LiveBC #48 - Planejamento Estratégico do BC: o que vem por aí nos próximos quatro anos
Sumário Regulatório
Conheça o Planejamento Estratégico 2026-2029 do Banco Central: https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/planejamentoestrategico
Transcrição e Conteúdo
[música] [música] [música] [música] [música] [música] Olá, [música] [música] boa tarde a todos que acompanham a gente aqui pelo canal do Banco Central no YouTube. Sejam bem-vindos a mais uma Live BC. E hoje a gente vai falar sobre o futuro. O Banco Central acabou de revisar o seu planejamento estratégico e hoje a gente vai passar pelos objetivos do Banco Central pro p...
[música]
[música]
[música]
[música]
[música] Olá,
[música]
[música]
boa tarde a todos que acompanham a gente
aqui pelo canal do Banco Central no
YouTube. Sejam bem-vindos a mais uma
Live BC. E hoje a gente vai falar sobre
o futuro. O Banco Central acabou de
revisar o seu planejamento estratégico e
hoje a gente vai passar pelos objetivos
do Banco Central pro próximo ciclo, que
começa em 2026 e vai até 202 vai até
2029. Para onde o Banco Central vai
caminhar? É sobre isso que a gente vai
conversar hoje com o Rogério Luca, que é
o secretário executivo do Banco Central.
Bem-vindo, Rogério.
>> Obrigado, Camila. Boa tarde. Boa tarde
todos que nos assistem. Prazer estar
aqui de novo com vocês aqui na live do
BC. Primeira live desse ano foi comigo,
né? E foi sobre esse tema também, foi
sobre a agenda, tinha toda aquela
expectativa das pessoas, novo presidente
do banco assumindo
e aí a gente e eh muito demandado em
relação a qual que seria essa agenda. E
aí naquela oportunidade, acho que a
gente teve oportunidade de falar um
pouco disso também, né, de que a gente
tava iniciando esse processo de
planejamento estratégico do banco, que
ia ter eh o resultado agora no final do
ano. E é um prazer estar aqui agora com
vocês, encerrando esse ciclo de live
desse ano, retomando o assunto inicial.
Então, a gente abriu o ano falando um
pouco disso e a gente fecha agora
trazendo o resultado desse processo que
a gente passou por esse ano. Prazer
estar aqui com vocês. Obrigado pelo
convite aí, Camila.
>> Ah, que bom, muito bom tá terminando o
ano com essa perspectiva aí pro futuro,
né? Então, Rogério, conta pra gente eh
qual é a essência desse novo ciclo que
se inicia agora em 2026.
Boa. Eh, deixa eu começar retomando um
pouco assim a questão. Acho que é
importante a gente retomar a questão do
processo do planejamento estratégico
também, que eu acho que a gente comentou
um pouco na na na live do início do ano.
Tem alguns pontos que eu acho que é
interessante a gente sempre tá frisando.
Eh, o Banco Central ele é uma
instituição de estado, ele não é
vinculado a a governo, ele tem um um um
um missão institucional legal de
perenidade. Isso ele é mantido, ele é
refletido no processo de planejamento
estratégico do banco. Essa
institucionalidade, essa necessidade de
você ter uma institucionalidade, ela é
refletida nesse processo do planejamento
estratégico do do Banco Central. Então,
por isso a gente tem esse esse processo,
esse ciclo de 4 anos. E esse ciclo ele é
descasado tanto do ciclo político no que
diz respeito à eleição, quanto também no
ciclo da nomeação do presidente. Então
esse o primeiro ano do presidente do
Banco Central, né? Então, esse primeiro
ano do presidente do Banco Central, ele
é dedicado a encerrar o ciclo anterior e
a planejar os o próximo ciclo. Então, a
gente teve durante esse ano, primeiro
ano aqui do mandato do Gabriel como
presidente do banco, a a possibilidade
de fazer esse planejamento eh pro
próximo pro próximo ciclo. Essa
institucionalidade, ela foi meio
direcionamento desse processo, desse
planejamento também que a gente que a
gente conduziu esse ano, Camila, eh foi
o processo de planejamento estratégico
mais participativo que a gente teve aqui
no Banco Central. Eh, desde o início,
isso foi até um comando, um comando da
própria diretoria colegiada que eh nos
deu meio que uma missão assim, vai,
ouçam, ouçam os servidores do Banco
Central, vejam o que os servidores do
Banco Central querem dizer. Então ele
acabou sendo um processo bem
participativo pela primeira vez. A gente
escutou a casa toda de cima a baixo da
da casa. Eu acho que esse processo ele
reforça muito a institucionalidade do BC
e a perenidade do BC, que eu acho que é
uma das mensagens, aí voltando a sua
pergunta, acho que é uma das grandes
mensagens que a gente tira desse
processo eh desse novo planejamento
estratégico agora do resultado já desse
novo planejamento estratégico que a
gente teve. Então, nesse ano a gente fez
entrevistas individuais com cada membro
da diretoria colegiada, são oito
diretores, mais o presidente. A gente
entrevistou eles eh individualmente. A
gente fez oficinas com o nível
hierárquico mais alto da casa de
servidores exclusivos permanentes da
casa, que são os chefes da unidade das
unidades do Banco Central, os chefes de
gabinete dos diretores. Então, a gente
fez oficinas eh nesse nível hierárquico
e a gente fez, convidou todos os
servidores do Banco Central também a
participar. Nesse sentido, a gente fez
oficina em todas as regionais do Banco
Central, inclusive Brasília. A gente foi
em cada regional do Banco Central,
chamou todos os servidores que tiveram a
oportunidade de falar. Eh, a gente teve
uma participação representativa de algo
em torno de 250 servidores que puderam
participar presencialmente desse
processo. A gente foi presencial em cada
regional. A gente realizou também uma
pesquisa com participação de quase 500
servidores do Banco Central, eh,
respondendo essas
a a essas pesquisas. E como resultado
disso tudo, a gente acabou tendo o o
esses enunciados que a gente apresenta
agora do do planejamento estratégico.
Uma coisa que eu acho que é interessante
a gente comentar que assim é e o que a
gente ouviu ao longo desse processo e e
o resultado desse processo não é o que
tá na minha cabeça, não é que tá no o
que tá na cabeça das pessoas que
conduziram esse processo e que é o que
tá estritamente na cabeça de um diretor
ou do presidente Banco Central, mas acho
que o grande trabalho que a gente fez
foi tentar ouvir todo mundo e tentar
tirar do que a gente ouviu de todo mundo
aquilo que representava a essência do
que se espera para esses próximos 4 anos
do Banco Central. Uma coisa interessante
é que foi muito convergente em todos os
níveis, desde os níveis hierárquicos
mais superiores, eh, presidente,
diretor, chefe de unidade, até quando a
gente foi conversar com os servidores do
banco em cada regional, a gente teve uma
convergência muito grande em relação ao
que se esperava do Banco Central nesses
próximos 4 anos e o que a gente tem como
eh desafio pro banco nesses próximos 4
anos. eh, acabou sendo, do meu ponto de
vista, assim, um planejamento muito
centrado nas funções básicas de um banco
central, muito institucional, muito
convergente, aquela missão legal que a
gente tem eh do Banco Central na na sua
lei. Eh, e assim, eu vejo pouco de
indivíduos específicos nesse
planejamento e muito da instituição.
Isso. Eu acho que é muito eh vocês da
área de comunicação, na verdade, acho
que tiveram um um uma felicidade muito
grande no slogan que vocês criaram para
esse planejamento estratégico, né, que é
o compromisso com a estabilidade. Então,
acho que eu gosto muito desse, desse
slogam que vocês criaram para esse
próximo ciclo, compromisso com a
estabilidade, ó, me parece bem simples,
bem direto, bem voltado paraa missão eh
do banco com poucos qualitativos. a
gente vai comentar isso um pouco, assim,
a gente fala só de estabilidade,
estabilidade monetária e financeira, tá
tudo contemplado aí. Então assim, me
parece bem direto, eh, bem centrado na
missão do banco. Então, assim, eu eu
acho que vocês resumiram muito bem o
mote central, o slogan central que a
gente tem para esses próximos 4 anos aí,
que é o compromisso com a estabilidade.
Rogério, o que mudou em relação ao se
anterior?
Como eu comentei, assim, o o banco ele é
um órgão de de estado que pressupõe uma
uma institucionalidade muito grande, uma
certa perenidade. Por óbvio que você vai
evoluindo ao longo do tempo, você vai
adaptando ao longo do tempo, você vai
tendo pessoas que vão saindo do banco,
pessoas que vão entrando, você vai
fazendo um certo ajuste aí ao longo do
tempo. Mas de uma forma geral, você
percebe que o banco ele ele ele acaba
tendo como tem que ser, ele acaba tendo
uma continuidade, uma perenidade nas no
no no desenvolvimento das suas ações e
no desenvolvimento da sua estratégia.
Então assim, eh tem uma mudança, você
tem uma mudança ali de rumo, de certa
forma, mas em grande medida isso é é é
da natureza do Banco Central. você tem
um um um um senso de continuidade, de
perenidade, de foco muito grande na na
no mandato legal mesmo do Banco Central,
no objetivo e eh é legal que o Banco
Central tem e na evolução dessa dessa
agenda ao longo do tempo. é o foco na
estabilidade. Aí de novo, assim, para
mim é muito feliz você ter estabilidade
não qualificada, assim, você podendo ter
estabilidade tanto como monetária quanto
financeira muito focado aí na missão do
Banco Central e também uma preocupação
muito grande da do da percepção disso na
sociedade, da de obter essa legitimidade
da sociedade, principalmente no que diz
respeito ao bem-estar econômico. Então o
o eh não sei se seria uma grande mudança
nesse sentido, de novo. Acho que tem tem
esse caráter de perenidade de uma
instituição de estado como o Banco
Central é, mas me parece que eh eh você
acaba tendo um foco muito grande nesse
momento na estabilidade nas suas duas
vertentes monetárias e financeira e no
no na percepção de um bem-estar
econômico da sociedade como um todo,
>> não? Perfeito. A gente vê, né, você já
comentou aqui um pouco, que a missão do
Banco Central foi simplificada e agora
ela passou a ser garantir a estabilidade
de preços, zelar por um sistema
financeiro sólido e eficiente e fomentar
o bem-estar econômico da sociedade.
Então essa é a nova eh missão, né, nova
forma de escrever a missão do Banco
Central. Eh, passando um pouco da parte
das da missão, eu queria falar um pouco
sobre os objetivos estratégicos. Foram
definidos cinco objetivos estratégicos,
né? E aí eu te pergunto, qual deles você
destacaria como sendo mais desafiador
pros próximos anos?
Uma boa pergunta. [risadas] Acho que
todos eles, viu, Camila, você acho que
não tem vida fácil aqui, não. Acho que
todos os objetivos eles acabam sendo
muito desafiadores. Eh, voltar um pouco
aí na missão, como como você comentou,
vou já já volto pra sua pergunta que a
gente passa pelos objetivos também, mas
eu acho que é importante a gente voltar
um pouco pra missão da forma como você
leu. E essa é a missão que a gente fixa
então para esse planejamento estratégico
para os próximos 4 anos. ela acaba sendo
uma missão, de novo assim mais simples,
mais direta, mantendo essa perenidade
mais próxima até do do do comando legal,
do do objetivo legal que o Banco Central
é a a que é atribuído ao Banco Central
com menos especificidades e
detalhamentos e de certa forma mais
direta e mais seca e e tentando ter uma
um uma facilitação de um entendimento
maior pelo público também, que é uma que
que é um dos objetivos que a gente vai
comentar um pouco nessa essa essa
vontade que a gente tem, esse objetivo
que a gente tem nos próximos anos também
de eh ter uma uma proximidade maior do
ponto de vista de comunicação do público
de uma forma geral, né? necessidade de
você ter isso. Eh, eu acho que que ela
reflete muito essa questão do Banco
Central como órgão de Estado, como uma
instituição perene, com uma missão legal
muito bem definida e muito constante,
eh, com uma conexão ali com os valores,
os objetivos do banco, eh, e, e de uma
forma muito evolutiva. Bom, você falou
aí do do dos cinco objetivos
estratégicos que a gente tem para esse
ano, né? Eu acho que não tem nenhuma
grande novidade em relação à aquilo que
a gente já vinha conversando um pouco eh
com a sociedade de uma forma geral nos
últimos tempos, né? Como eu falei lá no
início do ano, a gente teve uma primeira
live onde foi muito questionada essa
questão de como é que qual que seria a
agenda da nova administração. A gente já
antecipava alguma coisa ali, os próprios
diretores e e o próprio Gabriel, eles
acabaram dando algum sabor em relação a
isso ao longo do tempo, nas na nas
participações em eventos abertos que
eles tiveram ao longo do tempo. E, e, e,
de novo, assim, me parece que é uma
coisa muito convergente dentro da casa e
muito próxima também o que se gerou de
expectativa ao longo desse ano. Então, a
gente tá saindo então com cinco
objetivos estratégicos para esse próximo
ciclo. Eh, muito centrados de novo no
ponto de vista na missão legal do banco.
O primeiro objetivo estratégico que a
gente tem é o de fortalecer a
efetividade da transmissão da política
monetária para assegurar a estabilidade
de preços. tá muito focado na questão da
da da transmissão e na na potência da
política monetária. O segundo, ele diz
respeito a a ele objetivo aprimorar a
regulação e reforçar a supervisão para
promover a solidez, a segurança, a
resiliência, a disciplina e a
sustentabilidade do sistema financeiro.
acaba sendo um segundo objetivo voltado
muito paraa questão da solidez do
sistema financeiro como um todo, da
estabilidade financeira. O terceiro, ele
também diz respeito à estabilidade
financeira, né? Uma coisa que a gente
comenta que a estabilidade financeira,
ela geralmente é uma moeda que tem, a
gente vê como uma moeda que tem duas
faces, né? De um lado eu tenho a face da
solidez, que esse segundo objetivo
estratégico ele busca refletir, que é o
objetivo de de você eh aprimorar e
reforçar a solidez do do sistema
financeiro. O terceiro, ele diz respeito
à eficiência. Então o terceiro objetivo
estratégico, ele é o de aumentar a
eficiência do sistema financeiro e das
infraestruturas digitais públicas para
promover bem-estar econômico e acesso a
serviços financeiros adequados. Então
ele também é uma é um objetivo de
estabilidade financeira na sua alta
vertente, na vertente de eficiência. O
quarto objetivo, como a gente comentou
eh brevemente, ele diz respeito à
comunicação. Ele visa essa abertura
maior do Banco Central, uma percepção
melhor do Banco Central pela sociedade
como um todo. Então, o quarto objetivo,
ele ele eh eh visa aperfeiçoar a
comunicação para fortalecer os
relacionamentos, o reconhecimento e a
inserção internacional da instituição.
Por último, quinto objetivo que a gente
tem, ele é um objetivo que perpassa de
certa forma todos os outros. Ele é um
objetivo de institucionalidade do BC.
ele visa garantir que o BC tem os
recursos, as competências, os
instrumentos para poder fazer cumprir
sua missão. Eh, e a gente nomeou como
promover o fortalecimento institucional
com inovação, excelência, diversidade e
sustentabilidade para assegurar a
capacidade de entregar resultados
relevantes à sociedade. Então, esses são
cinco grandes objetivos estratégicos que
a gente acabou definindo para esse ano
primeiro relacionado à política
monetária, né, da gente fortalecer a
efetividade de transmissão da política
monetária. Segundo mais a solidez do
ponto de vista de aprimorar de de
promover a solidez do sistema
financeiro. O terceiro relacionado à
eficiência do sistema financeiro, como
aumentar a eficiência do do sistema
financeiro. quarto relacionado à
comunicação, como a gente se comunica de
forma a a aumentar essa capacidade, esse
reconhecimento do Banco Central pela
sociedade como um todo. E o último de um
fortalecimento institucional do Banco
Central. São cinco objetivos que a gente
eh definiu, todos eles bem desafiadores,
Camilo. Acho que cada um com o seu
desafio, cada um com a sua dificuldade.
Eu não vou me arriscar aqui em eleger o
mais desafiador, não. Eu acho que a
gente tem muito trabalho aqui
internamente para poder tocar essa
agenda nos próximos 4 anos. Aí
>> concordo com você, Rogério. Eh, e vamos
falar um pouquinho mais desse primeiro
objetivo, né, que trata da transmissão
da política monetária. Por que é que
isso é tão relevante hoje?
>> Pois é, a missão central do do de
qualquer banco central, inclusive do
Banco Central do Brasil, ela é é você
ter aí a a garantia de manter
estabilidade de preços, né, conforme a
gente até já tem na nossa missão legal e
a gente refletiu isso eh na nossa missão
institucional. E assim, no arcabolso
interno brasileiro, que é basicamente
reflete o o o arcabolso eh vigente na
maioria dos países, ele ele busca isso
por meio de você ter metas de inflação e
tendo o Banco Central com a fixação da
taxa celica ali como um instrumento pra
gente poder atingir esse objetivo de
meta da inflação, que que é como a gente
mede no final das contas a estabilidade
de preços, né? a gente vem falando muito
ao longo do ano, de novo, assim, acho
que o Gabriel tem colocado isso muito em
falas públicas dele, alguns diretores
também, de você ter essa especificidade
do Brasil, de muitas vezes a gente ser
questionada: "Ah, por que que o Brasil
tem uma taxa de juros tão alta assim,
né?" E o Gabriel, ele tem colocado, acho
que de uma forma muito apropriada, que
assim, essa pergunta ela é meio
incompleta, né? Acho que talvez a
pergunta eh eh completa seja por que o
Brasil precisa ter uma taxa tão tão alta
de juros assim, muitas vezes demora
tanto assim mesmo com com esse
instrumento sendo utilizado, com uma com
uma intensidade tão grande, demorar
tanto tanto tempo assim, ter que ter que
usar isso com tanta intensidade para
poder atingir o seu objetivo final ali
de manutenção da estabilidade de preço.
E e esse objetivo estratégico ele diz
respeito a justamente a tentar tornar
isso mais eficiente. Quais são os meios
que a gente poderia ter de tornar esse
instrumento mais potente, mais
eficiente, de forma que a gente pudesse
utilizar com uma intensidade, talvez um
pouco menor para poder atingir esse
objetivo? E aí entra toda uma discussão
de vários eh fatores econômicos que
influem nessa potência, que
principalmente no que diz respeito a
você ter muitos instrumentos e muitos
canais de transmissão que a gente
considera que estão razoavelmente
entupidos. Ou seja, na medida em que eu
altero a taxa Selic, quanto mais eu eu
eu tenho potência de fazer com que isso
se transmita, essa alteração se
transmita pra sociedade de forma a
ajustar o o o a a estabilidade preço,
ajustar a inflação, menos eu vou ter que
agir. Então, na medida em que você tem e
eh instrumentos financeiros que não são
sensíveis à taxa do Banco Central, sejam
aqueles que você tem de certa forma eh
controlados, ou seja, você tem você ter
alguns créditos que eles têm que eles
não ficam sensíveis à à atuação do Banco
Central, seja porque você eles não
respondem do ponto de vista de que você
tem um controle, então altera a taxa ali
que o seu custo não altera ou você acaba
pagando uma taxa tão alta com com linhas
eh que são linhas mais emerg
emergenciais que deveriam ser utilizadas
de uma forma mais parcimoniosa, de uma
forma mais emergencial, mas que acabam
sendo utilizadas de uma forma mais
frequente e que são muito pouco
sensíveis a esse instrumento de atuação
que o Banco Central tem. Então, quanto
mais a gente tiver a capacidade de de
fazer com que o nosso instrumento para
poder atingir a estabilidade de preço,
ele seja mais potente, menos a gente vai
precisar ter uma intensidade maior paraa
utilização desse instrumento. Então,
esse esse objetivo ele diz muito
respeito a isso. E e além da dessa
questão da potência, eu ressaltaria
também assim como a gente vai falar um
pouco depois da parte de comunicação,
mas especificamente aqui também na parte
política monetária, a necessidade do
Banco Central mostrar pra sociedade eh a
importância disso que ele faz e como ele
faz isso, quais são os meios que ele tem
para atuar e a importância dele manter
eh a estabilidade de uma de preços de
uma forma geral. a necessidade da gente
se comunicar de uma forma efetiva paraa
sociedade, ser reconhecido por isso, é é
é uma busca que a gente tem nesse
objetivo nesse próximo ciclo também, tá,
Camila?
>> Um um outro ponto que é tratado aí
nesses objetivos é a eficiência do
sistema financeiro das infraestruturas
digitais. O que é que isso representa
para as pessoas no dia a dia e como é
que isso se conecta com os projetos já
conhecidos, né, como Pix, como Open
Finance.
Totalmente. Eh, eu acho que se você
acabou de citar aí duas eh
infraestruturas digitais públicas que a
gente tem operados aqui no Brasil e que
são referências mundiais, né, que são o
o Pix e o OpenF. Eh, o objetivo o esse
objetivo estratégico, ele visa
justamente a gente ter a utilização
dessas infraestruturas digitais
públicas. a gente tem além do do Pix e
do e do Open Finance, eu colocaria aí
uma terceira vertente aí que a gente
ainda em construção, pix Openf já estão
em funcionamento, já estão em
construção, as pessoas já já utilizam de
uma forma bem ampla Pix, principalmente
tem uma tem uma transparência muito
grande pro usuário final em termos do
serviço financeiro que ele usa. O
finance acaba, tá muitas vezes não tendo
uma transparência muito grande, mas a
gente acaba utilizando muitas vezes até
sem saber que a gente tá utilizando o
Open Finance. E a gente tem um terceiro,
uma terceira grande infraestrutura que a
gente trabalha eh em desenvolvimento
ainda, que diz respeito à toquenização
de ativos financeiros, a a ao
desenvolvimento do DREX, a moeda
digital, eh, do Banco Central, e que a
gente já tem um primeiro embrião ali em
funcionamento, eh, de uma forma bem
embrionária ainda, no que na
implementação que a gente tem feito das
duplicatas eletrônicas. E de uma forma
geral, assim, o que a gente busca é que
o mercado como um todo ele utilize essas
infraestruturas digitais públicas,
muitas vezes ofertadas pelo Banco
Central, né, como por exemplo Pix,
OpenFance ou TREX. No futuro que isso
seja utilizado por provimento de
serviços financeiros mais adequados
paraa população de uma forma geral. Eh,
esse objetivo, então, ele busca que a
gente continue nessa agenda de inovação
que a gente já vem fazendo ao longo dos
últimos anos, que vem sendo muito
reconhecida tanto internamente quanto
externamente, vem gerando um uso muito
grande pela sociedade, um bem-estar
social muito grande. A gente vai
continuar no desenvolvimento eh dessas
infraestruturas em busca muito de como
isso vai se refletir pro usuário final.
Eh, principalmente no que diz respeito
ao provimento de serviços mais adequados
pro usuário final. E a gente consegue
isso por meio de infraestruturas
sólidas, de um aumento na competição, no
provimento de serviço pros usuários,
pros usuários finais, de forma que no
final do dia você tenha os produtos
financeiros que sejam, por um lado mais
barato pro usuário e por outro lado mais
seguro pro sistema como um todo. Eh,
então continua essa agenda assim, é é
meio que a continuidade daquela agenda
que a gente tinha de agenda de
inovações, que como acho que você muito
bem colocou, tem como os principais
expoentes ali o Pix Openfess. a gente
vai aprofundar em outros eh em outros
desenvolvimentos, principalmente no que
diz respeito à tokenização de ativos de
uma forma geral, por meio inclusive do
DREX, com vistas a gente ter essa oferta
de infraestrutura que que permita um
provimento de serviços mais adequados
pro usuário final, por um lado, mais
barato pro usuário e por outro mais
seguro pro sistema como um todo.
Eh, ainda nesse escopo, né, eu vou pedir
para você falar agora um pouco sobre a
segurança do sistema financeiro, que é
uma preocupação central para todo mundo,
né? Eh, a gente teve esse ano alguns
episódios que chamaram atenção e que
levaram o BC a adotar novas medidas para
fortalecer a segurança do sistema
financeiro. Eh, e essa pergunta tá
coincidindo com a pergunta que o Danilo,
que tá assistindo aqui a live, fez pra
gente agora. O Danilo fala: "Boa tarde.
Com a onda de fraudes, golpes e ataque
hackers, a preocupação com segurança se
tornou mandatória. Isso segue
estratégico para os próximos anos?"
Aentão?
>> Segue. Eu acho que você colocou muito
bem e eu acho que o que o Danilo colocou
de uma forma bem adequada. Ela segue, é
uma agenda constante do Banco Central.
você colocou de uma forma muito adequada
assim a as preocupações com a solidez do
sistema financeiro, elas são
preocupações constantes do Banco
Central. A gente adota medidas visando a
solidez do sistema financeiro de uma
forma contínua. O que acontece é que eh
nos últimos anos a gente acabou criando
um um sistema financeiro no no país e a
gente, eu acho que a sociedade como um
todo, o Banco Central tem sua parte, o o
mercado tem sua parte, mas o Brasil
acabou tendo um sistema financeiro que
ele ia acabar sendo referência mundial,
principalmente no que diz respeito à
digitalização. Isso trouxe um ganho
muito grande pra sociedade como um todo
em termos de inclusão. Eh, há 15 anos
atrás, inclusão financeira era um grande
problema pra gente. Hoje em dia, isso
não é um um problema tão grande assim, a
gente já tem eh eh se na totalidade a
maior parte das pessoas incluídas
financeiramente. A gente teve grandes
ganhos em termos de eficiência, de
competição, de provimento de serviços
diferenciados, customizados de acordo
com a necessidade do cliente. Então a
gente acabou desenvolvendo um sistema eh
eh que um sistema financeiro, um sistema
de pagamentos que ele é muito eh
eficiente, muito seguro. referência
mundial. O que aconteceu nesses últimos,
principalmente ali no final da primeira
metade desse ano, no início da segunda
metade desse ano, que a gente acabou
vendo que o crime organizado acabou
encontrando algumas brechas nesse
sistema para poder se aproveitar desse
tema, seja por meio de utilização do
sistema financeiro para realização de
transações e listas, seja por meio da
realização de golpes e fraudes. Eh, eu
acho que o a agenda de de solidez do
sistema financeiro, ela ela é uma agenda
permanente. É, mas assim, a gente tem
que ter aquele velho cuidado de não
jogar o bebê beber fora com a água suja,
né? Então assim, ao mesmo tempo que a
gente tem que adotar eh medidas de
proteção do sistema de aumento da
segurança, a gente não pode abrir mão
dos ganhos que a gente teve em termos de
eficiência de segurança nos últimos
anos. E a gente vem adotando medidas em
relação a isso. Então, a resposta a
gente fez eh várias inspeções
extraordinárias, assim, lembrando que o
mercado financeiro ele é um mercado
regulado, ele e e as instituições
financeiras para poder prever os
serviços pros clientes, serviços
financeiros, serviços de pagamento, elas
têm que estar aderentes a uma série de
requerimentos eh fixados, visando
justamente a segurança do sistema
financeiro como um todo. esses ataques
que a gente que a gente teve, esses usos
indevidos do do sistema financeiro que a
gente teve, acabou utilizando muita
fragilidade das instituições. Eu acho
que é outro ponto que vale a pena também
frisar que em nenhum momento nenhuma
infraestrutura do Banco Central foi
atacada ou foi eh eh hackeada, não teve
nenhum ataque e é bem-sucedido a
sistemas do Banco Central e que isso
também não gerou nenhum prejuízo a
nenhum cliente, foi foram instituições
financeiras que foram atacadas. A gente
até fazia uma analogia em relação à
digitalização, que se no passado eu
tinha agência bancária sendo explodida,
a TM sendo explodido para para poder eh
roubar instituições financeiras, o o a
forma moderna e digital de fazer isso é
o que a gente viu esse ano, foi o uso
ilícito do sistema financeiro pelo crime
organizado e a realização de golpes e
fraudas. A gente respondeu a isso. A
gente fez várias inspeções em
instituições autorizadas. a gente adotou
medidas de suspensão de de instituições,
exclusão de outras instituições no Pix e
até do ponto de vista regulatório, a
gente fez muitas alterações em resposta
a isso. A gente fez um aprimoramento no
mecanismo de de devolução do Pix. Então,
você tem agora uma capacidade de ter uma
eh eh um aprofundamento e uma facilidade
maior de de reaver os seus recursos. No
caso de fraude, a gente teve que fazer
algumas limitações de valores em relação
a algumas instituições que a gente
considerava eh mais fracas. A gente
trouxe totalmente pro ambiente de
supervisão, de autorização do Banco
Central, algumas instituições que que
proviam serviços, que provém serviços de
pagamento e que ainda não eram
autorizados a funcionar pelo Banco
Central. A gente tinha um cronograma
para trazê elas para para dentro do
sistema até o final de 2029. A gente
antecipou isso para maio do do ano que
vem. Nenhuma outra instituição pode
entrar mais no mercado sem uma pré
autorização do Banco Central, cumprindo
aqueles requerimentos que eu comentei
anteriormente, que as instituições que
que são autorizadas pelo Banco Central a
prestar a prestar serviço financeiro,
elas têm que cumprir. Eh, a gente
aumentou os requisitos de entrada em
termos de capital mínimo que a
instituição precisa ter para poder
entrar no sistema financeiro. Eh, a
gente passou a regular instituições que
a gente não regulava anteriormente,
principalmente prestadores de serviços
de ativos virtuais. E a gente tem agora
e eh a a regulação também daquelas
instituições que fazem o que a gente
chama de banking a service, que é o que
que é a instituição que não é
diretamente autorizada a funcionar pelo
Banco Central, mas que provê o serviço
financeiro. Então elas passam a ter uma
regulação específica também. Então
assim, a gente a gente fez essas ações
nos últimos anos pros próximos anos.
Isso continua assim. Eh, é, é um dos
objetivos estratégicos do Banco Central
a gente continuar nessa agenda para
manter a solidez do sistema financeiro
como um todo, como você muito bem
colocou, assim, é um é um um princípio
central, mandato legal de novo, eh, do
Banco Central. A gente, o que acontece é
que a gente tem um sistema financeiro,
de novo, assim, eu acho que o Brasil é
meio referência mundial nisso. A gente
tem um sistema financeiro que ele é cada
vez mais complexo. De um lado, isso traz
uma eficiência muito grande pro pro
cidadão, pro usuário do serviço
financeiro, uma competição muito grande
no sistema como todo, mas por outro a
gente tem que tem que ir evoluindo. o
regulador, o supervisor, ele tem que ir
evoluindo ao longo do tempo para ao
mesmo tempo garantir que essas
eficiências elas sejam geradas e
reflitam pro usuário final, mas garantir
também a estabilidade do sistema como um
todo. Então, a gente continua eh com
esse objetivo pro próximo período, eh,
focado não só na estabilidade financeira
do ponto de vista em termos de montantes
de de recurso que a gente tem no sistema
financeiro como todo, mas também com
foco muito grande no usuário. Então,
muitas o hoje em dia, o que é muito
normal também que você pode ter acaba
tendo algumas instituições que elas não
são eh tão grandes do ponto de vista dos
recursos financeiros que elas detém,
quanto são do ponto de vista dos
clientes que elas servem. Então, acho
que a gente precisa ter também esse
olhar pros próximos anos, assim, não é
só a questão financeira que importa, a o
provimento de serviço pro cidadão, a
relação com o consumidor também ele
ganha uma importância muito grande.
Então, assim, eh vou respondendo
diretamente a pergunta do Danilo no seu
ponto. Sim, continua sim e vai continuar
como objetivo estratégico do Banco
Central.
Eh, Rogério, você já comentou um pouco
em vários momentos aí sobre a
comunicação, né, que ela também aparece
como objetivo estratégico. E aí eu
queria eh que você explicasse o que
significa aperfeiçoar a comunicação para
o Banco Central.
>> Banco Central, assim, tradicionalmente
bancos centrais, de uma forma geral, não
só o Banco Central do Brasil, são vistos
como uma coisa meio hermética assim, né,
como aqueles caras que fazem, falam para
um público muito específico, né?
Eh, o o o que a gente percebe ao longo
do tempo e assim, isso não é só Brasil,
isso é mundo como um todo, assim, tem
vários exemplos de vários bancos
centrais em outros lugares do mundo que
acabam utilizando de uma forma cada vez
maior os meios de comunicação que a
gente tem mais modernos, como eh redes
sociais, muitas vezes até eh eh
televisão, tem algum alguns casos até de
eh altos dirigentes de bancos centrais
que vão fazer talk show na televisão.
alguma coisa nesse sentido. Então assim,
existe uma preocupação cada vez mais
crescente dos bancos centrais de você
ter um reconhecimento e uma legitimidade
por parte da sociedade de uma forma
geral. Então, talvez pro pro nosso
público mais específico, assim, talvez
eh eh seja muito claro ao longo do tempo
o que que a gente fez, o que que a gente
faz, eh, e qual que é o qual que é o
objetivo que a gente tem que cumprir.
Eh, mas talvez paraa população, de uma
forma geral, a gente tem cada vez mais
necessidade de de se fazer entender por
essa população. Isso envolve uma
comunicação para várias camadas de
públicos, para vários públicos
diferentes, talvez muitas vezes com
linguagens diferentes, com meios
diferentes, que é uma coisa que se
impõe, por um lado, eh, com com o
crescimento da da autonomia dos bancos
centrais e do poder dos bancos centrais,
de certa forma, da sua da da da
necessidade de se legitimar frente à
sociedade, de ter esse reconhecimento
frente à sociedade. e por outro lado
também em função do dos serviços que a
gente passa passa a prestar ao longo do
tempo. Então talvez assim quando eh eh
talvez 20 anos atrás o Banco Central não
fosse tão eh as pessoas não tivessem tão
atentas ao que o Banco Central faz na
medida em que a gente fazia eh política
monetária, estabilidade financeira. Mas
de novo, acho que Pix Openfers são
exemplos clássicos, né? São exemplos de
como o Banco Central entrou mais
diretamente e mais claramente no dia a
dia das pessoas. Então, até até por essa
evolução dos papéis do Banco Central,
não só do ponto de vista da gente
precisar ter essa garantia de
legitimidade da sociedade como um todo,
mas até para poder por causa dessa
proximidade que a gente criou ao longo
do tempo com a sociedade, por conta dos
serviços que a gente presta, faz-se
necessário cada vez mais uma comunicação
que seja mais ampla, que leve em
consideração todas todos aqueles
públicos com com os quais você se
comunica, a linguagem que você tem que
ter para cada um deles e eh os canais
que você eh eh pode utilizar de uma
forma mais efetiva para se comunicar com
cada um deles.
>> Um um outro eixo é o fortalecimento
institucional. Queria que você
explicasse, a gente também já falou um
pouco sobre isso, né? Mas queria que
você explicasse mais o que é e quais são
os principais desafios para garantir a
nossa capacidade de entrega nos próximos
anos. Boa. Eh, fortalecimento
institucional, o o, como comentei
anteriormente, assim, o Banco Central
ele é ele é um órgão de estado, ele tem
que ter essa perenidade ao longo do
tempo, eh tem que ter essa
institucionalização. Ele não pode
depender de pessoas que estão aqui nesse
momento, nem aqui, nem no governo. Ele
não pode depender de relações entre
essas pessoas. ele tem que ter uma força
que é uma força institucional perene eh
eh de um órgão de Estado para poder
fazer cumprir a sua missão, para poder
ter a capacidade de de entregar a a a
sua missão, independente de ciclos
políticos eh eh de uma forma geral.
Então, o a busca desse fortalecimento
institucional, ele vai muito nesse
sentido, no sentido da gente tentar
aprimorar o arcabolso institucional da
instituição como um todo, de forma que
eu tenha eh a garantia dos recursos,
seja os recursos orçamentários,
financeiros, administrativos do Banco
Central, independente do do governo que
esteja, do relacionamento que o Banco
Central tem com o governo naquele
momento, que a gente tem a garantia de
que a gente tem esses recursos, esses
poderes e os instrumentos entos
adequados também para poder fazer
cumprir a nossa missão. Então, eh eh
você acesse
eixo, esse objetivo estratégico, ele tem
muito, ele vai muito nesse sentido da
gente buscar de uma forma estrutural e
perene a garantia do Banco Central ter
os recursos, recursos, instrumentos, eh
competências suficientes para fazer eh
cumprir sua missão. a gente agrega, é,
eu acho que principalmente dois pontos
aí que eu queria ressaltar nessa nesse
objetivo e de garantir e eh a existência
desses recursos, principalmente no que
diz respeito à sustentabilidade
e à diversidade, que a gente vai
comentar um pouco sobre isso também, que
eles estão refletidos nesse objetivo
também. Então, se por um lado eu tenho
essa busca da garantia de uma
institucionalidade maior, eu tenho
reconhecimento também de que eu tenho
que fazer isso cada vez mais. e aqui
refletido nesse objetivo de forma a
garantir a sustentabilidade no longo
prazo e de me aproveitar dos ganhos que
eu tenho em ter uma diversidade maior na
construção d eh dessas soluções, né?
Então, eh, eu acho que ele aprimora
nesse sentido de você ter uma busca de
uma institucionalidade perene, da
garantia perene de você ter os recursos,
considerando a necessidade de ser
sustentável e diverso.
>> Eh, esse era, você tocou exatamente no
ponto que eu ia trazer agora, né, que
teve o Banco Central incluiu dois novos
valores, eh, que foi empatia e
sustentabilidade, empatia e
sustentabilidade e diversidade. queria
saber como é que esses conceitos vão ser
incorporados na atuação da instituição,
>> tá? Vamos falar um pouco dos valores.
Então, eh você colocou os dois novos
valores, por assim dizer. Na verdade, um
nem diria que é novo. Ele é mais ou
menos uma um rebranding de um antigo que
a gente já tinha de certa forma e um
totalmente novo. Mas eh eh deixa eu
falar um pouco dos valores de uma forma
geral. Então assim, eh eh os principais
enunciados que a gente tem quando a
gente faz, a gente passou um pouco por
eles aqui, quando a gente faz eh é um
planejamento estratégico, são a missão,
a visão, os objetivos estratégicos, os
valores, a gente passou por eles e a
gente teve essa definição, então, também
desses valores, eh, pro próximo ciclo
estratégico. A gente definiu sete
valores. Desses sete valores, cinco são
eh iguais ao aos que a gente tinha no no
ciclo anterior. aqui de novo, acho que
mostra aquilo que a gente comentou da
perenidade do Banco Central, da
estabilidade do Banco Central. E isso é
é benéfico, do meu ponto de vista, num
num órgão de estado, numa instituição
que que tende a ser tem que ser perene,
tem que ser eh eh eh estável ao longo do
tempo. Então, cinco desses valores eles
se mantém. O primeiro dele é
integridade, que é eh é eh é é meio que
parte do nosso DNA, né? acho que não só
do Banco Central, mas como servidores
públicos de uma forma geral, a gente tem
esse dever de integridade. A gente
reconhece isso como um valor
institucional que passa aí pela questão
da ética, da transparência, da
imparcialidade, da impessoalidade nos
nossos atos, na nossa, nas nossas
decisões e na construção de uma
governança interna adequada que faça com
que os nossos atos ganhem legitimidade
perante a sociedade como um todo. e toda
a parte também que a gente tem tanto de
submissão eh eh de aprovação das nossas
propostas, seja do seja no nossos
planos, do nosso orçamento, quanto da
prestação de contas também, que eu acho
que é uma coisa que a gente vai pode
comentar posteriormente, que é muito
importante, que a gente tem esse dever
de prestação de contas também. Então, a
integridade ele tá no nosso DNA até, eu
acho que nesse nesse eh valor como
servidor público, de uma forma geral, a
gente reconhece isso novamente como
valor no próximo ciclo. O segundo valor
que a gente tem, que também se mantém é
o valor de excelência, eh, eu acho, como
a gente comentou assim, o Banco Central
ele é referer, Banco Central do Brasil,
ele é referência em boa parte dos
serviços que ele presta, não só dentro
do país, mas até na comunidade
internacional de bancos centrais, a
gente acaba sendo referência em muita
coisa que a gente faz e a gente acaba
colhendo isso dentro da casa como um
valor eh muito caro pra gente. Então
assim, a de excelência é meio que a
nossa cara, assim, a gente gosta de ser
visto como eh um banco central de
excelência, de ter um conhecimento de
vanguarda, de ter esse padrão
internacional, de ter uma melhoria
contínua de do do dos nossos processos.
O terceiro valor também que a gente
mantém do ciclo passado é o foco em
resultado. Eh, então aqui é muito uma
questão de você não focar em processos,
não focar em tecnologias específicas,
não ficar focando no meio, mas no final
das contas a gente ter essa preocupação
de entregar a nossa missão pra sociedade
como um todo. de novo, assim, acho que
volta muito no naquilo que a gente
comentou de um de um planejamento
estratégico agora, que ele é muito
institucional, peren voltado paraa
missão legal e a gente continua com esse
valor muito forte de pensar muito sempre
que a gente faz, sempre que a gente
atua, pensar muito de qual que é o
resultado que isso vai ter pra sociedade
no final do dia. Eh, quarto valor que a
gente tem é a cooperação. É uma uma uma
atuação mais coordenada nossa como Banco
Central, com propósitos comuns,
construindo parcerias e relações. Esse
valor ele continua também, ele vem ele é
trazido do ciclo anterior e e continua.
E o quinto valor que continua também é a
abertura da mudança, um pouco daquilo
que abertura para mudanças, um pouco
daquilo que a gente falava quando a
gente comentava do objetivo estratégico
da da eficiência e da inovação. Então a
gente é reconhecido eh mundialmente como
um banco central que fomenta a inovação,
que acolhe a inovação. Prefiro até ver
dessa forma. Acho que a gente acolhe a
inovação tendo, mantendo aquilo que é
eficiente, que que o mercado traz de
inovação, mas ao mesmo tempo garantindo
que aquilo seja provido de uma forma
segura e que não traga eh riscos para
pro sistema financeiro como um todo. E a
gente tem essa e eh e eh e esse
propósito de inovar com método, com
propósito, sempre visando eh o de novo
ali os produtos, o resultado que a gente
entrega para pra sociedade no final. E a
gente tem outro, os dois últimos
valores. O primeiro que a gente meio que
refraseia um valor de certa forma ou
redefine um valor que já vinha do ciclo
anterior. No ciclo anterior a gente
tinha um valor da responsabilidade
socioambiental.
A gente meio que transforma esse valor
agora em sustentabilidade
e diversidade. Acho que comentei um
pouco isso também quando a gente falava
eh do objetivo de aprimoramento
institucional do Banco Central. Então
assim, a gente vê um futuro sustentável
e justo. A gente se compromete com isso,
a gente reconhece a necessidade de você
ter uma educação financeira com finanças
responsáveis, com inclusão financeira,
com equidade, eh impactos sociais e
ambientais da nossa decisão. de novo,
assim, acho que um reconhecimento muito
forte, isso é é um dos traços que saiu
forte desse planejamento estratégico com
reconhecimento de que a diversidade traz
muito ganho paraas ações do da
instituição de uma forma como um todo.
Então, quanto mais diverso, quanto mais
participativo foi esse processo, como
foi o processo do planejamento
estratégico, mais rico e mais efetivo a
gente vai ter eh o nosso resultado e o
cumprimento da nossa missão. E tem um
último valor que a gente traz agora para
esse próximo ciclo, que é o valor da
empatia. Esse é totalmente novo, é é um
sétimo valor que surgiu eh nesse ciclo
estratégico agora, visando muito a
manutenção de relações positivas entre
as partes, seja internamente, seja
externamente, considerando todos aqueles
agentes que são impactados
pelas nossas ações, tendo uma postura
muito respeitosa em relação a todas as
perspectivas que se apresentam, sejam
internas, sejam externas, em relação ao
resultado das nossas essas ações, eh,
tendo um diálogo contínuo, assim, e, e,
eh, eh, é é outro ponto que eu acho que
surge muito forte para esse próximo
ciclo, eh, um, um um um uma dinâmica
muito dialogada com todos os setores da
sociedade, todos aqueles que são
impactados, sejam internam e
externamente ao Banco Central,
considerando sempre, respeitando sempre
a autonomia das opiniões, o
fortalecimento de uma confiança de todas
as partes.
Eh, Rogério, e quais são as entregas
concretas que a sociedade pode pode
esperar do Banco Central pros próximos
anos?
>> Pois é, [risadas] aí a gente sempre tem
esse ponto, né? Mas e aí no final do
dia, né? O que que vai ter de concreto?
Bom, vamos vamos voltar então a ao
processo, a a timeline assim de certa
forma de como é eh o planejamento
estratégico. Então, a gente eh a gente
aprovou então agora na diretoria
colegiada e tá trazendo a público,
divulgou internamente, agora tá
divulgando internamente, externamente,
tá levando a público, se eu não me
engano, a página do planejamento
estratégico do banco, ela vai ser vai
ser atualizada em seguida com todos
esses enunciados, todos esses objetivos
vocês vão conseguir ver de uma forma
mais clara lá. Então a gente encerrou
essa essa parte do ciclo. Então a gente
tem agora as orientações estratégicas de
uma forma geral, que são missão, visão,
objetivos e valores estratégicos do
banco. A partir daí a gente começa a
desenvolver a agenda do Banco Central,
que o que efetivamente a gente vai
entregar de ações e de produtos pros
próximos eh 4 anos. Esse é o próximo
passo, é o passo que a gente tá agora.
Eh, e aí dando mais aí o um um uma
informação e de novo agradecendo a vocês
aí pelo trabalho fantástico que vocês
fizeram. Assim, a gente vai ter uma nova
agenda agora também. A gente teve no
passado agenda BC+, a gente teve a
agenda BC no no último ciclo, a gente
tem uma vai ter uma nova agenda eh do
Banco Central que muito na linha também
de todo esse direcionamento que a gente
teve do planejamento estratégico para
esse próximo ciclo, de novo, muito
clean, muito direto ao ponto, eh muito
suscinta, então a gente nomeou
simplesmente como agenda BC. Então, a
gente vai ter, a gente teve agenda BC+,
agenda BC RH, a gente vai ter agenda BC
pro próximo ciclo agora. Eh, e a gente
tá no processo de construção dessa
agenda. A gente soltou, então, agora as
orientações estratégicas, agora a gente
começa a trabalhar internamente na
formulação do nosso plano de ação. Ah,
mas não tem nada. Tem assim, é de e de
novo assim, naquele sentido que eu que
eu tava comentando anteriormente, assim,
tem muita coisa que vem do ciclo
anterior e que se perpetua agora. E a
gente, a ideia é que não é tem um novo
ciclo estratégico primeiro assim, não,
para o mundo que eu tenho que me
planejar, não vou fazer nada, me dá um
tempo que eu vou fazer depois. A gente
não consegue fazer isso, né? Ao mesmo
tempo a gente não fala assim, ó, esquece
tudo que eu fiz também, para tudo aqui,
lá, agora é tudo novo, vou fazer, vou
fazer uma um novo plano de ação também.
Não é assim, a gente tem uma
continuidade muito grande. Então, a
gente já traz várias ações do ciclo
passado que vão continuar sendo
realizadas. Eh, e vai, a gente vai
construir agora também com essa nova com
essa nova orientação estratégica, novas
ações. A gente já tem um primeiro esboço
que a gente aqueles macroprodutos que a
gente já vem desenvolvendo. Então, do
ponto de vista de política monetária, a
gente já tem vários produtos ali
trabalhando, principalmente a questão do
da instrumentalização da política
monetária que já vem sendo desenvolvida
e que vão continuar. Então, a gente tem
projetos ali de ampliação dos ativos eh
pros quais o Banco Central dá liquidez
pro mercado. a gente tem trabalhado
também e vai continuar trabalhando na
abertura do do da na integração
internacional do nosso sistema de título
público federal, que é o SELIC, com
outras jurisdições para poder para poder
facilitar também a implementação da
nossa política monetária e e e o acesso
do investidor internacional a a atitudes
públicos federais brasileiros. Então,
continua essa agenda de aperfeiçoamento
ali dos instrumentos do ponto de vista
de estabilidade financeira. tem muito
aquilo que eu falei em relação a você
ter eh o sistema financeiro cada vez
mais complexo, com instituições cada vez
mais diferentes. Se a gente passar a
incorporar isso, a gente ter que
considerar isso como serviços que a
gente tem que prestar atenção, que a
gente tem que garantir a solidez desse
de de da prestação desse serviço. Tem
uma série de projetos de lei que
aperfeiçoam o o o a instrumentalização
da estabilidade financeira pelo Banco
Central, nos quais a gente vai continuar
trabalhando. Tem um relacionamento do
Banco Central com CAD, que é o órgão de
defesa da concorrência, do que diz
respeito à à concorrência no sistema
financeiro. A gente vai continuar
trabalhando eh pela aprovação desse
projeto de lei. Tem a modernização dos
regimes de resolução, que é outro
projeto de lei que é de nosso interesse.
um projeto de lei que trata do
aperfeiçoamento também das
infraestruturas do mercado financeiro
nacional, o aperfeiçoamento dos nossos
processos de autorização, tem
implementação, a continuidade da
implementação dos princípios
internacionais de estabilidade
financeira, que o pessoal conhece como
princípios da basileia. A gente tem o
terceiro pilar basileia 3, que que a
gente vai continuar implementando nos
próximos anos. toda essa agenda, até
repercutindo um pouco o que foi debatido
anteriormente da gente eh aprimorar
aspectos de resiliência cibernética e
tecnológica das instituições autorizadas
e até mesmo aprimoramentos ali de
mecanismos de de prevenção à fraude,
inclusive do PIX. Então tem toda essa
agenda também de estabilidade que a
gente vai tocar no na parte de
eficiência de inovação. Acho que a gente
comentou um pouco, né? Acho que é
principalmente aqueles três pilares ali
que a gente tem, é Pix, Open Finance e
tokenização. Acho que são as três
infraestruturas básicas que convergem
ali no futuro com sistema financeiro ali
mais sólido, mais eficiente no futuro. A
gente vai ter entregáveis em eh nesses
para essas três vertentes, assim, Pixem
trabalhando no Pix parcelado, a gente
continua trabalhando nesse próximo
ciclo. fix em garantia também que a
gente já anunciou que a gente ia
desenvolver, não teve espaço para
desenvolver em 25, mas nos próximos anos
a gente vai desenvolver também uma forma
do comerciante utilizar o Pix como
garantia para obtenção a a a expectativa
que ele tem de recebimentos de PIC como
garantia para para operação de crédito.
Eh, no Open Finance, a gente tá tá
encerrando nesse momento, entra em vigor
agora no início do ano a portabilidade
de crédito sem garantia, que vai
permitir que o cidadão consiga negociar
melhores condições de obtenção de
crédito, podendo levar esse crédito para
outras instituições de uma forma mais eh
barata. A gente pretende ampliar hoje em
dia, o que entra em vigor agora no
início do ano diz respeito só a crédito
sem garantias. a gente vai buscar
ampliação disso para outras linhas de
crédito. Também tem um uma busca também
de melhora na jornada no no em em como
as pessoas jurídicas acessam e podem
fazer o uso do Openfance, que é outra
coisa que a gente vai trabalhar também
já tá na agenda do OpenFance. E por fim,
no na parte de DREX e tokenização, é é
toda uma agenda de como você ter uma
melhoria no uso dos ativos para
provimento de serviços financeiros de
uma forma mais adequada. de novo, acho
que mais barata pro cliente final e
menos arriscada paraa instituição
financeira. A gente entende que a gente
eh eh busca construir um um ambiente
onde você tem uma facilidade maior para
poder utilizar os seus ativos, para
poder eh ter acesso a produtos mais
adequados. Eh, na parte de comunicação,
como eu comentei, assim, tem tem uma
agenda muito grande aí que a gente tem
que aperfeiçoar, acho que do ponto de
vista de como a gente se comunica no
público e tem toda a agenda também que
eu acho que vale a pena ressaltar aqui
de cidadania de financeira de uma forma
geral, principalmente no que diz
respeito aos serviços que a gente presta
pro cliente final. Então, teve uma série
de serviços que a gente eh implementou
esse ano, acho que o último foi até o BC
Protege Mais, que tem um potencial muito
grande de evoluir ao longo do tempo
também. a gente vai trabalhar na
evolução dele, tem a página do meu BC,
tem o Aprenda Valor, tem o trabalho que
a gente tem que fazer ainda para
reabertura do museu e ter o museu
digital também. Então tem toda uma pauta
ali de cidadania financeira. E por fim,
a parte de de de aprimoramento
institucional acaba tendo uma agenda
muito grande interna também, mas que no
final do dia acaba resultando pra
sociedade em termos de ganho de
eficiência e segurança de uma forma
geral, eh, de uma forma mais direta,
talvez em termos de de entregáveis. Acho
que a gente tem, como eu comentei assim,
esse reconhecimento de de que a gente
precisa eh considerar a a diversidade
para ter ganhos em termos de decisão,
então e e de de de serviço que a gente
entrega no final do dia. Então, a gente
tem uma busca de uma implementação do
plano de diversidade, de equidade, de
inclusão, que a gente eh vai entregar
nos próximos eh eh meses eh também. E do
ponto de vista de aprimoramento
institucional, de uma forma geral, a
gente tem trabalhado numa emenda
constitucional, numa proposta de emenda
constitucional que aprimora eh o
arcabolso institucional do Banco
Central, principalmente no que diz
respeito a a você poder ter uma garantia
mais perene de recursos, de instrumentos
de uma forma geral pro Banco Central
para ele poder fazer frente a sua
missão. Assim, de novo, é uma agenda
ainda em construção. A gente parte para
essa etapa mais rigorosa agora de ter um
plano de ação mais estruturado, mas de
novo assim, não não é um um um acabou o
anterior e começa o novo. É uma
transição suave, onde a gente vai trazer
aquilo que a gente já tava fazendo,
talvez com algum norte um pouco
diferente, com alguma reorientação, mas
sempre com esses objetivos,
>> não? Perfeito, Rogério. Eh, eu vou puxar
agora duas perguntas que as pessoas que
estão nos assistindo aqui fizeram no
chat. Primeiro, a pergunta do Roberto.
Ele pergunta: "Podem esclarecer como
pretendem aumentar a competição entre
bancos?"
Pois é. Eh, eu aí eu acho que a gente
tem basicamente ali dois princípios de
novo. Acho que que dizem respeito à
estabilidade financeira, tanto do ponto
de vista da segurança quanto do ponto de
vista da eficiência, que são basicamente
os objetivos ali, o segundo e o terceiro
que eu citei. Por um lado, a gente
precisa garantir a segurança, a gente
precisa garantir que aquelas
instituições que tão no mercado, tão
provendo serviço, elas vão prover de uma
forma segura. Isso, a garantia da
solidez do sistema como financeiro, como
um todo, ela é é é condição necessária
para que você tenha esse provimento de
serviço. Eh, por outro, a gente tem essa
adequação que eu tava falando, assim, a
gente tem um sistema financeiro, a gente
Banco Central do Brasil muitas vezes até
vê isso como um banco central inovador.
Assim, eu particularmente não gosto,
assim, como até comentei anteriormente,
eu acho que a gente acaba colhendo mais
a inovação do que fomentando a inovação.
A gente fez isso ao longo do tempo. a
gente teve a criação de instituições de
pagamento, de finex de crédito, onde a
gente trouxe a possibilidade de novas
instituições entrarem no mercado com uma
regulação proporcional, proporcional ao
risco que trazem, trazendo uma
competição com serviços diferenciados. a
gente viu um ganho muito grande em
relação a isso. A gente continua
acompanhando isso. Então, como eu
comentei, a gente acolhe agora então a
regulação dos prestadores de serviços
sobre ativos virtuais, que é uma novo
tipo de instituição, trazendo um novo
tipo de serviço. A gente tem também o
reconhecimento aí e a regulação para
manter seguro o provimento de serviço,
que a gente chama de bank NESA Services,
que traz uma capilaridade maior pra
população, traz uma possibilidade de
oferta melhor para de serviço financeiro
pra população. a gente continua tendo
esse acolhimento da inovação do mercado,
por um lado, garantindo a segurança. E
por outro, como eu comentei da nossa
parte, a gente tem esse provimento de
infraestruturas básicas que servem como
base para para as instituições que a
gente autoriza prover serviços cada vez
mais diferenciados para pra sociedade e
aumentando a concorrência. De novo,
talvez o caso mais clássico aqui seja o
Pix. Pixel é uma plataforma que a gente
desenvolve, que trouxe uma concorrência
muito grande, trouxe várias instituições
hoje em dia que basicamente trabalham em
cima desse serviço com capacidade de
gerar produtos inovadores. até um um uma
discussão que a gente teve até um pouco
tempo atrás dispeito até o Pix parcelado
que a gente quando a gente começou a
discutir o Pix parcelado, o mercado foi
na nossa frente, acabou tendo vários
serviços que foram desenvolvidos pelo
próprio mercado e hoje em dia você tem
um grande uso do do de instrumentos
diferentes e de uma forma concorrencial
de novo, cada instituição tendo seu
serviço ali provido, provendo serviços
que atendem ao cliente final, eh que
satisfazem a a necessidade idade desse
cliente final. Então assim, a gente tem
esse provimento dessas plataformas
básicas que elas têm por natureza buscar
ser plataforma em cima da quais
instituições possam entrar de uma forma
competitiva, ofertando serviços
diferentes e cada vez mais fácil. Open
Finance, ele tem muito isso como
princípio, né? princípio do Openfence de
uma forma geral. Antigamente só o meu
banco tinha minha informação. Então
assim, muitas vezes o o eu queria pegar
uma operação de crédito no passado, eu
tinha uma conta no banco A, o banco A
sabe, ah, o Rogério, ele é um bom
pagador, eu vou vou dar uma condição
melhor de crédito para ele. Só que ele
sabia que os outros bancos não me
conheciam, então ele eh eh ele sabia que
ao mesmo tempo que eu sou um bom
pagador, que aquela informação é só
dele. no Open Finance, na medida que eu
consigo pegar essa informação e passar
para outras instituições financeiras, eu
tenho uma concorrência mais igualitária,
né, provimento desse crédito para mim.
Então, não é só meu banco que sabe que
eu sou um bom pagador agora, também
outros bancos também sabem e podem me
fazer uma oferta em condições melhores,
concorrendo melhor como com com o meu
banco. A tokenização e o DREX, de uma
forma geral, eles buscam levar isso para
uma outra dimensão de ativo financeiro
também. Então, eh, um, talvez o exemplo
mais claro que a gente tem aqui seja o
que que talvez seja o mais usado hoje em
dia, eh, para financiamento com
garantia, seja financiamento
imobiliário. Hoje em dia eu tenho uma
restrição eh maior na utilização desse
ativo, que na medida que eu tiver um
ambiente onde eu tenho esse ativo, uma
facilidade maior para utilização desse
ativo, eu posso oferecer esse ativo para
para diferentes diferentes instituições.
Então, esse ganho que eu tenho em termos
de informação no Open Finance,
potencialmente eu vou poder ter no
futuro também eh com a utilização do
DREX ou da tokenização na utilização dos
meus ativos para poder obter serviço
financeiro. Isso tudo ajuda muito na
competição do sistema como um todo e no
final do dia no provimento de serviços
mais baratos pro cidadão e mais seguro
pro sistema como um todo.
>> Perfeito. Agora, puxando a pergunta da
Fernanda, ela diz assim: "Passando,
pensando no tema do bem-estar econômico,
que é um dos objetivos do BC para esse
ciclo, como vocês avaliam o papel das
cooperativas de crédito? Como esse setor
pode contribuir nessa construção?"
>> Eu acho que vai muito com o sentido da
pergunta anterior também de
concorrência, né? assim, o o a nossa a
estrutura, a organização do nosso
sistema financeiro, acho que ela permite
isso. E e de novo, assim, a nossa pegada
de uma forma geral de você ter uma
regulação onde você olha ali muito a
especificidade das instituições e tenta
regular de uma forma proporcional a a a
ao que essas instituições fazem. o
reconhecimento de que eu tenho
instituições de diferente natureza que
tem que garantir a segurança e
estabilidade naquilo que ela presta, mas
não necessariamente precisa ter eh uma
regulação eh de outras atividades que
talvez ela não preste. você ter isso de
uma forma eh que seja proporcional ao
serviço que as instituições prestam, eh
acaba acaba tendo um papel muito
importante no provimento dos serviços de
uma forma geral, na manutenção da
estabilidade da solidez do sistema
financeiro como um todo e na inovação e
na concorrência na prestação de serviço
eh do bem-estar social. no final do dia,
isso traz eh bem-estar econômico pra
sociedade como toda. Então, acho que faz
todo sentido. A a a a pergunta da
Fernanda, assim, a a as cooperativas
elas têm um papel central como mais uma
instituição, mais um tipo de instituição
que se insere no sistema financeiro, no
sistema de pagamentos como um todo,
prestando um serviço, sendo regulado com
base nesse serviço que ela presta, eh
tendo a capacidade de ser de de de ser
concorrente com uma regulação que
garanta a a solidez naquele serviço que
elas prestam.
>> Tá ótimo, Rogério? E agora pra gente
fechar essa essa live vai ser a última
de 2025, eu queria que você deixasse uma
mensagem para quem acompanha o trabalho
do BC e quer entender qual é o impacto
que esse planejamento tem terá na vida
das pessoas,
>> tá? Eh, vou deixar, queria só fazer um
um ponto antes desse recado final, que
eu acho que assim, a gente falou muito
aqui de planejamento, de entrega, de
autonomia. Eh, eu acho que vale sempre a
pena, sempre vale a pena a gente
ressaltar que isso tudo vem com uma
necessidade de prestação de contas muito
grande, como eu comentei anteriormente.
Então, assim, eh, planejamento
estratégico, a gente faz planejamento
estratégico, a gente solta agora então a
missão, a visão, os objetivos, a gente
vai construir a agenda, mas não acaba
por aí. a gente reconhece a necessidade
que a gente tem de prestar contas
daquilo que a gente tá fazendo agora,
seja do ponto de vista do do
planejamento em termos de objetivo, de
ação, a gente tem esse papel de prestar
conta. Eh, nesse sentido, assim, eh, eh,
eu acho que vale a pena ressaltar
principalmente o papel que a gente tem
de um relatório anual que a gente tem,
que é o relatório integrado de gestão,
que a gente publica anualmente lá pro
final do mês de março, geralmente a
gente publica e e é onde a gente eh dá
publicidade a todas aquelas entregas que
a gente fez ao longo do ano. Então, eh,
março agora a gente vai publicar o
relatório Integrado de Gestão de 2025,
onde a gente vai táar falando das
entregas que a gente fez ao longo desse
ano, prestando contas paraa sociedade,
daquilo que a gente fez do planejamento
eh anterior. A gente tem um
monitoramento contínuo também. O
presidente do Banco Central, ele tem
obrigatoriedade de prestar conta de
prestar contas a à Comissão de Assuntos
Econômicos do Senado Federal, ao menos
duas vezes ao ano. Então, uma outra
forma da gente prestar conta pra
sociedade também. E a gente tá vem até
discutindo outras possibilidades naquele
naquele objetivo de comunicação de dar
uma transparência maior eh pra sociedade
daquilo que a gente faz, fazer uma
prestação eh de contas paraa sociedade
de uma forma como um todo. Mas de uma
forma geral, assim, o o recado final,
acho que voltando um pouco até ao ao
início dessa nossa live, assim, acho que
esse planejamento estratégico que a
gente solta agora, então, essas
orientações estratégicas que a gente
solta agora, então, eh, comunica agora,
então, ela mostra um compromisso muito
grande do Banco Central com
estabilidade. E de novo, acho que n suas
duas vertentes, estabilidade monetária,
estabilidade financeira, ela reforça
muito o a institucionalidade do Banco
Central, o seu papel como um órgão de
Estado, a sua não dependência de de
indivíduos, de pessoas, mas sim o seu
poder como instituição eh eh de estado.
E essa busca cada vez maior do esse foco
muito grande no seu na sua missão legal,
da manutenção da estabilidade monetária
eh e financeira. Eh, e reconhecendo
também que, principalmente estabilidade
financeira, você precisa eh tem como tem
se tem por uma face solidez, tem por
outra na outra como outra face dessa
moeda também eficiência. Então você tem
também essa busca pela continuidade de
serviços mais eficientes e seguros paraa
sociedade como um todo. Eh, acho que é
isso. Obrigado, Camila, por me ter aí na
live de encerramento de final de ano.
Então, fico à disposição aí para as
próximas também. Obrigadão, Camila.
>> A gente que agradece, Rogério, e para
todos que estão nos assistindo, eh,
obrigada também pela companhia, pelas
perguntas.
2026 a gente volta com a live BC. Então,
fiquem ligados aí no canal do Banco
Central e a página que o Rogério citou
sobre o planejamento estratégico já tá
disponível no site do banco. Eh, e o
link vai tá aqui na descrição do vídeo,
tá bom? Obrigada a todo mundo. Boa tarde
e até 2026.
[música]
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.