Coletiva das Estatísticas Monetárias e de Credito - Fevereiro 2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Monetárias e de Crédito. Em janeiro, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$20,8 trilhões (162,6% do PIB), com ligeira queda no mês, -0,3%, devido principalmente à redução dos saldos dos empréstimos externos, -3,4%, impactados pela apreciação cambial de 4,95%. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 12,6%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do SFN, 9,9%, e dos títulos públicos de dívida, 19,1%. O crédito ampliado a empresas atingiu R$7,0 trilhões (54,7% do PIB), diminuição de 1,2% no mês, com redução nos empréstimos do SFN (2,0%, de caráter sazonal) e nos empréstimos externos (3,4%). Em relação a janeiro de 2025, a expansão de 7,0% do crédito ampliado a empresas refletiu principalmente os aumentos de 16,5% em títulos de dívida. O crédito ampliado às famílias alcançou R$4,8 trilhões (37,7% do PIB) em janeiro, com variações positivas de 0,8% no mês e de 11,7% em doze meses, em função do incremento nos empréstimos do SFN. Para saber mais, acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasmonetariascredito
Transcrição e Conteúdo
Bom dia. Vamos iniciar a coletiva das estatísticas monetárias e de crédito. Aqui conosco, Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, que fará a apresentação e responderá as perguntas. Os jornalistas aqui presente precisarão utilizar o microfone e os que estão online poderão perguntar via chat. Fernando, bom dia. >> Eh, bom dia, Adriana. Bom dia a todo...
estatísticas monetárias e de crédito.
Aqui conosco, Fernando Rocha, chefe do
Departamento de Estatísticas do Banco
Central, que fará a apresentação e
responderá as perguntas. Os jornalistas
aqui presente precisarão utilizar o
microfone e os que estão online poderão
perguntar via chat. Fernando, bom dia.
>> Eh, bom dia, Adriana. Bom dia a todos.
Eh, vamos então começar a divulgação das
estatísticas eh no mês de janeiro,
começando, como a gente faz eh em todas
as as coletivas, com a a estatística do
crédito ampliado ao setor não financeiro
da economia brasileira. Eh, só lembrando
que essa é a estatística de crédito mais
abrangente disponível para paraa
economia brasileira. Eh, e ela agrega eh
as modalidades de capitais de terceiros
à disposição do setor não financeiro,
sejam eles oriundos do sistema
financeiro nacional ou então eh fruto de
emissões no mercado de títulos, né, o
mercado de capitais eh doméstico ou
ainda eh no mercado internacional, sejam
emissões no mercado internacional ou
empréstimos estrangeiros ao país, que
nós englobamos sob o título de dívida
externa, né? eh esse eh esse montante
total, o estoque desse crédito ampliado
ao setor não financeiro chegou a 20,8
trilhões de reais eh no mês de janeiro.
Isso equivale a 162,6%
do PIB brasileiro. E dá para eh eh
mostrar a magnitude dessa diferença, né?
No no restante da nota, nós eh temos um
foco nas estatísticas de empréstimos e
financiamentos do sistema financeiro
nacional a algo em torno de R trilhões
deais. E nesse caso, quando nós olhamos
o conjunto, né, do crédito ampliado, nós
superamos eh os os R 20 trilhões deais,
mostrando eh a importância de ter uma
visão de conjunto dessas fontes de
financiamento na economia brasileira. No
mês de janeiro, na comparação com
dezembro, o saldo do crédito ampliado se
reduziu em 0,3%,
com bastante influência da redução dos
saldos da modalidade de empréstimos
externos, né? Essa modalidade da dívida
externa, ela caiu 3,4%,
é influenciado pela apreciação cambial
do mês, né? A taxa de câmbio, né, do
real com dólar se apreciou um pouco
menos de 5%.
E como essas eh o saldo desses
empréstimos são denominados em moedas
estrangeiras, principalmente, né, ou
dólar, eh ele representa um valor menor
quando expresso em reais. É por isso eh
esse efeito de de redução mais
significativo no saldo dos empréstimos
externos que se traduz, né, numa redução
do do crédito ampliado.
Mas a gente teve outra modalidade
importante, né, o empréstimo, os
empréstimos do sistema financeiro
nacional que também se reduziram no mês,
nesse caso se reduziram 0,2%.
E aqui nós temos um fator importante a
destacar mais na frente, quando nós
estivermos discutindo os empréstimos do
sistema financeiro, nós vamos eh fazer
uma avaliação da sua evolução, né, em 12
meses para ver se continua a trajetória
de desaceleração e tudo. Mas neste mês
de janeiro, em relação a dezembro, a
gente tem um aspecto sazonal bastante
característico na modalidade desconto
duplicatas, que embora seja uma
modalidade do crédito livre para pessoas
jurídicas, ela tem eh um impacto estonal
eh importante suficiente para ter alguma
algum impacto no total dos eh
empréstimos do do sistema financeiro
nacional.
Eh, os títulos de dívida, eles continuam
continuaram na sua trajetória de
expansão eh no no mês de janeiro. Eles
são a eles têm sido a modalidade mais
dinâmica em termos de taxa de
crescimento eh no no crédito ampliado.
Quando a gente olha a comparação nos
últimos 12 meses, comparando os dados de
janeiro eh de 2026 com janeiro de 2024,
eh a gente ter manteve um crescimento de
dois dígitos no crédito ampliado e e
mais da metade desse crescimento, se nós
calcularmos o a a variação eh nominal em
reais dessa expansão do saldo do crédito
ampliado, mais da metade eh desse total,
eh um pouco menos do que 52%,
foi devido apenas a à expansão dos
saldos dos títulos da dívida pública.
Eh, esses saldos, eh, esse título da
dívida pública, eh, compõe a a dívida
bruta do do governo geral, que é um tema
que nós vamos analisar com mais detalhes
na coletiva de sexta-feira sobre as
estatísticas fiscais, mas também são uma
modalidade de crédito eh ao setor não eh
financeiro, né, no caso, ao governo
geral. Eh, e dada a sua magnitude, ele
tem o impacto dessa relevância, né? Ah,
os empréstimos do sistema financeiro eh,
cresceram 9,9 eh% nos últimos 12 meses,
representando um pouco mais de 1 qu4 eh
da expansão do crédito ampliado. E
quando o saldo da dívida externa, né,
num num período caracterizado por
apreciação cambial, variou bem menos,
variou 2,2%.
Eh, se a gente ainda continuando com os
dados na tabela um, se a gente eh for
detalhar apenas aquela parcela de
crédito eh que é do crédito ampliado que
é destinado às empresas, nós temos um
montante de R trilhões de de reais, é um
pouco menos do que 55% do PIB
brasileiro, que teve uma redução de 1,2%
no mês e um crescimento de 7% em 12
meses. Para essa e redução no mês, nós
vamos eh apontar os mesmos fatores que
nós destacamos no crédito ampliado como
um todo, só que eles são aqui mais eh eh
relevantes, né? O efeito da apreciação
cambial no saldo dos empréstimos
externos eh em função eh da da
apreciação cambial, como como eu já
havia mencionado, impacta o crédito, o
montante dos empréstimos externos,
fazendo com que esse saldo se reduza em
3,4%.
E aquele efeito eh sazonal do desconto e
duplicatas, como agora a gente tá só
tratando do crédito para empresas, ele
também está eh por trás o ajuda a
explicar essa redução de 2% nos
empréstimos do sistema financeiro
nacional, né? Nos últimos 12 meses, a
taxa de crescimento do conjunto do
crédito ampliado foi eh de 7%, puxada eh
também pelos títulos de dívida. Óbvio
que aqui não tem os títulos de dívida do
setor público, só os títulos de dívida
privados, eh, que cresceram 16,5, eh,
enquanto os empréstimos do SFN cresceram
8,3 eh%.
Eh, puxando, digamos assim, para baixo
esse montante, vem uma redução, né, do
montante da dívida externa em 3,3%,
eh, novamente falando, eh, num período
de apreciação, eh, da taxa de câmbio.
Então, com isso, nós temos um, eh, uma
visão eh ainda que rápida, né, uma visão
panorâmica do do crédito ampliado. Em
seguida, nós passamos pros demais
quadros da nota paraa imprensa,
começando com o quadro dois, a tabela
dois. em que a gente trata do dos
empréstimos, especificamente do sistema
financeiro nacional. Nós vamos primeiro
eh apresentar as características mais
gerais desse eh dessa modalidade em
janeiro, comentando sobre a evolução dos
seus saldos, das concessões, eh das
taxas de juros e da inadimplência. E
depois a gente vai comentar rapidamente
a as principais modalidades, as
modalidades que eu acho que se
destacaram mais, eh, que merecem uma
menção específica neste mês.
Considerando o crédito do sistema
financeiro como um todo, ele se situou,
como eu já havia mencionado, em 7,1
trilhões. Eh, teve uma ligeira eh
redução no mês eh de 0,2
eh%.
Eh, e no ano ele se mantém na faixa dos
dois dígitos e em 10,1%.
A gente eh alta no ano, não, em 12
meses, né? A gente vai eh comentar essa
variação em 12 meses em seguida.
H esses 0,2% de redução, se a gente
fizer as desagregações habituais entre
eh crédito livre, crédito direcionado,
crédito para pessoas físicas e crédito
para pessoas jurídicas, nós vamos ver
que a desaceler, a essa redução, ela se
concentrou no crédito livre e no crédito
para as pessoas jurídicas, né? Eh, o
crédito livre ele teve uma variação, uma
redução de 0,9%
e foi contrabalançado pelo crescimento
de 0,8% no direcionado, enquanto que no
caso do crédito às empresas ele se
reduziu 1,7%,
enquanto o crédito à família cresceu
0,7%.
nesses dois balanceamentos, né? Tanto
quando a gente considera o livre contra
o direcionado, o livre é influenciado
pela modalidade de contruplicato, quanto
quando a gente faz a separação entre
pessoas jurídicas e pessoas físicas
também, eh, o desconto duplicados
impacta as pessoas jurídicas e ajuda a
explicar nos dois casos a variação dos
saldos de um período pro outro, né?
Quando quando a gente olha os últimos eh
12 meses, eh nós temos um quadro eh mais
eh nuançado, eu diria, entre as
modalidades, né, entre essas
desagregações.
No contexto geral, olhando o crédito
total, essa sua taxa de crescimento de
10,1% nos últimos 12 meses até janeiro,
ela ficou abaixo dos 10,3%
eh de dezembro, né? Mas ela é mais ou
menos a mesma taxa de novembro que deu
10%. Então, quando a gente olha a
trajetória do crédito em 12 meses, a
gente teve no ano de 2025 o maior
percentual lá em fevereiro de 2025,
12,3%.
Depois disso, a gente teve uma uma
desaceleração, ou seja, mês após mês,
você tinha uma taxa menor no crédito, na
na variação do crédito em 12 meses
durante o primeiro semestre do ano. E
quando a gente chega no segundo
semestre, indo até janeiro, a gente tem
as seguintes variações. 10,4% em agosto,
reduzindo para 10,2 em setembro, subindo
para 10,3 em outubro, baixando para 10
em novembro, subindo para 10,3 em
dezembro e agora 10,1. Então, eh, a
gente, eh, eh, não tem muito espaço
para, para mencionar uma continuidade da
desaceleração. É possível que a gente
tenha, se a gente medir por essa métrica
os a evolução dos saldos eh variando em
12 mesas, a gente tem no último semestre
do ano passado e agora em janeiro, uma
variação estável, oscilando entre 10 e
10,4%,
né, mas ainda sem uma eh uma tendência
clara. E isso a gente vai observar,
porque tem algumas modalidades que
continuam com uma trajetória de
desaceleração mais clara e outras que
aparentemente interromperam essa
desaceleração.
Ah, um exemplo disso é a gente separar o
crédito entre pessoas físicas e pessoas
jurídicas nessa mesma ótica da variação
dos saldos em 12 meses. Pegando as
pessoas físicas, esse saldo cresceu
11,1%
e eh em janeiro e tinha crescido 11,7%
eh em dezembro.
Ah, esses 11,1% ele é mais ou menos o
saldo que tinha eh em a variação em
setembro de 11,2, né? Então, nesse caso,
eh, a gente pode mencionar que ele
também tinha uma trajetória de redução
no primeiro semestre, chegou a um ponto
de, de mínimo ali 11,2%.
Depois cresceu em outubro, novembro e
dezembro, teve um trimestre mais forte e
agora voltou para 11,1, que é um valor
comparável ao ao de setembro, né? Então,
nesse caso, eh, a gente tinha a gente,
eh, pôde ver uma aceleração, um pequena
aceleração no último trimestre de 2025 e
agora foi aparentemente interrompida,
né? Quando a gente olha para pro crédito
de pessoas jurídicas, essa taxa de de
crescimento agora em janeiro foi de 8,3,
havia sido 8,2% em dezembro e em
novembro foi o piso recente 7,4.
É, então no último bimestre e é essa
taxa de crescimento tá um ponto acima,
né, do que estava no
eh em setembro.
Eh, quando a gente olha o crédito livre,
naquela outra desagregação entre crédito
livre e crédito direcionado, a gente
também tem, né, uma oscilação desse
crédito livre nos últimos meses, né, a
taxa de crescimento dos últimos meses
foi, né, 8,8% em outubro, se reduziu
para 8,4 em novembro, subiu para 8,7 em
dezembro, reduziu para 8,3 em janeiro.
Então, a gente tem um movimento no
crédito livre, similar ao do crédito
total. a gente tem oscilado em torno de
entre 8,3 e 8,8 nos últimos 4 meses. Eh,
a gente pode dizer que se pega tentar
fazer uma reta entre esses quatro
pontos, a gente tem uma reta descendente
que indicaria a continuidade da da
desaceleração, mas nós temos eh alguma
dúvida dadas essas oscilações mais eh eh
recentes, né? Então, eh, olhando por
essa métrica na evolução dos saldos em
12 meses, né, um, a gente não tem
nenhuma, eh, perspectiva de aceleração
do crédito. A gente eh tem alguma dúvida
nos dados, né, entre a continuidade da
desaceleração, né, dada essa
volatilidade mais recente, ou se a gente
tá achando eh um determinado piso para
essa variação e em 12 meses.
Eh, esse é um um ótimo ponto da da
estatística, né? Você a estatística te
dá algumas informações, mas ela também
te possibilita algumas dúvidas. Eh, eu
acho que deve ser buscado além das
estatísticas do da evolução dos saldos
nas concessões ou então mesmo ou das
estatísticas fora eh do mercado de
crédito, né? uma avaliação mais eh
detalhada sobre a trajetória de
desaceleração que a gente vê em diversos
outros indicadores. Vimos ontem na
redução eh do déficit de transações
correntes, vemos na evolução do PIB, mas
aqui aqui no crédito a gente vai eh
esperar as outras eh divulgações, as
próximas divulgações para ter uma
informação mais eh tentar avaliar isso
com mais eh de uma forma mais
definitiva. eh as concessões. Eh, por
outro lado, também olhando o crédito e
de uma forma mais geral, se após o
ajuste sazonal, né, nas concessões
ajustadas sazonalmente, elas tiveram um
crescimento de 1,5
eh por no mês de janeiro. E se a gente
olhar as concessões originais nos
últimos 12 meses, eh, elas cresceram
9,4%, né, um valor também a abaixo de de
dois dígitos. eh, possivelmente também
eh indicando alguma eh moderação maior
nessa concessão. Eh, no mês a gente teve
eh eu acho interessante destacar que o
crédito livre e também o crédito de
pessoas jurídicas tiveram concessões
crescentes em em janeiro. Ou seja, a
gente destacou na evolução dos saldos o
efeito sazonal da redução, né, do
crédito, eh, na modalidade de desconto
duplicatas. Mas quando a gente vê as
concessões dissonalizadas, tanto no
crédito livre, elas cresceram quanto no
crédito pessoas jurídicas, 1,8% no
crédito livre, um 2,2% no crédito eh
para pessoas jurídicas. Eh, isso indica
que, eh, não obstante, eh, quando a
gente limpa a série daquele efeito
sazonal esperado para mês de janeiro,
né, ou seja, a gente de uma certa forma
desconsidera isso, a gente teve outras
modalidades que expandiram suas
concessões e a gente vai eh buscar
detalhar quais foram em seguidas, né? A
gente também teve crescimento nas
concessões para empres para famílias
1,6%, no crédito direcionado 2,8%,
mostrando uma trajetória de continuidade
de crescimento. A gente na discussão de
desaceleração não tava falando de
continuidade do crescimento, não. É
claro que isso está crescendo, é só o
ritmo, a taxa dessa dessas concessões.
Bom, o o terceiro item pra gente avaliar
a situação eh do crédito são as taxas de
juros, né? Já falamos de saldos, já
falamos de concessões. Agora, as taxas
de juros, as taxas de juros, a taxa de
juro média das concessões realizadas no
mês de janeiro, né? A gente pega, eh,
todas essas concessões do mês de janeiro
para cada uma delas. a gente sabe o
valor e a taxa de juros de cada uma
dessas transações. Eh, e nós tiramos
então uma média ponderada, uma média das
taxas de juros de todas essas
concessões, ponderada pela, pelo valor
de cada uma dessas concessões. Então
essa taxa de juro permite ver na ponta,
né, ou seja, no dado do último mês como
evoluíram a as taxas e elas tiveram um
novo aumento, aumentaram 0,7 ponto
percentual, quando a gente considera a
média do crédito como um todo, chegaram
a 32
eh,
esse 32,8%
da taxa de juros das concessões de todo
o crédito do sistema financeiro nacional
é a maior taxa desde novembro de 2016.
lá em 2016 ela também era 32,8%
na segunda casa decimal um pouquinho
maior. Quando a gente olha os dados em
em 12 meses, a gente teve tem a
continuidade desse movimento de alta que
a gente vem acompanhando no ano passado,
tudo e a elevação foi 2,9% nos últimos
12 meses, né?
Separando então entre pessoas físicas e
pessoas jurídicas, a taxa de juros nas
operações com pessoas jurídicas cresceu
mais do que a média do crédito como um
todo, né? Cresceu 1,4 ponto percentual,
chegou a 21,4.
No caso das famílias, e também houve
aumento nas taxas de juros de 0,4, né,
ponto percentual. E essa taxa de juros
dos média dos créditos para as pessoas
físicas atingiu 38%.
O que é maior taxa de juros para pessoas
físicas desde maio de 2017. Eh, lá em
maio de 2017 ela estava com 40,6
eh%.
Eh, quando a gente olha o o crédito
livre, especificamente, naquela outra
desagregação entre crédito livre e
direcionado, né? O crédito direcionado
tem esse nome porque eles têm eh uma
outra forma de precificação das taxas de
juros, diversas linhas do crédito
direcionado tem taxa de juros que tem
regras específicas, né? Eh, como é o
caso do crédito imobiliário, do crédito
rural para as operações de crédito BNDS
ou programas de governo, né? Então, as
taxas de juro dessas modalidades não são
inteiramente ou livremente determinadas
pela pelas eh condições de mercado, né?
Então, deixando esse crédito direcionado
eh fora da análise no momento e olhando
só a taxa de juros do crédito livre, eh
a taxa de juros atingiu 47,8
eh% em janeiro, crescendo 1,2 ponto
percentual no mês. Também cresceu acima
eh da média geral do mercado, porque
exatamente nesse caso, o direcionado eh
puxa para baixo, né?
Eh, então a gente tem eh um movimento de
continuidade dessa dessa elevação das
taxas de juros no mês de janeiro. E
quando a gente olha os spreads, que são
a diferença entre eh as taxas que o que
o que os bancos e instituições
financeiras pagam para captar esses
recursos, a diferença desse valor com a
taxa de juros que eles emprestam
efetivamente, ou seja, a taxa de
captação menos a taxa de aplicação menos
a taxa de captação.
o spread chegou a 21,9%
e pontos percentuais no mês de janeiro e
ele cresceu 0,8 ponto percentual, ou
seja, o crescimento do SPRAD foi igual
ao crescimento das taxas de aplicação,
das taxas de juros, né, mostrando que as
taxas de captação, que são ou vinculadas
aos indexadores do crédito direcionado
ou vinculadas à curva de juros,
dependendo da maturidade de cada
operação de crédito, a taxa de captação
permaneceu estável e eh as o aumento das
taxas de aplicação puxou a os spreads.
No caso dos spreads, esse também foi eh
o maior da série desde eh abril de 2017.
A gente tá agora com 21,9 ponto
percentual de spread e em abril de 17
era 22 pontos percentuais.
Por último, a a inadimplência. A a
inadimplência também apresentou
crescimento no mês, 0,2 ponto percentual
e chegou a 4,2%.
Essa é a taxa média de inadimplência de
todas as operações de crédito do país eh
que estavam eh com saldos a a vencer e
em janeiro. Essa eh 4,2% é a maior taxa
de inanimplência da série histórica do
Banco Central e se iniciou em março de
2011. nessa eh mesma metodologia que não
que nós temos eh até agora, nós temos
esses 0,2% ponto percentual de aumento
no mês, eh foi a mesma a mesma taxa do
aumento para pessoas físicas e pessoas
jurídicas, né? Então tanto o crédito a
pessoas físicas aumentou 0,2 ponto e na
implência do crédito a pessoas físicas
aumentou 0,2 ponto percentual. 0,2 ponto
percentual também foi o aumento do
crédito eh para pessoas jurídicas, né?
No crédito livre, esse aumento foi um
pouquinho menor, 0,1 ponto percentual, e
a inadiplência chegou a 5, eh, 5% ao
mês. Então, nós temos um quadro em que
eh se continua um um uma variação eh
ligeira, porém constante, das taxas de
inadimplência, um cenário em que
permanecem o aumento nas nas taxas de
juros, as concessões permanecem
crescendo e assim como os saldos. E em
relação aos saldos, quando a gente olha
um valor, uma um período mais longo, eh,
a eh há uma certa avaliação se eh se
permanece o movimento de desaceleração,
porém com menor intensidade, ou se ele,
eh, foi interrompido e a gente tem uma
uma flutuação em em torno de um novo eh
piso para essa eh para essa taxa de
crescimento mais recente.
Mas agora e chegou a hora de olhar as
modalidades específicas, né, para o
crédito, eh, para pessoas jurídicas, né,
eu separei os descontos de duplicatas,
que são aquelas operações que têm um
impacto sazonal mais forte, que são
sentidos na, eh, na evolução do crédito
como um todo, e o capital de giro, que é
a maior modalidade do do crédito para
pessoas jurídicas, né? No caso das do
desponte duplicatas, eh essa modalidade
tem uma sazonalidade trimestral. a cada
final de trimestre, a gente tem uma
contratação muito grande por parte das
empresas, buscando eh eh recursos, né,
de de curto prazo. E então a gente tem
um crescimento muito grande nas
concessões e nos saldos a cada final de
trimestre. E a consequência é que no mês
seguinte a demanda por novas operações
de crédito nessa modalidade cai e a
gente tem uma redução tanto nos saldos
quanto nas concessões. Então o aumento
que a gente teve em dezembro é
parcialmente compensado com a redução
que a gente teve agora em eh em janeiro.
Essa redução foi de 16,7%
nos saldos e 43,6%
nas concessões. O impacto sazonal é
sempre maior eh nas concessões. É como
se a a é é quase uma redução pela metade
quando a gente compara os valores
nominais de janeiro contra dezembro. Eh,
para vocês terem uma uma ideia da
magnitude, né, o saldo do desconto de
duplicatas representa 11% do crédito
livre para pessoas jurídicas. Eh, mas a
redução desse crédito no mês, 67% disso
foi causado pelo desconto duplicatas.
Então, aquela modalidade que representa
11% do saldo, na variação desse saldo
representou 2/3 eh no mês de de janeiro.
Ah, a mesma coisa acontece com as com as
concessões, né? Concessões, redução das
concessões do descontos duplicatas foi
respondeu por mais da metade das
reduções como um todo eh do crédito para
para empresas, né? Ah,
quando a gente olha
eh os últimos 12 meses pra gente poder
ter uma base sem eh esse efeito sazonal,
eh o saldo dos descontes duplicatas eh
diminuiu 9,4%.
Então, eh é interessante que a
modalidade tem eh mesmo tirando esse
efeito sazonal, tem contribuído num
prazo maior para redução, né, do crédito
livre para pessoas jurídicas, o que
mostra o que ajuda a explicar também
aquele efeito da desaceleração sobre o
crédito para
para pessoas eh jurídicas, né? a as
concessões, se a gente fizer a métrica
de comparação em 12 meses, que é somar
as concessões dos últimos 12 meses e
dividir pela pelos 12 meses anteriores,
as concessões cresceram apenas 1,4%,
o que é bastante eh menor, né, do que o
crescimento que a gente tinha eh visto
pro conjunto das modalidades, no caso
das concessões. Então, o desconto
duplicatas é uma linha, é uma modalidade
de crédito com e desaceleração bastante
eh bem marcada dentre as modalidades do
crédito libre para pessoas jurídicas,
né? Eh, em seguida, o capital de giro
ele é um pouco menos de 1/3 desse do
crédito do crédito livre paraa pessoa
jurídica como um todo. O seu saldo chega
aio trilhão de de reais. E ele também
teve uma redução no mês, 1,1%.
eh, tanto nas operações com com de longo
prazo quanto nas operações de curto
prazo, né? Nos últimos 12 meses, se nós
observarmos o comportamento dos saldos,
eles são bastante inferiores ao do
crédito livre para pessoas jurídicas,
né? O o crédito livre para para pessoas
jurídicas, eh, ele cresce eh 2,4 e o
capital de giro, que é 1/3 disso, cresce
2,2. Ou seja, o o capital de giro
consegue puxar para baixo, né, acentuar
essa tendência de desaceleração no eh no
crédito libro para pessoas jurídicas.
Eh, acho, nós tivemos também redução das
concessões do do capital de giro em
janeiro e um aumento nas suas taxas de
juros. Elas cresceram 1,2 ponto
percentual e chegaram a 24,6.
Mas essa modalidade teve estabilidade
nas taxas de inadimplência que são
baixas. eh 4% elas são mais elevados do
que os descontos duplicados. Uma
operação muito curta, tem esqueci de
mencionar, tem taxa dealidade de
imprensência de 0,8%.
Mas e no direcion no capital de giro,
nós tivemos estabilidade nas taxas de
nadal implência. no crédito livre, eh,
eu acho que é importante olhar no
crédito livre para pessoas físicas, acho
que é importante olhar o crédito
consignado. A gente teve uma eh inovação
eh legislativa ou regulamentar eh
criando o crédito ao trabalhador eh em
no primeiro semestre do ano passado, no
segundo trimestre do ano passado. Essa
modalidade está dentro do crédito
consignado para o setor privado na
maioria das suas operações. É, e ela tem
e explicado boa parte no dinamismo dessa
modalidade, né, de consignado, enquanto,
por exemplo, modalidade, a parte do
crédito a beneficiários do INSS ainda
apresenta um dinamismo bem menor, né? O
crédito consignado representa 30% do
crédito livre para pessoas físicas como
um todo e teve uma alta eh nos seus
saldos de 1,2% no mês de janeiro, puxada
eh pelo setor privado que cresceu as o
saldo do consignado do setor privado
cresceu 8,6
eh%.
Eh, se a gente olhar eh, o a importância
dessa dessa métrica, né, o o crédito
consignado pro trabalhador de setor
privado foi responsável por 3/4 do
crescimento do consignado como um todo,
né, no mês de de janeiro.
Eh, se a gente olhar o crédito para
beneficiários do INSS nessas mesmas
métricas, o saldo cresceu 0,7% no mês,
que é um crescimento, eu diria que bom,
mas se você olhar o crescimento em 12
meses, ele foi os mesmos 0,7%,
né? Então isso mostra que há uma talvez
uma tendência de recuperação ali nas
operações com beneficiários do INSS na
ponta, né, se olharmos os dados mais
recentes de janeiro. Mas ao longo do ano
essa modalidade ainda tem eh o os
impactos, né, do dos eventos vistos ao
longo do ano, as a redução das suas eh
concessões continuam pesando. Então a
gente tem nessa modalidade uma uma
estagnação quando a gente olha nos 12
meses nas na evolução dos seus dos seus
saldos, né? Eh, se a gente olha só eh as
concessões, né? Passando da análise dos
saltos paraa concessão, eh no caso do
crédito consignado privado, eh nós
tivemos R 9,2 bilhões de reais de
concessões em janeiro. Isso foi um
crescimento de 35,8%.
E esses 9,2 bilhões de concessão são a
maior, é o maior valor mensal de
concessão desde o início do programa do
crédito ao trabalhador. Aqui é
importante fazer uma uma diferença
metodológica, né? Eh, esse a modalidade
estatística de crédito consignado a
trabalhadores do setor privado não é
equivalente ao crédito ao trabalhador.
Crédito ao trabalhador é um programa,
né, criado pelo governo, que tem seus
dados divulgados pelo Ministério do
Trabalho e Emprego. E a maior parte
dessas operações, uma boa parte pelo
menos dessas operações, está na
modalidade estatística de eh crédito
consignado aos trabalhadores de setor
privado. aquela parcela do crédito ao
trabalhador que eventualmente é
concedida pelas estatais, eh, ela está
no crédito ao setor público, né? Mas,
eh, a gente pode observar a na evolução
da série, né, um um crescimento bastante
forte da modalidade de crédito
consignado ao setor aos trabalhadores do
setor privado, desde que o crédito ao
trabalhador foi iniciado, né? Ou seja,
se eh os jornalistas ou os doitos
estatística estão interessados em saber
o programa crédito ao trabalhador,
especificamente, a fonte de dados para
isso é o Ministério do Trabalho, mas
aqui a gente tem relatado os impactos
dessas operações eh no consignado como
um todo, destacando o setor privado, né?
As concessões, eh, para beneficiários do
INSS caíram 7,5% em 12 meses em em mês e
em 12 meses caem 35,4%,
né? mostrando aquele ponto que eu havia
feito quando eu havia tratado dos
salvos, né? As taxas de juros do
consignado também cresceram, continuaram
em expansão, eh chegaram a 27,4
eh% ao ano em janeiro, cresceram 0,3% no
mês, 2,3% no ano. E as operações com o
setor privado tem uma taxa de uso muito
maior do que essa média, né? elas
chegaram a 57
eh,
no mês de janeiro, continuando uma
trajetória de elevação que a gente vê
desde que essa modalidade foi foi
ampliada.
Ah,
tem em termos de inadimplência, as
operações de crédito consignado t como
características dada a maior garantia
dessas operações, uma inadimplência
abaixo, eh, como um todo, né, nas três
modalidades, ela a inadimplência chegou
a 2,7%, teve uma redução de 0,1 ponto
percentual no mês. Mas também no caso
dos trabalhadores do setor privado, essa
taxa de inadiplência é mais elevada, ela
chegou a 5,6%
eh no mês de janeiro e ela cresceu 0,2
ponto percentual em relação a a
dezembro, mostrando que eh embora seja
uma consignação, essa operação eh tem
algumas características diferentes do
ponto de vista das modalidades de
crédito bancário.
Eh, no mês de janeiro, eh, a gente não
vai destacar detalhadamente, mas eh
houve crescimentos relevantes tanto no
saldo dos das operações para aquisição
de veículos que cresceram 1,6% no mês,
tem um crescimento de 15,3% em 12 meses,
é um setor eh dinâmico no crédito livre
para pessoas físicas e também o crédito
pessoal não consignado, né? aquelas
operações que são tem provavelmente a
mesma destinação do consignado, mas eh
os a os devedores dessas operações não
têm possivelmente as mesmas condições de
consignar o crédito em folha de
pagamento e e esse crédito pessoal não
consignado também cresceu, 0,9% no mês,
16,6%
em 12 meses, mostrando aí eh essa
demanda para por crédito por parte eh
das pessoas físicas, né? O cartão de
crédito, ele teve uma redução nos saldos
em eh em
janeiro eh de 1%, e isso foi devido
principalmente à redução de 2,1% no
cartão de crédito à vista. Eu acho que
os fatores sazonais explicam muito bem
essa essa essa relação, né? A gente tem
no mês de dezembro eh o 13º salário,
festas de fim de ano. Eh, então isso
estimula o uso das operações de cartão
de crédito à vista. E quando você tem
essa base mais elevada no mês de
dezembro, quando você compara eh o os
saldos no mês seguinte, eles tendem a
cair, né? Então isso aconteceu também
novamente agora em eh em janeiro, como é
a tendência de todo o mês de janeiro,
né? Um último comentário sobre eh cartão
de crédito são as taxas de juros do
cartão rotativo. Elas tiveram uma
redução no mês, mas elas estão em 424
e,5% no ao ano, mostrando que eh essa
essa modalidade tem taxa de
usvadíssimas, né? Eh, é uma modalidade
que não deve ser ser utilizada pelos
pelos clientes do sistema financeiro
nacional. eh devem, digamos, fugir de
cair no rotativo do cartão de crédito a
qualquer custo. Eh, se não for possível,
né, eh pagar a a fatura do cartão de
crédito de forma integral na no
vencimento, você deve buscar
antecipadamente alguma eh possibilidade
de crédito que possibilite pagar a
fatura se isso não for possível. De
qualquer maneira, a a ideia é sair o
mais rápido possível dessa dívida dada
por os juros que ela que ela tem. E eh
certamente a instituição financeira é
capaz de oferecer outra modalidade de
crédito com prazos maiores, taxas de
juros bem menores, né, para para escapar
do cartão de crédito. E se a sua
instituição financeira não for capaz de
oferecer isso, certamente outra eh
instituição financeira pode fazer. né? O
dois últimos comentários para para
encerrar essa exposição inicial são
sobre endividamento das famílias e
comprometimento de renda. Eh, essas duas
variáveis a gente tá divulgando agora os
resultados fechados para 2025. Elas têm
um mês a mais de paisagem em relação às
demais eh estatísticas da notal paraa
imprensa. O endividamento das famílias
eh atingiu 49,7%
eh em 2025. e permaneceu estável eh em
relação ao mês anterior, né? Mas no ano,
comparando o final de 25, o final de 24,
teve um crescimento de 1,3%, né? esse
crescimento do endividamento das
famílias eh tem a ver com com a
continuidade do do crescimento do do
crédito como um todo com as taxas de
junto. Eh, o comprometimento de renda,
ele atingiu 29,2%
em dezembro e cresceu 0,2% no mês, 1,7
eh% no ano de 2025 também eh tem os
mesmos eh determinantes de uma forma
geral. Eh, eu encerro por aqui, devolvo
a palavra paraa Adriana e vamos ver as
perguntas que que vocês têm. Muito
obrigado.
>> Bom dia, Gabriel China Rara, do Valor
Econômico. Eh, a primeira pergunta sobre
taxa de captação, a tabela 14, elas vêm
mais ou menos estáveis meio do ano
passado, né? e as taxas de juros
continuam subindo. Aí eu queria saber
que efeitos que a gente pode tentar
colocar aqui para explicar essa
se muito do spread, né? né? Se é aumento
de risco, já que não tá não tá subindo.
Eh, e no início da da coletiva o senhor
falou das modalidades que algumas
modalidades continuam desacelerando e
outras que aparentemente tiveram uma
derrupção. Eh, aí você já mencionou o
capital de giro de esconde duplicatas
que estão eh desacelerando, né?
Mas tem algumas que se você puder
mencionar algumas modalidades que
tiveram interrupção da das da
desaceleração,
eh, seria interessante. E da imagem
implence que subiu para 4,2,
eh, a gente ainda tem o efeito daquela
mudança de da regra de provisões da
4966.
Eh, isso ainda explica essa alta. Vou
explicar. Obrigado.
>> Eh, vamos lá. Eh, indo de trás para
frente, eh, é possível que tenha um um
efeito da da mudança de regulamentação
sobre a as condições de baixas de de
operações de crédito, né? O em vez de
seguir uma pela nova regulamentação do
Banco Central, em vez de seguir uma
regra automática, né? eh os bancos têm
maior eh discricionalidade para avaliar
a situação da sua carteira e avaliar
que, por exemplo, uma operação está eh
em atraso inadimplente, melhor dizendo,
a mais de 180 dias. Mas o banco tem
informações, esse é um caso hipotético,
né? o banco tem informações de que eh a
empresa devedora supostamente vai ter
alguma condição de de melhorar seu
balanço, de melhorar a sua situação
financeira e e voltar a pagar. Então, o
banco tem flexibilidade para não baixar
eh essas
operações de crédito inadimplentes após
o decurso de 180 dias. Então, uma
situação é é mais ou menos assim, eh,
completou 180 dias de atraso, ele
chegava antes e e baixava essa operação
para prejuízo. Isso significa que ele
retirava essa operação, né, do crédito.
Então, pra estatística aqui, eh, a
inadimplência é o o total das operações
que não tem pagamento há mais de 90
dias, mas, eh, é dividido pelo saldo
total das operações. quando ele baixa
essa operação, ele sai tanto do
numerador quanto do denominador, né?
Então, eh, se o banco continua, eh, tem
a possibilidade de manter essa operação,
porque ele acredita que a que a empresa
vai ter condições de pagar, isso pode
ter um impacto eh de prolongar eh essa
indodadimplência eh no tempo do ponto de
vista da captura das estatísticas, né?
Então assim, eh eh pode ter um um efeito
disso e tem que nós temos que olhar eh
modalidade por modalidade para ver se há
uma uma concentração desses aumentos
onde eles estão ou se eles estão eh de
fato disseminados na carteira. Eh, em
relação a à trajetória de
da das modalidades de crédito, se elas
estão eh continuam em desaceleração, ou
seja, a cada mês que passa a sua taxa de
crescimento diminui, ou se elas já
atingiram eh um um platô ali ou
eventualmente até conseguiram eh
crescer um pouco mais, ou seja, acelerar
essa taxa de crescimento. Eu acho que eh
nós temos, por exemplo, eh uma
modalidade que tá acelerando o
crescimento, é a que eu mencionei, o
crédito consignado para trabalhadores de
setor privado. Eh, e aí eu acho que a
diferença que eu quis mostrar é quando a
gente olha o crédito como um todo ou
então todo o crédito livre, a gente tem
a a ideia, né, que a gente passa como
essa evolução do saldo do crédito
responde às condições econômicas, né? a
gente tem uma uma economia que a gente
vai saber semana que vem, né? Eh, deve
ter desacelerado o seu crescimento como
um todo, a variação do PIB em 2025 na
comparação com a taxa de crescimento que
teve em 2024. a gente vê isso em em
diversos aspectos da atividade
econômica, por exemplo, uma redução, né,
do déficit em transações correntes. Mas
eh quando a gente olha esses eh
agregados maiores de crédito, a gente
pode ver assim o efeito da situação
macroeconômica geral nisso. Quando a
gente vai baixando para as modalidades,
a gente pode eventualmente ter eh
efeitos de de políticas específicas, né,
que e não são esses efeitos
macroeconômicos gerais. por exemplo, no
isso é o acho que o mais evidente de
todos nesse caso do do crédito ao
trabalhador. É um programa novo que foi
criado há menos de um ano. Então, o
esperado é que ele cresça e ele de fato
está crescendo. Então, a gente tem eh o
crédito consignado eh ao setor privado
crescendo. Ele deve puxar, né, o
conjunto do crédito consignado eh para
uma aceleração. Se você olhar e também a
modalidade dentro do crédito consignado,
a gente teve modalidade para
beneficiários do INSS. a gente teve um
problema específico eh ali eh vinculado
a concessões de crédito, que houve uma
mudança de regras e houve uma redução
muito grande eh das concessões durante
uma boa parte do ano passado. E isso,
isso também não reflete a a situação
macroeconômica, né, mais geral, né, mas
se a gente, por exemplo, tirando isso,
olhando modalidades que que cresceram, a
gente tem eh o o a aquisição de veículos
ou mesmo o crédito não consignado, como
eu havia eh mencionado aqui rapidamente
eh quando eu tava falando do crédito
livre para pessoas eh físicas. Essa é a
segunda pergunta ainda. Eh, e a última
agora é as taxas de captação, como como
eu havia mencionado quando eu falei do
spread, né? O spread é uma conta muito
simples e e bastante significativa, né?
Nós temos eh,
digamos, a estatística mais olhada é a
taxa de juros, né? A taxa de uso é
quanto a a instituição financeira cobrou
para fazer o empréstimo pro seu cliente.
A gente chama isso também de taxa de
aplicação. É a taxa pela qual a
instrução financeira aplicou, né, os
seus recursos, mas ela teve que obter
esses recursos de algum lugar. Então
essa obtenção foi a taxa de captação,
quanto ela pagou para obter os recursos.
ela pode eh captar o seu eh o o seu
rendimento. Você pode deixar uma parte
em conta corrente remunerado, outra
parte em CDB, a investir eh em LCIIS ou
qualquer uma outra eh fonte. Então,
essas são a taxa de captação e a gente
para fazer a conta eh dos spreads, a
gente é é tão simples quanto eh a taxa
de aplicação menos a taxa de captação,
mas para chegar nessa taxa de captação,
como cada modalidade de crédito tem um
perfil, né, eh o sei lá, o crédito no
rotativo, o crédito rotativo no cheque
especial em geral ele tem duração de
dias, menos de um mês, né? Eh, a
operação de crédito imobiliário pode
chegar a 15, 20 anos. Então eles têm o o
custo de captação são diferentes. Então
na curva de juros, né, a gente vê os os
vértices para mais próximo de cada
modalidade para chegar nessa taxa de
captação. E eh essa curva de juros no
curto prazo, ela tá bastante vinculada
com as decisões de política monetária do
Banco Central e a taxa de juros, né,
básica da economia parou de crescer há
alguns meses. Então, seria esperado que
na curva curta, digamos assim, você
tivesse uma estabilidade das taxas de
captação. E, enfim, se o conjunto das
taxas de captação tá estável, a gente
tem eh um comportamento que se equilibra
da mesma forma nas taxas eh eh longas.
Então, a gente tem de fato uma taxa de
captação estável enquanto eh os juros
sobem. Eh, isso aí você já eh mesmo
perguntando as razões já identificou,
né, em, por exemplo, variações de risco.
A gente tem eh taxa de inadimplência eh
crescendo. Isso pode ser um dos fatores
eh eh por trás disso, né?
Mas a gente não tem condições de de
dizer como é que vai ser a perspectiva
para
paraa evolução futura nessa trajetória,
seja da captação, seja da aplicação,
seja dos spreads, né? um dos
determinantes, por exemplo, para isso,
pelo menos no curto prazo, é o é o ciclo
monetário, né? E a gente tem que esperar
as próximas eh reunião do COPOM, ver o
que acontece, mas eh não é o único eh
determinante de fato. Tem taxa de juros
de prazos mais longos, tem outras
operações,
pois não?
Eh, isso isso sempre acontece, né? Se
você olhar o texto que nós divulgamos
junto com a nota paraa imprensa, a gente
tá publicando já há alguns meses eh um
quadro das operações do crédito da taxa
de juros do crédito livre, em que a
gente eh separa, faz um exercício para
separar do crescimento das taxas de
juros o quanto se deveu a, digamos, ao
efeito taxa e ao efeito composição.
Eh, eu já mencionei que a taxa de uso é
uma média ponderada, né? Então, cada
banco ele tem uma carteira em que ele
oferece eh crédito consignado, crédito
não consignado, crédito para aquisição
de veículos, para financiamento
imobiliário,
capital de giro e um conjunto de
modalidades. Cada modalidade tem um
perfil eh de risco, de prazo, nimplência
e, portanto, de juros eh diferentes.
O que a gente busca isolar lá é no
efeito taxa.
Eh, de fato, as instituições e
financeiras aumentaram a sua taxa de uso
pro conjunto dos clientes, né? Então
isso se refletiu no aumento da taxa
total. A média aumentou porque cada uma
das suas partes aumentou. Isso é o
efeito taxa. A outra parte do efeito
composição, a gente eh simula o que
teria acontecido com a taxa de juro se a
gente tivesse, como você disse, mantido
as proporções do
do mês anterior, né? Então, se a gente
tivesse as proporções do mês anterior, a
ponderação do mês seguinte seria a
mesma. Então, com com essa contrafactor,
a gente tem que tenta ver o que que da
das taxas de uso aumentaram pelo efeito
composição. Eh, se a gente tem eh, por
exemplo, só para dar um exemplo agora de
janeiro que pode te ajudar a explicar
isso aí, eh, como como é a sazonalidade
do cartão de crédito, o cartão à vista e
o cartão rotativo, você pode, de uma
certa forma, pensar nele como produtos
opostos, concorrentes. Você cresce um,
cai o outro. Não é exatamente assim. Eu
posso explicar porque depois, mas só
olhar dois meses isso faz sentido. Em
dezembro, eh, o, o as pessoas físicas
recebem, em geral o 13º salário. Então
você tem mais recursos e você
eventualmente tem mais gastos também,
como festa de final de ano, férias,
viagens e tudo. Então isso tende a
aumentar os gastos do cartão à vista,
né? Porque você tem que comprar, sei lá,
presente Natal, passagem, aumenta o
gasto do cartão à vista. No caso do
cartão rotativo, acontece o contrário.
Um, como você recebe mais dinheiro, uma
parte desse dinheiro tipicamente vai
para pagar dívida do cartão. Então, o
saldo e as concessões do cartão e a
concessão do cartão rotativo, se você
tem mais dinheiro, você consegue pagar a
fatura. pelo menos o saldo e a concessão
do do
cartão rotativo, ele cai em dezembro e o
cartão à vista sobe. Em janeiro acontece
o oposto. Eh, quando você compara os
gastos que você faz com cartão à vista
em janeiro, você você tem menos
dinheiro, né? Só só recebeu o salário
normal, não tem o 13º, então em geral
você gasta menos. E aí, eh, se você,
digamos, gastou muito no cartão à vista
em dezembro, a fatura chegou em janeiro,
se você não conseguiu pagar, isso vira,
eh, cartão rotativo, né? Então, em
janeiro acontece o inverso, o cartão à
vista cai, o cartão rotativo sobe.
Quando você quiser ver o efeito da taxa
composição em janeiro, ela vai ser,
digamos assim, nesse aspecto, pior do
que a dezembro. Então, a composição de
dezembro vai contribuir para reduzir a
taxa e a composição de janeiro vai
contribuir para aumentar a taxa. Isso é
um efeito muito de curto prazo, só
exemplificativo, mas a gente eh pode
estar tendo aumento nas taxas de juros
por efeito composição. Sim, e o e o
percentual estimado disso mês a mês tá
nessa tabela do texto que a gente
divulga todos os os meses. Eh, agora a
gente também tem visto e eu mencionei
aqui modalidade por modalidade é aumento
de taxas em modalidade também.
>> Bom dia, Mariana da Broadcast. Eu queria
perguntar sobre eh as concessões
do crédito pessoal consignado para
trabalhadores do setor privado. Já
comentou, né, o o resultado dos 9
bilhões. Mas eu fiquei só com uma
dúvida, porque a gente teve um aumento
de 35,8%
esse mês, né? E quando a gente olha os
meses anteriores, tava tudo na casa de
um dígito. O maior eh em agosto foi
quase 20%, e aí em julho 97%. Qu sa ver
se teve algo específico em janeiro para
subir tanto assim em relação ao que
subiu nos quro meses anteriores,
sacional, enfim.
>> Opa, microfone ligado. Eh, boa pergunta,
Mariana. Eh, como eu o o em geral o que
eu tenho olhado dessa dessa modalidade é
o seguinte. quando a gente tá na na
tabela 11, que tem as concessões que
você mencionou, eh o programa ele
começou ali eh mais ou menos em eh no
finalzinho de março, mas a gente teve
poucos dias de março, então em geral
considero o mês cheio de abril, como
esse mês, né? A gente teve 5,6 bilhões
em abril. Depois ele teve uma um uma
desaceleração em maio e junho, né? O o
que a gente caracteriza ali foi que no
primeiro mês esse produto foi anunciado,
né, o aplicativo de consultas foi
anunciado lá em março e abril e teve uma
um um valor muito grande de fato de
consultas eh naquele período. Uma boa
parte delas se traduziu em concessões
efetivas. Depois disso, é como se aquela
demanda inicial eh os bancos tiveram
problemas de, digamos, de processar essa
demanda. eram muitos clientes novos,
então, meio que os meses de maio e e
junho foram de eh adequação para essa
nova demanda que foi superior ao que
eles estavam imaginando, né? Eh, quando
chega de agosto a dezembro, eu diria que
teve um meio um uma velocidade de
cruzeiro de de concessões. Todos esses
meses nós tivemos algo acima de 6
bilhões. Tinha um crescimento, começa em
agosto 6,1 bilhões, em dezembro já tá
6,8 bilhões, né? Então, mas eu tava
analisando isso. A gente teve um e esse
programa, né, que tá de novo dentro do
crédito consignado ao setor privado, não
é? tudo dentro aqui dentro, mas
considerando que esse esse era um valor
meio estável, cresceu por causa do do
crédito trabalhador, vamos trabalhar com
com ele essas duas magnitudes sendo
correlacionadas.
Eu tava imaginando que tinha uma uma
velocidade ali de seis 6 bilhões, né,
com uma taxa de crescimento pequena em
cima. De fato, o 9,2 bilhões do mês de
eh de janeiro eh me surpreendeu. Assim,
a gente não conseguiu identificar
nenhuma mudança regulatória eh de
dezembro para janeiro ou que tenha
entrado em vigor em janeiro, que tenha
eh estimulado isso. Eh, não sei dizer se
eh na virada do ano nós tivemos mais
empresas aderindo a a a ao programa ou
ou de alguma forma eh estimulando isso.
A rigor, o trabalhador não precisa no
crédito ao trabalhador ter que que a sua
empresa a acesse ao programa, mas eh nós
não temos um nenhuma mudança eh
regulatória ainda do que que nós
tenhamos conhecimento do programa em
janeiro. Eh, a gente também em termos,
digamos assim, dissazonalizados, a gente
não tem sequer um um ano de de dados
desse programa, então a gente não
consegue dissonalizar ainda. Isso vai
precisar de um período longo, né? Porque
digamos que ele tem alguma oscilação
sazonal algum mês. Eh, a gente não
consegue identificar ainda uma
estabilidade da série para isso. Então
ela ela ela começou eh digamos lá em em
abril, né? Depois teve uma uma redução
em maio em jún, teve um valor estável no
segundo semestre e cresceu agora. Não
não não tem os elementos para dizer que
tenem algum efeito sazonal. Eh, esse
crescimento foi, esse valor total de
concessão gigant foi mais forte do que
eu, do que eu esperava, visto o
comportamento da série no segundo
semestre. E a gente tem que ver eh se
ele se mantém, né, nos próximos meses
para dizer então que a gente chegou a um
novo patamar, né? Eh, claro, não tem
nada a ver com abril, mas, por exemplo,
a gente teve um um um uma elevação de
concessões que depois se retraíram. a
gente não sabe eh em fevereiro, por
exemplo, se a gente vai ter uma redução
eh das concessões voltando ao patamar
anterior ou se ele muda de novo o
patamar. Isso é uma boa eh questão que
nós só vamos saber nas divulgações
seguintes.
Eh, obrigado, Adriano. Eh, então, não
temos mais mais perguntas hoje. Queria
agradecer a todos vocês pela pela
participação, mais essa divulgação de
estatísticas do Banco Central e convidar
a todos para sexta-feira, né, no mesmo
horário de 10:30 da manhã, fazermos a
última divulgação dessa sequência de
estatísticas do mês de janeiro,
conhecendo eh os dados eh do resultado
fiscal eh do mês de janeiro e da
evolução da dívida pública também em
janeiro. Muito obrigado. Bom dia,
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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