IAs no Ecossistema de MEP: Desafios e Oportunidades | 19º CMEP
Sumário Regulatório
Giancarlo Greco, presidente da Abecs e CEO da @cartaoelo, Marcelo Tangioni, presidente da @MastercardBrasil, e Rodrigo Cury, presidente da @VisaBR, debatem desafios e oportunidades do uso de inteligência artificial no ecossistema de meios eletrônicos de pagamento em painel do 19º CMEP. O evento foi realizado em 14 e 15 de abril de 2026 no Teatro Santander, em São Paulo.
Transcrição e Conteúdo
A gente vai agora mergulhar em alguns dos temas que estão no centro das discussões do nosso mercado. Continuamos explorando as IAS as oportunidades de expandir as fronteiras de atuação em pagamentos eletrônicos e também as demais inovações e como tudo isso vem transformando o setor. Agora, portanto, para abordar a inteligência artificial no ecossistema de meios eletrônicos de p...
dos temas que estão no centro das
discussões do nosso mercado. Continuamos
explorando as IAS as oportunidades de
expandir as fronteiras de atuação em
pagamentos eletrônicos e também as
demais inovações e como tudo isso vem
transformando o setor. Agora, portanto,
para abordar a inteligência artificial
no ecossistema de meios eletrônicos de
pagamento, eu convido novamente ao palco
o presidente da Abex e CEO da ELO,
Jeancarlo Greco.
Chamo também o presidente da Mastercard
Brasil, Marcelo Tangioni, o presidente
da Visa do Brasil, Rodrigo Curi. E para
moderar o painel, o vice-presidente
executivo da Abex, Ricardo de Barros
Vieira. Fiquem à vontade, senhores.
É, boa tarde a todos. Vocês me
aguentando aqui novamente, né? Mas eh é
um é um painel interessante. Nós temos
aqui os três principais executivos das
eh IAPs desse país, Visa, Master e Elo,
Jeancarlos, Marcelo e Rodrigo Cúria, a
quem eu agradeço muito a o tempo que vão
dedicar esse painel. E a ideia aqui é
falar com vocês de inteligência
artificial no sistema, no no no
ecossistema de meios de pagamento. E
nada melhor do que aproveitar a
experiência de executivos, né, eh desses
executivos para eles contarem um pouco
da experiência e como é que eles vêm eh
essa sobre a perspectiva deles, como é
que a inteligência artificial eh nos eh
contribuirá ou alavancará os negócios de
de meios de pagamento. Então, eh, eu não
quero eh me alongar, que eu acho que o
importante aqui é ouvirmos. Eu queria
que eles expressar, eh, falassem com
vocês sobre as experiências que eles têm
observado nas suas empresas ao redor do
mundo e como é que isso se eh traz em
eficiência e novos modelos de negócio
pro pro nosso ecossistema. E vamos
começar da esquerda pra direita, né, Dr.
Jeancarlo? Eh, por gentileza.
Ah, boa tarde, gente. Eh, bom, é um tema
que eu acho que ele já permeia
a estrutura toda de pagamentos de um
jeito ou de outro com todos os
participantes,
mas eu acho que existe uma evolução
importante. falei muito na abertura
sobre sobre a evolução do nosso do nosso
negócio, sem esquecer talvez a origem
que fez com que o nosso setor ah tivesse
tanto sucesso, né, ao longo dos anos,
principalmente contra contra o papel
moeda, né, que é essa segurança,
conveniência e e rapidez. E como é que
você mantém isso ao longo da da evolução
do processo, seja cartão presente,
cartão não presente, e-commerce e assim
por diante. Então, na estrutura da
companhia, óbvio, eh uma série de
atividades já são eh ali, já usam uma
plataforma nossa, mas o que a gente vê
aqui pelo menos como, né, não só gestão
de portfólio, de risco, avaliação do
cliente, atendimento, ou seja, eu acho
que são todos temas que todo mundo
conhece já eh efetivamente eh já evoluem
talvez com de uma forma um pouco mais
ampla.
Um ponto que que sempre é de uma tensão
bastante grande na ELO é com relação e
isso já vem talvez daquele movimento de
internet das coisas, a hora que você tem
transação entre entre máquinas já era
uma uma preocupação, porque a hora que a
gente divide o nosso negócio ali, talvez
em três etapas bem básicas, né, que é a
a autenticação, aprovação e a
liquidação, como é que eu eh caminho,
seja lá o canal que for ou a tecnologia
que tiver embarcada, como né, o que é o
caminho por essas três fases de uma
forma fluída, né, sem que os modelos
sejam muito eh, né, eh, de uma certa
forma impactados. E aqui não é
diferente, né? Então, quando eh e já já
eu acho que essa tarde vocês vão
acompanhar algumas discussões. Eu não
vou nem talvez estragar também. tem uma
tem uma apresentação do Edomerig, que é
o nosso vice-presidente de soluções, que
vem aqui mostrar um caso eh um caso
nosso, mas definitivamente uma
preocupação é com relação à à
autenticação, à segurança, eh
principalmente quando você fala do dos
agentes eh AI, né, que acabam tendo essa
participação, que pode ter ali uma
origem eh na transação entre máquinas,
mas com uma talvez turbinado, né, que
que é uma que é um é um ponto a se
observar. Então, na minha visão, a hora
que você desenvolve um sistema desse e
assim foi com outros, como é que eu
garanto que eu tenho o modelo para que
isso flua da da melhor forma possível? E
aí, na minha visão, a gente sai de um de
de um processo de autenticação
que já vem evoluindo ao longo dos anos,
né? E eu comentei aqui em algumas
conversas sobre a autenticação,
cartão não presente, aproximação e assim
por diante, ou autenticação em em
transação sem senha, como é que é agora?
É autenticação de de máquina, né, ou
efetivamente de um agente que fala em
seu nome, né? E aí mais importante ainda
é quando um agente transaciona com outro
agente, né? Eu vi recentemente uma uma
solução em que carros autônomos,
elétricos, óbvio, eh iam a postos de eh
de carregamento por indução sozinho
voltavam, né? Então, como é que eu
autentico então esse esse automóvel ou
agente que vai falar em nome eh do
automóvel? Eu sei que vocês vocês vão
ouvir isso nos próximos dois dias, mas a
gente sai daquele universo do know your
customer para know your agent. E aí,
como é que eu traduzo isso falando que
aquele agente efetivamente é o seu
agente, né, que tá de repente aqui
transacionando com Marcelo, com Rodrigo,
com o Ricardo e e e agentes e ali
acertando definitivamente uma transação.
Então, os protocolos aqui e o nível de
segurança. E já tem muita coisa
avançada. Eu tenho certeza que eles vão
mencionar com a experiência que eles têm
em outros mercados algumas dessas
iniciativas, mas eu acho que isso sempre
vai ser uma grande uma grande
preocupação pelo que eu, né, pelos
testes que a gente vem fazendo e as
iniciativas que a gente vem colocando no
ar no Brasil, parece que tudo funciona
de uma forma bastante integrada, mas
mesmo assim a velocidade de adoção e o
Brasil é mestre nisso, né, ela sempre
preocupa. É o que a gente tava
discutindo aqui de manhã. Quando isso
ganha uma escala muito grande, é a hora
que a gente tem que olhar paraa casa e
ver se todos os participantes do
ecossistema estão prontos para absorver
essa essa rapidez. Isso aconteceu no
NFC, quando a gente teve uma expansão
enorme, principalmente do ponto de vista
de captura, mas a gente não teve a mesma
expansão do ponto de vista de emissão,
então você acaba criando um gap ali.
Aqui eu acho que não é diferente. Então,
nós temos um time, eu acho que o Edu vai
falar um pouquinho sobre isso mais
tarde, um time que tá muito dedicado ali
em segurança, especificamente em
autenticação, que é uma preocupação
nossa. Mas eu vejo com muitos bons
olhos, eu acho que é uma revolução
fenomenal, ele tira do caminho uma série
de atividades eh diárias ou compras
básicas.
Eu, obviamente, se quiser fazer mais
sofisticadas também, mas eu acho que ele
tira da frente do ponto de vista de
produtividade do consumo, do consumo
usual, são múltiplos absurdos ali. A
gente tá muito animado com a com a
iniciativa.
>> OK. Obrigado, Dr. Rodrigo, com a sua
visão.
>> Eh, o que Bom, primeiro, boa tarde a
todos, né? Obrigado pelo convite,
Ricardo Abex também. Eh, são muitos anos
já vindo eh no SEMEP, desde que a gente
tava naquele naquele cenário redondo
ali, quadrado, vocês lembram disso? Lá
no hotel lá na
Transamérica. Exato. Então, muito bom
estar aqui com vocês novamente. E
quando a gente fala de inteligência
artificial, a dúvida é o que não falar
de inteligência artificial, né? Eu acho
que todo mundo tá tá ouvindo muito sobre
isso, tá falando muito sobre isso. Eh,
nos últimos anos o que a gente fez foi
dar um passo
além com acho que dois eh dois fatos eh
que impulsionaram essa tecnologia. Eh, o
primeiro é a inteligência, a
inteligência artificial hiva
e o segundo são os agentes, né? e a
agêntica, eles deram realmente dois
passos muito grandes em algo que já
existia, já vem já vinha sendo utilizado
há muitos anos e a gente falava
relativamente pouco disso, né? Eh, para
vocês terem uma ideia, o primeiro
primeiro modelo eh da Visa que usa
inteligência artificial é de 1993,
tem mais de 30 anos aí de existência.
Então, eh a gente realmente tá num
momento de de inflexão de como usar
essas tecnologias. a gente tá num
momento de inflexão de como controlar
controlar essas tecnologias, porque a
gente sabe que existe eh podem existir
efeitos colaterais não desejados, né?
Tem muita coisa que eh a gente ainda
ainda tem que eh aprender muito com
isso, controlar isso para que isso não
saia do nosso controle. Eu acho que essa
é uma coisa importantíssima e tá sendo
discutido. Precisa ou não de uma
regulação disso, eh, precisa ou não de
um protocolo para ser usado. Eh, hoje tá
na mão das das empresas que desenvolvem
isso e de momento tá indo eh tá indo
bem. E a aplicação disso eh
especialmente pro nosso mercado, pro
mercado financeiro, em em que instância
a gente usa para fazer eh o uso da
inteligência artificial, né? Então, eh,
eu acho que hoje existe uma coisa que tá
muito bem percorrida, que são os
agentes, ah, ou, ou uso, pelo menos,
para tudo que é segurança, como o Jean
falou aqui, segurança, eh, prevenção a
fraude, eh, detecção de golpes, coisas
do gênero. Acho que isso pode realmente
trazer a gente para um para um para um
nível muito elevado, eh, proteger mais a
nossa indústria, proteger mais os
pagamentos. A gente sabe que isso pode
ser usado do outro lado também. Então,
tem a gente tem que ser rápido,
eh, continuar com todo o processo de
tokenização muito forte e esses tokens
serem usados como credenciais entre
agentes na rede de forma segura. Então
isso tem uma uma capac de uma capacidade
de trazer uma uma camada adicional de
segurança muito forte aqui. Eh, e o
outro fato é toda a nossa eficiência,
né? Acho que todo mundo aqui, acho que
não tem ninguém nesse auditório que não
deve ter eh usado pelo menos uma vez eh
uma das ferramentas de inteligência
artificial eh essa semana, ou para fazer
uma consulta ou para ajudar ajudar a
escrever um e-mail. eh, ou para fazer
uma consulta de preço ou para aprender
algo novo, né? Então, eu acho que o
grande o grande pulo do gato aqui para
todos nós que estamos aprendendo com
isso é não parar de aprender. Eu acho
que é ser curioso, é ir atrás. Eu tava
eh isso acontece muito, a gente vê em
vários clientes que estão investindo
muito nisso, né? E a gente vê que a
maneira como esses clientes, esses
bancos, esses adquirentes, eh, esses
comércios estão aplicando a inteligência
artificial no seu dia a dia, é de uma
maneira completamente diferente. Então,
eu tava num caso do de um de um banco na
semana passada que fez uma das coisas
mais espetaculares que eu já vi desde a
perspectiva de eficiência comercial. Eu
vi um outro cliente que tava usando isso
para aumentar a eficiência operacional,
ou seja, um usa isso para eh paraas suas
agências, pros seus gerentes de conta,
paraos seus times que falam com o
cliente, eh um banco não muito longe
dali, usando isso para aumentar eh o
nível de transacionalidade dos seus
clientes, uma aproximação maior com seus
clientes, atender melhor esses clientes.
Então aqui eu acho que todos nós como
profissionais temos que olhar aquilo que
a gente vai aprender de novo, ser
curioso, eh reservar um tempo do da
nossa semana para usar as ferramentas e
aprender com isso, tá bem preparado para
isso. E o segundo é como nós usamos isso
para melhorar o nosso negócio. Não
necessariamente esperando que o
presidente, o CEO da meu banco, da minha
companhia, traga alguma coisa desde a
perspectiva estratégica, mas usar isso
no nosso dia a dia. Acho que esse é a
gente tem ferramenta para fazer isso.
Então eu acho que no geral é é e para
iniciar uma conversa de intelig
inteligência artificial sem entrar no
território de tudo que vai ser falado
hoje à tarde, amanhã, porque acho que é
o principal tema que a gente vai falar
aqui no SEMEP. Eu acho que é isso que eu
gostaria de de trazer.
>> Obrigado, Rodrigo. É, de fato, hoje à
tarde, a tarde é quase toda sobre
inteligência artificial e amanhã também
tem um pedaço e fora segurança, né? eh
que é um outro ponto importante. Dr.
Marcelo, por gentileza, com a sua
experiência, a sua visão, o que que você
poderia falar um pouco pra gente sobre a
contribuição do da IA na no nosso
ecossistema?
>> Bom, primeiramente, boa tarde a todos.
Eh, prazer estar aqui eh com vocês mais
uma vez. Ah, a gente que é veterano de
indústria, né? A gente já teve assim o
prazer de dividir esse palco com muita
gente importante. Hoje não é diferente,
é gente muito boa e acima de tudo
amigos. Então, um prazer estar aqui com
vocês. Eh, difícil complementar, né,
quando você é o último a falar, mas ah,
eu acho que assim, o que eu queria
trazer aqui um elemento super
importante, uma coisa que quando a gente
fala de inteligência artificial, muitas
vezes h eu vejo, né, as matérias,
artigos, debates, muita gente falando
das ferramentas, muita gente falando dos
benefícios, mas pouquíssima gente
falando
da base da inteligência artificial, que
é dado
né? Eh, que que adianta você ter o
melhor machine learning, você ter
milhões, bilhões de investimento e
infraestrutura se você não tem uma base
de dados eh limpa e organizada, tá
certo? Então é aquela história, você
coloca lixo, sai lixo. E óbvio que a
gente vem enxergando, né, no no no mundo
uma série de avanços, mas eh quando eu
vejo esses debates me cham muita atenção
a falta do do da da assim do
investimento e do e e da discussão em
cima daquilo que é o alicerce do
resultado da inteligência artificial.
Quando a gente tá falando de bandeiras,
né, aqui a gente tem três bandeiras, a
gente tem o privilégio, né, de ter
acesso a muito dado, muita informação.
Então, por que que eu tô trazendo esse
tema aqui para vocês? Eu acho que a
gente eh tem essa essa possibilidade,
né, de de enxergar tudo que acontece eh
seja no mercado brasileiro, no mercado
mundial, do ponto de vista de
comportamento, né, de consumidores, de
varegistas, que de forma estruturada e
organizada, de novos, como é, né, o o o
a estrutura de uma de uma bandeira, isso
traz pra gente um potencial, né, de
resultado, de impacto
para todos os elos da cadeia. Tremendo,
né?
Então, meus colegas citaram aqui alguns
exemplos, né? Eu também vou trazer
alguns. Quer dizer, desde
coisas básicas, como por exemplo, assim,
desenvolvimento de sistemas, né? Aquilo
que você eh demorava às vezes meses,
semanas para para codificar, hoje você
leva dias, né? eh desenvolvimento de
produtos, squads, quer dizer, tudo isso
se agiliza demais todo esse processo. A
gente falou um pouco aqui, né, de de
segurança, talvez de todas as áreas onde
a gente eh atua. Talvez esse seja neste
momento onde a gente tem conseguido
maiores avanços. Se vocês acompanharem o
histórico eh da fraude da nossa
indústria, ela cai ano contra ano, ã,
entre outras coisas, óbvio, tem uma
série de fatores por trás, mas por conta
do aperfeiçoamento dos nossos modelos
que são, né, powered by e inteligência
artificial. Ah, a gente na Mastercard
tem uma ferramenta, talvez a principal
ferramenta de de eh prevenção, né, a
fraude, que é o Decision Intelligence. A
partir do momento a gente já usava a
inteligência artificial, mas no momento
que a gente começou a usar a
inteligência artificial generativa, o
resultado, a eficiência, né, da da da
ferramenta, ela passou de 300%. Tá? Esse
é o poder do negócio. Imagina você
traduzir isso em resultados.
eh, para quem tá fazendo uma
autorização, né, de uma transação,
realmente é um negócio muito forte. Hã,
eu falei aqui de dados, né? A gente, ah,
a área de serviços da Masterc representa
quase 40% do nosso resultado. Muito
disso vem da parte de consultoria, de
insites, dados, inteligência que a gente
vende também. Inteligência artificial
ajuda muito. Nós temos, por exemplo,
soluções de testar, né? eh para você
fazer absolutamente tudo, qualquer
tomada de decisão, seja de risco, seja
de marketing, seja eh de vendas, né,
você coloca ali os cenários eh e o
modelo preditivo ele te ajuda, né,
junto, obviamente, com a experiência que
você vai colocando, né, ali, seja a
pergunta que você quiser, o que você
quiser simular, ele vai aperfeiçoando e
vai te trazendo respostas mais ajustadas
para pra pergunta que você faz. Ah, e aí
mais recentemente uma outra solução que
a gente trouxe também, que eu
particularmente acho muito bacana, que é
eh um agente que te ajuda a a encontrar
soluções. por exemplo, roupa, por
exemplo, você quer, você vai numa festa,
você quer fazer uma compra, você coloca
lá sua fotografia, você coloca onde você
quer ir, que que você quer fazer e a o
agente ele vai lá e também te ajuda
dentro, obviamente, daquele do ambiente
daquele daquele varejista encontrar um
sapato, uma camisa, uma calça, seja lá o
que você esteja procurando pro ah pr pra
sua solução. Então assim, são alguns
exemplos, né? Mas obviamente no nosso
dia a dia também, né? a gente assim tem
muita coisa ainda para explorar,
aprender, mas acho que os impactos já
são gigantes da nossa indústria.
>> OK. Eu eu tô aprendendo, eu sou do, como
o Jean fez questão de registrar hoje de
manhã, eu sou do tempo do do carbono,
né? Então,
bom, vamos lá. Eh, Jan, eh, uma pergunta
para você. E aí, todos comentando, fica,
fica aberto para todos comentarem. Eh,
você acha que a inteligência artificial
está seguro suficiente para ser a base
dos pagamentos do futuro? Como garantir
a confiança da de todos nesse processo?
>> Eu acho que é o que é o que a gente
falou um pouco aqui. Eu acho que tá
evoluindo para isso, né? Eu acho que
algumas definições precisam acontecer e
não é de hoje, né?
Existem discussões sobre segurança na
inteligência artificial há muitos anos.
Eh, e aí a hora que você passa para um
para uma um comportamento de uso em
larga escala, aí a gente começa, eu acho
que esse setor e aqui representado pelos
arranjos, ele sempre primou por por hora
que acelerar a escala, é porque
realmente tá tudo sob controle. Então
acho que eh são empresas que vão ter um
papel importantíssimo em garantir que
esse negócio vai poder ter a escala que
ele parece que vai ter, mas acho que é
uma evolução em conjunto. Por exemplo,
na ELO a gente sempre discutiu muito se
a gente ia desenvolver uma solução por
indústria ou por alguns comportamentos
de consumo ou talvez uma solução ligada
diretamente a um produto, né? Então você
pega, por exemplo, ah, indústria de
saúde, vou desenvolver uma e ainda é
algo que a gente debate, ah, eu vou ter
aqui um agente para viagens, vou ter um
agente, ou então eu vou ter um agente,
um agente, né, um ser como um
consumidor, como todos nós aqui. Então,
ainda são discussões que eu acho que
estão no modelo de negócio, na forma de
atuar, que vão esbarrar depois
exatamente na segurança e na
confiabilidade
eh do da transação. Eu costumo dizer e a
primeira vez que talvez eu mergulhei
mais nesse tema foi ali em 2016, 2017,
que eu lembro que todo mundo falava
muito abertamente da evolução de
inteligência artificial. E para aqueles
que entendiam mais do assunto e dizem:
"Olha, falar sobre inteligência
artificial num num telefone ou num
aparelho em casa agora, e um tanque de
guerra e um caça, ou seja, então eu
preciso de algum precisa haver alguma
uma regulação que estabelece algumas
fronteiras." Eu acho que isso tá sendo
trabalhado hoje, que para nós é muito
importante, né? Essa indústria já
desenvolveu uma série de protocolos e
consórcios justamente para garantir
padronização,
segurança. Eu acho que aqui não vai ser
diferente. É que eu acho que é sempre, a
gente falou, né, Ricardo, isso de manhã,
é sempre uma barra mais alta sobre o
nível de de segurança que eu preciso
ter, né?
eh identidade digital, a possibilidade
hoje de e e eu ainda discuto muito
internamente sobre comportamento de
consumo. Tem tem compras que nós todos
aqui nós temos prazer em fazer do começo
ao fim, sem nenhum intermediário. Agora
tem outras, se pedir para eu comprar
sabão em pó, primeiro que é capaz de vir
comida de gato, né, errar o negócio lá e
a outra que não é um negócio que vai me
deslumbra, né? Então, talvez para isso,
então, acho que todo esse movimento de
de mercado, eu acho que efetivamente ele
vai ele vai evoluir junto. E assim foi
com todas as soluções que a gente vê. O
chip, por exemplo, em alguns mercados de
implementação, como o mercado americano,
até hoje eles vivem lá com chip e
assinatura, né? Ou seja, a gente aqui tá
um pouco mais mais evoluído. Então eu
acho que está ficando pronto, mas eu
tenho certeza que essas empresas aqui
vão cuidar para que na hora que ganhar a
escala as coisas estão funcionando.
>> Senhores, querem complementar essa
questão do do chip? É interessante, né?
Eh, no Brasil a gente foi pioneiro na na
implantação do chip, né? E e eu me
lembro nessa época permitiu que o chip
resolveria, tinha capacidade para tudo,
mas até hoje só mata a senha, né? que eu
saiba é uma bela solução. Bom, Rodrigo,
vamos explorar você. Quando você está
com seus clientes, já começou a comentar
algumas coisas com a gente, né? Quais
são as principais dúvidas que surgem
sobre a inteligência artificial no
mercado?
>> Nossa, que boa pergunta. Eh, eu digo que
é boa pergunta porque sempre que você
vai falar com alguém, seja cliente ou
não, um dos principais assuntos é Iá,
né? Então, eh, não coloco isso. Acho que
a primeira, a primeira coisa, a primeira
reação quando a gente vai falar desse
assunto, especificamente,
eh, com os nossos clientes, e aí os
clientes sabem que eh eh a Visa eh eu
imagino que a e a Master também são das
empresas que mais investem em
inteligência artificial no mundo. Eh, a
Visa investiu 3 bilhões de de dólares
nos nos últimos nos últimos anos em
inteligência artificial.
eh, e plataforma de dados, né? Então,
eh, um investimento muito potente.
Consequentemente vem muita pergunta pra
gente, a gente é chamado muito para
falar sobre isso. Eh, eu acho que a
primeira sensação é o tal do fomo,
do fear of missing out. Todo mundo
querendo saber o que tá acontecendo, o
que que o vizinho tá fazendo, o que que
os melhores e maiores bancos e mais
avançados e sofisticados lá fora estão
fazendo. Então, tem muita pergunta desde
a perspectiva de, cara, eu não quero
ficar fora dessa onda. Eu sei que essa
onda é de verdade, que ela pode mudar.
Escutei um comentário muito bom ontem
que é, cara, a gente tá num momento em
que quem é o o melhor e mais avançado
player do mercado, talvez não seja mais
daqui a 2, 3 anos. E aquele que tá super
atrasado, eventualmente pode ser o mais
avançado. Então a gente realmente tá num
momento que pode ser um antes e depois.
Aquilo que a gente vai lembrar daqui 10
anos falando, você lembra daquele
momento? Então, todo mundo sabe disso.
Todo mundo, todo mundo, sem exceção, eh,
tem esse receio e quer saber o que tá
acontecendo. Esse é o primeiro.
O segundo, eu acho que é o tema de
segurança, o tema de sistemas de risco.
A gente já falou aqui também, vai ter
mais discussão sobre isso. Eu não quis
aprofundar antes porque eh a gente vai
falar mais com profundidade aqui no no
CMEP sobre isso, mas é risco e
segurança. Todo mundo quer saber como é
o melhor. a gente tá num país em que a
adoção digital é altíssima, em que o
brasileiro gosta eh e se sente à vontade
de se expor a novas tecnologias. Então,
a gente tem uma, a Visa tem fez uma
pesquisa recentemente com a Morning
Consulting e a gente viu que
praticamente 80% dos brasileiros tá
disposto a fazer uma compra eh através
de agentes e de comércio eletrônico.
80%, 70 e tantos por. Quando você pega
essa mesma pesquisa e faz nos Estados
Unidos, é a metade. É menos de quatro
pessoas estão dispostas neste momento a
fazer. Então, o nosso nível de adoção
ele é muito grande, consequentemente,
consequentemente o nosso nível de
exposição também é muito alto. E vocês
sabem que vocês moram num país em que a
criatividade na hora de desenvolver
sistemas para fraude é às vezes mais
rápido do que o nosso nossa capacidade
de desenvolver sistemas de prevenção a
fraude. Então, todo mundo tá muito
preocupado com esse segundo ponto que é
sistemas de de risco e e segurança.
Terceiro ponto, eu diria que é o tema de
de eficiência operacional. Todo mundo
quer ser mais eficiente, todo mundo quer
fazer mais com menos, eh, seja nas suas
ferramentas, seja na hora de atender
cliente, eh, seja na hora de desenvolver
produtos, tudo. Gente, hoje falar para
vocês que a Visa, a Visa hoje tem 230
produtos e serviços, dos quais 100 já
usam inteligência artificial na essência
do produto. Eles se alimentam de
sistemas de inteligência artificial.
todo mundo tá indo para esse para esse
caminho, né? Então eu falo daquilo que
eu conheço que é a minha empresa, mas
provavelmente a empresa que vocês
trabalham também tá nesse caminho. Então
nós queremos ser mais eficientes, a
gente quer ser melhor operacionalmente.
Então a inteligência artificial traz
isso e ajuda a gente no nosso dia a dia
também. Coisa simples, trabalhos
braçais, trabalhos corriqueiros que a
gente às vezes eu eu eu me interesso
muito pelo assunto, né? Então, a gente
tem disponível algumas ferramentas
[roncando] de inteligência artificial na
Visa e eu usei uma delas para
desenvolver um agente de análise de
contrato. Então você imagina, empresa
B2B tem muitos contratos, muitas
empresas. Então às vezes eu pegava um
contrato, demorava horas para analisar
esse contrato. Hoje eu faço isso em
minutos, para não falar segundos, porque
eu fiz, ele traz as principais
características do contrato, traz as
principais, ele compara com outros
contratos equivalentes, ele faz uma
análise de valor também. Então esse tipo
de coisa, eh, no meu dia a dia, ele é
fundamental. Eu não consigo mais
imaginar o meu dia sem o meu robozinho
de análise de contrato, que ele facilita
muito o meu dia a dia, né? Eh, e outros
que vão por aí. Então, e esse tipo de de
análise, esse tipo de interesse nas
empresas, ele só cresce também.
E acho que por último, não menos
importante, aquilo que a gente já
comentou, que é a parte de comércio
agêntico. Eh, o Jan trouxe alguns
exemplos que eu acho muito bons aqui
também, que é eh a gente fez eh isso já
é uma realidade, isso não é uma coisa
futurista. há poucas semanas, eh, nós
fizemos junto com o Banco do Brasil e
junto com o Banco Santander, as
primeiras, eh, transações de, de
comércio agêntico da América Latina,
para não falar do mundo. O Banco do
Brasil foi a primeira aqui do Brasil.
Eh, já a realidade, um agente de forma
totalmente autônoma, independente,
fazendo uma compra. Então, parece meio
maluco, né? As perguntas se falaram
assim: "Puta Curi, mas e se ele errar? E
se ele fizer, então, e ele tem uma série
de salvaguardas aqui para fazer compras
de produtos mais simples no primeiro
momento, mas eventualmente ele pode
planejar toda a sua viagem. Quem não fez
ainda, pega um dos das ferramentas que
vocês usam de inteligência artificial,
pode ser Copilot, Chep GPT, Gemini, e
pede para ele planificar uma viagem para
vocês ou tenta, pede uma consultoria
para comprar uma raquete de tênis ou,
sei lá, taco de golfe, o esporte que
vocês quiserem, tênis de corrida, coloca
suas características, ele pergunta seu
peso, sua altura, o seu nível, qual a
última vez você jogou, quantas vezes por
semana
E só falta o passo de falar: "Ó, legal,
eu quero a raquete, uma próstaff da
Wilson, gostei, quero essa cor, a minha
medida de punho com com essa corda,
quero comprar." Só falta o botão de
comprar
e e daqui a pouco vai ter esse comprar
também. Então, todos nós que trabalhamos
ou estamos relacionados com meios de
pagamento, estamos na na indústria
financeira ou perto do mercado
financeiro, a gente tá muito preocupado
com isso no bom aspecto de de tá
avançando e trazer pros nossos clientes
eh soluções nesse sentido. Então você
pega esses quatro, principalmente os
três pontos, né, de de segurança, o
ponto de
eh a de a de comércio agêntico e de ter
uma maior eficiência.
Aquelas empresas que souberem aplicar
isso no seu dia a dia de forma mais
eficiente, talvez tenha um salto eh
quantitativo
importante na hora de dar um melhor
serviço pro seu cliente.
>> É fantástico,
Marcelo,
como a inteligência
artificial está transformando eh a a
jornada de compra do consumidor
brasileiro, além do pagamento?
Bom, Ricardo, ele começa
até mesmo antes da gente pensar nisso,
né? Então, acho que todo mundo aqui eh
eh em algum momento ah algumas vezes ao
dia, senão, né, acabou sendo impactado
por algum algoritmo que te sugeriu uma
compra ou alguma coisa que você, pô,
engraçado, eu tava falando sobre isso
outro dia, apareceu aqui no meu feed e
tal, né? Ou seja, qualquer busca que
você faça, qualquer like que você dê
numa numa rede social, né? Algumas
teorias da conspiração dizem até, né,
que Alexa, que o celular também ouve
suas conversas, ou seja, eh, isso tá
ficando cada vez mais frequente, né?
Então, antes mesmo da da assim da gente
eh da gente até ter um desejo, a gente
acaba muitas vezes sendo incitado por
uma inteligência artificial que tá lá
atrás trabalhando, tem um algoritmo lá,
olhando o seu comportamento e tentando
eh, se não adivinhar seu desejo, criar
um desejo que você ainda não tem, tá
certo? Que que às vezes até é um pouco
perigoso. Então, acho que esse é um
exemplo muito clássico, né? Eh, Rodrigo
tava falando aqui agora, né, da da das
buscas, né? Eh, também muito comum, né?
Você vai em qualquer buscador. Hoje você
já tem lá, né? Antigamente você fazia
uma busca lá, aparecia lá um monte de
coisa. Hoje em dia você tem lá os, né,
os links, mas tem um pedaço lá. Você
vai, por exemplo, no Google lá, já tem
ali em cima tem o o o a resposta por IA.
Ah, e você pode ir lá conversar, né, com
a gente, né?
pegar aqui de novo o exemplo da, né, da
raquete de tênis e e isso te ajuda na na
tomada de decisão, né? Você acaba você
acaba fazendo uma compra muito muito
mais educada do que você fazia
simplesmente com um buscador, né? Então,
antes você tinha os buscadores, aí de
você começou a ter eh ferramentas para
te ajudar a comparar preço, agora não.
Agora tá trazendo umas assim dados e
inteligência que vão fazer a sua tomada
de decisão ser muito mais eh eh muito
mais perfeita, né? Rodrigo falou que
muito em breve a gente vai poder eh
clicar lá para poder fazer esse
pagamento, né? Isso já é já é uma
realidade, isso precisa realmente ser
escalado agora. E eu acho que o terceiro
que, e aí entra um papel fundamental,
né, de nós como bandeira, aí acho que
foi o Jean que falou da parte mais
regulatória e nós como
arranjos eh a gente tem um pouco de
papel de regulador, a gente não gosta
disso, mas infelizmente são um dos
pedaços chatos, né, do nosso do nosso
trabalho. Mas eh como franquias, né, a
gente tem que um assim, a gente tem que
estabelecer as regras do arranjo, né, e
muitas vezes arbitrar em cima disso
também. Então hoje quando uma pessoa vai
lá, faz uma compra, tá? Tem algum
desacordo lá com o estabelecimento
comercial, eh um uma das ferramentas
poderosas que a gente tem, né, no mundo
de cartões é você poder fazer o charge
backack dessa transação, né? Vamos
pensar aqui um cenário diferente, né? Um
pouco mais avançado do que o Rodrigo
falou da raquete de tênis. Pensa o
seguinte: você quer fazer, você quer
comprar uma passagem de avião, né? Eh,
pro futuro, você falar assim: "Eu quero
tirar férias, sei lá, em agosto, né?" Eu
tenho flexibilidade, então pode ser
entre, sei lá, entre os dias 10 e 15. Eu
quero ir paraa Europa. Como eu vou
viajar na Europa, meu ponto de chegada
pode ser, sei lá, três, quatro cidades
diferentes, né? Eu quero viajar à noite,
não quero viajar de dia, eu quero eh
viajar na turística premium, mas eu
quero pagar no máximo isso. Ou seja,
você estabelece ali no seu agente
algumas regras. né? Eh, e você deixa ele
trabalhando por você 24 horas por, né?
até ele encontrar uma passagem aérea com
todas aquelas condições. Você pode
inclusive colocar, eu quero que você
olhe dentro dessas companhias aéreas, ou
seja, você monta lá uma regra pro seu
agente que ele vai trabalhando por você
e a partir do momento que ele encontra
alguma coisa que tá dentro daquelas
regras, ele já tem ali embarcado uma
credencial de pagamento, obviamente
segura, tokenizada, porque segurança faz
parte do nosso negócio. E ele vai e faz
essa compra por você. Ou seja, o aquele
trabalho de ficar buscando, né, toda
hora você ficar entrando, entra no site
de uma companhia aérea, entra no outro,
então entra na na na no sei lá, num num
desses eh sites de viagem, né? Quer
dizer, aquilo que tomava muito tempo,
você vai ter ali uma máquina trabalhando
para você, né, obviamente em cima de
regras pré-definidas para tomar essas
decisões, né? E e aí, né, esse seria
talvez o o terceiro estágio, né, dessa,
eu acho que desse de de como o
consumidor ainda não está comprando, mas
muito em breve vai poder comprar também.
eh, que eu acho que vai ser assim um um
um vai mudar completamente a a a assim a
dinâmica e principalmente a forma com
que os arranjos vão começar a tratar
esse tipo de de transação. É muito
importante a gente ter regras, né, para
decidir se alguma coisa acontece, né,
nessa nessa transação, eh, como é que a
gente vai arbitrar, né, foi o que o Jean
comentou, quem que fez a compra, foi o
agente, foi a pessoa, né? Então eu acho
que essas experiências, Ricardo, são
cada vez mais presentes no nosso dia a
dia, né? Acho que eu citei duas aqui que
já são muito comuns, eh, e uma que eu
acho que tá chegando muito em breve e a
gente tem que estar preparado para isso,
né? Eu eu adorei aquela quando chegar o
botão, né, botão de comprar, né, porque
com uma tecnologia, se ela for o com boa
usoabilidade, o NFC tá aí para provar
que o sucesso, né, aproximação é isso,
né, uma experiência fluida, sem atrito,
né, e o brasileiro gosta disso, né?
>> E aí você não vai precisar nem mais
apertar botão agora, né? Você estabelece
as regras e ele vai e compra por você.
>> Isso. Eu eu fico preocupado se um dia
tivermos regras de chargeack diferente
para uma transação e outra.
E só um só um comentário, Ricardo, que
eu acho importante. A gente às vezes, e
eu tô ouvindo aqui o Marcelo e Rodrigo
falarem que muito a nossa visão também
da da ELO, é que essa tecnologia
aplicada, né, não é não é o
desenvolvimento de uma solução para ter
uma solução com IA, né? Como é que eu
uso para mim quando realmente a escala é
e ela é possível, é porque aquilo se
resolveu um grande problema. como o
Marcelo tava dizendo, olha, eu não vou
mais dedicar esse tempo enorme, de
repente, para montar o meu pacote de
férias ou comprar produto de limpeza.
Então, no final das contas, a aplicação
para mim tem a ver com eh produtividade,
que é esse o a mesma coisa, você vai
poder fazer mais
e também acho que vai sobrar, vai
trabalhar muito mais, né? Porque agora
você vai ter, alguém vai cobrar ali, já
que você não precisa dedicar tempo ao
pacot de férias, então manda mais e-mail
aí ou começa a mandar e-mail também de
uma forma diferente do que simplesmente
dizer não, IA agora é é o é o ator
principal. Eu acho que não não deveria
ser. Eu acho que é muito mais esse
instrumento. Para mim, a discussão por
de carro elétrico sempre foi essa. A
grande revolução para mim de carro
elétrico nunca foi ele ser elétrico. Eu
não preciso mais um poo de gasolina, né?
Além de todo o aspecto ambiental, né? oo
de gasolina agora eu carrego ele ele em
casa. Então, acho que a gente precisa
entender eh e de novo, na minha visão de
de larga escala, qual é a o grande ganho
de produtividade que ele tá trazendo. E
aqui eu acho que o tempo que você vai
precisar dedicar para algumas compras
mais mais usuais, que talvez não era um
tempo de qualidade, você tira da frente.
Então eu acho que a a enxergar isso é
desenvolver solução que vai ter um alto
impacto, sendo aí vem todas as
preocupações que a gente já discutiu
aqui, mas acho que é não deveria deixar
de entender esse pano de fundo que é
produtividade, né?
>> Eu eu concordo totalmente com você,
Jean. Queria até trazer uma coisa para
reforçar o seu ponto. A gente tá falando
muito de do mundo de consumo, né? nós
como consumidores comprando alguma
coisa, mas o que a gente tá falando é de
eh áreas de compras e vendas de empresa,
ou seja, o âmbito B2B de negócio é ter
agentes dos dois lados negociando, ou
seja, agente com agente, o que a gente
chama de M2M, né? Machine to machine.
Eh, isso é uma outra coisa que hoje não
ainda não existe, né? mas estão sendo
desenvolvidos porque tanto o lado
comprador quanto o lado vendedor,
sobretudo de insumos, já estão
desenvolvendo para aumentar sua
produtividade. Então a gente vai ter
momento em que a gente vai ter um agente
de um lado negociando preços com agente
do outro, entrega, prazo, eh, e talvez
numa com uma eficiência tão grande ou
maior, eh, do que a gente faz hoje, né?
Então, eh, a gente sempre aplica isso
pro nosso mundo, mas eu acho que tem um
um mundo muito mais abrangente que a
gente hoje não tá vendo e que a gente
realmente tem uma possibilidade de fazer
coisas incríveis eh nesse aspecto de o
agente fazendo a compra pra gente.
Também gosto do ponto do Marcelo que eu
não vou ter nenhum botão. O cara vai me
conhecer tão bem, o cara, né, o agente,
o robozinho vai me conhecer tão bem que
ele vai fazer essa essa compra para mim,
pra minha empresa, pra minha família,
vai me sugerir coisas, vai interagir
comigo proativamente. Então, realmente,
a gente tá eh diante de uma de uma
realidade
assim muito próxima, que realmente vai
eh mudar a nossa a nossa maneira e o
nosso estilo de vida. Eu não vou ser
repetitivo, né? Mas eh quando eu comecei
a dirigir, não vou não vou revelar a
minha idade, mas quando eu comecei a
dirigir, eu usava guia, um negócio
chamado, para quem não conhece, um
negócio chamado guia, que era um livro
de papel. Alguém riu alto aqui, mas é,
não é para rir não, viu, gente? Quatro
rodas,
>> quatro rodas, né, Ricardo? Então eu eu e
só tinha um em casa. Então eu ia sair,
eu tinha que ver, olhar. Aí eu lembro
que a gente chegava no carro, você ia
até determinado ponto, parava o carro,
abria o guia, olhava de novo. Eh, alguém
consegue se imaginar dirigindo sem Waze,
sem Google Maps hoje em dia? Eh,
e por aí vai, né? Então, de novo, não
quero ser repetitivo, mas eu acho que a
gente vai se adaptando, vai trazendo
coisas e ano que vem a gente vai estar
aqui no CMF falando, você lembra que a
gente falou isso no ano passado? parece
há 10 anos e foi no ano passado. Então,
eh, eu acho que a gente tá em outro
desses momentos de novas tecnologias
afetando o nosso, o nosso estilo de
vida.
>> É, você me lembra que terminava
casamento, né? Você viajar com a esposa,
ela seguindo aqueles mapas, né? Você
nunca chegava no lugar certo, né? Eh, eu
sofri muito com isso. Eh, agora o máximo
que falo assim, eh, eh, recalculando a
rota maravilhoso, né? Écalculando a
volta a eu vou vou usar passar a usar IA
para ver se no meu caso é para responder
e-mail e mensagem de WhatsApp. Eu acho
que isso vai fazer uma economia de tempo
na minha vida fantástica. Bom,
terminando, infelizmente, né, a gente
podia falar mais tempo, mas uma pergunta
aqui, eh, pessoal. Como é que vocês
utilizam no dia a dia de vocês a
inteligência artificial?
Fica à vontade aí quem quiser começar.
>> O Rodrigo falou aqui dos contratos, né?
Eu assim, eu eu acho que eu tenho um
pouco de trauma de advogado, porque eu
tenho mãe e esposa advogadas, então
imagina a pressão em cima de mim, né?
>> Você tem um para você também, você
precisa ter um. [risadas]
>> E e eu acho que ah e eu sou meio
analfabeto em advogues, tá, pessoal? Vou
fazer, vou reconhecer aqui. Realmente
essa é uma das atividades que eu que eu
uso bastante também. A gente obviamente
acaba sendo exposto, né, a muito
contratos. Então, antes de eu pegar um
contrato, eu peço para ele dar uma uma
sumarizada, dou uma lida ali no no
sumário, depois, obviamente, vou no
detalhe. Então, isso me ajuda bastante,
né? Ah, agiliza muito na a essa
atividade. Ah, uma muito comum que eu
tenho certeza que todos vocês aqui
sofrem também quando vocês recebem
aquela aquela sequência gigante de
e-mails, né? Algum tema quente, né? Às
vezes um monte de gente copiada, todo
mundo dando opinião. Agora que você vai
abrir ali, tem sei lá, 20 e-mails, né,
falando do mesmo tema. Ah, eu já entro
ali, peço também pro, né, pro copilot
dar uma uma sumarizada no assunto, tal,
realmente ajuda bastante. Ah,
comunicação em forma geral. Ah, também,
né, você vai precisa mandar um e-mail,
precisa
a a redigir, né, alguma coisa. Eu acho
que tem tem achado isso bastante
bastante útil, principalmente quando não
é em português, por mais que, né, a
gente, né, no caso da Mastercard, acaba
acaba sendo exposto, né, muito a a
língua inglesa, não é necessariamente na
sua língua natal. Então, é sempre bom
dar uma corrigida ali, dar uma olhada
naquilo que você escreveu para ver se
não tem nenhum errinho, alguma coisa,
né? E não poderia deixar de dizer também
para fazer figurinhas e sacanear meus
amigos no WhatsApp. Eu acho que é uma
atividade bastante saudável também. Tá
certo.
>> É muito parecido aqui. Eu achava que
você não ia falar essa última, mas já
que você falou, eu vou falar também,
porque hoje no topo da lista é geração
de meme. Cara, espetacular. Eu outro dia
tirei uma foto num condomínio que a
gente tem em casa no final de semana,
tirei uma foto do vizinho que tava
viajando. Montei uma festa na casa dele,
do tamanho do mundo, mandei para ele e
falou: "Não sei o que tá acontecendo na
tua casa". Você alugou, cara? O cara
entrou em desespero, ligou no
condomínio, di, pô, invadiram minha
casa. Então isso primeira primeira
grande utilidade. A segunda é hoje o
volume de informação que tem por aí é
absurdo, né? Então também fazer um
filtro ali, trazer eh informação
relevante, é eu uso, eu uso bastante.
Eh, e obviamente
os períodos de performance do time
ficaram muito mais rápidos agora, né?
Escrever feedback é a coisa melhor do
mundo. Diz lá o feedback.
Não, não, mas eu eu também leio depois
que escrev
eu acho que eu não tenho muito adicionar
isso, né? Porque vocês falaram
praticamente tudo.
>> Ele falou do ponto de vista pessoal, aí
escancarou, né?
>> Pois é, exato, né? Eu brinco muito com
meus filhos, né? Que eu tenho três
filhos, então Google Photos faz um
negócio legal, transforma em figurinha.
Então eles adoram. eh, aumenta a
produtividade, sem nenhuma dúvida.
Compras, a gente já falou um pouquinho,
eu consulto tudo lá, viagem, é mais
fácil, mais fácil perguntar onde eu não
uso inteligência artificial ainda, né?
Então, hoje já é uma peça fundamental da
da minha vida. Incentivo todo mundo a
fazer e
eu acho que não tem mais nada. Acho que
tá tudo, né?
>> Você não faz meme, não, Rodrigo?
>> Faço, mas melhor não falar o que eu
faço, né? É bom, vocês já descobriram
quando receberem alguma coisa, se for
festa na sua casa, não acredite, né?
>> Ainda bem que o G não sabe onde eu moro.
>> Bom, gente, eu queria agradecer muito,
né, a plateia e a vocês eh bater esse
papo com a gente descontraído,
preparando o restante da tarde para as
discussões em casos específicos que vão
ser mostrados aqui pelo pelas bandeiras
eh na sequência do do CEP. Muito
obrigado pela participação de vocês.
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