Coletiva das Estatísticas Fiscais - Março/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais. O resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$16,4 bilhões em fevereiro, ante déficit de R$19,0 bilhões no mesmo mês de 2025. O Governo Central e as empresas estatais registraram déficits respectivos de R$29,5 bilhões e R$568 milhões, e os governos regionais, superávit de R$13,7 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$52,8 bilhões, equivalente a 0,41% do PIB, 0,02 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até janeiro. Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$84,2 bilhões em fevereiro de 2026, comparativamente a R$78,3 bilhões em fevereiro de 2025. Contribuíram para essa evolução os aumentos do endividamento líquido, da taxa Selic e do IPCA no período, mais que compensando o menor número de dias úteis (-2) e o resultado mais favorável das operações de swap cambial (ganhos de R$7,0 bilhões em fevereiro de 2025 e de R$8,1 bilhões em fevereiro de 2026). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$1.036,8 bilhões (8,07% do PIB) em fevereiro deste ano, comparativamente a R$924,0 bilhões (7,74% do PIB) nos doze meses até fevereiro de 2025. O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$100,6 bilhões em fevereiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.089,6 bilhões (8,48% do PIB), mantendo-se estável como percentual do PIB, em relação ao mês anterior. Para mais informações acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
Transcrição e Conteúdo
Bom dia. Vamos iniciar a coletiva das estatísticas fiscais. Aqui conosco Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, que fará uma apresentação e responderá as perguntas. Os jornalistas aqui presentes precisarão utilizar o microfone e os que estão online poderão perguntar via chat. Todos, por gentileza, se apresentam. Fernando, bom dia. Eh, bom dia, A...
estatísticas fiscais. Aqui conosco
Fernando Rocha, chefe do Departamento de
Estatísticas do Banco Central, que fará
uma apresentação e responderá as
perguntas. Os jornalistas aqui presentes
precisarão utilizar o microfone e os que
estão online poderão perguntar via chat.
Todos, por gentileza, se apresentam.
Fernando, bom dia.
Eh, bom dia, Adriano. Bom dia a todos.
Eh, muito obrigado por mais estar aqui
presente para mais uma divulgação de
estatísticas do Banco Central. Eh,
começando com eh os resultados eh
fiscais eh do setor público consolidado
para o mês de fevereiro. Eh, em
fevereiro houve uma redução, né, do
déficit primário do setor público
consolidado, quando a gente compara o
resultado para fevereiro de 2026 com
fevereiro de 2025. Neste mês passado
agora, o déficit primário do setor
público consolidado atingiu R 16,4
bilhões deais.
Eh, isso eh em comparação com os R 19
bilhões deais de fevereiro de 2025, isso
representou eh uma redução de 13 eh,
né? quando a gente compara na série
histórica os dados dos meses de
fevereiro, né, para não considerar a
sazonalidade de cada mês, eh, nas
estatísticas fiscais, eh, esse
resultado, esse déficit de R 16,4
bilhões deais é o melhor da nossa série
histórica desde 2022, né? Em 2022 houve
um superaft de 3,5 bilhões, né, naquele
mês de fevereiro lá de 2022. E agora com
essa eh redução no déficit, nós temos o
melhor resultado desde ano. Se a gente
olhar esses 16,4
eh bilhões de de reais de déficit
primário, nós vamos ver que houve um por
esfera de governo, né? a gente tem eh o
setor público consolidado é composto
pelo governo eh central, pelos governos
regionais, os estados e municípios e
pelo setor das estatais, as empresas
estatais de cada uma dessas esferas do
governo. Se nós olharmos na o que
aconteceu nessas esferas, nós vamos ver
um pequeno aumento eh do do déficit
primário na esfera do governo eh
central. nós vamos ver um aumento do
super da situação superavitária eh dos
governos regionais e também nós vamos
ver, né, uma ligeira piora do resultado
das empresas estatais. Eh, vamos
analisar esses resultados de forma que,
né, a red, se a gente olhar esses três
componentes, a redução eh no déficit
eh nesse mês, na comparação com o mesmo
mês do ano anterior, foi devido à
melhora do resultado na esfera dos
governos regionais. Mas vamos lá,
começando pelo governo do governo
central, né? O governo central eh teve
um déficit agora em fevereiro de 2000 eh
26 de 29,5 bilhões de de reais, o que
representou um aumento de 1 bilhão em
relação ao valor de fevereiro de 2025,
né? Um déficit de 28,5, passou grosso
modo, de 28,5 para 29,5 bilhõesais. é
uma variação eh de 3,5% ou em valores
nominais, se vocês quiserem, 1 bilhão,
eh algo muito próximo da estabilidade.
Eu acho que o governo federal tem eh
neste ano eh neste fevereiro com com o
mesmo mês do ano passado, eh basicamente
repetidos seus resultados. Se a gente
olhar e numa perspectiva macroeconômica,
né? A gente teve, né, no mês crescimento
tanto das eh receitas líquidas quanto
das despesas totais. eh um cenário em
que eh os fluxos fiscais, né, tanto de
de receitas de despesa continuam
aumentando de uma forma eh
mais ou menos eh equilibrada entre si,
no sentido que mantém eh o resultado do
período anterior. Se a gente olha para
os governos regionais, a gente tem uma
situação em que houve de fato uma
melhora do do resultado primário. os
governos regionais tinham tiveram um
superavit de 9,2 bilhões em fevereiro de
2025 eles passaram para 13,7, esse
resultado passou para R,7 bilhões deais
em fevereiro de 2026, né? Um aumento de
quase 50%, 48,1%,
eh, ou R$ 4,4 bilhões deais. Se nós
observarmos os as duas esferas que
compõem os governos regionais, que são o
conjunto dos governos estaduais e o
conjunto dos governos municipais,
a gente estava vendo, principalmente em
2025, os governos municipais melhorando
o resultado primário e os governos eh
estaduais eh indo um pouco a quem, né?
Neste mês aconteceu eh o contrário,
aconteceu um forte eh superavit dos
governos eh estaduais, né? Passaram de
6,6 bilhões para 10,7 bilhões, né? Ou
seja, daqueles 4,4 bilhões de melhora do
resultado dos governos regionais, 4,1,
né, vieram dos dos governos eh
estaduais, ou seja, uma mudança eh que
que é importante eh comentar, né, um
crescimento de 62 praticamente no
resultado. nos governos municipais
também houve uma melhora eh no seu
resultado, mas
de menor magnitude, né, na faixa de eh
12,8%, passando de um superavit de eh
2,6 bilhões para 2,9 bilhões, né? Então,
comentando que eu reforçando que eu já
tinha comentado antes, se a gente olhar
em qual esfera do governo, a qual esfera
do governo se deve a redução no déficit
primário do setor público consolidado,
acho que a gente vai achar a resposta
aqui na melhora do superáit primário dos
governos regionais.
As empresas estatais têm resultados bem
menores do que essas duas esferas de
governo, né, mais próximos do equilíbrio
agora em fevereiro. Elas passam de um
superavit primário de praticamente 300
milhões, 299
eh milhões em fevereiro de 2025. e viram
o resultado por um por um déficit de 0,6
bilhão 568
milhões, né? Essa essa virada de supera
pro déficit, essa piora de resultado,
né? Conta eh fundamentalmente no com a
redução do superaft das empresas
estatais estaduais, né? que tinha um um
superaf de 1 bilhão, agora 250
eh milhões. Então, acho que aí está, né,
fundamentalmente
eh a a explicação desse resultado da das
estatais como um todo, né? Bom, se a
gente passar paraa tabela dois, nós
vamos ver na tabela dois o resultado
acumulado do ano, né? Eh, o ainda é o o
ano avançou pouco ainda, né? tem só o o
janeiro e fevereiro. A gente eh lembra,
vocês lembram, eh um super bastante
significativo
eh no mês de de janeiro, agora com a
virada que é sazonal, agora virada para
um para um déficit em fevereiro. Então o
setor público consolidado teve no
primeiro bimestre de 2025 um superavit
primário de 87,3
eh bilhões de de reais, né? Se a gente
olhar o que aconteceu no primeiro, no
primeiro bimestre de 2025, esse supervit
era de 85,1
bilhões, né? Um um crescimento de 2,6%
no resultado, que eu acho que também
pode ser eh interpretado como a gente
tendo eh um resultado mais ou menos
equivalente ao do
ano passado, né? Se a gente olhar o dado
do setor público em fevereiro, a gente
teve uma uma redução de de de 10 de 19
para 16, uma melhora. Se a gente olhar o
acumulado do ano, teve um aumento do
supraft 85 para 87, também uma melhora,
né? Nesse caso, principalmente, né? 2,6%
de melhora. A gente praticamente
repetiu, né, o resultado eh do ano
passado. Eh, de novo, fazendo a
comparação de um banco central com
fazendo a comparação com a série
histórica do Banco Central também aqui a
gente vai ter, né, o melhor resultado
desde 2022. eh, considerando apenas os
primeiros bimestres, né, lá em 2022 o
superavit foi de 105, né, 3 bilhões e
agora é de 87 e3.
Também olhando as esferas de eh de
governo, a gente tem no governo central,
né, uma melhora no supervis, né, a gente
viu agora em fevereiro uma pequena
variação, uma ligeira um ligeiro aumento
no déficit do governo central, eh que
para mim é praticamente uma situação
equilibrada entre fevereiro de 2025 e
2026. E agora aqui eh quando a gente vê
o resultado acumulado no bimestre, né,
por causa do superáit muito expressivo
de janeiro, a gente tem uma melhora, um
aumento, né, no superá primário. Na
esfera do governo central, se passa de
54,6 para 57,8,
um aumento de de quase e 6%, né? Também
novamente, né? Com crescimento de
receitas líquidas, crescimento das
despesas totais,
eh, de uma forma mais ou menos, eh,
equilibradas, né? Eh, já se a gente olha
o resultado dos governos regionais, a
gente também teve um crescimento do
superavit, um crescimento do superavit
passando de 31,2 para 35
eh bilhões de de reais no primeiro
bimestre, um aumento de de 12%, ou seja,
também aqui a gente tem um aumento mais
forte, né, no resultado primário, no
superáis primário, na esfera dos eh
governos regionais, né?
Eh, se a gente olhar eh o crescimento
percentual do resultado, os governos
regionais eh puxam esse resultado. Se a
gente olhar na o valor em reais
acrescentado ao superhábit primário,
essa coisa tá mais ou menos bem
distribuída. Na esfera do governo
central, o superávit primário cresceu eh
3,1 bilhões de reais. Na esfera dos
governos regionais cresceu 3,8, né,
bilhões deais. Então, eh, a gente tem eh
nessa o desempenho das duas esferas eh
de governos, né, eh da administração
direta, seja no nível eh federal, seja
no nível regional, ou seja, tanto os
estaduais quanto os municipais, eh uma
melhora, né, no resultado primário, no
superait primário, em qualquer uma
dessas dessas esferas, se a gente olhar
o resultado acumulado no primeiro
bimestre, comparado com o primeiro
bimestre no ano passado, os resultados
das estatais, se ela tem um aumento eh
no déficit. A gente viu que tem uma
pequena contribuição agora em fevereiro,
né? A maior parte disso foi eh ocorrida
em janeiro, né? [roncando]
Por fim, eh utilizando esse eh
comparativo que a gente sempre faz dos
resultados do mês, do acumulado do ano e
do acumulado nos últimos 12 meses, né?
Para ter uma visão eh na margem, uma
visão mais ou menos intermediária e uma
visão mais eh anual. né, com a média
móvel dos 12 meses. Na tabela três, os
resultados do eh os resultados do setor
público acumulado nos 12 meses até
fevereiro, eles continuam eh
deficitários e é um pequeno déficit, se
a gente compara com o PIB, né? O déficit
chegou a R,8
eh bilhões de reais, o que dá 0,4, né,
por do PIB. Então isso eh se a gente
compara com janeiro eh se reduziu um
pouco, era 55,4 bilhões, agora 52,8.
E permanece eh o setor público eh o
setor público consolidado apresentando
um ligeiro eh déficit primário quando a
gente vê o resultado acumulado em 12
meses. Eh, a déficit é esse déficit é
devido ao governo central, né? que o
governo central tem um déficit de 55,6
bilhões ou 0,43,
né, por do PIB, enquanto os governos
regionais permanecem com um pequeno eh
superavit, né, um superavit na faixa de
13 eh bilhões. As empresas estatais
também têm no déficit quando você olha o
o acumulado em 12 meses, 0,08%
do PIB, mostrando que de fato eh no
setor público consolidado a gente tem um
pequeno eh um pequeno déficit, 0,4% do
PIB. Esse déficit tá mais ou menos
concentrado no governo central. Os
governos regionais, e se você olhar as
estatais, elas têm superaft nos governos
regionais déficit, nas empresas
estatais, mais ou menos. eh, da mesma
magnitude, 0,1% do PIB ou um pouco
menor, né? Bom, com isso, eu acho que
nós temos os principais
resultados eh primários, tanto no mês
quanto no acumulado eh no ano ou nos
últimos 12 meses. Para completar, então,
os resultados eh fiscais do período,
acho que a gente tem que analisar agora
eh os juros apropriados.
nas estatísticas fiscais do Banco
Central, né, nós apropriamos juros sobre
a dívida líquida por competência. Nós
não calculamos a a estatística a partir
dos juros, eh, no conceito estatístico
de caixa, né, dos efetivamente pagos e
recebidos, mas nós apropriamos os juros
por competência, porque nós a partir da
dívida líquida, nós conhecemos todos os
componentes da dívida líquida, tanto os
seus ativos financeiros quanto os
passivos financeiros. sabemos para cada
um desses itens qual que é o seu
indexador, né, e conseguimos calcular os
juros que é devido eh ser pago ou devido
a ser recebido diariamente. Então, nós
fazemos esse eh acompanhamento
diariamente do eh dos juros e quando
chega no no final do mês para gerar o
final o resultado do período, o os juros
apropriados por competência no período
nada mais são do que o somatório desse
estim dessa estimativa diária. É por
isso que tem importância. Eh, então
disso se deriva dois fatores. O primeiro
é que eh fazendo uma conta a partir de
quanto eh de quais são os indexadores,
qual é a taxa de juros que remunera os
ativos financeiros do setor público e
quais as taxas de juros que o setor
público tem que pagar sobre seus
passivos financeiros.
a gente deve ter uma conta de juros eh
que não é sujeita a grandes variações em
períodos curtos de tempo. Então, ela
deve ter peg uma trajetória, sua
trajetória deve ser mais ou menos eh
constante, eh é claro, com uma tendência
de crescimento em valores nominais, mas
uma trajetória constante que é própria
da compilação por competência. E o outro
ponto relevante que vai ser relevante
pro dia de hoje, mas é um um
esclarecimento metodológico, é que a
quantidade de dias úteis em cada período
importa, né? Se a gente faz a estimativa
competência prata, né, gerando dados
diários, se você tem um um mês, como é o
caso eh do mês de janeiro, por exemplo,
eh que tem 21 dias úteis e o mês de
fevereiro, claro, por causa do feriado
de carnaval, nós sabemos disso, tem 18
dias úteis, eh, é de se esperar que a
conta de juros acumulada diariamente,
como você só contou 18 dias no mês de
fevereiro, ela seja menor do que a a a
de janeiro, né? Então, não tem nenhuma
mudança econômica. Aí a as condições de
de financiamento da dívida pública, dos
ativos do setor público são iguais, mas
pela forma pela forma de cálculo de eh
em termos diários você tem uma uma
diferença da da quantidade de dias
úteis, né? A gente já mencionou aqui
fevereiro contra janeiro, a gente tem,
por exemplo, três dias úteis a menos.
Eh, vamos ver então como isso impacta
nos nos números, né? Começando, eh, como
como esses dados são por competência, a
gente pode comparar qualquer período da
série. Então, eu vou comparar aqui o mês
de fevereiro de 2026 com mês de
fevereiro de 2025 e também o mês de
janeiro com fevereiro, ambos de 2026.
Eh, se começando pela comparação anual
eh de fevereiro de 25 para fevereiro de
26, nós não tivemos uma grande
modificação eh na na conta de juros
apropriados. Ela cresceu. Eu havia
mencionado para vocês que ela tem uma
tendência de crescimento na nas
estatísticas, considerando o valor
nominal.
Os juros em janeiro, em fevereiro de 25
foram de 78,3 bilhões e passaram para
84,2 bilhões em fevereiro de 26 aumento
de 5,9 eh bilhões de de reais. Se a
gente olhar eh o essa trajetória, essa
trajetória de crescimento é determinada
por dois fatores principais. No primeiro
caso, eh a própria evolução do estoque
da dívida líquida. a gente vai ver mais
na frente quando a gente acabar de
tratar dos resultados fiscais, tratar do
endividamento público, que a dívida
líquida tem uma trajetória de
crescimento. Então, eh uma maior
quantidade de de eh dívida líquida
incide uma maior incide sobre ela uma
maior quantidade de de juros, mesmo que
as taxas sejam as mesmas. Então, o
crescimento dos juros apropriados, em
primeiro lugar, é devido a ao aumento da
da dívida líquida nesse período. Em
segundo lugar, ao aumento da taxa CELIC,
que é um fator importante na eh como
indexador eh de passivos públicos, né?
No caso de fevereiro, os SUAPs não
tiveram uma importância relevante nesse
processo. A gente teve gan de 7 bilhões
em fevereiro de 25 e ganhos de SUAP de 8
bilhões em fevereiro de 26. Então, eh,
se a gente fizesse aquela conta
tradicional excluindo os SUAPs, em vez
dela crescer 5 eh 5,9 bilhões, teria
crescido 7 bilhões no período. Acho que
não faz eh diferença para paraa
interpretação desses resultados
quando a gente vai ver.
os dados mensais quando a gente compara
janeiro com fevereiro, aí sim a gente
teve um resultado, uma mudança mais
significativa. Em janeiro, os juros
foram de 63,6 bilhões, passaram para
84,2 bilhões eh em fevereiro, um aumento
de 20,6 bilhões. a gente não deveria
esperar na na mera passagem de um mês
pro outro, ainda mais considerando que
fevereiro teve menos dias úteis, a gente
não deveria eh esperar um crescimento
bastante significativo dos dos juros.
Eh, e no e de fato eles e no entanto,
né, de fato eles aconteceram. A
explicação para isso, então está nos
swaps, né? O os suaps são aquelas
operações eh no Banco Central em que
numa ponta eh dos SUAPS estão está a
variação da taxa de câmbio e noutra a da
taxa de juros. E em janeiro o os SWAPS
representaram do ponto de vista do Banco
Central um ganho de R,5 bilhões deais.
Em fevereiro, esse ganho foi, como eu já
havia mencionado, de 8,1 bilhões. Nas
estatísticas fiscais, os ganhos com
SUAPS equivalem a uma receita de juros e
as perdas de SUAP com uma despesa de
juros. Se o Banco Central teve um ganho
muito grande de SUAP no mês, a conta de
juros ficou abaixo do que ela deveria
ser nesse exercício contrafatual sem
SUAPs, né? Então, nesse caso, é como se
a gente reduzisse por causa do ganho dos
suaps a base comparativa do mês de
janeiro. E como esses suaps foram menos
significativos em fevereiro, a gente tem
um número maior, né? A a explicação foi
essa. Acho que dá para entender melhor,
né, o que eu tô falando. Eh, se a gente
considerasse, por exemplo, vamos excluir
os swaps tanto de janeiro quanto de
fevereiro e fazer a comparação de novo.
Eh, em janeiro os dados foram 63,6
bilhões. Foi o montante efetivo de
juros. Se a gente excluísse aqueles
ganhos de SUAP de 42 bilhões, esses essa
conta de juros deveria subir e ela seria
R6,1 bilhões deais. No caso do mês de
fevereiro, esse efeito é menor, mas ele
vai no mesmo sentido. Ao invés de 84,
bilhões, como houve um ganho de 8,1
bilhões de swaps, a conta seria 92,3.
Então, a variação eh que a gente deve
esperar no caso das desse exercício
contrafitual sem os suapsia uma redução
nos juros de 106 para 92 bilhões, uma
redução ali na faixa de R,8 14 bilhões
deais. E a razão para isso, é aquela
razão que eu mencionei no começo, é o
fato de fevereiro ter três dias úteis a
menos do que janeiro, né? Janeiro teve
21 dias úteis, fevereiro 18. Como são
menos dias contabilizando o juro, a
gente teria na ausência dos SOPs essa
redução. As demais condições são
basicamente as mesmas. De janeiro para
fevereiro, a taxa celica estava no mesmo
patamar. Então não houve eh eh variação.
Se a gente olhar eh o que aconteceu no
acumulado
do primeiro bimestre com os juros, a
gente vai ver um crescimento também eh
de janeiro e em janeiro e fevereiro de
2025. A conta de juros chegou a 118,6
bilhões. Agora, no mesmo período de
2026, passou para 147
eh,
bilhões. Esse aumento de 29 eh bilhões
também é devido ao fato de ter aumentado
o estoque, né, ou o volume da dívida
líquida. eh e ter havido um aumento da
taxa celica no período, né, comparando o
primeiro bimestre de 25, o primeiro
bimestre de 26. Esses dois fatores
superaram o efeito dos dias úteis a
menos, né, no primeiro bimestre, né? Os
swaps aqui eles não modificam a
interpretação do resultado. Lá no
primeiro primeiro bimestre de 25 houve
um ganho com suap de 43 bilhões. Agora
em janeiro de 26 um ganho com swap de
50,7 bilhões. Então na ausência dos
SUAPS eh esse resultado, o aumento de
juros passaria de 27,2 para 36,9. ele
seria um aumento maior na ausência de
SUAP, mas no mesmo sentido do que a
gente estava eh apresentando
anteriormente, né? Com isso, eh com essa
a eh um último eh comentário, claro, são
sobre os juros acumulados nos últimos 12
meses, eh, para fazer a a comparação nas
três esferas temporais. Eh, nos últimos
12 meses, né, os 12 meses encerrados em
fevereiro, os juros se mantiveram acima
de 1 trilhão deais. Esse juros
apropriados por competência, eles foram
de 1 trilhão 1,03
eh em janeiro, nos 12 meses em janeiro e
1,036
nos 12 meses em fevereiro, né? Mudança
muito pequena. Então, os juros se
mantiveram acima de 1 trilhão eh nos 12
meses encerrados em janeiro pros 12
meses encerrados em fevereiro e se
mantiveram também acima de 8% do PIB.
Esse 1 trilhão equivale a 8,05%
do PIB em janeiro, 07% do PIB eh em
fevereiro. Com isso, né, o resultado
nominal nada mais é do que a soma entre
o resultado eh primário e os juros, os
resultados, o resultado nominal, né,
basicamente dominado na maior parte pela
conta de juros, chegou a aproximadamente
1,1 eh trilhão deais, né, 1hão8990
bilhões, é o que equivale a 8,5 8,48%
do PIB. né? Com isso a gente encerra a
parte dos resultados primários, eh, dos
resultados fiscais. E, eh, restam mais
dois comentários aqui antes de passar
para as perguntas que vocês
eventualmente tenham, que é tratar do
endividamento público, né? A gente
tratou e dos fluxos primeiro e agora dos
estoques, né? É claro que a trajetória
desses fluxos é um dos fatores
fundamentais para definição desses
estoques. Então, começando pela dívida
líquida do setor público. A dívida
líquida eh do setor público é o conceito
de dívida mais abrangente que nós
divulgamos nessa nota paraa imprensa.
Ela é abrangente porque ela considera
todo o setor público, né? No caso da
dívida bruta, nós consideramos só o
governo geral, né? excluímos as
estatais, por exemplo. E a dívida
líquida também é eh mais abrangente,
porque ela e por ela ser líquida, ela
considera tantos ativos e passíveis.
Então, ela tem uma visão mais abrangente
da situação eh dos instrumentos de
dívida, tanto no ativo quanto no passivo
do setor público. Eh, a dívida líquida,
ela já vem há algum tempo em trajetória
de crescimento e essa trajetória de
crescimento continuou agora no mês de
fevereiro. Eh, a dívida líquida chegou a
65,5%
do PIB. Ela cresceu 0,6 ponto percentual
do PIB no mês e este valor é o recorde
histórico, é o maior percentual do PIB
eh para a dívida líquida da série do
Banco Central iniciada em dezembro de
2001.
Se nós olharmos eh na tabela, os dados
da dívida líquida estão na tabela cinco,
mas os seus fatores condicion os dados
da dívida líquida estão na tabela
quatro, mas os seus fatores
condicionantes estão na tabela cinco. Se
nós observarmos lá, a gente vai ver na
tabela cinco um aumento eh do déficit
nominal do mês, a contribuição do
déficit nominal de 0,8 ponto percentual
do PIB, que foi contrabalançada ou
diminuída parcialmente pelo efeito do
crescimento nominal, né? a gente tá
tratando na dívida sobre o PIB, a
dívida, o numerador, o estoque da dívida
do numerador e o a estimativa do PIB eh
no denominador. Então, o crescimento,
né, do da dívida líquida puxado pelo
déficit nominal no mês foi maior do que
a estimativa que a gente tem pro
crescimento do PIB, né? Mas o
crescimento do PIB contribui para conter
eh um pouco a o ritmo de crescimento da
dívida líquida quando comparado com o
PIB. a gente teve também a o impacto,
né, cambial, mas esse impacto cambial
basicamente se anulou porque a variação
da taxa de câmbio considerada como real
por dólar, ela foi eh mais ou menos eh
eh neutralizada pela mudança de paridade
das demais moedas eh que integram a
exposição do do setor público a a moedas
estrangeiras, né? Então, esses dois
efeitos se anularam no no período. Se a
gente passar paraa dívida bruta, né, do
governo geral, eh, que está na tabela 17
da nota paraa imprensa, a dívida bruta
eh também cresceu. E ela cresceu nos
dois conceitos, né? Você já sabe, nós
temos o conceito do Banco Central e o
conceito do FMI. Ambos estão
apresentados na tabela 17. a diferença
entre eles eh a chamada carteira livre
de títulos do Banco Central, ou seja,
aqueles títulos públicos que estão eh de
posse do do Banco Central e não estão no
momento utilizados eh nas operações
compromissadas para gerenciamento e
regulação da liquidez da economia. Essa
esse estoque é é um estoque grande, né?
Chega a quase 15% do PIB brasileiro,
14,8%.
Então esse, exatamente esse montante
cujo valor também tá divulgado lá na
tabela 17 é a diferença entre os dois
níveis de dívida. Então a dívida pelo
conceito do efemivo sempre vai ser
maior, né, do que a do Banco Central,
porque ela inclui eh um item a mais.
Bom, então, no conceito do Banco
Central, a dívida bruta atingiu 79,2%
do PIB, também com trajetória de
crescimento, cresceu 0,5 ponto
percentual eh do PIB para na passagem de
fevereiro para de janeiro para
fevereiro. Eh, esse é o maior percentual
nesse conceito. Eh, desde outubro de
2021 lá ele era 79,5%.
Quando a gente olha a dívida bruta no
conceito do FMI, ela chega a 94% do PIB
também no mês de fevereiro. O
crescimento foi maior, crescimento de
1,3 eh ponto percentual do PIB. Eh,
então, eh, em função basicamente dos
resultados eh fiscais do do período, né?
Se nós olharmos pro o reflexo disso, né,
a variação dos fluxos eh os fluxos num
determinado período, refletindo na
variação dos estoques, a gente tem uma
tendência de crescimento do
endividamento do setor público, seja,
né, no conceito líquido, seja no
conceito bruto. E nesse conceito bruto,
nas na nos dois conceitos que nós temos,
dívida bruta do governo geral, eh, no
conceito do Banco Central e no conceito
do FMI. Bom, esses eram os temas que eu
tinha eh preparado aqui para trazer para
essa coletiva hoje. Devolvo a palavra
paraa Adriana para ver o que nós temos
eh de perguntas eh do jornalista. Muito
obrigado.
>> Bom dia, Fernando. Gabriel Chinara do
Valor Econômico.
Eh, sobre as estatais, eh, aqui na
tabela dois a gente tem o resultado do
primeiro bimestre, né?
E o déficit
tanto das estatais de forma geral quanto
das federais
aumentou quatro ou cinco vezes em
comparação com o ano passado. Queria
saber se teve algo extraordinário nesse
período, esse ano que ajuda a explicar
esse movimento.
>> Uhum.
>> Eh, enfim, o que que o que fatores
ajudam a entender? Obrigado.
>> Opa, vamos lá.
eh os dados da eh o o Gabriel pergunta
sobre a o resultado primário das
empresas estatais. Esse resultado
primário, eh, na tabela dois, ele é o
acumulado de de janeiro e fevereiro do
bimestre, o acumulado no ano. E o
déficit das estatais eh chega a 5,4,
apoi de 5,4
eh bilhões de de reais na passagem de de
janeiro para o em janeiro e fevereiro,
bastante acima de janeiro, fevereiro de
2025.
Eh, se nós olharmos o resultado da
tabela um, que tem só os resultados de
fevereiro, né, eh, a gente vê que o
resultado das estatais de fevereiro foi
um déficit de 568 bilhões, ou se a gente
tratar em bilhões, 0,6 bilhões, né? Eh,
então a pergunta do Gabriel, ele tá
relacionado principalmente ao resultado
de janeiro, né, que foi tratado da nota
para imprensa anterior. Na nota paraa
imprensa anterior, o que que nós
dissemos no resultado de janeiro? A
gente teve um déficit significativo das
estatais em janeiro de 4,9 bilhões de eh
reais e um superavit significativo das
estatais de 4,5 bilhões de eh reais em
dezembro de 2025. Eh, a estatística
fiscal, ela é feita mês a mês com base
em anos no mês civil ou ou no mês
calendário. Eh, mas economicamente as
despesas não necessariamente eh se
limitam a a esse período. Então, você
pode ter eh uma operação que gerou um
resultado num determinado mês. Eh, você
gerou caixa num determinado mês para
pagar no mês seguinte. Isso gera um
superá no mês, um déficit no outro. E
não necessariamente houve uma mudança de
política das estatais. As estatais
tinham uma política em dezembro de 25 e
fizeram supera elevado, mudaram a sua
política e fizeram um déficit elevado em
janeiro de 26. Eh, então, na coletiva do
do mês passado, eu tinha dito que, do
meu ponto de vista, o mais adequado era
fazer essa análise em conjunta de
dezembro de 25 para janeiro de 26. Pois
da mesma forma isso tinha também
acontecido de dezembro em intensidade
menor, mas aconteceu de dezembro de 24
para janeiro de 25. Então, se você fizer
isso, você vai ver que no bimestre eh
dezembro, janeiro, aconteceu eh um
déficit do das empresas estatais de 0,4
bilhão, né? Eh,
esse déficit é 10 vezes menor ou 11
vezes menor do que se você considerar só
o déficit de janeiro, porque eu acho que
tá, você tá desconsiderando uma parte
importante da história que é o superavit
de eh
de dezembro, dia 25. Quando você faz
esse exercício,
eh, separando as esferas das estatais,
você vai ter um superavit nas estatais
federais, que é o seu foco, um superavit
de 1,2
bilhão em dezembro, um déficit de 3,3
bilhões em janeiro. Da mesma forma,
comparando os dois, você tem na um no
bimestre um déficit de 2,2 bilhões. E se
você fizer isso na na esfera das
empresas estatais, você vai ter na um
superavt de 1,8 bilhão, que é o
resultado de um superavit ocorrido em
dezembro de 25, 3,3 bilhões, e num
déficit de de janeiro, 1,6 bilhões.
Então, assim, eh, para mim, do ponto de
vista econômico, eh, e, e provavelmente
a gente vai carregar essas perguntas ao
longo do ano inteiro, né? Eh, se a gente
isolar, né? Ah, eu quero saber o
resultado deste ano. Ah, tudo bem, é
correto. O resultado tá na tabela dois.
Mas se a gente ignorar então eh esse
esse combo, vamos chamar assim, em
dezembro e janeiro, eu acho que a gente
vai ficar com uma com uma leitura eh
incorreta, né, das coisas. Então, se
você olhar o bimestre de janeiro e
fevereiro, você vai ter um déficit maior
de fato. Se você olhar eh o o bimestre
de dezembro, janeiro, você vai ter um um
déficit muito próximo, né, de 0,4
bilhão. E aí, eh, digamos assim, é uma
coisa mais parecida com o déficit de
fevereiro, que é 0,8 bilhão. Então, acho
que esse é o o meu ponto de vista na
análise das das estatísticas pro para as
estatais, mas a gente vai continuar
tentando isso todos os meses, porque a
gente vai precisar eh lembrar esse
negócio de dezembro. Quanto mais a gente
for andando ao longo do ano, né, a gente
vai eh digamos assim, esse esse dezembro
vai ficar ele vai ficar sempre na na
tabela do na tabela um. Então, a gente
vai ter sempre esse elemento para
lembrar, mas acho que é importante eh
lembrar isso em cada nota. Adriano,
>> bom dia, Rocha Cotrin da Broadcast.
Queria insistir um pouquinho nesse tema
das estatais.
>> Claro.
>> Quando a gente pega o déficit acumulado
em 12 meses, ele é o maior da série
histórica.
>> Uhum.
>> Eh, para as empresas estatais. Pera aí,
tabela. E ele vem numa tendência de
crescimento. Ele foi o maior da série em
janeiro, ele foi o maior da série em
novembro, em agosto, em julho, em abril.
Eh, é possível a gente falar que tem uma
tendência de aumento, de crescimento
mesmo visível nas estatais, porque se a
gente pegar aqui, por exemplo, em junho,
em, vou pegar para abril de 2025, esse
déficit tinha acumulado em 12 meses era
de 8 B, a gente tá em 10.6 B agora. eh e
renovando desde então esses recordes da
série. Tem tem uma tendência desse
crescimento continuar? É algo que parece
sustentável. Obrigado.
>> Opa, eh, muito obrigado, eh, pela
pergunta, Cícero. É, eh, quando a gente
eh vejam, eu não tenho nada contra eh
você dizer que o que o déficit tem uma
tendência de crescimento. Eh, esse
déficit, então, se você olhar os 12
meses, ele talvez não tenha uma
tendência contínua eh de crescimento.
passagem, eh, olhando os dados da tabela
três, se a gente olhar as empresas
estatais como um todo, elas reduziram o
déficit de 9,3 para 5,6.
Eh, então assim, eu eu não estou eh em
desacordo com a sua interpretação. Eh,
quando você diz que ela vem repetindo o
déficit mês após mês, eh, aí você me
obriga a olhar todos os meses da série.
Então, se eu fosse fazer essa conta, eu
diria que ela cresceu de dezembro para
janeiro, no nos 12 meses, né? Cresceu de
dezembro para janeiro, cresceu de
janeiro para fevereiro, mas ela reduziu
de novembro para dezembro. Eh, você
pode, com justiça, talvez, dizer assim:
"Ah, mas isso foi um ponto fora da
curva. Se você olhar novembro para
janeiro, os números continuam a
trajetória do crescimento." Eu tô de
acordo com isso. Eh, a gente vai ver,
teve uma pequena redução de setembro
para outubro, era 8 bilhões em setembro,
baixou para 7,8 bilhões em outubro. Eh,
então assim, eu eu tenho que olhar todos
os meses da série e como eu tô tratando
em em 12 meses, eh esse problema da
virada de dezembro para janeiro, ele vai
acontecer, mas ele vai ser diluído
porque eu tô considerando os 12 meses.
Então, os 12 meses até janeiro, eu tô
considerando dezembro e janeiro. Eh, eu
não tô considerando mais de de 24 para
25, mas de 25 para 26 estou. Quando eu
fizer isso para fevereiro também, tá?
Então, a gente vai tratando. A a a
análise é correta. Então, assim, eh, eu
acho que os números não dizem que a
gente tem um um crescimento, eh,
contínuo e constante em todos os meses.
Eh, eles reduziram de setembro para
outubro, aí cresceram para novembro,
reduziram de eh novembro para dezembro,
eh subiram de de dezembro para janeiro.
Mas se você olhar uma série eh mais
longa eh em termos nominais ou mesmo com
com percentual do PIB eh você pode falar
eh em crescimento aqui. A minha série
mais longa tá bem eh
curtinha aqui, vai exigir um certo eh
esforço eh visual. Se a gente olhar
na na esfera das eh empresas estatais,
eh o resultado primário dela como eh 12
meses, eu vou usar o percentual do PIB,
mas eh a gente pode olhar também o os
valores, né? Eh, elas estão
eh agora em eh 10,6
bilhões, o que dá 0,08 eh% do PIB. Eh,
um ano atrás ela estava 0,06% do PIB.
Eh, tem oscilado, eh, nesses anos, nesse
ano de que passa dos 12 meses encerrado
em fevereiro de 25 para 12 meses
encerrado em fevereiro de 26. Eh, 067 07
06 07 07 07 0606 07 05. Então, assim, eu
acho que tem uma uma trajetória de de
crescimento. Agora, se você olhar o
percentual do PIB, eh, desde janeiro,
fevereiro, mar,
desde julho de 2024, eh, ela chegou em
0,07% do PIB. de julho de 24 até
fevereiro de 26, a gente tem eh um ano e
meio, assim, mais ou menos, né? Não
contei exatamente quantos meses são,
deve ser 18, 19 por aí.
Eh, que elas têm estado ao redor de 0,7.
Se você puxar eh se você fizer uma uma
média aqui tendo o 0,7, 0,6 0,5, ela
provavelmente vai tá eh com uma média de
0,7
e na verdade é, desculpe, é 0,07.
Eu tudo tudo que eu falei aqui tem, eu
esqueci um zero depois da vírgula. É
0,07
é por do PIB deve ser essa média. Eh, é
possível você olhar e dizer assim: "Se
eu olhar os últimos 5 meses, é 06, 07,
05, 08, 08". Então, deve ter uma uma
trajetória de crescimento aí para
acompanhar. Eh, se você olhar os valores
nominais,
a gente aqueles 0,7% do PIB de julho era
mais ou menos 7,5, 7,9
eh bilhões de reais, agora chegou a 10,
né? né? Então, assim, eh, eu acho que
tem uma uma tendência de crescimento no
déficit, de fato. Eh, eu acho que ela
não é contínua, não são todos os meses,
a gente tem flutuação nisso. A gente vê
isso em todas as todas as séries, né?
Assim, você pode ter, eh, se você pegar
uma uma uma quantidade de de pontos, né,
num numa reta, numa curva, você eles
eles vão oscilando assim, mas se você
fizer uma média móvel de se meses,
alguma coisa, você pode lá ver uma
trajetória de crescimento, não obstante
os pontos. Então assim, eh acho que tem
uma trajetória de crescimento, acho que
tem eh ela não é contínua, não é mês
após mês, tal tem flutuações nisso e ela
é mais observada se você olhar os dados
em reais, eh em valores nominais, em
reais nominais, né? Se você olhar com o
percentual do PIB, acho que também tem,
mas eh aí você tem uma uma dúvida entre
estar eh ela flutuando em torno de 07
0,07
às vezes 006 005 ou 008, né? Então, é, a
minha interpretação dos dados dados é
essa. Eu eu acho que tem uma uma
trajetória de crescimento, mas se você
considerar como o percentual do PIB,
ela tá na dúvida ali entre ficar estável
e oscilar em torno de 0,07% do PIB ou ou
crescer de fato, né? os próximos meses
vão dizer quem tem eh a razão nesse
caso.
Adriano,
>> eh,
mais uma, uma pergunta sua, Rocha. Eh,
>> a gente tem tido um
resultados positivos dos estaduais, né,
superavits e tal,
>> eh, mas agora com a disparada dos
combustíveis e tudo mais, o governo fez
uma proposta de subvenção ao diesel
importado que em em teoria vai ser
arcada. metade com o recurso dos
estados. Eh, até agora as medidas que o
próprio governo anunciou vão
ter tecnicamente impacto fiscal zero,
porque ele também aumenta um um imposto
de exportação sobre petróleo e tem os
ganhos decorrentes do aumento do
petróleo. Eh, mas nem todos os estados
se beneficiam diretamente de aumento dos
preços de petróleo. Queria entender na
na sua avaliação se isso é um fator que
pode diminuir esse superáit acumulado
dos governos estaduais daqui paraa
frente. Obrigado.
>> Eh, é muito difícil de dizer isso.
eh, digamos, se você tiver uma uma
política eh que substitua perfeitamente
o o aumento causado pelo aumento dos
preços internacionais eh com um
determinado eh subsídio pro pros
estados, né, esse resultado tenderia a a
ser neutro pro pro pros estados
eh e e gerar um déficit na União. Mas aí
a União, né, também vai aumentar a fonte
de imposto, né, você mencionou, imposto
de exportação. Então, eu acho que você
tá buscando, o que se está buscando é
uma posição eh neutra paraas duas
esferas. Eh, é claro que é muito difícil
calibrar exatamente o que o que vai
acontecer. Primeiro que eh os preços
variam de uma forma muito mais rápida,
né? varia um dia a dia respondendo a
cada situação de incerteza no mercado, o
processo eh de tomada de decisão e às
vezes precisa de de ratificação eh legal
ou ou pelos estados. Então é é um
processo mais lento. Agora, eu acho que
tá se buscando um um equilíbrio nisso em
termos fiscais, né? Mas é muito difícil
saber eh o que vai ser feito
efetivamente, né? Então assim, eu diria
que o que vai ser feito efetivamente vai
ser comunicado pelo pela Secretaria do
Tesouro quando ela divulgar mensalmente
os resultados do Tesouro Nacional e os
seus impactos também vão ser eh eu digo
que vai ser comunicado lá pelo Tesouro,
porque o Tesouro faz o o chamado acima
da linha, né? Então eles têm eles têm um
acompanhamento de cada linha eh de
receita e despesa do tesouro. Então, por
exemplo, eh eles vão aumentar o imposto
de exportação de não sei o que mais.
eles rubrica específica para isso que dá
vai dar para ver na comparação eh mês a
mês o que vai acontecer. Eles vão fazer
eh uma linha de subsídio, então tem uma
linha de despesa pública, onde é que vai
ser essa linha de subsídio? Você vai
poder ver lá, né? Então, eh, o que
efetivamente vai acontecer, a gente vai
ver nos resultados acima da linha do
resultado do tesouro do Tesouro Nacional
e os seus impactos, eh, vão poder ser
visto aqui, eh, na estatística abaixo da
linha, né, a partir do que aconteceu com
eh os financiamentos.
>> Bom dia, Rocha, Mariana Broadcast. Eu
queria voltar num num ponto que o senhor
mencionou mencionou lá no começo, nas
leituras mensais.
>> Eh, o senhor falou que os governos
municipais tinham estavam melhorando o
primário, né, em 2025, os estaduais indo
a quem, que nesse início do ano a gente
estava vendo um movimento contrário,
forte, né, de supervit dos governos
estaduais. tem alguma explicação para
isso assim?
>> Eh, só uma diferença. Eh, eu acho que
isso aconteceu em fevereiro.
Então, assim, eh, se a gente olhar lá os
dados da tabela um, a gente vai ver que,
eh, em fevereiro, nessa comparação,
fevereiro de um, de um ano contra
fevereiro de outro, os governos
estaduais aumentaram o seu eh superáit
primário em 62%, né? Se você olhar e o
que aconteceu no primeiro bimestre, eh
esse crescimento do dos superáveis
primários dos governos regionais foi de
2%, né? Então é claro, né? Se você tem o
resultado de um mês que aumentou 60 e
quando você faz o bimestre, o resultado
do bimestre aumenta dois, é porque
janeiro diminuiu, né? Então, assim, eu
eh a minha leitura dos números é essa.
Eu só acho que eh a gente ainda não tem
condições de dizer que teve uma mudança
de eh de resultados fiscais dos governos
estaduais ao longo deste ano. Assim, é
muito mais provável que a gente até
agora vai dizer que aconteceu isso em
fevereiro, né? Pode ser que eh quando a
gente olhar da mesma forma pergunta pro
eh do CIS sobre as estatais, né? Quando
a gente olhar próximos resultados, a
gente vai saber se fevereiro era um
início de uma mudança de comportamento
dos estados ou de fevereiro foi, digamos
assim, como a gente fala, um ponto fora
da curva, né? Então, para saber, né, a
gente vai ter que que esperar mais um
pouco os resultados. Eu só destaquei que
fevereiro me pareceu eh diferente do que
eu tinha visto nos meses anteriores.
>> Fernando, a gente tem uma pergunta no
chat,
>> pois não.
>> Ó, é do Fábio Pupo, do J. Bom dia.
Gostaria de uma atualização sobre como
podem ser usados os valores de depósitos
judiciais nas contas do tesouro. Esses
valores tiveram aumento no resultado de
fevereiro. Esse é um tema já pacificado.
Eh,
eh, bom, [limpando a garganta]
né, eu acho que a pergunta do do Pupo
tem a ver com eh uma decisão de
política, né? O que que a gente o que
que os estados podem fazer com os
depósitos judiciais? Eu vou começar com
uma posição eh estatística, né? Eh, os
depósitos judiciais, você tem aquelas eh
bom, todo mundo sabe, os depósitos
judiciais são eh duas partes entram em
conflito, né, numa disputa jurídica. Eh,
o poder judiciário termina em algum
momento que uma parte efetue um depósito
judicial para garantir um possível
direito da outra parte, né? Então, esse
depósito judicial em geral é feito em
bancos públicos e é uma conta que eh uma
determinada parte fez o depósito, mas
ele não pode sacar esse recurso. Ninguém
pode sacar esse recurso, a não ser que o
juiz determine se a parte que depositou
ganhou o a o processo judicial, ela
levanta esse recurso e recebe ele de
volta. Se a parte se essa parte que fez
o depósito perdeu, esse depósito é
igualmente levantado e vai ser pra parte
vencedora. Eh, a gente pode ter opção,
operações em que o setor público faça
parte e operações em que o setor público
não faça parte disso. Se a gente tem,
eh, sei lá, uma disputa de condomínio
entre dois entes privados, uma disputa e
sobre a compra de um de um carro,
pagamento, finance, qualquer disputa
entre setores, entre órgãos privados, eh
esses recursos, em tese, não t nada a
ver com a com a
com a União, são depósitos privados. se
união ou qualquer parte do setor
público, se o setor público faz eh faz
parte disso, esses depósitos saíram da
União. Então, eh estatisticamente
a a gente deve buscar identificar eh
isso é determinação dos manuais
estatísticos, quem são os eh
don os proprietários econômicos daqueles
recursos, né? Então isso que o que a o
Manuel Estatístico ele ele não tá
preocupado necessariamente com a
propriedade legal daqueles recursos, mas
quem são os proprietários econômicos
disso? Eh, quando Mas o o que aconteceu,
que gerou, então assim, se fosse só esse
cenário, a gente tinha esses depósitos,
não faziam parte da das estatísticas e
tal. O que aconteceu é que os diversos
órgãos do setor público eles começaram a
perceber que esses recursos eh de
depósitos judiciais depositados eh em
bancos públicos na sua maioria, eles
eram valores bastante estáveis que
ficavam ali eh parados eh esperando uma
decisão judicial. Então, a ideia é
tratar do dos entes públ a ideia dos
entes públicos é tratar esses depósitos
como eh qualquer tipo de depósito no
banco, né? A gente sabe que eh qualquer
instrão financeira recebe o depósito dos
seus depositantes. Esse dinheiro não é
do banco, é do depositante. Mas no
conjunto, esses depositantes não vão
sacar todos esses recursos ao mesmo
tempo. Então os o o o banco recebe esses
depósitos e utiliza esses recursos para
fazer empréstimos. quando o cliente for
lá sacar, ele devolve o dinheiro, não
necessariamente aquele dinheiro que que
o banco depositou. Então, ou seja, os
bancos eh fazem negócio, movimentam
esses recurso e os órgãos públicos
começaram a perceber que podiam fazer a
mesma coisa com os depósitos judiciais.
Então, vários eh eh entes do setor
público começaram a a eh eu vou usar
aqui o termo não em sentido jurídico,
tá? mas começaram a se apropriar desses
recursos, passaram a ter eh a posse
econômica desses recursos e começaram a
puderam dispor desses recursos. É claro
que quando essa a a justiça toma uma
decisão e tem que levantar os o depósito
judicial para qualquer uma das partes,
esse recurso é devolvido. É óbvio. E e
aí o o segue a determinação judicial.
Mas como os entes do setor público
passaram a ter a propriedade econômica
da coisa, embora você possa discutir
juridicamente se esse se isso pode ou
não pode, se esses recursos de quem são
e tal, em termos estatísticos, a
propriedade econômica passou a ser
naquele momento do do dos entes do setor
público e levantaram esses recursos.
assim para fins estatísticos, eh, eles
são computados no no resultado das
estatísticas fiscais como aumento, eh,
dos haveres, na conta de eh depósitos.
Eh, tem que ver lá na na dívida líquida.
Na tabela quatro você tem a informação
da da União, na tabela 4A você tem a
informação dos estados e municípios e
tem várias rubricas de eh de depósitos,
né? Eh, tão incluídos lá. Então, em
termos estatísticos, com essa mudança de
eh
com a criação de uma nova transação
entre entes do setor público e do setor
privado e essa apropriação, esses
recursos passaram a ser computados no
nosso resultado, a gente aumenta eh os
estoques de ativos e mês a mês, com a
flutuação desses recursos e se a gente
teve um aumento nos depósitos eh
judiciais, isso representa um um
superáit primário. se teve um déficit,
se se teve uma diminuição, representa um
déficit primário. Então, em termos
estatísticos, a a pergunta é essa, a a
resposta é essa. Em termos de formulação
de políticas, eu acho que é o ponto de
maior interesse do PUPO, eh
provavelmente os o os entes eh públicos
eh a se apropriaram, né, economicamente
desses recursos para eh poder
movimentá-los, né? Então, eh, talvez
tenha alguma restrição legal que eu
desconheça, mas eh essa, em termos
econômicos, a apropriação parece feita
para isso, né? Arranjar a aumentar uma
fonte de eh de liquidez paraente para
executar as medidas que eles acham as
mais adequadas.
É isso, Adrian.
Ah, então pronto. Ah, muito obrigado a
todos pelas perguntas. Só me resta
agradecer a todos pela participação
nessas três eh entrevistas coletivas
sobre estatística do Banco Central. A
gente encerra por aqui as divulgações
estatísticas do Banco Central referentes
ao mês de fevereiro e esperamos contar
com todos vocês aqui novamente no final
do mês de abril para a gente fechar esse
primeiro trimestre do ano eh em termos
das estatísticas. Eh, muito obrigado a
todos. Bom dia, boa semana.
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Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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