Coletiva das Estatísticas do Setor Externo - Fevereiro 2026
Sumário Regulatório
Para saber mais, acesse: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticassetorexterno
Transcrição e Conteúdo
Olá, pessoal. Bom dia. Vamos dar iniz nossa coletiva das estatísticas do setor externo. Aqui conosco o Fernando Rocha, que é o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central. Eu reforço que os colegas que estão participando online, que quiserem fazer perguntas, podem mandar pelo chat que eu repasso aqui em seguida. Fernando, bom dia com você. Eh, muito obrigado, Na...
nossa coletiva das estatísticas do setor
externo. Aqui conosco o Fernando Rocha,
que é o chefe do Departamento de
Estatísticas aqui do Banco Central. Eu
reforço que os colegas que estão
participando online, que quiserem fazer
perguntas, podem mandar pelo chat que eu
repasso aqui em seguida. Fernando, bom
dia com você.
Eh, muito obrigado, Natã. Eh, bom dia a
todos. Vamos então eh dar início à
sequência de eh coletivas de divulgação
estatística para os dados de janeiro de
2026, começando com as estatísticas do
setor externo, né? Eh, um comentário
breve antes de iniciar a a análise dos
estatísticas do mês de janeiro. Eh, na
publicação de hoje, o Banco Central fez
uma alteração nas tabelas que nós
divulgamos mensalmente na nota paraa
imprensa das estatísticas do setor
externo e nós reorganizamos as
publicações, a essas informações dentro
das publicações no site, né? Eh, no
final eu vou dar um detalhamento maior
sobre cada uma das tabelas que estavam
na nota para imprensa e que agora eh
podem ser eh acessadas no link de
tabelas especiais ou nos indicadores
econômicos eh selecionados ou nas séries
temporais do site do Banco Central,
detalhando as razões de cada uma delas e
eh como proceder de agora em diante,
adiantando que essas informações estão
no texto que acompanha a nota paraa
imprensa.
eh, de uma maneira bem detalhada, item a
item, mas acho que cabe aqui uma uma eh
esclarecimentos adicionais em em prol da
da transparência que sempre caracteriza
e sempre deve caracterizar a divulgação
das estatísticas. Então, começando, eh,
como nós sempre fazemos, a partir da
tabela um, a tabela um da nota paraa
imprensa tem eh o resumo do balanço de
pagamento do país, ou seja, eh de todas
as transações econômicas entre
residentes e não residentes que
aconteceram durante o mês de de janeiro,
né? Então, a gente tem como principal eh
indicador dessa tabela um a as
transações correntes que no país foram
deficitárias em 8,4 bilhões de dólares
no mês de janeiro. né? Esse resultado,
esse déficit de 8,4 bilhões, representou
uma redução, né, no déficit corrente
quando a gente compara com o déficit de
9,8 bilhões eh de dólares em janeiro de
2025. Quando a gente olha eh para um
período mais longo, né, a gente vê não
só o dado de janeiro, eh em geral a
gente faz o acumulado do ano, né, isso
não é possível no primeiro mês do ano.
Quando a gente olha um período mais
longo, como os 12 meses, eh, eu acho que
a evolução das transações correntes nos
últimos 12 meses estão bem eh,
sumarizadas no gráfico um do texto que
acompanha essa nota pra imprensa, onde a
gente vê eh por um período de eh 2024
até o começo de 2025, uma eh um aumento
no déficit em transações correntes, é
acumulado em 12 meses, a partir de
fevereiro, março de 2025 ele tem uma
interrupção nessa sua trajetória de
aumento no déficit, ele passa a
permanecer bastante estável. Eh, e agora
nos últimos meses, contando agora com
janeiro, mas também eh o mês passado,
dezembro, eh ele tem uma pequena eh
redução, ou seja, se a gente olha o
gráfico, a gente tem uma redução ao
longo de 2025, de 24 até o começo de 25,
um período de estabilidade durante a
maior parte do ano eh de 2025 e agora,
aparentemente os últimos eh as últimas
divulgações mensais mostram uma uma
redução, né, a gente não tem ainda eh
elementos para dizer eh mais informações
estatísticas ao longo do ano. A gente
vai eh assim que os meses forem eh
passando, atualizando essa informação na
coleção de da na nas coletivas de
estatística, mas eh o que a gente vê
agora já é um parece ser um começo de
uma trajetória eh de redução. Quando a
gente olha o janeiro de 2026 contra
janeiro de 2025, nós tivemos então um
déficit diminuindo 1,4 bilhão. Foi essa
passagem que eu mencionei de 9,8 para
8,4.
E esse eh 1,4 bilhão foi eh concentrado,
né, no superavit comercial. desses 1,4
bilhão, né, o superá comercial aumentou
eh 2 v 2,1 bilhões eh de dólares, né?
Esses 2,1 bilhões mostram eh representam
o aumento de um pouco mais de 150%, né,
do superavit. Mêses de janeiro,
sazonalmente nós temos superavites eh
mais reduzidos, né? Então, em janeiro de
2025, esse superavit foi de 1,4 bilhão e
agora em janeiro de 2026, ele passou
para 3,5
eh 3,5 bilhões. Então essa eh como tem
sido nos últimos eh períodos, né, quando
há um aumento no déficit de transações
correntes, a gente olha pro superá
comercial e em geral encontra uma
redução desse superává comercial. Agora,
né, quando o desce corrente reduziu, a
gente vai buscar exatamente no superá
comercial esse e no aumento do superáit
comercial a principal razão para isso,
né? Eh, o o que pode ser destacado
quando a gente olha os dados da tabela
um, é que ocorreram reduções tanto eh
nas exportações brasileiras quanto nas
importações brasileiras, né? Eh, no caso
das exportações, houve uma redução
pequena de 1,3 bilhão pratic, desculpe,
1,2%,
0,3 bilhão, praticamente mantendo o
mesmo nível que foi observado em em
janeiro de 2025, enquanto que nas
importações houve uma redução mais
significativa. as reduções, a as
importações nessa comparação de janeiro
de 25, janeiro de 26 se reduziram 10%, o
que em dólares nominais dá 2,4 bilhões,
né? Então o aumento do superait
comercial brasileiro decorreu da redução
das importações, né? Se a gente analisar
os as estatísticas divulgadas
pela Secretaria de Comércio Exterior do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio e Serviço, eh nós podemos ver
eh que essa redução das importações, ela
foi, eh, bastante generalizada. a gente
não pode isolar um produto ou uma
categoria de uso e eh dizer que foi a
responsável pela redução das importações
eh no no mês de janeiro. É claro que a
gente tá falando de um mês apenas, né?
Mas eh uma redução de importações, seja
na parte de bens, seja na parte de
serviço, eh desenha um cenário
consistente com uma desaceleração eh da
atividade econômica, né? A a mas além
disso, né, o a gente acho que precisa
destacar também o desempenho eh dos
serviços e do desempenho da renda
primária. No caso de de serviços, também
houve uma redução, também houve uma,
quer dizer, houve uma redução no
déficit, o que também contribuiu eh
paraa redução do déficit em transações
como um todo. Ou seja, eh, tanto a
balança comercial de bens quanto a
balança comercial de serviços se moveram
na mesma direção, né? Direção de uma
redução, né, no déficit em transações
correntes. No caso da balança comercial
de bens, como o país é superavitário,
houve um aumento desses superaves. No
caso da balança comercial de serviços,
como o país é deficitário, houve uma
redução desse déficit. Eh, no mês de
eh janeiro, essa redução no déficit na
conta de serviços esteve muito
concentrada na rubrica de transporte. A
gente vai ver isso com detalhes quando
eh nós chegarmos na na análise da tabela
três. Eh, e o que é importante destacar
é que no caso da renda primária, houve
um movimento oposto, né, um movimento no
sentido contrário, o déficit de renda
primária, que é composto pelo pagamento
de juros líquidos e a o os lucros
líquidos obtidos eh pelo pelos capitais
estrangeiros no Brasil, né, claro,
descontado dos lucros obtidos pelos
capitais brasileiros no exterior. essa
soma, né, de juros líquidos e e lucros
líquidos, ela foi maior em janeiro de
2026, na comparação com com janeiro de
2025. Ela cresceu 1,3
eh bilhão,
passando de sete para 8,3 eh bilhões.
Então, a gente tem um cenário em
transações correntes de uma eh redução,
né, no déficit. Isso vem depois de uma
eh redução também em dezembro, apontando
para quando a gente olha e faz uma
análise com os dados acumulados em 12
meses para uma redução do déficit
corrente, eh cuja a causa fundamental é
a o aumento do foi pelo menos em
janeiro, o aumento do superavit e da
balança comercial de bens. contribuiu
também uma redução no déficercial de
serviço, enquanto que em sentido
contrário, eh, os juros e principalmente
os lucros eh cresceram nessa mesma base
de comparação, né? Se a gente então eh
aproveita a oportunidade para falar do
desempenho do déficit corrente nos
últimos 12 meses, esses dados estão na
tabela 13 da da nota paraa imprensa, eh
nós podemos, digamos assim, botar
inúmeros eh esses pontos que eu havia eh
mencionado.
Ah, olhando os dados da tabela 13, os o
déficit em transações correntes, eh,
do mês de do acumulado até janeiro de
2026 atingiu 67,6
bilhões de dólares, o que equivale a
2,9%
do PIB. Se a gente olhar a série de uma
forma mais ampla, tal como ela está na
tabela eh 13, nós podemos ver que em
toda a primeira eh metade, digamos
assim, eh de 2024, esses valores estavam
eh por volta de eh menos de 2% do PIB,
mas crescentes, né? Os 12 meses até
janeiro de 24 estavam em 1% do PIB. Em
fevereiro também ficaram em 1% do PIB. E
depois disso houve um aumento no déficit
corrente quando compara com o PIB, né,
chegando a 1,9 em agosto e fechando o
ano em dezembro de 2024 a 3% do PIB. Eh,
esse valor, esse percentual cresceu até
fevereiro de 2025, chegando a 3,67%
do PIB, ou seja, eh, durante o ano de
2024 e até e até eh fevereiro de 2025, o
déficit corrente passa de 1% do PIB para
3,67%.
e em seguida ele permanece mais ou menos
estável ao redor de 3,5%
eh do PIB até setembro eh de
2025. Em setembro, ele está em
exatamente 3,5% do PIB e ele começa a a
se reduzir depois chegando agora a 2
2,9, que é o o percentual do PIB eh de
eh de janeiro de 2026. Eh, como vocês
viram, né, nessa história que eu que eu
mencionei, é a primeira vez que o
déficit em transações correntes fica
acumulado em 12 meses, fica abaixo de 3%
do PIB desde novembro de 2024, quando
ele tava em 2, eh, 78 eh% do PIB. Então
a gente tem na na margem, nos últimos
meses, uma redução, uma tendência, né,
de redução do déficit corrente do país.
A segunda coisa que eu queria destacar
quando a gente tá olhando os dados da
tabela um e da nota paraa imprensa são
os investimentos diretos no país, né? Os
investimentos diretos no país são eh, em
geral entendidos como capitais eh de
longo prazo destinado a investimentos na
atividade produtiva, visando eh expansão
de capacidade produtiva ou aumento de de
produtividade, entre outros fatores. E
no caso brasileiro, constituem a
principal fonte eh de financiamento do
déficit em transações correntes. E isso
continua no mês de janeiro ou eh nos
últimos 12 meses, eh qualquer que seja o
prazo que a gente queira analisar. Em
janeiro, o ingresso líquido de
investimento direto no país atingiu 8,2
eh bilhões de dólares e esse montante se
compara com 6,7 bilhões de dólares de
janeiro de 2025, né? Olhando os dados eh
do investimento direto no país do mês de
janeiro, com mais detalhes eh
informações que estão na tabela oito da
nota paraa imprensa, nós podemos ver que
eh esse aumento, né, de 22%, passando de
6,7 para 8,2 bilhões, que dá em reais
algo como em dólares algo como 1,5
bilhão de dólares, ele foi devido
principalmente ao que a gente pode
chamar de novos investimentos eh aqui na
no na linguagem estatística da tabela
oito aparece como participação do
capital, exceto reinvestimento de
lucros. Aqui o que nós estamos falando é
de uma empresa de capital, uma empresa
estrangeira, não residente, que investiu
numa empresa eh residente no país. Esse
investimento pode ter ocorrido com eh a
criação de uma nova empresa,
inteiramente de capital estrangeiro, a
capitalização eh de uma empresa já
existente no país, ou seja, a ampliação
do investimento que essa empresa já
havia recebido ou uma aquisição eh pelo
capital estrangeiro de uma de uma
empresa no país. Qualquer uma dessas
três modalidades, né? eh, principalmente
a a primeira a criação de uma nova
empresa buscando aumentar a capacidade
produtiva no país. A segunda, a
capitalização de uma empresa, ou seja,
dando condições financeiras da empresa
expandir suas atividades, eh visam eh a
ampliação da capacidade produtiva do
país. E, a terceiro, uma aquisição por
uma empresa estrangeira de uma empresa
de de capital nacional pode fortalecer o
o capital dessa empresa, aumentar a
produtividade. Então, esses aspectos que
eu posso chamar aqui de novos
investimentos foram os principais
responsáveis pelo crescimento do
investimento direto no país em janeiro
de 2026, na comparação com janeiro de
2025, né? Essa participação no capital,
exceto reinvestimento de lucros, passou
de 1,3
eh bilhão para 3,3 eh bilhões, um
aumento de 2 bilhões que é superior ao
aumento do
IDP como um todo, né? Ah, uma parte
relevante do investimento eh direto no
país no mês de janeiro, assim como ela
tem sido nos na maioria dos últimos
meses, né, são os reinvestimentos de
lucros. os reinvestimentos de lucros eh
ficaram mais ou menos estáveis nessa
comparação interanal em 3,6
eh bilhões. E esses reinvestimentos se
são exatamente eh a diferença entre os
lucrosidos pelas eh pelos sócios
controladores ou pelos acionistas, né,
dessas empresas de capital estrangeiro
que atuam no Brasil, eh menos aquele
valor que eles decidiram eh receber na
forma de de dividendos ou lucros.
remetidos, né, pro pro controlador,
lucros remetidos ao ao exterior. Então,
a parcela dos lucros que não foi
remetida ao exterior, foi reinvestida na
própria atividade econômica. Eh, e
também tem o efeito, né, para paraa
empresa que já tinha essa relação de
investimento direto, de aumentar sua
capacidade eh financeira e produtiva.
Então, os reinvestimentos de lucros no
Brasil ou, em geral, em qualquer lugar
do mundo, são uma parte relevante das
formas como a matriz no exterior decide
financiar a subsidiária no Brasil. E
elas também foram relevantes no mês de
janeiro, eh, em termos de magnitude, 3,6
bilhões, mas na comparação interanal
permaneceram eh estáveis. Eh, um último
elemento do investimento direto no país
são as chamadas operações
intercompanhia, que são qualquer relação
de crédito estabelecido entre a matriz
no exterior e a sua subsidiária no
Brasil. Essas essa forma de crédito da
matriz para subsidiária eh representou
ingressos líquidos de investimento
direto na economia brasileira de 1,3
bilhão no mês de de janeiro, mas ela se
reduziu um pouco em relação aos 1,8
bilhão de janeiro de 25. Então, a gente
tem um cenário de investimento direto eh
com um número eh robusto de 8,2 bilhões
pro pro mês de janeiro. Eh, composto por
ingresso em todas as modalidades do
investimento direto no país, novos
investimentos, reinvestimento de lucros
e operações de intercompanhia. Eh, se a
gente olhar em termos de magnitude, as
principais eh parcelas do mês foram eh
os lucros reinvestidos e os novos
investimentos. E se a gente olhar aquela
parcela que contribuiu pro aumento eh do
IDP, aí o destaque vai eh inteiramente
pros novos investimentos
eh no país. Eh, esse como como eu já
havia mencionado, né, os 8,2 bilhões de
ingressos líquidos em janeiro eh de 2026
eh foram bastante robustos, né? E se a
gente compara na série histórica paraa
mesa de janeiro, foram os maiores desde
2018, né? Em 2018, a gente teve eh
ingresso de 8,3
eh bilhões, considerando os dólares
nominais.
Eh, se a gente faz agora a comparação
dos últimos 12 meses, né, o IDP
acumulado em 12 meses até janeiro chegou
a 79,1
eh bilhões de dólares. Eh, quando a
gente compara isso com janeiro de 2025,
é um crescimento, porque em janeiro de
2025 a gente estava em 72,8.
eh um crescimento de eh 8,7
eh%.
Eh, como percentual do PIB, eh, isso é
um crescimento de 0,05
percentual do PIB, passa de 3,37 para
3,42
eh% do PIB. Eh, um último comentário
sobre os os fluxos acumulados eh em 12
meses. Se a gente faz a comparação
usual, né, de comparar esses fluxos em
12 meses de do déficit em transações
correntes com o fluxo de investimento
direto no país, a gente tem uma das
maneiras de avaliar as condições de
financiamento do déficit corrente. Ela
não é a única. Eh, por exemplo, no neste
mês de janeiro e nos últimos 12 meses,
os investimentos em portfólio também
desempenharam um papel relevante nesse
financiamento, mas é uma métrica
bastante essa comparação de déficit
corrente com investimento direto é uma
eh métrica bastante eh tradicional eh
usual, ou seja, não é a única, mas eh
faz sentido a gente eh observar. E a
gente vê que em todo esse período,
também se manteve agora em janeiro, os
ingressos líquidos na forma de
investimento direto do país eh foram
maiores que o déficit de corrente. Isso
significa que eles foram a principal
fonte, né, de financiamento das
necessidades externas e do país, seja no
mês de janeiro, seja eh nos últimos 12
meses, ou seja, mostrando uma posição
externa do país eh sólida, com
financiamento eh de longo prazo, em
montantes mais do que suficientes para
para financiar o déficit em transações
correntes, né? Eh, o IDP, só lembrando
os números, eh, nos últimos 12 meses
chegou a 79,1
bilhões de dólares, enquanto o déficit
corrente foi de 67,6
bilhões, né? Algo como 11,6, 12 eh
bilhões
acima.
Eh, como eu já havia mencionado, os
investimentos diretos em, desculpe, os
investimentos estrangeiros em carteira,
eles estão na tabela 10 da nota paraa
imprensa, né? Se se você tem uma ligeira
diferença técnica, né? Se se você olhar
os dados da tabela um, apresentam lá os
investimentos estrangeiros em carteira,
que são conhecidos na metodologia do
balanço e pagamentos como investimentos
em carteira passivos, né? são os
passivos que o Brasil vai acumulando em
relação ao ao aos não residentes que
investem aqui. E na tabela um, a gente
tem uma visão global que inclui eh os
investimentos negociados no mercado
doméstico e no mercado externo. E eu
queria eh destacar os investimentos no
mercado doméstico, né, que estão na
tabela 10, numa nota de memorando no pé
da página da tabela 10 a partir da linha
40.
esses investimentos estrangeiros, enfim,
são exatamente os mesmos que podem
acontecer no exterior ou no país, se
caracterizam por não residente,
investindo em eh ações, títulos e fundos
de investimento eh de residentes. A
diferença é que eles são feitos eh eh no
país e esse é o destaque a dar. E dessa
forma os investidores não residentes eh
eh enviam seu capital, mandam seu
capital pro país, tem investimentos
denominado em reais, assumem eh o risco
cambial eh de desse investimento, além,
claro, eh da remuneração que eles fazem
de uso. No mês de de janeiro de 2026,
esses investimentos em carteira no
mercado doméstico chegaram a 8,9
eh bilhões de de reais. Eles foram os
maiores ingressos líquidos mensais em
portfólio no país desde julho eh de
2018. Eh, a gente pode eh ficar à
vontade para fazer a comparação com
qualquer mês da série, porque a gente
não tem eh sazonalidade envolvida aqui
nesse caso. Então, eh são os melhores
nos últimos quase eh 8 anos. E o, nesse
nesse mês ocorreram ingressos nas duas
modalidades, ou seja, ingressos líquidos
em ações e fundos de investimento, 1,9
bilhão, e os ingressos em título de
renda fixa, 6,9 bilhões, né? Obviamente
os ingressos em título de renda fixa
predominaram, continuam a predominar.
Né? Se vocês olharem na própria tabela
10, tem o resultado de 2025, né? Que
foram ingressos líquidos e títulos de
dívida eh de 20,2 bilhões e e saídas
líquidas de quase 5 bilhões em ações.
Então, esse comportamento inverso entre
títulos e ações é comum. E nesse caso,
no mês de janeiro, houve ingresso
líquido nas duas modalidades, mas eh os
ingressos em título Genda Fixa eh
mantiveram a a prevalência, né, a
dominância em termos quantitativos.
Nesse caso, eh, se a gente olhar os
ingressos nos últimos 12 meses, ou seja,
da mesma forma como nós fizemos com as
transações correntes, com investimento
direto no país, eh, nos últimos 12
meses, os ingressos em títulos de renda
fixa em investimentos em carteira
negociado no país chegaram a quase 25
bilhões de dólares, 24,9 bilhões, sendo
que a metade ou um pouco mais da metade
desse valor ingressou tanto em dezembro
quanto em janeiro. Ou seja, esses
últimos 2 meses do total de 12
representaram ingressos líquidos de 12,7
bilhões. Então, metade dos ingressos
líquidos dos últimos 12 meses estão eh
foram feitos eh em dezembro e janeiro.
Eu acho que isso passa uma visão geral
eh do balanço de pagamentos do país. Eu
só queria, antes de de tratar daquele
ponto específico da das publicações e
das tabelas, falar um pouco mais sobre a
conta de serviços e a conta de eh renda
primária.
No caso de de serviços, eh o país tem um
déficit estrutural nas relações de da
balança comercial de serviços com o
exterior. Esse déficit chegou a 4
bilhões de dólares no mês de janeiro e
ele reduziu 12,8% quando a gente compara
com janeiro, né, do ano passado.
Se a gente olhar as receitas e as
despesas de serviço, eu tô com com as
informações da tabela três, a gente vai
ver que mesmo com a a redução, né, do
valor líquido do déficit na na conta de
serviço, eh ao contrário do que
aconteceu na conta de bens, houve um
crescimento tanto nas receitas quanto
nas despesas, né? As receitas com
exportação de serviço que chegaram a 5
bilhões de de dólares são as maiores da
série para meses de janeiro, né? E aqui
a sazonalidade, então a gente tem que
tratar eh a comparação de janeiro de
cada ano. E no caso das importações de
serviço, embora tenham crescido menos,
por isso que reduziu o déficit, elas
também cresceram e também foram as
maiores da série para mês de janeiro. Ou
seja, a gente tá tendo aqui na na
Balança Comercial de Serviços, né, uma
expansão da da corrente de comércio de
serviços, mas eh com o crescimento das
receitas acima do das despesas, né, das
exportações de serviços acima das
importações, tem uma redução eh no
déficito. Como eu já havia mencionado, a
principal razão para isso no mês de
janeiro foram foi a conta de
transportes, né? O o déficit da conta de
transporte se reduziu para 1/3 em
janeiro, agora de 2025 do que ele foi em
janeiro, janeiro de 2026 do que ele foi
em janeiro de 25. Eh, passou de 1,4
bilhão para 0,5, né, bilhão,
praticamente, eh, um 1/3 de redução. E
esse efeito foi magnificado, digamos
assim, por um aumento de receitas
bastante significativo. As receitas
dobraram e chegaram a 1,1 eh bilhão de
dólares no mês de janeiro. Nesse caso, a
gente tem uma concentração grande eh de
operações e então, portanto, não me
parece um resultado que que seja uma
nova tendência, seja um novo nível
paraas receitas eh de transportes eh a
partir de agora, mas é uma coisa
bastante concentrada que eu imagino que
não deva se repetir nos próximos meses,
enquanto que no caso das despesas, a
redução também foi significativa, né?
Uma redução de 20%. e ela está vinculado
ao estado de dos preços do mercado
internacional de fretes, né? A gente tem
visto uma uma queda recente. Então, e
essa questão do preço internacional de
fretes impacta a nossa conta de de
transportes e principalmente o os os dé
os os as despesas, né? Eh, por outro
lado, eh, houve um aumento no déficit na
conta de viagens, né? Então, acho que
esses dois contrapontos eh são
relevantes paraa gente destacar um pouco
melhor a dinâmica da conta de de
serviços. As viagens internacionais
tiveram um déficit de 1,5 eh bilhão, com
um crescimento forte de quase 50% no
mês. Eh, esse 1,5 bilhão no mês de
janeiro é o maior déficit para mês de
janeiro desde 2015, né? Lá em janeiro de
2015 era 1,7 eh bilhão. E o o destaque
aqui é o crescimento das despesas. As
despesas tiveram um crescimento de de
22%, chegaram a 2,18
eh bilhões. E eu tô enfatizando esse
2,18 só para dizer que elas são as
maiores desde janeiro de 2015, janeiro
de 2015 foram 2,2 bilhões. Então é eh o
resultado é praticamente o mesmo. O
janeiro de 2015 um pouco um pouco maior,
né? Então, acho que isso dá uma uma
magnitude, né, da das despesas eh de
viagem, principalmente com crescimento
eh nesse caso agora do mês de janeiro do
turismo eh emissivo, né, dos turistas
brasileiros realizando eh viagens de
turismo ou negócios no exterior. Em
relação à renda primária, houve um um
déficit de 8,3 eh bilhões em janeiro,
como eu já havia mencionado, desculpe,
de 8,3 bilhões em janeiro. Isso
significa um crescimento de um pouco
menos de 19%, eu já havia mencionado que
a conta de renda primária tinha crescido
e a gente teve crescimento tanto na
conta de juros quanto na conta de lucros
e dividendos também, como eu já havia
mencionado, o déficit líquido na conta
de juros é de três, foi de 3,7 bilhões
de dólares em janeiro, enquanto que na
conta de lucros dividendos ele chegou a
4,7
eh bilhões de dólares, principalmente
pelo crescimento das despesas que
atingiu o montante record para meses de
janeiro, eh as despesas eh brutas eh de
luxo e dividendos em janeiro chegaram a
6,5
eh bilhões, né? Né? Com isso, acho que
esse era o detalhe adicional que eu
queria apresentar para conta de eh das
contas de transações correntes. Eh um
último comentário sobre as estatísticas
de de janeiro do balanço de pagamentos.
Eh, vocês sabem que já há bastante tempo
o Banco Central tem divulgado eh os
fluxos de compras e vendas entre
residentes e não residentes vinculados a
criptoativos para a aquisição eh líquida
de criptoativos. Eh, recentemente nós
conseguimos separar esse fluxo entre
aquelas operações eh que são aquisições
de de um tipo de criptoativos, né, que
tem um emissor, ou seja, mais comente
conhecida como stable coins, daquelas
que que não tem emissor, por exemplo,
como os bitcoins, né? Então, a gente
separa esses dois fluxos e classifica em
lugares diferentes eh do balanço de
pagamentos. Mas o fluxo recente no
Brasil, né, de aquisições por parte de
residente, residentes comprando eh
criptoativos de não residente, ele tem
sido quase que exclusivo, bastante acima
de 90% na compra desses criptoativos que
têm um passivo associado, ou seja, que
tem um emissor eh conhecido. Eh,
basicamente as as stable coins, né?
Então, na tabela 11 da nota paraa
imprensa em outros investimentos ativos,
eh nós podemos ver que as aquisições
líquidas eh de criptoativos bateram
novamente um recorde da série histórica
agora no mês de janeiro e chegaram a 2,
eh bilhões de de dólares. Uma aquisição
bastante eh significativa. Eh, enfim, eh
a gente sempre teve eh tem visto eh
compras fortes de criptoativos. Houve um
período em 2025 que eles eh declinaram,
começaram a a se reduzir, mas agora a
gente tem um um retorno aí, um
crescimento desses criptoativos de forma
bastante significativa. Pois bem, eh,
com isso eu encerro o a parte das
estatísticas da nota e queria gastar
mais alguns minutos explicando as
modificações que a gente fez na nas
tabelas, nos instrumentos de divulgação
das estatísticas, que é bastante
importante para que eh os interessados
possam eh saber onde encontrar as
estatísticas do Banco Central, né? eh a
nota paraa imprensa, que é o nosso
instrumento principal, né, de divulgação
das estatísticas mensais, sejam do setor
externo, do de crédito ou estatísticas
fiscais, ela tem como foco eh principal
a divulgação daquelas estatísticas que t
essa mesma frequência mensal. Ou seja,
nós estamos agora em fevereiro
divulgando os dados de balanço de
pagamentos de janeiro. E então esse eh o
o balanço de de pagamentos, assim como
as estimativas de dívida externo, as
estimativas de posição de investimento,
são os principais focos eh da nota paraa
imprensa. E ao longo do tempo, a nota
paraa imprensa, por por razões diversas,
né, foi eh acrescentando uma série de
tabelas que não tinham esse mesmo
enfoque. por exemplo, a gente vai ver
daqui a pouco uma série de tabelas que a
gente eh transferiu da nota paraa
imprensa para as tabelas especiais se
referiam a detalhamentos da dívida
externa eh que tinha uma atualização
trimestral. Então, se elas continuar
continuando na nota com a imprensa agora
em fevereiro, divulgados mês de janeiro,
essas tabelas não sofrieriam a
alteração. Elas seriam exatamente iguais
às tabelas que foram publicadas no mês
passado. E claro, teria uma um esforço
adicional, um um trabalho extra para
republicar a mesma informação. Então,
dessa forma, nós achamos melhor
retirá-las da nota pra imprensa e e
fazer com que a sua publicação ocorra
direto nas tabelas especiais, nas quais
elas serão atualizadas eh
trimestralmente. Um um efeito inverso é
o caso da tabela de mercado de câmbio,
eh, que estava na nota para imprensa com
dados mensais e ela é divulgada
semanalmente nos indicadores econômicos
selecionados, que nós chamamos de
indec-feiras,
2:30 da tarde, com dados semanais e eh
com com eh uma atualização semanal de
dados diários. Então, a informação que
estava na nota paraa imprensa, ela era
defasada em relação aos dados do INDEC,
que é a principal eh eh é o local
adequado para essa divulgação. Então, a
gente pode dizer que tivemos três eh
conjuntos de alterações.
Eles estão todos sumarizados numa tabela
que acompanha a nota paraa imprensa. Um
primeiro conjunto são os casos dos das
tabelas de detalhamento da dívida
externa, né? As principais tabelas de
dívida externa continuam na nota para a
imprensa, mas as tabelas que traziam o
estoque da dívida externa separado por
setor institucional do credor e do
devedor, que trazam o cronograma de
amortização, seja pela ótica do credor
ou pela ótica do devedor, que
distribuiam essa dívida externa por
moeda, por tipo de taxa de juros e que
eh mostrava a composição dos
instrumentos de dívida eh por moeda,
seja dos ativos e do passivo. Todas
essas tabelas que eram as tabelas
anteriormente as tabelas 20, 21, 22, 23,
24, 29, 30, esse conjunto de sete
tabelas, eles tinham uma atualização
trimestral numa publicação mensal.
Então, com forma de garantir mais
eficiência, evitar duplicidade de
trabalho, nós transferimos essas
informações para para as tabelas
especiais, onde elas vão estar
disponíveis com a mesma frequência
trimestral, com o mesmo conteúdo e com
uma, digamos, vantagem adicional. E
nessas tabelas que faziam a separação
entre cedour e devedor, então tinham eh
essas duas dimensões, nós eh a gente
divulgava uma posição a cada nota paraa
imprensa. E se você eh os interessados
que foram as tabelas especiais, eles vão
ter num arquivo só toda a série
histórica em diversas abas das
planilhas, né? O segundo caso é o caso
do mercado de câmbio, em que eu eh já
mencionei, né? Dessa forma, a nota
imprensa publicava uma, digamos assim,
informação velha, porque hoje a gente tá
publicando a nota paraa imprensa no dia,
eh, 24 de fevereiro. E essa a as tabelas
trariam o mercado de câmbio de janeiro.
A a primeira publicação do Mercado de
Câmbio de janeiro foi feita em 4 de
fevereiro, ou seja, 20 dias atrás. Eh, e
então essa a tabela continua com a mesma
abertura igualzinha sendo divulgado eh
no eh no INDECO, deixou de ser divulgado
na nota paraa imprensa. o último
conjunto eh de informações são três
tabelas que nós eh retiramos da nota pra
imprensa porque a gente eh em termos
estritamente metodológicos, a gente tem
eh de acordo com as novas edições do
manual de balança de pagamentos, uma
mudança metodológica e a gente tinha eh
impactos no conceito, né? O primeiro
delas, a primeira delas era uma divisão
que a gente fazia do investimento, que a
gente continua fazendo, mas estava na
nota paraa imprensa, do investimento
direto por faixas de valor. Eh, a maior
dessas faixas de valor era aquele
investimento direto, participação no
capital acima de 1 bilhão de dólares,
que era a tabela 14 da nota paraa
imprensa. Neste caso, era muito comum
que num mês tivesse uma única eh
transação e tal forma que se a gente
chegasse com uma faixa acima de 1 bilhão
de dólares, a gente divulgasse uma
transação de 1,5 bilhão, 1,8, 1,9
bilhão, necessariamente seria uma
advocação que teria um único dado nessa
tabela. Ou seja, a gente tava dando eh
ou estava permitindo, possibilitando que
eventualmente eh essa transação que está
no balanço de pagamentos fosse eh
tivesse sua confidencialidade violada,
né? Então, por razões eh de
confidencialidade, a gente está essa
passar a divulgar essa tabela com
frequência trimestral e aí ela vai
entrar na mesma regra eh da dívida
externa. Tabelas com frequências
trimestrais. a gente vai divulgar eh nas
especiais. O segundo eh desses aspectos
é a antiga tabela 15, que trazia a taxa
de rolagem. A taxa de rolagem é um
indicador bastante simples, eh, que ele
compara os desembolsos, ou seja, quanto
de nova dívida externa foi eh
emitida no caso de títulos ou ou eh eh
realizada, no caso dos empréstimos no
determinado mês, comparando com o que
aconteceu de amortizações neste mesmo
mês, né? Então, ou seja, a gente tinha
um estoque da dívida externa que eh
venceu neste mês e quanto de dívida foi
captada neste mesmo mês. Então,
dividindo as captações pelas
amortizações, a gente tinha uma taxa que
era eh tão simples como dizer que 100%,
ou seja, a economia brasileira no
agregado conseguiu eh realizar novos
empréstimos ou emissões de título no
exterior, exatamente do mesmo montante
do do mês anterior. Ou seja, a dívida
externa ficou estável, a rolagem foi
integral, então os eh interessados
tinham acesso aos mercados
internacionais, né? Isso é uma métrica,
tem várias métricas possíveis. Ah,
quando a gente fazia as taxas de
rolagem, a gente só a gente considerava
as operações de longo prazo, ou seja,
não estava eh considerando as operações
de curto prazo. A gente fazia uma taxa
de rolagem apenas para as operações,
excluindo eh o o Tesouro Nacional,
porque achava que o Tesouro Nacional tem
uma uma dinâmica própria. Eh, e essas
informações estão todas eh disponíveis,
né? O Brasil é um dos poucos países que
eh na conta financeira do balanço de
pagamento tem os valores brutos das
transações, tanto de emissões quanto de
eh amortizações, tanto de empréstimos,
concessão de empréstimos quanto de eh
pagamentos de empréstimos. Então, as
informações estão tão disponíveis, as
séries, para que os interessados possam
fazer eh da forma de uma forma mais
restrita, como eh era a taxa de de
rolagem anterior, ou de uma forma mais
ampla ou uma forma intermediária, da
forma que acharem melhor, eh fazer essas
contas. E o texto que acompanha a nota
paraa imprensa hoje, ele eh diz
exatamente quais séries do do sistema
gestor de séries temporárias do Banco
Central, né, da do sistema de séries
temporários do Banco Central. eh podem
ser usadas para fazer essas essas
rubricas. E o último ponto é era a
última tabela da nota para imprensa
chamada indicadores de sustentabilidade
externa. Essa tabela eh vinha sendo
feito há há há muitos anos, né? ela é
fruto daquele período em que eh a dívida
externa do país era algo eh
significativo no sentido de ser capaz de
levar o país a crises eh do setor
externo. E era importante eh comparar,
né, era fundamental em termos de pólicar
eh o estoque da dívida externa, o
serviço da dívida externa, ou seja,
pagamentos de juros e e as amortizações
com os ingr ou com estoque de reservas
internacionais e outros ativos do país,
ou com ingressos eh que o país tivesse
por meio de emissão de títulos ou ou eh
outras formas de ingresso de capitais
estrangeiros no país, né? Hoje essa
prioridade em termos de pólice é menor.
Eh, e aquela tabela foi, ela manteve ao
longo de muito tempo os seus conceitos,
de forma que esses conceitos ficaram eh
desatualizados. Eles estavam
desatualizados tanto em termos eh
metodológicos quanto em termos de
disponibilidade de dados. Eh, havia uma
informação lá sobre dívida externa
líquida que ela comparava uma parte da
dívida externa, ou seja, o denominador
era uma parte da o o parte, digamos
assim, de passivos, a dívida externa
eram uma parte da dívida externa total e
não a dívida externa total. Eh, e os
ativos que eram diminuídos dela eram
apenas eh operações de de PROEX, averes
de bancos e reservas internacionais, que
eram as informações que estavam
disponíveis pro Banco Central há há há
muitos anos atrás, né? Então, hoje nós
eh ao
informarmos, né, como se pode calcular a
dívida externa líquida, eh estamos eh
aproveitando, né, que o Banco Central
tem um amplo conjunto de estatísticas
muito maior que existia no passado.
Então, e e apresentando a a metodologia
do ponto de vista do padrão
internacional utilizada para esse
cálculo, né? Ou seja, a gente pode usar
em termos de dívida externa o conjunto
eh dos instrumentos de dívida, tanto no
ativo quanto no passivo. Instrumentos de
dívida são eh eh títulos eh de renda
fixa, eh empréstimos, depósitos,
créditos comerciais e outros que a gente
tem tanto no ativo quanto no passivo. Se
se eh o interesse é acompanhar a dívida
externa líquida, n esse conjunto de
informações está tá disponível. E nesse
caso, a informação que nós estávamos
publicando se referia a a um subconjunto
eh não representativo disso. Então, a
gente possibilita, por um lado, fazer
uma atualização metodológica desses
cálculos e série por série, item a item,
isso está disponível no no texto que nós
divulgamos. Isso com inclusive com o
número das séries no SGS para quem
quiser desejar fazer a conta. E também
eh além de uma atualização metodológica,
a gente tá possibilitando usar o o amplo
conjunto, né, de informações, seja de
estoque, seja de fluxo, que estão
disponíveis eh no conjunto de
estatísticas compiladas pelo Banco
Central. Bom, isso era o os pontos que
eu tinha para apresentar hoje. Eu eu
encerro por aqui, entrego, devolvo a
palavra pro Nathan para organizar aí
eventuais perguntas e respostas que
vocês têm.
Bom dia, né, Gabriel Chinara do Valor
Econômico
sobre o déficit transações queda, né,
eh, no acumulado em 12 meses, ela vem
caindo desde outubro aqui pelo pela
tabela. Eh, o senhor falou da do impacto
da
queda da atividade no balanço comercial.
Queria saber se dá pra gente ampliar
esse entendimento eh pro déficit como um
todo, se essa redução do déficit em 12
meses 10 de outubro tem a ver com a
desaceleração da atividade. A gente viu
no último trimestre e na taxa de
rolagem, eh, eu fiz os cálculos, mas eu
queria confirmar se tá certo.
Eh, pelo que eu vi, pelo que eu fiz
aqui, eh, o total da taxa de rolagem deu
128%.
O longo prazo deu 136
e o direto deu 127.
Eh, é isso. Queria saber se tava certo.
Obrigado.
Opa, deixa eu ligar o microfone. Não,
Gabriel, antes da gente eh ver eh o que
que eh você falou em 128 é o
Ah, 128%
o total.
E aí, eh, esse era o número que eu eu
lembrava do 128, mas não me lembrava que
128 total. E o, o empréstimo e
o longo prazo que você tá falando são os
títulos. Ah, tá. Os títulos de longo
prazo. Tá, pera aí.
1 36 e os empréstimos
127.
Beleza? Eh, então, eh, vamos lá. O, o, o
que que é o ponto em termos de relação
entre transações correntes e, e
desaceleração da atividade econômica,
né? Eh, a gente não sabe o PIB eh do
país ainda. A gente vai eh saber disso
se eu eh não estou enganado,
segunda-feira da semana que vem ou, ou
terça, alguma coisa assim. Mas eh a
gente já tem as informações dos três
primeiros trimestres e tem vários
indicadores antecedentes e tal, as
previsões no focos. A gente tem alguma
coisa eh como 2,3%.
Eh, refletindo o PIB do ano passado, né?
Mas de novo, a gente vai saber esses
números em eh
na semana que vem. Eh, e a gente tem o
número do do PIB do ano passado acima de
de 3%, né? Então, olhando por essa
métrica do PIB, eu vou uma desaceleração
de 3% para 2 V alguma coisa, 2,3, 2,5
por aí. Eh, então uma desaceleração da
atividade econômica eh eh em geral ela
tende a a dizer esse efeito pode não ser
eh instantâneo, contemporâneo, tá? Eh,
diminuiu a demanda, né, por bens e
serviços, né? Isso é uma uma
interpretação eh uma forma de
interpretar desaceleração da atividade
econômica. E no caso brasileiro ou de
qualquer país, uma parte da demanda por
bens e serviços é fornecida
por eh por não residentes ou pelo
exterior, se você quiser ser mais mais
amplo. Eh, então o que que a gente vê?
Eh, a demanda por bens e serviços são
basicamente as importações de bem e as
importações de serviços, né? Então, uma
redução da importação de bens, da
importação de serviços que esteja
acontecendo eh durante um período de
desaceleração econômica mais geral, ela
parece ser consistente,
diminuição ou desaceleração. Eh, o que
aconteceu no Brasil foi uma
desaceleração, né? Ou seja, a atividade
econômica continua crescendo e cresce um
pouco menos. Então isso pode provocar
uma desaceleração na demanda na por bens
e serviços importados que passam a
crescer a uma velocidade menor. O que
aconteceu agora no caso da da importação
de bens, por exemplo, foi uma redução.
Ela teve um valor menor em janeiro de 26
do que janeiro de 25. Mas isso, uma
desaceleração, o crescimento menor das
importações de bens e serviços é
consistente com você se mantiver, por
exemplo, o mesmo crescimento das
exportações de bens e serviço, você vai
ter uma um aumento no superá da balança
comercial, uma redução no déficit da
balança de serviço e uma redução no
déficit de corrente. É isso o que a
gente tem visto nos últimos meses. você
mencionou o último trimestre do ano
passado, nós viemos de novo agora em eh
em janeiro. Então esse eh eh esses dados
que a gente tem do do balanço de
pagamentos parecem estar alinhados com
essa tendência de desaceleração da
atividade econômica. E isso seria isso é
inclusive uma um resultado eh esperado,
né? O que a gente se a gente pudesse
prever, se a gente pudesse indicar
antecipadamente, olha, a gente esperaria
que que a economia desacelerando também.
eh desacelerasse
ah os os bens de serviços. Então, acho
que a a sua colocação nesse nesse ponto
faz todo o sentido.
Não, não. Falta falta falta os os
números. Eh, eh, a, as, as duas
parcelas, né, tanto de empréstimos
quanto eh de títulos. Eh, me parece OK.
Portanto, no total, eh, isso deve estar
OK também.
Ah, pronto, agora eu respondi as duas
perguntas.
OK.
Bom, eh eh então, não havendo mais
perguntas, eu só queria eh agradecer a
todos pela participação, pela atenção,
convidar a todos para amanhã às 10:30 da
manhã estar aqui conosco novamente paraa
divulgação eh das estatísticas de
crédito para o mês de janeiro. Muito
obrigado. Bom dia,
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