Coletiva das Estatísticas do Setor Externo - Abril/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais. As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$6,0 bilhões em março de 2026, ante déficit de US$2,9 bilhões em março de 2025. Na comparação interanual, o aumento no déficit decorreu, principalmente, da redução de US$1,6 bilhão no superávit comercial de bens e dos aumentos nos déficits em renda primária, US$1,1 bilhão, e serviços, US$0,6 bilhão. O superávit em renda secundária cresceu US$0,2 bilhão. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em março de 2026 somou US$64,3 bilhões (2,71% do PIB), ante US$61,2 bilhões (2,61% do PIB) no mês anterior. O superávit da balança comercial de bens atingiu US$5,6 bilhões em março de 2026, ante US$7,2 bilhões em março de 2025. As exportações de bens totalizaram US$31,7 bilhões, aumento de 9,5% na comparação interanual, e as importações de bens, US$26,1 bilhões, elevação de 19,9%. O déficit na conta de serviços totalizou US$4,8 bilhões em março de 2026, ante US$4,2 bilhões em março de 2025. Houve aumentos das despesas líquidas em telecomunicação, computação e informações (27,4%), totalizando US$0,9 bilhão; em serviços de propriedade intelectual (9,2%), somando US$1,2 bilhão; e nas despesas líquidas de transporte (7,5%), para US$1,2 bilhão. As receitas líquidas de outros serviços de negócio aumentaram 53,0%, somando US$0,7 bilhão. As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$1,1 bilhão, 68,3% superiores às de março de 2025, com receitas estáveis, US$0,9 bilhão, e aumento de 27,8% nas despesas, de US$1,6 bilhão para US$2,0 bilhões. Para mais informações acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticassetorexterno
Transcrição e Conteúdo
Olá, pessoal. Bom dia. Vamos dar início agora a nossa coletiva das estatísticas do setor externo. Eu reforço que os colegas que estão participando online, que quiserem enviar perguntas, fiquem à vontade que eu repasso aqui pro Fernando Rocha, o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central. Não, só não esquecer de mandar o nome e o veículo, por favor. Bom dia, Ferna...
agora a nossa coletiva das estatísticas
do setor externo. Eu reforço que os
colegas que estão participando online,
que quiserem enviar perguntas, fiquem à
vontade que eu repasso aqui pro Fernando
Rocha, o chefe do Departamento de
Estatísticas aqui do Banco Central. Não,
só não esquecer de mandar o nome e o
veículo, por favor. Bom dia, Fernando.
Com você.
Eh, bom dia, Natã. Bom dia a todos, né?
Vamos começar então a série de
divulgações de estatísticas do mês de
abril com os dados referentes a março,
começando hoje com as estatísticas do
setor externo e na semana que vem, na
segunda-feira, teremos a divulgação das
estatísticas de crédito e na
quinta-feira as estatísticas fiscais.
Eh, começando com os dados do setor
externo, nós vamos analisar o
comportamento do balanço de pagamentos
do Brasil, começando eh pelas transações
correntes, né? as transações correntes
eh foram deficitárias em 6 bilhões de
dólares no mês de março. Eh, quando a
gente faz a comparação internacional
interanual com os mesmos dados eh do
mesmo mês do ano anterior, a gente pode
observar que o balanço de pagamento, o
déficit em conta corrente do balanço de
pagamentos, ele praticamente ele mais do
que dobrou, né? Eh, no mesmo período, em
março de 2025, o déficit corrente
atingiu 2,9 bilhões e agora em março de
2026 bilhões, né? É importante ressaltar
que essa eh elevação eh no déficit
corrente ocorre após 3ês meses
consecutivos eh de redução interanual
eh dessas eh dessas transações correntes
que reduziram o
o défic contra corrente eh no país. Ah,
e agora a gente teve uma uma reversão.
Se a gente olhar o gráfico que acompanha
a nota paraa imprensa, eh, na no texto
da nota paraa imprensa, o primeiro eh
gráfico, a gente tem as transações
correntes, tanto em dólares nominais
quanto em percentual do PIB ao longo eh
acumulado em 12 meses, ao longo dos
últimos vários meses, desde janeiro de
2025. Nesse caso, a gente observa ao
longo do primeiro semestre de 2025 uma
tendência de estabilização,
né, do déficit em translações correntes.
Depois esse déficit começa a se reduzir,
né, com essa estabilização das
transações correntes no primeiro
semestre do ano passado. Ela, por
exemplo, no segundo trimestre do ano
passado, de maio a junho, ela estava por
volta de 75 bilhões de dólares, o que
equivale a 3,5% do PIB. Depois disso,
ela fez um processo de redução no
déficit de corrente, desde eh nessa
virada de julho para agosto até eh o mês
de fevereiro. Então ela se reduz de 75
por bilhões de dólares para 61
eh bilhões de dólares. Em percentual do
PIB se reduz quase 1 ponto percentual do
PIB de 3,5 para 2,6 n% do PIB. E agora
em março, com esse crescimento
interanual, o resultado em 12 meses, ele
aumentou novamente, passando de 61,2
para 64 eh, bilhões, né? Como esse é só
o eh uma elevação, a elevação apenas num
único mês, eh não temos como avaliar
ainda se isso é uma inflexão de
tendência, uma nova trajetória do
déficil ou se isso foi só um ponto e eh
a tendência de eh de redução das
transizações correntes será retomada nos
próximos meses, né? A gente vai
analisar, então com mais detalhes tanto
os dados eh do mês para ver onde eh
ocorreram esses essas elevações e a
gente eh segue na análise também do do
trimestre e do acumulado em 12 meses.
Então, focando nesse resultado de março
de 2026, na comparação com março de
2025, de novo, a passagem de um déficit
de 2,9 bilhões para 6 bilhões.
Isso representa uma elevação de 3,1
bilhões na no déficit de corrente. E a
gente pode ver que as principais
rubricas das transações correntes, né, a
balança comercial de bens, a balança de
comercial de serviços e a renda
primária, eh todas elas contribuíram pro
aumento do déficit neste mês. Se a gente
olhar o superait comercial de bens, mais
ou menos metade
daquele aumento de eh 3,1 bilhões, a
metade desse desse aumento veio de uma
redução eh no supera de eh da balança
comercial. Esse resultado da balança
comercial em março do ano passado eh foi
7,2 bilhões de dólares, se reduziu agora
os superáveis para 5,6 bilhões, né?
daqui a uns poucos minutinhos a gente
vai eh analisar esse resultado com mais
detalhe. Se a gente pegar o o segundo
componente que contribuiu para esse eh
aumento no déficit de corrente, a renda
primária, ela teve um aumento eh no seu
déficit nessa comparação, na mesma
comparação interanual de 1,1 eh bilhão
de dólares, né? O déficit cresceu 17,8%.
E no caso da conta de serviços, a
elevação aconteceu eh eh o o nível da
elevação no déficit foi de 0,6 bilhão,
um aumento de 13,5 eh% no déficit.
Então, se a gente olhar um pouco mais de
eh 50% desse aumento do déficit veio da
redução do superait comercial. um pouco
mais de 1/3, né, desse déficit veio e da
renda primária. Esses são os principais
fatores, olhando para as rubricas eh das
transações correntes responsáveis pelo
aumento. Então, vamos lá dar uma olhada
um pouco mais aprofundada eh no
superavit comercial, né, que representou
a metade do do aumento das transações
correntes no mês. A a balança comercial
de bens, como eu havia mencionado, eh
teve um superaft de 5,6 bilhões de
dólares em março de de 2025. Isso
representou uma redução de 22,1%
na comparação com março eh 2026, foi
5,6. Na comparação com março de 2025,
houve uma redução de 22,1%.
Eh, estes 5,6 bilhões agora de março de
26 é o menor resultado, menor superait
da balança comercial desde março de
2021, por comparando apenas meses de
março por causa da sazonalidade. Lá em
março de 21 tinha havido até mesmo um
pequeno déficit, déficit de 0,2
eh bilhão. O que nós vimos então nessa
na balança comercial deste mês foi um
aumento de importações, né, de quase
20%. bastante acima do que vinha
acontecendo nos demais meses. Eh, uma
comparação simples, ilustra quanto as
importações cresceram a mais do que nos
meses anteriores, em março. Eu olhar a
variação março contra março, as
importações cresceram 19,9%,
quase 20. Eh, e se você olhar o primeiro
trimestre de 2026 contra o primeiro
trimestre de 2025, mesmo considerando
esses 20% de março, se olhar os a
comparar os primeiros trimestres, o
crescimento das importações foi de
apenas 1%, né? Então, este resultado das
importações me parece bem fora do que
vinha acontecido no do que vinha
acontecendo eh nos meses imediatamente
anteriores, né? Se a gente olhar a a
divulgação das estatísticas feitas pela
Secretaria de Comércio Exterior, né, do
Ministério do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços, a essa
secretaria, a CESEX, é a fonte primária
dos dados para balança, eh, comercial
brasileira e divulgam eh os seus dados
com bastante desagregação e muita
tempestividade. Já foram divulgados eh
anteriormente os dados para março.
Olhando os dados da CESX, a gente vai
ver um crescimento muito significativo
eh dos itens de adubos e fertilizantes.
Eh, tanto as quantidades importadas e
quanto os preços, né, aumentaram. Eh,
além disso, a gente teve um aumento
significativo de preços eh de petróleo,
né? Então, se a gente olha os três
itens, né, é é muito eh rápida a a
ligação do aumento de preço de petróleo
com o o cenário de eh de guerra no
Oriente Médio, todas as medidas que a
gente tem eh visto. Lembrando que a
gente tá falando do mês de março, né,
das estatísticas do mês de março. Eh,
acho que a gente pode dizer que eh a
guerra atual envolvendo e Estados Unidos
e Irã e diretamente começou em 28 de
fevereiro, né, no final de fevereiro.
Então, o mês de março inteiro teve eh as
endas e vindas que nós temos
acompanhado, representando um preço
médio eh de importação de petróleo mais
elevado. No caso de eh adubos e
fertilizantes, a gente também pode dizer
que eh é possível eh avançar a hipótese
de que esse o conflito também tem
impacto aqui, demanda por por
antecipação de produtos, achando que a
que a situação pode é piorar, uma reação
defensiva dos dos importadores, né? Com
esse aumento das importações, né? a
gente eh teve um nível recorde de
importações pro mês de março, para o
primeiro trimestre do ano, comparando
com os mesmos períodos dos anos
anteriores e também pro acumulado em 12
meses. Ou seja, se a gente olha as
importações brasileiras eh para qualquer
período de tempo que usualmente a gente
acompanha aqui no no caso do mês, do
trimestre ou do acumulado em 12 meses,
elas são valores são recordes em valores
nominais paraa série histórica do Banco
Central que começa em janeiro de 1995.
os dados mensais.
No caso das exportações, eh, a gente
também viu um crescimento das
exportações, mas esse crescimento foi
menor. Crescimento cresceu 9,5%,
enquanto as importações cresceram quase
20. Eh, no caso das exportações
brasileiras, a gente teve um destaque
pro petróleo no mês. A gente também tem
um impacto eh nos preços, né? As
exportações brasileiras de petróleo eh
também tiveram o mesmo impacto em preços
do que aquelas importações que a gente
tem. naturezas, eh, tipos, né,
específico, eh, diferente de produto.
Então esse maior crescimento das,
desculpa, esse maior crescimento das
importações, eh a gente pode ligar a
efeitos eh bastante eh específicos do do
mês de março, há uma certa eh incerteza
sobre a continuidade, como esse processo
vai continuar e qual serão os impactos
eh quais serão os impactos no
comportamento de exportadores e
importadores.
Mas quando a gente olha, né, os dados
mais desagregados da CESEX, eh, parece
eh, bastante, eh, claro, né, o, o, o
impacto específico disso, o que pode
reforçar a hipótese de que a gente teve
um uma situação eh específica, né, em
relação às importações do do mês de
março, diferente da tendência que vinha
anteriormente. Então, quando a gente tem
essa eh hipótese de tentar ver a partir
dos dados divulgados até agora, qual que
ser o comportamento futuro, claro, a
gente não vai ter que esperar novos
dados, mas há eh eventualmente algumas
evidências para avaliar. Bom, isso aqui
foi aparentemente tem aspectos que
representam mais um ponto eh isolado do
que eh uma nova tendência. Eh, quando a
gente passa para olhar os dados no
primeiro trimestre,
a gente tem um déficit corrente de eh 20
bilhões de dólares, 20,3 bilhões de
dólares, representando uma redução de
10,8% na comparação com o primeiro
trimestre de 2025. Ou seja, quando a
gente pega um período de tempo um
pouquinho maior e eh não tão maior, mas
parte um pouquinho maior acumulado nos
últimos três meses, né, a gente vê eh
essa diferença específica em março, mas
ela não é suficiente para eh reverter a
a tendência que a gente viu em janeiro e
fevereiro. Então continua tendo uma
redução do déficit entrando ações
correntes quando a gente olha o primeiro
trimestre de um ano com o primeiro
trimestre do ano anterior. E o a além
disso, um outro reforço dessa hipótese é
que também nesse caso, né, eh a balança
comercial foi a primeir principal
responsável pela trajetória do déficit
corrente. Se a gente olha o dado de
março, o déficit aumentou, a gente vai
olhar no superá comercial, viu que ele
reduziu, ou seja, ele foi o principal
responsável pelo aumento do déficit de
corrente. Quando a gente observa o
trimestre, o resultado da balança
comercial também é o principal
responsável pelo desempenho do déficit
das transações correntes, mas só que ele
funciona no sentido contrário. O
superavit aumentou e com isso o déficit
corrente se reduziu, né? Então, a gente
já viu no caso do déficit corrente, no
primeiro trimestre de 25, esse resultado
foi de 22,7 bilhões de défic, reduziu
para 20,3 bilhões em no primeiro
trimestre de 26. A balança comercial, o
comportamento dela foi passar de um
superavit de 7,5 bilhões no primeiro
trimestre 2025 para eh 11,9 bilhões no
primeiro trimestre de 2026. Ou seja, se
a gente calcular em em dólares nominais,
os a transações correntes se reduziu em
2,4 bilhões e o aumento do superáit da
balança comercial foi de 4,4 bilhões. Ou
seja, ela foi bastante além, né, do
resultado eh corrente. O, o que explica
esses 2 bilhões de diferença, eh, são,
eh, foi fundamentalmente o aumento no
déficit em renda primária, né, numa
magnitude um pouco maior do que essa,
que a renda primária permaneceu na
trajetória de elevar seus déficits. E
então explica porque a gente teve um
aumento no superá de 4 bilhões, né, uma
eh diminuição 4 eh4 bilhões, uma redução
no déficit de apenas 2,4, né? a renda
primária seguiu eh em sentido contrário.
Eh, por fim, quando a gente olha o
déficit corrente nos últimos 12 meses,
ele tá em 64,
bilhões de dólares, o que é 2,7% do PIB.
Também nessa comparação bastante abaixo
no déficit corrente de março de 2025 que
chegou a 74,
bilhões, ou seja, então 10 bilhões eh de
dólares a menos.
E ele em março de 2025 era 3,5% do PIB,
agora baixou para 2,7, né? Então, a
gente tem um cenário em que desde o
segundo semestre do ano passado, os o os
déficites mensais em transações
correntes tinha uma tendência de redução
na comparação com os mesmos períodos de
anos anteriores. E agora em março houve
uma reversão da dessa dessa trajetória,
o que pode ser, né, assim, um ponto
apenas de de reversão. nós temos que
ver, né, os impactos no próximo mês para
ver eh como essa tendência continua. É
claro que a gente tá tratando ainda num
cenário eh internacional bastante
incerto. Eh, a gente vai, a próxima
divulgação são os dados do mês de abril.
Nós estamos no mês de abril e a gente
tem visto eh uma oscilação bastante
grande eh nos preços de petróleo, é o
índice de incerteza, a continuidade da
guerra com eh hostilidades, cessar fogo,
prorrogação de cessar fogo. Então, ainda
é um cenário bastante incerto pra gente
tercer mais eh avaliações prospectivas
eh sobre as transações correntes. Bom,
seguindo eh aqueles destaques iniciais
da das eh do balanço de pagamentos, além
das transações correntes, nós temos a
conta financeira do balanço de
pagamentos. E na conta financeira é o
principal destaque são os investimentos
diretos no país, aqueles fluxos de
capitais de longo prazo, eh, que em
geral se destinam a atividades
produtivas ou expansão de capacidade
produtiva no país e são a principal
fonte, né, de financiamento das
transações correntes. Em março a gente
teve eh transações correntes e
investimento direto no país, exatamente
nos mesmos montantes, né? Um déficit em
transações correntes de 6 bilhões e um
ingresso líquido de investimento direto
no país dos mesmos 6 bilhões, né? Se a
gente fizer uma comparação, a mesma
comparação interanual com os dados de
março de 2025, os fluxos líquidos de
investimento direto permaneceram eh
macroeconomicamente estáveis, na mesma
magnitude eh dos resultados de março de
2025. Se a gente olhar os valores em eh
dólares nomináis, a gente vai ver uma
ligeira redução. Eram foram 6,3
bilhões em março de 25, 6,0, né, bilhões
agora. Mas esses 4% de variação, eu acho
que são muito próximos eh de uma
situação estável, da mesma magnitude
macroeconômica dos fluxos de
investimento direto nos dois períodos.
Eh, os investimentos diretos, eles são
compostos por três modalidades. A
primeira modalidade,
eh, a gente pode denominar, e eu
denomino de novos investimentos, são
denominados como participação no capital
exclusive, reinvestimento de lucro, ou
seja, são aquelas operações em que uma
matriz no no exterior comumente, né,
manda recursos para capitalizar a sua
subsidiária no país ou esses recursos se
destinam a comprar uma empresa nova,
participação em empresas novas no Brasil
ou mesmo para criar do zero, construir
do zero. uma nova empresa como sua eh
subsidiária. Em qualquer uma dessas três
modalidades está sendo criado, estão
sendo criados novos vínculos de
investimento direto ou estão se
reforçando vínculos de investimento
direto já existentes com aumento, né, de
capital para a subsidiária aqui no
Brasil recebido pela sua matriz no
exterior. Então essa é a primeira
modalidade. Segunda dela, também na
participação do capital e também
representando um aumento, né, de capital
da empresa subsidiária aqui no país é o
reinvestimento de lucro. Nesse caso, a
diferença é que já existe uma relação de
investimento direto entre matriz e
subsidiária. Essa subsidiária aqui no
Brasil já atua em a em períodos
anteriores. Num desses períodos, ela
teve oferiu lucros e uma parte desses
lucros foi distribuída para sua matriz.
e outra parte foi reinvestida na própria
empresa, ou seja, o resultado de
exercícios anteriores eh é capitalizado
e serve para também aumentar, né, o
capital da subsidiária no país. Isso é a
segunda modalidade de investimento
direto. A terceira é uma relação de
créditos, de empréstimos entre as duas
companhias do mesmo grupo. Eh, isso a
gente chama de operações intercompanhia.
também tem a mesma finalidade, só que
com uma forma distinta, né? São a
companhia no exterior, eh, ofertando
empréstimos para sua subsidiária. Aqui
no caso de, eh, março de 2025, foi essa
modalidade, as operações Intercompanhia
que tiveram seus ingressos líquidos eh
reduzidos, né? Eles foram 2 bilhões 2,1
bilhões de dólares em março de 2025, se
reduziram para 1,7 bilhão em março de de
2026. Essa redução foi um pouquinho
maior, né? Foi 0,4 bilhão por um
investimento direto que se reduziu em
0,3, né? Os novos investimentos somaram
1,2 bilhão e os reinvestimentos, os
lucros reinvestidos, 3, eh, bilhões, né?
Então a gente tem com isso um cenário
próximo da estabilidade, né, em relação
aos fluxos de investimento direto.
Quando a gente vai ver os resultados pro
primeiro trimestre do ano, os
investimentos diretos no país eh tiveram
uma ligeira redução de 8,7%
eh e somaram ingressos líquidos de 21
bilhões de dólares no primeiro trimestre
de 2026. no primeiro trimestre de 2025
tinham sido eh 23 eh bilhões de dólares.
Eh, também nesse caso a gente teve uma
redução eh das operações Intercompanhia.
Eh, o no primeiro período 7,6 bilhões de
ingresso, no segundo 2,3 eh bilhões, uma
redução nesses nessas operações
intercompanhia. eh as os as demais
modalidades de participação no capital,
todas as duas, tanto os novos
investimentos quanto os reinvestimentos,
continuaram eh em crescimento,
apresentando crescimento. Nos últimos 12
meses, eh nós recebemos liquidamente
75,7 bilhões de dólares de eh fluxos
líquidos de investimento direto no país.
Eh, o que representou
uma situa a gente olhar uns 12 meses até
março de 26 com 12 meses até março de
25, né?
uma situação de um de uma elevação
pequena ou aproximamente da
estabilidade, né? Ela passou de 74,1
bilhões para 75,7 bilhões, no aumento de
de 1,6. E em fluxo dessa magnitude é um
crescimento de 2%, mas a gente pode
dizer que eh os valores permaneceram
estáveis eh em patamares elevados e bem
mais do que suficiente para financiar eh
o déficit em transações correntes, né?
Eh, como o percentual do PIB, a gente
tem eh
eh ingressos líquidos de 3,2% do PIB
sobre a forma de investimento direto no
país, né? Um último comentário sobre as
contas, sobre a conta financeira, eh, a
gente tem observado nos últimos meses
ingressos bastante significativos de
investimentos em portfólio no país, né?
Se a gente olhar na tabela da nota para
imprensa, a gente vai ver lá
investimentos em carteira no mercado
doméstico. São aqueles casos em que
investidores não residentes mandam
recursos pro país para serem investidos
em títulos negociados eh no país. São
principalmente títulos públicos eh
federais negociados no no SELIC e eh
ações eh negociadas na B3, né? Então,
esses investimentos são recebidos no
país, convertidos em reais e investidos
em reais no mercado de capitais
domésticos, né? Então, esses
investimentos eh estrangeiros ou de não
residentes no mercado de capitais
domésticos, né, os investimentos em
carteira no mercado doméstico, eles
vinham apresentando crescimento a h a
vários meses seguidos e agora eh em
março eles tiveram uma saída, né? Esses
investimentos têm uma característica, um
comportamento diferente dos
investimentos diretos. Eles apresentam
mais volatilidade, alternando eh
ingressos e saídas. Nos últimos 3s
meses, se a gente olhar dezembro,
janeiro e fevereiro, eles tinham um
ingresso líquido bastante significativo
de 18 bilhões de dólares, 18,3 bilhões.
E agora em março, né, tiveram uma saída
de 2,9 bilhões, né?
H, a gente não tem eh muitos elementos
eh para
macroeconômicos para avaliar essa saída,
mas em geral se atribui isso a eh um
efeito de eh realização de lucros, mas
você tem alguma questão pode estar
eventualmente ligado com incertezas em
função do eh do comportamento, né, da da
situação internacional toda,
perspectivas de eh de valor de de
evolução da taxa de câmbio que eh se se
vem se apreciando no n período. Todas
essas variáveis entram eh na conta, né,
dos investidores não residentes, mas e e
enfim, eles é comum eles alternarem
ingresso e saídas. É por isso que eu tô
destacando que após um ingresso líquido,
né, de 18 bilhões no último trimestre,
teve uma saída de 2,9 eh bilhões no mês
de março, o que parece uma coisa de
acordo com o comportamento histórico
desses fluxos, né?
Essas saídas se concentraram em títulos
de renda fixa. Dos 2,9 bilhões, 2,5
bilhões foram saídas de títulos de renda
fixa e eh os demais 0,4 foram saídas no
mercado de ações ou de fundos de
investimento.
Se a gente olhar também eh o primeiro
trimestre do eu comparei o mês de março
com o trimestre imediatamente anterior,
mas se eu fizer a comparação habitual do
primeiro trimestre de 26 com de 25, eh
no primeiro trimestre de 25 teve saídas
líquidas de 1,6 bilhão, no primeiro
trimestre de 26 eh ingressos líquidos de
11,6 bilhões, já considerando a saída de
de março, né? E enfim, nos últimos 12
meses, essa rubrica apresenta ingressos
líquidos de 28 bilhões, também se
constituindo uma fonte adicional de
financiamento
eh do déficit de corrente pro país. Eh,
nesse período, né?
Eh, com isso eu eu termino a
apresentação sobre eh
a tabela um da nota paraa imprensa, os
principais componentes do balanço de
pagamentos e eu passo agora rapidamente
para analisar a conta de serviços e a
conta de renda primária das transações
correntes, que eu acho que tem eh
elementos relevantes pra gente completar
aquela análise de transações correntes
que eu apresentei lá, principalmente
baseada na na no desempenho da balança
comercial de bens. Eh, no caso de
serviços, eu já havia mencionado, né,
houve um aumento no déficit de serviços
na comparação interanual pro mês de
março, né? Esse esse aumento significou
um crescimento de 13,5%
e o déficit de serviços atingiu 4,8
bilhões de dólares. Se a gente olha eh
os dados do mês de março e compara com
os demais meses de março na série
histórica do Banco Central, nós temos o
maior déficit na conta de serviço para
meses de março.
Eh, isso indica que a gente eh ainda
continua tendo, e uma demanda
significativa de não residentes ou de
residentes no Brasil por eh serviços
oferecidos por não residentes, né, em
termos líquidos ou se a gente olhar as
despesas. É, que também é algo que a
gente vê eh, por exemplo, na na renda
primária, vai ver em seguida. Eh, no
caso da conta de serviço, outro aspecto
interessante é que o déficit no mês eh
foi recorde, né? Mas se a gente olha
separadamente as receitas e as despesas
de serviço, a gente também tem eh
valores de recordes que a gente vem
observado, vem observando mês após mês,
né? Então a gente tá tanto paraas
receitas quanto as despesas nos maiores
valores da série, mostrando que a
corrente de comércio de serviços eh que
é a soma das importações com as com as
exportações, ou seja, quando a gente
olha o conjunto de transações com o
exterior que são feitas pelo Brasil eh
na conta de serviços, a gente tá batendo
recordes sucessivos, né? Isso é a mesma
coisa que acontece com a balança
comercial eh de bens. a gente tem
exportações bastante próximas do níveis
records. A gente viu agora que as
importações estão eh em níveis records
também. Eh, paraas exportações de
serviços e paraas importações também.
Eh, a gente registrou os maiores
valores, seja pro mês de março, seja pro
primeiro trimestre, seja pro acumulado,
eh, em 12 meses. Quando a gente olha as
principais modalidades,
eh, hoje eu vou dar destaque para conta
de viagens, eh, que era uma coisa muito
comum, eh, anteriormente, por exemplo,
antes da pandemia, eh, depois disso, ela
levou um período mais significativo para
para retomar, né, os seus patamares
anteriores e agora ela tem apresentado
um crescimento no déficit, né, ela o o
déficit e na conta de viagens, por
exemplo, neste mês, eh, e cresceu 68%,
né? Passou de 600, 0,6 bilhão em março
de 26 para 1,1 bilhão agora em março de
2025. Nesse caso eh da conta de viagens,
eh eu preciso fazer um ligeiro
comentário metodológico.
A principal fonte eh de dados do balanço
de pagamentos para conta de viagens
sempre foram os contratos de câmbio.
aquele eh aquela situação em que eh o
viajante brasileiro ele se dirige a sua
instituição financeira, seja um banco,
uma corretora eh de câmbio alguma coisa,
é para comprar os dólares para ir no
exterior.
Isso tanto faz se ele compra os dólares
físicos ou se ele deposita, né, reais em
alguma conta para que eh ele tenha um
cartão de um cartão de débito eh que ele
possa fazer suas despesas em dólares no
exterior ou se ele eh ativa o seu cartão
de crédito para funcionar eh no exterior
e gastar ou fazer os seus pagamentos em
dólares. nessas três hipóteses, o câmbio
físico ou câmbio via cartão de débito
nas instituições de pagamentos ou via
cartão de crédito tradicional.
[limpando a garganta]
Nessas três hipóteses, eh, claro, o
consumidor faz os seus gastos no
exterior, mas por uma série de operações
financeiras, a gente tem registrados
contratos de câmbio e são a partir
desses contratos que a gente faz as
estatísticas do balanço de pagamentos. A
mesma coisa é verdade pros estrangeiros
que vêm ao Brasil. Eles podem ter reais
em físicos, podem ter seus cartões de
débito ou crédito. Eh, mas eh isso era o
que a gente tradicionalmente sempre fez.
a gente tem tido uma evolução dessa
relação financeira entre o Brasil e o
exterior com uma série de inovações e
produtos financeiros, não só produtos
novos para os clientes, mas eh produtos
nas próprias operadoras desse mercado,
as bandeiras de cartões de crédito, as
instituições eh vinculadas à
transferência, que têm novas formas eh
de fazer as suas os seus pagamentos no
exterior, por exemplo, usando eh contas
denominadas eh contas
eh de não residentes em moeda nacional.
A gente teve depois eh da lei de câmbio
e capitais internacionais, a lei 14.286
no final de 2021, a gente teve uma eh
ampla gama de produtos e opções
financeiras. E o papel da estatística é
ir sempre acompanhando essas novidades
eh para ir adaptando, incorporando no
seu processo de estatísticas. A gente
fez no ano passado uma mudança, uma
atualização na metodologia para
compilação das despesas de viagens no
balanço de pagamentos. E agora com esta
nota a gente tá divulgando uma revisão
nas fontes de dados paraa compilação das
receitas, né? Então agora a gente já tem
uma conta de viagem que continua
funcionando, tendo como fontes
fundamentais os pagamentos, né, que as
eh empresas recebem, fazem entre si
quando sempre que seus clientes trocam
reais por dólar para te utilizar no
exterior. Mas agora, além dos dados
diretamente de operações de câmbio, ou
seja, troca de reais por moeda
estrangeira, a gente também tem as
operações, digamos, de uma bandeira de
cartão na bandeira internacional. eh com
a sua eh subsidiária no Brasil. Essas
operações, uma parte delas são feitas
diretamente em reais e a gente tá
incorporando isso com a a partir de
conversas com o próprio participante do
mercado nas fontes de dados, né? Então
agora a gente tem uma conta de viagens
em que estão atualizadas a metodologia
de compiliação, tanto de despesas que a
gente fez anteriormente, quanto de
receitas que a gente tá fazendo hoje,
né? Então tem um retrato mais apurado,
mais preciso desses gastos. a gente viu,
né, a série foi revisada desde 2023,
então não tem nenhum problema na
comparação interanal. Acho que a conta
de viagens é o principal destaque, o
principal aumento no défic de mês. Como
eu mencionei, o déficit chegou a 1
bilhão e 100 1,1 bilhão de dólares no
mês, um crescimento de 68,
na comparação com março de 2025. E de
novo, da mesma forma que a gente falou
paraa conta de serviço, se a gente olhar
as receitas e as despesas, ambas estão
crescendo, né? A gente teve o maior mês
de março na receita, maior mês de março
na despesa, o maior eh dado acumulado no
primeiro trimestre do ano para receita e
paraa despesa. Paraa receita também é o
maior resultado em nos últimos 12 meses,
né? Então, a gente tem um fluxo, eh, uma
corrente de comércio, se a gente quiser,
nas viagens somando receita em despesa,
de 3 bilhões eh de reais de dólares,
claro, ao mês. Eh, em março, a gente
também teve aumento de despesas com os,
digamos, setores eh ou as rubricas da
conta de serviços mais vinculadas a a
uma nova economia, o setor de
telecomunicações, computação e
informação. O seu déficit aumentou 27%.
o setor de eh serviço de propriedade
intelectual teve um crescimento de 9% no
déficit. nos dois casos, o déficit
mensal já se aproxima ou supera eh 1
bilhão eh de dólares. Eh, quando a gente
passa paraa renda primária, a gente tem
os juros líquidos sobre a sobre a os as
os passivos e ativos eh do Brasil no
exterior. Eh, nesse mês o déficit e e
tem também os lucros e dividendos, é
claro, nesse mês o déficit da renda
primária, o crescimento de 17, quase
18%, foi devido principalmente aos
juros.
Eh, a remessa líquida no exterior de
juros no mês de março chegou a 2,6
bilhões de dólares, um crescimento em
relação a março de 25 de 33%.
Esse crescimento ocorreu, não obstante a
gente siga batendo eh recordes, tendo os
maiores valores da série para
remuneração das reservas internacionais,
né? Como eu disse, os juros são líquidos
tanto do dos ativos, eh, quanto
passivos, né? Claro, com passivos de
dívida maiores, a gente paga
liquidamente juros ao exterior, mas as
próprias receitas de juros têm crescido
em função fundamentalmente da
remuneração dos dos ativos das reservas
internacionais do do país. Mas eh neste
mês as despesas cresceram ainda mais e
com isso o o as contas de juros líquidos
se aumentaram. Eh, no caso dos lucros
dividendos também teve um aumento nas
despesas líquidas de 10%. Mas neste caso
foram as receitas que diminuíram, ou
seja, as receitas eh das empresas
brasileiras que têm subsidiária no
exterior, essas receitas diminuíram no
mês, né? Então o déficit cresceu não
especificamente pelo aumento nas
despesas que permaneceram mais ou menos
estáveis, mas sim pelo aumento da pela
redução das receitas.
Um último comentário,
eh, na tabela 11 vocês vão achar a parte
principal, quase a integralidade das dos
gastos eh de residentes no Brasil com a
aquisição de criptoativos, né? Eles
estão na tabela 11 nos outros
investimentos do balanço de pagamentos.
E a gente teve um um tem tem visto nos
últimos meses um crescimento bastante
significativo de residentes no país eh
adquirindo eh criptoativos
de suas contrapartes no exterior. Esse
montante de compravícas atingiu 2,3
bilhões eh de dólares em no mês de
março. E isso é, por exemplo, o triplo
do que aconteceu em março de 2025. Eh, e
sobre esse esse caso, os criptoativos,
né, o Banco Central tem editado eh uma
série de regulamentações depois que a
legislação atribuiu ao Banco Central a
regulação deste mercado, né? A regulação
desse mercado cria as figuras que podem
participar dele, os prestadores de
serviço de ativos virtuais. Eh, e também
apresenta, né, para esses prestadores a
obrigação de prestar informação pro
Banco Central. essa informação deve
começar a ser prestada eh entre o final
do primeiro semestre e o começo do do
segundo semestre. É possível a gente a
gente trabalha com o cenário de que eh
ao longo do segundo semestre a gente vai
eh receber essas informações, tratar
essas informações, validar essas
informações e podemos tornar ter um
conjunto mais robusto de informações das
transações do do setor externo para
eh criptoativos, né? Bom, eh, com isso
eu eu encerro por aqui, devolvo a
palavra pro Renan para organizar aí a
sessão de perguntas de vocês. Muito
obrigado.
>> Bom dia, Fernando. Gabriel Chinag do
Valor Econômico. Eh, sobre esse último
tema de cripto.
>> Uhum.
Eh, solicitou [limpando a garganta] as
regulamentações. Eu queria saber se
mesmo eh essa previsão apenas pro final
do primeiro semestre, né, das das
registradoras informarem o PC, se a
gente pode ter nesse aumento registrado
ali eh nesse trimestre também no final
do ano passado, se pode ter algum efeito
da existência da regulamentação em si,
eh, que talvez tenha estimulado o
mercado a funcionar melhor ou os
clientes tenham procurado
mas sabendo que ia ia ter essas regras.
Eh, é isso. Obrigado.
>> É, boa, né, boa pergunta, Gabriel, né,
pensando aqui, eh, com você, o que que,
o que que
vai acontecer?
a a legislação eh sobre o criptos, que
atribui ao Banco Central, a a a
capacidade de regular esse mercado, ela
ela já existe, já está em vigor.
A partir daí, o Banco Central tem feito
eh a regulamentação, tem feito consultas
públicas, recebe as contribuições eh da
sociedade a esse respeito, edita a
as as resoluções, eh, e assim, eh, a a o
funcionamento de mercado, essa a
regulamentação para esse mercado já tá
estabelecido. O que vai acontecer,
especificamente o que eu tava me
referindo era um eh um conjunto de
informações
que vão ser eh prestadas ao Banco
Central. Eh, digamos, leva algum tempo,
né, para você [limpando a garganta] diz
assim, para uma para uma empresa, para
um banco qualquer. Isso acontece com a
prestação de informações de balanço de
bancos. Por exemplo, a gente fez eh
algum tempo atrás uma atualização no
COSIF, que é esse plano contábil das
instruções financeiras, ou a gente vai
demandar que as empresas nos informem,
que as instruções financeiras nos
informem dados de crédito ou qualquer
outro dado, né? São informações que as
empresas já têm ou que passarão a a ter,
mas a gente quer que elas mandem num
formato específico, né? Para isso, a
gente dá algum tempo para elas
conhecerem o formato, prepararem seus
sistemas internos, capturarem aquelas
informações, validarem e mandarem pra
gente. Quando a gente recebe esses
dados, a gente faz esse mesmo processo.
Eh, não acontece nunca de chegar eh um
dado, por exemplo, hoje e na semana que
vem a gente já pegar e publicar. A gente
quando a gente recebe um dado, a gente
tem uma série de de críticas no processo
de validação para ver se ele se ele está
OK. envolve várias idas e vindas com a
instrução financeira, com as
instituições financeiras, com os
fornecedores de dados. Isso é verdade?
Isso é verdade para todas as
estatísticas que nós compilamos, mesmo
essas mais tradicionais, assim, nós
frequentemente questionamos os
fornecedores de dados sobre as
informações que eles declaram que que
eles prestaram em contratos de câmbio.
Eh, às vezes eles fizeram uma coisa
exatamente de acordo com a legislação, o
contrato de câmbio tá certo, mas eu
preciso fazer uma estatística a partir
dos contratos de câmbio. Então, para
fins estatísticos, eu posso querer
classificar diferente. Vou perguntar
para eles porque que eles fizeram
aquilo, o que que tem mais informações
daquilo. Ah, mas informações de crédito,
por exemplo, que que eles nos mandam há
15 anos, às vezes vem informações
erradas. Não faz sentido. A gente eh
entra em contato e eles remetem o
material novamente, esse processo não se
encerra necessariamente num mês, vai
passando para outro. Então isso é
bastante comum. Eh, eles então vão nos
mandar eh uma tabela específica, na
verdade é um documento eh informatizado
com campos pré-estabelecidos. Nós vamos
receber essas
eh informações e vamos eh validá-las. O
que que eh do ponto de vista das
estatísticas do setor externo, tá? Não
não tô falando do de processo de de
monitoramento, fiscalização,
acompanhamento desse mercado, mas do
ponto de vista das estatísticas do setor
externo, o que que vai acontecer hoje?
Eh, a gente tem uma empresa no Brasil,
uma dessas PESAB, que oferece eh,
serviços em cripto para seus clientes.
Então, o cliente pode querer comprar,
sei lá, um Bitcoin, porque acho que ele
vai se valorizar, faz um investimento
especulativo nisso, mas ela pode querer
também uma dessas stable coins, né, um
petter da vida ou outras, eh, para fazer
suas transações. Então ela adquire esses
stable coins e utiliza os stable coins,
né? É claro, os stable coins são
vinculados principalmente ao dólar, né?
Em geral, um para um, eles têm alguma
remuneração muito baixa, né? Então, o
investidor pode querer comprar stable
coins para manter esses stable coins
encarteirados, mas ele pode também
comprar para utilizar essa essa
criptomoeda como uma para fazer
transações, para liquidar transações,
né? E a gente vê uma primeira parte
dessa transação, ou seja, quando eh você
especificamente chega na sua corretora
de criptomoedas e e demanda mais
criptos, se essa se todos estão
demandando mais, eventualmente a empresa
não tem, a empresa eh compra mais
criptomoedas com suas contrapartes no
exterior. Essa transação a gente vê pelo
contrato de câmbio, essa transação que
está reportada aqui no balanço de
pagamento. O que a gente não pode fazer,
por exemplo, é somar todos os dados
mensais que a gente tem e dizer: "Olha,
o estoque de criptoativos na mão dos
residentes brasileiros é igual à soma
desses valores que ele comprou." Porque
a gente tá vendo as compras, digamos
assim, mas não tá vendo as vendas, né?
Não tá vendo a utilização desses
mercados. Certamente uma parte dessas
desse fluxo de compras ficou acumulado,
mas outra foi gasta. uma parte dela
inclusive gasta com transações com não
residente. Então, a partir desses novos
quadros que a gente vai ter, eh, a gente
vai ver eh essa segunda parte que a
gente não tem nos contratos de câmbio. É
isso que vai complementar as
informações. Então, provavelmente, a
gente vai ver a manutenção dessa
trajetória de aquisição de cripto
ativos, que a gente já vê nos contratos
de câmbio, que tá reportado na balança
de pagamentos. E a gente vai ver uma
outra parte disso. Eh, por exemplo, você
adquiriu o uma stable coin e fez uma
transação com exterior, uma pessoa
física, uma empresa, qualquer coisa.
Isso também é uma transação de balanço
de pagamentos que nós não estamos vendo
hoje, não estamos incorporando no
balanço de pagamentos, mas a gente vai
passar então a a incorporar em algum
momento do segundo semestre, é o meu
cronograma particular. Então, a gente
vai aumentar a cobertura dessas
operações. Agora, quanto ao comentário
que você fez sobre, então isso é o que
eu quis fazer referência do que a gente
vai ter quanto ao comentário de, eh,
então, eh, essa regulamentação não
entrou em vigores, não estão prestando
informação, então estão se antecipando a
isso. Eh, não é exatamente assim, porque
essa já a já há uma regulamentação sobre
isso, né? Então, até onde a gente
consegue ver com os dados que a gente
tem, é um momento de de demanda, de
fato. Eh, Natã,
>> Rocha,
>> pois não.
>> O Gabriel Brun da Rádio Nacional, no
comecinho você tinha até começado a
falar disso. Eh, eu não sei se atendeu
exatamente a pergunta dele, não sei se
você tem algo a acrescentar, mas ele
pergunta o seguinte: "É possível
verificar impactos a da guerra do Irã
sobre esses resultados que você
apresentou e quais?" Eu não sei se você
tem algum adendo, comentou no começo.
>> Claro. Eh,
>> é, vamos lá. O o Gabriel menciona a a
guerra no Irã e impacto no setor externo
do país, né? A a resposta é sim.
A a guerra tem tido impactos na economia
mundial toda, né? Então, o que que eu
mencionei no começo? Eh, a gente pode
marcar a guerra como tendo começado no
último dia de fevereiro. Então, o mês de
março, por exemplo, foi que que é o que
a gente tá tratando aqui,
especificamente no no balanço de
pagamentos do mês de março, ele inteiro
foi eh a as transações que ocorreram
nesse mês já foram inteiramente feitas
nesse eh cenário, né, de guerra. Claro
que teve várias vendas e vindas e tal,
mas então um impacto foi o aumento dos
preços de petróleo. Esses esse preço de
petróleo aumentou no mercado
internacional e a gente viu eh o reflexo
desse aumento tanto nos preços de
importação quanto de exportação de
petróleo e derivado no país.
O Brasil é supervitário na conta de
petróleo, né? Ou seja, nós exportamos
mais petróleo do que importamos. Mas
devido às questões técnicas do tipo de
de petróleo e derivados eh na exportação
ou na importação serem diferentes, a
gente tem fluxos de exportação e
importação de petróleo. Os preços de
petróleo aumentaram nos dois casos, né?
O que a gente destacou, embora continue
esse superá na conta de petróleo, o que
a gente destacou foi que esses preços
tiveram mais impacto no produto
importado pelo Brasil. Então isso é um
impacto, por exemplo. Outro impacto é
que na parte de adubos e fertilizantes,
que também são produtos importados pelo
Brasil, nós tivemos um crescimento no
mês de março, na comparação com março do
ano anterior, por exemplo, eh tanto nas
quantidades importadas quanto nos preços
importados. Aí, neste caso, pegando a
pergunta do do Gabriel eh Finoraro, no
caso, eh que ele disse: "Ó, essa
regulamentação de criptos afeta o
mercado. O mercado tá tentando se
antecipar a isso. Pegando essa lógica do
argumento e jogando para esse outro
tema, né? Você teve uma um um uma guerra
que tava incerto ao longo do mês de
março. Quais eram os impactos nas
cadeias de produção globais, nas cadeias
de fornecimento, transporte? nacional.
Então, faz sentido a gente pensar num
comportamento de mercado de antecipação,
né, em relação a isso. Tanto que a gente
vê um crescimento forte eh nas
quantidades importadas de de adubos e
fertilizantes quando a gente compara com
o mesmo período do ano anterior, né?
Então, a gente tem visto esses impactos
eh na corrente eh de comércio
brasileira, tanto nas exportações quanto
nas importações. Eh, no mês de abril eh
essas as importações eh cresceram mais e
reduziram os superáveis, claro, né? pode
ter outros fatores também, não são só
esses, mas quando a gente vê eh impacto
nos preços de petróleo, nos preços de
adobosizantes e quantidades, eh a gente
eh consegue atribuir isso aos efeitos da
guerra. Com você? Opa. Eh, não temos
mais perguntas, então eu queria só
agradecer a participação de todos vocês,
desejar uma boa sexta-feira, um bom fim
de semana e convidar a todos para estar
aqui de volta na segunda-feira paraa
divulgação das estatísticas de crédito
também referentes ao mês de março. Muito
obrigado a todos.
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