Seminário BC/OCB - SNCC em Tranformação. 17/04/2026
Sumário Regulatório
O evento, desenvolvido em conjunto entre a Organização das Cooperativas Brasileiras e o Banco Central do Brasil, tem o objetivo de fortalecer o diálogo entre o regulador e o setor cooperativista; discutir os avanços e desafios da modernização regulatória no SNCC; e promover o compartilhamento de experiências em supervisão, autorregulação e proteção, com foco no aprimoramento e na sustentabilidade do sistema.
Transcrição e Conteúdo
os presentes e aos que nos assem de forma virtual, muito bom dia. Sejam bem-vindos ao segundo dia do seminário BC OCB, SNCC em transformação, supervisão auxiliar, modernização prudencial, autorregulação e proteção. Vamos ao terceiro painel técnico que abordará o tema capital no SNCC em transição. equilíbrio entre os avanços da nova regra de apuração da exposição total utilizada...
forma virtual, muito bom dia. Sejam
bem-vindos ao segundo dia do seminário
BC OCB, SNCC em transformação,
supervisão auxiliar, modernização
prudencial, autorregulação e proteção.
Vamos ao terceiro painel técnico que
abordará o tema capital no SNCC em
transição. equilíbrio entre os avanços
da nova regra de apuração da exposição
total utilizada para cálculo da razão
alavancagem, utilizando o mecanismo de
compartilhamento de risco previsto na
resolução CMEN número 5223
e as novas exigências de capital e
patrimônio líquido, resolução conjunta
número 14 e resolução BCB número
517,
oportunidades e desafios para o Sistema
Nacional de Crédito Cooperativo.
Para isso, convidamos
o chefe de subunidade do Departamento de
Regulação Prudencial e Cambial, Dereg,
Senr. Caio Rangel Praz
do Departamento de Regulação do Sistema
Financeiro Denor, Senr. Uverlan
Rodriguez.
Paiva Guimarães
de capital do seco, senor Fernando
Schimid
[aplausos]
e na moderação o membro do GT executivo,
Senr. Cirton Walter.
>> [aplausos]
>> Senhor Clairton, a palavra está contigo.
>> Bom dia.
Eh, primeiro lugar, quero cumprimentar a
OCB, na pessoa do Thago,
eh, pela organização, cumprimentar a
Carolina e o Adalberto, eh,
representando aqui o Banco Central,
eh, [limpando a garganta]
pela promoção desse evento. E ontem
conversando com Adalberto,
eh, mencionei de que nós precisamos
tornar esse evento constante e regular.
E então, pelo menos eu faço pedido de
que avaliem com muito carinho e que a
gente tenha eh nos próximos anos a
sequência eh desse evento aqui em
Brasília, depois da plenária do século.
Cumprimentar então todos os presentes,
mais as pessoas que estão nos assistindo
eh pelo YouTube.
Eh,
ontem nós tivemos um aniversariante que
foi o Even, né? E talvez tenha mais, mas
eu sei de um hoje aqui, né? Eh, o
diretor de supervisão da Sicred Central
Brasil, central, Mário Aquino. Parabéns.
[aplausos]
[roncando] Hoje não tem não tem almoço
por tua conta, tá?
Eh, quero agradecer o convite, então,
para fazer a mediação aqui de um tema
que o próprio diretor Aílton mencionou,
eh, é bastante
eh presente neste momento em relação à
capital e a gente vai ter a oportunidade
aqui de ouvir então os colegas do Banco
Central e os colegas dos sistemas, então
tanto da do capital mínimo da resolução
conjunta 14, quanto
da desoneração de capital
intassistêmico,
eh, ligado aí o MCR da 5223.
Então,
vou iniciar aqui já passando pro Verlan.
15 minutos. Overlan, por favor, a
palavra é tua.
>> Bom dia a todos e a todas.
Eh, primeiro agradecer a OCB pelo
convite. É sempre importante esse
contato direto aqui, né, com os
regulados, tá? principalmente aqui da
da OCB, do da das cooperativas de
crédito, eh que a gente tá tá bem
próximo, eu participo também eh eh de um
grupo, né, eh
que conhecer para cooperar, né, que a
gente tá participando de alguns eventos
eh já há do anos e aprendendo bastante,
né, com as experiências tanto aqui no
Brasil quanto em alguns outros países.
Uma
[limpando a garganta]
um abraço aí à galera do grupo aí
também, que certamente quem não tá aqui,
tem vários rostos aqui, mas quem não tá
aqui deve estar assistindo aí também eh
eh de forma de forma remota.
Vamos falar um pouco dessa resolução
conjunta 14. Peço por favor que coloque
o
ah, já tá aqui. Eh, falar um pouco dessa
resolução conjunta 14, um trabalho que a
gente eh iniciou aí eh final de 2024,
início de 2025.
Passamos aí mais ou menos um ano nesse
projeto. Eh, uma norma que ela já
tava com mais de 30 anos, né? Na
verdade, essa norma ela é anterior ao
meu ingresso no Banco Central. Entrei no
Banco Central em novembro de 94 e o
capital mínimo ele foi definido pela
resolução 2099
que é de agosto de 94. Eu entrei no
banco no DEOF e só se falava da 2099.
era uma norma eh que tratava também do
capital mínimo, tinha eh eh outras
questões prudenciais também, mas era o
assunto do momento quando eu entrei no
Banco Central 2099, 32 anos depois, nós
eh estamos revogando eh a 2099 e
alterando a metodologia do capital.
Então isso mostra o quão defasada, né,
eh estava e essa norma. Nós tivemos
algumas tentativas de de de reformular
eh eh essa norma de capital, mas dada a
complexidade, a gente nunca conseguiu
concluir. E finalmente agora o ano
passado, em 3 de novembro foi editada a
resolução 14, eh, que que
eh estabelece uma nova metodologia de
apuração do capital social, do capital
mínimo. Eh, a gente não só atualizou os
valores, né? os valores estavam muito
defasados. Se a gente só corrigisse pela
inflação, tinha que multiplicar por
sete, né? Então, estavam bastante
defasados. Eh, mas havia diversas
inconsistências também, porque, eh, os
modelos de negócio evoluíram muito de lá
para cá, novas instituições foram
criadas e o capital mínimo dessas novas
instituições, quando foram definidos,
eles tinham que ter como base o capital
definido lá em 94 para as demais. né? Eu
não poderia, quando as IPs foram criadas
em 2013, eu não poderia estabelecer um
capital para uma IP que fosse maior do
que uma financeira, que um banco, né? Já
naquele momento já precisava de um
capital bem maior, porém eu teria que
mexer no banco também. E para mexer no
do banco tinha que mexer na da
financeira, tinha que mexer nas
corretoras, tinha que mexer em todo
mundo. E
[limpando a garganta]
os modelos de negócio também começaram a
se a a se alterar e as instituições
começaram a
fazer praticamente todas as mesmas as
mesmas operações, porque eh eh o
conglomerado ele ele junta dois, três
tipos de instituições. você pega lá uma
uma IP com a financeira, faz
praticamente quase tudo que um banco
faz, né? [limpando a garganta] Então a
gente precisava colocar todos dentro da
mesma regra. Essa era a grande
dificuldade, né? Pô todo mundo na mesma
regra. E aí a gente surgiu essa essa
essa ideia de definir o capital por
atividade. Mas por favor, passe o slide,
[limpando a garganta]
tá? Eh, [tosse]
mais um, por favor.
Então, surgiu essa ideia de fazer a
definição do capital mínimo por
atividade, ou seja, você ter o capital
exigido eh por aquilo que você faz e não
pelo tipo de instituição que você
representa, tá? Então, eh eh vocês vão
ver que na resolução 14
ela só menciona
eh
logo no artigo primeiro, as
administradoras de consórcios sem fins
lucrativos, na verdade, são sociedades
sem fins lucrativos que administram um
grupo de consórcio e cooperativa de
crédito, não tem o nome de nenhuma outra
instituição da resolução conjunta 14,
né? Então, não importa eh o o segmento
que a instituição
eh é, mas a atividade que ela exerce,
tá? Essa foi eh eh a nossa a nossa eh eh
ideia, né, e que se materializou na
resolução conjunta 14, tá?
[limpando a garganta]
a fundamentação econômica do do do
capital mínimo, eh, a gente dividiu em
duas partes. Primeiro, cobrir os custos
iniciais, né, os custos para para
iniciar as operações da da instituição e
depois [limpando a garganta] a
instituição precisa ter recursos
próprios para mitigar o risco moral.
>> [tosse]
>> Ou seja, [limpando a garganta] o o sócio
ele tem que colocar dinheiro dele
[limpando a garganta] eh eh no negócio
para que eh ele tenha um maior cuidado
também com o dinheiro dos outros. Bem de
forma bem direta. E é isso, né? Então
foi assim que nós nós definimos. Você lá
na resolução conjunta 14 você tem uma
parcela do capital que ela se refere ao
custo, né? o custo de iniciar a operação
e depois uma parcela
eh de [limpando a garganta] risco moral,
dependendo das atividades que a
instituição ela exerce, tá? Eh, então
essa foi eh eh a premissa principal eh
da da resolução conjunta 14, tá?
Pode passar. Opa, me deram aqui o OK.
[roncando] Eh, voltar.
Então, eh, as atividades elas foram
divididas, eh, em três, eh, conjuntos,
né? Primeiro, das atividades
operacionais, né? Eh, que é a atividade
principal da da instituição, as
atividades de investimento,
onde a instituição aplica seus recursos
e a captação, né? eh de onde a
instituição busca recursos para para
para suas atividades, né? De acordo com
essas essas atividades, a gente tem a
definição do capital, além do custo, que
ele é é igual para todas as atividades.
Então, para cada atividade operacional,
você tem um custo de de 2 milhões, né? E
esse é igual para para todas elas. Tem
um adicional eh por uso eh intensivo de
tecnologia, tá? Para determinar as
atividades que a gente definiu lá na
resolução 517
e
falhou ali. Eh,
e o o o capital pelas pelas atividades
exercidas.
Nas atividades operacionais, a gente tem
valores definidos para concessão,
eh, intermediação, custódia e
administração de recursos terceiros e
serviços. Para cada um a gente tem um
valor definido. E a instituição, nesse
caso, ela [limpando a garganta]
só tem o capital requerido por aquilo
que ela exerce. Eh, a exceção é que a
resolução BCB 517, ela define eh
atividades que são básicas para cada
tipo de instituição. Por exemplo, a
cooperativa de crédito, a concessão, né?
É uma cooperativa de crédito, ela tem
que conceder crédito, né? Então, não
teria como eu ter uma cooperativa que
não tenha a atividade de concessão,
[limpando a garganta]
né? Eh,
então,
além desse de de desse mínimo, o que a
instituição eh fizer a mais, se ela além
de concessão, faz também intermediação,
ela vai ter cobrado também o capital
relativo à intermediação, a custódia e e
a prestação de serviço, né? Eh,
nas atividades de investimento,
desculpa.
>> [limpando a garganta]
>> Aí já não vale exatamente o que a
instituição faz, mas o que a norma
permite que ela faça. Se a norma permite
que ela faça aplicação livremente,
se não tem nenhum tipo de restrição na
norma, na norma [limpando a garganta]
que trata da organização e funcionamento
da instituição,
a atividade de investimento vai ser
livre. Se a norma impõe
algum tipo de restrição,
ela vai ter o capital exigido paraa
atividade eh restrita, tá? Que são 5
milhões. Atividade livre são 8 milhões.
No caso das cooperativas, como a
resolução 5051, ela define um rol
exaustivo de atividades que que a a
instituição eh pode aplicar os seus
recursos. Então elas estão aí na na
aplicação restrita, tá? Eh, a mesma
coisa na captação. A captação depende do
que a instituição pode captar e não
daquilo que ela efetivamente capta, tá?
Então,
[limpando a garganta] por exemplo, a
financeira, ela pode captar eh depósito
a prazo, então ela vai ter o capital
exigido pela captação de depósitos, que
para para o qual é atribuído um fator de
200% eh sobre eh os valores das
atividades operacionais e de
investimento, tá? Independentemente dela
captar ou não, né? Eh, na captação
vale o que a norma que trata da
organização e funcionamento da
instituição permite que ela capte, tá?
No caso das cooperativas,
eh, a gente colocou um um dispositivo
que ele ele define que quando a captação
de depósito ela é de associados e aí se
aplica praticamente paraa cooperativa e
paraa associação de poupança empréstimo,
esse depósito é considerado recurso
próprio, é uma captação de sócio, tá?
Então, por isso as cooperativas elas
elas não estão enquadradas aí nessa
atividade de captação de depósitos. Ela
eh vai ser enquadrada em recursos
institucionais, porque ela pode receber
repasses, empréstimos, eh eh
e capta de municípios também. a gente no
final do ano até eh a gente alterou a
norma ampliando aí eh o montante que a
instituição pode utilizar livremente,
né, das captações de depósito de
municípios. Então, eh
[limpando a garganta]
eh fica enquadrado aí como recurso eh
institucional, tá? Eh,
tem até algumas dúvidas, vou aproveitar
aqui para falar de algumas dúvidas se a
captação de município realmente é
institucional ou não. Eh, a gente tá
pensando até de alguma forma esclarecer
isso formalmente, tá?
Mas eh eh
é assim, quando se fez a norma, o que se
pensou foi que sim, captações de
governos, né, tanto no âmbito federal,
estadual ou municipal, eh são recursos
institucionais, tá? Não é a captação do
público, né? Eh, que era uma dúvida, é
uma dúvida que que a gente recebeu aí eh
eh de algumas pessoas, tá? muitas
inclusive do do do ramo de de
cooperativas, né, porque capta eh de
município. E por fim, recursos próprios,
né, há instituições que não captam nada
de ninguém, né, scd, por exemplo, né,
somente recursos próprios. Então, tem um
[limpando a garganta] um fator atribuído
bem menor, é de 60%, né? Então esse
fator vai de 60% recurso próprio até
200% eh
captações de depósito eh à vista a prazo
de poupança.
[limpando a garganta]
Algumas regras específicas que a gente
falou, né, de de de cooperativa.
Eh, primeiro a gente deixou de fora do
da metodologia de apuração a cooperativa
de capital empréstimo. Isso tem duas
razões. Primeiro que a lei 5764,
ela diz que você pode criar uma
cooperativa com 20 pessoas, cada um com
salário mínimo, fazendo a continha
rápida, dá R$ 30.000.
É algo em torno de R$ 30.000. A gente
precisara, precisava deixar essa porta,
tá? e ao colocar lá na metodologia dava
um valor bem superior, tá? Então nós eh
excluímos as cooperativas de crédito do
escopo de toda a metodologia, definimos
lá o capital da cooperativa de crédito
que ele começa da cooperativa de crédito
de capital empréstimo, ele começa em
30.000 e vai até 150.000, tá? Eh,
as demais cooperativas todas, né, as
clássicas e as plenas estão no escopo da
da norma, tá? De toda de toda a norma.
Eh, isso além [limpando a garganta] de
seguir a lei, a gente deixa aberta a
porta, né, paraa criação de de
cooperativas pequenas, como a gente viu
alguns exemplos aqui, né, eh, Valente,
por exemplo, acho que tá até aqui a
presidente, né, que começou pequenininha
lá com o pessoal do CISAL, né, e hoje tá
incorporando outras, né, hoje é uma
cooperativa grande. A gente viu também
lá em São Roque de Minas, né, a Saron.
Então, a gente mantém aberta essa porta
para que cooperativas comecem também
pequenininhas e possam crescer
eh eh e chegarem a a a
portes como essas que eu que eu
mencionei, né? Eh, além disso, essa é
uma forma importante para instituições
que ficaram desenquadradas eh do capital
mínimo requerido pela resolução conjunta
14. Então é uma uma forma, né, uma porta
aberta para instituições, por exemplo,
eh eh cooperativas clássicas que podem
reduzir suas atividades, se transformam
em capital empréstimo e ficam eh
enquadradas novamente. Eh, tem até um um
dado aqui. Eh,
algumas cooperativas inclusive já
pediram e eh essa essa redução, né, essa
transformação em cooperativa de capital
empréstimo. Eh, se não me engano, sete
cooperativas já pediram, algumas eh eh
já inclusive tem processo já concluído,
né, pessoal do Deof me passou essa essa
informação aqui, tá? Então, é eh é uma
forma de de saída, redução eh de
atividade, né?
Eh, por outro lado também, eh, a
instituição ela pode fazer fusões, né?
né, essas cooperativas que eh estão com
capital abaixo do do requerido, elas
podem fazer fusões, incorporações. Eh,
essa é uma saída que eh a gente fez um
um levantamento com os próprios sistemas
e e também com as independentes. e algo
em torno de 40% das cooperativas
tendem a buscar essa saída é de fusões e
incorporações,
né? Eh, então [limpando a garganta]
as cooperativas t mais facilidade e tem
um histórico, inclusive, né, de fusões e
incorporações, eh, de modo a você
fortalecer
a cooperativa. Ontem o o diretor Aíton
eh falou isso inclusive, né? A resolução
eh 14, ela é é uma oportunidade de
fortalecer mais a a as cooperativas e as
instituições financeiras de uma forma
geral para que possam enfrentar todas as
dificuldades eh que que nós temos no
sistema financeiro, né? O sistema
financeiro mudou muito. Eh, hoje há uma
necessidade muito grande de investimento
em tecnologia, né? eh para dar
segurança, né, eh as transações. Então,
a gente precisa de de de instituições
fortes para que eu tenha um sistema
financeiro forte. Da mesma forma, eh, as
cooperativas, né, pra gente ter um um
SNCC forte, eu preciso de instituições
individualmente fortes também, né?
Então, creio que que a resolução 14, ela
é uma oportunidade para isso, né? a
gente buscar isso.
[risadas]
Outra, outro dispositivo que que é
específico de cooperativas de crédito,
eh na resolução BCB517,
a gente eh define que o capital eh eh
exigido para suportar e eh o os custos
de uso intensivo de tecnologia, eles são
requeridos das confederações ou das
centrais, eh no caso de cooperativas
eh de sistemas, né? Eh, então a gente
cobra o capital efetivamente de quem eh
investe naquela tecnologia.
Esse o o no caso do Pix e em geral quem
quem tem a tecnologia é a é a central ou
a ou confederação, tá? Não tá lá na na
singular. Então, a gente usou eh
eh a gente definiu, né, que que esse
capital é exigido da central da
confederação. Tem até um pleito das
cooperativas de crédito de estender isso
também para o Open Finance, tá? A gente
tá estudando isso. Eh, até antecipar
aqui assim, no DOR, eh, a gente deu um
parecer favorável, depende de de
aprovação da diretoria colegiada, tá?
Mas do Nenó a gente deu um parecer
favorável. para fazer essa extensão de
do dessa regra eh eh aplicada ao Pix
também pro Open Finance, né? Acho que é
isso. Eh, a gente fica aí pro pro debate
eh ao final e está à disposição.
>> Ótimo, Verlan, muito obrigado. E já vou
passar a palavra pro Caio.
15 minutos. Cai.
Primeiramente,
primeiramente eu queria agradecer a
oportunidade. Eh, eu acho que é muito
bom a gente ter esse diálogo e a gente
no Departamento de Regulação Prudencial
tá sempre eh aberto às discussões e acho
que é muito produtiva essa essa
interação. E hoje eu queria eh contar um
pouquinho de uma história da resolução
5223, que é uma história muito longa.
E assim como o Verlan comentou que
quando ele chegou no Banco Central, ele
começou a trabalhar com capital mínimo
com requerimento. Eu quando cheguei no
Banco Central, o meu primeiro pleito foi
um pleito da OCB, que era da razão de
alavancagem, pedindo a exclusão das
posições intrassistêmicas. Eu até
recuperei o ofício lá, ele, se eu não me
engano, foi até um ofício em papel,
quando ainda era a transição pro pro
ofício digital. E a gente teve lá uma
discussão que era justamente a exclusão
das exposições intrassistêmicas
da razão de alavancagem, toda uma
discussão. Eh, a minha memória não é tão
boa assim, mas na época a gente não viu
condições de se permitir essa,
digamos, eliminação integral das
exposições intrassistêmicas. do pleito,
fundamentalmente era vamos ser tratados
ou pedindo para ser que os sistemas
fossem tratados como conglomerados
prudenciais.
Então esse foi o primeiro capítulo, eu
diria que o primórdio, né, do do da
agenda que chegou na 5223. E a 5223, por
sua vez, ela fundamentalmente nasce de
novo a partir de um ofício do OCB. Eu já
não enxergo tão bem aqui, mas foi ofício
de 2022, se eu não me engano. E e esse
ofício mudou o paradigma da discussão,
enquanto o primeiro ofício era, olha, é
isso que a gente gostaria de ter. O
ofício veio com pleito, olha, o que que
a gente precisa fazer para que você
atenda o nosso pleito? foi um ofício que
ele foi muito mais, digamos,
eh, trouxe muito mais material pra
gente. Tanto que no Banco Central a
gente constituiu um grupo de trabalho
para analisar uma agenda longa
e para ver o que que a gente poderia
fazer a partir desse template, que é
mais um conjunto de exigências mediante
a autorização do Banco Central, você
teria então uma permissão integral de
exclusão das posições intraistêmicas.
E isso pra gente é um um novo paradigma.
Então, a gente tem muitas eh normas que
reconhecem particularidades dos
sistemas, mas sempre com uma ideia de um
certo alívio parcial incondicional.
E a gente tá, de certa forma, tendo
exigências que são reduzidas, mas não
eliminadas.
E agora a discussão ela migrou e a gente
eh tem aqui uma visão que obviamente ela
tá refletida no que foi aprovado pela
diretoria colegiada do Banco Central,
que é uma ideia mais abrangente de um
mecanismo estrutural de governança e
resiliência.
Então a gente tem a visão, isso a gente
já conversa e temos diálogos constantes
com segmentos, que olha, a gente tá
vendo isso aqui como um projeto piloto
de uma infraestrutura mínima para uma
visão prudencial que vai efetivamente
aproximar o sistema cooperativo de um
conglomerado prudencial. Então, a gente
tá assim vendo isso num num prisma
histórico, ou seja, a gente já eh eu não
tenho tanto tempo de Banco Central
assim, mas sempre que a gente tem
diálogos com sistemas cooperativos,
sempre tem um pouco dessa eh visão de,
olha, gostaríamos de ser tratados, de
ter a incidência dos requerimentos
prudenciais como se fôssemos um
conglomerado prudencial.
Então aqui eu vou falar um pouquinho do
que que tá nessa infraestrutura mínima
que a gente tem por plano piloto para
para discutir. Então a primeira grande
questão é esse mecanismo de
compartilhamento de riscos. Eu fiquei
muito feliz ontem com a apresentação, se
eu não me engano, do Reginaldo, que que
eu acho que ele conseguiu sintetizar
isso melhor do que eu conseguiria, que é
a formalização da solidariedade do
sistema cooperativo. Então, a ideia é
que você tenha recursos para sanear
cooperativas singulares, ou seja, uma
reserva comum que efetivamente absorva
perdas.
Além disso, a gente tem a questão da
gestão de liquidez sem a criação de
exposições intrassistêmicas e aqui a
gestão de liquidez discricionária.
E aqui a gente olhou muito pra questão
qual tamanho que o MCR deveria ter.
Então, se a gente tem muitas exposições
intrassistêmicas, a gente tinha leitura
que o MCR deveria ser grande, talvez até
proibitivo pro incentivo econômico,
porque aqui a gente tá falando até de
uma opção que é facultativa das
instituições. Então, a gente queria que
houvesse efetivamente um incentivo para
que fosse feita essa migração. E o
último ponto, que é talvez é o mais
importante, porque ele é a argamassa
disso tudo, ele é que dá coesão a esse
processo, que esse ICEP diferente, a
gente chamou de ICEP porque ele tem uma
estrutura muito similar a cap em termos
de filosofia, mas não é exatamente o
ICEP que a gente já tem. Então ele ele
vai olhar para isso tudo e ele vai olhar
não para o capital, mas para o MCR, que
a gente identifica como uma coisa que
pode ser interpretada até como um
protocapital e e e comum a todo o
sistema. E é muito importante enfatizar
que eh tudo isso tem que tá associado a
uma governança. A gente detalhou isso na
resolução Banco Central 478, que é
importante ter eh um monitoramento, um
acompanhamento, uma coesão sistêmica
integrada à atividade do Banco Central.
Então havendo sempre comunicação ao
Banco Central que vá dizendo: "Olha, o
que que tá acontecendo e quais são os
riscos que eu identifico?"
E isso foi até uma coisa que eu acho que
nas apresentações de ontem foi citado,
que eh a questão do monitoramento ele
tinha até as figurinhas lá do risco
inaceitável. Então é um pouco eh talvez
mais até do que um pouco ligado a esse
tipo de visão sistêmica eh integrada.
E eu vou dar um pouquinho de maiores
detalhes a essa questão do do ICAP, que
eu acho que é é é bastante importante.
Então, assim, eh a gente precisa ter um
sistema de estratificação de risco.
Então, a o sistema precisa identificar
eh quais são os riscos que estão sendo
assumidos e em que cooperativa
fundamentalmente esse risco tá sendo
assumido.
Eh, e então não só identifica o risco,
mas identifica o que que precisa ser
feito em termos de atuação dessa
governança.
E a gente vê que isso até a gente espera
que não seja frequente, que em algum
momento pode ser que o MCR, esse recurso
comum para absorção de perdas, possa vir
a ser acionado, mas ele é a última linha
de uma cadeia. Então, a gente também
pede que nesse IPAP haja um como se
fosse um planejamento de capital do
ICEP, ou seja, um fluxo de caixa vendo o
que que vai ser eh demandado.
E isso é esse tripé, por assim dizer, a
gente vê como eh conectando o fluxo todo
dessa governança, que envolve desde o
diagnóstico nessa estratificação de
risco, a governança e a própria
capacidade de atuação desse recurso.
Então, tem aqui um pouco eh uma
associação como se fosse o Banco Central
vai receber isso, vai ver até a
necessidade de talvez um um pilar dois
do MCR, ou seja, talvez a necessidade de
mais recursos.
E em termos de eh possíveis
desenvolvimentos futuros, né, como eu
disse, eh a gente tá falando aqui de um
arcabulso facultativo,
mas que a gente entende que ele pode
servir de base para um um tratamento
diferenciado mais amplo. Então o o meu
chefe, ele o João Luiz, ele sempre fala:
"Ah, isso aqui a gente tá plantando uma
sementinha e a gente espera que dê bons
frutos".
E e nesse sentido a gente tem a visão de
que para que esses frutos possam
acontecer, a gente vai estar num
processo de observar isso na prática,
vendo se funciona, porque no muitas
vezes é uma frase que eu já escutei
muito na minha vida, às vezes o papel
aceita tudo, né? Então, na hora que a
gente vê a a dificuldade, as questões, é
que a gente tem eh realmente uma
evidência a partir de resultado se eh
esse arcabolso ele é eh está de acordo.
E nesse processo, isso eu acho que é
fundamental, assim, a gente tá sempre
disposto a aprimoramentos. Recentemente
eu conheci uma palavra que eu não
conhecia, eh, né, como o Caio falou, a
gente tá aprendendo, a gente tá
discutindo, a gente tá junto elaborando,
né, e, eh, por fim, discutindo a
resolução conjunta 14, que é o foco aqui
da minha fala, né, que em relação ao
capital mínimo. Essa resolução ela, eh,
soubemos aí, não é só para as
cooperativas, é pro mercado inteiro, né,
como o governan falou, ela não é uma
resolução eh prudencial. Prudencial, nós
temos o baseleia lá, que tem o cálculo
lá do basileia, etc. Que é quanto a
gente precisa ter de dinheiro no bolso
para cobrir as perdas. A conjunta 14 ela
é estrutural, é quanto que você precisa
para botar o prédio em pé, quanto que
você precisa para manter o seu prédio em
pé. Se você quer fazer mais, quer
aumentar o seu negócio, você precisa ter
aquela estrutura, tá? Discutindo lá no
no comitê, né? Isso aqui foi uma uma um
quadro que eu tirei de uma apresentação
do Banco Central, né? Então, destacando
aí para todas as instituições
financeiras, né? as cooperativas de
crédito capital empréstimo agora
150.000, que é uma exceção dessa norma,
né? Mas basicamente as cooperativas aí
têm mais de 10, 12, 15 milhões. A mesmas
as clássicas, né, de capital mínimo, as
nossas lá clássicas são eh 22 milhões,
25 milhões. Então existe uma
complexidade já bem maior e uma
necessidade de uma estrutura bem maior
de capital para fazer frente às perdas,
tá?
E aí, só uma pequena revisão de
contabilidade aqui, né? Perdas esperadas
são cobertas por provisão. Eu faço meu
modelo de perda de crédito, né, que é o
nosso principal core, perda esperada. Aí
o FRS9, acho que todo mundo já tá bem
escolado nisso lá. Eu tenho uma
provisão, reservei o dinheiro lá. Agora,
pra perda não esperada, para uma
pandemia, para uma guerra, para um
respeito macroeconômico aí que foi
falado ontem, né, para uma enchente,
para várias outras coisas que a gente
tem aí, eu preciso de patrimônio de
referência para me manter de pé, que eu
vou levar as porradas aí no meio do
caminho, eu preciso me manter de pé.
Esse é o o o a importância desse
patrimônio, tá? E aí, trazendo o artigo
12º da resolução, ele fala de um limite
mínimo de capital social ou patrimônio
líquido. E aí foi discutido lá na
Câmara, capital social e patrimônio
líquido. Se a cooperativa tiver
resultado negativo, vai ser patrimônio
líquido, matemática. Se a cooperativa
não tiver resultado negativo, vai ser o
capital social abalizador. E aí dentro
da composição do patrimônio líquido, nós
temos capital social, reservas e
resultado. Esses são os três principais.
Aí nós discutimos lá bastante a questão
das reservas, tá? E eu quero trazer aqui
também foi um pleito encaminhado pro
Banco Central a importância das
reservas. Por quê? Nós temos o capital
que todo mundo aqui já conhece, né? Ele
é remunerado a CELIC no máximo lá uma
vez por ano, etc. A reserva, ele é um
recurso sem custo pra cooperativa. Ele é
indivisível, então não permite resgates.
O cooperado fecha conta, a reserva fica
lá. é patrimônio da cooperativa e nas
experiências internacionais aí a gente
gasta o nosso inglês, o alemão, o
holandês para olhar como é que tá os
modelos lá fora, né? Reserva é o fator
primordial de solidez das cooperativas e
ela permite absorver esses impactos
inesperados. Por exemplo, surgiu um
IFRS9, aquelas cooperativas que têm
reserva estão tranquilas, elas vão
conseguir fazer a migração, mesmo que
tem um resultado negativo, mesmo que tem
uma dor de barriga, elas conseguem se
manter, elas conseguem ter a perenidade,
que é o que a gente chama, né? Nosso
foco aqui é o crescimento sustentável. E
aí eu trago um quadro aqui que a gente
fez lá, que é e encaminhou no pleito,
né, que é a coluna do meio. Vejam o
crescimento e a importância que está se
dando para as reservas. as reservas
estão crescendo muito mais do que o
capital social e elas estão se tornando
mais importantes para o PL. E é
justamente isso que a gente quer, é isso
que a gente tá direcionando pelas pelos
pontos que eu citei acima, né? Então a
gente julga muito importante a questão
das reservas e nesse pleito nós
encaminhamos a a aí o Verland depois se
quiser comentar pode comentar, né? Overl
sem eh a gente encaminhou a importância
também de considerar as reservas para
fins de capital mínimo, né? A gente acha
isso bastante importante. Eh, e na nossa
visão, até a gente tava conversando com
uma pessoa do Banco Central aqui, que eu
não vou falar o nome, pessoa parou por
dois segundos e falou: "Tá, o que que
vocês teriam que fazer então agora?
Vocês teriam que tirar o dinheiro da
reserva e jogar pro capital social. Aí
parou por 2 segundos assim: "Não, não,
não, não façam isso. Não façam isso
porque não é o não é o ideal. É, é legal
vocês manterem nas reservas. Vamos ver,
vamos estudar, vamos avaliar se
realmente faz sentido esse esse pleito,
né?
>> Você me d uma parte então,
>> por favor. por favor. Fui citado,
>> que eu fui citado aqui,
>> meio, fui meio direto, né? Verdade.
[risadas]
>> Eh, na verdade não pode integralizar a
reserva, tá? Eh, a gente até conversou
com a nossa procuradoria e até por essa
indivisibilidade
do fundo de reserva você não pode
integralizar, tá certo? Então, eh,
inclusive a gente já analisou esse
pleito de vocês, tá? Eh, um dos motivos
eh
que levou o DENOL a concluir que
esse esse pleito é meritório e levar
paraa diretoria eh a sugestão inclusive
de alteração na resolução conjunta 14
para permitir a soma do fundo de reserva
eh ao capital social foi esse. Você não
pode integralizar, tá certo? Eh, mas o o
fundo de reserva ele tem um outro
problema. A lei 5764,
ela diz que ele pode ser utilizado no
desenvolvimento das atividades da
cooperativa. Isso é muito amplo. Isso
torna o fundo de reserva também
instável, né? Então, o que que a gente
tá pensando e o que que a gente propôs à
diretoria colegiada do Banco Central e
se eles aprovarem para ser levado ao
Conselho Monetário Nacional?
Que a cooperativa poderia sim somar o
fundo de reserva ao capital social,
desde que ela insira em seu estatuto que
o fundo de reserva só pode ser utilizado
para compensar perdas.
Desse jeito ele abre mão, né? a
cooperativa abre mão desse uso eh no
desenvolvimento de suas atividades,
certo? Então, eh eh eh a gente a gente
considerou meritório, a gente eh eh
sugeriu a alteração na norma a diretoria
colegiada eh com base n eh eh nessas
duas premissas aí, né, de que não pode
integralizar e é preciso incluir no
estatuto essa cláusula.
Obrigado pelo esclarecimento.
Acho que acho que isso já dá uma
acalmada aí em boa parte das perguntas
aí. Eh, então, passando as questões das
reservas, o segundo ponto e último que
eu queria comentar aqui é sobre o Vern
já apresentou aí um pouco dos custos e
atividades, né? A gente fez esse
quadrinho resumo aqui já pra gente
raciocinar um pouco mais de como que a
gente faria esse cálculo. E para quem
ainda não sabe, existe uma calculadora
no site do Banco Central, né? Parabéns
até pela por essa iniciativa. Tá muito
legal a calculadora lá e bate com bate
com os nossos cálculos aqui também. Eu
acho que a gente bem importante isso.
Ah, mas eu queria só destacar, o Vern já
comentou também, né, na questão dos
serviços de tecnologia, né, nós temos aí
o provimento da conta do Pix, já foi
falado aqui que é hoje os sistemas
organizados, a TI tá na central, tá na
confederação, tá nos bancos, o Pix ele é
central. A cooperativa ela não bota a
mão nesses nesses sistemas aí. Mesma
coisa, o Open Finance. Open Finance, a
Unicred, por exemplo, quando você olha
em Open Finance da Unicred, tá escrito
Unicred, não tá escrito o nome da
cooperativa, ele é centralizado, a gente
tem um um fluxo único lá. E aí o que que
a gente escutou de algumas cooperativas
até de outros sistemas? Então quer dizer
que eu vou ter que sair agora do Open
Finance para poder me desabonar desse
custo de capital. E você vai ter
sistemas cooperativos com 20
cooperativas no Openfice, 10
cooperativas fora do Openfice, na nossa
visão, isso seria muito prejudicial. Não
faz sentido isso para para pra própria
pro pro objetivo do Open Finance em si,
né? Então, o segundo ponto do nosso
pleito aqui seria revisar essa questão
do Open Fance, sendo mesma mesma
prerrogativa do PIC centralizado, acho
que já foi respondida aqui pelo Verlan,
né? E, eh,
basicamente o que eu tinha para trazer
isso. E, e essa questão do capital a
gente julga muito importante. Eh, apesar
de ter dado uma mexida aí no no mercado,
né? Eh, nós que trabalhamos com gestão
de capital, nós nos preocupamos
diariamente com isso, né? Eu coloquei
uma frase aí de algum filósofo aí. O
capital mínimo é o colchão que nos
garante boas noites de sono. Então os os
gestores de risco aqui com tudo o que tá
acontecendo no mundo, né, a gente sempre
fala: "Ano que vem vai ser mais
tranquilo". Não, não vai. Não vai. você
vai ter que convencer de que ano que vem
não vai ser mais tranquilo e você vai
ter que ter um colchão bom para se
deitar e conseguir dormir, conseguir
relaxar e ter uma boa noite de sono.
Ainda assim você vai ter dificuldade.
Então, eh, muito obrigado e quero quero
agradecer aos meus colegas do CT também
que nos ajudam nessas discussões. Muito
importante. Clairton,
muito obrigado, Fernando. Eh, a gente tá
aí falando em nome das cooperativas,
bastante ansioso para que aquele aquele
prito seja atendido. Eu sei que tá muito
bem encaminhado, né, Verlan, pela parte
técnica. E aí a gente aguarda aguarda o
posicionamento da diretoria e do
Conselho Monetário Nacional.
Ricardo, é contigo agora 15 minutos.
Obrigado, Claí. [limpando a garganta]
Eh, primeiro, a é uma oportunidade
imensa, né, tá participando aqui dessa
mesa junto com esses profissionais aqui
do Banco Central, junto com o Fernando,
Aíton. Eh, agradecer ao ali pela
oportunidade que tá me dando de
participar aqui com vocês, eh,
num assunto, né, tão importante pro
cooperativismo financeiro e fundamental,
né, nós estamos falando de duas normas
que tratam do capital eh das
cooperativas. Um, com olhar capital
individual. A resolução conjunta número
14 ali, ah, ela trata muito o olhar a,
olhando individualidade da cooperativa e
quando a gente vai falar da resolução
5223, é aquele pedido que de tratar os
sistemas cooperativos também de forma
combinada, né, de forma eh unânime ali,
exatamente para que a gente tenha ali
uma eficiência, né, também de capital,
eh, olhando para uma gestão mais
eficiente, uma gestão de negócio também,
eh, olhando pro capital ali, eh, não só
para um olhar de risco, mas também com
gestão de negócio, de crescimento, eh,
da do sistema cooperativo como um todo,
tá? Eh, eu trouxe aqui um um não vou
entrar na resolução, né? A o Caio aí tem
até mais propriedade para falar da
resolução do que eu. Eh, a ideia é mais
tentar tangibilidar o que que é essas
exposição intrassistêmica, né? E o que
muda na prática pros sistemas ali, eh,
com essa eliminação dessas exposições
intraistêmica. Então o a mudança, né, na
prática dessa eliminação
intrassistêmica, ela gera dois efeitos,
né? Essa exposição intraistêmica, ela
basicamente é as operações ali, se eu
pegar um exemplo, operações de crédito
de repasse interfinanceiro que a
cooperativa faz com o cooperado e pega
recurso no banco. Essas operações, ela
tem um consumo de capital na cooperativa
e ela tem um consumo de capital no
banco. Ela tem tanto consumo de basileia
no RW CPAD, como também ali no razão de
alavancagem eh dos bancos, né, dos
bancos cooperativos que já estão hoje
S2, né, eh eles são obrigado ali a a
cumprir a regulamentação do razão de
alavancagem. Eh, e o efeito dessa
eliminação e das exposição intraistêmica
é exatamente no razão de alavancagem. E
aí eu deixo aqui também o meu pedido,
né, de aproveitar e pra gente também
pensar com carinho, eh, talvez aí não
nesse momento, mas pensar com carinho aí
a possibilidade de também ter essa
redução no RWPAD, que vai beneficiar
bastante as cooperativas como um todo. A
gente tá com uma norma que puxa mais
capital e uma norma que ela tem ali um
benefício intrassistêmico. Então, é, a
gente entende que tá num piloto, né,
como o Caio falou, tá em, a gente tá
aprendendo junto, né, como construir
esse esses mecanismos de proteção.
Então, o, mas a gente também, mesmo com
a eliminação no razão de alavancagem, há
também o consumo na no índice de
basileia ali pelo Ra Cepad. Eh, então os
dois efeitos, né, diretos, eh, primeiro,
maior precisão na mensuração do risco de
capital, ou seja, a gente começa a medir
eh o consumo de capital exatamente pelo
tomador final, que é onde tá o risco,
não na a cadeia ali, como o sistema está
sendo eh passando as operações. Então, o
risco na operação, ela está lá no na no
tomador final e não na cadeia da
operação até chegar ao tomador final.
Eh, e o segundo é uma liberação de
capital regulatório, né, que elimina
essa dupla contagem aí, eh, que nós
entendemos ali que ela tendo, sendo
desnecessária nesse momento e o aumento
da eficiência do sistema, ou seja,
gerando maior competitividade também pro
sistema financeiro nacional, de gerando
mais oportunidade de crescimento eh para
todas as cooperativas.
Eh, como o diretor Aíton falou ontem,
né, quem sabe daqui uns anos a gente tá
aí eh com 45, 50% do mercado financeiro.
Esse talvez seja uma boa oportunidade de
utilizar esse capital para aquecimento,
para desenvolvimento da da cooperativa
com segurança, com com prudência, né?
Eh,
e aqui eu entro nas oportunidades, né,
bem da resolução, né? Então, como eu
falei bastante na minha fala, exatamente
o ganho de eficiência que esse esse
mecanismo traz traz aí para para todo o
sistema cooperativo, eh ele elimina, né,
historicamente esse duplo consumo de
capital, gera um pedido antigo ali do do
CT de capital pra gente conversar sobre
essa possibilidade eh da eliminação.
ele aumenta a eficiência, né? Ou seja,
ele dá mais e eficiência na gestão, ou
seja, a gente pode trabalhar melhor a
eficiência do capital tanto no no nas
cooperativas como na instituição de
terceiro nível. Eh, isso permite
redução do custo de carregamento de
capital, que na prática eh isso reflete
lá no cooperado numa taxa de juros
menores, uma um aumento ali da da do do
crédito, né, pro nosso cooperado, eh,
aumenta a competitividade das
cooperativas junto ao mercado como um
todo. Então, a gente podendo competir de
forma mais eficiente com o mercado e a
possibilidade, né, maior de crescimento
aí do do do sistema cooperativo como um
todo.
e os desafios, né? Eh, a gente também
tem muitas oportunidades, mas temos
desafios também como sistema, que é
importante, que como o Caio trouxe, né,
o mecanismo de compartilhamento de
risco, né, o MCR, eh, é uma mudança de
cultura, né, é uma mudança aí que a
gente tá estudando, né, como sistema,
como CCOB ali, como implantar, eh,
também compartilhando muito com o CCRED,
também com os outros sistemas, eh, a
porque há grandes mudanças, né, a a
serem feitas no compartilhamento ali de
risco que como o Caio trouxe, ele ele é
para salvaguardar as cooperativas ali
com problema de eh de eficiência, né,
com problema de eh de indicador de
basileia ali e o ICAP, né, que ainda tá
para o Banco Central ainda vai soltar o
normativo, exatamente detalhando como
será esse ICAP, né? É um ICAP diferente,
como o Caio também trouxe ali na fala
dele do que o o Banco CicOB hoje ele já
faz o o Ban Crédit também. Eh, mas é um
novo ICEP, né? Então, seriam dois paraas
duas instituições ali para ela poder tá
ganhando esse benefício aí de capital.
Então, é eh são eh próximos passos que
estão vindo aí eh para também eu entendo
também que próximo para deixar o nosso
sistema mais forte, né? São mecanismo
também de segurança também que o Banco
Central tá pedindo para deixar o sistema
cooperativo mais sólido, mais forte.
Então, eh eh a o ICAP também é um
documento que ele trata ali
detalhadamente, né, como já o Caio
trouxe, a análise de cada cooperativa,
fluxo de caixa, isso é importante ter,
tá bom? Eh, e aqui eu faço só um
panorama rapidamente aqui em relação ao
conjunto número 14, né? Eh, nós temos,
como eu disse, uma norma que ela traz o
benefício ali pro sistema cooperativo
como eh redução eh das exposição
intraistêmica, ou seja, podemos
alavancar um pouco mais, podemos fazer
mais negócios. Eh, e aí eu tenho uma
nova resolução que ela eleva, né, um
pouco o nível do capital mínimo ali, eh,
das cooperativas, do patrimônio líquido
das cooperativas,
mas que também gera muitas
oportunidades. é não olhar só pela
dificuldade de de aumentar o capital,
mas o aumento do capital também ele traz
solidez para as cooperativas, solidez
para o sistema cooperativo, eh reforça,
né, a capacidade de absorção de perdas,
que é a gente não quer ter perdas, mas
elas podem acontecer. Nós estamos no
mercado, o mercado ele é muito instável.
Eh, então quando a gente faz uma
analogia entre as duas normas, nós temos
uma norma que ela olha sistema, eh, que
era um pedido antigo e temos uma norma
que ela, eh, ela olha o sistema e dá um
um benefício de capital. E a, e a
conjunta número 14, ela solicita um
pouco mais de capital, eh, e também
gerando novos negócios.
E aqui eu não podia deixar também de
falar das reservas, né, mas como o Vela
já trouxe, vou passar muito rápido, era
só para ter um lembrete novamente das
reservas, que exatamente porque é muito
importante, né, para as cooperativas que
sejam consideradas as reservas ali.
Então trouxe só um por que é importante
as reservas para cooperativas, né, elas
reduzem ali significativamente o quadro
de dependência, né, do quadro social. Ou
seja, quando a gente olha para uma
reserva, a cooperativa eh ela tem
segurança sobre ela, né? Por isso que há
um incentivo muito grande. A muitos anos
que a gente faz esse trabalho de
aumentar as reservas nas cooperativas.
Nós rodamos aí eh posso falar como SICOB
ali, rodamos o país todo nas
cooperativas fomentando exatamente isso,
eh, fazendo workshop, fomentando o
aumento das reservas, exatamente para
fortalecer, para ter segurança sobre
aquele capital. Eh, o capital social
também tem segurança, mas quando a
gente, se a gente for fizer em
percentual, vamos dizer que o capital
social é 99,9 e a reserva 100%. Eh,
porque as reservas é de todos, né, todos
envolvidos na cooperativa. Ela é da
instituição, eh, ela fortalece, né, a
instituição sem necessidade de ter uma
nova contribuição do cooperado, sem ter
o cooperado ali precisar aportar um novo
recurso, podendo deixar aquele dinheiro
dele ali numa aplicação financeira que
vai render mais pro cooperado no final
do dia. Eh, ou seja, vamos fortalecer
mais ainda a região que o cooperado tá
inserido. É, e é também ela permite, né,
crescer, né, a cooperativa ali
desenvolver novos serviços, é, sem
solicitar diretamente capital associado,
ou seja, ela consegue fazer um
direcionamento melhor pro seu plano
estratégico como um todo, tá bom?
Eh, da minha parte, pessoal, era isso. A
gente queria deixar um tempo, até porque
o assunto é bem polêmico, né? Os dois
assuntos são bem polêmicos. é bem um
assunto que ele tá mudando o acho que
vai existir um sistema cooperativo antes
dessas duas normas e um sistema
cooperativo depois dessas duas normas.
Eu acho que a consolidação dessas normas
também fazem parte do do crescimento,
né? Eh, e aí eu deixo só uma mensagem
ali muito voltada pro capital, que é
capital robusto, impulsiona, né, o
sistema mais sólido, integrado, capaz de
sustentar o crescimento consistente das
cooperativas. Tá bom? Obrigado.
Passo a palavra Clair. [aplausos]
>> Muito bem. Muito obrigado, Ricardo.
Eh, bom, agora chegou o momento
aguardado das perguntas.
Estamos abertos as perguntas. Sim, por
favor.
Oi. Eh, bom dia. Foi colocado, né, que
já tem esse parecer técnico positivo e
que foi encaminhado esse pleito em
relação às reservas paraas instâncias
superiores, né? Costuma demorar quanto
tempo? Existe uma perspectiva de prazo.
Eu sei que não depende de ti, né? Mas
com certeza é algo que tá aqui no no
coração de todo mundo ansioso, né?
Quanto ao assunto. Quanto que esse esses
pleitos costumam [limpando a garganta]
levar? Não sei se tem essa resposta.
>> Eh, a gente realmente não tem uma
resposta assim precisa, tá? Eh, tem
propostas que a gente leva paraa
diretoria e ela entende que é algo
urgente e aprova rapidamente, né? outras
eh levam levam levam um bom tempo. A
gente tá trabalhando para tentar eh se
for aprovado antes eh de primeiro de
julho, né? Eh para que quando eh começam
a ser aplicados os novos valores, a
gente já possa eh fazer isso com a a
nova regra, tá? Eh, e como eu falei, e
foi isso que a gente sugeriu a
diretoria, né? a gente propõe a
diretoria, cabe a eles eh avaliar a
pertinência e também a a a urgência do
do da medida, tá? Então, saindo, eu
creio que a gente que a gente teria até
primeiro de julho,
as duas, tá? eh, tanto a alteração na
resolução conjunta 14 sobre as reservas,
quanto a a do Open Finance, né? Eh,
estender ao Open Finance e eh o mesmo
tratamento que a gente tá dando ao Pix
de requerer o capital da central ou da
confederação e não da singular. As duas,
a gente sugeriu a diretoria que se de
acordo que que a medida fosse eh eh
aprovada antes de primeiro de julho.
>> A nossa ansiedade é mais pela questão
das reservas, né? Lógico que faz todo
sentido essa questão de olhar pra
tecnologia, mas [limpando a garganta] a
gente até brinca, né, que poderia ser
uma exigência inclusive maior que 25400,
que é o o valor que a gente tá
trabalhando ali, desde que aceitasse as
reservas, né? Então a gente entende que
faz todo o sentido a exigência e que vai
trazer pra gente força no sentido de
olhar para as cooperativas com essa
estrutura forte, né?
>> Sim, a gente a gente a gente concordou
plenamente com com o pleito, né? como
como eu disse, então cabe a diretoria,
né?
Muito bem,
>> Evandro,
>> bom dia. Eh, primeiro, parabéns aí pelo
evento, eh, pelo pelo painel aqui. É o
Evando do Cicred. Caio, eu queria
aproveitar a oportunidade e fazer um uma
um questionamento sobre a questão do
MCR. No qued a gente já avançou bastante
na estruturação do MCR, né? Inclusive
aprovamos agora em março a instituição
do MCR,
já com previsão aí de estratificação de
riscos, a estrutura de gestão de
liquidez, a governança, enfim. E a gente
tá eh mais dependente ainda da questão
do ICAP. Se tu pudesse, tu falasse um
pouco ali, se pudesse detalhar um pouco
mais como é que vocês estão imaginando
na prática esse ICEP, já que hoje tem a
entrega de um ICEP pelo pelo banco, se
vai ser um documento que vai ter que ter
uma consolidação do sistema e também se
vocês têm já uma expectativa eh dessa
norma aí que vai atualizar as regras do
ICEP para contemplar esse novo ICEP aqui
específico. Você tem alguma previsão,
alguma expectativa? Porque a gente
imagina que se a gente conseguir ter
avançar nessa nessa na questão da ICEP,
quem sabe a gente poderia até o início
da vigência da norma que começa em
julho, já ter o nosso pleito pronto ou
pedido pronto para apresentar pro Banco
Central para apreciação.
>> Eh, obrigado. Excelente pergunta. Eh, de
modo geral, assim, saiu, se eu não me
engano, a resolução BCB 555, que trouxe
os contornos gerais da como é o Equip. A
gente tem conversado muito e aqui eu
volto até um pouco aquele ponto que eu
mencionei do projeto piloto. A gente tá
num processo de aprendizado, ou seja, a
gente tá construindo o mundo novo.
Então, houve uma decisão que nesse
momento a gente não vai fazer um modelo
fechado como existe do tradicional.
Então, a gente vai aprender então a
ideia, e esse é um ponto que envolve até
mais a supervisão do que a área de
regulação, a gente vai ver as boas
práticas e a partir do que a gente
identificar de boas práticas vai
reformulando e criando um modelo mais
específico. Do ponto de vista assim
geral assim do do processo de
candidatura, eu acho que é interessante
mencionar assim que a nossa visão hoje é
que isso vai ser muito parecido com o
IRB, que é a resolução 303,
eh, resolução Banco Central. que é o
modelo interno de crédito, que envolve
um contato muito próximo, uma
aprendizagem um processo longo e e a
gente até imagina que provavelmente
assim a primeira candidatura
vai ser um processo talvez um pouco mais
lento, mas à medida que a gente for
aprendendo e desenvolvendo é possível
que esse processo fique bem mais célere.
Mas é em relação a sua pergunta
específica, não vai a princípio ter um
modelo fechado. Então a gente vai dar a
diretriz. Então como eu mencionei,
precisa ter uma estratificação, precisa
dizer quais são as cooperativas que
estão com maior risco de vir a demandar
eh recursos do MCR ou atuação da
governança do MCR.
precisa nessas cooperativas aí sim
trazer o detalhamento de riscos como já
existe. Então assim, eh eh não tem eh um
modelo fechado, mas tem a digamos o
contorno geral, o arcabolso que a gente
gostaria e a gente espera que em algum
momento vá ter um modelo fechado, mas
que não seria a princípio antes do prazo
de candidatura, que seria já no início
do segundo semestre.
Então, Cai, a gente poderia eh eh
poderia apresentar o modelo, a gente
poderia trazer pra mesa para conversar
com vocês aquilo que a gente tá
imaginando, estruturando como esse cap,
seria uma possibilidade?
>> Acredito que seria bastante produtivo. A
gente poderia organizar e conversar
[limpando a garganta] com envolvendo
também a supervisão.
>> Bom dia a todos. Luiz Leste da pela
Confebrá. Na realidade, eh, a minha
intervenção é mais para uma uma proposta
sugestão, viu? você falou aí da
possibilidade, né, que vocês estão vendo
de incluir o fundo de reserva, né, mas
desde que esteja
estabelecido no estatuto, né, a sua
utilização. Nós sabemos que muitas
cooperativas, né, [limpando a garganta]
eh direcionam até incentivamente parte
das suas eh das suas dos seus fundos
constitucionais, um percentual bem
elevado, por entender que é muito
importante você ter uma estrutura
patrimonial bem bem forte, bem
consistente.
Hoje temos cooperativas que têm nos seus
fundos de reservas um valor até maior do
que o próprio capital social, até porque
o associado
quando ele chega em determinado momento,
principalmente o associado assalariado,
né, quando ele vê um uma reserva no nome
dele, às vezes não está, não tá dentro
do seu orçamento, mas ele quer lançar
mão disso por diversas fatores. dentre
eles uma uma educação financeira não tão
avançada. Bom, a minha sugestão é por
que não dentro dessa sua
[limpando a garganta] proposta não
considerar um percentual
também do do fundo de reserva, não ficar
todo o fundo de reserva direcionado para
isso. Sim, um percentual parte vai pro
desenvolvimento da cooperativa, como
prevê você citou aí, né? E parte poderia
ser utilizado para essa finalidade,
>> tá? Eh, acho que isso não foi avaliado,
tá? Eh, o pleito que a gente tinha era
tudo ou nada mesmo, né? E era de
considerar todo o o fundo de reserva.
Eh, foi isso que nós propusemos a
diretoria, né, de de utilização de todo
o fundo de reserva, desde que haja essa
essa trava. Eh, a gente entende
importante, né, essa essa essa
utilização, mas quando você tem mais do
que o capital necessário, tá? A
cooperativa só precisa colocar no
estatuto o dispositivo de que ela
eh só pode utilizar o fundo de reserva
para compensar perdas quando ela precisa
somar o fundo de reserva ao capital
social. Quando ela não precisa, ela pode
continuar usando de acordo com o que
determina a lei, tá? Não, nós não vamos
obrigar a inserir essa cláusula no
estatuto, somente se a cooperativa
para cumprir o capital mínimo necessite
de fazer a soma, tá?
[limpando a garganta]
Clarito, posso complementar aqui, Mário?
Sim,
>> eh, uma pergunta para você de novo eh
sobre esse assunto. Se isso não, vocês
não pensaram em colocar isso na própria
lei ou alterar a lei ou isso é muito
mais difícil?
>> É, é muito mais difícil alterar a lei,
até porque a lei ela se aplica a todas
as cooperativas, não só as cooperativas
de crédito. A lei 5764,
eh, ela rege todas as cooperativas. Eh,
uma saída seria ter colocado isso na lei
complementar 130, né, que aí ficaria
restrito, mas é muito mais complexo
ainda, que é uma lei complementar, tem
coro qualificado para aprovação, né?
Então, é muito mais simples a gente
colocar eh na resolução conjunta que é
uma decisão da diretoria colegiada do
Banco Central e do Conselho Monetário
Nacional, né? Eh, tá mais próximo da
gente aqui, da nossa regulação aqui, eh,
propor e e aprovar. Tá.
Oi, bom dia, gente.
>> Bom dia.
>> Meu nome é Ciro. Eu sou da cooperativa
Sicré Lençóis do Maranhão. Eu não queria
fazer uma pergunta, só queria ter
certeza que o meu microfone tava
funcionando. Eh, brincadeira, gente.
Vamos lá. Eh, eu quero só eu quero
deixar aqui um um pensamento, é porque
não é uma pergunta mesmo, né? Ah, eu a
gente ouviu aqui durante dois dias falar
em maturidade, conversas difíceis,
solidez e capacidade de sobreviver. Eu
eu entendi todos os recados, né? Eh, nós
estamos aqui no órgão regulador, nós
estamos no Banco Central, mas também é
um seminário conjunto, né? Então, a
gente tá aqui junto com OCB. Eh, a gente
viu aqui pela exposição dos amigos ali,
[limpando a garganta] de fato, tem os
pleitos eh voltados à defesa do nosso
sistema cooperativo para entender que
nós somos, fazemos parte de de sistemas
e que a gente eh tem algumas diferenças.
A gente não pode ser tratado da mesma
forma, né? A a isonomia envolve a gente
perceber essas pequenas diferenças.
Então, eh, agradeço, eh, a gente
agradece por ess perceber que tem esse
movimento no sentido de defender a
gente. Eh, eu quero colocar aqui é que
talvez eu não vi, me perdoem, não parece
ter um movimento para dentro, né? Tá
tendo um movimento para fora, mas tá
todo mundo que me parece muito
conformado com o esse alinhamento. Eh,
nós somos 50 e logo seremos 40. Eh, e
aí, eh, que tipo de atuação a gente pode
ter no nível institucional, segundo
nível, terceiro nível, que não seja
somente aumente o seu capital. É isso.
Olha, vocês procurem e aumentem o
capital. Eh, eu falo como representante
de uma cooperativa pequena que a gente
vai conseguir, a gente tá na na no alvo
lá só em janeiro de 2028 que a gente vai
deixar de existir, né? Mas tem umas aí
que a partir de agora já estão sendo
ameaçadas, né?
Eh, e tá, eu como integrante da minha
cooperativa pequena, eu só posso levar
adiante o ideal do cooperativismo se eu
for incorporado, se eu for integrado,
né? Ah, parece, parece que tá, quem tá
olhando de cima e eu tô falando aqui
como como pequeno, parece que tá todo
mundo muito tranquilo. Eh, quanto menor,
quanto menos somos, melhor passamos,
sabe? Eh, então eu me pergunto, em
relação à à minha realidade, em relação
a a outras que serão afetadas, ah, como
que a gente pode manter ali o nosso
contato com o nosso associado e dizer
para ele que vai dar tudo certo, que não
faz diferença para ele, porque é o mesmo
sistema e agora ele vai ter que lidar
com uma pessoa de outro estado, com uma
outra que é muito maior do que nós? Eh,
como manter a nossa proximidade com a
nossa realidade local dessa forma, né?
Eh, eu acho que a gente tô tô tentando
colocar aqui que talvez o o ideal do
nosso cooperativismo ele possa ser eh
para [limpando a garganta] dentro aqui e
ajudar a as pequenas, as miudinhas a
continuarem existindo, tá? Eh, por que
não? Então, já somos sistemas. A gente
devia falar aqui sobre
integração, intercooperação.
Vamos em busca logo do sistema único. Um
sistema só, um sistema um todos os
sistemas interligados. Ah, o Estatuto
Único para ser cooperativa tem que ser
tudo igual. Talvez seja esse o futuro e
talvez seja isso que aconteça, né? e a
gente já esteja vendo o início disso,
mas cada representante da sua unidade
aqui vai ter todo o direito de dizer:
"Não, eu quero continuar da minha
maneira porque eu quero preservar a
minha identidade, porque nós somos um
sistema que tem uma cara própria. Eh, e
isso por por orgulho, por crença, por
senso de pertencimento, eu acho que
também deve ser respeitado, né? Então,
para para finalizar, a gente falou de
reserva. Ah, tá. Vamos utilizar a
reserva. Eu acho que a proposta de, como
é, fixar e não não utilizar para outras
finalidades, será que a gente não
consegue fazer um aporte intraistêmico
em reservas para elevar os capitais e
permitir que essas cooperativas
continuem funcionando, né, paulatino
também da mesma maneira e que depois
isso seja compensado de alguma forma. A
a a minha minha provocação aqui é mais
no sentido de a gente talvez olhar um
pouquinho do sistema para dentro e ver
como que a gente possa fazer todo mundo
eh eh prosperar e não entender que a e
eh vai ser bom pro sistema, vai ter a
ver com a robustez. Eh eh é só essa a a
indagação e a a minha eh tô querendo
colocar aqui um contraponto para ver até
onde esse ponto chega. Obrigado.
>> Tá bem. Obrigado. Eh,
eu eu penso assim em relação a isso, eh,
existe um trabalho que a gente fez para
o regulador, né? O regulador eh tem as
suas razões, as suas justificativas para
atualizar essa norma eh, da resolução
conjunta 14, pela defasagem que tinha e
pelas situações que eh que aconteceram.
E nós temos os desafios internos em cada
sistema para fazer as equalizações, as
conversas e ver como a gente trata da
melhor forma esses temas, esses
assuntos. Eu não sei se alguém da mesa
quer fazer um comentário adicional em
relação a isso. Fiquem à vontade.
>> Posso só dar 25 centavos aí de
contribuição? Lá no CT de Capital a
gente a gente tem as o os representantes
das não não filiadas, né? Por vezes a
gente tá falando ali de sistemas,
sistemas, mas a gente sempre faz o
contraponto de tá, e a e as não
filiadas, como é que fica e tal.
Eh, o próprio Banco Central nas suas
resoluções, até, por exemplo, uma
singular solteira, vou chamar de
solteira aqui, né, para fins de capital,
ela tem um basileia diferenciado, porque
teoricamente ela precisa de um colchão
de liquidez um pouco maior. Aí quando
você agrega uma central, você tem uma
supervisão auxiliar, você tem uma
governança, você tem outros itens que
garantem um pouco mais a gestão de
riscos, né? Falando aqui como técnico
agora, tá? Eh, o aspecto político ali eu
não me envolvo e isso eu deixo para para
outras pessoas. Mas do aspecto técnico
eh essa questão de organização, de
governança, de maturidade. A gente vê
algumas cooperativas, a gente tá
migrando agora no sistema de S5 para S4,
custa caro migrar para S4, custa caro
migrar para S3, para S2, então nem se
fala. Esse custo de observância ele é
caro, mas o ganho de governança que você
tem, por vezes ele não é percebido nem
pelos dirigentes. Você só vai perceber
daqui a 1, 2, 3 anos ou quando, como eu
digo lá, quando der uma dor de barriga,
você vai perceber o que que você tem aí
para para aguentar. Eh, nesse aspecto de
capital, a gente já ouviu algumas
algumas outras considerações lá de, ah,
vocês querem acabar então com a minha
cooperativa, o Banco Central quer acabar
com a minha cooperativa. É justamente o
contrário. O Banco Central quer que sua
cooperativa permaneça aberta por mais 50
anos, 60 anos. E o Banco Central quer
que sua cooperativa tenha capacidade de
atender o cooperado da melhor forma. E a
gente vê aí fintec, a gente vê guerra, a
gente vê selic, a gente vê várias
coisas. E essas são as pequenas dores de
barriga que a gente tá tendo no caminho.
Alteração regulatória, a gente tá
falando agora de basileia 4, de
criptomoeda, de open finance, de ataque
cibernético. O mundo tá mudando e eu
tenho que me preparar porque lá na
frente pode ser que aconteça alguma
coisa e eu preciso ter essa estrutura
para suportar, né? Eu respeito a
individualidade, eu acho muito
importante os desenvolvimentos locais,
mas talvez a gente possa fazer de outra
forma, né? Eu tô falando como técnico de
capital. Como técnico de capital, eh é
muito importante que eu busque essa essa
essa consolidação até poros meus limites
operacionais. Vou citar tecnicamente
aqui um limite que a gente tem lá
bastante é leque, limite de exposição
por contraparte. Você pode emprestar no
máximo 25% do seu PR cooperado.
Se 25% do PR for 1 milhão, você tem uma
capacidade de atendimento do cooperado e
você vai concentrar sua carteira. E a
concentração é muito perigosa. Se um ou
dois cooperados der problema, você vai
ter uma nova dorzinha de barriga. Agora,
se você tem um capital robusto, você
consegue emprestar 5, 10, 20, 30
milhões, você tem um fôlego bem maior.
Até pensando no lado do cooperado, você
consegue atendê-lo de uma melhor forma,
oferecendo mais limites, dando mais eh
atendendo as suas necessidades de uma
amplitude maior, tá? A gente enxerga
dessa forma e quanto mais cooperativas
eu tiver, melhor. Porém, visando o
crescimento sustentável, né? Sempre.
Essa, essa é a palavrinha palavrinha
mágica lá que a gente usa falando como
técnico, a questão organizacional,
aspiracional, aí eu deixo pros membros
do SECO aí.
>> Obrigado, Fernando. Bom, tá muito bom,
mas
temos que terminar. Então, quero
agradecer aqui imensamente o Verlan, vai
lá. Eu eu recebi aqui eh um um
uma dúvida aqui e
eu queria fazer esse esclarecimento
aqui, 30 segundos, que essa dúvida vem
de diversos segmentos, eh, é a
interpretação da regra de transição, né?
Eh,
pessoal perguntando se o agora na
primeira na primeira etapa, né, da
transição, se tem que aportar o capital
em primeiro de julho ou 31 de dezembro.
Eh, eu peço que vocês leiam o
início do inciso 2º do artigo 12. Ele
diz lá de 1o de julho de 2026
até 31 de dezembro de 2017, 2027. devem
ser eh acrescidos, né, o os valores dos
seguintes percentuais, eh 25% até 31 de
dezembro de 2026. Então é de 1eo de de
julho de 26 até 31 de dezembro de 2026,
25%.
Então é 1eo de julho, tá? Eh, fique bem
claro. E outra coisa é o valor, né? Qual
o valor que tem que ser aportado? é a
diferença entre o capital requerido
atualmente, de acordo com a resolução
conjunta 14 e resolução BCB 517 e o
valor requerido anteriormente na na
norma, no caso das cooperativas, era na
5051, né? Eh, não importa para esse
cálculo o capital que a instituição tem
hoje. É o valor requerido hoje com
requerido antes da vigência da resolução
conjunta 14 da resolução BCB 517, tá
certo? Então, um exemplo aqui, a
instituição antes tinha o capital
requerido de cinco, 5 milhões. Agora o
capital requerido é de 15 milhões. A
diferença são 10 milhões.
25%, 2500, vai ser acrescido agora em
primeiro de julho. Então, primeiro de
julho, ela vai ter que ter no mínimo
7,5.
Ah, ela já tinha oito, então primeiro de
julho ela tá cumprindo, né?
Esses oito não entram no cálculo, ele só
vai servir para para a instituição
avaliar se ela está ou não enquadrada,
tá certo? O cálculo é o capital
requerido hoje com o capital requerido
antes da vigência da nova regra.
Obrigado, Verlan. Bom, então quero
agradecer aqui ao Verlan, ao Caio, ao
Fernando e ao Ricardo pelas excelentes
exposições. Agradecer mais uma vez o
convite, peço uma salva de palmas a eles
e faço para cerimonial. [aplausos]
>> Muito obrigada aos senhores pelo rico
debate. Todos vão receber um presente do
sistema OCB, é o Dripco Coffee,
oferecido pela Cooperativa Coxupé.
Teremos um breve intervalo. Vamos
retomar os nossos trabalhos às 10:45.
Até já.
com o seminário BCOCB, SNCC em
transformação e teremos o quarto painel
técnico com o tema cybersegurança
integridade no SNCC,
prevenção a fraudes e a nova ferramenta
de proteção ao cidadão BC protege É
demais. Convidamos
então o chefe do Departamento de Gestão
Estratégica e Supervisão Especializada
de Jeff, Senr. Aristides Andrade
Cavalcante Neto.
O chefe adjunto do Departamento de
Supervisão de Conduta DEC, Senr.
Valdemir Forte de Souza.
>> [aplausos]
>> Convidamos o chefe de unidade do
Departamento de Atendimento
Institucional DET, Senr. Denis Muniz da
Silva Carvalho.
[aplausos]
O coordenador da Câmara Temática de
Prevenção à fraudes de segurança
cibernética do SECO, o Senr.
Jardel Gen
[aplausos]
e na moderação o membro do GT executivo,
Senr. Ivo Brati.
Passo a palavra então ao senhor Ivo.
>> Bom, bom dia. Bom dia a todos. Tá
funcionando? Tá, tá. OK.
Bom dia. Antes de mais nada, queria
agradecer aqui o convite. É uma honra
estar aqui, eh, e cumprimentar a OCB por
este evento, pessoa do Thago, a o Banco
Central, pessoa da Adal Alberto, da
Carolina e cumprimentar a todos que
estão aqui, né, resistindo até agora,
né? Estamos aí no último painel, painel
muito importante e trazer um pouco eh do
contexto eh no qual a gente está
discutindo, lembrando os números do
cooperativismo de crédito. Ontem foi
trazido aqui lembrado, né, que o
cooperativismo de crédito ultrapassou a
1 trilhão
em ativos administrados,
mais de 20 milhões de cooperados. E
quando a gente coloca na perspectiva
seus familiares, estamos aí falando
próximo a 40 milhões, 40% da população
brasileira.
E falando de temas aí de resiliência, de
maturidade, de governança,
de sustentabilidade,
eh traz trazemos o tema aqui eh da
cybersegurança, da fraude, eh que é um
desafio global, né, mundial.
e que tira o sono, é, dos
administradores aí há bastante tempo e
ultimamente tem assustado ainda mais,
né, quando a gente olha o que vem
acontecendo no sistema financeiro, né,
ataques,
eh, chegando até colocar
em descontinuidade algumas instituições.
Então, é um tema de interesse da toda a
sociedade.
E quando fala do tema, estamos falando
aí principalmente de três perspectivas,
né? falando eh de processos, de
capacidade de investimento
e falando principalmente das pessoas,
né, que estão a serviço aí para dar
conta de todo esse desafio.
Ah, e aí eu já coloco uma pergunta já de
cara aqui, né? Eh, que e precisamos
refletir um pouco como é que esse tema
está nos fóruns, né? Eh, dos principais
fóruns de governança do cooperativismo
de crédito. Tô falando conselho de
administração, diretoria, comitês, com
que qualidade ele está sendo tratado lá,
né? e com que qual o tamanho da pauta e
que nós estamos tratando esse tema tão
importante?
Eh, quando falamos aí na perspectiva do
Sistema Nacional de Crédito Cooperativo,
há no mínimo 7 8 anos atrás, né, Thaago,
criamos aí o grupo eh dedicado para
compartilhar boas práticas entre os
temas cooperativos e mais recentemente
criamos as câmaras temáticas que for foi
há 4 anos atrás, né, aonde um dos temas
eh nós temos nove câmaras temáticas e um
dos temas temas é a questão da fraude,
da segurança cibernética, né? E aí o
Mael, né, que é o que tá aqui com
painelista também, atualmente está
cuidando dessa pauta, né?
Eu também trago assim um pouco paraa
reflexão, né? Porque quando a gente fala
eh normalmente os temas que dão mais
palco, né? É o crescimento, é a
inovação, né? E a minha pergunta é como
é que nós estamos cadenciando isso, eh,
esse crescimento, olhando paraa nossa
capacidade de investimento, nossas
competências
para dar conta desse grande desafio eh
que é a segurança. E eu tô chamando
atenção inclusive, né, especialmente na
indústria bancária, né, que ela é o
Brasil é conhecido como um país aí mais
inovador. Isso é muito bom, né? Isso vai
continuar,
mas precisamos estar muito atento eh
para saber se essa inovação toda tem
sustentabilidade e se nós temos
capacidade para isso. Eh, também um tema
muito importante que é educação nos
nossos cooperados para ver até que ponto
nós estamos contribuindo pra sociedade
para ter eh a nossos os nossos
cooperados cada vez mais preparados para
tratar desse tema.
dito, né? Eu passo aí a palavra aí pro,
desculpa aí o acabei
>> Aristides, né? Para eh tem tem 15
minutos, então, para fazer a tua fala,
né? E tenho certeza aqui trazendo a
saudação especial aí para todos aí que
estão na mesa, né? Que vão trazer
contribuições muito valiosas aí pro
nosso debate. E no final, obviamente,
estamos abertos aqui, seria muito
interessante a interação n perguntas. A
está contigo aí. Obrigado, Ivo. Vou
pedir licença aos meus colegas de painel
para falar de pé, porque eu tenho um
problema que eu não fico à vontade
falando sentado.
>> Eh, bom dia a todos. Primeiramente a
agradecer aqui a a OCB na figura da
Tânia, ao meu colega Dalberto aqui pelo
gentil convite de estar aqui
compartilhando com vocês um pouco dessa
temática da cybersegurança.
Então nós temos observados que muito
parte da agenda do regulador a gente tá
falando muito de inovações tecnológicas,
Pix, Openfance, criptoativos
e que essas inovações elas têm mudado o
sistema financeiro, criando
ecossistemas. O que eu quero dizer, o
serviço financeiro, mas ele não tá mais
autocontido dentro de uma instituição.
Temos diferentes players interconectados
provendo serviços financeiros, tornando
a organização do sistema financeiro
muito mais complexa.
E claro que essas que essas eh inovações
geram benefícios, por exemplo, na na
transformação digital das nossas vidas.
Ninguém mais hoje saca TM, por exemplo,
né? Ninguém muito mais usa muito o Pix.
E consequentemente
isso também tem mudado o crime
organizado. É raro hoje você ver, eu vi
essa semana notícia de assalto em
agência bancária lá no interior de
Minas. Eu, nossa, nunca mais tinha
visto, finalmente vimos. Mas por que
aconteceu? O crime organizado, ele
mudou. Assim como nós mudamos, eles não
estão mais intensificando assaltos a
carros fortes ou agências bancários. O
verdadeiro foco deles agora é a
infraestrutura digital das instituições
financeiras. E isso tem se materializado
não somente nas notícias que vemos, mas
principalmente
no número de incidentes reportados,
incidentes críticos reportados pelo SEO
financeiro ao Banco Central. Ao observar
esse gráfico, você observará que,
principalmente,
eh, houve um aumento muito grande de
incidentes reportados em 2024 com 58
acidentes. Aí muitas vezes a acredita,
ah, será que o Banco Central demorou na
resposta a incidentes? Mas é preciso
analisar o perfil desses incidentes. No
mesmo ano de 2024, só ocorreram nove
fraudes. O que entendemos como fraudes?
fraudes é um ataque direcionado à
instituição financeira, onde houve uma
subtração de recursos financeiros da
instituição. O que difere de golpes, que
é aquelas ligações telefônicas, tentando
no foco do ataque é o cliente, OK?
E em 2025 o número de incidentes saltou
para 70 aqui, 76 incidentes, onde desses
76 incidentes, 39 foram fraudes e onde
aproximadamente quase 65% dessas fraudes
aconteceram entre 30 de junho e 31 de
dezembro. OK? E se observarmos o
panorama deste ano, já temos relatados
26 incidentes relevantes, onde desses
incidentes relevantes 18 foram fraudes,
foram subtração de recursos financeiros
das instituições. É preciso deixar claro
que nem nesses incidentes nunca houve um
comprometimento da infraestrutura
central do Banco Central. Eles sempre
direcionaram as instituições,
principalmente eh provedores de serviços
pelos quais eles pudessem atacar mais de
uma instituição ao mesmo tempo.
E aqui destacando um pouco do perfil
desses atacantes, né? Chamar assim,
muitas vezes pensa quando a gente fala
hacker que aquele jovem dentro de
faculdade que quer aparecer. Não, nós
estamos falando de organiza eh de de
crime organizado mesmo, de organizações
criminosas com especialidade.
Esses incidentes, eles eles tem um
conhecimento profundo de funcionamento
do sistema financeiro. Ele sabe
exatamente como funciona o Pix, sabe
detalhes como funciona o RTGS, cada uma
das codificações de mensagens. E nessa
estratégia, o principal foco deles é o
comprometimento do ambiente
computacional da instituição. Ele nunca
vai lá chegar de uma vez e atacar, não.
Ele consegue um acesso e ele fica
estudando. Ele vai construir programas
específicos para atacar especificamente
uma instituição e até preparar toda uma
estratégia, não só do dia da tarde, mas
principalmente estratégias de dispersão
rápida do dinheiro, né? que eles possam
dispersar em várias camadas o dinheiro,
né? O o
eh o delegado que cuida do primeiro
caso, compartilhar experiências, que que
eles se juntaram numa sala, no hotel
três eh desses criminosos, onde um era
responsável pela primeira camada de
dispersão, o outro pela segunda e o
último pela dispersão do mundo cripto.
Então os três ficavam juntos porque
ninguém confiava um no outro que podia
fugir com dinheiro, né? E era verdade.
E eles se usam muitas vezes de
fragilidades dentro das próprias
instituições, claro, para potencializar
esse ataque. Mas Aristes, que como eu
posso mitigar, praticamente quase a
totalidade desses ataques foram a
conjugação de um ou mais de quatro
fatores que eu vou citar aqui para
vocês. Primeiramente pessoas, seja de
forma culposa, ou seja, a pessoa cedeu
suas credenciais através de um fishing,
de um maler, ou através de forma dolosa,
ou seja, a pessoa foi aliciada pelo
crime organizado, vendeu suas
credenciais, que eles através dessas
credenciais eles utilizaram para acessar
a instituição e deflagrar o ataque. Mas
mesmo que isso aconteça, você pode
estabelecer controles
dentro da instituição para mitigar o a
ocorrência e o impacto desses ataques. O
primeiramente aqui vou citar é a questão
da revisão periódica dos acessos.
E aqui eu destacar, por exemplo, né,
essa aqui é uma pesquisa que a gente fez
o ano passado com 606 instituições do
universo supervisionado. E eu tô
trazendo aqui para vocês em primeira mão
um recorte específico ao setor de
cooperativas. Então, quando eu pergunto,
nós fizemos a pergunta, você tem uma
política de revisão periódica dos
acessos, quase 60% das cooperativas
disseram que não fazem revisão periódica
dos acessos. E aqui em um dos incidentes
que acontecidos ano passado, eles
conseguiram a credencial em fevereiro,
fizeram uma promoção dessa credencial,
ou seja, ela conseguiu mais poderes do
que deveria em fevereiro. Os caras
ficaram utilizando essa credencial para
fazer todo o processo de estudo,
desenvolvimento ataque até disparar o
ataque em agosto. Se você tivesse esse
controle, possivelmente poderia ter
mitigado esse taque. O outro tipo
é você, a sua rede interna tem controle
para dispositivos não autorizados.
83%
das cooperativas aqui tô falando três
confederações, quatro centais e 182
singulares, disseram que não tem
controle interno em sua rede interna
contra dispositivos autorizados.
E um dos incidentes, eles fazem o
alçamento de uma pessoa, um terceirizado
ou um funcionário para instalar um
dispositivo mtronic, que ele faz o quê?
Ele vai ficar escutando a rede e
mandando credenciais pros criminosos lá
fora para depois eles usar esses
usuários e senh nos ataques.
No mundo da dark web, eles fazem muitas
vezes
pedindo Aliciano funcionários para fazer
isso. Isso aconteceu esse ano. recebeu
alertas deções criminosas aliciando
pessoas para instalar, seja das
instituições ou até mesmo, por exemplo,
Aliciando empresas de Telecom que vão
fazer prestação de serviços dentro de
suas instalações.
O segundo fator é a gestão de terceiros.
Claro, terceirização faz parte do setor
financeiro. Banco não tem nada contra
terceirização. O grande problema é a
ausência de controle sobre esses
terceiros. E aqui eu gostaria de chamar
a atenção, por exemplo, a os fatores,
por exemplo, de avaliação periódica dos
riscos relacionados a prestadores
serviços. Praticamente 90% das
cooperativas disseram que não fazem
avaliação periódica dos riscos
relacionados a terceiros ou por exemplo,
fazem um monitoramento adequado dos
serviços desses terceiros. 75% disseram
que não fazem avaliação desses
terceiros. E aqui eu vou dar um ponto
crucial desses incidentes que mais
impactantes. Existe uma coisa no sistema
de pagamentos, tanto no Pix STR, que
chama-se a credencial digital, a
credencial da instituição, né?
Certificado digital. O que é isso? É a
chave do cofre. A chave do seu cofre
perante o Banco Central é esse
certificado digital. E muitas
instituições colocam na mão de terceiro
sem ter a mínima noção como é que vai
ser o tratamento, o risco é ser
credencial digital. E muitas vezes o
atacante consegue essa credencial
digital e ele faz as ordens de
pagamentos indevidas. O não cuidado com
essa credencial digital, com esse
certificado digital, eu faço analogia. É
como se você tivesse entregando a chafre
do seu cofre físico pra empresa de
manutenção predial.
Se você está fazendo isso, é a mesma
analogia.
Terceiro fator, a questão de APIs. Claro
que uma das fontes ataques APIs fazem
parte para modelos de negócios de
business, né, de bersaffice,
embededin conectar com empresas,
clientes. Mas muitas vezes o que a gente
observa que há uma ausência de
monitoramento sobre se tá havendo mau
uso dessa API. E o monitoramento não é o
monitoramento de uma perspectiva
tecnológica, é o monitoramento
perspectiva de operação. Se tá havendo
um acesso indevido, se tá havendo mau
uso sobre essa APIs, tentativas de
manipulação. Quando a gente observa
isso, de 60 a 80% das cooperativas
disserem que não fazem nenhum. dessas
28, claro, dizem que provém a API,
disseram que não fazem nenhum
monitoramento sobre estas APIs. E a
APIs, eu costumo dizer, é uma porta
digital que você abre na sua instituição
para outros do mundo. E muitas vezes não
é feito nenhuma proteção sobre essa APIs
ou uma proteção muito baixa, ou seja, só
um nível de autenticação. Geralmente um
usuário, senha qualquer, você precisa de
mais de um nível de autenticação para
proteger sua API.
O quarto e último fator,
monitoramento das operações,
principalmente para verão uma fraude.
Aqui eu falo monitoramento das operações
não é monitoramento de uma perspectiva
tecnológica, é monitoramento das
operações financeiras da sua
instituição. Quando eu pergunto muitas
vezes se você tem estabelecimento de
mecanismos para transações atípicas,
mecanismos de proteção a movimentações
de grandes valores e outros mais,
identificação de operações com suspeitas
de fraude. Observe-se que em torno de 80
a 85% nesses diferentes critérios das
cooperativas disseram que não fazem
nenhum tipo de proteção, nenhum tipo de
monitoramento das suas operações, seja
de movimentação atípica, seja definição
de critérios de alto valor.
E aí, por fim, né, com base nisso, desde
segundo semestre do ano passado, o Banco
Central tem anunciado um conjunto de
medidas, seja medidas relacionados a
prestadores de serviços tecsis,
seja questões de eh empoderar as
instituições para rejeitar transações
suspeitas de fraudes e evitar que elas
sejam veículos eh de dispersão de
dinheiro, que o meu colega Vavá vai
comentar aqui, bem como outras
regulações, principalmente focadas para
bquers serves e Proteção ativos
virtuais.
O meu amigo Denes vai falar sobre BC
protege mais. Vamos deixar aqui para
ele. Eh, o Banco Central lançou eh o
lançamento de monitoramento de
fluxativos do PIX. O que é isso? É que
quando o Banco Central detecta alguma
movimentação atípica da instituição, a
gente não monitora clientes, deixando
bem claro, o Banco Central emite
alertas. E aqui nesse emite alertas eu
vou dar um mais um alerta específico
para vocês. Nosso sistema financeiro é
24x7. Ele funciona sábados, domingos e
madrugadas.
Infelizmente já aconteceu que o sistema
de alertas lá 40 alertas de meia-noite
às 6 de uma determinada instituição e
não tinha ninguém na instituição para
receber esse alerta, para tratar esse
alerta, para verificar esse alerta.
Então, não adianta o Banco Central
colocar as ferramentas se a instituição
não tem ninguém lá olhando, não se o
sistema tá no ar, mas se as operações
estão todas dentro da comportamento
típico de sua operação.
E disponibilizou o SPB, web 2.0, zero
que tem mecanismos importantes numa
situação de crise, por exemplo, paraa
instituição parar toda e qualquer
liquidação de operações PICs dentro do
Banco Central. Então, dentro de um
comprometimento que a instituição não
tenha o poder do seu ambiente
computacional, ela pode, através do SPB
2.0, por exemplo, parar todas as suas
operações e assim mitigar um eventual
excidente cibernético.
É, e por fim, no final de do ano, nós do
Banco Central e lançamos uma nova versão
que foi a resolução 5274 e a CN 5274 e a
BCB 538 que alteraram a resolução CM
4893 e a BCB85,
definindo controles mínimos de segurança
cibernéticos a serem seguidos por todas
as instituições, inclusive vocês. Então
eu costumo dizer que dentro do papel do
Banco Central, a gente tá definindo uma
régua mínima de controle de segurança, é
como se chama processo mínimo de higiene
cibernética, né? Então essa regulação
saiu em dezembro com validade para para
implementarem até primeiro de março e
ainda no mês de agora de abril, eu
espero que a gente vai estar mandando
para todas as instituições um
questionário, perguntando vários desses
controles novamente, atualizando essas
perguntas e principalmente muito desses
controles que estão prescritos pela nova
regulação para saber se a instituição
está compliente ou não com a nova
regulação.
E esses eram os nossos próximos passos.
Essa avaliação que eu falei para vocês,
que a gente deve soltar agora ainda
neste mês de abril, se deve est
recebendo, a gente vai dar um prazo para
as pessoas responderem essa avaliação
dessa aderência regulatória. E claro, o
Banco Central vai estar sempre
aprimorando seus mecanismos, inclusive
estudando outras regulações, por
exemplo, referente mais detalhamento à
gestão de provedores e serviços
terceiros e eventualmente regulações de
interface de APIs.
Era isso. Muito obrigado a todos.
Muito obrigado, Arestides. E já passo de
imediato aqui pro Valdemir
15 minutos aí para falar.
>> Eh, bom dia a todos. Eh, primeiramente,
então, primeiramente agradecer o convite
eh dos organizadores do evento, ao
Departamento de Prisão de Conduta, para
que eu represento aqui hoje, para falar
um pouco também sobre o tema de
prevenção a a fraudes aí sobre uma ótica
um pouco diferente, né, do que o
Aristides abordou aqui, né, que ali são
principalmente os mecanismos para
proteção da instituição, né, para ela
não ser vítima, né, eh, desses esquemas
fraudulentos, eu vou abordar a partir da
perspectiva do das atribuições do meu
departamento. Então, primeiramente, eu
sou Valdemir Fortes, mas é um, assim,
seu nome eh que ninguém me conhece, né?
Então, eh, eu me chamo Vavá, na verdade,
né? Sou o Valdemir, é o nome que só
minha mãe me chama, né? Eh, eu sou Vavá,
sou conhecido assim em todo o sistema
financeiro, né, ao longo aqui no Banco
Central. Então, fique à vontade para me
chamar de Vavá, se precisar conversar
comigo, trocar umas ideias, não há
problema nenhum. Ah, até porque acho me
chamar de Valdemir, eu não vou atender,
né? Vou achar que é outra pessoa mesmo,
né? Eh, são 28 anos trabalhando aqui no
Banco Central, com muito orgulho, né?
tem muito orgulho. Eh, acho que
infelizmente eu não pude ter tanto
contato com o sistema cooperativo pelo
fato de eu ter trabalhado muito na
supervisão bancária com bancos e agora a
partir de 2022 eu vim pro Decom,
departamento de supervisão de conduta. E
eh ali o o o modelo, a estratégia de
supervisão é é muito voltada no
relacionamento com as empresas de
diretoria cooperativa. Mas eu tô muito
feliz de estar aqui falando com vocês,
conhecendo aí os os gestores do sistema
cooperativo brasileiro, cooperativo de
crédito, né, que que tanto sucesso tem
feito no aí na última década em termos
de expansão e e qualidade na oferta de
serviço. E até por isso mesmo, né? Eh, e
a gente tem recados importantes aqui,
eh, que eu gostaria de passar para vocês
hoje a partir e do que a gente
identificou e tem trabalhado no
Departamento de Supervisão de Conduta,
né? Então, eh lembrando que que o tema
eh fraudes e golpes, né? Vou aqui
acrescentar os golpes aqui,
até [limpando a garganta] puxando um
pouco a sardinha para as atribuições do
meu departamento, né? Eh, ele tem eh até
antes dessa disciplina prevenção a
fraude de golpes se tornar uma
disciplina relevante, né, eh, no sistema
financeiro, né, realmente relevante, de
primeira grandeza, na primeira ordem do
dia. Eh, a a o departamento tinha como
atribuição a proteção consumidor
financeiro, né, relacionamento com
clientes, no qual fraudes e golpes t uma
sinergia, tem um relacionamento, né?
eh, e a prevenção lavagem de dinheiro,
que também tem uma sinergia muito grande
com a questão de fraudes e golpes,
porque eh principalmente nos últimos
anos, eh, o que nós temos observado é
uma indústria de fraudes e golpes, né,
coordenada por facções criminosas e que
acoplam, né, a esses esquemas, esquemas
de lavagem, né? Então, dado eh essas
sinergias todas, o Departamento de
Conduta, ele tem uma uma abordagem que
vai eh cujo principal foco é a prevenção
da recepção dos recursos solulentos
por parte das instituições. Então, eh, o
Aristides olha muito eh tem um foco
especial na questão da resiliência
cibernética da instituição, da segurança
da informação, para evitar
que ela seja vítima do golpe. Eu já olho
eh quem recebeu esses recursos, né? Por
onde esse recurso andou e por que ele
andou, né? Então essa é a nossa ótica.
Então o nosso foco é prevenir, né? eh
incentivar as instituições a que tenham
controles para prevenir a recepção
desses valores e se receberem para
bloqueá-los o mais rapidamente possível
e e propiciar um alto índice de
devolução desses recursos, que é
justamente o que vai desincentivar eh
essa prática ou pelo menos mitigar,
combater essa essa prática. Eh, e
suposto,
eu acho assim, pela abordagem que o que
o Aristides fez aqui nos seus primeiros
15 minutos, né? Eh, e pela questão de
que a gente tem que olhar também a
mecanismo de prevenção para evitar a
recepção desses recursos, né? Eh, eh,
eh, hoje a temática está a exigir uma
abordagem eh muito integrada de vários
elementos, né? Então, passa por
governança, controles internos, eh passa
por inteligência compartilhada de
informações, eh capacitação de pessoas,
que foi um um dos pontos que ele colocou
aqui, e, eh, educação financeira dos
cooperados.
Então, eh, e aqui puxando um pouco a
sardinha do pro meu lado, né? Embora o
painel seja de cybersegurança e
integridade, né? Eu também eh gosto de
lembrar que eh a fraude contra o
cooperado, né, ela também é importante.
Valores eh surropeiado das contas do dos
nossos cooperados, seja por meio de eh
eh engenharia social ou técnicas
diversas. também são valores muito
expressivos, né? Então eu acho que isso
reforça esse conceito de integridade,
porque o que a gente tem observado é
após a acelerada digitalização da da
economia brasileira, né, principalmente
no setor financeiro, você teve
que ocorreu principalmente em 2021,
começa, esse tema começa a ganhar
importância e virar principalmente
contra fraude e contra clientes a partir
de 2022. quando a gente começa a tratar
o tema aqui no Banco Central, a
preocupar, porque era um tema mais
marginal, ele passa a ser importante,
eh, em 2024 e 2025, eh, muda de patamar,
porque não só clientes passam a ser
vítima de de fraudes, como também as
instituições. Então, isso dá um caráter
de maior de importância ainda maior, né,
eh, pra questão. E isso faz com que
eh essa abordagem integrada, né, que eu
que estava que era tratado a nível de
instituição, né?
Eh, então, vejam bem, a fraude passa a
ser o a prevenção a fraude passa de um
de um de uma disciplina tratada por uma
área específica da instituição da da do
sistema cooperativo, passa a ser eh isso
aconteceu também no Banco Central, né,
uma questão de eh que atravessa vários
eh várias estruturas dentro da própria
instituição, passa a ser
interdepartamental, intersetorial,
precisa integrar vários departamentos,
eh, várias estruturas para poder ser
tratada, né? Então, você tem questão de
cliente, tem questão de lavagem de
dinheiro, tem a técnica da fraude em si,
né? tem a questão de você trocar
informações e compartilhar. Então, veja
como isso cresce e especialmente no
sistema cooperativo que a gente tem um
compromisso eh
eh principalmente na proteção coletiva,
né, do patrimônio eh dos cooperados. Eh,
essa abordagem eh, do ponto de vista de
de prevenção faz com que não dá mais
para olhar, né, a a instituição, a
cooperativa, o sistema que que sofreu a
fraude. Eu preciso também colaborar para
não receber esse dinheiro, né, para não
ter esse dinheiro e preciso trocar
informação com o sistema como um todo
para fazer essa prevenção. Então, hoje
se fala, né, e eu e eu até fui convidado
para um para um painel na Febrabam para
falar sobre o assunto sobre inteligência
compartilhada.
Então, a experiência acumulada, né, eh,
não só com fraudes aplicada contra os
nossos cooperados, como eh cooperativas
que foram eh vítimas de fraudes, essa
experiência tem que ser compartilhada,
né, no nível que talvez seja está a
exigir inclusive uma integração maior
dos times, né, encontrar uma maneira, é
claro, preservando, né, a questão de
confidencialidade
e
e direitos concorrenciais, mas é é um
tema que preocupa todos. Então, se hoje
eu sou receptor de recursos fraudulentos
e não tenho um bom sistema para
prevenir, amanhã eu posso ser a vítima
da fraude, né? E aí eu vou precisar da
colaboração de todos, do sistema
financeiro como um todo para eh poder
reaver e os recursos que na verdade são
recursos dos cooperados. Então, eh
esse essa demanda, né, a disciplina está
a demandar eh essa não só um rigor maior
na aplicação dos controles, né, eu vou
falar um pouco da experiência com os
incidentes cibernéticos. eh eh acumulado
no departamento, né, da desde o ano
passado. Eh, está de não só esses, mas a
troca intensa de experiência, de
tipologias, de técnicas entre, eh, os
participantes do sistema, né? Então, eh
eh é é bastante razoável. A gente tem
tem feito esse
esse discurso junto das instituições
para que isso avance, né? Porque essa
integração é importante, porque a
matéria ela ganhou um nível de
importância que hoje é um nível
estratégico. Sustentabilidade do negócio
passa por eh
destacar, né, dar importância e integrar
a informação paraa prevenção a golpes e
fraudes. Então você tem eh e e tem esses
dois níveis importantes para atacar.
Como proteger meu cooperado, né? Então,
a educação financeira passa a ser um
elemento muito importante nessa nessa
questão, que é justamente para
preveni-los, informá-los dos riscos, eh,
das tipologias de golpes aplicadas e das
medidas que eles podem eh utilizar para
se proteger. Uma delas, inclusive, vai
ser vai ser objeto aqui da da
apresentação
eh da falação aqui do do meu colega, meu
amigo Denis, né? Eh, mas eh a e aí tem a
questão da resiliência cibernética.
Eh, e assim,
infelizmente, muito do dos incidentes
que a gente observou, a gente observou
falhas graves aí na na questão de de
resiliência cibernética. E já puxando
aqui pro meu lado, eh, falando um pouco
sobre a dispersão desses recursos
também, eh, eu diria que, eh, para
muitas, muitas cooperativas, elas
estiveram envolvidas
em incidentes cibernéticos do ano
passado, recebendo recursos de
fraudadores, né? Então isso tá a dizer
que existe um caminho de evolução na
questão da prevenção
eh de controles
eh que podem eh que devem ser aplicados
no onboard dos clientes, no no na
qualificação e monitoramento desses
clientes, né? conhecer bem a vida
financeira desses clientes para
identificar padrões atípicos que
concorrem paraa fraude. Isso já era
exigido paraa PLD, né? Meu meu
departamento trabalha com esse assunto e
isso já era exigido. Só que a fraude ela
exige um conhecimento mais específico e
mais instantâneo, né? né? Então isso
tudo tem essa, toda essa inteligência
tem que ser traduzida em controles
que possam
eh no melhor dos mundos eh prevenir, já
bloquear quando esse recurso chega, né?
Ou
o mais rapidamente possível a após o
recurso chegar. Então, a gente teve eh
eh na questão de de dispersão de
recursos o uso de de sistemas
cooperativos e e de cooperativas para
fazer esse trânsito. E o que que a gente
identificou, né? Então, eh,
cooperativas
com, eh,
ocorrência,
eh, relevante de contas ligadas a bets
não autorizadas,
ligadas a a contas bolsão com eh de
comportamento suspeito, né? eh
eh empresas de fachada. Então, uma série
de situações que que está a nos dizer
que eh em que pese eh e a gente sabe
disso que os sistemas cooperativos
costumam adotar políticas centralizadas
de tratamento de desse assunto. a gente
tem notado que ainda há um caminho eh de
desenvolvimento para que esse
monitoramento e e e principalmente a
completude, né, dessa desses controles,
ele possa ser aperfeiçoado tanto a nível
de sistemas cooperativos como a nível de
das cooperativas independentes. Então,
eh, uma outra situação também que foi
identificada, né, que hoje acabou até
ensejando normas do do Bassem para
corrigir isso e para proteger melhor o
sistema, eh,
cooperativas responsáveis por
participantes indiretos no Pix, com
controles muito débeis para assumir essa
responsabilidade, resultando no uso da
cooperativa para transitar recursos de
fraudes. Então isso foi foi detectado em
situações no ano passado, no início
desse ano. É uma situação grave e acabou
ensejando que o Banco Central tomasse
medidas para de fato obstruir, né, que
as cooperativas eh fossem responsáveis
por isso, porque de fato foi um problema
grande. Eh, lembrando que pelo
regulamento Pix,
as instituições eram obrigadas a
executar procedimentos de prevenção a
fraudes e de prevenção a lavagem de
dinheiro,
inclusive dos seus participantes
indiretos, né? Então, isso se mostrou
uma deficiência grave que facilitou a
dispersão dos recursos, eh, que, eh, em
sua grande maioria ela ela foi
convertido em criptoativos.
e e aí ficou mais difícil o rastreio
tanto por parte da dos órgãos de
persecução, né? Então, o que eu queria
eh eh deixar aqui como recado, né? Eh,
primeiro assim, no nível do DECON, né?
Eh, em agosto de 2026, né, de 2025, né,
no ano passado, a gente já solicitou às
empresas de auditoria de cooperativa que
incluísse no escopo de análise, né, a
questão dos procedimentos para
validação, eh, para avaliar os
mecanismos de prevenção a golpes e
fraudes da das cooperativas. Então isso
já foi encomendado, deve ser aplicado
esse ano esse escopo pela por parte das
eh das empresas de auditoria
cooperativa. São quatro itens de
avaliação, mas basicamente percorre
tanto a questão da proteção do cliente
cooperado quanto a a a
o uso das informações disponíveis, né,
tanto no no nos sistemas de registro eh
lá da da resolução conjunta se, né,
quanto da base do dict, eh quanto eh eh
a criação, né, dos cenários tipologias
específicos para fraudes. Então, a gente
já tá demandando essa variação
justamente para que chegue para as
cooperativas e essa essa esse recado de
que é importante sim tratar desse desse
dessa desse tema a partir dessas duas
dimensões, né? a proteção da própria
instituição e a proteção do seu
cooperado.
E também eh
a gente deve receber esses resultados em
2027, né, para avaliação e para uma
abordagem, principalmente dos casos mais
críticos. Para além disso, eh, eu acho
assim, em termos de de
recados assim que eu poderia dar, eh, em
relação aos sistemas cooperativos que
contam já com políticas centralizadas de
de abordagem do tema. Eh, há espaço para
melhorar o monitoramento dessas
políticas centralizadas, porque a
aplicação na ponta, ela se mostrou
falha, porque algumas das cooperativas
de sistemas que t contam
eh procedimentos, né, e políticas
centralizadas de prevenção agrópoles e
fraudes, acabaram se mostrando falhos.
Então, há há uma uma oportunidade aí de
melhoria. Então, é preciso que
a o sistema cooperativos eh eh se torne
ainda mais estritos em verificar se os
seus o seu sistema como um todo, né, se
cada cooperativa singular está
observando aquela política centralizada,
principalmente para esse tema, né?
Lembrando que, como eu falei, se eh
você pode ser tanto vítima como
receptora de recursos. A gente precisa
fechar essas duas portas, né? E para as
cooperativas independentes, eu acho que
elas têm um desafio grande, porque o o a
matéria ficou tão grande que ela não
pode prescindir de troca de troca de
informação. Então, é o é o que eu diria
para as cooperativas independentes, é
procure se integrar,
né, tanto quanto possível, né, a partir
da premissa de que eh prevenir fraudes e
golpes, ele é um bem eh jurídico
que traz benefício para todo sistema.
Todo mundo ganha, se todo mundo se
integrar nessa nessa informação, se
formar uma força conjunta, né? Então,
eh, principalmente para buscar
informulação, buscar opções de sistemas
que podem ser aplicados à cooperativa
independente para poder ter um onboard
de melhor qualidade, ter um um sistema
de monitoramento automatizado de melhor
qualidade, né? trocar informação sobre
tipologias do que tá acontecendo no
mundo das fraudes para trazer isso
paraos seus controles. Então, eh, para
elas, eu diria, não dá para atuar mais
sozinho, tem que buscar informação nos
fóruns que estão sendo constituídos,
eh, se aproximar, porque é muito
importante hoje haver essa, esse
compartilhamento de inteligência para
fins de prevenção eh
eh
de de da empresa ser usada para esse
tipo eh de recurso que tá tá está
realmente ente
eh machucando o sistema, né? Eh,
conforme já foi demonstrado aqui pelo
Aristid na na na apresentação prévia que
ele fez. Era isso daí e fico disponível
para as perguntas. Obrigada.
[aplausos]
>> Obrigado, Vavá.
Eh, então agora passamos aí pro Denis,
tens também 15 minutos. Fica à vontade
aí.
>> Bem, bom dia a todos. É uma satisfação
poder estar aqui com vocês hoje nesse
evento para poder falar um pouco do BC
Protege Mais. Foi uma importante entrega
do Banco Central pra sociedade, voltada
especificamente para prevenção a golpes
e fraudes e complementa uma série de
outras ações implementadas pelo Banco
Central, né, já citadas aqui
anteriormente pelo Aristides e pelo
Valdemir, voltados ao tema, tá? Eh, a
apresentação
tá disponível lá.
Então assim, de onde surgiu essa
iniciativa, né, do BC Protege Mais?
Eh, o Banco Central identificou
eh a necessidade, né, que os cidadãos
nos trouxeram para a criação de um
mecanismo centralizado eh que impedisse
a abertura de contas, né, fraudolentas
em seu nome, né, em CPF ou em seu CNPJ,
justamente para impedir eh que a própria
pessoa, né, fosse vítima, né, de eventos
eh nudulentos ou fosse conta de
passagem, né, para golpes aplicados
contra outras pessoas, né? Então, a
partir desse diagnóstico que inclusive
chegou ao Banco Central por eh sugestões
do nosso canal de ouvidoria, o time do
DEAT, né, o Departamento de Atendimento
se debruçou sobre o problema e na busca
de uma solução. Então, foram realizadas,
né, internamente eh diversas conversas,
né, dentro do departamento. Eh, outros
departamentos do Banco Central também
foram envolvidos, né, nessa discussão.
Então, a gente teve diversas conversas
com o time de tecnologia, o time da área
de normas, né, o time da comunicação,
né, o time da conduta, né, e outros
times do Banco Central também
participaram
eh dessas discussões iniciais que na
sequência eh partimos para um uma
discussão com o mercado. Então, foram
feitas algumas rodadas, né, foram feitas
algumas rodadas de discussão com as
associações representativas, né, das
instituições. Então, possivelmente,
alguns dos senhores aqui participaram de
umas eh reuniões prévias, né, para
tratamento da da concepção desse
produto, né, e, enfim, eh, o se protege
mais, né, começou a ganhar corpo ali em
maio do ano passado, né, quando foram,
né, quando foi publicado o marco
regulatório sobre o tema, né, eh, onde
foram publicadas três resoluções, né,
cujos números estão na apresentação, né,
duas resoluções BCB e uma CMN que
cuidaram basic basicamente da
instituição do serviço do sistema e das
alterações das normas de abertura de
contas de depósito e das contas de
pagamento para obrigar as instituições a
realizarem as consultas, né, a BC
protege mais em todo o processo de
abertura de contas, né? Um pouco depois,
ali em setembro e agosto, foram
publicadas eh instruções complementares
para as instituições financeiras sobre a
forma exata de realizar as consultas ao
sistema. Em outubro do ano passado, foi
colocado eh à disposição das
instituições um ambiente de homologação
para que as instituições pudessem
realizar os testes cabíveis antes da
entrada para valer eh da ferramenta. E
enfim, eh, em primeiro de dezembro de
2025, o sistema ganhou vida e nessa
data, eh, os cidadãos passaram a poder
registrar no sistema, né, eh, o desejo
de da proteção, né, a ativação da
proteção contra abertura de contas
fraudulentas. E na mesma data, as
instituições também eh passaram a
consultar essa base de dados para
identificar se os proponentes de
aberturas de contas tinham ativado ou
não essa proteção. Então, basicamente,
os principais objetivos da ferramenta,
eh, o principal objetivo é proteger os
cidadãos e empresas contra abertura, eh,
né, contra fraudes e golpes, mais
especificamente contra abertura de
contas, né, de depósito à vista,
poupança e contas de pagamento.
Tradicionalmente, eh, é uma ferramenta
que também permite, né, colocar à
disposição dos cidadãos, né, um meio
para melhor gerenciamento de seus dados
perante o sistema financeiro, né? essa
ferramenta também tem como, né, um
objetivo, né, eh,
inicial
ser um elemento a mais, né, para
reforçar a integridade, né, do sistema
financeiro e aumentar a confiança, né,
da da população como um todo produtos e
serviços oferecidos pelas instituições,
né, e por fim, ser mais um elemento, né,
a ser utilizado pelas instituições, né,
ser mais um dado, né, mais um indicador
de risco para ser utilizado na
prevenção, né, eh, das ocorr corrências
de fraudes e golpes, OK? Então, para
quem ainda não conhece o sistema, né,
basicamente eh as funcionalidades
atualmente disponíveis são, né, para os
cidadãos e empresas eh é necessário
entrar no sistema, né, viac no site do
Banco Central com a conta GOVBR prato
ouro e o duplo fator de autenticação do
aplicativo GOVBR habilitado.
Eh, no sistema é possível realizar a
ativação ou a desativação da proteção,
né? Tanto a ativação quanto a
desativação, elas são online, tem efeito
imediato no sistema, né? Então, se por
algum motivo, né, um cidadão ativou a
proteção e precisar abrir uma conta, né,
na semana seguinte, ele precisa voltar
ao sistema, desativar a proteção, né,
para eh prosseguir com a abertura de
conta, né, numa determinada instituição.
eh outra funcionalidade eh disponível no
sistema, né? Então, quando o cidadão vem
realizar essa desativação
e para algum fim, ele pode fazer uma
desativação por prazo indeterminado ou a
mais recomendada, que é a desativação,
já indicando um prazo eh agendado para a
reativação ser reinserida no sistema.
Então, é uma dica importante, né, para
quem eh precisar realizar a desativação,
utilizar essa opção, né, de indicar já
uma data pro sistema automaticamente
reabilitar a proteção. É uma forma, né,
da pessoa não esquecer de de voltar, né,
ao meu BC e reativar a proteção. Além
disso, né, pro cidadão e pras empresas,
fica ali no sistema um uma possibilidade
de consulta ao histórico de ativações e
desativações e também eh a visualização
do histórico de consultas realizadas
pelas instituições supervisionadas.
Então, sempre que uma instituição eh
consultar o sistema, essa informação vai
ficar disponibilizada para o cidadão ali
no MEBC e para as instituições, né?
Então, o as funcionalidades, né,
disponíveis para as instituições é a
própria consulta, né, que é obrigatória
em todo o processo de abertura de
contas, né, essa consulta ela é feita
via mensageria.
Eh, as respostas a essas consultas, elas
são eh realizadas em tempo muito curto,
né? Então, são respostas rápidas e
objetivas, né, dizendo claramente se
aquela pessoa tem a proteção ativada ou
não, né? E o mecanismo disponibilizado
permite, né, uma integração eh aos
fluxos, né, de abertura de contas das
instituições, né, e o sistema também
permite, né, o registro e a
rastrabilidade das consultas realizadas,
né, pelas instituições.
A OBC protege mais. Eh, quais são as
principais obrigações eh das
instituições relacionadas ao tema? Tá?
Tá? Então, a principal é
consultar o BC Proteja Mais sempre que
receber um novo pedido de abertura de
conta ou de inclusão, né, daquela pessoa
como cotitular ou como representante de
uma conta de uma pessoa jurídica, por
exemplo, né? Isso alcança, né, as contas
de depósito à vista, eh, poupança e as
contas de pagamento pré-paga.
Eh, outra obrigação, não realizar
abertura se receber a resposta que
aquele cidadão tem a proteção ativada.
Nesse cenário, a instituição precisa
orientar, né, o proponente ou cliente,
né, caso seja uma abertura legítima, a
voltar ao sistema, desabilitar a
proteção para poder prosseguir no
processo de abertura de conta, né?
Então, outra obrigação das instituições
é adequar os seus sistemas, né, eh,
internos, né, e todos os processos, eh,
que muitas vezes é pulverizado, né?
Então, seja, né, sejam os processos de
abertura de conta numa agência ou em
canais digitais, todos os processos
precisam estar preparados e integrados
para consultar tempestivamente eh essa
ferramenta.
Eh, outros pontos de atenção, né? Então
assim, reforçando mais uma vez, né, a
questão da da obrigação da consulta, é
importante destacar que o Banco Central
realiza eh o monitoramento desse
cumprimento regulatório, né? Nós temos
elementos aqui, nós temos base e dados
que nos permitem eh verificar se a
instituição consultou, né, o CPF do
Valdemir quando abriu a conta dele agora
em fevereiro desse ano, porque nós temos
a base do CCS, né, o cadastro de cliente
do Franceiro Nacional nos permite eh
fazer cruzamentos e a gente já tá
fazendo esse monitoramento, né, da do
cumprimento regulatório por todas as
instituições, eh, para garantir, né, que
que o setor financeiro esteja de fato
cumprindo com a sua parte, porque a
corrente da proteção, ela só se fecha
quando o cliente ativa de um lado e a
instituição consulta do outro, né? Então
esse monitoramento já tá sendo realizado
e algumas instituições já estão sendo
cobradas eh baseadas nisso.
Adicionalmente, né, o escopo desse tema,
né, do BC Protege de Mastro também já
está inserido eh dentro do escopo dos
trabalhos da equipe da supervisão de
conduta, né? Então, um em muitos dos
trabalhos, né, da área da supervisão,
eh, serão verificados os procedimentos e
os controles, né, para fins do
cumprimento dessa regulação e também da
do tratamento de eventual eh, né,
descoberta de de casos não conformes,
né? Além disso, assim, outras outras eh
outros pontos de atenção mais
operacionais é que as instituições não
realizem múltiplas consultas, né, em em
curto espaço de tempo ao sistema. Então,
se se houver uma pequena demora e
receber o retorno, né, aguardar a a
resposta do Banco Central, porque todas
as consultas entram numa fila e uma
eventual sobrecarga de demandas
repetidas eh pode causar lentidão. Eh,
outro ponto muito importante é não fazer
a consulta BC protege demais se não
houver um pedido concreto de abertura de
com, né, na instituição, né? Então, o
sistema não é para para ser livremente
consultado eh para outros fins, né, que
não sejam em casos concretos de abertura
de conta ou inclusão eh, né, de
representantes em contas de pessoa
jurídica, OK? Isso aqui eu vou passar
que é muito operacional. Então,
basicamente, né, tentando resumir assim,
né, os grandes destaques da ferramenta,
né, com foco no cidadão. É um serviço
simples, seguro, gratuito, reversível a
qualquer momento, né, eh, com impacto
online ali no sistema. Então, uma
ferramenta de fato eh bem acessível, né,
para a segurança dos cidadãos. permite
também, né, uma maior autonomia e uma
possibilidade de gerenciamento, né, dos
dados pessoais, né, e aquilo que o
cidadão quer ou não quer eh contratar
naquele momento junto ao financeiro, né,
previne danos, né, concretos, né, danos
financeiros em que a pessoa pode ser
vítima ali e ter eh prejuízos eh
causados, né, eh num golpe ou numa
fraude. e da mesma maneira, né, eh,
previne os prejuízos, né, decorrentes
desse prejuízo financeiro, né, que
muitas vezes são observados ali, né, os
prejuízos psicológicos e sociais de
todos aqueles que tiveram e foram
vítimas, né, de de fraudes e golpes
relevantes, né, a gente eh tem a plena,
o pleno conhecimento do do impacto
relevante que isso tem na vida das
pessoas, né?
E por fim, eh, né, é um elemento que
auxilia aumentar ainda mais a confiança
dos cidadãos no sistema financeiro, né?
Para o sistema financeiro, eh, é
importante reforçar que o BC protege
mais, ela é apenas uma camada adicional
de segurança, né, nos processos de
abertura de conta, que não substitui
todos os outros cuidados e deveres que
as instituições devem adotar nesse
procedimento de abertura de conta, né?
Então é uma camada adicional, um
alimento a mais de risco a ser
considerado no processo de abertura, né?
tem esse viés, né, de auxiliar na
atuação preventiva, né, dos golpes e tem
potencial eh de redução de custos, né,
eh tem o potencial também de fortalecer
a integridade, né, das instituições e do
sistema financeiro como um todo, que
também tem um impacto positivo, né, na
imagem e reputação das instituições na
medida em que elas forem se tornando
cada vez mais capazes de impedir ou
mitigar, né, os eventos de de de fraudes
e golpes. Eh, também serve, né, a
ferramenta, né, como apoio a área de
complice, gestão de riscos e a
padronização de procedimentos internos.
Eu trouxe alguns números aqui
interessantes, né, para compartilhar com
vocês hoje. Desde o lançamento do
serviço, né, então, nesses 4 meses e
meio, desde primeiro de dezembro, eh, um
pouco mais de 1.1.000 pessoas já
ativaram a proteção. No BC protege mais.
é um número importante, um número
relevante, mas sem dúvida nenhuma a
gente ainda tem um potencial muito
grande de crescimento, né, e de uma
maior adesão eh da sociedade a essa
ferramenta
desses, né, desse grupo de 1 milhão e
pouco mais de 100.000 que já ativaram a
proteção,
por volta de 300.000
já foram objeto de consultas no sistema
e cujas respostas voltaram com a
proteção ativada. Então, a gente tem ali
aproximadamente 25% das pessoas que
ativaram a proteção já foram objeto de
consulta pelo sistema financeiro, né? O
que demonstra, né, um cenário
preocupante, né, eh, que a gente tem
visto da quantidade de tentativas, né,
de golpes e fraudes, eh, de forma
disseminada pelo sistema e a quantidade
de consultas como um todo que o sistema
financeiro já trouxe, né, e já realizou
ao ac. Então, já foram aproximadamente
140.000 milhões de consultas realizadas
pelas instituições a esse sistema.
Por fim, eu queria fazer uma analogia,
né? DBC protege mais com uma grande
campanha de vacinação ou imunização, né,
eh, de determinada, né, população, né,
comunidade ou sociedade contra uma
determinada doença, né? Então, embora
aparentemente, né, a ativação da
proteção no BC protege mais, né, eh, ou
uma vacina, aparentemente
só traga um benefício pessoal para
aquela pessoa, né, que tá se protegendo
naquele momento, na medida em que a
gente eh tem um alcance maior nessas
proteções, né, quanto maior for uma
população imunizada ou blindada contra
determinada doença, menor acaba sendo,
né, a população que pode ser vítima, né,
daquela doença ou vítima, né, da
aplicação e de golpes ou fraudes. Então,
nesse sentido, eh eu queria convidar,
né, todas as instituições participantes
do sistema cooperativo, que é um sistema
que naturalmente eh já é caracterizado,
né, por um um forte sentimento de
coletividade e de colaboração mútua.
Então, gostaria de convidar todas as
instituições do segmento a incentivarem,
né, e estimularem seus associados, seus
cooperados, seus colaboradores a também
ativarem a proteção do BC protege mais e
com isso a gente tentar eh fomentar uma
sociedade ainda mais protegida contra
golpes e fraudes. Muito obrigado.
>> Obrigado, Denis. Agora já passo de
imediato aí pro Maicon.
Tens um pouco menos de 15 minutos.
[limpando a garganta]
>> Apresentação já tá OK.
>> Hã?
Não tem.
Bom, até que o pessoal vai
colocando aqui a apresentação,
eu agradeço pelo convite em estar
representando aqui a Câmara Temática da
OCB e representar todos os meus colegas
aí onde que a gente trata aí de desse
assunto tão importante, né?
Eh, quando a gente fala
isso, obrigado.
Quando a gente fala em em fraudes e
crimes cibernéticos, hoje a gente não
pode mais olhar como um um eventos
isolados, né? A gente precisa entender
que eles passaram a ser riscos
sistêmicos e estão afetando aí
diretamente a confiança e a
sustentabilidade muitas vezes das
instituições financeiras.
Eh, o colega aí falou muito bem que as
fraudes e os incidentes eles estão cada
vez mais estruturados, coordenados e
principalmente a gente tem tecnologia
que por vezes elas são exploradas, mas
elas só têm sucesso por conta das
vulnerabilidades que a gente tem no
comportamento das pessoas e
principalmente os nossos colaboradores,
né?
O que que a gente tem visto na prática,
então, né? Os ataques cada vez mais
organizados, o uso intensivo aí da
engenharia social, da manipulação
comportamental
e já estamos experimentando muitas
questões de golpes aqui, Vavá, com uso
da IA, né? Semana passada eu trabalho na
ALUS, a gente teve golpe do falso
advogado muito bem estruturado
utilizando a IA, né?
Eh, a gente também percebe e uma
exploração muito forte nos momentos
críticos, né, e com foco no usuário
final, principalmente usando da pressão,
né, e já conectando um pouco os ataques,
eles são multicanais, então usa o
internet bank, o mobile, telefonia,
então é é algo muito bem arquitetado.
Uma preocupação muito grande que eu
particularmente tenho é com a cootação
aí dos terceiros, nossos fornecedores
e dos nossos colaboradores também. a
gente precisa olhar para esse tema no
viés da prevenção a lavagem de dinheiro,
no processo de conheça seu colaborador e
conheça seu fornecedor.
E aí eu eu coloco um pouco aí uma
pimenta, né, o quanto que a gente
precisa dar uma atenção agora com os
vícios em jogos de azar, principalmente
as bets, que é um fator determinante aí
para essa coptação dos nossos
colaboradores, né? Então é algo que a
gente precisa tá atento aí dentro do
sistema cooperativo. Então hoje os
criminosos eles estão procurando olhar
muito para essa falha de processo de
comportamento e não só para as falhas
tecnológicas, porque tecnologia a gente
tem e tecnologia muito robusta. A gente
tem que explorar muito mais a a o uso
dessas tecnologias.
Eu tinha uma fala aqui muito do BC
protege mais, mas a gente recebeu uma
aula do Denis, né? Mas eu queria fazer
uma enquete muito rápida. Quem que usa
do benefício aqui do BC protege mais na
sala?
A gente tem muita oportunidade de
comunicação interna, né, nos sistemas
cooperativos na nas instituições, né,
Denis? É algo que a gente precisa
explorar muito mais. Aí acho que todo
mundo vai sair daqui, vai entrar lá no
no portal do Banco Central e vai ativar.
Agora
aqui falando um pouquinho da câmera
temática, né? O que que a gente faz lá
também, né? A gente tem um papel aí de
conectar muito os sistemas cooperativos,
compartilhar aí da inteligência,
acelerar a evolução coletiva também e
principalmente, né? A gente fala que não
tem competição, né? em relação a fraudes
e golpes, não existe rivalidade. Então,
a gente precisa fazer um trabalho muito
colaborativo, né? E na prática, então, a
gente troca informações,
a gente discute sobre as
vulnerabilidades emergentes que a gente
tem,
a gente dissemina as boas práticas,
principalmente com objetivo de como
proteger mais o sistema cooperativo, né?
A marca do cooperativismo decreto. E
aqui é uma provocação, né? A gente
precisa cada vez mais do patrocínio da
autoadministração dos sistemas
cooperativos. Em que sentido? Todo mundo
tem problema, todo mundo tem
vulnerabilidade, tem incidente, mas como
que a gente consegue discutir de forma
mais aberta isso, né, numa com
responsabilidade pra gente conseguir eh
conectar e resolver nossos problemas,
que a gente sabe que o que o problema
que existe numa casa pode existir em
outra casa também
aqui, né? a gente também tem colhe muito
resultado já desse trabalho coletivo que
a gente realiza. Então, a gente busca aí
alianças em nome da OCB. conquistamos no
final do ano passado, né, Thaago, a
participação agora da OAC no projeto
Aliança com o Ministério Público e da
Segurança Pública. Nós temos vários
sistemas cooperativos agora participando
dos GTS dentro da aliança e aí tem
várias entidades nacionais participando,
o próprio Ministério Público ou Banco
Central, entre outros, né? Então a gente
procura est inserido nesse meio para
trazer as boas práticas também paraos
sistemas cooperativos.
Ah, eu acabei não colocando aqui, mas a
gente fez uma campanha nacional de
prevenção a fraudes e golpes, onde todos
os sistemas cooperativos tiveram a
oportunidade de utilizar os materiais
que ficou aberto para
difundir, né, essa educação,
principalmente em relação a golpes. E
agora, hoje eh ontem, né, Thiago, a
gente tinha a intenção de assinar aqui o
acordo de cooperação técnica com a
Polícia Federal. Não foi possível por
conta da burocracia que a gente tem. é,
é natural, normal, mas o sistema OCB em
breve vai fazer parte do do da
plataforma Tentáculos da Polícia
Federal. É muito importante para todo o
sistema cooperativo essa participação da
OCB, principalmente para nos momentos de
crise, quando a gente precisar essa
parte de repressão criminal, a gente tem
o apoio aí da Polícia Federal. E aqui eu
trago uma frase, né, que o criminoso ele
compartilha muito da informação ao tempo
em tempo real e a gente precisa também
fazer o mesmo, mas com responsabilidade
e governança.
E para acabar dentro do objetivo aqui
que o Ivo me deu, eu trago algumas
situações na visão do presente e do
futuro, né, que não existe uma solução
única. O combate a fraudes e crimes
cibernéticos, ele é um ecossistema de
controle, tecnologia e conscientização.
A gente, se a gente quer um sistema
financeiro mais seguro e resiliente, a
gente precisa evoluir com menos reação,
menos atuação reativa e com uma ação
mais coordenada, preventiva e baseada em
inteligência. E por fim, né, eh, eu acho
que segurança ela não é só proteção, ela
é confiança. E a confiança é a base de
todo o sistema financeiro. Obrigado aí
pelo espaço.
[aplausos]
>> Obrigado, Maicon.
Tá aberto aí pra pergunta. Não temos
muito tempo. O desafio é grande, mas
temos um tempo aí disponível. Fiquem à
vontade aí.
Denis, eh, vocês têm algum lá no death
vocês têm algum quantitativo específico
de cooperados
eh em nível de denúncia, reclamação,
sugestão,
o público específico de cooperativas,
tem alguma codificação disso?
Eh,
>> e quais as principais, né, reclamações
ou denúncias que eles fazem?
>> Sim, a gente tem, né, a gente tem a o
trabalho, né, de tratamento de de
reclamações,
acho que ele tá ligado, né? Então a
gente tem tem como obter sim, né, um um
levantamento, né, não trouxe aqui hoje,
né, esse esse extrato, né, esse recorte,
né, de de reclamações desse segmento.
Eh, embora, né, o segmento cooperativo
não não entre no ranking de reclamações,
né, a gente não publica estatísticas
consolidadas sobre o tema, a gente
internamente tem como conseguir eh fazer
esse recorte, né? Então, a gente pode
trabalhar nisso, a gente encaminha para
você depois, tá bom?
Obrigado.
Mais alguma, Lúcio?
>> Boa tarde, pessoal. Boa tarde.
>> Eh, a Febraban e a
FIM, né, a Associação das entidades
financeiras, elas têm um selo de
prevenção antifraude
que alcança o CICOB, o Credit, porque
eles têm bancos, né, e não os demais
sistemas. Vocês acham que isso é é
relevante em termos de competitividade
ou não faz muita diferença?
Bom, eh, em termos de estratégia, eh, o
Banco Central tem incentivado
o uso de de certificações por entender
que se o processo de certificação ele
for bem estruturado, acho que o
fundamental de um processo de
certificação é que a empresa
certificadora
ela tenha credibilidade
e, vamos dizer assim, ela esteja acima
de qualquer é eh, vamos eh assim que a a
reputação daquela certificação, ela ela
tem uma importância tal que, de fato, eh
eh eh o certificador eh faça os
apontamentos e resista a qualquer
tentativa do do certificado em em
tentarmaciar o relatório, digamos assim.
Aí é valoroso ter a certificação, porque
no na nossa eh avaliação é uma linha
auxiliar que leva eh cultura de
controles, né? Leva eh a instituição a a
se questionar, né? Porque é bastante
normal você tanto para um auditor
independente, um inspetor do Banco
Central, um certificador, ele apontar
uma deficiência e a entidade entender
que não que não corre aquele risco para
ter aquilo apontado, eh que eh não tá
correta a avaliação. Então isso leva um
momento de reflexão sobre os mecanismos
de gestão e prevenção eh e controles
internos da instituição que no no na
visão, né, do do do departamento de
inspção de conduta é importante sim e
adiciona uma camada faz com que essa
proteção eh independente, né? Eu tô
dizendo isso porque porque a gente
geralmente fala assim dos processos de
certificação. Quando a gente participa
de eventos para falar de processo de
certificação, a gente fala, olha, a
gente incentiva os processos de
certificação, a gente eh eh incentiva
que que o pessoal faça adesão a esse a
esse processo de certificação, que ele
não costuma ser barato, né? Mas é um um
investimento que vale a pena, né? Eh, e
independente disso, a gente vai fazer a
nossa inspeção, né? o processo de
certificação,
eh, não é nenhuma garantia para o Banco
Central, mas ele eh eventual eh assim eh
ele certamente, né, se ele tiver bem
estruturado, né, se ele tiver com
certificadores de qualidade, ele vai sim
contribuir para elevar o padrão da de de
qualidade
da das instituições, sejam eh
cooperativas
ou ou outras entidades financeiras.
Então, eh eh a gente, a nossa posição é
de incentivar mesmo esse uso e e
inclusive a gente muitas vezes colabora
alertando sobre principais riscos do
processo de certificação, porque a gente
entende que é um caminho sim positivo
para
eh assim dentro daquela ótica de de
de
eh proteção integrada, né? Eh, então,
eh, eh, é um, é um
agente independente que vai se debruçar
sobre os controles instituição e vai
trazer mais riqueza no debate e na
estruturação de controles melhores.
Então, é o é o ponto de vista que o que
a supervisão de conduta tem sobre essa
questão de certificação. Tanto que a
gente incentivou eh mecanismos de de
certificação eh no mercado de câmbio,
né, e principalmente paraa questão de
PLD, mas que eu não sei se você tá
perguntando especificamente paraa
questão de fraudes, eh, mas sim também
para resiliência cibernética
e e prevenção de fraudes. Acho que pode
ser um mecanismo útil, sim, eh,
ressalvando, assim, ressaltando sempre
essa independência do Banco Central em
depois abordar a instituição e
eventualmente exigir controles
adicionais. se me permite pegar um
gancho aqui na na fala do Vavá, a gente
tem conversado com algumas associações e
face à regulação recente, que elas eh se
coordenem e talvez possam pensar em
criar processo de certificação para os
seus prestadores de serviço, porque tem
uma regulação muito ampla. É difícil
muitas vezes para uma cooperativa
individual saber se aquele pessoa que eu
tô contratando para um serviço de
corebank, uma solução de software tá
aderente ou não, a regulação traz ou não
segurança. E muitas vezes uma um nesse
momento assim você tem uma coordenação
mais ampla de um setor que defina um
processo amplo, que ajude a cooperativa
no processo de tomada de decisão para o
seu prestador de serviço, pode ser algo
bastante interessante da perspectiva de
organização e colaboração.
É, é só para deixar bem claro assim,
nesses, infelizmente nesses incidentes
que eu aqui apontei,
duas cooperativas
tiveram a sua situação
econômico-financeira comprometida face
aos incidentes sofridos e nos dois
incidentes foi devido a um prestador de
serviço.
Então, talvez eh esse gancho para deixar
reflexão de talvez uma organização, não
só dentro da OCB, mas talvez até com
outras associações, tem um processo de
certificação para os principais
provedores de corbank com chama soluções
bancárias, pagamento possa ser
interessante para trazer própria
segurança para as próprias instituições
no momento de contratar.
>> Muito bem, pessoal. eh pelo adiantado da
hora, né? Nós temos que encerrar por
aqui, né? Mas eu vejo muito assim pela
eh concluindo o nosso debate aqui, que
foi brilhantemente
tocado aí pelos painelistas,
mas eh fazendo um fechamento aqui,
olhando pela pelo lado da oportunidade,
né? Acabamos aí de falar de algumas
ideias, né?
E lembrando, né, que o cooperativismo,
o maior ativo do cooperativismo é a
confiança,
a reputação, né, e que nós estamos
tratando de um tema que é um tema do de
todo o ecossistema, mas quando nós
estamos aqui no nosso fórum, nós estamos
falando aí do SNCC, né, do sistema
nacional de qu cooperativa.
E aí na fala do Lúcio, certamente aí que
tá com essa agenda aí da
intercooperação, né, tá pensando
certamente do que que pode ser feito eh
na linha da intercooperação pra gente de
fato eh ter o cooperativismo, né, eh ser
ele percebido, né, como um sistema eh
que tem uma uma estrutura, que tem
padrões, tem certificações e
principalmente eh que ele esteja próximo
aos seus cooperados, as suas comunidades
e dos seus colaboradores, porque essa
proximidade
ela reduz de fato o risco, né, eh, que
acontece muito no distanciamento, no
digital, né, e o cooperativismo tem essa
perspectiva aí e essa esse diferencial
da proximidade, obviamente, com muitos
investimentos precisam ser feitos em
tecnologia, em competências, eh mas
acima de tudo trazendo fator humano, né,
eh, no centro da nossa estratégia.
Então, muito obrigado aí, parabéns aí
pela apresentação e obrigado aí pela
participação de todos.
[aplausos]
Agradecemos então todos os participantes
pelo excelente painel. Vocês vão receber
também um presente do sistema OCB, o
Dripco Coffee, oferecido pela
Cooperativa Coxupé.
Está encerrado o seminário BCOCB,
SNCC em transformação.
Agradecemos aos convidados tanto online
quanto presentes. Esperamos que todos
tenham aproveitado ao máximo esta
oportunidade de trocas e aprofundamento
do conhecimento. Desejamos um bom
retorno à suas cidades e instituições de
origem. Tenham todos um ótimo fim de
semana e até o próximo evento. Obrigada.
>> Obrigada.
vai para onde?
é, tá? É flicker, né?
Dkr tirar o caixinha
aqui.
Parabéns,
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