Seminário BC/OCB - SNCC em Tranformação. 16/04/2026 (parte 1)
Sumário Regulatório
O evento, desenvolvido em conjunto entre a Organização das Cooperativas Brasileiras e o Banco Central do Brasil, tem o objetivo de fortalecer o diálogo entre o regulador e o setor cooperativista; discutir os avanços e desafios da modernização regulatória no SNCC; e promover o compartilhamento de experiências em supervisão, autorregulação e proteção, com foco no aprimoramento e na sustentabilidade do sistema
Transcrição e Conteúdo
Er Er Er Er Senhoras e senhores, Amores, estimadas autoridades e convidados, mais uma vez muito boa tarde. Saudamos a todos que nos acompanham hoje, tanto aqui no auditório Dênio Nogueira, quanto online através dos canais do YouTube, do sistema OCB e do Banco Central do Brasil. Sejam todos muito bem-vindos ao seminário BCOCB, SNCC em transformação, supervisão auxiliar,...
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Senhoras e senhores, Amores, estimadas
autoridades e convidados, mais uma vez
muito boa tarde. Saudamos a todos que
nos acompanham hoje, tanto aqui no
auditório Dênio Nogueira, quanto online
através dos canais do YouTube, do
sistema OCB e do Banco Central do
Brasil. Sejam todos muito bem-vindos ao
seminário BCOCB,
SNCC em transformação, supervisão
auxiliar, modernização prudencial,
autorregulação e proteção, que, como o
próprio nome já traz, foi desenvolvido
em conjunto entre o sistema OCB e o
Banco Central do Brasil, com o objetivo
de fortalecer o diálogo entre regulador
e setor cooperativista,
discutir os avanços e desafios da
modernização regulatória no SNCC e
promover o compartilhamento de
experiências em supervisão,
autorregulação e proteção, sempre com
foco no aprimoramento e na
sustentabilidade do sistema. Para compor
o dispositivo e iniciarmos esta
importante tarde, convidamos a
presidente executiva do sistema OCB,
senhora Tânia Zanela.
>> [aplausos]
>> e o diretor de fiscalização do Banco
Central do Brasil, Senr.
>> [aplausos]
>> para proferir as boas-vindas, com a
palavra a presidente executiva do
sistema OCB, senora Tânia Zanela.
>> Oi, gente. Boa tarde a todos. Já
estivemos aqui praticamente todos
presentes hoje de manhã na nossa
plenária do SECO.
Eh, um momento importante esse que nós
estamos tendo nesse momento pela
maturidade institucional do nosso
sistema cooperativo do do nosso SNCC,
mas também nesse alinhamento e nesse
diálogo constante que a gente vem
mantendo ao longo dos anos com o nosso
órgão regulador. Então eu não tenho
dúvida que este momento será importante,
Aítlton, paraa gente avaliar, conduzir,
eh pensar esse futuro, né, da
supervisão,
como órgão regulador também colocando a
sua visão. Então eu acho que nós teremos
aqui dois dias de trabalho, mas com
certeza essenciais pro nosso dia a dia.
Mas como Aíton hoje foi muito gentil
comigo, eu também quero dizer a ele que
durante todo esse tempo eh de conversas,
de diálogos que a gente vem mantendo
aqui com o Banco Central, ele sempre
muito firme, muito convicto nas suas
posições, eh sempre foi uma pessoa que
nos respondeu à altura, que esteve
sempre muito próximo, quando precisou
dizer não, ele diz. Então, para mim,
essas pessoas tão autênticas como o
Aílton merece também todo o nosso
respeito e nossa consideração. Bom,
gente, eu vou eu vou me atrever aqui. Eu
acho que a grande maioria nunca me vê
nunca me viu fazendo isso, mas eu vou
ler esse discurso. Por quê? Porque ele é
um tema importante e necessário, mas
também, né, Thaago, extremamente
técnico, né? Eu não quero correr o risco
aqui de falar nenhuma besteira, né,
Clairton? E porque eu acho que é um
momento extremamente importante de
alinhamento e de construção. Bom, gente,
o encontro de hoje é mais do que um
espaço, como eu falei, para um debate
técnico. É uma oportunidade concreta
para aprofundarmos o discurso,
compartilharmos perspectivas e
construirmos de forma conjunta soluções
que fortalecem ainda mais o
cooperativismo de crédito brasileiro. Eu
acho que é isso que a gente pretende
nesse dia, não só olhar e consolidar o
que foi o nosso passado e principalmente
no ponto de maturidade que chegamos, mas
construir esse futuro que a gente quer
pro nosso cooperativismo, pro pro nosso
SNCC. E é [roncando] justamente esse
contexto que nos traz aqui hoje. O
cooperativismo de crédito vive um
momento de grande amadurecimento no
Brasil, mas esse avanço não aconteceu
por acaso. Ele é resultado de uma
construção sólida. e coletiva feita ao
longo do tempo em diálogo constante com
esse órgão regulador Banco Central,
sempre pautado pela transparência, pela
responsabilidade e sobretudo por um
espírito genuinamente colaborativo e por
que não cooperativo, né? Nos últimos
anos, o SNCC tem demonstrado na prática
que é possível sim crescer de forma
consistente, ampliando o acesso a
serviços financeiros e chegando a
regiões onde outras instituições não
estão presente. Afinal de contas, nós
estamos em quase 500 municípios onde só
tem a nossa cooperativa, o nosso
cooperativismo de crédito. Esse
equilíbrio é tudo isso sem abrir mão da
segurança, da boa gestão e da solidez.
Isso eu acho que o o Cledir hoje
assumindo o século deixou muito claro,
né, Cledir, no seu posicionamento que
vai ser obviamente os pilares que nos
norteiam aí no nosso dia a dia, em
especial no negócio que os senhores eh
praticam. Esse equilíbrio é talvez um
dos maiores diferenciais do nosso
modelo. Esse amadurecimento também vem
reconhecido no ambiente regulatório. As
normas têm evoluído de forma de forma
importante, passando a considerar cada
vez mais as características próprias do
cooperativismo. Isso fortalece o setor e
cria condições ainda mais favoráveis
para o seu desenvolvimento sustentável.
E aqui eu quero reforçar o que o
presidente Márcio falou hoje de manhã.
Nós não somos instituições financeiras
na essência, nós somos cooperativismo. E
essa esse é o nosso diferencial, né?
Para isso que a gente precisa aqui,
todas essas lideranças que estão aqui,
as que nos estão ouvindo também, eh
precisamos preservar, né, a nossa
essência cooperativa. E é por isso que
iniciativas como essa são fundamentais,
porque coloco no centro do debate temas
essenciais para o futuro do sistema
financeiro. A supervisão auxiliar, por
exemplo, né, ela evidencia como as
próprias estruturas do cooperativismo
podem contribuir de forma ativa para o
fortalecimento da gestão e da segurança
das cooperativas. Trata-se de uma forma
moderna e eficiente de atuação que
complementa o trabalho do regulador e
torna a supervisão ainda mais aderente à
realidade do nosso modelo. Outro avanço
importante é a autorização auxiliar, que
traduz na prática o reconhecimento do
Banco Central em relação à maturidade
institucional das cooperativas de
crédito.
Ela traz mais agilidade, padronização e
qualidade aos processos societários e
organizacionais. fortalecendo ainda mais
o sistema. Ao mesmo tempo, a agenda
prudencial nos impõe desafios
relevantes, especialmente quando falamos
da gestão do capital, como como previsto
na resolução conjunta 14, meu amigo Aí,
um tema, aliás, não é exclusivo do
cooperativismo, mas que todo sistema
financeiro, né? Aqui o desafio é
encontrar o equilíbrio entre crescer,
manter a eficiência e garantir a
segurança das nossas operações. E é
justamente dentro desse equilíbrio que a
a capitalização ganha ainda mais
relevância. tem um bom nível de
capitalização é fundamental e é isso que
assegura a sustentabilidade das nossas
cooperativas e permite que elas
continuem cumprindo com seu papel, que é
de apoiar os nossos cooperados e
contribuir para o desenvolvimento das
comunidades aonde elas atuam, né? Ao
mesmo tempo, quando falamos em solidez e
sustentabilidade, não podemos deixar de
olhar para outro ponto cada vez mais
central no cenário, a segurança.
Precisamos discutir sobre ações de
prevenção e a fraudes e de segurança
cibernética. Esse é um esforço coletivo
que envolve reguladores e instituições e
que exige investimentos contínuos em
tecnologia, governança e principalmente
em cultura organizacional.
Finalizo aqui a minha fala reafirmando o
papel estratégico do cooperativismo de
crédito na construção de um sistema
financeiro mais equilibrado, inclusive
inclusivo, capaz de gerar valor, não
apenas econômico, mas também social para
o nosso país. E eu finalizo aqui com
toda a expectativa que o sistema OCB tem
não só de apoiar e continuar nessa
parceria de longos anos com o Banco
Central, mas principalmente da gente
poder fazer nas nossas atividades dentro
das políticas públicas, dentro da
regulação, dentro da da das normas, né,
do que o Congresso Nacional traz como
legislações específicas, aquilo que é
necessário para vocês continuarem a
crescer, a desenvolver e fazer essa
grande diferença que vocês fazem. fazem
pro nosso país. Então, desejo aí bons
dias de trabalho para nós e que sairemos
daqui com certeza muito mais
qualificados para atender ao nosso
negócio, ao nosso modelo cooperativo, as
nossas cooperativas de crédito. Grande
abraço a todos vocês. Bom trabalho.
[aplausos]
Agradecemos a presidente Tânia pelas
palavras e convidamos agora o diretor de
fiscalização do Banco Central do Brasil,
Senr.
deino.
OK. Meu lugar, boa tarde a todos. Boa
tarde a todas. A Tânia sempre muito
gentil comigo e eu uma coisa, Tânia, que
hoje à tarde eu fico fiquei feliz aqui,
que eu venho falando há muito tempo da
presença de mais diversidade, mais
mulheres, mais negros, uma visão mais
jovens do cooperativismo brasileiro
paraa renovação e a sua presença aqui
hoje à tarde. demonstração que parece
que a gente e outras mulheres que estão
aqui também presente me deixa feliz. Eh,
e eu não tenho dúvida que o
cooperativismo no Brasil cada dia vai
crescer. A gente hoje pela manhã, eu
falei eh da ideia daquela meta de 1
trilhão de ativos totais do cima
cooperativista e me deram a informação
que eh o sistema cooperativos
brasileiros já chegou a 1 trilhão.
Então, a gente tem que pensar em outra
meta. Qual é a outra meta? será que a
neta seguinte, como eh eu vejo vários
colegas aqui também aqui no Banco
Central que participar que estão
participando desse eh programa OACB,
Banco Central, outras órgãos, a qual que
eu tive a oportunidade de participar e
fiquei tão próximo vocês há há 12, 13
anos atrás, que era tão Thiago era um
outro momento do cooperativismo no
Brasil. A gente olhava ali pra Alemanha
como exemplo, a gente olhava pro Canadá,
eh, pro Canadá, visitamos a Holanda
também. E hoje, depois de 14 anos, os
franceses
dizem que nós somos referências, ou
seja, nós conseguimos avançar. Você
estava lá na Alemanha, a gente babando,
falou: "Como é que pode que eles
conseguem construir isso? ter uma
supervisão auxiliar, ter um tema de ter
uma um relacional,
não em fundo garantidor a gente tinha,
você entendeu? Hoje, olhando para trás
nesses 14 anos, o quanto nós conseguimos
avançar com todos vocês. É um motivo de
orgulho para todo o sistema e pros
servidores públicos aqui de outros que
estavam lá participando desse processo.
quanto a gente fica feliz e quanto a
gente percebe a importância eh de quando
se tem eh
clareza de propósito, quando se tem
confiança principal, quanto se tem ética
no processo, o quanto a gente consegue
fazer muito pelo país, porque o
cooperativismo tem um elemento central,
é uma entidade de pessoas, né? Então
isso é muito importante. Dito isso, eu
tô aqui, eu geralmente eu não sigo o
discurso que eu gosto de falar com
coração e nesses momentos eh muito
importante que a gente consiga falar com
coração, mas por dever de ofício, como
disse, a gente precisa passar por alguns
tópicos e dar alguns recados, né? Eu
acho que o cooperativismo, eu não tenho
dúvida, na minha fala inicial, do
caráter estrutural do primo financeiro
nacional do cooperativismo, quanto é um
elemento de inclusão financeira, de
desenvolvimento regional, de
concorrência saudável que nós temos. Eu
quando visito o norte do país e a região
nordeste e vejo o crescimento das
cooperativas de crédito, né, Dalberto,
fomos lá o norte, o a diferença que faz
o cooperativismo, eh, um ponto central,
a gente estava lá eh em Rondônia,
as sobras foram transformadas
eh em hospital para aquela região, em
universidade para aquela região norte.
Ou seja, eu independentemente dos de
qual de uma visão do sistema financeiro
nacional, eu diria os resultados de S1,
S2 não estariam nas regiões norte do
país, na região nordeste. Então isso me
deixa feliz o quanto a gente percebe que
a gente tá num caminhar. Outro ponto
relevante é a proximidade do
cooperativismo
com a a com a populações, com as
populações mais carentes do Brasil.
Outra alinhamento também que eu gostaria
de pontuar aqui é,
e aí muitas vezes se pergunta, os
franceses perguntaram lá naquele evento
lá, como é que o regulador faz uma
agenda alinhada a um segmento, a um
determinado segmento. Essa é uma
construção brasileira. quando da agenda
BCEV, a gente trabalhou inclusão,
competição, cidadania financeira e
estabilidade e lá o segmento
cooperativista estava presente, né? Isso
é, isso é ponto Tânia que orgulha e
orgulha principalmente vocês do
cooperativismo que consegue construir,
que conseguiram construir uma relação
forte ou robusta com a supervisão e com
com o regulador em todas as suas
dimensões. Nós estamos vivendo uma
mudanças eh regulatórias relevantes nos
últimos tempos. Eh, ainda hoje nós somos
abordados e lembrados a 4966, o quanto
impactou o sistema cooperativo. Não
tenho dúvida o quanto a 4966 impactou o
negócio das cooperativas e das demais
instituições de sistema financeiro, mas
conseguimos e eu dizia todo o tempo, nós
vamos fazer a transição, nós vamos fazer
a transição, né? e conseguimos fazer a
transição. Conseguimos fazer a transição
e eu acho que a transição tem levado,
tem demonstrado que eh o sistema
financeiro e o sistema cooperativista
sai cada dia mais forte. Você pontuou
uma outra mudança normativa que eu vi
aqui do evento. Vai ter um painel de
amanhã, um painel técnico com verlan
aqui para discutir a resolução conjunta
14. Eu tô quase pensando em descer e
ficar sentado aqui ouvindo o debate da
resolução 14. Hoje, esse tema do capital
é um tema que afeta IPs, principalmente
IPs, eh, CDs, eh, e outros segmentos,
eh, que eu poderia aqui trazer, mas, eh,
as cooperativas,
eu diria, tá sendo afetada.
Nós analisamos de forma republicana, né,
overlã, os pleitos da do sistema e
naquilo que é possível, você sabe muito
bem que eu sou um advogado eh justo
dentro da organização Banco Central em
termos de sistema cooperativista. Então,
acho que a gente consegue. E um ponto
relevante também da, vou só fazer uma
pincelada aqui da norma de capital, a
qual eu gosto muito dessa temática. Eu
digo que a inspiração da resolução 14
foi a própria sistema cooperativista.
O sistema cooperativista há 10, 15 anos
tinha 100. Carol, não me deixa mentir,
100, 1300, eh, 100. Hoje tem 700
entidades e 700 entidades muito mais
robusta,
com dois bancos no S2. Então é uma
demonstração clara que o cooperativismo
conseguiu se agregar, fazer fusões e a
14 eu não tenho dúvida que o cima
cooperativista vai sair mais forte. E aí
tem daqueles princípios, né,
intercorporação, né? Eu acho que neste
momento, tá, né, Thago e os demais que
estão aqui, Cledi, é que a resolução 14,
a norma de capital, é mais uma
oportunidade para um próximo salto do
sistema cooperativista brasileiro. Eu
não tenho dúvida. Quem sabe que a nossa
meta não se seja, Tânia, eu não estaria
aqui entre vós se igualar ou se
aproximar minimamente ao modelo alemão
de 25% do sistema financeiro. Ou seja,
aí sim estaremos no outro ambiente.
Quanto a supervisão, a supervisão, eu
vou tratar um tópico aqui um pouquinho
da supervisão auxiliar e autorregulação.
também é mais um exemplo que nós
aprendemos com o modelo que visitamos
ali na Alemanha, que era adotado isso.
Ou seja, a gente conseguiu tropicalizar
e hoje quando eu vejo o debate aqui, eu
acho que a gente estava no caminho
certo. Conseguimos fazer as mudanças. Eu
acho que a supervisão auxiliar é um
instrumento de descentralização com
responsabilidade,
gan de eficiência para supervisão e é um
modelo de aplicação prática da
proporcionalidade.
Eu acho que outro ponto também que eu
venho tratando aqui, que é a confiança
institucional como elemento chave, não é
concedida, é construída.
A autorregulação em curso complementa a
regulação estatal. a gente entende como
um mecanismo importante de
amadurecimento
e também como de proteção ao
cooperativismo e ao sistema. Eu acho que
uma palavra, um ponto chave é confiança,
proporcionalidade e responsabilidade
caminhos. Este modelo os demais aqui, eu
tenho para mim que dada a a elevação da
quantidade deões financeiras no Brasil,
quase chegando a 2.000 instituições
autorizadas pelo Banco Central. O modelo
vitorioso de supervisão auxiliar e
autorregulação deveria ser aplicada em
outros segmentos e vamos buscar mudar a
legislação dado exemplo do sistema
cooperativista, tá? Eu tenho certeza que
a gente vai conseguir avançar nas
mudanças normativas em relação a outros
segmentos, porque nós conseguimos o
sucesso eh com o sistema cooperativista,
tá? Temos [roncando] desafios, tudo não
são flores, né? Eu acho que eu já eu
gosto de citar, vocês estão chateados de
tanto ouvir isso que é a renovação e a
qualificação dos dirigentes. A renovação
tem que estar presente. Eu não posso
estar sempre os mesmos aqui, Thago
dizendo, poxa, em 2012, pô, tava com
você. Em 2008, eu tava naquele evento,
você entendeu? a gente precisa criar um
processo de renovação, de renovação e um
processo efetivo, claro, com os
conselhos atuantes, uma clareza com a
governança. E também um ponto relevante
aqui que eu gostaria de trazer
é sobre gestão de risco. Gestão de
risco. Acho que a gestão de risco em
qualquer instituição financeira é de
grande relevância, mas pro sistema
cooperativista, que é um sistema de
pessoas, que é uma uma entidade de
pessoas, a gestão de risco é
fundamental.
Nesse ponto também hoje, por incrível
que pareça, o Adalberto me falou assim:
"Pô, vamos liquidar uma instituição, uma
cooperativa no dia do evento?" Falei: "É
emblemático".
É emblemático.
A, o relacional que nós temos com as
cooperativas, com a CB, OCB, também
passa por um processo de educação, tirar
aquelas instituições que não estão
atendendo ao propósito. É inadmissível
instituições que opere cooperativas de
dono e cooperativas que sej instrumento
de bets ilegais. Eu não posso pensar que
a OCB ou quem quer que seja compactua
com instituições, com entidades do seu
segmento desta forma. Então eu acho que
aqui é uma demonstração clara. Seremos
parceiros, sim, mas também adotaremos as
medidas necessárias necessárias e
tirando eh do sistema entidades que não
estão cumprindo seu propósito, tá? Então
diga aqui, Adalberto, minha resposta, eu
não tenho problema. Eh, falei claramente
disso. Um ponto também aqui é a
digitalização e a concorrência. É outras
coisas que eu venho falando cima
cooperativista,
todo banco sempre fala de
principalidade,
principalidade, principalidade,
principalidade. E o cooperativismo, como
é que consegue trabalhar o elemento da
da principalidade? num ambiente
tecnológico extremamente desafiador, um
ambiente competitivo em termos
instituições disruptivas, como o sistema
eh cooperativismo, com o cooperativismo
vem enfrentando esses desafios, né? Ser
digital é fundamental, mas como dizia o
meu amigo Herold e sempre, ó, olha aí o
cooperativismo vai ser e ser é e será
digital, mas não perderá a sua
identidade como cooperativa. Esse é um
ponto. Por isso é que as cooperativas
estão em mais de 500 municípios. Por
isso que, diferentemente de bancos, de
instanceiras que só tem uma agência na
Faria Lima, os as cooperativas estão em
grande parte do país e continua abrindo
postos, postos de atendimento, porque a
cooperativa precisa ser diferente de um
banco digital. Fosse um banco digital,
eu consigo qualquer um, mas o uma
cooperativa é distinta. Esta é a
essência. Esta é a essência. Outros
pontos que eu gostaria de ressaltar aqui
também, que vai ser tema de debate aqui
de uma das mesas é o tema da segurança
cibernética.
pela primeira vez, tivemos dois
incidentes, não podemos esquecer,
tivemos dois incidentes eh complexos
financeiro. O primeiro incidente afetou
cooperativas de crédito e pela primeira
vez eu vi por um risco operacional,
Silveira, instituições quebrarem.
A gente não imaginava não, eh, quebra
por crédito, por liquidez, mas pro risco
operacional.
e quebrou.
Ou seja, olha o impacto, olha a
necessidade de investimentos e nossos os
hackers são melhores que os hackers do
outro. a gente tava numa avaliação. Ah,
o Ari me confidenciou que os avaliadores
que vieram recentemente, o FMI, o Banco
Mundial, avaliar o Brasil,
eh, eles fizeram grandes elogios ao
nosso modelo de supervisão na parte de
cyber, mas disse deixou claro que os
times, os fraudadores, os hackers
brasileiros têm um nível maior do que o
outro. Obviamente eu não vou contar a
piada que aconteceu com os avaliadores
do FME. Não, não, não. Vai querer saber?
>> Vai, claro.
>> Pois eles perceberam na própria pele o
quantos hackers brasileiros são
poderosos.
>> Tiveram,
>> obviamente, alguns cartos de crédito
clonados.
>> Aqui nossos brasileiros são terríveis,
tá? Então é a demonstração clara que não
podemos baixar a guarda. Tivemos o
primeiro incidente,
fizemos mudanças, ocorreu um segundo
incidente e agora recentemente em
grandes organizações. Tem que se
perceber, tem que se investir, Tânia,
tem que ter uma visão muito clara. Por
isso que eu fico feliz aqui com esse
painel de cyber, a qual Taê, que é o
nosso grande especialista neste tema de
cybersegurança.
E aí eu vou para as mensagens finais,
vocês estão cansados da minha fala. Eu
tenho que deixar claro aqui que o
cooperativismo de crédito é parte
relevante de soluções para um sistema
financeiro mais inclusivo e competitivo
e continua este eh essas palavras de
inclusivo, competitivo na agenda atual
do presidente Gabriel, né? Não perdeu-se
a essência. Outro ponto central que o
cooperativismo exige governância,
prudência, responsabilidade e
proporcionalidade. E por fim, não mais,
não menos importante, o Banco Central
reconhece esse papel e seguirá
promovendo um ambiente regulatório
firme, presível e proporcional, tá?
Então, continuaremos fazendo as mudanças
necessárias que o sistema cooperativismo
necessita. tal qual, né Thiago, não
vamos esquecer que era um compromisso
nosso, pessoal, aler com a regulação dos
temas atingente às prefeituras, a qual
conseguimos com grande esforço e
acreditamos que, como dizia o tio Bem,
grandes poderes, grandes
responsabilidades agora que vocês têm a
possibilidade de se alavancar com os
recursos das prefeituras. Dito isso,
muito obrigado, bom evento e eu prometo
que vim aqui amanhã para algumas dessas
eh desses painéis e poder compartilhar e
aprender um pouco mais com todos vocês.
Obrigado, bom evento e felicidade para
todos. [aplausos]
Agradecemos o diretor Aíton e convidamos
a todos a acompanharem por vídeo o
recado do presidente do Banco Central do
Brasil, o nosso coamfitrião, que por
compromissos previamente agendados não
pode estar hoje conosco. Senr. Gabriel
Galípolo.
>> Bom dia a todos. É uma grande satisfação
realizar a abertura desse seminário
conjunto do Banco Central e da OCB.
Organização das cooperativas
brasileiras. Inicialmente gostaria de
parabenizar a OCB e a todos os
envolvidos na organização desse evento
pela iniciativa em promover uma oportuna
discussão sobre os [música] principais
vetores de transformação do Sistema
Nacional de Cooperativismo de Crédito.
No Banco Central, temos sempre destacado
que os princípios basilares do modelo
cooperativista, que incluem educação
financeira, gestão democrática,
intercooperação e compromisso com a
comunidade criam vínculos de confiança e
estabelece [música] um relacionamento
entre a cooperativa de crédito, o
associado e a comunidade que ultrapassa
os limites de uma relação financeira.
À luz desses princípios, [música] o
segmento cooperativista tem exercido um
papel fundamental para aumentar a
inclusão financeira, ampliar a
concorrência e a oferta [música] de
crédito a taxas de juros menores,
principalmente para pessoas físicas,
micro, pequenas e médias empresas, e
para fomentar o desenvolvimento
socioeconômico [música]
regional. No âmbito normativo, o Banco
Central tem promovido aprimoramentos
compatíveis com a maior maturidade
alcançada pelo segmento. A recente
evolução legal e regulatória aplicava ao
cooperativismo, ao mesmo tempo em que
conferiu maior liberdade operacional e
ampliou o leque de produtos e serviços
oferecidos pelas cooperativas, também
atribuiu maiores responsabilidades às
instituições [música]
materializadas no aumento das exigências
de capital, de controles e de gestão. É
com muita satisfação que temos observado
o cooperativismo responder bem a todas
essas mudanças e desafios, [música]
aumentando sua participação no sistema
financeiro nacional e ampliando sua
importante atuação indutora de
transformação social. Esse seminário
oferece uma excelente oportunidade para
que todos envolvidos com cooperativismo
possam discutir [música]
como esse modelo de sucesso pode
continuar progredindo em seus diversos
aspectos, como governança, regulação
prudencial, digitalização e segurança
cibernética, dentre outros. Muito
obrigado e um ótimo evento a todos.
[música]
[aplausos]
Muito bem, essas foram as palavras do
presidente Gabriel e convidamos a senora
Tânia e o senhor Aíton a continuarem
conosco na plenária.
E agora sim, para o primeiro painel
técnico que conta com o tema supervisão
auxiliar no SNCC,
práticas avançadas para eficiência e
proporcionalidade,
convidamos
o chefe do Departamento de Supervisão de
Cooperativas de de Instituições não
bancárias de ZUC, Senr.
Felinto da Cruz Júnior,
[aplausos]
a diretora de riscos e controles do
SICOBS Central Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, senora Elisete Cavaliere,
[aplausos]
o diretor de supervisão da Central Sic
Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Senhor Reginaldo José Pedrão,
[aplausos]
o diretor de riscos, controles e
conformidades da Unicred do Brasil,
senor Alexandre Eusébio Silva.
[aplausos]
E na moderação o diretor do sistema
Cressol, Senr. Márcio Falcão.
[aplausos]
Passo então a palavra ao senhor Márciel.
Já tá aberto aqui.
Alô, alô.
Vamos lá então. Boa tarde a todos. É uma
satisfação muito grande estar aqui com
vocês, podendo abordar, né, esse tema
tão importante da supervisão auxiliar.
Então, em nome do sistema Cressol,
agradecer aqui ao Cledir, ao Adriano,
aos nossos conselheiros, ao Carlinhos,
ao Tomé, ao Zat, Dra. Carol, também
nossa diretora de risco, que está aqui
conosco. Agradecer fundamentalmente
também o o Banco Central por
disponibilizar a casa aqui. Parabenizar,
acima de tudo, o Banco Central pela
estrutura de todos os departamentos
apoiando o sistema cooperativo.
Parabenizar o ACB em nome da Tânia aqui
por todo o trabalho, o Thiago, a
Fabíula, por todo o apoio estrutural
e no tratamento dessas pautas tão
importantes para nós no dia a dia. É
fundamental, né, Adalberto, a gente ter
uma noção sistêmica da importância do
tema quando a gente fala de supervisão
auxiliar, no sentido de de que do
fortalecimento da nossa governança
cooperativa, mitigação de riscos, né, da
visão dos conselhos de administração em
cima da pauta, entender que supervisão
auxiliar é proteção ao negócio, é
proatividade, é maneira da gente ter
solidez e perenidade. Então nós vamos
abordar aqui alguns temas bem legais com
nossos parceiros cooperativos aqui do
CCR, do Sicob, da Unicred. Eh, espero
que todos gostem. Não tenho dúvida aqui
que eles vão apresentar aqui um material
extremamente robusto para que a gente
possa aprimorar e, acima de tudo,
exercer o cooperativismo aqui, trocando
experiências, acima de tudo a gente
aprendendo e elevando o nosso nível de
maturidade em cima de tudo isso, tá bem?
Então, antes de mais nada, agradeço a
todos aqui. Espero que a gente tenha um
ótimo painel. Já passo aqui para
Adalberto para que ele dê sequência.
>> Muito obrigado. Que alegria, né? Alegria
estar aqui, tá aqui no Banco Central e
poder, em alguma medida juntamente com a
OCB, eh, organizar um evento importante,
um evento qualificado,
um evento no qual se insere toda a nossa
atenção, o cuidado que nós temos com o
tema, né? uma reunião de trabalho. Foi
isso, né, Thiago, que a gente pensou
quando estávamos conversando sobre essa
formulação
e da necessidade de para além das das de
questões de de estímulo, de motivação,
que o cooperativismo tem essa chama, né,
da da da grande capacidade de mobilizar
as pessoas, de encantar as pessoas, né,
de trazer coisa que cala o coração, né,
de ajuda, de contribuição, de progresso,
de prosperidade.
Mas também urgia um uma um espaço para
discutirmos coisas mais gravosas, né?
Coisas mais mais duras, coisas que que
muitas vezes a gente negligencia de
falar, que muitas vezes a o dia a dia
nosso, né, tão carregado com a
necessidade de crescimento, com a
necessidade de de atender a demanda dos
nossos cooperados. muitas vezes eh
deixamos de lado até por conta a do da
dor que isso muitas vezes envolve, né?
Mas o grau da maturidade, o grau do
crescimento, o grau da da do
desenvolvimento das das entidades e das
pessoas é justamente a capacidade de
lidar com temas difíceis, né? A gente
quando é mais é mais imaturo, mais
infantil, a gente vive um mundo de
fantasia, onde as coisas se processam de
maneira eh aonde o fechar dos olhos faz
com que o problema se acabe, né?
Fechado, o é a síndrome do avestruiz,
né? Que a gente enterra a cabeça na na
terra e acha que tudo tá bem, né? E e e
a gente tem uma uma tendência natural de
fazer isso, principalmente quando o
vento tá a favor, né? Quando a gente tá
com taxas de crescimento de dois
dígitos, quando a gente tá com a
capacidade de atendimento para agora é
hora de conversar, né? Agora é hora de
conversar. Hora de conversar. E a gente
tem feito isso com a política monetária.
A gente tem feito isso com a capacidade
de combater a inflação
que continua resiliente, continua
resistente, mas o Banco Central de forma
vigilante tem se posto com dificuldade,
mas não se exime do do bom combate, do
bom debate. E é isso que a gente tá
fazendo também na estabilidade do
sistema financeiro, n estabilidade
monetária, a nossa missão, estamos aí
tentando trazer a inflação pra meta,
mantendo taxas de juro difíceis de serem
absorvidas pela economia. A gente sabe
disso, mas é o nosso papel fazer isso. E
transpõe essa mesma, esse mesmo debate,
essa mesma discussão, essa mesma
dificuldade, o desafio para a
estabilidade financeira.
a gente tá vivendo um quadro eh
extremamente preocupante dentro do
sistema financeiro, né, com o afluxo de
de crime organizado, com o afluxo de
ataques cibernéticos, o diretor bem
falou, riscos geopolíticos de natureza
nunca antes enfrentadas, riscos
macroeconômicos, né? Então, o quadro
geral é um quadro de adversidade,
um quadro que tá exigindo que a gente
tire a nossa aeronave do do módulo
automático, do piloto automático e a
gente tome o manche.
E ao fazer essa reflexão sobre sobre a a
gente tomar de conta, a gente tomar o
pulso, tentar encaminhar, sair da areia
movediça, superar os riscos, dar
robustez,
dar capacidade de resposta, resiliência,
a gente passa e vem passando e vem vimos
discutindo isso há muito tempo, né? a
4966, que é o novo padrão de de
reconhecimento de perdas e de provisões.
Ela é essa sinalização, né? Não, quando
a gente tá falando da 4966, a gente tá
falando justamente da capacidade do
reconhecimento de risco de crédito de
uma maneira mais de maneira mais madura,
conservadora, consequente, consistente,
aprofundada. Quando a gente discute
questões de capital mínimo, a gente tá
discutindo isso, né? capacidade das
organizações absorverem perdas,
capacidade de mobilizarem recursos para
aprimorarem seus controles. Então,
subjacente a essa a esse debate
normativo que a gente vem tratando já há
algum tempo e tem sido objeto de
discursos nossos, de conversas nossas já
de muito tempo, eh a gente resolveu dar
uma um debate, uma luz sobre um tema que
a gente não conversa muito, a gente fala
muito sobre auditoria, fala muito sobre
governança, fala muito sobre a ação do
conselho fiscal. fala muito sobre a ação
do conselho de administração, mas uma
sessão, um tema, uma oportunidade pra
gente falar da supervisão auxiliar, a
gente nunca tinha tido de maneira tão
destacada. E eu acho emblemático isso
porque falando da supervisão auxiliar,
nós estamos falando de tudo isso.
Estamos falando do controle, estamos
falando do acompanhamento, estamos
falando da auditoria, estamos falando da
da da atuação do conselho fiscal, do
conselho de administração, de todos os
temas que isoladamente risco de crédito,
risco operacional, a gente condensa isso
dentro de uma de uma de uma meta
qualidade, né, de um metaespaço,
que é a supervisão, que é a supervisão
onde a gente se encontra, que é o o
papel, o supervisor natural somos nós do
Banco Central, é o mandato que temos,
né, e a gente vive para isso. Isso. E
qual é o desafio da supervisão? é a
continuidade, é a perseverança, é a
estabilidade.
A gente, a gente tem presente na nossa
qualificação supervisão prudencial
prudencial, que é essa que diz respeito
à existência e preservação e
sobrevivência das organizações.
Ora, se nós estamos falando de
sobrevivência, de continuidade, de
existência, de perdurar, perpetuar, nós
estamos falando de de todas as as
funções que em alguma medida passam para
uma organização. Então, é esse extrato
da supervisão, ela ela é uma grande
proxe de de nível de maturidade das
organizações.
Ora, se a gente pudesse mensurar e
quantificar e dar uma nota para uma
supervisão auxiliar, a gente estaria
dando nota, na verdade, pra organização,
para o sistema, pra cooperativa como um
todo, para as cooperativas como um todo,
porque a prox quanto mais madura, quanto
mais atuante, quanto mais independente,
quanto mais eh eh preventiva, quanto
mais intrusiva, quanto mais maior a sua
capacidade de discussão, de diálogo
dentro da organização, a sua, o seu
relevo, o seu relevo, a importância que
tem o quanto é ouvida, o quanto tem
capacidade de atuar, o quanto tem
capacidade de intervir. Isso mostra a
natureza da qualidade da gestão e da
governança das entidades. Então essa é a
justificativa pra gente isolar esse tema
específico. Na verdade, nós estamos
construindo uma camada de avaliação mais
ampla, transversal para para as
organizações e onde a gente quer se
dedicar com mais afinco eh a partir de
agora, né? a partir de agora com v, vê
qual é a a a posição que a supervisão
ocupa, qual é o seu grau de recursos e a
sua capacidade de atuação. Então, são
muitos os aspectos que a gente precisa
analisar e com certeza esse debate de
hoje será muito rico, né, para nós
trazermos um pouco do que esperamos eh
para paraa atuação da das supervisões
auxiliares. E e notem, o diretor
antecipou isso um pouco, né? A, a gente
tem eh na supervisão auxiliar do do
sistema cooperativo um modelo. É um
modelo. Nós estamos querendo migrar esse
modelo para outros segmentos do sistema
financeiro. A gente tá em conversas com
os instituidores de arranjo, de
pagamento, que quem tem uma uma
importância e uma uma capilaridade muito
grande, né? muitas IPs, SCDs, SEPs,
todas as figuras do sistema financeiro
que foram criadas e que passam em alguma
medida pela constituição de arranjos de
pagamento. E a gente tá emulando essa
essa mesma intenção do Banco Central de
ter espelhado nos segmentos, na sua nos
seus níveis de organização, nos seus
níveis de aglutinação, essa capacidade
também de olhar, de ser vigilante, de
acompanhar, de de a a a a apertar botões
de alerta, né, eh sinalizações.
Então esse é um trabalho que entendemos
exitoso no cooperativismo, que precisa
ser replicado. As as infraestruturas de
mercado financeiro também estão sendo
chamadas a atuar com essa mesma e eh eh
eh com esse mesmo condão, com essa mesma
capacidade. E a gente sabe que para eles
temos que que avançar como avançamos no
cooperativismo com lei, com regulamento.
Mas isso é isso é um pouco da medida do
grau de sucesso que nós eh reconhecemos
na supervisão auxiliar do
cooperativismo, né? confiamos, eh, não
substitui o Banco Central, mas
complementa, complementa aquilata de uma
maneira muito valorosa, traz para o
nosso trabalho muito mais segurança e
com um condão diferente, porque quando o
Banco Central fala, tudo que se fala,
tudo que se sinaliza já carrega o peso
do Banco Central, né, de que isso é uma
infração, de que isso pode se resvalar
para aspectos punitivos.
né, sancionadores,
porque essa é a natureza da autoridade
supervisora, né? Isso ninguém pode tirar
da figura do Banco Central esse condão
da punição. Ora, quando a gente
reconhece a oportunidade e valor e valor
para a autossupervisão, né? Esse
neologismo aí que a gente não usa, mas é
isso que na prática se faz, né? aliado à
autorregulação, que também é um um não
substitui a regulação do Banco Central,
mas auxilia muito, mas mais do que tudo
ameniza.
Ameniza, suaviza.
não tem capacidade sancionadora, mas tem
capacidade
de acolher e guiar e sugerir e conduzir,
aconselhar, [roncando]
né, de tal forma que isso eh faça com
que as instituições identifiquem
eventuais desafios, eventuais ameaças e
elas próprias cuidem disso. Cuidem
disso. alivia o nosso trabalho, claro,
mas acima de tudo é mais uma camada de
força, camada robusta para a
sustentabilidade das instituições.
Então, a par disso, né, a gente tem aqui
algumas algumas expectativas, né, de de
atuação da supervisão auxiliar, né, que
ela se constitua na prática como um
nível de supervisão sistêmica das
cooperativas filiadas, né? O
cooperativismo é ele é esse ainda mais
os sistemas de três dois níveis é esse
misto de singular e plural, né? ao mesmo
tempo que tem a atuação local na
cooperativa singular, tem um extrato eh
mais elevado, agregador, aglutinador,
que fortalece.
E a supervisão auxiliar é um elemento
dessa visão dentro de um arranjo
sistêmico, né, que ela concretiza e traz
de forma mais palpável essa visão de
sistema, que muitas vezes se perde na
atuação cotidiana. é também uma uma um
nível, uma instância de atuação
complementar do Banco Central, nas no
qual a gente gostaria de ter o nosso
ponto focal, a gente gostaria de de
interagir com os sistemas mais
intensamente por meio das supervisões
auxiliares, porque acabam tendo a nossa
mesma taxonomia, nossa mesma gramática,
nossa mesma forma de falar, nossa mesma
forma de se preocupar. Então, acaba
facilitando esse nível de de
comunicação, né, que ela se constitua
numa instância também de organização e
coordenação sistêmica, né, que ela
consiga espelhar. E muitas vezes os
sistemas têm dificuldade de dar
capilaridade à sua forma de atuação, né?
A depender da distribuição geográfica,
da distância, muitas vezes os comandos
do sistema, os comandos centrais se
perdem no caminho, né? e a supervisão
auxiliar deveria atuar, pode atuar e é
uma uma dimensão relevante da sua
atuação dentro dessa coordenação e pode
ser melhor utilizada para isso, né? E
com isso, obviamente ter o acesso e ser
o ponto de de nodal das informações do
sistema, né? Isso é algo também central
que em alguma medida endereça para as
atribuições que nós vemos dos das da das
supervisões auxiliares, né? é uma
instância de acompanhamento direto,
contínuo das filiadas, então tem a
capacidade de montar sistemas, métodos,
rotinas, protocolos de atuação e de
interação frequente. Porque também a
supervisão não pode ser algo esporádico,
não pode ser algo que é um evento que se
faz uma vez por ano visitando uma
cooperativa, uma singular. Não pode ser
assim, né? a gente tem que se fazer
presente, tem que se fazer atuante, tem
que se fazer constante. Essa atuação e
hoje a a telemática, né, a informática,
a tecnologia nos dá a capacidade desse
sistema de acompanhamento. A gente vai
ter aqui a oportunidade de ver cada um
dos sistemas mostrando um pouco da sua
experiência desse acompanhamento
contínuo e tendo também eh uma interface
que nos parece importantíssima de
interação com as auditorias.
Supervisão não é auditoria. Auditoria
tem muito a ver com compliance, tem
muito a ver com comando e e ter e a
capacidade de de cumprir o o regramento.
A supervisão é é mais do que isso. A
supervisão ela entra em consideração
modelo de negócio, forma de atuar,
capacidade de atuar, então capacidade de
sobreviver, né? capacidade de reagir e
isso é fundamental para essa
diferenciação. E a supervisão auxiliar é
uma instância também de acompanhamento
dos trabalhos de auditoria, o
acompanhamento dos planos de
regularização. Então, a uma vez
identificada desvios, fraquezas,
ameaças, os planos de mitigação desses
riscos precisam ser atuados e nós
entendemos que a supervisão é esse essa
esse esse locus de esse acompanhamento,
né? e obviamente como uma uma um ponto
de informar o Banco Central essas esses
fatos relevantes, essas circunstâncias
que merecem essa pronta atuação, né?
Então, eh, é acima de tudo uma instância
de divulgação e de disseminação das boas
práticas, que tem essa capacidade também
de mostrar dentro do sistema aqueles
casos de sucesso, aquelas circunstâncias
e aquelas aquelas experiências exitosas
que podem ser multiplicadas. Então, por
aqui, encerro primeiramente aí a nossa a
nossa intervenção. Eu já já estouri o
tempo, peço desculpas, mas ao finalizar
essa primeira abordagem, né, queria
manifestar essa nossa alegria, eh, dar
acolhida a todos os os nossos colegas
que fazem parte da do grupo, né, OCB,
que tem viajado, que tem se aturado aí
por muito tempo, né, Thaago? E a gente
tem tido a oportunidade de fortalecer,
Clairton, essa nossa amizade, acima de
tudo, nosso respeito e a abertura e a
importância que isso tem pro Banco
Central de abrir os nossos ouvidos e
apurar o nosso olhar para termos eh
maior capacidade de atuação e
fortalecimento do sistema. Muito
obrigado. A gente segue aqui ainda,
temos muito para conversar. Obrigado.
Obrigado, Adalberto, pelas palavras. Sem
dúvida palavras que nos fazem refletir
bastante, né? Principalmente pegando um
pouco do quaderto fala do tamanho da
amplitude e dinamismo do trabalho de
supervisão auxiliar que ele tem que
tomar a cada dia, né, Dalberto? visto as
a o dinamismo propriamente dito do
mercado, das novas desafios que a gente
tem quando você traz a questão, sim,
temos uma flutuação de mercado constante
dos dos negócios e automaticamente novos
agentes que vieram para facilitar, mas
ao mesmo tempo colocar novos desafios
vide,
a inovação e aliado a cybersegurança,
que são coisas aí perentes que a gente
vai ter que tratar cada vez mais a cada
dia. E particularmente, eu não tenho
dúvida que a supervisão auxiliar é um
mecanismo que pode nos apoiar bastante
pra gente se antecipar
a alguns atos, né? Isso é fato, que a
gente tem como trabalhar
institucionalmente nas cooperativas.
Afinal de contas, são com ações dessa
que a supervisão auxiliar consegue nos
apoiar diretamente na proteção do
capital dos nossos cooperados, que é
para isso que a gente tem que fazer isso
ser visto, tá bem? Então, dando
sequência aqui, pessoal, de todo modo,
agradecer novamente, Adalberto e abrir
aqui paraa Elisete, ela vai fazer um o
painel dela aqui, vai ter 15 minutos
também para explorar o tema, pra gente
acompanhar com ela aqui. Fique à
vontade, Elisete. E bom encaminhamento.
>> Posso eu posso usar o painel ali, ó,
tribuna que eu sou italiano, ficar muito
presa, né?
>> Não vai conseguir falar, né? Não vou
conseguir falar muito.
>> Então, primeiro, muito obrigado pelo
convite, pelo ACB, o Banco Central.
Enio, espero te honrar pela indicação do
meu nome, né? Estamos juntos, né? E
fiquei muito feliz de encontrar muitos
amigos aqui do sistema cooperativo, né?
E essa proximidade é muito importante
que você falou de a gente vai paraa
Alemanha, pro Canadá, para vários
lugares. E eu tenho certeza que nós
temos aqui exemplos maravilhosos pra
gente trabalhar. E no final eu vou me
propor um desafio, que a Cristine sabe
que eu adoro alguns desafios, né, pra
gente se unir mais. Puder colocar a
apresentação para mim. Então, nós somos
o sistema CICOB Santa Catarina, Rio
Grande do Sul. Eh, a gente tá inserido,
né, hoje nós somos 37 cooperativas
singulares. No segundo semestre nós
seremos 36. Então são conversas
difíceis, Alderto, que a gente tá tendo
na nossa governança lá no no nosso
sistema local para fortalecer o sistema
cooperativo e as nossas próprias
cooperativas, né? Então nós nós somos
pequenas, mas somos grandes. Esse é o
tamanho da nossa responsabilidade como
supervisão auxiliar, gerenciamento de
riscos, né? O diretor eh Adalberto, não,
eh
>> Aíton, perdão, falou de 1 trilhão, né?
Nós temos no CICOB 9.7 7 milhões, nós
temos só 1.3, né, e o mais compacto
sistema de estratégia. Eu sei que nós
vamos à frente, né, tratar a
principalidade, como é que a gente atua
em expansão das cooperativas, né? 430
bilhões de ativos, 70 bilhões no sistema
CICOB Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. Estamos em 98% dos estados dos
municípios de Santa Catarina. Isso é uma
guerra, uma um pedido muito forte do
nosso presidente Rui, que a gente esteja
em Santa Catarina, nos todos os
municípios. Estamos em expansão pro Rio
Grande do Sul, bem forte nos últimos
anos, né? Trouxe um pouco aqui a
estrutura da central. Lembrando, nós
temos as caixinhas referenciais que a
gente se coloca, né? Então, nós estamos
em três diretorias hoje, conselhoção,
conselho, eh, e comitês. Nós não temos
mais conselho fiscal na central, né?
Então, a diretoria de riscos que hoje eu
estou e aqui mudando um pouquinho essa
disciplinaridade,
hoje eu também cuido da área de
comunicação e marketing, bem diferente,
né? para ver a gente como líder, como
área, a gente abraça todas as situações,
né? A diretoria administrativa e diretor
de negócios. Nós temos quatro comitês
que assessoram o conselho de
administração. Nós somos a central S13,
então temos o comitê de auditoria que
tem um membro independente que ajuda a
gente a olhar mercado como é que a gente
se posiciona como central. O comitê de
ética para tratar cada vez esse assunto
sensível que é e tratar todo mundo
igualitariamente, comitê de riscos, né?
estressa todos os nossos números pra
gente não ficar estressado, que eu
brinco, né? Tá tudo bem, tá tudo
tranquilo como o sistema local. e o
Comate, que é o mesmo modelo aplicado do
sistema SICOB, que tem o Nacional,
também temos o nosso, que ajuda a
debater temas eh relevantes e levar pro
nosso conselho. E aqui, eh, já que tem
um painel manhã sobre cibernética, nós
temos um comitê de segurança da
informação e privacidade também que
apoia a diretoria executiva. A gente
trata situações internas bastante no
âmbito da educação, né, do disseminar,
como a gente pode cuidar e se teros
riscos internos.
Então aqui que você falou, Anberto, né,
a supervisão auxiliar é muito maior do
que olharmos só as auditorias, né, todas
as informações que a gente tem na
auditoria. Então na diretoria de risco
tem a supervisão auxiliar que cuida das
demonstrações financeiras, tecnologias,
auditorias especiais, a cooperativa,
trabalho muito forte com o Kinac, que
faz auditoria de todas as nossas
cooperativas. Aqui nós temos um braço da
assessoria de complicar
alguma fragilidade, alguma melhoria,
situações de incorporações, de
aglutinação. Essa equipe tem um trabalho
muito forte para auxiliar a cooperativa,
a governança das duas cooperativas lá os
números e como é que elas crescem e
fortalecem. trabalhos preventivos, que
eu vou trazer um pouquinho sobre a
governança, que é um pouquinho falar do
óbvio, que é importante a gente dizer
qual é a responsabilidade nossa como
diretoria executiva também e que isso
fortalece a governança, o conselho de
administração e toda a estrutura da das
cooperativas. Controles internos, milhão
de coisas que a gente tem para olhar
aqui, de processos de melhoria. Como é
que a gente consegue dar vazão para tudo
isso? Como é que a gente consegue falar
na governança essa situação que é tão
importante o controle interno que às
vezes não consegue ter essa relevância
nos assuntos que ajuda muito a
supervisão auxiliar e a gerência de
riscos, né, especificamente, que olha
toda a gestão de riscos financeiros, não
financeiros, risco operacional que
também a gente consegue trazer muitas
situações que a gente consegue tratar em
planos de ação para ter menos
fragilidades com o tempo. Então essa
estrutura da diretoria de riscos que
então eu não trouxe aqui a comunicação e
marketting, né? Mas ele ajuda também
comunicar o que a gente entende que é
relevante na nos processos padrões da do
sistema Santa Catarina, Rio Grande do
Sul. Então aqui eu vou trazer uma lupa
para três itens, não vou me ater muito
ao risco cibernético, vai ter um painel
específico amanhã, né? Trazer um
pouquinho. Então assessoria de complice.
Ah, obrigada.
aqui
assessoria de un compliance, então, que
faz os trabalhos preventivos. Eu quis
trazer um exemplo da responsabilidade da
governança, que parece que é uma coisa
muito óbvia, né? Que está claro qual é a
minha responsabilidade como diretora
executiva, diretoria de risco, de
expansão de negócios, mas a gente
percebeu que tinha alguns conflitos da
minha execução em relação à
responsabilidade atrelada aos outros
diretores. Então, a gente olhou todos os
normativos, que são muitos, né? olhou
todos os materiais que o CCS tem de
relatórios, de dados, pra gente mostrar
paraa nossa governança qual é a
responsabilidade dela na teoria e na
prática, como eu realmente assumo a
minha responsabilidade e consigo levar
dados estratégicos pro nosso conselho de
administração, que eu entendo que é um
papel muito importante da diretoria
executiva. Nós termos esse elo entre as
nossas equipes bem técnicas, né, com o
conselho de administração para ele nos
dar diretrizes estratégicas. Então, que
foi bem importante e um caso a gente foi
numa cooperativa, a gente teve reunião
com o conselho de administração,
diretoria executiva e conselho fiscal e
abriu o estatuto, os regimentos, o que
cada um tem um papel, porque ainda tem
uma certa confusão do qual é o papel da
diretoria executiva e qual é o papel do
conselho de administração, né? Os
presidentes, os conselhos de
administração estão há muito tempo nas
cooperativas, eles trouxeram as
cooperativas até o patamar que elas
estão hoje, né? Mas o nosso papel
técnico é ajudá-los para nós
continuarmos a crescendo e sermos mais
fortes ainda, né? Mas eh o conselho
deação, os conselheiros tem muita
relevância na condução das cooperativas
e nós temos a responsabilidade técnica
de que trazer esses dados para decidir o
que que a gente vai fazer no futuro,
qual é o nosso caminho estratégico.
Então aqui é bem importante, isso ajudou
eh algumas cooperativas bem importantes
para nós.
A outra questão, ah, agora tá comigo,
desculpa.
>> [risadas]
>> A outra questão é o risco cibernético.
Eu vou trazer mais aqui na nossa jornada
sistêmica, né? Eu sou muito defensora de
a gente trabalhar sistemicamente. Quanto
mais sistêmico nós formos quanto
cooperativas centrais e singulares,
apesar de nós termos a nossa
singularidade, né? As 37 cooperativas
são diferentes, são cooperativas de
crédito, mas atuam de uma forma
diferente. Então, sempre que nós
pudermos, lá na Direx, eu sou
extremamente defensora de nós usarmos
todas as ferramentas e sempre aderirmos
às políticas sistêmicas, que a gente
ganha escala em eficiência, em dados, em
relatórios e a gente ajudente as equipes
sem precisar do backoffice técnico para
fazer o negócio. Então a toda a jornada
que o CSS desenhou aqui desde lá de
2022, agora desde 2025, quase todas as
nossas cooperativas já estão embarcadas,
né, no projeto sistêmico e nós aqui
trouxemos pro Conselho de Administração
lá em 2022, a gente fez dois ciclos de
auditoria específica antes da
obrigatoriedade, né, Adrian, de olhar o
risco cibernético. A gente já quis
antecipar, o que Adalberto também falou,
antecipar fragilidade se tiver e
conseguir tratar. Então, foi bem
importante esses dois anos para nós
olharmos internamente e temos muitos
planos de ação em andamento ainda para
chegarmos agora na na junto com a Oknak
ali e estarmos mais tranquilos em
relação a isso.
Aqui eu vou me ater só a questão ali dos
no nosso escopo, né? A questão do
usuário, nós somos o elo mais forte de
uma corrente. Se a gente souber qual é a
nossa responsabilidade e quais os
mecanismos, quais as chaves que a gente
fecha, né, na na cooperativa, quando eu
saio de casa, eu fecho a minha porta,
quando eu entro no carro, faço uma
coisa. Então, o usuário precisa ser
muito, né, nossos colaboradores, os
associados, a gente tem que explicar
muito sobre isso, porque hoje a nossa
vida tá nesse aparelhinho aqui, né? Ah,
mas eu cliquei aqui, mas eu não sabia
que eu tinha o risco. Então, eh,
capacitar o nosso colaborador e também o
nosso associado é muito importante que a
gente feche portas. Então, para que a
gente seja realmente o elo mais forte
dessa segurança de todos os assuntos
cibernéticos, principalmente, a gente
tem uma ferramenta que a gente usa
interna de capacitação, que é que tá
sendo estudada pelo CicOB, talvez eu
levar para vocês também, né, Hio, eh o
KN before é bem lúdico, eh, vamos dizer
assim, né, numa linguagem muito fácil de
segurança de informação. Hoje e o ACZ,
nós estáamos trabalhando, né, na revisão
da apresentação, falei: "É, vamos voltar
junto no voo, sentar no mesmo um lado a
lado e vamos conversar". falei: "Não, a
gente não vai poder conversar no voo
sobre alguns assuntos, né?" Então, esses
exemplos que parecem muito simplórios,
mas que trazem a realidade do
colaborador de não deixar o computador
aberto. Então, ele traz uma forma lúdica
de capacitar e a gente também tá tendo
excelentes resultados. E a outra questão
do fishing, né? O, eh, a gente faz na
central, fazia somente na central esses
testes, agora a gente faz nas singulares
também. Então, a central coordena tudo
isso. Além de a gente fazer uma educação
sistêmica, a gente teve uma eficiência
financeira muito grande em relação a
isso. Então, também tem alguns processos
que a gente centraliza na central. E
aqui, né, o ataque do bem, né, para ver
se a gente dá os cliques ali e leva
alguma questão. Nunca tivemos nem
vazamento de dados, nem nada, né? só os
testes. Então, estamos blindando o CNPJ
da central que a gente fala muito
aqui falar da nossa menina dos dos
olhos, né, Cristine, que a gente sempre
o presidente Rui e sempre dizia, eu
gostaria de ter uma foto que a gente
olhasse as nossas cooperativas para
saber como é que a gente tá no geral em
todos os nossos riscos, nossos mapas de
risco, né? Então, trazendo sempre a
questão de alertas e de gatilho de uma
série de indicadores que a gente olha
mensalmente para levar tanto paraa
diretoria executiva, né, eu como
diretora de risco, pros outros dois
diretores e pro conselho de
administração, como é que aquelas nossas
cooperativas têm, se tem alguma
fragilidade que a gente alerte antes. Se
tiver um gatilho desenquadrado, um
gatilho, a gente faz um plano de ação,
auxilia a cooperativa também, né? E o
radir daí sim, né? é a consolidação de
vários dados de monitoramento. Aqui o
diretor Rubens é muito nosso parceiro eh
em relação a isso, né? Estruturou vários
dados. A gente usa todos os dados do
sistema CCOB, soma e estruturou em
quatro riscos: baixo, tolerável,
significativo e inaceitável. E o que que
aqui para nós é um fato extremamente
positivo, a gente conseguiu a provar no
conselho de administração que chegando
no risco significativo, automaticamente
a gente junta com a área de negócios
para trabalhar, porque grande parte das
situações, nosso negócio é crédito, né?
Precisa do crédito junto e também da
área de governança, porque as situações
bem ou ruins começam na governança em
gestão das cooperativas, né? Então aqui
a gente deu passo como riscos de se
aproximar da área de negócios e pedir
para que eles estejam conosco quando a
gente tá percebendo alguma fragilidade.
E aí o risco inacevel, tomara que a
gente não precise trabalhar nessas
cooperativas, que a gente seja eficiente
antes. Aqui eh fica obrigatório a
diretoria executiva levar pro conselho
de administração já uma análise de que
aquela cooperativa, nesse nível de
fragilidade vai ser aglutinada ou pode
ser aglutinada. por essa ou essa ou
aquela cooperativa, pensando em porte e
pensando em área de ação, pra gente não
criar mais problemas de área de ação.
Então, a gente já tem a responsabilidade
e autonomia de endereçar isso pro
conselho. Então, a diretoria executivo
também passa a ter um papel estratégico
na solução dos problemas futuros. Então,
isso foi bem interessante para nós. Eu
estive essa semana numa cooperativa
junto com o diretor de risco, fazendo
uma dessas conversas difíceis e foi
muito favorável no final. a gente
conseguiu mostrar que pro
cooperativismo, pro associado, isso vai
ser extremamente benéfico, nós somando o
esforço de duas cooperativas, de duas
governanças para atender o associado.
Então, até eu fiquei muito feliz que o
conselho pediu pro Riscos estar junto
com o negócio nesse movimento. Então, a
gente também tá se colocando num outro
patamar, né, auxiliando também nessas
questões estratégicas.
E aqui a intercooperação que eu falei,
né? Eh, o Rubens aqui, né? Nós temos a
cada 4 meses uma reunião de todos os
diretores de risco do sistema CICOB. A
cada encontro uma central recebe os
diretores de risco e a gente faz uma
conversa de quais assuntos são
importantes a gente subir a régua, que
eu falo, né? Eu sempre falo, vamos subir
a régua, estabelecer a mesma régua. O
que que a gente vai olhar em termos de
risco, em termos de auditoria, em termos
de controle interno para que a gente
como central minimamente seja
igualitária, porque nós somos
solidários, né? Quanto mais a gente
subir a régua, ser igual, mais nós vamos
fortalecer o sistema. Então aqui é muito
muito interessante. E aqui pensando o
mesmo modelo que a gente tem do vende
cicabnéo que é reconhecer a força de
venda, nós temos o Sinergia que também
reconhece as nossas cooperativas,
especialmente os nossos PA. E há 3 anos
tem o concurso de boas práticas. E aí
esse ano uma cooperativa que ganhou o
concurso de boas práticas era um case de
gestão de pessoas sobes.
Ela fez uma analogia, né, de estar um pé
no controle e um pé no risco, mas junto
com as pessoas que sem nós, sem as
pessoas capacitadas, você não consegue
fazer isso. E ela foi a ganhadora do
case. Eu não estava na banca, né,
[risadas] para não influenciar. Então
isso é importante que as cooperativas
estão percebendo a importância do risco
estar junto às pessoas, junto à
governança e fazer isso. E aí analogia
que eles usam, não sei se dá para ver, a
foto ficou ruim. Cristine, ela entrou
com ursinho carinhoso, fazendo essa
analogia que não é só imputar norma, não
é só punição, que o risco não traçam
notícias ruins, que a auditoria não traz
só as fragilidades, a auditoria pode
aprontar fragilidades, o risco pode
trazer isso, mas a gente pode também eh
trazer soluções paraa cooperativa,
unificando a área de risco junto com
todas as áreas da da cooperativa da
central. E aí em falando
intercooperação, eu adoraria
provocá-los. Vladimir, a gente já foi
para fora, algumas algumas pessoas estão
aqui. Adoraria recebê-los em Santa
Catarina e Florianópolis e fazer uma
intercoperação. Nossa, acho que a gente
tem muitos cases de boas práticas pra
gente compartilhar e aprender. É
importante olhar Fórum Internacional,
como é que os grandes cooperativas e
bancos estão tratando, mas tenho certeza
que a gente tem muita coisa para
compartilhar aqui, que a gente tem
muitas dores, mas eu tenho certeza que a
gente tem muitos amores para
compartilhar. Muito obrigada pela
oportunidade.
[aplausos]
>> Obrigado, Elisete. Parabéns pelo pelo
painel. e você traz uma reflexão bem
interessante de como vocês têm tratado a
pauta eh na diretoria executiva e no
conselho de administração, que são os
elos principais para disseminar isso pro
restante dos times, das equipes e gerar
a conscientização, porque acima de tudo
é um tema que envolve a conscientização
e não é de um ou de outro dentro das
nossas estruturas, é de todos os
colaboradores, desde um conselheiro até
todas as esferas de analista, seja qual
posto estejam, a gente tem que trabalhar
de forma unificada para que nenhum elo
eh fique fragilizado, a gente consiga
gerar a segurança sistêmica. Muito
obrigado. Eh, vamos na sequência aqui.
Eh, teremos aqui a fala do Reginaldo,
do CCRED, vai nos trazer aqui algumas eh
visões, né, e como é que o CCRED tá
fazendo a operação aí da supervisão
auxiliar. Fique à vontade aí, Reginaldo.
>> Boa tarde a todos.
Quero saudar os colegas aqui da mesa,
todos os presentes e os meus colegas do
CCRED que aqui estão também das demais
centrais, os diretores, os colegas do
caso também. Então a gente teve essa
oportunidade de estar aqui apresentando,
falando um pouco sobre o trabalho de
supervisão do CCRED. Então, nós fizemos
aqui um recorte de todo o trabalho para
fazer um contexto geral, né, e dizer
assim que é uma satisfação a gente poder
estar aqui participando nesse evento e
foi falado há pouco ali sobre
crescimento, sobre o volume de ativos,
mais de 1 trilhão do sistema de crédito
cooperativo. Isso para nós é muito
gratificante porque representa realmente
o crescimento, o esforço e o caminho
certo do modelo cooperativo, né? Aí
também foi falado sobre a atuação da
supervisão e sobre o processo de gestão.
Também é válido a gente destacar que
naquele passado, lá no passado, no
começo de tudo, eh praticamente era
muito mais fácil fazer gestão, né? Era
muito simples, mas também nós tínhamos
pouquíssimas operações, eram poucos
produtos e serviços que nós tínhamos que
que administrar enquanto cooperativa.
Mas nesse movimento crescente do sistema
cooperativo,
desse trabalho muito próximo com a
entidade reguladora, no caso Banco
Central, mais a OCB também, todo o
movimento cooperativo, a gente foi
conseguindo avançar em todo esse aspecto
normativo. E hoje as nossas cooperativas
elas podem fazer tudo, podemos dizer
assim, que as demais instituições fazem,
mas isso tornou-se mais complexo o
processo de gestão. Então, com isso,
requer todo esse movimento e essa esse
aprofundamento em todos os os conceitos
sobre questão do sistema financeiro para
que a gente tenha o conforto também de
quando está eh andando pelas
cooperativas, participando das
assembleias, encontrando os associados e
ter a segurança que eh você vai
conseguir responder as perguntas que o
sócio faz, mas também vai mostrar pro
sócio que nós somos uma entidade
altamente regular. ulada, altamente
responsável com todos os cuidados e que
a sociedade pode ter segurança e
trabalhar no sistema cooperativo. Então
esse é o é o é a nossa, como dizer, a
nossa gratisfação
e a e e a maneira, né, como a gente se
sente muito orgulhoso, né, de trabalhar
no movimento e de fazer parte desse
crescimento. Então nós estamos falando
de 1 trilhão agora, mas daqui a
pouquinho já vai ser 2 trilhões, 3
trilhões. Então, a responsabilidade cada
vez é maior. Então, falando um pouco
aqui da supervisão, fazendo um breve
recorte do trabalho de supervisão no
sistema CCRED, eh, aqui eu recortei eh
basicamente só a questão da supervisão.
Existe outras áreas, outras diretorias
dentro do sistema. E aqui falando do
CCRED como um todo, nós somos em cinco
centrais, cada central com seu diretor
de supervisão. Estamos aqui com eh dois
diretores, o Mário Cassol aqui da das
demais centrais. Os outros não puderam
participar em função de outras agendas.
Então, todas as centrais têm a sua
diretoria de supervisão, com a sua
estrutura, as áreas, os profissionais e
as divisões internas dentro dessa dentro
da estrutura diretoria. Então tem as
áreas de operação que apoiam todo esse
trabalho. Nós temos entre nós centrais
mais os o caso centro administrativo e
muito na pessoa do Clairto ali também
que lidera muitos trabalhos nossos na
parte de supervisão. Nós temos eh
reuniões recorrentes calendarizadas, né,
onde nós alinhamos os nossos trabalhos
de supervisão, nós discutimos os nossos
normativos e alinhamos as diretrizes e
os trabalhos. aplicado a todo o sistema
CCRED, né? E utilizamos as ferramentas,
tecnologias para gestão, questão do uso
de inteligência artificial. Também já
estamos utilizando ferramentas nesse
sentido, o ambiente de dados. Então,
hoje nós precisamos trabalhar as
informações e e ao fazer a análise das
informações, você encontra muitos sinais
e esses sinais eles precisam ser
observados, eles precisam ser avaliados.
Além também de observações
comportamentais,
movimento das cooperativas, crescimento
ou ou o a expansão num ou noutro produto
que que destaque mais. Então, tudo isso
é um conjunto, né, de procedimentos que
você tem que utilizar para fazer o
processo de previsão. Então, nós
trabalhamos, cada central fazendo o
trabalho no seu grupo de cooperativas,
mas muito alinhado entre todas as
centrais, esse direcionamento e a
construção de procedimentos de
ferramentas. fazendo um uma visualização
um pouco mais resumido também, não
diferente do que já foi comentado e e
certamente as demais centrais atuam
nessa direção. É, nós fazemos todo esse
essa análise sempre você tem que
observar naturalmente o planejamento
estratégico e ali você vê as principais
eh direcionamentos, os vieses de
crescimento, de expansão de novas
agências, novos pontos de atendimento e
análise dos riscos existentes. E a
partir dali você tem todo o mapeamento
dos principais riscos. é construídos os
planos de risco, as matrizes de risco,
que também direciona os trabalhos de
supervisão.
Eh, tem o olhar para os riscos
emergentes, porque quais os riscos que
estão aí que podem acontecer, questões
cibernética, por exemplo, e outros
tantos, né? Como que eu posso me
preparar para isso? E aí o Adalberto
comentou um pouco ali sobre a questão
preventivo, porque também naquele
passado, né, que apesar que era mais
fácil, mas nós tínhamos muito uma
atuação mais reativo, né, e nós temos
que mudar e isso e de fato aconteceu e
vem evoluindo para que a gente possa ter
uma atuação preventivo, né? Você tem que
se prevenir porque a reação aí já
aconteceu, né? Então o esforço muito
grande aí entra essa questão dos riscos
emergentes, né? Nós debatemos,
discutimos, fazemos análise de possíveis
riscos e que ações nós podemos
implementar. O estudo da causa raiz,
você precisa estudar, aconteceu um
problema, mas por que que aconteceu? Nós
temos que entender onde é que falhamos,
o que que precisamos melhorar dentro
desse processo. Então, é um componente
observado a parte de dados, utilização
das informações e novas tecnologias,
porque nesse processo de crescimento
estão crescendo os ativos, mas nós
precisamos trabalhar equacionando também
a estrutura operacional. E para fazer
isso, nós vamos precisar utilizar das
informações, de toda a tecnologia e
criar mecanismo que possa, né, a gente
ter mais informações, ampliar todo o
olhar sobre as cooperativas, eh, sem,
eh, necessariamente você ter que
aumentar a estrutura, eh, de pessoas e o
esforço de trabalho. Então, a gente tem
um olhar muito grande ali. A sinergia
com as auditorias, também comentou, a
gente tem reuniões recorrentes com
auditoria externa. através das centrais
e ali nós conversamos, olhamos os
relatórios que são elaborados pela
auditoria externa, a própria auditoria
interna que também é realizada pela
própria central, então nós interagimos e
você precisa ter essa sinergia porque
existem pontos incomuns e nós podemos
compartilhar informações dentro de um
processo de supervisão e o processo de
pesquisa e inovação também. Esse é um
trabalho contínuo que nós precisamos
fazer, pesquisando, criando criando
novos mecanismos e novas ações que você
possa se garantir, se prevenir de
situações que possam expor aí a
instituição, a cooperativa ou o sistema
ou a central em todos os sentidos. Aqui
tem uma visão macro do processo. Não não
vamos entrar em tantos detalhes, mas tem
uma visão que as informações vem de
onde? vem, vem das estruturas, vem das
agências, vem dos, das transações
através do celular, vem através dos
canais eletrônico, vem do próprio site.
Tudo isso é insumo, são informações que
são trabalhadas dentro de um processo e
criação de monitoramento. Então, a
partir a partir dali, nós criamos os
monitoramentos,
eh avaliamos os potenciais eh risco que
podem existir em relação ali e a partir
dali criamos os monitoramentos.
Trabalhamos também com a questão de
análise de tudo isso e e gatilhos, onde
a partir do monitoramento você tem uma
situação anormal, ele dispara um gatilho
que precisa ser observado aí dentro da
estrutura interna da auditoria ou da
própria supervisão com as demais áreas
da central. faz-se uma primeira análise
e conforme a necessidade, daí você tem o
encaminhamento desse desse da análise
desse gatilho e para que você possa ou
fazer um acompanhamento ou exigir um
plano de ação da cooperativa conforme a
natureza. Então nós olhamos ali a
questão da conformidade, a questão da
reincidência, os resultados que são
extraídos dentro desse conjunto. Então
alguns algumas questões são acompanhadas
pela,
como se diz, pela característica e
outras questões, elas necessitam um
plano de ação e aí isso demanda uma
requisição junto à cooperativa e
certamente também depois temos o
acompanhamento de tudo isso.
Eh, e dentro desse processo de evolução,
né, que nós estamos fazendo um trabalho,
tá em andamento, tem o grupo técnico
trabalhando, né, liderado pela
confederação, né, todo o processo de
evolução contínua da supervisão, né, e
nesse momento nós estamos com um
trabalho eh através eh todas as
centrais, mais a confederação, o nosso
centro administrativo, com apoio de uma
consultoria ia externa, onde nós estamos
avaliando a maturidade da supervisão de
todas as centrais,
todo o processo de supervisão, olhando o
sistema como um todo, para que a gente
possa ter uma evolução dentro desse
processo de maturidade, evolução nos
trabalhos e o reforço, né, de tudo
aquilo que tem a ver com com a garantia,
a segurança do sistema, preservando o
sistema e o próprio sistema financeiro,
né, no qual nós estamos inseridos. Então
aqui ilustrando eh esse trabalho e a as
nossas atividades no dia a dia, nessa
sinergia envolvendo auditoria,
envolvendo confederação, envolvendo
outras áreas, eh nós temos ali então as
a confederação, a central, fazendo a
supervisão e o trabalho de auditoria
interna dentro das cooperativas e isso
também nós estamos discutindo, as
cooperativas estão crescendo,
cooperativas alcançando S3 e isso requer
também uma forma diferente.
não só no processo de supervisão, mas
também no processo de auditoria interna.
Isso nós estamos discutindo, né? E a
própria auditoria externa com as
demonstrações financeiras e auditoria
cooperativa. Então, tudo isso a gente
tem que trabalhar dentro do contexto de
sinergia. E um fato novo ali que vem é a
questão do mecanismo de compartilhamento
de risco, que vai fazer o, como se diz,
o consolidado desse movimento de
sinergia que nós temos. entre todas as
centrais e a confederação, porque a
partir do mecanismo de compartilhamento
de risco, também posso dizer que é quase
como se a gente tivesse formalizando
nossa solidariedade, não é, Cleirton?
Porque a gente já trabalha uma
cooperativa cuidando da outra, cobrando
da outra, já tem previsão estatutária,
mas através do mecanismo de
compartilhamento de risco, é como se a
gente tivesse materializando esse
processo, porque aí nós vamos regular
realmente essa essa atuação conjunta do
sistema, onde todos têm que olhar por
todos e a central e mais a confederação
ter um olhar mais amplo, né, que a gente
possa segurar
que tudo tá sendo feito de acordo com os
procedimentos e com as práticas eh
definidas. Então nós temos esse
movimento do mecanismo compartilhamento
de risco e depois naturalmente em um
momento mais futuro, nós podemos
discutir inclusive o trabalho da
auditoria externa, inclusive o trabalho
da auditoria cooperativa, que
acreditamos que à medida que você tem
uma estrutura mais robusta, né, com a um
olhar mais intenso, né, a gente tem uma
segurança maior, né, e que vale a pena a
gente rever alguns modelos e algumas
formas de atuação.
Então, dentro desse desse conjunto ali,
eu destaquei nessa questão da do MCR e
todo esse trabalho voltado naturalmente
para aquilo que que tá escrito ali e que
são as práticas e os procedimentos de
governança e de supervisão que estão
inseridos no próprio manual de
supervisão e no GPS que tá ali
disponível para nós como um guia, né,
que a gente caminha diretamente no
caminho certo do processo de previsão.
Então, nós estamos trabalhando forte ali
até nesse trabalho agora de revisão e
maturidade de supervisão, com um olhar
muito forte no manual de supervisão, no
GPS, revisitando os normativos. os
normativos eles são aplicados a todo o
sistema de forma comum, né, de
discutimos entre todas as cooperativas e
seguimos a mesma diretrizes. Estamos
revisitando nesse momento e mais os
procedimentos de classificação de risco.
a gente já trabalha com classificação de
risco das cooperativas, mas através do
MCR nós vamos intensificar, vamos dosar
um pouquinho mais o grau de
acompanhamento e risco das cooperativas,
porque através do MCR, do próprio fundo
garantidor e do próprio fundo através do
MCR, a gente precisa cuidar e ter uma
atuação ainda maior preventivo para que
a gente nunca nunca venha precisar
acionar o fundo do MCR. Então, é um
trabalho bastante intenso aí que a gente
vem fazendo e os colegas todos aqui, né,
estão nesse trabalho em conjunto aí.
Então, de forma resumido, esse é o é o
nosso movimento aqui como supervisão
pelo Cicret. Obrigado.
[aplausos]
>> Obrigado, Reginaldo. Parabéns pela
explanação aqui. Nos traz também uma
reflexão dos processos evolutivos que
vocês vêm adotando, né? principalmente
no sentido de como a gente vê no sistema
cooperativo hoje falo especificamente
como a gente vê o nosso ambiente
transacional dentro da Cressó. A cada
momento a gente tem mais informação
sendo gerada, independentemente está no
ambiente transacional, no ambiente das
áreas, enfim. Então, temos uma massa de
dados muito grande e aí temos o desafio
de como que a gente trata e faz o
cruzamento de todos esses dados pra
gente gerar informações valiosas para
ser eh preditivo e preventivo. Eu acho
que são duas palavras que elas têm que
caminhar junto num ecossistema eh
extremamente complexo a nível de dados e
nos trazer isso ao nosso benefício pra
gente conseguir ser extremamente
adiantado nas ações que a gente tem que
fazer. Beleza, pessoal? Dando sequência
aqui, o Alexandre da Unicred vai trazer
uma explanação bem interessante para nós
aqui de como que eles estão atuando na
pauta de supervisão auxiliar. Fica à
vontade, Alexandre.
[aplausos]
>> Acho que é isso, né? Boa tarde, gente. E
antes de eu iniciar minha apresentação,
vou fazer uma observação aqui. Eu tô
representando a diretora Silvana
Agostini. Ela é a diretora responsável
por supervisão sustentabilidade na
central. E eu espero tá altura ali da do
trabalho que ela que ela executou, né? E
eu vou tentar representá-la aqui. Pode,
acho que a apresentação compartilhar.
Acho que o primeiro primeiro tópico que
eu que a gente traz aqui é governança e
estrutura. Aqui eu não vou, essa é a
nossa governança na nossa central como
S3, mas eu não vou não vou entrar na em
esplanar. Eu vou trazer dois tópicos
importantes de governança de reflexão.
Quando olhamos papel de supervisão e
gestão de riscos.
Gente, não adianta termos ferramentas,
pessoas capacitadas,
boa técnica, bons processos, se a
governança não está preparada para tomar
decisões difíceis.
A governança é o alicerce de todo o
processo. Não adianta gerarmos
informações, dados, cruzamentos, se as
pessoas que tomam decisão não estão
prontas para tomarem decisões
sem conflitos de interesse.
Então esse é um primeiro ponto de
governança que acho que é relevante e a
gente tô aqui com o nosso presidente Dr.
Remcro, a gente discute isso lá no
sistema Unicred diariamente. O segundo
ponto de governança, que é muito
importante, é olhar o nosso arcabolso
regulatório atual de gestão de riscos,
controles internos, auditoria interna,
né, supervisão auxiliar e, né, uma coisa
muito nossa, que é um arcabolso
regulatório. E aqui cabe um parênteses,
né, a a a ao Banco Central, né, um
elogio. É de primeira linha,
é equiparado a práticas internacionais.
E não adianta a governança olhar para
esse arcaboo e falar: "Isso é uma
burocracia, é apenas um compliance,
não pode ser.
tem que ele é rico, ele tem que ser
importante que a gente trate esse
arcaboço como diferencial competitivo e
estratégico para tomada de decisão. A
gente tem falado na Unicred, né? Negócio
tem que andar com risco,
supervisão tem que andar com negócio,
decisão estratégica futura tem que tá
calcado na avaliação de risco, na
avaliação da supervisão e do controle
interno. Acho que assim nós criamos o
sistema cooperativo sustentável. Então,
governança, acho que esse é o primeiro
ponto de que eu trago de reflexão aqui e
que a gente discute diariamente ali na
nossa Unicred. O segundo ponto a gente é
planejamento e escopo.
Aqui eh, como pode podemos dizer assim,
muitas vezes a gente tem a ansiedade
natural de sair fazendo, montando um
time. Elisete, a gente conversou muito
sobre isso há tempos atrás. Vamos, ó,
tem um problema. vão apagar um incêndio,
monta o time, vai, sai fazendo, sem um
planejamento apropriado. O sucesso da
supervisão é um planejamento muito bem
feito. E na Unicred a gente olha ali
duas, dois pontos, né, quando a gente
começa a planejar profundidade e
abrangência. Olha, tendências para fora.
Qual é o escopo da nossa auditoria
externa? O que que os auditores externos
estão falando nos seus fóruns?
regulador.
Que que o Banco Central tem apontado de
pontos críticos, de pontos de
preocupação? Qual o escopo que o Banco
Central entende e está disposto a fazer
com relação à auditoria cooperativa no
escopo prudencial, PLD, enfim, pro
próximo ano? Ali nos dá uma boa base
para planejar e organizar investimento,
time, esforço, né? E também, por outro
lado, a gente olha dentro de casa, né? O
histórico dos nossos apontamentos das
cooperativas, né? a complexidade porte
de cada uma. E por fim, a nossa
declaração de apetite ao risco. Nós na
Unicred há 2 anos nós instituímos a RAS
para todas as cooperativas, menos mesmo
todas sendo sendo do segmento S5.
E é uma declaração alinhada. Todas as
cooperativas t o mesmo apetite ao risco
para crédito, liquidez,
prudencial de capital. E isso quando a
gente regula no ano, todo ano revisamos
esse esse apetite, a supervisão consome
disso também para fazer o planejamento
do seu trabalho no ano. Então bom
planejamento é um é é determinante pro
sucesso de um trabalho de supervisão.
Aqui eu trago os pilares da supervisão
da Unicred no da nossa central. Os
pilares cinzas ali são pilares de
consumo,
como bem falado pelo Ado Alberto, e eu
compartilho muito disso, a super
informação para tomar decisão relatório,
nós temos demais já. Auditoria
cooperativa, auditoria externa,
auditoria interna, avaliações de risco,
indicadores, FGCOP, rate do FGCOP, né?
Eh, a supervisão tem que consumir isso,
interpretar e tomar decisões preditivas
com as cooperativas.
Então esse essa parte cinza a gente
consome relatório de auditoria,
eventuais inspeções do Bassen, rate
FGCOP e trabalha numa classificação de
prioridade para discutir com as
cooperativas as ações
de saneamento, eventual saneamento, né,
e eventual correção e também no apoio
dos planos de ação. E a azulzinha clara
é o trabalho da supervisão, aí sim
complementando todo esse trabalho de
consumo. E aí nós temos três três
frentes ali, uma supervisão que chamamos
de supervisão contínua, que olhamos
vários processos e é contínua porque não
existe ciclo de fechamento, né? É um
acompanhamento contínuo e alguns testes
contínuos para alguns processos que não
seja crédito, como por exemplo partes
relacionadas, né, PLD, né, e outros
processos. A super. Aí nós temos uma
equipe dedicada à supervisão de crédito,
que realmente é o coração, é da onde nós
na Unicred tiramos ali 70% do nosso
resultado, né? Então tem que ter um
trabalho muito forte, complementar a
gestão de risco, complementar a tudo que
se consome dos outros trabalhos num
trabalho efetivamente de inspeção, né?
risco traz lá os apetites, traz lá as
formas, o cálculo de provisionamento,
enfim, mas quem mergulha para ver a
qualidade daquele devedor, a qualidade
daquele contrato, né, faz test teste de
estress em cima disso, é a supervisão. E
depois uma outra área de risco de
crédito, percebo que crédito é bem
relevante, importante no nosso escopo e
estrutura de supervisão, a gente acaba
monitorando de uma forma mais próxima do
que eh complementar a área de gestão de
riscos.
Um outro tópico que que é importante
para nós na Unicred é tecnologia e
processos. Eh, tivemos um investimento
bem importante para nós, para
automatizar processos, trabalhar com
base de dados, inteligência de dados,
né, mineração de dados para que a gente
pudesse ter um escopo abrangente.
Eh, trabalhar por amostra, ele é muito
funciona em alguns momentos, mas ele é
precário do ponto de vista de
continuidade. Quando a gente fala de
supervisão contínua, a gente tem que ter
tecnologia e profundidade. Então, nós
investimos em algumas ferramentas. Uma
delas é o DataBabics, que é uma
ferramenta que nos dá essa condição de
testar bases de forma integral. Hoje na
Unicred, muitos testes, a gente não olha
mais nem a cooperativa, a gente olha a
base de cooperados.
Olhamos a base toda de cooperados,
cruzamos cooperados, se tá operando com
mais de uma cooperativa ou não. E aí a
partir do momento que identificamos o
problemas, aí a gente separa nas
caixinhas, fala: "Esse aqui é dessa
cooperativa, esse é dessa cooperativa".
Então, a tecnologia nos dá uma força e
uma abrangência bem importante, além de
trazer uma segurança na execução e
também, obviamente, eficiência no
processo.
E isso possibilita aqui, por exemplo, o
escopo nosso de 2025, que é abrangente,
veja, para conduzir um escopo de
trabalho dessa abrangência e magnitude,
tem que ter uma equipe, se dependessem
só de pessoas, bem robusta, né? Então a
tecnologia ajuda muito isso e ajuda para
alguns escopos a gente ter uma
abrangência muito forte, como por
exemplo crédito ali. A gente teve uma
abrangência dos testes em quase
praticamente 100% da base, 100% da base,
né? Tudo aquilo que é possível fazer com
rastreio de dados e cruzamento de dados,
obviamente. Então, e a tecnologia nos
proporciona isso, né? Nos pontos mais
críticos, a gente abranger o maior
número possível de base de dados e de
testes encoperados.
Aqui essa ferramenta ela é assim, é, nós
chamamos ela de monitora, é uma
ferramenta que nós cadastramos os
testes, automatizamos os testes, os
cruzamentos e ela gera automaticamente.
Nós temos carga de testes diário com as
cooperativas,
diários. Temos testes que a carga é
mensal em função do fechamento de mês,
algumas preocupações de cruzamento de
dados, mas essa ferramenta nós
conseguimos cadastrar. Hoje acho que nós
temos mais de 200 testes cadastrados e
ela dá e as cooperativas têm
visibilidade, tem um painel que ela tem
visibilidade e diariamente a cooperativa
e da supervisão vê feito esse teste,
tantas exceções.
Cooperativa já sabe, tá online, tá é
automatizado, né? Ela tem informação no
mesmo momento para tomar decisão e
cobrar plano de ação, porque tem testes
que dependendo do grau, a central não
cobra plano de ação, mas dependendo de
de testes, ela vai ter que apresentar um
plano de ação, conforme a nossa
governança estabelecida. Então, uma
ferramenta que ela traz toda uma
disponibilidade não só de testes, mas
também de interação, né, supervisor,
supervisor auxiliar, supervisionado, né,
ou seja, de uma forma automática e mais
dinâmica. E acho que esse esse é um
ponto bem bem bacana lá no no nosso
trabalho ali feito com a equipe da
Silvana.
E por último aqui o os reportes, né? A
gente tem ali uma outra ferramenta que
nós chamamos de C Suitch, que é uma
ferramenta que nós armazenamos todos os
resultados dos testes e todos os planos
de ação cadastrados pelas cooperativas
com responsáveis, prazos, reincidência
ou não. Ou seja, temos uma gestão
centralizada de todos os apontamentos e
de todas as auditorias, auditoria
cooperativa, apontamento de supervisão,
apontamento de controle interno. Isso
nos dá uma visão bem interessante. a
gente consegue fazer um recorte de
qualquer cooperativa e falar: "Poxa,
essa cooperativa ela está eh postergando
plano de ação eh de auditoria
cooperativa, de auditoria interna e do
de controle interno, por exemplo. Então,
existe uma fraqueza, uma fragilidade de
governança ali ou de falta de
investimento, o que que tá acontecendo."
Então, uma ferramenta bem interessante e
a gente tem esse ciclo, né, bem
determinado de encaminhamento dos dos
apontamentos.
Aqui nós também trabalhamos ali, acho
que a maioria das centrais classificamos
aqueles que são mais relevantes ou não.
Aqueles que são mais relevantes tem uma
governança diferente, obviamente um
reporte diferente. Muitas vezes nós
cobramos que o apontamento seja levado
ao conselho. Queremos saber a ata do
conselho, queremos saber o que o
conselho entendeu daquele apontamento,
não só no nível executivo, né? Tem tem
alguns degrais ali. E aqui, né, por fim,
uma matriz que a gente coloca ali, os
passos de encaminhamento. Aqui um ponto
importante, tudo isso documentado em
processo eh para um sistema cooperativo
e e para ter credibilidade, confiança,
uma uma auditoria centralizada ou uma
supervisão. Eu lembro aqui do Almada,
trabalhei com ele uma época, ele ele
falou uma palavra, uma frase uma vez que
ele me perguntou, eu estava na Quinque
ainda, era o falou: "Alexandre, eu quero
saber se pau que bate em Chico bate em
Francisco." Então, processos bem
documentados de reporte,
ele impede que um relatório, determinado
relatório, o Alexandre entenda que não
deva ir ou que não deva seguir no prazo.
Enfim, aqui tem que se seguir uma
governança estabelecida, livre, né, do
julgamento e do conflito de interesse
que pode existir para qualquer pessoa.
Afinal, somos seres humanos.
Eu encerro aqui essa essa eh bem bem
resumido, mas eu a gente eu tô na
Unicred há 7 anos e na Unicred a gente
tem uma uma foi aprendendo essa cultura
e muitas vezes a gente traz alguns
paralelos da medicina com o nosso mundo
executivo, né? E acho que o desafio ali
na falando na na qualidade do nosso
presidente ali, Dr. Remáculo, acho que
um desafio da medicina é identificar uma
doença o quanto antes,
de maneira precoce, o mais rápido
possível. Por quê? Porque a cura
ela vai ser mais efetiva, a chance de
acontecer ela é muito mais efetiva e o
dano pro paciente ele é baixo. Só que
eu, para eu ter esse diagnóstico
antecipado, exige muita tecnologia,
estudo, investimento,
máquinas, né? Tempo, decisões
importantes, né? Quando eu vou, eu faço
esse paralelo e vou paraa supervisão,
que o papel da supervisão é garantir a
solidez do sistema, a gente vê a mesma
coisa. O desafio nosso é identificar de
uma forma precoce e antecipada que
aquela cooperativa vai apresentar um
risco de continuidade.
É desafiador,
por mais que a gente tenha relatórios,
indicadores, não é? Eh, é muito fácil a
gente identificar um problema na
cooperativa quando está numa situação
deteriorada.
O problema tá aí, rateando perdas,
provavelmente será, terá uma solução de
mercado, uma incorporação. Então esse
paralelo é importante, ou seja, o nosso
desafio é o quanto antes identificar e
tratar o quanto antes para que a cura,
né, ou a solução de mercado daquela
cooperativa, ela seja menos danosa pro
nosso cooperado e mais leve para todos
nós. [roncando] Era isso, gente. Eu
agradeço a todos aí. Muito obrigado.
[aplausos]
>> Valeu, Alexandre, de parabéns pela
explanação. Muito interessante,
reforçando aquilo que a gente falou na
nossa abertura aqui da importância da
governança sólida, do envolvimento dos
conselheiros, da diretoria executiva,
eh, em cima das decisões que tm que ser
tomadas no nosso dia a dia. muito
interessante também trazendo a visão de
como é importante, né, pessoal, o
envolvimento da supervisão auxiliar no
no desenho da nossas soluções de negócio
para que é ali naquele momento que a
gente tá se antecipando a muita coisa,
né, em colocar uma solução específica
quando a gente fala na questão de
negócio, ela totalmente adequada, onde a
gente consiga gerar indicadores, gerar
solidez daquilo que a gente lança
também. Então, em resumo, a gente
conseguir ser parceiro das áreas de
negócio, né? Estar presente como um
facilitador, né? Isso é muito importante
para que a gente consiga ter um
dinamismo grande no nosso dia a dia. Eh,
pessoal, indo pra parte final aqui do
nosso painel, a gente vai abrir aqui 5
minutos para perguntas, tá? [roncando]
Então, as perguntas são eh livres, então
está aberto aqui para quem quiser fazer
uma pergunta, fique à vontade. Ter os
microfones na mesa aí. A mesa está
disponível.
alguma inscrição.
Então vamos lá. 3 2 1. Beleza, pessoal?
Bom, então aproveitando, acredito que a
gente pode, já que não tivemos nenhuma
nenhuma pergunta específica aqui,
eh deixar aqui para que todos contribuam
um pouco na visão de como vocês eh
enxergam no dia a dia, né, a como as
estruturas de vocês enxergam a
importância da supervisão auxiliar no
dia a dia da instituição. Acho que é
importante ouvir de cada um de vocês
como contribuição aqui pra gente fechar.
>> Eh, felizmente eu tô construindo uma
carreira de 23 anos no sistema e como a
gente falou era muito diferente como era
olhada essas estruturas, né, e como eram
olhadas as pessoas e e como a gente
conseguia chegar nas cooperativas. E
esse amadurecimento das pessoas, ah,
inclusive as resoluções que trazem a
necessidade de profissionalização
das nossas equipes, nossas, né, da nossa
governança, mudou essa proximidade.
Então, é muito mais fácil hoje. E, eh,
recentemente as cooperativas não ligavam
para nós de risco, de supervisão para
pedir alguma coisa. Não quero falar com
a Elisete, a Elisete é muito brava, né?
Hoje não, eles estão muito mais
próximos. Eu entendo que essa é a grande
maturidade que a gente tem das
estruturas da gente conseguir, como
Alexandre falou, você estar próximo da
área de negócios, né, de estar junto com
as equipes das cooperativas, porque a
gente quer todo mundo o fortalecimento.
Então esse posicionamento também da
supervisão auxiliar do Banco Central de
vocês, até falei, né, tava comentando
com você antes, né, antes também vi o
Banco Central uma um todopoderoso que
vocês são, né, mas muito distante de
conversas conosco, né, e vocês se
aproximaram. Isso é importante para nós
também, que a gente quer todo mundo a
mesma questão. Então essa proximidade do
Banco Central de conversar de fale, né?
Como é que a gente liga para Adriana e
conversa de situações difíceis ou peço
essa ajuda, essa crescimento, essa
aproximação, essa eh esse entendimento
aproxima muito mais as entidades, as
estruturas, né? As equipes, quanto mais
técnicas, mais conhecedoras, quanto mais
ela pressiona a governança, quanto mais
a minha equipe ali me aperta como
diretora para eu trazer situação
diferente, fica mais fácil pra gente
trabalhar. Pensando que o nosso
subjetivo é igual todo mundo. A gente
quer o fortalecimento, o crescimento,
independentemente de qual sistema seja,
nós queremos o crescimento das
instituições financeiras, das
cooperativas de crédito, dizer que, né?
Nós somos cooperativas de crédito. Então
essa proximidade e nos mostrar que nós
também temos fragilidades, às vezes nós
também ramos, né? Somos falíveis. Então
acho que isso muda bastante a forma com
que a gente é visto e o passo que a
gente dá de mostrar. A gente tá junto, a
gente pode te ajudar. Se a gente não tem
a experiência na área de supervisão de
risco, mas nós temos todas as outras
áreas. Nós temos o CCS que nos apoia
sempre é muito parceria. Nós temos o
Banco Central que não traz boas
práticas. Então essa proximidade de a
gente se mostrar frágil e falível, acho
que muda muito a de como a gente
consegue ajudar. Pelo menos para nós tem
funcionado bastante assim as como é que
vocês conseguem nos ajudar de situação?
Talvez eu vá desenquadrar, achou o meu
índice aqui, o que que eu posso fazer?
Então essa proximidade de a gente também
se mostrar à disposição faz muita
diferença para para nós lá. Eu vejo para
as cooperativas têm uma visão muito
diferente da gente, isso nessa
proximidade.
>> Obrigado, Elisete. Fica à vontade,
Reginaldo.
>> Bom, o nosso olhar também em relação à
supervisão, a importância.
Eh, o que eu vejo é assim, é claro, nós
somos uma instituição financeira,
estamos inseridos no sistema financeiro
nacional, tem a entidade supervisora,
somos uma extensão dentro desse processo
supervisão, mas a nossa natureza ser
cooperativa
e aí temos os nossos associados e
devemos ter
muito mais de 20, 25 milhões de
associados em cooperativas de crédito,
né, pegando uma conta muito simples. E o
nosso trabalho, o que que ele tem dentro
desse contexto? É assegurar para esse
esse esse público, esses associados de
que aquela instituição que ele participa
é uma instituição segura, né? Então, eh,
nós temos um compromisso maior até
talvez que que as demais instituições,
justamente por ter natureza cooperativa,
né? E porque são eles ali que são os
donos da cooperativa e nós precisamos
assegurar, né? Nós temos os os a o
sistema financeiro como um todo,
[limpando a garganta]
mas eh de certa forma a às vezes a gente
está mais em evidência porque se
acontece alguma coisa, ah, aconteceu
alguma coisa na cooperativa, né? dá uma
uma exposição maior. Então, o papel da
supervisão, ele vem para ajudar a
segurar, né, a conformidade da
instituição, a segurar o modelo do
sistema, o modelo da cooperativa, né,
dar segurança para o sócio e também
paraa sociedade, né, entender, né, e a e
a cooperativa ao longo dessa caminhada,
dentro desse processo regulatório,
dentro desse processo de supervisão,
conseguiu ganhar destaque e foi falado
sobre referência, né, do sistema
cooperativo e o o
o diretor, né, comentou aqui da da parte
do ser referência, né, quantas viagens
nós tivemos para fora do país para
conhecer os outros modelos, né, e com
isso tudo nós aprendemos muito, né, e
desenvolvemos e hoje é um modelo para os
outros sistemas, né, e quem anda aí a
né, sempre comenta, o nosso próprio
presidente também comenta de que Eh, o
pessoal admira realmente até essa
aproximação do modelo cooperativo com a
entidade de supervisão, né? Então, mas é
o quê? é esse movimento, é esse trabalho
integrado. Então a supervisão ela tem
uma relevância grande, né, dentro desse
contexto, dentro do próprio crescimento
do sistema e e das responsabilidades que
nós temos com a sociedade. Então, quanto
mais nós conseguirmos evoluir, quanto
mais nós conseguirmos dar segurança,
quanto mais nós conseguirmos agir
preventivamente para evituar qualquer
situação de exposição eh anormal, né, é,
como se diz, é o é o resultado desse
trabalho, a importância da supervisão,
né? Então nós temos que garantir aí a
perenidade aí do modelo cooperativo.
Então eu vejo dessa forma aí o papel da
supervisão.
>> Obrigado, Reginaldo. Fica à vontade,
Alexandre.
>> Olá, gente. Eu ia perguntar pro Enel
qual foi a resolução, primeira resolução
que instituiu a supervisão auxiliar nas
centrais. Aí eu lembrei da 1914. Não é,
com certeza que essa é muito muito
antiga, mas o gente assim, ó, eh nós nos
sistemas cooperativos compartilhamos
riscos. Eu acho que sem a o papel da
supervisão das centrais, e aí tem que
reconhecer o Banco Central apostando
nisso, nós não estaríamos com o volume
de ativos que nós temos hoje, com o
volume de cooperados que nós temos hoje.
A supervisão permite o compartilhamento
seguro de risco entre todas as
cooperativas que participam do seu
sistema. E a central, tendo esse papel
carimbado ali com responsabilidades
pelo regulador, por meio de uma
resolução, deu robustez a centrais para
executar esse papel com mais firmeza e
mais clareza. Então é assim, de uma
maneira bem objetiva, assim, eu diria
que a supervisão ela foi, é, e ainda
continuar sendo essencial pro
crescimento sustentável do
cooperativismo de crédito.
>> Fica à vontade.
>> Posso só fazer fazer um complemento?
Porque dentro desse trabalho também um
ponto relevante, importante é essa forma
de atuação, que é os trabalhos das
centrais de atuação regional, embora a
gente tem a responsabilidade, você tem
que separar e segregar todos esses
papéis, mas o você estar mais próximo da
entidade supervisionada, ela
possibilita, né, você ter um olhar
ampliado, né, e e através dos
procedimentos e práticas você consegue
assegurar. Então isso isso é relevante.
Claro que tem a tecnologia, tem um monte
de coisa que a gente pode fazer, mas tem
muita coisa que você tem que tá lá, você
tem que tá olhando, você tem que tá
observando a parte comportamental,
todo o movimento, a participação no
quadro social. Então essa forma nossa
como supervisão auxiliar de forma
regional também é relevante, né, até
pela característica do próprio país, né,
cada região tem a sua característica, a
sua cultura e isso a proximidade também
contribui.
>> Obrigado. Fique à vontade, DBER, para as
considerações finais. Obrigado. Muito
obrigado. Assim a primeiramente
manifestar o o
a gratidão e alegria de participar de
uma mesa tão tão seleta, tão importante,
tão profunda. a nós da supervisão, o
Ivens que tá aniversariando hoje e vai
ter oportunidade depois de ser
[aplausos]
na verdade nós marcamos esse evento por
conta do aniversário dele, né, e o
coquetel que ele vai pagar pra gente. e
da alegria da gente ver o grau de
maturidade, né, a profundidade da das
abordagens temáticas, né, e a riqueza
que o cooperativismo tem da de
representar o plural, né, representar o
plural, de representar, cada um tem uma
maneira específica de lidar. Eu acho que
isso eh é é é é muito reconfortador,
porque eh tira as soluções muito
genéricas que às vezes não conseguem se
se
adaptar, né, as à as singularidades, né,
as singularidades. E a gente vê cada
sistema com a sua peculiaridade, com a
forma de atuar, mas com o propósito
muito muito semelhante, né, muito a à
consciência, né, a o aspecto da da do
entendimento da responsabilidade, do
entendimento do do papel que pode
contribuir. E isso vem ao encontro que
do que nós da supervisão aqui do Banco
Central eh estamos estamos eh esperando,
né, esperando. Mas no término da minha
fala, eu queria compartilhar a a o
momento de de teste, né? O momento de
teste, né? O o bom o bom marinheiro a
gente testa no mar Revolto, né? No Mar
Revolto. E nós estamos prevendo uma
época de dificuldade, né? seja por
questões de novos níveis de
provisionamento, nível de capital, mas a
a a ideia que a gente precisa restar no
final disso é que as as soluções, né, as
correções,
a a as medidas que forem necessárias
para serem tomadas estejam sendo, né,
estão sendo. e acharlá a gente próximo
possa na no nosso próximo encontro
voltar para cá e ver, né, que esse
difícil ano de a gente fala aqui no
Banco Central que o ano de 25 ainda não
acabou, né? Nós congelamos em junho de
25, estamos querendo encerrar esse ano e
a gente não tá conseguindo eh [roncando]
a a par todo o modelo, a par de toda a a
o registro, né? E eu costumo sempre
falar que o PowerPoint é uma ferramenta
poderosa, né? Porque ela é capaz de dar
solução para todas as coisas e e e tudo
funciona, né? Tudo funciona no
PowerPoint. [roncando] Eh, é a gente
passar por esse momento de tribulação e
e reconhecer o diferencial de valor que
a supervisão auxiliar foi capaz de dar.
Essa é a nossa palavra de confiança, de
certeza, né, que a despeito dos tempos
difíceis, a despeito das adversidades,
nós estamos preparados. Nós estamos
preparados, temos condição, estamos
trabalhando nas políticas de correção,
temos consciência que os instrumentos de
governança eles precisam ser
determinados exant. Não podemos esperar
as coisas acontecerem para determinar os
triggers de atuação. Não podemos esperar
que os problemas surjam paraa gente já
delinear quais são as medidas que devem
ser tomadas em determinadas
circunstâncias, seja uma administração
temporária, seja uma cogestão, seja uma
uma incorporação, né? Eh, são medidas
difíceis, são medidas que a gente nota
ainda muito cuidado, muito tato em serem
tomadas, né? Acho que já temos
circunstâncias suficientes que poderiam
ter ensejado deflagrar essa esse tipo de
de situação, né? Então, a gente tem a
expectativa que a gente tenha se
preparado bem paraa melhor utilização
dessas ferramentas, dessas
circunstâncias. eh dessas situações.
Eh eh e nós do Banco Central, a parte do
que tudo que temos conversado,
preparado, discutido, normatizado,
regulado, essa é a nossa certeza, né?
Que esse grupo, esse grupo que atua na
supervisão auxiliar eh está preparado,
tem capacidade e já tá delineando os as
os níveis de solução para para essas
circunstâncias. Eu chamo especial
atenção para a cresção do capital
mínimo. É algo que tem nos preocupado,
tem nos preocupado. Não queríamos eh eh
que isso se deflagrasse por muito tempo,
né? A norma já entrou em vigor, mas as
os nossos parâmetros de aferição eh
iniciam-se em junho, né? E nós
gostaríamos muito de sermos eh eh que
nos antecipássemos, né, a eventuais
solavancos. O cooperativismo no passado,
né, no passado longino, experimentou
dificuldades que que a gente superou com
muita força, com muita robustez. Estamos
aqui hoje por conta desse aprendizado e
e a e essa capacidade de ter chegado até
aqui vai nos qualificar e nos capacitar
e nos habilitar a termos mais o futuro
ainda mais próximo, até porque
construímos esse futuro não só pra
gente, né? construímos esse futuro
paraos nossos filhos, pros nossos netos,
pro Brasil, pro Brasil, né? A a nossa
responsabilidade não se encerra, né, no
nosso trabalho, na nossa casa, na no
nosso na na circunstância que a gente
vive, mas é algo muito maior, né? é algo
muito maior o compromisso que nos que
nos une, que nos mobiliza e a e a
supervisão auxiliar tem essa essa grande
atribuição de de ter um cuidado ainda
maior para isso e ser capaz de gerar as
soluções que eventualmente possam ser
chamadas a a tomar, né? Então, muito
obrigado. Assim, queria manifestar
pessoalmente a minha profunda gratidão,
a alegria de pertencer a esse grupo, de
poder estar participando com você desse
movimento, juntamente com colegas do
banco tão valorosos e tantas áreas que
nos ajudam tanto, né, que estão conosco.
O Banco Central mergulhou de cabeça na
causa cooperativa. Vocês sabem disso,
né? Pelo presidente, pelo diretor, por
toda o a o aparato de departamentos que
se mobilizam, né, para para nos atuar
aqui. Uma especial gratidão ao pessoal
da área de comunicação, de eventos, da
direc, que que tá aqui tão tão eh eh de
forma tão competente, ajudando a
viabilizar, preocupado com cada detalhe,
né? E e essa preocupação com cada
detalhe desse evento mostra
principalmente a o cuidado e a atenção e
compromisso que temos com a causa
cooperativa. Então, muito obrigado, tudo
de bom. Parabéns pela condução, foi
brilhante e a e a cada um de nós que com
certeza demos nossos melhor. Obrigado.
[aplausos]
>> Obrigado pelas palavras, Adalberto.
Diante disso, a gente vai partindo pro
encerramento aqui do nosso painel.
Partir pros agradecimentos aqui, deixar
o agradecimento ao OCB, ao SECO, toda a
organização efetuada aqui. Thiago,
parabéns você, a Fabíola. Passe também
os agradecimentos à Tânia. agradecer a
todos os sistemas cooperativos presentes
aqui, aos colegas de mesa aqui que
fizeram as explanações. Agradecer também
a Cressol pela oportunidade de estar
nessa seleta mesa aqui conversando sobre
um assunto tão importante. E por fim,
agradecimento especial ao Banco Central
pela colaboração intensa de todos os
departamentos na solidez, perenidade
e na atribuição de confiança ao sistema
cooperativo. Então fica aqui, Adalberto,
nosso agradecimento a todas as
estruturas do Banco Central pela intensa
colaboração e proximidade do sistema
cooperativo. Diante disso, agradeço a
todos. Muito obrigado aqui pela
oportunidade.
[aplausos]
>> Agradecemos aos senhores por este rico
painel e vamos entregar uma lembrancinha
cópia em nome do sistema OCB, o drip cof
da cooperativa Coxupé a todos os
participantes desse painel.
Muito obrigada a todos pela
participação. Faremos um breve
intervalo. Voltaremos às 16:30.
Obrigada e até já.
Er
Er
Er
Er
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