BC te Explica #169 - 5 curiosidades que mostram a criatividade brasileira na hora de pagar!
Sumário Regulatório
Você sabia que o cheque já foi o parcelado “raiz” no Brasil? E que a gente passava o cartão de crédito numa máquina com papel carbono? E sabe dizer por que o DOC e a TED demoravam tanto (em comparação com o Pix) para cair na conta? Calma, que o BC te Explica!
Em 5 curiosidades, a gente te conta neste episódio a evolução dos meios de pagamento no Brasil, do cheque ao Pix! Aliás, te contamos também por que o Pix foi aceito tão rapidamente pela população e se tornou esse sucesso absoluto no Brasil e no exterior!
#BCteExplica #dinheiro #pagamentos #BancoCentral
Transcrição e Conteúdo
Você sabia que o cheque pré-datado já foi o parcelado do passado? E que o cartão de crédito era registrado em papel carbono? Você sabia também que o Pix trouxe milhões de brasileiros para participarem do Sistema Financeiro Nacional em tempo recorde? Quer saber essas e mais outras curiosidades? Calma, que o BC te explica! Que o Brasil sempre foi muito criativo quando se trata de pagar e receber di...
Você sabia que o cheque pré-datado já foi o parcelado do passado? E que o cartão de crédito era registrado em papel carbono? Você sabia também que o Pix trouxe milhões de brasileiros para participarem do Sistema Financeiro Nacional em tempo recorde? Quer saber essas e mais outras curiosidades? Calma, que o BC te explica! Que o Brasil sempre foi muito criativo quando se trata de pagar e receber dinheiro, isso a gente já sabe, né? Mas você sabia que cada um dos meios de pagamento que a gente tem hoje em dia tem uma história cheia de curiosidades por trás deles? Oi! Eu a sou Pricila, do Banco Central, e, hoje, vou te falar como os meios de pagamento evoluíram aqui no Brasil usando cinco curiosidades. O cheque pré-datado, o parcelado raiz! Você sabe o que é cheque, né? Enzos, Valentinas, não? Bom, cheque é essa folhinha que você está vendo aqui e que vale dinheiro. Isso mesmo, gente. Grana! Sabia que o cheque já foi o parcelado raiz aqui do Brasil? É que tinha um jeito de usar o cheque, que era pré-datando. O pré-datado funcionava mais ou menos assim: você ia fazer uma compra, uma geladeira, um aparelho de som, alguma coisa lá para a sua casa, aí você combinava com o lojista de pagar essa compra de forma parcelada, aí você emitia vários cheques de datas diferentes e combinava com ele quando ele iria descontar esses cheques lá no futuro. Para o lojista era bom, porque era uma garantia de pagamento ao longo do tempo. Mas tem um detalhe que talvez pouca gente se lembre ou até saiba. É que alguns desses lojistas não esperavam a data que você combinou lá com ele para receber aquele dinheiro. Eles antecipavam o recebimento desse dinheiro com uma factoring. As factoring compravam dos lojistas esses cheques num valor menor do que os deles e assumiam um risco para si de, depois, descontar esses cheques naquela data que o cliente combinou com o lojista. Na prática, era um sistema informal de crédito parcelado, regado a muita criatividade. O cartão de crédito e o papel carbono. Tem gente que não deve nem saber o que é papel carbono. Mas, olha, lá nos primórdios do cartão de crédito, não tinha conexão on-line, não tinha tempo real nas comunicações entre as lojas e os bancos. Nada de internet, muito menos de autorização ali na hora do pagamento. Daí, como é que o comerciante fazia para saber que aquele cartão que o comprador estava apresentando para ele tinha crédito de verdade? A solução mágica para isso era a máquina de cartão de crédito com papel carbono. Para você que não sabe o que é papel carbono, é um papel com pigmento, uma tinta que consegue copiar o conteúdo de um documento para outro. Aí, imagine só... O lojista recebia o cartão de crédito do comprador, pegava esse cartão de crédito, colocava numa base de metal e, por cima, pegava um punhadinho de formulários que, ali no meio, tinha um papel carbono. Ele deslizava a máquina pressionando uns formulários e o cartão de crédito para que aquelas informações que tem no cartão de crédito em alto relevo passassem para esses formulários. E assim, lindamente, o registro da compra era efetivado. Mas, calma, que não acabava por aí. Depois disso, o lojista pegava aquele punhado de formulários das vendas que ele tinha feito e levava para o processador ou para o banco para fazer a cobrança. Ou seja, todo sistema dependia de etapas manuais e com processamento posterior, porque não tinha tecnologia suficiente para processar tudo ali na hora. Vamos para a terceira curiosidade? Você sabe por que TED e DOC demoravam para cair lá na sua conta? O DOC nasceu num momento em que os sistemas bancários tinham infraestruturas limitadas. E aí funcionava um esquema de janelas de processamento. Nessa época da criação, não existia o STR, o Sistema de Transferência de Reserva, que é capaz de fazer a tal da liquidação bruta em tempo real, a LBTR. Essas transferências eram agrupadas em pequenos lotes e tinham que esperar até o horário da próxima janela para serem processadas. Não era assim continuamente, então tinha que esperar encher o potinho para depois esvaziar o potinho. O resultado para o DOC é que essas janelas faziam que ele só caísse na conta lá do destinatário no dia seguinte. Já a TED, que nasceu com o STR, apesar de ser liquidada de forma bruta em tempo real, ela também pode demorar alguns minutos ou até mesmo horas para cair lá na conta do destinatário. Além disso, ela também tem um horário limite para ser feita. E aí, vamos para a quarta curiosidade? Você sabe por que o boleto se espalhou tanto no Brasil? O boleto ficou popular aqui não foi por acaso, não, tá? É porque, além do baixo custo e de ele ser padronizado, ele também pode ser rastreável. Isso faz com que as empresas possam emitir boletos de forma estruturada e sem ter que ficar contando com soluções específicas de cada instituição financeira. Uma das grandes vantagens do boleto é que quem emite ele pode saber quem pagou, quando pagou e quanto pagou. Isso é muito bom, porque reduz erros e melhora bastante o controle financeiro, sendo perfeito para aqueles pagamentos que a gente faz com alguma frequência, como mensalidades, cursos, serviços, assinaturas e assim vai. Olha, mesmo todo mundo usando o Pix aqui no Brasil, o boleto continua fundamental para algumas situações, como, por exemplo contratos e financiamentos. O boleto é bom, gente, porque ele oferece registro, segurança jurídica e padronização. Mas o boleto também evoluiu. Agora, ele é validado em tempo real, o que causa muito menos risco de fraude. Vamos para a quinta curiosidade? Vamos falar do Pix, a adoção mais rápida da história e a inclusão financeira. Olha, o Pix trouxe milhões de brasileiros para o sistema financeiro, além de ter tido uma das maiores velocidades de adoção de uma tecnologia da história. Talvez tenha sido muito maior até do que a gente imagina. Eu sabe por que isso aconteceu? Gente, porque ele é gratuito, superseguro e funciona muito bem em qualquer instituição financeira. E tem um plus, tá? Isso tudo sem tarifa para pessoa física e sem limite de horário para ser emitido. Daí muita gente que nunca nem tinha emitido um DOC ou uma TED passou a usar o Pix E com todo mundo usando smartphone, banco digital, o ambiente ficou perfeito para a popularização do Pix. Ele se espalhou tão rápido que virou referência internacional. Os meios de pagamento contam um pouquinho da história da evolução da tecnologia no Brasil e mostram como a gente é muito criativo quando o assunto é pagar e receber. E o papel do Banco Central nisso tudo? É garantir que tudo funcione com segurança, eficiência e inclusão. Gostou dessas curiosidades? Se você gostou, dê um like aqui no vídeo, compartilhe e acompanhe o Banco Central nas redes sociais para receber mais conteúdos como este. Até a próxima!
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