Tipos de blockchain e sua usabilidade redes públicas, privadas e híbridas
Sumário Regulatório
Análise das diferentes arquiteturas de blockchain que viabilizam a tokenização, com foco em governança, privacidade, escalabilidade e viabilidade em ambientes regulados. Palestrantes: Luiz Pires, nosso gerente executivo de Sustentabilidade e Inovação; Jeff Prestes, Consultor Internacional Independente; e Solange Gueiros, gerente de Educação para relações com desenvolvedores de Blockchain.
Transcrição e Conteúdo
estar aqui mais um encontro, né, na nossa jornada de toquenização. Eh, jornada de toquenização, pessoal, ela pra gente aqui na Ambim é um momento tem sido, né, tem sado um momento cada vez mais eh relevante, mais importante, né, um momento onde a gente consegue juntar, né, bastante gente aqui do mercado para falar sobre um tema que tem prometido bastante coisa, né, pro mercado....
nossa jornada de toquenização.
Eh, jornada de toquenização, pessoal,
ela pra gente aqui na Ambim é um momento
tem sido, né, tem sado um momento cada
vez mais eh relevante, mais importante,
né, um momento onde a gente consegue
juntar, né, bastante gente aqui do
mercado para falar sobre um tema que tem
prometido bastante coisa, né, pro
mercado. Então, eh, acho que é um dos
temas mais efervescentes. a gente tem
apostado muito como a próxima disrupção
do mercado, né, toda essa agenda de
toquenização, não é à toa que a gente
tem, né, investido bastante tempo nessa
discussão. Então, tem o piloto de
tokenização, tem a jornada aqui como,
né, um processo de aprendizagem, são
nove encontros, né, ao longo desse ano.
A gente já teve o primeiro, tá aqui no
segundo, né? Eh, na primeira conversa a
gente discutiu sobre o que é blockchain,
como que a gente usa, para que que serve
e tudo mais. Eh, gente, esqueci de me
apresentar. Eh, sou Luiz Pires, atuo
como gerente de sustentabilidade e
inovação aqui na ANBIMA. Desculpa por
essa falha terrível. Eh, vou conduzir
essa conversa aqui de hoje, né? né?
Então, no primeiro encontro, a gente
falou um pouco mais sobre que que é, né,
para assim, que que é esse bicho, né,
que tá entrando aqui na nossa vida, para
que que serve a tokenização, como que
ela vai ser usada, como que ela poderia
ser usada, né, no mercado financeiro, no
mercado de capitais, quais são os
benefícios esperados, né, o que que a
gente eh por esse hype, por, né, essa
evescência toda, acho que foi o extrato
do primeiro encontro, né? Então, quem
não recebeu, a gente fez um resuminho
depois de como foi essa conversa, dá um
toque, a gente consegue compartilhar.
Eh, e a gente vai hoje pro segundo
encontro, né, de de nove. Eh, nesse
segundo encontro a gente vai falar um
pouquinho mais sobre tipos de
blockchain, né, sobre usabilidade. E a
gente ouve toda vez que a gente vai
falar, né, sobre esse assunto, eh,
algumas discussões elas são muito
presentes, né? Ah, mas a blockchain é
pública ou é privada, né? Ou eu misturo
tudo isso? Para que que serve? Mas o que
que eu ganho numa blockchain pública? O
que que eu ganho numa rede privada? para
que que serve, né? E acho que para tirar
um pouco, né, dessas dúvidas, dar um
pouco mais de clareza, a gente trouxe
duas pessoas que são especialistas, né,
são super reconhecidas no mercado e que
acho que vem discutindo e dando aula
para todo mundo aí nesses últimos muitos
anos, né? Então, a gente vai receber
hoje a Solange, né? Solange, eh, Gueiros
da Chenlink. A Solan já é uma autoridade
e tem, eu acho que já todo mundo em
algum momento quando assim quem vai nos
encontros, né, na agenda de blockchain,
hora que fica do lado da Solante, todo
mundo fala: "Oi, tudo bem?" Não sei quem
tal, acho que é uma pessoa que tem
ajudado bastante esse ecossistema a se
desenvolver. Eh, o Jeff parece de tipo,
da mesma forma tem ajudado a construir
muitas discussões importantes. E o que a
gente, né, queria discutir com vocês
hoje, né, muito num formato
colaborativo, participativo, eh é de
como a gente vai construindo um caminho
para o mercado no longo prazo, né? Eh,
então acho que minimamente conhecer para
que que serve essa tecnologia, da onde
que ela vem, como que ela funciona e
tal, é uma base para que a gente consiga
pensar lá na frente as vantagens,
benefícios e consiga pensar em produtos,
né, serviços, o que que a gente ganha.
com essa história toda, tá? Então, a
conversa de hoje ela vai ser ela começa,
né, com o bate-papo. Acho que a Solange
vai fazer um, né, um um contexto aqui
pra gente, explica um pouquinho, eh, vai
dar uma base teórica, né? Eu acho que é
esse esse nosso primeiro momento aqui.
Aí depois a gente entra numa, né,
conversa, num bate-papo, assim, o Jeff
nos ajuda, né, com com mais
contextualização, desafios do dia a dia.
E lembrando, né, que como toda a
discussão aqui, né, no contexto da rede
Bima de inovação, é uma discussão de
microfone aberto, né? Então assim, cara,
quero entender, não sei, sei que, pô,
tenho uma dúvida, pô, levanta a mão. Eu
acho que é o único pedido que eu ia
fazer para vocês, né? eh em tempos onde
num momento muito legal, onde a gente
tem mais pessoas participando, né, do
que ferramentas de a participando das
reuniões, que já é um uma grande
evolução nos últimos tempos, né? Queria
pedir só pra gente conseguir organizar
melhor isso daqui, vocês levantarem a
mão e aí levantando a mão, a gente
libera os microfones e aí todo mundo
consegue fazer as perguntas e assim a
gente vai evoluindo. Beleza? A gente tem
1 hora30, né, da mais 1 hora20, né, a
partir de agora de conversa, né? né?
Então vamos aproveitar, vamos tentar
fazer, né, desses próximos minutos um
momento de aprendizagem, de muitas
trocas, né, como a gente vem vem fazendo
aqui sempre, né? E e é isso. Parei, né?
Eh, encerro por aqui. Estouando, por
favor, né? Tá contigo. Obrigado pela
participação.
>> Obrigada. É um prazer táar aqui. Deixa
eu compartilhar a minha tela.
Ã, foi, será?
Perfeito. Já tá no ar aqui pra gente. Tá
ótimo. Muito bom. Então, bom, gente, eu
vou até começar revisando algumas coisas
que tem a ver com que vocês já viram,
mas para ter certeza que a parte
conceitual está boa até a gente chegar
realmente na parte de rede, tá? Eh,
antes até só me apresentando.
Bom, meu nome é Sol Gueiros, eu trabalho
na Chain Clubs, que é uma empresa
relacionada a Oráculos. No final eu falo
assim 30 segundos sobre isso. Aqui estão
meus contatos no meu site, é onde vocês
podem encontrar outras palestras, outras
coisas que podem complementar para vocês
depois. E vocês podem me chamar de som.
Essa apresentação tá aqui. Vou deixar eh
então um minutinho, alguns segundos aí
para vocês lerem o Qcode da apresentação
também para ter certeza que todo mundo
pega.
>> E podem ficar tranquilos que depois a
gente envia para vocês também, tá
pessoal? Assim, Carlos, quem não
consiga, quem chegue às daqui a 5
minutinhos a gente compartilha depois.
Fiquem fiquem tranquilos.
>> Excelente, Luiz. E vamos lá. Então, como
eu falei, eu tô voltando um pouquinho,
tá? Vamos voltar para as origens até e
relembrar um pouquinho do que que é o
Bitcoin, a questão da arquitetura peer
toar, né, que é daí que tudo começa. Eh,
e até falando do próprio white paper, a
gente ele é definido ali na primeira
linha, no primeiro parágrafo, como uma
versão ponto a ponto de dinheiro
eletrônico. Então, o que interessa pra
gente é a questão do ponto a ponto e
como isso eh tem a ver com rede, depois
com tokenização, tá? E até falando um
pouquinho do que que o Bitcoin resolve
na época, porque que ele é tão eh
importante, tão ponto de virada de
chave, porque antes dele a gente não
conseguia eh resolver os problemas acima
e principalmente assim, imagina que se
você tem uma imagem e você manda, você
manda cópias dessa imagem para quem você
quiser, mas você não pode fazer isso com
dinheiro, nem com tokens. E é isso que a
gente tá falando da tokenização.
Eh, tudo isso pra gente, e eu vou passar
isso mais rápido, senão vou passar muito
da da meia hora. Dentro do que a gente
falou de Bitcoin, o mais importante é a
questão do blockchain em si, mas o
blockchain ele é baseado em
criptografia, teoria dos jogos e
sistemas distribuídos. A nossos sistemas
distribuídos que a gente vai falar mais
dessa questão de rede, tá? Mas eu vou
passar um pouquinho pela parte anterior
também, tá? Então vocês já viram que é
blockchain, mas para ter certeza que a
gente tá na mesma página, eu adoro dizer
que blockchain é o que o próprio me diz,
uma cadeia de blocos, onde a gente tem
esses blocos ligados de uma maneira
criptográfica, tá? Então, em cada bloco,
a gente tem sempre o resto do bloco
anterior. E olha eu já falando nomes
estranhos, né, que aí a gente vai paraa
criptografia.
Eh, e dentro do bloco também eu tenho as
transações, que são exatamente as
interações que a gente tem com
blockchain, tá? Eh, a gente pode falar
então que o blockchain ele é um livro
razão distribuído que mantém essa lista
contínua de registros ordenados, que
esses são os blocos, tá? Eh, e aí sim,
os blocos são esses contêiners de dados.
Então, no bloco eu vou ter uma lista de
transações, os carimbos de data hora.
Ah, e aí sempre o resto do bloco
anterior, que é o que valida o fato dele
eh de ser uma cadeia, né? E a gente tem
normalmente um que vai depender da ele
tem a ver com o hash também, mas ele tem
a ver com a segurança do bloco e da
blockchain também, tá?
Aí, bom, pensando nas transações, quando
a gente tava falando ali do Bitcoin, a
transação ela é só questão de
transferência de valor, mas quando eu
vou e já adiantando para outros
blockchains como Etherum, eh, eu também
uso transações para transferência de
dados, que desde pode ser uma mensagem
pro endereço de um endereço pro outro,
que eu poderia fazer no Bitcoin, uma
mensagem pequenininha, mas quando eu vou
para outros blockchains, eu posso fazer
isso como um deploy de um smart contact
ou uma interação com smart tomate de
conta de que já está publicado em uma
rede, tá? E aí eu falei para vocês que
na criptografia a gente tem eh é é uma
parte fundamental, né? E basicamente a
gente tem três grandes tópicos na
criptografia relacionado à blockchain,
relacionado às redes. Primeiro a questão
do hash que eu comentei com vocês. Então
pra gente resumir o hash nessa parte de
transação em bloco, quando você tem uma
transação e você cria um hash, você cria
uma como se fosse um, é a identidade
dela, tá? Eh, e se eu fizer, ã, aí então
eu tenho o resto daquela transação.
Quando eu tenho várias transações, mas o
não, mas tudo aquilo que eu falei que a
gente tem dentro do bloco, e eu junto
tudo isso, eu vou criar o rest do bloco.
Eh, se eu tentar alterar qualquer coisa
dentro deste bloco ou mesmo dentro da
transação que a gente falou
anteriormente, o resto muda
completamente, tá? Não parece uma coisa
até meio aleatória, mas esse é o ponto.
Se eu colocar um espaço numa transação
que você não vê o espaço na mensagem
naquela transação, pronto, o resto é uma
coisa que parece que não tem mais nada a
ver. Então o resto ele é impressão
digital tanto da transação quanto do
bloco. E lembra que eu falei que um
bloco tá ligado no outro porque ele tem
o resto do bloco anterior? Hum.
[limpando a garganta] Então imagina que
você está no bloco número 100 e você
tentou fazer alguma alteração no bloco
número um. quer dizer que você alterou o
rest do bloco um. O r do bloco um tá no
dois, então vai ter que alterar o rest
do dois e você teria que alterar todos
os restes até o bloco número 100. Então
isso já é uma coisa difícil, que dá
muito trabalho. Agora imagina que quando
a gente tá falando disso numa rede
descentralizada,
eu tenho outros participantes que t
concordar com isso. E a gente até vai
ver essa forma de como concordar, sendo
a questão do consenso e sendo a questão
do da rede, que é o que a gente vai
finalizar nesse encontro de hoje, tá?
Mas é isso, o resto é super importante.
A outra coisa importante dentro de
criptografia é o conceito da chave
pública e privada, que é eh como é que
você prova que você está assinando uma
transação ou que você está autorizando
alguma coisa a partir de um de um
endereço. Então, seria a nossa
identidade, mas de uma maneira um pouco
mais anônima. E a questão da Merc, ela é
uma maneira onde a gente organiza as
transações dentro dos blocos para
facilitar depois tanto as buscas quanto
a validação dessas transações, tá? E
tudo isso, como eu falei, eu tô passando
de uma maneira, são termos mais
técnicos, mas eu tô passando de uma
maneira mais generalizada, só para vocês
terem uma base disso também, mas sem ir
tão profundamente assim, tá? Uma coisa
importante pra gente falar de tudo isso,
a questão da teoria dos jogos, eh, isso
é bem interessante porque isso é um, não
é videogame, tá gente? É um estudo de
tomada de decisão entre indivíduos e
quando o resultado de um vai depender
das decisões dos outros. Então, por isso
que a gente fala que é uma
interdependência similar a um jogo ou a
gente tá falando do estudo de
probabilidades,
né? E o mais comum quando a gente ouve
disso é a questão dos generais
bizantinos, que é como é que você faz a
comunicação para fazer um ataque, sendo
que eles não eh têm uma comunicação
direta. Então eles vão receber a
comunicação dos outros generais e eles
têm que ter certeza que o general tá
falando a verdade ou que ele tá
mentindo. Eh, ele falou para atacar, mas
será que ele tá realmente falando para
atacar ou eh isso não vai funcionar? E
para que o ataque funcione, todo mundo
precisaria atacar ao mesmo tempo, sendo
que eles eh têm essa coordenação que
eles podem estar falando a verdade ou a
mentira. E é isso que a gente fala na
questão do consenso também, como é que
você tem normalmente a maioria aceitando
algo ou concordando com algo até para
incluir uma transação na rede, incluir
um bloco na rede e assim sucessivamente,
tá? De novo também eu estou dando
pitadas para vocês que vocês podem
depois até estudar mais a fundo, tá? E
bom, como eu falei, generais bizantinos
tem a ver com consenso.
E até só uma coisa que vocês vão ouvir
muito, que eu não pus aqui, vocês vão
ouvir muito o termo ser tolerante às
falhas bizantinas, que é isso que a
gente fala que é o consenso normalmente
de 50% mais um, que quer dizer que a
maioria está concordando com alguma
coisa, tá? E aí, voltando pro consenso
de novo, o próprio hã conceito de
consenso, né, é o mecanismo para que as
partes concordem que ah, pensando aí já
em blockchain, a gente tá falando que um
estado do sistema tá correto, que isso é
verdade e que tudo isso foi baseado em
teoria dos jogos. E os consensos eles
são super importantes quando a gente
fala nas redes, nos tipos de rede. H
porque primeiro um dos consensos que é o
consenso consenso do Bitcoin é o proof
of work.
Aqui o interessante dele é que ele é
muito fácil de verificar quando ele já
tá definido, mas ele é mais difícil de
calcular porque ele tem a ver com
aquelece que eu falei com vocês no
início e hash. Então imagina que seu
hash tem que começar com uma certa
característica, com uma regra, com
determinado número de zeros. E a única
coisa que você pode mudar para fazer o
seu resto começar com esse número de
zeros é um número sequencial. que a
gente chama de nceo. Então, os
validadores, e no caso a gente chama
eles de mineradores, eles literalmente
mineram porque eles estão em busca de um
número que faça com que o resto do bloco
comece com aquela quantidade de zeros
que a gente fala que é o grau de
dificuldade da rede. É isso que acontece
no Bitcoin. Então, para você calcular é
um trabalho computacional muito intenso,
mas depois que você já sabe qual é o
nome, se você provar que ele funciona,
eh, é muito fácil, tá? E é isso que é o
Bitcoin. O Bitcoin é baseado em
profework, tá? Eh, já falei disso. Vamos
lá. E isso também, que é o que eu falei
da mineração, tem um detalhe a mais da
mineração quando a gente fala de
Bitcoin, é que isso é uma disputa.
Então, os mineradores eles querem ser eh
ganhar a recompensa de validar aquele
bloco, significa de encontrar o para
fazer o bloco válido. Então, eles estão
fazendo uma disputa, tá?
E isso que a gente fala que é a
mineração,
tá? Outro modelo de consenso muito
utilizado também e foi popular quando
Etheríum mudou ah pro para esse consenso
que ele saiu do proof of work pro proof
of stake é um consenso que a gente chama
de prova de participação.
Então você participar da validação dos
blocos, você tem que fazer um depósito
de uma certa quantidade de de
criptomoeda nativa da rede e ao invés de
você ter então o poder computacional,
você tem um poder financeiro,
e a partir disso, quanto mais moedas
você possui, maior a chance de você
validar eh um bloco e aí ganhar a
recompensa do bloco, táé? E importante
que em termos de energia ele gasta menos
energia do que o pro FWork, tá? Ah, e a
questão da segurança e descentralização
é um pouco relativa, porque depende do
custo para você ser um validador na rede
também, tá? Mas normalmente assim, a
gente até pode falar que esse custo é
menor do que o custo para minerar um
bloco, por exemplo, hoje numa rede de
Bitcoin. Então isso tá valendo ainda,
tá?
>> [roncando]
>> Eh, aí também super importante paraas
redes que a gente vai trabalhar
[roncando] e principalmente paraa rede
que tem a ver com tokenização mesmo, é a
questão do proof of Autority, que
normalmente a gente tem blockchains
permissionados ou privados, que é um
grupo de autoridades, que são os nós
aprovados, definidos para criar blocos
em uma rede, tá? Eh, então você continua
precisando da aprovação da maioria
desses nós para criar o bloco e isso é
utilizado tanto nas redes privadas de
etheréum quanto outras redes privadas ou
permissionadas, tá?
Aí é isso. Isso é a parte de que a gente
precisa para chegar no principal de
redes que são os sistemas distribuídos.
Então, o sistema distribuído é uma outra
matéria de computação mesmo aí que é pra
gente entender o conceito de ser
distribuído. O centralizado, quer dizer,
eu tenho um nó que a partir desse tudo é
h a informação é
distribuída, ela é passada, transmitida
para os outros nós que fazem parte
daquela rede. E até em termos de
vulnerabilidade, se você quiser jogar
uma bomba, você joga a bomba num lugar
só, acabou com tudo. É isso. eles não se
comunicam mais. Quando a gente vai pro
sistema descentralizado, é como se a
gente tivesse algumas centrais. E essas
centrais elas transmitem a informação e
elas se comunicam entre elas, mas não
são todos os nós que se comunicam entre
si. Então, por exemplo, se eu quiser
destruir uma rede descentralizada,
somente descentralizada, ao invés de
jogar uma bomba, eu vou ter que jogar
umas 10 nos 10 pontos principais. Aí eu
destruí a rede. Aí se eu quiser, ah,
vamos aí pro final do que é o o
conceito, né, de redes distribuídas. A
gente fala muito em descentralização,
mas o blockchain ele é mais que isso,
ele é distribuído, que esse conceito de
que todo nó pode se comunicar com todo
nó. Então, se eu quiser destruir uma
rede distribuída, eu tenho que realmente
destruir todos os nós. E se, por
exemplo, eu quiser destruir a rede do
Bitcoin e eu tenho um nó num satélite,
eu teria que destruir não só a terra,
mas tudo que tá fora lá no satélite
também. Então, é um pouco mais difícil,
tá? [limpando a garganta]
Eh, e aí voltando pra questão do
blockchain, o blockchain ele é aquele
livro de estados que a gente falou para
vocês, a questão de Ledger, que vocês
vão ouvir muito, mas isso de uma maneira
distribuída, tá? Todos os nós têm cópia
disso.
E outra coisa importante pra gente
falar, eu falei um, dei uma pitadinha de
etéreum, mas depois do Bitcoin a gente
vem pra questão do etheréum, né, que é a
a segunda maior evolução aí. [roncando]
E o Etheréum, ele é uma plataforma
global para pros aplicativos
descentralizados. Então, imagina que no
Bitcoin eu comentei que o limite para eu
mandar uma mensagem ele é muito pequeno
e eu não conseguiria, por exemplo,
executar um programa de computador
dentro da rede da rede do Bitcoin. E por
isso que o Vitalic Birin até criou o
Etheréum, no sentido de que ele fazia
parte do ecossistema do Bitcoin, mas ele
via que o Bitcoin podia ir muito além de
somente transferência de valor e podia
executar aplicativos descentralizados.
E desta maneira, eh, é até interessante
a questão de consenso também, né?
Primeiro ele tentou propor isso no
Bitcoin, isso não foi aceito. Aí ele
acabou criando a rede, outra rede, né? A
rede dele aí junto com outros
participantes. Mas isso é o Etheréum,
tá?
Então, o conceito o básico do Etheréum,
que faz o Etheréum ser diferente do
Bitcoin na época e que abre todo um
caminho de de redes e de conceitos aí
dentro do blockchain é a questão do
smart ou do contrato inteligente. Eu
adoro dizer que primeiro ele não é
smart, tá? Ele faz o que tá programado,
nada além disso. E ele não é um contrato
quando a gente pensa na definição de um
contrato jurídico. Mas quem criou o
termo smart contract foi Nickzabo.
E ele era a ele fez ciência da
computação, ele também era advogado e
até por isso o termo vem do contract
também. E muito interessante que ele
criou isso como que 10 anos antes de
existir um ambiente onde o smartpet
pudesse ser executado. Então imagina ele
muito visionário. E voltando pro que a
gente tá aqui, então os smart contacts
eles são programas de computador que
eles estão publicados e executados no
ambiente blockchain, que como eu disse,
esse tipo de ambiente só apareceu 10
anos depois da definição do que era o
smart content. Eles são imutáveis. Por
quê? A transação dentro do bloco, ela é
imutável, dado que é muito difícil você
alterar o que tem no passado.
Eh, e aí a gente tem a então a questão
de que ele é imutável dentro daquele
consenso da rede do blockchain, tá? Eles
normalmente são executados de maneira
autônoma quando acionados. Quer dizer,
você aciona o smart contact e aí ele vai
executar exatamente o que tá programado
e ser intermediário se isso não tiver
definido como alguma validação dentro do
próprio smart contact. E Jo, a gente
pode até começar sobre eh o termo Smart
Continho na nossa discussão.
E aí, e o interessante é que o Smart
Conts
eles vêm para solucionar os problemas de
confiança da sociedade, porque até a ao
invés de confiar nas marcas ou acordos
de papel, a gente tem uma verdade
baseada em criptografia, que é daí
garantida pela matemática, por todos
esses termos que a gente já falou de
criptografia, tá?
Eh, e é isso. Dentro do que eu falei,
bom, Etheréum, aí a gente vem para um
termo novo que é a Etherium Virtual
Machine. Então, uma virtual machine, ela
é uma máquina de estado. E o Etheréum
criou, lembra que isso é um ambiente de
código aberto? Então, muitas outras
redes foram criadas baseadas na rede
Etheréum. Então você vai ouvir muito o
termo IVM compatible ou redes
compatíveis com etéreum, tá? Ah, e
quando eu falei da parte também de
transações e máquina de estados, que é o
conceito do blockchain do Etheréum,
imagina que assim, cada estado é como se
fosse uma fotografia e a transação é o
que faz a fotografia ser alteradas, tá?
E aí, imagina que eu tenho um estado, o
número um ali, que é minha mão esquerda
levantada, o que o saldo é 10, a
informação é a. Se eu quiser mudar para
ter uma outra fotografia com a outra mão
levantada ou um outro estado, um outro
saldo, uma outra informação, eu tenho
que ter uma transação para fazer essa
mudança de estado, essa mudança das
informações e essas transações que estão
no bloco e que são validadas dentro da
rede blockchain, né?
E é isso. E uma coisa super importante
quando a gente vem pra questão do Ethero
e pra questão dos smart contents, é como
isso chega nas finanças
descentralizadas, que foi outra coisa
que podemos dizer que mudou o mundo. Aí
é o terceiro grande tópico. A gente tá
falando de aplicações financeiras que
são baseadas em blockchain. E vocês vão
ouvir muito termos moneilegos, porque
essas aplicações elas podem ser
compostas normalmente de muitas
maneiras. E por um lado a gente tem a, a
gente pode falar que são recriados, né,
os instrumentos, produtos do mundo
financeiro tradicional, tá? Eh, mas por
outro lado, quando a gente tá falando
principalmente dos de blockchains
públicos, do conceito de DIFI em si, a
gente tá falando do mercado que é 24x7,
que isso traz outras oportunidades que a
gente tem cálculos de juros por hora,
minuto, bloco, ã, ou até o quando a
gente fala do próprio etéreum que os
acertos acontecem em 15 segundos, mas
outras redes, inclusive compatíveis com
o Etherum ou não, são mais rápidas
ainda.
1 segundo, 2 segundos. Então, imagina
com a dinâmica que muda em termos
financeiros, tá?
Um outro ponto importante que com
certeza vocês já ouviram falar ou e vão
ouvir mais aí na questão da tokenização,
é a questão do token, principalmente do
padrão RC20, que é um token, um padrão
para tokens fungíveis, que são aqueles
que dois tokens t o mesmo valor, igual
duas notas de R$ 100, se eu trocar uma
pela outra, elas valem a mesma coisa.
Importante entender a diferença de token
criptomoeda. Criptomoeda, pensando nos
blockchains públicos, eh o token gerado
nativamente na rede, cada vez que um
bloco é gerado e ele é a recompensa por
bloco. E a isso a gente chama de
criptomoeda. Esses tokens,
principalmente padrão RC20, token geral,
ele acaba sendo um smart contract, que
ele foi publicado em uma rede de
blockchain, eles não têm o blockchain
próprio e as transações então acontecem
no blockchain onde eles foram
publicados, tá? Aí chegamos aí na parte
que já já a gente vai paraa discussão,
vamos entender um pouquinho mais de
conceito sobre redes públicas e privadas
e que que a gente tem aí de divisão
entre esses modelos, tá? Relembrando,
blockchain, Ledger, distribuído,
replicado, blocos encadeados
criptograficamente
com mecanismo de consenso que vai
definir,
ã, a rede vai concordar com qual o
Estado é válido. E é nessa parte de rede
concordar com qual o estado é válido, é
que a gente vem nessa questão do das
redes em si, então das redes públicas e
privadas, porque isso tem a ver com
consenso e isso tem a ver com
governança,
tá?
Ah, a gente viu, então tudo que a gente
tá falando de descentralizado, só um
reforço aí. a gente tem que coordenar
esse acordo entre partes que não confiam
plenamente umas nas outras sem depender
de uma autoridade central. Então é isso
que vai definir. Quanto maior o meu grau
de confiança nas partes, menos
descentralizado eu preciso ser, tá? E é
isso. Quando a gente tá falando de rede
pública, e aí rede pública em si, ah, e
privada, a gente tá querendo dizer quem
pode participar e quem pode validar, tá?
Quem pode participar? A gente vai
dividir isso em duas partes. A gente tem
a questão de acesso e leitura. Quem pode
ler aquela rede e quem pode propor
transações. Então, a gente tem eh redes,
eu posso citar, por exemplo, a a RBB,
uma outra rede pública aí de órgãos
públicos, que você pode ser um validador
somente para ler o que que tá
acontecendo lá dentro. Mas para você,
por exemplo, enviar transações até ou
validar ou ter essas transações nos
blocos, você teria que ter um estaria
participando da rede de uma outra
maneira, como um órgão participante, tá?
E aí a gente vem para outra questão de
participação, que é a validação ou a
escrita. Quem pode eh operar o consenso,
dizer se aquele bloco tá válido ou não,
eh quem pode efetivamente acrescentar os
blocos, quem pode colocar transações num
bloco para criar um bloco, tá?
E aí, bom, dentro da rede pública,
qualquer um entra, qualquer um lê,
qualquer um cria transações e você pode
até validar o bloco. Aí vai depender
daquele modelo de consenso, né? Num
teria que eh ou num work eu teria que
minerar, achar um válido. Num proof of
stake eu tenho que ter um depósito. Eh,
aí no proof of a autoritos
permissionados. Então não, mas a
confiança ela vem desse consenso e da
criptografia.
E na rede pública a descentralização é a
prioridade e isso tem um custo que
normalmente a velocidade e a
escalabilidade, que provavelmente a
gente vai falar mais disso depois aí na
nossa discussão, tá?
Aí é importante que dentro daqueles dois
eixos que eu falei, a rede pública ela
aberta nos dois, então qualquer um lê,
transaciona e pode ser validador, tá?
Vocês vão ouvir muito o termo
permissiones, que é são sem permissão.
Então a confiança não vem de você
conhecer os participantes, tá?
E tá, acho que isso a gente já falou, tá
bom? Aí quando a gente vai paraas redes
privadas, a gente tá invertendo a
lógica. E o conceito do privado é que
uma única organização é que ela vai
controlar quem lê, quem entra e quem
valida. Eh, o desempenho é super alto
para colocar blocos e tudo mais. A
questão de privacidade de dados também.
Ah, a governança é clara, afinal é só
tem um governando, né? E previsível. A
questão de você ter conformidade com
leis, com normas, é muito mais fácil
também, tá?
E uma das coisas que também eh é um
pouco alvo de crítica que normalmente é
o custo, né? Porque se uma entidade hã
controla tudo, a gente tem a quando eu
falo custo em relação a ao conceito, né,
de blockchain. Então, a questão de você
ter eh você não tem mais aqueles eh
intermediários de confiança, você não
tem mais essa questão da
descentralização, é uma das coisas mais
preocupantes, tá?
Eh, e até o pessoal fala: "Ah, mas se
você tem uma rede privada que é
controlada por um único ator, então é
apenas um banco de dados distribuído,
tá? com mais partes e mais do que a rede
privada, o que a gente tem tem visto na
questão das redes ah relacionadas à
tokenização, a gente tem a questão das
redes permissionadas
e que elas são muito confundidas aí com
esse termo com privado, mas a questão
que a permissionada ela significa que
normalmente a gente tem algumas
entidades que elas são autorizadas, elas
se validam para participar dessa rede.
Tá? Os nós eles são identificados,
eles são eh habilitados, tá? Eh, mas a
gente continua tendo a questão de mais
de um nó. A gente tem um grau de
confiança maior pela questão de que você
tem essa autorização, identificação,
mas eh não é o único nó que normalmente
a gente costuma falar que seria um único
ponto de falha, né? Uma vulnerabilidade
maior, tá?
eh, que é isso que eu acabei de falar,
né? Então, não é um dono único e a gente
pode ter um consórcio de organizações.
Eu até coloquei alguns mais antigos aí
para vocês, né, que do Febrec, o corda
quórum, até algumas coisas que hoje a
gente já tá trabalhando com modelos mais
novos, tá?
E é aqui, como a gente falou antes, eh,
que a gente tem então a maior parte da
adoção institucional, então desde os
bancos, suprimentos, seguradoras,
registros entre empresas, a gente
combina essa questão de você ter uma
identidade conhecida dos participantes.
Isso é super importante quando a gente
fala em compliance, em responsabilidade
legal, eh com um registro compartilhado
e imutável entre as partes, que assim,
você confia, você conhece, mas você não
precisa confiar completamente, tá? Você
tem essa questão de da transparência,
inclusive entre as partes, tá?
E dentro até da questão da redes
permissionadas, hã, existe ainda uma
outra especificação que a gente pode
falar do que são as redes híbridas, que
daí a como eu comentei da RBB lá atrás,
é um caso desses onde qualquer um pode
ler, mas só os atores autorizados aqui
podem validar, tá?
Ah, e aí sim a gente tá misturando o
esses elementos a melhor parte de cada
um, tá? Eh, uma outra questão das redes
híbridas que a gente vê também eh seria
ou até da rede permissionada, né? Isso
aí não é só da híbrida, mas é da mais da
permissionada. é você ter eh nessa rede
permissionada, você tem então os atores
conhecidos e você cria um hash dos
blocos dessa rede permissionada para uma
rede pública. Então, o que tá na rede
pública é somente um hash do qual você
não pode chegar nos valores originais,
mas o fato de você ter esse hash numa
rede pública faz com que te dê mais
confiança de que eh não vai acontecer
nenhuma alteração nessa rede
premissionada porque o hash já foi
validado numa rede pública ou pelo menos
assim publicado numa rede pública e você
não tá expondo os dados publicamente,
tá?
E é isso aí. Eu sei que esse esse vai
ser o termo da nossa discussão já, as
características, os usos, tradeoffs
disso, mas só pra gente ah
assim já aquecer um pouquinho mais, a
gente tá falando aí do privado
permissionado que a gente tá ganhando em
desempenho, privacidade e governança,
mais menos descentralização, menos
resistência sem censura, tá?
E é isso que a gente vai começar a
conversar já. Antes de conversar, eu vou
falar assim 30 segundos só de uma coisa
para ficar na cabeça de vocês pro futuro
aí também pros nossos encontros futuros,
que é a questão de tá bom, a gente já
viu que as redes elas são em ambientes
isolados, seja uma rede pública ou
permissionada, ela é um ambiente
fechado. Como é que eu faço a
comunicação desta rede com os dados que
estão fora dela, tá? E principalmente
quando a gente faz a tokenização, como é
que eu faço a comunicação e até a
integração dessa rede com dados do mundo
real? Este é o conceito dos oráculos,
tá? Eu tenho aqui para vocês depois
lerem mais sobre isso. E os oráculos são
essas fontes de conexão com dados e
recursos externos, tá?
Eh, e a única coisa que eu tenho para
falar para vocês de oráculo para agora é
que quando vocês pensarem em oráculo,
sempre pensem eh em uma rede
descentralizada de oráculos, em uma don,
da mesma maneira que a gente tá falando
numa rede permissionada ou mesmo uma
rede [roncando] privada, mas mais a
questão da permissionada que a gente vai
ter vários nós, por mais que eles sejam
conhecidos. Quando você fizer essa
comunicação com o mundo externo, faça
isso também validando por uma rede
descentralizada,
onde esses nós têm que ter um consenso,
eles não estão colocando nada no bloco
diretamente, mas eles têm que ter um
consenso para fazer essa comunicação da
informação do mundo externo com a rede
blockchain, tá? E é basicamente isso que
eu queria eh falar com vocês. Eu espero
que eu tenha conceituado o suficiente
pra gente agora conversar um pouquinho
mais.
>> Solange, obrigado. Eh, eu, uma coisa que
eu gosto muito, eu cuido de duas agendas
da BIMA, né? sustentabilidade e
inovação. As agendas de sustentabilidade
elas começam e elas vivem um eterno
consenso. Eu adoro agenda de inovação
porque você fala 5 minutos tem três
brigas rolando assim e ninguém sabe da
onde tá vindo para onde tá indo. Eh, e
foi muito legal. Queria começar essa
conversa aqui, cara, trazendo um ponto
que foi, você começou a falar, olha,
você trouxe um ponto aqui já trazendo o
Jeff aqui, eh, para fazer um uma entrada
nessa conversa.
>> Pô, não sei que tem um smart contract
que ele não é smart e nem contract. E aí
o Jeff falou: "Opa, pera aí, eu talvez
eu veja isso de um jeito diferente". O
Gabriel, o Gabriel da Verte fala:
"Gabriel, tudo bem? Valeu pela
presença." Eh, falou: "Putz, eu também
vejo bem e eu entendo que isso é um tema
que, tipo, não tem pacificação, né? Eh,
porque é muito de como você enxerga ali,
de como você traz isso pra tua
realidade, né? Eu queria trazer o Jeff
aqui pra gente dar uma explorada nisso,
porque e aí depois a gente entra, né,
num numa visão um pouco mais eh depois a
gente segue a pauta, tá, pessoal? É que
eu queria, tipo, pessoal, só tô fazendo,
abrindo um parênteses aqui na nossa
discussão, porque eu acho que essa é uma
conversa legal, eh, porque tem a ver com
a responsabilidade, é um cuidado que a
gente tá fazendo aqui quando a gente
olha lá pro piloto de tokenização, eh,
um cuidado que a gente tem tentado
trazer é é como que a gente
responsabiliza, né? Então, se de repente
um ator do ecossistema que hoje, né,
segue todo, eu vou trazer no no processo
de finanças tradicionais, ele imite as
coisas e tal, ele tem lá um monte de
documentos que ele assina, ele se
responsabiliza por uma série de coisas.
Quando a gente leva isso para para
blockchain, fala: "Não, beleza, qualquer
coisa, tipo, né, eh, eu coloquei tudo no
smart contract". Daí você fala: "Bom,
beleza, mas se eu tiver aqui na bronca
alguém, responsabilizar alguém por o que
que eu faço? Eu tiro o computador da
tomada, deixo ele 10 minutos de castigo,
depois, né, eu coloco ele para funcionar
de novo?" Não é assim. Então, como que a
gente mantém toda a preocupação, né, e o
cuidado que a gente tem com a garantia
de segurança para todas as partes, que
eu acho que é extremamente importante
pro pro ecossistema como todo, é
necessário, é um requisito, né? Eh, e aí
falar do Smart Conts acho que é um é um
começo dessa conversa. Então, queria só
puxar esse esse papo de entrada, né? Eh,
paraa gente entender assim quais são as
visões que a gente tem sobre esse esse
assunto, entendeu? no fundo. Eh, e aí
dos dois lados, olha, isso não é, isso é
um programa, é um software, né, que a
gente cria lá uma série de condições.
Fala, então, usando as informações que
estão na rede, seja os oráculos para
consulta, né, os mecanismos que a gente
tem para geração de consensos, você vai
executar essa rotina, né,
automaticamente. Então, cada vez que
você tem um gatilho, você dispara a
rotina e ele vai fazendo isso
automaticamente. E aí, né, quando a
gente leva isso pro sistema financeiro,
você fala: "Cara, eu vou ganhar muita
eficiência operacional porque eu
acredito que eu consigo programar muitas
coisas que hoje eu tenho lá um monte de
gente fazendo com muita chance de erro.
E aí eu não tô falando sobre
substituição de pessoas, né, por
computador, eu tô falando por
minimização de erros, porque essas
pessoas vão precisar continuar fazendo
seus papéis dentro das instituições, né?
Então acho que é um pouco desse olhar. E
tem uma outra galera que fala assim:
"Não, jamais de jeito nenhum porque esse
contrato não tem validade jurídica,
porque não sei que lá, tá tá." Então eu
queria começar assim dando uma
esquentada nessa nossa conversa, né? Eh,
pedindo um pouco do Exatamente. E o
Lucas sempre Ligeiro já colocou aqui no
chat que o Smart Contract é o tema do
nosso próximo encontro, né? Eh, então já
trazendo um pouco, Jeff, traz pra gente
aqui um pouco dessa dessa tua visão, né?
Eh, porque você tá tranendo, falando,
não, para mim é smart e é e é contract,
né? Eh, vamos lá, vamos começar aqui.
Mais uma vez, obrigado aí pela tua
participação, cara.
>> Bom, então, bom dia a todos. Eh,
obrigado aí por agora ter o espaço para
poder eh falar e colaborar com vocês.
Eh, eu acho que esse é um grande
equívoco, porque acho que quando o Nick
Zab falou, ele ele como um grande
visionário, ele já viu o que tá
acontecendo agora e a gente tá vindo
agora com o Advento das Stable Coins,
que é algo que vai ser importante,
principalmente nesse espaço que vai
acontecer com aqui na Ambima também, na
rede da Ambima, que são eh quando a
gente fala da conciliação, né, a gente
vai ter vai chegar legal um momento que
é o a gente usa o termo inglês, né, o
COM, mas a gente trazendo pro português
são as conciliações, né, quando eu tenho
o final das eh da compra e venda dos
ativos, né, das transações, eh você tem
que
eh esses pagamentos são feitos por
robôs. A gente hoje no mercado eh
financeiro hoje a gente sabe que as
transações no fundo quem operam quando a
gente tá falando de transações de alta
frequência são feitas por robôs e aquilo
já foi, o Nickzapo já pensou nisso.
Então quem lê o o paper aí fica o
convite, né? Depois a Solange acho que
provavelmente ela tem aí enquanto eu tô
falando aqui, Solange, se você puder
localizar, talvez você tenha um link
mais fácil aí, puder colocar no chat pro
pessoal. Eh, tem o ele tem um paper dele
e aí vai ele vai falar porque qual que é
a ideia do Nickzabo era que máquinas
fizesse transações com máquinas. E hoje
se você for lá pesquisar pelo o hoje
quem advoga isso é o fundador da Circle,
que é a, digamos, a Stable Coin mais,
digamos assim, mais confiável. Ela não é
a mais que tem mais circulação do mundo,
mas nas blockchains abertas, eh, e é as
que os bancos hoje mais confiam. Então,
por exemplo, você tá falando de grandes
instituições financeiras hoje, muitas já
operam e jáem já fazem testes com a
Stable Coin da Circle, né? E o Jeremy
Aler, ele já eh que que ele tá
preparando a rede, né? Para que B eh
agentes de A façam pagamentos,
micropagamentos. E o que que
provavelmente vai acontecer na rede aqui
do blockchain da Bima? vão ser agentes
de IA que vão fazer os os trends de
ativos que vão fazer os micropagamentos.
E o que que vão ser e vão ser e o que
que vai ter por baixo? vão ser contratos
inteligentes. Que que vão ser?
provavelmente. E aí eu falo como eh lá
em 2019 e 2020, eu eh tive a felicidade
de de ter um curso de lato senso na PUC
aqui de São Paulo, aonde eh eram
advogados que foram meus alunos, aonde
eles criaram contratos inteligentes.
Então, e esses contratos que eles
criaram com eh toda uma uma ideia
jurídica, todo um etos jurídicos por
trás, né, eles faziam. E aí o que que
era interessante, hoje tem uma uma lei
que diz, né, uma lei brasileira que diz
o seguinte: se as duas partes aceitam eh
a metodologia de assinatura digital,
esse essas assinaturas têm validade
jurídica.
Então tá equivocado até juridicamente
quem não acredita que, por exemplo, uma
assinatura ECDSA, que é assinatura, por
exemplo, que é assinatura digital
utilizada no etheré, não tem validade
jurídica. Ela tem. Se as duas partes que
assinaram aquela assinatura digital, que
assinou a transação, que fez parte
daquele no Smart Contct, por exemplo,
que fizeram ali, tem assim, tem validade
jurídica, né? porque as duas partes
concordaram com aquilo, né? E se aquele
contrato foi elaborado, por exemplo,
foram, por exemplo, foi um advogado que
por acaso escreveu Solidity, porque sim,
advogados podem escrever um contrato e
Solídity. E aí eu posso te posso elencar
que até, por exemplo, tem a Nat Diniz
hoje que ela eh até ela tem uma startup,
né? E ela hoje trabalha com isso e ela
escrevia, ela escreve contratos
inteligentes. Hoje ela não faz isso no
dia a dia, mas ela fez, né? Isso é uma
advogada brilhante e tal, muito atuante
aqui no meio do web 3. Então, ou seja,
por que não, né? Só que você, em vez de
escrever em português, você tá
escrevendo Solidity, né? E você pode
publicar isso na rede. Então, eh, e o
por que, e a questão é o por que ela é
inteligente, porque justamente a questão
da conciliação, ele se faz quando um
ente, né, um participante desse dessa
dessa eh dessa parte do negócio, ele,
por exemplo, ele faz, ele dá um primeiro
gatilho, né? Ele faz, por exemplo, olha,
eu quero fazer uma compra. Ele faz ali,
ele ele ele faz o o disparo de um
determinado eh eh de, digamos assim, eh
de uma cláusula do contrato que a gente
vamos que aí para um programador aquilo
ele vai chamar de uma função, mas um um
mais um advogado vai falar, vai chamar
aquilo de uma cláusula, ele faz, ele
dispara aquilo e pronto, todo o resto
vai se desencadear por consequência. E
só que o que o mais brilhante que isso
vai acontecer em blockchain, o dinheiro
vai ser movimentado, a troca de ativo,
seja ele monetário, que vai ser um vai
ser um um uma stable coin, e o ativo que
vai ser, digas, um título ou um token
que vai ser a contrapartida, ele vai ser
movimentado. Então, eh, e tudo isso com
as garantias que a Solange acabou de
explicar, né, brilhantemente e e com a
validade jurídica, porque tudo foi
assinado digitalmente e nós temos um
acaboço legal hoje com as assin na lei
brasileira que dão validade jurídica
para as assinaturas digitais. E tem mais
um ponto para aqueles mais conservadores
também existe uma outra cabo outra o
outro item que pode ajudar que é o
seguinte: nada impede de que alguém
faça, por exemplo, um representante
legal da empresa possa fazer uma
assinatura digital, né? e possa ir pedir
a um tabelião, por exemplo, para que vá
lá e faça uma ata notarial, faça uma
assinatura de alguma blockchain público
e peça para um um tabelhão, faça uma ata
notarial, né, uma e e faça ali, olha,
eh, eu assinei aqui a transação tal e
esse esse tabelhão faça ali um
reconhecimento e fala: "Olha, realmente
esse representante legal é dono dessa
chave privada aqui e tal e faça aquilo
de fé pública". E pronto, qualquer um
reconhece que qualquer aquele aquela
assinatura com aquela, qualquer
assinatura digital, né, qualquer
transação em qualquer rede com aquilo,
eh, foi feita por aquela pessoa e
pronto, aquilo tá público e tá claro que
foi, por exemplo, daquela empresa,
daquela pessoa, então também teria uma
validade jurídica. Então, eh, nós temos
segurança jurídica, sim para isso e, eh,
enfim, e se, por exemplo, é numa rede,
por exemplo, igual por se eu tô fazendo
transações de ativos e eu preciso de
publicidade, né, para fazer a
conciliação, então eu tenho essa
variedade. Então, por isso que eu acho
que esse tema eh hoje eu acho que alguns
pontos é mais uma falta de conhecimento
de muitas pessoas, né? É normal, porque
a e lamentavelmente tem um iato, né,
entre a os desenvolvedores e os e muitos
advogados lá. Eh, infelizmente eu não
pude dar continuidade naquele curso da
PUC, onde eu eu ensinava advogados a
codificar em Solidity, né, porque era a
ideia desse curso era justamente acabar
com esse ato, né? Mas eu acho que é o
seguinte, quando a gente pode juntar
tanto os advogados quanto os
desenvolvedores juntos e e aí a gente
acaba com esse gap, é muito muito bom
para todo mundo, porque eh aí a gente vê
o poder que o Nick Zaba tava pensando e
agora com IA, com a gente podendo fazer
o quê? as próprias máquinas fazendo
negócios entre máquinas. Esse, eu
acredito que é o futuro do mercado
financeiro. Então você vai cons você vai
ter blockchain e máquinas criando eh
fazendo transações dentro do quê? Do
ambiente jurídico seguro, que são que é
o quê? Que são os contratos
inteligentes. Então você vai ter esse
poder, entendeu? Então você vai ter
segurança jurídica, rapidez e o dinheiro
fluindo. Então eh é nesse cenário que eu
acredito, até puxando agora pro nosso
tema, que eu acredito que a rede da BIMA
vai est se inserindo, entende? Né essa
nessa modernidade, viu? Eh, acho que
nisso a gente falando de inovação, é
nisso que eu acredito que a rede da
Ambima já vai est nascendo num num
ambiente muito profico.
>> Eh, deixa eu falar só uma coisinha
antes, Luiz. Eu vejo assim, só para eh e
eh você vê, isso é divertido, como o
Luiz falou, né? A gente enxerga as
coisas de formas bem distintas, né?
Porque para mim, uma coisa, só para
complementar é que assim, eh, gente, eu
venho de ciência da computação mais do
que tudo, né? Então, para mim o Smart
Contrema
de computador e sim, ele pode
representar coisas, contratos de todos
os tipos, com certeza.
E e da mesma forma que eu vou fazer uma
provocação muito grande aqui agora,
gente,
inteligência artificial é o quê?
Programa de computador do mesmo jeito.
Então, é isso que eu acho, por isso que
eu falo que tudo é programa de
computador,
>> não? E é isso, pessoal. E acho que e aí
legal por a gente ter trazido, né? Eh,
eu acho que a diversão que a gente tem
aqui, porque a gente tá olhando por
horizonte temporal também, né? No fundo,
eh, como eu consigo enxergar essa
conversa aqui? Eh, acho que o Jeff ele
tá trazendo uma visão mais tipo do
futuro, falou: "Olha, o caminho tende a
ser a se solidificado dessa forma, né?
Eh, e da mesma forma que ele trouxe a
questão da simetria, do iato, né, de
conhecimento. Então, a gente tem um
conjunto de pessoas que tem um
conhecimento muito profundo sobre essa
agenda e consegue, né, fazer projeções,
né, discussões sobre o presente e o
futuro. A gente tem um tanto de gente
que tá precisando chegar lá, eu acho. E
aí fico muito feliz em de alguma forma a
gente tá conseguindo trazer essa jornada
eh para discutir isso, né, para colocar
o assunto eh em pauta e a gente
conseguir debater e aí de repente
conseguir chegar nas nossas próprias
conclusões. Eh porque eh eu tenho uma
coisa que eu tenho muita clareza, né? E
aí por conta de todo o exercício, né, de
do desenvolvimento do projeto aqui, eh
não existe um consenso. Não existe
consenso, né? não existe um consenso. E
aí assim, acho que tem a simetria de
conhecimento, a simetria informacional,
ela ela é muito presente nessa agenda,
né? E aí eu fico assim, estou muito
esperançoso, né? Eh, com a colaboração
que a gente consegue fazer coletivamente
aqui, po. A gente tá com 200 e poucas
pessoas conectadas aqui. Tenho certeza,
né? Ed, que vai ser uma discussão muito
proveitosa. E já cumprindo o nosso
compromisso de microfones abertos,
Alexandre Cruz, você tá com a mão
levantada, por gentileza, meu caro.
>> Deixa só fazer um comentariozinho antes.
Eu não tô conseguindo enviar mensagem no
chat. Eu tenho o paper que o Jeff pediu,
mas o chat tá bloqueado para mim. Se
alguém conseguir resolver, só isso.
>> Eita! Pode deixar, S. A gente vai
trabalhar aqui em paralelo.
>> Alexandre, a gente não te ouve ainda,
cara.
Ó, eu vou fazer o seguinte, eu vou
passar pro Beloto, que também tá aqui
com a mão levantada. E aí, Alexandre, se
você de repente quiser,
>> bom dia,
>> mandar no chat, por favor, fala, por
favor.
>> Caiu minha ligação aqui na hora que eu
abrir a câmera aqui. Bem, primeiramente,
bom dia, gratidão, Luiz, eh, parabéns,
Jeff e Solange. Eh, a gente também já tá
aí desde 2017 estudando, conhece o
trabalho da Solange, Jeff, já tive
também
encontrá-lo na jornada no Black Chain
Hill. eh fazer as primeiras coisas,
estamos tokenizando carbono, né, crédito
carbono, estamos num estudo profundo
dentro do Senai Upilab, tivemos aí junto
agora tentando dentro da DLT aí do
projeto daima também não fomos
classificados até deixar o recado pra
gente receber um feedback onde a gente
não conseguiu atender, né, a demanda aí,
eh, mas somos gratos de participar e
continuar seguindo no aprendizado. Já
queremos uma reunião com o Luís Eduardo.
A gente tava querendo saber quem cuidava
de sustentabilidade, procurar no
liquidinho, tá, mestre? Vou mandar um
e-mail aí.
>> E assim, né, primeiramente o tema super
relevante, né, trazer também algumas
provocações assim. Primeiro a aima
cumpre um papel muito importante hoje na
sua sociedade porque a gente sente muito
distante assim o desde a discussão da da
EVM pública, né, dentro do banco
central.
>> Pode fechar direto conosco, tá? Pode
fechar projeto com se você quiser eu te
mando piza.
>> Vazou uma voz aí. É,
[limpando a garganta]
>> acontece.
>> Vai lá, vai lá que a gente organiza
aqui.
>> E aí a gente percebe que a Bima cumpre
um papel, né? Porque a gente viê uma
discussão muito especulativa dentro da
>> Foi acho que Alexandre. Ele tá mutado.
>> Perdão, pessoal. Fui eu tentando achar
aqui os
o áudio vazado, cara. Volta lá, por
favor.
>> E aí a gente percebeu, a gente
participou de uma audiência pública
ainda lá atrás e a gente falava sobre
uma cadeia muito profunda que são os
desenvolvedores, as instituições, os
advogados, toda essa cadeia, né? Então a
gente eh se sente muito confortável, ter
uma BIMA trazendo essa discussão,
trazendo profissionais para fazer essa
discussão. Dois pontos importantes pra
gente provocar aqui. Primeiro, assim,
temos na era pós-qulântica, foi bem dito
da IA, por conta que a gente já tem aí
dentro da do universo EVM algumas
discussões chamada PQC, né, que são a
atividades pós-quticas por conta das
ameaças que tem dessa possível
descriptografia sobre os a as nossas
redes distribuídas, né? Então esse é um
ponto central. Chalin já tá estudando
isso. Ambima pode trazer um tema sobre
isso. Então essa é a pergunta. Segundo
Jeff, parabéns. Falar do nosso David
Shaw, né, o criador do do Cash, do
Digicast, né, e foram as primeiras
operações que provaram a possibilidade
para construir o caminho do Bitcoin. foi
ottimamente lembrado. Se a gente não
lembrar das raízes computacionais que
geram a possibilidade, porque essa é a
teoria que a gente pode mudar dentro da
estrutura organizacional e do debate
político da sociedade, a infraestrutura
que tá por trás, o que defende, que a
Solange disse aqui hoje, que é poder
vencer as limitações morais e as
limitações políticas, ideológicas, que
não deixam avançar o mercado financeiro,
debentores, a tocenização. A gente sofre
porque a gente tenta validar um dentro
do mercado uma toquenização de carbono
num quadro de corrupção idêmica, como
foi a questão do, nem vou dizer o nome
das instituições que estão envolvidas,
mas que é de conhecimento público
mundial e que a tocanização é a grande
solução para eleições, pro debate de
eleições públicas, para o debate de
controle de ativos, né? Então esse é o
ponto central, deixar aí como objeto de
estudo aí o ER 4337,
que é o ER que já tá estudando
pós-qutico, pra gente que já tá
tokenizando
aprofundar isso para preparar já para
essa segunda camada que 2030 é a meta
das redes de inteligência artificial de
criptografar o Bitcoin e as outras
redes, né? Então 43 37 deixar essa
reflexão e também perguntar aí sain que
tá estudando, como tá esse movimento aí.
Gratidão a todos, mestre. Obrigado Luiz
e toda Ambima. Valeu, cara. Valeu. Eh,
Beloto, tá por aí, cara. Ô, ô, Luí, eu
posso eu posso só dar uma intervenção
aqui? Acho que o Felipe fez uma um bom
ponto aqui no chat, só pra gente não
fugir no fugir do da pauta da acho que
da do tema de hoje. Acho que ele colocou
um item aqui que era legal. Se a gente
puder voltar aqui só no tema hoje das
redes públicas e privadas e híbridas.
>> É isso, é isso. Vamos lá, cara.
Acho que aí dá pra gente até falar um
pouco do que, né, o nosso colega colocou
agora. Eh, podia, eu posso tá falando
disso um pouco?
>> Vamos lá, Jeff. Vamos lá,
>> tá? Até pra gente não fugir do tema. Eh,
eu acredito que é o seguinte, até trazer
aqui, eh,
esse esse tema também é outro. Acho que
a lei dos smarts é um outro tema bem
controverso. Eu acho que isso até foi um
debate na época do também do do TRX, eh,
que eu vejo assim que
o grande perigo de redes privadas é
quando a gente começa a abrir um fazer
um que é esse acho que a o que a gente
fala na computação da gente de gente
criar um forque, né? a gente abriu uma
uma vertente e a gente perdeu compasso
eh de atualização tecnológica com a
digamos a rede principal, né, que seria
no caso a hoje eh que é o etheréum, né?
Eh,
porque hoje é um padrão, digamos assim,
de fato, quando a gente precisa de
transações de mais de mais complexidade,
né? Eh, hoje o etheréum é padrão EVM,
como a SOL explicou, né, que vocês vão
ouvir muito. Hoje o etéreo acaba aí o
padrão EVM, vamos chamar assim, né, para
usar o termo que a Sol explicou,
eh ela é o padrão de fato, né, do
mercado,
porque justamente os contratos
inteligentes, eles permitem, eh, pelos
fatores que eu acabei de falar há pouco,
eles permitem você fazer conciliações
bem complexas, né? Então, pensando no
cenário do mercado de capitais
brasileiros, aonde aima tá inserido, ela
é a tecnologia hoje que mais eh mais se
assemelha. Ah, aí eh hoje você tem
então, por exemplo, e tecnologias como a
da, por exemplo, tecnologias como da
Chainlink, onde a Solange trabalha, elas
permitem que vocês criem, que a gente
crie pontes, né? né, entre redes, uma
rede pública como Etheréum e uma rede,
digamos assim, híbrida ou privada, como
por exemplo que a a Bima pode criar, ou
como tem a RB, né, a rede e blockchain
Brasil, que também a Solange criou, que
hoje o pessoal da TCU junto com a o
pessoal também, o time brilhante da do
BNDS mantém, né, que também faz isso.
O meu único único perigo é esse, né?
Porque, por exemplo, na questão do Drex,
o que eu vi um pouco tempo que eu
participei ali, quando eu ainda estava
na Enistiang, é que tava começando a ver
um descompasso da atualização
tecnológica que tava acontecendo. O
eterno tava tendo migrações, tava tendo
evoluções e o pessoal eh por conta, ai
poxa, porque aqui no banco eu tenho uma
change release, ah, eu tenho
complicações, eu tenho dificuldade de
atualizar e eu não consigo atualizar o
meu software por conta disso, né, dos
nós. Então, o desafio de você manter a
sua rede, digamos assim, privada, né,
nessa é você ficar é a rede principal do
Etheréum que tem sempre inovações, tá
sempre se modernizando e sempre se
atualizando,
você ficar para trás, né? Você fala:
"Ah, mas a minha rede eu vou ter um aqui
um sei lá quantas milhões de transações,
etc. E aqui, só que vamos lembrar que
hoje o mercado financeiro de capitais
brasileiros, se eu não me engano, às
vezes essas conciliações às vezes
demoram d acontecem em dias em horário
comercial, tá? Então tem muita gente que
tá preocupada aí com fraput, né?
milhares de transações. Só que assim,
meu amigo, você trabalha em horário
comercial e hoje a rede etheré trabalha
24x7
e processa centenas de transações, então
ela já funciona melhor do que a sua, o
ambiente atual, tá? E hoje já tem layer
do redes paralelas ao Etheréum que estão
plugadas, que usam até tecnologia da
Chain Link, que ela já faz ponte com
etéreo que processa mais que isso e
24x7.
Então assim, eh, aqui fica uma
provocação até pro time que tá
trabalhando aí na inovação para bimar do
seguinte, hoje, eh, eu acho que talvez
pro mercado eh pro mercado de capitais
brasileiros seria interessante uma
solução, acho que uma layer do, né,
aonde mantibilidade com etéreum, aonde
tecnologias como da Tin Link pudesse
fazer essa ponte, essa pontebilidade
para eh uma rede rede principal como a
do Etheréum para para que, por exemplo,
eh, bancos que também são grandes
participantes da própria rede daima, né?
Porque aqui no Brasil a gente tem esses
os dois, né? O banco, os bancos também
são também participantes do mercado de
capitais, aonde os bancos pudessem fazer
parte das duas, porque às vezes o banco
vai querer fazer pagamentos, remessas
internacionais usando stable coins.
Então elas vão precisar usar a rede do
Etheréum para fazer remédios de
capitais, mas elas vão estar
participando da rede da BIMA e aí elas
podem usar a Chinlink para fazer esse
bridge com a rede da BBIMA, por exemplo.
Eu tô aqui especulando, tá? Mas elas
podem fazer isso. Só que a time de infra
dos bancos tem que ser ágeis, porque uma
coisa que eu posso, eu posso eu falo
porque eu fui testemunha e eu participei
quando eu tava na IA. Os times de infra
dos bancos não estavam preparados para
blockchain quando a gente falava de
etéreo. Não estavam. E eu vou falar, os
gestores de infra não investiram em
preparação das suas equipes. Eu vi times
que assim caiu a demanda no colo e foi
assim o o famoso te vira. Então os times
não foram treinados, os times não foram
preparados. Aí vinham times de segurança
falando com um monte de asim, desculpa o
francês, mas falando a real, asneira,
porque também não entendiam nada sobre
blockchain. Então assim, aqui fica um
alerta pessoal de infra, pessoal de
segurança de formação, tanto das de TVMs
quanto de bancos. Se vocês vão fazer
parte da rede da BIMA, estudem, façam
cursos, se preparem. E e o próos
gestores aqui, os executivos de TI, eh
podem separar budget de educação para os
seus times, porque senão vocês, se vocês
não capacitarem, vocês não vão fazer
isso. E aqui fica o recado para Bima.
Vocês vão ter que puxar os seus gestores
para fazerem essa infa, porque senão a
rede blockchain da BIMA vai ficar o quê?
depois de um tempo vai ficar obsoleta,
vai ficar para trás, entende? Então é
meu único ponto, mas assim, se for uma
LER do que ficar par e passo com o
Etheréum e aí respondendo aqui a
pergunta do Felipe, trazendo aqui as
coisas, eu acho que tem tudo para dar
certo e é meu meu ponto aqui para pra
discussão.
>> Eu acho até que a jornada de tokenização
já é um grande passo para isso, né,
Luiz?
>> É, acho que é um pouco desse caminho,
né, Sol? A gente sabe que existe uma
deficiência de conhecimento no mercado,
né? A gente tem enxergado isso. A
jornada é um é um pontapé inicial, né? É
um é um primeiro caminho. Naturalmente a
gente não tá, né, formando nenhum
desenvolvedor aqui. A ideia é que a
gente tem uma visão geral e que ajude as
organizações a se prepararem para esse
processo, né? O que a gente consegue
enxergar e e pra gente isso a gente
tinha a capacidade de absorver 10 casos
de uso no projeto, eh esticou isso até
20, porque a gente recebeu 39, né, eh,
propostas, eh, e mostrou pra gente que
já existe uma massa crítica no mercado.
Acho que essa foi a notícia boa, né?
Então, a despeito de toda essa
assimetria, toda essa, né, discussão que
a gente vem fazendo, a gente enxerga,
né, eh, os eventos estão cada vez
maiores, estão cada vez com um número
maior de participantes, né? Eh, eu acho
que o caminho que a gente começa a
construir aqui, gente, e, né, e ele
passa por entender, né, que a gente tem
esse desafio de capacitação, né, tem o
desafio de desenvolvimento e como que a
gente olha para esse ecossistema criando
soluções eh compostas, né? Eh, a DTCC já
tá indo por esse caminho, né? é de não
adotar um único espaço, de entender que
os que esse espaço ele ele pode ser
múltiplo, ele pode ser preenchido por
bastante gente, que cada tipo, né, de
infraestrutura tem seu benefício, tem o
seu custo, tem sua capacidade
operacional. Então, dependendo do ativo,
pode ser que eu use a rede do tipo um,
porque ela tem um volume muito grande,
ela tende para transações, né, em grande
volume. De repente, um outro ativo do
tipo dois, ele tem uma necessidade de
processamento muito maior, mas tem um
volume baixo. Então, e talvez tem coisa
que eu não preciso processar em D+ 0,
possa processar em D mais1, D+ 2. Eh, eu
acho o grande desafio quando a gente
pensa, né, eh, no futuro, olhando para
isso, é como que a gente aproveita o
melhor que a tecnologia tem para nos
oferecer. criando espaços que sejam
inclusivos, acessíveis, né, e que
atendam as demandas de todo mundo ao
mesmo tempo, que preservem todos os
requisitos regulatórios são necessários,
né? Então, todas as funções de proteção
dos investidores, todas as funções de
proteção do sistema financeiro nacional,
eh, não é uma equação simples, né, como
naturalmente podemos ver, mas acho que é
um caminho que tá que tá fluindo. Acho
que a gente tem tem encontrado boas
conversas aqui. E aí, gente, que que eu
queria já puxar um um uma pergunta aqui
para vocês. Pera aí, temos uma galera
aqui na na fila. Eu só queria puxar aqui
para não perdermos a oportunidade. E aí,
Beloto e César, já passo para vocês. Eh,
nessa discussão aqui entre públicas,
privadas, permissionadas e tal, eh, num
tweet aqui, né? Eh, cara, se eu sou uma
gestor, um banco, eu quero toquenizar um
um ativo qualquer que seja, né? Eh, que
visão que vocês entendem que seria a
mais eh inicial para todo mundo? Qual
que é o primeiro passo para isso, né?
eh, chama todo mundo para conversar,
participa de todos os eventos, monta uma
rede privada só para você e vai brincar
dentro de casa. Eh, como é que vocês
olham para isso hoje? E aí a gente abre
logo na sequência pro Beluto, pro César
trazerem suas dúvidas aqui, cara.
>> Bom, posso complementar porque a minha
pergunta na realidade, Luís, ela tem
muito a ver com essa que o colega
colocou. Então, só para dar uma cor aqui
com só fiz isso para dar essa para
levantar a bola para você, bicho. Mano,
>> não, não. E obrigado, obrigado. É, é que
um dos pontos aqui que a gente tá
falando de rede pública, rede privada,
né? Eh, é que assim, eh, quando a gente
tá falando de transações financeiras,
você esbarra numa questão que é o sigilo
bancário. E ele é uma coisa garantida
por lei, é uma lei complementar, que é a
lei complementar 105, que garante o
sigilo das transações bancárias.
Inclusive, pelo que eu sei, o o Drex lá,
que foi, vamos dizer assim, suspenso ou
colocado em banho maria pelo Banco
Central, né? Talvez aí a Solange, Jeff,
até você, Luiz, tenham informações boas
a respeito, mas o que eu escutei falar
eh que aconteceu justamente por conta de
que a tecnologia lá que foi utilizada,
eh, que provavelmente deveria ser uma
pública, né, uma rede pública, ela
justamente não garantia o sigilo das
transações. Então, eh, ele, bom, o Jeff
já tá fazendo assim, então depois ele
ele fala, mas é que o o a questão aqui
que eu vejo também, pelo menos no
mercado financeiro, é muito essa esse
debate, né? E eu acho que assim, deve
ter uma solução em se usar uma rede
pública, mas uma rede p justamente você
não ter a concentração de uma rede
privada, tudo na mão de um ente só, né?
eh, que vai até contra a lógica, né, do
do blockchain por ser descentralizado.
Então, a informação tá lá, ela tá
guardada nos diversos nós e não tem um
só ente que controla tudo, mas um
processo de validação que depende de
todos. Então, a questão que eu tô
colocando é justamente essa do sigilo
das transações. E aí, qual que é o
caminho então que se teria para se, né,
superar então essa questão do sigilo? de
tal forma que esse sigilo ele vai estar
garantido, porque, por exemplo, vai ter
um oráculo que é esse aí que vai ter ser
vai ter que ser consultado. E aí talvez
você possa até criar uma inteligência de
um smart contract dentro desse
blockchain, eh, que vai, por exemplo,
eh, receber uma ordem judicial, qualquer
coisa para consultar devidamente,
respeitar a lei, ou se tem que mudar a
lei no final das contas.
Eh, bom, eu posso começar, Luiz, porque
como eu participei pelo do do Drex e
mais ativamente. [limpando a garganta]
>> Vamos lá, pessoal. Eu só queria assim,
por questão de hora, a gente tem mais 15
minutos na agenda de todo mundo e tem
aqui e tem uma pergunta do Felipe que a
gente ainda não terminou de responder,
só pra gente já tentar endereçar todas
também, tá? Só pra gente ser um
pouquinho mais eh suscinto aqui. E
desculpa a grosseria, pessoal.
Vai lá, Jeff.
>> Tá. Ah, eu acho que é o seguinte, eh,
uma tem assim, tem tecnologia, mas o
seguinte, não existe bruxaria, tá? Eu
acho que o que que existiu lá no no
Drex, [limpando a garganta] eu acho que
houve um exagero
na parte do, eu acho que eu exagero no
pessoal, não exagero no na questão dos
requerimentos, tá? De requisito técnico.
Eu acho que sim. a gente conseguiu
comprovar que dava para fazer transações
com privacidade,
só que não da forma que eles queriam,
tá? Não não existia tecnologia da forma
que como eles queriam. Então, a gente
conseguiu, por exemplo, com a a com a
tecnologia, por exemplo, do Starlight, a
gente conseguia fazer transações e que o
banco A fazia a troca de ativos, vamos
supor, eh, vamos supor que ele comprava
o título público ou uma debentor do
banco B, enviava real digital do banco,
né, pro o banco Anava pro banco B, o
Real Digital, recebia o, vamos supor, a
debent ou o título, o ativo do banco,
né, fazer a troca
>> e os outros entes da rede não viam, né,
mas eles conseguiam identificar a
transação e faziam aquilo. E se por
acaso o Bassem precisasse ver a
informação, o Bassem identificava, opa,
tem uma transação aqui e o Bassin
poderia pedir, né, para esses entes, ô,
me dá que eu quero o detalhe da
informação. E aí o banco poderia mandar
aquela informação e o Bassin teria o R
para poder comprovar aquela informação
se teve mesma transação ou não e fazer a
fiscalização, né, e daquilo. Mas era,
eles queriam fazer que fosse de um outro
jeito, de uma forma que olha, não tem
tecnologia para isso, eles queriam que
fizesse do jeito deles. Só que olha,
cito muito, eh, a tecnologia funciona de
um jeito, não do jeito que vocês querem,
entendeu? Então assim, tecnologia
existe, só que eh só que não adianta
chegar o ente e falar: "Eu quero ser
desse jeito, desculpa, a tecnologia
funciona de uma outra forma". Então eh
então na verdade às vezes o regulador
tem que entender como a tecnologia
funciona e se adaptar a ela. Não que a
tecnologia vai se adaptar ao regulador.
Depende, porque a tecnologia é classe
mundial, né? e não. E então assim, acho
que tem que ter essas essas adaptações.
Agora, com relação aqui, a gente tem que
ver também como é que funciona o mercado
hoje, né? Porque hoje tá tudo assim, tem
um ente que sabe de tudo. No caso aqui
nosso, por exemplo, nosso hoje
atualmente é B3, ela tem informação de
tudo. Quando eu faço lá o DVP, eh, ela é
guardiã, tudo bem, ela tem
responsabilidade, mas esse sigilo
tá ali, eh, tá, tá o controle, tudo bem,
ela tá responsabilidade.
Você pode a se a se algum funcionário eh
da B3 vazar a informação, ela vai ser
processada. Mas essa não é garantido,
né? Você ela tem o liability, então ela
não é, digamos assim, privacy by design,
como eu ouço alguns advogados, né,
ensinam quando a gente fala de LGPD ou
de sigilo fiscal. Então tem isso. Então
quando a gente fala em blockchain, dá
pra gente pensar em em privacy by
design, ou seja, a a privacidade é
garantida por matemática. Então, mesmo
que um humano queira, não tem como vazar
o dado. Então, é isso que a gente pode
pensar e ter algumas soluções. Então,
eh, eu acho que dá para trazer isso
também para essa futura rede da BBIMA
aqui. Então, é isso que eu sendo
suscinto, é isso que eu queria, acho que
dá para trazer.
>> Obrigado, D. Só Lang gostaria de trazer
um complemento aqui.
>> Eh, sim. Bom, é que a conversa até
começou com a sua pergunta de que tipo
de rede ou como é que os participantes
deveriam começar, né? Eu vou voltar lá
para esse início, eh, para falar
primeiro. Eu acho que todo mundo deveria
sim experimentar em casa, fazer uma rede
privada e entender como isso funciona em
casa, tá? Vou citar até um exemplo muito
antigo. Eu lembro 2019, quando eu tava
formando o pessoal do datapev, de lá
surgiu até aquela rede de validação de
CPF, de distribuição de CPF, que até
assim e por sinal, gente, era uma rede
EVM, tá? privada, eh, fazendo
comunicação com outros órgãos públicos
que sobreviveu a atualização de CPF da
pandemia. Gente, vocês lembram assim a
quanta gente querendo atualizar CPF para
ganhar benefício? Então, para ter uma
ideia disso, mas isso é um bom caminho
para começar. Comece sim até com
entendendo em casa esses conceitos de
rede e melhor ainda daí para você estar
pronto até paraa rede de tocenização da
própria Bima e com certeza isso vai te
ajudar muito neste caminho. Eu acho que
daí depois a gente tem que ir muito para
um outro lado que o Jeff falou também da
questão de como é que a gente eh eh
digamos aumenta o potencial dessa rede
com a comunicação com redes públicas. e
indo além do que a gente pode ter dentro
do próprio ambiente.
>> Legal. Eu Obrigado, gente, porque eu
acho que isso,
a discussão sobre estrutura e como a
gente posiciona, né? Eh, vale retomar um
pouco da pergunta do Felipe
[limpando a garganta] aqui, que ele
falou o seguinte: "Eu gostaria de ouvir
eh a Sol e aí ele te chamou aqui, só vou
colocar essa no teu nome, tá? Eh, sobre
mais detalhes sobre redes híbridas, né?
No slide foi dito que as redes híbridas,
né, só os atores autorizados validam,
né, e aí tem a ver com permissionamento,
tal, né? Além disso, quais outros papéis
os atores autorizados podem desempenhar?
Podem propor transações, né? Pode
publicar contratos e tal. Novamente,
isso tem muito a ver com, né, com a
governança da rede, né, mais do que com
a tecnologia. A tecnologia permite tudo
que a governança preveja, né? Fala um
pouquinho pra gente quais são, né, eh,
os benefícios, que que você tem visto
hoje no mercado, né? Lembrando que isso
sempre vai ser uma decisão do operador,
né? E aí conta um pouco como você
enxerga isso pra gente aí, Jeff. Fica
tranquilo, né? Para se conectar aqui
também, por favor.
>> Eh, eu gostei muito dessa da questão da
da governança, porque eu acho que
governança é a chave. Quando a gente sai
de uma rede pública para vir por uma
rede privada ou permissionada, a questão
é realmente como a governança define o
que o que pode acontecer lá dentro.
Então, sim, eu posso ter daí diversos
tipos de nó. E eu posso ter um nó que
ele entre nessa rede somente para
monitorar se aquelas transações estão
válidas ou não. E eu poderia até mesmo
criar uma rede que o design dela você
conseguisse validar os próprios hashs
dessas transações sem saber os detalhes,
até usando o conceito de zero knowledge
proof, por exemplo, eu tenho é uma rede
a híbrida no sentido de que ela aberta
para qualquer um poder ler. Simples
assim. Eu posso ter um outro tipo de nó,
que é o nó que propõe as transações.
Então ele simplesmente manda as
transações paraa rede. Essas transações
vão ficar numa área de espera, tá? Quem
vai pegar essas transações e validar,
descobrir se elas são válidas ou não,
poderia ser um terceiro tipo de nó, que
é o nó que tá validando em si. Agora
imagina que esse e criando o bloco, que
seria agora imagina que esse nó que tá
validando e ele propõe o bloco, ele
propõe, mas não é ele que realmente
coloca o bloco na rede. Então eu teria
mais um tipo de nó que poderia incluir o
bloco realmente na rede e aí com digamos
assim a concordância, o consenso dos
outros nós. Então, a questão de como é
que você vai trabalhar uma rede híbrida,
ela pode eh crescer bastante de acordo
com a os atores, os tipos de nó que você
quer ter na sua rede. Outra coisa, eu
lembro nessa pergunta que ele perguntou
a questão do smart content ou não. É, e
até assim, isso é uma coisa que eu falo
muito que assim, ah, a rede é imutável,
né, no no blockchain público, mas a
gente sabe que assim, no permissionado
você pode sim autorizar até mesmo uma
atualização de um smart contento da
rede, tá? Tem uma coisa interessante
nesse sentido é que numa rede híbrida,
numa rede permissionada, você tem mais
poder de dizer o que é realmente
mutável, o que pode ser mutável de
acordo com o consenso.
E e assim, por exemplo, você não quer
que uma transação que um participante
envie na rede, eh, por exemplo, seja
alterada por outro participante, mas
você pode aceitar que um smart contact
que faça parte do de um até de um
programa na rede que todo mundo usa, de
uma aplicação que todo mundo o todo
mundo usa, tenha atualizações sim com a
anuência de todos. Então eu acho que
isso são algumas pitadas aí dessa parte
do que que a gente vê numa rede híbrida,
eh, que faz sentido a rede daina ambima
ser uma rede permissionada híbrida nesse
sentido, né?
>> Eh, até então a gente tá falando que não
tem a ver com a tecnologia, tem a ver
com a governança, né? E de como essa
governança trabalha pro benefício do
mercado e para que todo mundo de alguma
forma consiga exercer seu papel com
responsabilidade,
>> né? É, eu acho que é um que é que é um
bom caminho. Eh, temos uma pergunta aqui
da Mari Almeida nas operações de Fidic
ou CRA, né? Inicia com estruturação,
passa por brigação.
Eh, e aí ela assas pagamento final
securitizadora, essa transação pode ser
efetuada em rede pública ou privada?
>> Acho que tem a ver é uma dúvida que eu
tô puxando aqui, Mari, se eu tiver
falando groselia, você me corrige aqui,
né? Mas se ela se tem a ver com
privacidade, com segurança, se a rede
pública é tão segura quanto a privada e
vice-versa. Eu acho que seria legal a
gente explorar isso daqui. Vamos lá,
pessoal, nos minutinhos finais.
>> Pode. Eh, você quer resposta curta?
Pode.
>> Ô, Jeff, mas pera aí. Curta assim, você
me assusta, rapaz.
>> Não, [risadas]
pode. Eh, ô, ô Mari, tem, como eu falei,
hoje vocês têm stable coins, eh, tem em
real.
Eh, não vou citar nomes porque senão vou
achar que eu tô fazendo propaganda de
empresa brasileira e vou achar que eu tô
puxando sardia para algum lado. Mas
então eu vou citar um americano então a
com a Circle, com a USDC, mas que então
você tem lá em dólar seguro, então você
pode você aí a questão eh então, ou
seja, o pagamento em moeda você tem com
a Stable Coin.
Eh, e a agora a contraparte com o ativo,
você vai depender, lógico, da sua
contraparte. Eu acho que tem soluções aí
depois a a Sol, como é bom, é da
empresa, ela pode dizer, mas assim, a
Teamlink tem uma série tem alguma série
de de ferramentas até que eles como
oráculos de informações podem trazer até
para dar segurança de valores de uma
série de ativos. Aí depois a Sol pode
falar, né? Mas, por exemplo, se você
associa eh essas Stebocins que são de
empresas seguras, né? Mais soluções como
os da Chinlink, você pode fazer já em
redes públicas eh já transações de
ativos que a gente chama de real world
assets, né? Ativos de mundos reais. Você
pode fazer agora, então se, por exemplo,
você tem cri e aí até tem exemplos do
mercado brasileiro, aí eu vou citar aqui
um que eu acho muito interessante que é
da Lic, que é que é o que o fundador é o
Daniel Coquieri, que ele tem um produto
que chama TIDIC, né? Aliás, um produto,
né? Ele é um conceito que ele chama de
TDIC, que hoje junto com o Itaú, né, o
Itaú BVA e se não me engano Oliveira
Trust e tal, eles já fazem isso numa
rede blockchain que é Ler 2, que agora
eu me fugi o nome agora
e que também eles trazem depois no
Etheréum, eles estão, ou seja, eles usam
essa rede mais o Etheréum e eles fazem
isso já no mercado de capitais
brasileiros, tá? Então pode agora, se
você quiser fazer uma coisa com etheréum
e também fazer liquidação em real, já
existem empresas brasileiras com
estebocs que podem fazer isso. E aí eu
recomendo você também dar uma olhada e
depois conversar com a SOL
até da Tinlink que pode te dar ajuda
também paraa questão de precificação e
outras validações e a Sol pode te ajudar
com isso.
Eu só, eu só queria fazer aqui eu,
César, eh, perdão, cara, eu não tinha
visto a sua mão e eu sei que você tá com
a mão levantada há um tempo. Então,
antes da Solâ entrar, eu queria que você
trouxesse a pergunta e ela já emenda
também. Manda lá.
>> Então, eu sou da BBC, participei do GAT
3 com o Ranza Privice, tá? Participei do
GAT 7 com a Bibb Shine também com com o
Pitá e o gargalo que eu vejo também da
rede Ambima. Eu não sei se vocês estão
usando privacidade ou não na rede
Ambima, participei só dos primeiros.
Porque você implementar um Z, um ZP,
prova de conhecimento zero, ele é caro,
tá? E você não consegue ter uma
performance tão rápida. O que a gente vê
na Etheréum, na rede Etheréum, foi que o
Jeff falou, a atualização da rede
Etheréum hoje você já consegue gerar
privacidade usando tanto abstração de
contas, endereço fortivo, buraco de
minhoca e consegue fazer. Porém, numa
rede privada que é o Bezo, por exemplo,
tá?
Quando você tiver uma rede pública e
privada, como ele disse, você não
consegue ter atualização. A rede, um
contrato inteligente funciona de um
jeito na rede layer 1 e na layer 2 de
outro jeito, correto? Então a gente tem
um pequeno problema. E um outro problema
que eu acho que ele também citou, que é
onde que eu faço uma operação stable
com, eu vou te dar um exemplo de 3 meses
atrás um usuário foi fazer uma operação
de troca de de Etherum pro por pro STD
de 220.000
e ele tomou um ataque sanduíche, tá? que
éonde você suborna o validador para
reordenar as transações dentro do bloco.
E aí ele põe a sua. Primeiro entrou a
transação de 220.000
na mesma transação, no mesmo bloco, e
ela saiu e o cara quando recebeu de
volta 212.000.
Então a gente também tem o gargalo da
Etheréum de você tomar um ataque
sanduíche se você não tiver num RPC
seguro, correto?
Eh, não é só questão de RPC, né? Até eh
desse depois vocês podem procurar um
serviço chamado SVR, que ele te protege
disso já para alguns ativos, para
algumas redes também. A própria AV usa
isso, recomendo, tá? Eh, mas um uma
outra coisa interessante que você falou,
a questão de que assim, bom, a gente já
tem consciência dessa ah diferença que
pode ter uma de como é atualizada uma
rede pública como Etheréum e de como
pode não ser eh pode ficar defasada uma
rede permissionada
eh com Bezo, tá? Agora, isso é um ponto
que eu acho muito crítico e que é um
ponto para ser desenvolvido e resolvido,
tá?
Ah, eu acho que isso fica uma coisa aí
pro futuro, realmente para quando a
gente pensa em fazer uma rede
permissionada, em como isso pode ser
resolvido e assim todo mundo fala: "Isso
é um problema, mas eu não vejo gente
realmente trabalhando para fazer uma
solução para isso, que é o que eu acho
que vai fazer o up nessas redes."
>> Entendi.
É, e eu acho que outro ponto também que
eu resolvo essa questão do que você
falou do do ataque sanduí é porque é o
seguinte, eh, esse ataque sanduí ocorre
em trans em digamos ativos que estão
abertos, que são que tão smart contents,
que são de ativos que dá para qualquer
um.
Só só, deixa eu só deixa eu só terminar
aqui pro público entender em geral, tá?
Porque [roncando] pouca gente entende
que que do que você tá falando. Então o
seguinte, agora quando eu tô falando de
um de tipo quando eu tô criando smart
content de um mercado, digamos regulado,
igual vai ser o BIMA, que são ativos que
tão não vão estar aberto aqui para,
digamos assim, digamos para alguém da
Coreia do Norte ativar, ou seja, vão ser
ativos só de entes regulados, ou seja,
vai ser só de uma de DTVMs cadastradas,
de gente que tá operando. são gentes que
vão ter, digamos, agentes fiduciários
cada eh regulados pela CVM, por exemplo,
isso não vai acontecer porque mesmo que
ela rode na na mesmo que ela vai rodar
na rede do etheréreum, não é qualquer um
que vai ter acesso à aquele smart
content, entendeu? Então o ataque
sanduíche não queria acontecer,
entendeu?
>> Sim. Só para terminar, o ataque
sanduíche foi na Uniswap V3, tá? Ele
colocou uma, ele não colocou a
derrapagem e ele pegou por lá. Eu sei,
mas de novo, a questão é o seguinte, eu
não vou ter esse tipo de, o ativo não
vai tá aberto. Eu não vou mudar de
carteira de um para outro porque eu vou,
o ativo ele não vai est aberto qualquer
um, porque eh o ativo não vai poder
movimentar da carteira, só vai poder
movimentar ter carteiras, vamos supor,
de uma DTVM ou de agentes fiduciários
que são
pela CVM. Tá, ent,
>> então, então isso vai, mesmo que seja no
etéreo, isso seria impossível aqui,
mesmo que aima use a o o etéreo aberto,
>> né? E esse mesmo modelo, trazendo aqui
para mercado de capitais, ele dá uma boa
tranquilidade pra gente em relação à
privacidade.
>> É, o Gabriel matou a charada aqui na
resposta dele. O Gabriel matou a charada
aqui. Eh, e eu acho que a questão também
de E a questão, gente, também é assim da
questão da performance. Eu acho que
mesmo que seja no etéreum a gente não
precisa de novo, que foi o que eu falei,
acho que e a Solange também concordou
comigo hoje pela volume que a gente tem
no mercado de capitais com de nosso,
como a gente tem, ó, de novo liquidação
d, tá? Então eu posso colocar, eu posso
infelerar essas transações à medida que
ela vão vou colocando o o as
conciliações e ela vai liquidando na
rede à medida que eu vou processando.
Então eu não preciso também ser olha
atômico. Eu posso colocar o livro de
olhos até offchain ali. Ah, ok, fechou.
E aí depois eu coloco a conciliação on
chain até, entendeu? A gente, eu fiz já
em outros clientes simulações desse
tipo, funcionou muito bem, que eu acho
que também é um outro modelo que encaixa
perfeito aqui paraa rede da BIMA
>> e nos leva cada vez mais, né, Jeff, a
conclusão de que não existe a melhor
rede, não existe a melhor estrutura,
existe aquela estrutura que é mais
adequada, o que acomoda melhor a sua
demanda tecnológica, a sua demanda por
privacidade, por segurança, por
velocidade, por volume e assim por
diante, né? Então, quando a gente olha a
composição disso, acho que e aí se a
gente tivesse que fazer um exercício de
futurologia, né, o mercado ele talvez se
acomode, né, eh, buscando o melhor que
cada tecnologia fornece para cada ativo,
para cada momento. É quase como se a
gente pudesse tivesse oportunidade de
aproveitar, né, o melhor de cada mundo e
criar um cenário mais perto do ideal,
talvez, né? Talvez. Exato. Mas eu acho
que Mas eu acho que é o seguinte, eh,
acho que um modelo que até um um o
colega colocou agora a pouco, eu acho
que como
dentro do sinal de Dambima, ou seja, só
entes regulados pela pela CVM, né, que
por exemplo vão ter capacidade para ser
validadores, como a Sologia explicou,
né, eh, de uma possível rede. essa rede,
por exemplo, sendo uma layer do etheréum
para poder ser compatível, né, e tá
conectado com o etheréum para poder ser
compatível com soluções, por exemplo,
como a da Tlink, né, para poder ter
essa, né, ter essa ponte, né, tá sempre
atualizada com o Etheréreum e poder eh
ter todas essas possibilidades que o que
o que a tecnologia como do Etheréo
permite. E e aí você poder eh trazer
todas essas e e permitir que, por
exemplo, os bancos que têm, digamos, os
pés nas duas canoas, né, possam fazer eh
vários tipos de negócio. Eu acho que
assim eh o mercado de capitais
brasileiras vai dar um salto gigantesco
de possibilidades de novos negócios, né,
de agilidade. E eu acho que esse modelo
de de redes, vamos chamar, o colega aqui
chamou de rede híbrida, né? Aí eu acho
que o modelo que até a Sológ estava
explicando, né? Eu acho que é um modelo
que me parece o melhor para o nosso
mercado. E eu acho que a gente, de novo,
se nós investimos em capacitação e aqui
essa jornada, eh, eu vi você, eu acho
que assim, vocês estão fazendo isso
brilhantemente. É o pontapé inicial para
isso. Eu acho que com os nossos
profissionais, tanto de novo, do lado de
tecnologia quanto do lado jurídico
capacitados, acho que o mercado
brasileiro, de novo, vai continuar sendo
da vanguarda do mundo nesse quesito e a
gente vai, eu vejo assim mais produtos
sendo criados, eh, que é o que eu que eu
imagino aqui em breve, porque vai ser
com novas tecnologias mais produtos vão
surgir.
>> Maravilha. Solange, gostaria de trazer
também pra gente umas palavras finais
aqui, que a gente já tá estouradíssimo
no prazo, já agradecendo a presença de
todo mundo até agora.
>> [roncando]
>> Bom, Luiz, eh foi um prazer a minha
participação aqui. É interessante como a
gente começa com esse tema do de como
vai ser a rede, né, da importância de
entender as diferenças de rede, mas isso
vai até muito além disso. Tem, como você
mesmo disse, a o ponto principal é a
questão da governança de uma rede. É
isso que vai definir inclusive o sucesso
dela. Eu acho que isso que a gente tem
que deixar muito claro aí para para que
o pessoal fique preparado em termos de
conceitos para os próximos encontros.
>> É, eu acho que a a dica de hoje, né,
falou assim, igual no desenho animado
que funciona, não, no desenho, no
episódio de hoje aprendemos que, né, eh,
mais do que escolher a tecnologia, a
gente tem que entender o que que a gente
quer fazer lá dentro, né? E aí a gente,
para isso, a gente dá o nome de
governança e como a gente vai fazer
essas coisas acontecerem. Eh, Solange
Jeff, muitíssimo obrigado pela
generosidade de compartilhar o
conhecimento de vocês aqui com a gente,
né? De nos ajudarem aqui mais uma vez
nessa nessa etapa, pessoal. Estamos na
jornada, no episódio dois de nove, né,
dessa nossa jornada aqui. Eh, então a
gente já compartilhou aqui no chat os
links, tem uma avaliação dos encontros
também pra gente. É super importante
saber onde a gente foi legal, onde a
gente foi legal aqui, onde a gente pode
melhorar. Então, a gente conta com o
apoio de vocês, conta com vocês nas
próximas conversas, nas próximas
discussões. Eh, e gente, bora, bora para
cima aqui. Acho já descobrimos, né, que
temos muita coisa para aprender, tem
muita coisa para fazer aqui pela frente,
né? Eh, e aí a gente vai compartilhando
com vocês não só o caminho da jornada,
como também, né, o avanço do piloto. A
gente deve começar a fase de testes logo
logo e a gente já começa a a trazer
novidades aqui de do que que a gente tá
aprendendo, né, do jeito difícil, que é
fazendo, né, pessoal. Eh, na teoria,
tudo funciona, tudo é lindo. Agora
quando a gente vai pra prática, olha,
deu problema aqui. O que era para
funcionar ali não funcionou. E a gente
vai descobrindo isso, né? Eh, de um
jeito um pouco menos fluído do que tá
escrito na literatura. [roncando] E é
isso, pessoal. Muitíssimo obrigado. Mais
uma vez obrigado para todo mundo que
participou. Daqui a pouco, daqui a pouco
não, né, de hoje para amanhã, a gente
manda resuminho, ata, gravação, essas
coisas todas, como a gente tem feito nos
últimos eventos. Valeu. Obrigado,
pessoal. E aí, agradecimento aí a toda a
equipe que participou para ajudar e
colocar esse negócio de pé aqui. Valeu.
[roncando]
>> Tchau, pessoal. Obrigada.
>> Tchau. Tchau, pessoal.
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