Coletiva das Estatísticas Monetárias e de Crédito - Abril/26
Sumário Regulatório
Em março, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$21,0 trilhões (162,3% do PIB), com recuo mensal de 0,3%. Esse resultado refletiu, basicamente, a queda de 3,1% nos títulos públicos. Em doze meses, o crédito ampliado cresceu 11,2%, prevalecendo as elevações dos títulos públicos de dívida (+13,2%), dos empréstimos do SFN (+9,6%) e dos títulos emitidos no mercado doméstico e detidos por não residentes (+37,2%). O crédito ampliado às empresas atingiu R$7,1 trilhões em março (54,9% do PIB), com expansão mensal de 1,5%, resultado da elevação nos títulos privados de dívida (+2,6%), dos empréstimos externos (+2,0%) - impactados pela depreciação cambial de 1,36% no mês - e dos empréstimos do SFN (+0,9%). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a expansão de 7,4% do crédito ampliado às empresas resultou, principalmente, dos incrementos de 19,4% em títulos privados de dívida e de 7,9% em empréstimos do SFN. Para saber mais, acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasmonetariascredito
Transcrição e Conteúdo
Bom dia. Vamos iniciar a coletivo das estatísticas monetárias e de crédito. Aqui conosco, Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, que fará uma apresentação e responderá as perguntas. Os jornalistas aqui presente precisarão utilizar o microfone e os que estão online poderão perguntar via chat. Fernando, bom dia. >> Bom dia, Adriana. Bom dia a todos....
estatísticas monetárias e de crédito.
Aqui conosco, Fernando Rocha, chefe do
Departamento de Estatísticas do Banco
Central, que fará uma apresentação e
responderá as perguntas. Os jornalistas
aqui presente precisarão utilizar o
microfone e os que estão online poderão
perguntar via chat. Fernando, bom dia.
>> Bom dia, Adriana. Bom dia a todos. Eh,
vamos iniciar então a divulgação das
estatísticas de crédito para o mês de
março, né? Como nós sempre fazemos,
vamos começar pel aquele que é o
indicador mais abrangente, mais
completo, eh, do crédito disponibilizado
para o setor não financeiro na economia
brasileira, que é a estatística do
crédito ampliado ao setor não
financeiro. Essa informação está na
tabela um da nota paraa imprensa das
estatísticas monetárias e de crédito. Em
março, o crédito ampliado eh permaneceu
estável, atingindo R 21 trilhões deais
ou o que equivale a 162,3%
do PIB brasileiro. Eh, quando eu digo eh
permaneceu estável, do meu ponto de
vista, em termos de grandeza
macroeconômica, né, ele teve uma
estabilidade na comparação com o mês
anterior. Se vocês olharem os dados n
certinhos que estão na na tabela um da
nota paraa imprensa, você vai ver que
teve uma ligeira variação negativa de
0,3%
eh no mês de março.
eh de uma forma diferente nesse mês, né?
Ao ao contrário do que a gente vê nos
demais meses, essa ligeira variação
negativa de 0,3%
foi puxado pela concentração de resgate
da dívida pública eh no mês de de março.
O saldo total, né, o estoque da de
títulos da dívida pública, eh, diminuiu
no mês 3,1%.
Né? Isso é um processo eh normal de
acordo com a estratégia de gestão,
gerenciamento da dívida pública da
Secretaria do Tesouro Nacional. Nesse
mês teve uma concentração de resgates
líquidos, eles diminuem o sal, isso
puxou para baixo, né, o crédito
ampliado. No sentido contrário, ou seja,
no sentido de expansão do crédito, eh
nós devemos destacar a os saldos da
dívida externa, compostos tanto pelos
empréstimos externos, títulos emitidos
no mercado internacional, mas também pel
aqueles títulos no país, principalmente
títulos públicos, que são detidos por
investidores não residentes. O
raciocínio aqui são e não residentes,
ofertando crédito para residentes na
economia brasileira, independente de
qual moeda está sendo feita essa
transação, independente de qual mercado.
Então esse saldo da dívida externa em
março se elevou 2% e também os
empréstimos do sistema financeiro
nacional cresceram 0,8%.
Ou seja, foi apenas essa concentração de
resgate de dívida pública que reduziu o
crédito ampliado no mês. Quando a gente
olha eh para um prazo temporal mais
longo, faz a comparação dos saldos de
março de 2026 com março de 2025, né, nos
últimos 12 meses, o crédito ampliado se
expandiu 11,2%
e dessa vez, né, nesse horizonte
temporal, que evita assim uma
concentração específica num determinado
mês, eh o principal fator por trás do
crescimento do crédito ampliado foi
exatamente o saldo dos títulos da dívida
pública, que aumentou 13,2%. por se
vocês fizerem as contas com os dados em
reais na tabela um, eh apenas os títulos
da dívida pública responderam por 41% do
crescimento eh do crédito ampliado como
um todo, né? Se a gente considerar todos
os instrumentos de dívida, eh aqueles da
dívida pública também, os títulos
privados e os títulos securitizados, né?
Esse mercado de capitais ampliado, que
inclui o mercado de capitais privado e
mais a dívida pública, respondeu por 60%
do aumento n do crédito ampliado eh no
mês de março de 2026 comparado com março
de 2025. a gente tem sempre dado ênfase
nesses aspectos, né, do mercado de
capitais e também no da dívida externa,
que é para mostrar a relevância eh
estatística e macroeconômica desse
conceito de crédito ampliado, que é
exatamente esse mais abrangente, ao
invés da gente apenas olhar, né, para as
estatísticas do sistema financeiro
nacional, que são aquelas estatísticas
bancárias tradicionais pelas quais a
gente tem mais informações, né, de
prazos, de taxa de inadiplência, de taxa
de juros, de concessões e tudo é é
relevante, né, complementar aquela
análise com essas informações eh do
crédito ampliado. Dentro do crédito
ampliado, nós segmentamos, né, o crédito
ampliado total em crédito ampliado ao
governo geral, às empresas e às
famílias. E acho que é relevante aqui a
gente olhar o crédito ampliado para as
empresas, né, que a gente soma também os
empréstimos bancários, o mercado de
capitais privados e a dívida externa
voltado para as empresas. Esse montante
atinge R,1 trilhões de de reais, o que
dá um pouco eh por volta de 55% do PIB,
com um crescimento de 1,5% no mês, eh,
7,4% em 12 meses. E aqui também no mês
de março se destacaram, né, os títulos
da dívida privada. Nesse caso, eh, houve
um crescimento de 2,6%.
E os empréstimos da dívida externa, que
também se expandiram 2%. Nesse caso dos
empréstimos, é relevante a gente
destacar que uma parte dessa expansão
dos saldos veio da da variação da taxa
de câmbio. A taxa de câmbio em março se
depreciou 1,4%.
Isso aumenta os saldos daqueles
empréstimos que são feitos em moeda
estrangeira quando convertidos em real,
né? Então uma parte pelo menos desses 2%
de crescimento da dívida externa veio da
variação cambial, né? Os empréstimos do
sistema financeiro nacional para as
empresas cresceram 0,9%.
Eh, quando a gente olha aquela mesma
comparação em 12 meses, a alta do
crédito ampliado que eu que eu já
mencionei de 7,4%,
eh foi decorrente fundamentalmente dos
títulos da dívida, eh, privados,
eh, que cresceram 17 eh%, né, 3/4 do
total da expansão do do crédito ampliado
para empresas nesses 12 meses decorreu
desse mercado de dívida privado. Os
empréstimos do SFN e foram 35%, né,
representaram 35% desse crescimento.
Como 75% mais 35 dá mais de 100, é o a
diferença disso é que os saldos da
dívida externa se reduziram no período,
né? Eh, com isso, eh, quando a gente
olha as empresas também e para destacar
a relevância, né, do crédito ampliado
pro setor não financeiro,
especificamente esse voltado para as
empresas, quando a gente olha eh pro
crédito do sistema financeiro nacional,
a gente está no final das contas olhando
para 1/3 do crédito total que é
disponibilizado para as empresas, né?
Isso é importante quando a gente fala,
por exemplo, eh, que as operações de do
Mercado Livre para pessoas jurídicas de
capital de giro de longo prazo, que são
muito associados aos investimentos, elas
estão com um dinamismo mais fraco, né?
Uma parte da explicação é pela própria
maior dinamismo dos títulos privados no
mercado de capitais, né? Então, os
empréstimos do sistema financeiro
nacional representam 1/3, 32,8 para ser
mais preciso, eh, do crédito para as
empresas. A dívida externa representou
agora em março 28,5% desse total. E os
títulos de dívida, quando a gente soma
os títulos de dívida privada, os
instrumentos securitizados, eles já são
a maior fatia, né, desse bolo. 35,5%.
a gente pode dizer que eles não iss são
divididos em três parcelas praticamente
iguais, mas a gente já vê que o maior
dinamismo dos títulos de dívida do
mercado de capitais eh fez [roncando]
com que eles representassem já a maior o
maior montante, né? Bom, isso eh era o
que nós tínhamos a apresentar a partir
dos dados da tabela um sobre o crédito
ampliado. E agora a gente passa pro pro
crédito no sistema financeiro nacional
que estão nas tabelas eh 2 a eh 26.
da nota para imprensa, assim, com
bastante mais detalhes, como a gente
sempre faz, vamos analisar primeiro o
conjunto, né, o o crédito bancário em
termos macroeconômicos, olhando se a
evolução dos seus saldos, concessões,
taxa de juros e taxa de inadimplência
para depois olhar dentro daquelas
modalidades específicas as que foram
mais representativas do comportamento do
crédito neste ano, neste mês.
Os saldos do crédito do sistema
financeiro nacional chegaram a 7,2
trilhões em março, com aumento de 0,9%
no mês, 9,7% em 12 meses. Neste mês,
quando a gente separa entre crédito
livre e crédito direcionado, pessoas
físicas e pessoas jurídicas, a gente tem
que olhar eh mais pro crédito livre, que
foi mais dinâmico, cresceu 1,1%,
enquanto o direcionado cresceu 0,7.
e também para as pessoas físic para as
pessoas jurídicas, né, que cresceram os
mesmos 1,1% do crédito livre, enquanto o
crédito à famílias cresceu 0,8. Então,
nessa combinação, crédito livre e para
pessoas jurídicas cresceu mais no mês. A
gente tem aquele ponto que a gente
sempre faz nos meses que encerram o
trimestre, que são eh que é o aspecto do
ajuste do da importância sazonal da
modalidade desconto de duplicatas e
recebíveis que cresce. a cada final de
trimestre, março, junho, setembro e
dezembro. Então tem um pouco de impacto
sazonal aí, mas a gente vai ver o
comportamento também das demais
modalidades.
Quando a gente olha o a variação dos
saldos em 12 mesas comparando março de
26 com março de 25, a gente tava tendo
uma trajetória que estava razoavelmente
bem definida de desaceleração do crédito
de, ou seja, a cada mês que passava,
nessa mesma comparação de 12 meses, a
gente viu uma taxa de crescimento menor,
ou seja, o crédito continuava crescendo,
continuava se expandindo, mas taxas
menores, né, neste mês de eh de março,
Aparentemente a gente teve uma
interrupção que pode ser pontual nesse
nesse processo. Se a gente olha taxa de
crescimento do crédito como um todo de
março e compara com a mesma taxa em
fevereiro, elas são iguais. Eh, em
fevereiro foi 9,6, em março 9,7,
né? Eu sei que você pode dizer que teve
um aumento, uma aceleração de 0,1 ponto
percentual. É verdade, os números embas.
Mas eh como vem numa tendência de
desaceleração e esse é uma variação de
0,1 ponto percentual, eu prefiro dizer
que teve uma interrupção no momento. a
gente, claro, tem que esperar os dados
de abril, maio, os dados seguintes para
ver se é de fato é uma interrupção ou
foi só um solucio, ela volta pra
trajetória. Mas eh com os dados
disponíveis, a minha interpretação é que
houve uma interrupção que pode se
revelar passageira, pode ser algo só do
mês de março nessa trajetória de de
desaceleração, né? Como toda eh essa
interrupção, né, a gente vai ver algumas
modalidades em que essa estabilidade é
mais clara, outras que eh tiveram ainda
essa tendência de desaceleração.
Vamos olhar cada uma dessas com um
detalhe. No caso do crédito total, eu já
mencionei que ele variou de 9,6 para 9,7
na passagem de fevereiro para março,
sempre considerando a variação em 12
meses. Esse valor é bastante abaixo do
pico recente da série que foi em
fevereiro de 2025, quando atingiu 12,3%.
Se a gente olhar o crédito uma pessoa
jurídica, a gente vai ver que foi a,
digamos assim, a fonte dessa, eh, dessa
interrupção da desaceleração. O crédito
a pessoas jurídicas.
eh se recuperou, né, ele, ou seja, ele
acelerou, passou de 7,2
eh% em fevereiro para 7,6%
eh em março. Mas se a gente olhar a a
série toda, né, essa passagem de 7,2
para 7,6% é é uma aceleração, claro, mas
ainda é um percentual bastante inferior
ao de janeiro, por exemplo, que são dois
meses atrás e que a taxa de crescimento
era 8,3. Então, é uma aceleração, mas eh
a gente deve olhar isso como uma coisa
limitada. Se a gente olhar o crédito
para pessoas físicas que crescem mais
rápido do que pessoas jurídicas, ele
permaneceu na trajetória de
desaceleração.
A gente estava com uma variação de 11,2%
em fevereiro, passou para 10,9
eh% em março, né? Se a gente olhar outra
abertura eh entre crédito livre e
crédito
eh direcionado, nos dois casos a taxa de
variação foi eh exatamente a mesma. O
crédito livre era 7,7% em fevereiro,
continuou 7,7% em março, no direcionado
era 12,3% em fevereiro, continuou 12,3%
em março. Então, eh, do meu ponto de
vista, olhando pro crédito como um todo
e também as desagregações, a gente teve
uma, em máximo, uma interrupção nessa
trajetória de desaceleração. E aí vamos
esperar as próximas divulgações
estatísticas para ver eh de fato o eh
como isso evolui, né? Se se retoma uma
trajetória de desaceleração ou se ela
foi interrompida de fato. Quando a gente
olha as concessões, a gente para fazer
análise mensal, a gente dissazonaliza a
série das concessões. Elas recuaram 1,5%
eh no mês de março depois desse ajuste
sazonal. Esses dados estão na tabela
dois e na tabela três. Eh, a gente teve
redução na na série de estacionalizada
do crédito livre, 1,7%, também no
direcionado, 1,2%.
Eh, e no caso dos créditos para pessoas
jurídicas também houve uma uma redução
2,1%, enquanto nas famílias teve uma
variação positiva pequena de 0,2%, ou
seja, a gente teve eh em março uma um
nível de concessões menor do que em
fevereiro depois do ajuste por
sazonalidade dias úteis, né? Isso é
muito importante porque eh na tabelas,
nessas tabelas iniciais, a gente tem a
informação alizada. Quando vocês forem
analisar as concessões na nas tabelas de
concessões, né, essas opera essas
informações não estarão disso
analisadas. E e claro, por causa do
carnaval, essa coisa, março teve quatro
dia úteis, dia útil, dia ú dias úteis a
mais do que o de o fevereiro. Então isso
é relevante quando a gente for olhar as
modalidades, né? Eh, a a o terceiro
ponto agora são as taxas de juros. As
taxas de juros médias de todas as
concessões do sistema financeiro
nacional realizadas em março, que estão
na tabela dois ou na três, tanto faz.
Eh, ela foi a maior da série histórica
do Banco Central, chegou a 33,1%
e ela cresceu 0,2 ponto percentual no
mês.
Não obstante essa informação esteja
estritamente correta e de acordo com os
dados que estão na tabela e dois,
principalmente, eu acho relevante a
gente olhar que o conteúdo, a composição
desse crescimento no mês de março foi
diferente do que a gente tinha visto,
vinha vendo nos meses anteriores.
É, o crescimento das taxas de juros em
março foi puxado pelas operações do
crédito direcionado, que cresceram eh
0,7 ponto percentual no mês, que é um
crescimento bastante significativo.
Enquanto que as operações do crédito
livre elas tiveram uma ligeira variação
de 0 menos 0,1 ponto percentual, ou a
gente pode dizer que permaneceram
estáveis, né? Então o o que que
aconteceu em março? Eh, quando a gente
fala em taxa de juros, eh, e ciclos de
alta de taxa de juros ou ciclos de baixa
da taxa de juros, né, a gente tá
falando, eh, fundamentalmente em como os
ciclos da política monetária se
transferem, impactam, né, os ciclos da
taxa de juros do crédito bancário, nesse
caso aqui. E então a gente deve esperar
que que seja principalmente no mercado
livre de crédito de taxas livres, que a
gente veja esses impactos, né? É claro
que com as modificações eh já nos
últimos 10 anos ou mais no crédito
direcionado, elas também impactam, mas o
foco, eh, na minha opinião, é no crédito
livre. E era isso que a gente estava
vendo, o crédito livre, a as taxas de do
crédito livre nesse período de, eh,
aperto de política monetária que a gente
viu até alguns meses atrás, ele vinha eh
crescendo mais do que as taxas do
crédito direcionado. Acho que esse era o
comportamento esperado. Eh, o que houve
no mês? Então, se você olha só o crédito
livre, você pode dizer que as taxas
permaneceram estáveis em 48,3% ao ano ou
tiveram uma redução de 0,1 ponto
percentual. Eh, esse é uma interpretação
das taxas de uso no mês de março. Quando
você olha pro crédito direcionado, essa
elevação de 0,7 ponto percentual é uma
coisa que não é uma uma variação muito
grande, que não se deve esperar, assim,
não é o esperado para acontecer no mês.
Então, quando você olha o que aconteceu,
eh, é um aumento na taxa de longo prazo,
na TLP, que é indexada a a taxa de de
inflação. Então isso se transmite mais
rapidamente pra
pras taxas de juro do conjunto das
operações contratadas naquele mês, né?
Operações do do BNDS, por exemplo. Então
foi esse o aumento, né, numa na taxa de
inflação, o valor mais acima, eh, que
pode ser seguido pelo retorno dessas
operações. A gente tá falando aqui eh da
do impacto da da variação mensal, né, da
inflação impactando a TLP. né? E ele é
um um a TLP é um importante indexador
desse crédito direcionado. Então,
aumentou a TLP, isso se traduziu eh
diretamente, imediatamente no aumento
das taxas de uso do crédito direcionado.
Inclusive, se a gente olhar os spreads
do crédito direcionado, o spread
permaneceu estável, ou seja, o spread é
a diferença entre o quanto o banco paga
para captar recursos e o a taxa a qual
ele empresta, né? Então o se a taxa de
us cresceu 07 pon percentual e o spread
variou zero, isso significa que o custo
de captação também cresceu 0,7. Então, o
que aconteceu no mês foi um aumento do
custo de captação por causa do aumento
da TLP, representou um aumento nas taxas
de juros, eh, repassado inteiramente, ou
seja, é como se os se não teve variação
de margem ou outros custos de banco, só
uma aumento da taxa, eh, de captação que
se transferiu inteiramente para as taxas
eh de juro.
Se a gente tiver e um recol nas taxas
mensais de inflação, a gente vai ver
esses essa subida de 0,7 desaparecer,
né, de um mês pro outro, eh, em termos
da das operações do direcionado, né?
Então, eh, é claro que está correto
dizer que as taxas de juros no mês de
março, 33,1% pro conjunto do crédito do
sistema financeiro nacional por as
maiores da série. Mas eu acho que faz eh
bastante sentido a gente ter essa essa
eh análise diferenciada entre crédito
livre e crédito direcionado para que a
gente não eh eh passe passe a a uma
análise mais adequada e principalmente
para olhar no mês seguinte, eh não se
surpreender nem com o aumento do crédito
direcionado de 0,7 nesse mês, mas nem
com, por exemplo, um eventual hipotético
redução de 0,7 ponto percentual no mês
seguinte, né? Essa é fruto da das
variações da TLP. Eh, acho que isso fica
mais claro quando a gente olha os dados
eh da tabela dois, separando a taxa de
juros entre livre e direcionado. E ao
invés de olhar o dado de março, que
aumentou 0,1 ponto percentual, eh,
desculpe, reduziu 0,1 ponto percentual
livre, aumentou 0,7 o direcionado, a
gente olha para qualquer outra outra
métrica temporal, né? Se você olhar no
trimestre, pôr as taxas livres que
aumentaram 1,6 ponto percentual,
enquanto o direcionado aumentou 0,7.
naquela trajetória de que, ó, enquanto
você tem um ciclo de política monetária,
ele se transfere paraas taxas de crédito
de juros do crédito livre,
principalmente. Quando você olha os
últimos 12 meses, a taxa do crédito
livre cresceu 4,4 ponto percentual,
enquanto a do direcionado reduziu 0,6
ponto percentual, mostrando que eles
têm, e é por isso que chama direcionado,
né? eles têm dinâmicas eh diferentes.
Então, bom, no final das contas eh a
gente teve, se olhar pro crédito livre,
uma estabilidade nas taxas e de novo, da
mesma forma que a gente falou da
aceleração ou da, desculpe, da
interrupção, da desaceleração do
crédito, a gente tem que ver mais
informações, né? tem que eh aguardar
novos dados e tudo para ver se o crédito
livre já fez a interrupção naquela
trajetória de crescimento de taxas ou só
paralisou eh neste mês. Se a gente olhar
com detalhes dentro do crédito livre o
que que aconteceu nas principais
modalidades, nós vamos ver reduções no
crédito livre pessoas jurídicas nas
modalidades de desconto de duplicatas.
Caíram 0,6 ponto percentual. Mas atenção
que aí tem um aspecto também de eh fator
sazonal quando você tem o o o final de
trimestre, que aqueles maiores
devedores, né, vão lá pegar suas linhas
de crédito em maior magnitude e aumenta
as concessões, aumentam os saldos. Esses
eh devedores também tm um melhor perfil
de risco e
eh recebe essas operações de crédito com
taxas mais baratas. Então, a parte desse
desconto duplicato, dessa redução no
desconto duplicado é sazonal. Mas também
ocorreram reduções na modalidade de
aquisição de veículos para pessoas
jurídicas e no cartão rotativo para
pessoas jurídicas, né? Nos dois casos,
uma redução de 0,5 ponto percentual, né?
Eh, o uma taxa que cresceu para as
pessoas jurídicas no mês foi, por
exemplo, o financiamento de importações,
né? Eh, no crédito livre para pessoas
físicas ocorreu a redução no consignado
e a taxa de juros reduziu 0,2 ponto
percentual. Essa redução no consignado
foi puxado pelo consignado privado que
reduziu 2,6 ponto percentual. eh é a
modalidade que tem taxas mais elevadas
dentro do consignado, mas ele eh teve
uma redução no mês. Aquisição de
veículos para pessoas físicas também se
reduziu a taxa, 0,7 poncentual no mês.
Composição de dívidas de pessoas físicas
teve uma taxa de juros reduzida em 4,5
ponto percentual e o cheque especial
caiu 8,4 poncentual, né? A modalidade
que cresceu os juros no na pessoa física
foi o crédito pessoal não consignado,
cujas taxas aumentaram 4,9%.
E também é uma modalidade que tem taxas
mais elevadas, né? Então, quando a gente
olha esse conjunto das operações do
crédito livre, a gente vai ver para
pessoas jurídicas teve redução em
algumas modalidades, aumento em outras.
eh, no crédito livre para pessoas
físicas também teve redução, é uma boa
parte das modalidades e aumento eh em
outras. Dessa forma, eu acho que fica
claro esse balanceamento que gerou essa
estabilidade nas taxas de uso do crédito
livre. Eh, quando a gente olha os
spreads, eles eh também reduziram no
mês, reduziram 0,3 ponto percentual,
chegaram a 21,8 ponto percentual no mês.
Eh, na inadimplência, olhando o conjunto
do crédito, a inadimplência diminuiu 0,1
ponto percentual em março, eh, para
4,3%.
E aqui, eh, quando a gente vai falar de
inadimplência, eu acho que é relevante
relembrar, a gente tratou disso na
coletiva de imprensa eh sobre as
estatísticas de crédito do mês de março,
que é relembrar aquele estudo que
consta, né, do último relatório de
política monetária, que apresenta uma
análise contrafactual bastante detalhada
da evolução da ENAD de imprensa, olhando
os dados individualizados, os
microdados, se vocês quiserem. Eh, e
mostrando que no último ano metade eh do
impacto de elevação da inadimplência se
deu eh a em função de alteração eh da
regra prudencial que orienta, né, os
bancos ao fazerem a sua eh avaliação de
créditos, né? Então, se a gente olhar
nos últimos 12 para essa taxa de 4,3% de
inadimplência, nos últimos 12 meses
houve uma alta de 1 ponto percentual.
Então, grosso modo, para assim,
aproveitando aquele exercício
contrafactual, a gente pode dizer que
desta alta de um ponto percentual 0,5,
ou seja, a metade dela ocorreu por,
digamos, aumento na inaniplência de
fato, os outros 0,5 ocorreram pelo
impacto nas estatísticas da mudança eh
regulamentar, né? Se a gente olha o
crédito livre, ele também reduziu 0,1
ponto percentual no mês, aumentou 1,2
ponto percentual em 12 meses e dá para
fazer as mesmas contas.
Bom, eu queria falar então rapidamente
das principais modalidades, depois
endividamento, comprometimento de renda
e eh com isso a gente encerra a essa
primeira parte da coletiva nas
modalidades dentro do crédito livre para
pessoas jurídicas. Acho que o desconto
de duplicatas irrecebíveis se destaca
como faz a cada trimestre, né? Então,
por efeito sazonal desses dados de final
de trimestre, ele teve um crescimento de
8,5% nos saldos e de 35% nas concessões.
Aí tem tanto o fato de março, assim como
junho, setembro e dezembro, terem
concessões mais fortes, quanto aquele
aspecto que eu mencionei de março ter
quatro dias úteis a mais do que em
fevereiro, né? em 12 meses, eh, existe
uma redução nos saldos de 10,7% e
redução nas concessões de 2,6%.
E acho que comparar os dados de 12 meses
com os dados no mês mostra bem o impacto
desse eh efeito sazonal. A gente teve um
efeito sazonal muito forte que provoca
crescimento no mês de março, mas quando
se olha março de 26 ou março de 25, ou
seja, o mesmo efeito sazonal presente, a
gente tem uma redução nos saldos. Quando
você olha os últimos 12 meses até março,
com os 12 meses anteriores, a gente tem
uma redução nas concessões, né? Acho que
olhando esse período mais longo, a gente
vê eh claramente essa tendência de
desaceleração que eu falei eh no começo,
né? Eh, como eu já havia mencionado, a
taxa de juros se reduziu no mês de
março, 0,6 ponto percentual. também tem
algum efeito sazonal, mas é importante
observar que quando a gente olha os 12
meses e tira, portanto, esse efeito
sazonal, ela também se 0,4 ponto
percentual, ou seja, tem eh uma redução
de fato aí na taxa dos descontos
duplicatas. A inadimplência dessa
modalidade é bastante baixa, 0,8%,
e ela ainda reduziu 0,1 ponto percentual
no mês. Eh, quando a gente olha o
crédito, eh, o capital de giro para as
empresas, a gente tá falando aqui de Rio
trilhão deais, né? 31% do crédito livre
para pessoas físicas, 31% desse total. e
ele teve uma uma estabilidade no mês,
variou 0,2, né, %, como vem acontecendo,
ele teve uma redução no longo prazo, um
aumento eh no curto prazo. E aí a gente
tem sempre falado de uma transferência
das operações eh do mercado bancário de
capital de giro de longo prazo para o
mercado privado de capitais, com títulos
securitizados, por exemplo. Mas
eventualmente a gente pode começar a
pensar também numa migração de prazos
dessa operação de capital de giros, né,
de capital de giro, além de migrar,
digamos assim, para fora do setor
bancário, pro mercado de capitais,
também eh tá tendo ofertas de prazo
menor nessa modalidade. Mas se você
olhar como um todo, ela permaneceu
estável no mês. E, ela tá estável também
nos últimos 12 meses, com a mesma
variação de 0,2% e o mesmo crescimento
do curto prazo e redução no longo prazo.
Eh, a gente teve eh em termos de taxa de
juros, né, taxas de juros estáveis no
mês, eh, em 24,1%.
E quando a gente olha as taxas de juro
do capital eh de giro, a gente tá
falando de taxas sobre quase 1/3 do
crédito livre para pessoas jurídicas.
Então, eh, com concessões fortes no mês,
né, cresceram 23%.
Se a gente olha essa estabilidade no nas
taxas de juros do capital de giro, a
gente vai ver também ela se traduzindo,
se transferindo para pro conjunto, né,
das taxas de juros do crédito livre para
pessoas jurídicas e também ajudando a
explicar aquela estabilidade da taxa de
juro do crédito livre como um todo que
eu havia mencionado, né? Essa é uma
modalidade que a taxa de inadimplência
chegou a 4,3%, teve uma alta de 0,2
ponto percentual no mês, né? Eh, eu eu
vou pular aqui a tabela do do
direcionado, só dizer que eh o
direcionado para pessoas jurídicas
também cresceu no mês de março, 1,2%.
Ele foi puxado pelas operações de
crédito rural e os financiamentos eh do
BNDS. Mas é só esse breve comentário de
fato. Em relação ao crédito para pessoas
físicas, né, no livre, eu acho que o
destaque se mantém, como tem sido nas
últimas notas, pro crédito consignado. A
gente tá falando de 30, 31% do total do
crédito livre, ou seja, uma modalidade
relevante e com um dinamismo mais eh
acentuado. O crédito livre para pessoas
físicas como um todo cresceu 1% no mês e
o direcionado cresceu 1,7.
O, desculpe, o consignado cresceu 1,7,
mas dentro do consignado, se a gente
olhar aquele consignado privado, ele
cresceu 10% os seus saldos no mês, né?
Ah, claro, o crédito consignado paraos
servidores públicos subiu 0,6, o crédito
consignado para beneficiários do INSS
subiu 05, mas o destaque vai, né, pro
pro setor eh privado. Se você olhar, por
exemplo, nos últimos 12 meses, que é a
gente tá em março, nas estatísticas, a
gente tá em março, eh a gente pode dizer
que o primeiro mês do consignado
privado, daquele crédito ao trabalhador
dentro do consignado privado, ele
começou em abril. A gente tá basicamente
comparando quando faz os 12 meses, esse
é o último mês que a gente vai poder
fazer isso, né? Um período com crédito
ao trabalhador cheio com um período em
que ele não existia. Na verdade, ele
começou em março, mas pegou só um um a
parte pequena do mês. Então, se a gente
olhar isso, eh,
85%
do crédito, do crescimento do crédito
consignado nesses 12 meses, de março de
26 a março de 25, 85% do crescimento do
consignado total veio da modalidade
consignada ao setor privado, aos
trabalhadores do setor privado, eh,
claramente em função do crédito ao
trabalhador, né? Eh, se você olhar
eh, e o o crédito o consignado do setor
privado isoladamente, ele cresceu 142%
nesse período. Ele, ou seja, aumentou
uma vez e meia seus saldos. Eh, em
reais, é como se o consignado total
tivesse crescido R bilhões de reais no
nesses 12 meses e o consignado do setor
privado cresceu 60. Então, do
crescimento total de R$ 70 bilhões deais
eh do consignado total, 60 bilhões veio
do consignado privado. Eh, a gente teve
também eh crescimento das concessões no
mês muito forte, de 24%. Lembrando
novamente que essa informação não tá
dissonalizada e tem quatro dias úteis a
mais nesse mês. Eh, o consignado privado
desses 24%, né, assim, dentro desses
24%, o consignado privado cresce 50. né?
Eh, se você olhar em 12 meses, é mais
evidente isso ainda. E quanto o
consignado total cresce 5% em 12 meses,
puxado para baixo pelo crédito
consignado a beneficiários do INSS e
caiu 38,8% nas concessões, o crédito
consignado privado cresce 276
eh%, né?
Eh, bom, as taxas de juros do
consignado, elas se reduziram 0,2 ponto
percentual no mês, atingiram 28%.
E a redução aconteceu em todas as
modalidades. O consignado privado
reduziu 2,6 ponto percentual,
beneficiários do INSS reduziu 0,2 ponto
percentual e os servidores públicos
reduziu 0,1 ponto percentual. Então, eh,
quando a gente olha uma modalidade que
tem, eh, 1/3 do um pouco menos de 1/3 do
crédito livre pessoas físicas, a gente
olhar uma redução nas taxas de juros,
também é uma explicação daquela
estabilidade que eu havia mencionado
para as taxas de juros do crédito livre
como um todo, né?
Eh, se a gente olhar a inadimplência, a
inadimplência ficou estável em 2,9%,
mas aqui é importante eh, digamos assim,
quebrar essa inadimplência em
submodalidades,
porque o crédito consignado, dada a sua
garantia e tudo, é uma modalidade com
baixas taxas de inadimplência, que se
reflete numas taxas de juros menores que
as demais. Essa inadimplência ficou
estável em 2,9%
pela redução nas modalidades, né, pro
setor público e beneficiários do INSS,
mas ela cresceu pro consignado ao setor
privado. E essa inadimplência do na
modalidade consignada ao setor privado
que tem o crédito ao trabalhador dentro
dela de uma forma relevante, ela vem
crescendo, né, no mês de março atingiu
6,6%,
cresceu 0,2 ponto percentual no mês. Mas
se você olhar e a série histórica, ela
tem um piso recente em novembro de 2025,
piso de 4,9%,
e de novembro para cá ela passou de 4,9
para 6,6%, que cresceu 1,7 ponto
percentual nos últimos 4 meses. Esse é
do meu ponto de vista, um crescimento
bastante significativo, né?
Ah, a outra modalidade
do crédito livre para pessoas físicas é
o o crédito pessoal não consignado. Eh,
ele se reduziu um pouquinho no mês ou
ficou estável, né? Variou menos 0,2
e%. Mas ele é uma modalidade que tem
tido também dinamismo, né? Nos últimos
12 meses cresce cresce 15%. Como eu já
havia mencionado, suas taxas de juros
cresceram, cresceram 4,9 pontos
percentuais e chegaram a 117,1%.
Eh, e isso mostra bem a diferença entre
dois créditos, duas operações de crédito
que tem, eh, em tese, a gente imagina,
né, tem basicamente a mesma finalidade.
Ambos são crédito pessoal. Um é
consignado e tem eh taxa de juros de 28%
ao ano. é não consignado e tem taxa de
juros de 117% ao ano, mostrando a
diferença eh de você conseguir, né, uma
consegnação, conseguiram ofertar
garantias para essa modalidade de
crédito e possivelmente a importância
dessa, eh, do do programa do crédito ao
trabalhador, que eh faz com que no curo
trabalhador do setor privado não seja
necessário você ter um convênio entre a
empresa em que você trabalha e eh a
instituição financeira, né, por meio do
eocial você consegue acessar esse
crédito, né? A taxa de inadimplência do
não consignado, embora tenha reduzido
0,4 ponto percentual no mês, é bastante
elevada. Em comparação ao consignado,
ela chegou a 8,9
eh%.
Eh, uma palavra rápida sobre o cartão de
crédito para para encerrar essa parte de
modalidades. O cartão de crédito cresceu
1,9% no mês. Isso tá vinculado às
operações do cartão à vista e tá
vinculado ao fato de março ter quatro
dias úteis a mais do que do que
fevereiro. Eh, as operações todas do
cartão de crédito chegaram a 713 bilhões
de eh de reais. E como eu disse, o
cartão à vista cresceu 2,2%, cresceu
acima eh do do cartão como um todo,
mostrando que foi ele que puxou a coisa,
né? Eh, as operações do cartão rotativo,
o saldo dessas operações do cartão
rotativo no mês, por exemplo, se
reduziu, né, 1,6%, né? Mas as taxas de
juros desse cartão rotativo, muito
embora tenha tido uma queda de 7,6 ponto
percentual no mês, permanecem acima de
400% ao ano, 428,3
eh por ao ano. E se a gente junta e
essas taxas de juros com uma
inadimplência do rotativo que chegou a
61% no mês, a gente vai ver que essa é
uma modalidade eh extremamente peculiar
no conjunto das modalidades eh de
crédito do Brasil. uma operação eh de
caráter absolutamente emergencial, sem
garantias, na qual eh o cliente do
sistema financeiro entra nessa
modalidade porque eh não pagou
integralmente sua fatura do cartão de
crédito. Então, embora estatisticamente
essa não seja a definição, é como se ele
já entrasse nessa modalidade na implant.
eh é uma modalidade para ser evitada a
todo custo por todos os clientes do
sistema financeiro nacional que devem
buscar eh, enfim, evitar cair, né, no
cartão rotativo e se não for possível,
né, se não tiver eh como eh evitar cair
no cartão rotativo, sair dele mais
rápido possível. É, é claro que não é
fácil, as coisas eh podem ficar
apertadas, tudo, mas eh as instituições
financeiras estão eh tem a a obrigação
de oferecer aos clientes modalidades de
taxa de juros com eh taxa de juros mais
baixas e prazo mais longo pro pagamento.
Então, eh, uma busca com o o o gerente
ou com a sua instituição financeira, eh,
de uma renegociação dessa dívida para
sair o mais rápido possível do cartão
rotativo e é fundamental. E se a sua
instrução financeira, por alguma razão,
não lhe oferecer eh condições mais
favoráveis, busque outra e faça a
portabilidade desse seu crédito para
outra instituição, buscando uma
modalidade, uma composição de dívidas
com eh taxas mais baixas e prazos mais
longos, né? Eh, bom, com isso eu encerro
a parte das operações de crédito do
sistema financeiro nacional. Eh, na
tabela 27 da nota paraa imprensa, vocês
vão eh encontrar as estatísticas de
endividamento das famílias e
comprometimento de renda. Eh, essas
estatísticas buscam comparar a eh
macroeconomicamente para todo o
conjunto, né, do país, da das pessoas
físicas do país, eh, o total da sua
renda com os seus compromissos com o
sistema financeiro. No caso do
endividamento, o objetivo é pegar o
total da dívida das pessoas físicas e
dividir pela renda anual. Essa renda
anual é estimada pelo próprio Banco
Central a partir das informações do
IBGE. a gente chama de renda nacional
disponível bruta das famílias no
conceito restrito. Então esse é o
montante total da renda acumulada nos
últimos 12 meses que as famílias eh
oferem eh nesse período de 12 meses, a
cada período anual. Então, a gente pega
o total do do endividamento das
famílias, o estoque ou os saldos e
divide por esse montante. Então, o
endividamento das famílias eh chegou a
49,9%
da renda bruta, eh renda nacional bruta
disponível eh no mês de fevereiro e eh
aumentou 0,1 ponto percentual no mês.
Como a gente tem visto nos últimos meses
uma tendência, né, de crescimento nessa
relação entre o saldo da dívida e a
renda bruta das famílias, é, esses 49,9%
de fevereiro são eh é é o percentual
recorde na série do Banco Central. Ele,
na verdade, iguala o percentual
observado em julho de 2022. Então, eh se
você colocar a série num gráfico, você
tem uma tendência de crescimento que
culmina em julho de 2022 com 49,9%.
Ela depois começa a se reduzir, faz como
se fosse um um U bem suave assim, começa
a se reduzir, volta a crescer nos
últimos meses e repete agora em
fevereiro de 2026 esse percentual de
julho de 22. O outro conceito que nós
temos na mesma tabela 27 é o
comprometimento de renda. a relação, o
objetivo é é o mesmo, mas é um pouquinho
diferente. A gente quer olhar aqui nesse
caso, a partir desse saldo da dívida que
a gente analisou no endividamento, a
gente quer olhar no comprometimento o
quanto daqueles saldos se transferem
para pagamentos no mês do principal e
dos juros. E aí a gente divide pela
renda nacional disponível bruta das
famílias, não o acumulado em 12 meses é
o valor daquele mês. Na verdade, uma
média móvel eh dos últimos do último
trimestre, mas é o o valor mensal. Eh,
então a gente quer olhar assim, tem
aquele estoque de endividamento, aquele
estoque de endividamento é muito
distinto entre si. você tem uma operação
de eh, por exemplo, o financiamento
imobiliário, que é uma dívida grande,
né, para comprar uma casa, mas ela tá
diluída em eh uma operação de 15 ou 20
anos. Então a parcela que mesmo sendo
saldo muito grande, a parcela que você
vai pagar é é bastante menor. Aí você
tem uma operação de um uma operação do
crédito consignado, por exemplo, que
comparado com o que você tira de
endividamento para comprar a casa, é um
valor menor, mas você só vai
distribuí-la em eh
três a 5 anos, por exemplo. Então, a
gente quer saber para cada endividamento
desses, para cada eh eh dívida dessa,
quanto é que a pessoa tem que pagar? a
cada mês de principal e juros. Para
fazer essa conta, a gente sabe eh o
total, o saldo, claro, sabe quanto foi a
concessão de cada mês, sabe qual é o
prazo médio das operações e a taxa de
juros, né? Então, a gente faz uma
estimativa, né, de quanto a pessoa eh eh
tem que pagar, né, desse dessa dívida
naquele mês e divide pela renda mensal.
Isso então é o comprometimento de renda
das famílias. Esse percentual chegou a
29,7%
em fevereiro. Ele cresceu 0,2 ponto
percentual no mês, manteve uma
trajetória de crescimento no em 12 meses
cresceu 1,9 ponto percentual e também é
a maior eh o maior percentual da série
histórica do Banco Central eh pro
comprometimento de renda. Bom, com isso,
Adriana, eu encerro aqui a a os pontos
que eu tinha preparado paraa
apresentação. Devolvo a o microfone para
você para ver aí as perguntas eh que a
gente possa ter para hoje.
>> Bom dia, Rocha. Mariana Walter da
Broadcast. Eh, eu queria só confirmar,
se falou que a taxa média de juros do
crédito total de 33,1 foi recorde da
série.
>> Uhum.
>> Eh, queria saber quando essa série
começa de ser março de 2011 mesmo.
>> Sim.
É, é, eh, sim, para as duas coisas. Ela
é a, a, a maior da série e a série
começa em março de 2011. Na maior parte
da, das estatísticas de crédito, é
assim, para as estatísticas de crédito
do sistema financeiro, todas elas que a
gente põe na nota pra imprensa, eh,
todas elas começam em março de 2011. A
gente fez, na verdade, uma
reestruturação grande nas fontes de
informação para essa estatística. Antes
a gente tinha algo que a gente chamava
crédito referencial. era uma uma
composição menor em termos de
abrangência de modalidade de crédito. A
gente revisou isso e esse processo
ocorreu entre 2011. Então, em 2013 a
gente começou a divulgar as séries novas
com essa mesma metodologia que a gente
tem hoje e a gente conseguiu retroagir a
série até março de 2011. Então, todas
elas têm a mesma eh metodologia, a mesma
abrangência de março de 2011 em diante.
Para algumas modalidades específicas
você tem uma série um pouco mais longa,
mas quando você quer falar dos agregados
é isso. Não é nada.
Natália Garcia da Folha. Eh, não, só
para com relação à extensão mesmo da
série, mas no caso da do endividamento
das famílias, quando a gente puxa pelo
sistema, pelo SGS, né, é até 2005, né,
janeiro de 2005, é isso mesmo?
>> Ou a gente considera porque na nota
imprensa começa em março de 2011.
Obrigado.
>> Isso. Eh, como eu tava dizendo, na nota
paraa imprensa, a gente eh, digamos
assim, normalizou todas eh normalizou
estatisticamente é uma eh quer dizer
outra coisa, a gente uniformizou eh o
começo das séries para março de 2011, de
forma que você vai ter na planilha eh
para para todas as séries desse março de
2011, numa tabela só pronta para para
você usar.
H nas tabelas do SGS. SGS é o sistema
gestor de séries temporais do do Banco
Central, que tá disponível no site do
Banco Central, no link de estatísticas.
É bom, quase certamente você eh deve ter
a a informação aqui. Só vou confirmar.
29037
é o endividamento.
Eh, ele começa em janeiro de 2005, de
fato. Pode?
Sim, sim, com toda a certeza. Eh, e só
para o comprometimento, 2903.
Eh, tem uma pequena diferença. O
comprometimento de renda é, pelo que eu
tô vendo aqui nos metadados, não baixei
a série, é primeiro de março de 2005 e o
endividamento primeiro de janeiro de
2005, né? Não sei qual nível de detalhe
você vai querer botar na na matéria, mas
é isso aí.
>> Bom dia, Gabriel do Valor. Eh, na
verdade, a mesma dúvida da da Natália.
É, então a gente coloca que o
>> que a série histórica que o número agora
do compromento de renda de fevereiro é o
maior desde 2005 do que ou o maior desde
2011.
>> Eh, não, assim, eh,
comprometimento de renda começa em março
de 2005. Então, você pode dizer que é
desde março de 2005. Ah, o endividamento
é janeiro de 2005. Então você também
pode dizer que é janeiro de 2005. A o
fato de
de a série na nota paraa imprensa
começar em março de 2011, não é nenhum
eh impedimento para isso,
>> certo?
É comprometimento março de 2005 e
endividamento janeiro de 2005.
e uma outra sobre o consignado privado.
Eh,
>> teve crescimento grande, né, como já
falou em março, e além da da questão dos
quatro dias ou três a mais, tem algo em
específico que aconteceu no mês passado.
Eh, dá para ver alguma sazonalidade já
ou tem que esperar um pouquinho ainda?
Eh,
bom, e estatística, eh, eh, você tá
falando das concessão
saldo, mas vamos começar pelas eh pelas
concessões.
Eh, estatisticamente
não tem como a gente falar em
sazonalidade. Claro, a série do
consignado privado começa lá em março de
2011, mas ela teve uma quebra muito
significativa em março, abril de 2025.
com a entrada do crédito ao trabalhador.
Eh,
o crédito consignado ao setor privado,
ele é mais amplo do que o crédito a
trabalhador num sentido, porque ele tem
aquelas pessoas que já usavam o
consignado privado, que tinha um
convênio entre as a empresa onde
trabalham e a instituição financeira e
que são do setor de empresas privadas,
ela tão lá e esse crédito ao trabalhador
também entrou ali. Então, nesse sentido,
ela é mais amplo. É, ela é um pouco
menos ampla no outro sentido, porque
trabalhadores de empresas estatais,
mesmo que eles estejam no crédito ao
trabalhador, eles são classificados no
setor público, né, por a questão
estatística do controle da empresa. Mas
assim, teve uma quebra muito grande com
a entrada do crédito ao trabalhador,
então ela mudou a sazonalidade da da
série. Então, não adianta a gente ainda
com 12 ou 13 meses de informação tentar
definir padrões sazonais. Não dá para
saber. Então, isso é uma coisa. O
segundo ponto eh, a fazendo uma conta eh
bem rápida aqui, eh, aproximada, você
teve em fevereiro sete eh bilhões de
concessões.
Eh, eu não me lembro de cabeça quantos
dias útis teve fevereiro, mas supondo
que fossem 18, era 400 milhões por dia.
É, nesse caso aqui de março, por
exemplo, se a gente fizer uma divisão
por 22 dias úteis, o que dá eh 20 22
dias, 4 dias úteis a mais, a gente passa
daqueles 400 para quase 500. 397 no
caso, 494 no outro. Então isso aqui
dá um crescimento de 24%, por exemplo.
Então, grosso modo, esses números são
muito aproximados, tá? Eh, tinha que ver
se era 19 aou 23 ou 18 a 22 ou 17 a 21,
mas dá para ver a conta. O o o
raciocínio que eu quero dizer é o
seguinte: se você olhar a série de
concessões, ela passa de 7,1 bilhões
para 10,9 bilhões. O crescimento é 52%.
A gente sabe que teve quatro dias úteis
a mais. Isso é relevante. Então vamos
dividir esse total para ter o que a
gente chama de concessões na média
diária. Eu diminuí o fevereiro por 18 e
diminuí o março por 22, né? Deu 397 no
primeiro caso, 494 no segundo. Então ela
cresceu 24%, 24,4.
grosso modo, eh, grandes números, a
gente pode dizer, tá, cresceu 52%,
talvez metade disso seja o número de
dias útas e a outra metade, digamos,
crescimento real nessa média diária.
Então, assim, a série, pela informação
que a gente tem em março, continua
crescendo, cresceu forte. Eh, e mesmo
que a gente eh ajuste o número de
adultos, ela continua crescendo. Então,
a gente pode dizer que ela cresceu além
desse fato dos quatro dias adultas a
mais. Não dá para dizer que é
crescimento sazonal, ainda que a gente
não consegue apurar novos padrões
sazonares nessa série. Eh, e quanto ao
que mais tem eh
eh a a a gente olhando para as
estatísticas, a gente não sabe, mas a
gente pode levantar hipóteses para
vocês, digamos assim, avaliarem com
outras fontes e tudo, a gente pode ter
um crescimento na aceitação do programa,
da generalização desse programa. a gente
teve uma redução das taxas de juros.
Então, eh, talvez algumas instituições
financeiras tenham tido uma modificação
na sua abordagem ao programa Contrast
Baixo sejam ofertado mais crédito, mas
eh nada além disso. Eu que eu consiga
falar pelo menos.
Opa.
Eh, então era isso. Eh, muito obrigado
para para pela participação de de todos
vocês. Eh, só lembrando de que a antes
do feriado de sexta-feira, nós vamos nos
encontrar aqui novamente na quinta paraa
divulgação das estatísticas fiscais pro
mês de março, encerrando essa série de
coletivas estatísticas do Banco Central
eh relativas ao mês de março. Muito
obrigado. Bom dia, boa semana a todos.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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