Métricas, impacto e regulação | Jornada de Blended Finance 2025
Sumário Regulatório
Para encerrar a Jornada de Blended Finance 2025, debatemos a construção de um framework nacional de métricas para blended finance e como alinhar essa base com a agenda regulatória e de incentivos fiscais em desenvolvimento. O conteúdo inclui: - Frameworks internacionais de avaliação de impacto - Desafios brasileiros em avaliação: custos, padronização e auditoria - Diálogo com reguladores sobre um ambiente propício para blended Participaram do debate: Felipe Vignoli, da Impacta; Maria Eugenia Buosi, da Climate Ventures; Lucas Saraiva, do BTG Pactual; e Luiz Pires, da Anbima.
Transcrição e Conteúdo
Todas. A gente vai começar aqui a nossa conversa de hoje já agradecendo mais uma vez a participação, a presença de todo mundo. A gente tá no nosso terceiro encontro, eh acho que o terceiro e último, né, desse ciclo da jornada. Eh, começa essa conversa de hoje aqui já num clima de agradecimento a todo mundo que nos acompanhou e participou até então e trazendo um pouco do que vai...
conversa de hoje já agradecendo mais uma
vez a participação, a presença de todo
mundo. A gente tá no nosso terceiro
encontro,
eh acho que o terceiro e último, né,
desse ciclo da jornada. Eh, começa essa
conversa de hoje aqui já num clima de
agradecimento a todo mundo que nos
acompanhou e participou até então e
trazendo um pouco do que vai ser o nosso
dia, né? Então, só resgatando um pouco
do nosso caminho, a gente começou
falando dos, né, de modelos e padrões,
né, então como que a gente tava vendo,
né, a estruturação, né, do dos projetos
que a gente tem, né, chamado de blended
finance. a gente passou pela visão do
capital catalítico, onde ele existe,
onde ele mora, como que ele acontece,
como que ele chega nas organizações e tá
terminando aqui nossa conversa, falando
como que a gente mede, como que a gente
avalia, né, quais são métricas de
impacto e como isso tudo faz parte, né,
eh, desse projeto ou dessa iniciativa,
né, com o objetivo de capacitação do
mercado e de alguma forma diminuir um
pouco das barreiras que a gente enxerga,
né, muitas delas barreiras culturais
para que a gente tenha uma aceleração,
né, de projetos que utilizam essa
estrutura, tá? Eh, hoje a gente conta
com um time de especialistas assim super
eh conhecidos, renomados para nos ajudar
nessa conversa. Então, a gente vai ter
aqui o time da Dinamo com Douglas e com
o Marco Gorini. Mais uma vez, obrigado
pela presença. A gente vai ter o Felipe
Vinholi da Impact, que também tem
bastante conteúdo para compartilhar aqui
com a gente e com a Maria Eugênia Boosi,
né, hoje na Climate Ventos, vai contar
pra gente um pouco dessa novidade, desse
papel, como que ela tá colaborando
também com essa agenda, tá? Então, pra
gente começar, né, só mais uma vez
agradecendo a presença e participação de
todos, lembrando que a gente tá em mais
uma das jornadas aqui da Rede Ambima de
sustentabilidade e que pra gente é
sempre importante trabalhar, né, agenda
SG com foco no desenvolvimento de
mercado. Então, Douglas, por favor, tá
contigo. Mais uma vez, obrigado pela
parceria.
>> Obrigado, Luiz. Obrigado pela pela
abertura. Agradeço igualmente, pessoal,
o acompanhamento ah de vocês ao longo
dessa dessa jornada. né? Vem sendo uma
alegria e uma experiência muito gostosa
a gente construir eh essa jornada com
vocês. E hoje a gente se encontra aí
nesse último eh último encontro de 2025
para falar de um tema ah super
importante, que é o tema de métricas. a
como que isso de fato pode ser uma
ponte, né, digamos assim, paraa gente
conseguir escalar mais o tema, mobilizar
mais capital e conseguir realmente
destravar operações extremamente
relevantes pro nosso pro nosso país. E
aí, para começar assim como fizemos na
nossa no nosso exercício eh do módulo
dois, pessoal, a gente queria convidar a
todos e todas que estão participando
aqui a duas perguntas via enquete aqui
no pouso mesmo pra gente começar a
aquecer os motores e até mesmo dar o tom
da conversa aí. Pode ser? Então eu vou
pedir o auxílio aqui da da R para
colocar a primeira pergunta aqui na tela
para vocês, pessoal.
Pode ser. Já vou.
>> Vamos lá.
>> Eh, cadê iniciar votação.
Vocês me avisam se tá aparecendo aí.
Pera aí.
Não, né? Ainda não.
>> Acho que é o compartilhar
>> lançamento.
>> Boa, agora veio. Obrigado. Bom, pessoal,
então a primeira pergunta que a gente
gostaria aqui do da colaboração de vocês
é a seguinte, que tá no chat. O que mais
importa para os gestores na mensuração
de impacto de projetos blended? Tá?
Temos aqui seis opções: reputação e
posicionamento, capacidade de extrair
novos investidores, retorno financeiro
ajustado ao risco, cumprimento de
compromissos ISD e desenvolvimento de
parcerias com agentes internacionais.
Então, fiquem à vontade aqui para
contribuir com a visão de vocês.
Temos aí 37 pessoas online, então a
gente espera 37 pessoas nessa nessa
pesquisa, pessoal. Vamos lá.
Boa.
Temos aqui seis respostas. Tá bem, bem
diluído aqui por enquanto.
Legal, pessoal. 14 respostas.
Temos aqui três em maior destaque, né?
Cumprimento de compromisso ISD, retorno
financeiro ajustado ao risco, como as
duas primeiras e logo na sequência aqui
capacidade de trair novos investidores.
Temos aqui alguns comentários também.
Métricas como indicadores FIB,
felicidade, interna bruta são válidos a
metrificação de impacto. Obrigado aqui.
Cumprimento de compromissos.
Legal.
Boa. Enquanto, pessoal, a gente vai
tendo mais respostas nessa nessa
primeira pergunta, já vou convidar aqui
a Ru também a colocar a segunda pergunta
na tela, tá, pessoal? A segunda pergunta
é a seguinte: ao avaliar uma carteira de
projetos blended, o que pesa mais na
decisão de investimento? Vamos lá, só
esperar aparecer aqui. Boa.
Obrigado, Rô.
Então, vamos lá. Primeira opção para
responder a pergunta da avaliação de uma
carteira de projetos blenders: Mitigação
de riscos financeiros, potencial de
retorno econômico direto, escalabilidade
de e replicabilidade do modelo, clareza
dos indicadores de impacto, grau de
governança e transparência do projeto e,
por último, alinhamento com políticas
públicas ou agendas internacionais.
Então, o que que na na opinião de vocês
ao avaliar uma carteira de projeto
sublendid, que que pesa mais na decisão
de investimento, pessoal?
Vamos lá, batemos 40 pessoas online.
Esperamos engajamento de de todos e
todas aí. Vamos nessa.
Legal.
Clareza dos indicadores de impacto.
Tá se destacando aqui como primeiro.
Depois na sequência mitigação de riscos
financeiros.
Que que pesa mais, pessoal, na decisão
de investimento na opinião de vocês?
Legal. Bom, curiosamente, ah, comparando
esse exercício com o módulo dois, né, a
gente percebe no módulo dois a gente
teve uma maior concentração de respostas
a de um panorama geral, né, que as
respostas estão bastante diluídas,
algumas até com com algum empate aqui,
né, nesse caso, na segunda pergunta, a
gente trouxe clareza dos indicadores de
impacto como maior peso aí na decisão de
de investimento, logo na sequência
mitigação de riscos financeiros, foi o
segundo mais votado, depois grau de
governança e transparência do projeto.
Acho que todos esses são elementos super
importantes pra gente começar a ditar o
tom aqui da conversa que teremos daqui
paraa frente. Ah, e aí então para para
começar efetivamente, pessoal, com esse
pano de fundo desse exercício, eu queria
chamar para compartilhar um pouquinho da
da visão do dele, enfim, da organização
da Impact, Felipe Vignoli, que é
fundador da Impact Finanças
Sustentáveis, consultoria que atua na
criação de mercados e na implementação
de soluções financeiras sustentáveis.
Felipe coordenou a proposição da
taxonomia sustentável brasileira em
parceria com a GIS e o Ministério da
Fazenda. Pessoal também lidera uma força
tarefa no Nut Investment Lab, apoiando
empreendedores na captação de recursos.
Foi consultor independente do BID e
fundou startups de tecnologia. É mestre
em finanças pela CUPE UFRJ, engenheiro
mecatrônico pela UnB. Felipe, obrigado
pela presença, pela parceria. Palco é
todo seu.
>> Obrigado, Douglas. Obrigado pelo
convite, né? Eh, a gente tava muito
recentemente próximo também, né,
pessoalmente, Douglas, e foi muito bom
ver algum desses rostos que estão aqui,
né, e contribuir pra genda blended, que
a gente acompanha aí pelo menos uns 8
anos e que eu venho aprendendo tanto com
a Dinamo, né? Então, é muito bom, como a
gente aprende muito com a Dinamo, tá
agora numa posição que a gente pode
aprender junto, aprender junto com do
ecossistema. Então queria muito
agradecer esse convite. Uma alegria
também estar aqui novamente com BMA. A
gente estava perto aí da jornada IFRS
num assunto muito parecido com esse
inclusive só que com outra vertente, né?
Represa de capital aberto, IFRS. Mas é
bem interessante. Eu vou falar um pouco
disso, né? Na verdade os temas estão
muito relacionados, né? Só, só que são
instrumentos financeiros diferentes,
então a ótica é diferente. Inclusive, as
mesmas perguntas que foram colocadas
aqui no chat seriam bem diferentes se a
gente tivesse olhando outros tipos de
instrumentos financeiros.
Mas bem, o o Douglas ele ele ele ele ele
fez uma breve introdução, né? Então acho
que eu não preciso expandir muito, né?
Mas eu só queria colocar da experiência
que ele colocou o que que conecta com um
assunto nosso aqui, né? para eu tentar
explicar por meio dessas experiências
práticas um pouco da minha visão. Eh, a
taxonomia é uma delas que o Douglas
colocou. Então, assim, a Impactou
junto do Ministério da Fazenda
recentemente, né, com projeto via GZ
para fazer a taxonomia nacional. E a
gente eh eh atua especificamente nos
cadernos de MRV, né, de mensuração e
reporte vertic verificação, que tem
muito a ver com o que a gente tá
falando. Só que veja bem, né, a
taxonomia ela vai ter uma implementação
e também diferentes níveis de maturidade
de empresa, que isso aqui a gente vai
falar bastante, isso depende muito da
maturidade. Então, as métricas elas vão
ditar eh o tom das métricas em cada uma
desses desses locais, né? Eh, a gente
também tá apoiando o Nature Investment
Lab na Tesc Force 2, né? E a gente pegou
várias experiências de blended finance,
porque a gente apoiou cinco negócios
ligados a soluções baseadas na natureza,
né, que trouxeram uma riqueza enorme
assim de conhecimento sobre a
aplicabilidade dos instrumentos blended,
né, e o que que conecta com o nosso
assunto, que como é que as métricas
podem ajudar, ajudar a escalar. Então,
vou trazer um exemplozinho prático, tá?
Já para tentar dar um spoiler total, né,
do que a gente vai falar aqui, eu queria
guiar a apresentação de hoje com três
mensagens principais, né? A gente tá
falando de métricas, métricas de
impacto, mas vou reforçar muito a
mensagem de que as métricas em blended
finance tem que estar intrinsecamente
ligadas ao desempenho financeiro, né? A
conexão com o modelo de negócio tem que
tá muito clara, né? e o atendimento.
Outros requisitos que estão mais
conectados a impacto social, ambiental,
serão muito importantes, mas eles fazem
parte do corpo como um todo. Então a
gente até fala cuidar do corpo e acolher
a alma, né? O impacto é muito
importante, mas a visão, né, do modelo
de negócio, essa esse linguajar do
sistema financeiro é altamente
relevante. O outro recado que eu
gostaria de passar para vocês é que os
investidores e financiadores, eles já
incorporam as métricas aos seus frames
de governança, de gestão, dos quais as
métricas fazem parte, tá? Então tem uma
escala aqui de prioridade também, né?
Como você gerencia os seus riscos, que
métricas você usa, quais são os
procedimentos para mitigá-los? eh, faz
parte já da rotina e é muito importante
para que os negócios estejam aderentes a
isso. Por fim, né, eh colocar que
o instrumento blended, o instrumento de
impacto tem que ser adequado essa
linguagem financeira, né? A gente tem
que saber traduzir tudo que a gente fala
de sustentabilidade com o linguajar
financeiro para conseguir essa conexão.
Bom, eh o que que a gente vai ver hoje?
Então, eu vou fazer um pequeno
aquecimento, mostrando aqui eh métricas
e e indicadores de impacto, esse essa
sopa de letrinhas, como é que o
ecossistema se organiza um pouco. Vou
fazer uma conexão de como é que isso se
conversa com a agenda blended, né? Eh,
como é que, na minha visão isso tá sendo
utilizado realmente para escalar
instrumentos mais parrudos e trazer um
exemplo plástico pra gente debater aqui,
tá? Então, a primeira coisa que me vem à
cabeça quando a gente conversa, né,
sobre métricas, é aonde que estão essas
métricas, a gente tá falando de que
bicho, né? E aí é muito comum ter essa
distinção do mundo ISD e o mundo do
impacto. O impacto ele vai est olhando
mais do o que se faz, né? qual é o
impacto social, qual o impacto ambiental
daquela atividade? E os as métricas SD,
elas estão muito mais olhar olhando como
que se faz, qual o impacto na na
sociedade, qual o impacto no meio
ambiente e pela sua natureza, elas
acabam tendo perfis diferentes também de
empresas, né? Empresas grandes, grandes
investidores, grandes financiadores vão
estar muito mais preocupado em mitigação
de risco, né? E como que você se protege
ameaças também, oportunidades, certo?
Claro, mas é um conjunto de métricas
mais pesadas, digamos assim. Então eles
vão estar olhando ali mais o universo
ISG, o mundo de impacto, né, que tá
olhando ali o modelo de negócios, tá
ligado a pequenas e médias empresas, né,
e tá muito mais correlata aos
investidores alocadores de recursos,
como gestoras, investidoras e empresas
nascentes. E aí um recado muito
importante, ah, isso aqui é uma regra?
Não, claro que não é. Elas são
interdependentes, né? A gente tem uma
empresa nascente que tá preocupada com o
como se faz, tem indicadores ESD e isso
é muito positivo. O inverso também é o
contrário, também é verdadeiro. Empresas
muito parrudas, com modelos de negócios
já estabelecidos,
respondem investidores e financiadores e
estão olhando o que se faz e incorporam
métricas de impacto. Então, essas coisas
nas estratégias de investimento, elas
são interdependentes, né, nas na nas
estratégias de integração, né, com
investimento sustentável. Você pode ter
o ISD, você pode ter o impacto, o ISD
ele pode ser inclusivo, ele pode ser e
ele pode ser exclusivo, né? Eu tiro
algumas eh algum coloco como filtro
negativo e eu posso ter o olhar do
impacto positivo para tentar alavancar
também as oportunidades que eu quero
ver. Então, é muito importante colocar
essa interdependência.
E quando a gente olha essa sopa de
letrinhas entre S de impacto, eu tenho
uma um enorme régua de padrões e
frameworks. E é isso aqui que a gente
tanto conversa no ecossistema que vai
deixando tudo mais complicado, tá? E a
gente tá num momento muito positivo, não
é o foco aqui de hoje, né? Mas a gente
tá no momento de integração desses
padrões, né, com a FRS. A gente discutiu
isso num num webinar aqui da da no caso
da Rede Ambima, né, em que a gente falou
muito sobre essa profusão, essa
padronização e vou conversa muito também
com a conexão financeira que a gente vai
falar aqui, né? E eu não quero ser
exaustivo, mas a única coisa que eu acho
importante é reforçar
é que a gente tem muito padrão, tá? A
gente tem muitas métricas, a gente tem
muitos frameworks, a gente tem catálogos
tanto no universo de AD quanto no
universo de impacto. O problema não é
que a gente que faltam métricas, muito
pelo contrário, às vezes a abundância
das métricas torna o linguajar mais
complexo e mais difícil de conectar com
o investidor. E falta também, né, uma
uma conexão dessas métricas com o
desempenho financeiro, que é o que a FRS
tenta fazer. E é o que eu vou puxar
aqui, que a gente tem que tentar fazer
também no blended para conseguir
conectar uma coisa com com a outra. Só
para exemplificar, tá? Eh, alguns desses
indicadores mais correlatos ao impacto.
E aí, repara que eu tô sempre tentando
relacionar com o universo que eu que eu
vejo o Blended entrando, tá? O Blended
tá entrando naqueles negócios iniciais
que demoram a a atingir a performance
financeira, né? O seu próprio modelo de
negócio, né? ele não tem como dar uma
garantia eh numa num acesso a capital
como instituição financeira, por
exemplo. Então, pela estádio de
maturidade que geralmente o Blended está
olhando,
a gente tem esse catálogo aqui sendo
mais relacionado. E é muito importante
dizer isso. Não quer dizer que o Blender
também não tá sendo olhando olhado em
grandes projetos, né, de grandes bancos
multilaterais.
Estão sim. E tem vários instrumentos que
estão sendo correlacionados. tá falando
de instrumentos de dívida, de quase
dívida, de de equity, sendo
correlacionados em conjunto numa
instrumento eh blended. É um campo muito
próximo do diálogo lá que você tem com a
gente tem um outro bicho aqui quando a
gente tá falando mais universo de
fomento. Então eu vou navegar um
pouquinho nesses dois mundos, tá? Esse
aqui eu não quero ser exaustiva, só para
quem não conhece, né? Falar um pouco
dessas métricas, né? Wir é mais um
catálogo de vários indicadores. Então,
ah, tenho dúvida de como pegar eh
benefício do meu produto, do meu serviço
na base da pirâmide. Então, isso procura
já criar um um padrão. O Gears e o
sistema B procuram fazer um rating, isso
é bom porque torna as empresas mais
comparáveis entre si, né? O Impact
Management Progress, ele é bom porque
ele ele ele facilita gestão, ele tem
várias dimensões, ele conversa com os
catálogos, então ele já começa a abrir
uma coisa na outra, né? A gente tem
modelo C, que é é até um modelo, né,
feito aqui e ele conversa, é porque aqui
que eu falo com o sistema brasileiro,
né, e ele conversa muito com os modelos
de negócio. Então isso facilita, né, a
fazer essa conexão com o que a gente
tava falando do desempenho financeiro,
tá? Mas aí aqui eu entro num ponto que
eu acho que é fundamental a gente parar
e pensar, né? Quando a gente tá falando
de uma régua de maturidade, que eu tô
vendo aqui no eixo X, tá gente, né, das
empresas, eu tenho uma enormidade de
produtos possíveis a serem aplicados,
né, no acesso à capital de uma empresa.
E cada uma dessas caixinhas, seja em
fomento, equity, dívida, eles estão
sobre olhares de supervisão bem
diferentes um do outro e investidores
com mandatos também bem diferentes um do
outro. Então, quando eu tô falando, né,
de atores que estão atuando aqui em
fomento, por exemplo, eu vou pegar
filantropia, tá aqui o primeiro, ele vai
est muito mais preocupado em olhar as
oportunidades do impacto positivo.
Então, aquelas ferramentas que eu acabei
de mostrar vão ser muito mais
importantes, né, nos projetos ligados a
esse tipo de projeto. Quando você olhar
para fomento, aí você tem FINEP, você
tem alguns recursos setoriais, é
igualmente, né? Essas métricas também
vão ser muito úteis e aí vai conectar
muito, por exemplo, quando você for
submeter um edital e mostrar que você
tem governança, gestão sobre os
indicadores, que você sabe qual é o
impacto que você tá provocando a
sociedade, né? Que você consegue
conectar isso com o seu modelo
financeiro, isso vai ser bastante
relevante.
Eh, também é muito importante para
alguns investidores de equity,
tá? E aí eu tenho diversos tipos eh de
instrumentos aqui dentro dessa régua eh
do equity. E a partir do momento em que
eu também subo na minha escala de
maturidade, eu tenho diferentes níveis
de requerimentos quanto as métricas
também, né? Imagina colocando e eh
extremidades das réguas. Quando a gente
tá falando de IPO, uma empresa listada,
né, ela tá submetida a um órgão
supervisor da CVM, né? Ele vai ter que
colocar as os regimes informacionais
condizentes a resolução 59, né? ele vai
est aderente a IFRS, que é que é puxado,
né, para um dos convergência dos padrões
que a gente viu no slide anterior, né?
Então ele tem outros requisitos, né, de
informações sociais, ambientais e
climáticas aqui nesse extremo, né, do
equity, quando tô falando aqui do IPO,
quando eu tô falando de um VC, que
estaria aqui mais no início da régua do
equit, né, e um investidor anjo, ele vai
estar com outros requerimentos da das
regras de de impacto menos eh eh rígidos
do que eu encontro aqui na empresa que
tá na régua relacionada a IPO.
Igualmente quando eu vou para
instrumentos de dívida e aqui tem uma
conexão muito forte com blended finance,
porque como a gente vai ver no evento
passado, a gente até acabou de falar
isso, né, dois dias atrás, né, o blended
e em instrumentos de dívida é uma
instrumento de dívida em instrumentos
blended, na verdade é uma tendência, né?
O Blended, ele tem encontrado, né, numa
zona cinzenta, né, de supervisão, eh,
mais refúgio instrumentos de dívida, que
são CRAS, em sua grande maioria, que são
FIDIC, né, que são eh, cara, até mesmo
em mecanismos garantidores, né, para
alavancar negócio de impacto, né? Então,
via instrumentos de dívida, o Blended
tem encontrado espaços para apresentar
mais exemplos para ecossistema. Então,
quando a gente fala das métricas e o que
que vai importar pro investidor, a gente
tem que tá olhando, né, o que que eu
olho de performance financeira, o que
que eu faço de risco quando eu tô
olhando paraa dívida. Colocando de um
exemplo bastante simplório, tá gente? É
claro que não é só isso, mas um
investidor que ele tá olhando para equat
momento, ele tá muito mais treinado a
vida inteira a ver oportunidade e
mitigar ameaças.
O investidor, o financiador que tá com
mecanismo de dívida, ele tá muito
treinado a ver risco, ele tá querendo
afastar eventuais problemas. Então, o
olhar e o mandato dele é diferente e por
isso ele vai puxar métricas diferentes.
E tudo isso depende dessa reguinha aqui
que eu coloco bem mais à direita, que é
um investment readiness, né? Como que
ele vai ter que se preparar para est
subindo nessa reguinha de capacidade de
acesso a capital. Isso que tô falando do
empreendedor. Então pensem só, dado essa
complexidade,
né, o investidor, o investidor não,
desculpa, o empreendedor quando ele
entra no mecanismo blended, ele vai est
com diferentes obedecendo a diferentes
mandatos, diferentes chapéis, né, com
diferentes réguas de de nível de
transparência, de governança, de gestão,
né, que tornam também a própria
governança do mecanismo blended mais
complexa, né, e tornam a vida do
empreendedor também mais complexa no
sentido do que que ele vai eh ter de
fazer de gestão dos seus indicadores,
tá? Agora, eh, colocando um pouco assim
do que a gente até já antecipou no slide
passado, né, desse refúgio da zona
dentro da regulação. E aqui que eu tomei
a liberdade, né, de trazer um dos
grandes grandes conclusões aí da do Gold
Blender, né, liderado aí pela pela
Dinamo e pela Tosine, né, é pontos que a
gente aprendeu, né, assim, instrumentos
equity tem encontrado dificuldade usar o
blended, né, a gente tem avançado em
mecanismos de dívida, né, e
interpretações da Receita Federal e, né,
até liberdades que a gente encontra nos
outros instrumentos tem feita uma rota
regulatória que caminha nesse sentido.
Só para colocar um exemplo, né, que eu
tenho achado bastante interessante no
ecossistema, por exemplo, quando a gente
fala de mecanismo de garantia com
blended, pô, o que que é isso? Que bicho
estranho é esse? É você usar, por
exemplo, um recurso filantrópico que tá
numa num instituto, né, para aplicar num
CDB, né, de uma instituição bancária.
Aquele capital é revolvente, ele entra
numa ESC para ter designação bastante eh
rígida, que você não pode usar em outras
alocações de capital, né? o que gera ali
de rendimento volta, né, para outras
aplicações ou até mesmo para campos de
maior impacto, né? E esse recurso pode
virar uma carta fiança que entra num uma
numa numa garantia. Isso é muito, por
exemplo, por exemplo, importante para
destravar fundo clima, né? Apenas como
um dos exemplos, né? Então eu tenho não
tenho garantia real para acessar um um
fundo clima que a gente apresentou no no
slide anterior, né, que é uma linha, né,
não é um instrumento, né, mas esse tipo
de mecanismo de garantia tem sido
bastante olhado, né, para viabilizar. Aí
quando eu tô olhando na parte mais baixa
ali, né, dos instrumentos de dívida de
menor maturidade, a gente tem visto uma
profusão de cras como crata boa, por
exemplo, né, subindo um pouco e
quantidade de fidic. Então isso conversa
bastante.
Agora, só para colocar aqui e também
encaminhar paraa finalização
experiência, né, é colocar o sistema
financeiro, ele já incorpora isso, né?
Então assim, quando a gente vai eh
estabelecer diálogo com esses
financiadores, investidores, ele vai est
olhando para ROI, ele vai est olhando
para Ebíta, turnover, custo capital, né?
O que a gente tem que fazer é a gente
colocar essa conexão direta com os
indicadores financeiros, né? Outro ponto
importante, os e os financiadores, né,
mais mais com mais fôlego, né, de de de
capital, ele já tem seus próprios
frames, como por exemplo, o IFC, o BID.
Então, por mais que você tenha os seus,
você vai estar submetido, né, à régua
dele, como por exemplo, o FC tem os
Performance standards, tá? E ele vai tá
olhando muito sobre governança e gestão.
As métricas fazem parte de um todo. O
fundo do clima que a gente citou aqui,
também tem seus próprios requisitos.
E aí vamos pensar então como é que são
os desafios para pra escala, né? Quando
a gente tá falando de negócios blended,
é muito comum que você ainda não tem
dados que é para conseguir fazer a
precipação do ativo, né? você ainda não
tá eh com eh um conjunto de métricas,
né, para você chegar eh e e ter clareza
sobre todos os impactos. Então, é muito
comum uso de matriz de risco, né, onde
você faz ali, usa ferramentas digitais
para ver riscos já referenciados, né,
usa outras ferramentas, faz visita a
campo e estabelece essa matriz de risco
junto ao empreendedor de modo a tentar
precificar o ativo, ou seja, o que que
aquilo vai impactar no enterprise velho?
Isso é uma prática já bastante feita
quando a gente olha de mecanismos
blended. E para finalizar, para tornar
isso aqui um pouquinho mais prático, tá?
Eu vou trazer um exemplo, né, que como
que isso aqui realmente acontece. Então
eu peguei aqui um caso de integração
lavoura, pecuária floresta. É um típico
exemplo onde o blended finance cai super
bem. É um super splot do blended finance
que é um é um modelo inovador, o
ecossistema não conhece. Quando você tem
um super projeto e submete a uma
instituição bancária, ele para na
agência bancária, porque o cara não
conhece. O que ele não conhece, ele vêem
risco. Se ele tem outras prioridades,
ele vai pegar outras prioridades,
inclusive que estejam mais alinhadas as
suas metas financeiras. e ele não vai
olhar para isso aqui. Mas o modelo ILPF,
ele tem uma questão muito importante.
Ele é altamente mais produtivo em
relação a uma pecuária extensiva.
E não é nenhuma rocket science, não é
porque o o ILPF usa uma tecnologia super
desenvolvida que faz com que isso seja
mais produzido. É porque na verdade a
pecuaria extensiva ela é muito pouco
produtiva. Ela é basicamente colocar o
gado na terra, solta o bicho lá. consome
o capinha até onde der e eu com o tempo
o gado começa a engordar menos até que
fique uma uma área degradada e
improdutiva, que é o problema que a
gente tem agora em mais ou menos 40
milhões de hectares no Brasil. Então,
até os agentes financiadores entenderem
esse problema demora, tem um advoca tem
um tempo. E aí os modelos que estão
começando, né, eh, sobre essa ótica do
da integração lavora pecuária floresta,
né, tem dificuldade em mostrar que, na
verdade, são muito mais produtivos que o
que o que o sistema atual. A engorda é
quase duas vezes maior, né, quando você
pega o peso por dia, isso impacta a
receita, né? a área produtiva necessária
paraa criação de animais, o a é unidade
animal, né? É três vezes maior, preciso
três vezes menos terra para produzir na
mesma quantidade. Então eu consigo
colocar três cabeças de gado, né, por
hectar, quanto na extensiva consegue
colocar só uma. multiplica os dois, você
vê, bom, eu tenho mais ou menos seis
vezes de produtividade superior quando
em relação a eh a pecuária extensiva. E
aí são modelos que tões
trabalhistas muito bem reguladas, usam
tecnologia, né? Eh, permitem um novo
aprendizado, isso atrai mão de obra.
Então, turnover, por exemplo, desses
modelos é bem menor do que um outro eh
um outro tipo de modelo produtivo. Isso
que eu tô colocando aqui são dados
ilustrativos, mas que representam muito
bem a realidade, tá gente? Que a gente
acompanha esses modelos. Isso impacta em
investimento, precisa de menos
investimento de terra e isso impacta em
custo operacional. Quando eu entro numa
captação que não é pequena para isso
aqui ficar de pé em larga escala, é
claro que eu tenho que estar conectando
com isso com modelo de negócio, né? eu
tenho que adaptar isso a uma linguagem.
E aí em decorrência dos tipos de
financiamentos mais baratos que eu posso
acessar, como por exemplo fundo clima,
como por exemplo um banco multilateral,
né, como por exemplo um investidor que
tá se importando com impacto, é óbvio
que eu vou ter que estar com as métricas
de impacto associadas para medir
rastreabilidade do gado, né, para
mostrar a integridade de carbono que eu
tenho, né, que porque isso vai me
facilitar acessar garantias, né, a
facilidade que eu tenho ou a minha
habilidade em recuperação do solo.
Porque basicamente, gente, o que
acontece é um terreno degradado em que
você trabalha a terra, fica uma terra
mais produtiva e o capim é melhor pro
boi, então ele engorda mais. É tão
simples quanto isso, assim, linhas
bastante simplórias, né? Então ele mede
isso, reporta, né? Intrínseca com o seu
modelo de negócio. Então, como um recado
eh final, né? Eh, e pegando esse exemplo
prático, né? eh a as métricas de
sustentabilidade, impacto, elas podem
estar muito próximas de um discurso de
prática agrícola alinhada ao crédito de
carbono de alta integridade e
sustentabilidade, que é tudo verdade,
mas na linguagem do negócio, ele vai
pensar no modelo agropecuário de maior
produtividade, possibilidade de receita.
Essas questões e esse din pacto que a
gente vê estão intrinsecamente ligadas
em como é que você entrega esse
resultado. E é esse um dos pontos aqui
que a gente colocou no início da nossa
conversa, né, que eu acho que são tão
importantes da gente tá adequando as
métricas para conseguir fazer operações
de maior escala, né, e com maior clareza
entre esses dois mundos, onde o blended
reside bastante no meio que o sistema de
impacto e o sistema financeiro eh
tradicional. E aí eu vou deixar aqui o
chão novamente pro Douglas, né, para
fazer a condução. Não sei se eu volto o
microfone pro Douglas, pra Roberta ou
pro Luís, mas eu acho que isso aqui é um
pano de fundo interessante pra gente
guiar aqui o nosso debate.
>> Legal, Felipe, super obrigado, cara.
Obrigado pela pela apresentação e por
compartilhar com a gente. Antes da gente
começar o debate, o painel aqui, na
verdade, e chamar o Lucas e a Maria
Eugênia pro palco conosco, tem uma
pergunta que surgiu aqui no chat, que eu
queria a tua visão, que veio do Vilker.
Pergunto se análise de riscos via normas
ISO são válidas para analisar empresas
com pouca maturidade. Felipe,
>> qual norma ISO ele tá se referindo?
Ele colocou,
>> não foi, não se especificou aqui, viu?
se que você quiser abrir o microfone e
trazer tua pergunta aqui com mais
contexto, fica à vontade.
>> Eu eu posso antecipar também eh todas as
normas ISO são são úteis, tá? Por
exemplo, quando você olha normas
relacionado a ACV, por exemplo, né, você
pode incorporar parte dessa gestão de
risco com elemento de precificação.
Agora, é muito mais, depende mais, muito
mais do olhar, né, da gestão e da
governança sobre esses dados e o teu a
capacidade de conectar isso com o valor
financeiro do que da certificação em si.
Boa. Obrigado, Felipe. Pessoal, alguém
tem mais uma pergunta direta aqui pro
Felipe ou podemos passar pro pro painel?
Fique à vontade.
Boa. A gente vai ter mais um tempinho
ali na frente para
outras perguntas e ao longo também da da
próxima discussão aqui, pessoal, fiquem
à vontade, tá? Para trazer as perguntas
aqui no chat, por favor. Inclusive a
gente ah solicita aí que que que o
façam. Bom, para contribuir nesse painel
então que a gente vai ter aqui agora,
para se juntar ao Felipe, eu queria
chamar duas pessoas que estão aqui, a
Maria Eugênia e o Lucas Saraiva. Maria
Eugênia é economista, mestre em
finanças, com 20 anos de experiência no
mercado financeiro e de capitais. É
diretora da Climate Ventures,
responsável pelo Nature Investment Lab,
projeto que busca destravar capital para
investimentos em soluções baseadas na
natureza. Eugên, obrigado pela sua
participação e presença aqui conosco,
viu?
>> Obrigada, querida. É um prazer enorme
estar com vocês.
>> Obrigado. Eu queria chamar também aqui
pro nosso palco virtual Lucas Lucas
Saraiva, engenheiro de computação
formado pelo Instituto Militar de
Engenharia, certificado CFEI, com mais
de 15 anos de experiência no mercado
financeiro, 10 deles no banco BTG
Pactual, tem uma sólida trajetória em
gestão de portfólio de crédito. Além do
olhar técnico e estratégico, Lucas é um
entusiasta do aprendizado contínuo e da
aplicação prática da tecnologia para
gerar impacto real na economia e nas
pessoas. Lucas, obrigado também pela sua
participação e presença com a gente,
viu, Lucas?
>> Bom dia. Bom dia a todos. Prazer, meu.
Obrigado.
>> Boa, pessoal. Bom, pra gente começar
então esse nosso painel que tem como
tema pessoal o futuro das métricas e da
regulação no Blanded Fence brasileiro,
eu queria convidar aqui a Maria Eugênia
a para trazer um pouco da visão dela, do
que ela vem vendo no mercado, quais são
os principais insightes nessa agenda,
para depois a gente passar a bola aqui
pro pro Lucas e aí a gente ter uma
dinâmica de perguntas e respostas. Maria
Eugênia, contigo.
>> Obrigada. Bom, acho que primeiro
obrigada também a Ambima pelo convite.
Um prazer tá aqui. É meu primeiro evento
como Clim Adventures. Então é um prazer
enorme estrear essa função super
importante numa casa tão importante.
Então obrigada à organização do Evento
Ambim aí pelo convite. Eh, e obrigada ao
Felipe pela apresentação inicial. Acho
que fica mais fácil a gente dar
sequência quando a gente tem aí um uma
fundação muito bem montada. Então, eh,
eu gostaria de fazer algumas
considerações, né, vindo de um universo
ISD, impacto, eh, e mais recentemente
agora falando sobre capital natural,
soluções baseadas na natureza, a
importância de a gente trazer eh
métricas que de fato reflitam desempenho
e impacto. E pra gente fazer isso, a
cabeça de consultora vai pensar sempre
em três principais eixos, que é
estratégico, tático e operacional.
Então, quando a gente tá falando aqui de
impacto, quando a gente tá falando de
SD, quando a gente tá falando de
desempenho financeiro ou de desempenho
operacional, o que é sempre o o
transversal de tudo isso é a médica.
Como é que eu demonstro a preservação ou
a geração de valor no negócio, de
preferência os dois, né? Então aqui,
para que a gente possa falar sobre isso,
eu gostaria de percorrer esse viés
estratégico tático e operacional,
pensando muito mais na gestão do que no
indicador em si, né? Quando eu falo de
estratégia,
né, o olhar da métrica na estratégia, o
que que eu tô olhando? Eu tô olhando
como base da tomada de decisão, né? Como
que eu tomo uma decisão de investimento?
como eu tomo uma decisão financeira,
como eu tomo uma decisão estratégica e
operacional, eu tomo esta decisão a
partir de dados. Então, a métrica ela
precisa estar a serviço da tomada de
decisão. Eh, o meu primeiro trabalho,
por coincidência, quando eu ainda era
gestora de fundo, eu comecei minha
carreira como portfólio manager e eu
lembro que eu fiz a revisão da
metodologia do fundo ético. Na época não
tinha nenhum de todos esses padrões que
o Felipe apresentou. A gente fazia a
gestão de dados de sustentabilidade na
unha. mesmo, muitas vezes com base em
questionário ou informações públicas.
Eh, e eu lembro que o meu gestor virou
para mim e falou: "Você precisa fazer a
metodologia
servir a tomada de decisão de
investimento. O que que se aquela
empresa não não tiver, ação daquela
empresa não vai entrar pro portfólio do
fundo?"
Então, foi um excelente primeiro
exercício, mas que me ensinou que a
métrica precisa estar a serviço da
tomada de decisão. Então, quando a gente
fala muitas vezes, né, tanto no impacto
quanto no ISD sobre a métrica, ela não
pode ser um protocolo ou um checklist
para fazer relatório. Ela precisa estar
a serviço de uma tomada de decisão.
Nesse sentido, ela precisa olhar duas
questões principais. A primeira delas é
a materialidade, né? E a gente vê o
avanço desses frameworks, dessas
métricas, trazendo a materialidade de
impacto, a materialidade financeira, que
a gente chama de dupla materialidade.
Mas isso serve não só pro grande, serve
ainda mais pro pequeno, porque se eu
resolver que eu vou mapear todas as
métricas do mundo, eh, deixa eu só ver
aqui se a minha, vocês estão me vendo?
Como que tá a minha?
Não estamos te vendo não. Então no
pequenininho tava a hora que foi para
destaque, ela sumiu.
>> Tá, deixa eu fechar e abrir de novo
aqui. Agora tão vendo?
>> Hum, não.
>> Eu vou, talvez eu saia e entro. Deixa eu
ver. Eu vou atualizar aqui e aí vocês me
avisam.
>> Pode, talvez eu tenho que sair e entrar.
>> Hum. Posso te dar uma sugestão para você
seguir com seu raciocínio,
eh, e aí quando a gente fizer uma pausa,
a gente faz isso. Pode ser?
>> Eu não, eu não queria te perder agora.
>> Tá bom.
Não, tá bom, tá bom. Eu fico aqui sem
câmera mesmo. Depois vocês me falam se
eu voltei.
Eh, mas então, só para falar aqui para
vocês, eh, que a gente precisa olhar
primeiro materialidade
pro pequeno, pro paraa menor empresa, a
materialidade é ainda mais fundamental,
porque eu preciso ser muito cirúrgico no
que eu vou medir. eu preciso ser muito
assertivo no que eu vou considerar na
minha tomada de decisão, porque eu tenho
um cobertor mais curto e, portanto, a
materialidade precisa ser a primeira
base. E a segunda, especialmente
importante paraa blended finance, para
investimento de impacto, é a
adicionalidade. O que que eu de fato
estou gerando como contribuição positiva
a partir daquela locação de recurso,
seja ele operacional ou financeiro.
Então, quando eu falo do estratégico, é
isso, eu entender quais são as bases e o
que que é fundamental pro meu processo
de tomada de decisão.
Para que eu possa tomar uma boa decisão,
eu preciso ter um bom arcabolso, eu
preciso ter um bom fram e para isso eu
preciso ter indicadores que se
relacionem ao desempenho corporativo.
Não basta eu simplesmente fazer o tal do
checklist. Já eu uso de R, eu uso SASB,
eu uso IRIS Plus, eh o IFRS agora também
trazendo um racional para elaboração.
Isso é muito usado pro IST, pro impacto.
Eu vou ter um pouco métricas um pouco
diferentes. Acho que o Felipe colocou
muito bem o que versus o como, né? Mas a
hora que eu falo do tático,
eu preciso relacionar esses indicadores
ao desempenho. Não basta eu olhar a
quanto eu consumo de energia. Eu preciso
entender quanto que isso impacta a
margem do produto, né? Felipe colocou
muito bem quando ele trouxe integração,
lavoura a pecuária floresta, né? Qual é
o processo decisório? É uma agricultura
mais produtiva, mais resiliente,
eh, mais rentável? Então, por que que a
métrica de sustentabilidade não pode
também estar relacionada a este
desempenho corporativo e financeiro? Eu
tenho quatro principais eixos em que
esses indicadores vão pegar de alguma
forma. Eu posso pegar a questão da
gestão do risco, né, e e do custo e o
acesso a insumos. A minha operação, eu
posso pegar meu acesso a mercados, que
vai impactar muito a minha receita.
Posso pegar o meu capital, o acesso e o
custo desse capital. E uma questão de
resiliência a risco e compliance também
quando eu penso em aspectos
regulatórios.
Então eu tenho operação, mercado,
capital e regulação. Então eu preciso de
alguma forma vincular essas métricas a
como eu estou preservando ou gerando
valor em alguma dessas frentes. E para
isso a gente tem, por exemplo, e o Nil
tem trabalhado muito nisso, se envolvido
mapas de risco e de oportunidade. E na
estratégia as palavras são
adicionalidade e materialidade, as
palavras no tático são risco e
oportunidade. Então eu preciso entender
essas métricas à luz do meu planejamento
de risco, das minhas oportunidades de
negócio, da minha resiliência e da minha
competitividade.
E por fim, eu preciso do operacional.
E no operacional é onde tem vivido
muitos dos problemas, porque aqui eu
preciso de gestão desses dados, né? Para
que eu reporte boas métricas, para que
eu tome decisões. Quando eu falo de
reporte, não é necessariamente um grande
relatório de sustentabilidade,
mas ela pode ser um reporte para uma
diretoria, para um conselho. Quando eu
reporto sobre métricas de
sustentabilidade,
é fundamental que essas métricas sejam
comparáveis e confiáveis. comparáveis no
sentido de eu ter um conjunto de
métricas que eu vou acompanhar a
evolução no tempo.
Então, se eu vou olhar um relator, se eu
vou olhar que seja um e-mail com
métricas, eu preciso saber como que isso
evolui desempenho corporativo a serviço
da tomada de decisão. E eu preciso que
elas sejam confiáveis.
A maior parte das empresas grandes,
todas as empresas grandes têm, né, dados
financeiros, mas mesmo muitas empresas
pequenas
usam a tecnologia paraa gestão do dado
financeiro, mas quando eu vou pro dado
de sustentabilidade, eu brinco que é o
SAP, no máximo, né, que é o sistema
avançar planilha. Então, eu não tenho
confiabilidade para que eu possa usar
esse dado para um processo de tomada de
decisão.
Então, a gente vai precisar cada vez
mais de gestão dessas informaçõ
do dado financeiro. Para quê? para que
essa operação,
para que a governança desse dado não
fique lá no estagiáriiozinho de
sustentabilidade ou para que não fique
lá numa ponta perdida que qualquer um
mexe naquela planilha que não tem
nenhuma. Ela só é feita para cumprir uma
tabela. Então eu preciso dar mais
governança e robustez e confiabilidade
para essa gestão de métricas
para que elas possam se conectar
ao ambiente corporativo, financeiro,
para que elas possam servir à tomada de
decisão. Então eu fui do estratégico pro
operacional, voltei do operacional pro
estratégico, mas é fundamental que a
gente entende isso como uma base da
gestão de risco e como uma base da
gestão de corporativa e tomada de
decisão financeira. Eu
fiquei dentro dos meus 10
minutos aqui, que eu queria também não
passar muito tempo para poder
dar fôlego pra gente falar no debate,
que eu acho que é o mais legal. Então,
enfim, acho que hoje na Climate eu tenho
tido a oportunidade de viver isso à luz,
né, da gestão de riscos. Quando a gente
fala de soluções baseadas na natureza,
essa é uma porte de entrada, mas lembrar
que o risco socioambiental, o risco
territorial, eh o risco climático, ele é
uma componente de todas as demais
modalidades de de risco.
Ela vai se traduzir num risco
operacional, num risco de continuidade
de negócio, num risco de mercado. E,
portanto, quando a gente faz essa
tradução intérprete, é a hora que a
gente, de fato consegue tomar melhores
decisões com base emas de Então,
obrigada e eu fico a a à disposição aí
para perguntas e obrigada pelo debate.
>> Legal, Maria Eugênia. Super obrigado.
Obrigado pelas colocações, pelos
insightes. Fica à vontade para agora a
fazer a transição para tentar retornar a
tua
>> Eu agora vou tentar voltar para
combinado? Enquanto isso já vou chamar
aqui o Lucas. Obrigado mais uma vez
Lucas pela tua presença e participação
aqui com a gente, tá? Ah, queria te
convidar aqui para compartilhar um
pouquinho conosco sobre a tua visão, a
visão do banco, acerca da nossa temática
aqui hoje. Bem-vindo mais uma vez.
>> Tá legal? Eh, bom dia a todos. Eu que
agradeço, Douglas. Agradeço Ambima,
Roberta Luís, eh, Felipe, Maria Eugênia.
Prazer táar aqui hoje, tá? Eu vou a
aproveitar a oportunidade para
compartilhar um pouco da minha
experiência, né? Eu não venho
diretamente de uma área eh voltada para,
vamos dizer, sustentabilidade
originalmente, né? Uma área ISD. Eh, eu
vou falar um pouco aqui da minha
experiência. Então, tem sido eh um um
conhecimento aqui interessante que eu
tenho adquirido na medida em que a gente
vai eh entrando e aprofundando no tema,
né? Eh, o banco, né, tem fez 40 anos,
né, o meu banco tem uma longa história,
eh, originalmente como um banco de
investimento.
Eh, eu trabalho na área de crédito,
fazendo gestão eh de portfólio de
crédito e e desde 2015, né, a gente tem
sido mais ativo nessa parte de de
sustentabilidade com uma área de
específica de SD, né, que tem uma
participação ampla aqui nas discussões
de crédito, comitê de crédito. Isso eh
vem mudando aqui um pouco a nossa rotina
e agregando e e sem dúvida nenhuma
contribuindo aqui com com o negócio, né?
Eh, hoje a gente tem uma carteira de
crédito aqui que passa de 250 bilhões,
né? Eu foco numa parte disso e tem uma
sobreposição aqui natural com temas de
sustentabilidade, na medida em que eu
olho aí a parte de papel celulose, parte
florestal, eh, entre outros setores,
vareja, parte de proteínas, né, perto de
pecuária, eh, e, e, e mais recentemente
o banco eh participou aí do leilão do
Ecoinvest, o segundo leilão, que é
voltado aí paraa recuperação de terras
degradadas, né? Então, a gente teve até
o a satisfação aí de ser o maior banco
privado, vamos dizer, contemplado no
leilão, com o desafio aí de bom desafio,
né? O desafio bom de de recuperar mais
de 160.000 haar de terra, né? E a gente
tá aqui colocando a máquina para rodar
com esse objetivo, né? H, eu acho que
esse tema da da sustentabilidade é super
importante. É, quando a gente fala, por
exemplo, do blended finance, né, que tem
ali a questão do recurso catalítico, né,
normalmente você utiliza ali esse
recurso catalítico para poder incentivar
ou para dar pegar um um projeto, vamos
dizer, que seria um risco muito elevado,
que teria pouco apetite de investidores
e você de alguma forma tira esse risco
ou você dá um um uma, vamos dizer, uma
previsibilidade de de previsibilidade
também talvez não seja a palavra, mas
você reduz o risco ali a volatilidade do
retorno torno ou projetos que
simplesmente não seriam eh interessantes
se não houvesse ali um um capital
catalítico. Eles passam a ser
interessante. Aqui, obviamente, a gente
tá olhando eh não só o retorno
financeiro, mas aí também incluindo o
retorno social e ambiental, né? Eu acho
que nesse ponto as métricas são muito
relevantes. Eu tenho um background mais
financeiro, a gente sempre acompanha
métricas financeiras aqui, dívida
líquida, índice de alavancagem, índice
de liquidez corrente, né? Eh, então
quando a gente vai para para esse
universo, né, de impacto social, impacto
ambiental, é necessário todo um outro
arcabolso aqui de métricas aqui que a
gente precisa acompanhar para poder
entender se o projeto tá saindo
conforme, né, era planejado
inicialmente, se tá indo conforme
esperado ou se tá ficando a quem e aí
fazer os ajustes necessário, porque faz
parte também, né? Nem tudo é só
maravilhas. E eu acho que as métricas
elas são essenciais para isso, para
poder medir se, pô, tá tendo ali o
impacto, a recuperação do solo tá
acontecendo como deveria, o a quantidade
de CO2 no solo tá conforme esperado, a
utilização da água tá sendo eficiente
como deveria ser, né? uso de energia tá
apropriado. Então, acho que quando a
gente sai do universo puramente
financeiro e vem para essa parte mais
social e ambiental, as métricas elas vão
ser essenciais aqui para dizer se o
projeto tá andando conforme esperado,
né, e fazer aí eventuais ajustes de
de rota que são necessárias. E faz
parte, né, isso eh todo projeto aqui faz
parte disso. A gente ir ajustando
conforme necessário. O uma experiência
legal. Eu posso dizer assim que a
primeira vez que eu tive um um um maior
profundidade nisso, embora o nosso nosso
comitê que sempre tenha participação de
SD, mas e em colocando em prática isso,
foi uma operação no ano passado que a
gente fez aqui, uma operação até
relevante de mais de eh operação de 600
milhões de dólares, é um sindicato, né,
para uma empresa aí do setor eh setor de
celulose, barra florestal também. E a
gente pela primeira vez aqui da eu
falando aqui particularmente aqui da
minha experiência, né? Eh, a gente tinha
ali métricas dentro do contrato de
financiamento de eh de uso eficiente de
água e de energia. Isso se traduzia pra
pra companhia e em um benefício de de
taxa ou uma penalidade. Então, eh você
começa a alinhar incentivos aqui eh para
a empresa para ela poder se aderir aqui
a condições, pô, de uso mais eficiente,
condições aqui que vão trazer benefícios
aí ambientais, tá? Então essa foi uma
experiência bem legal. E agora com o
Ecoinvest esse negócio vai se aprofundar
eh muito mais, né? H, eu brinco aqui
internamente até que quando eu vi a a o
edital do segundo leilão, falei: "Hum,
cara, esse dinheiro aqui 1% ao ano, esse
capital catalítico, tem que colocar,
deixa eu dar uma olhada." E a primeira
vez que eu li o edital, eu falei: "Cara,
isso é impossível, porque vai ter que
ter, pô, a terra regularizada, tem que
tá georreferenciada, não pode ter tido
desmatamento ilegal eh desde eh eh desde
2006 ou 7, desmatamento eh legal desde
2023." Falei: "Cara, você junta todas
essas coisas aqui, não vai sobrar nada,
né? Embora o edital lá, o programa, pô,
super bacana, fala que o Brasil tem mais
de de 80 milhões de hectares de terra
degradada, né?" né? Aplicar na prática
que que vai, você começa a botar todas
essas condicionantes, eh, vai ficar
muito pouco. E aí eu comecei a
aprofundar aqui, fazer reunião, puxei o
time, a Rafa Dortas aqui, que é a nossa
red de SD, para aprofundar e entender
isso. Ela falou: "Não, a gente já
acompanha esse tipo de eh de exigências
nas operações agro aqui do banco, a
gente, pô, tem uma boa visão disso." Eh,
são coisas que são factívas. Então, a
gente começou a entender aqui o o o
programa, né, da do Ecoinvest e fomos
criando o conforto necessário e aí junto
à área comercial, vamos bater falar com
as companhias, vamos falar com as
empresas, como é que eles estão olhando
isso e deu o conforto aí necessário pra
gente eh eh participar desse desse
leilão e serí o banco privado com maior
volume alocado, né? Então a gente tem
esse desafio aí de recuperar mais de
160.000 1000 haar de terra, eh mais de
4.9 bilhões eh de reais em investimentos
que vão ser feitos para para financiar e
recuperar essas terras degradadas. E no
final do dia aqui a gente vai ter uma
terra que era improdutiva, que a um
nível de produtividade muito baixo, que
era subutilizada, que era eh solo
compactado ali, que era usado para
pecuária e vai passar efetivamente a
produzir alimento ou vai est lá uma
floresta que vai estar sendo utilizada
para outros fins, para energia, enfim.
Então, ah, eu fiquei aqui, a gente tá
super animado com isso. Já tem operações
aí em vias de sair mandatadas. E aí
entrando um pouco na questão do das
métricas, né, quando a gente olha lá na
esse era um outro ponto também das
exigências que eu achava que iria
inviabilizar, mas que a gente criou o
conforto aqui interno. Você tem lá
métricas de eh nível de degradação do
solo, área área total recuperada. Isso
até um é um compromisso que o banco
assume dentro do processo do leilão, né?
Área total recuperada, nível de
degradação do nível de produtividade do
solo, eh quantidade de CO2 eh uso
eficiente de água dentro do projeto, né?
Tem um um caráter também de inclusão,
né? Na medida em que determina que 15%
da mão de obra ali envolvida no projeto
deve ser feminino, né? Então você tem
uma inclusão ali social barra eh eh
trabalhista e e tudo isso a gente vai
passar a acompanhar e são relatórios e e
alguns relatórios aí que vão ser
exigidos ao longo do processo, mas se no
fim do dia esse negócio se para existe
um capital catalítico, né, eh, por trás
disso que permite que isso aconteça, né?
Então, ah, acho que um dos temas que eu
vi aqui até no site, a questão ali da de
parceiros, empresas com expertize nesse,
eh, nesses tópicos, nesses temas. Eu
acho que à medida que isso evolui, né,
essas empresas vão ter que evoluir, a
gente, e eu tô sentindo um pouco isso na
pele, né, a gente vê que eh dados os
relatórios que são exigidos, a gente
precisa ter um auditor para fazer o
acompanhamento financeiro, precisa ter
uma empresa que vai lá em loco que vai
fazer o monitoramento. E aí, cara, você
começa a falar aqui com empresa de
auditoria e não, mas esse tipo de
auditoria eu não faço isso. É aí fala
com outro, fala com outro. a gente vê
aqui que ainda tem um ecossistema para
crescer, né, eh em torno disso. Hã, mas
a gente tá super animado de novo. Acho
que pro banco aqui é mais uma frente de
eh de crescimento e uma frente aqui com,
pô, um viés aqui social e ambiental
relevante que vai deixar um legado aí e
contribuir pro programa. H, sem querer
me estender. Ah, eu acho que era isso
aqui de forma resumida que eu queria e
fazer aqui na introdução, falar na
introdução. Eh, e fico à disposição aqui
pro bate-papo de novo aqui. Eh, então,
tô aprendendo junto com vocês. Acho que
o tema aqui é super bacana, super
importante e super relevante aqui para
para esse tipo de projeto, né? a gente
precisa de fato aí ah ter esse tipo de
acompanhamento, medições e métricas, que
é o que vai ditar no final do dia, se tá
sendo alcançado o o objetivo ali
determinado ou não, né?
>> Lucas, super obrigado, cara. Muito
bacana saber dessas operações, os
exemplos reais que estão acontecendo aí
no no BTG. E antes do Felipe fazer uma
uma fala aqui para tentar amarrar os
insightes e os as provocações aí que a
Maria Eugênia e o Lucas trouxeram, ah,
recebi um toque aqui no meu no meu ponto
da da produção para que a gente vai ter
uma convidada especial aqui para
contribuir também nesse painel, que
também teve uma contribuição super
importante no nosso primeiro encontro.
Queria chamar aqui para conversa também
a Denise Rios, líder da rede Amba, de
sustentabilidade.
E Denise, queria já te chamar aqui pro
pro palco, né, paraa nossa paraa nossa
conversa. Primeiro agradecendo novamente
a sua participação e presença aqui
conosco mais uma vez. Eh, e queria te
convidar a contar pra gente, por favor,
como você, né, que tem apoiado a nessa
agenda de interlocução com o mercado,
como que você enxerga os próximos passos
dessa agenda? e sobretudo como as
métricas têm se tornado cada vez mais
relevantes a nessa nossa conversa aqui,
né? Tem uma questão de um diálogo são um
custo ou s um caminho para ampliação de
resultados? Então, deixo essa provocação
aqui e mais uma vez obrigado pela sua
participação e presença, Denise.
>> Super obrigada, né? Eh, eu sempre gosto
de parabenizar e celebrar. Tô numa fase
da gente marcar pontos de avanço paraa
gente se lembrar deles. Eu acho que só a
jornada que a gente fez, né, e tá
discutindo numa manhã, as vésperas de
COP, mas numa manhã normal, né, o
Blender, né, como um mecanismo de
transição dessa adaptação, né, da
economia e, portanto, do mercado, do
setor financeiro, como né, como um vetor
dessa transformação, já é assim,
parabéns para todo mundo. É, e é
interessante, né, talvez em algum
momento essa cena aqui no no vídeo hoje,
né, com o Felipe, com você Douglas, né,
com o time da Bima, com a Maria Eugênia,
com o Lucas, fosse alguma coisa bem
improvável de acontecer, né? Ele, ela
poderia ser uma reunião numa sala, né,
no BTG ou em qualquer um dos bancos que
a gente tivesse aqui, tá? Então, acho
que isso é é talvez uma coisa pra gente
pensar um pouco no nosso talvez
paradigma ou atualmente falso paradigma,
tá? Eu acho que as métricas primeiro
elas são fundamentais, não dá para
discutir como é que a gente vai avaliar,
tá bem, tá mal se você não tiver uma
referência. E eu acho que é isso que o
Blended fez. Ele juntou dois organismos,
né? Ele é uma quase uma linha que
conecta os dois organismos. E aí
diferente do talvez um algo que a gente
já conheceu, né, como um project
finance, que é algo muito parecido com o
blended finance, sem a camada, né, da
ampliação de resultado, que é o impacto,
o blended traz duas coisas novas a um
mecanismo que a gente já conhece, que é
o capital catalítico para incentivar
essa parte da transição, que muitas
vezes é cara, né? Eh, e ao mesmo tempo
medidas de sucesso para além dos
financeiros, tá? Então, eh, o que que eu
vejo do papel da rede e do que a gente
discutiu esse ano inteiro e que tá
provocando discussões como essa, né, mas
mais do que isso, tá ampliando a
realização, né, desses mecanismos e de
outros. Felipe foi muito feliz em trazer
as 1000 oportunidades que a gente tem
hoje aqui de transitar. E como muitos
desses projetos, independente da gente
falar na famosa língua SG, já seriam só
do ponto de vista econômico mais viáveis
pensando nos desafios que eles têm, por
exemplo, naquele local, né? Óbvio que o
restaurar a floresta gera um benefício
ambiental intrínseco, maravilhoso, mas
de fato este combinado é mais eficiente
para a vocação daquele bioma e do uso da
terra do que o atual, tá? Então por só
por isso ele já deveria ser melhor
financiado, né?
Então eu queria fechar acho que fazendo
uma uma um convite para nós aqui, tá? Eu
tenho certeza que em função de FRS e,
né, dessa grande gama de padrões e dessa
integração
do impacto dentro da avaliação
econômico-financeira, por quê? porque
ele é material e agora ele custa, vai
nos ajudar a transitar mais rápido para
um lugar onde provavelmente uma operação
que não mensure, como a Maria Eugênia
trouxe, o risco adequadamente e a gente
tem riscos materiais, por exemplo, de
mudança climática ou mesmo de questões
sociais importantes, vai ser uma
operação tradicional com risco mal
avaliado. É exatamente isso que a gente
já tá vendo nas empresas, tá? Então,
portanto, aqui eu queria fechar dizendo
que eu vejo no no Blended como um
acelerador dessa transição. E aí no
começo, Douglas, você na primeira
pergunta, segunda pergunta trouxe a que
que a gente acha mais importante? Ficou
ali entre os indicadores e métricas e a
capacidade de demonstrar qual o
benefício, inclusive financeiro. Eu vou
insistir nessa fase, tá? Inclusive
financeiro, porque as duas coisas não
são mais opcionais. impacto não é
opcional e o capital de alguma forma não
transitar ainda mais o incentivado,
muito menos, tá? A gente tem que alocar
recursos no sentido, né, de alinhar
esses incentivos e desenhar essa
economia, tá? Então, para fechar, acho
que o blended eh uma uma grande
contribuição da BIMA foi gerar essa
discussão. E eu acho que a nossa ambição
é de alguma forma, né, criar padrões ou
talvez classificações para que isso seja
mais barato. O Felipe trouxe um pouco
disso, né, e da necessidade de custo. O
Lucas também trouxe, fala muitas vezes e
por eu não ter ainda um ecossistema bem
desenhado, eh, ao fazer todas essas
salvaguardas e garantias, a operação
começa a encarecer e muita gente começa
a afastar e falar: "Puxa, mas será que
isso aqui vai dar conta ao mesmo tempo?"
Também não consigo fazer sem um mínimo,
né, de uma independência na avaliação
que não seja a minha própria. Então, a
gente tá montando o sistema de como a
gente começou. Eu fiz já dois blendeds
na vida. O primeiro quase assim, acho
que uma das mechas do cabelo branco deve
ter o sobrenome dele, mas o segundo,
porque a gente já estava num lugar onde
o ecossistema já conhecia, eh estava em
uma região onde tinham atores
importantes envolvidos, a conversa no
desenho da operação foi mais fácil, tá?
O que a gente tá buscando aqui é um
mínimo de padrões para garantir que a
conversa seja prateleira, tá? tanto
quanto outros mecanismos sejam e que a
gente comece a beber desse movimento que
é de mercado, porque para mim não faz
nenhum sentido ter uma grande empresa
falando de FRS, mensurando a sua vocação
natural, o seu impacto, que não é
opcional, e a gente não tem mecanismos
que viabilizem ou acelerem as soluções,
tá? Ainda que a gente precise de um
capital catalítico para funcionar como
um fundo garantidor de crédito ou na
verdade um balizador desse risco, né?
Alguém que tope correr esse risco com
grant, justamente para permitir que o
fluxo se alinhe flua para lá, tá? E eu
tenho certeza eh que a gente demorou
bastante para chegar até aqui, mas a
gente tá bem no ponto de inflexão onde
isso deve se tornar um produto
prateleiro e deve por quê? Eu acho que é
papel dos bancos, do sistema, né, do do
sistema como um todo, incorporar isso
como um produto disponível para ser
feito, tá? e aprender com os mecanismos
que já foram feitos, quais são os
produtáveis no sentido de aquele exemplo
do Felipe poderia estar perfeitamente
numa prateleira de um banco que tivesse
atendendo, por exemplo, a região
amazônica ou a região ali do arco do
desmatamento no Mato Grosso, onde tem os
uma característica nata pro ILPF, tá?
Eh, bem como a gente eh deveria estar
olhando pros potenciais parceiros,
clientes ou hubs que tão, né,
naturalmente agregados em torno de um
desafio e começar a propor mais blendeds
como solução para eles, inclusive porque
a gente tem Ecoinvest, inclusive porque
a gente tem os novos fundos de
financiamento de adaptação e inclusive
porque a gente tem também, assim como a
Maria Eugênia trouxe no NBS, já um pool
de soluções que provavelmente já tem
maturidade para ser financiado, tá? Esse
deve ser para mim o maior mecanismo de
alinhamento de incentivos que o mercado
financeiro e o mercado de capitais tem
na mão hoje, tá? Eh, inclusive para
contribuir com essa agenda e também para
garantir que o fluxo não vá para aquilo
que é o mais, vamos chamar elegantemente
de tradicional, que eu carinhosamente
muitas vezes chamo de pioria contínua,
né? vamos continuar financiando coisas
que talvez já, né, precisassem evoluir,
cuja uma melhoria marginal representa
mais um, né, um ajuste no rumo ao
desastre do que propriamente um ajuste
no próprio rumo, tá? Eh, e isso é muito
difícil de fazer individualmente, mas é
muito melhor fazer coletivamente. Então
eu acho que a importância de uma rede ou
da gente tá fazendo isso aqui é
justamente o a capacidade de combinar
que já existem, né, mecanismos
suficientes e como talvez o Lucas
trouxesse, né, a surpresa dele, né, de
falar: "Não, isso aqui não é ciência de
foguete, a gente já faz também." tem um
desafio interno dos bancos a gente não
separar a agenda de sustentabilidade da
agenda tradicional de negócio, até
porque na vida real, nos balanços e na
economia, eh, a gente não pode, né,
negociar a mudança climática ou tratar o
valor do risco aplicado aos negócios
tradicionais dissociado disso. seria uma
má assunção de risco. Então, acelerar a
integração, usar essas métricas, mapear
oportunidades que a gente tem, ter uma
equação de produto ou de conhecimento,
né, desse mecanismo do blended ou ambos,
na verdade, eh, comoa, eu acho que é uma
contribuição extremamente nobre para
aquilo que eu imagino que em menos de 5
anos seja uma discussão normal de
mercado, tanto quanto outras que a gente
tem. E talvez em algum tempo, né, a
gente esteja falando que eh assim como
os fundos mesanino, os fundos, né, as
outras estruturas que a gente já tem
conhecidas, sejam na verdade boas
inspirações para essa também. Mas eu
tenho certeza que em algum tempo, tá, a
gente vai olhar para uma operação que
não tem uma avaliação de impactos
sociais e ambientais, principalmente
porque o ambiental tá muito material e
vai achar que essa operação eh tem uma
má avaliação de risco, ele tem uma
avaliação de um risco parcial, portanto,
a gente vai ter um problema de G, né?
Não de E e nem de S, tá? Então, queria
primeiro agradecer o convite. Eu fico
muito feliz de est aqui, de estar vendo
esse tempo e mais ainda de estar com
vocês, né, junto, desenhando essa
realidade e mais do que isso, né,
fazendo ela acontecer. Então, essa é a
minha contribuição. Eu acho que eu não
avaliaria hoje uma operação na minha
carteira ou no meu investimento,
desconsiderando onde ela nasceu, qual o
impacto que ela tem, qual o desafio que
ela resolve e quanto ela é contemporânea
ou não, tá? E eu acho que é isso que a
gente tá discutindo aqui. Super
obrigada, gente.
>> A gente agradece, Denise, sempre, sempre
bom te ouvir. Obrigado pela gentileza
de, de topar o convite. Eu queria aqui
agora chamar o Felipe novamente para
coletar as reações dele das das falas
dos painelistas e também trazer qualquer
outra nova contribuição. E logo na
sequência, pessoal, a junto com a
Denise, o Felipe, Lucas e a Maria
Eugênia, a gente vai abrir aqui um
espaço para perguntas, tá? Então fiquem
à vontade aí para desmutar os microfones
ou também trazer as perguntas aqui no
chat pra gente ir acompanhando. Felipe,
>> obrigado, Douglas. Eh,
pessoas muito ilustres falando, é fácil
conectar os pontos aqui. Eh, o o que que
eu coloco coloco uma grande conexão aqui
do de todos os desses pontos, né? A
Maria Eugênia, ela falou muito da
questão da materialidade, né, que
realmente tá percorrendo todas essas eh
esses discursos que a gente tá falando.
Nada do que nada do que a gente tá
falando faz sentido se não tiver uma
materialidade de impacto, uma
materialidade financeira, independente
se está no frame, né, da FRR, se você tá
num numa matriz de risco, né, é é um
instrumento, né, que a gente tem para
para avançar. E aí um um ponto, né, que
a que a Denise falou, que eu gostei
muito, né, que quando eu tava falando da
materialidade também, daquele daquele
roll de instrumentos, né, financeiros,
eu tava falando dos diferentes mandatos
e para mim isso é uma questão muito
central no Blended, né, quando você tem
no mesmo mecanismo um papel filantrópico
ou um papel de um um um ator do de uma
instituição financeira, como o Lucas
falou, né, eles estão fazendo esses
mecanismos com chapéu blended.
você tem diferentes mandatos, né? Você
tem diferentes interesses, você tem
diferentes percepções de riscos, tem
diferentes eh interesses com a
oportunidade daquele negócio. E a frase
que a Denise usou, que eu achei muito
feliz, né, que ele acaba representando,
né, e como um uma um upside disso tudo,
é um mecanismo de alinhamento de
interesse, né? Eu gostei muito dessa
frase que ela que ela utilizou. Então, e
isso puxa, né, pro que a a Maria Eugênia
também tava colocando entre o campo
estratégico, o tático, operacional da
relevância pra governancia, né, que tá
no campo estratégico. Reparem que o
Lucas comentou, né, está no nosso
contrato de investimento
e aí foi para os requisitos, né, que
estão amarrados, as questões, né,
vinculadas a à energia. Aí a gente pode
traduzir isso para meio ambiente também,
né? Eh, na governança, tendo esse
elemento de interesse, tendo os comitêos
específicos, tendo as ferramentas,
traduzindo isso no tático, como que isso
vai no nos mecanismos, né, de controle e
como é que isso é traduzido no
operacional com as métricas e as
métricas de qualidade, como a gente
muito bem colocou, né? Eu acho que isso
que forma uma amarra muito bem feita,
que garante que o mecanismos blended
seja cada vez mais utilizado. E aí por
fim, só para colocar uma um highlight
aqui também, né, chamar atenção para um
dos pontos que eu acho eh fundamentais
é esse eh apesar dentre esse mecanismo
todo, né, de de alinhamento de de
interesse, é você ter as ferramentas
adequadas. Eu acho que a gente tá
caminhando entre as melhores
ferramentas, né? Eu ilustrei aqui uma
delas que é a matriz de risco e as
ferramentas são cada vez melhor. E como
foi aberto aqui também por outros
participantes, eu fico imaginando essa
conversa há 10 anos atrás, sabe? A gente
ainda tava falando de padrão, a gente
ainda tava falando de métrica, a gente
tava falando de tanta coisa. Quando eu
olho na evolução que a gente teve, né, e
quem tá aqui, né, a G, o Lucas, a Denise
e e tantos quanto outros que estão aqui
presentes, sabe disso, o quanto que
evoluiu. Então, a gente tá hoje com
arcabolso muito melhor, ainda precisa
evoluir muito, mas a gente tem muitas
métricas para evoluir e a gente tá muito
mais perto de tornar real aquilo que a
Denise falou, de ter os produtos de
prateleira, né? Quando eu falei dos
produtos CRA, por exemplo, você já tem
diversas operações hoje usando CRA. no
instrumentos blended com garantias
flexíveis, né, onde você tem um aval dos
produtores, né, como uma um um elemento
de de garantia, onde você tem eh
associações, né, cooperativas
participando desses instrumentos. Isso é
muito positivo, porque acaba o mistério,
acabam as seguranças jurídicas, é muito
mais fácil decolar. Esse mecanismo de
garantia mesmo que eu coloquei, né, um
deles se torno público foi o da
Belterra, né, ele é ele serve de exemplo
para vir tantos outros depois com o
mesmo ímpeto. E aí, só como uma frase
final, eu instigo a todos nós para
avançar nesse diálogo, né, pensando que
outros mercados de soluções basadas na
natureza, de energia, de clima também
podem ser beneficiados desses mecanismos
blended que a gente tá aqui discutindo,
porque as amarrações, as
operacionalizações já estão ficando
standards, tem muitas avançar, mas
muitos campos já descobertos.
>> Ótimo, Felipe, obrigado. Obrigado pela
pela conexão dos dos pontos. Ficou super
claro. Bom, pessoal, aberto aqui o nosso
o nosso palco, então, para as perguntas
ah de interação, tá certo? Eu vou
começar aqui ah convidando o VER, caso
ele se sinta confortável, em se mutar o
microfone e falar um pouquinho da
provocação que trouxe aqui no no chat
pros nossos painelistas comentarem, se
possível, né? Você trouxe aqui, entendo
que o estado seria o principal avalista
falando em blended finance, indicadores
públicos como IDH não deveriam ser
considerados em projetos regionais. você
quer trazer um pouquinho do teu racional
e e a pergunta pro pessoal, por favor?
>> Eh, assim, o capital público acho que é
sempre buscando ah apoio, né, a
projetos, principalmente ao S6, né?
Então, eh, quando a gente tá falando em
indicadores para garantir o amenizar o
risco e garantir que o investimento foi
produtivo, eu trago a discussão aqui se
IDH, outros indicadores públicos não se
não deveriam ser considerados paraa
gente tá avaliando o investimento
eh
para para determinado projeto, né?
e trazendo à tona o que eu coloquei no
início, eh, o risco, o o estado como um
avalista, né? como é que a gente poderia
evoluir, como é que eh seria
o seria estruturado isso e se é válido
eh considerar indicadores públicos
quando a gente tá fazendo essas análises
para para investimento.
>> Obrigado, V. Bom,
quem do nosso time aqui gostaria de de
começar, pessoal?
Fá, Denise, por favor.
>> Só porque eu tenho talvez menos risco,
Vilken, eh, fiquei pensando em quando te
ouvia, eu gosto muito da ideia da gente
imaginar, tá, que o estado poderia ser
garantidor de algumas eh alguns blendeds
que operassem na solução, por exemplo,
de planos de adaptação climática, tá?
Então, imagine que eh o o que a
descrição que a gente viu aqui do Lucas,
né, e do Felipe combinassem, né, porque
de fato combinam com os desafios de
adaptação, por exemplo, eh, dos estados
onde esses, né, esses empreendimentos
estão acontecendo, porque de fato eles
são. Então, neste contexto,
eventualmente eles poderiam se somar
soluções, né, dos planos de adaptação e
o Estado de alguma forma poderia
garantir uma parte desse risco a gente
tenha aqui um evento, né, eh, fora da
CUB. E vou te trazer que a sua pergunta
também é muito importante, a gente não
falou aqui hoje, mas para, por exemplo,
mecanismos de seguro, tá? Uma das
principais coisas que a gente tá
discutindo recentemente nas seguradoras
é o múltuo, que seria as seguradoras se
organizarem para ter uma cobertura
maior, né, ao risco que as populações
estão vivendo, né, que os negócios estão
vivendo. e cobrir, na verdade, eventuais
efeitos do clima, né, ainda que
mapeados, o que aumentaria a cobertura,
seria melhor pra população, ao mesmo
tempo que aumentaria a quantidade de
negócios, mas limitando o risco,
dizendo: "Olha, de zero até X eventos, a
gente cobre o risco. acima disso, né, o
estado cobria, isso reduz o custo do
estado, por exemplo, né, num evento
extremo como Rio Grande do Sul, amplia a
cobertura da população e, por outro
lado, deixa mais menos vulnerável, mas
ao mesmo tempo também dá uma
possibilidade das seguradoras atuarem,
tá, como um mecanismo, né, de ampliar
seus negócios, reduzindo os impactos,
por exemplo, de eventos extremos no
grupo como um todo. Então eu acho que
blended, o que a gente tá discutindo
aqui, tanto é uma resposta a isso quanto
essas adaptações não só podem, como
muitas vezes elas são o modos operantes
de uma política às vezes ou de estado ou
de governo ou de adaptação. Essa é a
minha visão do tema. O que não acontece
hoje é que ela não acontece como o, né,
Maria Eugênia, todo mundo trouxe aqui,
elas não acontecem naturalmente, como
esses mecanismos estão se construindo,
quem os atores do sistema têm que ter
este conhecimento e ligar os pontos, que
eu acho que é um papel fundamental, tá?
Mas dá sim.
A Denise, acho que o Vi quer
fala novamente, Vi, fiquei à vontade,
por favor. Eu trouxe essa pauta porque
hoje se fala muito em uma bancada
ambientalista, né? e o incentivo nesse
sentido. Então, eh, eu acho que seria
até o momento de poder alinhar isso com
essa bancada para fomentar tanto os
fundos que a gente tem, né, tantos
recursos públicos aí e o principal eh
ter uma governança pra gente prestar
conta desses fundos que vão garantir.
Obrigado, Denise.
>> Obrigado. O quê, Felipe?
>> É só para complementar e eu vou tentar
não ser muito técnico, tá? Porque ele
colocou um exemplo bem específico, né,
do IDH, por exemplo. Eh, eu vejo esses
eh indicadores mais eh agregados, né,
esses metadados, o o EDH é um deles, mas
sendo utilizados, tá, para você para
você avaliar os riscos do empreendimento
e não como um resultado. Por quê? Porque
é difícil você estabelecer relação de
causa efeito, ou seja, o que eu estou
fazendo? O que que realmente tá
aumentando de DH, né? É, é claro que é
positivo você acompanhar isso e tem que
ser feito, tá? Você colocar isso numa
num modo contratual, é muito difícil,
né? Você se responsabilizar por tá eh
contribuindo para DH de uma região, a
depender do número de pessoas que moram
ali, é muito muito complicado. Então eu
assim isso para para ser simpló assim,
eu vejo sim muito uso dessas métricas.
né, eh, para diferentes fins e eu acho
que o estado está cada vez mais
presente. Eu gostaria de destacar é que
a gente vive, eu vejo um momento único
acontecendo aqui no Brasil, né, assim,
nos últimos em poucos anos, né, a gente
teve uma profusão de normativos, de
regulações para clima, para meio
ambiente, para floresta, para restauro,
né, para energia, paraa indústria, como
eu nunca vi antes. e com uma grande
novidade, né, que eu sempre fui um
grande crítico, né, que elas não
conversam entre si. Não é perfeito, mas
elas estão começando a conversar entre
si. A gente fez um levantamento na
Impacta, eh, isso tá público em uma das
nossas newsletterers e também na nossa
feed, tá, de notícia, a gente fez um uma
levantamento da quantidade de normativos
que tem entre as nações. O Brasil tá em
segundo lugar, tá? Então assim, é muita
coisa que o Brasil tá fazendo e a gente
vê isso numa análise temporal nos
últimos anos aumentou muito, muito em
decorrência de decretos e não de leis,
mas isso também é muito positivo, tá? e
abre um espaço para integração com novos
instrumentos como o Ecoinvest, como Nova
Indústria, né, Brasil, né, onde torna o
estado muito mais presente nessas
soluções. Só para citar um exemplo que o
Lucas falou, né, do programa que ele
participou, que é é o Ecoinvest
provavelmente que ele tá citando, né,
ele já está ancorado no Blended Finance,
né, ele já foi uma alavancagem de
capital com recurso estrangeiro, né,
para que seja fornecido um capital
subsidiado, proveniente do fundo clima,
né, para que isso seja feito. Então
assim, eu vejo o estado bastante
presente, né? E aí tem essas
possibilidades, né? Como a Denise
colocou, né? Ele ser eh fazer composição
em mecanismos também de seguros. Ou
seja, eu vejo o estado muito interessado
nessa nessa pauta assim em tentar
entender como é que ele pode contribuir.
Ele tem limitações fiscais, obviamente,
mas por isso ele também conta com
parceria com diversos bancos
multilaterais, não só para se capacitar
tecnicamente, para entender como é que
ele pode contribuir, né? Mas para
entender quais são os passos de
contribuição, o que que ele já tem de
recurso disponível para ser melhor
utilizado. Isso eu gostaria de destacar
que eu vejo um envolvimento bem
interessante, novo, único, que tem que
ser muito bem aproveitado.
>> Ótimo, Felipe, obrigado. Passar a
palavra aqui pro Lucas.
>> Eu ia fazer um um comentário pequeno,
né? Eu acho super pertinente o o ponto
do Wilker, né? Porque no final do dia o
que a gente quer é que esses projetos,
esses, né? o que tá sendo financiado eh
se transforme eh em benefício de uma de
uma forma geral para pra sociedade. Eu
acho que o IDH talvez aí seja um dos dos
indicadores aí mais comuns quando você
compara índice desenvolvimento aí entre
países ou regiões. Sem dúvida nenhuma, o
IDH é um dos principais eh eh medidas,
né? Eh agora uma ponderação, né?
pensando aqui um pouco com a cabeça aqui
de eh tô acostumado a estruturar
crédito, né, e fazer operações, né,
quando a gente eh coloca a o IDH, né,
ele ele termina sendo bastante amplo.
Acho que é o que o Felipe comentou, né?
Ele é um índice ali que ele incorpora já
várias coisas dentro dele. Então, deve
ter ali métricas relacionadas à renda,
métricas relacionadas à saúde, à
educação, né? Então, eh, do ponto de
vista de mensuração, né, fica termina,
eh, termina sendo mais difícil de você,
eh, eh, acompanhar isso, né? Então,
pensando no caso prático, se a gente vai
exigir, né, que tem alguma melhora ali
de DH decorrente de um projeto, né,
quando a gente olha assim, pô, se o cara
não alcançou essa melhora, né, fica
difícil dizer porque que não alcançou,
uma vez que o IDH mistura tudo isso. É,
por outro lado, se você coloca métricas,
é, vamos dizer, pontuais, mais
objetivas, você consegue fazer esse tipo
de acompanhamento mais próximo e no
final do dia essas coisas vão se somar
para poder alcançar ali o o objetivo eh
eh estabelecido, né? A gente tá aqui no
final do ano aqui no banco e tá naquela
fase de de avaliação e aí você tem lá
que ticar lá, pô, completou, bota um
monte de meta no início do ano, agora tá
na hora de ir na meta meta e falando, ó,
cumpriu, não cumpriu, porque não
cumpriu? Então, no final do dia, eh, são
pequenas metas, né, pequenas eh
objetivos que vão compor, né, um
objetivo maior. Eu acho que eh o IDH é
um pouco isso, né? o idegal objetivo
maior, sem dúvida nenhuma, a gente quer
sempre que, pô, a as coisas contribuam
aí para uma melhoria, né, de forma geral
paraa sociedade. Eh, mas na hora de
medir e acompanhar, vão ser eh pequenas
coisas ali que eh vão estar se somando
para alcançar esse objetivo.
>> Obrigado, Lucas.
Maria Eugênia,
>> acho que tem, eu não sei se vocês estão
me vendo porque eu já Sim, sim,
>> eu não consigo mais acompanhar. Mas que
bom. Eh, eu acho que tem uma questão que
a escolha da métrica é a temporalidade
que você tá buscando esse objetivo
e o como isso vai impactar o processo de
monitoramento e tomada de decisão. O IDH
eh. E aí quando a gente estuda, né,
estatística, a gente estuda correlação e
a gente estuda causalidade.
A causalidade que a gente tem de
projetos de impacto, projetos de blended
finance em relação à melhora de
indicadores sociais mais amplos, eu não
tenho muita dúvida que acontece
empiricamente.
comprovar isso estatisticamente
entra em toda a complexidade que vocês
mesmos já trouxeram. Se der errado, será
que deu errado porque não tem
causalidade ou por alguma questão de
gestão? E aí a importância de a gente
escolher as métricas com cuidado e com
carinho,
porque eu preciso conseguir da maior
forma possível e muitas vezes é
impossível
isolar essa causalidade. Eu posso até
mostrar que existe uma correlação,
mas essa causalidade ela também precisa
entrar como uma pauta no processo de
decisão de quais são os indicadores.
E aí, às vezes, eu não pegar o IDH, mas
eu pegar dentro de uma comunidade
atingida. Eu fiz uma vez, por exemplo,
um estudo de impacto de microcrédito,
então eu não consegui mostrar que a o
projeto de microcrédito melhorou a vida
de uma comunidade,
mas naquelas pessoas que foram
impactadas por aquele crédito, eu
consegui demonstrar um aumento de renda,
um aumento de escolaridade dos filhos,
daquelas pessoas que foram atingidas
pelo projeto. E eu consegui demonstrar
quanto que cada R$ 1 emprestado gerou de
aumento daquela população. Então, às
vezes a gente vai precisar qual é a
melhor metodologia para isso. Se a gente
for tentar fazer estudo com variável
neutra e etc, talvez a gente tenha que
criar metodologias estatísticas para
demonstrar melhor criar não, elas, né,
eu comparar a mesma amostra ao longo do
tempo, como é o estudo de felicidade de
Harvard tem quase 100 anos, mas eu vou
precisar escolher a escolher o indicador
para que eu consiga isolar na maior
medida possível esses fatores e melhorar
a demonstração de correlação causalidade
para que eu possa ter essa essa
visibilidade mais mais acussada do
impacto.
>> Super obrigado, Maria Eugênia. Pessoal,
eu tenho mais uma pergunta aqui que é a
seguinte, tá? Muitos fundos e bancos
públicos ainda tratam indicadores de
impacto como uma exigência regulatória
muitas vezes, né? Não como vetor
efetivamente decisão de estratégica.
Acho que a Denise até mencionou um
pouquinho isso na na fala dela. Na
opinião de vocês, o que muda quando as
métricas passam a integrar o mandato
institucional de investimento e não
apenas o compliance? Que tipo de
transformação de governança isso
exigiria? Por exemplo?
E à vontade quem
>> Ah, eu vou frente. Eu vou,
>> tô deixando, tô deixando o palco para G
aqui para ela brilhar.
>> É, eu [risadas] acho, eu ia falar isso
também, Felipo, só vou, vou trazer um
lado, talvez não do sistema financeiro,
mas de quem precisa se ocupar do sistema
financeiro ficar interessado nisso, tá?
Eu acho que muda tudo, tá? literalmente.
Eh, por quê? Porque ela passa a ser algo
intrínseco da decisão que de fato ela já
é, tá? Então, por exemplo, olhar e eu
vou dar um exemplo aqui como conselheira
também de um banco, mas, por exemplo, de
outras organizações como do setor
elétrico, olhar esses impactos a partir
do risco e do desenho de projetos, que
muitas vezes são projetos de 10, 15, 20
anos, tá? eh, faz com que a gente
calcule, vou falar uma palavra
financeira, uma tir muito mais coerente,
minimamente, tá? Então eu acho o risco é
olhar separado de verdade.
Eu acho que essa essa é a fala e acho
que a gente passa a incorporar de fato o
custo, o retorno. Isso muda o cálculo do
retorno ajustado a risco. E foi aquela
primeira pergunta que o Lucas colocou,
né? muda o retorno ajustado a risco.
Considerar isso de fato na decisão
incorpora algo que a gente hoje não
considera, que é o custo do não fazer.
Hoje a gente olha para impacto, paraa
sustentabilidade, para SG, chame do
frame que quiser. Eh, eu brinco, pode
chamar de unicórnio de bolinha preta, se
fizer para mim, tá bom? Eh, mas a gente
olha para isso como o custo do fazer. a
gente não coloca na conta o custo do não
fazer. E se a gente tirar isso do
regulatório, né, do custo de observância
e colocar isso de fato como um fator de
tomada de decisão, a gente passa a
considerar o custo do não fazer e a
consequência do não fazer, né? a gente
deixa de colocar a responsabilidade
disso no outro e passa a de fato querer
entender qual que é a minha parte no
financiamento e na viabilização dessa
atividade econômica na contribuição eh
pro impacto positivo ou negativo. A
gente adora falar, né, que que isso
custa. Nossa, eu brinco que saiu até uma
vez na no Instagram da Anchã, eu
falando: "Atire a primeira pedra aquele
que nunca disse, ouviu ou pensou que
sustentabilidade é custo." Eh, e a
verdade é que sempre foi custo. A
diferença é quem tá pagando a conta.
Então, a hora que isso entra no processo
de tomada de decisão fora do
regulatório, isso passa a ser
considerado de forma integrada ao
processo de tomada de decisão e não como
um silo separado, não como, ah, eu tenho
o meu negócio e eu tenho a
sustentabilidade.
Olha, ela até participa do negócio,
não é isso? É, é isso, é o negócio, né?
A gente é contido, lembra que a gente
aprendeu na quarta série, né?
contido, não contido, lembra de
conjunto, nós estamos contidos num
conjunto social que está contido num
conjunto ambiental e nós negligenciamos
na nossa tomada de decisão econômica
fatores dos quais nós dependemos. Então,
é isso, na minha visão,
é isso que muda a hora que a gente passa
a considerar isso de forma integrada no
processo de tomada de decisão e muda os
fatores que a gente considera. Então,
mudo o retorno ajustado a risco.
>> Obrigado, Maria Eugênia. Felipe.
>> E a a pergunta animou, né? Se a
[risadas] gente pensa tanto nessa nesse
tópico. Eh, eu essa só adicionar
brilhantes colocações da Denise e da G.
O que eu penso é que a realidade ela não
se traduz para uma metodologia, né? é o
contrário. É uma metodologia, uma boa
metodologia, ela traduz uma melhor
realidade. A realidade tá dada, o que
acontece tá dado, né? Você tem efeitos
físicos acontecendo, você tem movimentos
regulatórios acontecendo, você tem
movimento de mercado acontecendo, né?
Mas se você não tá atento, acompanhando
isso de maneira sistemática,
organizada,
com colocando governança sobre isso,
gestão sobre isso, uma hora impacta no
teu negócio mais cedo ou mais tarde.
Grandes organizações, né, tem mais corpo
para fazer isso, mas isso não depende de
ser uma grande organização, depende
muito mais de intencionalidade.
Não é complexo e não é caro fazer isso.
Você tem vários metodologias pro tamanho
que você tiver e todas delas dão
resultado. Então é um, independente de
CSV, impacto, a realidade sempre vai tá
dada. A gente não tá falando isso nos
últimos 10 anos, a humanidade sempre
falou disso. O que muda são as questões
ambientais, sociais que a gente vai
passando, né, eh, ao longo do tempo. E a
gente precisa de instrumentos
financeiros para lidar com isso. Só para
citar um exemplo, tá?
a a ocupação
do interior do Brasil era visto como
impacto social, algo que tinha que ser
feito. Isso foi traduzindo políticas
públicas e com isso teve devastação. E
hoje a gente tem 100 milhões de de áreas
degradadas e problema fundiário. São
decorrentes de políticas passadas. Que
que aconteceu? Ocupou-se a Terra,
degenerou o a a o solo, ele é agora ele
é improdutivo, agora a gente precisa de
novas políticas públicas para tornar
aquele solo produtivo e para não
devastar mais, porque a gente aprendeu
que é muito importante manter a floresta
em pé por questões de regulação
climática, por questões ambientais, por
questões sociais, entre tantas outras.
Então é importante estar atento aos
movimentos sociais, ambientais e
climáticos para entender qual é a
realidade e conseguir incorporar no seu
modelo, seja ele qual for.
Boa. Obrigado, pessoal. Obrigado,
Felipe. Eu tenho uma aqui específica
para pro Lucas e aí já te chamo aqui
para também comentar essa essa anterior,
Lucas, que é a seguinte aí também depois
quem mais quiser comentar sobre esse
ponto, tá, pessoal? Quem diga que a
qualidade das métricas de fato é um
fator direto de mobilização de capital
privado em específico, né? Ou seja,
quanto mais clara a evidência de impacto
e risco mitigado, eh, de certa forma,
maior a disposição de investidores
comerciais. E aí na perspectiva de vocês
aí no banco, né, quais são as evidências
que vocês têm visto dessa relação entre
maturidade das métricas e capacidade de
alavancar capital, tá? Então, se puder
ah, enfim, explorar essa pergunta e
também comentar a anterior, fica à
vontade, por favor.
>> Tá legal? Eu vou eu vou passar
brevemente pela anterior. Acho que de
toda forma Denise, G, Felipe fizeram por
ótima contribuição, eh, mas trazendo um
um um viés aqui do meu do meu dia a dia,
né? Eu acho que ah quando a gente olha,
voltando uns 10 anos ali, né, quando a
gente olhava uma operação de crédito e e
os temas giravam muito ali quando a
gente olhava ambiental, social, é mais
eh relativa à defesa da operação. Então,
se tinha uma garantia que a gente ia
pegar, por exemplo, um terreno em
garantia e aí vinha um time SG: "Olha, o
terreno eh esse terreno foi um posto de
gasolina ou foi uma indústria química
ali, pode estar contaminada, fala: "Opa,
esse terreno pode, na verdade, não valer
o que o cara fala que vale", né? Então
tinha essa preocupação de e e ver se
tava conforme, se tava limpo, se não
tava, mas muito mais pensando aqui no
cenário aqui de recuperação do que
efetivamente de eh direcionar a empresa
ou o cliente para boas práticas, né?
Então era um caso de negar e esse
terreno aqui eu não vou pegar em
garantia, tá negado. Hoje eh a gente foi
incorporando essas boas práticas, né?
Então, quando toda operação de crédito
que a gente faz, a gente tem uma série
de clausulados, por exemplo, ambientais,
sociais, que a gente exige que a
companhia tenha boas práticas ali
sociais, ambientais, que ela eh tenha as
licenças necessárias para atuar, que ela
não tenha que eh eh não esteja
respondendo, por exemplo, um processo de
desmatamento ilegal. A gente vai ter que
entender isso muito a fundo, ela vai ter
que o justificar. Então, existe toda uma
série de eh exigências que a gente
coloca e a gente acha que é saudável
isso e no final do dia mostra um pouco
também aí do eh do comprometimento do
nosso cliente, né, da empresa com quem a
gente tá se relacionando, né, eh, em ter
essas boas práticas, né, que no final do
dia a gente acredita que isso aqui de
certa forma se tradui sim em melhores
investimentos e melhores retornos, né?
Então, as empresas que têm esse nível de
preocupação, elas tendem sim a performar
melhor, né, do que outras, além na lá
atrás, obviamente, de fugir daqueles
riscos que a gente tinha preocupação,
né? H, acho que de forma resumida isso,
né? E vamos paraa próxima. Eh, Douglas,
desculpa, você eh perguntou era sobre
evidências de eh da maturidade, né, da
evolução.
>> Exato. Como é que vocês vem percebendo
aí no no banco a maturidade, né, do
avanço das das métricas paraa
alavancagem do capital comercial, de
certa forma para as operações?
>> Olha, eh eu tenho visto isso eh
crescendo de forma eh muito rápida, né?
Então, hoje a gente olha eh banco de
fomentos, quando a gente fala aqui em
recursos que são destinados para
projetos, né, sociais, ambientais, pega
um IFC, um BID, né, eh todos eles têm eh
nível de exigência elevado, né? Então
eles exigem que ah os recursos sejam
destinados para projetos que atendam ali
o propósito específico, que tem um
acompanhamento. Eu acho que tá cada vez
mais comum isso, né? O o próprio
Ecoinvest é um é um pouco disso, né?
Então ele coloca ali séries série uma
série de condições que devem ser
cumpridas. E obviamente isso pro banco
ter esse tipo de eh de prática e colocar
isso é interessante porque você termina
fazendo mais negócios, né? E são
negócios bons no final do dia, né? E são
parceiros que têm recursos, são
parceiros capitalizados que estão em
busca de projetos para financiar.
Obviamente eles têm eh eles têm ali seus
pontos que são relevantes, os pontos que
eles estão buscando e há uma confluência
aqui de interesse para colocar tudo isso
de pé, tá? Então o que eu tenho visto é
que eh de fato cada vez mais isso tem se
tornado comum e isso de forma geral
agrega aqui para que os projetos eh eh
sejam eh obtenham sucesso, tá?
>> Ótimo, Lucas. Obrigado. Obrigado,
pessoal. Bom, pessoal, a gente chegou
aqui na nossa no nosso horário
programado originalmente pro painel, pra
gente dar continuidade aqui ao a reta
final da programação. Então, queria
agradecer demais a generosidade, o
tempo, os insightes, Felipe, Denise,
Maria Eugênia e Lucas. Obrigado pela
participação de vocês aqui com a gente.
Ah, foi um prazer ouvi-los. Espero que a
gente possa continuar conectados aí para
para próximas agendas, próximas
conversas, tá bom? Obrigado pela pelo
tempo de vocês.
>> Agradeço. Prazer.
>> Foi um prazer. Obrigado pelo convite.
>> Imagina.
>> Nada. Prazer não.
>> Bom, pessoal. Valeu, obrigado.
>> Valeu, gente. Eh, pessoal, pra gente dar
encerramento aqui, então, na nossa a
reta final do do nosso último encontro
da jornada, ah, queria agradecer em nome
da Dinamo a essa oportunidade em
parceria com a BIMA, em especial Luí e
Roberta, que foram grandes parceiros aí
na construção desse conteúdo. A gente
teve aí três semanas, três conteúdos
muito legais, onde a gente contou com
especialistas de mercado, diferentes
frentes, com diferentes perspectivas e a
gente entende que essa é uma jornada que
ela eventualmente ela já vem evoluindo,
ela vem acelerando e a gente tá super ah
interessados e entusiasmados em
conseguir dar cada vez mais velocidade
para essa para essa agenda, né? a gente
entende que esse processo de
sensibilização, de construção, ele é um
passo fundamental no que a gente chama
da construção das comunidades práticas,
né? Justamente a nossa missão aqui
enquanto jornada Gold Blended, ah, fazer
fazer isso. Então, mais uma vez,
obrigado, obrigado a todos os parceiros
que nos acompanharam aqui e devolvo a
bola aqui para pro Luiz para fazer o
fechamento em nome daima. Mais uma vez
agradecer em nome da Dinamo em nome do
Marco essa nossa parceria.
Douglas, obrigado. E tô muito
satisfeito. Acho que quando a gente
começou eh e repetindo um pouco do que a
gente viu hoje, né, quando todo mundo,
né, falou: "Olha, se a gente conversar
sobre isso 10 anos atrás, 5 anos atrás,
eh a gente nem teria essa conversa e e
saber que a gente conseguiu fazer isso
durante, né, essas três semanas,
trazendo temas que de alguma forma eh,
no nosso entendimento, ajudam, né, a
gente ter um pouco mais de clareza sobre
quem que é esse bicho novo que chegou no
ecossistema, né, eh, e como que a gente
olha para ele." E eu acho que eu queria
pegar uma frase que a Denise trouxe,
gente, a gente tá falando de um project
finance que todo mundo já conhece com
uma coisinha um pouco diferente. Então
não é tão novo assim, né? Eu acho que se
a gente olhar em perspectiva, talvez,
né, a expectativa que a gente tem, eh, é
que a gente tem uma redução, né, desse
desentendimento, dessa falta de de
proximidade com, né, eh, tudo aquilo que
está podendo ser financiado com essa
nova estrutura que tá sendo colocada. Eu
acho que é isso que, né, disso que a
gente tá falando. E uma vez que a gente
consegue construir um caminho, né, e
consegue dar uma facilitada no
entendimento coletivo de como essas
estruturas estão acontecendo, estão
sendo, né, construídas, viabilizando,
né, financiamento para coisas que até
então eram assim infinciáveis, né, ou
eram inatingíveis, né, o capital não
chegava nesses lugares. Eh, eu acho que
a gente tá fazendo o nosso papel com o
mercado de capitais, né? Eu acho que a
gente tá viabilizando o desenvolvimento
socioeconômico do país. Eh, e eu acho
que é para isso que tá todo mundo aqui
de alguma forma, né? Acho que o papel da
associação é viabilizar essa agenda cada
vez maior. Então, quando a gente olha,
né, que o desenvolvimento do mercado ele
passa, né, por trazer agenda SG, eh, com
um alavancador, né, de novas
oportunidades, eh é é muito alinhado a
esse tipo de conversa que a gente tá
tendo aqui. Então, eh, sabe, eh,
gostaria, né, de reforçar nosso
agradecimento aqui a Dinamo por ter nos
acompanhado na jornada, né, destacar o
papel, né, da jornada goblended, né, no
avanço dessa agenda no país, porque na
minha leitura recente, acho que os
principais avanços têm saído desse
grupo, né, que tem tem se organizado de
uma forma bastante estruturada para
entender os desafios, né, para publicar
informações e esclarecimentos de uma
forma coletiva. É, e eu acho que a gente
vai ter aí um ano de 2026 com bastante
agitação, né? Então, muito se fez, né?
Muito se falou sobre essa agenda de
blended, porque a COP ia chegar e a
gente precisaria arrumar mecanismo de
financiamento para atender esses, né,
tantos trilhões de dólares que estão
voando sobre o Brasil e não estão
parando por aqui. Eh, eu assim, cada vez
mais perto, né? Então, semana que vem a
gente já começa com PR, na outra semana
a gente já entra na COP. Eh, cada vez
mais perto desses eventos, eu tenho eh
uma clareza de que mais do que buscar
mecanismos de financiamento, a gente
precisa entender como que a gente
aproveita esse momento para fazer com
2000 eh que 2026 seja um ano de
implementação, né? A gente discutiu
muito em 2025, a gente criou muita
estrutura, a gente diminuiu, né, o o gap
de conhecimento de muita gente, mas
2026, de fato, ele vai ser o ano que a
gente vai começar a fazer as coisas,
ganhar uma atração que até então a gente
nunca conseguiu, né? Então, eu queria
que a gente visse o gráfico de
investimentos em blended para 2026 e 27,
28, mais ou menos com a mesma curva de
crescimento que a gente teve no gráfico
de emissões de gás de efeito estufa nos
últimos 200 anos. Ele começa assim, de
repente faz assim, ó, dá uma rampada. Eu
acho que essa expectativa que a gente
tem, né, a partir dessa mobilização do
mercado, né? Então acho que o que eu
gostaria de trazer para vocês é que a
gente tem intenção aqui como Ambima de
continuar, né, promovendo agenda,
continuar promovendo discussões, né?
Acho que foi o primeiro grande esforço
que a gente faz aqui, né, de de conversa
sobre Blender. Então, a expectativa é
que 2026 dê continuidade, né, e a
jornadas de conhecimento, a espaços de
discussão, que a gente consiga trazer
cada vez mais, né, os empreendedores
para contar um pouco das suas histórias,
mostrarem um pouco, né, dos desafios que
foram superados, de como os riscos estão
sendo gerenciados na expectativa de
tornar um caminho cada vez mais fácil
pro capital comercial do investidor
mainstream financiar esse modelo, né, de
desenvolvimento. Então, eh, agradeço,
né, pela participação de todos, reforço
aqui a todos os convidados, convidados
que tiveram com a gente aqui hoje de uma
forma muito generosa, compartilhando seu
conhecimento, né, toda a sua
experiência. E gente, vamos para cima
que tem muita coisa para fazer, né? Eu
acho que a gente começa, né, semana que
vem com semana que isso, semana que vem
eu já tô aqui quinta-feira, gente. Eu tô
numa loucura de agenda que não tá mole
não, mas semana que vem PR aqui em São
Paulo, né, de quatro a se muitos, muitos
com letra 187 de tamanho, porque tem
muito evento acontecendo na cidade, né?
eh eventos dentro do da programação e
eventos paralelos à programação. Logo na
sequência, a gente entra na agenda de
COP com também bastante coisa
acontecendo em São Paulo, bastante coisa
acontecendo no Rio Brasília, bastante
coisa acontecendo em Belém. Espero poder
encontrar todo mundo por lá. A gente vai
estar por lá, né? OBMA vai estar
participando dessas duas iniciativas. E
é isso, gente. Obrigado e a gente se vê
em breve. Obrigado, R por ter tocado
tudo isso aqui e conduzido esse projeto.
Valeu, pessoal. Tchau, gente. Obrigada a
participação. Obrigada, gente. Parabéns.
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