BC te Explica #170 - Como os sistemas de pagamento brasileiros se tornaram referência internacional
Sumário Regulatório
OLHA O HYPE! Por que os sistemas de pagamentos brasileiros (eu ouvi “faz o Pix”?) estão na moda no mundo todo? Caaaaaalma, que o BC te Explica!
Neste vídeo a gente te conta como os sistemas de pagamentos que a gente usa no Brasil se tornaram referência internacional, o que eles têm de especial e que encanta tanta gente mundo afora. E a gente não está falando só de Pix, não! Mesmo a TED tem o seu borogodó!
Acredite: não é todo mundo que tem a alegria de fazer um pagamento ou uma transferência de recursos em segundos!
#BCteExplica #Pix #dinheiro #BancoCentral
Transcrição e Conteúdo
Você sabe que o Pix tá na moda, né? Não é só o Pix não. A TED também é referência internacional. E tudo isso porque os sistemas de pagamento onde esses recursos trafegam são top. Agora, você sabe por que esses sistemas são referências no mundo todo? Calma, que o BC te Explica. Olá, eu sou a Pricila, do Banco Central, e hoje eu vou te explicar porque os sistemas onde trafegam os recursos que a gent...
Você sabe que o Pix tá na moda, né? Não é só o Pix não. A TED também é referência internacional. E tudo isso porque os sistemas de pagamento onde esses recursos trafegam são top. Agora, você sabe por que esses sistemas são referências no mundo todo? Calma, que o BC te Explica. Olá, eu sou a Pricila, do Banco Central, e hoje eu vou te explicar porque os sistemas onde trafegam os recursos que a gente usa para fazer pagamentos, compras e outras transações são uma das invenções brasileiras de maior prestígio no mundo. Eu estou falando do STR, o Sistema de Transferência de Reservas, e do SPI, o Sistema de Pagamentos Instantâneos do Pix. O STR e o SPI são infraestruturas que permitem que o dinheiro circule na economia. Quando eu estou falando de infraestrutura, eu estou falando de sistemas tecnológicos, regras operacionais e mecanismos de liquidação que garantem que o dinheiro vai sair de uma conta e chegar na outra com segurança. Esses sistemas conectam os bancos, permitindo que as transferências ocorram corretamente. Mas o que tem esse modelo brasileiro para ser tão famoso assim internacionalmente? Olha, uma das principais coisas é a Liquidação Bruta em Tempo Real, a LBTR. Na LBTR, cada transação é liquidada individualmente, uma a uma, na hora, ali em tempo real e diretamente nas contas em que as instituições, os bancos, têm aqui no Banco Central. E isso reduz muito o risco sistêmico, que é aquele risco de que uma falha numa instituição provoque uma reação em cadeia nas outras instituições, tipo o efeito borboleta. Na prática, significa que, quando essas transações são concluídas, elas são finais, ou seja, transferiu a grana e caiu lá na conta para a qual você quis mandar, não tem como desfazer. Um outro ponto importante é a presença de uma infraestrutura centralizada e segura chamada STR, o Sistema de Transferência de Reservas. É nesse sistema que ocorrem as transferências de maior valor, garantindo que os bancos honrem entre si as obrigações financeiras que eles têm, com recursos que eles já têm aqui no Banco Central, ou seja, não tem a menor chance de eles deixarem lá pendurado para pagar só depois. Isso reduz muito o risco de um banco não honrar as obrigações que ele tem com outro banco. Além disso, aumenta a previsibilidade das liquidações que vão ocorrer e traz muito mais estabilidade em momentos de estresse financeiro, como crises econômicas. E o STR também foi estruturado para ser muito seguro do ponto de vista jurídico e regulatório. Mas o que significa isso? Significa que as regras do sistema foram muito bem desenhadas para que todos tenham certeza quando uma transação é finalizada, concluída, terminada, o que traz muita confiança para o sistema. Um outro diferencial muito importante do STR e do SPI é que os dois foram desenhados de uma forma que eles conseguem suportar uma quantidade imensa de operações ao mesmo tempo. Se tiver muita gente usando, fica tranquilo que ele vai continuar funcionando, não vai cair. E a gente não pode deixar de lado o papel do Banco Central, que regula, que operacionaliza sistemas, que supervisiona e que promove a inovação. Entendeu o porquê que esses sistemas são referência no mundo inteiro? Não é todo mundo que tem isso que a gente tem aqui não, viu? E é graças a essas estruturas que milhões de pagamentos acontecem todos os dias aqui no Brasil, com segurança e confiabilidade. E se você gostou de entender o que acontece por trás dos pagamentos das compras que você faz aí no seu dia a dia, dá um like aqui nesse vídeo, compartilha e segue o Banco Central nas redes sociais para receber mais conteúdos como esse. Até mais!
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