Modelos e ferramentas de blended finance | Jornada de Blended Finance ANBIMA 2025
Sumário Regulatório
O primeiro workshop da Jornada de Blended Finance da Anbima falou de estruturas inteligentes, modelos replicáveis e ferramentas para Blended Finance. O objetivo é criar referências e preparar o setor. Participam da conversa Marco Gorini (Din4mo), Fernanda Camargo (Anbima), José Pugas (Conselho Curador da Go Blended), Lucca Rizzo (iCS) e Marcelo Billi (Anbima).
Transcrição e Conteúdo
É, primeiro, bem-vindos, bem-vindas. É um prazer e estar com vocês aqui nessa tarde. Eu sou o Marcelo Billy. Eh, aqui na Ambi, eu cuido das áreas de inovação, sustentabilidade e educação. E a gente tá aqui nesse evento eh que é uma iniciativa da rede ANBIMA de sustentabilidade, né? a gente tem uma agenda grande dentro da rede, eh, e essa discussão de Blended Fine se encaixa, né...
um prazer e estar com vocês aqui nessa
tarde. Eu sou o Marcelo Billy. Eh, aqui
na Ambi, eu cuido das áreas de inovação,
sustentabilidade e educação. E a gente
tá aqui nesse evento eh que é uma
iniciativa da rede ANBIMA de
sustentabilidade, né? a gente tem uma
agenda grande dentro da rede, eh, e essa
discussão de Blended Fine se encaixa,
né, dentro da dos diversos temas que a
gente trata em sustentabilidade na BIMA
na vertical de instrumentos financeiros,
né? Eh, dentro eh das atividades da rede
ao longo desse ano, a gente tem feito um
esforço muito grande eh numa jornada que
a gente um pouco por causa da COP, mas
não só por pela COP, né? Então, a gente
tá tem uma jornada COP que tá desenhada
para lideranças do mercado. A gente tem
uma jornada IFRS, S1 e S2, que é também
muito importante para pro ecossistema
que tá conectado aqui paraa IMA,
especialmente como usuários das
informações financeiras das empresas,
né? Ah, e essa jornada de blended de
agora, né, que somam assim os três
esforços de qualificação e engajamento
que a gente tá fazendo, pensando um
pouco na cópia, onde nós estaremos
também, eh, e depois passaremos as
informações todas para vocês, mas também
no póscopia, né, do ponto de vista de
como a gente se prepara para toda a
agenda que a gente vai ter que enfrentar
nas agendas climáticas, nas agendas de
natureza e de mobilização de capital eh
para todo o investimento que nós
precisamos fazer eh para dar conta
dessas agendas. Então, é dentro desse
contexto que se insere eh esta jornada
específica. Então, agradeço muito a
presença de todos vocês, agradeço ao
Goren, o pessoal que tá ajudando aqui a
gente a formatar isso. Eh, vou passar a
palavra paraa Fernanda Camargo, que é
nossa diretora aqui na BIMA. E como
diretora da Bima faz esse link com a
rede para este tema específico que nos
ajuda muito nessa agenda, vou passar
para ela fazer uma abertura e depois a
gente começa. Fernanda, obrigado,
bem-vinda.
>> Obrigada. Obrigada, Bne, obrigada a todo
mundo pelo convite.
Eh, bom, esse esse tema, a o blended,
eh, eu acho que foi muito legal ver aima
abraçando esse tema há algum tempo
atrás, porque dada a oportunidade que a
gente tem no Brasil de trazer capital
para esse universo, não só de finanças
sustentáveis, mas de finanças
climáticas, impacto e outras coisas, eu
acho que o o blended ele ajuda muito
porque ele consegue trazer fazer a ele
ele diminui o risco para aqueles que não
entrariam nesse mercado a não ser com
essas estruturas. Então, ah, vai desde
estruturas menores, quando a gente fala
de estruturas de impacto. A Igorini vai
falar, né, estas uma das primeiras lá
quando foi a vivenda, estruturas de
soluções baseadas na natureza. quando a
gente fala da história do sistema
agodestal na Bahia como um caerra,
eh ou até, como a gente vai falar
depois, a estruturas maiores para
transição climática, né, no caso do do
Bandes e outros. Então, eu acho que é
super importante a gente conseguir
trazer a uniformizar esse diálogo, eh
explicar o que que é exatamente Blender,
o que que são cada tipo de estrutura e
poder trazer cada vez mais gente para
esse para esse mundo de sustentabilidade
e economia verde.
Obrigado.
>> Obrigado, Fernando. Eh, Gorin, com você
agora.
>> Obrigado, Marcelo.
Boa tarde, eh, pessoal. Prazer estar
aqui, eh, com vocês. Queria agradecer,
eh, essa, essa parceria, né, e essa
reforçar aqui as palavras da Fernanda.
Muito bacana ver a Bima abraçando essa
agenda.
Eh, para trazer um pouco de alinhamento
e expectativas, a gente vai ter ao longo
dessa desse momento aqui que a gente vai
estar juntos, três etapas. Eh, então
agora depois dessa abertura eu vou
trazer uma fala ah que vai ser talvez a
um pouco mais longa, é para a gente
partir do mesmo lugar. Então, eu vou
procurar nivelar eh conceito e trazer
alguns exemplos que podem ser
interessantes para dividir aqui com
vocês eh e botar todo mundo nessa mesma
página, né? Aí na sequência da minha
fala, a gente vai ter um painel,
eh, uma discussão,
ah, e a gente vai ter também espaços
para diálogo, para perguntas, para
respostas, para alguma interação e aí a
gente faz o encerramento, tá bom? Então,
eh, vamos começar. Eu vou dividir e
compartilhar aqui a minha tela. Ah, e aí
a gente a gente dá início. Eu tô com
autorização aqui. Eh, acho que sim.
Botar a tela.
Opa,
me falem se já tá aparecendo para vocês,
por favor.
>> Marco tá no modo de janela. Agora sim.
Agora vai lá.
apareceu. Eu eu expandi já tudo certo
>> agora tudo certo. Perfeito.
>> Ah, boa. Tá bom. Bom. Eh, então vamos
lá, pessoal. Controlar também meu tempo
aqui.
Ah, bom. Eu acho que assim, a coisa a
coisa
interessante da gente começar a falar
dessa agenda, eh, é que esse é o nosso
primeiro encontro, então vamos ter três
eh previstos aqui nessa jornada. Então,
vamos também ter tempo e oportunidade de
tirar novas dúvidas, de trazer novos
conteúdos, novas práticas. Ah, e isso
vai compor essa jornada e que vai gerar
um material que vai ser também depois
distribuído, compartilhado eh para todo
mundo, tá? Então, esse esses três dias,
né, a gente começa hoje falando mais do
conceito blended, das estruturas e do
status de onde estamos e para onde a
gente enxerga que a gente tá indo de
oportunidades. Depois a gente vai no dia
14 aterrizar um pouco mais eh nas
estratégias de de de risk, né, e e do
capital catalítico, das melhores formas
de se utilizar, dos cases que existem,
que são interessantes.
Eh, e finalmente a gente vai terminar no
dia 30 ah com o tema de métricas, né, e
do ambiente regulatório, tá? Então, para
focar no dia de hoje, acho que o
primeiro ponto aqui que eu queria
colocar como ponto de partida é que a
gente tá num mercado em evolução, né?
Então, a gente já viu isso acontecer
algumas vezes no mercado financeiro, no
mercado de capitais. Eh, e dá para
posicionar
eh o blended numa construção que vem
acontecendo. para dar um pouco de
história. A gente tá falando ali de
2015, ah, quando esses temas começaram a
circunscrever as agendas globais, foi no
mesmo ano que os ODSs foram constituídos
e o grande questão era como financiar
essa agenda eh mais conectada com o que
a gente chama do triple bot online, né?
Então, quando a gente fala da
sustentabilidade, quando a gente fala
também das questões sociais, mas também,
obviamente, dos retornos e dos ganhos
econômicos, ah, nos últimos 10 anos, eh,
essa ferramenta que a gente vai ver
aqui, eh, vem se consolidando e vem
sendo utilizada de uma forma crescente,
ah, especialmente nos últimos 2 tr anos.
Então, entender que é um mercado em
evolução traz a oportunidade da gente
entender como a gente pode construir e
participar desse processo, né? Ah, e aí
uma das evidências que a gente tem disso
é a diversidade dos atores que tão
engajados nessa pauta. Eh, e quando eu
falo de diversidade, não é só
diversidade casas, mas é a diversidade
da natureza dos atores, né? Atores de
todos os tamanhos. alguns muito grandes,
eh, que sem, eh, que t se manifestado e
entrado em algumas operações, alguns
testando, outros já com a mão na massa
total e fazendo uso eh eh já padrão
dessa estrutura ou dessa forma de
estruturar,
o que é essencial para o amadurecimento
dessa dessa jornada, né? Ah, isso é
muito interessante e depois eu vou
deixar algumas referências também para
quem quiser se aprofundar, onde tem mais
informação e mais dados sobre essa sobre
essa evolução.
Ah, mas vamos partir do zero, né? O que
que é o blended, né? Aqui a gente tem
uma figura que que foi constituída pela
pelo CDE. A gente tá falando sempre
desses três momentos, como sempre quando
a gente tá falando de finanças, né?
Então, a as fontes, a estrutura e a
locação. Eh, e o blended em si se
caracteriza por esse uso do capital que
a gente chama de concessional, né? Eh,
que pode ser de natureza filantrópica,
mas aqui normalmente existe uma
confusão, como se sempre fosse
filantrópico, não é? Também há capital
de fomento, há capital com mais
paciência, mas que busca retorno, apesar
de fazer esse papel de concessional nas
estruturas blended. Com que intuito? O
de alavancar, o de mobilizar a capital
comercial tradicional, seja ele de
natureza pública, seja de natureza
privada. Aí os cases que a gente tem eh
eh no mundo eh apresentam uma composição
muito diversa dos tipos de capital que
entram. e o propósito, né, que é
financiar esse desenvolvimento eh em
mercados eh que sejam principalmente
mercados em desenvolvimento os países em
desenvolvimento, mas também soluções que
sejam estruturantes para que a gente
atinja esse triple botline que eu falei.
Então aqui tem quatro variáveis
importantes, né, que é a alavancagem, é
o tema eh do impacto em si, ou seja, do
propósito para qual esse capital tá
sendo utilizado e risco retorno, que a
gente vai eh tá contemplando aqui na
fala, né?
Ah, esse lado da moeda do blended, que é
uma moeda de dois lados, fala um pouco
do eh propósito de alocação. E aí eu
quis trazer essa figura que a gente
construiu, porque ela traz a diversidade
de como você pode estruturar um
portfólio. Ou seja, aqui a grande
intenção é demonstrar que existe
oportunidade para todos os gostos, né? a
gente tem nesse gráfico, esse cubo, três
dimensões muito importantes para essa
agenda, né? A própria maturidade da
jornada de qualquer empreendimento,
projetos mais Greenfield, projetos já
muito grandes em alta escala. Eh, a
gente tem as diferentes dimensões de
como você pode inovar e construir
soluções. E a gente tem as naturezas da
inovação. Tem aquela que é mais de
manutenção, uma que são apenas
incrementos de inovação e outras que
criam novos mercados.
Aqui a gente tem uma possibilidade de
entender como a gente se enxerga, né,
eh, de acordo com os mandatos, com os
perfis, com os interesses, eh, de quem
tá fazendo gestão e quem tá fazendo
alocação de capital. E ao mesmo tempo,
isso sempre vai aterrizar em algum
território. Eu trouxe um exemplo aqui de
uma agenda mais conectada a clima, por
exemplo, num setor de bioeconomia e
altamente intensível em tecnologia, né?
Eh, você vejam que aqui se compõe uma
característica muito importante de um
setor, de um território, eh, do perfil
dessa inovação e do propósito a qual ela
se destina, o que compõe um mandato, uma
tese de investimento, eh, que faltaria
outros elementos que a gente vai falar
mais adiante, uma teoria de mudança, uma
tese de impacto. Então, é muito
interessante olhar para esse lado da
moeda. Agora, do outro lado eh dessa
moeda, aí sim a gente tem que olhar como
a gente faz esse derisking, né, para que
essa locação seja o mais eficiente
possível.
E uma das coisas que a gente escuta no
mercado e às vezes acha que tem alguma
confusão é que se circunscreve muito
esse risking para um olhar mais de risco
de crédito ou pro risco do instrumento.
E o blended ele nas suas arquiteturas
ele convida a que esse olhar de risking
seja muito mais sistêmico. Então aqui
vários exemplos de camadas de riscos que
poderiam ser contempladas eh nas
estruturas blended. nos exemplos que a
gente vai trazer nas outras falas, a
gente vai ver um pouco disso e ao mesmo
tempo como é que a gente equaliza risco
retorno usando essas ferramentas e
pensando também nas dimensões que são
que normalmente impactam eh eh uma
estratégia de retorno, né? Ah, quem tá
sentado pensando um projeto blended, eh,
sempre vai ser convidado a olhar essas
perspectivas e entender como que se
encontra eh e se equaliza o melhor
projeto com a melhor estrutura de
risking sistêmico para que a arquitetura
seja muito aderente nesse processo, né?
Ah, e aqui a gente vê alguns exemplos de
arquétipos, de estruturas ou de
arquiteturas que são as mais usuais e
que, pessoal, pode variar muito em
termos de complexidade, né?
aqui são as mais tradicionais. Todo
mundo aqui provavelmente é muito letrado
nisso. Ah, a gente tem estruturas de eh
dívida e equity com garantias, a gente
tem estruturas de eh grants que podem
apoiar eh também estruturas de dívida e
equity. A gente tem estruturas de
assistência técnica que trabalham para
fazer o de risking porque qualificam a
originação de uma outra forma. é a
criatividade,
eh, é quase como a gente voltar aquela
infância de pensar em Lego. E a gente
tem muitas peças de Lego que podem
originar diferentes arquiteturas para
diferentes propósitos, né? Ah, o mercado
brasileiro tem, a meu ver, eh uma
singularidade muito positiva, né? é um
mercado muito refinado do ponto de vista
de instrumentos, de possibilidade quando
comparado a outros países. E isso nos
coloca numa posição muito interessante
também de pensar essa criatividade e
essas estruturas, né? Ah, quando a gente
avança e se pergunta, tá, mas todo
projeto é elegível a Blended? Eu tô
falando de que exatamente, né? Que
projeto pode levantar a mão e falar:
"Bom, aqui cabe uma estrutura que
precisa ser pensada a partir daí. E esse
é o slide mais técnico de todos que eu
trouxe. A partir daqui não teremos mais
esse esse tipo de abordagem. Se a gente
tem esses eixos aqui de retornos
privados e retornos eh sociais, entendam
sociais como a pauta clima, como a pauta
de equidade ou de redução de
desigualdade ou de cidades resilientes,
por exemplo, recentemente vimos o que
aconteceu no Rio Grande do Sul, né, com
os impactos de de climáticos extremos e
que até agora tá em fase de
reconstrução, de recuperação. a gente
tem que considerar essas três dimensões,
né? Ambiental, social e econômica. Ah, o
que acontece é que quando a gente tem
uma taxa pré-definida pelo mercado, eh,
em termos de, eh, retorno,
alguns projetos que ao longo da sua
maturidade podem ir melhorando a sua
oferta na relação risco retorno, eles às
vezes não estão nesse espaço, eles têm o
potencial, mas ainda não estão
entregando eh o retorno esperado para
aquele dado risco. Então, ah, é
exatamente ali onde vocês veem o ponto E
o ponto A, seriam, eh, os dois projetos
aqui que poderiam levantar a mão e
falar: "Opa, eu não consigo te oferecer
o retorno para eh eh você colocar
dinheiro aqui a partir do seu mandato, a
partir da sua tese, entretanto, se você
colocar dinheiro aqui numa numa dada
estrutura de conforto do ponto de vista
de risking, à medida que eu avance com o
meu projeto, eu vou Vou migrar pro ponto
D, por exemplo, ganhando maturidade,
ganhando mais escala, ganhando mais
volume. Ah, então os projetos
que estão nessa fase, eles normalmente
estão nesse espaço que a gente chama do
sweet spot para pensar o blended, né?
Eh, e aí as estruturas servem exatamente
para viabilizar essa consertação, essa
coalizão de atores, eh, que agora a
gente vai ver de forma mais detalhada.
eh aqui adiante, mas que naquele segundo
slide que eu mostrei, vocês viram que a
gente tava falando de grandes bancos, a
gente tava falando de institutos e
fundações eh filantrópicos que
movimentam milhões ou bilhões. A gente
tava falando de multilaterais, a gente
tá falando de capitalo. Então, vejam que
também à luz da perfil desses
investidores,
a gente tem mandatos muito diferentes e
a gente tem definições de sucesso muito
diferente. É isso que faz eh o Blended
ser uma ferramenta muito interessante
para convergência de interesses, porque
ele gera essa oportunidade de criar
espaços de conexão para quem tem
diferentes mandatos, mas que tem
propósito comum. E aí a gente
encontrando essa consertação e
construindo essas coalizões, a gente faz
as melhores estruturas que tendem a ter
resultados muito interessantes para
viabilizar projetos muito estratégicos,
né? Eh, outro ponto
importante quando a gente aterriza um
pouco mais aqui no nosso país é falar de
alguns exemplos e principalmente de
pautas que tão acontecendo e todo mundo
aqui tá vivenciando, né? Estamos com uma
cópia aqui há dois meses. Eh, e a gente
olha para esses números e para essas
para esses setores ou para essas
verticais e entende que como eu vou
participar da forma mais inteligente
possível eh desse processo de
investimento, porque aqui se pode não só
gerar muito impacto positivo, como
capturar muita oportunidade de negócio
interessante. E a gente tá falando de
volumes expressivos do ponto de vista de
bilhões de dólares que vão ser
trabalhados seja com capital nacional ou
com capital internacional nesses
próximos anos, nessa próxima década, né?
é muito interessante eh aprofundar as
oportunidades que, por exemplo, o plano
de transformação ecológica nos convida a
olhar, eh, olhar para aqueles setores
que são mais interessantes à luz dos
nossos mandatos e entender, opa, aqui
cabe blended. Como que eu posso fazer a
coalisão? Como que eu posso fazer a
consertação que me coloque num espaço de
competitividade e num espaço de
convergência? em que eh esses projetos
largam na frente e conseguem gerar
diferenciais interessantes, né? Ah, e
quando a gente percebe como os atores se
movimentam, é interessante conhecer esse
ecossistema também de uma forma
sistêmica, né? Esse é um exemplo que que
eu trouxe ah de um de um olhar mais eh
climático também, mas que mostra a
multiplicidade de possibilidades e de
participação eh dos atores que entram em
estruturas dessa natureza, né? eh os
fundos climáticos internacionais que tão
olhando obviamente pro Brasil, ah,
conseguem
eh alocar recursos via os multilaterais
ou os bilaterais ou diretamente nos
fundos climáticos que temos aqui, né, já
estruturados. E a partir daí,
mobilizando, seja o ator público, seja
as instituições financeiras aqui mais
nacionais e regionais ou o setor
privado, a gente pode fazer as devidas
consertações para aterrizar capital em
projetos de n características, de n
naturezas, de n espécies, né? Então esse
ecossistema, além de trazer essa
diversidade, essa riqueza, eh ele
permite diferentes níveis de
complexidade também. Você pode ter
operações de dois atores, pode
alterações de n atores à luz da
necessidade do interesse e, obviamente,
da complexidade que a gente esteja
falando, né? Ah, ao mesmo tempo, olhando
ainda pro caso Brasil de forma mais
prática, foi o que a gente viu com o
programa da Ecoinvest, né? O programa da
Ecoinvest, eh, começado ali em 24,
quando eles fizeram o primeiro leilão,
ah, é um aporte de capital soberano, né?
Então, o objeto do programa eh é a pauta
do plano de transformação ecológica. E a
gente começou a ver realmente um
interesse uma mobilização expressiva de
capital, né? O primeiro leilão, nós
estamos falando de R$ 45 bilhões deais.
Eh, no slide seguinte a gente vai ver
como ele foi alocado eh a partir dos
atores que ganharam, né, esse leilão com
as suas propostas e com uma alavancagem
muito interessante, eh eh prometida, né?
A gente tá vendo já em pouco espaço de
tempo a realização do segundo leilão que
mobilizou mais 30 B. Eh, então já são 75
bi aí de de de reais mobilizados e e
prometidos.
E recentemente, no mês passado, o
secretário, né, o Cão, ah, se manifestou
dizendo que até a COP teremos o terceiro
e quarto leilão. Não sei se vai dar para
sair o quarto, o terceiro certamente,
eh, e com o foco mais em equity, né, em
formação de capital, mas todos eles
conectados com o plano de transformação
ecológica, o que significa que há duas
possibilidades de conexão aqui. ou
aplicar diretamente eh pro leilão ou
parcer instituições que levaram esse
leilão eh e que vão precisar eh a partir
daí fazer as entregas do que foi
prometido e provavelmente para não dizer
que necessariamente vão precisar eh se
juntar, né, eh com as colisões devidas.
Então esses são dados diretamente do
site do tesouro da Ecoinvest. Vocês
podem ver aqui na primeira coluna o
capital catalítico, que foi o capital
locado pelo tesouro, e a alavancagem eh
que cada um dos atores eh ofertou eh nas
suas propostas, nas suas estratégias,
né? Então, a gente larga com um capital
soberano de quase 7 B, vai levantar aí
os 45 bientos
no total. E no segundo, eh, foi uma
alavancagem um pouco menor, dada a
natureza que ele se propôs a financiar.
Eh, começou com 16 B e depois fechou com
30 B, né? Vai fechar com 30 B. Então,
tanto pro terceiro leilão ou quarto se
sair, quanto eh para esses atores que
estão operando,
todos eles nesse momento passam por um
processo de pensar as suas alocações, de
estruturar as suas operações. Então,
também temos aí duas camadas de
possibilidade de engajamento para falar
só de Ecoinvest, né? Fora as outras
agendas. Eh, conforme eu comentei
anteriormente,
eh, eu também achei interessante,
pessoal, compartilhar com vocês e já vou
já encerrando aqui a minha fala, eh, um
exemplo
muito bacana internacional,
eh, que vem sendo construído, nasceu
também no ano de 24, eh, que é esse caso
Gaia, né, que na verdade se propõe assim
uma plataforma e essa plataforma forma
eh constituída por alguns atores que
mais adiante vão ficar eh mais
detalhados, mas que tem uma tese, né,
tem um mandato muito específico também
na agenda na agenda climática, né, e em
alguns setores específicos dessa agenda,
eh, e que criou uma estrutura com nível
de complexidade um pouco maior, eh, que
é essa aqui, mas que traz um exemplo
muito nítido, assim, e muito
interessante de como o blended pode ser
uma alavanca de mobilização de capital.
Então, começando pelo lado aqui
esquerdo, vocês vejam que eles trouxeram
eh uma primeira estratégia de risking,
né? Eh, o mandato, eu vou até voltar
aqui, o mandato tá muito bem definido em
termos de aonde queremos alocar capital.
Então ele se conecta, ele poderia pegar
esse mandato aqui e se conectar com
aquele cubo que eu trouxe, em que setor
ele tá, em que estágio de maturidade,
qual é o tipo de inovação que eles
querem fazer.
Então tem uma missão muito objetiva
desse lado da moeda do propósito de
alocação. E na sequência do outro lado
da moeda no The Risking, o que que eles
pensaram? Bom, eu vou compor uma
facilite de assistência técnica para
qualificar toda a originação
eh desse desse portfólio, eh preparar os
projetos da melhor forma possível e como
eu vou operar em alguns países, eu quero
trazer além disso, eh, também uma
proteção que viabilize as estruturas de
R, né? Então eu consigo com isso reduzir
o custo do R quando eu faço esse tipo de
intervenção. E por precaução, vou deixar
aqui uma reserva com um percentual de 5%
do fundo, que é quase que uma
contingência. Se tiver alguma
volatilidade, alguma coisa, eu consigo
prover um capital eh para trazer uma
proteção adicional paraa estrutura
central, né? E do outro lado eles
fortaleceram eh ainda mais com foco na
na tranche senior. Eh, vocês podem ver
do lado direito aqui uma estrutura de
garantia segura, uma facility, né, que
tá conectada pra proteção da tranche
senior.
E adicionalmente
você ainda tem uma transt júnior que
assume esse first loss, né, de 310
milhões de dólares, eh, e viabiliza, eh,
fecha ali a estrutura para viabilizar
essa alavancagem desse umbi 170 milhões
que vocês estão vendo ali na tranche
sênior, né? A partir daí, com esse
esquema de risking e com esse mandato
definido, eles fazem toda a gestão desse
portfólio e a locação desse portfólio.
70% em estratégia de adaptação, 30% em
estratégia de de mitigação, né? Então é
muito interessante ver essa estrutura,
porque ela tem um pouquinho mais de
complexidade em relação aos primeiros
arquétipos que eu mostrei, mas ela tá
acontecendo. Então um caso bem prático,
com um volume de recursos interessante,
eh, e com, eh, uma multiplicidade de
atores e de perfis também interessante,
né? Então você tem aqui o um dos grandes
bancos eh eh japoneses, né, com um
volume significativo de ativo sobre
gestão e e ele ele também é primeiro,
né, ele é ele é ele é um líder eh em
estruturas blended. Ah, a gente tem o
Climate Fund aqui eh embaixo fazendo um
papel também de alocador.
a gente tem o Canadá eh participando
desse processo. Eh, e finalmente a a
Polination aqui mais numa estratégia de
advisor eh especialista e apoiando com o
conhecimento, com a técnica, eh, e com
um olhar mais acurado eh em todo o
processo de derisking, de análise, de
originação, eh, naquele componente da
facility de assistência técnica. que que
eu comentei com vocês. Ah, então, eh,
pessoal, acho que aqui deu uns 25 minuto
já da minha fala. Eh, eu vou dar uma
pausa aqui para fechar essa etapa. Ah, a
eu vou tirar aqui a compartilhar a minha
a minha tela, porque a gente pode eh
para quem quiser também deixar perguntas
no chat, começar a trazer suas questões,
que a gente vai ter tempo de falar mais
adiante, fiquem super à vontade, tá? E
aí, ah, eu retomo aqui no final a gente
vai ter uma atividade que vai ser
comandada aqui pelo Douglas, que tá aqui
com a gente. Ah, e a gente volta a
conversar. E aí, Marcelo, passo para
você. Eh, a gente dá sequência, a gente
pode seguir pro painel ou a gente tem um
tempinho aí também que eu deixei pra
minha fala. Se alguém quiser trazer
algum ponto agora
>> podemos seguir, pessoal? Alguém tem
perguntas? Acho que é legal, né? Se
tiverem,
>> ó, pessoal, a gente tem uma pergunta
aqui no
chat da reunião do Carlos Gorini,
>> tá?
>> Se a gente pode olhar Blended como
alternativa para financiar a recuperação
de áreas com instalação de um sistema
agroflorestal.
>> Uhum.
>> Eh, a pergunta é essa, né? se a gente
poderia olhar para isso, acho que tem
mais a ver com a estrutura de
financiamento necessária para isso do
que a finalidade especificamente da
aplicação do recurso, né? Eu acho que é
legal de repente a gente falar um
pouquinho sobre isso.
>> Certamente. Eh, aqui de novo, né? Se a
gente tá falando de um projeto
eh que entra naquela faixa do sweet spot
que eu mostrei naquele gráfico, né, do
ponto de vista de atratividade e que ele
tem uma potência muito interessante do
ponto de vista de evolução, de
desenvolvimento,
ah, mas ainda não consegue ser
competitivo em termos de atratividade
pro capital tradicional por conta do
custo oportunidade, dos mandatos, de por
todas as razões que a gente já conhece.
eh pelo propósito em si da natureza de
ser uma safe, né, ele já seria elegível
a ser pensado a partir de uma estrutura
blend. eh como vai ser essa arquitetura,
que tipo de estrutura, como ela seria
montada, aí, enfim, aí seria o objeto,
obviamente, da estruturação, mas
certamente eh caberia um pensamento de
de olhar, olha, vamos pegar esse projeto
e vamos arquitetar aqui a partir de uma
lógica blended. Eh, certamente é
legível.
>> Eh, eu acho, acho que tua fala legal,
Marco. Eh, já queria inventar, ter um
uma conversa do Sérgio aqui, uma
pergunta do Sérgio, né? seria ele pedir
para você explicar um pouquinho sobre o
papel da assistência técnica nessas
estruturas de blended. Acho que vale
legal posicionar, né, com mecanismo de
mitigação de risco.
>> Claro.
>> Eh,
>> mas eu eu queria tentar trazer assim,
acho que só uma percepção aqui, Marco,
no seguinte, eu acho que o o eh a
estrutura de financiamento, né, blended,
é esse esse conjunto, esse mecanismo,
né, então, o tipo de arranjo, a forma
como a gente organiza os mecanismos de
financiamento de um determinado projeto
para que eles sejam viabilizados.
Eh, eu acho que tem muito ainda, acho
que tem mais a ver com a pergunta do
Carlos, né, do que com essa do Sérgio.
No fundo, eh, eu consegui viabilizar um
projeto usando essa estrutura. Não quer
dizer que todo projeto que seja mais ou
menos, né, eh, naquele, naquele mesmo
estilo, que tenha mais ou menos aquela
mesma finalidade, precise desenvolver
essa estrutura para ser financiado,
porque em determinado momento já pode
ter um nível de maturidade ou de redução
de risco que o capital comercial já já
se torna atraído por esse capital.
>> Sim,
>> acho que era tentar dar uma explorada
nesse ponto que eu acho que é um assim,
tá dentro daquela zona cinzenta de
blended pro mundo, né?
Não vou pegar o gancho seu, Luiz.
Obrigado. Eh, a gente vê, por exemplo,
isso acontecer eh em projet em alguns
projetos eh que já são orientados para
soluções de matriz energética límica,
né? Tem alguns projetos que eles já
nascem com uma capacidade de competir na
captação de recursos a mercado, né? eh
porque eles têm taxas de retorno
interessantes que conseguem eh acomodar
eh uma um custo capital competitivo,
então não é verdade que eles seriam
elegíveis a blended. Eh essa é a
diferença. você pode ter projetos
orientados a uma agenda climática,
orientados a uma pauta eh de soluções eh
mais sociais, por exemplo, o tema de
construir ah soluções para habitação de
interesse social.
Eh, é um tema super quente de todas as
cidades que falam hoje de cidades mais
resilientes, inclusivas, falam de
cidades eh que precisam revitalizar seus
centros urbanos, por exemplo. Então, né,
é um problema global, não é um problema
brasileiro e muito menos de uma cidade
brasileira, eh, e que eventualmente você
precisa de estruturas blended. Por quê?
Porque esses projetos na sua origem
muitas vezes não comportam eh uma
precificação ah hoje eh eh definida pelo
mercado de um IPCA + 7, de um IPCA + 8,
numa estrutura dessa. Ela precisa de um
custo de capital menor. É aí onde o
blended pode ajudar a trazer o capital a
IPCA mais 6, mas através do seu capital
concessional e catalítico, pelo formato
como ele vai ser pensado, o custo final
ponderado ali fica acessível pro tomador
para viabilizar esse projeto que
ganhando maturidade atinge
competitividade. Então essa também é uma
perspectiva interessante, né? é você
tirar ele da zona do suit spot ali onde
eu mostrei e levar ele para cima, onde
ele passa a ser competitivo num ponto de
maturidade comercial eh mais elevado.
Ah, agora sobre a assistência técnica,
ela tem que ser entendida na perspectiva
do the risking sistêmico, né? Pô,
originar sempre é um desafio. Originar
bem é um desafio maior ainda, né? E a
gente sabe que no Brasil a gente muitas
vezes celebra que a gente mobilizou
muito capital e fala pouco sobre o
capital alocado, né? tem, todo gestor
tem uma dor de originação. Então, se a
gente tiver uma oportunidade de através
das assistências técnicas qualificar
muito mais o funil de originação, eh, e
preparar muito mais, apoiar os projetos
para que eles sejam preparados
efetivamente para chegar num comitê e
serem depois acompanhados num
pós-investimento durante um tempo para
fazer com que ele aumente as chances de
êxito. Esse é o mandato de uma
assistência técnica, muitas vezes, né?
Eh, eu já vi assistências técnicas que
vão desde o financiamento da própria dos
próprios prestadores de serviço que
estruturam a operação
até a qualificação dos projetos que
estão em pipeline para serem elegíveis a
a comitê e a receber capital e inclusive
no acompanhamento pós acação de capital
para que eles tenham êxito nos primeiros
tempos ali, nos primeiros meses ou até
nos primeiros anos para que eh essa
gestão Então, sendo eh feita de forma
mais assertiva e mais acurada, reduz o
risco eh desse projeto e, portanto,
eleve as chances de êxito eh que todo
mundo tá interessado. Então, as
estruturas de assistência técnica servem
para isso. Elas elas são parte
essencial, muitas vezes de uma estrutura
blended, porque elas conseguem trazer
essa mitigação de risco a partir dessa
perspectiva.
>> Muito legal, Marco. Então, acho que
tentando traduzir isso num tweet, né?
Eh, eu acho que pra gente depois e o
Copilot nos ajuda a gerar aspas
importantes aqui dessa nossa conversa.
Então, quando ol para essas estruturas
de assistência técnica, elas podem ser
consideradas de alguma forma, né, com
uma estrutura de mitigação do risco,
porque uma vez que tô financiando, por
exemplo, recuperação de pastagem
degradada, né, se eu tenho algum
técnico, né, algum especialista de
agronomia, alguma coisa assim, chegando
lá do seu João, da dona Maria, ali na
propriedade lá na ponta e falando, ó,
não faça assim, faça assado, em tese, eu
aumento a chance do projeto dar certo e
daquele capital, né, gerar o retorno
financeiro. esperado,
>> certo? Então, nesse contexto que ele
serve como uma medida de mitigação de
risco, não
>> é isso?
>> E tem financiadores E tem financiadores
dispostos a financiar essa assistência
técnica.
>> Uhum.
>> Né?
>> Que compõe muitas vezes um capital não
reembolsável, né? Estamos falando de um
capital não reembolsável, mas que porque
nos seus mandatos tem interesse em
impulsionar essa agenda, eh, eles entram
nessas estruturas eh viabilizando o
recurso, né? Aí eu tô falando de
multilaterais, eu tô falando de
institutos, eu tô falando de fundações,
eu tô falando até mesmo de capital, eh,
de governos, né? Então depende até
investidores de impacto. Aí depende um
pouco do perfil, né? Aquele ecossistema
que eu mostrei que tem uma diversidade
de atores de entender os mandatos de
cada um, mas cada um tem um papel que
pode ser colocado nesse Lego com o meu
brinquedo aqui de construção das
estruturas blend.
Maravilha, Marco. Acho que fez bastante
sentido. Eu queria fazer chamada aqui.
Tem uma pergunta do Artur. Eu vi que ele
tava com a mão levantada. Artur, quer
abrir o microfone e trazer um pouco mais
de cor pra gente aqui nessa conversa,
cara, por favor.
Claro, Luís, obrigado pela oportunidade.
Marco, parabéns pela pela apresentação
aí, muito muito interessante. Eh, Marco,
a minha dúvida em relação a ao RED
Cambial, né, quando a gente conversa com
com investidores estrangeiros, bancos
internacionais, bancos multilaterais e
etc.,
existe um apetite muito grande em
projetos sustentáveis aqui no Brasil,
justamente que vai ao encontro, né, por
exemplo, do Ecoinvest, vai ao encontro
de várias outras iniciativas eh aqui no
Brasil. Eh, só que o grande desafio é
justamente o R, né? Então, eh, de que
maneira o investidor estrangeiro protege
o capital no momento que esses projetos,
eh, normalmente de infraestrutura, por
exemplo, são de longo prazo? E quando a
gente olha a liquidez no mercado de
derivativos aqui no Brasil, eh, a gente
consegue encontrar liquidez aí no máximo
aí até 5 anos, né, nas estruturas de
SUAP, opção, NDF e etc. Eh, na tua
experiência, o que eu queria perguntar é
assim, que tipo de estrutura alternativa
para Red especificamente
existem em outros países ou em outros
mercados que você poderia compartilhar
com a gente? Essa a minha primeira
pergunta. E no caso do Gaia, né, desse
exemplo que você trouxe aí, que eles
fizeram aí a facility, era só para
confirmar eh se ali ele tá protegendo
pura e exclusivamente o risco de cauda
do câmbio, né? Então é só se
eventualmente o câmbio der uma descolada
muito grande dos níveis atuais, que aí
sim a opção entra ali para ser exercida
e poder trazer proteção pro investidor
ou se é algum tipo de de outra
estrutura.
>> Ô Artur, eh eu acho que a gente vai ter
aqui no painel pessoas bem mais
qualificadas do que eu para responder
pela experiência que tem em R, tá? Eu
tenho as operações que eu tenho feito
tem menos necessidade de estruturas de
R. Então, eu não me sinto tão
confortável de responder a tua primeira
pergunta, mas sei que tem no nosso
painel aqui quem pode te ajudar. Eh, eu
acho que na segunda eh o que eles
montaram ali foram duas camadas. Eh, tem
uma camada que sim é para proteger
qualquer volatilidade. Eh, mas tem uma
segunda que é para apoiar eh o pagamento
do custo do RED para determinados
projetos. Eh, então existem duas
possibilidades. Olha, eu tô aqui numa
situação em que esse R vai me custar,
né, eh, X, e aí essa estrutura consegue
eh viabilizar o financiamento desse R e
reduzir, portanto, o custo capital final
do projeto. Além disso, eles desdobraram
na camada em que, sim, eu vou proteger
até certo ponto uma volatilidade.
Eh, e até onde eu entendi, eles fizeram
isso numa análise projeto a projeto.
Então eles foram deliberando a partir da
necessidade, porque eles trabalham com
diferentes países. Então eles também
adotam estratégias diferentes de acordo
com o país que eles estão que eles estão
fazendo a locação, tá? Mas aqui estamos
já já vão ter Pulgas, vamos ter
Fernanda, vamos ter Luca, tem uma turma
que eu acho que maneja mais o tema do
Reding por conta de necessidade do que
eu que tenho operado mais nacionalmente,
capital aqui eh é nosso mesmo. Tá bom?
>> Perfeito, Marco. Obrigado. Então já fica
aí a na prateleira aí minha pergunta pro
pros próximos palestrantes aí. Obrigado,
pessoal.
>> Boa, Luiz. Não sei se a gente passa pro
painel ou segue aqui. Eu tô tô sem sem o
controle do tempo.
>> Marco, estamos super no tempo. 3:17
dentro da nossa agenda. Eu acho que a
gente já pode passar. E aí o que eu
queria meio deixar de combinado com todo
mundo, pessoal, eh a ideia de todo o
caminho que a gente vai fazer aqui na
jornada Blender, né, de toda a agenda
que a gente tem colocado aqui na BIMA, é
que são encontros abertos, né? Eh, então
a gente não tem encontro naquele formato
que todo mundo entra, não pode abrir
microfone, não pode não. Aqui é como se
fosse, eu queria que vocês se sentissem
dentro da mesma sala, né? Então qualquer
dúvida que vocês tenham no meio do
caminho, cara, levanta a mão e aí no
primeiro respiro, né? Então, geralmente
o Marco tava aqui apresentando o
primeiro respiro dele, a gente fala:
"Marco, pera aí que tem uma pergunta,
né, pingando por aqui e a gente vai
respondendo, tá? Eu acho que a ideia é
que a gente tenha, queria que isso fosse
um bate-papo entre a gente, porque eu
acho que o objetivo da jornada ao longo
do caminho é trazer para vocês aquilo
que a gente já conseguiu entender que é
dúvida do mercado, né? No papel que a
associação tem, né? De gerar esse
esclarecimento, gerar um alinhamento, tá
todo mundo, né? Com alguma divergência
de conceito, com putz, eu não sei, não
consigo entender as estruturas, é tudo
parecido, é tudo igual. A gente já
conseguiu de alguma forma responder
essas duas perguntas, né? Então a gente
consegue enxergar uma estrutura padrão
existente nos casos, mas naturalmente
cada um vai precisar de um, né, de um
ajuste final e tal. Acho que é um pouco
do que a gente quer, né, percorrer
nesses próximos encontros de alguma
forma facilitando, né, o acesso de todo
mundo essa jornada de aprendizagem, de
conhecimento, para que em algum tempo a
gente tenha o mercado muito mais aberto,
né, e preparado para entender e até
operar, né, sobre essa agenda. Porque
muito do que a gente tá vendo desse
financiamento paraa bioeconomia, né,
para para soluções baseadas em natureza
e até o financiamento para soluções
climáticas e de impacto social, passa
por esse arranjo, por essa estruturação,
né? Então é importante que a gente
tenha, né, um um apoio pros originadores
de projeto e tenham uma capacidade de
compreensão dos alavanc dos alocadores
de recursos. Acho que é um pouco dessas
duas pontas que a gente tá querendo eh
unir aqui. Eu acho que nada melhor do
que isso do que a gente botar o pessoal
para conversar.
né? A gente tá com um time aqui de de
primeiríssima linha. Marco, vamos para
cima. Vamos pro próximo bloco aqui. Acho
que vai ser bem bacana. Lembrando,
pessoal, qualquer dúvida levanta o dedo
que a gente abre o microfone aí.
>> Obrigado, Luiz. Dog, eh, bola contigo.
Você vai puxar, vai moderar. Vamos em
frente.
>> Nessa, Marco Luiz, super obrigado pela
pela essa abertura, por esse conteúdo.
Eu queria chamar aqui já, então, sem
mais delongas, pra gente conseguir
aproveitar eh bem o nosso tempo, o nosso
palco virtual aqui, né? A Fernanda
Camaro, Luca Rivos Pugas estão por aí,
pessoal? Pera aí, já ir chegando aí.
>> Olá, pessoal. Tudo bem? Boa tarde.
Lucar.
Opa, boa tarde, gente. Bom com vocês
também. já já deu um oi ali.
>> Bom, pessoal, mais uma vez, Luca Pugas,
Fernanda, obrigado pelo tempo, pela
presença de vocês aqui. Ah, eu vou pedir
uma uma rápida apresentação aqui de
vocês, ade vocês a gente combinou
anteriormente, pessoal, cada um trazendo
a sua perspectiva, trazendo um pouquinho
de aprofundamento naquilo que o que o
contin tá? Então, o Fernanda vai falar,
depois eu vou chamar o Pugas e finalizar
aqui essa primeira rodada com com o
Luca. E aí, eh, faço cor aqui ao convite
do Luiz, tá, pessoal? Ah, fiquem à
vontade para trazer as perguntas. Ah,
vamos só respeitar essa essa primeira
rodada aqui de de falas iniciais de
canal deles e aí na sequência eu vou
moderar aqui algumas perguntas e peço
ajuda aí de todo mundo que tá presente
em pronto, porque tem um que daí eu eu
vou chamando, tá bom? Então vamos lá,
Fernando, contigo. Pode ser.
>> Douglas, você tá me ouvindo bem? O teu o
teu microfone tava cortando um pouco
para mim.
Para mim cortou, mas eu te escuto,
Fernando. Mas cortou para mim. Um
minutinho aqui.
>> É, era pronto. Só vou fazer deixar bem
pertinho aqui para pra gente falar. Bom,
um prazer táar aqui nesse painel. Eu
acho que a gente tem bastante história
para contar.
Eh,
só acho que antes da gente começar, né,
a gente ah,
eu, Pulas, Luca, estamos nessa
trajetória aí de de dessas estruturas de
blender há algum tempo, né? E acho que a
gente pode, o Lucas vai dar sempre,
Pugas também. Eh, mas eu acho importante
só voltar nessa história de que quando a
gente tá falando desse tipo de
estrutura,
ela soluciona a você trazer um tipo de
capital que não entraria nisso, mas é
muito importante medir o impacto. Então,
eu acho que pouca gente eh fala disso,
mas a o blended ele foi criado muito com
essa com essa objetivo, né, de você
trazer todos esses capitais, combinar os
tipos de capitais, mas tem que ter um
impacto, seja ele na transição, seja ele
na regeneração, no saf, tem que ter o
impacto. Então, eh, vou pedir aqui pro
Deixa eu só ver aqui que eu tô sem a não
conseguir abrir aqui o documento. Mas
quer começar?
>> Claro que você manda, eu obedeço. É
sempre assim. Eh, primeiro é ótimo estar
com vocês aqui os próximos 10 minutinhos
falar um pouco de forma complementar. Eu
tinha até montado uma apresentação, mas
o Corini foi tão bem que eu vou ser
hiper retuntante. Então, eh, vou pedir
desculpa organização e já falihar com
roteiro, eh, e falar um pouquinho de
improviso aqui com vocês, é sobre as
tendências que a gente tem observado em
Planted Finance. Primeiro, Planted
Finance é um tema muito antigo, gente. É
tão antigo quando o plano safra. É tão
antigo quando os primeiros investimentos
de infraestrutura solar no Brasil.
Então, o Brasil é muito bom fazendo
estruturas muito mecalomaníacas de
planted finance. Então não é novidade
pra gente, nome é novidade, mas pensem
que isso é mais antigo do que Viagro,
mais antigo que Vitique aqui no país.
Então vamos nos orgulhar bastante disso
e reaprender a trabalhar com esse
orgulho nacional que a gente tem. Eh,
entrando aqui, eh, sabendo que esse é um
tema muito antigo, é óbvio que ele tá
passando por uma renovação extrema por
vários motivos. Primeiro, dinheiro
acabou. dinheiro público que lá estreou
grande parte do T Risking, né? Preparava
a bola para mercado privado eh continuar
o jogo. Acabou. A filantropia climática
internacional teve um golpe de morte aí
nesse ano com a redução dos repasses de
um dos principais doadores globais que
foi os Estados Unidos. E além de ter
como infraestrutura energética, eh
soberania alimentar, todos os temas que
se relacionam com ASG, relacionam com
estudant habilidade, transformaram em
plataforma de soberania nacional, cada
um tá financiando o próprio. Então é a
filantropia climática global, a
filantropia eh que tinha essa essa
vertente de apunto.
Acabou. Com isso, a gente teve uma
mutança incrível na forma em que o
paralho to Planted Finance se
organizava. Quais são os efeitos que a
gente tá olhando mais e que devem eh
mutar os próximos anos? Primeiro ponto
que o Corini já antecipou foi é o
ingresso de novos players. Temos novos
jogadores no Plinance.
Se no início a gente tinha filantropias
mais governos e e TFIMPS
e consumo isso com uma tose, porque não
necessariamente bancos multilaterais e
desenvolvimento operavam Planet Finance
pelo alto custo regulatório de capital.
A gente pode entrar nisso, nos
comentários daqui a pouco. Eh, a gente
hoje vê outros atores com maior
eficiência, menor burocracia, no entanto
com requisitos muito próprios, como a
Fernanda muito bem trocity,
monitoramento de impacto, alinhamento a
teste de negócios e retornos a quatos. E
aqui nós estamos falando além de
filantropias que estão micrando paraa
frente a filanthropy
é uma filantropia que tem aceita aperta,
mas tem uma expectativa de um retorno,
pelo menos para uma para uma proteção de
capital para que ela permaneça por mais
tempo. Tem o efeito paraquetas, né? que
ela fique por mais tempo. A gente também
veio em trata de empresas nesse setor,
seja por questões reputacionais, seja
por questões de responsabilidade social,
mas grande parte delas é aí que vem
grande parte do volume paraa proteção
dos seus próprios negócios dentro de um
cenário de transição climática extrema
ou de transição geopolítica extrema. E
aí fica muito claro quanto a gente faz
para empresas de commodity. E aí te
antecipando até uma tendência aqui é a
questão do supply chain finance. E até
respondendo à pergunta do R camp Campial
que foi trazida aqui, a gente tem visto
muito eh o supply chain finance
interessando uma barreira campial que
tem nos modelos de planed finance,
porque aqui eu já tenho contratos
comerciais estabelecidos há muito tempo
e que começam a ser transformados em
âncora para novos modelos de Planted
Finance. Eh, na minha opinião e
observando o que tem acontecido, eh, há
necessidade de proteção de comotes
críticas que são mais vulneráveis à
mudanças climáticas. E aqui eu falo
cacau, café, entre outras. Além da
questão do French shoring, ou seja,
geopoliticamente o mundo tá um caos e o
Brasil é um porto seguro, por incrível
que pareça, nesse caos geopolítico, há
uma necessidade de transferência desse
desse supply chain pro Brasil. Então, há
uma necessidade dessas empresas também
facerem esse aporte, assim como a gente
tem observado muito fortemente quanto
entre o supply finance a presença de
fundos operanos e até uma mutança dos
bancos de fomento que começa a observar
que preciso proteger a economia nacional
investindo fora do Brasil, fora do meu
país, mas dentro de uma cadeia que me
garanta acesso acesso a comotes
críticas. Isso vai ser uma toata muito
forte a partir de agora. A
sustentabilidade, as finanças
sustentáveis, elas se transformam em
irreversíveis no momento em que se
tornam uma questão geopolítica e se
transformou numa questão geopolítica.
Então, planted finance, ele vai ser
muito reflexo desses lemas geopolíticos
que nós vamos observar a partir de
agora. Uma outra questão que também tá
atrelada a novos atores concessionais é
o começo da entrada dos atores
subnacionais.
e nenhum país tem sido mais eficiente do
que isso, do que o Brasil. Eh, nesse
ponto, quem foi paraa Sevilha, além de
ter passado um calor absurdo, eh também
observou que o Planted Finance
subnacional
se transforma em algo extremamente
crítico como fonte receita e
organização. Aqui no Brasil nós temos
vários exemplos. desenvolve esse bem em
São Paulo, Pantes que tá se organizando
agora no Espírito Santo, o Infest RS que
também tá se organizando, Goiás, Minas
Gerais, tudo menos meu Rio. Meu rio
precisava ser alguma coisa, pelo amor de
Deus, mas todo mundo tá se organizando.
Consórcio do Nordeste, fazendo um mega
projeto agora de meio PI. Eh, então tá
todo mundo se organizando para conseguir
financiar a transição dos seus próprios
territórios. E aqui no Brasil, por
termos o plano de transição ecológica,
eh, muitos dos dos estados e consórcios
começam a se apoiar no plano de
transição ecológica para as suas
próprias estruturas de planted finance.
E aí entra uma questão crítica para nós
gestores, a gente vai precisar aprender
a falar política pública.
Então, da mesma forma que a gente vai
precisar aprender a falar economia real
para te alocar com esses ativos
pré-competitivos e originá-los de forma
adequada e também falar inglês para que
a gente consiga transitar no mercado
financeiro global, vamos precisar para
intervalar finanças eh políticas
públicas que cada vez mais os planed se
transformam quase em PPPs financeiras
com articulação ou com o estato. com
articulação com setores, com articulação
com associações setoriais que se apoiam
muito em adfoca e tem mentalidade
política pública para desenvolvimento
setorial. Isso é algo que a gente não
tem expertice ainda no capital humano.
Uma outra tendência que fica muito forte
aqui é a questão eh do planted finance
como uma ponte paraa
internacionalização.
O nosso mercado financeiro é incrível.
Eu concordo totalmente com Corin. Eu sou
um fanista quando eu falo de mercado
financeiro nacional, mas nós somos
extremamente provincianos, extremamente
desconectados,
eh, por vários motivos. Não, nem nem
todos são culpa nossa, mas o fato é que
nós somos extremamente conectados do que
tem acontecido internacionalmente.
Então, Planted Finance, por ter essa
diversidade de atores privados e
públicos que olham no Brasil uma
capacidade de originação e de criação de
veículos de mecanismos financeir
veículos financeiros adequados permitem
que a gente consigaçar o Planted Finance
como uma forma de se conectar. E aqui o
Brasil ele tem um papel muito decivo.
mercado financeiro de capitais
brasileiro tem o papel decisivo para
fazer essa cabeça de ponte e nem sempre
vai tá em R, vai tá muito em originação
e estruturação adequada de ativos,
estruturação de mecanismos que te
aloquem com a dinâmica regulatória e
financeira brasileira, mas que tenha uma
interface híbrida com capital
internacional, que tenha um pecinho no
Luxemburgo e um Pin Faria Lima, que não
fique somente olhando aqui internamente
mente. Então, eh, esse desafio, ele é
algo complexo, porque a gente nunca
pensou em produtos financeiros com
produtos para importação no Brasil.
E a gente precisa começar a pensar e o
Planted Finance permite que isso
aconteça. E para finalizar aqui, outras
tendências que eu vejo cada vez mais
fortes é primeiro na questão do da
aferição de impacto, que é uma tendência
de filanthropinando
todo o planted finance, a gente começa a
ver um papel cada vez maior de tatos
satelitais e inteligência artificial
dentro desse dessas aferições de
impacto. Isso cria novas camadas
extremamente complexas de efidências,
geração de eficências. Aqui no Brasil a
gente já teve um primeiro exemplo disso
que vai o próprio leilão de pastagens
degratadas do Ecoinfér, segunto que
teve, que tá até mantando o nível de
tecnologia gigantesco para que a gente
consiga não só assegurar a originação
adequada de acordo com elegibilidade,
mas o monitoramento contínuo de impacto
e retorno. A dificuldade no ecoinfesto
não foi acessar o capital.
Percebam que até então a dificuldade de
planta de finance era acesso a capital.
Agora não mais. É a estruturação de
portfólios a quatos a longo prazo, não
só por um primeiro investimento, mas
como acuntability de longo prazo.
Outra questão que fica cada vez mais
forte, e aí foi falada a questão do ter
risking, Planted Finance nasceu como,
ok, onde é que tá o dinheiro barato?
Deixa de ser isso,
porque a questão que ficou percebida
cada vez mais, se torna cada vez mais um
mantra eh nas finanças de
desenvolvimento, que o custo alto de
capital ele não se dilui com um capital
parato. Um custo alto de capital se
dilui com uma redução de percepção de
risco que define o cálculo de preço de
custo de capital.
E aqui a gente tem visto um papel das
garantias e aí foi falado já muito bem
aí nesse facility da Caia. A gente tem
até a Creen Carent
Pit para as operações de cota, mas tem
uma dificuldade gigantesca de conseguir
entrar no Brasil por falta de interface
com atores locais do ecossistema. Isso é
outra coisa que a gente pode falar muito
forte, mas é uma estratégia incrível.
Assim como a gente começa a observar
seguradoras entrando nesse papel e aí
vai ter que algo aconteceu. Mercado de
seguros vai ter que conversar com o
mercado de capitais, vão ter que fazer
alguma coisa juntos.
E tem funcionado isso bastante, eh,
infelizmente com pouca com pouca
relevância pro mercado brasileiro ainda,
o que é uma pena, porque o nosso mercado
seguro se é gigantesco, poderíamos estar
trabalhando de forma muito mais
interprada. E para finalizar aí agora de
verdade, eh, a gente tem a questão da
integração de novos, novas moetas, novos
capitais.
Eh, quando a gente olha, por exemplo,
créos de P Fcat, cré de carbono, de
forma isolada de um planted finance, nós
estamos sendo extremamente burros,
extremamente ineficientes.
Quando a gente consegue conectar essas
novas moedas que já são toolarizadas por
natureza, que são moedas que são eh
típicas eh de um efeito colateral de
qualquer projeto de alto impacto, de
solução paraata em natureza. E a gente
confere isso dentro de um papel de
composição de capital numa estrutura de
planed finance, tento, por exemplo, um
ator de suportinato, tento como retorno
não cash mais o carbono ou tento um
crédito perversidade plucato como uma
forma de step up ou step down de taxas
ou até mesmo como uma remuneração eh do
gestor a partir de impact linked
compensation, que é outra tendência que
para mim vai ser é irreversível no
mercado de planted finance. a gente
começa aí sim a ter a tá vida para
crédito carbono e crédito
biodiversidade. Se a gente observar
esses dois ativos com meros ativos para
trading, nós estamos indo para caminho
extremamente errado. Isso funciona em
mercados eh europeus, americanos e mesmo
assim tá funcionando mal.
Então a gente tem que, no momento que a
gente tá criando o nosso mercado, como
que a gente consegue trazer isso para
dentro de estruturas de planted como uma
forma de capital catalítico, não como
ativos comistência isolada? Isso é um
outro ponto que para mim é uma tendência
cada vez mais clara. Escotei meu tempo,
mas foi no tempo certo. Eh, eu acho que
a gente vai ter muito mais tempo aí para
conversar durante esse painel. Só queria
fazer um um parênteses antes de passar
pro pro Luca, só para falar que eh uma
das coisas que acontece bastante no
mercado, a gente vê eh estruturas a às
vezes principalmente soluções baseadas
na natureza que precisam a começar
pequenas e se provar antes de escalar. a
gente vê já eh estruturas que querem
começar grandes. Então assim, o
aprendizado é que é melhor a gente
começar pequeno, arrumar o o o
provar o modelo, ah, usar o blended eh
antes de escalar e aos poucos, né, eh,
testando, usando assistência técnica e
segurar um pouco, porque eu sempre
brinco aqui, né, a gente fala na BIMA,
fala no X, né, no caso do custo de
transação, né, as grandes instituições
falam: "Não, não, tem que ser pelo menos
500 milhões um bou não". Mas para
algumas para algumas estruturas tem que
ser tem que ser pequeno.
E ao contrário das de outras, quando a
gente tá falando de estado, elas podem
ser maiores. Acho que o Luca vai falar
agora
só para fazer um parêntese.
>> Pulga, você quer quer
>> uma reação rápida? Isso. Eh, F que como
sempre você consegue que é o ponto. Eh,
tem um ponto que é importantíssimo
nisso, que quando a gente olha Creen
Caring Company, que foi trazido pelo
projeto Caia,
eh, eles, as cotas têm que ter um
tamanho de 50 milhões de dólares, nem
mais nem menos.
Então, grande parte do planted finance
envolvido internacionalmente sempre foi
pensado em crentes montantes,
mas ele não pode investir em fundos com
muito ativos. Olha que coisa estranha,
tem que ser monoativo, mas só tem que
ter 50 milhões de dólares.
Então, eh, eles foram muito pensados em
modelos de fundos florestais do tipo que
se tinha nos Estados Unidos e na Europa
e muito pouco voltados para grandes
modelos de impacto pro sul global que
precisam ter esse nível de
experimentação.
Por isso que o meu convite sempre é,
vamos se amparar internacionalmente, mas
entender que esse jogo é um jogo nosso,
é um jogo que a gente tem que jogar de
acordo com as nossas regras e aí a gente
ensina pro resto do mundo. Então é saber
que a gente precisa de uma plataforma
local para que a festa fique lotada,
para que o TFA queira entrar nessa
festa.
E aí, de acordo com as nossas regras, é
um dos melhores modelos, porque os
mandatos de planed finance internacional
já foram definidos há 20 anos atrás,
porque são planted finance criados a
partir de capital de governo. E eu não
tenho como jecar agora pros governos se
falar muta todas as regras, mas mantém o
capital, não existe isso. Então aqui é
um desafio grande. A gente tem uma
necessidade de criar nossas próprias
plataformas até para que ensine o resto
do mundo a passar pelo Brasil para
chegar ao sul global.
Perfeito, Pugas. Obrigado, Fernanda.
Pessoal da Mina pelo convite. Bem
difícil falar depois desses dois aqui,
depois do Gorini também. Eh, prazer, eu,
meu nome é Luca, Luca Riso, eu trabalho
no Instituto Clima e Sociedade. A gente
é uma filantropia que foca em clima. Eu
acho que o Blended é fantástico por
isso, porque ele coloca a gente em
contato, né, os gestores,
os filântropos, eh, e o mercado e e o
mercado público e os projetos. é, é
justamente essa mistura que é
necessária. Eh, bom, a gente não tá
falando de uma classe nova de ativo, a
gente não tá falando de uma de um de um
de um tipo de valor mobiliário
diferente. Eh, como o Pulgas disse, isso
tá sendo feito pelo no Brasil já há
muito tempo, né? né? O plano Safra é o
grande programa de blended finance, mas
a gente tem outros casos aqui, algumas
PPPs, eh todo o desenvolvimento do
mercado de energia renovável só foi
possível eh justamente e em função dessa
possibilidade que é usar o uso o recurso
público, recurso de desenvolvimento
atrelado ao recurso filantrópico para
trazer eh mais capital e conseguir
reduzir risco, né? e assim o capital
privado consegue ir eh onde hoje em dia
ele não tem ido. E pra agenda climática,
que é o nosso foco, é isso é
fundamental, eh porque a gente tem uma
demanda de financiamento gigantesca que
só tem aumentado. A gente tá falando
aqui na casa dos trilhões. Eh, então,
eh, por exemplo, demanda global de
financiamento para clima é de 8
trilhões. Se a gente traz isso eh só
para países e desenvolvimento, isso é
3.3 3 trilhão. E se a gente pega só
recurso externo, isso vai para 1.3
trilhão. Então tem uma grande
oportunidade de atrair esse 1.3 trilhão
internacional para países
desenvolvimento como o Brasil. Então
assim, o o que o PGAS trouxe, os
recursos eh eles estão secando, mas os
recursos vão ter que ser eh trazidos
para para pro eh países em
desenvolvimento, porque os países estão
eh se comprometendo internacionalmente
com esse tipo de alocação. Eh, e na na
na Ótica internacional, na geopolítica,
o Blended Fin também não é novo. É, mas
ele tem ganhado uma expressão recente,
é, que é fantástica, inclusive pra
gente, né? Porque ano passado, por
exemplo, a gente teve no G20 eh, grandes
avanços da agenda brasileira eh na
agenda de reforma dos bancos
multilaterais e de acesso aos fundos
climáticos multilaterais. E se você
pegar no detalhe do detalhe o que que
foi combinado ali, você vê que alguns
indicadores dessas instituições mudaram
justamente pela falta de recurso público
internacional eh paraa agenda climática.
Eh, os países já estão mobilizando esses
grandes multilaterais para eles
conseguirem mobilizar mais recurso, para
eles conseguirem alavancar mais recurso
privado. Então, em vez de financiarem
todos os projetos 100%, eles vão ter que
utilizar eh o dólar dele de forma mais
estratégica para conseguir mobilizar d
privados dó público internacional eh
públicos eh eh privado comercial, né?
Então você vê uma uma mudança
estratégica da governança dessas
instituições eh para o blended finance.
Eh, e e o blended finance também, né?
Você tem OCDE com grupos específicos que
se reúnem duas vezes por ano. A COP 30
vai trazer eh o um relatório que é como
que a gente vai chegar nesse 1.3 trilhão
de dólares de financiamento. E tem um
item lá que é justamente mobilização de
capital privado com eh grandes eh
recomendações para o blended finance.
Então isso é uma tendência que ela tá no
debate global, tá acontecendo, não é
palavra aqui de gestor de impacto ou de
filantropia. Isso vai mobilizar eh vai
ter que mobilizar o capital. E se a
gente pegar pro Brasil quais são as
demandas de financiamento, não tem um
dado incrível, a gente não tem um dado
oficial sobre isso, a gente tem
estimativos. Então, eh, Fórum Econômico
Mundial diz que é preciso mobilizar, eh,
recursos na escala de de 1 trilhão eh
por ano até 2030. E aí a gente pega o
fragmento, vai ser 385 bilhões para uso
da terra, né? Agricultura, restauração
florestal, bioeconomia, 302 bilhões para
pro setor elétrico, eh energias
renováveis, transição, eh, energética,
eficiência, eh 260 para bilhões para
energia. Então, a transição energética
entra aqui. E aí, o que que seria isso
aqui? Tem uma grande oportunidade eh
para biocombustível sustentável,
eletrificação de processo, eh eficiência
energética, captura de carbônio, que são
projetos completamente eh inovadores,
mas que ainda estão na na escala do
mercado, eh, no limite de mercado, né?
não tem ainda eh eh grandes oftakers
para esse tipo de projeto. Eh, biometo,
restauração florestal, que como foi
falado aqui. E aí para esses projetos
que a gente tem uma demanda alta, mas
ainda não tem eh um mercado bem
estabelecido, consumidor, eh não tem
ainda linhas de crédito que consigam
atender os riscos desses projetos, eh
não tem modelos de negócios muito
desenvolvidos, então os negócios não têm
um histórico de caixa ou não tem um
histórico de crédito, então você ele ele
bate na porta de um banco comercial,
raramente ele vai conseguir um
financiamento com uma traxa atrativa.
Então, para esses casos, o blended é
fundamental, porque a gente precisa
trazer o o capital público de uma forma
estratégica para conseguir reduzir esse
risco. É o que o estava falando, eh, eh,
trazer o risco para que o capital
privado possa entrar. Isso pode ser
feito de várias formas, né? tem a a
questão das garantias, ela é muito
premente hoje pro pro setor florestal,
porque a gente tem, por exemplo, fundos
públicos do fundo clima eh pro setor
florestal, mas em conta de eh do próprio
risco de crédito do BNDS, departamento
de crédito do BNDS e e e dos requisitos
do Fundo Clima, eh esses projetos
precisam de garantia real. Só que quando
você trabalha com restauração florestal,
por exemplo, eh esses projetos não têm
um um um grande ativo, né? é uma é uma
SPE que tem uma terra degradada e que o
ativo dela é a semente que ela vai
colocar e aquilo no futuro, se der
certo, vai gerar um crédito carbono que
vai gerar uma receita. Então, como é que
você consegue financiar o capex disso,
né? Você precisa de uma garantia e hoje
em dia não tem ainda uma garantia muito
estabelecida. Então você precisa fazer
toda uma engenharia financeira para
trazer filantropia, para trazer bancos
multilaterais para conseguir eh eh tirar
esse esses projetos do papel. Então, tem
uma série de de oportunidades nesses
setores que eu mencionei, eh, que aqui
tem uma inovação financeira, uma
oportunidade para uma paraa inovação
financeira que é fantástica. Eh, mas eu
queria trazer também uma outra mensagem
que a inovação ela ela existe, mas se
você for olhar eh no papel quais são as
estruturas, as estruturas são
completamente baunilha, vanila. A gente
não tá falando aqui de fundos que t uma
cota no exterior, um crime em dólar, que
que a gente, né, que é super difícil,
mas é autorizado. Eh, na legislação
brasileira. A gente tá falando aqui de
um CRA, eh, por exemplo, como CR Taboa,
eh, é uma empresa, é uma empresa que que
eh está trabalhando com a bioeconomia na
Amazônia, que ela emiti
vai ter uma cotaor, vai ter uma cota
subordinada. Essa cota subordinada tá
sendo subscrita, integralizada eh por um
por uma filantropia. Então essa cota
subordinada tá reduzindo o risco da cota
sênior, que que são gestoras, né,
gestoras do mercado de capitais que
estão entrando. Eh, e aliado a essa
estrutura sempre, né, tem como como o
Gorini trouxe, estruturas também de
assistência técnica, né? E aí foi até
perguntado, por que assistência técnica?
Porque geralmente esses projetos
inovadores que tão recebendo recurso,
eles precisam de eh uma estruturação,
né, um prepara uma uma preparação eh
para eles se tornarem projetos eh
financiáveis, né? Então aqui a
assistência técnica fundamental para que
os projetos consigam apresentar um
modelo de negócio robusto, consigam
fazer uma, né, conseguir eh eh
apresentar eh enfim eh modelos eh eh
passar na auditoria do banco. Então, a
assistência técnica é fundamental,
assistência técnica institucional e
também eh técnica no sentido da do daqui
bioeconomia da da produção, né?
pode fazer tratar de de eh métodos
produtivos mais sustentados, mas além do
CRA, por exemplo, você tem eh a
estrutura dos fundos que segue na mesma
linha de subordinação. E aqui eu queria
trazer um caso inovador que é do Bant,
que foi mencionado já, que é um é um
banco de desenvolvimento eh do Espírito
Santo, eh que esse banco ele opera
royalties de petróleo e mineração do
estado. Então o estado ele tem grandes
empresas como Vale, eh, Arcelonital,
Petrobras, ele recebe royalty, eh,
dessas atividades e o estado resolveu
utilizar e 500 milhões de reais que ele
tem de royalty para criar um fundo, eh,
que vai ser gerido por um uma
instituição privada. E com esses 500
milhões, ele vai conseguir, por um lado,
alavancar mais recurso privado. Então os
500 milhões vão se tornar eventualmente
R 2 bilhõesa. E na outra ponta também eh
reduzir o custo de crédito daquele
tomador eh eh que tá no estado. Então eh
foi assim eh e é eh eh é é super
inovador porque é um estado usando o
recurso que ele poderia usar para outras
coisas para investir no futuro do
próprio estado. É, então ele ele ele o
estado já tem uma política de
carbonização que identifica setores
prioritários como e os que eu mencionei
aqui, eletrificação de frota de ônibus
de empresa que tá no estado, eh
restauração florestal, eh bio biometo,
por exemplo. E ele vai utilizar esse
recurso para financiar essas empresas
que estão no estado e que para as
empresas que querem eh executar esses
projetos vão ter uma taxa de juros mais
benéfica do que uma taxa de juros
mercado. Então, de certa forma, o
subsídio vai ser vai ser utilizado para
alavancar e também reduzir o crédito. Se
tem outros exemplos, por exemplo, de eh
garantia que foi mencionado aqui, né, o
corporate guarante, mas tem também o
Agri 3, eh que é uma estrutura inovadora
no mercado internacional, que ela tem
recurso eh eh da cooperação, eh,
bilateral, então tem recurso do Reino
Unido, eh aliado, por exemplo, a a
Rabobank, né, Banco Comercial, e Jeff,
que é um banco que é um fundo climático
multilateral. Eles criaram um grande
fundo, o fundo global, eh que eh eh
presta garantia para projetos climáticos
no mundo inteiro. Então, tem projetos
aqui no Brasil, no setor agro, que já
estão, eh, recebendo essa garantia e tem
tr taxas bem atrativas, né? é um é um
caso que vale a pena dar uma olhada,
Agri 3. E aí para só para fechar na
questão do Ecoinvest, que já foi muito
mencionado aqui, eh tiveram, né, essas
duas eh eh esses dois neilões que foram
bem sucedidos. Eh, mas é importante
dizer que o Ecoinvest tem outras linhas.
Essa linha de financiamento de projeto é
apenas umas uma delas, mas eles eles têm
o o tesouro junto com BID criou outras
duas linhas de proteção eh de red
cambial, que é aqui eu até fui olhar,
pegar uma cola aqui que é fomento red
cambial e eh contingência de liquidez.
Então são dois tipos de mecanismos eh do
tesouro eh eh eh que usa recursos do
fundo clima, né, que são recursos que o
Brasil captou lá fora, né, com título
sustentável, né, e ele trouxe esses
recursos pro Fundo Clima. E aí o tesouro
tá usando o subsídio do Fundo Clima para
eh financiar projeto, estruturar projeto
e também a o a questão da proteção
cambiar. E esse exemplo de Blended
Finance foi tão eh eh bem-sucedido que
agora o BID em julho eh lançou um
programa eh que não é só pro Brasil, que
é pra América Latina, inspirado nesse
Ecoinvest, que é o FX Edge, né? eh eh
basicamente replicar esse caso eh do
Ecoinveste para outros países. Então
você vê que Brasil, né, tá na tá na
assim na liderança dessas discussões, eh
tá implementando e agora a gente tá
exportando esse modelo para outros
países. Só para fechar que agora tem
agora eu já já estouri meu tempo, mas
tem um fundo que é se esse fundo der
certo, que também é é é um é uma
proposta do Brasil, que é o TFF, né, que
é o fundo eh florestas tropicais para
sempre, que é um fundo gigantesco de R$
125 bilhões deais, eh que é um blended
finance, porque dos 125 bilhões 25 vão
vão vir de fundos eh eh soberanos, né,
eh para eh eh financiar para com eh
fazer um pagamento por resultado para
aqueles que países que estão conservando
suas florestas tropicais. Então, o
Brasil colocou isso na agenda da COP 30,
eh, está desenhando esse instrumento
junto com o Banco Mundial, que se der
certo vai ser o maior instrumento de
blended finance do mundo para conservar
a floresta tropical e que vai poder
beneficiar mais de 70 países, inclusive
o Brasil.
Só, só para fazer um complemento
minúsculo. A Deus perguntou sobre
exemplos de empresas brasileiras.
Eh, eu acho que vale mencionar, né, o
fundo vale tem sido super importante em
capital catalítico, né, entrando em
Belterra, Conexos e outros. Ele entra na
subordinada, né, o PAS podear mais.
Eh, Natura com o fundo CA, né, que é
também forestal na Bahia também, né? Ah,
você tem você tem o capital catalítico
da Arapiaú.
Eh, esse exemplo que o Luca deu do
Bandes, eu acho maravilhoso, porque usar
royalties do petróleo para descarbonizar
um estado deveria virar lei.
Deveria virar lei. Eh, eu acho que, né,
a gente tem outros capitais de empresas
de fora, né, como Unilevers, tá entrando
aqui
essa esse edital de soja regenerativa.
Eh, e aí outros que a gente falou de
food system, né? A gente tem outras
outras
outros players grandes entrando no
Brasil com isso também. Então, era só
para dar alguns exemplos.
>> Boa, V. Obrigado.
>> E não se esquecendo ver também do fundo
de p Economia da Petrobras, que também é
um exemplo excelente de como que pode se
organizar a partir do recurso de
Pilantropas.
Então, só acrescentar isso também.
Petro Friends.
>> Legal, pessoal. Obrigado, Fernanda,
Pugas, Luca. Pessoal, o espaço aqui
aberto para para perguntas no chat.
Fiquem à vontade para também levantar a
mão aqui, caso queira compartilhar. Eu
queria aproveitar aqui que a Fernanda já
puxou aqui a a pergunta da da Denise
para trazer uma uma questão aqui. Pulas,
na tua fala você trouxe bastante, né,
desse movimento de entrada de de novos
atores aqui, né? E e a Fernanda iniciou
a fala dela trazendo a premissa, né, de
de impacto e no no Bland. gostaria que
vocês comentassem como que essa entrada
de novos players, né, no Blended, ah,
como na verdade, como, né, ah, são quais
arranjos de governança seriam
necessários para evitar que a a lógica
de maximização no retorno financeiro
dilua o princípio eh de impacto que
caracteriza a as operações de blended.
É, se na visão de vocês isso é é uma
questão pra gente cuidar aqui na nos
arranjos de governança daqui pra frente.
Ah, quem quiser começar aí a resposta,
fica à vontade.
>> Eu acho que Luca vale contar um pouco do
Bandis, de todas aqueles
as exigências de métrica, de
descarbonização, né?
>> Posso contar aqui? Posso começar? Eh, a
questão da governança é fundamental,
porque quando você tá lidando eh com
diferentes pontes de recursos e
sobretudo com eh fontes públicas, a
governança é fundamental para você
delimitar eh aonde vai a
responsabilidade dos parceiros. Então,
aqui é a mesma ótica de um instrumento
de PPP, né, que você tem que delimitar
muito bem quem pega que risco, né? E aí
a gente tem esse caso do Band, que eu
até para quem ficar interessado, é um
fundo que a gente tá agora eh negociando
o regulamento, né, mas eh já as
diretrizes do fundo elas já estão
estabelecidas e e no chat eu coloquei
aqui eh o um estudo que foi feito pelo
Fórum de Fundos Soberanos. Eh, no caso
do Bandes, a questão da governança é
fundamental, porque como eu trouxe aqui,
eles vão utilizar fundos soberanos do
Estado. Esse fundo soberano, ele tem as
suas regras próprias. Eh, então tem uma
accountability de alto nível para onde
esses recursos estão indo. Então isso
tem que ser refletido no regulamento,
né? Então eh o regulamento vai ter que
ser muito eh taxativo no sentido de eh o
que que ele taxativo, mas isso não quero
trazer aqui como um um trave, né? Mas eh
ele vai ter que delimitar muito bem eh
aonde que os recursos podem ir. Então,
que tipo de setor, eh, que tipo de setor
não pode ir? que tipo de setor, por
exemplo, eh tem alguns setores que que o
fundo não pode, então, por exemplo,
financiar armas, eh setores que são eh
eh que que vão contra a política de meio
ambiente do Estado. Eh, e aí o o
regulamento ele vai ter que trazer uma
política de impacto, que isso vai ser
alinhado entre o gestor privado que vai
fazer a gestão desse fundo e eh aqui o o
capital público. Isso vai trazer os
setores, como que monitora, eh, como que
monitora as emissões evitadas,
eventualmente até um uma emissão de uma
SPO, né, o Secondary Opinion, que é um é
um terceiro que que eh que emite um
parecer sobre eh onde os recursos estão
indo e quais são os impactos disso.
Então, a questão da governança ela
fundamental, porque você vai ter, né, eh
interesses que interesses e
accountabilities diferentes aqui. E para
respeitar atores públicos, isso tem que
ser eh muito bem trazido no regulamento.
Eu passo pro Pugas, porque eu sei que o
Pugas tem alguns exemplos interessantes,
né, no nos fundos eh recentes ali do
desenvolve SP e e também da Petrobras,
né, que tem alguns mecanismos de de
comitê de impacto que eu acho que vale a
pena comentar também, pô. hoje,
>> claro. Mas antes até de abrir isso,
Luca, eu acho que é bom deixar claro que
o desafio to planted finance não é
técnico, ele é diplomático. Eh, a gente
tem aí uma uma diversidade de atores com
diferentes tipos de regulamentações, com
diferentes incidências, com diferentes
papéis sociais, dividindo a mesma mesa.
E aí o Toglas levantou um alerta muito
bom, que a questão é como que a
necessidade de um player que tá na mesa,
que é o investidor comercial, eh, e
muitas vezes o gestor, na otimização de
retorno financeiro, não dispenca esse
castelo, eh, te eh não te penca esse
organismo, eh, empático, que é uma
estrutura de plantin ainda mais que as
pessoas vão ter que se tolerar por 10,
15, 20 anos. Não existe plant finance de
2 anos. Então, eh, esse ponto há uma
necessidade de reconhecimento que as
diferentes partes querem diferentes
coisas, mas é essas diferentes entregas
de cada parte que fazem que a missão
principal seja alcançada. Então, esse
tipo de relação ela é muito importante.
Quando a gente entra em modelo de
governança, e aí aí já entrando no que o
Luca trouxe, a gente tem dois efeitos de
governança que a gente tem que observar.
Um, a governança do mecanismo de planted
finance. E aí o Luca muito bem trouxe
algumas inovações como a criação de um
comitê de impacto prévio ao comitê de
investimento para gerar a
admissibilidade do ativo a ser
investido. Eu não analiso um ativo
financeiramente se ele não tiver
aprovado pela sua tese de impacto e
teoria da mudança, como é o caso do
fundo tipo Economia da Petrobras, que
tem essa instância eh inicial. Da mesma
forma que eu tenho a atribuição de
outras fórmulas de cálculo de de taxa
pro gestor, como a impact link
compensation, ou seja, o meu múltiplo de
capital, ele é atotato, o meu múltiplo
to fit performance ele é aplicado sobre
o o que tradicionalmente se faz, né, com
watermk feit performance. No caso doppio
economia da Petrobras, o Tato é público,
ele pode ser de 0% a 150% o múltiplo
sobre a taxa de performance de acordo
com o impacto gerado eh pelo gestor na
seleção dos seus ativos. Isso temanta um
compliance e monitoramento gigantesco de
impacto. Porque aqui não é só uma
questão de falar, eu vou publicar um
relatório, é uma questão que eu vou ter
que declarar como gestor que eu receber
aquele fit performance passeado nessa
justificativa. Entra um ente regulatório
aqui hiperclexo que é a aferição de feed
performance que é passeado num cálculo
de impacto.
E uma outra questão que a gente também
vê inovação nas governanças dos fundos,
cada vez maior é a forma do disclosure
dessas e dessas informações.
E aí quando a gente põe esses três
fatores de inovação de governança no
mecanismo financeiro, ele implica numa
necessidade de mutância de governança da
própria gestora.
Infelizmente muitas gestoras são
aglomerados de analistas, não
necessariamente são empresas.
carece ter uma área adequada de risk and
compliance, de sustentabilidade, de
treinamento e gestão de capital humano.
E tudo isso para eu atender uma
necessidade plant finance, eu tenho que
ter uma uma eh um crinação processual
na gestora muito grande, porque eu tenho
que atender diferentes apetites, muitas
vezes com demandas regulatórias diversas
por informações que tenha uma uma muitas
vezes uma necessitar de um especialista
para produz-la.
Então isso cria um impacto na governança
das gestoras imenso e isso é muito
positivo. Então eu preciso preparar a
minha gestora eh para que eu consiga
estar preparado pro Planted Finance. Eu
preciso preparar minha instituição
financeira para submeter o Ecoinfest. Eu
não posso ficar simplesmente empolcado
com a pasta taxa, que a parte taxa ela
entra com aumento incrível de ricor
sobre a minha capacidade de gestão. Essa
sofisticação, ela é algo extremamente
importante. E para finalizar e ponto
alguns exemplos, como o Luca trouxe para
pôr o Tlas aqui também atendendo essa
essa questão de otimização de retorno,
a gente tem que pensar que como gestores
não cabe a nós definir se aquilo que o
investidor quer é bom, é ruim, é
suficiente ou insuficiente.
Se eu tenho um player que quer ter um
retorno abaixo de mercado para que
aquele objetivo seja alcançado,
eu como gestor não posso tentar
convencer aquele investidor a mutar
opinião e otimizar o seu retorno. Isso
eu tenho visto acontecer com uma de uma
forma incrível, ter investidores de
impacto tentando ser temovidos da sua
efição de impacto por gestores que
acreditam que eles têm que otimizar
retorno. Esse é um primeiro ponto.
O me se eu tenho um recurso mais barato,
isso não significa que eu tenho um
puffer para aumentar meus fichos, de
estruturação e digestão.
Muitas vezes o que a gente tem visto é
eu pego um recurso barato e entrego a
nível comercial,
aumento aqui meus sprches de soraria,
meus fiss, meu retorno, entro como
investidor e ponho retorno explosivo,
porque afinal eu tenho um investidor que
tá ponto menos capital na dentro da
minha estrutura do fundo. Não façam
isso. Então é, esse é um ponto muito
importante para que a gente consiga o
Planted Finance de forma adequada,
entender que a gente precisa eh
respeitar os interesses de todos na mesa
e não se aproveitar de um interesse que
é um interesse legítimo de uma parte
concessional para aumentar de forma
possível o meu retorno comercial.
Isso é um ponto extremamente importante
nas estruturas e que, infelizmente, a
gente tem visto se repetir em algumas
estruturas planted finance, que por
incrível que pareça, não tecam
exatamente por essa eh por essa postura
de querer exagerar no retorno financeiro
quanto eh só por uma eh por uma parte
concessional envolvida.
>> Boa, pessoal, super obrigado. A gente tá
chegando aqui na na reta final aqui do
do nosso do nosso painel. Mas entendendo
que aqui a gente tá numa jornada, né, de
de três ah de três blocos de de estudo
aqui, eu queria finalizar com uma
pergunta para para vocês três. Ah, a
gente falou que dei faz talvez aqui 1
hora e meia, 2 horas que a gente tá
conversando acerca do do de Blended
Finance, tudo mais. a gente trouxe aqui
conceitos importantes, exemplos, mas na
opinião de vocês, tá na visão bastante
eh objetiva aqui,
por que que vocês veem ah o Blend como
oportunidade de fato, a que tá diante de
nós e ainda mais qual que é o papel do
Brasil nessa agenda no mundo?
Aí eu deixo para quem se sentir
confortável começar responder, a gente
vai pro próximo.
Então,
por que que vocês vêm o blend como
oportunidade? Qual o papel do Brasil
nessa agenda no mundo?
>> Eu acho que, pô, acho que vale depois
contar um pouco, né, o trabalho do do X
também. Ah, mas o Brasil talvez seja,
né, além de ter um mercado de capitais
desenvolvido,
quando você pega, né, países,
principalmente América Latina,
eh, a gente tem uma riqueza de
biodiversidade, uma
uma riqueza nessa, né, é um país que já
tem a a
as fontes de energia limpas e tudo.
Então, a gente tá muito preparado para
aproveitar essa oportunidade. Eu acho
que o blended facilita essa entrada de
capital. Quando você fala lá fora com
grandes grandes investidores, eles falam
muito isso, né? Ah, it's a lot of risk,
né? Tem muita volatilidade, tem
estabilidade, tem tudo isso, não é
verdade? Acho que o blended ajuda a risk
essas essas coisas todas que a gente tá
acostumando.
Talvez para complementar eh trazendo
essa eh perspectiva global geopolítica,
eh nos debates internacionais. É muito
interessante quando a gente tá
discutindo blended e e financiamento
climático internacional, porque quando a
gente tá numa mesa com africanos, eh, e
que eles estão apresentando os projetos
deles, eh, basicamente a gente vê, eh,
assim, uma demanda por grants, recursos
de grants, eh porque são países que não
tm o setor financeiro e o mercado de
capitais tão desenvolvido como como o
Brasil. Eh, então o Brasil ele tem essa
essa essa já esse desenvolvimento do
mercado de capitais como um país eh de
médio porte, né? Eh, que ele não
necessita mais de puramente doações de
países de outros países ou de
investidores internacionais. O que
quando você tá sentado em recursos eh
soberanos ou ou desses dessas
instituições que estão provendo esses
recursos, é mais fácil você conceder
recursos a uma taxa abaixo do mercado,
mas que estejam eh topando receber mais
impacto do que simplesmente eh fazer
doações. Então eu eu sinto que na escala
global os recursos vão reduzir eh e vai
ficar mais difícil o recurso de doação.
Então o recurso de concessional, ou
seja, que tem uma taxa mais baixo, eh
ele vai conseguir vir para um país como
o Brasil, que tem bons projetos, que tem
bons setores, que tem uma regulação
forte, que tem o mercado de capitais.
Então o Blended ele pode ser, e o o
Pugas trouxe isso, essa essa ponte
internacional pra gente conseguir
acessar esse 1.3 trilhão de dólares que
vai ser discutido eh para financiamento
climático. A gente tem bons projetos.
Agora a gente precisa
eh trazer mais para perto o mercado
desses bons projetos. Eu acho que
iniciativas como essa aqui da BIMA, da
gente eh poder tratar do que que tá
acontecendo desse tema no mundo, quais
são as inovações, isso aqui é muito bom,
porque de fato já tem muita coisa
acontecendo e a gente tem que trazer
mais gente, eh, porque tá faltando
recurso para isso, mas tem uma demanda.
O mercado aqui é gigantesco no Brasil.
Eu trouxe alguns números, eh, e a gente
vai ter que, enfim, desenvolver esse
mercado no curto prazo, porque o Brasil
tem seus compromissos globais e de
redução de emissão que dependem de
recursos.
Bem, sendo objetivo aqui, eh, mas
recuperando um pouquinho da história,
quando comecei a 25 anos atrás de
tentabilidade, a gente pertia tanto
tempo, tentando deverter que mudanças
climáticas existiam, que a gente perdeu
o tempo de fazer investimentos
adequados. Agora a gente entrou num
momento de irreversibilidade
de investimentos. nós precisamos
investir, não é uma questão de querermos
ou não investir. Eh, dessa perspectiva,
a gente tem com planted finance uma
capacidade, a última janela, na verdade,
para investirmos de forma eficiente
naquilo que se deverá ser investido em
algum momento. Quando a gente fala de
transição econômica verde, quando a
gente fala de transição renovável,
quando a gente fala de transição
regenerativa, é todos esses assuntos de
transição não é uma questão voluntária,
não é uma questão que nós achamos que o
mundo será melhor dessa forma. São
investimentos que são os únicos capazes
de fazer com que a economia continue
sendo algo viável dentro dos extremos
climáticos, dentro dos extremos de perda
de biodiversidade, dentro da
desigualdade social e da perda de
confiança no contrato social. são
investimentos necessários. O Planted
Finance permite que isso seja feita de
uma forma economicamente,
financeiramente sustentável e muitas
vezes atraente.
Então, o Planted Finance, ele para mim
ele é uma eh é importante, é relevante,
é sexy por uma única questão, é a única
forma de fazer com o mínimo de dor,
investimentos que vão ser necessários
serem feitos. Eu não a longo prazo, mas
para ontem.
E o Brasil ele consegue consolidar todas
as características
para que seja feito aqui, para que seja
não só iniciado aqui, mas que seja
escalado aqui e que nós estejamos como
centro financeiro global para esse tema.
Nós temos a qualidade dos ativos, temos
um pipeline incrível para qualquer tipo
de tema. Infelizmente, muitas desses
temas eu não gostaria de ter abundância
de ativo no Brasil, mas temos.
Quando eu falo de necessidade de
infraestrutura social, porque a gente
tem eh comunidades inteiras em cima de
manquessais poluídos com por não ter
saneamento, me toi para caramba, mas é
um ativo que a gente, infelizmente, tem
em abundância.
Da mesma forma que a gente tem no
Brasil, o mercado financeiro, a Fe falou
muito bem, extremamente sofisticado,
extremamente regulado, mas infelizmente
o mercado financeiro que se defende e
que se vende muito mal lá fora. Muitas
vezes quando o investor internacional
quer investir no Brasil, e eu converso
com vários, eles falam que a primeira
coisa que ele ouve é o investor
brasileiro falando mal para não investir
no Brasil e ele querendo investir no
Brasil. Então a gente tem essa questão
muito forte. Nós temos o mercado
financeiro sofisticado que não se vê
como mercado financeiro sofisticado e
que deveria começar a se ver um pouco
mais, se vê como mercado financeiro de
nível global. E nessa perspectiva a
gente tem o mercado financeiro
sofisticado de baixo custo. Estruturar
um fundo e manter esse fundo ativo no
Brasil é muito mais barato do que montar
um fundo na Europa. É muito mais barato
que vai ser isso nos Estados Unidos.
Manter uma gestora no Brasil é muito
mais barato do que manter uma gestora eh
em Singapura ou no Japão. Então, a gente
tem um mercado que é capaz de fazer
escala, com qualidade e com custo
globalmente hipercpetitivo.
E por fim, o Brasil ele é amigo de todo
mundo e como eu falei, o desafio aqui é
diplomático, não é o desafio técnico.
Então a gente tem a capacidade de alocar
com fundações, com TI, com MTPs, com
todos esses atores de qualquer lugar do
mundo, de uma forma cordial. Eu acho que
um grande trunfo que a gente tem é marca
da diplomacia brasileira. A gente não
fala, não fala pasa com os Estados
Unidos, nem fala crosso com a polívia. É
isso que a gente sempre defente a
diplomacia brasileira. A gente trata
todos de forma igual. Isso é um trufo
gigantesco paraa diplomacia financeira
climática. Então, se a gente começa no
mercado brasileiro de capitais a
entender, incorporar isso que nos torna
únicos, a gente vai entender o como que
o mercado brasileiro de capitais pode
ser o grande mercado financeiro global
para planted finance, a grande porta de
entrada do norte global pro sul global,
o grande laboratório paraa transição
economia verde. Então, eh cabe a cada um
de nós como atores do setor financeiro
assumir essa responsabilidade, quebrar a
ilusão do complexo Feira Lata e
realmente tá o próximo passo e fazer
isso acontecer na escala global que o
Brasil tem a capacidade de liderar.
>> Obrigado, Pulas, Luca, Fernanda, queria
chamar o Luís aqui que levantou a mão.
>> Douglas, eu só queria furar a fila aqui,
cara, na nas perguntas e comentários.
Eh, a gente tá vindo de Nova York semana
passada a gente teve lá, teve a semana
do clima e e muito do que a gente
conseguiu enxergar, falou a gente porque
tinha um time da BIMA lá, né? Eh, foi a
proliferação de casos que demonstram a
nossa capacidade de entregar bons
projetos, boas opções de investimento
com retorno financeiro, usando ou não,
né, estruturas de mitigação de risco eh
concessional por seguros e diversos
formatos. cada, né, cada case se mostrou
de uma forma diferente.
Eh,
e o acho que o que eu quero compartilhar
aqui é que eu estou vendo de uma forma
efetiva e aqui, Pugas, eu tô
eh eu tô muito feliz porque pela
primeira vez na vida eu vou conseguir,
assim, eu vou me vou ousar contradizê-lo
num ponto, porque concordo contigo, a
gente sempre se vendeu muito mal. A
gente sempre falou: "Não, não investe no
Brasil. O Brasil é uma parcaria, uma
bagunça, não sei que lá e tal". de uma
forma geral, eh, não foi esse mood que
eu senti em Nova York semana passada,
tá? e volto de lá assim, cara, muito
feliz assim por olhar eh o pessoal
batendo no peito, falou: "Cara, vem, vem
que temos um mercado sólido, temos
produtos estabelecidos, temos, né, uma
estrutura de governança, a gente tem uma
CVM forte, a gente tem uma estrutura
regulatória, a gente tem regulação,
autorregulação." Eh, foi muito bom ver
isso e foi muito bom ver o mundo inteiro
reunido ali, olhando para o que o Brasil
tava falando. Falou: "Pô, acho que tem
molho ali, acho que tem caldo nessa
conversa". Eu não poderia, né, eh,
terminar essa fala aqui sem destacar a
presença. A gente tá aqui com a
Deniseia, a Denise Ros, acho que é uma
pessoa que dispensa apresentações.
Eh, ela já lançou uma segunda pergunta
aqui no chat. Eu queria pedir para
Denise se ela pudesse fazer essa
pergunta, porque eu acho que é uma
interação importante, tá? A Denise é uma
pessoa que vem do mercado financeiro né,
com uma jornada muito forte, eh, passou
pelo, né, pela economia real, pelo setor
produtivo também desenvolvendo, entre
outras coisas, casos raríssimos de
Blended, que são usados como referência
até hoje. Eu queria pedir para ela
trazer, acho que essa pergunta dela e a
gente ter uma discussão no entorno dela,
porque eu acho que ela é extremamente
relevante para isso que a gente tá
propondo na jornada. Eh, eu acho que a
minha resposta, antecipando um pouco até
a fala dela, eu acho que sim. Eu acho
que a resposta é sim. Eu acho que é isso
que a gente tá tentando fazer aqui. Mas
eu queria eh te ouvir. Denise, você tá
por aí ainda?
Tô sim, né? Impossível deixar, né? Bom,
primeiro, Luís, obrigada pelo pelo
convite aí. Parabéns. Tava ouvindo todo
mundo, né? Perdi um pouquinho no começo,
mas eh eu fiz essa pergunta porque eu
acho que é é muita é um dos temas, né?
Uma das questões que a gente tem se
colocado como Bima e como rede, né? E
concordo super, né? Desde, acho que tem
muita gente aqui que tem construído esse
mercado ao longo dos anos de diferentes
formas, mas definitivamente a maturidade
do Brasil hoje, na minha visão, eu
concordo com você, concordo com o que o
Pulga tá trazendo com a FE, inclusive
assim, vivemos os mesmos dilemas. E a
pergunta, eu acho que é para nós, fala
as vésperas de uma copia, né, com o a
cena, vamos dizer, a cena do CRI, do
jeito que todos nós sabemos aqui, né,
mas com uma tremenda oportunidade, com
uma arquitetura inclusive de política
pública dentro do Brasil, favorecendo,
né, eh, a vinda desses fluxos pro
mercado, seja via e investe, seja a
contribuição do BID, seja toda a
conversa que a gente tem de quase
traduzir ou colocar dentro do mercado
financeiro fluxos talvez não muito
tradicionais e vamos ver mais deles, o
GCF, o GEF, todo tudo que o Pugas falou
ainda tem assim, além da coleção
tradicional, né, do famoso capital
catalítico, que muitas vezes não é um
fluxo que permeia as tesourarias ou dos
assets dos bancos, a gente vai ter aí
novos fluxos de funding. E a minha
pergunta é justamente nesse sentido.
Fala o que move o jogo agora? Será que
não seria? Let's go down to the
business. Vamos desenhar dois ou três
padrões que caibam em 80 70% o famoso
pareto de mercado e que permita que
eventualmente talvez não uma pequena,
né, uma pequena comunidade na Amazônia
ainda com dificuldade, mas talvez uma
cooperativa média de alimento aqui no
interior do Mato Grosso que tá no meio
do caminho, tá? conseguir avançar isso
ser produto financeiro,
eu não nem creio que seja assim padrão,
mas pelo menos disponível, né, nas
tesourarias de banco, nas
securitizadoras, nos fundos
tradicionais. Eu acho que dado que a BIM
é um autorregulador, né, então é uma
expressão daquilo que a gente como
mercado entende que é bom pro próprio
mercado avançar, a pergunta era meio
nesse sentido. fala, se eu tivesse uma
única alternativa, um mandato, né, e uma
meta, do tipo, como a gente vai
posicionar, né, esse esse agregado de
instituições que a gente tem aqui no
autorregulador, na BIMA, propondo alguma
coisa que é efetivo, tanto para
destravar o mercado, quanto para
capturar esses fluxos, quanto para
trazer pro mercado, né, eu escrevi pro
Pulas que, né, e essa essa fala do
aglomerado de analistas é uma coisa que
para mim reflete um papel que a
liderança dessas assets, dos bancos, as
nossas lideranças, nós aqui temos que
tomar fal o que que resolve de fato?
Então vamos fazer entrar num acordo e
dizer: "Olha, 70% do fluxo poderia ir
por esse padrão aqui com dois ou três
coisas que poderia caber num prospecto,
em alguma coisa marginal e a gente
destravaria um fluxo gigante. E acho que
ao mesmo tempo, já tentando responder
minha própria dúvida, um outro papel da
mina é esse daqui, né, de trazer a gente
para conversar e dizer: "Olha, eu
conheço, eu tive lá com os fundos
japoneses, a gente foi na semana do
clima". A Fernanda trazendo tem
experiência e eu fiz a provocação
anterior, né, da pergunta das empresas
fazendo isso, porque tendo tendo a
origem que tem no mercado financeiro e
tendo feito dois blended finance na
indústria, eu fico com uma crítica a mim
mesmo e ao setor, né? Falo assim, desde
quando as indústrias deveriam ser boas
em fazer coisas que são atribuições do
setor financeiro? Tá? Então acho que é
um olhar para nós de assim, tem muito
poder na mão, né? O que de fato tá bom
para ir paraa mesa, fala: "Então tá bom,
se a gente fizer isso e lançar isso
assim como é que o investe foi lançado,
né, o bip foi lançado duas copias atrás,
será que não, a gente não tá na beira de
fazer o sucesso destravar fluxo para
projetos que já t maturidade ou que tem
histórico e que não estão nem na
categoria do puro impacto, muito menos
do puro tradicional, tá? Então, eu acho
que tem um um uma galera em transição
que a gente já poderia ajudar a
catalisar investimento com alguns
padrões, tá? Então era essa a minha
contribuição paraa discussão, tá?
Posso responder essa aí,
>> por favor? PAS iní pergunta, eu quero
sentar logo na frente para responder.
Eh, eh, rapidinho, Luiz, Pricato, nunca
fiquei tão feliz de ser contrariado.
Obrigado. Isso é melhor. Eu quero muito
estar errado nisso. Muito tá errado
nisso. Eu acho que é a única parcela de
pessimistica que eu carreco comigo.
Ainda sou super otimista, mas essa
partícula ainda me mata. Eh, mas que
bom. Também vi coisas maravilhosas
também sobre Nova York, sobre esse
orgulho que a gente tá criando eh do
Brasil. Eh, Tenice, a gente tem que
pensar, concordo totalmente com a tua
perspectiva, isso tem sido uma pressão
de muita gente. Como é que eu crio algo
mais standard? Como é que eu crio algo
que seja eh replicável, escalável,
multiplicável? Como é que eu faço isso
acontecer?
Eh, aqui a gente tem dois exercícios, na
minha opinião, para que isso seja
possível, que para mim é totalmente
possível e descejável. Ele é upstream,
downstream. a gente tem ao mesmo tempo
que preparar essas instituições
financeiras e criar uma interface das
instituições financeiras com esses
capitais dentro de questões mais
patrões, burocracias, patrões, por
exemplo, ah, eu tenho Acre 3, eu tenho
Creen Carity Company, como é que eu
crio, quais são os veículos que eu
preciso ter para incorporar isso na
tesoura direitos bancos? Qual veículo,
como é que eu tenho que fazer isso para
registrar essa cota eh garantida?
Isso é um plug and play que tem como ser
efeito. Então, a gente tem esse efeito,
mas também tem um outro efeito, eh, um
outro corrente e que é uma corrente eh
dentro da originação, na formação de
warehouse para portfólio. E aqui a gente
tem uma um, eu gosto muito de usar o
conceito TRL tecnological retness level,
né, diferentes níveis de capacidade
tecnológica dos ativos. é o que a gente
chama pré-competitivo e competitivo. Eh,
a gente tem uma tendência muito grande a
querer criar standard para aquilo que é
project finance, para aquilo que é
pré-competitivo. Não vai acontecer. Não
vai acontecer. Mas tem uma série de
questões, como, por exemplo, transição
regenerativa para culturas como café,
soja, milho, que já tão muito, já tem
preço global, já tem supply chain
glopal. Eu consigo fazer isso. Eu tenho
que fazer agora é o que o que que eu
preciso aplicar. para que aquele ativo
que existe, é competitivo, seja um ativo
investível. E aí eu também tenho que
fazer uma uma tratativa de aceleração
financeira desse ativo, não como uma
empresa, não como um projeto, mas como
um ativo investível na perspectiva do
mercado financeiro. Quando eu consigo,
se eu consolidar esses tois dentro de
setores que são altamente impactantes,
aí eu ponho transição regenerativa
agrícola ou transição, eh, ou a questão
de adaptação climática para grandes
culturas,
eh, eu tenho, não que os outros setores
não precisem, todos precisam, mas eles
estão muito nível de project finance
ainda, eu consigo ter uma, eu consigo
atender essa temanta, que é uma temanta
correta de ter um standard,
>> não super concordo. E acho que assim,
tem setores que estão maduros e tem
algumas coisas que são quase low hanging
fruit, tá? Se a gente imaginar que todos
os linked bonds ou todas as estruturas
que meio que já foram emitidas, tá, nos
últimos anos e que cresceram bem, são
uma boa inspiração do que poderia virar
uma estrutura mais fluida, mais longa,
com capital fluindo, né, para aquilo que
é transformador? Eu acho que a gente tá
pronto em alguns setores. Por exemplo,
eu eu olhando setor de energia tem muita
coisa pronta mesmo. Agro ou alimentos
tem muita coisa pronta.
>> Que a carência mesmo, né? Falar o o
molho em geral custa mais caro que a
carne. Eu não faço porque toda a
complicação do acesso não é da operação
em si, mas do chegar até esse acesso
quase que dá a mesma coisa do que eu
fazer uma operação tradicional. Aí eu
faço uma operação tradicional, não
acesso esses capitais. esses capitais
vão para outro lugar e assim por diante.
Então acho que a workstam, né, que a
gente poderia fazer é nesse sentido e e
dizer falar o que que a que seria, né, o
nosso compromisso conosco de dizer ao
final dessa cópia ou ao início dessa
jornada das cópias de finanças, o que
que a gente deveria, poderia levar de
compromisso, de estrutura, de processo
para garantir que esse fluxo venha para
cá, porque só me falta, gente, 15 anos
de mercado financeiro nesta arena e eu
tenho Tem que assistir que esse fluxo
vai parar em outro lugar, não na minha
vez.
>> Muito bom, muito bom.
>> Exatamente.
>> Obrigado, Denise. Pulas, Fernanda, Luca,
Luiz. Queria agradecer a participação de
vocês. Obrigado por terem aceitado aqui
o nosso convite. Obrigado, Denise, pela
riquíssima intervenção. A gente pivotou
aqui um pouquinho a agenda, mas eu
acredito que tenha sido por uma
excelente causa. A gente tinha um
exercício aqui planejado, mas a gente
vai ficar pro nosso segundo encontro.
Então, já deixa aqui esse esse convite,
eu passo a bola pro Luís para fechar
esse nosso encontro aqui. Mais uma vez
aos paninelistas e a Denise. Super
obrigado aqui, Luiz, contigo.
>> Valeu, Dag. Eh, pessoal, mais uma vez
assim, agradeço, reforço, né, nosso
agradecimento pela conversa eh de hoje.
Eu acho que é o primeiro de três
encontros, né? Eh, esse encontro ele ele
abre a nossa conversa. Antes que eu tome
uma bronca aqui, a Roberta acabou de
colocar no chat eh uma pesquisa de
satisfação. Acho que é importante pra
gente medir um pouco, né, do que foi
esse encontro, então se fez sentido para
vocês, se não fez sentido para vocês,
como que ele eh como que a gente pode
melhorar isso, né, nos próximos. Eu acho
que tem esse essa nossa lição de casa,
tá? eh o que a gente tá buscando nessa
jornada, talvez se já resolveu resumir
um pouco, né, ou responder algumas
dessas perguntas que foram colocadas
aqui. Eh, tem uma estrutura que seja
mais ou menos parecida para todo mundo?
Não tem, funciona, não funciona? Eh, o
que que o mercado pode olhar, para que
lado ele pode olhar? Acho que, né, da
onde que tá vindo essa grana? Para onde
que vai essa grana? que tipo de projetos
podem ser financiados com esse arranjo.
É, eu acho que o que a gente tá buscando
em síntese é criar um caminho para uma
maior aproximação, né, dos
representantes do mercado, que são
vocês, né, que estão do outro lado da
tela aqui, eh, com essa agenda que tá
chegando, que tá de alguma forma, né,
criando novos espaços de financiamento,
tá acessando novas geografias, tá
buscando e eh novos modelos de resolver
problemas que a gente tem aqui, né, ou
de viabilizar financiamento para
iniciativas que a gente tá tentando
tirar do chão.
Tá? Então acho que o o convite, né, a
gente vai ter os outros próximos
eventos, se eu não me engano, dia 10,
né, nossa próxima conversa,
eh, e a gente vai mantendo, né, esse
grupo sempre atentos e todo mundo que
participou dessa conversa de hoje vai
receber um resuminho da nossa conversa
de hoje, as apresentações e e tudo mais.
E ao longo dessa jornada, eu acho que o
nosso grande objetivo é conseguir fechar
uma visão única, né? Então, o que que a
gente pode considerar aqui como o
esqueleto dessa conversa? Diante de
todos os desafios, né, de diante de
todas as particularidades que a gente
discutiu hoje, como que a gente consegue
eh diminuir um pouco de incertezas que
ainda pyon no ars quando essa agenda ela
é colocada em prática e como que a gente
consegue fazer uma alavancagem desse
capital, né, privado, esse capital
comercial para viabilizar, né, todas
essas ferramentas de transição que a
gente tá colocando em prática. Então,
super obrigado por todo mundo, né, para
todo mundo por essa eh participação,
pelas perguntas, pelas respostas. Nossos
eventos eles vão ser nesse formato, tá?
Para quem tá se conectando aqui com a
rede uma sustentabilidade pela primeira
vez, sempre microfone e câmera aberta. A
ideia seja um grande bate-papo, 30, 40,
50, 100 pessoas. Acho que quanto maior,
né, o número de pessoas participando,
eh, melhor a nossa interação, mais
dúvidas a gente consegue colher, né? E
com isso a gente consegue gerar mais
respostas e entender melhor quais são os
pontos de dúvida para pensar, né, o que
que vai ser a jornada de blended de
2026, o que que a gente vai pensar, né,
como próximos caminhos e próximas
dúvidas, tá?
Eh, tô vendo algumas alguns comentários
se a gente pode mandar convite do
terceiro evento. Eh, a gente
R, me ajuda aqui se a gente já disparou
isso ou se a gente ainda vai disparar
esses convites. Acho que é o último
pedido que eu te faço hoje. A R é quem
tá tocando isso no time.
>> Oi. Oi, gente. Boa tarde. A gente já
disparou, mas mas a gente eh manda
novamente agora com para todos os
participantes, todo mundo que tava
registrado, a gente manda o sumário
executivo e aí manda esse link também.
>> Perfeito. Então é isso, pessoal. Super
agradeço. Obrigado pela participação de
todo mundo. Fernanda, nossa diretora,
obrigado pela colaboração, pelo apoio de
sempre. Eh, Denise, obrigado pela
participação especial. Pulas, Lucas,
obrigado mais uma vez por terem, né,
compartilhado bastante do seu
conhecimento com a gente. Douglas,
Gorini, todo o time da Dinamo que tem
tocado aqui a jornada Gold Blended, eh,
né, e que faz esse ponto de apoio aqui
na Ambima, assim, é super importante,
né, a participação de vocês. A gente
fica muito feliz em contar, né, com a
generosidade de vocês, compartilhando
conhecimento todo histórico e
viabilizando com que esse grupo todo
consiga evoluir continuamente. Eh, e é
isso, gente. Acho que a gente manda
notícias em breve. Mais uma vez,
obrigado pela presença e vamos em
frente, tá bom? Vou encerrar por aqui e
a gente se fala em breve. Valeu,
pessoal.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.