda é maior, o prêmio é menor, né?
cupom é menor, eh, tem demanda
internacional,
eh, tem até demanda doméstica, né, mas
eles ainda não tm uma uma primazia
assim, né, no ecossistema.
E falando um pouquinho de fontes de
capital, né, olhando tanto pro setor
público quanto setor privado, né, do
setor público as fontes são muito
tradicionais, né, receitas de impostos,
multas, taxas, precificação de carbono.
O Brasil, por exemplo, instituindo o
sistema brasileiro de comércio de
emissões, né, pode vir a ter receitas aí
de do próprio sistema. Na União
Europeia, por exemplo, né, o IUS foi
muito importante e as receitas do do
sistema europeu financiaram muito
investimento, né, em redução de
emissões, inovação, empreendedorismo, em
soluções climáticas.
Ah, temos instrumentos como
tradicionais no Brasil, que acho que
ainda são um pouco explorados.
Desculpe.
Eh, no slide anterior, no sistema
brasileiro de fomento, né, a gente fala,
tá bem resumido aqui, né, os verdinhos,
né, BNDS, bancos públicos, bancos
regionais e fundos constitucionais,
mas quando a gente olha fundos
constitucionais no Brasil são, né, eh,
só aí tem muito dinheiro, ah, assim como
tem muito recurso para PID em energia,
né, em fundos setoriais. do Brasil tem
muitos fundos setoriais, tudo isso pode
ser explorado.
Emissões de títulos, algo que o Brasil
já começou, né, com fundos soberanos,
desde uma emissão já de mais c 6, 7 anos
do BNDS para energia renovável, até
emissões soberanas nos últimos anos de
Sustainability Linked Bonds pelo
tesouro. Podemos ter uma ainda esse ano
ou no começo do ano que vem, né, mais
uma.
Cooperação internacional, muitos
instrumentos, né? O Brasil também tem
uma tradição, né? Foi o
a inovação do fundo Amazônia há uns anos
atrás, vem agora paraa COP 30 com TFF,
né, o o fundo eh de florestas tropicais
para sempre. Anunciou agora na semana
passada, né, lá em em Nova York, na
Clamweek, o Lula anunciou 1 bilhão de
dólares, né, do Brasil, capitalizando
TFF. que estão dando um exemplo aí
também para outras nações de
desenvolvimento. A expectativa é que a
China, né, comece a aportar recursos,
MDBs, fundos soberanos. E no setor
privado, né, para cada
tipo de entidade, a gente tem um
conjunto de possibilidades, né, de de
instrumentos a serem desenvolvidos.
alguns ã já no mercado mais mercado mais
desenvolvido em um dos países do norte
da Europa, ah, principalmente, né, na
Inglaterra, Noruega, Suécia, Finlândia,
Dinamarca, a gente vê mais preocupação e
e um mercado mais avançado no
desenvolvimento de instrumentos e
produtos de investimento,
de gestão de risco,
ah, de seguros e tudo mais. Olhando para
intermediários, né, a gente tem aqui os
três grandes clusters ali do do
ecossistema, né, os fundos climáticos
internacionais, multilaterais
e o sistema nacional de fomento.
Ah, eu acho importante,
destacar, né, que eles são cruciais para
reduzir risco, escalar investimentos.
Ã,
não são suficientes, né, mas sem eles a
gente ficar preso a a uma escala de
projetos pequenos. Então tem um um papel
principalmente, né, em em dar tração
para soluções climáticas até o momento,
né, ajudar aí com risking até o momento
de o mercado privado embarcar
em cada um dos
das linhas de investimento, né, das
verticais, aonde a gente tem grandes
oportunidades, mas aonde a gente também
tem muitas vezes limitações no começo,
né, e necessidade de risking, então
com maior ou menor né? Eh,
eh, autonomia, maior ou menor
protagonismo. A gente tem visto aí
muitos desses instrumentos, desses
fundos,
ah,
atuando. Ah, alguns ainda t uma jornada
longa, né? Por exemplo, se a gente olhar
e, por exemplo, para,
ã, bancos multilaterais, a gente sabe,
por exemplo, que o CAF ainda tá
financiando lá vaca muerta, né, que é
gás na Argentina. Ah, putz, não dá mais
nessa década não dá mais, né? Precisa
atualizar as políticas eh para que isso
não aconteça, né? Senão a gente de certa
forma destrói recurso público, né? A
gente pega lá o dinheiro do fundo eh
verde pro clima para fazer a transição e
aí um outro multilateral vai lá e e
financia, né? Coisas que não estão
aliadas com a transição. Eh, eh, no
final esse dinheiro saiu do mesmo bolso,
né? saiu do bolso dos contribuintes nos
países. Então a gente não pode financiar
por um lado da transição e financiar
pelo outro a não transição. A gente tá
destruindo riqueza, né? Então precisa
ter esse grande alinhamento de de
financiamento. Artigo 21C. Eu sou o a
matraca do 21C, gente. Vocês vão ouvir
defendendo o 21C muitas vezes, porque é
a nossa grande lacuna aí de
né, de implementação de Paris. É mais do
que a boa vontade e a vontade política.
O que falta é realmente a gente alinhar
o capital com com a agenda de mitigação
e adaptação.
Ah, e quando a gente olha para
instrumentos específicos, né, a gente tá
falando de subvenções, né, grants,
ah,
doações, né, ah, dinheiro concessional,
ã, né, que geralmente na forma de
technical assistance de MDBs ou de
ajuda paraa cooperação internacional,
né, ou rece,
mas a gente tem financiamento
constitucional, né, no caso, por
exemplo, de fundos de garantia
financiados pelo Green Climate Fund. no
caso do fundo clima no Brasil, no caso,
né, de financiamentos que venham do BID,
enfim, e de vários, né, do Banco
Mundial, de várias outras fontes.
os títulos verdes que eu já mencionei um
pouco, né? Fundos de ação, a gente
começa a ter fundos de ações, inclusive
no Brasil, né? Tem, acho que bem legal e
essa família nova de fundos ali da da
Fama, Reapital, né? Nos Estados Unidos a
gente tem lá o end number one, temos
fundos ativistas
eh muito atuantes,
ã estruturas de blend, né, que o Brasil
tá inovando também, né, seja com ah lá
com o o Einvest, né, eh, seja com
arranjos que saem no âmbito do Lab do
Climate Policy Initiative e vários
arranjos aí, né, público-privados em
construção.
a gente ainda usa pouco, né, mas tem um
um potencial enorme ah para instrumentos
de securitização, né, pra gente
conseguir reciclar os os recursos que
que fluem pra agenda climática.
Uma necessidade enorme de garantias, né,
a gente tem visto eh esse mercado se
desenvolvendo, mas ainda estamos no
começo. Acho que a gente ainda vai ver
muitos instrumentos de garantias. Tem
alguns em desenvolvimento nesse momento,
né? Inclusive o Brasil propondo aí a um
sistema de garantias com o BNDS. A gente
sabe que é um dos desafios para
destravar dinheiro constitucional, né?
São garantias
e e mecanismos de seguro, resseguro, né?
a indústria seguro sempre
muito preocupada, porque é uma das que
ah, enfim, de certa forma vai ter que
lidar com o problema, né, no no limite,
ã, e já sendo impactada, né, por
pelos impactos da crise climática.
H, temos muitas barreiras, eh, algumas
delas de, ã,
eh, caráter mais estrutural, né, outras
de caráter mais eh contextual, né, acho
que a gente olha para aí, né, perfil de
risco de projetos, projetos, né, retorno
de projetos, muitos projetos de soluções
climáticas no começo, né, eles têm muita
incerteza.
Ah, e os investidores entendem que não
atendem as expectativas, né? O pipeline
de projetos,
ah, ele pode ser lucrativo, mas muitas
vezes você não tem métricas, né, num
estágio inicial muito claras.
Ah,
enfim, a gente carece de instrumentos
financeiros, né, que que façam o the
risking, né, desse pipeline em early
stage.
Ã, precisa também de investimentos
financeiros, né, que sejam adaptados a à
realidade de pequenos e médios negócios,
né, de startups que estão vindo com
soluções. Tem todo um universo, né, de
de dificuldade de acesso, principalmente
em mercados em desenvolvimento.
o risco climático ainda é relativamente
pouco precificado,
ã, né? Tem uma percepção,
acho que ainda limitada de
materialidade.
Ah, e a gente acaba tendo dificuldade de
de precificar o quando essa
materialidade vem, né? Mas o que a gente
tá vendo é que ela tá vindo mais cedo do
que eu esperava, do que esperado, né?
Ah, taxonomias, né? O Brasil tá aí com a
sua taxonomia,
tava em consulta pública, tá para ser
promulgada.
Ahã.
Isso ajuda, né, a construir esse um
campo de jogo nivelado, né, para para
todos os atores. E a gente ainda tem que
desenvolver, né, dados, métricas
padronizados, né, para rastrear,
avaliar, reportar impacto climático de
investimentos.
Ah, um trabalho que vai ser construído
ao longo do tempo, né? Instituições
financeiras, por exemplo, que estão são
reguladas pelo Bassen, né, já estão
reportando pro Banco Central. Isso vai
entrar no ciclo de supervisão bancária,
a gente vai ver revisões metodológicas
e com o tempo isso vai sendo
incorporado, né, e também pros outros
setores.
Ah, algumas coisas que eu queria trazer,
né, pro setor privado. Acho que o o é
importante que o setor privado entre no
jogo, né? Sem ele não há como escalar
adaptação e resiliência nem no Brasil,
nem em nenhum lugar do mundo, né? Eh,
tem um potencial enorme,
mas a gente precisa de sinais claros e
incentivos corretos para isso acontecer,
né? Eh, não adianta a gente falar: "Ah,
o setor privado não precisa entrar no
jogo". E a gente, né, o estado
continua ofertando subsídios, né, para
combustíveis fósseis, incentivos,
ã, pro, né, para para uma agenda
desalinhada da descarbonização e da
busca por adaptação. Então eu acho que é
muito importante, né? E e tem um
trabalho que tá sendo feito esse ano,
né, ali pelo Sustainable Business COP,
né, pelo SBCOP,
ã, pela CNI e tal, de reunir
insites, né, para para também reforçar a
ação pública, né, e dar sinais do que o
setor privado precisa.
Ah, e eu acho que tem um um papel de dos
reguladores muito importante, né, para
destravar aí a ação climática privada,
em especial.
Ah, eu não vou falar muito de dupla
materialidade, eu entendo que vocês já
trataram nisso, né? Fui informado lá no
slide um, mas eu acho sempre importante
trazer esse esse gráfico, né? Ah, porque
ele trata justamente da
interdependência, né? interdependência
como o clima impacta e a economia, mas
como as nossas escolhas financeiras
também determinam a velocidade do
aquecimento global, né? O setor
financeiro ele é parte do problema e da
solução ao mesmo tempo, né? As nossasões
de investimento elas podem acelerar ou
mitigar a crise climática, né?
Impactando lá os sistemas planetários,
né? Com enchentes, com incêndios,
tempestades secas, aumento do nível do
mar, o os tipping points, né? os pontos
de inflexão climáticos e etc. Então, a
gente tem que entender essa relação de
causa e de efeito, aonde o o mundo
financeiro ele sofre os efeitos, mas ele
também é um fator causador, né, da crise
climática. Então a gente tem que lidar
com os impactos, mas a gente também tem
que alinhar nossos portfólios para
reduzir, né, a o feedback loop aí, né, o
o ciclo que retroalimenta
ah esse processo. E eu queria trazer
alguma alguns insightes, né, que eu acho
de risco que são muito chaves, né? Um é
sobre o que eu falei antes, né? Eh,
a gente olha eh paraa agenda de eh
climática, tem muitas lacunas, né? E uma
delas é em relação à nossa leitura dos
riscos, porque os modelos são
construídos a partir de um conjunto fino
finito de parâmetros, né? Quanto que a
realidade nos oferece infinitas fontes
de risco, como postulo Taleb, né? E os
modelos que que dão bases aos cenários,
eles estão eles têm falhas, né? A gente
começa a ver isso em estudos atuariais.
Aqui são insites eh do estudo chamado,
né, o a eh os cenários do imperador, né,
que faz uma metáfora ali com aquela a
fábula do imperador nu, né, aquela
fábula do Christians, Christian Sense,
né, o dia marquês, mas que conta, né,
imag, né, da imperador que tava nu e
achava que tava muito bem vestido.
Ah, e a gente de certa forma ela, eu
acho que ela, ela, ela se aplica muito
bem a a como a gente tá tratando o risco
climático, né? Os nossos modelos
financeiros, seja o da do, né, da da
rede da Network for Greening Financial
System, né, NGFS ou do TCFD, eles são
positivos, obviamente, mas eles
subestimem riscimam riscos, né?
Ah, em alguns até aparecem resultados
econômicos positivos em mundos com 3
graus de aquecimento e tal. Ah, e o o
principal, né, acho que esse gráfico que
eu trago aqui do lado, ele ele apresenta
uma série de riscos que quando a gente
olha, o gráfico é meio complicado,
talvez de entender, mas vocês vão ver
que tem umas faixas em cinza aqui, né,
Paris Hand, né, que é o
onde estão os riscos com os alinhados a
Paris, né, 1,5 até 2º. as políticas
atuais não levam ali a quase a 4º, né?
Entre 2 e6 3.7, né? Mas quando a gente
olha para esses vários riscos, né? Ah,
as a camada polar de gelo na Grenlândia,
né? O a camada de gelo na Antártida,
corais, vocês verem que essas barras
vermelhas todas elas sobem lá para
quatro, seis. Então, conforme a gente
vai destravando esses pontos de inflexão
que estão sendo destravados nesse
momento, ah, a gente supera muito, né, a
meta de Paris e e os modelos eles
consideram a maior parte desses tiping
points, eles tendem a ser otimistas, né,
de que a gente vai conseguir evitar os
chiping points. Ah, e talvez 10 anos
atrás isso fosse verdade. Infelizmente
hoje a gente tá vendo que a gente tá
chegando nesses tiping points. Então a
gente precisa superar essa desconexão
entre ciências e finanças, né? Trazer os
tiping points para dentro dos modelos,
ah, trazer migrações forçadas, trazer a
perda de segurabilidade de ativos, né?
Tudo isso tá acontecendo já. Ah, e a
gente sabe que os modelos não estão
considerando quase nada disso, né? a
gente precisa entender que os orçamentos
de carbono para limitar o aquecimento
global em grau e meio já tá esgotado
praticamente.
Ah, e a gente tem muitos riscos de
complacência, né?
>> Resultados
positivos às vezes levam um atraso na
ação climática. E eu vejo que a Denise
tem a mão levantada, não sei se eu já
>> eu ia te falar um pouquinho assim assim
morrendo de dor no coração de te
interromper, Gustavo, mas em benefício
do tempo, se a gente pudesse já eh
acelerar para justamente a gente poder
também falar dos outros casos. Claro,
claro. Deixa eu então só amarrar aqui e
e fechar. Ah, e aí tem algumas melhorias
propostas que eu deixo aqui para vocês,
né, que eu acho que ah que que são
necessários aí para vocês desenvolverem
produtos, cenários, né, e serviços
baseados na numa realidade mais próxima.
Primeira necessidade de cenários mais
realistas, né, incluindo esses riscos,
ã, uso de reverse stress test,
incorporar margens de incerteza e
cenários qualitativos, né, evitar essa
precisão ilusória. A mudança do clima
nos ensina que a gente sabe muito pouco
sobre sistemas naturais e a urgência de
migrar de metas de temperatura para
atividades concretas de carbonização, de
descarbonização, né? Essa linha reta
aqui baixa é geralmente como a gente tem
modelado a mudança do clima, sendo que a
gente sabe que na verdade são curvas S,
né? E consequentemente a gente tem vai
ter perdas de PIB muito maiores em
níveis de aquecimento global muito
menores, né? A realidade não é linear,
né? Mas os modelos usados em geral são.
Ahã. E aí olhar para riscos de cauda,
né? Que se referem-se a eventos
climáticos raros, mas que estão se
tornando cada vez mais frequentes, né?
Aquele evento de 100 anos que agora
acontece a cada 20, 10. ou 5 anos. Então
a gente tem deslocamento, né, da curva
pra esquerda, os riscos de cauda, né,
que eram esses laranjinhas, estão são os
azoizinhos, eles estão ficando, aliás,
que eram os o o o o, né, a severidade,
por exemplo, de enchentes aqui, né,
estão ficando maiores, né, e eles estão
superando, né, os circos de físicos,
inclusive superando os circos de
transição. Acho que isso é muito
importante.
Ah, e tem uma agenda emergente que a
gente começa a olhar, que eu acho que é
importante ter aí no radar, que é essa
agenda de solvência planetária, né? A
gente olha muito pra solvência dos
atores econômicos, né, da empresa, do
banco, eh, mas a gente não olha paraa
solvência da sociedade, do planeta, em
termos
ambientais, né? Então, tem uma lista
enorme aqui, né, de ativos ambientais,
ã, e serviços que eles geram, né, com
com sistemas em funcionamento. E a gente
vê que muitos deles estão se aproximando
aí dos tiping points com grandes
implicações para finanças, né? A gente
precisa realmente tratar a adaptação,
principalmente como gestão ativa de
risco e não como custo residual. E é
isso, gente. Deixa o meu contato aí.
Quem quiser ler o QR code, tem link aí
pro meu perfil e e a gente pode ficar em
contato. Muito obrigado e a todos e a
todas.
>> Obrigada, Gustavo. E aí, como eu previa
pelo número de palmas, né? Eh, super
obrigada por compartilhar todo esse
conhecimento. Eu vou assim só fechar
antes de passar também defensora feroz
do 2.1C, né? E acho principalmente sobre
a nossa responsabilidade de uma vez,
cada vez mais como setor, ao acessar
esse conhecimento, reparametrizar as
ferramentas para que elas reflitam mais
a realidade, ao invés, né, do modelo
desenhado, talvez para uma realidade não
coerente com a que a gente vive hoje,
muito menos com a que a gente vai viver
pela frente. Acho que o grande desafio
do setor financeiro, né, você trouxe, é
justamente, né, tanto mitigar os
impactos, gerir os impactos, como
fomentar a agenda, né, de adaptação, de
transição e não, né, continuar
direcionando recursos para aquilo que
pode contribuir pra gente retroceder ou
pior ainda, né, demorar para avançar,
tá? Te agradeço super. Eh, as
referências são incríveis e eu acho que
todos nós aqui temos uma reflexão sobre
o que você trouxe. A gente tá falando de
riscos econômicos, de ecossistemas
naturais, dos quais a dependência da
vida e dos negócios. E muito pouco disso
acho que tá modelada inclusive nos
preços, né, das coberturas, dos riscos
materiais que a gente tem. E não é, eh,
eu acho que é até simplista falar, como
muita gente tem falado, que o que a
gente tá vendo aqui pode ser uma crise
semelhante ao que a gente teve, por
exemplo, em 2008, com risco dos bancos.
Eu acho que pode ser potencialmente
muito maior, tá? Então, aproveitando
isso, né, queria te agradecer e já
passar a palavra paraa Fabiana, né,
Fabiana acho que já tá aí, né? Então, a
Fabiana nos próximos 20 minutos vai
trazer, né, depois dessa exposição do
Gustavo, uma experiência real atuação do
Bradesco em finanças sustentáveis.
Então, Fabiana, os próximos 20 minutos
são todos seus para contar aqui um pouco
pra gente compartilhar a experiência do
Bradesco nessa jornada.
Obrigada, Denise. Bom dia a todos,
todas, todes. É um prazer participar de
mais um workshop com vocês. Feliz de
ver, né, todo esse trabalho em conjunto
para desmistificar esse conceito que a
gente precisa trabalhar diariamente com
diferentes públicos. Eu preparei alguns
slides aqui para compartilhar com vocês.
Eh, muito legal falar depois do Gustavo,
porque eu acho que ele traz um panorama
bem completo dessa agenda. E eu vou
tentar trazer aqui um pouco mais o que
que significa isso na tradução do
Bradesco, né? Então, como um dos maiores
bancos do Brasil, a sustentabilidade
hoje ela faz parte da nossa estratégia
de atuação. E foi bacana ouvir os pontos
do Gustavo do quanto isso precisa ser
estratégico. A gente precisa olhar ali a
economia real, ter toda essa preocupação
em algo que ele tem que ser factível e
tangível. Então, quando a gente assume a
sustentabilidade como parte da nossa
estratégia, é muito para traduzir isso,
né? Isso tem que fazer parte ali do
nosso core business e da forma como nós
estamos atuando com os nossos diferentes
stakeholders. E considerando a nossa
atuação, olhando para uma agenda de
mudança, nós elegemos aqui três
principais pilares para atuar dentro da
agenda de sustentabilidade: negócios
sustentáveis, agenda climática e
cidadania financeira. agendas que são
muito importantes paraa atuação do setor
financeiro, para destravar investimento,
para contribuir com desenvolvimento
sustentável, onde a gente tem ali um
papel muito relevante de mobilizar ali
diferentes setores como instituição
financeira. Nesse contexto, a gente
afunila aqui paraa agenda que a gente
tem chamado aqui de finanças
sustentáveis, né, que contempla toda a
parte de negócios sustentáveis e clima,
né? Então, acho que não dá pra gente
falar hoje da agenda climática sem olhar
negócios e vice-versa. Então, isso
precisa trabalhar aqui, andar de mãos
dadas. Dentro da nossa estratégia, eh,
eu gosto de começar sempre trazendo
sobre como a gente apoia a transição
climática. E, gente, de fato, essa tem
sido uma jornada assim de de muitos
anos, né? Então, aqui no Bradesco, essa
jornada não começou agora. Eu gosto
sempre de trazer esses pontos, porque
que a gente tem, né, 249 pessoas aqui no
assistindo, representando uma série de
empresas, de desafios e muitas vezes eu
tenho esse questionamento, por onde
começar, como começar, né? E e eu gosto
muito de trazer, vamos começar do começo
e isso acontece paraas grandes, paraas
pequenas e paraas diversas. E é uma
jornada de aprendizado contínuo e
diário. Então aqui no Bradesco, essa
jornada climática começou para nós aqui
lá em 2006, quando a gente olhava ainda
as nossas emissões operacionais,
trabalhando ali com os nossos
inventários de gás de efeito estufa,
isso foi evoluindo ao longo dos anos,
né? Então, a gente chega hoje em 2025 eh
com cálculo do nosso portfólio. Bradesco
foi o primeiro banco aqui no Brasil a
começar a olhar as suas emissões de
portfólio, qual é a emissão do nosso
cliente, como que a gente tá de fato
impactando. Por ser uma empresa de
serviços, nós sabemos que o nosso
principal impacto ele não tá na nossa
operação, ele tá naquilo que a gente
financia, né? Muito eh conectando aí a
tudo que a explanação aí do Gustavo, os
pontos da Denise. Então, o que que é
mais material pro setor financeiro? é o
financiamento. Então, a gente precisa
entender o que que a gente tá
financiando e quais são as emissões dos
nossos clientes. E nessa jornada a gente
percebeu que era muito complexo, porque
hoje pouquíssimas empresas no Brasil
elas têm ali os seus dados de emissões,
elas têm os seus inventários de gas de
efeito estufa. A gente tá aqui online,
mas se a gente tivesse num ambiente ali
de mais trocas, eh, se eu perguntasse
paraas 249
pessoas que estão aqui, que representam
empresas, quantas têm, né, os seus
inventários de gás de efeito estufa?
Poucas levantam a mão. Quando a gente
olha a plataforma ali do GHG Protocolo,
a gente tem ali em torno de 500
empresas, né, cadastradas. Então esse é
um desafio e a gente tem feito esse
esforço aqui dentro do Bradesco. Então
hoje a gente faz parte aqui do capítulo
Brasil do PIC, ficou presidindo, né,
todo esse grupo, porque é muito
importante a gente conhecer e entender
quais são os impactos, o que que a gente
financia de fato e apoiar ali nossos
clientes stakeholders também nessa
jornada de engajamento. Tudo isso que a
gente faz, a gente também tem buscado
dar muita transparência. Se a gente tá
falando numa jornada de desmistificar,
de trocar, é importante que a gente
também compartilhe aquilo que tem feito
e como uma oportunidade mesmo de
aprendizado e de apoiar também quem tá
começando essa jornada. Então, nós temos
um relatório climático hoje que ele é
auditado e conta toda essa essa jornada
climática do Bradesco e desde o começo,
né, como a gente começou e como a gente
tem feito hoje. E contextualizando tudo
isso, porque isso foi muito importante
pra gente desenhar a nossa estratégia de
negócios sustentáveis. Então, desde
2021, o Bradesco ele estruturou uma área
de negócios sustentáveis. Hoje aqui no
time de sustentabilidade, nós temos um
time capacitado que atende aqui todos os
nossos clientes, do atacado, do varejo,
clientes ali que tem perfil e que a
gente vai mapeando toda essa agenda de
negócios sustentáveis também
capacitando, engajando os nossos times
comerciais. É muito importante que os
nossos comerciais eles entendam o que é
essa agenda e o que eles estão fazendo.
E aqui a gente tem em 2021 traçado uma
meta de direcionar inicialmente 250
bilhões para negócios sustentáveis, né,
considerando operações ESG, eh concessão
de crédito ali para setores de impacto
positivo, muito alinhados à taxonomia
verde da Febraban, todo o nosso
portfólio de produtos socioambientais e
instrumentos viabilizadores como
fianças. E a gente tem desde 2021 eh
empen se empenhado muito nessa
construção. E eu gosto de trazer que é
de muito aprendizado, porque é uma coisa
quando a gente desenha uma meta, né,
dentro dos nossos escritórios, olhando
aqui o dia a dia do banco. E outra
coisa, quando a gente senta com os
clientes e percebe que são mundos muito
diferentes, né? São clientes ali de
tamanhos diferentes, de estruturas
diferentes e que a gente não tá falando
de um produto trivial de prateleira. A
necessidade dos nossos clientes são
diferentes uma das outras. Você tem que
ser mais material, você tem que ser mais
impactante para aquela empresa. É quase
um antian ali que a gente vai fazendo
com eles e trabalhando isso muito sob
medida. E é isso que a gente tem se
empenhado muito assim em fazer nesses
últimos anos. Para nossa surpresa, a
nossa meta inicial de 250 B, ela foi
batida antecipadamente. Então, o nosso
prazo, que era dezembro desse ano, nós
batemos essa meta em maio do ano
passado. Eu acho que esse é um resultado
que mostra o quanto os nossos clientes,
né, e a estratégia do banco de fato, ela
tá fomentando isso. E a gente tem muito
apetite das empresas e dos setores para
que faça essa trajetória de
descarbonização.
E isso nos fez a revisar a nossa meta e
o que que nós decidimos, né, manter
dezembro de 25, porque como vocês todos,
né, devem estar acompanhando, nós
estamos ali no momento de uma da criação
de uma taxonomia sustentável brasileira,
então a gente participa via Febraban,
das discussões junto com a BIMA aqui e a
gente quer sempre trabalhar muito
alinhado. Então nós mantivemos a nossa
meta com target até dezembro desse ano e
estendemos ali para 350 B e até julho,
né, que já foi divulgado a mercado, nós
estamos já com 334 bilhões. Então 95% da
nossa meta. Então acho que isso para nós
tem sido bem importante, porque é onde a
gente tem conseguido quantificar, né, e
acompanhar ali todo o direcionamento
desses recursos junto aos nossos
clientes. Como que isso funciona? Hoje
nós temos uma governança, a governança
de sustentabilidade, ela responde pro
nosso conselho de administração. Então a
gente tem ali eh todo esse tema sendo
acompanhado pelo nosso conselho também
com comitês e comissões no níveis mais
estratégicos e táticos que participam
desde vice-presidentes até Couss. Então
o tema realmente é levado muito a sério
aqui dentro da organização e e precisa
ser, né? Isso tem que realmente estar
conectado. E quando a gente tá fazendo
ali essa estruturação e essa operação
rotulada com os nossos clientes, a gente
também tem uma governança. Então o nosso
time aqui de negócios, eh, no na
conversa ali, no desenho de tudo isso
com o cliente, a gente sempre vai olhar
os pré-requisitos, né, e todas as
operações. Quais são os aspectos
sociais, quais são os aspectos
ambientais, vai ser um lowance, vai ser
um bonde, como que a gente vai trabalhar
tudo isso? Se nós vamos desenhar um
projeto ali onde o recurso ele vai ser
aplicado para um projeto, melhorando a
performance socioambiental da empresa,
ou se vai ser uma meta, né, com com, por
exemplo, com uma redução específica ali
de consumo energético ou de emissões de
CO2 ou a própria cadeia de valor. Então,
a gente aqui faz esse diagnóstico junto
com o nosso cliente, olhando ali a
estratégia e tudo que ele tem ali de
informações. E todas as operações
sotuladas ESG do Bradesco, 100% delas,
isso é um pré-requisito nosso, ela passa
por um processo de verificação externa.
Então quando vocês vem, olha, operação
rotular DSG um bond, ela passou por todo
um processo robusto aqui do da nossa
área, mas também por uma por uma segunda
opinião, né, ali com alguns provedores
que hoje tem no mercado. E a gente
também apoia muito a empresa no desenho
da estratégia dela. Então todas essas
operações elas vão contar com framework.
Então a gente vai ali com base naquele
diagnóstico que eu mostrei anteriormente
para vocês, sentar com a empresa, fazer
ali o projeto, a meta, o quanto isso se
correlaciona com o o dia a dia ali
daquela empresa, com a estratégia, a
gente tem a verificação aqui externa,
minuta, e acompanha todo esse reporte e
até a conclusão mesmo desse projeto.
Então, realmente há uma agenda ali de
não só estruturação, mas também de
monitoramento ao longo de toda essa
atuação.
Eu trago aqui para vocês alguns
exemplos, né? Então, eh, um exemplo que
a gente tem aqui olhando cadeia de açaí.
A gente direcionou dentro desse contexto
42 milhões aqui paraa Sam, uma empresa
produtora ali de açaí, para com objetivo
de fortalecer a logística de suplementos
ali da cadeia de açaí para compra de
matéria prima orgânica e certificação de
negociação justa, né, trabalhando ali
também toda essa questão dos
atravessadores, do preço real,
conectando melhor o produtor, né, com
com os grandes ali compradores e
trabalhando todo esse desenvolvimento
dentro da cadeia de açaí.
Um um outro exemplo que a gente tem aqui
também é da Oxetonum. Da oxetinum. Eles
tem uma indústria química, né, se
movimentando para descarbonização. Então
a gente fez ali uma operação rotulada de
100 milhões de dólares também para
redução de emissões no processo
industrial, onde eles se comprometem ali
a reduzir a sua a sua emissão dentro
desse processo, com metas ali com
acompanhamento.
Temos um outro caso aqui também da ASO
que foi um investimento para construção
de edifícios com certificação
sustentável. Então foram ali R36
milhõesais para melhoria da eficiência
ética das edificações em comparação aos
padrões locais. Então é até legal assim
esses cases porque eles mostram as
diferenças, né, de setores. E deixa
muito claro que assim, não é um produto
único que eu tenho aqui. O cliente
chega, ele pega, olha, eu quero uma
operação rotulada SG e você vem aqui na
prateleira e pega. Não são realmente
operações desenhadas ali junto com o
cliente para que ele realmente tenha
esse impacto e a gente consiga ter
refletindo depois em todo o nosso nosso
portfólio. Então aqui a gente selecionou
até setores diferentes para deixar muito
claro isso, né? Então, como um banco
múltiplo, a gente tem aqui setores mais
diversos possíveis e a importância de
olhar para esses esses diferentes
setores. Uma recente a gente fez aqui
também no setor de logística com a haer
log. Então a gente direcionou aqui 85
milhões paraa troca de frota deles, né?
Então eles estão ali com a aquisição de
caminhões elétricos e movidos a
biometano também ali focando na na
descarbonização.
E esses têm sido processos bem
interessantes porque com tem contribuído
com as estratégias das empresas. E o que
a gente vê aqui, aqui são alguns
exemplos, mas olhando o nosso portfólio,
a gente ficou muito feliz também de ter
empresas que ainda não tinham uma
estratégia de sustentabilidade desenhada
e que a partir do momento que a gente
sentou com eles, foi discutir ali uma
operação, né, rotulada ISG, a gente
também apoiou ao desenho dessa
estratégia, né, esse processo todo ali
sendo sendo estruturado. Então acho que
isso também pra gente tem sido um
aprendizado e e um ganha ganha, né? Eu
acho que como setor financeiro, eh, nós
não vamos descarbonizar sozinho, é
impossível. Para eu descarbonizar o meu
portfólio, eu preciso que a minha
carteira seja descarbonizada, né? Então,
a gente tá falando o tempo inteiro da
economia real. Eu preciso que o meu
cliente faça ali acontecer, né? e eu ali
impulsionando, financiando, levando ali
todo esse aculturamento para que a gente
atinja aí toda essa agenda, essa cadeia
de descarbonização.
Eh, eu acho que corri aqui por causa do
tempo, mas eu acho que a ideia aqui era
passar muito para vocês o quanto essa
agenda ela é desafiadora. Eh, ela não é
simples assim, olhando mesmo para nós
aqui hoje que temos uma estrutura, né,
robusta de sustentabilidade, o tema
dentro da nossa estratégia de atuação, é
uma agenda de construção e aprendizados
diários, assim, todos os dias a gente
aprende muito com os diferentes setores.
E o que eu queria muito eh compartilhar
é a importância da gente sempre olhar a
economia real, né? como a gente conecta
todo o aprendizado, todo o contexto,
todas as referências, mas com que é
realmente economia real, com que é
material, com que é mais relevante para
cada um desses setores que nós estamos
atuando e que vocês representam. Então
assim, eu acho que aqui espero ter
conseguido passar para vocês essa
mensagem. Essas informações também estão
públicas nos nossos relatórios. A gente
pode compartilhar com vocês tanto o
nosso relatório climático quanto o nosso
relatório ISG. E eu deixo aqui também o
meu contato para quem quiser, fica à
vontade aqui para para me acionar. E de
novo, assim, feliz de participar desse
processo. Isso é muito importante. Esses
workshops, esses engajamentos, eles são
essenciais para que essa agenda ela seja
cada vez mais desmistificada e a gente
realmente faça acontecer essa agenda de
desenvolvimento sustentável e de
descarbonização numa jornada que
precisamos trilhar juntos. Obrigada,
gente.
>> Obrigada, Fabiana. Aí acho que parabéns.
Você vê aí pela quantidade de palmas que
eu não sei se deu para você acompanhar,
né, a importância da apresentação. E aí
a gente já tem algumas perguntas, então
vou reforçar que quem já quiser ir
colocando as perguntas a gente vai
abordar no final. E aproveitar, né, além
de agradecer a Fabiana aqui, passar a
palavra pro Nabil Moura, né, Nabil Moura
Cadre do BNDS, que vai trazer aqui a
experiência do BNDS nessa agenda, tá?
Também nos próximos 20 minutos e depois
a gente passa aí para uma sessão de Q&A,
né, uma sessão de perguntas e respostas,
mas em paralelo, se já quiserem mandando
as dúvidas, a gente vai respondendo na
ordem de chegada. Obrigada, Fabiana.
Bem-vindo, Nabil
tá com o microfone fechado.
>> Acho que ainda não tá me ouvindo.
Vamos lá. Acho que talvez meu microfone.
>> Agora sim.
>> Tá bem. Vamos lá, gente. Primeiro, bom
dia. Bom dia, Denise. É um, você sabe o
quanto que eu fico feliz de tá
dividindo, né, a a a mesa aqui virtual
com você. eh tantas jornadas conjuntas
na agenda de sustentabilidade. Gustavo
também um grande parceiro e e eu acho
que não, no caso, Gustavo, não posso
falar nem quantas décadas a gente se
conhece, porque a gente compromete aí a
a a nossa nossa idade, né? E a Fabi, que
tem trabalhado de forma muito próxima
também em grandes parcerias numa agenda
também conjunta. E eu acho que, né,
Denise, assim, trabalhar na agenda de
sustentabilidade há muitos anos, eh, nos
ajuda a poder falar dos assuntos,
contando algumas histórias e trazendo
algumas reflexões sobre o que a gente já
fez e o que a gente ainda precisa fazer.
Eh, o BNDS, ele foi a primeira
instituição financeira no Brasil a criar
uma unidade de meio ambiente no finzinho
da década de 80 para ajudar o Brasil a
organizar Rio 92. E isso é tão
interessante da gente contar, porque
esse ano, né, com a realização da COP 30
em Belém, a gente completa eh 30 edições
da COP. E aí todo mundo se pergunta: "O
que que é COP, né? Que que é COP, né?
COP significa conferência das partes,
que partes, né? Das partes, países que
são signatários do acordo de clima.
Então, ali na Rio de 92, eh, foi
negociado um arcabolso de acordos
internacionais muito importantes, que
são válidos até hoje, que mobilizam eh
praticamente assim uma a quase a
totalidade dos países, né, mais de uma
centena, quase os 200 países da ONU
nesses grandes acordos, que é o acordo
de clima, o acordo de biodiversidade, o
acordo de desertificação.
Então, a gente tem aí esses grandes
acordos multilaterais internacionais que
foram negociados na Rio 92 e que começam
a ter as suas reuniões a partir desse
momento. No caso da COP de clima, porque
a gente também tem a COP de
biodiversidade e a gente também tem a
COP de desertificação.
Na COP de clima a gente tá vindo para eh
edição número 30 e ela volta pro país
onde nascem, né, as conferências e eh o
acordo global. climático e 10 anos
depois do acordo de Paris. Então, o BNDS
como Banco Nacional de Desenvolvimento,
cria uma uma unidade de meio ambiente
ali no finzinho da década de 80 para
poder dar suporte a essa agenda nascente
dentro do contexto nacional e ela ganha
uma atração maior na agenda do setor
financeiro brasileiro por conta da
política nacional de meio ambiente. A
gente não fala muito disso, mas é muito
importante a gente dizer que na década
de 90,
seguindo de novo os passos aí da
realização da Rio 92, a gente tem uma
lei que estabelece que as instituições
financeiras têm parte no processo de
avaliação, seja das questões ambientais
e agora mais lá senso, a parte climática
também nos projetos que elas financiam.
Então, eh, isso traz uma peculiaridade
muito grande pro caso brasileiro em
comparação a outros países que não tem
esse tipo de legislação ou não tem esse
tipo de participação de tantas décadas
das instituições financeiras no processo
da agenda de sustentabilidade. É por
isso que as nossas instituições
financeiras brasileiras se destacam no
cenário global em qualquer assunto que
se relaciona a esse tema. Então, quando
a gente vai para fóruns globais
relacionados a clima, sustentabilidade,
biodiversidade, o Brasil é sempre foco
desse olhar ah de outros
cantões aí do mundo, de entender o que
tá acontecendo aqui. E eu diria que a
gente pode dividir essa agenda, né, esse
olhar pra agenda do setor financeiro,
né, bancário brasileiro em quatro
grandes blocos. Eu não vou fazer
apresentação, tá, gente? Vocês t que
prestar atenção no que eu tô falando,
porque ou fica gravado ou vocês anotam
porque
eh eh eh não vou usar PPT nessa nessa
minha fala. Então, a gente tem quatro
grandes blocos de eh olhar para essa
atuação. O primeiro deles é um bloco que
eu diria que é esse bloco de governança
institucional, como a Fabiana mesmo
disse. Eh, a gente tem eh uma
participação muito grande do Banco
Central Brasileiro na ajuda a
uniformização desses entendimentos no
setor brasileiro. Então, a gente tem
resoluções do Bassem que valem para
todas as instituições. Claro que
guardando as suas devidas
peculiaridades, porque um banco como o
BNDS, o Bradesco, são bancos grandes,
Itaú, Caixa, tem tratamento diferenciado
do que bancos eh que t ativos menores,
que tem atuações mais regionalizadas e
não eh nacional. E aí a gente destaca eh
um um uma série de avanços que acabam
tendo como foco, como locus o o BNDS. E
aí eu acho que cabe uma falhinha rápida,
Denise, sobre eh qual a diferença de um
banco de desenvolvimento, né, para
outras instituições financeiras. os
bancos de desenvolvimento eh nacionais,
no caso do BNDS, eles têm uma
peculiaridade muito interessante, que é
fazer esse hub ou esse contato entre as
políticas públicas e as grandes eh eh
visões de desenvolvimento do país com o
setor privado, que é quem implementa os
projetos econômicos, como a Fabi disse,
assim na economia real, da onde saem os
projetos, da onde saem as obras, de onde
saem os projetos que geram emprego, saem
desse esses financiamentos. No caso do
BNDS, a gente atua metade da nossa
atuação é de maneira direta, fazendo
projetos eh direto com a os proponentes,
mas a metade de tudo que a gente faz a
cada ano é via todo o sistema financeiro
nacional. O Bradesco mesmo é um banco
parceiro repassador de recursos do BNDS.
Então, boa parte do que a gente
determina como orientações de uso dos
recursos do BNDS acabam se reproduzindo
em outras instituições financeiras por
conta dessa parceria. Então, muitas das
vezes a gente começou algumas práticas
aqui que depois foram incorporadas, seja
por esses bancos parceiros, seja pelo
próprio Banco Central. E aí, assim, eu
destaco muito rapidamente três coisas
que aconteceram muito interessantes
nesse caminho. Eh, quando a gente fala
de agenda sustentabilidade e análise de
projetos, a gente sempre usa um uma
conceituação que é a categoria ABC, que
é quando a gente consegue determinar se
o projeto ele tem alto risco
socioambiental ou baixo risco
socioambiental.
A gente foi o primeiro instituição
também a usar esse categorização de
empresas e projetos no Brasil. E isso
passou a ser uma prache que depois foi
incorporada pelo próprio Banco Central e
por outras instituições como um modelo.
A PerraSAC, que é muito famosa, que é a
política de responsabilidade
socioambiental e climática, que tem uma
resolução famosa do Bassem sobre isso,
dizendo que todas as instituições
financeiras precisam ter a sua política
de responsabilidade socioambiental e
climática, ela é criada no BNDS 5 anos
antes do Bassem criar essa resolução. e
a gente ajuda no processo de formatação
dessa agenda junto com o Banco Central
que culina ali em 2015 com a primeira eh
resolução. E uma coisa mais recente que
tem dado bastante eh eh eh eh
assim espaço pra gente perceber como que
as tecnologias podem ajudar nessa
agenda, é quando a gente começou a usar
imagens de satélite para poder fazer
análise de cada crédito rural. que usa
recursos, seja direto do BNDS, seja
recursos repassados por parceiros do
plano safra, por exemplo, que é a
tecnologia do MAPBIOMAS, que pega
imagens de satélite, confere se aquela
propriedade rural tem ou não tem
desmatamento e faz um bloqueio
automático caso seja identificado um
desmatamento legal naquele naquele
território. Então, eu dei esses três
grandes exemplos para eh contextualizar
esse primeiro grande bloco, que é como
que a gente sinaliza que melhorias
institucionais, regulações ou mesmo
práticas possam ser desenvolvidas e eh
eh espalhadas ou replicadas no setor
financeiro, bancário, brasileiro como um
todo. Segundo ponto, segundo grande
bloco, que é um bloco que a gente também
gosta muito e a gente tá sempre ali, o
Gustavo conhece bem isso, que já atuou
com a gente muitas vezes, é uma das
vocações que a gente tem, que é na
inovação e instrumentos financeiros
sustentáveis. E aí a gente tem uma série
de exemplos e que eu acho que são muito
interessantes da gente olhar, porque são
exemplos que têm ser reconhecidos
internacionalmente como algo a ser
replicado por outros países. E de novo,
a gente dá esse pontapé inicial que
depois acaba abrindo espaço para outras
oportunidades e outras eh ações
parecidas ou similares. Então, por
exemplo, a criação do fundo Amazônia. O
fundo Amazônia, quando ele é criado em
2008, ele é o primeiro grande fundo
global de florestas, usando a
metodologia de Red. Red o que que é?
Redução de emissão por redução de
desmatamento.
O Brasil é recompensado quando ele reduz
o desmatamento com doações
internacionais.
Quando o fundo Amazônia é criado, ainda
nem existiu o acordo de Paris, que no
seu artigo 5º descreve o que que é R,
por exemplo. Ou seja, o Brasil ele
mostrou pro mundo naquele momento que
era viável e possível ter instrumentos
de pagamento por resultado em relação à
redução do desmatamento. E a gente tem
aí hoje, por exemplo, o fundo Amazônia
como sendo o maior fundo global até
hoje, com recursos de doação de sete
países diferentes, incluindo aí
Inglaterra, Suíça, Dinamarca, Noruega,
Alemanha. E continua sendo esse exemplo
que vários países tentam eh buscar
cooperação para replicar. Outro caso
bastante emblemático e que tem sido ah
muito apresentado nesses fóruns é o
Fundo Nacional de Mudanças do Clima. E
esse sim é para crédito, crédito a
projetos econômicos que fazem a
transformação para uma economia de baixo
carbono. E aí muito ah projeto de
energia renovável, muitos projetos de
eletrificação de frotas de ônibus, eh
projetos de restauração florestal, de
recursos hídricos, de adaptação em
cidades. E por que que a gente fala
disso? Porque aí foi uma outra inovação
em finanças sustentáveis. O Brasil,
quando lançou os títulos soberanos
sustentáveis em 2023, fez essa captação
internacional em dólar e internalizou no
fundo clima em reais, fazendo com que a
taxa de juros desses empréstimos possam
ser de 6% ao ano quando a gente tem uma
SELIC de 15. Ou seja, a gente capta no
mercado internacional de investidores
numa taxa de mercado em dólar e a gente
repassa nessa mesma taxa, só que em
reais. para viabilizar esses projetos
econômicos. E a gente faz isso de novo,
de forma direta ou com parceiros. O
Bradesco, por exemplo, é um banco
operador do fundo clima junto conosco e
ganhou muita escala por o ano passado
esse fundo já era R bilhões deais para
empréstimos. Esse ano já tá batendo a
casa dos 20 e o ano que vem tem uma
previsão orçamentária de 40. E aí,
corroborando com o que o Gustavo disse,
com um ritmo acelerado de viabilização
de recursos, há uma taxa de juros mais
baixa para uma governança que aprova
essa aplicação anual que envolve a
sociedade civil, os atores privados, os
ministérios e os entes supnacionais.
Para eu não ser exaustivo aqui, queria
contar também da questão dos Linkedans
que é um negócio super interessante na
atuação dos agentes financeiros, que
pode ser replicado, que a gente fez pela
primeira vez na Copa do Mundo, quando a
Copa veio pro Brasil, a gente criou uma
linha de eficiência energética pros
hotéis que estavam sendo criados. Ou
seja, você pega o financiamento numa
taxa de juros X, se você cumpre as suas
metas ambientais que vão além do seu
projeto, ou seja, você tem uma
eficiência maior, você adota práticas
que são adicionais, essa taxa de juros
cai.
Ou se você não cumpriu, porque também
não tem almoço de graça, né? Então, se a
você não cumpriu a sua meta ou fez menos
do que devia, aquela taxa X vira 2X, ela
sobe. Então esse é um conceito muito
interessante de Linkedan, que pode ser
replicado por outras instituições pra
gente induzir a adoção de práticas
sustentáveis e de governança que apontem
por esse caminho de eh redução das
emissões, de práticas e que reduzam a
nossa pegada. Mas aí, Denise, assim, eu
teria que ter muito mais de 20 minutos
para falar também de blended finance,
falar por exemplo, das ações de Mat
Fund, quando a gente tem o Floresta
Viva, que é a maior iniciativa de Mat
Fund de restauração de biomas é em
andamento hoje no Brasil e uma das
maiores no mundo também, que a gente tem
recursos da iniciativa privada, casando
com recursos públicos do BNDS para fazer
a restauração de biomas, seja no
Pantanal, seja na catinga, seja no
cerrado, mas vocês estavam lembrando que
eu tava falando que eram quatro eixos,
né? Eu falei de dois, vou falar
rapidinho dos outros dois. Os outros
dois eixos são a a da visão de setores.
Eu acho que isso diferencia bastante a
atuação eh do BNDS eh em relação a
outros em outras instituições
financeiras. a gente tem uma visão de
setor como um todo, podendo fazer essa
interface que eu comentei entre a
regulação e as políticas públicas e a
implementação do privado, conseguindo
apoiar não só um projeto específico, mas
também todos os elos desse setor. A
gente atuou dessa forma, por exemplo, no
desenvolvimento da energia eólica no
Brasil. A energia eólica no Brasil era
>> respondeu.
>> Opa, v vazando aí, gente. Eh, energia
eólica no Brasil, ela tinha quase zero
há 10 anos atrás de participação na
nossa matriz. Hoje a gente já tem um
percentual que bate as a dezena um
percentual por conta desse olhar
integrado. Então, não é só fazer o
parque eólico. Quem é que é o produtor
que vai fornecer as paz eólicas? Quem é
que vai fazer a manutenção depois? Como
que isso dialoga com os leilões de
reserva de energia que o Ministério de
Minas Energia faz? Como isso dialoga com
as estatais energéticas que existem?
Então, o BNDS consegue ter essa visão de
setor e desenvolveu os vários elos da
cadeia com diversos instrumentos
diferentes. a gente tem atuado de forma
bastante integrada agora, por exemplo,
com o desenvolvimento do setor de
florestas nativas, é que é um setor
bastante promissor, que traz resultados
tanto do ponto de mitigação quanto de
adaptação climática, mas que ainda
precisa de instrumentos financeiros
adequados pros modelos de negócio. E por
fim, o quarto eixo de atuação é um eixo
de mobilização de recursos.
Claro que se a gente tem uma boa
estrutura de governança, como comentei
no primeiro eixo, inovações financeiras
que precisam de projetos para serem
apoiados, mas também de recursos para
alocar nesses projetos. E a gente tem
essa visão do setor, a gente trabalha
também como um hub de captação
internacional, de recursos pra agenda
climática, eh, e de sustentabilidade
para que a gente possa operar direto e
com parceiros. E aí eu posso aqui, por
exemplo, eh dar a como exemplo a questão
do Green Climate Fund. Eh, o BNDS é a a
única instituição brasileira credenciada
com um acordo assinado com Green Climate
Fund para captar recursos a taxas de
juros mais baixas para poder fazer
empréstimos na ponta eh para
empreendedores, micro pequenas empresas
ou empreendimentos maiores com o olhar
da agenda climática. Assim como esse do
Green Planet Fund, a gente capta no KFW,
a gente capta no BID, a gente capta no
Banco Mundial para programas
específicos. Então, programas voltados
para saneamento, programas voltados para
restauração florestal, programas
voltados para empreendedorismo na
Amazônia. Então, a gente tem ao longo
dessas eh três décadas e meia
trabalhado, Denise, e todos que estão
aqui nos acompanhando hoje para
consolidar ano após ano essas nossas
quatro grandes áreas de trabalho
vinculado à agenda de clima e
sustentabilidade.
E uma que permeia todas elas, que é
transversal,
que é fundamental, e a Fabiana falou
disso, é, mas é fundamental nessa
agenda, é a agenda transversal de
transparência.
Não existe agenda de sustentabilidade e
não existe agenda eh consistente de
clima numa instituição financeira se a
gente não tem transparência. Tem que ter
transparência nas taxonomias. Então, o
que que se considera ou não eh
sustentável ou verde ou EST tem que ter
transparência em relação à alocação
desses recursos, aos projetos que estão
sendo financiados e também ao
acompanhamento de indicadores eh
relacionados a essa temática. Então, por
isso, ao longo desse tempo, também a
gente desenvolveu uma série de portais
eh na internet para poder dar acesso a
todas essas informações de operação a
operação que o banco faz de crédito, ah,
seja na agenda de clima, seja na agenda
em geral.
E no caso, por exemplo, dos fundos
específicos, como o fundo Amazônia, o
Fundo Nacional de Mudanças do Clima, a
gente tem relatórios anuais específicos
que também trazem indicadores de
resultado, trazem indicadores de
distribuição regional, de empregos
gerados, ou seja, todas as
externalidades positivas que vem junto
com esses projetos, porque a gente
acredita muito nisso, né, Denise? Eu
acho que isso também nos une aqui todos
que estão aqui no painel, é ter a
clareza e a certeza que no país como o
Brasil e como outros no mundo, a agenda
de clima e sustentabilidade, ela é uma
agenda de desenvolvimento social e
econômico. Ela não é indissociável, ela
é a mesma agenda. Por isso que a gente
tá falando de uma agenda de qualidade de
vida, de melhoria de condições, eh
principalmente para as populações que
são mais afetadas pelas mudanças do
clima. Para finalizar minha fala, usando
o meu último ponto final, a gente tem
trabalhado muito, gente, ao longo dos
anos, com esse olhar pra agenda da
mitigação, dos projetos positivos, de
oportunar que os projetos sejam
desenvolvidos, mas, infelizmente, nos
últimos anos, como
o planeta não foi capaz de conseguir
gerar um resultado de frear o
aquecimento global a menos de 1,5, a
gente tá vendo
eventos climáticos extremos muito
complicados acontecer ano após ano. O
que aconteceu no Rio Grande do Sul o ano
passado trouxe à tona uma discussão
bastante importante de qual é o papel
das instituições financeiras na agenda
de perdas e danos. Ou seja, no momento
em que a ocorrência de fenômenos
climáticos extremos, como que ocorreu,
qual é o papel do setor financeiro, como
a gente pode atuar nessa reconstrução?
Como a gente pode atuar na emergência,
naqueles primeiros meses que todo mundo
perdeu tudo, as os empreendimentos
econômicos estão quebrados, as pessoas
físicas não conseguem pagar os seus
financiamentos. Qual é o nosso papel?
Qual é o papel do setor financeiro nessa
nova realidade da emergência climática?
Até pouco tempo era investir muito em
mitigação.
Hoje não é mais isso. É mitigação, é
adaptação e infelizmente, mas felizmente
estamos aqui para ajudar nisso, na
agenda de perdas e danos, que é uma
agenda que eh tem sido bastante
desafiadora, até porque ela acaba
levando para uma agenda que muitas eh
pessoas perdem, né, suas vidas e e seus
empreendimentos, suas histórias. nesses
nesses eventos. Então, agradecer mais
uma vez a Febraban pelo convite, a
Ambima, a CEG. Acho que é sempre um
prazer a gente poder eh contribuir com
dividir um pouco sobre essa nossa
história e os nossos desafios futuros na
agenda. Obrigado, Denise, Fabi, Gustavo.
Prazer de novo estar aqui com vocês.
>> Obrigada, Anabil. Eh, sempre bom, né?
Então, sim, a gente tem várias
perguntas. sempre bom te ouvir, sempre
bom ouvir, né, da história paraas
projeções do que o futuro pode ser e do
que o BNS já tá fazendo, né, muitas
vezes, na grande maioria das vezes, em
rede com o sistema aqui, com os bancos
privados e também com as empresas, né? a
gente não teve tempo aqui, daria para
fazer um painel só sobre soluções que já
estão sendo eh implementadas, mas a
gente tá quase em cima da hora, então
quero aproveitar para trazer algumas
perguntas que ocorreram aí durante o
painel, né, e a grande maioria delas eh
falando, né, de como vocês endereçam os
desafios. Então, vou começar, Fabi, por
você, tá? A primeira pergunta que surgiu
é: "Cradesco faz esse monitoramento que
você contou pra gente dos clientes,
considerando os desafios da gente ter
dados informações sobre o local onde o
crédito tá sendo aplicado, né, onde a
operação de fato tá se materializando e
como é que você monitora principalmente
os riscos que são posteriores, que podem
ocorrer posteriores à concessão do
crédito.
>> Legal. Hoje aqui no Bradesco a gente
conta com uma série de ferramentas de
georreferenciamento. Então a gente tem
aqui uma parceria com a própria Grow
Tools. Então dentro do processo ali de
concessão, a gente tem aqui uma área de
risco social, ambiental e climático com
uma série de diretrizes que fazem todo
esse monitoramento e além disso também
vai monitorando ali no ato da concessão
e ao longo desse período ali desses
projetos específicos. E a gente, gente,
controla isso real time ali também com
bastante interface junto com os
clientes. Por isso que a gente reforça
muito essa questão de que não é um
produto trivial de prateleira, são
operações realmente ali construídas
juntos, sob medidas hora ali também com
projetos ali do BNDS. O NABIL tem as
regras lá do BNDS, a gente troca ali o
tempo inteiro bastante, mas eh para
fazer gestão e monitoramento hoje,
tecnologia, inovação ale essencial, a
gente precisa dessas ferramentas. além
de todo o trabalho que também é feito
pelas áreas de risco.
>> Obrigada. Eh, e queria aproveitar, Dil,
sempre que você tiver alguma
contribuição também vale pro Gustavo que
provavelmente ainda tá aqui. Fiquem à
vontade. Aí tem mais uma pergunta que
acho que tá surgindo aqui. Você citou,
né, alguns números, né? Acho que da tua
apresentação gera bastante interesse
saber, né? você falou das metas de
redução, né, de financiamento para
setores, eh, de maior desenvolvimento e
de menor emissão. Então, a pergunta é
sobre quais são as metas de redução de
financiamento para setores críticos, tá?
E se você eh tem valores atuais ou uma
>> ficou no mudo d
>> Opa, desculpa. Então assim, eh, eu
queria trazer e a opção, não sei se todo
mundo ouviu, né, também do Nabil falar e
eventualmente se o Gustavo tiver aqui,
tiver uma contribuição. E a próxima
pergunta também é para ti, tá? Eh, quais
são as metas de redução de financiamento
para setores críticos? você falou aí dos
financiamentos, né, que estão induzindo,
né, setores que são menos emissores e
assim como você citou na na
apresentação, se você tem os números,
né, do valor atual da carteira, tanto
dos setores mais críticos quanto dessa
economia mais nova.
>> Legal, temos sim, eu vou colocar aqui
para vocês até tô abrindo o nosso
relatório climático que tem todo esse
detalhamento. O Bradesco ele é
signatário do Net Zero Bank and
Alliance, né? Eu acho que aqui para nós
a agenda de descarbonização, ela é uma
agenda de riscos e oportunidades super
importante e atrelada que é o nossa
estratégia de atuação. E pros setores
NISBA, a gente já direcionou ali todas
as nossas metas. Então, quando vocês
abrirem, vou falar rápido, gente, por
causa do tempo mesmo. Então, assim,
quando vocês abrirem os nossos
relatórios, vocês vão ver que a gente
tem ali todo o nosso portfólio de
emissões financiadas, quais são os
valores, tudo e os setores que nós já
temos metas ali de acordo com as
diretrizes do Net Zero. Então, isso tá
olhando aqui a transparência disponível,
aí a gente acompanha anualmente todo
esse processo. Então a gente tem um time
aqui super qualificado que todos os anos
pega ali a nossa carteira de crédito,
faz todo esse cálculo, olha, endereça e
faz todo esse alinhamento de métricas de
redução. E nós seguimos muito
comprometidos aqui em parceria com a
nossa área de risco, de crédito, para
que isso realmente seja um processo ali
de descarbonização,
aumentando aqui as nossas operações
sustentáveis, como eu trouxe para vocês,
a gente tá batendo aí os 350 bi e
reduzindo aí essas operações mais
intensivas.
Super obrigada. Eh, outra pergunta, acho
que ainda nessa linha vou somente que
teve logo depois uma pergunta parecida
com essa, tá? Que é sobre taxas. Então,
acho que o NAV trouxe, né, a
oportunidade de, dado a característica
de banco de desenvolvimento ter, né, tão
tanto taxa acesso a um capital com um
custo menor, mais eficiente, mas também
falou das parcerias. Você podia dizer um
pouco assim de qual é a redução média ou
a taxa média, né, de desconto que a
gente tem ou prêmio eventualmente para
operações que a gente tenha, né, mais
incentivo paraa economia verde que o
Bradesco dá para esses financiamentos
nas empresas?
>> Legal. Assim, aqui a gente não tem uma
taxa única eh praticada, né? Eu acho que
depende muito de operação. Então, quando
é uma operação com BNDS ali, como na B
trouxe, né, Bradesc, um dos maiores
repassadores do fundo clima, a gente vai
olhar ali os parâmetros de fundo clima,
quais são as taxas, nós estamos
contemplados ali nos primeir primeiro e
agora no segundo leilão do Aquinveste
também. Então, também olhando, né, para
para todo esse funding. E aqui assim vai
depender muito se é um bonde, se é um
Lowan, qual que é a operação. Eu acho
que esse é um mercado em
desenvolvimento, né? Então é muito
importante assim entender, né, qual que
é ali os quais são os fatores, qual que
é o mecanismo, qual qual vai ser um
instrumento ali de financiamento. Então
não tem uma taxa X Y. a gente vai
discutindo muito isso com o cliente e,
claro, né, sempre buscando ali levar
esse esse agregador. E acho que um ponto
importante aqui que toda a parte que eu
comentei do próprio framework, do SPO,
também tem sido uma advisor do Bradesco
ali na maioria das vezes pros clientes,
não como um custo, mas como ali um
desenvolvimento em conjunto. Então, além
da taxa, essa agenda mesmo
desenvolvimentista que a gente tem feito
aqui com o cliente,
>> é de desenho das operações, né, que dá
acho que muit muito do que a gente tem
feito dessa necessidade, tanto da do
ajuste do padrão, quanto eventualmente
de customizar alguma coisa disponível.
>> Tem mais uma pergunta que assim, se você
puder mencionar rápido, eh, de sobre
certificações, quais são as
certificações ambientais. Acho que na
Bill, se eu tiver alguma contribuição
também, né, que vocês estão buscando nas
operações com essa característica mais
SG,
>> a gente olha aqui as principais
certificações nacionais e
internacionais, mas vai depender muito
do setor. Por isso que aqui nossa nossas
operações rotuladas, ela sempre vai ter
o SPO ali, que é a segunda parte, porque
muitas vezes para setores específicos é
importante você ter ali um laudo de um
agrônomo, né, além de uma certificação,
você ter parâmetros ali, padrões que vão
realmente respaldar tudo aquilo. Então,
utilizamos todas as principais nacionais
e internacionais e dependendo do setor a
gente aprofunda um pouco mais ainda com
projetos ali em loco, com análises mais
técnicas.
>> Muito legal. E acho que uma última
pergunta, eh, obrigada pela celidade nas
respostas, tá? Se sobrar alguma
pergunta, gente, que seja muito
relevante, a gente pode mandar e depois
endereçar para vocês. Mas acho que um
tema super importante que é da
preparação, do conhecimento, da formação
de pessoas. Quais são os maiores
desafios ou esforços que aí na Bill, se
você quiser contribuir, acho que vale
para ti também da área de
sustentabilidade em paralelo com a
desenvolvimento de pessoas, no sentido
de formar não só, né, a o time de
sustentabilidade, mas as áreas internas
de desenho de produto, as demandas
comerciais, né, os próprios comerciais
para serem capazes de falar desses
produtos ou, né, puxar o cliente para
essa conversa, tanto quanto também para
gerar, para trazer pro banco né, a
capacidade de construção desses projetos
e de fazer essas parcerias com as
empresas.
>> Não, legal. Ótima pergunta, gente. Acho
que como esse workshop aqui, o desafio
do engajamento e da conscientização, ele
é enorme, né? Imagina o Bradesco banco
aí de mais de 80.000 pessoas espalhadas
aí pelo Brasil inteiro. Então é é muito
desafiador. E esse ano essa tem sido
também uma das nossas temáticas
principais. Então, a gente tá muito
próximo da área de recursos humanos.
Vocês devem estar acompanhando no
mercado toda a atuação do Bradesco. A
gente tem um projeto muito forte de
cultura e sustentabilidade faz parte da
cultura, né? Um banco de 82 anos e uma
agenda que tem ali um legado e uma
agenda de legado implementação muito
forte e a gente tem várias atuações, tá?
Esse ano, por exemplo, a gente fez um
primeiro summit de sustentabilidade pra
organização inteira, com a presença dos
nossos conselheiros, nossos CEOs ali,
eles e com especialistas, né, convidados
de mercado, a gente conseguiu, eh, foi
presencial aqui na nossa matriz, mas com
transmissão para todo o Brasil, né, de
toda a região. E a gente atingiu aí um
público no dia de 3.000 pessoas, né,
assim, eh, para nós, assim, foi um
sucesso, assim, foi um dia inteiro,
começou às 8 da manhã, terminou às 18
horas com a audiência mantida. E numa
pesquisa ali de feedback, as pessoas
pedindo, olha, vamos fazer uma semana da
sustentabilidade, um dia da
sustentabilidade e o tema do nosso
summit era negócios que sustentabilidade
e negócios que transformam muito para
trazer a sustentabilidade como negócios,
né? Eu acho assim, como a gente como
instituição financeira conecta cada vez
mais isso. Então esse foi um dos
exemplos que que nós fazemos. A gente
tem aqui também uma linha de capacitação
e engajamento com os nossos comerciais.
Então a gente faz aqui um road show,
fala por por temáticas, por setores, né?
Faz ali nosso time de negócio
sustentáveis o tempo inteiro levando
esse conceito e também com clientes. E
essa é uma agenda viva, né? Eu falo que
assim tem rotatividade, tem mudanças, a
gente tem também um uma comissão de
produtos e serviços que sustentabilidade
faz parte. Então, qualquer
desenvolvimento de novos produtos,
serviços, nós estamos ali eh fazendo
parte dessa concepção. Eu acho que esse
é um desafio constante. Não é fácil, né?
Assim, eu acho que é você traduzir uma
linguagem técnica pro business, né?
Levar ali o dia a dia e falar de forma
financeira. Mas a gente tá bem feliz
assim dessa jornada. Eu acho que aqui
também super aberta para quem tem dicas
aí de como tá levando o tema também nas
suas empresas. Eu aqui na BI com certeza
lá no BNDS é o desafio diário. A gente
precisa sempre falar, sempre aculturar,
porque essa é uma agenda contínua.
>> Eu contribuí um pouco com esse ponto,
Denise, e assim, você sabe o quanto que
eh é é importante a gente falar sobre o
assunto, até porque, como eu comentei na
minha fala, falar sobre clima e
sustentabilidade é falar sobre qualidade
de vida. E e eu e a gente tem exemplos
práticos disso, né? Uma agenda de
infraestrutura relacionada a clima é,
por exemplo, a gente investir em
mobilidade urbana. Mobilidade urbana é
ter mais linhas de metrô, é ter mais
linhas de VLT, mais linhas de BRT. Isso
melhora o tempo de deslocamento, a
redução das emissões de gastes efeito
estufa, ter um transporte público de
qualidade, por exemplo, ajuda muito em
várias outras agendas e políticas
públicas. Por isso que eh a gente
acredita que quanto mais a gente
conseguir dialogar sobre o assunto,
trazer exemplos concretos, falar sobre
as mudanças e traduzir pro dia a dia, a
gente sai um pouco dessa abstração que
às vezes são as grandes conferências,
os eh os eventos eh nacionais ou
internacionais, mas para cada um de nós
termos clareza de onde que isso está
facilitando
o nosso dia a dia, onde tá reduzindo o
número de problemas de saúde, por
exemplo, por questões respiratórias. A
gente tendo mais espaços verdes e áreas
públicas verdes para que as pessoas
possam eh ter seu espaço de lazer no seu
horário livre. Essa é a agenda de clima,
essa é a agenda de sustentabilidade. Não
é uma coisa e ah, é, tão falando lá umas
coisas que eu não tô conseguindo
entender direito. é um assunto muito
distante, só com muita conversa, muita
capacitação e, de novo, com muitos
exemplos práticos e de forma bastante
pragmática, a gente consegue saber que é
uma agenda que traz esses resultados
positivos para todo mundo, seja no ponto
de vista das cidades,
seja do ponto de vista das eh zonas
rurais. E um exemplo prático desse tema
é sobre agenda de adaptação.
Agenda de adaptação, gente, nada mais é
do que nós estarmos prontos para esses
fenômenos climáticos que estão
acontecendo com mais frequência e com
mais intensidade. Então, tá tendo mais
chuva e as chuvas estão vindo cada vez
mais fortes. Olha o que aconteceu em São
Paulo. Bom, quem tá aqui na na reunião e
é de São Paulo sabe muito bem o que
aconteceu na segunda-feira passada. Em
menos de uma hora, uma chuva conseguiu
destruir uma fábrica inteira de uma
montadora que tinha investido milhões,
gerado mais de 6.000 empregos e que com
uma hora de chuva a fábrica inteira foi
destruída.
Isso é falar de adaptação. Como que as
nossas estruturas estão prontas para
esse tipo de situação? E não adianta a
gente, não depende da gente ocorrer ou
não, infelizmente depende, né? global,
diminuir a temperatura, a gente manter
1,5, mas na prática eu não consigo dizer
se amanhã ou depois de amanhã vai
acontecer de novo e se a gente tá
preparado para isso ou não. Então é a
gente ter clareza do quanto que essa
agenda tá no nosso dia a dia, o quanto
que ela é importante pra gente se
preparar para essa situação nova que a
gente tá vivenciando e o que a gente
pode fazer para evitar que ela se
aprofunde. Então, eh é é assim, a
urgência de capacitar, falar do tema é
para ontem.
>> Super legal. Bom, já finalizando aqui, a
gente estourou um pouquinho do tempo. Eu
tenho certeza que se a gente tivesse
mais, a gente continuaria na audiência,
tá? Mas eu queria lembrar, né, do fim
pro começo de vocês lembrarem aí de, né,
responder a pesquisa de satisfação para
nos ajudar cada vez mais proporcionar
mais eventos como esse. Mas queria
especialmente agradecer ao Gustavo, a
Fabiana e ao Nabil, lembrando frases de
cada um, né, da importância sobre a
gente medir a realidade e não acreditar,
né, que o famoso Excel só traduz como
realidade aquilo que a gente quer ver,
né, da gente cada vez mais trabalhar os
modelos de risco ou a transformação da
ciência em framework, em direcionamento,
em boa medida de medida justa de risco.
Acho que a Fabiana, parabéns, obrigado
por ter trazido o caso de como o setor
financeiro tá olhando para essa agenda,
né, de descarbonizar a economia ou de,
na verdade, direcionar capital paraa
economia, que de verdade funciona para
todos nós, né? E e eu achei muito
interessante quando o Gustavo trouxe a
interdependência da solução e do
problema, da gente garantir que a gente
é capaz de se somar a solução, mas não
tá, por outro lado, financiando aquela
economia que já não faz mais sentido,
tá? ou que não nos leva à famosa
redução, né, das emissões e ao cenário
de 1,5 que vamos combinar, né, que
estamos flertando com perigo e num tal
paraíso, né, 1,5 é o considerado seguro,
mas estamos todos vivendo no mesmo
planeta com diferentes percepções. na
Bill, assim, super obrigada por trazer a
visão e o histórico do BNDS nessa agenda
e principalmente a contribuição de como
tantos novos fundos que o Gustavo
mostrou, tá? E a nova dinâmica do
mercado financeiro, mas também como
papel, né, dos bancos de desenvolvimento
se soma aqui no acelerar essa agenda. E
finalmente, né, parabenizar e agradecer
aí a Ambima em nome da Amanda, a
Febraban, né, em nome da Cíntia e ao
Pedro em nome da CNEG, por fomentar essa
agenda e disponibilizar esse
conhecimento aqui para nós. Então, o
workshop fica gravado, vocês podem ter
acesso, quem participou aqui conosco vai
receber o material. E se tiverem mais
alguma pergunta que vocês achem super
importante, vocês podem direcionar para
nós. Foi um prazer estar aqui com vocês.
Super obrigada e bom dia a
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