Coletiva das Estatísticas Fiscais - Abril/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais. Para mais informações acesse: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
Transcrição e Conteúdo
Bom dia, pessoal. Vamos começar mais uma coletiva das estatísticas fiscais. Eu lembro pros colegas que estão online que quiserem participar, mandar perguntas no final, se identifique com o nome e o veículo. E mais uma vez com a gente aqui o Fernando Rocha, o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central, que vai conduzir aí a nossa apresentação. Fernando, bom dia....
coletiva das estatísticas fiscais. Eu
lembro pros colegas que estão online que
quiserem participar, mandar perguntas no
final, se identifique com o nome e o
veículo. E mais uma vez com a gente aqui
o Fernando Rocha, o chefe do
Departamento de Estatísticas aqui do
Banco Central, que vai conduzir aí a
nossa apresentação. Fernando, bom dia.
>> Bom dia, Natã. Bom dia a todos. Eh, hoje
a gente conclui o ciclo de divulgação de
estatísticas do Banco Central para o mês
de março com a divulgação das
estatísticas fiscais do país, né? Então,
começando com o resultado, né, primário
do setor público consolidado, nós
tivemos no mês de março um recorde de
déficit, um déficit muito significativo
de 80,7 bilhões. Eh, está na minha
avaliação, inteiramente explicado por
uma concentração de pagamentos de
precatórios neste mês de março. Então,
desses R,
bilhões de reais de déficit primário e
do setor público consolidado, R,4
bilhões eh são devidos a aos
precatórios, né? Então, uma concentração
eh específica de um determinado
pagamento, é claro, uma obrigação da
União, o pagamento dessa obrigação da
União que se concentra num determinado
mês e afeta de maneira determinante eh o
resultado eh do período. Acho que isso
fica mais claro quando a gente começar a
fazer nossa tradicional comparação
interanual, né? Então, como eu já disse,
em março de 2026, o setor público
consolidado, que inclui o governo
central, governos regionais e as
estatais, eles foram deficitários. A
soma dos resultados de todos esses entes
foram deficitários em R$ 80,7 bilhões de
reais. Quando a gente olha o resultado
de março de 2025, ou seja, um ano atrás,
houve para esse mesmo conjunto de entes
públicos um super de 3,6 bilhões. Então,
a gente teve eh uma virada de um super
de 3,6 bilhões para um déficit de 80,7
bilhões, uma virada de 84 bilhões.
Para esse eh para o resultado de março
de 2026, como nós já mencionamos, eh o
um fator principal de longe, principal
maior determinante é o pagamento de
precatórios de 70,4 bilhões no mês de
março de 2026. E o que aconteceu em
março de 2025? Não houve eh pagamento
significativo de precatórios naquele
mês, no mês de comparação. Então, nessa
comparação, a gente tá comparando eh um
mês no qual não houve os pagamentos de
precatório, de maneira significativa com
o outro mês, que foi onde esses
pagamentos foram carregados.
Ah, no mês de julho de 2025, houve um
pagamento eh similar de precatórios, né?
similar, porque foi a principal
concentração, né, do ano, eh, que
somaram em julho de 2025 alguma coisa
por volta de R$ 60 bilhões deais. Então,
quando a gente vai fazer a comparação
interanual, o que acontece eh é que ah,
se a gente não explicar devidamente o
caso dos precatórios neste mês de março
de 2026, a gente vai ter uma piora muito
significativa em março de 2026.
Eh, mas o contraponto disso é que quando
a gente chegar em julho, né, daqui
alguns meses, vai haver na comparação
interanual uma melhora significativa.
Isso se deve simplesmente ao fato de eh
um determinado montante de precatórios,
que, repito, são obrigações da União,
não são não é algo voluntário que a
União possa optar ou não por pagar, é
uma obrigação eh pela gestão, né, do seu
fluxo de caixa, pela gestão fiscal. Eh,
em 2025 isso foi concentrado no mês de
julho, em 2026 concentrado no mês de
março. Então, intertemporalmente causa
essa diferença. Agora em março, quando a
gente olha para março de 2025, tem uma
piora significativa. Em julho eh de
2026, quando a gente olhar para julho de
2025, vai haver uma melhora
significativa. Quando a gente olhar os o
resultado acumulado no ano de janeiro a
julho, alguns meses mais paraa frente,
aí a gente vai ter uma coisa mais
estritamente comparável quando entra eh
precatório de 2025 na base de comparação
e precatório de 2026 eh no no período
corrente, né? Então a gente tem, em vez
de ser eh, digamos quase 70 a zero, como
tá sendo agora, seria alguma coisa como
70 versus 60, uma coisa mais eh
comparável, né? Eh,
quando a gente eh portanto avança nessa
análise e faz um exercício
contrafractual, digamos assim, vamos
tirar os pagamentos de eh de precatórios
de março de 2026 e março de 2025 para
tornar a coisa eh comparável. a gente
teria pro setor público consolidado um
resultado muito simples, né? são os 80
bilhões de 80,7 bilhões de déficit no
mês de março, menos os 70,4 bilhões de
pagamentos de precatório. Então, o setor
público consolidado teve um déficit
primário, excluindo o tema dos
precatórios, de 10,3 bilhões.
E ele representou eh, digamos assim, uma
piora fiscal em relação ao resultado do
setor público consolidado, eh, de maio
de 2026, de 2025, sim, representou, mas
não de 84 bilhões, mas algo por volta de
14, que é eh exatamente excluindo os
precatórios do caso. Eh, então quando a
gente olhar o resultado do setor público
consolidado, a gente tem um, o primeiro
determinante, principal determinante
para o período é a ocorrência desses
pagamentos precatórios. E e dois, a
gente vai olhar nas esferas, né, do
setor público, onde aconteceu essa eh
pior adicional. A gente vai ver um pouco
disso eh nos dados do governo central,
um pouco disso nos dados eh dos governos
regionais, né, excluindo eh os
precatórios.
Vamos, vamos começar então, como a gente
sempre faz, com a parte do governo
central, né? Se a gente olha os dados
brutos, objetivos do governo central, a
gente vai ver um déficit primário de
74,8
bilhões de reais no mês de eh março.
Seriam igual é é igualmente um resultado
recorde, assim como no caso do setor
público consolidado no governo central.
Eh, mas a gente tem que lembrar que
esses precatórios são todos da esfera do
governo central. Então, o pagamento de
70,4 bilhões é o principal determinante
de um déficit de 74,8.
Então, se a gente fizer uma conta
simples e excluir
eh os precatórios para essa finalidade,
o governo eh central teria tido, né, um
superáváit primário, um desculpe, um
déficit primário, excluindo os
precatórios de 4,4
eh bilhões de de reais. Quando a gente
olha o resultado no mesmo período eh do
ano passado, ele foi um déficit de 2,3
bilhões. Eh, tem algo como 2,8 bilhões
de precatórios em março do ano passado.
Então, eh, quando a gente olha a piora,
era comparar um resultado equilibrado,
próximo de zero, com esses 4, eh, 4
bilhões. Então essa é a piora do
resultado na esfera do governo central
sem eh esse efeito dos dos precatórios,
né? Quando a gente passa eh pros
governos regionais,
eh aí a gente tem uma comparação mais,
digamos, limpa e direta, né, na ausência
desse esse efeito dos precatórios afeta
o governo central e e afeta também eh o
setor público consolidado, que é a
somatória de todas as esferas de
governo, né? No caso dos governos
regionais, eh houve igualmente um
déficit primário, eh, no mês, um déficit
primário de R 5,4 bilhões deais. Eh,
quando a gente faz a comparação com o
março do ano passado, os governos
regionais estavam superavitários. Um
superavit é de 6,5
eh bilhões de de reais em março de 2025.
Portanto, essa virada de um superá de
6,5 bilhões em março de 25 para um
déficit de 5,4 bilhões em março de 26, é
uma virada de quase R 12 bilhões deais.
Então a gente tem eh no caso dos
governos regionais, né, uma redução do
resultado primário de transformação do
superápit para déficit que representa
uma virada na comparação interanal de 12
bilhões. Quando a gente olha o governo
central, se a gente eh excluir por um
momento os precatórios, a gente tem eh
por alguma coisa menos de R$ 5 bilhões
deais e os efeitos dos precatórios são
quase 70. Então, a na constituição do
resultado deste mês, a gente tem o
caráter fundamental que os 80,7 bilhões
de desses, 70,4 são precatórios. E na
virada de resultado de um período para
outro, a gente tem o efeito dos
precatórios aí uma redução, uma uma um
aumento do déficit na esfera do governo
central, mesmo sem os precatórios, faixa
de 4,9 5 bilhões. E o piora de resultado
maior ainda nos governos regionais,
eh, que se aproximaram de R eh bilhões
deais na comparação, eh, eh, eh,
interanual.
Eh, se a gente olhar dentro dos governos
eh regionais, essa deterioração
aconteceu tanto nos nos governos
estaduais quanto nos governos
municipais, mas ela ocorreu
principalmente nos governos eh
estaduais, né? O os governos municipais
no mês de março tiveram resultado muito
próximo do zero, ligeiro superáváit de
29 eh milhões de de reais. a gente
sempre apresenta aqui o número na casa
do bilhão, né? Então seria 0,0
eh 3, né? um resultado muito pequeno,
muito próximo do equilíbrio. E os
governos estaduais aqui apresentaram o
déficit de 5,4 bilhões, que é igual ao
déficit dos governos regionais como um
todo. Quando a gente vê a variação
interanual, como os governos regionais
tinham tido, né, superáveis primário no
ano passado, em março do ano passado, eh
dos 11,9 bilhões de pior dos governos
regionais, os governos estaduais já
estudam por 9,4. Então, eu acho que é aí
que aconteceu, principalmente eh os
determinantes dos do resultado dos
governos regionais e da variação desse
resultado. A gente tem, por exemplo, né,
ajudando a explicar um resultado pior na
fase dos governos regionais, uma redução
das transferências, né, em termos reais,
a partir dos dados da Secretaria do
Tesouro Nacional, essa redução de
transferências de março de 25 para março
de 26 chegou a um pouco menos de 6%.
mesmo com crescendo essas transferências
eh
10. Eh, no caso das empresas estatais eh
elas tiveram um déficit de Rio bilhão
deais, que é o praticamente o mesmo
resultado de março de 2025, 0,6 bilhões
bilhão em março de 2025, 0,5
eh bilhão em março de 2026. Então, eh,
elas tiveram um déficit pequeno e a
variação, eh, foi praticamente zero,
então não influíram, eh, de maneira
significativa no resultado
eh do setor público consolidado no mês.
Quando a gente passa da tabela um, paraa
tabela dois e vai olhar eh o resultado
acumulado no ano, no primeiro trimestre,
eh também nós vamos ter eh uma
importância bastante significativa dos
desses precatórios, né? Então, a
avaliação que eu faço pro resultado
acumulado no trimestre é, de uma certa
forma, a mesma termos qualitativos do
que eu fiz pro mês de março. Os
resultados do primeiro trimestre de 2026
estão significativamente
impactados pela eh existência desse
pagamento de de precatório de 70
bilhões. Eh,
em no primeiro trimestre do ano passado
deve ter sido algo como três.
Então, eh, mesma análise para explicar o
aumento desse déce no período, desculpa,
a redução do superá no período também,
eh, eh, a gente vai usar o acumulado no
trimestre o mesmo o mesma explicação que
a gente usou pro dado do mês de março.
No primeiro trimestre de 2026, o setor
público consolidado teve um superit, um
super de 6,6 bilhões deais.
Quando a gente olha o primeiro trimestre
do ano passado, esse superá havia sido
de 88,7 bilhões. Então é uma redução no
superá de 82,1
bilhões. Eu havia mencionado, né, que no
caso do setor público consolidado, no
mês, né, a piora do resultado havia sido
84,3,
po, portanto, no trimestre essa piora de
resultado foi 82,1.
Então, a própria magnitude, né, dos
números já apresenta eh o o fator
predominante aí do
do pagamento de precatórios, como a
gente tinha eh apresentado. Então, se a
gente fizer pro trimestre o mesmo
exercício que a gente fez para eh o mês
de março, ou seja, os resultados do do
trimestre estão eh publicados na nota da
imprensa, eu acabei de mencionar super
88,7
eh bilhões de reais pro setor público
consolidado em e no primeiro trimestre
de 2025 e se reduziu a superf, bilhões
primeiro trimestre de 2026.
a partir desses dados, se a gente fizer
o mesmo exercício contrafactual para
avaliar como foi o empenho fiscal eh do
setor público consolidado ou do governo
central na ausência dos precatórios,
tanto no primeiro trimestre de 26 quanto
de 25, a gente vai ter eh um resultado
que talvez presente melhor acima
política fiscal corrente, enquanto a
gente não tem, né, enquanto a gente não
chega em julho e não tem no acumulado do
ano os precatórios dos dois lados, né,
tanto no na fase de comparação 2025,
quanto no período corrente de 2026.
Então, sem o pagamento dos precatórios,
o setor público consolidado teria tido,
né, um superá de 77 bilhões. Claro, são
aqueles R 6,6 bilhões de reais do
superáit efetivamente ocorrido, mais os
70,4 bilhões de pagamentos precatórios e
teria havido na comparação com o
primeiro trimestre no ano anterior uma
eh redução desses superáits na faixa de
14 eh bilhões deais, uma variação bem
menor, né? Isso é ainda mais evidente
quando a gente fala apenas do governo
central. Lembrando que no setor público
consolidado também temos os governos
regionais, né? Quando a gente fala só
governo central, os resultados são um
superapt de 52,3
bilhões deais no primeiro trimestre de
2025, né, que se transformou num déficit
de R bilhões deais em 2026, ou seja, uma
piora de R9,4
bilhões. esses 69,4 bilhões são eh que a
gente observa da piora do resultado
primário do do governo central são eh
exatamente da mesma magnitude dos 70,4
bilhões de pagamentos de precatórios,
né? Então, se a gente excluísse eh do
setor público, desculpe, do governo
central, né, os precatórios do primeiro
trimestre de 2026,
ao invés de um déficit de 17 bilhões,
nós teríamos tido um superapt de 53,
bilhões. E com isso a gente teria um
resultado praticamente equivalente,
estável entre os dois períodos, né, no
governo central.
Eh, se a gente olhar agora governos
regionais, a gente vai ver eh uma mesma
tendência que a gente olhou eh quando a
gente estava analisando os dados de
março, que é uma redução dos resultados
eh primários da espera dos governos
regionais, principalmente em função do
desempenho dos estados, né? Se a gente
olhar os planos regionais no primeiro
trimestre de 2025, superavit de 37,7
bilhões, ele se reduz para um super de
29,6 bilhões. Ainda o superá
significativo, mas bastante menor, né,
do que aconteceu no primeiro trimestre
do ano passado. Eh, então essa redução,
uma redução de 8,1 bilhões no no
resultado primário superabitário dos
governos regionais, algo como 21%.
Se a gente olha os governos estaduais, a
piora de resultado neles foi 8,7
bilhões. Ou seja, eles foram eh
responsáveis eh integralmente, né, todo
a toda a piora do resultado primário dos
governos regionais, eh pode ser
observada na espera dos eh governos
estaduais. governos estaduais eram
superabitados
em 30,8 bilhões, passaram a ser
superabitados em 22 bilhões, né? Uma
redução de de 28%.
Então, tanto nós datamos no começo do
ano, né? Então, os resultados de março,
eh, quando a gente analisa
qualitativamente, estão a espera dos
governos regionais foram muito
semelhantes ao resultado do primeiro
trimestre, mantendo, de certa forma essa
tendência eh com a manutenção do do
supitário no acumulado do ano, mas com
redução desse resultado e eh
principalmente o os governos estaduais
como respondendo por essa redução. A a
última esfera temporal que a gente
analisa são os dados acumulados em 12
meses. Eh, esses dados acumulados em 12
meses, eles têm uma eh característica
específica que também é derivada dos
pagamentos de precatórios. Os dados
acumulados de 12 meses até março de
2026, eles iniciam em abril de 2025.
Então, os 12 meses que estão na tabela 3
vão de abril de 2025 até março de 2026.
Como o pagamento dos precatórios em 2025
aconteceu principalmente em julho e o
pagamento dos precatórios em 2025
aconteceu em março, a gente vê que o
pagamento 2 anos eles estão dentro da
mesma janela de 12 meses. Eh, então
quando a gente faz a janela em 12 meses,
a gente tá querendo eh apresentar o
resultado para uma média móvel de 1 ano.
É como se você em vez de pegar só o
resultado de 2024, comparar com 2025 e
aí não ter um resultado anual de 2026
ainda, eh, nós usamos os últimos 12
meses para ter um resultado equivalente
ao anual, a cada mês que passa. Mas dado
essa diferença de calendários de 2025
para 2026 no pagamento de precatórios, a
gente tem um ano em que um ano, né, uma
janela de 12 meses em que incidem dois
pagamentos anuais de precatório. Então,
acho que esse é um comentário eh na
espera do que a gente falou pro mês de
março, do que a gente falou para o
primeiro trimestre. Acho que vale a pena
ter isso em mente quando a gente fala do
resultado primário acumulado em 12
meses. E isso vai ficar assim até que a
gente divulgue o resultado de junho. A
ciência eh faz parte, né? Então, no
resultado acumulado em 12 meses até o
mês de março, o setor público
consolidado
aumentou o seu déficit primário para 137
e1 bilhões. Se vocês olharem os dados da
tabela três, o déficil estava em 52,8
bilhões até o mês de fevereiro, passou
para 137,1
bilhões no mês de março, né? Isso eh de
um período para outro é aquele aumento
de 84 bilhões que a gente tinha visto lá
na comparação interanual. Eh, enquanto o
percentual do PIB, a gente tinha um
déficit de 0,4% do PIB, passou por um
déficit de 1,1% do PIB, né? 0,65
pontos de percentuais do PIB eh de
aumento, enfim, aumento causado pela
piora do resultado nesse mês que a gente
já eh avaliou e rouelos pregafosos e
tudo. Eh, quando a gente fala do governo
central, a gente tem a mesma trajetória
de aumento, né? a gente tinha os 12
meses até fevereiro com um déficit de
55,6 bilhões, passou para 128,1 bilhões
eh no primeiro, nos 12 meses até março,
um aumento de 72,5,
que é fundamentalmente os 70,4
bilhões de precatório. Eh, com o
percentual do PIB, o déficit do governo
central nesse resultado, 128,1 bilhões,
chegou a 1% eh do PIB. na espera dos
governos regionais, essa redução, né, do
resultado primário em 12 meses, ela é
menos intensa porque não tem os
precatórios. Mas se a gente fizer o
exercício de tirar o precatório, no caso
do governo central, a piora dos governos
regionais vai ser mais intensa, né? Eles
se reduzem de um super de 13,3 bilhões
em fevereiro para um resultado bastante
menor, superavitário ainda, de 1,5
bilhões bilhão em eh nos 12 meses
encerrados em em março. Bom, com isso,
eh, nós temos uma apresentação
dos resultados primários eh do governo
central, dos governos regionais e,
portanto, do setor público consolidado,
tanto pro mês de março, quanto pro
primeiro trimestre, quanto pros últimos
12 meses, destacando como a a o efeito
econômica, a transação econômica mais
relevante nesse período, o pagamento de
precatórios que aconteceu em março de 26
no valor de R,4 bilhõesais.
A segunda parte da nossa análise dos
resultados fiscais, ela envolve os
juros, né? Eh, esses juros também vão
ser representados pro mês de março,
acumulado do trimestre, pros últimos 12
meses. Começando com os dados do mês de
março, que estão na tabela um da nota
paraa imprensa, nós temos juros
apropriados por competência sobre os
estoques de ativos e passivos da dívida
líquida. como os passivos são maiores,
né, a gente tem uma dívida líquida
devedora, tem uma redundância, eh esses
juros também são sempre pagos pelo setor
público. E a gente tá eh tratando aqui
de um critério um pouquinho diferente
daqueles juros pagos efetivamente a
gente tá apropriando por competência
quanto o setor público deve de juros. a
gente apropria isso diariamente até
chegar no resultado. Para o mês de
março, os juros nominais apropriados
chegaram a 118,9 bilhões deais, né? Esse
é o o maior resultado da série para
meses de março em termos de eh juros
nominais e valores nominais do bruto.
Eh, e a gente vai ver em seguida, eh,
entre as explicações para esse
crescimento do resultado, a gente tem o
aumento do estoque nominal da dívida, a
gente tem o aumento da taxa celica,
dependendo do período que a gente tá
comparando, mas tem também eh um mero
efeito calendário, que é o aumento de
dias úteis do mês corrente em relação ao
mês de comparação.
Mas enfim, eh já antecipei os principais
fatores, vamos olhar eles com detalhes e
botar números nesses fatores, né? Se a
gente faz uma comparação interanual
primeiro, né, março de 25 contra março
de 26, a gente tem a conta de juros da
dívida líquida passando de 75,2 bilhões
para 118,9
eh bilhões. O aumento, portanto, de 43
bilhões, né, nesse período. Eh, para
explicar o aumento de 43 bilhões nesse
período, a gente primeiro eh dá uma
olhada no comportamento dos suaps, né?
Eh, o os suaps responderam por eh dessa
piora, né, desse aumento da conta de
juro de 43,7, os suaps responderam por
16,4 bilhões. Em março de 2025, a gente
teve um ganho de SUAP de R$ 10 bilhões
deais, eh, que significa uma redução na
conta de juros, né? Então, os SUAPS
ajudaram a reduzir a conta de juros em
10 bilhões. E agora, em março de 2026,
houve uma perda com SUATP de 6,5 bilhões
que aumenta a conta de juros, né? Então,
nesse período a gente tem 10 bilhões e
6,5.
O efeito dos aumentar contra jogo nessa
no período comparativo foi 16,4 bilhões.
A gente tem então 27 bilhões para para
explicar, ou seja, são aumentos da conta
dos juros que ocorreram eh ex exclusive
com os suaps. E aí eles são causados
pelo aumento do estoque nominal da
dívida líquida, que é quanto mais eh
dívida eh se cresça em termos
nominários, seja em reais, eh maior é o
estoque qual incide julgo. Então, eh,
mesmo que a gente não ignora as demais
variáveis, realmente tudo mais
constante, uma dívida maior e reais vai
apresentar uma conta de juros maior.
Então, tem esse efeito. E o segundo
efeito são eh os três dias úteis a mais
do mês de março de 26 na comparação com
março de 25. Então, para um período de
um mês de eh 22 dias,
na comparação com mês de 19 dias
passando para 22, é um aumento de mais
de 10% no na quantidade de dias sobre o
qual são apropriados. É claro que quando
a gente pega períodos maiores de tempo,
um ano, por exemplo, esse efeito se
dilui, mas na comparação de um mês ponto
outro, esse eh é um ponto relevante.
Como a conta de juras é apropriado para
competência, não há problema nenhum da
gente calcular março contra fevereiro,
por exemplo. Então, quando a gente
calcula eh essa variação no mês em
fevereiro, a gente teve uma conta de
juros de 84,2 bilhões e passou para
118,9 bilhões em março. Ou seja, a gente
teve um aumento de 35 bilhões de um mês
pro outro. Eh, nesse caso, a gente
apurando por competência conta de um mês
pro outro, não deveriam acontecer
variações muito significativas eh da da
quantidade do montante de juros
apropriados quando elas acontecem. Eh,
eu acho que o suspeito usual, em
primeiro lugar são os SUAPs, né? E nesse
caso, eh,
os responderam por mais ou menos eh uns
15 eh bilhões desse desse aumento de
34,7.
O SUAOP tiveram um ganho de 8,1 bilhões
em
fevereiro e perda dos 6,5 bilhões que eu
já tinha mencionado em em março, né?
Então, eh, somando esses dois efeitos,
por volta de pouco menos de 15 bilhões,
é é devido ao suapo. Então, sobra outros
20 bilhões pra gente explicar.
E aí, eh, de fato, a gente vai recorrer
pro pra quantidade de dias úteis na
passagem de fevereiro, foi fevereiro com
carnaval e teve quatro dias úteis a
menos do que março. Então, é um efeito
ainda maior do que a gente viu naquela
comparação interanual. Então, de novo,
se a gente fizer para uma período mais
longo de tempo, esse aqui vai se diluir,
né? Mas na comparação mensal ele é
relevante. Então a gente teve eh uma
conta de juro bastante alta no mês de eh
de março, eh que é explicada pelo
aumento do
aumento do estoque nominal daia líquida,
claro, pelo nível da taxa de juros, eh,
e também na sua variação, né, os SUAPS
contribuíram juntamente com a quantidade
de azul. Eu acho que esses são os
principais fatores que a gente pode
analisar conta de juros no eh no mês de
março. Quando a gente olha no primeiro
trimestre, a gente teve 266,7
bilhões de juros apropriados, o que
equivale a 8 eh 3% do PIB, né? Se a
gente olhar esse valor com percentual do
PIB e para primeiros trimestres, ele é
maior desde 2015, né? Em 2015 a conta
era 9,9% do PIB, né?
Eh, nessa comparação de primeiro
trimestre de 25 para primeiro trimestre
de 26, a gente teve um aumento de 73
eh bilhões na na conta de juro.
Os SUAPs
eh responderam como uma parte
relativamente pequena disso, né? teria
no momento foi de 73 bilhões. Sem swapes
teria 64
bilhões. Então os swapses são alguma
coisa por volta de 9
bilhões desse aumento. Agora, eh além
dos swaps, então na comparação do
primeiro trimestre de 25, primeiro
trimestre de 26, a gente teve
principalmente os efeitos do aumento da
quantidade dos valores nominais da fida
líquida e o aumento da da taxa C.
Quando a gente olha, né, o último
período comparativo, nos últimos 12
meses, a gente tem uma conta de lutas
equivalente a 8,35%
do PIB, né? Em em reais, isso dá 1,1
trilhão de reais. Se a gente olhar em
reais nominais, é maior toda a série. Se
a gente olhar em percentual do PIB, ela
é o maior resultado acumulado em 12
meses, desde fevereiro de 2016, né? Em
fevereiro de 2025. Em fevereiro de 2016
era 8,5%, agora tá 8,35 pou a menos.
Eh, se a gente somar e o resultado
primário com o resultado com juros,
usando os mesmos dados da tabela três, a
gente tem um resultado primário
deficitário de R7 bilhões deais, um
resultado com juros, né, eh, de 1,1
trilhão. E com isso, somando os dois, a
gente tem um déficito nominal eh de R
1,2 eh trilhão deais, o que equivale a R
9,4
eh% do PIB. Eh, e 9,41%
do PIB, para ser mais exato, que é o
maior valor da série desde
eh novembro de 2024, né? Nesse caso, a
comparação é bem mais recente. Em
novembro de 2024, a gente teve um
déficit nominal de 9,4 9,5%, né? 9,47%
do Bom, eh, com isso a gente apresentou
os resultados fiscais do do período e
agora eh passamos pra parte do
endividamento do setor público, né?
Começamos com a dívida líquida do setor
público, que tá na tabela quatro da nota
paraa imprensa e depois passamos para
dívida bruta, né, do governo geral que
está na tabela 17, né? A gente começa
pela dívida bruta, eh, porque ela é o
conceito mais abrangente que a gente tem
de dívida e também porque ela é a mais
perfeitamente ligada aos resultados
fiscais do período, né? os resultados
fiscais do período que a gente acabou de
apresentar, tanto o resultado primário
quanto o resultado de juros, ele nada
mais são do que um cálculo efetuado a
partir da variação do estoque da dívida
líquida. A gente, se a gente quiser
calcular o resultado do mês, a gente tem
a dívida líquida em fevereiro, a dívida
líquida em março. E a gente vai fazer eh
uma integração entre fluxos e estoques
de forma que esses resultados primários
e o resultado de juros eles expliquem a
variação da dívida líquida de um período
para outro. Então, eh, a gente tem uma
uma integração entre fluxos stopó que
para fins estatísticos é uma ferramenta
de validação muito importante. Além
disso, a dívida líquida ela tem eh tanto
ativos quanto passivos. mais abrangente
que a dívida bruta que só tem os
passivos e ela é para todo o setor
público. Então a gente tem também os
resultados eh das estatais, por exemplo,
impactando esse resultado. Feitas essas
considerações metodológicas, né, a
dívida líquida do setor público atingiu
em março o valor recorde da série
histórica do Banco Central, chegando a
66,8
eh% do PIB. No mês, na comparação com
fevereiro, houve uma elevação de 1,3
ponto percentual, eh, que se a gente
olhar os dados que tá na tabela Cinco,
né, dos principais fatores
condicionantes, é 1,5 ponto percentual é
o déficit nominal do mês, né, a
contribuição do déficit nominal do mês.
Ela, essa contribuição é eh reduzida,
né, pelo efeito de crescimento do
próprio PIB, que é o denominador da da
razão entre a dívida líquida e o PIB.
Eh, mas o principal fator de expansão da
dívida líquida no período foi o
resultado nominal eh ocorrido no mês.
Quando a gente passa paraa dívida bruta,
né, do governo geral, eh de novo, a
dívida bruta só tem os passivos, né, não
tem os ativos, então ela vai sempre
necessariamente ser maior eh do que a
dívida líquida. Eh, e ela também é do
governo geral e não de todo o setor
público, né? Então, mas a dívida
líquida, a, desculpe, a dívida bruta do
governo geral, a gente na tabela 17
apresenta dois conceitos, né? O conceito
eh do Banco Central e o conceito do
FMIP. A diferença entre eles dois é a
interpretação que a gente dá para
chamada carteira livre de títulos do
Banco Central, né? O Banco Central tem
uma ampla carteira de títulos públicos
eh seu poder que estão no seu balanço. A
cada momento do tempo, uma parte dessa
carteira está sendo usado em operações
compromissadas, aquelas operações que o
Banco Central faz para gerenciar a
liquidez da economia e com isso fazer
com que a taxa de luz efetiva, né, do
dia a dia seja exatamente aquela
determinada pelo COPOM, né, que a meta
de da taxa de juros fixada pelo COPOM
seja exatamente a praticado no mercado.
Então, essas operações para
gerenciamento de liquidez, a cada
momento você está aumentando o seu
estoque, diminuindo o seu estoque,
dependendo da condição de liquidez da
economia. Então, o restante dessa
carteira que está eh não sendo utilizado
nas operações compromissadas é chamada
carteira livre. E ela é a diferença na
na no critério do Banco Central de
dívida bruta do governo geral, nós não
incluímos esses títulos da carteira
livre. No critério do FMI, ele inclui
toda a carteira do Banco Central, ou
seja, ele inclui a carteira livre.
Então, a diferença dos conceitos é
simplesmente a a carteira livre do Banco
Central. Então, assim, eh, pouca
definição, a dívida bruta no conceito do
FMI vai ser sempre maior eh do que a
dívida bruta no conceito do Banco
Central. Bom, novamente é explicações
metodológicas, né? Passando pros dados.
Na tabela 17, vocês vão ver que a dívida
bruta eh do governo geral no conceito do
Banco Central atingiu 80,1% do PIB eh no
mês de março. Com isso, houve uma
evolução, um aumento, né, uma elevação
de 0,9 poncentual.
Com essa trajetória de crescimento
recente da dívida bruta, eh ela chegou
agora em março de 2026. Esses 80,1% do
PIB são o maior valor eh da série desde
julho de 2021, lá em julho de 2021 era
80,3%
do PIB. No caso da dívida bruta, no
conceito do FMI, eh, como eu disse, ela
é maior em nível, né? Então, chegou a
92% do PIB agora em março, mas houve uma
redução em relação ao mês anterior,
redução de dois pontos percentuais. E a
diferença, né, de comportamento, porque
no concelho do Banco Central houve um
aumento e no conceito do FMI teve uma
redução, é pelo comportamento dessa de
como fica a carteira livre, né? A gente
no mês em função da gestão da dívida
mobiliária eh da União pelo Tesouro
Nacional ou e pelos cronogramas de
dívida, um resgate mais significativo de
dívida. esse resgate de dívida eh
diminui a quantidade de dívida
mobiliária no mercado. No caso da
dívida, no conceito do Banco Central,
ela é como que eh minimizado os seus
impactos, né, eh contrabalançados por do
aumento eh das operações compromissadas,
né? Quando o Tesouro Nacional resgata a
dívida imobiliária em poder do público,
ele está ele paga eh pro pros detentores
de dívida, né? Então ele aumenta a
condição de liquidez da economia. O
gerenciamento de liquidez por parte do
Banco Central tem, portanto, que colocar
mais operações compromissadas, aumentar
o estoque dos compromissados para fazer
a liquidez voltar ao padrão anterior.
Então, na dívida do Banco Central, o
resgate de dívida por parte do tesouro
implica tudo mais constante, um aumento
das operações compromissadas. Então esse
não há eh impacto em termos de aumento
ou redução da dívida do Banco Central.
No caso da dívida, no critério do FMI,
como se considera toda a carteira do
Banco Central, a dívida, a a carteira
livre, a carteira de compromissadas, eh
a cada momento do tempo, um aumento da
das operações compromissadas significa
uma redução da carteira livre. Então, a
carteira total fica igual, só muda a
composição dela. Então, se a carteira de
títulos não mexe, uma redução eh na
dívida imobiliária reduz a dívida no
conceito de FMI. Então essa eh eles têm
níveis diferentes e no curto prazo podem
ter uma uma dinâmica também eh eh é
diferente. Foi isso que aconteceu agora
no mês de março. Bom, com isso eu eh
encerro a apresentação que eu tinha
preparado aqui para fazer para vocês. Eh
devolvo a palavra pro Nathan para ele
organizar as perguntas que a gente tenha
hoje eh da imprensa. Muito obrigado,
Gabriel. hoje tá online. Ele tem duas
perguntas aqui. Qualquer vou fazer
qualquer coisa você pede para eu repetir
a segunda aqui de repente.
>> O Gabriel
>> do Valor Econômico. Perdão.
>> Beleza.
>> Gabriel pergunta o seguinte: as estatais
federais tiveram déficit de déficit de
4.4 bilhões no primeiro trimestre com
peso para o resultado de janeiro. A
explicação que envolve a diferença entre
o superit de dezembro das estatais de
forma geral
>> e o déficit de janeiro ainda é válida. E
aí ele segue com outra pergunta. O
déficit de 80 de 80.7 bilhões do setor
público consolidado teve um efeito
preponderante na alta da dívida bruta em
março?
Essas duas perguntas.
Opa. Eh, tava anotando aqui para não me
perder. Eh, a primeira pergunta, a
resposta é sim. Eh, eh, o que o Gabriel
tá mencionando é o seguinte. Eh, nós
tivemos na esfera dos das empresas
estatais, especificamente nas estatais
federais, eh, um superhábit muito
significativo no mês de dezembro de
2025.
e um déficit no mês de janeiro de 2026,
né? Então, desde quando nós divulgamos o
resultado de janeiro, eh, eu havia
mencionado isso, né? A gente eh se a
gente olhar anos calendários, a gente
tem que 2025 acaba, é esquecido e começa
2026. Eh, mas se a gente olhar a série
estatística, como nós estatísticos
utilizamos, né, um conjunto ou um
continuo, eh, nós vamos ter que fazer
essa avaliação conjunta, na minha
opinião. Eh, eh, esse impacto, eh,
continua válido, a, a, a informação
continua válida, né? Se você olhar eh o
resultado das estatais no mês, seja de
todas as estatais ou das estatais
federais, ele foi um resultado bem menor
em termos de de magnitude no mês. E se
você olhar a comparação de março contra
março, assim, eu acho que não tem eh
variação relevante. Agora, quando você
olha eh o o acumulado do ano que inclui
janeiro de um lado e o acumulado do
outro ano que não inclui dezembro, aí eu
acho que faz uma diferença significativa
e, portanto, continua
a aquela minha avaliação das coletivas
anteriores. O segundo ponto eh do do
Gabriel é é um ponto muito interessante
em termos estatísticos, né? Ele pergunta
qual que é a relação do déficit primário
do mês de março, que foram 80,7 bilhões
pro setor público consolidado,
com o impacto dos precatórios de 70,4
bilhões na dívida bruta? Eh, se você não
começar aqui com um pequeno dois
pequenos detalhes, eh, primeiro fazer
uma comparação com a dívida líquida, que
o que o Gabriel não perguntou porque ele
já sabe, né? Mas que eu acho que vale a
pena retomar a coisa. Como eu havia
mencionado, a gente tem no caso da
dívida líquida no no comparação que ele
deu, por exemplo, passando de fevereiro
para março, a gente tem o estoque da
dívida líquida em fevereiro, que era
equivalente a 65,5%
do PIB, e passou-se para em março para
66,8%
do PIB, um aumento de 1,3 ponto
percentual. Então, o que que explica
essa mudança eh de um lado para outro,
de um mês pro outro? a gente
estatisticamente tem três fatores que
explicam esse esse dado. O primeiro
deles é o resultado primário. A gente
viu um resultado primário bastante
significativo de R,7
eh bilhões de reais. A gente já
mencionou que 70,4% disso são precató.
Mas então o primeiro fator que explica é
o próprio resultado primário. O segundo
fator que explica isso é os juros
nominais, porque esses juros vão sendo
apropriados sobre a dívida, né? Então
explicam um aumento somando os dois. a
gente tem o resultado nominal do setor
público, que é o principal fator que faz
a dívida variar, né? Estamos aqui
olhando primeiro a dívida em em reais,
né, em valores nominais, depois a gente
faz a parte do PIB. E é um terceiro
resultado que não foi muito
significativo nesse mês, mas que
eventualmente ocorre, que são o que os
estatísticos chamam de outras variações
de valor, né, que podem incluir
variações por preço, variações por
qualidades e e outros. Eu tô agrupando
esses três coisas juntos. eh com
variação por por eh preços e paridades.
Por exemplo, a gente tem reservas
internacionais que são aplicadas no
exterior em dólares e em outras moedas
estrangeiras e que estão no balanço do
Banco Central. A gente transforma a cada
final de mês para fazer as estatísticas
esse valor das reservas para reais, né?
E considera isso como ativos. Então
esses as reservas podem ter ficados
ficado paradas com os mesmos valores em
dólares, exatamente, mas por flutuação
da taxa de câmbio isso pode significar
um valor maior ou menor eh dos ativos do
setor público e fazer a dívida variar
sem que tenha nenhuma transação. Então,
a variação da dívida líquida é explicada
pelo resultado primário, pelos juros e
por essas outras variações. às vezes tem
eh efeito de privatização que afeta a
dívida, não afeta o resultado e tudo
isso porque elas são eh integradas, né?
Quando a gente, tudo isso é para
explicar que quando a gente faz a dívida
bruto do governo geral, os fatores que
afetam diretamente a variação da dívida
bruta não são exatamente a o resultado
primário do mês e o o resultado com
juros do mês. O que afeta diretamente a
dívida bruta são, nesse caso, as
emissões líquidas, claro, outros fatores
também, mas as emissões líquidas de
títulos, né? sejam ele títulos públicos
federais emitidos diretamente no
mercado, que é o a a gestão imobiliária
que o tesouro faz, ou a aquelas emissões
de títulos por parte do Banco Central,
ou melhor dizendo, a colocação desses
títulos em mercado nas operações
compromissadas. Então, o que eh impacta
mais diretamente, né, estatisticamente,
se a gente olhar a dívida bruta num
período e no outro, a gente vai ver
essas emissões líquidas de dívida como
as grandes responsáveis para além dos
juros nominais, é claro. Eh, é por isso
que é diferente a tabela CCO da nota
paraa imprensa, que explica a variação
da dívida líquida, e a tabela 18, que
explica a variação da dívida bruta. As
linhas são diferentes. Eh, então o que a
gente tem explicando a variação da
dívida bruta é essa. eh gestão, né, de
carteira, no caso dos resgates de
títulos que ocorreram no mês. Eh, no
caso da dívida bruta do governo, elas
são do do governo geral medida pelo
Banco Central, elas são contrabalançadas
pelo aumento de eh de compromissados e
fizeram eh, por exemplo, a a dívida se
reduzir no período, né? Então, quando a
gente olha, mas como aconteceu num
período, eh, teve um déficit primário
significativo e mesmo assim a dívida
bruta caiu, é porque essa relação não é
tão direta como é no caso da dívida
líquida, né? Ela tem outros eh
determinantes. Se você olhar um período
maior de tempo, eh as duas coisas vão
acontecer. Se você olhar a dívida eh
bruta num período maior de de tempo,
você vai ver que a trajetória dela é de
crescimento. A dívida bruta no conceito
do Banco Central cresceu neste mês, a
dívida bruta no conceito de FM diminuiu
no mês, mas eh ao longo do tempo ela tem
um uma tendência de crescimento. Ela
pode não ser ela ela não vai ser assim
tão perfeita mês a mês como é a relação
entre déficit de primário e dívida
líquida que a gente observa. Mas enfim,
a a relação tá lá eh no no mês a mês.
Olha a tabela CCO e a tabela 18, que que
você vai ver a a diferença. Mas assim,
eu paro por aqui, Natã, com você.
>> Bom dia, Rocha. Queria tirar só uma
dúvida. Eh, você chegou a explicar o
déficit do setor público acumulado em 12
meses de 1,6% do PIB, né?
questão do de entrar os pericatórios
agora de março e de julho do ano
passado, mas eu fiquei na dúvida se esse
valor de 1,06 é recorde de algum modo ou
se é o maior dele.
Eh, opa, então vou vou dividir a a
pergunta em duas partes. A primeira é o
o que que eu chamei a atenção no 1,06%
do PIB, né? É porque, enfim, a a
primeira constatação óbvia, né? O
resultado efetivamente foi esse. Esse é
o déficit acumulado em 12 meses, assim
como o déficit do mês do setor público é
80,7. Essa foi uma eh uma transação que
realmente aconteceu. A gente destaca os
pagamentos do precatório porque é como
se você tivesse concentrado uma coisa de
um ano eh num num mês só. Mas assim, não
é uma questão voluntária, né, de decidir
se vai pagar ou não. Então é uma
obrigação que vai constituir um valor
tem que ser pago. O resultado é esse. O
destaque que eu fiz em relação aos
últimos 12 meses é que por por fator que
que eu não sei as razões, por por uma
decisão, né, governamental de gestão da
política fiscal, o pagamento de 2025 foi
feito em julho e o pagamento de 2026 foi
feito em março. É, são meses diferentes
e eles estão dentro da mesma janela de
12 meses. Então, uma janela de 12 meses,
que é para responder, para ter o dado
anual, ele tá incluindo, no caso de
precatórios, principalmente 2 anos, né?
Se ele tivesse pago em março de 26 e
março de 25, é quando você fizesse os 12
meses de abril de 25 a março de 26, só
tinha um período, agora tem dois. Isso
eleva um pouco o os 12 meses em relação
a esse objetivo de calcular dados
anuais. Mas enfim, o o resultado tá lá.
para isso. Eu só fiz esse disclaimer,
digamos assim, como eu fiz nos dados do
mês e do ano. Em relação a se eh se a
gente tem uma situação de recorde ou
não, eh o maior resultado em termos de
déficit eh primário do setor público
consolidado, acumulado em 12 meses,
ocorreu em novembro de 24, foi 1,64%
do PIB e agora em março de 26 deu 1,06.
Então essa é a comparação. Acho que eu
devia ter feito quando eu tava falando,
não fiz. Aí obrigado pela pela
lembrança.
Sim, porque nesse período de 12 meses,
né, não tem nenhuma sazonalidade
envolvida, nada. Então você pode
comparar qualquer período de 12 meses em
toda a série.
Pois não.
A gente tem
Gabriel Chinoara novamente. Ele fala o
seguinte, Gabriel Chinoara do Valor
novamente.
>> Na tabela 18, os juros nominais da
dívida bruta são de 113.778 778 bilhões.
E na tabela um número é de 118,862
bilhões. Qual é a diferença entre essas
duas estatísticas?
Boa? Eh, então vamos lá. Eh, as a
diferença nas estatísticas de juros
entre a dívida bruta e a dívida líquida
são as diferenças entre a própria, os
próprios conceitos de dívida líquida e
dívida bruta. Eh, rapidamente temos dois
aspectos a destacar. O primeiro é que a
dívida do governo geral é eh a tabela 17
ou a tabela 18, que você tá olhando, é a
dívida bruta e a tabela quatro ou a
tabela 5 trata da dívida líquida. Então,
a diferença entre bruto e líquido é que
bruto só tem os passivos e líquido
também tem os ativos. Então, você tem
uma uma diferença aí dentro. O segundo
fator é que a dívida líquida é do setor
público como um todo. E, por exemplo,
incluem as estatais. A dívida bruta é só
do governo geral. E nesse caso, né, as
estatais, ao terem ativos e passivos
também, elas têm juros a serem eh
incorporados. as estatais têm, sei lá,
as suas eh disponibilidades de caixa,
aplicações, eh, sei lá, no mercado
financeiro, em títulos, qualquer coisa
assim, e tem suas dívidas, dívida
bancária, que também paga juros. Então,
então a gente tem eh por um lado eh
dívidas de ativos e passivos na dívida
líquida e dívidas só de e juros só sobre
passivos na dívida bruta. Por outro
lado, a gente tem na dívida líquida
também entrando as o juros das empresas
estatais que na dívida bruta não tem,
porque ela é do governo geral, não por
ela ser bruto. E enfim, tem o o caso do
do Banco Central também que tá incluído
na dívida líquida, não tá na dívida
bruta. É um problema de abrangência e
que que afeta os estoques como um todo e
também afeta os juros.
Ah, não, não. Eu tava
eu, eu eu tava esperando a tréplica do
Gabriel.
>> Bom, ah, tá bom. Muito obrigado. Eh,
então, bom, pessoal, eh, agradecer a
todos pela participação, por eh
participarem e escutarem as coletivas do
Banco Central sobre Estatísticas.
Agradecer as perguntas que foram feitas.
Com isso, nós encerramos a a terceira eh
coletiva de imprensa sobre estatísticas
do Banco Central deste mês de março. Eh,
só me resta eh agradecer a todos mais
uma vez, desejar a todos um bom dia, um
bom feriado, um bom fim de semana. Muito
obrigado.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.