Resolução CMN N° 5.252
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Resolução Nº 5.252 RESOLUÇÃO CMN Nº 5.252, DE 25 DE SETEMBRO DE 2025 Dispõe sobre os conceitos e os critérios contábeis a serem observados pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil na mensuração, no reconhecimento, na baixa e na evidenciação contábeis de ativos e de passivos de sustentabilidade. O Banco Central do Bra...
<span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Resolução Nº 5.252</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><div class="WordSection1" style="text-align:justify;"><span style="color:#444444;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">RESOLUÇÃO CMN
Nº 5.252, DE 25 DE SETEMBRO DE 2025</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 18pt 9cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Dispõe sobre
os conceitos e os critérios contábeis a serem observados pelas instituições
financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil na mensuração, no reconhecimento, na baixa e na evidenciação contábeis
de ativos e de passivos de sustentabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">O Banco Central do Brasil, na forma do
art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o
Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 25 de setembro de 2025, com
base nos arts. 4º, <i>caput</i>, incisos VIII e XII, da referida Lei, e 1º, §
1º, da Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de 2009,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">R E S O L V E U :</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO I<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;text-indent:94.5333px;">Art. 1º  Esta Resolução estabelece os conceitos e os critério</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;text-indent:94.5333px;"></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;text-indent:94.5333px;">s contábeis a serem observados pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar p</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;text-indent:94.5333px;">elo Banco Central do Brasil na mensuração, no reconhecimento, na baixa e na evidenciação contábeis de ativos e de passivos de sustentabilidade.</span><br></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O disposto nesta Resolução não
se aplica às administradoras de consórcio, às instituições de pagamento, às
sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, às sociedades
distribuidoras de títulos e valores mobiliários e às sociedades corretoras de
câmbio, que devem observar a regulamentação emanada do Banco Central do Brasil,
no exercício de suas atribuições legais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Para fins do disposto nesta Resolução,
considera-se:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ativo de sustentabilidade: ativo
não financeiro com as seguintes características:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) incorpóreo e sem substância física;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) transferível separadamente em uma negociação;
e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) originado com o objetivo de
promover a sustentabilidade social, ambiental ou climática, incluindo o ativo destinado
a prevenir, controlar, reduzir ou remover emissões de gás de efeito estufa; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - passivo de sustentabilidade:
passivo não financeiro originado de obrigação legal ou não formalizada, conforme
definido na regulamentação específica, que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) decorre de compromisso relacionado à
sustentabilidade social, ambiental ou climática, incluindo a obrigação de
realizar ações com objetivo de prevenir, controlar, reduzir ou remover emissões
de gás de efeito estufa; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) pode ser liquidado com ativos de
sustentabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO II<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO RECONHECIMENTO, DA MENSURAÇÃO E DA
BAIXA</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos ativos de sustentabilidade</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 2º  As instituições mencionadas
no art. 1º somente devem reconhecer os ativos de sustentabilidade:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - concedidos por órgão
governamental; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - certificados por:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) entidade que utilize metodologia
credenciada, quando previsto na regulamentação específica; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) entidade qualificada independente,
nos demais casos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A certificação de
que trata o inciso II, alínea “b”, do <i>caput</i> deverá ser realizada por
entidade com capacidade técnica, administrativa e operacional compatível para
avaliação dos aspectos relacionados aos ativos de sustentabilidade, atendendo,
no mínimo, aos seguintes requisitos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - não ser considerada parte
relacionada, na forma do art. 34, § 3º, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de
1964;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - utilizar metodologia de
reconhecido mérito no mercado, baseada em critérios consistentes e passíveis de
verificação; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - adotar metodologias nacionais ou
internacionais que estabeleçam critérios e regras para mensuração, relato e
verificação de emissões, no caso de créditos de carbono.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 3º  As instituições mencionadas
no art. 1º devem, no reconhecimento inicial, mensurar os ativos de
sustentabilidade pelo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - custo, incluindo
os custos incorridos no processo de certificação, além de outros que venham a
ser incorridos até a sua disponibilização para o uso pretendido pela
instituição, no caso de ativos originados;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - preço de aquisição à vista,
acrescido dos custos de transação, no caso de ativos adquiridos; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - valor justo, apurado conforme
regulamentação específica, na data do reconhecimento, no caso de ativos de
sustentabilidade recebidos de órgão governamental.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  No caso de aquisição a prazo, a
diferença entre o preço à vista do ativo e o valor total dos pagamentos deve
ser apropriada mensalmente, <i>pro rata temporis</i>, como despesa, de acordo
com o regime de competência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Para fins do disposto nos
incisos I e II do <i>caput</i>, somente devem ser considerados os custos que,
cumulativamente, sejam:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - atribuíveis diretamente à
aquisição ou à originação do ativo de sustentabilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - incrementais, assim considerados
os custos nos quais a instituição não incorreria caso não tivesse adquirido ou
originado o ativo de sustentabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 4º  As instituições mencionadas
no art. 1º devem, no reconhecimento inicial, classificar os ativos de
sustentabilidade nas seguintes categorias:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - aposentação, destinada ao ativo de
sustentabilidade que a instituição provavelmente utilizará para cumprir
obrigação assumida relacionada à sustentabilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - negociação, destinada ao ativo de
sustentabilidade que a instituição pretende destinar à venda futura e à geração
de lucros com base nas variações dos seus preços no mercado<span class="MsoCommentReference" style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span class="MsoCommentReference" style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Somente podem ser classificados na categoria negociação os ativos de
sustentabilidade fungíveis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 5º  As instituições mencionadas
no art. 1º devem, por ocasião dos balancetes e balanços, mensurar os ativos de
sustentabilidade:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - classificados na categoria aposentação:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) pelo custo, no caso de ativos de
sustentabilidade atrelados a passivos de sustentabilidade já reconhecidos; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) pelo menor valor entre o custo e o
valor justo, apurado conforme o disposto na regulamentação específica, líquido
de despesas de vendas, reconhecendo as alterações no valor contábil do ativo em
contrapartida ao resultado do período, no caso de ativos de sustentabilidade
não atrelados a passivos de sustentabilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - classificados na categoria negociação:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) pelo menor valor entre o custo e o valor
justo, apurado conforme o disposto na regulamentação específica, líquido de
despesas de vendas, reconhecendo as alterações no valor contábil do ativo em
contrapartida ao resultado do período, no caso de ativos de sustentabilidade
originados ou recebidos; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) pelo valor justo, apurado conforme
o disposto na regulamentação específica, líquido de despesas de vendas, reconhecendo
a valorização ou a desvalorização em contrapartida ao resultado do período, no
caso de ativos de sustentabilidade adquiridos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O custo do ativo de
sustentabilidade recebido de órgão governamental refere-se ao valor reconhecido
inicialmente, conforme o disposto no art. 3º, <i>caput</i>, inciso III.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 6º  No caso de alteração de
finalidade dos ativos de sustentabilidade, as instituições mencionadas no art.
1º devem reclassificá-los no primeiro dia do período subsequente à apuração do
resultado contábil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  Na data da
reclassificação, devem ser promovidos os seguintes ajustes:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - na transferência da categoria
aposentação para a categoria negociação, eventual diferença entre o valor
contábil do ativo na data da transferência e o valor mensurado conforme o art. 5º,
<i>caput</i>, inciso II, alíneas “a” e “b”, deve ser reconhecida no resultado
do período; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - na transferência da categoria
negociação para a categoria aposentação, o valor de que trata o art. 5º, <i>caput</i>,
inciso II, alíneas “a” e “b”, apurado na data da transferência, deve constituir
o novo valor contábil bruto do ativo, não sendo admitido o estorno de valores
já computados no resultado decorrentes de ganhos ou perdas não realizados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 7º  As instituições mencionadas
no art. 1º devem baixar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - os ativos de sustentabilidade
destinados à negociação, por ocasião da venda; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - os ativos de sustentabilidade
destinados à aposentação, em contrapartida aos passivos a eles relacionados,
por ocasião do cumprimento da obrigação assumida relacionada à sustentabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  As instituições
mencionadas no art. 1º devem reconhecer o resultado positivo ou negativo
apurado por ocasião da venda dos ativos de sustentabilidade destinados à
negociação no resultado do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos passivos de sustentabilidade</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 8º  As instituições mencionadas
no art. 1º devem, em relação aos passivos de sustentabilidade, mensurar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a parcela coberta por ativos de
sustentabilidade, pelo valor contábil dos ativos classificados na categoria
aposentação que serão utilizados para liquidar a obrigação assumida relacionada
à sustentabilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a parcela não coberta por ativos
de sustentabilidade, pela melhor estimativa da saída de recursos para liquidar
a obrigação assumida relacionada à sustentabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 9º  As instituições mencionadas
no art. 1º devem baixar os passivos de sustentabilidade somente quando as
obrigações assumidas relacionadas à sustentabilidade expirarem, forem liquidadas,
canceladas ou extintas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO III<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA EVIDENCIAÇÃO EM </span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">NOTAS EXPLICATIVAS</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 10.  As instituições mencionadas
no art. 1º devem evidenciar, em notas explicativas, de forma clara e objetiva,
em relação aos ativos de sustentabilidade e aos passivos de sustentabilidade:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a descrição das políticas
contábeis referentes ao reconhecimento e à mensuração desses itens, de forma
que os usuários das demonstrações financeiras possam realizar um julgamento
adequado sobre as políticas contábeis adotadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - para todos os ativos de
sustentabilidade, exceto os classificados na categoria aposentação, conforme o art.
5º, <i>caput</i>, inciso I, alínea “a”:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) o valor no reconhecimento inicial e
o valor justo na data-base da demonstração, por nível de hierarquia do valor
justo, segregando a classificação conforme o art. 5º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) os ganhos e as perdas reconhecidos
no resultado decorrentes de ajuste a valor justo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - as exposições relevantes de ativos
de sustentabilidade reconhecidos, incluindo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) a descrição de sua natureza;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) o seu valor contábil na data do
balanço; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) a sua classificação contábil;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - o valor contábil dos passivos de
sustentabilidade relevantes, segregando:</span></p>
<p class="MsoListParagraph" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a)
a descrição de sua natureza; e</span></p>
<p class="MsoListParagraph" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
a parcela coberta da não coberta, conforme o art. 8º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - o valor contábil agregado dos ativos
de sustentabilidade e dos passivos de sustentabilidade não considerados
individualmente relevantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO IV<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇ</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">ÕES FINAIS</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 11.  O
Banco Central do Brasil, no exercício de sua competência, poderá adotar as
medidas necessárias ao cumprimento desta Resolução, inclusive quanto aos
requisitos de divulgação de informações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 12.  O Banco Central do Brasil
poderá determinar ajustes nos modelos adotados pelas instituições para
avaliação a valor justo dos ativos de sustentabilidade, caso identifique
inadequação na definição desses modelos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 13.  As instituições mencionadas
no art. 1º devem manter à disposição do Banco Central do Brasil a documentação
que evidencie, de forma clara e objetiva, os critérios utilizados para a
mensuração dos ativos de sustentabilidade, pelo prazo mínimo de cinco anos,
contados a partir da data da mensuração, ou por prazo superior, em decorrência
de determinação legal ou regulamentar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 14.  As instituições mencionadas
no art. 1º devem aplicar o disposto nesta Resolução prospectivamente, a partir
da data de sua entrada em vigor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  Os efeitos de
eventuais ajustes decorrentes da aplicação inicial dos critérios contábeis
estabelecidos por esta Resolução devem ser registrados em contrapartida à conta
de lucros ou prejuízos acumulados pelo valor líquido dos efeitos tributários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 15.  Esta Resolução entra em
vigor em 1º de janeiro de 2027.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top:12pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">GABRIEL MURICCA GALÍPOLO<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;text-decoration-line:initial;">Presidente do Banco Central do Brasil</span></p>
</span></div>
</div>
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