Coletiva das Estatísticas Monetárias e de Crédito - Março/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas do Monetárias e de Crédito. Em fevereiro, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$21,0 trilhões (163,7% do PIB), com expansão mensal de 1,1%. Esse resultado refletiu, principalmente, os aumentos de 2,0% nos títulos públicos e nos títulos privados de dívida. Em doze meses, o crédito ampliado cresceu 11,8%, prevalecendo as elevações dos títulos públicos de dívida (+17,2%), dos empréstimos do SFN (+9,5%) e dos títulos privados de dívida (+18,5%). O crédito ampliado às empresas atingiu R$7,0 trilhões em fevereiro (54,4% do PIB), com expansão mensal de 0,2%, resultado da elevação nos títulos privados de dívida (+2,0%) e da diminuição nos empréstimos externos (-0,9%), impactados pela apreciação cambial de 1,54% no mês. Comparativamente a fevereiro de 2025, a expansão de 5,8% do crédito ampliado às empresas, resultou, principalmente, dos aumentos de 18,5% em títulos privados de dívida e de 7,4% em empréstimos do SFN. Para mais informações acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasmonetariascredito
Transcrição e Conteúdo
Oi, pessoal. Bom dia. Vamos dar início a mais uma coletiva das estatísticas monetárias e de crédito. Aqui conosco, como sempre, o Fernando Rocha, que é o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central. Eu lembro que no final podem fazer perguntas também os colegas que estão online identificandoos com nome e veículo, que eu repasso aqui pro Fernando. Bom dia. >> Bom...
mais uma coletiva das estatísticas
monetárias e de crédito. Aqui conosco,
como sempre, o Fernando Rocha, que é o
chefe do Departamento de Estatísticas
aqui do Banco Central. Eu lembro que no
final podem fazer perguntas também os
colegas que estão online identificandoos
com nome e veículo, que eu repasso aqui
pro Fernando. Bom dia.
>> Bom dia, Natã. Bom dia a todos. Eh,
vamos começar então a esta semana com as
estatísticas de crédito para o mês de
fevereiro, né? Eh, nós, como sempre,
vamos começar pela tabela um da nota
paraa imprensa, que apresenta
a principal, a mais abrangente medida de
crédito da economia brasileira, que é o
chamado crédito ampliado ao setor não
financeiro. Esse crédito ampliado chegou
a 21 trilhões de de reais eh em
fevereiro, equivalendo a 163,7%
do PIB. Ambos os valores, tanto em reais
quanto em percentual do PIB, são o
recorde das séries históricas do eh do
Banco Central, né? O maior montante eh
de crédito ampliado, ofertado ao setor
não financeiro no Brasil. Eh, no mês
houve um impacto de 1,1%
eh no crédito ampliado, um crescimento
de 1,1% em função do aumento do saldo
dos títulos públicos que cresceram 2% e
responderam por 2/3 do aumento no mês de
fevereiro.
Eh, nós não vamos nos deter muito, né,
nesse crescimento dos títulos da dívida
pública, porque eles são eh, mais
propriamente analisados nas coletiv na
coletiva de amanhã sobre as estatísticas
fiscais, né? Além disso, houve
crescimento também na dívida externa,
que são aqueles recursos ofertados por
residentes no exterior [roncando] para
eh residentes no Brasil. E os próprios
empréstimos do sistema financiamento
nacional cresceram 0,4% no mês. Se nós
olharmos no nos últimos 12 meses, houve
um crescimento de quase 12%, 11,8% nessa
medida de crédito ampliado. De novo se
destacam os títulos, né, da dívida
pública que responderam pela metade do
crescimento, ou seja, a metade do
crescimento do crédito ah do dos
recursos, né, oferecidos pro setor não
financeiro da economia brasileira, foram
apropriados eh pelo governo central na
forma de títulos da dívida pública
emitidos que cresceram 17,2
eh% nos últimos 12 meses. Ah, os
empréstimos do sistema financeiro
nacional cresceram bem abaixo disso,
cresceram 9,5%.
E quando nós entrarmos no detalhamento
específico, né, das operações de crédito
do sistema financeiro nacional, nós
vamos ver que agora em fevereiro
continua essa trajetória de
desaceleração, ou seja, eh um
crescimento que continua acontecendo,
mas há taxas cada vez menores, né? Se a
gente olhar uma parcela do crédito
ampliado que é direcionada
especificamente para as empresas, né? O
crédito ampliado dirigido às empresas
que que junta além do crédito bancário
tradicional que nós analisamos com mais
detalhes na nota, junta também os
instrumentos do mercado de capitais
privados, né? Aí a dívida externa, esse
conjunto chegou a 7 trilhões, que é
equivalente a 54,4%,
né, do PIB brasileiro. cresceu 0,2% no
mês, bem menor do que o crescimento do
crédito ampliado como um todo, já que
por definição, como a gente tá tratando
só das empresas, a gente não tem os
títulos da dívida pública e cresceu
5,8%,
né, nos últimos 12 meses, né, também
aqui a gente deve destacar, né, o
mercado de capitais que tem sido mais
dinâmico nos últimos tempos do que os
próprios empréstimos do sistema
financeiro nacional. Os títulos privados
cresceram 2% no mês, enquanto os
empréstimos do sistema financeiro
nacional ficaram estáveis. Na verdade,
tiveram uma variação de - 0,1%
e a gente pode eh considerar em termos
macroeconômicos com instabilidade, né?
Nos 12 meses, esse maior dinamismo dos
títulos de dívida também permaneceu,
crescendo 16,4% contra 7,4
eh% do do sistema financeiro nacional.
Aproveitando esse gancho, né, de
mencionar um crescimento um pouco menos
dinâmico do do sistema financeiro
nacional, eu queria passar então paraa
tabela dois, onde a gente tem os dados
eh com foco nos empréstimos do sistema
financeiro nacional para avaliar a
evolução dos seus saldos, as concessões,
que são aqueles novas operações de
crédito realizadas eh no mês, as taxas
de juros eh e a inadimplência, né?
Começando então pelos saldos, o total
dos empréstimos do sistema financeiro
nacional foi de 7,1 trilhões deais no
mês de fevereiro, com uma alta de 0,4%
no mês, eh, puxado pelo crédito
direcionado que cresceu 0,8.
E se a gente considerar a outra
desagregação, né, entre pessoas físicas
eh e pessoas jurídicas, foi puxado pelo
crescimento às pessoas físicas, né?
Então, a gente tem eh o por um lado o
crédito direcionado puxando e por outro
lado o eh o crédito para pessoas
físicas, mostrando que o menor dinamismo
então tá no crédito livre para as
pessoas jurídicas, né? Se nós olharmos
uma trajetória ah com mais tempo, né?
Olhar os 12 meses em fevereiro de 2026
contra fevereiro de 2025, houve um
crescimento de 9,6% nos saldos. E esse
crescimento é mais um momento, né, mais
um um mês que a gente permanece naquela
trajetória de desaceleração.
Eh, se a gente e e essa desaceleração,
ela tá presente eh em qualquer das
métricas que a gente use. a gente pode
observar os números do crédito total,
observar a desagregação entre pessoas
físicas e pessoas jurídicas, olhar o
comportamento do crédito livre e do
direcionado, por exemplo, e ela vai
estar eh o o crescimento, o ritmo de
crescimento do crédito vai estar mais
devagar e vai estar desacelerando em
qualquer uma dessas métricas. No caso do
crédito total, o crescimento foi de 9,6%
nos 12 meses encerrados em fevereiro.
Ele havia sido 10,1% em janeiro. Eh,
esses 9,6% são a menor taxa desde maio
de 2024 e cresceram eh 9,3%,
né? E só lembrando, o pico recente
aconteceu eh em fevereiro de 2025,
quando o crédito total cresceu 12,3%.
Então, a gente tem mais ou menos um
cenário eh de meado de 2024 até começo
de 2025 de uma aceleração da expansão do
crédito. Ela chega a um pico em
fevereiro de 2025 e de lá para cá, né,
exatamente a h a um ano, eh o crédito é
uma tendência geral de redução, não é
uma redução assim todos os meses e tal,
mas uma tendência é geral de de
desaceleração.
Se a gente observar a diferença entre
pessoas físicas e pessoas jurídicas, a
gente tem essa mesma trajetória, né, com
os percentuais diferentes, né, um ritmo
mais forte para pessoas físicas, mais
lento para pessoas jurídicas, mas a
mesma trajetória. 11,2%
foi o crescimento em 12 meses do crédito
de pessoas físicas agora em fevereiro,
havia sido 11,3%
em janeiro. Eh, esse valor de 11,2% é o
mesmo observado em eh
em setembro eh de 2000 eh 25 e ele está
abaixo, né, do pico recente da série de
13% eh em março de 2025, né? A gente, se
a gente olhar esse pico recente, ele
sempre vai estar, dependendo da
desagregação, entre fevereiro e março de
2025. No caso das pessoas jurídicas,
7,1% no crescimento em 12 meses até
fevereiro, era 8,3%
em janeiro. Esse é o a minha menor taxa
desde maio de 2024, quando foi 6,5%.
Eh, e só para apresentar um último dado
sobre o crédito livre, eh, o crédito
livre cresce 7,7% nos 12 meses até
fevereiro, era 8,4%
eh até janeiro. Então, por qualquer
métrica que a gente observe, a gente tá
vendo uma desaceleração na da taxa de
crescimento do crédito. O crédito
permanece em expansão os seus saldos,
mas ele cresce menos eh mês a mês.
O segundo ponto a comentar são as
concessões de crédito. As concessões de
crédito são aqueles recursos oferecidos
é mês a mês pelo sistema financeiro aos
clientes, né? são os novos empréstimos
contratados a cada mês. Então, eh, a
gente tem nesse número e bastante
sazonalidade, por isso que para analisar
o dado de fevereiro contra o dado de
janeiro, a gente dissazonaliza essas
séries. Nas tabelas 2, 3, 4 e 5 da nota
para imprensa. Vocês vão ver tanto os
dados eh nominais observados quanto os
dissonalizados. Eu vou usar agora os
dzazonalizados de fevereiro contra
janeiro. E houve um recuo, uma
diminuição das concessões de 05% eh
nessa variação do mês. Eh, no crédito
livre se reduziram 0,3%.
Nas empresas se reduziram 1,9%.
Apenas no crédito paraas paraas pessoas
físicas, né, houve uma pequena expansão
de 0,3%.
É importante fazer um uma nota
metodológica aqui, eh, que o mês de
fevereiro, eh, tem três dias úteis a
menos do que o mês de de janeiro. Em
geral, eh, se espera que a
dissonalização também faça esse ajuste
de dias úteis. Então, em princípio, eh,
quando a gente olha uma redução da das
concessões de fevereiro contra janeiro,
no na série dzonalonalizada,
a gente deve considerar eh não só os
efeitos característicos de cada mês, mas
também esse número de dias úteis. Então,
eh esse a ideia é já corrigir, né, por
esse número de dias outros, mas
eventualmente em algumas séries
específicas a gente pode ter eh um
efeito maior eh do número de dias úteis
eh eh do que outros. Por exemplo, eh a
numa operação como o crédito
imobiliário,
eh se imagina que o efeito de dias úteis
é menor, né? você tá buscando o seu
imóvel e tal, quantos dias úteis est no
meio de fevereiro, isso não é muito
relevante, mas nas operações, por
exemplo, com cartão de crédito à vista,
eh principalmente no nas operações de
pagamentos diários e tal, que você tem,
eh a gente chama de cartão à vista, mas
na verdade você tem, eh, até 30, 40, até
45 dias para pagar a fatura, eh a
quantidade de dias úteis é relevante.
Então, uma redução no cartão à vista é o
que se esperar, né, nesse menor número
de diaste. Mas eh como eu já havia dito
antes, né, antes dessa desse exemplo, a
teve uma redução das concessões 55% que
parece consistente, né, com uma
desaceleração da expansão do crédito. O
terceiro ponto desses comentários gerais
sobre a situação do crédito no mês de
fevereiro é em relação às taxas de
juros, né? A as taxas de juros também
estão nas tabelas dois e três da nota
paraa imprensa. Eh, o que a gente mede
são as taxas de juros médias. de todas
as concessões realizadas no sistema
financeiro nacional em fevereiro. Ou
seja, nós consideramos todas as
operações de crédito contratadas em
fevereiro. Eh, elas são contratadas a
uma taxa muito dípar, né? Tem o crédito
imobiliário, que eu já mencionei, uma
taxa mais baixa, né? com crédito
consignado, até o cartão de crédito
rotativo, que é série com as mais altas
taxas que nós temos eh no país. Hoje nós
consideramos todas essas taxas, fazemos
uma média ponderada delas e temos então
uma taxa média que expressa esse
conjunto de contratações de concessões
no mês de fevereiro. Essa taxa atingiu
33%, se a gente considerar o pessoa
física, pessoa jurídica, livre,
direcionado. Ela chegou a 33% eh ao ano
no mês de fevereiro, e é a maior taxa de
juros da série histórica do Banco
Central, com um crescimento de 0,3 ponto
percentual no mês e aumento de 2,6
eh ponto percentual em 12 meses. Aqui é
interessante nós observarmos eh que a
gente viu o comportamento dos saldos
onde eles crescem menos para pro crédito
livre. Aqui nas taxas de juros, pelo
contrário, o aumento nas taxas foi
puxada pelo crédito livre. Eh, enquanto
a taxa de juros total aumentou 0,3 ponto
percentual no mês, a taxa de juros do
crédito livre aumentou 0,8.
E elas também foram puxadas pelas
operações com pessoas físicas, né? as
operações com pessoas físicas também
cresceram acima da taxa média como um
todo e cresceram 0,4 eh ponto
percentual.
Se a gente olhar então essa interseção
entre crédito livre e para pessoas
físicas, eu acho que eh assim o o
suspeito usual eh a gente deve olhar pro
cartão rotativo, né? Eh que é a maior
taxa dessa dessa de todas as
modalidades, né? mas do crédito livre
para pessoas físicas. E quando a gente
olha os dados da do cartão de crédito
rotativo, eles de fato cresceram no mês,
cresceram 11,4 pontos percentuais, ou
seja, bastante acima do crescimento do
crédito total, do crédito livre, do
crédito de pessoas físicas, mostrando
que a contribuição desse crescimento no
cartão rotativo, ele puxa as a as demais
operações ou puxa a média para cima, né?
Isso é o que nas nossas estatísticas, se
vocês olharem uma tabela que a gente
publica junto com o texto da nota paraa
imprensa, é uma tabela que procura
separar o que aconteceu na no no
crescimento dos juros entre efeito saldo
e efeito taxa. Efeito taxa é bastante
simples, digamos assim, eh no limite
todos os bancos aumentaram suas seus
juros para todas as linhas de crédito.
Então, se todos os bancos aumentaram
suas taxas de hoje para todas as linhas
de crédito, quando você tirar a média,
elas vão aumentar. Mas não foi isso que
aconteceu em fevereiro. Eh, a gente pode
apontar que o o crescimento foi
basicamente todo no efeito saldo. O
efeito saldo nada mais é do que essa
composição dessa média. Eh, no limite
também para para tornar mais fácil a
explicação, vamos supor que nenhum banco
aumentou nenhuma modalidade de taxa de
juros, exceto o cartão rotativo. Aí
houve um aumento no cartão rotativo, eh,
dá para ver eh que ele puxa a média para
cima. Então, quando esse efeito saldo é
mais relevante, ele significa que
aquelas modalidades que têm taxa de
juros mais elevadas, elas cresceram a
participação
na na no total das operações de crédito
no mês. Como ela tem umas taxas mais
elevadas, elas aumentam a taxa. Nesse
caso, a gente tem esse efeito ah saldo
no cartão de crédito rotativo e ainda,
né, o aumento das taxas eh do cartão
rotativo, né? Então, a gente tem um eh,
digamos assim, se a gente quiser olhar
nas modalidades e verificar quem mais
puxou esse aumento de taxa de juros, a
gente tem o o destaque pro cartão
rotativo. A gente volta nisso quando a
gente tiver tratando das modalidades,
né? Eh, mas de um modo geral, aquelas
modalidades eh que a gente chama de
rotativas na nota paraa imprensa, eh, ou
seja, eh, tem o cartão rotativo, cartão
pass o cartão rotativo, cheque especial
e as modalidades em geral que txa de
juros mais elevadas, eh, que aí inclui
também o cartão parcelado, todas elas
cresceram, e em termos de taxa de juros,
todas elas tiveram aumento da taxa de
juros em fevereiro. A gente mencionou o
rotativo 11,4%,
desculpe, 11,4 pontos percentuais, ele
chegou a 435,9%
ao ano. O cheque, o cartão parcelado
veio em seguida, né? O crescimento foi
de 5,3 ponto percentual e ele chegou a
200,2% ao ano. E o cheque especial
cresceu 9,6 ponto percentual, chegando a
147 eh% ao ano. Então, se vocês olham as
três modalidades, todas as três no
crédito livre para pessoas físicas, é
uma modalidade com 400% ao ano, outra
com 200 e outra com 147. essas
modalidades eh concentraram o
crescimento das taxas de juros eh no
mês. Eh,
se você olhar aquela relação usual que a
gente faz, né, eh, entre a o ciclo da
política monetária, ou seja, como se
está como como é o comportamento da taxa
de juros básica e da taxa de juros
bancárias, né, a gente vai ver que eh a
gente tá tratando em fevereiro, né?
Então, fevereiro teve uma estabilidade
da taxa CELIC, que já vem de alguns
meses. Ela começou um processo eh de
redução eh a partir de março, mas aqui a
gente tá tratando do passado, né? Em
fevereiro a gente tinha uma uma taxa de
juro celica estável e eh um crescimento
nas eh nas taxas de juros das
modalidades mais caras, né? Então,
mostra um certo descompasso. Aí, eh,
passando pros spreads, os spreads da
taxa de juros também cresceram,
cresceram eh 0,5 ponto percentual no mês
a acima do crescimento médio das taxas e
atingiram 22,1 pontos percentuais, né,
no mês de fevereiro. Eh, esse spread em
conjunto com o crescimento das taxas de
bancárias, né, ele é o maior spread
desde fevereiro de 17. lá naquela época
o spread estava em 23,6 pontos
percentuais.
Se a gente olha agora só o crédito
livre, eh, que é um crédito que tem eh
assim que as taxas são mais determinadas
pelas forças de mercado, não tem a
própria definição do crédito direcionado
é as linhas com funding em específico e
às vezes teto de taxas. O crédito livre,
portanto, é mais elevado do que a taxa
de juros toda da economia. A taxa de do
crédito livre chegou a 48,6%
em fevereiro, cresceu eh 0,8 ponto
percentual e também eh a maior taxa
desde março de 17, né? No spread foi
fevereiro de 17, aqui é março de 17, eh
quando ela era 51,2%.
Se a gente focar só no crédito livre,
também foram as taxas de pessoas físicas
que aumentaram mais, cresceram 1 ponto
percentual, chegaram em 62%.
E também aqui as explicações são as
mesmas, né? Eh, esse efeito inclusive é
maior dentro do crédito livre para
pessoas físicas. Quando a gente
considera eh eh só esse crédito livre
pessoas físicas, o efeito do rotativo,
cheque parcelado é é ainda maior.
Passando paraa inadimplência,
o último eh aspecto mais geral do
crédito, antes de entrar nas
modalidades, a inadimplência de todo o
crédito eh também atingiu eh os valores
de recorde da série do Banco Central em
fevereiro, ela chegou a 4,3%
e cresceu 0,2 ponto percentual no mês e
ela cresce 1 ponto percentual em 12
meses, né? Aqui é é importante fazer uma
outra nota eh metodológica. Na
quinta-feira da semana passada, durante
a divulgação do relatório de política
monetária, eh foi destacado um estudo
que está no no texto do relatório de
política monetária, que trata da mudança
de critérios para a apuração dos saldos
inadimplentes por parte das instituições
financeiras, né? o Banco Central eh
promoveu uma mudança regulatória e
agora, ao invés de você ter eh uma regra
fixa bem definida de que os atrasos além
de 90 dias eles passam a ser
considerados inadimplantes e depois de
um certo prazo deles considerados
inadimplentes, a baixa desses eh
créditos para prejuízo é obrigatória.
Então, antes você tinha uma regra que a
entrada para inadimplência era uma
entrada eh
definida eh uma uma entrada fixa a
partir de 90 dias de atraso e a saída
desses créditos da inaniplência era eh
também definida, né? Então, quando eles
eram baixados por prejuízo, você deixava
de considerar enadimplência, mas também
deixava de considerar no saldo total de
crédito. Agora, a classificação da
inadimplência pelos bancos, ela é
definida a partir da própria avaliação
que a instituição financeira tem
qualidade dos seus créditos, das
perspectivas que ele tem de recuperar
esses créditos. Então, ele pode ficar,
ele pode permanecer mais tempo na
carteira ativa dos bancos como crédito e
na implentity. Então, ao invés dele eh
sair da carteira e deixar de ser
inadimplente, ele pode ficar um tempo
maior naadimplência. Com isso, eh, os
bancos efetivamente utilizaram essa
ferramenta e deixaram essas operações
mais tempo na sua carteira. E assim, eh,
bom, uma parte, pelo menos, desse
aumento recente da taxa de
inadimplência, exatamente nos últimos 12
meses, onde ela aumentou esse um ponto
percentual, é derivado de uma eh nova
regra, de uma nova eh já que a gente tá
falando de estatística, né, de uma nova
metodologia para apurar eh os saldos
inadimplentes. O relatório de política
monetária então faz um estudo
contrafactual.
É aquela história, qual seria o número
de taxa de inadimplência se a gente
permanecesse todo o período na mesma
regra? Ou seja, se permanecesse durante
todo o período na regra anterior. E a
conclusão do relatório é que metade da
elevação da inadimplência observada no
ano é decorrente de mudança de
metodologia e outra metade, por exemplo,
é alta da inadimplência mesmo, né? Eh, é
claro que os dados disponíveis pro
relatório de política monetária não
incluiam a divulgação de hoje, mas a
gente pode eh utilizar essa mesma
proporção de 50% e dizer que eh numa
análise contrafactual, isso é mais ou
menos aquela coisa que a gente sempre
faz com os swaps, eh, do Banco Central
na estatística fiscal, né? É assim, o o
aumento de juros foi X, sem o swap seria
Y, né? Então, o aumento da inadiplência
foi um ponto percentual nos últimos 12
meses, chegando a 4,3%,
que é o valor record da série. Usando
aquela métrica do relatório de política
monetária, a gente pode atribuir metade
desse aumento 0,5 ponto percentual para
mudança de metodologia. Ou seja, esse
exercício contrafactual é que se a gente
tivesse mantido a mesma eh métrica
durante toda a série, o aumento, ao
invés de ser 4,3% seria algo como 3,8.
O aumento seria invés de 0 de 1 ponto
percentual meio ponto percentual. Então
em vez da implência hoje estar em 4,3
ela estaria nesse exercício contrafacto
atual em 3,8%.
né? Ou seja, a trajetória de aumento da
en plen existe, mas ela seria menor
nesse exercício contrafactual e seria
inferior, por exemplo, a de março, a de
maio de 2017, que chegou a 4%.
Né? Então, enfim, eu acho que vale essa
essa nota metodológica pra gente poder
eh qualificar esse aumento da
inadimplência.
Eh, terminada essa parte eh geral, eh
nós temos um comentário sobre as
principais modalidades. A gente quando a
gente olha exclusivamente os saldos para
pessoa jurídica, a gente teve uma
estabilidade no mês na crescimento zero.
Se a gente olha só os saldos do crédito
livre para pessoas jurídicas, a variação
no mês foi negativa em 0,3%.
Né? a gente tem eh como uma explicação
disso aquelas duas modalidades que se
referem à antecipação de recursos para
eh para pro varejo, para para as
empresas, né? descontos duplicatas e
recebíveis e antecipação de faturas no
cartão. Ambas tiveram redução do seu
saldo no mês. 2,2% no caso do desconto
duplicatas, 1,5% no caso da antecipação
de faturas no cartão. Eh, só lembrando
que a gente não está tratando aqui eh
daquele evento sazonal que acontece todo
trimestre no desconto duplicato, né, que
ele cresce no último mês do trimestre e
se reduz no primeiro mês do trimestre
seguinte, né? Então, nesse caso, foi um
crescimento em dezembro, uma redução em
janeiro. O que a gente tá vendo aqui é
uma nova redução em fevereiro, né?
Inclusive, quando a gente olha
eh para esses dados eh em 12 meses, o
saldo do desconto duplicados também tá
caindo, caiu 11%, 11,7%. Então, eh a
gente tem eh um um fator que não é
explicado por razões razonais e que
contribui para essa explicação da
redução da
da dos saldos do crédito livre para
pessoa física, para pessoa jurídica como
um todo, né? Eh, no caso de descontos
duplicados, a gente teve uma redução nas
taxas de juros de 0,6 ponto percentual.
Enfatizando aquele ponto lá da questão
de eh efeito saldo, efeito taxa e tal, a
gente teve uma uma redução aqui que
contribuía para diminuir o efeito taxa
nas operações do crédito livre. Eh, o
capital de giro hã é a principal
modalidade, em termos quantitativos do
crédito livre a pessoas jurídicas, né?
um pouco menos de 1/3 desse total, meio
trilhão de reais. Ele também permaneceu
estável no mês, teve uma fruto de uma
redução no longo prazo e um aumento no
curto prazo, né? Mas quando a gente olha
o mix, se elas também tiveram estáveis,
uma um ligeiro crescimento nas
concessões, mas apenas de 0,2
eh por C. as suas taxas de juros também
tiveram uma redução, assim como no caso
do desconto duplicados, reduziram 0,5
ponto percentual no mês, mostrando eh do
meu ponto de vista essa diferença de
comportamentos entre as taxas de juros
eh das operações
com taxas menores ou mais normais, se
quiserem. A diferença disso quanto as
operações do crédito chamado
emergencial, né?
Ah, como eu tinha mencionado, o crédito
que mais cresceu foi o direcionado.
Então, no caso de pessoas jurídicas,
esse crédito direcionado foi puxado pelo
que na tabela a gente chama de outros,
mas que principalmente tem ali dentro
programas governamentais, como é o caso
do Pronamp, e também, né, no mês de
fevereiro pelo desempenho do crédito
rural para pessoas jurídicas, né, eh,
fazendo o contraponto aos a redução do
do crédito PJ. eh, livre. No caso das
operações do crédito para pessoas
físicas, a gente teve eh um aumento de
0,6 ponto percentual no mês. Se a gente
olhar só o crédito livre para pessoas
físicas e cresceu metade disso, 0,3.
Eh, também indicando que nesse caso, né,
o direcionado de pessoas físicas,
imobiliário, crédito rural também tem eh
crescido mais aceleradamente. Bom,
primeira parada, assim, primeira
modalidade, eh, no caso de crédito livre
a pessoas físicas, o crédito consignado,
ele representa pouco mais de 30% do
total do crédito para pessoas eh físicas
no crédito livre. Em fevereiro, ele
cresceu 1,4%.
Esse crescimento foi puxado pelo setor
privado, pela pelas operações de crédito
consignado a trabalhadores do setor
privado que cresceram 5,9%.
Ah, todos que acompanham as coletivas
aqui nos últimos meses têm visto que
essa linha eh do crédito consignado para
trabalhadores de setor privado, ela tá
impulsionada pelo recém- criado eh mais
ou menos em março, abril do ano passado,
crédito do trabalhador. Ela tem sido a
modalidade mais dinâmica do consignado.
Ela cresceu 5,9%,
eh, enquanto o consignado como todo
cresceu 1,4, né?
No caso do consignado, nesse mês, eu
acho que vale a pena chamar atenção pro
consignado, pros beneficiários do INSS.
Eh, desde meados do ano passado, essas
operações, eh, tem tido uma redução nas
suas concessões, tem tido uma redução no
seu saldo. Acho que as razões são
bastante conhecidas, né? Então agora em
fevereiro o saldo do crédito consignado
para beneficiários do INSS cresceu 1,5%
no mês. E eh com esse crescimento, né,
que a gente vem observando, ele se
tornou é o maior desde maio de 2025, que
é exatamente o momento lá que eh começam
as reduções desse saldo, né? Parece
haver uma certa eh recuperação na margem
dessas operações ou uma maior
normalização dessas operações, se vocês
quiserem. Eh, uma contraposição bem
interessante, olhar que no mês o saldo
cresceu 1,5%, em 12 meses ele cresce só
0,2. Ou seja, eh quando a gente tem essa
comparação em 12 meses, a gente tá ainda
comparando com os saldos antes, né, de
terem a maior parte da queda, então
mostra um crescimento menor e na ponta
eh tem crescido mais, né?
Nos últimos 12 meses, eh, a gente olha o
consignado como um todo, cresceu 9%, mas
82%, se a gente medir esse crescimento
em reais, 82% desse crescimento veio do
consignado para trabalhadores do setor
privado, cujo saldo mais do que dobrou
também. Aí é o efeito da eh do crédito
ao trabalhador, né? Eh, se a gente olha
as concessões, né? essas concessões do
consignado, elas não foram
desazionalizadas, né? Então tem uma
redução de 1,8% no mês. E aqui vale a
pena ver que tem em fevereiro três dias
úteis a menos do que janeiro. Então eh
digamos assim não levar essa redução eh
ao pé da letra, né? Observar com uma
certa cautela, né?
No INSS, novamente, nós tivemos uma alta
expressiva de 33,4%
no mês, mesmo com aqueles três dias
úteis a menos, confirmando aparentemente
aquela hipótese de uma maior recuperação
ou normalização nessas operações. E
essas concessões de fevereiro de 2026 no
consignado INSS foram as maiores desde
abril de 2025, né? também mostrando eh
esse efeito. Eh, o próprio consignado
privado, por exemplo, com esses três
dias úteis a menos, teve uma redução de
concessões no mês de 22,5%.
Que parece ser algo maior do que esses
três dias úteis e tal, mas eh ele ainda
é uma modalidade que cresce muito.
Enfim, se olhar os últimos 12 meses com
os 12 meses anteriores, é mais ou menos
assim, vê o crédito ao trabalhador
funcionando e um período anterior que
não tinha o crédito ao trabalhador, né?
o crescimento é quase de 250%.
Quando a gente passa paraa taxa de
juros, eh, acho que é uma uma questão
relevante. A gente não tá tratando aqui,
claro, daquelas linhas eh emergenciais,
rotativas, não tem nada disso. Mas o
crédito ah consignado para trabalhadores
do setor privado, ele tem uma taxa de
juros bastante superior, né, o dobro ou
um pouco mais do que as demais
modalidades do consignado, aos
trabalhadores do setor público e aos
beneficiários de INSS. Então, a taxa de
uso do consignado aumentou como um todo,
né, 0,6 ponto percentual. Eh, o
consignador aos trabalhadores de setor
privado teve uma alta de 2 pontos
percentuais, então ele continua eh ele
tem as taxas mais elevadas. Então,
quando você tira a média, só esse efeito
já como ele tem ah
concessões crescentes, o saldo
crescente, ele tem uma uma importância
maior, mas também a sua taxa tem
crescido eh mais, né? Então, esses dois
efeitos puxam a taxa. É como se você
tivesse eh operações do crédito eh
consignado INSS,
passaram a ter problemas mais ou menos a
partir da mesma época em que foi criado
o o crédito ao trabalhador. Então, é
como eh não dá para dizer isso que de
dizer que isso acontece com as mesmas
pessoas, né? Mas macroeconomicamente
você tem uma redução numa linha, um
crescimento na outra. a as operações do
consignado como um todo, então, seguem
crescendo, mas com essa mudança de
composição. E como você ao fazer a taxa
de juros, você tira a média dessas
operações, a taxa a a a modalidade com
taxa de juros mais cara, que cresce
mais, ela tem uma importância maior, né,
nessas médias e contribui também por,
digamos, efeito saldo para fazer as as
taxas subirem. Nesse caso, o saldo e o
efeito taxa mesmo. Ah, as taxas de uso
do consignado pro setor privado, então,
chegaram a 59,4%
em fevereiro, cresceram dois pontos
percentuais no mês e em 12 meses crescem
18,5 pontos percentuais. A inadimplência
também cresceu, essas operações têm uma
inadimplência baixa, elas cresceram 0,2
ponto percentual no mês, mas chegaram a
2,9%.
Se você lembrar as operações, a
inadimplência do de todo o conjunto da
das operações de crédito, ela tá em 4,3.
Se você olhar só o crédito livre é maior
do que isso, mas a nediplência da do
crédito consignado é menor exatamente
pelas garantias mais robustas que essa
operação tem, né? Além da de taxas
menores. Ah, no setor privado, a taxa é
bastante superior a essaimplência. Ela
chegou a 6,3%,
na média do consignado é 2,9. E ela
também cresceu mais, cresceu 0,9 eh
ponto percentual no mês, né? Uma outra
modalidade relevante no crédito
eh livre para pessoas físicas é o
crédito não consignato. Eh, a gente pode
classificar, são os é a mesma operação
de crédito pessoal. Eh, só que eh as
pessoas que vão ao crédito eh não
consignado são aquelas que não conseguem
ter o crédito eh consignado, né? Ou
seja, o crédito consinado é uma uma
modalidade com taxa de ouros bastante
menores, né? Na média 28%, enquanto que
no no consignado ela é superior a 110%,
né? Então, a mesma operação de crédito
consign de crédito pessoal,
provavelmente com a mesma finalidade,
mas com essa ausência de garantias, ela
tem uma uma taxa de juros bastante
maior, né? chegou a 112,2%
em fevereiro, que teve uma redução no
mês, 5,8 pontos percentuais, mas ela
também apresenta dinamismo, né? Cresceu
1,2% no mês, cresce 16,6% em 12 meses.
Então é uma modalidade que vale a pena
eh acompanhar também, né? Os
determinantes são muito próximos, né?
Eh, um último comentário sobre não
consignado, a inadimplência eh com com
menores garantias, ela também é mais
elevada, 8,9%
e aumentou 0,6 ponto percentual no mês,
né?
Eh, por fim, eh, o cartão de crédito,
como eu havia mencionado antes, o saldo
do cartão de crédito, se a gente somar
todos os cartões, né, rotativo,
parcelado e à vista, ele diminuiu 1,3
1,3% no mês. Possivelmente isso aí tem
um efeito de três dias úteis a menos, já
que quem puxou essa redução foi o AVIS,
com redução de 2,9
eh%.
Ah, também houve uma uma queda nas nas
concessões no mês. Eh, e em relação à
taxa de juros, eu já havia mencionado a
taxa de juro do cartão rotativo. Ela
cresceu 11,4 ponto percentual no mês,
chegou a 435,9%.
E aqui só fazia um gancho com aquela
outra estatística que o Banco Central
tem divulgado, o muro inglês, né? O muro
inglês é, digamos assim, a determina a
denominação popular daquela legislação
que estabeleceu um teto pro montante de
juros que os devedores do cartão de
crédito têm que pagar, né? Então é
assim, a pessoa fez eh entrou no
rotativo do cartão, ela então quando ela
recebeu o cartão do banco, ela firmou um
contrato com o banco que determinava
condições e entre essas condições tinha
uma taxa de juros lá prevista. Essas já
taxas de uso são normalmente previstas
em percentual ao mês, né? Então, se
tinha lá alguma coisa como 15% ao mês.
Eh, o que a gente faz então na
estatística de taxa de juros é pegar
essa taxa de juros na qual foi feita a
concessão do crédito. A concessão do
crédito rotativo é quando, exatamente no
dia que a pessoa não paga sua fatura ou
não paga integralmente a fatura, ela
entra no rotativo. Isso é uma concessão
de crédito por parte do banco e a taxa
de juros que tava em vigor no dia
daquela concessão ou no mês daquela
concessão, ela é uma taxa de juros, sei
lá, de 15% ao mês. Nós só transformamos
essa taxa numa taxa anualizada. É assim
que a gente chega nos 435,9%.
Só que tem uma regra de que eh se você
atrasou R$ 2.000 no cartão de crédito,
os juros só podem os juros somados a
encargos financeiros só podem chegar a
R$ 2.000. é, eh, ele tem que ser a o
mesmo montante da dívida que foi
atrasado. E aí, eh, essa, um, essa o
muro inglês, a gente tem divulgado as
estatísticas que a gente solicita dos
bancos para isso. Atualmente tem 70
instituições ofertando essas informações
pro Banco Central, que são publicadas na
página de taxa de juros do Banco
Central, instituição por instituição. E
a gente vê que e isso é bastante
efetivo, mais ou menos metade das
empresas, 35% dessas 70 empresas ou
estão com taxa de juros para aqueles
devedores maiores, né, travadas em 100%,
ou tão ali em 99, muito próxima disso,
mostrando a efetividade do do muro
inglês. Qual é a diferença? Então, um, a
gente tá vendo a taxa de usão
anualizada, no outro caso, a gente tá
vendo a quantidade de reais que o
devedor tá devendo paraa instituição.
Quando esse montante chegar eh no mesmo
montante da dívida original, para de
incidir juros, né? Então, eh essa é a
diferença do do Muro inglês. A gente
atualizou eh para esse mês de fevereiro
também. As informações do Mouro Inglês
estão lá no no site do Banco Central.
Eh, bom, um último comentário, então,
antes de passar a a palavra para pros
jornalistas, paraas perguntas, eh o as
informações estão na tabela 27 da nota
paraa imprensa, endividamento das
famílias e comprometimento de renda. Eh,
o endividamento das famílias é uma
métrica eh macroeconômica calculada pelo
Banco Central, que a gente pega todo o
saldo da dívida eh com o sistema
financeiro nacional das famílias. das
pessoas físicas. Isso é o numerador. E
divide por uma estimativa de renda anual
dessas mesmas famílias. Essa estimativa
de renda anual, é que nós chamamos de
renda disponível bruta das famílias, tá
divulgada pelo pelo Banco Central no seu
sistema de séries temporais. Então ela
mostra quanto do total da dívida
representa na renda anual das famílias.
Eh, o endividamento das famílias, então,
chegou a 49,7%
em janeiro, eh, um mês mesmo, menos do
que os demais informações que a gente tá
divulgando na para fevereiro. E ela
permaneceu estável nos últimos 3s meses,
ou seja, em novembro, dezembro e
janeiro, ela está lá em 49,7
e% estável, né? Quando a gente olha o
comprometimento de renda, né, em vez de
você ter essa visão, digamos assim, de
mais longo prazo, uma visão de 12 meses
ou anual, no comprometimento de renda, a
gente tá olhando o que que tá
acontecendo naquele mês. Então, no mês,
eh, digamos assim, não importa o total
da dívida, mas quanto você vai pagar no
mês. E aí a diferença é grande em termos
das contas, né? Eh, se você tiver um
crédito imobiliário, isso significa que
você pode, é, é uma operação de crédito
cujo saldo é muito maior, mas você vai
pagar ao longo de 30 anos com uma taxa
de euros baixos. Então, a parcela que
você vai pagar a cada mês é bem menor.
Por outro lado, que é o outro extremo da
comparação, se você tiver no cartão
rotativo, é considerado que todo o
estoque da sua dívida vence em um mês,
porque ele vence na próxima fatura, né?
Então, nesse caso, todo o montante da
sua dívida vai estar no comprometimento
de renda. O comprometimento de renda,
então, é uma estimativa entre o que o
cliente vai pagar eh de principal e de
juros no mês comparado com essa
estimativa da renda mensal, que é a
mesma estimativa da renda disponível
bruta das famílias. O comprometimento de
renda, então, ela chegou a 29,3%
eh no mês de janeiro. Esse é o maior
percentual série histórica do Banco
Central. e ele eh cresceu 0,1 ponto
percentual no mês e cresceu 1,6 ponto
percentual eh nos últimos eh 12 meses,
né? Então, eh aqui a gente tem eh enfim
o efeito do que a gente já mencionou,
né? dos comentários sobre eh o
crescimento das taxas de juros eh nas
operações de cartão e tudo, não tem eh
nada muito diferente disso. É uma outra
eh forma de ver aquele conjunto de
operações que a gente já tava informando
antes. Bom, eh eu encerro os pontos que
eu tinha preparado para apresentar por
aqui. Devolvo a palavra pro nosso Nathan
para ele organizar as perguntas eh da
imprensa. Muito obrigado,
>> J. Fernando, Natália Garcia da Folha de
São Paulo. Eh, eu queria que você
falasse um pouco mais sobre as taxas de
juros do consignado privado, né? a gente
viu que bateu o recorde que teve eh
naturalmente teve aquele aumento que já
foi falado várias vezes, né, quando
aumenta a base de tomadores com risco
maior, mas agora a gente continua vendo
o aumento e atingiu o recorde da eh do
dos números registrados ali. E também
com relação aqui ao comprometimento
comprometimento de renda eh maior eh
maior da série histórica do BC ali em
janeiro. Mas começa em que ano a série
em relação a esse item? Por favor,
obrigada.
Ah.
Bom, então, eh, vamos responder de trás
para frente
para eu mostrar uma uma coisa que tem
aqui na nas novas tabelas de crédito,
que eu gosto muito, mas as tabelas já
não são tão novas assim. a gente acho
que fez essa atualização em algum
momento do ano passado.
Eh, como a gente não tem mais aquela
eh limitação de entregar nota paraa
imprensa impressa para vocês no papel,
né, vocês virando, a gente não precisa
mais fazer com que a a tabela caiba numa
folha de papel a quatro impressa, né?
Então, se você olhar os dados da tabela
27 da nota paraa imprensa e clicar
naquele é em março de 2011, se clicar
naquele Isso é exatamente, se clicar
nesse ma ela tá eh oculta, né, para para
vocês terem acesso mais fácil pros dados
mais recentes. Mas se clicar no maisinho
ali que tem do lado embaixo da coluna S,
você vai abrir a série toda. Ela começa
em março de 2011. Eh, o tanto pro
endividamento quanto pro comprometimento
de renda no numerador, né, da da
divisão, a gente precisa das informações
do crédito, do saldo do crédito num
caso, da estimativa de quanto você paga
de principal e juro do outro. Eh, para
isso eu preciso das informações de
crédito e a série que a gente tem hoje
eh agregada assim pro conjunto começa em
março de 2011. Nós temos algumas
modalidades específicas que tiveram uma
continuidade nesse período todo. Então,
a gente tem umas séries mais antigas,
sei lá, para cartão de eh para cheque
especial, outras coisas, mas se você
quiser o conjunto das séries com a mesma
metodologia atual, elas todas, né,
começam em março de 2011. E isso também
é válido pro eh endividamento e o
comprometimento de renda, né? Então
vamos lá contar a história do crédito
consignado aos trabalhadores do setor
privado. Eh,
eh, primeiro é só fazer uma diferença
entre consignado aos trabalhadores
privados a modalidade estatística que tá
aqui na tabela 16 com a taxa de usur
crédito ao trabalhador, né? A gente tem
duas diferenças básicas. O crédito ao
trabalhador é um programa recente de
crédito que foi criado, eu acho que em
março de 2025, né? E ele é destinado à
aqueles trabalhadores eh
eh que não tinham acesso ao crédito
consignado anterior. Então ele era uma
nova modalidade consignado. Antes a
gente eh os trabalhadores do setor
privado, seletistas majoritariamente
precisavam que as suas eh empresas
fizessem um convênio com um banco. Então
a empresa X faz convênio com o banco A.
E aí os trabalhadores dessa empresa X
vão ter acesso ao consignado do banco A,
porque ele vai ficar com a folha de
pagamento dessa empresa e a empresa
informa para ele quanto cada trabalhador
recebe por mês e também a parcela para
ser descontada, né? Então, e isso era o
o consignado do setor privado antes. O
crédito ao trabalhador, ele rompe essa
limitação aqui. A empresa onde o
trabalhador trabalha não precisa ter
convênio com um banco e os trabalhadores
podem ter acesso a às operações de
crédito consignado no crédito ao
trabalhador de qualquer outração
financeira, porque isso tá vinculada no
eh isso tá vinculada ao e social e tudo.
Então, é uma ampliação do conjunto de
trabalhadores do setor privado elegíveis
ao crédito consignado. Então isso é uma
primeira diferença. Ou seja, o o a
modalidade aqui de crédito consignado a
trabal trabalhador de setor privado, ela
já existia antes. E o crédito ao
trabalhador é uma modalidade dentro
dela. Eh, se você quiser acesso às
operações do crédito ao trabalhador
especificamente, elas estão
disponibilizadas pelo Ministério do
Trabalho e do Emprego. Essa é a primeira
diferença. A segunda diferença é uma
classificação estatística. Se você olhar
o crédito ao trabalhador lá nos dados do
Ministério do Trabalho e Emprego, eles
estão fazendo uma informação para esse
programa específico. Então, todo mundo
que entrou no programa tá lá.
Aqui na estatística a gente faz uma
coisa diferente. Por um lado, a gente
tem no crédito consignado do setor
privado, tanto, vamos chamar assim, o
crédito consignado antigo, aquele que
precisa do convênio do trabal da empresa
com o banco, quanto o novo que é o
crédito ao trabalhador. Mas a gente tem
uma outra, então isso o nosso a nossa
estatística aqui ela é mais ampla, mas a
gente tem uma coisa que faz ela ser um
pouco menos ampla. Eh, quando a gente
vai classificar entre setor público e
setor privado, a gente faz aquela
classificação de quem é o controlador da
entidade econômica. Nesse caso, a
entidade econômica é empresa. Então, os
trabalhadores de empresas estatais, como
sei lá, Petrobras, Caixa, Banco do
Brasil, tanto faz no setor financeiro ou
não financeiro, eles eh podem estar no
crédito ao trabalhador, se assim
quiserem, se se forem elegíveis para
isso, mas na nossa estatística que eles
estão no crédito de setores públicos, do
setor público, né? Então, eh, essas são
as duas diferenças.
Não obstante essas diferenças, o que faz
o que tem feito a diferença no
comportamento do da modalidade
estatística trabalhador setor privado
nos últimos 12 meses é exatamente a
importância eh do crédito ao trabalhador
que tem dado o maior dinamismo para
isso. Então, você pode ver uma um salto
das taxas de juros exatamente no mês de
abril de 2025, em até março de 25. Eh,
na verdade já tem um salto em março, mas
vamos concentrar em abril. Em março a
gente tem poucos dias de funcionamento
do crédito ao trabalhador e abril foi o
primeiro mês cheio. Então, em fevereiro
de 25 a taxa de ouros era 40,9%
para aquele conjunto pré crédito ao
trabalhador. Ela subiu para 44% em março
e subiu de novo, e aí mais
significativamente em abril de 2025 para
59,1%.
Eh, por que que ela sobe? É, você tá
acrescentando, você tá adicionando ao
pool de devedores uma categoria nova,
né, de trabalhadores
que ten, digamos, não tinham esse
relacionamento bancário com as
instituições financeiras, estão
começando agora, então tem um perfil de
risco que as instituições financeiras
têm mais dificuldade de avaliar. Eh, a
pode ter uma avaliação de diferença
sobre a qualidade de garantias nessa
operação. Aquela eh coisa de vincular
também com percentual do FGTS para caso
de do trabalhador ser demitido e tal,
ela não foi operacionalizada ainda.
Então esse novo pool de trabalhadores
foi visto como mais arriscado. Então
isso fez subir a taxa. Se a taxa média
passou de 44 para 59, eh,
ah, se você olhasse só as operações do
créditoador, possivelmente são maiores,
né? Porque a média é entre um e outro. E
o que aconteceu de lá para cá? Eh, essa
taxa tem flutuado
eh em torno acima de 55%. Ela foi 59,1
no primeiro mês, caiu para 55,6 no
segundo mês e só o e eh a avaliação de
risco melhorou e tudo. Aí ela subiu de
novo para 56,3,
caiu para 55,5, subiu para 55, 56,3
subiu para 58,4, 59, reduziu e agora
voltou. Então, eh, eu não, a partir
desses dados, eh, se você, eh, quiser,
por exemplo, você pode ter algumas
trajetórias bem de curto prazo, né? Eh,
59% em outubro, 57 em novembro, 56 em
dezembro. Aí em janeiro sobe para 57 e
depois para 59.
Os 59,4
não são assim tão diferentes do 59,0 de
outubro. Então, a minha interpretação
para essa conta específica, eh eh eu sei
que o conjunto de taxa de juros, eh, do
setor financeiro cresceu nesse período.
Eh, a gente destacou o papel das
operações emergenciais, mas nessa linha
específica, se eu olhar de abril de 25
para fevereiro de 26, eu tenho muito
mais um cenário de um novo patamar das
taxas de juro, do que uma trajetória,
né, de crescimento. Tanto lá que abril e
de 25 era era 59,1, agora passou para 59
eh, v4.
Esse esse é o cenário que eu faço, Natã,
com você.
dia, Fernando. Gabrielário do Valor
econômico.
Eh, sobre
a comprometimento e endividamento, né,
sen falou das taxas, a gente já citou,
né, do rotativo. Queria saber se elas
são mesmo as modalidades preponderantes
ali pra gente tentar explicar esse
aumento do dos dois indicadores.
E sobre inadimplência,
eh, a gente tem essa ressalva aí dos 50%
por causa da mudança regulatória. Queria
saber por que não foi feita uma
quebra na série histórica, né, como foi
feito em outro indicador do saldo de
maior risco.
>> Uhum.
>> A dimensão foi mantida. Obrigado.
>> Opa. Eh, então vamos lá. Eh,
[limpando a garganta] se eu olhar o
comprometimento e endividamento, acho
que eh fica mais fácil a gente começar
pelo pelo comprometimento. Eh, no
comprometimento eu tenho que saber o que
eu vou pagar no meio.
Eu não é o devedor e tal, mas a o
compilador de estatística, ele quer
saber eh o que que você vai comprometer
no mês com o pagamento de principal e de
juros, né? Então, eh,
se aquela coisa que eu já disse, se você
eu gosto de pegar esses dois extremos
porque eles, eh, mostram eh as duas
situações polares, né?
Se você quiser, tem outras coisas
intermediárias, mas não vão fugir muito
disso. Ah,
uma um crédito imobiliário, você pode,
sei lá, tomar um empréstimo de R$
500.000,
né? E você vai pagar durante 15 anos ou
20 anos ou 30 anos a uma taxa eh de
menos de 10% ao ano. Eh,
em relação ao ao aquele total que você
se endividou, essa operação ela vai ser
muito reduzida e e ela essa discrepância
tão grande entre o total que eu tirei de
empréstimo e o valor que eu vou pagar a
cada mês. E na própria tabela 27 eu faço
as duas contas. eh o endividamento com
imobiliário e 100 e o comprometimento de
renda com imobiliário e 100. Eh, é claro
que esse efeito é maior no caso do do
endividamento, eh, se você tirar o
crédito imobiliário, ele passa de 49,7%
para 31,3%,
ele cai 16 pontos percentuais. Eh, se
você arredondasse em 50 e 30,
eh, uns 40% do endividamento total é com
o o imobiliário. Se você fizer a mesma
coisa no comprometimento de renda, a
diferença é só de dois pontos
percentuais, o que era eh de 50 para 31,
19 pontos, ela ela cai para dois. Porque
quando você em vez de olhar o total da
dívida, olha só o que tá acontecendo nos
dois últimos no último mês, o valor que
você vai pagar de principal e juros é
pequeno. Quando você olha para outra
conta, eh, vamos supor, você tem, você
tomou um empréstimo imobiliário de R$
500.000 R$ 1.000 e no seu cartão de
crédito você deu um calote de 5, se você
não pagou a fatura R$ 5.000. Então 500
para C é é 1% da coisa. No
endividamento, eu vou considerar todos
os 500 e todos esses cinco, mas quando
eu considerar só o comprometimento de
renda, eh, todos esses cinco vão vão são
operações com prazo de um mês. Então,
quando a gente olha a dinâmica do
comprometimento de renda, né, esse papel
eh do rotativo é muito mais eh
preponderante. E quanto mais tempo você
vai ficar e se você ficar mais tempo no
no cartão eh rotativo, né, se não eh
conseguir eh renegociar sua dívida,
passar para uma modalidade mais eh de
prazo mais longo, taxa mais cara, eh o o
crescimento do juro sobre esse eh esse
montante é muito acelerado, porque a
taxa mensal é muito elevada, né? Então,
se a gente olhar especificamente o
comprometimento de renda, a gente vai
ver eh um papel relevante, né, das
operações emergenciais como um todas e
do rotativo em particular. Se você olhar
já o endividamento, só para o que eu já
tinha falado, o papel eh do saldo
rotativo é menor. É só você olhar lá nas
tabelas de saldo, né, o saldo do
rotativo, eh, e o e o saldo do do
imobiliário, pessoas físicas. um tá na
casa de 1 trilhão e o outro na casa de
dezenas de bilhões. Não que seja pouco
importante, mas a a a comparação é é
muito grande. a a o contraste. No caso
da da inadimplência, eh
[limpando a garganta] a gente fez uma
modificação eh naquelas tabelas de
provisões que manteve a série histórica
antiga e criou a série histórica nova,
eh porque a gente não tinha como
continuar a mesma série histórica,
porque aqueles aquelas regras de
provisão que você eh tinha antes, elas
foram interrompidas e substituídas por
novas regras. Então o que que a gente
fez? a gente pegou as regras antigas que
dividiam lá as modalidades de crédito de
ah e tudo e pegou as regras novas que
que acho que tem três modalidades, se eu
não me engano, e a gente buscou eh a
partir dos números que a gente tava
vendo, né, qual forma foi um exercício
empírico, qual forma a gente pode
transformar melhor aquele aquela velha
métrica na nova métrica. Então, a gente
buscou ajustar a nova métrica para a
antiga. A gente viu que não dava
exatamente igual. Se você em vez, a
gente quebrou essa série aqui e começou
em outra coluna, né? Se você passar ela
para baixo, você vai ver que tem um
salto, é, quando transforma uma na
outra. Então, como a gente não conseguiu
manter a mesma série, não conseguiu
replicar, a gente quebrou. No caso da
inadimplência, a informação que a gente
recebe dos bancos é exatamente a mesma.
O que os bancos estão informando é a
série de eh operações na sua carteira
ativa não pagas acima de 90 dias. A
definição da implant é essa. A maior
diferença. Eles podem considerar uma
operação en implant e com menos de 90
dias, sim, mas a maior diferença é que
eh não tem mais aquele limite final para
ela ser baixada a prejuízo. Então eles
podem continuar com essa série. Então a
gente continua recebendo as informações
com com a mesma abertura de antes, né? A
mesma definição de antes. Operações em
atraso acima de 90 dias. As operações em
atraso entre 15 e 90 dias, elas são
chamadas de atraso, porque elas não
estão na nota para imprensa, mas estão
nas séries temporais. Às vezes as
pessoas utilizam isso como um indicador
antecedente da inadimplência, né? não é
perfeito, mas dependendo da do trabalho
que você fizer em cima pode ser um bom
indicador. Então, foi por isso que a
gente não fez quebra na série. A gente
tem eh destacado
essa diferença de de comportamento
marcado ali onde tem uma uma diferença
regulatória, mas não fez a mudança na na
série que continua igual.
de implência ainda esse. Então quer
dizer que esse 51% que tá no RPM são as
operações que estão acima de 180 dias e
não foram baixados ao prejuízo.
>> Eh,
o que o RPM diz é
tem um exercício contrafactual lá.
Eh, se a gente olhar a,
se a gente olhar no gráfico, tem uma
série com a linha cheia, né, a linha
contínua, que é a série ocorrida, que é
essa mesma série que eu tô divulgando
agora com agora tem um número a mais,
né? E a partir do momento da entrada em
vigor da nova regulação, ele faz uma
série pontilhada, né? Então, num
primeiro momento, se você olhar com
bastante atenção ao gráfico, pelo menos
essa é a minha interpretação, num
primeiro momento, eh, essa série
contínua, ela tem um comportamento
ascendente e a série, eh, pontilhada,
ela fica mais horizontal ali e depois
ela começa a crescer, né? Então, a acho
que a gente tem a mudança de de
comportamento das instituições
financeiras a partir do momento que lhes
foi facultada a capacidade de analisar
melhor o o seu cliente e ter
discricionidade sobre isso. Então, ela
eh digamos assim, é como se você tivesse
um estoque, entre aspas, não
reconhecido. E aí quando veio a nova
regulação, agora eu vou reconhecer esse
estoque, então volta essas operações
para cá e tal. Por isso que ela ficou
mais estável. depois quando começa a
crescer, aí você tem esse efeito de que
as duas séries crescem com intensidade
diferentes e tudo, mas aí abriu uma
uma eh um um gap, né, uma uma distância
eh entre elas, que é aquele conjunto de
operações que os bancos continuam eh
mantendo na sua carteira ativa com a
intenção ou com a expectativa de de
conseguir recuperá-la,
seja porque acham que as dificuldades da
empresa ou da pessoa física é
transitória, seja porque eh na conversa
com a empresa, na cobrança da empresa, a
empresa apresentou um, sei lá, um plano
de de recuperação para isso ou qualquer
outra razão a partir de indicadores
próprios de cada banco.
Vou fazer aqui duas perguntas que a
gente tem online até agora. A Mariana
Walter do Broadcast hoje ela tá online.
Ela pergunta o seguinte:
>> "Senhor mencionou que o spread do
crédito total de 22,1 ponto percentual
em fevereiro foi maior desde fevereiro
de 2017. Ela quer confirmar se isso
considera todos os meses ou se é para
meses de fevereiro. Todos.
Perfeito. E aí tem mais uma aqui da
Rebeca Crepalde da Exame. O senhor citou
que os 33% que é a taxa de juros média
de todas as concessões, atingiu o
recorde na taxa histórica. Queria também
entender quando começa essa série
histórica e se o senhor acha que com a
redução da queda de juros esse
descompasso vai diminuir, tá bom? A a
primeira parte da pergunta eh as séries
históricas de crédito começam em março
de 2011, né? eh se ela tiver interesse
na nas informações de taxa de juros eh
pro conjunto do sistema financeiro que
na média ponderada, blá blá blá,
chegaram a 33% ao ano, essas informações
estão na tabela dois da nota para
imprensa. Eh, e se você eh eh as a as
informações antes de 2024, elas estão lá
ou 2022, eu acho, estão lá, mas estão
ocultadas, né? Você você vai no canto na
na parte esquerda tabela, tem um sinal
de mais ali, é só clicar nesse sinal de
mais que ela abre toda a série. Então,
nessa planilha, na tabela dois, você já
tem toda a série, se ela tiver interesse
de analisar. Mas enfim, eh a taxa é
é o recorde da série. para todos os
meses. Aproveitando a a pergunta da
Mariana, eh, em relação a perspectivas
do que vai acontecer com a taxa de
juros, nós não eh pelo menos aqui
durante as coletivas de estatísticas,
né, nós não fazemos projeções porque,
eh, a atividade estatística eh eu eu
brinco que tem os meus colegas, né, que
trabalham na redação do relatório de
política monetária, do Departamento de
Estudos e Pesquisas, do Departamento
Econômico, eles ficam com a parte de de
projetar o o o futuro. Na nossa parte
aqui é só tentar eh apresentar os dados
do passado. Então, nós não fazemos eh
projeções e e não temos eh indicadores
para pro comportamento futuro da taxa de
juros, mas eh em geral, né, se tá o
objetivo, né, dos ciclos de política
monetária é a partir da taxa básica
influenciar o conjunto da das taxas das
demais taxas de juros que vigoram na
economia, né? Então, eh, enfim, a gente
pode ter eh esse impacto daqui paraa
frente.
É só, opa, eh o Natan informa ali que a
gente não tem mais perguntas. Eu queria
agradecer a todos pela participação na
coletiva das estatísticas de crédito
hoje e lembrar que amanhã nós fazemos a
última sequência dessas entrevistas
coletivas sobre estatísticas para
divulgar as estatísticas fiscais.
Amanhã, dia eh 31 de março, às 10:30 da
manhã, com isso, nós encerramos a
sequência das estatísticas de de
fevereiro. Espero todos vocês amanhã.
Muito obrigado. Ten um bom dia, uma boa
semana.
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