Coletiva das Estatísticas Fiscais - Fevereiro/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais. Saiba mais em: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
Transcrição e Conteúdo
Bom dia, Natã. Bom dia a todos. Eh, vamos dar início, então, à última da sessão de coletivas de imprensa para divulgação de estatísticas do Banco Central. Eh, esta semana nós fizemos na terça-feira a divulgação das estatísticas de balança de pagamentos, na quarta-feira as estatísticas de crédito e hoje vamos completar esse ciclo com a divulgação das estatísticas fiscais para o...
vamos dar início, então, à última da
sessão de coletivas de imprensa para
divulgação de estatísticas do Banco
Central. Eh, esta semana nós fizemos na
terça-feira a divulgação das
estatísticas de balança de pagamentos,
na quarta-feira as estatísticas de
crédito e hoje vamos completar esse
ciclo com a divulgação das estatísticas
fiscais para o início de janeiro, eh,
para o mês de janeiro, né? Então, o o
setor público consolidado iniciou o ano
de 2026. com um superáit primário de R
103,7
bilhões deais eh no mês de janeiro. Esse
resultado é praticamente equivalente ao
resultado obtido em janeiro de 2025. Em
janeiro de 2025, o número foi de 104,1
eh bilhões deais, mostrando que eh nos
últimos vários anos o mês de janeiro tem
se caracterizado por uma forte
sazonalidade em termos de resultados. eh
superabitários bastante eh
significativos, né? Se a gente olhar eh
esse resultado de janeiro, os R 103,7
bilhões deais de superhábit primário,
eles decorrem fundamentalmente eh do
resultado do governo central. daqueles
103,7,
87,3
bilhões vieram do supera do governo
central, que apresentou eh um
crescimento de 5% eh no seu resultado em
relação ao resultado de janeiro de 2025,
que foi de 83,2 bilhões, né? Ou seja,
enquanto o setor público teve eh
resultados acima de R$ 100 bilhões deais
e permaneceu estável na comparação
interanual,
no caso do governo central, ele não só é
o principal responsável pela obtenção
daquele resultado, né, da magnitude
daquele resultado, 87 bilhões do total
de 103, mas ele também teve um
crescimento eh adicional. Eh, com esse
resultado, eh, considerando a série
histórica do Banco Central, eh, em
valores nominais, os R 87,3 bilhões
deais do governo central, eh, obtidos,
eh, como superáit no mês de janeiro de
2026 são eh ele constitui o maior
resultado, né, o maior superavit já
registrado no governo eh central para a
mesa de janeiro da série histórica do
Banco Central, que inicia em eh dezembro
de 21. Ah, a outra esfera do governo que
eh nós separamos para comentar aqui são
os governos regionais, né? Os governos
regionais também tiveram superavit
primário em eh janeiro. Eh, esse
resultado também foi bastante similar ao
resultado obtido em janeiro de 2025. Em
janeiro de 2026, os governos regionais
tiveram um superavit primário de R,3
bilhões deais, que se compara com
superáis primário de R$ 22 bilhõesais em
janeiro de 2025, ou seja, uma pequena
redução eh de 3% no superavit, né, que
em termos econômicos eu acho que pode
podemos afirmar que são resultados
praticamente eh similares, ou seja,
também no nos governos regional
regionais, a gente manteve esse eh
resultado no mesmo patamar observado em
eh janeiro de 2025. Eh, o resultado eh
no entanto, é acho que é interessante
observar as esferas, as duas esferas que
compõem os governos regionais, ou seja,
os governos estaduais e os governos
municipais. Eh, ambos tiveram superavit,
ambos contribuíram pro superavit
primário. Eh, de janeiro de 2026, os
governos regionais tiveram um superáit
primário de 16,8 bilhões deais, enquanto
os governos municipais eh somados, né,
registraram superavit de 4,5 bilhões. Ou
seja, todos os dois eh contribuíram pro
pro resultado superabitário de 21,3
bilhões do conjunto dos governos
regionais. Só que a dinâmica desse
resultado, ou seja, a variação
interanual desse resultado,
eh, foi bastante diferente. No caso dos
governos regionais, houve uma redução,
né, do superábit primário de 20,3 para
16,8 bilhões, né, uma redução eh de R
3,5 bilhões deais nesse superait. Eh,
não obstante tenha tido tenha sido
registrado eh em janeiro, na mesma
comparação interanual, já
desconsiderando a inflação, um
crescimento real, tanto nas
transferências da União pros governos
estaduais, quanto eh na arrecadação do
ICMS, que é o principal imposto eh
estadual, os dois casos obtiveram eh
registraram eh crescimento real das
receitas. Eh, e no caso dos governos
municipais aconteceu o inverte,
aconteceu um aumento, né, do superáit
primário. O superáváit primário era 1,7
bilhão em janeiro de 2026, de janeiro de
2025 e passou para 4,5 bilhões eh em
janeiro de 2026, né? Então, me parece
eh interessante comentar, né, que um
resultado estável, como foi o obtido
pelos governos regionais agora em
janeiro de 2026, ele foi causado por
dinâmicas diferentes, né, o aumento do
resultado primário, do superáitos
primários nos governos municipais e
redução eh nos governos estaduais que se
compensaram mantendo o resultado
estável. Bom, como nós estamos
eh apresentando os resultados de
janeiro, né, nós não temos ainda
acumulado no ano, vamos pular os dados
na tabela dois e passar direto para para
o resultado acumulado em 12 meses, que
está na tabela três, eh, da nota paraa
imprensa.
Nos 12 meses encerrados, em janeiro, o
resultado primário do setor público
consolidado foi deficitário em 55,4
eh bilhões deais. também nesse caso, né,
em função, né, da estabilidade que
aconteceu no resultado interanual de
janeiro, também nesse caso a gente teve
uma estabilidade no resultado primário
do setor público consolidado com os 12
meses encerrados em dezembro, ou seja,
eh 55 eh bilhões eh de déficit primário
em eh nos 12 meses encerrados em
dezembro de 2025, 55,4 bilhões nos 12
meses encerrados em eh janeiro de 26.
esse eh a gente pode comentar, ou seja,
ou tem um aumento de 400 milhões de de
reais no déficit e tudo. Eh, do meu
ponto de vista, em termos
macroeconômicos, isso é eh um exatamente
uma estabilidade. Não houve mudança
significativa ser eh eh reportada aqui.
E eu acho que a maior evidência disso é
que se nós olharmos com os dados da
tabela três esses números como
percentual do PIB, eh tanto em dezembro
quanto em janeiro, o número é exatamente
igual. 0,43
eh% do PIB é o tamanho desse eh déficit
primário nos 12 meses encerrados em em
janeiro. Fazendo a comparação habitual,
né, a desagregação desses dados por
esfera de governo, eh nós vamos pro
governo central e pros governos
regionais. No caso dos do governo
central, o resultado acumulado em 12
meses foi de déficit de 54,6
eh bilhões. Um déficit é bastante
similar ao déficit em termos de
magnitude ao déficit do eh do governo do
do setor público como um todo, né?
Então, da mesma forma, como a gente
mencionou no caso do Superavit de
janeiro, e o o governo central era o
principal responsável em termos de
magnitude pelo alcance daquele supera.
Da mesma forma, né, para um para um
déficit de 55,4 bilhões do setor público
como um todo, o, eh, governo central
respondeu por um déficit de 54,6.
No caso do governo central, houve uma
redução no déficit na comparação com os
dois meses encerrados em dezembro. Eh,
nos meses encerrados em dezembro, eh, o
déficit do governo central havia sido de
58,7 bilhões e agora em janeiro se
reduziu para 54,6,
né? Com o percentual do PIB, né? Essa
redução é de 0,46%
do PIB para 0,43,
4643,
né? é uma pequena redução, mas
eh eu acho que vale a pena enfatizar na
comparação com aquela estabilidade
observada pro pro setor público
consolidado como um todo. A a outra
parte, né, do do setor público
consolidado que a gente eh separou para
apresentar aqui são o exatamente os
governos regionais, né? No caso dos
governos regionais, o déficit eh o o
resultado primário em 12 meses é
superavitário. Ele se mantém
superavitário eh há bastante tempo, mas
eh também com uma tendência de redução.
Se vocês olharem os dados eh da tabela
eh três, eh a gente tem a série
acumulada em 12 meses, de agosto para
cá. Esse eh a gente pode até ver um
crescimento em novembro e tudo, mas a
tendência de de redução. Eh, em dezembro
ele ficou abaixo de dois dígitos do
superáit 9,5 bilhões e agora se reduziu
adicionalmente para 8,9
eh bilhões. É uma tendência de redução
do superáit dos governos regionais que
nós temos eh observado já há algum
tempo. permanecem eh superavitários, né,
diferente do governo central, mas eles
têm uma tendência de redução do
superavit, enquanto eh o governo central
tem reduzido o seu déficit, né? Eh, da
mesma forma, nós podemos observar o
resultado dos eh governos estaduais e
municipais. a gente vai ter aquele mesmo
eh impacto, uma redução no superá na
esfera dos governos estaduais, caindo de
5,5 para R bilhões deais e um aumento do
supera nos governos municipais, passando
de seis eh de 4,1 para 6,9 bilhões. A
gente tem eh aqui as mesmas eh
tendências que a gente observou no
interanual de janeiro. Na verdade, eh, a
variação em 12 meses de dezembro para
janeiro nada mais é do que a aquela
diferença, eh, interanual observada eh
no mês de janeiro.
Eh, a segunda parte dos resultados
fiscais que eh a gente usualmente
apresenta aqui são os juros, né? A conta
de juros que está incluída nas
estatísticas das necessidades de
financiamento do setor público são os
juros nominais apropriados por
competência, né? O que o que isso quer
dizer? Eh, no cálculo da dívida líquida
do setor público, né? O compilador de
estatística, no caso o Banco Central,
ele conhece cada um dos itens que compõe
a a dívida pública, tanto de ativos
quanto de passivos, e conhece os
indexadores de cada um desses desses
estoques, né? Então, eh, tendo o o
montante do estoque, tendo o indexador,
nós conseguimos apurar diariamente eh
qual é a incidência dos juros, né,
apropriados dia a dia sobre esse
estoque. Então, essa apropriação dos
juros sobre o estoque de ativos e
passivos diariamente, que na soma do
resultado do mês, eh, gera a estatística
de eh juros apropriados por competência.
É por isso que nós com frequência
dizemos, ó, o juros aumentou nessa
comparação, porque o mês atual tem um ou
dois ou mais dias úteis a mais do que o
mês anterior ou mês de comparação, ou
quando tem dias úteis a menos, se ajuda
na redução, já que esse cálculo é feito
a partir de uma contabilidade diária.
Então, esses juros tendem a ter eh uma
tendência estável mês após mês, dada
essa apropriação diária. E quando é
geralmente quando a gente olha num
período curto na comparação com o mês
anterior, uma flutuação muito grande, eh
como é o caso da que nós tivemos de
dezembro para janeiro, a gente eh
tradicionalmente vai atrás eh do
resultado de swaps do Banco Central, que
é influenciado pelo que aconteceu com a
taxa de câmbio, né? você desvalorizou ou
apreciou no mês e a gente tem lá uma ah
uma boa eh explicação para essa variação
tão tão eh acentuada quando ela ocorre.
Então, na além de apresentar os
resultados dos juros no mês, nós vamos
também eh na comparação com o mês
anterior e a comparação interanal
mostrar esses fatores que explicaram a
variação da conta de juros. Eh, quando a
gente olha os resultados de em janeiro,
a conta de juros atingiu 63,6
bilhões deais, 63,6.
Eh, quando a gente eh como esse dado é
acumulado por competência, nós podemos
comparar com qualquer mês da série, né?
Então, usualmente nós comparamos com
janeiro, com com o mesmo mês do ano
anterior, nesse caso janeiro de 2025, e
com o mês imediatamente anterior,
dezembro de 2025. Começando por essa
comparação interanual, a gente teve
juros de R$ 40,4
bilhões de reais em janeiro de 2025, que
aumentaram para 63,6
bilhões em janeiro de 2026. Então, nesse
caso, a gente tem um um aumento, né, de
23 eh3 bilhões deais para explicar, né?
É claro que nesse período, olhando
janeiro de 25 e janeiro de 26, em
janeiro de 26 tem uma taxa Selicta,
eh, que ajuda a explicar o aumento da
taxa de juros juntamente com eh o
aumento do próprio estoque nominal da
dívida, né? A dívida, eh, líquida vai
crescendo, então é um maior estoque
sobre o qual incide juros.
Mas nos casos dos SUAPs, eh, a gente vê,
eh, que os swaps, eh, contribuíram com
7,5% para diminuir esse resultado, ou
seja, sem o efeito dos swaps, nessa
comparação de janeiro de 2026 com
janeiro 2025, o aumento de juros teria
sido maior, né? Por quê? Em janeiro de
2025, houve um eh ganho de R5 bilhões de
reais com os SUAPs. E quando a gente
fala ganho nas operações de SUAPS, é o
Banco Central ganhando em relação aos
dealers do mercado. E isso é apropriado
na estatística fiscal como uma receita
de juros, ou seja, houve uma receita
adicional de juros de 35 bilhões eh no
mês de janeiro de 2025, que contribuiu
para reduzir os juros naquele mês. Só
que o ganho em janeiro de 2026 foi de
42,5, ou seja, foi um ganho maior. Então
ele contribuiu mais para reduzir a
receita de judo. A diferença entre
aqueles 35 bilhões de janeiro de 25 e os
42,5 bilhões de janeiro de 26 são
exatamente esses 7 bilhões e que
contribuíram na comparação interanual
para reduzir essa variação. Ou seja, se
nós não tivéssemos tido o efeito dos
suaps, eh, a, o crescimento dos juros
interanual de janeiro de 25 para janeiro
de 26 seria de 30,8 bilhões ao invés dos
23,3.
Então, acho que é é por isso que é a
gente sempre destaca a importância dos
SUAOPS pro entendimento desses números.
Quando a gente olha a comparação
interanual, eh, eu acho que os efeitos
dos SOPs ficam mais evidentes, né? Em
dezembro de 25, os juros atingiram R
121,8
bilhões deais. Naquela época, nós
anunciamos que foram era maior eh o
valor mensal de apropriação eh de juros
nominais nas estatísticas fiscais do
Banco Central e agora eles se reduziram
para 63,6,
ou seja, caíram quase a metade. Eh, se o
o juro se reduzir em quase metade de um
mês pro outro, eh, isso essa explicação
não vem da forma de apuração ou de
alguma dessas variáveis. vem dos impact
do impacto dos swaps que foram bastante
diferente nesses dois meses. Em dezembro
de 25, o Banco Central teve uma perda
com suaps de R 18,3 bilhões deais. Esses
18,3 de perda são incorporados na
estatística como um aumento de despesas,
como uma nova despesa. Então, daqueles
121,8
bilhões, 18,3 foram devidos aos suapes.
Em janeiro aconteceu um inverso. O real
se apreciou 4,9%, isso deu um ganho com
SUAP Banco Central de 42,5 bilhões.
Então, novamente, como eu disse, ganho
com suave são diminuição de receitas,
são uma receita adicional de juros e
diminui a conta como um todo. Por isso
que a a conta se reduziu para 63,7,6.
Se a gente excluísse os swaps dos dois
períodos e fizesse uma comparação com
exercício contrafactual sem os suaps,
a gente teria não aqueles 121,8 de
dezembro, mas 103,5.
E agora em janeiro não os 63,6, mas
106,1.
Então, como esperado, são números
bastante estáveis, próximos um do outro.
Claro que com uma tendência de
crescimento, mas eh esses números mais
estáveis são o esperado, se a gente
considera a a forma de apuração, né,
apropriação diária por competência.
Então, excluindo os SOPs, teria havido
um aumento de 2,7 bilhões na conta de
juros eh de dezembro para para janeiro.
Mas isso é só um exercício contrafactual
para eh e e tentar passar mais
informações, ser mais transparentes com
com os dados, a metodologia, como ele
deve ser interpretado. De fato, houve
uma redução de Deato, ocorreram os
ganhos com SUAP, houve uma redução de
juros e com um superáit primário de
103,7
bilhões ou uma conta de juros de 63,6,
eh, o país teve um superavit nominal eh
no mês de janeiro de 40,1 bilhões, né?
superáis nominais na nas estatísticas
fiscais são raros e aconteceu nesse mês
em função, a gente tem uma sazonalidade,
como eu já mencionei, bastante favorável
para a eh a a obtenção de superáveis
primários bastante elevados eh no mês de
janeiro.
Passando pro resultado dos juros
acumulados nos últimos 12 meses, eh, em
dezembro e em janeiro, nós mantivemos a
a conta de juros, né, no patamar de 1
trilhão deais, né, os 12 meses
acumulados até dezembro, os 12 meses
acumulados até janeiro, eles eh tiveram
eh juros de R 1 trilhãoais, eh
exatamente 1 trilhão é 1hão7
bilhões, no caso de dezembro de 25
1.hão30 eh bilhões em dezembro eh de
2026. Eh, dezembro de 2025 havia sido eh
o maior valor em termos nominais. Agora,
janeiro de 2026 eh o o maior valor em
termos nominais. E eh em termos de
percentual do PIB, houve um crescimento
para de 7,91% do PIB para 805%
do PIB na passagem de dezembro para
janeiro. Ou seja, a conta de juros, ela
tem eh uma trajetória eh ascendente.
Só comentando, então, com um déficit
primário de 55 bilhões e uma conta de
juros de 1 trilhão, o o déficit nominal
do país nos últimos 12 meses chegou a R
1.hão86
eh bilhões deais, o que equivale a R
8,5% do PIB, se a gente quiser usar duas
casas mais 8, eh 49, não?
Eh, com isso a gente fecha a primeira
parte da da coletiva, que era a
apresentação dos resultados dos fluxos
fiscais. Passamos agora para o o
endividamento eh do país. Eh, esta nota
paraa imprensa apresenta três conceitos
de endividamento: a dívida líquida do
setor público, a dívida bruta do governo
geral no conceito do Banco Central, a
dívida bruta do governo geral no
conceito do FMI. Eh, são três
indicadores eh eh que têm resultados
diferentes e a metodologia deles eh
explica a diferença das suas magnitudes,
dos resultados. Começando pela dívida
líquida do setor público, os dados estão
na tabela 4 da da nota paraa imprensa,
4, 4A e 4B. E a dívida líquida é
atualmente o conceito de dívida mais
abrangente que a gente dispõe nas
estatísticas fiscais. Em primeiro lugar,
porque ela contempla todo o setor
público, né, todas as as esferas do
setor público não financeiro no país. E
enquanto a dívida bruta, ela é do
governo geral apenas. Mas mais
importante que tão importante quanto
isso é porque a dívida líquida contempla
tanto os ativos quanto os passivos.
Então a gente tem um melhor, uma, uma
visão mais ampla do conjunto dos haveres
e deveres eh do setor público, enquanto
a dívida bruta, como o próprio nome já
diz, considera apenas os passivos, né?
Como a dívida líquida considerativos e
passivos, né, os ativos, digamos assim,
diminuem o montante da dívida. O o nível
da dívida líquida é é mais baixa, mas de
qualquer maneira é o indicador mais
abrangente que nós temos. Eh, e em
janeiro a dívida líquida atingiu 65% do
PIB e ela se reduziu 0,3 ponto
percentual do PIB em relação a dezembro
de 25, né? O ano passado rejou com 65 e,
do PIB de dívida líquida. Eh, é
interessante notar que a essa redução
foi decorrente e daquele superavit
primário bastante significativo que nós
mencionamos que gerou um superavit
nominal. Eh, porque um outro fator
relevante que teria que contribuiu para
o aumento na dívida líquida nesse mês
foi a apreciação cambial, né? O o país,
eh, quando a gente uma parte da dívida,
uma parte dos ativos são eh denominados
em moedas estrangeiras, né? em dólares,
principalmente quando tem uma apreciação
eh cambial, esses ativos expressos em em
reais, denominados idólares expressos em
reais, eh acabam se reduzindo, né? Eh,
então o,
como o país é credor líquido, eh, ou
seja, as reservas internacionais do
setor público detidas pelo Banco Central
são maiores do que a dívida externa eh
do mesmo setor público, quando tem uma
apreciação cambial, essa dívida aumenta,
né, porque o total dos ativos diminui e
a dívida aumenta. Então, a a apreciação
cambial de 4,9
eh%, ela contribuiu eh esses dados estão
na tabela CCO, né, para um aumento da
dívida em equivalente a 0,5 percentual
do PIB. Eh, e mesmo assim os efeitos
combinados eh do superait nominal e do
crescimento do PIB eh fizeram com que a
dívida líquida se reduzisse eh eh no
mês. Eh, então, acho que esse é é um
ponto eh relevante para para apresentar
aqui para vocês, mostrando a de fato a
magnitude desse eh superábit primário e
também do superhábital obtidos em
janeiro.
No caso da dívida bruta, a dívida bruta,
os dados estão na tabela 17, tanto o
conceito do Banco Central quanto o
conceito do FMI. Eh, a dívida bruta, eh,
do governo geral é um indicador bastante
utilizado eh no Brasil e no mundo
inteiro. Ela tem, eh, o total de
passivos, eh, comp na forma de
instrumentos de dívida eh do do governo
geral. Eh, ou seja, ela tem uma uma
abrangência menor, não é o a do setor
público como um todo, mas só do governo
geral. E a gente tem eh no país dois
conceitos. Eh, o conceito do FMI que é
mais eh elevado em termos da sua
magnitude, o conceito do Banco Central
que é um pouco menos elevado. A
diferença entre eles é a carteira de
títulos que o Banco Central mantém para
poder fazer suas operações de política
monetária, mas que não estão em
utilização eh no momento em que a dívida
foi apurada, né? Então essa carteira que
nós chamamos de carteira livre, ela é
incluída no conceito do FMI e não é
incluída no conceito do Banco Central.
Como ela é um valor positivo, né, o o
conceito do eh do FME vai ser sempre
maior do que o do Banco Central. Eh, no
caso da dívida bruta, no conceito do
Banco Central, eh, o esse esse conceito
atingiu um percentual de 78,7%
do PIB no mês de janeiro e se manteve
estável em relação ao final de dezembro,
o ao encerramento do do mês anterior, do
ano anterior. Eh, o mesmo os mesmos
78,7% do PIB. Eh, se a gente quiser ser
extremamente detalhista, a gente teria
um aumento de 0,089
ponto percentual eh do PIB de dezembro
para janeiro. Mas, enfim, eu acho que
para todos os fins práticos a gente pode
dizer que teve uma uma estabilidade. No
caso da dívida eh bruta do FMI, que eu
já havia mencionado, o montante cujo eh
eh tá publicado na tabela 17 também é de
92,7%
do PIB. Mas nesse caso a dívida bruta se
reduziu, né? Então, o que o que fez com
que a dívida eh bruta do Banco Central
permanecesse estável e a dívida bruta no
conceito do FMI se reduzisse foi que
nesse mês ocorreram resgates de títulos
mobiliários eh do Tesouro Nacional em
Mercado, eh que segue a as diretrizes e
a política de gestão da dívida pública
definida pelo tesouro. Eh, e com isso,
né, tudo mais constante, você obriga a
ter novas operações compromissadas do
Banco Central para manter manutenção da
liquidez nas nos níveis desejados.
Também se reduz eh a carteira livre do
Banco Central. Então, eh esse é um
efeito que é capturado pelo pelas
estatísticas do eh no conceito do FMI,
não é capturado pelo Banco Central.
Então isso explica uma redução, né, no
caso da dívida bruta do FMI e não na do
Banco Central. Mas eu acho que o o não
obstante isso, o importante é que a
gente teve eh em relação ao
endividamento do país no mês de janeiro,
uma redução eh na dívida líquida do
setor público e uma estabilidade eh na
dívida líquida do Banco Central ou uma
redução eh em relação ao ao conselho do
FMI. esses movimentos recentes, ou seja,
movimentos do mês de janeiro, em todos
os três casos, eu acho que são eh
diferentes do que a gente viu ao longo
do ano passado, mostrando uma uma
inflexão em janeiro, qualquer que seja o
conceito eh utilizado.
Bom, com com isso aqui eu encerro a
apresentação que eu tinha previsto para
para hoje. Passo a palavra pro Renan,
pro desculpe, pro Nathan, para que ele
possa organizar as perguntas aí de
vocês. Muito obrigado.
>> Obrigada.
>> Bom dia, Mariana Walter da Broadcast. Eu
queria fazer duas perguntas. A primeira
eh sobre essa questão que o senhor falou
agora no final de um movimento de
inflexão em janeiro. Eh, eu queria
entender qual que é a avaliação de você
que vocês fazem disso, né? essa essa
redução da DLSP e estabilidade eh da
dívida bruta tende a continuar ou pode
ou é uma coisa pontual de sazonalidade,
enfim, o que que é esse movimento? E a
segunda pergunta é sobre
estocais.
Eh, olhando o resultado mensal, pelo
pelo que eu vi aqui, foi o pior
resultado, né?
eh
da série, né, os os 4 eh8 bilhões e e
estatais federais também. Eh, eu não
cheguei a olhar em duas vezes, mas eu
queria também saber a avaliação que o
senhor faz sobre esses resultados das
estatais.
Opa, obrigado. Eh, Mariana, vamos lá.
Eh, duas perguntas, né? ambas bastante
interessantes. A gente acho que já tô
criando um hábito de fazer isso. Vamos
começar de trás para frente. Eh, no caso
das eh empresas estatais, eh, eu acho
que o resultado, tem uma coisa eh
interessante de se observar, eh dar uma
olhada nos números da tabela um, né? a
gente tem eh uma estatística mensal de
déficit na nas estatais, considerando as
três esferas de governo, de 4,9 bilhões
e no mês anterior um superavit de 4,5
bilhões, né? Então eu acho que você não
pode analisar um sem analisar o outro,
né? Então, eh, você pode ter, e isso é
muito comum, né? Eh, receitas de um mês
que são gastos no outro. Então você tem
tudo uma constante. Isso eh acontece,
por exemplo, com com arrecadação, né?
Então você tem uma arrecadação, ela
entra num mês, eh, e aí, eh, você
aumenta seus depósitos, aumenta suas
disponibilidades ou aumenta qualquer
tipo de ativo. Eh, e não tem nenhuma
contrapartida, você não dá nenhum uso
para esse recurso. Eh, isso é
considerado na estatística como um
superá, porque você teve um aumento de
ativos, né, que permaneceram lá, os
passivos continuaram iguais. você teve
um aumento de ativos nesse balanceamento
balanceamento, o que explica isso é um
um um superavit, né? E aí essa mesma
arrecadação que você teve no mês, no mês
seguinte você gasta, né? Então, digamos,
todo o resto continua constante. Você
gastou aquele aquele recurso que você
recebeu no mês anterior, ele no mês
anterior gerou um superáfice, no mês
atual gera um déficit. Quando você olha
os eh do se esse movimento tivesse
acontecido, digamos assim, vamos supor
que ele aconteceu, você recebeu no dia
25, gastou no dia 5. Se você tivesse a
mesma diferença de 10 dias, tivesse
recebido no dia 5, gastado no dia 15 ou
no dia 10 ou pro dia 20, eh esse
movimento ficaria dentro do mês e ele, o
resultado seria zero se se ele fosse da
mesma magnitude. Quando a gente olha
os dois meses de dezembro e janeiro e a
gente soma os dois, o resultado é um
déficit somado no bimestre de R milhões
deais. Se a gente dividir por dois, era
equivalente a um déficit de 200 milhões
em dezembro e 200 milhões em janeiro.
Eh, então assim, do ponto de vista do
compilador de estatístico, quando eu eu
olho para isso, eu digo, eh, acho que
olhando só esses dois meses, digamos
assim, no popular, não tem nada a aí por
dentro que indique eh mais coisa. E o
interessante é que se eu faço esse mesmo
exercício de dezembro de 24 para
dezembro de 25, que que tá na mesma
tabela aí, em dezembro de 25 teve um
superhábit de 1 bilhão. Janeiro de 26,
desculpe, dezembro de 24 teve um
superáváit de 1 bilhão. Janeiro de 26
teve um déficit de 1 bilhão. Eh, nesse
caso, se eu somar os dois,
eh, o resultado é um déficit de 29
milhões. Se a gente dividir por dois,
seria como se tivesse tido um déficit de
14,5 milhões eh em dezembro, 14,5
milhões eh em janeiro. Então, eu acho
que as coisas estão eh eh muito
próximas. Eh, é claro que em estatística
a gente nunca tem eh verdade definitiva,
né? O o próximo o mês seguinte é craque
em desmentir o mês anterior e tal, essas
coisas. Mas quando a gente olha com os
dados disponíveis, eh, eu diria que
analisando esses bimestres, eh, não
parece ter muita coisa além de uma
receita extra mês e uma despesa extra
mês seguinte e muito provavelmente
vinculado com a primeira. Eh, quando se
olha com eh a a as separações aqui são
federais, estaduais e municipais. Quando
se olha as federais na virada de
dezembro para janeiro, teve um superá em
dezembro e um déficit em janeiro. Eh,
nesse caso, o déficit prepondera, né, no
eh, 1,2 de superáveis, 3,3 de déficit.
Quando você olha as estatais estaduais,
também um superavit de 3,3 eh também um
superavit em dezembro e um déficit em
janeiro. Nesse caso, o superá
prepondera. Então essa explicação parece
ser verdadeira para pros dois níveis
separadamente, eh, federais e estaduais.
Eh, ela é mais puxada pro déficit nas
federais, mais puxada pro superáfice nas
estaduais. Quando a gente olha as duas
em conjunto, elas se eh equivalem, né?
Então, acho que no caso das estatais, o
que a gente pode dizer com os dados que
tem é é o digamos o déficit de janeiro
compensou o superaft de dezembro.
A segunda pergunta eu tenho que chegar
lá é sobre a
eh a dívida, né? Eh, se a gente olhar a
trajetória que a gente tem tido eh para
dívida nos últimos meses ou anos, eh ela
é uma trajetória de crescimento. Se a
gente olha as eh os indexadores, a a
forma de cálculo daquela eh cálculo de
estabilização da dívida, eh que
considera as condições de crescimento da
economia, o nível de juros e o nível de
superait e tal, eh a gente não está com
com superários no nível necessário eh
para fazer a estabilização da dívida,
né? Então, o que aconteceu em janeiro
foi um resultado sazonalmente eh
bastante forte no superáfice primário,
que gerou inclusive um superavit nominal
eh e que com isso contribuiu para puxar
eh a dívida para baixo, né, para reduzir
a relação dívida PIB eh no caso da
dívida líquida, eh para reduzir a
relação dívida PIB, no caso da dívida
bruta no concelho do FMI para manter
estável no Conselho do Banco Central.
Então, eh, por essa trajetória, o os
dados do mês de janeiro parecem uma
inflexão, eh, pontual devido a fatores
sazonais e não eh uma nova tendência,
né? Mas, eh, assim, isso vai se se
confirmar ou não no nos próximos dados,
né? Conforme eu havia mencionado na
pergunta anterior. É isso, Natan, com
você.
Bom dia, Gabriel China Rara, do Valor
Econômico.
Eh, sobre o déficit das estatais também,
continuando esse tempo,
>> eh, na comparação com
janeiro de 25,
que teve uma alta
eh relevante ali, né, de 1 para 4,9. E
isso pode ser visto nas federais também.
Eh, nessa comparação anual, esse déficit
das empresas estatais, esse esse aumento
pode ser considerado o principal
responsável pela queda no superavit
setor público como um todo primário. Foi
uma queda ali de menos de um bin, né?
>> Uhum. Eh, e também no 12 meses,
eu queria saber se o défic nominal eh e
o e os juros nominais eles são os
maiores desde eles são os maiores desde
quando? É, nos dois casos, em dois
meses. Obrigado, Gabriel. Gabriel, deu
uma microfonia. Eu não entendi qual o
valor você quer saber se é o maior em 12
meses.
>> Eh, o nominal e o e o juros e acumulado
em 12 meses.
>> O o déficit nominal e a conta de juros
acumulados em 12 meses
>> como valor nominal percentual do PIB.
>> Isso maiores desde quando? Obrigado.
Não, o o resultado o resultado nominal
do do setor público e o resultado de
juros do setor público, tanto em
percentual do PIB quanto em valores.
Aí você me passa no times que eu já
pego. Bom, a primeira pergunta eh a a
segunda pergunta do do Gabriel era sobre
eh uma comparação do resultado nominal
eh do setor público e da conta de juros
do setor público. É acumulado em 12
meses, se eles são eh os maiores da
série histórica e tal. A gente tá tá
comparando a série histórica. Já daqui a
pouco apresento esse esse resultado. Mas
então vamos para paraa primeira. Ah,
a pergunta do do Gabriel é o seguinte: o
déficit das estatais atingiu 1 bilhão em
janeiro de 2025 e 4,9 bilhões em janeiro
de 2026. eh teve um aumento de 3,8 3,9
bilhões. Nesse período, o super o super
do setor público consolidado, que inclui
as estatais, ele se reduziu de 104,1
para 103,7
bilhões. Eh, uma redução de R$ 400
milhões deais. E o Gabriel pergunta qual
é a relação entre esses números. Então,
aí a gente tem duas formas de fazer essa
conta. A primeira em relação ao nível,
eh, o nível do superábit atingido em
janeiro foi de 103,7 bilhões deais. É um
superáit bastante expressivo, eh, um
pouquinho menor, né? 0,4%
menor do que o superft de janeiro de
2025.
E ele é
assim bastante significativo, tá entre
os maiores de toda a série histórica. de
janeiro nos últimos anos tem registrado
sempre acima de R$ 100 bilhões deais.
Então assim, quem é o responsável por
esse por esse resultado? Se a gente olha
eh a sua magnitude, o responsável é o
governo central, né? O governo central
respondeu por 87,3
bilhões, do total de 103,7.
Eh, então, em relação a isso, eu não a
não não tenho eh eh dúvidas em dizer que
o o responsável pelo resultado primário,
pelo superáis primário do setor público
é o o governo central. Aí o segundo
ponto é o seguinte, qual é a tendência
desse resultado? Ele teve uma redução
em eh em economicamente ele ficou
estável, né? a a variação de 0,4
bilhões, é de 0,4% é uma estabilidade.
Então, quem foi o o responsável por essa
por essa estabilidade aí? Se você olhar
o resultado do governo central por
esfera de governo, o governo central
teve um crescimento no seu supraft de 5%
ou que dá R$ 4 bilhões deais. Eh, o
governos regionais tiveram uma redução,
né, no seu eh superavit, algo como 0,7
eh bilhão de reais. E as empresas
estatais tiveram um aumento no seu
déficit de 3,9 bilhões, né? Então assim,
nesse caso, o governo central contribuiu
com o aumento de superavit que foi
contrabalançado pela redução de
superavit ou aumento no déficit na
esfera dos governos regionais e e das
estatais, né? Então, a a razão da
variação foi essa dinâmica entre as três
esferas.
eh comparação
eh de janeiro a fatores de queda do
resultado. Então, acho que em relação à
pergunta um era esse. Em relação à
pergunta dois,
eh a conta de juros, eh a conta de juros
em 12 meses atingiu eh 1 trilhãoais, 1
trilhão30 bilhões, né? 1,03, se a gente
falar em trilhões. Em termos de valor
nominal, esse é o pior da é o maior
valor, o pior da série histórica do
Banco Central. Eh, e você pode pegar
período de 12 meses e calcular para
qualquer período, né? Em em 12 meses,
evidentemente, não tem nenhumas eh
sazonalidade. Eh, enquanto o percentual
do PIB, né, esse valor foi zero eh foi
8,05
eh% do PIB. E se você olhar a série, em
dezembro de 2024, ele atingiu 8,07,
né? Então, em percentual do PIB também
está entre os maiores da série e tal,
mas eh houve maiores. Você pode dizer
que ele é o maior desde dezembro de
2024. Em dezembro de 2024, chegou a
8,07.
Se você olhar o resultado nominal,
quando você for olhar o resultado
nominal, aí você lembra que o resultado
nominal é a soma do resultado primário
com o
o resultado de juros, né? E eh nas
estatísticas fiscais, se você olhar a
série eh 6 anos atrás, né, nós tivemos
2020, né, o ano da pandemia com uma
série de de medidas fiscais emergenciais
e tal, que elevaram muito o resultado
primário e o resultado nominal. Então
assim, ele não é o pior da série, mas na
mesma conta que a gente faz, né, o
resultado nominal acumulado em 12 meses
atingiu 1.ão
bilhões, 1,086.
Ele é o pior desde novembro de 2024. Em
novembro de 2024 foi 1 trão111 bilhões,
se você considera como o o valor em
reais nominais. E com o percentual do
PIB, ele atingiu 8,49%,
e é o pior desde novembro de 2024 também
lá ele era 9,4 9,47% do PIB.
Eh, Mateus Maia do da broadcast também.
Eu queria insistir na questão das
estatais porque eu entendi a sua
explicação
>> sobre como um déficit no mês pode ser
compensado pelo superavit no mês
seguinte por uma simples questão de
fluxo de caixa.
>> Mas o que que explica o patamar desse
déficit tá cada vez maior? que foi, eu
queria confirmar se esse é o maior da
série histórica para esse para esse mês,
>> eh, ou se para todos os meses, e se não
há relevância estatística ser o maior,
justamente por causa dessa questão do
mês anterior e desse mês, eh, ou não, dá
pra gente dizer que esse é o pior
patamar para as empresas estatais do
ponto de vista primário ou não? Pode ser
só uma coincidência estatística.
Obrigado.
>> Ah, eh, em primeiro lugar, eh, a gente
não tá tratando de uma coincidência, né?
Eh, coincidência são dois eventos, eh,
aleatórios e não ligados entre si, que
têm o mesmo resultado, né? né? Então,
eh, se você jogar dado e tiver o mesmo
resultado duas vezes, três vezes, isso é
uma coincidência, assim, eh, se a gente
tem, por exemplo, pegando aquele exemplo
que eu dei, se você arrecada no mês e
gasta no outro, você tem superáveit no
mês e déficit no outro, mas esses
fatores não são coincidentes, eles têm a
eles são relacionados, né? Então, foi
isso que eu quis enfratizar na passagem
de dezembro de 24 para dezembro de 25,
de dezembro de 25, desculpe, dezembro de
24 para janeiro de 25, eh, 1 bilhão de
superáfit num caso, 1 bilhão de déficit
no outro e de eh dezembro de 25 para
janeiro de 26, 4 bilhões e pouco num
caso, 4 bilhões e muito no outro, se
você quiser. Então, eu acho que eles não
são coincid não são coincidências, são
efeitos que são relacionados um com o
outro. Esse é o primeiro ponto. O
segundo, eh, você perguntou se os 4,9
bilhões são os maiores da série. Sim,
eh, são os maiores para meses de janeiro
da série. Nesse caso, como tem uma
parece ter uma sazonalidade, a gente
sempre calcula com os mesmos meses de
cada ano. São os maiores, é, é o maior
janeiro da série. Eh, a, a questão do,
eh, do patamar, se eles estão eh
crescendo ou não, a gente precisava ver
os resultados acumulados em períodos
maiores, né? Porque como eles não são
eventos aleatórios, desconexos um do
outro, são eventos que que estão
relacionados, eh o fato de ter um grande
déficit no mês é o
relacionado a ter um grande superapit no
mês anterior. Então, se essa explicação
faz sentido, eh, você não poderia ter,
eh, digamos assim, claro, poderia ter
por outros fatores, mas você não deveria
ter, eh, dezembro de 24 um déficit de 1
bilhão e um superait de 1 bilhão e em
janeiro de 25 um superá, um déficit de 4
bilhões, né? Isso aí mostraria que eles
não seram eventos que que não estariam
relacionados. Então, o fato de você ter
um déficit eh de 4 bilhões, 4,9 bilhões
em em dezembro, tá relacionado ao fato
de você ter tido um superaft de quatro
em janeiro. Então, eh o que eu quis
dizer que economicamente ou
estatisticamente é que não é que isso
não seja relevante ou seja relevante,
mas é que não só o o déficit no neste
caso, o déficit no mês tá tá relacionado
ao superábit no mês anterior, como a
magnitude deles também. É por isso que
você tem dois eventos de 4 bilhões de
dezembro de 25 para janeiro de 26 e você
tem dois eventos de 1 bilhão em dezembro
de 24 para janeiro de 25. Então assim,
eh o o o ponto é que eles não são eh eh
efeitos independentes.
De nada, Natã, com você aí.
>> Não sei se algum
sei se algum colega aqui presente tem
mais um. Eu tô aguardando o colega
Alexandre Martelo que tá no chat mandar
uma pergunta aqui pra gente. Ele tá
digitando.
>> Só um minutinho. Pronto.
>> Aguardemos o martelo.
>> Acho que chegou aqui.
>> Eh, ele é do G1. Ele tá perguntando o
seguinte: "Pelo fato de os números da
série não terem correção pela inflação,
dá para cravar que é o pior resultado da
série nas estatais federais? Porque pela
proporção do PIB não é o pior da série.
Ele afirma aqui. E aí eu já repasso aqui
uma segunda também. Ele fala o seguinte:
você citou que houve um superáit em
dezembro e déficit em janeiro na mesma
proporção.
>> Uhum.
>> Mas isso não ocorre no caso das estatais
federais porque o déficit é 2 bilhões
maior.
>> Isso está relacionado com os correios?
São essas perguntas. Ele agradece aqui.
>> Beleza. Pera aí.
Eh, opa, alô. Eh, voltando aqui, eh,
obrigado pelas, eh, perguntas, Martelo.
Você você tem que voltar a ver aqui
presencialmente, tá? Eh, faz falta. eh
em relação aos déficites de de janeiro,
eh eh o déficit de janeiro, superait eh
em dezembro, eh o o efeito de déficit eh
em janeiro e superaft em dezembro ocorre
em todas as esferas, né? No caso, a
esfera federal e a esfera estadual. Eh
as intensidades eh variam no caso da da
esfera federal, o déficit de janeiro foi
maior do que o super dezembro. na esfera
eh das regionais eh estaduais, desculpe,
o déficit em dezembro foi menor do que o
superavit de de janeiro. Eh, o mesmo
fenômeno aconteceu em todas elas. Quando
a gente agrega no conjunto das estatais,
elas têm a mesma magnitude. Eh, isso é é
verdade, tanto para virada de 25 para
26, quanto a de 24 para 25, né? A
questão de usar os valores nominais ou
percentuais do PIB é assim, depende do
do interesse do usuário, né? É claro que
fazendo uma comparação de valores
nominais, como o Martelo bem eh
apresentou, a gente pode, se for para um
período muito longo, eh ter eh alguma
distorção, porque por causa da
necessidade de correção de de valores
eh das séries mais antigas, né, para que
expresse esse esse esse valor. Agora,
eh, como o Martelo já disse, como em
percentual do PIB, a gente não tem o o
maior da série agora para as as empresas
para pro déficit das empresas estatais.
Se a gente olhar os valores dos meses de
janeiro, como eu já havia respondido
pelo Mateus, ele é eh o maior da série
em termos nominais. Se a gente olhar em
percentual do PIB, ele não é o maior da
série, né? Como como o próprio Martelo
já diz.
>> E aí ele faz uma denda que é o seguinte,
não.
>> Eh,
>> ele ele destaca aqui que a pergunta é
mais sobre as estatais federais apenas e
não sobre o conjunto das estatais.
>> Uhum.
>> E aí ele quer uma resposta sobre isso e
se está relacionado com os correios.
Acho que se aí ele complementou aqui
que você não teria respondido também
sobre um superá de 1 1,5 bilhão em
dezembro, déficit de 3,3 bilhões em
janeiro.
Eh, eh, talvez tenha cortado a o o
vídeo, o áudio pro pro martelo, mas eu
eu respondi de fato. O o que a gente tem
é um, no caso das do conjunto das
empresas estatais, né, um déficit de por
volta de 4 bilhões baixo e um um super
um superá de 4 bilhões baixo em dezembro
de 25 e um déficit de 4 bilhões alto em
eh janeiro dia 26. E no caso das que é
tanto nas no conjunto das estatais
quanto nas estatais federais e nas
estatais estaduais, é o mesmo movimento,
superáit em dezembro e déficit em
janeiro. No caso das estatais federais,
o superavit de dezembro é menor do que o
déficit de janeiro. No caso das estatais
estaduais, o superafice de dezembro é
maior do que o déficit de janeiro. As
magnitudes, nesse caso, variam, as
causas parecem ser as mesmas. Eh, o
Martelo pergunta eh sobre resultados de
empresas específicas e na compilação e
divulgação das estatísticas, nós não
tratamos de de empresas específicas, mas
do conjunto eh da economia brasileira,
né?
Acho que é isso.
>> Para adicionar nessa do martelo dos
estatais federais
>> é que a explicação eh que o senhor deu
de teve um fluxo, enfim, superáváit
maior no geral na estatais de forma
geral de 4,4 em dezembro e o dé,
agora em janeiro.
>> Uhum. Eh, poderia ser estaria
relacionado, né,
>> no déficit só das federais ou também das
estaduais, não. As magnitudes são
diferentes, como o senhor pode falar,
né? Então, não seria, não sei se daria
para explicar como, como que um fluxo é
um superável menor em dezembro
seria relacionado com um déficit maior
de 3,3 em janeiro.
>> Uhum. Tá?
Eh, o o evento que tem por trás é o
mesmo. Eh, aquela o fato de ter eh
superábit no mês e déficit no mês
seguinte. Eh, nesse caso são operações
relacionadas na magnitude em que eh na
magnitude que são comparáveis os o
déficit adicional no caso dos eh das
empresas estatais federais. Claro, tem
outros fatores. O superav o superavt
adicional no caso das estatais e
estaduais também envolve outros fatores.
Claro, esse não é o único. Agora, do
ponto de vista econômico, quando você
considera as duas coisas, o o meu ponto,
acho que a primeira pergunta foi da
Mariana, era você não pode olhar o o
resultado de janeiro sem olhar o
resultado de dezembro? porque eh você
vai ter eh um dado que na opinião do
compilador estatístico é mas as
duas coisas se relacionam e as
diferenças de magnitude são explicadas
por fatores adicionais de eh arrecadação
ou gasto que porque são concentrados num
mês, no caso de eh dezembro na
arrecadação, ou o gasto no caso de
janeiro. É isso.
>> Opa. Eh, muito obrigado a todos. Nós
tivemos uma, acho que uma ótima, eh,
coletiva da imprensa e, e, e discussão
dos dos resultados fiscais. Eu agradeço
a todos a participação nesse conjunto de
coletivas dessa semana para divulgação
de estatísticas. E lembro eh que no
final de março nós vamos estar aqui de
novo para divulgar as estatísticas do
balanço de pagamentos, as estatísticas
de crédito, as estatísticas fiscais
referentes a ao mês de fevereiro. Muito
obrigado a todos. Boa sexta-feira. Bom
fim de semana.
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Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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