Coletiva das Estatísticas do Setor Externo - Março/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas do Setor Externo. As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$5,6 bilhões em fevereiro de 2026, ante déficit de US$10,2 bilhões em fevereiro de 2025. Na comparação interanual, a redução no déficit corrente decorreu sobretudo da elevação de US$4,6 bilhões no saldo comercial de bens. O déficit na conta de serviços manteve-se inalterado. O déficit em renda primária cresceu US$117 milhões, para US$5,6 bilhões. A renda secundária somou US$440 milhões, incremento de US$150 milhões. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em fevereiro de 2026 recuou para US$63,4 bilhões (2,71% do PIB), ante US$68,1 bilhões (2,94% do PIB) no mês anterior e US$79,0 bilhões (3,67% do PIB) em fevereiro de 2025. O superávit da balança comercial de bens atingiu US$3,5 bilhões em fevereiro de 2026, ante déficit de US$1,1 bilhão em fevereiro de 2025. As exportações de bens totalizaram US$26,4 bilhões, aumento de 14,8% na comparação interanual, e as importações de bens somaram US$22,9 bilhões, redução de 5,1%. O déficit na conta de serviços totalizou US$3,9 bilhões em fevereiro de 2026, mesmo patamar observado em fevereiro de 2025. Houve altas nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, 4,7%, totalizando US$1,1 bilhão, e de serviços de propriedade intelectual, 46,8%, somando US$950 milhões. Ocorreram reduções nas despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações, 4,6%, para US$666 milhões, e de transporte, 18,0%, que somaram US$983 milhões. Outros serviços de negócio registraram receitas líquidas de US$608 milhões, 46,1% maiores que em fevereiro de 2025 (US$416 milhões). As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$1,1 bilhão, 49,0% maiores que em fevereiro de 2025, com redução de 15,7% nas receitas (de US$823 milhões para US$694 milhões) e crescimento de 15,3% nas despesas (de US$1,6 bilhão para US$1,8 bilhão). O déficit em renda primária somou US$5,6 bilhões em fevereiro de 2026, aumento de 2,1% comparativamente ao déficit de US$5,5 bilhões em fevereiro de 2025. As despesas líquidas com juros alcançaram US$1,6 bilhão, redução de 19,8%, e as despesas líquidas com lucros e dividendos totalizaram US$4,1 bilhões, aumento de 13,6%. Para mais informações acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticassetorexterno
Transcrição e Conteúdo
Bom dia. Vamos iniciar a coletiva das estatísticas do setor externo. Aqui conosco, Fernando Rocha fará uma apresentação, em seguida responderá as perguntas. Os jornalistas aqui presentes deverão utilizar o microfone e os que estão online poderão fazer as perguntas via chat. Todos, por gentileza, se apresentam. Fernando, bom dia. >> Olá, Adriano. Bom dia. Eh, bom dia a todos. Va...
estatísticas do setor externo. Aqui
conosco, Fernando Rocha fará uma
apresentação, em seguida responderá as
perguntas. Os jornalistas aqui presentes
deverão utilizar o microfone e os que
estão online poderão fazer as perguntas
via chat. Todos, por gentileza, se
apresentam. Fernando, bom dia.
>> Olá, Adriano. Bom dia. Eh, bom dia a
todos. Vamos começar então a divulgação
das estatísticas do balanço de
pagamentos do Brasil para o mês de
fevereiro.
Eh, em fevereiro vocês podem observar na
tabela um das estatísticas que foram
divulgadas hoje que as transações
correntes do balanço de pagamentos do
país tiveram um déficit de 5,6 bilhões
de dólares. No com esse resultado, nós
tivemos mais um mês na sequência.
com reduções do déficit em transações
correntes na comparação eh interanual,
ou seja, quando a gente compara o
resultado de fevereiro deste ano com o
mesmo mês do ano passado. No caso de
fevereiro, a redução foi de 45%.
Se a gente arredondasse um pouquinho,
podia dizer que praticamente o déficit
foi reduzido pela metade. Em fevereiro
de 2025, o déficit corrente do país
chegou a 10,2
eh bilhões de dólares e agora se reduziu
eh para 5,6.
Com isso, nós temos a terceira redução
seguida, né, do déficit em transações
correntes nessa comparação sempre com o
mesmo mês do ano eh anterior. Então, se
a gente considerar os meses de dezembro,
janeiro e fevereiro ou um trimestre,
essa redução somou, né, nesse trimestre
12,1 eh bilhões de dólares. Quando se
observa os dados que a o gráfico que
está no texto da nota paraa imprensa, é
o primeiro gráfico que tem no texto que
acompanha a nota pra imprensa, eh vocês
podem observar que a curva de transações
correntes acumulada nos últimos 12
meses, ela vem se reduzindo, claro, os
dados mensais também têm se reduzido e
essa curva se reduz. No no gráfico, nós
apresentamos as informações eh das
transações correntes mensais e do
acumulado em 12 meses desde janeiro do
ano passado, né? Então se consegue
observar um primeiro semestre do ano
passado com transações correntes eh
bastante estáveis, eh sempre acima de 70
bilhões de dólares ou algo em torno de
3,5% do PIB.
E essa eh a partir, dependendo do
analista, né, como ele interpreta o
gráfico, a partir de do segundo semestre
do ano passado, mas principalmente
nesses últimos três meses que eu
mencionei, eh me parece que há uma clara
trajetória de redução no déficit em
transações correntes, né, que agora
eh nós tivemos agora o terceiro eh
terceiro mês de redução seguido com,
nesse caso, em fevereiro, uma redução de
10,2 para 5,6 aproximadamente eh 50%,
45,2%
para ser mais exato. Então, o que
aconteceu eh no mês de fevereiro, né,
essa diminuição no déficit corrente, ela
chegou a a 4,6 bilhões. Foi eh o aqueles
10,2 de fevereiro de 25, menos esses 5,6
bilhões de déficit em fevereiro de 26.
esses 4,6
eh bilhões de redução do déficit em
transações correntes. Como a gente pode
eh observar a a qual comportamento de
qual rubrica a gente pode observar, né?
As transações correntes são divididas em
eh balança comercial de bens, a balança
comercial de serviços, a conta de renda
primária e a conta de renda secundária.
Eh, neste mês de fevereiro, como já vem
eh acontecendo nos meses anteriores, eh
a gente deve olhar para o comportamento
da balança comercial de bens pra gente
eh ver a a principal e explicação paraa
redução do déficit corrente. Neste mês,
inclusive, a gente quase que pode dizer
que toda a redução no déficit em
transações de correntes foi devido ao
aumento, né, do superáit comercial e de
bens. Se nós observarmos ainda os dados
da tabela um, nós vamos ver que a a
balança comercial teve um déficit
moderado, pequeno, de 1,1 bilhão de
dólares em fevereiro de 2025 e um
superav de 3,5 bilhões de dólares em
fevereiro de 2026. Ou seja, a melhora do
resultado comercial foi de exatamente
4,6 bilhões de dólares, que é o o
montante da redução do déficções
correntes. Eh, o que aconteceu com as
demais contas, né? A conta de serviços,
ela esteve praticamente eh eh estável,
né, sem sem mudanças. O déficit cresceu
ligeiramente 0,8 eh%.
Isso dá uns 30 milhões de eh de dólares
eh por exemplo. Eh, e a gente a a gente
vai retomar isso no final da coletiva,
esses 0,8%
de crescimento no déficit na conta de
serviço. Se a gente olhar as transações
correntes como um todo, a gente pode
dizer que ele ficou estável. Mas quando
a gente for olhar a conta de serviços
especificamente, nós vamos ver que,
apesar de estável nessa comparação, esse
pequeno crescimento de 0,8% foi
suficiente pra gente ter o o maior
déficit paraa mesa de fevereiro,
mostrando que eh se ela não cresceu
nesse período, a conta de serviço está
com déficit em patamares de recordes,
né?
E no caso da renda primária, da renda
secundária, teve um ligeiro aumento do
déficit na conta de renda primária, um
ligeiro aumento no superf na conta de
renda secundária. Eles se compensaram,
eles foram de valores pequenos por volta
de 150 eh milhões de dólares e se
compensaram. Então, quando a gente olha
uma enfoque macroeconômico, é na balança
comercial de bens que a gente deve eh
encontrar principais responsáveis pela
redução no déficit em transações
correntes no mês de fevereiro, né? Como
eu já mencionei, o saldo comercial de
bens chegou a 35 bilhões e de dólares em
eh fevereiro, decorrente de um
crescimento das exportações e uma eh
redução nas importações. Então, se nós
observarmos os dados eh que ainda na
tabela um, a gente vai ver que as
exportações passaram de 23 bilhões de
dólares para 26,4.
Isso é um crescimento de 14,8%,
né? ao mesmo tempo que as importações
caíram 5 eh%.
Quando a gente olha o resultado das
exportações,
esses 26, bilhões, a gente está eh nesse
conceito de balanço de pagamentos, que é
um pouco mais amplo, um pouco diferente
do conceito eh da Secretaria de Comércio
Exterior, do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços. Eh, a CESEX, então, a
Secretaria de Comércio Superior é a
fonte primária dos dados de eh
exportação e importação de bens
brasileiros. E nós fazemos alguns
ajustes metodológicos para divulgar a
estatística no conceito do balanço de
pagamentos. Eh, nós vamos observar, mas
mas enfim, o que eu vou mencionar aqui
praticamente vale para os dois
conceitos, né? O fundamental são os
dados da CESX. a as exportações elas
estão em níveis record em qualquer que
seja a medida usual que a gente faz eh
no balanço de pagamentos. Se nós
olharmos os dados do mês de fevereiro,
esses 26, bilhões foram recordes da
nossa série histórica. Eh, se nós
observarmos os dados do acumulado do
ano, ou seja, o primeiro bimestre de
cada ano, as exportações chegaram a 51,1
bilhões e também são eh valores
recordes. E se nós observarmos os
últimos 12 meses encerrados em
fevereiro, as exportações chegaram a 353
eh1 bilhões de dólares, sendo também eh
um valor record, né? Então, eh, a gente
consegue manter, né, exportações
bastante eh, pujantes no mês de
fevereiro. Eh, vocês já devem ter visto
os dados da CESCX foram divulgados logo
no começo do mês. eh a o petróleo, as
exportações de petróleo tiveram muito
destaque, mas a gente tem eh
crescimentos bastante e significativos
em diversas eh mercadorias exportadas,
né? enquanto as as importações eh se
reduziram no mês, eh assim, não dá pra
gente falar pro resultado de um mês
especificamente, mas eh parece ser um
resultado consistente eh com uma
desaceleração eh da atividade econômica
doméstica, que também é visto na redução
no déficit em transações correntes, né?
Se nós observarmos o dado de janeiro e
fevereiro, né, no primeiro bimestre a
gente teve um déficit corrente de 14,5
bilhões de dólares, que também
representou uma redução em relação ao
primeiro bimestre de 2025. Lá foi 20,1%,
aqui 14 20,1 bilhões de dólares, aqui
14,5 bilhões, uma redução, né, de 27%,
quase 28. Eh, nesse caso a gente também
deve olhar paraa balança comercial de
bens, né, e ver o que que eh como
evoluiu o superavit comercial pra gente
achar o principal responsável pela
redução do déficit de corrente, né? Se
nós olharmos o dado da tabela um, as
transações correntes se reduziram 5,6
bilhões de dólares e o superavit
comercial no mesmo período aumentou 6,2
bilhões. Ou seja, o aumento do superháit
comercial foi superior ao
a redução do déficit de corrente. Também
nesse caso, superá comercial é fruto de
um aumento das exportações e uma redução
eh das importações.
Nesse caso, né, a a diferença, né, a o
déficit de corrente só não se reduziu na
mesma magnitude do aumento da do superá
de comercial, porque a conta de renda
primária teve um aumento no seu déficit,
né? Mais à frente a gente vai voltar com
detalhes para conta de serviço, para
conta de renda eh primária nos últimos
12 meses. Então, eh essa última período
comparativo usual que a gente eh comenta
cada eh coletiva de imprensa, o déficit
em transações correntes dos últimos 12
meses chegou a 63,4 bilhões de de
dólares, o que equivale a 2,71%
do PIB, né? Os dados do déficit em
transações correntes acumulados em 12
meses estão na tabela 13, né? Nessa
tabela 13 vocês poderão observar com
números o que eu havia mencionado, que
está exposto no gráfico, eh, no primeiro
gráfico do texto da nota para imprensa.
A gente teve, considerando só o período
mais recente, né, um um valor máximo do
déficit em transações correntes em
fevereiro de 2025, exatamente 12 meses
atrás, e ele chegou a 79 bilhões de
dólares e agora caiu para 63.
Eh, essa queda, portanto, é de 15
bilhões eh na nos de dólares nos 12
meses até fevereiro de 26, comparado com
os 12 meses até fevereiro de 25. elas
esteve todo esse eh período,
né, na faixa do ano de 2025, a maior
parte do ano, na faixa de eh de 70
bilhões. Eh, se reduziu para 69 em
dezembro, para 68 em janeiro e agora 63
eh, 4 bilhões. Como o percentual do PIB,
nessa mesma comparação de fevereiro de
25 com fevereiro de 26, a redução foi de
praticamente 1 ponto percentual do PIB.
eh me parece uma redução bastante
significativa para uma variação eh em um
ano era o déficit era 3,67%
do PIB em fevereiro de 25, né, nos 12
meses encerrados em fevereiro de 25 e
baixou para 2,71%
do PIB eh agora neste eh no no mês de
fevereiro. Se vocês usarem uma casa
decimal, é de -3,7 para -2,7, né, um
ponto percentual do PIB. se usar duas
peças decimais, 0,96
ponto percentual do PIB, é que me parece
uma redução bastante eh significativa.
Bom, voltando para paraa tabela um, né,
depois dessa desse rápido pulo aí paraa
tabela 13, o segundo ponto que a gente
eh normalmente comenta são os ingressos
líquidos de investimento direto no país,
né? a gente vai manter exatamente a
ordem que a gente sempre faz, mas só vou
adiantar e ressaltar que neste mês,
especificamente, a gente teve eh
ingressos líquidos de investimentos em
portfólio, ou seja, em títulos de renda
fixa, ações e fundos de investimentos
que superaram os investimentos diretos
no país, né? os investimentos diretos no
país, o IDP ele foi bastante
significativo, chegou a 6,8 bilhões de
dólares no mês. Eh, só para vocês terem
uma ideia, se a gente anualizasse esse
valor, seria 81 bilhões de de dólares. É
um valor maior do que a gente recebeu
nos últimos 12 meses errados em em no
ano de 2025, por exemplo. Mas mesmo em
DP significativo, os fluxos de
investimento portólio foram ainda mais
fortes, né? chegaram, se a gente olhar o
conjunto desses investimentos, a 9,7
bilhões. Então assim, eu vou primeiro
falar do do IDP, depois, né, do
investimento em portfólio, mas já
ressaltar que esses investimentos que
eram em geral menores que o IDP e
oscilam ingressos e saídas, né, neste
mês de fevereiro, superaram. Bom, o IDP,
eh, o investimento direto no país, que
são aqueles fluxos eh de capitais de não
residentes ou de capitais estrangeiros,
se vocês quiserem, eh, de mais longo
prazo, destinados em geral a ampliar
capacidade produtiva, investir em
empresas eh no país. Eles totalizaram
6,8 bilhões de dólares em fevereiro. Eh,
como eu disse, eh, eu considero esse
valor um montante significativo pro mês,
mas mesmo assim esse valor ficou
bastante abaixo do valor de fevereiro de
2025, que chegou a 10 bilhões, né, uma
redução de 1/3. Eh, nesses 10 bilhões eh
de fevereiro de 2025, a gente teve uma
contribuição bastante significativa dos
eh, das operações Intercompanhia.
Eh, detalhando um pouco mais, o
investimento direto, ele é composto por
três parcelas, basicamente. Uma parcela
são os investimentos em participação de
capital, que eu chamo de novos
investimentos.
São aqueles recursos que as empresas não
residentes ou os investidores não
residentes mandam para empresas no
Brasil, seja para criar uma empresa nova
aqui no país, ampliar a capacidade de
uma empresa que já existe, né? assumir o
controle acionário de uma empresa já
existente, né? Então, essas três
modalidades estão incluídas dentro eh da
participação no capital, dos novos
investimentos. Tem uma parte que também
está na participação da capital, que são
o reinvestimento de lucros, né? Uma
empresa que já é de capital estrangeiro,
que atua no país durante um período, o
ano de 2025, por exemplo, ela oferiu
lucros. Uma parte desse lucro, ela
distribuiu pros seus acionistas
controladores, mandou esses lucros. são
os lucros remetidos que estão na renda
primária. E outra parte ela decidiu
reinvestir na empresa, ou seja, aquele
montante de capital estrangeiro
investido na empresa aumentou pelo
reinvestimento de lucro. Essa é a
segunda parcela do investimento direto.
A terceira é exatamente a as operações
são exatamente as operações
intercompanhia, naquelas que reúnem
qualquer modalidade de empréstimos, eh,
de capital, eh, que é emprestado para
pela matriz para paraa empresa
subsidiária no país, seja por
empréstimos, créditos comerciais,
emissão de títulos, colocação de
títulos, qualquer um deles, eh, que
também tem uma relação diferenciada, uma
forma que a matriz pode escolher de
aportar capital para sua empresa.
Especificamente em fevereiro de 2025,
essas operações Intercompanhia
contribuíram com aqueles 10 bilhões, né,
do investimento direto em 3,7 bilhões de
novos ingressos, né? E eh em fevereiro
de 2025 houve saídas dessa mesma
modalidade de empréstimo intercompanhia
de 0,7 bilhão de dólares. Essas
operações são são empréstimos, elas
estão de acordo com um cronograma.
Então, a partir de qualquer momento no
tempo, você tem um um estoque desses
empréstimos da companhia e tem um
cronograma desses vencimentos. O que
aconteceu nesse ano é que esses
vencimentos ocorreram de acordo com
cronograma, os pagamentos eh tal como o
previsto e os novos ingressos foram um
pouco menores, né? A gente teve eh 6
bilhões, 6,1 bilhões de amortizações e
os novos ingressos de 5,4, né? Isso é
uma um comportamento normal dos
investimentos, mas se a gente fizer a
comparação eh usual, esse montante foi o
montante que eh contribuiu pro
investimentos diretos menores. Se a
gente observar a a participação do
capital, os novos investimentos, esses
novos investimentos cresceram, passaram
de 2,5 para 3, para 3,03, 3 eh bilhões
de dólares, né? Um aumento de 19%. Se
nós olharmos a os reinvestimentos de
lucros que são estimados pelo Banco
Central, eles também cresceram de 3,8
para 4,4 bilhões. Ou seja, as duas
modalidades de participação no capital
eh foram responsáveis por investimentos
diretos no país eh robustos agora no mês
de de fevereiro, com os empréstimos
intercompanhia contribuindo para que
esse o montante total se reduzisse eh na
comparação interanual. Quando a gente
olha os dados do primeiro bimestre, o
IDP acumulou ingressos líquidos de um
pouco menos de 15 bilhões de dólares,
14,9 bilhões. Eh, no mesmo período do
ano passado, janeiro, fevereiro de 2025,
esse montante chegou a 16, né, 7
bilhões. Também, nesse caso, a gente
teve uma redução nas operações
Intercompanhia de 4,9 bilhões de dólares
e um crescimento dos novos
investimentos, né, que somaram 6,3
bilhões no período e aumentaram
praticamente 2/3, 65, 66%, né? Nesse
caso, eh, muitas vezes ocorre de um
investidor que tem uma, eh, um
empréstimo para sua empresa no país, ele
quando chega na hora de ah da empresa
subsidiária aqui no país amortizar esse
empréstimo, ou seja, pagar a sua dívida
paraa matriz, a matriz escolhe eh não eh
esse recurso que você ia lhe pagar e
você reinveste na própria empresa. a
gente
chama isso uma conversão de dívida em
investimento. Um procedimento bastante
comum. E paraas estatísticas do balanço
de pagamentos, eles implicam dois
lançamentos. Um lançamento da
amortização, que reduz eh esse fluxo de
intercompanhia, aparece com sinal
negativo lá na tabela oito do IDP. E no
na participação no capital, ele aparece
como novo investimento, eh, com valores
positivos, né, de ingresso. Então,
quando a gente tem uma diferença muito
grande entre um comportamento muito
negativo na nas operações da companhia e
um comportamento muito positivo nas
operações de participação no capital,
com frequência eh a gente tem uma
conversão, né, de dívida em
investimento, o que mostra que do ponto
de vista da matriz do investidor no
exterior, ele deseja permanecer ou
manter a sua eh eh exposição pro pro
país, né, eh
Isso é uma uma explicação metodológica
que ajuda a eu acho, né, a a que vocês
eh compreendam melhor a diferença entre
uma operação intercompanhia muito
negativa, uma participação no capital
muito positivo, né? É, é o mesmo
conjunto de empresas, né? Eh, às vezes
isso acontece, pode ter diferenças
setoriais ou diferença de situação de
uma empresa específica, eh, que pode
estar numa pior situação comparada com
as de Mas com bastante frequência a
gente tem, eh, esse mecanismo de
conversão de dívidas e investimento.
Então, vale olhar pro comportamento
separado, mas lembrando do conjunto do
IDP e nesse caso, só retomando no
primeiro bimestre, houve uma redução em
relação aos fluxos do primeiro bimestre
de 2025.
Quando a gente olha os últimos 12 meses,
aí a gente de novo sai da tabela um, que
é a tabela geral do balanço de
pagamentos, paraa tabela oito, que são
os resultados mais detalhados do
investimento direto no país. E agora
vamos pra tabela 13, que tem os fluxos
em 12 meses. Nos últimos 12 meses, os
investimentos diretos chegaram a 75,9
eh bilhões de dólares. Se a gente
compara
até os 12 meses até eh fevereiro de 2025
eles eram 78,3
bilhões, né? Uma redução de de 3%.
E quando a gente olha em comparação ao
PIB, eles essa redução foi significou
uma passar de 3,6%
do PIB para 3,2
e% do PIB, né? a gente pode eh dizer que
continua com fluxos eh acima de 3 eh% do
PIB nesses intervalos anuais, nessa
janela móvel de de 12 meses, eh com
valores eh acima de 70 75 eh bilhões
mais usualmente. Mas se a gente comparar
os 12 meses encerrados em fevereiro de
26 com os 12 meses encerrados em
fevereiro de 25, teve uma uma redução de
de 3%, né? Quando a gente olha, depois
de todas essas informações, quando a
gente olha eh o conjunto, né, do balanço
de pagamentos, comparando principalmente
eh a parte usualmente a gente chama a
parte de cima, né, as transações
correntes com a parte de baixo na conta
financeira, suas condições de
financiamento, os investimentos diretos
permanecem como a principal, não a
única, né? Eu já mencionei os
investimentos em portfólio, por exemplo,
mas os investimentos diretos permanecem
como a principal fonte do financiamento
eh das transações correntes. É, se a
gente olhar os dados dos últimos 12
meses, os investimentos
e diretos estão e acima, né, do déficit
de corrente, 12 bilhões de dólares acima
ou 05% e ponto percentual do PIB acima,
com um déficit em transações correntes
de 63,4 bilhões de dólares, ingresso de
investimento direto no país de 75 e,9
bilhões, mostrando que a gente tem, né,
um déficit em transação de correntes
decrescente que tem sido financi
integralmente ou mais do que
integralmente, se vocês quiserem, com
ingresso de capitais de de longo prazo,
mostrando uma situação eh sólida das
contas externas
brasileiras, né? Então agora acho que
merece destaque especificamente agora no
no mês de fevereiro, embora eh a gente
tenha visto e ingressos mais
significativos, né, eh nos últimos meses
também, mas especificamente em
fevereiro, nós tivemos eh ingresso de
portfólio que chegaram a 9,7 bilhões de
dólares, né? Esses dados estão na tabela
um. Os ingressos em portfólio são
aqueles investimentos de não residentes
no Brasil. Eh, seja esse investimento eh
na verdade investimentos de não
residentes em empresas residentes. Essas
empresas podem estão todas no país, mas
a forma desses não residentes investirem
nesses títulos pode ser comprando
títulos que essas empresas lançam no
exterior ou títulos que elas lançam eh
no Brasil. Eh, essa diferença eh
quantitativamente é importante nesse
mês, porque nós tivemos eh o lançamento
pelo Tesouro Nacional de Bônus
soberanos, os Globals, eh feitos em
fevereiro, então vocês já cobriram isso
no momento do lançamento, eh no valor
total de 4,5 bilhões eh de dólares.
Então, esses lançamentos de bônus e a
aquisição por eles de por não residente
desses bônus representam exatamente
isso, né? São entidades residentes no
Brasil, no caso do governo federal,
lançando um título de dívida, no caso os
títulos soberanos, os globos, comprados
por não residentes, né? Então, 4,5
bilhões de dólares desses 9,7
vieram eh dos bôus soberanos eh lançados
pela pela República Brasileira. Se nós
olharmos na tabela 10, a gente vai ver
tem um um uma nota de memorando, né, que
são exatamente os investimentos
estrangeiros ou os investimentos não
residentes em ah carteira ou em
portfólio no país, nos mercados
domésticos. Então são, no caso de ações,
investidores não residentes que vêm pro
mercado brasileiro, trazem seus dólares
ou sua moeda estrangeira e investem na
B3, nas ações que são negociadas na B3,
ou então eh investidores que vêm para
investir em títulos de renda fixa, sejam
títulos públicos no no CELIC ou títulos
eh privados. Nesse caso, eh, o total
desse investimento, eh, de não
residência em, eh, em carteira
negociadas no mercado doméstico chegou a
5,4 bilhões de dólares, eh, bastante
superior a fevereiro de 2025, que não
chegou a a 1 bilhão, foi 938 milhões.
ocorreram ingressos positivos e
ingressos líquidos, tanto em ações e
fundos de investimento, 2,8 bilhões,
quanto em título de renda fixa, 2,6
bilhões. Isso também é uma diferença. Ao
ao ao longo do ano passado, nós vimos
valores positivos significativos, mas
nós vimos saídas no mercado de ações e
ingressos no mercado de renda fixa neste
mês e no bimestre também, nós tivemos
ingressos em ações e também ingressos em
renda fixa, né? o que ajuda a
potencializar o valor total ingressado
no bimestre. Eh, esses fluxos de
portfólio que vocês já devem ter visto
aqui eu comentando que são caracteriz
são mais voláteis do que investimento
direto. Então, se a gente olhar ser
histórica, é comum eles alternarem eh
valores positivos e negativos mês a mês.
Se a gente olhar os dados do primeiro
bimestre de 2026, eles chegaram só esses
investimentos no país a 14,2 bilhões de
dólares, sendo 4,7 bilhões em ações e
fundos de investimento e 9,5 bilhões em
título de renda fixa, né? Esses valores
são significativos. Ou seja, a gente
teve 5,4 em janeiro, então em eh em
fevereiro, então em janeiro foi algo um
pouquinho menos de 10 bilhões, né?
Quando a gente compara esse resultado
com o ano passado, vocês têm os dados na
tabela 10. Eh,
a comparação em termos quantitativos,
ela parece ser feita com a do ano
passado inteiro. Se você olhar os
ingressos líquidos do ano de 2025 como
um todo, eles chegaram a 15,3 bilhões.
No primeiro bimestre de 2026, chegaram a
14,2 bilhões, né? Então são magnitudes
eh praticamente comparáveis. É claro que
nesses investimentos em portfólio, os
determinantes deles são mais de de curto
prazo. são as possibilidades que os
investidores têm eh ou percebem ou
imaginam, né, ou avaliam que tem, eh, de
oferir ganhos no mercado doméstico,
eh envolvendo perspectivas como
valorizações de ações, eh perspectivas
sobre taxa de juros e também
perspectivas sobre eh taxa de câmbio,
né, já que por um investidor não
residente eh interessa saber a
rentabilidade na sua moeda original, não
necessariamente em reais, mas na sua
moeda original.
Então, eh, esses recursos podem, eh, em
algum momento, depois da realização de
lucros ou com novas perspectivas saírem.
Sim, a gente já vê isso na série
histórica, alternância de ingressos e
saídas, mas a gente tem eh
principalmente no final do ano passado e
nesse primeiro bimestre mais ainda, eh,
ingressos eh bastante significativos eh
em carteira, né? eh um dado que não está
na tabela, mas que a gente pode ver nas
séries históricas que são divulgadas eh
no site do Banco Central ou na tabela
especial do balanço de pagamentos, eh
que nos últimos 12 meses esses ingressos
líquidos chegaram a quase 30 bilhões de
dólares por 29,3
eh bilhões. E se vocês olharem tabela
10, vocês vão ver que desses 29,3
bilhões nos últimos 12 meses, 14 que
ingressaram no último bimestre, né?
Então, com isso, a gente tem um um
conjunto de informações sobre eh a o
balanço de pagamentos do Brasil, né? não
só plantação de correntes e investimento
direto, mas ressaltando eh no no período
mais recente esses ingressos de
portfólio. E agora só queria dar alguns
comentários adicionais, como eu havia
mencionado, sobre a conta de serviços e
a conta de eh renda primária. Eh, no
caso de serviços, né, se a gente olhar a
série, o déficit tá estável, foram 3,9
bilhões em eh fevereiro de 25, 3,9
bilhões em fevereiro de 26.
aqueles 3,9 bilhões, fevereiro de 25, na
verdade é 3.õ89
e agora em 26 3.õ921.
Então esses 0,8 eh% ou 32 milhões que eu
havia mencionado, eh eles foram
suficientes para que eh esses valores eh
do déficit contra de serviço foram
maiores de fevereiro desde 2014. Isso é
porque eh a gente tem mencionado várias
vezes, né, o déficit na conta de
serviços ele está eh oscilando ali em
torno de níveis record, né? Então, às
vezes ele se reduz um pouquinho aí,
digamos, deixa de ser um recorde, depois
ele cresce um pouquinho, volta a ser e
tudo. Então, eh, a gente teve agora em
fevereiro de 2026, mesmo com uma
variação apenas de 0,8% em relação a
fevereiro de 25, eh, o maior déficit da
conta de serviços da nossa série
histórica para mesa de fevereiro desde
2014, né? Lá em 2014 o déficit foi de
4,2 bilhões de dólares. E por que a
gente tem isso, né? a gente tem tido um
crescimento
das receitas e das despesas eh na conta
de serviço. Então, eh a gente chama a
corrente de comércio, né?
A gente em geral olha déficit
superáveis, que é as receitas menos
despesas ou exportações menos
importações. Mas se a gente olhar a
corrente de comércio, ou seja, o total
transacionado, no caso aqui na conta de
serviço, a gente vai ter exportações
mais eh importações. Então as duas
coisas, ambas as tanto receitas quanto
despesas, eh tem atingido valores
recordes, né? Então, no caso das
receitas com exportação de serviços,
elas chegaram a 4,3 bilhões de dólares e
cresceram 5,8% no mês. Se a gente olhar
na série histórica, elas são as maiores
para mês de fevereiro, são as maiores,
se a gente considerar o acumulado do ano
ou os primeiros bimestres de cada ano e
também no acumulado em 12 meses, né?
Então, a gente tem tido e receitas de
serviços significativas.
Ah, a mesma coisa acontece com as
despesas, né? Ah, só que isto ela, as
despesas têm uma magnitude muito maior,
né? A gente tem um déficit estrutural na
conta de serviço do balanço de
pagamentos brasileiros. A gente teve,
por exemplo, em fevereiro, receitas de
oito de 4,3 bilhões e despesas de 8,3
bilhões, praticamente o dobro, né? as
despesas ou as importações de serviço
também cresceram, chegaram a eh 8,3
bilhões, cresceram 3,4% e também foram
eh as maiores da série, seja pro mês de
fevereiro, seja pro primeiro eh
bimestre, né? Eh, se a gente observar
dentro da conta de serviços, a gente
pode destacar eh a conta de transportes,
né? Não só porque ela tem eh um valor
mensal significativo acima de 1 bilhão,
né? as maiores despesas eh líquidas na
conta de serviços, elas estão por volta
em cada modalidade, cada rubrica estão
por volta de 1 bilhão, 1 bilhão na conta
de transportes, 1,1 bilhão em viagens,
eh também acima de 1 bilhão os serviços
de propriedade intelectual, aluguel de
equipamento, são as maiores contas. No
caso dos transportes, além de ser a
maior conta, ela teve uma redução eh no
mês. E é a gente tem visto a redução já
há algum tempo. Essa redução decorre de
menores despesas líquidas e aí causa
redução no déficit na conta de
transportes. É influenciada pela redução
da importação de bens, né? Vocês lembram
que eu no começo da da coletiva eu
mencionei a redução da importação de bem
também causa uma redução na despesa de
transporte por causa dos fretes, né? No
lado das viagens, eh, ela também era uma
conta acima de 1 bilhão de de dólares,
mas teve um crescimento no mês bastante
significativo de 49%.
Também nesse caso, a gente já tá
igualando a despesa de viagem com os
valores vistos lá em fevereiro de 2014,
por exemplo, que são os maiores da
série, né? Então, a gente teve 1,1
bilhão em fevereiro de 2026, lá em
fevereiro de 14 tinha 1,3 bilhão, né? eh
agora fevereiro de 26 é maior desde 14.
Eh, da mesma forma, a gente tem tido
déficites eh relevantes, né, no
bimestre, nos últimos, né, 12 meses. Em
relação à renda primária, eu eu
mencionei que teve um um crescimento na
faixa de de 150 eh milhões de dólares,
um crescimento de 2% na na conta, mas a
gente teve o comportamento diverso, a
gente tem uma redução na conta de juros
e um aumento na conta de lucroso e
dividendos, né? Então, focando eh nos
lucros de dividendos, né, que estão na
tabela quatro, a gente teve eh despesas
líquidas de 4 bilhões, 4,1 bilhões, né,
são as maiores para mês de fevereiro na
série. Eh, também são as maiores, se a
gente considerar o bimestre, com 8,8 eh
bilhões de dólares. E a gente teve um
crescimento nas receitas, o que é
importante, né? as receitas de lucros e
dividendos são os lucros eh aleridos
pelas empresas brasileiras que atuam no
exterior, né? Eh, enquanto as despesas
são as empresas estrangeiras que atuam
no Brasil. Mas mesmo esse crescimento
nas receitas, ele foi super nas receitas
ele foi superado pelo aumento das
despesas, né? As despesas cresceram
mais, né? Então esse é o principal
elemento aí do aumento das despesas
líquidas com lucros e dividendos. do
dinamismo das despesas. Pra gente olhar
a as despesas, a gente tem que ver eh
basicamente duas coisas, né? Uma é
quanto mais investimento o estrangeiro
no país, maior é o potencial, né? Maior
a expectativa que a gente deve ter em
relação às despesas de lucros e
dividendos.
Esses são tanto investimentos em
portfólio quanto investimentos eh
diretos. a gente viu os valores
significativos de investimento direto,
os valores recorde de investimento
portfólio. Então, o aumento do estoque
de investimento estrangeiro no Brasil
tende a causar um aumento eh nas eh nas
despesas, né, no aumento do estoque,
causa um aumento no fluxo também. O
segundo elemento é a própria
rentabilidade que o eh o capital
estrangeiro tem nas suas atividades no
Brasil. Um terceiro ponto, eh, digamos
assim, que não é tão estrutural quanto
esses dois, um terceiro ponto é a
própria, eh, variação da taxa de câmbio,
né? as empresas têm uma receita eh em
reais dos seus investimentos e mandam
pro exterior. Então, como eu já disse
antes, o investidor não residente tá
interessado no na rentabilidade em moeda
estrangeira. Com a apreciação do câmbio
que ocorreu, né, nos últimos 12 meses, a
quantidade em reais que as empresas
tiveram de lucro com a sua atuação no
Brasil, ela representa um número uma
quantidade maior, né, de dólares do que
um um ano atrás. Então, nesse caso, a
apreciação também contribui eh para um
aumento nas despesas de lucros.
Com isso, eu eh encerro os pontos que eu
tinha pensado eh para trazer aqui para
vocês e passo de novo a palavra para
Adriana para organizar as perguntas.
Muito obrigado.
>> Bom dia, Mariana da Broadcast. Eh, eu
tenho duas perguntas. Eh, primeiro, eh,
sobre essa questão do déficit diminuído
em fevereiro, né? Eh, e queria tentar
entender como que pode ser o impacto eh
dessa questão do petróleo, se a genteuar
eh vendo essa volatividade, enfim, esses
preços maiores, se isso pode continuar
eh suportando uma queda aí do déficit
daente.
E a segunda questão é ainda relacionada
a isso, o senhor falou que esse déficit
tem caído, né?
Interanual, o terceiro mê de queda. Eh,
mas quando a gente olha em meses, né,
ele tá em 63 bilhões na casa dos 60
bilhões. A projeção ontem no RPM é de
fechar o ano na casa. Isso ainda é um
número muito acima do que a gente vi ali
em 2023, 2024, que ele oscilava em 30,
eh, 40 bilhões. Enfim, tem alguma
possibilidade? vocês vem uma chance dele
voltar um em algum momento a esse nível
mais baixo ou aconteceu alguma coisa que
ele tende a ficar nesse eh nível mais
alto que a gente vê fez o ano passado.
>> Ah, bom. Então, eh, vamos começar de
trás para frente, tratando eh, do
cenário futuro. Eh, aqui eu, eu tenho
que revelar minha, eh, limitação para
fatal do futuro, porque o, o, o,
eh, o compilador de estatística, ele é
bom de prever o passado, né? a gente faz
estatística dos dados passados, ou seja,
do dado ocorrido. Às vezes a gente
inclusive erra, tem que revisar o
passado, mas então a nossa especialidade
é essa. Mas deixa eu só fazer um um
comentário e em relação a isso. É, de
fato, se a gente olhar os dados da
tabela
13, a gente vai ver, eh, conforme você
mencionou, eh, os anos de 2020 e 2021
com, eh, déficit em transações
correntes. Eh, 2020 foi 24 bilhões, mas
todos podemos concordar que foi o ano da
pandemia, então a gente não deve usar
como com referência. Vamos lá. Eh, para
2022, por exemplo, 2021, eh teve a
recuperação do ano anterior. 2022 a
gente tinha teve em 2022 42 bilhões de
déficit. Eh, esses 42 bilhões de
déficit, eles estão bastante abaixo dos
63 que nós temos hoje, né? Então, se
você olhar os valores nominais de 41
para 63, você vai corretamente, né, faz
a conta no Excel, ele vai te dar um
crescimento de 50%.
Mas se você olhar o as transações
correntes com o percentual do PIB, lá em
2022, elas foram de 2,15%
do PIB e agora, como eu havia
mencionado, elas estão em 2,71.
Então, a diferença aqui passa a ser eh
de 2,15 para 2,71, ou seja, mesmo quando
a gente compara como percentual do PIB,
né, a gente tá com um déficit hoje maior
do que o de 20 e eh e do, né? O que
então acho que esse é um primeiro ponto
é relevante, eh, a gente eh digamos
buscar
eh não é buscar porque isso, digamos
assim, não é uma meta de política
econômica, né? Mas, digamos, fazendo
essa ressalva, a gente buscar, né, um
déficit de 40, que era aquele déficit lá
em valores nominais de 2022, eh pode
ficar uma coisa, digamos assim, meio
inalcançável, tal. Se você olhar não, um
déficit de du 2,15% do PIB, esse valor
vai um valor nominal vai crescendo ao
longo do tempo. Então isso é uma uma
coisa que se torna mais factiva. Então
eh um primeiro ponto é esse, olhar o o
percentual do PIB. Eh, com a projeção de
de 60 bilhões, a gente vai ter eh uma
pequena redução ainda ao longo do eh do
tempo, né, durante este ano. E como o
PIB nominal tende a crescer, né, a gente
faz uma hipótese aqui só para facilitar
a conversa de um de uma taxa de câmbio
estável, ou seja, o PIB em dólares é
influenciado só pelo PIB em reais, né? a
gente ignora essa parte da taxa de
câmbio. Eh, se a gente continuar em em
60 bilhões, né, eh, o PIB crescendo,
você pode olhar lá na projeção quanto
era o o a as transações correntes como o
percentual do PIB, né? Então, a gente
pode ter um um número mais baixo do que
o número atual, ou seja, se aproximando
nesse seu ciné, nessa sua pergunta
daquele valor lá de 2022. Eh, mas eu não
acho que tenha uma que isso seja uma uma
meta, um objetivo de de política
econômica, né? Isso é uma mais uma
consequência de de diversos fatores. E
aí essa consequência de diversos fatores
é o gancho para pra primeira parte da
tua pergunta, que é a parte do do
petrola, né? Eh, o o o Brasil é
superbitário na na conta de petróleo,
né, na balança comercial do petróleo.
Então, se a gente tiver tudo mais
constante o aumento de preço, a gente
vai ter eh um aumento do superá
comercial brasileiro e uma redução das
transações correntes. O problema dessa
hipótese, você já mesmo falou, né, tá na
volatilidade. Então assim, esse tudo
mais constante na situação atual é
muito, os economistas gostam disso, né?
Porque ele permitir isolar um efeito e
apresentar os efeitos desse impacto
isoladamente. Mas quando você o tudo
mais constante hoje é muito difícil, né?
O o Banco Central tem ressaltado o
crescimento da incerteza, você mencionou
aumento de volatilidade e tal. Então
[roncando] assim, a gente tá observando
uma redução de transações correntes que
já vem desde o segundo semestre do ano
passado, que acelerou no último
trimestre, por exemplo, a gente observou
um desempenho importante do petróleo na
balança comercial brasileira agora no
mês de fevereiro, por exemplo. E você
pode dizer que se aumentarem os preços
ou se os preços do petróleo permanecerem
no patamar mais elevado que eles estão
agora, a gente tende a ter eh um supravá
comercial maior e uma balança eh
comercial menor. Eh, só que num num
cenário de muita incerteza e muita
volatilidade, pode ter outros fatores
que entrem na na conta também, né? Eles
podem reforçar esse esse valor ou podem
eh assim ser contrários, né? trabalhar
na situação contrária. Esses eram os os
meus comentários, Adriano, com você.
>> Eh, queria tirar só uma dúvida, é porque
eh inicialmente a gente, eu até que aqui
na transmissão, você tinha dito que o
déficit na de serviços tinha sido
recordo mesmo, né? Foi fevereiro de
2014, desde fevereiro.
30. É, desde fevereiro.
>> Isso é recorde para mesa de fevereiro,
desde fevereiro de 14.
>> Desde Tá bom. Obrigado.
>> Perfeito.
>> Bom dia, Gabriel Chinar do Valor
Econômico.
>> Eh, só uma dúvida
>> para me lembrar aqui na tabela 11,
>> criptoativos,
eh, esses números aqui são as stable
coins
e são e é o resultado líquido, né? Não é
o e
>> é as despesas. E
>> Ah, muito boa. Eh, é isso. Tá, tá. Eh,
muito boa, eh, pergunta, Gabriel. Eu
acabei falando de de criptomoedas, achei
que eu já tinha na falado demais. Então,
o que que aconteceu? Eh, a gente tem um
conjunto de ativos virtuais, né, que é
acho que é a denominação inclusive da da
regulamentação eh do Banco Central, né,
um conjunto de ativos virtuais, que a
gente pode chamar de de criptoativos ou
ou criptomoedas, se você quiser. Pro
balanço de pagamentos existe uma
divisão, uma uma diferença fundamental
entre esses ativos, né? Então, o o a
diferença fundamental é a gente precisa
saber eh se esses ativos, se eles são
ativos financeiros. Para eles serem
ativos financeiros, é necessário que
eles tenham um emissor. Assim, você tem
sempre um emissor e um detentor, né? uma
uma stable coin conhecida lá, Peter, por
exemplo, ela ela tem um um uma empresa
responsável pelas suas emissões, então
ela é o emissor, esse é um passivo desse
ente. Eh, e ele, como não é residente no
Brasil, é um não residente. E a gente
tem os detentores, quem comprou, quem
detém essa e eh essa stable coin agora,
né, que é um residente no Brasil. Então,
a gente tem um fluxo entre esses
residentes e não residentes que a gente
coloca no balanço de pagamentos.
A outra parte, a gente tende sempre a
dar o exemplo do Bitcoin, que é o mais
famoso, quais são aqueles criptoativos
que não se qualificam como ativos
financeiros porque eles não têm um um
emissor, né? Então a gente não consegue
eh eh lançar, né? Quem é o o passivo,
quem é o responsável, quem quem emitiu
aquele aquele eh eh Bitcoin. Então eles,
esses bitcoins ficam na tabela eh de da
conta de capital, que é a tabela seis eh
da nota paraa imprensa. E os passivos
com emissor ou as stable cons, como você
mencionou, ficam na tabela 11. Pela
dinâmica desse mercado, eh, a o que a
gente consegue identificar, né, nos
contratos de câmbi, nas negociações com
essas moedas entre residentes e não
residentes, né, né? Se se você for numa
corretora no Brasil e comprar
criptomoedas, essa não vai estar aqui
nessas estatísticas de balança e
pagamentos, porque você, o residente e e
a corretora que você procurou também.
Então, não é uma transação eh de cripto
de de balanço de pagamentos. Mas por uma
dinâmica desse mercado, a gente tem
visto que eh acima de 95% das transações
são feitas para residentes no Brasil
adquirirem eh stable coins. Então elas
estão exatamente na tabela 11, que é na
conta financeira eh do balanço de
pagamentos. A gente tem transações entre
eh ativos e passivos. Eh, então esse era
o primeiro ponto de fato. Eh, se você
quiser a informação sobre bitcoins ou
coisas similares, elas estão na tabela
seis. Se você quiser stable coins, estão
na tabela 11. Mas isso é paraa separação
para essa nota que nós fazemos para pra
imprensa, né? Para vocês terem acesso
mais rápido às tabelas e tudo. E sim, os
valores que estão lá são líquidos. É o
total de das eh são as receitas menos as
despesas.
Então, quando você tem lá esse valor eh
positivo na tabela, significa que os
residentes no Brasil ampliaram os seus
ativos externos nessas criptomoedas, né?
Se você olhar na com a, digamos assim, a
cabeça de mercado de câmbio, isso é uma
saída. Então você vai ter lá e esses
esses valores que estão na tabela
representam uma saída cambial. Assim,
alguém trocou dólares por tet, eh, que
no caso é um para um, né? Eh, mas na na
na
praxa do balanço de pagamento, tem um
valor positivo, que significa que os
residentes no Brasil ampliaram seus
ativos externos. Mas isso eh é na tabela
de da apresentação mais rápida. Se você
for no site de estatísticas do no site
do Banco Central, clicar no item de
estatísticas, dentro disso, selecionar
as tabelas especiais, dentro das tabelas
especiais tem uma que chama balanço de
pagamentos no formato BPM6, né? mensal.
E nessa tabela a gente vai ter eh numa
nota de no
memorando, né, para você ter uma ideia,
ele começa na linha 441.
Então assim, é mais difícil a gente
apresentar esse tabelão, né, no para
imprensa que ficar correndo e tal, mas
com com um tempo depois, né, da de de
acabar a coletiva, você vai lá na linha,
começando com a linha 441, tem um
memorando de criptoativos. Aí ele vai
ter o total, ou seja, você o que você
tem que na nota para a imprensa chegar
lá e somar a tabela seis com a tabela
11, aqui ele já tá somadinho para você.
Então tem o total separado em receitas e
despesas e aí tem o total dos 100
passiva correspondente, que é o Bitcoin,
dos com passiva correspondente, que é o
tetter, por exemplo, e lá tá quebrado em
receitas e despesas. Então você vai
saber eh todos os os detalhes lá, mas
enfim. Ah, eu eu acabei me alongando
mais, mas eh de fato é o que tá na
tabela 11 são os stable coins e o valor
é líquido.
Sobre esse tema, eh tem a previsão de
que as prestadores de serviço comecem a
informações OBC em maio, né? Eh, a gente
pode esperar alguma mudança ness nessas
estatísticas?
É, a partir daí, eh, é uma boa pergunta.
Eh, a gente é uma interrogação, né, o
que que vai acontecer e tal. Eh, o mês,
se eu não estou enganado, o mês de
referência para elas prestarem
informação é maio e elas vão prestar
informação em junho, né? Então, eh, eu
diria que na nota paraa imprensa de
junho, que nós vamos divulgar referente
aos dados de maio,
você não deve esperar mudanças ainda.
Eh, essa é uma coleta de informações
nova, não apenas nova no Brasil, mas com
poucos equivalentes no mundo. Ela vai
levar do ponto de vista das
estatísticas, né, essa informação serve
a vários propósitos, né, no Banco
Central. né? Tem as equipes que cuidam
de regulamentação desses mercados, que
vão olhar essas estatísticas. Tem as
equipes de monitoramento do mercado
cambiar ou do mercado financeiro que vão
olhar essas informações. E também tem as
eh o pessoal das das estatísticas, ou
seja, nós que também vamos olhar isso
aí. Eh, é uma informação nova, o
template, né, digamos assim, a tabela
padrão que discrimina as informações que
nós vamos solicitar, elas já foram
divulgadas, ou seja, as eh instituições
que vão reportar pra gente, que são as
prestadoras de serviços de ativos
virtuais ou PISAVES, ela já tem
conhecimento disso, deve estar
preparando suas estruturas internas para
fazer essa informação, mas é uma
informação nova, a gente vai precisar
receber esses dados no primeiro mês, eh,
validá-los, né, ver se eles estão
corretamente. ente se asáis, né, as
prestadores de serviço eh tiveram a
mesma compreensão da norma que nós
tivemos ou elas em conjunto e cada uma
individualmente, né, se elas estão
usando parâmetros eh metodologicamente
similares ou iguais entre si. Então,
esse processo de validação demora um
tempo. Agora,
eh, a gente não consegue precisar ainda
quantos meses isso vai levar da nossa
parte, exclusivamente da estatística,
né, sem falar as outras áreas do banco,
da nossa parte estatísticas. Quanto
tempo isso vai levar paraa gente validar
esses esses dados e tá eh
confiante de que eles expressam o que a
metodologia de balanço de pagamentos
precisa e que as prestadoras de serviços
também entenderam direitinho que a gente
tem mesmo comportamento, mesmo
compreensão. Ou seja, a gente recebe os
dados, aí tem uma dúvida, entra em
contato, eh, o cara esclarece a dúvida,
então, ah, acontece, mas vez, quero
dizer, a, ele tá certo na interpretação
da regulamentação, então a prestação que
ele me mandou, tá OK? Mas a gente
identificou uma diferençazine em relação
a ao que eu preciso para comper a
metodologia. Então eu faço um ajuste
nesse isso leva alguns meses, mas o que
a gente eh espera eh identificar nesse
conjunto mais abrangente de informações
que a gente vai ter é uma melhor eh
separação das transações com residentes
e não residentes. Tudo no balanço de
pagamentos é assim, né? Qualquer
estatística econômica que a gente
divulga aqui, a gente eh eh
caricaturando um pouco, simplificando um
pouco, a gente divide a o mundo em dois.
Eh, residente, não residente, você tem
uma transação entre residente e não
residente, eu põe no balanço de
pagamentos. Se são dois não residentes,
tá fora. Se são dois residentes, também
tá fora. Na estatística de crédito, de
segunda-feira, eu separo o que é
instução financeira e o que não é.
Então, quando a instão financeira faz o
crédito para uma não financeira, eu te
informo. Mas se o Banco do Brasil dá um
crédito paraa Caixa Econômica, fica
dentro do sistema, não te informa. Na
estatística de fiscal, na terça-feira,
eu separo que é setor público, que não
é. Então, eu sempre separo esse M dois.
Então, com as informações mais
detalhadas, eu vou poder validar melhor
se as transações que eu tô reportando de
fato são entre residentes e não
residentes. E eu vou ampliar as
informações que eu tenho agora quando
tenho uma transferência cambial de o
cara usando dólares para comprar uma
criptomoeda. Então essa informação eu
tenho, mas podem acontecer outras
transações entre residentes e não
residentes que não precisam de contrato
de câmbio. E aí eu vou ter uma eh
abrangência maior isso nessa transação
para aquisição e eventualmente eu posso
eh ter sempre entre não residentes
outras transações que não sejam esse eh
e essa compra, né, dos não residentes. E
assim, o cara comprou isso aí. E aí,
qual foi o segundo passo, né? você um
residente, comprou lá uma stable coin,
qualquer qual o segundo passo, você fez
uma viagem pro exterior e gastou essa
stable coin na sua viagem. Essa
informação, por exemplo, que eu não
tenho hoje, ela pode estar na conta de
viagens e aumentar despesas de viagens.
Então ela não significa necessariamente
que essa linha que você tá observando
que ela vá mudar, ela pode mudar pela
melhor identificação entre residente e
não residente, mas a gente vai ter um
conjunto mais amplo de informações eh
que pode entrar em qualquer lugar no
balanço de pagamentos. Pro balanço de
pagamentos não me interessa se eu tô
usando dólares, né? Assim, me interessa
se eu tô usando qualquer qualquer tipo
de transação entre residente não
residente. Se ela for paga em
criptomoedas e eu conseguir essa
informação, ela entra também.
Opa. Então, tá, é, muito obrigado pelas
perguntas hoje. Acho que propiciaram um
um detalhamento maior, um debate
interessante. Eh, eu, antes de encerrar,
só queria eh lembrar a todos de que a
gente vai voltar aqui na segunda-feira
para nesse mesmo horário de 10:30 da
manhã para divulgar as estatísticas de
crédito e em seguida na terça, eh,
divulgar as estatísticas fiscais. Aí,
enfim, a gente encerra o mês de março.
Mas antes disso, um bom fim de semana,
boa sexta-feira, um bom fim de semana
para todo mundo. Muito obrigado.
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Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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