Coletiva das Estatísticas Monetárias e de Crédito - janeiro/26
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Monetárias e de Crédito referentes ao mês de dezembro de 2025. Em dezembro, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$20,8 trilhões (163,2% do PIB), com alta de 11,4% no ano, refletindo avanços de 19,1% nos títulos públicos de dívida e de 10% nos empréstimos do SFN. O crédito ampliado às empresas situou-se em R$7 trilhões em dezembro (55,1% do PIB), avanço de 4,6% no ano, ressaltando-se as elevações de 8,3% nos empréstimos do SFN e de 12,9% em títulos de dívida privados, parcialmente compensadas pela queda de 5,2% no saldo da dívida externa. O crédito ampliado às famílias situou-se em R$4,8 trilhões (37,5% do PIB), com expansões de 11,9% em 12 meses, refletindo, principalmente, o desempenho dos empréstimos do SFN. Para mais informações acesse: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasmonetariascredito
Transcrição e Conteúdo
Bom dia, pessoal. Vamos dar início à nossa primeira coletiva do ano das estatísticas monetárias e de crédito. Aqui o Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central. Antes de passar a palavra pro Fernando, eu lembro que os colegas que quiserem fazer perguntas pelo chat podem fazer que eu repasso aqui na sequência, tá bom? Fernando, bom dia a com você...
nossa primeira coletiva do ano das
estatísticas monetárias e de crédito.
Aqui o Fernando Rocha, chefe do
Departamento de Estatísticas aqui do
Banco Central. Antes de passar a palavra
pro Fernando, eu lembro que os colegas
que quiserem fazer perguntas pelo chat
podem fazer que eu repasso aqui na
sequência, tá bom? Fernando, bom dia a
com você.
Bom dia, Natã. Bom dia a todos. Eh,
vamos começar então a a as estatísticas,
a coletiva de imprensa para as
estatísticas de crédito. Eh, neste mês
de janeiro, né, nós estamos divulgando
os resultados de dezembro de 2025 e com
isso também os dados pro ano fechado de
2025. Então, nós vamos sempre eh buscar
comparar, né, os resultados mais
recentes, como dizem os economistas, os
resultados na margem, né, em dezembro
contra dezembro do ano passado, dezembro
contra novembro, mas também dá uma visão
do que aconteceu no ano de 2025 como um
todo comparado com o ano de 2024. A
gente vai começar com as estatísticas do
crédito ampliado eh ao setor não
financeiro, que são as estatísticas de
crédito mais abrangentes que existem
para a economia brasileira.
E eh para vocês verem a magnitude dessa
estatística e o grau de abrangência, né?
Ela soma todas as eh modalidades de
crédito de terceiros colocado à
disposição das empresas, do governo e
das famílias eh no Brasil, sejam esses
recursos oriundos do sistema financeiro,
do mercado de capitais ou mesmo eh por
parte não residente, que nós chamamos de
dívida externa, né? Esse montante total
atingiu R,8 trilhões deais em 2025, eh,
o que representa mais de uma vez e meia
o PIB brasileiro. É exatamente 163,2%
do PIB. Quer a gente faça medida em em
reais nominais, esses 20,8 trilhões que
eu mencionei, quer a gente opte por
medir com o percentual do PIB 60 16%.
nos dois casos, esse é o maior resultado
da série histórica do Banco Central para
o crédito ampliado ao setor não
financeiro, né? Eh, para chegar nesse
resultado, houve um crescimento no mês
de dezembro de 1,8%
no crédito ampliado. E se a gente olhar
as três partes, ou seja, o crédito do
sistema financeiro, os empréstimos do
sistema financeiro nacional, o mercado
de capitais privados ou a dívida
externa, ambos cresceram, né? Quem foi
responsável, principalmente por puxar o
crescimento do crédito ampliado como um
todo, foram os empréstimos do sistema
financeiro nacional, que cresceram 1,8%.
Eh, em seguida, né, a a dívida externa a
partir, principalmente, dos empréstimos
externos também cresceu. Cresceu 3,8%. E
por fim, eh, no mês de dezembro, quem
teve um desempenho, eh, um pouco mais,
eh, limitado foram os títulos da dívida
pública, cuja expansão atingiu 1,4%.
Se a gente tem uma visão de conjunto do
ano de 2025, né, o ano de 2025 contra o
ano de 2024, e essa mesma medida do
crédito ampliado cresceu a dois dígitos,
né, cresceu, se expandiu 11,4%.
Mas nesse caso, né, pra gente começar a
ressaltar as diferenças entre a a
expansão na margem e a variação no ano
como um todo, mais
do crescimento dos saldos do crédito
ampliado ao setor não financeiro, veio
dos títulos da dívida públicos, né? Eh,
56% do total em reais que cresceu o
crédito ampliado foi devido à expansão
dos títulos da dívida pública que
cresceram no ano 19,1%.
Eh, é claro que eh os títulos da dívida
pública serão eh objeto de uma análise
mais detalhada amanhã na coletiva de
imprensa das estatísticas fiscais.
Então, a gente vai agora só mencionar
isso aqui e seguir, né, com a nota, né,
os empréstimos do sistema financeiro
nacional eh cresceram 10% eh durante o
ano de 2025, comparado com 2024 e
responderam por um pouco menos de 1/3,
30% desse aumento eh no crédito
ampliado.
A gente primeiro então olhou o crédito
ampliado a todo setor não financeiro,
governo, empresas e famílias, e agora a
gente vai olhar só as empresas, né? Eh,
a gente tem eh, tradicionalmente nas
estatísticas do Banco Central uma série
longa de crédito do sistema financeiro
do sistema financeiro nacional, mas a
partir do momento que a gente conseguiu
colocar numa única estatística todas as
fontes de crédito eh disponíveis para as
empresas, nós passamos a ver que esses
empréstimos do sistema financeiro
nacional respondem por 1/3 eh
aproximadamente das eh modalidades de
crédito disponíveis à empresa, então às
empresas no Brasil. Então, parece muito
importante que a gente olhe esse
conjunto das fontes de financiamento,
sejam eles os bancos, mas também o
mercado de capitais interno e a dívida
externa para poder ter uma visão
abrangente, né, de como se dá esse
financiamento às empresas. Eh, no caso
da posição de 2025, o crédito ampliado
para as empresas atingiu R$ 7 trilhões
deais, 55,1%
do PIB brasileiro, crescendo R 2,4% no
mês, eh, e 4,6% em 12 meses. Ou seja, o
crescimento, quando a gente olha
dezembro contra novembro, ele se
expandiu apenas nessa variação mensal,
2,4%.
Quando a gente olha os dados de dezembro
de 2025 contra dezembro de 2024, esse
crescimento foi de 4,6%.
Ou seja, a gente percebe claramente na
comparação entre a expansão anual e a
expansão mensal que a expansão anual
está apresentou, né, uma desaceleração.
Quando a gente olha nesse período mais
longo, cresceu 4,6%.
E quando a gente olha o dado do último
mês, aparenta ter havido uma aceleração.
Ou seja, dentro do conjunto, se a gente
olha 2025 contra 2024, comparado com
2024 contra 2023 e assim por diante, eh
houve no ano passado uma desaceleração
do crescimento do crédito, mas quando a
gente olha os dados na margem, parece
ter havido uma aceleração, né? E a gente
vai explorar isso em diversas partes da
coletiva. Eh, então, no mês, esses 2,7%,
2,4% de crescimento do crédito ampliado
para as empresas são explicados
fundamentalmente pelo dinamismo dos
empréstimos do sistema financeiro
nacional, que cresceram 3,7%.
E aqui, como a gente apresenta eh a cada
coletiva, nota após nota, eh vocês que
acompanham isso regularmente sabem que a
cada trimestre, nos empréstimos livres
do sistema financeiro nacional para as
empresas, há um fator sazonal bastante
grande eh na modalidade de eh desconto
de duplicatas e recebíveis, que a todo
final de semestre, né, e dezembro é um
deles, eh tem um crescimento muito
grande dos saldos por demanda sazonal e
ele se reduz
em seguida, eh, no mês seguinte, no caso
em janeiro, né? Então, isso aconteceu
também aqui, eh, e explica essa expansão
em dezembro dos créditos eh dos
empréstimos do sistema financeiro
nacional. E a gente vai olhar com mais
detalhes isso mais à frente, né? Quando
a gente passa para olhar o ano de 2025,
esses 4,6%
de crescimento, eles não foram puxados
pelo eh somente ou principalmente pelo
sistema financeiro nacional, mas pelos
mercados de capitais privados. Ou seja,
o desempenho dos títulos eh de dívida eh
cresceu 10,4%, bastante acima, portanto,
eh dos 4,6% do desempenho do crédito
ampliado. É importante destacar nesse
aspecto que um componente específico que
é o componente da dívida externa, os
saldos dessa dessas operações. As
operações de dívida externa são
majoritariamente denominadas em moeda
estrangeira. E para fazer a estatística,
nós convertemos esse saldo para reais. E
com isso a gente acompanha a evolução
dos saldos da dívida externa em reais.
Esses saldos se reduziram 5,2%
em 2025, puxando eh para baixo assim o
crescimento do crédito ampliado a
empresas como um todo. Mas isso
aconteceu por uma razão específica, né?
A taxa de câmbio se apreciou nesse
período. Ela era R$ 6,19
por dólar no final de 2024, passou para
R,50
no final de 2025 e essa apreciação de
11,1% ajuda a reduzir os saldos, né?
Então, a gente tem um cenário de
expansão eh do mercado de títulos
privados também em desaceleração. A
gente teve uma expansão dos empréstimos
do sistema financeiro nacional e uma
redução, né, dos saldos da dívida
externa, né, mesmo com esse cenário, ou
seja, comportamentos bastante diferentes
ao longo do ano, quando a gente olha
esses montantes ao final do ano, eh, o
crédito ao o crédito ampliado para as
empresas é dividido em três partes
praticamente iguais, né? Os empréstimos
do sistema financeiro nacional somaram R
2,4 trilhões deais e representam 1/3
desse total, 33,5.
Os títulos de dívida privados e
securitizados, né, também representam
outro terço desse capital, 2,4 trilhões,
mesmo valor aproximadamente dos
empréstimos do sistema financeiro
nacional. E a dívida externa é um valor
um pouco menor, 2,1 trilhões, por volta
de 30% desse total. Então, com isso, a
gente deixa evidente, né, as razões de
que a gente sempre começa a coletiva de
imprensa com uma visão sobre o crédito
ampliado da empresa. Eh, encerrado essa
parte, essa parte tá na tabela um da
nota paraa imprensa. a gente passa a
daqui em diante a falar dos empréstimos
do sistema financeiro nacional, eh, que
é esse, eh, 1/3 dos empréstimos à
empresa, mas é quase a totalidade dos
empréstimos a pessoas físicas, e é a
base de dados sobre nós temos maiores
informações. E nós vamos analisar na
sequência, não apenas os saldos, mas
também as concessões, as taxas de juros,
a inadimplência e várias modalidades
específicas, né? Eh, olhando então
apenas o saldo do crédito do dos
empréstimos do sistema financeiro
nacional, esse montante atingiu 5,
desculpe, atingiu R,1 trilhões de reais
em 2005, cresceu 1,8% em dezembro,
cresceu 10,2% no ano. Se a gente olhar
primeiro pros resultados de dezembro, a
gente vê que esse eh 1,8%
ele foi puxado, por um lado, pelas
operações do crédito livre e pelo
crédito pessoa jurídica. Isso porque a
gente divide usualmente os créditos eh
do sistema financeiro nacional em dois
segmentos de crédito livre, crédito
direcionado. E também a gente pode
dividir por por pela visão do devedor,
não são devedores pessoas jurídicas,
devedores pessoas físicas. Nos dois
casos, a gente vê o dado mensal desse
crescimento de 1,8 puxado pelo crédito
livre, que cresceu 2%, ou seja, acima do
total, e pelas pessoas jurídicas que
cresceram 3,3% também. acima do total.
Nesses dois casos, a explicação
principal são é a sazonalidade das
operações do desconto duplicatas e
recebíveis, né? As pessoas físicas, por
exemplo, tiveram um desempenho um pouco
menor de 1% de crescimento no ano. Eh,
desculpe, no mês. Ah, quando a gente
passa a olhar os dados do ano, eu vou
primeiro tratar do ano fechado, né?
Então, o ano de 2025 os saldos cresceram
10,2%, como eu havia mencionado, e no
ano de 2024 esse crescimento foi de
11,5%.
Portanto, o crescimento de 2025, quando
comparado com o crescimento de 2024 foi
menor. A gente usualmente chama isso de
uma desaceleração. Ou seja, tanto em
2024 quanto 2025, as taxas de
crescimentos foram positivas, o saldo do
crédito continuou crescendo, mas em 2025
ele cresceu menos, ou seja, houve uma
desaceleração dessa taxa de crescimento.
Isso é verdade. Por exemplo, quando a
gente abre as operações entre pessoas
físicas e pessoas jurídicas, no caso das
pessoas jurídicas, a taxa de crescimento
de 2024 foi de 9,9%
e ela se reduziu para 8,1%
2025. No caso das pessoas físicas, essa
taxa foi 12,6%
em 2024, se reduziu para 11,6% em 2025.
Se a gente faz a abertura eh eh pelo
pela pelas operações livres
direcionadas, a o mercado de crédito
livre também desacelerou de 11,3% para
8,6%.
E apenas no caso das operações de
crédito direcionado, esse, nesses mesmos
períodos, o crescimento passou de 11,9
para 12,5 com um ligeiro crescimento.
Isso não é suficiente, no entanto, para
eh se descaracterizar, porque a gente
empeça uma caracterização que a ampla
maioria das operações eh de crédito no
ano de 2025 desaceleraram em relação a
2024. Se a gente olha eh com um pouco
mais de detalhe esses dados, né, a gente
vai ver as janelas móveis de 12 meses.
Ao invés de ver somente o ano 2025
comparado com o ano 2024, a gente pode
comparar os 12 meses encerrados em
dezembro com os 12 meses encerrados em
novembro, com os 12 meses encerrados em
outubro e assim por diante, fazendo uma
média móvel anual. E a gente pode ver,
né, alguma aceleração no final do ano,
que já por ser uma média móvel de 12
meses, né, nessa comparação, exclui
aquele fator sazonal que eu fiz
referência. Eh, o crédito total, por
exemplo, eh, começando por ele, cresceu
10,2% em 2025 ou nos 12 meses até
dezembro de 2025, como eu já havia
mencionado. E essa variação foi acima
dos 9,9% de novembro, né? retomou o
mesmo valor que era eh de setembro,
outubro, 10,2% em setembro, 10,2% em
outubro. Então, nesse caso, a gente pode
afirmar que houve uma desaceleração
comparando o ano de 2025, o ano de 2024,
mas nos quatro últimos meses do ano,
nessa comparação de 12 meses, a taxa de
crescimento está estável. Claro que ela
é abaixo do pico recente, né, que
aconteceu em fevereiro, 12,3%, né, essa
expansão. Então, muito embora esteja
desacelerando na comparação de 2025,
2024, nos últimos 4 meses está estável,
né? Se a gente olha o crédito para
pessoas físicas nessa segmentação entre
físicas e jurídicas, eh o crédito
pessoas físicas cresceu 11,6%
nos 12 meses até dezembro. Eh, isso é
ligeiramente acima dos 11,5 até
novembro, 11,4 em outubro, 11,2 em
setembro. Então, se a gente mostra eh um
gráfico de setembro até dezembro, com
esse mesmo critério de expansão, a gente
passa de 11,2 para 11,4 para 11,5 para
11,6. também aqui, eh, quer dizer, aqui
nesse caso há uma ligeira tendência de
aceleração na margem, o que não
descarta, né, essa desaceleração quando
a gente olha o período de 2025 a 2024. E
todos esses valores, 11 v alguma coisa,
eles estão sempre abaixo do pico recente
que foi de 13% lá em março. Então, há
uma desaceleração, mas nos últimos 4
meses parece haver uma pequena
aceleração no caso do crédito para
pessoas físicas, né? para pessoas
jurídicas,
eh, a gente tem os 8,1% de crescimento
nos 12 meses até 2025. Ele superou o
valor de dezembro, de novembro, que foi
7,3%,
eh, e ficou abaixo dos 8,3% em outubro.
Então, nesse caso, mesmo olhando os
dados mais eh recentes, a gente tem uma
trajetória de desaceleração mantida
inclusive na margem. Quando a gente olha
os dados do crédito para pessoas
jurídicas, né? O pico recente, nesse
caso, também foi em janeiro, 11,5%,
e agora ele atingiu eh 8,1.
Eh, no caso do crédito livre,
eh, a gente tem aproximadamente a mesma
trajetória que eu acabei de descrever
para pessoas jurídicas, né, né, 8,6 em
dezembro, essa taxa havia sido de 8,3 em
novembro e 8,8 em outubro. Então, muito
embora tenha havido uma pequena
aceleração de novembro para dezembro,
esse valor ainda é menor do que outubro.
Então, se a gente fizer um gráfico, a
gente vai continuar vendo tanto no
crédito livre quanto no crédito para
pessoas jurídicas essa desaceleração,
inclusive eh nos meses mais recentes,
né? Eh, então acho que essa é uma visão
mais abrangente da evolução dos saldos
eh ao longo do tempo. A gente passa
agora para olhar as concessões, né? A a
diferença entre os dois conceitos é
óbvia, vocês sabem, mas vale a pena
repetir. Os saldos é todo o estoque num
determinado momento do tempo, seja em
dezembro, novembro ou em 2024, eh de
todas as operações de crédito que estão
com saldos a vencer, né? Então, todas as
operações de crédito em aberto que
existem no sistema financeiro,
independente de quando elas tenham sido
feitas, as concessões são apenas aquelas
operações que foram feitas no mês de
dezembro, ou seja, as novas operações de
crédito contratadas no mês de dezembro.
Então, isso é uma outra forma da gente
ver o comportamento, né, do crédito na
margem. As concessões de crédito no mês
de dezembro, no crédito total cresceram
4,6%
depois do ajuste sazonal. Ou seja, as
séries ajustadas sazonalmente para
excluir, entre outros, aquele efeito que
eu mencionei do desconto duplicatas,
cresceram 4,6% no mês. Esse é um
crescimento eh elevado e que mostra que
mesmo naquelas operações que t
comportamento sazonal, muito
provavelmente o crescimento no desconto
duplicatas ou mesmo no cartão de crédito
à vista foi acima do que o o modelo
econométrico de dessa zonalização indica
como característico de mês de dezembro.
né? Então, um crescimento foi mais forte
que isso. Eh, as concessões do crédito
livre cresceram 4,3% também de
saalizadas e as operações do crédito
para pessoas jurídicas eh cresceram as
concessões de dezembro contra novembro
depois do ajuste sazonal 9,4%.
Esses 9,4%
eh me sugerem bastante fortemente, né,
que o crescimento aconteceu além do
fator sazonal. para as famílias, por
exemplo, essa mesma taxa foi de 2% agora
em dezembro. Eh, também no caso das
concessões, a gente pode comparar esse
resultado na margem que eu acabei de
dizer que para várias eh modalidades,
como o crédito livre, o crédito para
pessoas jurídicas, foi acima, né, do
padrão sazonal, a gente pode fazer uma
comparação mais longa também, olhando
todas as concessões feitas durante o ano
de 2025, né, contra todas as concessões
feitas durante o ano de 2024. Nesse
caso, a desaceleração é mais evidente
ainda do que quando a gente olha os
saldos, né? Quando a gente olha só o
comportamento da margem, as novas
concessões a cada mês, a desaceleração
parece maior. Eh, no crédito total, as
concessões, eh, nominais feitas em 2024
haviam crescido 15,5% em relação a 2023.
Quando a gente olha 2025, né, e compara
com 2024, essa taxa baixou para 9,1%, ou
seja, se diminui de 15,5 para 9,1%.
Quando a gente vai paraa separação entre
pessoas físicas e jurídicas, o cenário é
o mesmo. Os números são diferentes, mas
o cenário é o mesmo. Para pessoas
jurídicas, essa desaceleração passou de
17,6% para 9,4. E para as pessoas
físicas, uma taxa de crescimento que foi
de 13,8% 2024 diminuiu para 8,8%
2025. Isso também ocorre no crédito
livre, né, que baixou de 16,6% de
crescimento em 2024 para 9% de
crescimento das concessões em 2025. E
novamente, assim como nos saldos, apenas
para as operações de crédito
direcionados, houve uma ligeira
aceleração passando de 9,1 para 9,4.
Então, o cenário, do meu ponto de vista,
como eu interpreto esses números, é que
nas concessões a desaceleração é mais
visível ainda, é mais presente ou mais
forte eh do que na evolução dos saldos,
né? Então a gente tem assim um
comportamento dos saldos de crédito, das
das concessões a cada período. Passamos
agora para as taxas de juros, né? A taxa
de juros média de todas as concessões do
sistema financeiro nacional concedidas
no mês de dezembro foi atingiu 32,4%
ao ano com um crescimento de 0,1 ponto
percentual. Esse crescimento é é
pequeno, a gente pode dizer que é
praticamente uma estabilidade, né?
variou 0,1 ponto. Eh, mas quando a gente
põe no contexto, eh, ainda é uma
continuidade do aumento das taxas de
juros. No ano, por exemplo, esse
crescimento eh atingiu 3,9 ponto
percentual. Então, a variação no mês de
dezembro foi uma variação pequena, né,
que a gente pode ficar em dúvida entre
dizer se foi crescimento ou uma
estabilidade, mas quando a gente põe no
contexto, né, da da série mais longa, é,
parece uma continuidade de de
crescimento das taxas de juros, mas com
valor bastante moderado no mês de
dezembro. Eh, se a gente observa esses
32,4%
eh na taxa média de concessões eh de
crédito do mês de dezembro de 2025, essa
é a maior taxa de taxa de juros das
concessões desde janeiro de 2017. Lá em
janeiro de 2017, ela tava 32,5%,
né? Eh, se a gente olha a divisão
habitual entre pessoas físicas e
jurídicas, esse crescimento se
concentrou nas operações com empresas
que teve uma um aumento de 0,4 ponto
percentual, porque as taxas de juros com
as pessoas físicas, ela permaneceu
estável eh no mês.
Eh,
se a gente olha na comparação em 12
meses, né, aquele contexto mais geral,
aí elas sobem tanto para pessoas físicas
quanto para pessoas jurídicas. So dois
pontos percentuais para pessoas
jurídicas, 4,5 pontos percentuais para
pessoas físicas.
Eh, o spread geral das taxas de juros eh
ficou em 21,4 poncentual em dezembro, o
mesmo valor do mês anterior e também no
ano, eh, teve um um aumento, né, de 3,9
ponto percentual. Eh, o a relação entre
o spread e as taxas de juros, eh, ela é
bastante presente, né? o spread eh as
mesmas taxas de juros que eu mencionei
diminuídas do custo de captação. Então,
eh claro que ambas estão relacionadas.
Se a gente olhar a evolução do spread no
mês e no ano, ela é muito similar à
evolução das taxas de juros, né? Então,
eh, as taxas de juros aumentaram 0,1
ponto percentual no mês, o spread ficou
estável, variou zero, né? Então, um um
crescimento muito similar e no ano, eh,
enquanto as taxas de juros subiram 3,9%,
o spread subiu os mesmos 3,9%. Então, a
gente pode dizer que a elevação dos
spreads foi devida a elevação eh das
taxas de juros no ano de 2025.
Ah, um último comentário sobre taxa de
juros ainda geral são as taxas de juros
do crédito livre, eh, que alcançaram 42,
47,
ao ano em dezembro e tiveram uma
variação de 0,1 ponto percentual eh no
mês, ou seja, elas interromperam o
movimento de alta que elas eh vinham
apresentando. Se você olhar os em 12
meses, esse as taxas de uso do crédito
livre crescem 6,5 ponto percentual e
houve uma interrupção desse movimento em
dezembro, né? Eh, se a gente passa paraa
inadimplência, né? O último ponto desses
comentários mais gerais, a inadimplência
do crédito total, ela teve uma pequena
variação de 0,1 ponto percentual no mês
e chegou a 4,1%.
Isso significa de todos os créditos,
todo aquele saldo eh de 7 trilhões do
crédito eh disponível para empresas e
pessoas físicas, 4% 4,1% para ser mais
preciso desse estoque, está com um
atraso de pagamentos de mais de 90 dias,
que é o próprio conceito inadimplência,
né? Eh, se a gente compara dezembro de
25 com dezembro de 24, esse é um
crescimento de eh 1,1 ponto percentual.
E esses 4,1%
de taxa de unidade de implência, eles
são é o maior percentual da série
histórica do Banco Central que se
iniciou em março de 2011. Eh, esse
aumento aconteceu tanto no crédito
livre, quer dizer, foi puxado esse 0,1
ponto percentual, foi puxado pelas
operações de crédito livre e se a gente
separar entre pessoas físicas e
jurídicas, foi puxado pelas pessoas eh
físicas, né?
Eh, então assim, a gente tem um um
cenário eh do crédito com um crescimento
mais forte em dezembro, uma perspectiva
de aceleração nos últimos meses, né, no
último trimestre do ano passado, por
exemplo, dentro de um cenário de
desaceleração no crédito quando a gente
compara 2025 com a 2024. Essa
desaceleração é mais evidente ainda
quando a gente olha as concessões, eh,
na comparação com os saldos. Eh, e
quando a gente fala, as taxas de juros
permaneceram na sua taxa, na sua
trajetória de expansão, embora com uma
variação bem pequena no mês de dezembro.
E a inadimplência teve um cenário
similar, permaneceu na sua trajetória de
expansão, mas com uma variação bem
pequena no mês de dezembro. Isso é um
cenário mais geral, né, do crédito. Eu
separei agora quatro ou cinco eh
modalidades específicas que eu acho que
são mais significativas pra gente
interpretar, né, os resultados do mês e
vou eh tratar delas agora, né? Descontos
duplicatas, eu já mencionei, capital de
giro, as operações do BNDS, o crédito
pessoal eh consignado para pessoas
físicas e o cartão de crédito, né? em
relação aos descontos de duplicatas e
recebíveis, eh, esse é o principal fator
do mês que explica o aumento das taxas,
eh, desculpa, o aumento do crédito,
tanto eh, nos saldos quanto nas
concessões. E isso ocorre mesmo após a
gente de sazonalizar as séries, porque o
crescimento desses valores no mês de
dezembro foi acima do que a gente
deveria esperar, apenas por padrões
sazonais, né? Então, olhando para as
informações que estão na tabela seis
sobre eh saldos, nós vemos um
crescimento no mês de dezembro de 20,7%
nos saldos do desconto duplicata. E se a
gente olhar na tabela 10, as concessões
dessa mesma modalidade, elas crescem
72%,
né? Então, nos dois casos, é acima do
fator sazonal. Se a gente compara os o
essa modalidade de descontos duplicatos
com o conjunto das modalidades do
crédito livre para pessoas jurídicas,
isso fica mais claro, né? Eh, o saldo do
desconto duplicatas, ou seja, o montante
que os bancos emprestaram nessa
modalidade de desconto duplicatas, ele é
13% aproximadamente do crédito total.
Quando a gente olha a contribuição, né,
pro crescimento da do crédito, essa
modalidade que representa 12% do saldo
foi responsável por 63% do crescimento
eh em reais da do saldo do crédito livre
total para dezembro na comparação com
novembro. Ou seja, o crédito eh livre
para pessoa jurídica cresceu 57 bilhões
e 36 bilhões desse valor veio só da
modalidade de desconto duplicado, né? A
mesma coisa ocorre nos casos das
concessões. As eh os valores são o o
acima também, né? As concessões eh do
descontos duplicatas são 33% do saldo
total e elas representam metade, 50% do
crescimento, né? Então, tá bem
caracterizado esse crescimento. Ele é
parte explicado por fatos sazonais, mas
como eu já disse, parte explicado por um
crescimento eh além desses fatores, né?
Eh, com essa expansão eh da do crédito
de fontes duplicatas com operações
maiores, com empresas maiores, né, com
melhor perfil de risco, isso contribui
paraa redução no mês das taxas de juros
do desconto duplicatas. Isso é um efeito
sazonal também. elas se reduziram 0,9
ponto percentual no mês, chegaram a
18,4.
Eh, a inadimplência dessas operações
também reduziu, ela chegou a 0,7
eh%, é uma taxa de inadimplência
bastante baixa com eh conformando, né,
eh a a caracterização dessa modalidade
como uma operação com garantias, uma
operação com taxa de juros menores que a
média e também com com inadimplência eh
mais baixa, né? Mas se a gente olhar eh
a comparação anual também nessa
modalidade, olhando 2025 2024, também
aqui está presente a mesma desaceleração
que eu já mencionei, ou seja, muito
embora ela tenha crescido mais forte em
dezembro, se a gente olhar os anos, há
uma desaceleração.
Eh, ela foi de em 2024 os saldos
cresceram 7,4% pro desconto de
duplicatas e baixaram para 5% de
crescimento em 2025, né?
Eh, o capital de giro, eh, eu sempre eh
procuro destacar aqui, porque ele
representa 31% do total do crédito livre
para pessoas físicas, são um pouco mais
de 1 meio trilhão de reais. Então, é uma
modalidade significativa e ela também
ajuda a explicar o comportamento das
pessoas jurídicas, principalmente no
crédito livre, como um todo, né? No mês
ela teve um crescimento de 1,4%,
mas em 12 meses um crescimento de 2,4%,
ou seja, eh a variação que ocorre de
novembro para dezembro, ela é um pouco
menor apenas que a variação de dezembro
de um ano para dezembro do outro. Ou
seja, naquele cenário de desaceleração,
parece que em dezembro teve um
crescimento mais forte no caso do
capital de giro puxado pelas operações,
né, de longo prazo. Quando a gente olha
no conjunto do ano, né, as operações de
longo prazo, essas mesmas que cresceram
mais em dezembro, eh são aquelas que
representam, que assim, digamos assim,
puxaram para baixo a taxa de crescimento
do capital de giro, enquanto o total
cresceu 2,4. O capital de giro de longo
prazo, que é a principal modalidade, a
principal submodalidade dessa
modalidade, cresceu 0,6%.
Né?
Eh,
se a gente passa pro pro crédito
direcionado para pessoas jurídicas
apenas para mencionar as operações do
BNDS, eh, a gente viu eh que quando eu
mencionei o crédito direcionado no
começo da nota, ele era a única
modalidade ou o único recorte que a
gente faz das operações de crédito em
que a gente teve uma uma variação de
2025 similar ou um pouco maior do que a
de 2024, ou seja, nesse caso não houve a
desaceleração, né? Então, no crédito
direcionado para pessoas jurídicas, teve
um crescimento de 2,7 no mês de dezembro
e um crescimento de 18,4
eh no ano. Esses 18,4 no ano estão acima
do crescimento de 2024, que foi 17,1. Ou
seja, nesse caso também teve uma uma
aceleração.
Eh, se a gente olhar então no mês, esses
2,7 foram puxados pelo crescimento dos
saldos das operações com o BNDS e
cresceram 3,2%. Né? O BNDS em dezembro
de 2025 respondeu por mais da metade do
crescimento dos saldos do do mercado de
créditos para pessoas jurídicas do
crédito direcionado, né? Em 2025.
a gente tem que fazer um destaque para o
que na tabela eh oito tá apresentado com
outros numa coluna outros que tem eh
inclui os diversos programas
governamentais de crédito, como o
Pronamp, né? O Pronamps se destaca
bastante neles e essa coluna a outros,
por causa dos programas governamentais,
por causa do Pronamp, ela teve um
crescimento de 27,4% no ano. Então, se o
BNDS foi quem mais puxou o crédito na
passagem de novembro para dezembro,
quando a gente olha o ano fechado, a
gente tem um papel destacado desses
programas de crédito governamentales,
né? passando para pessoas físicas, eh, é
muito importante a avaliação do
desempenho do crédito, desculpa, do
crédito consignado ao longo do ano,
porque a gente teve dois eh movimentos
bastante diversos, né, no crédito eh
para pensionistas e beneficiários do
INSS. Nós tivemos eh alguns assuntos no
começo do ano que eh reduziram as
concessões de crédito, né? Eh eh
investigações e denúncias eh de fraude
de concessão, mudanças de critérios para
concessão de novas operações nesse
crédito. Ele desacelerou, né? Então teve
uma variação negativa ao longo do ano,
diminuiu os seus saltos. Isso é uma
parte do crédito consignado, mas a outra
parte do crédito consignado foi o
chamado crédito ao trabalhador, que está
principalmente na modalidade de crédito
ao setor privado, eh foi criada, né,
anunciada mais ou menos no segundo
trimestre do ano e que cresceu bastante.
Então, a gente tem um um digamos assim,
uma um desempenho no crédito consignado,
eh, de crescer 8,5% no ano, mas a gente
tem um crescimento bastante acima disso,
né, quase dobrando os saldos no crédito
eh ao setor privado por causa do crédito
ao trabalhador e um desempenho eh com
variação negativa, né, no crédito INSS.
Então, né, vamos por parte, a gente
chega lá. Eh, o crédito consignado, ele
representa eh 30% do crédito livre para
pessoas físicas. É bastante importante.
Em dezembro, eh, a sua elevação foi de
0,5%, o que indica uma taxa de
crescimento bem menor, né, do que o
conjunto do crédito livre para pessoas
físicas, ser 1%, por exemplo. Eh, mas
ela foi puxada, né, principalmente ou
quase que exclusivamente pelas operações
com setor privado, que cresceram 7,6%.
né? As demais eh modalidades tiveram uma
redução nos seus saldos e você pode
dizer que elas também têm essa redução
na no saldo das demais modalidades.
Também tem um componente sazonal, eh que
é muito fácil de de explicar. Por
exemplo, as operações de crédito
consignado com o setor público, eh, o
setor público recebe, é claro, o setor
privado também recebe, tá? Mas isso se
caracteriza no setor público com o pelo
13º. Então menos com com um salário
maior, digamos assim, sazonal dezembro
por causa do 13º, menos pessoas pedem
crédito direcionado, crédito consignado
e usam uma parte do seu 13º para quitar
parcelas anteriores. Com isso, o saldo
cai. Esse movimento que também existe no
setor privado, ele foi superado pelas
novas concessões dessa modalidade nova
que é o crédito eh do trabalhador.
Quando a gente olha o ano fechado,
seja, os todo o ano de 2025 exclui esse
fator sazonal, portanto, o crescimento
de 8,5% no crédito consignado, ele quase
2/3 desse crescimento veio das operações
do setor privado que, como eu disse
antes, quase dobraram. Ou seja, o saldo
em dezembro de 24 e o saldo dezembro de
25 é o saldo dezembro de 25 é quase o
dobro, cresceu 91% em relação ao final
de 2024, né? Eh, nesse caso, eh, essa é
a função do do crédito trabalhador que
chegou o o consignado privado como um
todo chegou a 76,7 bilhões no final de
dezembro, eh, impulsionado pelo crédito
ao trabalhador. Isso, isso também
acontece, essa mesma característica
quando a gente olha eh as concessões, as
concessões caíram 0,7% no mês. Tem aqui
a influência daquele fator sazonal que
eu mencionei. E elas crescem apenas 1,1%
em 12 meses. E aí a gente vê a diferença
quando a gente olha essas duas essas
duas pontas, digamos, né, as concessões
de pensionistas e beneficiários do INSS
e do crédito consignado privado.
esse 1,1% de crescimento das concessões
em 12 meses. Quando a gente olha o INSS,
houve uma redução eh de 31,5% no ano em
função daquele período, né, no segundo
eh meados do ano, em que aconteceram eh
uma redução bastante significativa das
concessões. Quando a gente olha os 12
meses 2025 contra os 12 meses de 2024,
elas caíram 31,5%.
Quando a gente olha só o mês de
dezembro, há uma recuperação, elas
cresceram 8,9%, ou seja, possivelmente
mostrando um retorno das operações desse
mercado, né? Já no caso do consignado
privado, a gente teve o quinto mês
seguido com concessões nessa modalidade
acima de R$ 6 bilhões deais. E as
concessões de dezembro, 6,8 bilhões, são
as maiores eh concessões mensais desde o
início eh do programa eh do crédito ao
trabalhador lá eh entre abril e maio
deste ano, né? Em 2025, com efeito do
desse programa, as concessões se
elevaram 183%,
quase 184, 183,6.
Eh, as taxas de juros eh tiveram uma
ligeira variação, um crescimento de 0,1
ponto percentual no mês, chegaram a 27
e,
e as operações do crédito consignado ah
pro setor privado são maiores do que
isso, né? São quase são o dobro disso,
chegaram a 56,2%,
mesmo tendo-se reduzido de novembro para
dezembro. Eh, a inadimplência eh dessa
modalidade é baixa, 2,7%,
porém também a inadimplência do setor
privado é o dobro dela chegou a 5,4%.
Então, nos dois casos, eh, a
tanto na inadimplência, né, o a média
das três modalidades, setor privado,
setor público e INSS, a inadimplência é
de 2,7, no caso do setor privado, ela é
de 5,4, né, o dobro da média, mostrando
que é uma modalidade eh em que a
garantia é eh um pouco menos efetiva, o
perfil de risco é maior. Isso se reflete
na taxa de juros, que eh também é um
pouco acima do dobro da média. A média
das três modalidades é 27,1% ou foi pelo
menos em dezembro. E pro setor privado
56,2%.
Eh, a última modalidade agora é o cartão
de crédito. O cartão de crédito também
foi responsável por um crescimento
sazonal, tanto nos saldos quanto nas
concessões. E aí a razão é a mesma, né?
O o 13º eh isso e e as festas de fim de
ano, né? o a compra de presente de
Natal, férias, passagens e tudo. Eh,
isso fez faz com que o saldo do cartão
de crédito crescesse 2,7 eh% no mês,
principalmente em função do crescimento
das operações do cartão à vista,
cresceram 3,6%.
E aí eh os saldos do cartão rotativo se
reduzem no mês de dezembro. Claro, eh
uma parte desse, eh, recurso extra de
final de ano também foi usado para pagar
as dívidas do cartão, né? eh os saldos
do cartão rotativo caíram 2,8%
eh no mês. Mas eh sobre o cartão
rotativo, ele permanece com as taxas de
juros e proibitivas, elevadíssimas, que
mostram e uma evidência a mais de que
essa modalidade é uma modalidade eh
emergencial, sem nenhuma garantia, que
eh todos os clientes devem eh fugir dela
o máximo possível, né? tentar fazer seu
planejamento eh financeiro e evitar eh o
excesso de compras do cartão ou uma vez
feito, tentar buscar meios para pagar a
fatura do cartão para que ela não gere
eh crédito rotativo com essas taxas de
juros elevadíssimas. Eh, se isso
acontecer, se não for possível evitar,
eh, assim que possível buscar sair dessa
modalidade mediante a renegociação de
dívidas, procurar a sua instituição
financeira para que ela lhe ofereça, eh,
operações de crédito com taxa de juros
muito menores e prazos de pagamentos
muito maiores, ou, se a sua instão
financeira não oferecer isso, procurar
outra e fazer a portabilidade dessa
dessa dívida, né? Eh, um último
comentário em relação às tabelas da
nota, eh, o endividamento das famílias e
o comprometimento de renda estão na
tabela 27. Os dados aí não são ainda
para dezembro, são para novembro. Eh, e
os dois eh apresentam percentuais
elevados em relação à série histórica do
Banco Central. No caso do endividamento
das famílias, o ele chegou a 49,8%
da renda anual das famílias em novembro.
Esse é o segundo maior valor da série.
Eh, e no caso do comprometimento de
renda, ele manteve-se em 29,3%, né, o
mesmo resultado do mês de outubro e é o
maior valor da série, né? Eh, então
esses são eh os dados. Eh, se vocês
quiserem consultar também na tabela de
taxa de juros, a o detalhamento daquele
indicador do muro em inglês, eh, dentro
de eh na site do Banco Central em
estatísticas, taxa de juros, vocês podem
ver as taxas de juros do cartão rotativo
nessa modalidade específica, eh, que
compara o saldo, eh, em reais da dívida
com o valor original. Eh, vocês lembram
que pela uma legislação isso foi
limitado a 100%, ou seja, os bancos não
podem cobrar dos clientes um valor em
reais da sua dívida, do do seu juros,
né, dos atrasos de pagamentos dos juros
dessa dívida. Ele não pode superar o
valor original. Então isso nessa métrica
do muro inglês que das estatísticas, o
Banco Central divulga, isso significa
que essa relação tá limitada a 100%. e a
gente coletou pro mês de dezembro eh
informação de 71 instituições
financeiras. Esse número tem sido
estável ao longo dos últimos meses e a
gente vê que mais da metade delas, 39
especificamente pro mês de dezembro tem
os seus maiores devedores, que a gente
chama de percentil 100, é em 99% ou
100%. Né? Ou seja, muito próximo do
limite legal. Se chegou a 100% significa
que o banco não pode mais cobrar eh
juros. eh, e 99% significa que tá,
digamos, muito próximo disso. Então,
esse número de mais da metade das
instruções financeiras terem
interrompido a cobrança de juros,
estarem próximas disso, significa eh
mostra a efetividade da da legislação. E
por fim, e agora é a última coisa mesmo,
eu queria lembrar que o Banco Central
começou a divulgar eh em outubro ah uma
estatística nova de fluxos financeiros
de pagamentos entre eh pessoas físicas e
pessoas jurídicas. Ela chama Estatística
de pagamento por atividade econômica e
separa todos os fluxos de pagamentos
realizados por Pix na economia
brasileira a cada mês em eh duas dezenas
de setores de atividade econômica e as
pessoas físicas, né? Então, a gente tá
no mês de dezembro acompanhando quase R
2 trilhões de reais de pagamentos, eh, e
foram feitos por 6,2 bilhões de de
transações, mostrando eh quem originou
esse pagamento e quem recebeu. Então
isso mostra pra economia brasileira, né,
se a gente olhar eh 20 e poucos setores
na comparação das eh do pagador e
recebedor por cada setor institucional,
a gente setor de atividade econômica, a
gente tem eh uma base com centenas eh de
cruzamentos, né, que é são bastante
interessantes.
A principal eh os principais usuários do
Pix, tanto em quantidade de operações
quanto em valor, continua sendo pessoas
físicas pagando para pessoas físicas,
mostrando a inclusão, a bancarização ou
financiarização que essa que esse
instrumento de pagamento permitiu. Então
é um convite para vocês visitarem lá a o
site do Banco Central no setor de
estatísticas e olharem as as
estatísticas de pagamento por atividade
econômica. Com isso, eu encerro a as
informações que eu tinha para trazer
hoje na coletiva, devolvo a palavra pro
Nathan para organizar eventuais
perguntas aí que os jornalistas tenham.
Muito obrigado.
Eh, bom dia, Mariana da Broadcast. Bom,
eh, o senhor falou que o saldo do
crédito no sistema financeiro
desacelerou em 2025, né? e mencionou que
essa essa desaceleração é mais visível
nas concessões do que na evolução dos
saltos. Eu queria saber se a gente
conseguiria eh elencar algum fator macro
por trás dessa desaceleração que
ajudasse a explicar o que que aconteceu.
>> É, perfeito. Muito obrigado. Antes
disso, um detalhe metodológico. Afinal
de contas, eu sou do Departamento de
Estatística, divulgando estatística,
então a gente tem que falar de
metodologia. Parece para mim fazer todo
o sentido que a gente veja a a nesse
caso a desaceleração maior nas
concessões do que nos saldos, né? Isso
seria verdade também se a gente tivesse
num outro momento do ciclo com ciclo de
expansão, de aceleração. Isso porque as
concessões são aquelas operações
concedidas no mês de dezembro ou se a
gente quiser nos 12 meses do ano de
2025. enquanto os saldos, eh, você pode
pensar nos saldos como a soma das
concessões mais os juros que foram
acumulados sobre esse montante, eh, em
qualquer momento no tempo de uma
operação que ainda exista, né? Se a
gente olhar uma operação de eh
financiamento de veículos, por exemplo,
ela pode durar ter um prazo de 5 anos.
Então, eh a gente vai ver uma concessão
que foi feita lá em 2023, ainda com
saldo no final de 2025. Se for
financiamento imobiliário, ela dura 15
ou ou mais. Então a gente pode ter uma
operação con 2015 que ainda tem nessa
aula. Então isso faz com que esse
montante permaneça, né, no ele não é
afetado mais pela esse montante do das
concessões anteriores ou uma parte
significativa do saldo não é mais
afetado pelas condições presentes da
economia, né? Então ele tem uma
estabilidade, uma inércia maior, então a
gente vê a desaceleração dele num num
magnitude menor. Já as concessões são as
novas concessões que estão acontecendo
neste mês ou nos últimos 12 meses, né?
Então é um é um número menor e mais eh,
digamos assim ágil, que ele ele se mexe
muito mais rápido. Nesse caso é para
desaceleração, podia ser para
aceleração, a mesma coisa. Então, eh, me
parece bastante consistente que a gente
veja uma uma redução maior nas
concessões do que nos saldos. Então,
isso é uma primeira explação
metodológica. Agora, em relação aos
fatores macroeconômicos, eh nós temos
dois principais que são tem correlação
entre eles, mas a gente pode separá-los.
O primeiro é que eh a gente ainda não
sabe o número final da da do PIB para
2025, né, o número completo. O IBGE vai
divulgar isso em eh 3 de março. Eh, mas
a gente tem os três primeiros trimestres
e várias informações sobre o último
trimestre do ano passado, né? Então a
taxa de crescimento do PIB do ano
passado em 2025, ela deverá ser menor do
que a do 2024. Isso significa que a
economia brasileira como um todo
desacelerou em 2024. em 25 comparando
com 2024. E o crédito, digamos assim,
faz parte dessa atividade econômica com
a desaceleração econômica, eh a
desaceleração do crédito também
aconteceu. Então, eh eh esses movimentos
não precisam ser exatamente iguais
assim, podem até divergir durante certo
tempo, mas o mais comum é que eles, eh,
estejam no mesmo momento do ciclo. E
parece que isso aconteceu também em
2025. O segundo momento, o segundo
aspecto para para limitar isso é o
próprio ciclo da política monetária, né?
Quando você tem um ciclo da política
monetária de elevação de taxa de juros,
né, que depois é interrompida, as taxas
permanecem estáveis, né, no ponto mais
elevado desse ciclo, o objetivo é que
essas taxas mais elevadas se transmitam
para as demais taxas de juros da
economia, como é o caso a taxa de juro,
eh, oferecer um crédito com uma taxa
mais elevada também contribui eh paraa
redução eh dessas concessões, redução do
saldo.
Então, esses os dois fatores.
>> Opa, eh, muito obrigado, Natan. Acabou
de informar aqui que não temos mais
perguntas. Então, eu queria agradecer a
participação de todos em mais essa
coletiva de imprensa para divulgação de
estatísticas do Banco Central e convidar
vocês para amanhã, no mesmo horário, a
divulgação dos resultados de dezembro e
do ano de 2025 das estatísticas fiscais
eh do Brasil. Muito obrigado.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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