Coletiva das Estatísticas Fiscais - Dezembro de 2025
Sumário Regulatório
Renato Baldini Junior, chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais referentes ao mês de novembro, divulgadas pelo Banco Central em 30/12/2025.
No período, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$14,4 bilhões em novembro, ante déficit de R$6,6 bilhões no mesmo mês de 2024. Houve déficit de R$16,9 bilhões no Governo Central e de R$2,9 bilhões nas empresas estatais, e superávit de R$5,3 bilhões nos governos regionais. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$45,5 bilhões, 0,36% do PIB, ante déficit de R$37,7 bilhões, 0,30% do PIB, nos doze meses acumulados até outubro.
Já a DLSP atingiu 65,2% do PIB (R$8,2 trilhões) em novembro, elevando-se 0,5 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (0,7 p.p.), da valorização cambial de 0,9% no mês (0,1 p.p.), do déficit primário (0,1 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.), e dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,1 p.p.). No ano, o aumento de 3,9 p.p. na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, os impactos dos juros nominais (7,0 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 13,9% (1,6 p.p.), do déficit primário do período (0,5 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-1,1 p.p.) e da variação do PIB nominal (-4,2 p.p.).
Confira as Estatísticas Fiscais na íntegra: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
Transcrição e Conteúdo
Olá,
bom dia a todos. Bem-vindos à coletiva
das estatísticas fiscais do Banco
Central. Eu estou aqui com Renato
Baldini, chefe adjunto do Departamento
de Estatísticas UBC. O Renato vai fazer
uma apresentação e na sequência
abriremos para perguntas. Bom dia,
Renato.
Bom dia, Ivone. Bom dia a todos. Ah,
temos então as estatísticas fiscais, né,
de de com os resultados até o mês...
Olá,
bom dia a todos. Bem-vindos à coletiva
das estatísticas fiscais do Banco
Central. Eu estou aqui com Renato
Baldini, chefe adjunto do Departamento
de Estatísticas UBC. O Renato vai fazer
uma apresentação e na sequência
abriremos para perguntas. Bom dia,
Renato.
Bom dia, Ivone. Bom dia a todos. Ah,
temos então as estatísticas fiscais, né,
de de com os resultados até o mês de
novembro de 2025. E é isso que eu começo
a apresentar agora. Ah, começando pela
tabela um, né? Então, temos ali o
resultado da do setor público
consolidado.
Eh, eh, o setor público em novembro teve
um déficit primário de 14,4 bilhões.
Eh, comparativamente a novembro de 2024,
12 meses atrás, né, o déficit havia sido
de 6,6 bilhões.
Na mesma tabela, vocês podem ver os
entre os demais componentes do setor
público consolidado, o governo central
teve um déficit primário de 16,9
bilhões.
Eh, em novembro do ano passado, esse
déficit havia sido de 5,7.
Ops,
computador apagou tudo aqui. Só pera aí.
Desculpe. Ivan, você tá me ouvindo
ainda?
>> Tô ouvindo sim.
Eh, aguarda aqui.
>> Eu tive só um probleminha aqui, tá? Acho
que tu voltou, mas apagaram as três
telas aqui simultaneamente.
Só que agora tô pera aí.
Acho que não tá OK. Desculpa, pessoal,
tem alguma coisa que fiscou no
computadores aqui, eu fiquei sem tela.
>> Tá bom. Obrigado. Eh, então, então eu
tava comentando sobre o o bom a última
coisa que eu tinha falado era do governo
central, né, que teve um déficit
primário de 16,9 bilhões eh em novembro
deste ano e em novembro do ano passado
esse déficit havia sido de 5,7 bilhões.
Lembrando que esses números são são eles
correspondem à apuração pela metodologia
abaixo da linha que consiste em
acompanhar ao longo do tempo os níveis
de endividamento de endividamento dos do
dos diversos componentes do setor
público, né? Eh, a Secretaria do Tesouro
Nacional divulgou ontem o resultado do
tesouro, eh, o resultado do governo
central, perdão. E eles, por outro lado,
fazem a apuração acima da linha, que
consiste em, eh, ir contabilizando cada
um dos itens que compõe as receitas e as
despesas do governo central,
tá? H,
um outro componente do do que a gente vê
na na ali da do setor público
consolidado, na tabela um ainda, são os
governos regionais e eles foram eh em
novembro superabitários em R, bilhões
deais
mesmo mês novembro do ano passado. Eh,
havia sido um super também, mas de 405
milhões. Portanto, houve um crescimento
do supera dos governos regionais na
comparação interanual.
Ah, podemos olhar um pouco a tabela
dois, né? Na tabela dois ainda,
novamente os resultados, né? Primários,
nominários, os juros, só que aqui
aparecem ali os resultados acumulados no
ano, seja de janeiro a de novembro.
Então é uma comparação entre o final de
novembro, posição do final de novembro
com a os finais, o final de dezembro do
ano passado.
H, então nós viemos ali nessa base de
comparação e eh que o setor público
consolidado teve uma teve um déficit
primário de R1,3 milhões deais.
Eh, esse déficit foi um pouco menor do
que o do ano passado, né? o o acumulado
no mesmo período, igual período do ano
passado, que havia sido um déficit de R$
63,3 bilhõesais.
H, o governo central, nessa base de
comparação, também teve eh um déficit
primário de 80,3 bilhões, né, no
acumulado de tal de janeiro a novembro.
E nesse caso esse déficit foi maior do
que o registrado em igual período de
2024, quando o governo central havia
acumulado um déficit de 72,1 bilhões de
reais.
Ah, os governos regionais nesse
acumulado até novembro tiveram um
superait de 29,3 bilhões em 2025.
Eh, em 2024, janeiro novembro, no mesmo
período, hã, havia sido havia
o acumulado havia sido um superavit
também, mas de 17,9 bilhões. Então,
em igual período do ano passado, 17,9
bilhões, neste ano 29,3, né, no
superáites aí do do primários do governo
regional, dos governos regionais
na tabela três, né? Ah, mais uma vez,
eh, uma outra comparação que aí eh, são
os 12, os resultados acumulados nos
últimos 12 meses. Então, eh, nos ú nos
12 meses encerrados agora em novembro, o
setor público consolidado
teve um déficit primário de 45,5 bilhões
e equivaleram a 0,36%
do PIB.
Ah, o déficit primário nos 12 meses até
outubro, né, ou seja, um mês atrás, até
outubro de 2025.
déficit, o déficit primário havia sido
de 37,7 bilhões ou 0,30%
do PIB, 0,3% do PIB, tá? Ah, podemos ver
na voltar um pouquinho à tabela um para
falar sobre os os juros nominais que são
apropriados por competência, né? eh são
os juros da dívida pública, do setor
público consolidado, sei dos diferentes
componentes do do setor público.
Eh, esses juros nominais são apropriados
por por competência e, ou seja, de
acordo com que, né, os juros que que
referentes a cada período eh que se que
são aplicados aos diferentes componentes
da dívida, né, todos os componentes da
da dívida pública. E em novembro, né,
esses juros, essa apropriação de juros
correspondeu a R 87,2
bilhões deais.
Eh, esse resultado foi um pouco menor,
esse esse volume de juros apropriados
foi menor do que o observado em novembro
de 2024, quando esse volume havia sido
de R2,6
eh bilhões deais.
A gente costuma dar uma atenção eh
especial aos resultados das operações de
de swap cambial.
Eh, eles são um fator, um dos fatores
mais importantes para explicar as
variações no volume de juros
apropriados, né? Os quaps podem ser eh
resultar em ganhos pro Banco Central,
perdas pro Banco Central. Isso afeta o o
total de de
juros que são apropriados a cada mês.
Eles eles respondem então por uma parte
importante da oscilação do no volume de
juros apropriados a cada mês pelo setor
público. Um outro fator interveniente
importante é o próprio aumento da
dívida, né, entre um período e outro.
Eh, pois ao serem aplicados os juros ao
serem aplicados sobre um estoque maior
de dívida, eh isso vai resultar num
volume de juros apropriados eh
proporcionalmente maior. Também outros
fatores importantes são o número de dias
úteis que que existem eh n cada mês, né?
Se você compara dois períodos, por
exemplo, esse mês nós tivemos quatro
dias úteis a menos que em outubro. Isso
tem um impacto significativo. Se você
pensar que em média cada mês tem 20, 22
dias úteis, quatro dias úteis eh é um é
um efeito, é um gera um impacto bastante
substancial. a gente já vai ver isso. E
por e outro um outro fator importante eh
interveniente sobre o volume de juros
apropriados eh é a própria evolução dos
indexadores também são SelIC e PCA
principalmente. Eles incitem sobre os
ativos de passivo da passivos da dívida
do setor público e respondem, portanto,
por a oscilações, variações aí na no
volume de juros apropriados.
Bom, passando pro resultado, né, como
como a gente eh
comentou, quer dizer, a apropriação de
juros eh nominais em novembro deste ano
foi 5,2 bilhões menor que em novembro do
ano passado. Eh, houve uma redução no
volume de juros apropriados. Essa
redução foi favorecida pelo resultado
das operações SUAP Cambial, que em
novembro de 2025 tiveram um ganho de 5,4
bilhões eh para o Banco Central. Isso
comparativamente a uma perda de em suaps
cambiais, nas operações de SUAP cambiar
suaps cambiais em novembro de 2024.
Naquele mês, novembro de 24 houve uma
perda de R,3 bilhões deais.
H, esse resultado mais favorável nas
operações de suapal foi parcialmente
compensado, né, pela elevação da taxa
Selic, pelo aumento da do stop da
dívida. Então, eh, uma continha que a
gente pode fazer é, eh, os swaps
cambiais, né,
trouxeram um ganho, eh, tiveram eh
produziram um ganho de 5,4 bilhões em
novembro deste ano e uma perda de 20,3
bilhões em novembro de 24. Então, a
diferença eh
causada pela pela uma perda do ano
passado, um ganho desse um ganho, neste
ano h correspondeu aproximadamente uns
R$ 25,7 bilhões deais, né? Essa foi a
diferença entre eh essa foi a diferença
decorrente da da da mudança no resultado
dos dos suaves cambiais.
como a
liquidamente a a apropriação de juros
nominais em novembro deste ano foi 5,2
bilhões menor que a do ano passado, eh a
conclusão que a gente tem é que assim,
olha, daqueles 25,7 bilhões de ganho eh
por conta dos, eh nós tivemos no final
depois um ganho líquido de 5,2. Isso foi
porque as a a fora as operações de SUAP,
se a gente excluir as operações de SUAP,
a gente teria tido eh na na ausência
delas eh um aumento do volume de juros
apropriados de cerca de 20,5 bilhões.
Então, né, nós tivemos
em outras palavras, nós tivemos um
ganho, né, vou dizer uma uma melhora na
no resultado, uma diminuição
dos suros apropriados da ordem de 25,7
bilhões por causa dos swaps, das
operações de swaps, que tiveram um
resultado melhor em novembro deste ano
do que em novembro do ano passado. Mas
eh não fossem os suaps, teríamos tido um
aumento da dos juros apropriados no mês
liquidamente. Eh, o houve uma redução de
5,2 bilhões, tá?
A gente faz a mesma conta com o
acumulado. Ah, não, desculpa, não com
acumulado, com na comparação com o mês
anterior, que é o que a gente vai ver
agora, eh,
na esse mês, então, quer dizer, como eu
comentei, né, nós tivemos um ganho de
suaps cambiais de 5,4 bilhões em
novembro. eh em outubro, eh por outra
por outro lado, havia sido uma perda de
havia tido uma perda de 2,4 bilhões.
eh eh somadas esses dois efeitos, né?
dizer a dizer a o o resultado dessa da
da você ter tido uma perda e agora um
ganho, a diferença por conta desses dois
movimentos é um é uma diferença de 7,8
bilhões que
no sentido de de que da da redução da da
dos juros apropriados no mês.
Mas nesse caso, no caso da quando a
gente compara com outubro do mês com o
mês passado com outubro deste ano, a o a
se excluindo-se as operações de SUAP,
nós temos uma contribuição também no
sentido da redução da dívida, da,
perdão, da redução dos juros
apropriados, eh, da ordem de 18,9
bilhões. esse essa redução de 18,9
bilhões, né, na ausência das operações
SUAP se deve principalmente à aqueles
quatro dias úteis a menos, que eu
comentei há pouco, tá? Eh, então assim,
ah,
houve um
quando a gente compara a os juros
apropriados em novembro deste ano, com
outubro deste ano, mês anterior, eh,
swaps, a, a passagem de, de uma perda de
com operação de swaps, mês passado, e um
ganho neste mês responde por 7,8
bilhões, né, contribuindo paraa redução
da dos juros apropriados e outros
fatores, entre os quais e sobretudo a a
redução do do número de dias úteis, né?
a ter dias úteis a menos em novembro
contribui com outros 18,9 bilhões. E
então a
ao todo, tá aqui ao todo o a diferença
eh
a diferença de dizer nos juros
apropriados do mês passado para cá foi
de 26,7 bilhões. Então a os juros
apropriados em novembro foram 26,7
bilhões eh inferiores aos juros
apropriados em outubro. por em razão
desses dois fatores, 7,8 bi a menos eh
ou 7,8 bi de ganho, né, na diferença
positiva ali na nas operações swaps,
18,9 bilhões a menos de de apropriação
de juros por conta da do menor número de
dias,
tá? Ah,
olhando para agora os juros nominais na
tabela três, né, a gente vê o acumulado
em 12 meses até novembro.
Ah, vemos que os juros nominais somaram
R 981,9
bilhões deais. Esse volume correspondeu
a 7,77%
do PIB. Ah, comparativamente a 987,
bilhões ou 7,85%
do PIB nos 12 meses eh
encerrados no mês anterior, nos dois nos
últimos 12 meses encerrados agora em
outubro de 2025.
Então, eh
uma umas em termos eh de valores, a a
apropriação de juros passou de 98
7,2 para 981,9,
um pouco menor do que do que a nosé
novembro, foi um pouco menor do que nos
dois meses até outubro.
Ah,
se a gente somar
os o resultado primário, né, que
corresponde ao o balanço entre as
receitas e despesas não financeiras, eh,
com juros nominais apropriados, nós
temos o resultado nominal do setor
público consolidado.
E e nós podemos ver na tabela três que
no acumulado dos últimos 12 meses, o
setor público teve eh um um déficit
nominal de 1,027
trilhão deais que equivalem a 8,13% do
PIB. No mês passado, outubro, o défic
déficit nominal havia sido de 1,025
trilhão ou 8,15% do PIB.
Bom, com isso a gente, né, fecha essa a
essa análise do do do resultado do do
setor público consolidado, a gente pode
passar paraa tabela quatro e começar a
ver um pouco sobre a dívida eh do setor
público, né? Primeiro a dívida líquida
do setor público, que é o que aparece na
tabela quatro.
Ah, a a dívida, essa dívida a ela ela
correspondeu a 65,2% do PIB agora em
novembro e ela teve um aumento de 0,4
ponto percentual do PIB, né,
relativamente ao mês anterior, o mês de
outubro.
H, os fatores que explicam esse aumento,
eh, nós podemos ver na tabela cinco, né,
na qual, ah, estão ali listados os
fatores condicionantes da dívida líquida
do setor público.
H, entre esses fatores, eh, os
principais são o os impactos dos juros
nominais apropriados, né, que
contribuíram ali com 0,7 ponto
percentual
para para pro aumento da dívida negra. a
[Música]
a valorização cambial, né? Você teve uma
valorização cambial de 0,9% no mês. Isso
contribuiu com 0,1 ponto percentual
também pro aumento da da dívida líquida
e valorização cambial, né? o o
desvaloriza um ativo que com que é que
são as reservas eh as reservas
internacionais que estão compondo a
que é um que são um ativo do do do setor
público. Então o efeito de uma
valorização cambial é um um aumento da
dívida, né? Nesse caso, um aumento aqui
pequeno 01,1 ponto percentual. H, o
próprio déficit primário, né, a do mês,
né, ele ele produziu uma também uma
contribuição de 0,1 percentual.
E ah, os demais ajustes da dívida
externa líquida
na contribuíram no sentido da redução da
dívida líquida com 0,1 ponto percentual.
E por fim, a a própria variação do PIB
nominal, o efeito da da variação do PIB
nominal. Eh,
para para evolução da dívida líquida foi
de uma de zero menos eh 04 ponto
percentual, ou seja, eh o crescimento do
PIB contribuiu, nesse caso com 0,4 ponto
percentual para redução da dívida
líquida,
tá?
Hã, podemos passar por fim para pra
dívida bruta do governo geral. Vocês
podem ver na tabela 17.
Ah, a dívida bruta do governo geral
correspondeu a 79% do PIB. Eh,
teve um aumento de 0,6 pontos ponto
percentual. Esse nível eh é o mais alto
da dívida bruta desde outubro de 2021,
quando ela havia sido de 79,5%
do PIB.
Então, eh,
a tabela, vale comentar, a tabela 17,
mostra também a dívida bruta do governo
geral apurada segundo o conceito do FMI.
Esse, eh, no conceito do Banco Central,
embora embora o Banco Central não esteja
compreendido no governo geral, né, o
governo geral, o Banco Central tá fora,
eh, a dívida bruta eh do governo geral
inclui, ela, apesar disso, inclui os
títulos eh utilizados nas operações
compromissadas.
realizadas para para pros fins de
política monetária. Esse é um conceito
do Banco Central. Eh, esses títulos
quando não estão empregados em operações
compromissadas, eles permanecem em poder
do Banco Central naquilo que se chama de
carteira livre. E esses títulos, mesmo
não estando empregados, estando apenas
eh ali à disposição, né, nessa carteira
livre, eles entram, eles estão incluídos
na
na no conceito do FMI.
Então, a
essa é a a o volume de títulos ali na
carteira livre é a é o que implica, é o
que no que consiste a diferença entre os
dois conceitos, conceito de dívida bruta
do Banco Central e do FMI, tá? Mas era
só é só esse o comentário.
Eh, e é isso. Essas eram essas
informações que eu tinha para para
apresentar. Eu passo a palavra para
Ivone pra gente abrir para as perguntas.
Só puxar na tela.
>> Muito obrigada, Renato. Eh, vamos abrir
agora para as perguntas. Quem tiver
alguma pergunta, eu peço por gentileza
que habilite a mãozinha, que temos aqui
um ícone aqui na plataforma,
eh, que nós abriremos o microfone.
Importante que vocês se identifiquem com
o nome e veículo que representam. Eu
vou passar aqui para o Thiago.
Oi, Thago. Bom dia. Tudo bem?
Thago, seu microfone está aberto.
O
>> Resente da TV Globo, gostaria de saber
qual que é o impacto do recorde no ano
para do déficit das estatais. A gente vê
um déficit recorrente ali das estatais
nos últimos anos e agora ele bateu o
recorde, né, mais de R$ 6 bilhõesais de
janeiro a novembro. E qual que é o
efeito disso paraa dívida e paraas
contas públicas de forma geral?
>> Ah, obrigado, Thaago. Eh,
deixa eu ver se até se você mencionou o
acumulado em no ano, né? Então, de
janeiro, novembro, tabela dois.
Hã,
como você se referiu a as estatais
federais, eu acho 6 pon eh quase 6.3,
três, né, de déficit em eh período de
janeiro a novembro. Eh, esse esse volume
eh ele não é muito diferente do do que
foi observado h no mesmo período do ano
passado. Se você olhar na tabela, n
algumas colunas, na colunas mais à
esquerda aqui, a gente vê que esse eh o
déficit acumulado no no mesmo período do
ano passado havia sido 16 6 bilhões. Se
eh 6 bilhões também, né? 6041,
eh, em termos de percentual do PIB até
um pouquinho maior, da 006 esse mês
agora 0,05.
Eh,
são é um tanto neste ano como no ano
passado são foram déficits maiores do
que do que no em 2023 quando aí tinha um
déficit, teve um déficit bem menor. Mas
assim, a o Banco Central não faz assim,
não tem uma um acompanhamento
eh estrito sobre eh
operação eh estatal, estatal, né? Hoje
em dia talvez pudesse analisar em mais
detalhe. Esse acompanhamento sobre as
estatais federais, sobretudo é feito
pela pela CES, né, Secretaria lá de de
acompanhamento das estatais federais.
Eh,
o impacto disso, quer dizer, você tem eh
se você
eh comparar, quer dizer, o o o déficit
primário do setor público consolidado
foi de 61 B, eh 6B é uma é uma parcela
sim, claro, relevante no no resultado
total, mas ela não é a maior parcela,
né? O parte do do déficit primário eh
acumulado de janeiro a novembro. do
próprio governo central, né? Teve foi um
déficit de R.3
bilhões deais.
Claro, eh eh contribui pro déficit da do
setor público de forma geral, mas eh não
é o principal, né? Nem de perto, nem nem
de nem de longe. Podemos dizer talvez
isso, tá? Mas eu não tenho mais
informações eh com mais detalhes. É
apenas de que eh
a gente pode observar aqui que ele é um
que é foi um eh é um déficit muito
semelhante ao já ao do ano passado, que
é um pouco um pouco maior, mas não
muito. Tá bom?
>> Obrigada, Renato. Eh, Thago, você ainda
tem alguma pergunta?
Eh, sim. Enfim, eu gostaria mais era de
de uma explicação assim, tipo, do efeito
disso. Na prática, você ter um déficit
de 6 B das estatais federais e 10 B de
todas estatais, significa que eh
a dívida aumenta, isso traz o efeito,
entendeu, o efeito disso paraa
população, né? Acaba tendo que pagar
isso na ponta. É isso que eu gostaria de
entender.
>> Eh, acho que acho que eu entendo o que
você tá tá tentando dizer, mas assim,
ah,
assim, qualitativamente não é diferente
de outras dívidas, né? Assim, por
exemplo, o déficit, o déficit primário,
o que que é? Ela é uma eh
quando um ente do uma um componente do
setor público tem um déficit primário,
isso quer dizer que ele teve despesas
que excederam as suas receitas.
Eh, e são e o primário significa que nós
não estamos considerando os juros
referentes a eh a essas operações. Quer
dizer, não tô falando, não estamos
considerando operações que se refiram a
a pagamentos de juros. Estamos já
falando apenas de eh receitas e despesas
não financeiras no período.
Eh, o efeito de de resultados primários
deficitários, evidentemente, é elevação
da dívida. elevação da dívida
tem tem o custo de de de gerar mais
juros no em outros momentos, em outros
períodos, mas
eh assim não existe eh se não sei se se
é isso se é isso que você eh gostaria de
de ouvir, mas assim, não existe uma
diferença qualitativa no déficit
primário das estatais ou do setor
público ou do governo central, por
exemplo, né? Por exemplo, de forma
geral, todos esses entes eh possuem
dívidas, possuem um estoque de dívida,
eh possuem um fluxo de pagamentos, né,
de de despesas primárias eventualmente e
de juros também.
É isso. Esse déficit vai contribuir pro
para para pra expansão da dívida das
estatais e por sua vida por em última
análise do setor público. Ah, a e a e a
expansão da dívida resulta em
juros a serem pagos, né, ao longo do
tempo.
É isso.
>> Obrigada, Renato. Eh, Thaago, ainda
ficou alguma dúvida?
>> Não, tudo certo. Muito obrigado.
>> Obrigada a você.
Lembrando, quem tiver alguma pergunta,
eu peço que habilite o ícone aqui da
mãozinha que abrimos o microfone.
Renato, só deixa eu checar se tem uma
alguma
pergunta por aqui no no bate-papo.
Sem perguntas, acredito que podemos
encerrar. Você teria algo a acrescentar?
Então, nada sobre sobre a apresentação,
especificamente, apenas agradecer
novamente a participação de todos, um
agradecimento especial agora no final do
ano por todo, né, para pela parceria de
todos, né, ao longo do ano, acompanhando
nossas apresentações, a equipe das
equipes nossas de apoio também da da da
comunicação informática.
Eh, desejo a todos um um ótimo ano novo.
A gente se vê ao longo do ano, né, eu, o
Fernando, quem estiver por aqui, né, a
gente eh possamos nos encontrar outras
vezes ao longo de 2026. Então, bom ano
novo a todos e muito obrigado. Muito
>> obrigada, Renato. E bom ano para você
também, para todos que nos acompanham
aqui.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
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