LiveBC #50 - Nova edição de relatório do BC traz a evolução da Cidadania Financeira no Brasil.
Sumário Regulatório
Acesse o Relatório de Cidadania Financeira (RCF) 2025: https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/RIF/relatorio_de_cidadania_financeira_2025.pdf
Transcrição e Conteúdo
[música] [música] [música] [música] Olá, [música] [música] [música] boa tarde a todos que nos acompanham aqui no canal do Banco Central no YouTube. Essa é a live BC, uma live que a gente realiza ao longo do ano. Eh, a cada mês tem uma edição nova sempre sobre um tema que tem a ver com a economia do Brasil, com o Banco Central, com o sistema financeiro. Algo que impa...
[música]
[música]
[música]
Olá,
[música]
[música]
[música]
boa tarde a todos que nos acompanham
aqui no canal do Banco Central no
YouTube. Essa é a live BC, uma live que
a gente realiza ao longo do ano. Eh, a
cada mês tem uma edição nova sempre
sobre um tema que tem a ver com a
economia do Brasil, com o Banco Central,
com o sistema financeiro. Algo que
impacta a minha e a sua vida de alguma
forma, mesmo que você não saiba. E esse
essa live eu acho ela muito especial. A
gente vai falar de um relatório que o
Banco Central publica a cada 3 anos,
talvez você não tenha ouvido falar, mas
essa edição ela é realmente bem
impactante, que é o relatório de
cidadania financeira, que traz dessa
vez, por exemplo, um recorte eh sobre o
acesso a crédito no Brasil por gênero e
raça. Mostra como é que o sistema
financeiro tornou-se acessível a
praticamente todo o brasileiro, o que
que é o que era o objetivo do Banco
Central. Mas enfim, o que que isso mudou
na nossa relação com crédito, com
empréstimos, financiamentos? A gente vai
passar por vários pontos muito legais ao
longo dessa live. Então não perde e
logicamente ao final manda sua pergunta
que o Mansur e a Isabela vão responder.
Aliás, deixa eu apresentar para vocês
Isabela Correa que é diretora de
cidadania supervisão de conduta aqui do
Banco Central, Luiz Gustavo Mansur, que
é chefe do Departamento de Promoção da
cidadania financeira. vão passar por
todos os pontos hoje desse relatório.
Mentira, todos não. Tem informação
demais, não dá para passar por todos os
pontos. Mas enfim, sem mais delongas,
Isabela Mansur, bem-vindos. Muito
obrigado pelo tempo de vocês. A gente
dividir essa tarde aqui, um pedaço dessa
tarde para falar de algo muito
impactante.
>> Obrigada, Gustavo. Eh, queria dar boa
tarde a todos e todas que estão no nos
assistindo e te agradecer pela condução
do papo que a gente vai ter aqui no
início da tarde.
>> Vamos junto, Mansur. Bem-vindo também.
Obrigado de novo você aqui, meu muito
bom, muito bom. Sempre legal quando você
tá aqui. Valeu. Boa,
>> boa tarde, Gustavo. Boa tarde, Isabela.
Boa tarde a todos que nos assistem.
Realmente um prazer estar de novo aqui,
Gustavo, né, participando de mais uma
live do BC. E é uma satisfação ainda
maior eh participar dessa live que fala
do relatório, né, do nosso relatório da
STF, que traz aqui informações que são
muito importantes, né, paraa sociedade,
paraa academia, pro mercado financeiro,
né, para alguns públicos, como nós
mesmos do do Banco Central. Eh, e sem
dúvida nenhuma informações importantes
pro cidadão. Então, mete bronca aí que a
gente tem muita coisa para falar. Vamos
nessa,
>> vamos lá que tem coisa demais para
correr aqui hoje. Vamos ver até onde a
gente consegue ir. Mas de novo fazer o
convite, você que tá acompanhando a
gente, tá chegando agora live sobre o
relatório de cidadania financeira, vamos
passar por um monte de pontos aqui,
corte eh de gênero, raça, impacto no
crédito, enfim, tem muita coisa. Manda
sua pergunta pra gente passar por ela ao
final. Pra gente começar rapidinho,
Isabela, vou te pedir para você me dar
um pouco do panorama do que que é o RCF,
né, que é o relatório cidadania
financeira. Eh, uma visão macro
rapidinha do relatório, né, assim, o que
que ele traz e como é que a gente
produziu esse documento, especialmente
nessa edição, que é bem bem legal.
Tá joia. Obrigada, igreja. Eh, como você
mencionou, o relatório de cidadania
financeira é um relatório que o Banco
Central eh produz como periodicidade
específica, em geral de três em três
anos. Nesse ano a gente ficou aí com 4
anos em decorrência de inclusive de
termos aí eh capitaneado alguns dos
grupos no âmbito do G20 para debater
justamente aspectos de eh inclusão e
aspectos de cidadania, de bem-estar
financeiro. Eh, nesse relatório,
basicamente, o que a gente debate é eh
eh eh eh eh eh aspectos são os quatro
pilares da cidadania financeira. Então,
basicamente, quando a gente tá falando
de cidadania financeira aqui no no
âmbito do Banco Central, a gente tá
falando dos direitos e deveres dos eh
dos cidadãos e dos clientes financeiros.
E a gente divide a cidadania financeira
em quatro pilares e o relatório, de
alguma forma, ele reflete isso. Então,
todos os relatórios de cidadania
financeira, a gente aborda aspectos eh
gerais eh de da cidadania. Então, a
gente vai trazer aí, por exemplo, sempre
a gente traz eh um debate sobre
inclusão, a gente também sempre vai
trazer um debate sobre eh eh eh
participação. Então, a gente fala sempre
também dos dos produtos, por exemplo, eh
mais reclamados, aqueles mais
demandados, a gente traz aspectos de
proteção eh do consumidor e a gente fala
também de eh educação financeira. Então,
de forma geral, todos os relatórios de
cidadania financeira têm essa essa
estrutura. Em todas as edições a gente
procura também trazer alguma informação
nova. Então, eh, no relatório passado,
por exemplo, a gente trouxe também
informações novas em relação a alguns
públicos específicos. E nesse relatório
a gente também o faz, que é o capítulo,
é o capítulo dois. Então, a gente olha
para alguns públicos específicos. Você
mencionou aqui eh inicialmente,
inclusive eh aspectos de gênero e raça,
a gente também traz esse recorte aí de
gênero e raça também. Eh, nesse
relatório falamos de eh educação e
trazemos nessa nessa versão do relatório
um debate bastante interessante, que é
um debate eh não apenas brasileiro, mas
é um debate global também sobre
bem-estar, que é um debate, enfim, que
com todas aí quando a gente olha no PIS,
Banco Mundial, FMU, eh próprio eh eh
G20, OCDE, né, esses diversos eh
organismos têm promovido, então a gente
também traz eh esse debate. E é isso.
Acho que, né, relator, ele objetivo é
trazer aí eh uma fotografia e aí a gente
ali a partir do da data base que a gente
tem, nesse caso aqui é a nossa data
básica foi é 24 e a gente debate uma
série de questões referentes à cidadania
financeira eh nesse relatório.
>> Legal. Você quer me complementar?
Não, Isabel, acho que você colocou muito
bem explicando aí eh que nós temos então
essa uma parte mais eh eh núcleo
principal do do relatório, né, que são
essa parte de indicadores que a gente
traz e e costuma estar presente em todas
as nossas edições de relatório. Tem essa
parte aí que você destacou que varia a
cada edição de acordo com a percepção
aqui do Banco Central, da equipe, de dos
assuntos que são mais pungentes, né, que
a gente vale a pena a gente jogar uma
luz, uma discussão. Eh, lembrando sempre
que o relatório de cidadania financeira
ele tem como foco o cidadão, né? Eh, eh,
o que diferencia um pouco esse relatório
de demais relatórios ali do Banco
Central.
>> Legal. O que que chamou atenção para
cada um de vocês? assim, eh eh
que na avaliação de vocês, de cada um
individualmente, né? O que que foi mais
impactante nesse relatório?
>> Bom, eh o ponto para mim, né, o ponto
que mais me chamou atenção fo eh foram
os dados de acesso e de uso, né? Assim,
a gente já sabe, a gente já acompanha
isso há há muitos anos, né? no Banco
Central, a gente sabe que o que o acesso
e o uso no Brasil eh tão atingindo
partamares praticamente eh universais,
não é? Mas o que mais me surpreendeu é
porque esse ano a gente fez um recorte
mais detalhado para pra população mais
vulnerável, né? A gente conseguiu aí
acessar o eh verificar essa parte de
acesso e uso das pessoas do CAD único,
né? Então a gente conseguiu ter um
recorte aí dessa população mais
vulnerável. E a gente vê no relatório, a
gente tem aí gráficos e números que
mostram que essa população, o acesso e
uso para essa população mais vulnerável
também está bastante alto, né? Quando a
gente vê recortes de quilombolas, né?
População indígena, eh população em
situação de rua, eh população com
deficiência, né? Eh, o pessoal da zona
rural, quando a gente olha também aí
diferença entre brancos e negros, a
gente vê que o acesso, por exemplo, é
acima de 90% para toda para todas essas
camadas da população. A parte de uso
também é bastante homogênea e bastante
elevada. Então, quando você, né, do
ponto de vista aqui do de nós, né,
formuladores de políticas públicas,
quando a gente vê que esse acesso eh ele
também esse acesso, esse elevado acesso,
esse elevado uso do sistema financeiro,
ele tá também chegando às camadas mais
vulneráveis da população, é motivo de
satisfação e já é um indicador positivo
de que a nossa missão aqui já está eh
bem adiantada, bem avançada. E eu acho
que o propósito agora é começar a olhar
outros aspectos ah desses pilares da
inclusão, que é olhar também a a
qualidade dessa inclusão, né? Começarmos
a focar em educação financeira, proteção
ao consumidor, né, a relação é regulação
adequada, eh temos que olhar também para
paraa atuação das instituições
financeiras. Enfim, todos esses são
aspectos fundamentais para que a gente
garanta que esse acesso e esse uso eh ao
sistema financeiro, ele traga eh
bem-estar financeiro paraa nossa
população.
>> Igreja, eu acho que eu complementaria o
que o Mansur trouxe aqui da dessa
perspectiva, né? Eu acho que de um
acesso que o que a gente eh como a gente
trata globalmente é que a gente estaria
aí falando agora de de uma inclusão de
uma última milha. Acho que a gente pode
debater esse assunto mais eh de forma
mais aprofundada em breve, mas de que
também lembrar que há uma diversidade eh
no uso, né? Eu acho que muito do que a
gente debate aí no âmbito desse
relatório é essa diversidade de uso, eh
é o acesso, eh como que se compõe as
carteiras, né, de determinados recortes
aí da população e a gente começar a
trazer alguns desses temas para pra
superfície pra gente começar a debater
alguns deles também. Então eu acho assim
a o aspecto da diversidade aí, né, no
uso, que é um tema que a gente vai
debater aqui na live, com certeza, eu
acho que também é uma um tema que é
bastante interessante, chama bastante
atenção. Só para colocar vocês eh que
não viram o relatório ainda, o relatório
foi publicado hoje, então se vocês não
viram depois de uma olhada lá no site do
Banco Central, mas para colocar vocês na
parte ele fala, por exemplo, da
diferença de uso de, sei lá, eh, de de
como as mulheres negras usam o crédito e
a qualidade do crédito a que elas têm
acesso. a gente vai passar por esse
ponto aqui na live, fala também sobre
jovens, como é que eles eh aumentaram o
acesso a crédito, o uso do crédito e do
cartão de crédito eh nos últimos 8 anos,
enfim, diferença para idosos e jovens,
tem muita coisa no relatório. É muito
legal. antes, eh, eh, eu queria eu
queria ainda perguntando do macro assim,
eh, entender se tem se o fato da
pesquisa ter dados de 2021 a 2024
inviabiliza um pouco, inviabiliza não,
mas é assim, eh, invalida um pouco o
relatório se as informações continuam
plenamente atuais. Acho que esse seria o
tema, né? Continua atual o fato da
gente, ah, não teve a informação do ano
passado, é de 2024, mas tão válidos
ainda os dados para agora 2026?
igreja, diria que com certeza de duas
perspectivas. Eh, uma perspectiva de a
gente não identificar assim mudanças
bruscas. Então, alguns dos debates
públicos que estão postos e que a gente
tem realizado no momento dialogam eh
perfeitamente com com o relatório. Eu
acho que o segundo ponto é justamente
esse ponto que eu trouxe de que em toda
edição do RCF, né, vou passar a chamar o
relatório de cidadania financeira agora
ou de relatório ou de RCF para facilitar
aqui. Eh, a gente traz recortes, a gente
faz perguntas distintas. Então, nesse
relatório também a gente faz, né? Então
assim, o fato de a gente ter de ter
esses recortes, em alguns momentos,
alguns dos temas que a gente traz agora,
dos recortes que a gente faz, dos
debates que a gente promove, são
inéditos, né? A gente ainda não realizou
eh eh no passado. E e certamente vão
gerar debates aí pro futuro e a gente
acredita que não tenha tido nenhuma
mudança eh eh significativa. Claro que
tiver teve evolução, né? Eu acho que
isso tem que ser posto, né? evolução
certamente teve, mas nenhuma mudança
significativa que invalida os debates
que a gente tá fazendo aqui hoje.
>> Legal. Eh, vamos começar a falar de
números, então? Podemos?
>> Bora. Vamos lá.
>> Vamos lá, então. Eh, Mansu, você, vamos
lá, tem muito número. Mansul, você
passou por um ponto que eu acho que é
impactante demais também. Assim, a
gente, meu relatório, ele fala eh que
hoje mais de 96%
da população adulta eh brasileira tem
conta bancária ou conta de pagamento.
Isso coloca o Brasil entre os países
mais bancarizados do mundo, né? E o que
que explica esse avanço tão rápido? E aí
a minha referência para avanço tão
rápido é o seguinte. Em 2014, eu já tava
no Banco Central, participei de um fórum
eh aqui do BC, em que a nossa
preocupação aquela época era exatamente
tornar o sistema financeiro acessível
para as pessoas que tinha muita gente
não incluída no sistema bancário. E a
gente tá falando hoje de praticamente
todo mundo com acesso, né? Então assim,
em 10 anos mudou muito rápido. O que que
explica esse avanço tão rápido?
Então, igreja, isso é uma pergunta que a
gente recebe frequentemente também até
em encontros internacionais que a gente
participa para debater inclusão
financeira, enfim. Eh, então as pessoas
ficam perguntando qual é o segredo do
Brasil, né? E a e a nossa resposta ela é
o seguinte: não existe eh um segredo,
mas existem, vamos dizer assim,
segredos, né? Porque essa esse avanço,
né? E esse marco que a gente chegou em
termos de acesso e uso, ele é o
resultado, na verdade, de uma combinação
de políticas públicas eh acertadas ao
longo do tempo, né? Eh, isso tudo eh em
conjunto com uma inovação tecnológica
que o mundo todo experimentou. eh,
tivemos uma forte digitalização do
sistema financeiro. Então, a combinação
disso tudo, né, uma conjunto de
políticas públicas acertadas, inovação
tecnológica, né, a eh o amplo acesso
maior aos smartphones, internet, né, a
própria digitalização do sistema
financeiro, tudo isso contribuiu para
esse para esse fator, né? Então essa
essa bancarização do Brasil começou lá
com os correspondentes bancários, né,
com as lotéricas, né, os supermercados,
às vezes prestando serviços financeiros
onde não existiam eh pontos de
atendimento do eh dos bancos. Isso
começou lá atrás e aí a gente passou com
mudanças regulatórias, né, que
aumentaram a competição dentro do
sistema financeiro, né, tivemos aí o
movimento das fintec, das instituições
de pagamento, novos modelos de serviços
eh dos bancos tradicionais que tudo
isso, eh, contribuiu para aumentar a
concorrência e aumentar o acesso e a
oferta de produtos e serviços
financeiros, né? a gente obviamente não
pode esquecer do caso do Pix, né, que
realmente foi um divisor de águas na
questão do uso do sistema financeiro,
né? Ele trouxe bastante gente para
dentro do sistema financeiro. E além
disso, quem tava no sistema financeiro e
usava pouco a sua conta, passou a usar
muito eh paraas suas eh transações
financeiras. Então, o Pixel
fundamental. Ah, então é assim,
recapitulando um pouco aqui do que eu
disse, é, é o esse sucesso vem
decorrente de anos acertados de
políticas públicas, né? Tivemos aí, eu
gosto de dizer a a PADCal na para
resolver o problema do uso da das
contas, que foi o Pix, né, que realmente
eh universalizou o uso do sistema
financeiro por parte eh da nossa
população. Enfim, e aí o resultado é
isso que a gente vê, níveis de acesso eh
compatíveis eh do Brasil, compatíveis
com os índices dos países mais
envolvidos do mundo. Eh, motivo de
satisfação e orgulho pra gente.
superior em alguns em alguns casos, né?
>> Superior em alguns casos, né? Isabela.
Você Isabela, tem alguma coisa para
complementar ou
>> não? Eh, em relação a esse tema, assim,
eu acho que quando a gente começa a
falar sobre sobre inclusão e a gente
chega a números assim tão significativos
como nós chegamos eh eh eh no caso do
Brasil, a gente passa a falar um
pouquinho da última milha. Então assim,
não é o fato de a gente ter conseguido
chegar nesses então 96%
eh eh da população, que indica que a
gente então agora não tá olhando para
esses 4%. Muito pelo contrário, a gente
começa a entender eh quem é quem que é
esse público, como eh fazer para incluir
esse público também para que ele possa
exercer, né, os seus direitos também eh
dentro do sistema financeiro nacional. E
aí, esse é um tema também que não é um
tema particular do Brasil, também é um
tema eh eh global, né? E países que
avançaram bastante, tem inclusive um
termo que é usado, que é esse termo L M,
né? Como que a gente faz então para
conseguir promover eh a inclusão e uma
inclusão com qualidade também eh de
todos os públicos? Eh, você quer
complementar, Mansur, um pouquinho sobre
a a última milha no Brasil?
Então, eu acho que falando um pouco de
números, né, igreja, então falando um
pouco aí dessa dessa questão de de
usuários do sistema financeiro, eh eu
acho importante a gente destacar
eh aqui uma definição importante que é a
questão de usuários ativos e e usuários
do sistema financeiro, né? Porque esses
são dois números que o Banco Central
acompanha. Eles são dois números
importantes. Quando a gente fala aí que
nós temos hoje eh 96% de de acesso a um
sistema financeiro, a gente diz que 96%
da população adulta tem conta eh no
banco, né? E aí a gente vai para um
outro conceito que é a questão dos
usuários ativos, né? Então hoje a gente
tem aí cerca de 89%
dessas pessoas que tm conta como
usuários ativos do sistema. O que que é?
O que que são isso? É gente que paga
boleto, faz pix, pega operação de
crédito. São dois conceitos importantes,
porque muitas vezes o país avança na
bancarização, na questão de de prover
acesso a ao sistema financeiro, mas
muitas vezes as pessoas não usam as
contas, né? Eh, e isso no caso do Brasil
a gente vê que a diferença é muito
pouca, então significa que o Brasil está
evoluindo bem. a gente tem uma alta
bancarização, alto número de contas e as
pessoas efetivamente usam as suas
contas. Aí a gente cai um pouco na
questão da da última milha, né, que a
que a Isabela tá tá mencionando, né, é
uma, como ela como ela comentou, é um
problema que aflige eh outras
jurisdições, outros países e é
considerado, né, nesse debate
internacional eh a camada da população
mais difícil de você trazer para dentro
do sistema, né, porque eh essas as
razões por elas não estarem no sistema,
variam de país para país. eh, e cada um
com a sua peculiaridade.
Então, ah, hoje a gente tem, né, e
apenas 3%, cerca de 4% dos adultos que
ainda tão fora do do sistema financeiro,
né? Então, eh, quando a gente diz que a
gente tá com a com a inclusão financeira
avançada, com acesso avançadas, não
significa que a gente não vai olhar para
essa última milha, né, ou para esse
último quilômetro, né, que a Isabela
mencionou. Tá? Então assim, no caso do
Brasil, o que a gente vê, o que os dados
mostram é que essa população, esses 4%,
3,6% que ainda estão fora do sistema
financeiro, eles eh são na sua maioria
homens, né? Pessoas sem vínculo
empregatício formal, temos aí também
idosos fora do sistema eh financeiro. E
quando a gente olha a questão dos
recortes regionais, a gente vê que essa
essa população ainda não incluída elas
estão mais na região norte. e Nordeste.
Então eu acho que com isso aí a gente
fecha bem esse panorama aí de
bancarização, né? Diferenciar usuário
ativo, usuário eh inativo. A importância
desses dois números andarem juntos
juntos. A gente eh ressalta aqui a
questão da última milha e a gente, né,
destaca que apesar da gente estar com
esses altos níveis, a gente ainda vai
olhar para esses 3,%
e que ainda falta entrar no sistema. E a
gente ainda tá pensando na população em
como trazê-las para dentro do sistema.
Sim. Eh, uma coisa que eu também achei
curioso e aí eu já vou emendar duas
perguntas aqui até pra gente ganhar
tempo. Eh, no relatório diz que cada
brasileiro tem em média 6,7
relacionamentos com a instituição
financeira.
Isso significa que em média cada
brasileiro tem seis contas bancárias. É
isso? Ou é tipo a conta num banco,
cartão no outro banco, empréstimo no
outro banco. E isso é bom. E aí a outra
coisa é dentro do que vocês estão
falando, tô entendendo que acesso ao
sistema financeiro foi resolvido, certo?
E que a gente tá preocupado agora é com
qualidade da inclusão financeira desse
acesso.
>> Bom, Mansur, vou começar aqui. Você eh
entra, por favor, complementar aqui.
>> Eh, tem duas perguntas, na verdade, que
você faz aí, né, igreja. eh uma pergunta
sobre eh quantidade de relacionamento e
a partir desse se essa quantidade de
relacionamento então também traria aí
algum tipo de indicativo da perspectiva
de eh eh acesso eh propriamente eh
propriamente ao sistema. Primeira
pergunta que você faz é sobre eh
se se é bom esse número de eh eh eh de
de de relacionamentos e se ele implica
necessariamente o número de contas
bancárias. Então ele implica, na
verdade, um relacionamento
diversificado, né, eh, com o sistema
financeiro.
Ele pode estar indicando, então, de que
as pessoas estão fazendo comparações no
sistema eh no sistema financeiro,
[limpando a garganta] elas estão
decidindo onde ir, né? estão comparando
eh se e se por um lado tem esse
benefício da competição, né, da
comparabilidade de você estar indo para
instituições eh eh distintas, tem também
uma complexidade da perspectiva do
indivíduo, né, eh de conseguir fazer uma
boa gestão e um bom acompanhamento
dessas operações, das carteiras, né,
dessas pessoas. E aí eu acho que nesse
sentido
vale mencionar que o próprio Banco
Central tem disponibilizado algumas eh
soluções, né, para pra população. Então,
o próprio registrato, né, eu acho que é
uma delas. A gente pode falar também do
próprio eh BC protege mais. Eh, então da
perspectiva de a a a a qualidade e como
que essas pessoas se relacionam com o
sistema, também tá muito relacionado à
capacidade de elas estarem fazendo aí
comparações, estarem então alcançando,
por exemplo, eh linhas de crédito que
fazem mais sentido para ela, que sejam
mais baratos em alguma em alguma outra
instituição. E aí, né, eu mencionei eh
eh eu mencionei o da perspectiva de
acompanhamento, eu mencionei o
registrado, eu mencionei também o BC
protege mais, mas também acho que vale
aqui muito eh a gente eu trazer também
aspectos da própria Open Finance, né?
Então assim, essa competição, essa
comparação para poder para que o o para
que o cliente consiga identificar
melhores condições, condições adequadas
àquilo que ele quer e precisa. Eh, nós
também temos promovido eh todo um um um
um uma série de medidas, eu acho que
nesse sentido, sim. Então, eu acho que
de alguma forma indica que a gente tem
conseguido avançar nesse eh nesse nessa
nessa nesse impulso de compra
diversificada, digamos assim, numa
linguagem mais eh geral. E aí, eh, antes
eu acho que de passar aqui pro pro
Mansur, eh, quando você pergunta também
então de se estaria resolvido, eh, a
questão do do acesso, eu acho que de
alguma forma muito do que o Mansur e eu,
quando nós falamos aí de da última
milha, eu acho que responde muito dessa
pergunta que eh eh que você faz. Eu acho
que a gente fica então aí com a conversa
muito sobre então a qualidade desse
acesso, quais são as operações que estão
sendo mais acessadas, quais são as
linhas de crédito, quão adequadas elas
são. Então, a gente fica muito com esse
debate. Mas Mansur, eh, quer
complementar, corrigir aqui?
>> Não, assim, perfeitamente. Eu acho que,
na verdade, como Isabela mencionou, a
nossa conversa até agora, né, igreja,
ela já respondeu bastante dessa
pergunta, né? a gente vê que de fato o
acesso e o uso avançaram muito, eh, né,
inclusive, eh, para os mais vulneráveis,
falamos da última mira, quer dizer, não
significa que ainda não temos trabalho a
fazer nesse aspecto, mas o que isso
significa e nos dá conforto é é saber de
que a gente agora de que agora a gente
pode avançar a agenda para outro lado da
inclusão financeira, que é justamente a
questão que você trouxe na sua pergunta,
né? olhar a qualidade dessa inclusão,
como e quando a gente fala de qualidade,
a gente tá falando grande parte no uso
do crédito, né? Então nos preocupa então
o uso do crédito e é importante que o
sistema financeiro, as pessoas eh que a
gente tenha um olhar eh cuidadoso pro
uso do crédito para que essa essa toda
essa inclusão financeira, todo esse
acesso em uso aliado ao bom uso do
crédito, ele gereiro
paraa população, que é algo que o Banco
Central tem se trabalhado e dedicado
aqui nos últimos anos, que é justamente
agora olhar a inclusão financeira com
essa lente, né, a lente do bem-estar
financeiro da população. Eu acho que
>> vamos falar um pouquinho mais sobre
crédito agora, né? O relatório mostra
que eh eh o o número de pessoas no
Brasil com empréstimos eh ativos
atualmente, ele ele ele ele deu um
salto, né? Fala também do crescimento do
empréstimo sem garantia como crédito
pessoal, eh participação do rotativo do
cartão de crédito no endivelamento,
entre várias outras coisas. Eu queria
que você assim o que que vale a pena a
gente destacar daí antes da gente entrar
mais no detalhe desse panorama de
crédito.
>> Então, eh, Gustavo, o relatório é muito
rico, né, de informações. Então, tem
várias informações lá sobre crédito. Eu
vou eu vou chamar a atenção aqui para
algumas. Então, assim, vamos começar com
o primeiro dado, né? Nós temos hoje
cerca de 130 milhões de pessoas com
exposição a crédito. Isso é muito
importante da gente explicar nessa live.
Quando eu falo exposição a crédito, quer
dizer que eu tenho 130 milhões de
pessoas que t disponível eh alguma linha
de crédito ofertada pelo sistema
financeiro. Pode ser um cheque especial,
pode ser um limite de cartão de crédito,
pode ser uma linha eh disponibilizada
para eh adquirir um veículo. Então, eh
nós temos 130 milhões de pessoas que têm
eh linhas de crédito disponíveis para
fazer uso dentro do sistema financeiro.
Estes 130 milhões, nós temos 117 milhões
de pessoas que efetivamente usam parte
desse limite. Então, nós temos 117
milhões de pessoas com carteira ativa,
com carteira de crédito ativa, ou seja,
tem alguma operação de crédito com o
sistema eh financeiro. Eh, isso é bom.
Por quê? Isso porque nós estamos vendo
que acesso e uso aumentaram, né? são
quase universais, mas a gente vê também
que não há uma falta de oferta de
crédito paraa população. A população
também tem eh
crédito disponível eh no sistema dentro
do sistema financeiro. Então, se por um
lado esses números são bons, né, porque
significa que o brasileiro tem acesso a
crédito e este acesso tem aumentado nos
últimos anos, tem um outro lado, né?
Então, assim, que nos preocupa que é eh
quando ocorre o endividamento excessivo
ah da população. Ah, hoje a gente vê que
a gente tem aqui eh 53 milhões dessas
pessoas que usam eh o crédito, elas
estão usando o rotativo e o parcelado,
né? Então esse é um número que preocupa
53 milhões de pessoas utilizando as
linhas de crédito eh mais altas, né, com
juros mais altos do mercado. Então, eh a
gente precisa entender, né, que a gente
precisa sempre esse esforço de de
trabalhar junto com a população, junto
com, eh, com a sociedade, de que essas
linhas de crédito, elas são linhas de
crédito emergenciais, né, assim, não é
para você fazer um uso recorrente dessas
linhas, né? existem eh taxa eh linhas de
crédito que txas de juros menores. Então
assim, deve se evitar eh o uso dessas
linhas de crédito que tem caráter
emergencial para você eh financiar outra
coisa que não seja de fato aquela
surpresa inesperada eh que você que você
tem. Ah, a gente preocupa com esse uso
do crédito quando a população começa a
usar o crédito, fazendas de crédito como
parte da sua renda, né? Então, assim,
eh, como um complemento do salário, como
eh um dinheiro para fechar, eh, as
contas no final do mês, isso aí é que
nos preocupa, né, nessa nesse uso do
crédito, nessa qualidade do eh qualidade
dessa inclusão financeira dentro do da
relação do cidadão com o sistema
financeiro.
Não, legal. Eu vou eu vou pedir para
Isabela complementar um pouquinho porque
assim, isso é para mim é bem
impressionante. A gente tem 117 milhões
de empréstimos ativos, né? Mas as
modalidades que mais crescem, segundo o
relatório, são aquelas de juros mais
altos. Aí eu queria que você falasse,
Sabela, como é que o BC vê isso, Murcel,
mas assim, eh, do ponto de vista da
direção do banco também, como é que
vocês estão olhando para esse dado?
Então, igreja, esse é um debate que a
gente não tá fazendo aqui agora pela
primeira vez, inclusive, né, no próprio
própria esfera pública, debate público,
a gente tem aí eh esclarecido que, se a
gente for olhar nos últimos anos a
evolução, né, de acesso e uso, a gente
tem esclarecido e mostrado que eh eh eh
aí a partir de 2020 ali, durante a
COVID, eh o número de de acesso a
cartões, por exemplo, ele ele aumenta e
que existe na hora que a gente vai olhar
a composição, né, eh eh do crédito ali,
a gente vê efetivamente um crescimento
eh desses créditos que são créditos eh
eh emergenciais e que eh não oferecem,
digamos assim, as melhores condições eh
paraa população, né? Aí aí o Mansur toca
num ponto, enfim, então tem essa questão
das condições, a gente toca também num
ponto quando a gente tá olhando da
perspectiv, então da perspectiva macro
tem essa essa questão de a gente
precisar fazer um debate e efetivamente
eh estrutural, né, sobre sobre eh essas
eh sobre como que o que o cidadão e como
que o cliente então pode ter acesso a
linhas de crédito que sejam adequadas,
né, eh adequadas e escolhas que são que
sejam então eh eh vantajosas. eh para
eles, mas a perspectiva então eh do do
do dia a dia também a gente olha da
perspectiva regulatória, então como
prover mais transparência, como
fortalecer então eh o relacionamento das
instituições financeiras eh da
perspectiva do cliente, estão oferecendo
cada vez mais comparabilidade também,
transparência, eh eh quando a gente olha
aspectos também de vulnerabilidade.
Então, tem toda uma uma um um debate que
a gente promove e medidas que a gente a
gente adota da perspectiva regulatória
macro, eh, né, seja da perspectiva então
normativa como de aspectos de
supervisão, mas que obviamente a gente
também tem que promover e esse debate
que é um debate mais estrutural, né,
assim, a gente pensar que eh a gente
olhar os dados e o traz diversos desses
dados, a gente também trouxe
recentemente eh alguns desses dados mais
atualizados também e a gente identificar
que as linhas eh que que a contratação,
maior parte da das das carteiras eh da
população, especialmente aquelas
relacionadas à inadimplência, estão aí
também relacionadas a aspectos de de
cartão de crédito, chama a atenção, né,
e e e demanda esse debate que a gente
faça, que que é um debate é mais
estrutural.
>> Sim, eu vou eu vou de novo convidar as
pessoas a mandarem suas perguntas no
chat pra gente passar por elas ao final.
perguntas sobre o conteúdo do relatório,
então fiquem à disposição, fica à
vontade pra gente poder responder as
perguntas de vocês, passar por elas ao
final. Perguntas sobre o relatório, tá
gente? E eu queria entrar um pouquinho
mais agora no detalhe do cartão de
crédito, eh, especificamente, né, que
lidera em número eh de clientes eh
endividados. Como é que a gente analisa
esse cenário? E aí eu queria saber se o
problema tá no uso massificado do cartão
de crédito
ou se o problema são os juros do
rotativo do cartão de crédito, que é uma
modalidade de juros já naturalmente
alta.
>> Bom, acho que eu eu pego essa, Isabela,
eh eu acho que
eh igreja aqui é uma combinação dos
dois, né? Então assim, eh, o cartão de
crédito ele é amplamente usado no dia a
dia pela população, né? Então elas não
só assim como instrumento de crédito
para você adquirir um bem, né? Eh, para
você ter um tempo para pagar aquele bem,
mas é muito usado como meio de
pagamento, né? Então a gente assim, a
maior parte da população paga bastante,
né? Com cartão de crédito, como meio de
pagamento. Isso eh não tem problema, né?
Isso é natural até em outros países, né?
de economias avançadas. Eh, você vê que
a população muitas vezes não usa muito
dinheiro mais e começa a pagar tudo no
cartão de crédito também. Eu acho que o
grande problema aqui nessa nessa
massificação do uso do cartão de crédito
é a cultura do parcelamento, né? Então,
enfim, eu acho que a modalidade mais
comum de compras hoje do brasileiro é o
parcelamento, né? a gente inclui aqui,
né, o parcelamento via operadora de eh
de cartão de crédito, né, mas aquele
parcelamento ali também em 10 prestações
eh sem juros que o logista ali eh
oferece. Então, eh nós hoje temos no
Brasil essa cultura do parcelamento, o
que também não seria um problema se a se
a gente evitasse parcelar tudo, né? Essa
é uma é uma é um ponto que eu
particularmente eu costumo enfatizar
bastante quando tô conversando sobre
esse assunto, que é a gente parcelar a
compra de R$ 50 da farmácia ou do
supermercado até a geladeira, o
microondas, né? Então assim, não tem ser
humano que vai, aquela regra que a gente
dizia, olha, anote as suas prestações.
Num cenário desse não funciona, né? Se
você for parcelar tudo que você compra,
você não vai ter controle sobre as suas
parcelas. Então o que que acontece?
chega no final do mês, a pessoa é
surpreendida com aquela fatura que tem
um monte de parcela porque, né, eh, às
vezes a o cidadão só acha que tem uma
dívida quando ele deixa de pagar. Aí ele
acha que ele tá com uma dívida. Na
verdade, todas aquelas parcelas são
dívidas que você tem. Então, eh muitas
vezes eh a gente espera a fatura chegar
e você não dá conta de você pagar para
você pensar: "Nossa, eu tenho dívidas".
Não, você tinha dívidas antes, você tem
10 parcelamentos no seu cartão de
crédito que você, né, teria que ter uma
um controle sobre isso, né, e uma noção
eh do valor da sua fatura final. Então,
essa essa massificação desse
parcelamento, né, esse esse uso eh
excessivo de parcelamentos combinado com
aí o que que acontece? Chega no final do
do mês, a pessoa entra no rotativo, os
juros são elevados realmente e aí vira a
dívida passa a se tornar um problema.
Então assim, respondendo a sua pergunta,
eu acho que é uma combinação dos dois.
Cada um tem o seu uma responsabilidade
nesse endividamento alto que a gente vê
ah da população no uso do cartão de
crédito e aí principalmente no rotativo
e do parcelado conjunto.
>> E como é que o BC pode atacar essa
situação? Igreja,
eu acho que eh de forma geral, assim,
algumas delas eu já trouxe, né, assim,
mencionando que parte desse debate é um
debate eh estrutural. Eh, mencionei
também que, eh, né, da perspectiva de eh
regulatória, Banco Central, meu CNIs, eh
possuem aí alguns eh resoluções e normas
que eh endereçam aspectos de
relacionamento de instituições
financeiras com o cliente, etc. E a
gente tem feito também, eu acho que para
complementar, eu acho que o o principal
aqui é esse debate estrutural, né, que
eu mencionei. Eh, a gente tem feito
também uma série aí, é próprio comum,
né, e eh do qual você faz parte, é uma
série também de trabalhos de
conscientização, eh, e explicar pra
população e também de educação, eh, e
letramento. aí aqui mais diretamente,
né, na área aí eh que o Mansu eh queia
inclusive. Então a gente tá fazendo
esse, né, quando a gente trabalha
aspectos também de eh eh de letramento,
a gente faz tanto da perspectiva direta
eh eh pro indivíduo, como a gente também
trabalha com o próprio eh sistema
financeiro nacional para que eles também
eh adotem aí algumas medidas. Mas aqui
assim, esse debate estrutural, ele é
bastante importante.
>> Legal. Eh, só para constar, né,
>> emergenciais, eh, que acabam por ser eh,
utilizadas, estreas mais utilizadas
estarem aí relacionadas aos a níveis de
de inadimplência, eh, eh, do qual nós
temos feito alguns debates.
>> Sim, sim. E e eu acho assim esse esse
relatório, eu acho ele importante porque
ele traz eh à tona muitas coisas, né?
ele lança, ele ele ele traz muitas
perguntas, ele acho que ele traz menos
respostas e mais perguntas, porque
mostra um monte de coisa que muitas
vezes a gente eh superficialmente não
não enxergaria, né? você começa a se
deparar com algumas situações que passam
batido assim ao olhar da sociedade. Por
exemplo, assim, só para constar, no
relatório, você também vai encontrar eh
dados sobre consignado, sobre consórcio,
enfim, outras modalidades aí de crédito.
Eh, mas eu eu não queria nem me deter a
elas agora, eu queria que a gente
passasse a falar um pouquinho sobre
gênero e raça. E aí tem um ponto que eu
acho eh bem eh curioso, digamos assim, é
que o relatório indica que você tem
diferenças no uso do crédito por homens
e por mulheres, né? E e tem diferenças
por modalidade, tem diferenças eh nos
juros que cada grupo eh acaba pagando.
Eu queria que vocês falassem um pouco
sobre isso, eh sobre essas diferenças,
né? Como é que a gente encontrou essas
diferenças nessa nessa pesquisa, né?
Como é que a gente recebeu essas
diferenças, né? essa pesquisa.
>> Tá bom? Vou tentar eh vou começar aqui,
Mansor, e você pega inclusive da
perspectiva de números e dados
específicos.
A a a frase que você fala antes de fazer
essa pergunta, igreja, eu acho ela muito
ela foi colocada no lugar perfeito. Eh,
muitas das informações e dos dados que a
gente traz aqui são dados que colocam
perguntas pra gente então começar a
fazer pesquisa, avançar em pesquisa e
chegar em algumas dessas eh dessas
respostas. Então, eh parte das perguntas
que a gente traz e a gente, né, mostra
eh esses dados é uma uma questão
referente a a composição de operações de
crédito de recortes específicos eh da
população, né? Então, aí quando eh eh
quando a gente a gente olha esses
recordes, basicamente o que a gente vai
ver é exatamente que, por exemplo, eh
mulheres eh acessam eh o o eh o o cartão
de crédito e aí o rotativo mais do que
homens, por exemplo. Então a gente vai
ter aí a gente olha não só aspectos de
de gênero. O Banco Central tinha eh no
então relatório de economia bancária em
2022 começado a fazer um trabalho, feito
um box. Eh, nesse sentido, a gente
avança e a gente explora também eh
aspectos aí de eh de gênero, né? Então,
tô olhando aqui alguns dos dados. Eh,
basicamente alguns dos achados que a
gente traz quando a gente tá olhando,
então, pra composição das operações. E
aí a gente vai chegar, a gente vai falar
de taxa de juros em decorrência dessa
composição, né, das operações. A gente
vai chegar então de que a mulher negra
foi quem mais utilizou as linhas de
microcrédito produtivo, mas ao mesmo
tempo ela foi quem mais utilizou o eh o
rotativo do cartão, né,
comparativamente, por exemplo, a mulher
branca. E isso implica então eh numa
numa participação do rotativo e do
parcelado eh de 23% do total do crédito
contratado do que a participação, por
exemplo, do 4% do microcrédito. Isso
implica então quando a gente tá olhando
pras taxas de juros, né, quando a gente
tá olhando nessa composição composição
geral, a gente efetivamente vai ver e
vai perceber então que eh as mulheres eh
negras elas contratam, né, dessa
perspectiva, elas vão ter aí uma uma
taxa de juros mais alta. Então a gente a
as perguntas que a gente passa eh a a se
fazer é por quê? Da perspectiva da
oferta, da perspectiva da demanda. e a
gente começa a olhar. Então, eu acho que
eh essas são essas são algumas das da
das dos achados que a gente traz e que
você muito bem eh antecipa, que nos
trazem algumas perguntas que a gente vai
ter que explorar e que a gente vai ter
que passar então a responder. Nesse caso
aqui específico, a gente traz dados
tanto da RAIS como dados do CAD único.
Então, assim, alguns desses dados, eu
acho que já eh que já estão lá e e então
eu acho que esse é o primeiro ponto,
assim, tentando endereçar um pouquinho
dessa questão da do gêno de gênero e
raça que você que você traz para contar
um pouquinho como que a gente eh eh
chega nessas informações, que é
justamente então aí olhando a composição
das operações, carteiras e etc. Eh, e aí
eh deix vou deixar aqui pro Mansur
explorar um pouquinho também. a gente
passa a a a gente lembra também na
igreja do fato de que eh diversas
desigualdades presentes na sociedade
brasileira, inclusive de eh eh de renda,
eh de eh eh formalidade de emprego e
etc, elas também vão ter um impacto, né,
nessa relação aí com com o sistema. Mas
vou deixar pro Luiz me complementar aqui
um pouquinho. Luiz, você quiser trazer
alguns dados específicos,
>> tá bom? Obrigado, Isabela. Eu eu quero
eh enfatizar um ponto que você, Isabela,
já enfatizou sobre a o início aí da a
introdução que o que o Gustavo fez, que
eu acho que é muito importante, né? Eh,
repetindo aqui também, a Isabela já está
com esse ponto de que eu acho que você
tá correto, né, igreja, quando você diz
que o relatório ele não traz respostas,
né, mas ele talvez traz perguntas,
dúvidas, né, ou instiga esse tipo de
coisa. E é justamente esse um dos
objetivos do relatório, né? Justamente.
Eh, veja bem, essa é a primeira vez que
o Banco Central publica dados de gênero
e de raça, né? De gênero acho que nós já
publicamos algo no passado, mas gênero e
raça é a primeira vez. Então, somente
nisso o relatório já é inédito e ele vai
ser bastante útil pra gente discutir
esses problemas. O que que esse
relatório faz? Ele torna essas
diferenças eh visíveis. A gente joga a
luz nessas diferenças. Isso é importante
porque isso vai gerar o que tá
acontecendo agora, debate, né? Por que
isso? Porque aquilo. E a gente vai se
debruçar sobre essas dúvidas. Nós temos
aí pesquisas hoje voltadas
explicitamente para as mulheres, paraa
gente poder tentar entender o
comportamento, ver se se a gente vê se
há algo ali que nos traz mais eh
informações, né, mais insightes, né,
sobre sobre eh tudo tudo isso que tá
acontecendo. E isso é muito importante,
tá? Eh,
então a gente não sabe as eh não sabe as
razões porque essa dinâmica na
contratação de crédito está acontecendo
nos diferentes segmentos de raça e
gênero, né? Por que a mulher negra faz
mais uso do rotativo? Eh, por que que,
né, outros recordes fazem menos uso? A
gente ainda não sabe a razão. Os dados
mostram que essas diferenças existem.
nós vamos pesquisar para tentar
encontrar eh hipóteses, né, algumas
explicações para isso. Mas uma coisa que
eu já posso te garantir, garantir para
vocês é que nós não vamos encontrar uma
resposta única, né? Certamente, eh, a
gente vai ver que, eh, essa dinâmica do
uso do crédito, ela é uma resultado de
uma combinação de fatores que vão
incluir certamente dentre esses fatores
isso que que a Isabela mencionou, que
são as questões estruturais que a gente
eh que a gente enfrenta que diferentes
grupos de gênero e de raça enfrentam
dentro do país. Então, assim, novamente,
vão ser uma combinação de fatores que
vão ajudar a jogar a luz eh nessas
diferenças eh na composição do uso do
crédito.
>> Eu acho que a pergunta aqui, igreja,
assim como você fala, eu sei que eu tô
te cortando aqui para entrar para
>> Não, não, isso aqui a gente tá livre
para falar, então nada de não se
preocupem, embora,
>> tá? É, né, assim, a gente a gente vai
olhar, mas assim, é isso, né, de alguma
forma a gente vê que essas desigualdades
e essas dificuldades que são
estruturais, que são persistentes e na
sociedade brasileira, alcançam aspectos
de gênero e raça, que isso vão também
isso vai impactar ali na forma como eh
essas pessoas vão fazer eh vão acessar
eh o crédito, enfim. Então assim, a
gente é são é um tema bastante
importante,
que a gente vai, né, explorar e mais e
mais.
a gente já tá alguns, como o Mansor
mencionou, eh conversar, eh pensar
aspectos de eh letramento, eh de e a
gente sabe que não é não é não são as
únicas eh não é o único pilar que a
gente vai ter que mobilizar ali da
cidadania financeira para poder explorar
e avançar eh nesse tema.
Eh, eu tô até acompanhando nos
comentários aqui, tem um monte de gente
falando sobre educação financeira, o
impacto que isso deveria, que isso tem,
né, na verdade, na no acesso a um
crédito melhor, né, ou numa forma mais
saudável de das pessoas lidarem com o
sistema eh financeiro. Enfim, a gente
vai passar por essas perguntas, aliás,
de novo vou convidar vocês. É uma live
que o Banco Central realiza todo mês.
Nessa edição a gente tá falando sobre o
relatório de cidadania financeira. Se
você tem alguma pergunta sobre isso,
endividamento, enfim, sobre os dados do
relatório, manda aí pra gente. A gente
tá quase chegando eh no momento de abrir
para as perguntas do chat. A, já tem um
monte de comentário aqui, algumas
pessoas que acompanham a live, inclusive
toda vez eu já tô conseguindo dar uma
olhada aqui. Eh, mas enfim, para eu
fechando minha parte antes da gente
abrir para as perguntas, eh, um ponto
que me chama demais a atenção nesse
relatório é que cruzando, você até
pontuou rapidinho aqui, cruzando os
dados sobre gênero e modalidade de
crédito, a gente vê que a mulher negra
paga taxas de juros mais altas no
Brasil.
Eh, eu queria que você comentasse sobre
isso, mas também que outros dados o
relatório traz sobre o uso do crédito
por mulheres negras?
>> Eh, Mansu, vou deixar passar pros dados
aí. Tô pegando aqui algumas alguns dados
adicionais para poder compartilhar.
>> Então, Gustavo, eu acho que a a Isabela
já mencionou um pouco mais eh já
mencionou isso na fala dela, mas assim,
tentando eh destacar aqui a alguma das
coisas. Então, a gente viu, né, que a
mulher negra ela usa mais o rotativo eh
do que a mulher branca, né? Eh,
então isso acaba na sua, na quando a
gente vê a média de, eh, da, da, das
taxas de juros que ela paga, olhando a
sua carteira de crédito, ela paga, ela
acaba pagando a taxa de juros mais alta.
Por exemplo, Isabela mencionou, a mulher
negra, ela também fez eh uso do
microcrédito mais do que outros ah
recorte de gênero e raça. Mas dentro da
carteira de operação de crédito que a
mulher negra tem, dentro, né, às vezes
você tem, por exemplo, um financiamento
de carro, você tem um empréstimo
pessoal, então isso tudo compõe a sua
seu portfólio de operações de crédito.
Então, quando a gente olha o Mulher
Negra em geral, 23% do crédito que ela
contrata estão relacionadas a rotativo e
parcelado no cartão, certo? E aí a gente
tem uma boa participação do microcrédito
da mulher negra. ela contrata mais mais
microcrédito do que a mulher branca, por
exemplo. Mas isso aí corresponde para a
mulher negra 4% do que ela pega
emprestado. Então acaba que esse o
microcrédito tem taxas bem mais baratas,
mas como as taxas do rotativo do
parcelado são mais altas, elas puxam
essa média dos juros que a mulher nega
paga para cima, entendeu? Então, é esse
é o efeito que a gente a a eh está
identificando nesse estudo. É importante
que isso fique claro aqui. Eh, a gente a
abordagem que a gente fez no uso do
crédito aqui foi olhando assim, nós
vamos pegar e olhar como que é eh o
portfólio, né, a composição das
operações de crédito que os diferentes
recortes de gênero e raça tem. E a gente
olhou para isso e a gente viu, olha, a
mulher negra faz mais uso rotativo do
que a mulher branca. O homem, o homem,
eh, o homem geralmente ele, ele, ele tem
na sua carteira uma maior participação
de financiamento de veículos, né? Então,
assim, que tem taxas mais baixas, isso
acaba puxando a média dos juros que o
homem paga lá para mais para baixo,
porque ele, a sua, seu portfólio de
operação de crédito tá mais carregado
desse tipo de operação do que, por
exemplo, operações do rotativo. Eu acho
que eu acho que é isso, eh, Gustavo, mas
eu convido a todos a a olharem o
relatório, né? tá disponível no site do
banco, porque lá tem essas informações
mais detalhadas, tem gráficos, né, tem
tabelas e eu não vou conseguir, né, não
vou lembrar de tudo agora e nem
conseguir passar toda essa informação,
mas o relatório ele é bastante denso e
rico nesse tipo de entender os
diferentes instrumentos de crédito com
recortes de gênero e de raça, né, de
novo inéditos. E aí a gente consegue
entender melhor essa dinâmica dos juros
pagos por cada eh recorte diferente.
>> Igreja, eu vou eh complementar aqui. Eu
só vou deixar eh eh eu acho que mais
claro como a gente tem várias perguntas
para explorar, né? Eh e realidades para
entender. Eh o Mansuro explorou aqui um
pouquinho da da dessa composição aí das
da das carteiras. Eh, basicamente a
gente mencionou também no início da da
nossa live, eh, que uma das ênfases que
a gente dá, né, nesse relatório é também
a baixa renda. Então, né, vários dos
cruzamentos que a gente apresenta ao
longo do relatório são eh cruzamentos
que utilizam dados também do eh do CAD
único, né? Então a gente tem aí a gente
faz cruzamentos com o CAD úrico, nesse
caso aqui específicos, quando a gente tá
olhando então aspecto de eh de eh eh
taxas de juros médias, então a gente
fala da juros médios ponderada pelo
saldo, né, eh do crédito contratado no
ano base de no ano de referência.
Quando a gente olha ali eh em relação ao
CAD único, então a gente vai ver que eh
as mulheres elas elas têm essa ela elas
têm essa taxa de juros médio apoderado.
Então a partir das carteiras, tá? Então
muito na linha do que o Mansur falou, na
linha do que eu disse, elas são mais
altas, mas quando a gente pega a
população ali na raiz, a gente vai ver
que as maiores taxas estão aplicadas à
população negra. Então eu acho que
muitas dessas perguntas assim a gente a
gente traz aqui, por exemplo, quando a
gente traz aí a gente explora então R
explora CAD un único, porque a gente tem
alguma, a gente começa a explorar esse
tema, mas esse tema vai ter que ser, a
gente vai ter que olhar realmente
aspectos aí de eh eh oferta e demanda e
e é muito nessa linha do que você falou,
a gente começa agora eh a explorar e eu
não tô vendo aqui as perguntas todas,
né, mas você mencionou que tem aspectos
de de educação eh financeira e nós
estamos aqui já também trabalhando
eh em medidas e e e em digamos programas
de educação financeira que também eh
enderecem esse tema. Como eu disse, não
é é um dos pilares, né, mas é um pilar
importante.
>> Eu ia até perguntar se eh a gente sabia
o porquê dessas diferenças, mas acho que
vocês já meio que adiantaram isso, né,
assim, que eh enfim, o relatório ele
traz a situação pra gente começar a
investigar agora, né?
emendar numa outra pergunta que na
verdade e já para encerrar, pra gente
passar para as perguntas do chat, porque
já tem um monte aqui, é, eh, se os dados
desse relatório eles vão subsidiar ações
regulatórias, talvez, inclusive eh com
recorte por gênero e raça, se isso seria
viável, se tá no radar, se vocês sabem,
>> igreja, eh, a gente, eh, eh, eh, o Banco
Central sempre trabalha com base em
evidências, né? E as pesquisas todas que
a gente realiza são sempre pesquisas que
vão eh chamar a nossa atenção eh e
orientar os nossos processos internos da
forma como ele eh como eles eh puderem,
inclusive para aspectos quando a gente
fala aí de vulnerabilidades também.
Então, eh eh a gente tá olhando mais
agora para esses dados, tentando, né, eh
eh trazer esclarecer, ter mais respostas
eh sobre eles. Mas todo o processo que a
gente faz entre no âmbito do Banco
Central, que a gente consegue entender
que alguma medida assim eh a gente pode
endereçar aqui no no âmbito do Banco
Central, obviamente a gente o faz.
alguns eh algumas eh obviamente algumas
realidades são eh maiores do que a nossa
realidade da perspectiva de do nosso
perímetro regulatório, por assim se
dizer. Mas obviamente o Banco Central tá
sempre eh atento a aspectos de eh
vulnerabilidades. Inclusive nós temos eh
avançado nessa perspectiva tanto da
perspectiva normativa como da
perspectiva também de supervisão e de
esclarecimento do mercado sobre como o
mercado deve atuar em relação a essa
temática. Então, assim, esse é um tema
que pra gente já faz parte da nossa
agenda do dia, eh, em especial aqui na
Direc, onde a gente faz esses debates de
forma permanente e e constante.
>> Beleza, quer complementar ou posso
passar para as perguntas? Então,
>> não, exatamente isso. Eh, só
complementando, qual qual é o propósito
da RCF? eh mostrar, identificar eh
problemas, né, ou ou eh identificar eh
algum ajuste que precisa ser feito na
relação do do cidadão com o sistema
financeiro e ser esse farol eh que ajuda
eh na formulação de políticas públicas,
né, do é justamente o que a Isabela
reforçou aqui.
>> Legal. Vamos então abrir para as
perguntas aqui. Tem um monte já. A gente
não tem tanto tempo a passar por todas,
infelizmente. Já vou pedir desculpa para
vocês de antemão. Agradecer todo mundo
que tá acompanhando a gente. Logicamente
que para eu passar por todas as
perguntas, eu precisaria de mais uma
hora de live e não vai dar certo. Mas
deixa eu começar aqui. Eu queria eh
começar com uma pergunta aqui da do
portal Finsiders, que acompanha sempre
aqui as nossas lives. Ele tá perguntando
se na visão de vocês eh quais os
impactos para cidadãos do aumento de
golpes, fraudes e ataques cibernéticos
verificado no último ano e se isso pode
frear essa aceleração no acesso e no
uso, né? Aí o acesso ao sistema eh
financeiro e e ao crédito suspõe e no
uso dos registros financeiros, né?
>> Vamos lá. eh eh igreja, a gente tem
efetivamente aqui, né, acompanhado eh
esse esse crescimento de de golpes, a
concretização aí de alguns alguns
ataques e fraudes. Obviamente a gente
tem eh dado respostas e aí aqui algumas
dessas respostas eh diversas dessas
respostas da perspectiva eh normativa. E
aí, obviamente, a gente também tem eh
olhado e como nesse ambiente eh
trazer segurança, né, eh eh eh pro pro
cidadão e pro cliente, mas respondendo
muito de de forma muito pragmática,
nãoé? Eu acho que não da perspectiva de
eh a gente tem trabalhado na segurança
eh eh eh do sistema, na prevenção eh a
golpes. Nós trabalhamos aqui tanto da
perspectiva regulatória muito junto ao
mercado, no desenvolvimento de não só de
prática, mas identificações de boas
práticas e como que essas boas práticas
podem se difundir e temos trabalhado eh
também eh obviamente junto à população.
Não deixa de ser um desafio, né? Esse é
um desafio que tá posto. Eh, acho que eu
não vi o nome, eu vi que foi da da
Fiders, assim, eh, mas definitivamente é
um desafio que tá posto e é um desafio
que também, como outros dos que eu dos
que eu coloquei aqui, não é não eh eles
não são desafios exclusivamente do
Brasil, né? Então assim, eh da
perspectiva de acesso e uso, eu acredito
que não, né? Eu acredito que ele se põe
como esse desafio adicional que a gente
tem que endereçar e e tendo da
perspectiva de diálogo com a com a com a
população e de diálogo com os clientes,
a gente conseguir alcançar muito essas
pessoas. Então, eh, eu, eu de vez em
quando eu falo que eu tenho muita
vontade de, eu converso aqui com o
pessoal da nossa do nosso departamento
de comunicação, que eu tenho muita
vontade de contar eh um pouco mais sobre
a nossa sobre as nossas a forma como a
gente atua da perspectiva de de
comunicação, muito muitas das formas de
comunicação, dos tipos de eh produtos
que a gente tem. Então, aí a gente tem,
por exemplo, eh muitas vezes BC sincero,
BC te explica, eh posts estáticos, né,
diálogo com a imprensa, é muitos desses
também a gente procura usar uma
linguagem muito clara e muito acessível
pra gente conseguir chegar nesse cidadão
e também orientar esse cidadão da
perspectiva também de eh eh eh educação,
né? Então assim, quando a gente tá
pensando da perspectiva de golpes,
fraudes e cidadania financeira, um ponto
que a gente tem que trabalhar então é o
é é o pilar da educação e a gente
trabalha por por óbvio, também o ponto
da do aspecto da segurança e da proteção
eh do do
cliente, né, e do e do cidadão. Então,
da perspectiva de se vai limitar acesso
eh e uso, eu acredito que não. na medida
em que a gente vai eh fortalecendo e e e
a desenvolvendo medidas para tornar esse
sistema cada vez também mais seguros e
para que faça frente às ameaças que
estão postas.
Boa. Eh, pergunta do Cristiano Salamoni.
Ele pergunta se a ampliação do acesso
não deveria ter sido precedida de uma
melhor regulação,
eh, porque garantir o direito sem a
devida educação ocasionou um recorde
histórico no endividamento de famílias
na avaliação dele.
>> Braba.
>> Vai lá, professor.
>> Divitaçor. [risadas]
>> Tá. Vamos falar pessoal fazer pergunta
fácil, né, Gustavo, né, pessoal? Fazer
pergunta fácil pra gente. Bom, olha só,
eu
>> tenho muita treta aqui. Nossa, eu tenho
muita treta. Eu tô olhando um monte de
pergunta de cada treta.
>> Não, tá bom. A gente tá aqui para
esclarecer as tretas. Ah, então esse
processo, gente, de inclusão financeira,
ele acontece assim em todos os países.
Eh, e ele é dessa maneira, tá? assim,
você tem a você tem que prover acesso e
uso para sua população ao sistema
financeiro. Isso é o isso é condição
sinequan para você ter uma cidadania
financeira plena, né? Então, assim, o eh
você ter uma a opção de abrir uma conta
bancária com facilidade, sem burocracia,
né, com custos razoáveis, isso é
condição eh fundamental para você ter
cidadania financeira e você ter meios
para usar também essa essa essa conta,
porque para você ter acesso ao crédito,
que é importante para alavancar
patrimônio, para empreender, né, para
realizar sonhos aí, né, de longo prazo.
Então assim, para você ter acesso ao
crédito para isso tudo, você precisa
primeiro, precisa, primeiramente você
precisa ter acesso, né, e tal. E eu
discordo de que foi falha de regulação,
porque eu digo que essas regulações elas
vêm sendo desenvolvidas e aprimoradas ao
longo tempo. Há 20 anos atrás, quando a
gente eh iniciou, eu não se não não sei
nem sei se só são 20 anos, mas quando
iniciamos, eu não me lembro exatamente a
data, mas quando a gente iniciou a
questão dos correspondentes bancários,
não havia smartphone, não havia internet
do jeito que ela hoje, então foi
necessário aquela aquela solução para
aquele momento. E a partir daí o os
reguladores começaram a trabalhar
ampliando a concorrência, ampliando a
facilidade de acesso, vieram instuções
de pagamento, eh fizemos eh permitimos o
uso aí do da digitalização do sistema
financeiro, do da inovação tecnológica
para ampliar esse acesso e esse uso,
para permitir esse acesso ao crédito.
Agora, de fato, a gente precisa, como
sequência natural desse processo de de
evolução do do sistema financeiro,
começar a olhar para o uso do crédito,
né? A gente tem agora uma boa parte da
população usando o crédito. Acho que é
natural que
problemas aconteçam na uso no uso desses
instrumentos de crédito. É importante
então a gente reforçar educação
financeira, reforçar regulação também,
reforçar supervisão, trabalhar junto as
IFS é algo que o Banco Central vem
fazendo eh para que elas tenham eh faç
ten a sua oferta de instrumentos de
crédito tenham bastante transparência,
responsabilidade, que sejam adequadas ao
perfil do cliente, que sejam adequadas à
capacidade de pagamento eh do cliente.
Eu acho que vale a pena aqui chamar a
atenção, por exemplo, do público, eh, de
uma resolução que chama resolução
conjunta número oito, né, trabalhada
pelo Banco Central junto com o CN, que
obriga as instituições financeiras a
ofertarem ações de educação financeira
para os seus clientes. Isso é muito
importante, é algo que a gente não
mencionou aqui. Então, hoje a gente tem,
a gente chegou eh nível eh tão
importante de regulação que a gente tem
hoje uma regulação que obriga as IFS a
ofertarem ações de educação financeira
para os seus clientes e ofertar naquele
momento que o cidadão tá mais aberto a
receber educação financeira, que é
quando ele tá adquirindo um produto ou
serviço financeiro. Não adianta você
conversar sobre o cartão de crédito se a
pessoa não está com aquilo na cabeça, se
ela não tá pensando no cartão de
crédito, se ela não vai comprar, não vai
usar, não vai adquirir um cartão de
crédito. Então isso também é um avanço
importante da regulação que traz, que
chama também a responsabilidade do
sistema financeira, do sistema
financeiro nesse trabalho de de de
promover a educação financeira da
população.
Igreja, eu queria só complementar eh um
pouquinho, eu esqueci o nome do da
pessoa que pergunta, desculpa. Cristiano
>> era Cristiano Salamon.
>> Eh, é porque a pergunta dele,
>> não sei como eu lembro, mas eu lembro,
>> a pergunta dele, ela ela parte de um
pressuposto, de uma questão de de
limitação regulatória e etc. Eh, eu acho
que no início da conversa aqui, eh, o
Msur falou bastante aí sobre a questão
da qualidade, né, da qualidade da
inclusão e etc.
a gente trabalha, a gente vem
trabalhando esses quatro pilares da da
educação financeira de forma contínua.
Então, assim, eh aprimoramentos
regulatórios, eles acontecem, eles são
parte do dia a dia, eh, né, eh, do banco
central, da sociedade, por assim, eh,
por assim dizer. Então, eu só queria, eu
acho que colocar esse ponto de que eh a
própria inclusão, ela é uma inclusão que
permite, por exemplo, eh o acesso a
microempreendedores, ela permite o eh o
eh a permite o acesso de pessoas que
estão ali na rua, por exemplo, fazendo
venda de produtos, né? Então, assim, só
acho que talvez colocar um ponto de que
eh a a qualidade do acesso ou qualidade
do uso é um é um assunto que tá posto e
ele é contínuo e ele vem sendo, eu acho
que sempre, como todos os outros
assuntos, aprimorado, né? Mas ele não
acho que não existe assim uma um cortes,
né? Eh, eh, como me pareceu, eh, um
pouco na na na questão da da pergunta.
Acho que não sobreere outros pontos,
>> certo? Eu vou eu vou puxar algum Tem tem
um perfil aqui, o Educando seu bolso,
ele manda um monte de pergunta e tá as
perguntas muito boas. Eh, eu queria
acompanhar mais todas as perguntas, mas
não dá. Então vou puxar uma aqui que eu
achei muito legal, que ele pergunta o
seguinte: "Qual a avaliação que vocês
fazem do limite imposto em 2023 via
medida medida provisória?" Medida
provisória, não, MP, não sei se é medida
provisória de 100% sobre os juros pagos
no cartão.
>> Ah, ele tá falando do Muro inglês, né?
Aqui
>> já foi regulamentado isso aí, né? Então,
só para constar,
>> é bom, eu acho que em relação eh em
relação acho que juros eh referentes a
cartão de crédito
educando, né, educando seu bolso, eu
acho que a gente tratou aqui diversos,
acho que a gente tratou ao longo da live
diversos desses pontos, tanto da
perspectiva, eu acho, como eu mencionei
ali, eh, que merece um debate, né, eh,
estrutural, como de como também eh essa
essa linha realmente essa modalidade de
crédito tem crescido e aspectos de de
endividamento Eu não sei se eu teria
algum acréscimo fazer em relação a a
esse ponto.
Mansur, não sei se você tem
>> não. Acho um eu acho que um aspecto que
vale vale a pena a gente trazer para
essa discussão, Gustavo e Isabela, é que
assim, eh, é porque a dinâmica do
endividamento ela é multifacetada, né? A
gente já cansou de explicar, de falar
isso aqui, né? Dificilmente há uma razão
só. juros altos são um componente muito
importante, fundamental, né? Podemos
dizer que talvez até o principal dessa
dinâmica de endidamento. Eles são um
componente importante, né? Por isso que
a gente tem que evitar as linhas de
crédito mais altas. Mas existem eh
outras dinâmicas de endividamento que às
vezes não estão só relacionadas aos
juros, né? Isso também é algo que eu
gosto de e particularmente eu gosto de
frisar quando a gente tá conversando
sobre isso, né? a gente vamos, a gente
pode pegar aqui o exemplo do consignado,
né, que tem taxas de juros bem mais
baixas, mas o consignado também tem se
tornado um problema deamento na medida
que a população passa a eh renovar esse
consignado frequentemente. Então, hoje a
média, a maturidade de um consignado, a
média tá para mais de 7 anos, em torno
de 7 anos. Então, e a o que que
acontece? A pessoa renova sempre o
consignado, passa a fazer uso daquela
renovação, daquele montante que ela
recebe lá no seu contracheque de no seu
na sua conta bancária de parte da sua
renda. E aí então ela passa 7 anos com
30 35% da renda dela comprometida a
juros baixos, mas isso se torna um
problema eh na sua saúde financeira
porque ela demora muito a quitar essa
dívida. Então, é importante a gente
sempre pensar que eh os juros altos tap,
realmente, mas tem outras dinâmicas de
eh na questão de endivamento que a gente
precisa eh observar, né? Tô citando aqui
o exemplo do consignado, juros baixos,
mas a a população renova, né? Você nunca
sai daquele empréstimo, passa 7 anos
pagando aquilo, você passa 7 anos da sua
vida com 30 a 35% da sua renda
comprometida. Outro aspecto também que a
gente pode fazer é uma analogia com
países mais desenvolvidos. Se você olhar
países de economia mais avançada, que
tem juros bem mais baixos do que o país,
lá também o endividamento é problema,
né? Então assim, tem a dinâmica da a
dinâmica do endividamento envolve juros
altos, mas envolve também outros
aspectos que a gente precisa considerar
quando a gente tá conversando sobre o
endividamento,
>> certo? Você acabou respondendo a próxima
pergunta que eu ia fazer, que era da
Maria Helena Vasconcelos, que ela fala:
"Porque os juros do cartão de crédito
tem que ser quase 500% ao ano?" Na
verdade, não é isso. Eh, se fosse menor,
acredito que as pessoas não se
endividariam tanto. Enfim, mas tem esse
tem esses vários componentes que você
mencionou, né, Mansur, que a dívida não
tá restrita à taxa de juros que a pessoa
paga, né, como você falou, no outros
países que tem taxas de juros mais
baixas, ainda assim o índice de
endividamento ele é razoavelmente
elevado. Se a gente precisa lotar nisso,
posso pular para outro? Vocês querem
comentar alguma coisa ou não?
Não, acho que pode, a gente pode passar.
A gente falou bastante cartão.
>> Legal. Eh, eh, Ariane Santos, ela tá
dizendo o seguinte: "Os golpes
financeiros estão desesperadores, as
pessoas perdendo todo o salário". Se
vocês têm conhecimento de campanhas para
esclarecimento e proteção,
principalmente de idosos, isso é
urgente.
Mur, acho que vou pegar isso aqui de
novo. Eh,
Oriane, eu vou até te contar aqui um
pouquinho do de que esse tema,
inclusive, da gente trabalhar inclusive
proteção de idosos, é um tema que tá na
nossa agenda. Eh, então nós estamos
trabalhando ao longo desse ano, nós
vamos enfatizar, a gente já tem adotado
algumas eh algumas estratégias, a gente
conhece sim algumas estratégias que t
conseguido eh dialogar eh
diretamente, né, eh eh com idosos. Então
assim, quando a gente fala que a gente
vai fazer um recorte para poder dialogar
com esse público, é em específico, que a
gente começa a identificar, por exemplo,
na em em áreas de comunicação, por
exemplo, é justamente a gente conseguir
eh acessar aqueles eh indivíduos,
influenciadores, pessoas, linguagem, eh
locais em que a gente consiga falar
diretamente com com esse público, né? Eu
acho da perspectiva de de golpes, da
perspectiva eh eh geral, eu acho que tem
uma eh tem esse tem esse ponto, tem esse
pilar aí da comunicação e da educação. E
tem um pilar também do fortalecimento eh
mesmo e do próprio sistema financeiro
das instituições que também tdo eh nesse
sentido, né? Eu acho que fazer frente a
a golpes, fazer frente a a a fraudes é é
um é um interesse coletivo de toda a
sociedade brasileira. Então, tem tem
havido bastante mobilização eh nesse
sentido, a ideia é a gente tá cada vez
mais fortalecendo eh diversas
estratégias para chegar e alcançar
diversos públicos eh distintos. E sim,
né, eu acho, de novo, né, eu acho que
esse é um desafio, mas pro qual nós
estamos eh bastante atentos,
>> tá? O Felipe, ele tem muitos bons
comentários também aqui. Eu eu
selecionei pelo menos dois para fazer.
Um, ele diz o seguinte, que bons
pagadores deveriam ter juros menores,
pessoas que pagam tudo em dia, eh, e
quando precisam de recursos pagam juro
similar a quem é mau pagador.
Eh, é menos uma pergunta e mais um
comentário. Não sei se vocês querem
comentar sobre. Eu acho que valeia a
pena na sua, não sei se você tem algo a
falar sobre.
>> Eu acho que o que ela traz é o, é isso é
a e a natureza da concessão de de
empréstimo, né? Eu acho que isso já é
refletido aí nos esforços de crédito,
né, na questão da adimplência, da
nadimplência.
Eu acho que eh nós estamos progredindo
para isso, né? Eu acho que o a gente
ainda tem muito para caminhar, mas a
gente eu acho que nas instituições
financeiras já fazem uso de escola de
crédito, né, de acordo com perfil de
pagamento daquele daquele cidadão, de
acordo com o histórico de crédito, de
acordo com a capacidade de pagamento.
Então já há, eu acho que já há uma
consideração desse eh desses itens
quando há concessão de crédito por parte
do sistema financeiro. Eh, eu
complementando aqui um pouquinho,
Mansur, Mansur, eh, igreja, eh, é que a
gente tá entra realmente na na no debate
de score de crédito e e no debate de de
análise de risco por parte da das
instituições, né? Então, assim, eh
quando a gente tá pensando então eh nas
taxas e eh de juros e e nas nas diversas
eh opções e modalidades que são
colocadas, as instituições têm eh
digamos assim, as instituições
financeiras, quando elas estão olhando
eh as taxas que serão aplicadas
aplicadas em geral, eh uma da um dos dos
eh das dos indicadores, das variáveis
que eles estão olhando, é a capacidade
efetivamente de de pagamento, que pode
tá aí também muito relacionada a
aspectos de eh eh eh eh eh pagamentos
prévios, né, e capacidade de pagamento
presente. Eh, e aí existem uma série de
de bases, né, assim, que podem ser
utilizadas pelas instituições
financeiras e e o próprio tempo de
relacionamento daquelas daqueles
indivíduos com as próprias instituições
financeiras,
>> certo? Eh, o Felipe, quando a gente tava
falando sobre a questão da mulher negra
pagar mais juros, ele eh mandou uma
pergunta que era o seguinte: "Mas isso é
algo só racial ou tem correlação com a
renda?" Então, essa pergunta queria
puxar para cá para você falar, vocês
falarem um pouquinho mais. Eh, enfim,
foi referente à aquele debate que a
gente teve corte eh eh sobre raça,
quando a gente falou da mulher negra
pagando juros mais altos nos
empréstimos.
pergunta do Felipe aqui também, viu,
Felipe, eu acho que como a gente tentou,
procurou, eu acho que endereçar aqui ao
longo do debate do eh do RCF, a relação
eh imediata e direta é com eh a
composição das operações de crédito eh
desses diversos recortes que a gente eh
que a gente olha, né, no no RCF. E aí,
eh, tem um um aspecto, acho que eu, que
eu trouxe, eu acho que talvez eh
acho que eu trouxe, acho que de uma
forma até eh, eh, eh, dedicada da
perspectiva de bom. a gente tá olhando
essas essas diversas eh operações eh na
composição dessas operações e existe
diferença na na composição dessas
operações. Então, a gente passa a se
perguntar por que existe existem essas
diferenças eh nessas diversas eh eh
composições. E a gente a gente traz um
primeiro em decorrência das bases de
dados que a gente utilizou para poder eh
realizar esse eh eh RCF. a gente traz
ali uma primeira eh uma uma uma primeira
exploração, digamos assim, uma primeira
exploração quando a gente olha para Ris
e quando a gente olha para eh pro CAD
único, né? E aí eu trouxe também na
perspectiva de que eh a gente vai
aprofundar esses vai aprofundar esses eh
essas análises, a gente vai, né,
procurar eh olhar toda a perspectiva de
eh de demanda, oferta, mas que tem
também uma questão da própria da
própria, quando eu menciono essa questão
da própria sociedade, da desigualdade,
dos desafios impostos a a essas
mulheres, é porque ela também elas
também têm desafios, por exemplo, de
renda, elas têm desafios também de
acesso. Então, assim, são todos esses
temas que a gente agora vai ter que eh
que entender, mas basicamente quando a
gente tá olhando aqui, o que a gente tá
olhando é a composição eh do crédito aí
de cada um desses recortes. Quer me
complementar, Mano?
>> Eu acho que eu quero complementar,
Isabela, com um outro lado da moeda, né?
Porque assim, a eh assim, o objetivo do
relatório é exacerbar essas diferenças
que a gente está observando no no uso do
sistema financeiro e do crédito entre a
diferença de gêneros e raças. Mas eu
acho que tem um outro lado da moeda que
também são eh e a gente hoje, né, tá tá
discutindo bastante essa questão dos
juros aí, da composição da carteira de
operações de crédito da mulher negra.
Mas eu acho que um lado positivo também,
né Gustavo, que a gente ainda não falou
aqui, mas é que o relatório também
mostra que o acesso às contas, que o uso
das contas e que a oferta de de crédito,
ele é algo bem distribuído em termos de
gênero e de raça. Então isso é uma coisa
eh bastante legal da gente assaltar.
Então assim, tanto mulheres quanto
homens têm praticamente o mesmo acesso
às contas, né? Esse nível tá em, vamos
dizer assim, praticamente 5050. uso,
também acesso ao crédito, também a gente
não vê uma limitação a à exposição de
crédito eh significativas entre entre eh
gênero e raça. Então, tem um lado também
eh de notícias boas relacionadas a esses
recortes eh de gênero e de raça. Eh, eu
acho que eu queria complementar com esse
eh outro lado da moeda e enfatizar mais
uma vez o que a diretora já colocou, que
nosso olhar sobre essa questão dos juros
eh nos diferentes recordes de gênero e
raça foi focado na na composição das
operações de crédito eh dos diferentes
recortes, né? Agora, já mencionamos aqui
que certamente tem fatores estruturais
que eh afetam essa dinâmica aí do eh das
operações de crédito, né? Como a renda,
por exemplo, é um fator certamente que
vai ter alguma algum impacto lá quando a
gente for pesquisar eh a dinâmica dessas
da das operações de crédito, né? Então,
como eu disse enfatizando, a gente vai
achar aí algumas hipóteses e não vai não
vão não não serão não será apenas uma,
mas uma combinação aí de fatores que a
gente vai identificar nas nossas
pesquisas, nos estudos que a gente vai
conduzir daqui para frente.
>> Beleza? ar para poder fazer uma pequena
um merchandise aqui do do do
>> Claro, claro.
>> Eh, eu queria também eh chamar a atenção
que a gente traz aqui uma série de
outros de de uma série de públicos
específicos que eu acho que também são
interessantes da gente debater. a gente
não tem tempo de debater aqui hoje, mas
a gente fala também de jovens, a gente
fala de ME, a gente fala da população,
né, eh eh de baixa renda, a gente debate
eh os a gente a gente chama de alguns
produtos que são produtos em evidência e
esses produtos são aqueles produtos que
aparecem nos nossos rankings de
reclamação com maior frequência. Então a
gente debate esses produtos também, eu
acho que é bem interessante. Enfim, e aí
o restante do relatório acaba que ele é
eh ele tende a ser um pouco mais do que
a gente adotou no passado, mas ele
debate também uma série das da das
medidas eh que foram adotadas eh eh pelo
Banco Central. E aí aqui a gente
obviamente se limita as limitas, as
medidas que são adotadas aqui pelo nosso
próprio eh, né, escopo de atuação, mas
trazemos também, debatemos uma série
dessas medidas que eh foram adotadas eh
pelo Banco Central paraa promoção da
cidadania financeira desses diversos
pilares que a gente tá aqui eh hoje
conversando. Eu acho que são temas que
vale a pena também eh receber um olhar
eh e para pr pra própria sociedade
entender o avanço e a trajetória que a
gente tem percorrido inclusive enquanto
país, né?
>> Legal. Gente, olha, eu queria fazer mais
perguntas porque tem um monte de
comentário de pergunta muito legal. O
Felipe mesmo mandou um aqui, ele queria
debater um pouquinho mais eh a
decomposição dos dados por raça.
Infelizmente não vai dar tempo. Eh,
educando seu bolso.
>> Eu convido o Felipe a dar uma olhadinha
no relatório, enfim. Exato. Vamos
convidar o Felipe para dar uma olhada no
relatório. A gente consegue responder
algumas dessas perguntas.
>> Isso, Felipe. Manda sua dúvida pra gente
lá. É isso. A gente vai tentar responder
depois. Acho que é um debate muito
legal. Educando Seu Bolso também tá
agradecendo aqui, deixando os parabéns
pela live. Valeu. Eu vou fazer mais uma
pergunta dele, inclusive para fechar
mais duas só. Então, eh, a primeira é da
Sula Agla. Ela tá perguntando o
seguinte: "O cidadão tem mais acesso a
crédito, mas também tem acesso a BETs?
Como fica isso?
quer, quer que eu comece, Isabel,
[risadas]
>> olha, eh, realmente a gente não tem como
negar que as bets podem se tornar um
problema, né? Estão se tornando, na
verdade, um problema no, na composição
do endividamento das famílias, né? Eh,
enfim, a gente eh orienta, né, a aos
consumidores que se eduquem sobre essa
questão das bets. Para isso, eu indico
aqui a plataforma Meu Bolso em Dia da
Febraban. É uma plataforma que foi
desenvolvida, quer dizer, está sendo
desenvolvida, né, porque ela está sendo
sempre atualizada. Eh, então uma
plataforma de educação financeira
bastante ampla, gamificada, com trilhas
personalizadas. E lá tem uma trilha
específica que trata de bets, né, de
apostas online. Então eu indico pro
público que nos nos escuta, né, para que
vocês compartilhem com seus com seus
amigos, para que se eduquem sobre a
questão das bets, sobre o perigo que
isso pode representar quando foge ao
controle, né, eh, do cidadão. Então
assim, de fato, é uma é um item que está
dado e é um item que que preocupa e é um
item que pode sim contribuir para para o
endividamento. Então, eh vamos nos
educar, vamos procurar nos informar
sobre os perigos eh e sobre o que que a
gente tem que ter cuidado quando a gente
resolve e participar de de bets, né, de
apostas online. Eh, isso é importante.
Eu queria complementar brevemente e
igreja, enfim, vai ser uma sur
justamente para ele contar um pouquinho
sobre o sobre o meu bolso em dia, mas eh
obviamente a gente tem algumas ações eh
também aqui eh de comunicação eh
educação. Eh e obviamente a gente também
acompanha, né, as pesquisas e os debates
eh que saem em relação ao tema. a gente
também tem uma eh em alguns pilares ali
da de regulação também um diálogo também
eh permanente com a SPA.
>> Beleza. Eh, última pergunta aqui que é
do Educando seu Bolso. Eh, tinha um
contexto da pergunta, então eu vou
tentar reproduzir aqui, mas ele ele ele
queria um pouco da avaliação eh uma
avaliação de vocês sobre diferentes
graus de efetividade das práticas da das
diversas IF. E aí ficou um pouco
quebrada a pergunta, mas acho que ele
tava pensando o seguinte, eh
por exemplo, um guia pros clientes que
quisessem migrar para aquelas IFS que
levem mais a sério a educação
financeira. Então a avaliação de vocês
sobre isso, a efetividade das ações
dessas eh da das instituições
financeiras nisso, na educação
financeira e eventualmente as histórias
de um guia pros clientes que quiserem
migrar paraas IFS que trabalhem melhor
educação financeira.
Bom, igreja, eu acho que eu tava olhando
aqui os comentários, eu acho que
tentando resgatar um pouco aqui como
você tá fazendo. Acho que essa pergunta
ela, eu tava acompanhando aqui os
comentários na medida que a gente
conversava, eu acho que ela tá, ela foi
feita no contexto lá da resolução
conjunta número oito. Eu acho que ele
perguntava um pouco assim, as dúvidas
eram sobre a efetividade dessa
resolução, a efetividade das
instituições financeiras e e dessas das
suas ações de educação financeira. Bom,
o que que a gente vê aqui assim de de
logo de bate pronto nessa questão da
resolução conjunta número oito, que com
a sua implementação e antes disso já
havia um movimento disso porque o Banco
Central já começou a trabalhar com as
instituições financeiras em relação à
educação financeira bem antes da
resolução conjunta oito entrar em vigor,
a gente já viu que com esse trabalho do
BC anterior à resolução conjunta número
8ito e mais fortemente depois da redução
resolução conjunta número 8it, houve um
aumento significativo. do engajamento
das instituições financeiras na promoção
de ações de educação financeira. Então
agora existe uma norma que o Banco
Central cobra, supervisiona, então as
instituições financeiras de fato tão se
movendo mais em termos de oferecer ações
adequadas de educação financeira eh
paraa população. Então a gente só nisso,
eu acho que o sistema já ganhou porque a
gente tá vendo uma maior participação
das IFS eh oferecendo educação
financeira paraos seus clientes. Isso é
um ponto positivo. Sobre a efetividade
dessas ações. é algo que a gente ainda
está trabalhando, porque a própria
resolução conjunta número oito, ela
prevê dentro das obrigações da impostas
às instituições financeiras que ela que
elas devam fazer realizar avaliações de
impacto para verificar realmente a
efetividade das suas ações junto à sua
base de clientes. Então, há algo que
está no radar e está sendo eh
desenvolvido, né? eh que eh estamos eh
trabalhando junto das instituições,
supervisionando para que elas entreguem
essa essa super essa avaliação de
impacto das suas das suas ações como
parte eh do cumprimento eh eh total da
resolução conjunta número oito. Eh, eu
acho que é isso. Ah, sobre o guia fica
uma ideia aqui pra gente pensar, né?
Então, enfim, eu não tenho nada assim a
acrescentar assim nesse momento, mas eh
não sei, talvez a idea seja um ranking
das melhores instituições em educação
financeira e tal. Eh, é algo que a gente
não tem ainda, mas fica aqui a proposta,
a ideia, algo que a gente vai também
avaliar eh ao longo do tempo.
>> Queria complementar de novo e CJ, eu
prometo que eu vou ser breve, porque eu
sei que você tá aí precisando acabar a
live. Eh, acho que em relação a esse
tema, eh, cumpre, eu acho, que mencionar
também que enquanto tanto regulador como
supervisor, a gente também faz um
trabalho eh próximo das instituições
financeiras. como o Mor mencionou, a a
resolução é relativamente eh eh recente,
mas a gente faz um trabalho muito
contínuo de eh alinhamento sobre o que
que quais são as expectativas do que que
a gente entende que a gente gostaria de
ver e a gente entende que se define como
eh aspectos de eh educação financeira na
durante a jornada aí do eh eh do
consumidor e como que isso se relaciona
com outros aspectos. eh se relaciona,
mas não é a mesma coisa, não se
substitui outros aspectos de
relacionamento das instituições
financeiras com o cliente, como
transparência, como suability, como uma
série de outras eh obrigações impostas
eh eh eh pelo [limpando a garganta]
Banco Central. Então eu acho que eh vale
complementar um pouquinho da perspectiva
desse nosso trabalho também com as
instituições de deixar muito claro, né,
e de trabalhar da perspectiva de
supervisão também para fortalecimento
dessas dessas medidas da perspectiva
recorrente. Eh, e aí a a desculpa,
Felipe, é Felipe que perguntou. Eh,
>> esse aqui eu não vou lembrar agora.
>> Ai, tá bom,
>> desculpa, peço desculpas. Eh, mas ele
menciona eh ele menciona também eh se
poderia usar, né? Aí eu acho que assim
vale chamar a atenção também que eh em
relação à à educação financeira eh e aí
o que ele que ele propõe, me o que ele
gostaria de identificar, se tem ali uma
espécie de um ranking, etc. Mas também
chamar a atenção que o Banco Central
disponibiliza uma série de de mais um
merchandising, mas que o Banco Central
disponibiliza uma série de informações
eh inclusive referentes a, por exemplo,
e eh tem um ranking de reclamações aqui
que a gente tem das instituições. De vez
em quando a gente divulga aquelas que
são mais, digamos, reclamadas, né? Eh, e
a gente tem uma série de informações
também que eh úteis tanto da perspectiva
de educação financeira como da
perspectiva sobre sobre também as
instituições financeiras individuais,
aquelas que são autorizadas, né? Muitas
vezes a gente pergunta, ah, onde é que
eu identifico se essa instituição é
autorizada? Então, a gente tem eh tem
informação aqui, tem algumas outras
informações individuais também que pode
ser do interesse da eh da da população,
da sociedade de forma geral. Eu acho que
para terminar contar um pouquinho que eh
o Brasil tem capitaneado esse debate
sobre a educação financeira durante a
jornada eh do cliente, do consumidor
financeiro ali no momento que ele tá se
relacionando direto com com as
instituições financeiras, né? Então, a
gente conhece no mundo eh diversas eh eh
eh eh medidas e e e programas e ações de
educação financeira que muitas vezes
então nas escolas, como nós também temos
ali nos sites, então orientando momentos
de vida específico da eh que pelo quais
as pessoas pelos quais as pessoas estão
passando e como que elas podem como que
elas podem ter algum tipo de orientação
e calculadora do cidadão e etc. Mas esse
debate assim de as instituições
financeiras também serem eh responsáveis
por processos de eh educação, de educar
eh o consumidor e o cliente durante a
jornada lid, né, quando a atenção dele
tá elevada, ela ele essa esse é um
modelo, né, e é uma prática que foi
adotada pelo Brasil, que tem sido vista
eh com muito bons olhos e observada e a
gente tem compartilhado isso eh eh
internacionalmente. Então eu acho que
vale a pena a gente contar eh isso
também.
Verdade,
gente. É isso, fechamos. O Educandon
Bolso tá dizendo que a gente entendeu a
ideia do ranking. Era isso mesmo. Valeu,
seu bolo. Obrigado.
>> Obrigado pelos comentários. Ele também
tá falando aqui que ele prefere bem mais
o BC sincero eh do que o meu bolso em
dia, viu, Maçur. Então eu vou ter que
fazer esse comentário.
>> Vou ter que fazer esse comentário porque
eu sou muito afeito. A BC Sincesso.
>> Gente, obrigado demais por essa
conversa. Todos somos todos somos.
Obrigado por essa conversa. Foi muito
legal. Acho que fica o convite de novo.
Para quem não viu o relatório, dá uma
olhada lá. Tem muita informação legal,
eh, muita informação importante. É uma
discussão que tá amadurecendo cada vez
mais na na sociedade, né? Então, muito
importante esse documento ser publicado.
Agora queria agradecer Mansura e
Isabela, muito obrigado pelo tempo de
vocês, por essa conversa sem pressa,
aprofundada, foi boa e ainda assim pra
gente parece que faltou tempo e que
faltou aprofundar, né? Porque tinha
muita coisa. Valeu demais. Obrigado,
Isabela. Obrigado Mu, viu? Valeu.
>> Obrigada igreja. Obrigada a todos que
acompanharam a live conosco.
>> Obrigado a todos. Muito bom. Prazer
enorme.
>> Valeu. E você que acompanhou a gente
nessa live, fica ligado nas redes
sociais do Banco Central para saber
quando será a próxima, sobre qual tema.
A gente tá sempre informando por lá.
Obrigadão. Até a próxima. Boa semana
para todo mundo. Até mais.
[música]
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