Coletiva das Estatísticas Fiscais - Janeiro/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais. O setor público consolidado registrou em 2025 déficit primário de R$55,0 bilhões (0,43% do PIB), ante déficit de R$47,6 bilhões (0,40% do PIB) em 2024. No ano, o déficit primário do Governo Central atingiu R$58,7 bilhões (0,46% do PIB), elevando-se em comparação ao resultado de 2024, déficit de R$45,4 bilhões (0,39% do PIB). Os Governos Regionais permaneceram superavitários, em termos primários, tanto em 2024, R$5,9 bilhões (0,05% do PIB), quanto em 2025, R$9,5 bilhões (0,07% do PIB). Em dezembro, o setor público consolidado foi superavitário em R$6,3 bilhões, ante superávit de R$15,7 bilhões no mesmo mês de 2024. No mês, houve superávits de R$21,6 bilhões no Governo Central e de R$4,5 bilhões nas empresas estatais, e déficit de R$19,8 bilhões nos governos regionais. Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$1.007,6 bilhões (7,91% do PIB) em 2025, comparativamente a R$950,4 bilhões (8,07% do PIB) em 2024. Em dezembro, os juros nominais somaram R$121,8 bilhões, comparativamente a R$96,1 bilhões em dezembro de 2024. Contribuíram para essa elevação interanual os aumentos da taxa Selic e do estoque do endividamento líquido no período. O resultado nominal do setor público consolidado, incluindo primário e juros, foi deficitário em R$1.062,6 bilhões (8,34% do PIB) em 2025, ante déficit nominal de R$998,0 bilhões (8,47% do PIB) em 2024. Em dezembro, o resultado nominal foi deficitário em R$115,5 bilhões, comparativamente a déficit de R$80,4 bilhões em dezembro de 2024. A redução de 0,13 p.p. do PIB no déficit nominal em 2025 decorreu da redução dos juros nominais apropriados no ano, uma vez que o déficit primário apresentou ligeira elevação (0,03 p.p. do PIB). Ressalte-se que a redução nos juros nominais em 2025 foi a primeira após sequência de 4 (quatro) elevações anuais, tendo contribuído para isso a evolução favorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$105,9 bilhões, em 2025, e perda de R$115,9 bilhões, em 2024). Para mais informações acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
Transcrição e Conteúdo
Bom dia. Vamos iniciar a coletiva das estatísticas fiscais. Aqui conosco Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, que fará a apresentação e responderá as perguntas. Os jornalistas aqui presentes precisarão utilizar o microfone para fazer as perguntas e os que estão online via chat. Todos, por gentileza, se apresentam. nome e veículo que representa...
estatísticas fiscais. Aqui conosco
Fernando Rocha, chefe do Departamento de
Estatísticas do Banco Central, que fará
a apresentação e responderá as
perguntas. Os jornalistas aqui presentes
precisarão utilizar o microfone para
fazer as perguntas e os que estão online
via chat. Todos, por gentileza, se
apresentam. nome e veículo que
representa Fernando, bom dia.
>> Eh, bom dia, Adriana. Bom dia a todos.
Eh, vamos então dar início à última
coletiva de imprensa sobre estatísticas
eh do mês de janeiro. Dessa vez, a gente
vai divulgar os resultados das
estatísticas fiscais eh do Brasil, tanto
pro mês de dezembro quanto pro ano de
2025, eh incluindo tanto os resultados
fiscais, primários, juros, mas também eh
os montantes da dívida, tanto a líquida
quanto a bruta. Eh, começando então da
forma usual, na tabela um, eh, quem
tiver acompanhando essa divulgação, pode
olhar na tabela um os resultados do mês
de dezembro pro resultado primário e
pros juros nominais. Então, eh, no mês
de dezembro, o setor público consolidado
teve um superáit primário de 6,3 bilhões
deais.
Este superavit,
ele se compara com um superavit de 15,7
bilhões que aconteceu em dezembro de
2024. Dessa forma, quando a gente faz a
comparação usual do resultado de
dezembro de 2025 com o mesmo mês do ano
anterior, houve uma redução, né, no
superábit primário do setor público
consolidado, passando de 15,7
e para 6,3 bilhões. Essa é uma redução
eh de 60%.
Como o resultado do setor público
consolidado é composto por três esferas
de governo, né? Primeiramente o governo
central, em seguida os governos
regionais, que somam estados e
municípios, e, por fim, as empresas
estatais dos três níveis de governo. Eh,
vale a pena olhar cada um desses níveis
de governo separados para entender
melhor os detalhes desse resultado
primário eh do mês de dezembro. Então,
se a gente analisar as esferas do
governo, começando pelo governo central,
o governo central teve um superavit eh
de 21,6 bilhões de reais. Eh, o governo
central, portanto, teve um superavit
maior do que o setor público consolidado
como um todo, mostrando que houve
déficit na nas demais esferas do
governo. A gente vai ver que esse
déficou em dezembro nos governos
regionais. Eh, mas também esse superá do
governo central de R$ 21,6 bilhões
deais, ele foi menor do que o supervit
obtido em dezembro de 2024, que atingiu
eh 26,7
eh bilhões. Também no caso do governo
central. Portanto, houve uma redução eh
do resultado primário, uma redução, né,
do superait primário, eh, nesse caso em
19,3%,
né, uma redução menor do que quando a
gente considera o setor eh público
consolidado como um todo. No caso do
governo do governo central, né, nós
temos mais informações, né, que foram
divulgadas ontem pela Secretaria do
Tesouro Nacional com o detalhamento, né,
dos fluxos fiscais do período, do que
nós chamamos de resultado fiscal. acima
da linha, né? O Banco Central hoje tá
resultando, tá divulgando os resultados
abaixo da linha, né? Então, a diferença
eh dessa linha imaginária é que, no
primeiro caso, o Tesouro Nacional tem
todos os fluxos de pagamentos e
recebimentos realizados pelo governo
central e faz o cálculo do resultado
primário diretamente a partir eh desses
fluxos, né, fazendo diretamente a conta
receita menos despesas, né, nesse
resultado acima da linha. Portanto, a
gente pode ver um crescimento da receita
líquida que teve e um crescimento real
descontado a inflação nessa comparação
de dezembro de 25, dezembro de 24 é de
1,6%.
Enquanto a despesa nessa mesma
comparação, valores reais, ou seja,
deflacionados, né, na comparação
interanual, eh, cresceu 3,1%.
Então, a gente pode ver que na eh no
caso da diminuição do do superáit
primário do do governo central, o que
foi o o que ocorreu, a explicação eh
mais simples é a própria definição do
resultado primário, que é o
balanceamento de receitas menos
despesas. Como as despesas cresceram
mais, o resultado eh primário
superabitário se reduziu, né? No caso
dos governos regionais, os dados da
mesma tabela um mostram que eles tiveram
um déficit de 19,8
bilhões de reais em eh dezembro de 2025,
que superou o mesmo déficit que eles
tiveram em dezembro de 2024 de 12 eh
bilhões.
H, nesse caso a gente tem dois
comentários, acho que principais a
fazer, né? O o primeiro é que eh nós
tivemos déficit do dos governos
regionais tanto eh em dezembro, tanto
para 2025 como para 2024, como para
2023. Esses dados estão na tabela um.
Então, eh nos parece que é esse é o
primeiro, eh, comentário, que os
governos regionais tendem a apresentar
déficit no mês de dezembro. Isso tem a
ver com aumento de despesas eh nessa
esfera do governo nesse mês. Pode estar
ligado ao 13º salário de funcionários ou
os pagamentos eh de serviços,
investimentos e outras contas de custeio
no final do ano.
Então, ele tende a apresentar um
resultado eh negativo, um resultado
deficitário. O segundo comentário é que
houve um crescimento, né, desse
resultado deficitário na passagem de
dezembro de 24 para dezembro de 25.
Então, é como se o primeiro, o primeiro
comentário fosse em nível e o segundo em
termos da variação. Nesse caso, a gente
vê, né, o crescimento das receitas dos
eh governos regionais, né, em termos
tanto de transferências líquidas feitas
pelo governo central, pelos governos
regionais, quanto do ICMS, que é o
principal eh imposto arrecadado pelos
pelos estados. Mas uma observação que é
relevante a ser feita, em geral a gente
fala de governos regionais, eh, que é a
soma, né, dos governos estaduais, dos
governos municipais. E a gente se limita
a comentar aqui os governos regionais,
porque eles, eh, em geral andam juntos,
né, os seus resultados. Nesse caso, no
entanto, a gente pode ver uma diferença
eh entre o desempenho dos governos
regionais e o dos governos estaduais e
dos governos municipais. eh o aumento eh
do déficit eh da esfera dos governos
regionais se concentrou nos governos
estaduais nessa em dezembro deste do ano
passado, né? Eles tiveram eh eh o
déficit dos governos estaduais mais do
que dobraram, passando de 7,5 bilhões de
reais em dezembro de 24 para 16,7
bilhões deais em dezembro de 25. No caso
dos governos municipais, aconteceu o
inverso, embora eles permane eh eh os
governos municipais tenham permanecido
deficitários pel aquele primeiro ponto
que eu falei, uma concentração maior de
despesas em dezembro de cada ano, eles
reduziram, né, o seu déficit, passando
de 4,6 bilhões para 3 bilhões, né?
Então, o aumento do déficit dos governos
regionais no mês de dezembro foi devido
ao aumento do déficit dos governos
estaduais, já que os municipais
reduziram, né, esse déficit. Eh,
complementando essa análise dos
resultados
eh fiscais primários do mês de dezembro,
as empresas eh estatais foram
superabitárias em 4,5 eh bilhões de
reais no mês, um superavit maior do que
o superavit de dezembro, né, do ano
passado. Então, se a gente quiser fazer
um um fechamento dos dados do resultado
primário de dezembro, né, nós tivemos eh
uma redução do superait pro governo, pro
setor público consolidado como um todo.
Essa redução de superait, ou seja, uma
redução do resultado ou uma piora, como
vocês quiserem, foi causada pela
redução, né, do superábit primário do do
governo central, que também é uma piora
de resultado fiscal, um aumento no
déficit dos governos regionais. que
também é uma piora do resultado fiscal
causado pela esfera dos governos
estaduais, já que os municipais
reduziram seu déficit e um aumento no
superá da das empresas estatais que eh
diminuíram um pouco esse aumento no
déficit no
resultado eh primário do setor público
como um todo, né? Eh, se a gente passar
agora pros dados que estão na tabela
dois, continuando ainda na análise do
dos resultados primários, na tabela dois
nós temos os resultados os resultados
acumulados do ano, que neste caso são os
os 12 meses de 2025. Então, nós podemos
comparar diretamente os resultados de
2025, 24, 23, 22, 21, todos estão na na
mesma tabela. Nós vamos no concentrar
aqui na comparação dos resultados de
2025 com 2024.
Eh, em 2025, o resultado primário do
setor público consolidado apresentou um
déficit de 55
bilhões de reais. Também no nesse caso,
como aconteceu com eh o resultado de
dezembro, esses 55 bilhões deais de
déficit do setor público consolidado
representaram um aumento nitaração
com 2024. Em 2024, esse resultado, o
déficit foi de 47,6 bilhões e aumentou
agora 15%, quase 16%, chegando a 55
bilhões. Essa tendência e esse não é uma
tendência, é um dado pontual, então não
tem tendência aqui. Esse aumento, né, do
déficit no setor público consolidado
também pode ser visto quando a gente faz
a comparação do déficit com o PIB, né? a
gente tem um período de 12 meses, tanto
pro PIB quanto pro pro resultado eh
fiscal. Então, em 2024, esse déficit de
47,6 bilhões representou eh como
percentual do PIB um déficit de 0,4% do
PIB que agora passou 0,40 se vocês
quiserem, com duas casas decimais, e
passou para 0,43
eh% do PIB, ou seja, nas duas bases de
comparação, tanto em valores nominais
quanto em eh percentual do PIV, houve um
um aumento no déficit. Então, o acho que
a gente vai fazer o mesmo agora, deve
fazer o mesmo eh exercício de separar os
setores para olhar o que aconteceu. E a
gente vai ver que no caso do governo
central a trajetória foi a mesma que a
gente viu no setor público consolidado,
eh, déficites em 2024 e 2025 com o
crescimento do déficit de 2025 em
relação a 2024. Os números pro governo
central são 45 eh, bilhões deais de
déficit em 2024 e 58,7 bilhões deais em
2025, né? Um aumento eh um pouco menos
de de 30%, 29 eh4%.
Eh, esses resultados também se essa
mesma trajetória também se mantém quando
a gente apresenta os resultados como
percentual do PIB, né? No primeiro caso
em 2024, um déficit de 0,39
eh% do PIB, passando para um déficit de
0,
46% do PIB. Eh, da mesma forma como nós
fizemos a análise do caso do governo
central no resultado de dezembro, se a
gente olhar as despesas e receitas eh
apresentadas pelo pela Secretaria do
Tesouro Nacional, nós também temos um
crescimento das receitas líquidas em
termos reais, 2,8% no ano passado. Eh,
em e em relação às despesas, elas
cresceram 3,4. Então, da mesma forma eh
que a gente comentou sobre dezembro, no
balanceamento de receitas e despesas, a
gente tem umas um crescimento maior nas
despesas em relação às receitas e essa é
a razão pro pro aumento no déficit, né?
Eh, os governos regionais mantiveram ao
longo do ano inteiro, é, de 2025, aquela
mesma trajetória diferenciada entre o
desempenho dos governos municipais e o
desempenho dos governos estaduais.
Então, começando pelos pelo resultado
dos governos regionais, que é a soma dos
dois, né, houve um aumento no superavit
dos governos regionais. Observem bem que
a gente tinha falado em dezembro um
aumento no déficit e a apontado que tem
alguns fatores, possivelmente, que
caracterizam uma sazonalidade nesse
déficit de dezembro e ele aumentou. Aqui
eh, no caso do ano como um todo, nós
estamos falando um inverso, né? Houve um
aumento no superá pros governos
regionais. Esse superáveis passou de R
5,9 bilhões de reais em 2024 para R$ 9,5
bilhões deais eh em 2025. Eh, neste
caso, olhando os dados das duas linhas
seguintes, nós podemos afirmar que foi
no foram nos governos munic na esfera
dos governos municipais que aconteceu
essa diferença. Essa a contribuição por
um crescimento de supervage foi devido
ao desempenho dos governos municipais
que passaram de um déficit em 2024 de R$
22,6 bilhõesais para um superavit eh em
2025 de 4,1 bilhões, né? Essa mudança,
portanto, essa variação de sair de um
déficit de 22 para um superfice de 20,
um superává de 4, é uma melhora no
resultado fiscal de R,7 bilhões deais na
esfera dos municípios, né? Na esfera dos
estados aconteceu o inverso, né? uma
piora do resultado fiscal, ainda que ele
se mantenha no nível superábitário. Em
2024, esse superáit chegou a 28,5
bilhões de deais e se eh reduziu o
superavit para 5,5 bilhões, né? Então a
gente tem um uma pequena melhora do
resultado na esfera dos governos
regionais, né, para um superf de 9,5
bilhões, que é causado pel um aumento,
né, de 26 bilhões no resultado dos
governos regionais e uma redução, né, de
23 bilhões no resultado dos governos
municipais. Então, essas duas esferas
tiveram eh comportamentos
opostos. No caso das eh empresas
estatais, houve uma redução, né, do seu
déficit, passando de 8,1 para 5,9
eh bilhões.
Eh, com isso, a gente tem um cenário
para o resultado primário, tanto no mês
de dezembro quanto no final do ano, em
que eh focando no final do ano,
desculpe, focando nos dados do ano como
um todo, né, a gente teve um aumento eh
no déficit primário. A segunda parte
dessa apresentação vai focar nos juros e
os fluxos nominais, o o resultado
nominal do do setor público consolidado,
ou seja, seus fluxos fiscais, eles são
compostos pela conta de resultado
primário e pela conta dos juros
nominais, né? Nós já esses dois somados
resultam no resultado nominal. Eh, já
falamos do resultado primário, passando
agora paraa conta de juros, começando
pelo resultado de dezembro.
está na tabela um. Eh, em dezembro, os
juros nominais apropriados por
competência atingiram 121,8 bilhões
deais. Eh, esses juros são apropriados
por competência, ou seja, eles não são
juros e efetivamente pagos que acontecem
periodicamente,
dependendo do cronograma, né, de
vencimentos ou da estrutura de cada eh
título que compõe a dívida mobiliária ou
caso de empréstimo da dívida bancária do
setor público, mas eles são para cada
elemento, para cada modalidade de
passivo do setor público e de ativo do
setor público, eh nós conhecemos os
valores desse dessa dívida ou desse esse
ativo e o indexador, eh, qual é,
digamos, a taxa de juros, eh, que incide
sobre ele, qual é o valor dos juros
contratuais, qual é o critério de
indexação, né, da dívida pública, seja
ela a taxa celíc ou a taxa de juros e
pré-fixados. Então, para cada uma dessas
modalidades, tanto de ativos quanto
passivos, nós calculamos diariamente os
juros que incidem sobre o estoque.
Então, a soma desse resultado ao longo
do mês gera o número dos juros
apropriados por competência. E,
portanto, a gente pode calcular,
diferente do resultado primário, que a
gente leva em conta a sazonalidade,
então sempre compara o mesmo mês, o mês
com o mesmo mês do ano anterior. Aqui a
gente pode calcular com eh com base em
qualquer mês. Então, dessa forma, os
121,8 bilhões de reais que foram
apropriados de juros, eh, no mês de
dezembro, eles constituíram o maior
valor da série histórica do Banco
Central para qualquer mês, né? A série
histórica do Banco Central começa em
dezembro de 2021. Como não há
sazonalidade envolvida, nós podemos eh
fazer a comparação com qualquer mês. Eh,
analisando a conta de juros e vendo eh o
que aconteceu com ela, é útil comparar
tanto com dezembro, eh tanto dezembro
contra novembro, quanto comparar eh
dezembro contra dezembro do ano
anterior. Nós podemos fazer as duas
coisas. Os valores estão eh ambos na
tabela um. Eh, se a gente olhar primeiro
a comparação de dezembro de 1 ano, 2025
contra dezembro do dezembro do ano
anterior em 2024, a gente vê um
crescimento em dezembro de 2024, eh, a
conta de juros atingiu 96,1 bilhões,
passou para 121,8
bilhões, né? Ou seja, a conta de juros
aumentou 25 eh, 6 eh% no período. Nesse
caso, a gente eh pode mencionar como
fatores dessa alta na comparação de
dezembro do ano passado para dezembro
deste ano, é primeiro o próprio aumento
do estoque nominal da dívida líquida.
Quando a dívida líquida vai crescendo, a
aquele montante que é remunerado com
juros aumenta e tudo mais constante, a
própria conta de juros tende a aumentar.
Então esse é o primeiro fator, o aumento
do estoque da dípa. O segundo fator é o
aumento da taxa Selic e nesse período,
comparando dezembro de 24 contra
dezembro de 25. E o terceiro é que
dezembro de 25 teve um dia útil a mais,
né? Eh, em geral, as pessoas têm de
achar que esse fator de um dia útil a
mais é pequeno e tudo, mas por um mês de
20 dias, eh, um dia útil a mais pode ser
eh responsável por essa diferença. No
caso, nessa comparação de dezembro
contra dezembro, aquele ponto eh usual
que a gente faz sobre o resultado dos
suapsor público, desculpe, do Banco
Central, ele não foi eh relevante, né?
Porque tanto em eh dezembro de 24 quanto
em dezembro de 25 a ocorreram perdas eh
com SUAPS mais ou menos da mesma
magnitude. Eh, em dezembro de 24 as
perdas do Banco Central com SUAPS foram
19,9 bilhões e dezembro de 25,3 bilhões.
Eh, a importância dessa perda de swaps é
que eh ela se assemelha, no caso da das
estatísticas fiscais a a um aumento na
despesa com juros. Então, se nós tivemos
um aumento nas despesas com juros em
dezembro de 2024, causado pelos SUAPS no
valor de 19,9 bilhões e em dezembro de
2025 eh de 18,3 bilhões, eh eles eh
operaram o resultado dos na mesma eh
tendência eh e e não foram muito
discrepantes. Então, a gente pode dizer
que o o aumento na conta de juros nesse
período foi devido ao aumento do estoque
da dívida, da taxa Selicia ter um dia
útil a mais.
Esse resultado é eh essa interpretação
sobre SUOAPS é diferente quando a gente
faz análise de dezembro contra novembro.
Neste caso, a gente teve uma um aumento
grande na taxa eh eh na conta de de
juros, né? Ela passa de 87,2 bilhões
para 121 eh, bilhões.
É um
um aumento de de 34 bilhões de um mês
pro outro, né? Como eu já havia
comentado, nós fazemos a apropriação por
competência eh diariamente. Então, a
gente não deveria esperar aumentos mais
significativos na conta de juros de um
mês para outro. Então, eh, a passar de
em novembro, de 87 bilhões para
dezembro, 122 bilhões praticamente, eh,
a gente deve olhar o resultado de SUAP e
ver, né, o o que que aconteceu. Eh, em
novembro houve um ligeiro ganho do Banco
Central com swaps de 5,4 bilhões, que
equivale a uma receita de juros, ou
seja, a gente teve uma receita de juros,
então diminuiu o valor eh efetivo, né,
que a gente apropriou de resultado para
87 bilhões. No caso de dezembro ocorreu
o inverso, aqueles já mencionados 18,3
eh bilhões de de reais de perdas com
swaps. Então esse resultado, né, de
121,8 bilhões, sem os suaps seria algo
como eh 103,5.
Então, sem o efeito dos SUAPs, a o
aumento dos juros nesses dois períodos,
passando de novembro para dezembro, não
seria de 34,5 bilhões, mas sim de 10 eh8
bilhões, porque é uma coisa muito mais
eh próxima do que a gente eh deveria
esperar quando olhasse os o os
resultados, né, uma coisa mais estável
de um de um período pro outro. Bom, se a
gente olhar agora os resultados da
tabela dois, nós vamos ver a conta de
juros eh pro ano de 2025 e comparar com
o ano de 2024. Eh, em 2025, eh, os juros
nominais apropriados por competência nas
estatísticas do Banco Central somaram R
1 trilhão deais, o que equivale a R,91%
do PIB. Eh, e se a gente eh considerar
os valores eh anuais, esse 1 trilhão é a
maior despesa com juros apropriados por
competência eh da série histórica do do
Banco Central, né? Quando a gente olha o
montante com o percentual do PIB, isso
já não é verdade. Em 2024,
os 950,
bilhões da conta de juros foram
equivalentes a 8,07%
do PIB. Já os 1 trilhão de juros de 2025
equivalente a 7,91% do PIB, ou seja, eh
o PIB nominal cresceu mais rápido do que
essa variação eh dos juros. Portanto,
houve, eh, se a gente considerar como
percentual do PIB, uma redução, né, dos
juros de 2024 para 2025. E se nós
considerarmos os valores eh nominais, aí
sim aconteceu um aumento. Eh, a conta eh
de SUAPS contribui bastante para
explicar essa variação do resultado, eh,
mas no sentido inverso do que aconteceu
naquela comparação de dezembro contra
novembro.
a conta de SUAPS fez com que eh essa
diferença dos juros ela fosse reduzida,
né, sem os suaps, né, esse exercício
contrafactual, excluindo os suaps, a
variação de juros teria aumentado, né?
Então, a a história é mais ou menos
assim. Eh, os em 2024 foram eh
apropriados, né, por competência 950
bilhões de de reais de juros, mas
naquele ano aconteceu uma perda de R$
116 bilhões deais com suapso, né? Então
essa perda é uma conta adicional de
juros em relação a ao que deveria ser,
digamos assim, feito apenas pela
avaliação dos estoques de ativos e
passivos da dívida. Então, se a gente
excluísse os swaps daquela conta, os
juros apropriados lá em 2024 seriam de
834 bilhões, ou seja, os SUAP
contribuiam para aumentar os os usos. Em
2025 aconteceu o inverso, né? Você viu
foi desvalorização cambial em 24,
apreciação cambial em 25. Eh, o ganho
com SUAP pelo Banco Central em 2025 foi
de 105,9 bilhões, o que contribui para
diminuir a despesa de juro. Eh, ou seja,
sem os SUAPs, a despesa de juros teria
sido eh ao invés de 1 trilhão, 1,1
trilhão, né? Então, isso magnificava a
diferença de conta de juros de um
período pro outro. Então, ao invés de
termos 57 bilhões de variação que estão
apontados na tabela dois, se a gente
excluísse os SUAPS para fins analítica,
essa conta seria eh 278
eh bilhões. Então, a gente tem eh num
caso, né, os SUAPs, que que é o caso
desses valores anuais, contribuindo para
redução eh da diferença de juros de um
período por outro. Eh, e se nós
excluíssemos SUAPS para essa avaliação
eh contrafactual, nós teríamos dois
fatores principais de aumento dos eh dos
juros apropriados em 2025. O primeiro
deles é o aumento do estoque nominal da
dívida, o mesmo ponto que eu fiz eh
paraa comparação eh intranual do mês de
dezembro. E o segundo ponto, o aumento
da taxa selic no período. Com isso, com
esses dados, né, que a gente pode
mencionar de 55 bilhões de reais de
déficit primário em 2025 e 1 trilhão de
pagamento de juros no mesmo ano de 2025,
o déficit nominal do país foi de 1
trilhão, 1.ão63
eh bilhões de de reais, o que equivale a
8,34%
do PIB. e em função daquela redução que
eu havia mencionado eh nos juros quanto
medidos eh com o percentual do PIB, essa
conta foi reduzida como percentual do
PIB, passando de 8,47%
em 2024 para 8,34
eh em 2025.
Eh, com isso eu fecho a primeira parte
da apresentação em relação aos
resultados eh primários do mês e do ano
e passo pros para a apresentação dos
valores da dívida pública. Eh, tanto no
conceito de dívida líquida quanto no
conceito de dívida bruta. Nesse caso, a
gente tem dois conceitos divulgados na
nota, o conceito chamado conceito FMI,
conceito Banco Central. a gente vai
explicar cada um deles. Então, começando
pela dívida líquida, a dívida líquida é
o principal e mais abrangente eh
indicador de endividamento eh público
das estatísticas eh fiscais do Banco
Central. é por duas razões. Primeira
porque ela é líquida, ou seja, ela
inclui tanto ativos quanto passivos, que
dá uma visão mais abrangente, mais
completa eh da situação eh patrimonial
em termos de de índice indicadores de
invenamento, instrumentos de dívida pro
setor público. Eh, e o segundo é que ela
é uma dívida líquida do setor público,
enquanto a bruta é apenas do governo
geral. Então a gente tem também uma
abrangência de mais entes como empresas
estatais, por exemplo, na dívida
líquida. A dívida líquida atingiu eh em
2025 65,
PIB. E quando a gente compara com final
de 2024, houve um crescimento de quatro
pontos percentuais do PIB.
Eh, se a gente dar uma, esses resultados
são na tabela quatro da nota paraa
imprensa. Se a gente dar uma olhada na
tabela seis, que apresenta os fatores
condicionantes dessa expansão da dívida,
no mês, eh, nó, desculpe, no ano nós
vamos ver que, eh, contribuíram eh paraa
expansão da dívida o déficit nominal de
e contribuiu em 8,3 pontos percentuais
do PIB. Acabei de mencionar aquele
déficit eh nominal de 1,1 trilhão eh de
reais. Eh, em segundo lugar, a
valorização cambial de 11% que aconteceu
no ano. A gente tem que lembrar aqui que
eh aquela essa mesma valorização cambial
que implicou eh ganhos com SUAPS pro pro
Banco Central, ela também implica eh uma
redução eh do valor das reservas
internacionais medidas em reais. Então
isso diminui os ativos e contribui para
a, desculpe, isso aumenta os ativos,
contribui para reduzir a a dívida
pública em 1,3 eh ponto percentual do
PIB, né? Eh, nesses dois casos a gente
teve o eles foram contrabalançados pelo
eh o o se a gente olhar os dados na
tabela cinco, eh, a gente pode observar
uma coisa, desculpe, com tabela seis,
nós podemos observar uma coisa eh
interessante. quanto o ajuste cambial,
que é o nome que tem na tabela, esse
efeito eh da valorização cambial sobre
os estoques da das reservas
internacionais medidas em reais,
enquanto o ajuste cambial contribuiu
para aumentar a dívida pública em 1,3
p%, como eu havia mencionado, a gente
tem eh o efeito de paridades, ou seja,
as demais moedas além do dólar dos
Estados Unidos, as demais moedas em que
estão aplicadas ativos eh e passivos da
dívida pública do Brasil e a variação de
preços contribuíram para reduzir, né, a
dívida pública em 1,1 ponto percentual
do PIB. Então, o efeito cambial
conjunto, né, tanto da desvalorização do
real quanto o dólar, mas contrabalançado
pelas paridades e e ajustes de preços,
eh fizeram com que essa variação ficasse
praticamente equilibrada, né? 1,3 ponto
percentual de um lado, 1,1 eh, ponto
percentual do outro. Então, com isso, a
gente teve, no final das contas eh o
balanceamento entre o déficit nominal de
8,3 ponto percentual do PIB e a
estimativa de crescimento do próprio PIB
de 4,6, né? Então essa diferença, mais
ou menos aqueles 8,3 com os 4,6 foram eh
a causa do aumento eh da dívida líquida
no período. Eh, esse resultado, 65,
PIB é o maior da série histórica do
Banco Central, eh que foi iniciado em
dezembro de 2001. E aqui, nesse caso,
também eh se pode comparar esse valor em
qualquer, eh, mês da série, não precisa
calcular com apenas com considerando
dezembro.
Se a gente passar paraa tabela 17,
eh, que tem os resultados da dívida
líquida e da dívida bruta do governo
geral, mas focando nos nos dados de
dívida bruta do governo geral, nós temos
eh que a dívida bruta do governo geral,
no conceito do Banco Central, ela chegou
a 78,7
eh% do PIB em 2025.
E isso representa um aumento de 2,4
pontos percentuais no ano. Em 2024, essa
mesma dívida bruta do governo geral no
Conceito do Banco Central chegou a 76,3%
do PIB. Eh, só que eh a gente tá
enfatizando aqui a variação anual, mas
em dezembro ela teve uma redução, ela
era 79% em novembro, caiu para 78,7
e% em dezembro. Mas acho que o ponto é
que eh no caso da comparação eh anual é
o aumento eh de 2,4 pontos percentuais
do PIB eh na comparação de 2025 ou 2024.
O outro conceito que a gente tem de
dívida bruta do governo geral é o
conceito do FMI. A diferença entre esses
dois conceitos é o tratamento que é dado
paraa chamada carteira livre de títulos
do Banco Central. O Banco Central eh tem
uma uma ampla carteira de títulos
públicos eh detidos pelo Banco Central,
que estão no balanço do Banco Central.
São títulos emitidos pelo Tesouro
Nacional. E o Banco Central, a cada
momento do tempo usa esses títulos em
operações de compra e venda, eh, em
prazos curtos, eh, com os dealers eh de
mercado para controlar as situações de
liquidez, as condições de liquidez,
melhor dizendo. Essas são as chamadas
operações compromissáveis. em qualquer
momento do tempo. Portanto, a carteira
de títulos do Banco Central está
dividida naquelas que estão eh em uso
nas operações compromissadas e aquelas
que estão eh na chamada carteira livre
do Banco Central, que não estão nesse
momento em uso. como as condições de
liquidez variam, a gente precisa eh
aumentar ou diminuir a quantidade de
títulos que estão em uso nas operações
compromissadas para regular as condições
de liquidez e fazer com que a taxa eh de
juros efetiva de curto prazo, taxa
celica efetiva esteja exatamente eh onde
o COPOM eh determinou. Com isso, essas
flutuações nas operações compromissadas
fazem com que, por consequência, a
carteira livre eh diminua o seu montante
ou ou aumente, dependendo do caso.
Então, a gente pode considerar como, por
exemplo, esse conjunto, a carteira livre
do banco, a a carteira total do Banco
Central como montante e a sua repartição
a cada momento entre operações
compromissadas e carteira livre vai
flutuando. A diferença dos dois
conceitos é que na dívida bruta do Banco
Central só se considera esse montante
que está em uso, né, nas operações
compromissadas, enquanto que a o
conceito do FMI considera todos os
papéis da carteira do Banco Central,
independente deles estarem ou não com
utilização nas compromissado. Eh, se se
uma olha o total e a outra olha a as
operações eh compromissadas, a diferença
é a carteira livre. E eh nesse caso, as
no caso de 2025, as operações
compromissadas do Banco Central se
reduziram e eh portanto, né, a as a
carteira livre aumentou. Então isso
explica a diferença, né, quantitativa no
crescimento ocorrido na dívida bruta no
conceito FMI. Ambas cresceram. A dívida
bruta no conceito do FMI cresceu mais eh
do que no conceito do Banco Central.
chegou no final de de dezembro de 2025 a
93,4%
do PIB. A diferença entre os dois
conceitos é exatamente o montante da
carteira alípica que em dezembro era de
14,7 eh% do PIB. Ah, então nós tivemos,
portanto, eh fechando essa parte da
dívida, um crescimento da dívida, quer a
gente considere a dívida líquida, quer a
gente considere a dívida bruta no
conceito do Banco Central ou no conceito
de FMIP. essa magnitude foi diferente
pela especificidade de cada metodologia,
mas eh o endividamento cresceu, né, no
ano passado.
Bom, com isso eu encerro os pontos que
eu tinha preparado para trazer para
vocês aqui. Devolvo a palavra paraa
Adriana para organizar a a as perguntas
eh que vocês eventualmente têm. Muito
obrigado,
tá?
>> Eh, bom dia, Mariana Bradcast. Eu queria
perguntar a respeito do resultado do
governo central eh no ano pela
metodologia do BC.
>> Uhum. Eh, a gente teve um déficit de
0,46%
do PIB, né? Isso em tese fica fora
daquele limite da meta eh de 0,25%. Eu
queria entender se pela apuração do BC
houve ou não um cumprimento da meta
nesse ano.
Desculpa. Eh, perfeito, Mariana, muito
obrigado pela pergunta. Eh, eu acho que
a a tua pergunta dá uma oportunidade
interessante da gente falar sobre eh a
governança do do sistema eh fiscal do
país ou do arcabolso fiscal, como
queira, né? Eh, em 2023 foi aprovada a a
lei complementar número 200 que
estabeleceu o novo regime fiscal
sustentável. E essa eh legislação em
conjunto com a legislação anterior, né,
a própria legislação constitucional, a
lei de responsabilidade fiscal, ela
estabelece um sistema que se no qual se
definem metas, né, para o desempenho
fiscal e do governo central, de outras
esferas do governo. Mas o o que há o que
eu quero ressaltar aqui de específico
nessa legislação, é que ela definiu e
acho que eu nunca me lembro se é artigo
qutarto, parágrafo 2º, artigo 2º,
parágrafo quto. eh acho que é artigo
segundo, parágrafo quto. Ela definiu que
o o Banco Central vai apurar a o
resultado primário do país para fins de
avaliação de cumprimento de metas, né?
Então, o o papel do Banco Central nessa,
claro, eh o o governo eh federal por
meio do Ministério da Fazenda,
Secretaria de Tesouro Nacional, são
responsáveis pela execução eh da
política fiscal do país. Eh, e o Banco
Central, a partir das estatísticas
fiscais que eu acabei de divulgar, ele
vai eh essas são as estatísticas
utilizadas para fins de meta. Então, o
Banco Central continua calculando as
suas estatísticas, como sempre calculou,
não tem eh nenhuma diferença, mas
legalmente elas são utilizadas para fim
de verificação de metas. Mas isso não
quer dizer que seja o Banco Central que
atesta se as metas foram cumpridas ou
não. A parte que cabe ao Banco Central é
de eh compilação de estatísticas, né? E
no processo legislativo eh foram
definidas ao longo deste ano, como são
definidas eh todos os anos, né? Eh
alguns aspectos que não são incluídos
nas metas, algumas despesas ou receitas
que não são incluídas nas metas. Eh, por
exemplo, há eh receitas eh desculpe,
despesas com pagamentos de precatórios,
né, que vem sendo eh excluídas da meta
por um determinado período.
Há alguns anos atrás, eh, os pregatórios
não foram pagos por uma decisão, eh,
proposta pelo pelo governo da época,
pelo Congresso, e depois eh houve um, um
novo eh acordo para pagamento desses
pecatórios e foi definido que um
determinado montante a cada ano seria
excluído. Então, é como se eh o Banco
Central eh divulga seu resultado, as
estatísticas fiscais que nós acabamos de
divulgar hoje tem um resultado, como
você mencionou, de um déficit de 0,46%
do PIB eh pro governo, pro governo
central. Então isso, digamos assim, é o
ponto de partida. Esse 046 é o ponto de
partida. para saber se a o resultado
considerado para fins de cumprimento de
metas está dentro daquele intervalo e de
0 a 0,5% do PIB eh para considerar meta
comprida, você tem que ver cada item eh
legislativo que foi eh eh definido como
exclusão da Meta ou inclusão da MET,
você tem que excluir todos eles ou
incluir, né, alguns deles e fazer essa
avaliação.
Na divulgação das estatísticas do
Tesouro Nacional ontem, eh, o Tesouro
Nacional apresentou uma tabela em que
tinha o resultado do governo central,
claro que no critério acima da linha
utilizado pelo Tesouro Nacional,
e ele excluía em valores nominais, em
percentual do PIB, os itens, enfim,
devem ser excluídos para a fim de
avaliar se cumpriu ou não a meta, né? A,
eu acho que o exercício a ser feito, que
é é o que você tá propondo, é, digamos
assim, naquela tabela do Tesouro
Nacional divulgada ontem, substituir o
número, o primeiro número da tabela, que
é o resultado do governo central pelo
critério acima da linha, substituir pelo
resultado abaixo da linha e depois fazer
as mesmas eh deduções para chegar no
resultado, né? E isso vai estar no
intervalo das metas?
Não, mas é porque não cabe ao ao ao
Banco Central atestar o o cumprimento
das metas. Cabe ao Banco Central eh eh
compilar e divulgar as estatísticas que
nós utilizamos para para as estatísticas
fiscais que são utilizadas para para
frente de meta, né? O nosso papel nessa
governança, digamos assim, é de
compilador de estatísticas.
Senado,
>> bom dia, Fernando, Natália Garcia da
Folha de São Paulo. É só complementar
até para entender melhor assim, ainda
que não seja, né, obrigação do Banco
Central fazer, eh, vocês teriam esses
números para passar pra gente? Vocês têm
delimitado, por exemplo, de que eh a
gente ter interesse, né, se possível eh
nessas rubricas que eles colocam.
Eh,
e a um segundo ponto que eu queria era
sobre a trajetória eh de crescimento da
dívida. Eh, 24 eh em dezembro, pelo
menos vários leilões de linha, né?
acabou influenciando ali até pro recu da
dívida, né, de exemplo que e eu lembro
que na coletiva
aquições falava que isso como muita
muitos dos tinham sido feitos, né, esses
leilões de linha, então uma parte eh do
poderia ser me revertida ao longo de
2025. Eu também queria se vocês têm eh e
a gente sabe que esse ano, na verdade,
vários foram rolados, então sei
exatamente quanto que poderia, né, ter
voltado,
também um comentário qualitativo um
pouco sobre a trajetória eh crescente do
embal
eu vou começar pela primeira, mas só
para já deixar aberto aqui.
a a planilha que fala dos leilões de
linha. E aí, eh, eu já te indico onde
ela está.
Pronto. Vamos lá. Eh,
a pergunta da da Natália eh vai eh
complementando, eu acho, a a a da
Mariana, que é é a seguinte, tudo bem,
mas eh quais são esses números, né? Eh,
o Tesouro Nacional eh divulgou ontem,
junto com o resultado do Tesouro
Nacional, eh uma tabela, né, que é
intitulada resultado fiscal do governo
central, eh em que ele começa com um
resultado, eh, primário, eh, de 2025 eh
de 61,7 bilhões, né, ou que dá 0,48% do
PIB. Esse é o que eu mencionei, o
resultado acima da linha que foi apurado
pelo Tesouro Nacional. O resultado do
Banco Central no ano de 2025 foi um
déficit um pouco menor, né? Do déficit
de 61,7 bilhões que o tesouro apurou, o
Banco Central apurou um déficit de 55 eh
bilhões, 55,0.
Eh, seguindo na tabela do Tesouro
Nacional, ele apresenta itens excluídos
da meta. São 48,7 bilhões, que dá 0,38%
do PIB. E esse esse 48,7 bilhões é a
soma de quatro itens. O primeiro são
precatórios excedentes ao sublimite,
41,1 bilhões. Segundo, ressarcimento aos
beneficiários do INSS por causa das
fraudes ocorridas no primeiro semestre
que foram descobertas no primeiro
semestre do ano, que somam 2,8 bilhões.
Despesas temporárias de educação e saúde
2,2 bilhões e projetos estratégicos em
defesa nacional 2,5 bilhões, né? Eh,
então a aí eh o o que o Tzeriro faz é
61,7 bilhões menos esses 48,7 dá 13
bilhões, que seria o resultado primário
após as deduções,
é o que tá sendo utilizado para fins de
verificação, de atestação de
comprimentos de meta ou não. Então, o
que você tinha que fazer era chegar era
ter o 55
eh menos o 48,7.
você teria um resultado eh menor ainda
do que o déficit de 13, mostrando que
ele ficou no intervalo previsto depois
das exclusões, no intervalo previsto
para meta. Então essa era a primeira
pergunta. Ah, pois não.
>> Mas aí o cálculo também desse desse dado
não teria que ser feito a partir da
metodologia do PC, só pra gente em vez
de, né, para
>> Ah, bom ponto. Eh, mas a resposta é não,
porque assim, eu acho que durante a
coletiva eu falei da da metodologia
acima da linha e não falei da
metodologia abaixo da linha, né? Então
assim, a nas estatísticas, não só nas
estatísticas fiscais, mas para qualquer
estatística, a gente tem eh uma linha
imaginária que trata das transações
efetivamente ocorridas e do
financiamento dessas transações, né?
Então as transações efetivamente
ocorridas, que são acima da linha, no
caso das estatísticas fiscais, estão a
cargo do Tesouro Nacional. Então o que
que o Tesouro Nacional faz? ele tem eh
na parte de, digamos assim, de negócio
operacional do Tesouro Nacional, ele
pega eh ele executa ou ele acompanha
cada uma das receitas e despesas.
receita, você pagou o seu imposto de
renda ou você pagou um imposto de
qualquer outra coisa, despesas, eu
recebi meu salário. Então, cada uma
dessas rubricas eh o tesouro controla e
no final de cada mês ou no ano ele sabe
exatamente quanto foi gasto e quanto foi
recebido. Eh, desculpe, quando foi eh
quanto foi gasto para quanto foi
recebido. Esse o resultado é é a
despesa. Então o tesouro sabe para
chegar nesse eh 41
bilhões, 149 milhões. E aí é porque o
número tá em milhões, mas se o número
fosse todo, o tesouro ia saber 41
bilhões, 149 milhões e todos os detalhes
até o centavo do que foi pago de
precatórios excedentes ao sublimite, por
exemplo. Eh, então o o cálculo, a
metodologia acima da linha permite eh
chegar nesse nesse valor preciso a
partir dos sistemas do tesouro. A
metodologia abaixo da linha, ao invés de
pegar as transações que aconteceram, ela
vai chegar, ela busca chegar no mesmo
resultado a partir do financiamento. Ou
seja, quem financiou isso? Eh, quando o
tesouro pagou os 41 bilhões do
precatório, o que aconteceu? A conta
única diminuiu. Então, eh, a da mesma
forma que o Tesouro Nacional ele tem
acesso às informações sobre eh os
pagamentos e recebimentos que o Banco
Central não tem, né? o o Banco Central
tem acesso como todo cidadão tem,
entrando no SP e tudo, mas a apuração
que o Banco Central faz é a partir das
fontes de financiamento. Então, eh a
conta única eh do Tesouro Nacional, ela
fica dentro do Banco Central. Eh, outro
item importante de dívida, por exemplo,
que são os títulos eh da dívida
imobiliária negociados no SELIC. O SELIC
é gerenciado ou administrado pelo Banco
Central. Ah, um uma parte importante dos
ativos nas reservas internacionais, né?
o Banco Central, que é o gestor, a
dívida bancária dos entes, eh, tanto o
governo central quanto os governos
regionais, é, é uma dívida de bancos. Os
bancos são supervisionados pelo Banco
Central, o Banco Central tem acesso a
essa informação. Então, o Banco Central
tem o acesso a a, digamos assim, aos
estoques de ativos e passivos
financeiros a cada momento no tempo. E a
contabilidade abaixo da linha é feita
pelo quanto esses estoques variaram, né?
Então, eu tenho ativos e passivos em
dezembro de 24, eu tenho esses mesmos
ativos e passivos em dezembro de 25, mas
eles são magnitudes diferente. A partir
dessa variação, como eu faço a conta de
quanto é despesa de juros, eu sei eh por
resíduo, se se você quiser, um pouco
mais detalhado, mas eu eu sei o valor do
resultado primário dessa conta. Mas o
valor do resultado primário eu tenho em
termos líquidos. Eu sei liquidamente
porque que o governo eh quanto ele
gastou eh se foi déficit primário ou
quanto ele poupou, se foi superável de
primário. Então o o Banco Central na sua
forma de apuração estatística, ele não
tem cada um desses itens eh a partir do
do pagamento ou do recebimento. Aqui são
todas despesas, né? Então é exatamente
assim que faz. O Banco Central apura a
estatística. Aí a gente tem que trocar
esse 61,7 por 55. E os outros dados são
todos indicados pelo Banco Central, né?
Como a gente olha os dados agregados e
vê eh a gente, isso é um exercício
constante que a gente faz com Tesouro
Nacional, as duas equipes responsáveis
pelas estatísticas conversam com muita
frequência para eh eh analisar os
resultados, se controlar a discrepância,
né? Periodicamente a gente faz um
relatório sobre essa discrepância pro
Tribunal de Contes da União, né? a gente
sabe que essas transações estão
incluídas no resultado, a gente não
consegue divulgar, né, o valor preciso
de cada uma delas. Então, é por isso que
eh não é o o Banco Central que divulga
esse resultado, né, oficial, que atesta
se cumpriu a meta ou não. A gente
divulga estatística. Essas exclusões,
por exemplo, são feitas a partir dos
dados acima da linha. Bom, mas isso era
a primeira pergunta.
A segunda pergunta era ver o que que
aconteceu com as eh
operações do Banco Central no mercado
cambial em 2024 e em 2025, né?
Hã, o o Banco Central e quando a gente
olha a dívida líquida, como eu acabei de
mencionar, é a partir da variação da
dívida líquida que a gente chega no
resultado primário, né? Então a gente
qualquer coisa que impacte a dívida
líquida, eh, vai provavelmente ter
impacto no, no resultado primário, a não
ser que seja uma despesa ou ou receita
de juros. Eh, o que que o Banco Central
fez no final do ano passado e você
mencionou? Eh, o Banco Central fez uma
intervenção no mercado de câmbio
doméstico a partir do que a gente chama
eh de linhas com recompra. As linhas com
recompra são uma operação em que o Banco
Central eh vende dólares pros dealers do
do mercado cambial e e eles pagam em
reais, né? E eh a gente vende com D mais
2 a partir do dia do leilão, dois dias
depois a gente entrega dólares para eles
e recebe reais. E com o compromisso de
daqui a 90 dias ou 60 dias ou 120 dias,
o que for definido no leilão, eh
reverter essa operação com as mesmas
taxas. Então a gente, se a gente vendeu
dólares e recebeu reais, a gente entrega
reais pro pro
banco e tem os dólares de volta. Isso é
feito para num período de escassez
sazonar de dólares, por exemplo, no no
conforme a avaliação do Banco Central, o
banco central fornece a partir das
reservas esses dólares. Então as
reservas internacionais reduzem nesse
momento porque a gente entregou dólar
pro banco e depois elas aumentam quando
essa operação for desfeita. Mas tem um
outro impacto também eh na dívida que eu
quer fazer a ligação da estatística de
balança de pagamentos com a estatística
fiscal, tem um outro impacto que é eh
quando o Banco Central entrega os
dólares e recebe os reais, eh as
condições de liquidez doméstica, que são
medidas em reais, elas eh se alteram. No
nosso caso, a eles entregaram reais, a
liquidez diminui. Se a liquidez for
menor, isso leva a que a taxa de juros
de curto prazo aumente. Então o Banco
Central tem que eh diminuir o seu
estoque de compromissados para entregar
esses reais pros bancos. É por isso que
eh quando faz intervenções, ela pode
impactar, né, a dívida bruta, a a as
condições da dívida. Eh, no o Banco
Central a gente divulga uma estatística
que chama demonstrativo de variação das
reservas internacionais. Então, a gente
tem os estoques a cada mês, o que
aconteceu e tem o o fluxo no período,
né? Então, a ideia é que a primeira
linha da tabela é a posição no final de
2024, por exemplo, ou de novembro de
2024. Aí você tem todos os fluxos do
período e depois chega quanto tá o
estoque no final de dezembro. Então, tem
uma variação no mês. E a gente pode ver
então essas operações que aconteceram no
final eh do ano passado.
Aconteceu operações eh aconteceram
operações com linha de recompra de
quatro eh bilhões em novembro, 11
bilhões em dezembro e 2 bilhões em
janeiro, né? Então, considerando saldos
o resistente, aqueles 4 mais 11, a o
estoque das linhas com recompra atingiu
15 bilhões de de dólares em dezembro.
Ele subiu até 17 bilhões em em janeiro
com esses 2 bilhões adicionais,
permaneceu estável até julho.
E julho, essas operações foram eh
começaram a ser desfeitas. Ele baixou
para 14900. 14 chegou a 11250.
Em novembro chegou a 10 250 e em
dezembro foram feitos mais 4 bilhões
dessas operações, né? Então assim, os
dados e a série inteira, se você entra
em estatísticas, tabelas especiais,
demonstrativa de variação da reserva
internacionais e tem esse valor eh mês a
mês. Eh, se você olhar então o impacto
no ano, esse impacto eu diria que ele
não é muito relevante porque a gente
acabou o ano de 2024 com linhas com
recompra com um estoque de 15 bilhões e
acabou o ano de 2025 com um estoque de
14750.
Então ela não explica essa, não ajuda a
explicar essa variação interanal porque
e é o valor é quase o mesmo pros dois
períodos. Ela flutuou ao longo do
período, no começo do ano ela subiu,
depois ela desceu e no final do ano ela
subiu de novo. Mas na variação eh do ano
fechado de 24 25 é quase a mesma coisa.
Eh,
a última pergunta que você fez é uma
hoje não
sinaliza, por exemplo, que caso, né,
esse ano agora de 2026 isso volte, vai
gerar um aumento ali no noamento.
>> Eh, se a gente olhar o ano como um todo,
eh, ah, é difícil dizer o que vai
acontecer ao longo do ano e tal. Eh,
evidentemente que nós não sabemos e eh
eu não não sou que faço avaliação da da
política cambial do Banco Central, mas
eh nós estamos partindo do pressuposto
que essas linhas são linhas com
recompra. Então, quando foi feito o
leilão, se já definiu a o momento dessa
recompra e essa recompra vai acontecer
nesse momento. Claro, se a avaliação lá
no futuro for que condições de cambiais
continua assim, você pode rolar essas
operações, mas as operações que já foram
feitas, ela tem um prazo de vencimento.
Então, é bastante provável que aconteça
o que aconteceu no ano passado, né? Esse
valor, o valor desse estoque sobe eh no
final do ano ele era zero em outubro de
24, passou para 4 em out em novembro de
24 e 15 em novembro de 25, chegou até 17
em janeiro de em dezembro de 24 e chegou
até 17 em janeiro de 25. Depois ele
diminuiu porque essas operações
começaram a vencer. Uma parte delas
venceu e acabou a operação, outra parte
foi rolada e esse estoque se manteve. E
aí no final do ano eh de 2025 ele subiu
de novo de 10 475 para 14 10 750 para
14750.
Então olhando essa trajetória do
passado, o que que se pode imaginar no
futuro, né? Hoje é o último dia do mês
de janeiro, né? Eh, essas operações em
algum momento vão vencer e esse estoque
pode se reduzir e aí se no final do ano
tiver uma necessidade sazonal de novo de
liquidez, ele pode aumentar. Então, eh,
olhando ponta a ponta, não quer dizer
necessariamente que, como você já parte
desses 14750, o caminho é para cima,
porque é possível ou provável que ao
longo do ano esse estoque aqui desça,
né? E aí no final do ano ele pode de
fato ser maior se se o bom centro
trabalhar, bom, precisa de mais eh
liquidez em moeda estrangeira ou pode
ser menor. Então não dá para fazer essa
avaliação ponta a ponta, assumindo que
esse número 14 750 é constante ao longo
do ano. Bom, eh isso eh quanto a segunda
questão. A terceira era uma avaliação
qualitativa
do do crescimento da dívida. Eh, o
primeiro ponto, o Departamento de
Estatística da Banco Central não faz uma
avaliação perspectiva, a gente não faz
projeções, a gente olha a as
estatísticas, então meio que o nosso
olhar é pro passado. Eh, mas eh a gente
tem eh avaliações eh paraa trajetória
futura da dívida. Eh, por exemplo, no no
relatório Fox, que é eh o Banco Central
compila no próprio Departamento de
Estatísticas as projeções feitas por
pela 170 eh no todo, né, para cada uma
das variáveis é menos eh de analistas
que que apresentam projeções para paraa
dívida pública, tanto a líquida quanto a
a bruta, principalmente a bruta. E
também é feito pelo por outros
indicadores do governo, como o caso do
Prisma, né, feito pelo Ministério da
Fazenda. Eh, se eu bem me lembro desses
casos, eles apresentam uma trajetória
para os próximos anos de aumento, né, da
dívida bruta. Eh, e essa trajetória,
eh, eh, digamos assim, a economia por
trás dela pode ser bastante complexa,
decisões, né, bastante difíceis, mas a a
estatisticamente eh ela é simples. A
equação de sustentabilidade da dívida,
ela envolve o estoque inicial da dívida
a cada determinado momento. a gente
agora para fazer paraa frente, a gente
tá partindo de 78,7%, né? Dívida bruta
no conceito do Banco Central. Ela
envolve o estoque inicial da dívida, a
taxa de crescimento, né, da economia,
taxa de juros reais, né, resultado eh
fiscal, tanto o nominal, no caso, mas eh
analiticamente é importante separar a a
conta de juros da conta da conta
primária. Eh, e resumindo isso tudo, o o
montante de onde você parte, a
perspectiva de crescimento para os
próximos anos, a perspectiva de
resultado primário, os juros eh
incidentes, a gente eh as projeções
indicam uma continuidade desse
crescimento eh da dívida pública.
Ana Asis do G1. Queria, por favor, que o
senhor eh fizesse um comentário em
relação a estatais federais,
porque os economistas ouvidos pela gente
dizem que os correios foram responsáveis
por 90% do resultado. Também queria eh
saber se isso se confirma pelo lado do
BC. Obrigada.
>> Eh, começando de trás para frente,
eh, com a questão dos dos correios, eh,
do ponto de vista, eh, do compilador de
estatística, eh, os dados individuais
de, eh, empresas ou pessoas que nós
recebemos, eles são eh confidenciais e
utilizados para fins de compilação
estatística. Então, a gente não faz eh
comentários específicos ou comentários
próprios sobre cada uma, cada empresa ou
cada eh participante eh eh da
estatística, né? Então, isso é um
primeiro ponto. Então, eh eu não tenho
eh condições de confirmar ou negar a a
informação que você passou pelos
Correios. eh, possivelmente,
eh, uma fonte governamental para essa
para essa informação, para essa eh
ratificação que você quer eh pode ser
encontrado na Secretaria das Estatais do
Ministério do eh
Planejamento ou da Gestão, atualmente,
MG, isso. Eh, no Ministério da Gestão,
Inovação e Serviços Públicos, a a CEST
acompanha, né, o resultado das estatais.
a gente pode ter alguma eh diferença
metodológica, os resultados e a
metodologia não são exatamente os
mesmos, mas eh eu acho que você tem uma
boa eh fonte informação eh eh na CEST,
além de olhar eh os balanços das
próprias principais empresas eh eh
estatais, né? Bom, no caso da o que você
perguntou, a metodologia, as
estatísticas fiscais, eh, que que foram
divulgadas pelo Banco Central agora, a
gente teve as estatais eh continuando a
apresentar resultados deficitários.
Esses resultados deficitários, eles se
reduziram no ano de 2025, eles eram de
8,1 bilhões em 2024 e reduziram para 5,9
bilhões é em 2025. Isso foi uma redução
de eh 27%, ou seja, eh considerando
esses valores nominais, né, não
corrigidos pela inflação, a o déficit
das estatais em 2025, ele se reduziu em
2,2 bilhões de de reais
do do conjunto das estatais. Ah, e você
perguntou especificamente das estatais
federais, desculpa, eu eu confundido. No
caso das estatais federais, eh, o
resultado eh o digamos assim, os valores
são diferentes, mas a trajetória é
exatamente a mesma. Se você olhar os
dados da tabela do linha 47, as estatais
federais tiveram um déficit eh no ano de
2024 de 6,7 bilhões deais e ele se
reduziu em 2025 para 5,1 bilhões, né? Ou
seja, é uma redução de 23%, um pouco
menos de 1/4. E em valores nominais, eh,
o conjunto das estatuais federais teve
um déficit 1,6 bilhão menor em 2025 do
que em 2024.
Ah, as ordens.
>> Fernando, tem uma pergunta aqui no chat.
>> Pois não.
>> Lê
>> a Marcela da agência Reuters, ela
pergunta, pera aí,
o senhor poderia explicar didaticamente
qual a implicação prática para o Banco
Central na gestão das compromissadas de
uma rolagem mais robusta da dívida pelo
tesouro? A exemplo do que aconteceu em
2025, qual é a representatividade deste
fator para o comportamento da DBDG no
ano?
>> Opa. Eh, eh, muito obrigado, Marcela,
pela pergunta. Então, eh, para responder
a pergunta da Marcela, eu ia eh pedir
que vocês olhassem os dados da tabela
17. Na tabela 17, a gente tem exatamente
a dívida bruta, eh, do governo geral que
que a Marcela mencionou. Eh, a Marcela
tá falando de dois itens que ambos fazem
parte da dívida bruta, tanto a dívida
mobiliária do do Tesouro Nacional quanto
as operações compromissadas. E ela
pergunta sobre a relação entre elas. Eh,
eh, o tesouro, a a relação é a seguinte,
o tesouro tem, eh, um, um determinado
estoque de dívida na posição de, eh,
final de dezembro de 2025. A dívida
mobiliária do Tesouro Nacional era R,
trilhões deais e a o estoque de
operações compromissadas era um pouco
menos de R 1 trilhãoais, n.
Então, se a gente eh somar as duas
coisas, a gente tem eh uma dívida
pública, incluindo as compromissadas, de
8,5
eh trilhões deais.
A, olhando primeiro a parte do Tesouro
Nacional, o Tesouro Nacional faz uma
gestão da dívida, faz uma gestão eh faz
a gestão fiscal do país. O Ministério da
Fazenda por meio do Tesouro Nacional faz
a gestão fiscal do país. Essa gestão
inclui tanto eh a a o alcance da meta de
resultado primário, um conjunto de
definições sobre a estrutura de gastos
eh e recebimentos do tesouro, quando
você vai arrecadar de imposto, quando
você vai pagar de salários,
investimentos, etc. Quanto a gestão da
dívida. No caso da gestão da dívida, o
Tesouro Nacional faz uma uma gestão
ativa dessa dívida eh de acordo com o
plano anual de financiamento, né? Acaba
e de ser de ser divulgado nesses últimos
dias. eh o plano anual de financiamento
pro pro restante do ano. Então, ao final
de 2025, a a dívida sobre gestão da do
do Tesouro Nacional que ele vai ter que
eh gerenciar ao longo de 2026 era de R,5
eh trilhões deais. Uma parte dessa
dívida vai vencer eh no ano de 2025, uma
parte vai vencer em anos posteriores,
né? Então, olhando a gestão que o
Tesouro vai fazer neste ano, o Tesouro
vai escolher de acordo com uma série de
critérios técnicos, né, a partir da
informação concreto de quanto da dívida
vai vencer e das estimativas de quais
são as demais condições econômicas e
financeiras para este ano, incluindo a
projeção de resultado primário, a conta
de juros e tal. Eh, ele tem uma
estrutura de vencimentos e ele vai
precisar a cada um desses vencimentos,
né, ou ao longo do ano como todo, eh,
gerenciar isso. Então, ele vai ter que
definir, ele pode rolar integralmente
essa dívida. Ou seja, todos os
vencimentos de dívida neste ano, ele
pode eh colocar dívida nova no seu
lugar. Isso chama rolar. ele pode ter
que rolar mais do que integralmente essa
dívida, porque além da dívida que vence,
ele tem os pagamentos, o pagamento de
juros dessa dívida, né? E se tiver, por
exemplo, déficit primário, vai ter que
eh financiar esse déficit primário com
mais dívida. ele pode rolar acima, né,
desses vencimentos pelas outras
necessidades. Ou então ele pode fazer um
mix que é eh não rolar eh integralmente
os vencimentos, mas as necessidades
futuras e diminuir um pouco a a conta, o
colchão de liquidez que ele tem dentro
da conta única. Então, o que a Marcela
tá dizendo é uma rolagem mais agressiva.
Isso provavelmente significa na nas
palavras da Marcela, o tesouro rolando
mais do que eh
seria necessário para rolagem integral
da dívida, mas as necessidades futuras.
Eh, com isso, o tesouro, eh, a partir da
gestão da dívida, ele está tomando uma
determinada um conjunto de ações que
reduziria as condições de liquidez da
economia, né? eh tudo ou mais constante,
como gostam de dizer os economistas.
Então, se o tesouro eh fizer essa gestão
agressiva da dívida que a
que a Marcela está pressupondo, ele vai
colocar mais papéis e ao vender esses
papéis pro em mercado, o mercado vai
pagar com com reais e vai diminuir as
condições de liquidez. Se essas
condições de liquidez elas ficarem mais
apertadas, ou seja, tiver menos liquidez
do que o necessário, a taxa de juros
tende a subir e ela vai, ela na ausência
de uma ação do Banco Central, ela seria
discrepante dos objetivos definidos pelo
COPOM. Se esse cenário eh fosse eh
ocorresse, o Banco Central teria que
reduzir o seu estoque de de dívida eh de
operações compromissadas para retomar
esses papis. papéis de retorno o Banco
Central fica na carteira livre e eh ele
entrega reais pro pros bancos e recompõe
as condições de liquidez. Então, se a
gente olhar a dívida bruta eh do ponto
de vista do Banco Central, eh no momento
de cada uma dessas ações, né, eh o o
Tesouro Nacional aumenta a dívida e o
Banco Central reduz as operações
compromissadas, se elas ocorrerem na
mesma magnitude, essas duas operações se
compensam e a a dívida bruta no conceito
do Banco Central permanece estável, né?
se eh ela tiver falando no conceito do
FMI, eh a redução na
entra um terceiro fator na conta e a
redução do estoque de operações
compromissadas eh implica um aumento no
no montante da carteira livre, né?
Porque tem que considerar essas duas
partes e então a gente teria carteira
livre constante com o aumento das eh da
da dívida do tesouro nacional e a dívida
bruta no conceito da FMI aumentaria.
Fernando, mais uma pergunta aqui no
chat,
>> pois não.
>> O Cícero Potrm da Broadcast,
eh, respondendo a pergunta sobre o
cálculo da meta fiscal, Rosa mencionou
que um caminho seria pegar o déficit de
R$ 55 bilhões deais e subtrair os R,7
bilhões deais de despesas executadas da
meta. Mas os R 55 bilhõesais dizem
respeito ao déficit primário do setor
público consolidado. Ele tem razão.
>> O correto nesse caso não seria usar como
base o déficit déficit de de 58,687
bilhões deais do governo central.
>> Eh, o o Cícero tem toda a razão. Foi
falha minha. Eu olhei numa linha errada
aqui. Eh, o só esclarecer, então, os o
déficit de 55 bilhões, ele é do setor
público consolidado e a meta que está em
discussão aqui hoje é a meta do governo
central. Então eu não deveria ter usado
os 55 bilhões, deveria ter usado 58,7
bilhões. Essa é uma uma observação
importante feita pelo CER, está correto?
Eh, mas ele não muda o o final das
contas, né, digamos. Eh, o tesouro
passou partiu de um eh déficit de 61,7
bilhões e após as deduções necessárias
chegou num déficit que está dentro do
intervalo das metas. Se a gente partir
de um déficit menor, né, que é esse
déficit de 58,7 bilhões, ao invés de
61,7, 3 bilhões a menos, a gente em vez
de chegar a 13 bilhões, vai chegar a 10
e também estará no no intervalo das
metas. Eh, muito obrigado, Cícero, pela
pelo seu comentário e me permitiu fazer
essa correção aqui.
Ah, OK. Ó, muito obrigado mais uma vez
por vocês, pela participação da nas três
coletivas de imprensa de estatística do
Banco Central deste mês. A gente eh
encerra os dados aqui na no próximo mês
já vamos começar a divulgar as
estatísticas pro primeiro mês de de
2026. Eu agradeço mais uma vez, desejo
uma boa sexta-feira, um bom fim de
semana para todos. Muito obrigado.
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