Relatório de Política Monetária - Dezembro 2025
Sumário Regulatório
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o diretor de Política Econômica, Diogo Abry Guillen, participam na quinta-feira (18/12) da apresentação e da coletiva de imprensa do Relatório de Política Monetária.
Transcrição e Conteúdo
Alô. Bom dia. Estamos aqui para mais uma entrevista coletiva do relatório de política monetária. Presidente Gabriel Galípolo, diretor Diogo Guilherm. Bom dia. >> Obrigado, Arnaldo. Vamos lá. Obrigado a todos aqui presentes e assistindo, especialmente pessoal da imprensa. Eh, e agradecer novamente a equipe que é quem sempre faz esse relatório de política monetária, que sem...
Bom dia.
Estamos aqui para mais uma entrevista
coletiva do relatório de política
monetária. Presidente Gabriel Galípolo,
diretor Diogo Guilherm. Bom dia.
>> Obrigado, Arnaldo. Vamos lá.
Obrigado a todos aqui presentes e
assistindo,
especialmente pessoal da imprensa.
Eh,
e agradecer novamente a equipe que é
quem sempre faz esse relatório de
política monetária, que sempre fica
super completo. E aí eu vou fazer a
propaganda usual sobre do relatório,
porque eu acho que tem muitos temas que
são interessantes e merecem ser
debatidos.
Vou passar para uma apresentação que eu
acho que tá até um pouco mais curta do
que usual e aí depois a gente vai para
perguntas e respostas, tá?
É, começando,
começando só trechos retirados do
comunicado do cenário de referência,
eh, do cenário externo, a visão de um
ambiente externo que ainda se mantém
certo em função da conjuntura da
política econômica nos Estados Unidos.
Na ata a gente debateu eh um pouco
disso, a visão de que o ambiente externo
tava tava se tornando menos incerto do
que ele ele esteve.
eh alguns meses atrás. Isso por conta de
tarifas, isso por conta de fim do
government sh down. Então assim, é é um
ambiente incerto, mas menos incerto do
que já foi. E aí a necessidade de
cautela por parte por parte de países
emergentes na atividade econômica. O que
a gente tem sempre ressaltado é que essa
moderação eh tá tem ocorrido uma
moderação e tem vindo conforme esperado.
E aí olhando as diferentes comunicações
e as gradações, vocês vão reparando
assim a um pouco de como a gente tem
enxergado esse lado de atividade. a
gente chamou atenção na última ata pro
dado do PIB, que eu acho que também
contribui para para esse entendimento da
moderação que a gente a gente tem
ressaltado e no mercado de trabalho que
a gente tem descrito agora como mercado
de trabalho resiliente. Então você tem
no no relatório a gente fala um pouco
disso, você tem uma taxa de desemprego
em mínimas históricas, eh você tem um um
salário real ainda dinâmico, mas ao
mesmo tempo você tem uma taxa de
participação que cai, uma taxa de
ocupação que cai. a gente levantou
aquele tema na na ata do que que é
estrutural, o que que é conjuntural
e e o tema de que mercado de trabalho tá
aquecido, mas você tem sinais
incipientes de moderação. E aí na parte
de inflação,
eh, a inflação segue apresentando esse
arrefecimento,
eh, um cenário melhor do que era
esperado no início do ano.
ata e no e no relatório a gente elabora
em torno disso como é que foi a
participação de alimentação, como é que
foi a participação de bens industriais e
de serviços para para esse entendimento.
Eh, expectativas que se reduziram mais
acima da meta em 4,4 e 4,2
e as projeções aqui do segundo
trimestre, que foi o que a gente
divulgou, em 3,2. Aí depois eu vou
passar pelas pelas demais projeções, eh,
mais para frente.
Vamos lá. Abrindo sobre sobre o cenário
externo, vou primeiro falar um pouquinho
do global, depois dos Estados Unidos,
tá? Pouco poucos slides.
Eh, olhando
o num agregado de economias avançadas, é
que você vê que a inflação de serviços
parou de cair, que é o gráfico, é o a
linha verde e se estabilizou eh e se
estabilizou em níveis acima do que do
que ocorriam antes da do pré-pandemia.
enquanto a inflação de bens, ela
caminhou mais com a pandemia, né? Então
ela subiu bastante, caiu e tem
apresentado aí algum aumento
possivelmente ligado a à imposição de de
tarifas. E aí o outro tema é expectativa
de inflação que nas economias emergentes
da Europa e América Latina eh um pouco
para cima, chegando só no centro da meta
em 2026, enquanto na Ásia elas estão em
taxa em taxas abaixo ou no centro da
meta. E aí, olhando para esse gráfico eh
das inflações em países avançados e
países emergentes, eh é um gráfico que
já contou muita história e hoje ele
conta pouca história, mas eu acho que
não contar história tem é uma história
em si, que é a ideia de que você começa
a ver cada vez menos movimentos globais
de inflação, as histórias
idiossincráticas elas começam a
prevalecer e é um pouco olhar essas
linhas e você vê que durante a pandemia
caminharam juntos, mas agora,
ah, qual é a situação de mercado de
trabalho de cada país? Qual é a situação
de não trades? As situações mesmo
idiossincráticas passam a pesar mais,
tá? Eh, acho que se é para tirar uma
conclusão assim mais geral, é a visão de
que a inflação convergiu em várias
dessas principais economias avançadas.
Mas no tema de atividade, eh, de cenário
externo,
eu acho que o o primeiro é é a
resiliência. Então, pouca
pouca mudança nas projeções de
crescimento eh ao longo dos trimestres,
mas permanece muita incerteza. E aí eu
depois eu vou até trazer uns gráficos
mostrando como tem dispersão sobre qual
vai ser o crescimento no futuro. Então
tem um pouco de resiliência, tem alguma
desaceleração gradual, tem bastante
incerteza levando a esse a esse debate
sobre o que que vai acontecer no futuro.
É
slide que eu porto aqui não aparece lá
não.
Eu não sei se na transmissão
quer que eu dê o que tente de novo?
Ele se se entende.
Prosseguimos, desculpa. Eh, a parte de
política monetária,
tal como eu tava comentando,
é que as inflações estão heterogêneas e
tem menos
ciclo global, assim, o ciclo de política
monetária também heterogêneo nas
economias avançadas, assim, a zona do
euro, inflação mais próxima à meta em
Reino Unido e Estados Unidos, aí num
debate de africhamento, quanto falta,
qual, quais são os próximos movimentos?
E aí já no Japão, hã, inverso, né,
pressões inflacionárias contribuindo aí
para para aperto monetário. Entrando
para, para Estados Unidos, eh,
o primeiro tema é mercado de trabalho.
Eh, a gente tem falado bastante sobre eh
esse reequilíbrio de oferta e demanda ao
mesmo tempo nos Estados Unidos. E acho
que isso segue valendo,
mas com a visão agora de que mais
difícil de você entender qual é o
cenário atual do mercado de trabalho
americano dado showdown, então tendo
impactado
eh tanto tanto o dado de
dado de emprego quanto o dado de
inflação. Dado de inflação eu olhei com
menos cuidado que eu tava aqui no café
da manhã com vocês. Então, eh, mas essa
esse esse impacto do government sho
um tema que eu tava falando eh
anteriormente é sobre essas projeções
trimestrais nos Estados Unidos com maior
dispersão. Então, qual é o cenário que
vai vigorar ao longo de 2026, por
exemplo, hoje hoje tem maior incerteza.
um um tema que a gente tem trazido, acho
que Paulo foi o primeiro a a trazer
esses gráficos pra gente discutir aqui,
é como eh as tarifas têm impactado os
preços nos Estados Unidos. Eh, e olhando
diferentes decomposições, seja preço de
bens importados contra bens bens
domésticos, bens trades, tem uma série
de de indicadores de de alta frequência
que você acompanha preço no porto ou ou
eh eh ou online. E aí você fica tentando
ver os impactos das tarifas. Uma visão é
assim, eh tem tido aumento paraas
tarifas. Eu acho que em relação ao que
se previa inicialmente menor e um debate
maior sobre o quanto ainda vem ou o que
já ocorreu, é o não vem mais. Então,
acho que tem esse esse debate
perpassando aí eh
eh reajuste de preços, assim, quanto
quanto a gente ainda vai observar e e
contribui para para essa essa incerteza
que eu tava falando na política
monetária nos Estados Unidos, né, o Fed
reduziu a taxa de juros em dezembro para
intervalo entre 3,5 e 3,75
e data dependent, as novas decisões vão
depender do fluxo de informações. Acho
que tem um primeiro tema que é o o por
um ciclo de política monetária e o outro
é que você observa um pouco de maior
incerteza sobre eh indicações,
diretores, eh nomes. Então tem muito,
muita notícia em torno disso sobre
entrevistas para quem vai ser o
presidente, esse eh esse tema todo
tratado na imprensa, eh, que que
adiciona incerteza,
eh, não sobre uma decisão, uma reunião
ou não, mas sobre a condução mais de
médio prazo.
Eh, na ata a gente fala um pouco de
riscos de longo prazo e riscos de curto
prazo, né? E aí a gente chama atenção,
exemplifica um pouco. Esse aqui é um
pouco do risco de longo prazo, que são
os riscos fiscais, os de outros países.
Às vezes esses temas eles saem um pouco
de pauta e não se comenta, mas não é que
algo tenha mudado. Então assim, a a o
debate subjacente de os o superáit
primário que deveria ser feito, a
insustentabilidade da dívida em vários
países, tudo isso continua continua
valendo e continua dando sustentação à
atividade em vários países, tá? E aí,
por fim, acho que esse é o meu último
slide de de internacional, na parte de
commodities,
eh, a gente chamou atenção na ata que os
preços de commodity estavam contidos.
Isso valendo tanto para petróleo quanto
para agro. Eh, aqui tem efeito de efeito
de OPEP em agrícolas. a gente chama
atenção lá na Não vou não vou passar por
todos os comentários, mas acho que vale
a leitura do relatório em que a gente
fala quais foram essas forças que
afetaram os preços de agro, eh, milho,
arroz, trigo, café. Aí a gente abre um
pouco, mas acho que vale a vale a
leitura.
Agora entrando um pouco no tema de de
atividade eh aqui no Brasil,
a dúvida se eu tô sempre gripado ou se
em todas as coletivas eu tô gripado.
Então, porque é sempre marcante que na
coletiva eu tô gripado, então, mas
talvez seja, já brinquei outro dia que
eu sou gripado, então
>> é isso, a gente vai saber. Talvez seja o
Banco Central que me deixa gripado, não
sei.
>> É o CPET. Vamos lá. Eh, na parte de
atividade, o que eu tava chamando
atenção é é esse o conforme esperado,
assim, a atividade econômica, mantendo
trajetória de moderação.
Eh, e aqui tão tão os dados do PIB.
Então, tem o primeiro tema que é o
crescimento em si do PIB avançando 01
depois de alta de 03 segundo no segundo
trimestre. E o segundo tema que é a
abertura pelo lado da demanda, em que
você vê consumo das famílias
desacelerando, praticamente estável no
terceiro tri. Isso por conta a gente
abre um pouco, fala um pouco de redução
de crescimento de benefícios sociais e
de e de renda disponível pelo mercado de
trabalho. Então esse é um lado e eu acho
que é compatível com a nossa
caracterização de que você tem que ter
aí um um reequilíbrio de oferta e
demanda para levar a inflação à meta. E
o segundo, então esse é o lado consumo
das famílias, do lado da da
demanda e o segundo é a parte da
formação bruta de capital fixo, que
avançou no terceiro trimestre. Parte
disso por conta de plataforma de
petróleo que é mais volátil, mas você
viu essa esse avanço no terceiro tri aí,
o que esperar eh para esse futuro de
curto prazo?
Então, eh, os primeiros dados aí de do
quarto tri sugerem essa continuação da
moderação. E essa é um pouco o nosso
cenário, né? O nosso cenário, vou chegar
lá, mas é é de abertura de ato. Então,
ele ele prossegue a moderação de de
crescimento ao longo dos trimestres. É
isso que a gente espera. Essa tabela que
eu que eu gosto eh de de olhar, que são
os indicadores antecedentes. Nenhum dos
indicadores é especialmente
representativo eh sobre economia, mas
eles ajudam a você a ir acompanhando e
pensando sobre como tá a atividade. Eu
acho que eles indicam essa essa
continuidade da moderação.
Aí entrando nos boxes, eh, um dos box
analíticos que a gente fez, que é o box
que não é de projeção.
Eh, uma pergunta que a gente vinha se
fazendo já há algum tempo é assim:
"Poxa, o PIB tem surpreendido
sistematicamente para cima ao longo dos
últimos dos últimos anos e nesse ano nem
tanto." Então, vamos discutir um pouco o
porquê e o que que tem acontecido.
Então, acho que o a primeira a primeira
conclusão é essa de que assim em 2025
eh teve menos surpresa de crescimento do
PIB do que nos anos anteriores.
E o a segunda conclusão é que quando
você abre, o que surpreendeu para cima
esse ano foram os setores não cíclicos
da economia. E o que surpreendeu para
baixo, fazendo comparação em relação ao
focos do início do ano, foram o que
surpreendeu para baixo foram os setores
cíclicos da economia. Então é um eh é
tanto na composição quanto na magnitude
da surpresa do PIB é diferente dos anos
anteriores, tá?
Aí entrando para as projeções do PIB
para 2025 e para 2026, a gente revisou
2025 de 2 para 2,3.
Eh, tem um pouquinho de terceiro
trimestre mais forte. Acho que o o mais
importante aqui é a revisão das séries
históricas, tá? especialmente eh
agropecuária. Então, eh na revisão
desses trimestres anteriores, quando
você coloca isso, isso você tem um
efeito base, eh, e já justifica um pouco
desse aumento de 2025. E em 2026,
uma
é marginal a revisão de 1,5 para 1,6. E
aí é um monte de coisa acontecendo, né?
Você tem política monetária em campo
restritível, você tem baixo nível de
ociosidade, desaceleração da economia
global, menor impulso agropecuário. Ao
mesmo tempo tem a gente já incorpora
aquelas estimativas preliminares do
imposto de renda. revisamos um pouquinho
a agropecuária extrativa para baixo. Eh,
tem maior carregamento estatístico
porque 2025 subiu. Então, tem um monte
de coisas que justificam, mas no fim
pouca mudança no crescimento de 2026. Aí
entrando pro tema de mercado de
trabalho, eh, e aí
acho que é vale aquela caracterização da
ata, que é um mercado de trabalho
aquecido, mas com com sinais incipientes
de moderação. Então, vamos lá. você tem
uma tem uma taxa de desocupação rodando
nas mínimas históricas
e isso tem levantado um um debate
importante assim dentro do comitê sobre
o que que é estrutural e o que que é
conjuntural. Parte desse debate a gente
já trouxe inclusive no relatório
anterior, quando a gente traz aqueles
boxes analíticos,
eh, como é que o efeito demográfico bate
na taxa de participação, como é que os
aplicativos do Uber afetam, tudo isso é
pensando sobre o que que é conjuntural e
o que que é estrutural
da taxa de desocupação, eh, com a visão
de um mercado de trabalho aquecido, tá?
Eh, e aí geração de empregos com
carteira, eh, que rodando aqui um pouco
mais baixo, mas continua continua
robusto o cajet. Na parte de rendimento,
eh, tem dois temas assim a serem
destacados. O primeiro é esse
crescimento real elevado que eu tava
comentando. Eh, mas tem um outro que
também entra nesses nossos debates,
que é o gráfico da direita, como
diferentes pesquisas
t dado números diferentes de
crescimento, tá? Então,
sigo ou não? Ah, foi só aqui. Tá, tudo
bem. Eh, então você tem uma PINADE que
indica um crescimento próximo de 9%,
enquanto você tem um CCT indicando, sei
lá, 7 se eh eh
5 e5, na verdade tô ficando igual o
Paulo, daqui a pouco eu já não vou saber
mais as cores dos gráficos. do Paulo que
não foi um, não foi um, não, não é, é
que o Paulo é daltônico, então o Paulo
ele a a gente quando apresenta os
gráficos, a gente chama atenção de qual
linha a gente tá olhando para para todo
mundo. Então, eh, chamando atenção aqui
da diferença entre os crescimentos da
das linhas, na parte de crédito, eh,
segue sendo o um crédito que mostra
sinais de desaquecimento.
Eh, no último no último relatório de
política monetária, a gente abordou um
tema importante que é aquele da
inadimplência 4966, efeito regulatório.
Eh, no COMEF a gente também e elaborou
bastante sobre o crescimento do mercado
de crédito, como é que você separa o que
que é o crédito emergencial do crédito
de longo prazo. Então, eh
quanto mais eu olho sobre crédito, menos
correto eu acho que é olhar apenas a o
crescimento. Acho que tem produtos
diferentes, mercados diferentes que tem
que ser pensados e ts
diferentes eh eh transmissões
diferentes, causas diferentes que tem
que tem que ser incorporadas, tá? Que
que a gente mudou aqui nas projeções de
crédito? Um aumento em 2025 de 8,8 para
9,4.
eh, em particular crédito direcionado às
empresas e o outro é o crédito livre a
pessoas físicas. E aí para 2026 de 8
para 8,6 com aumento do crédito
direcionado, tá? Então eu eu chamo
atenção especialmente que é na parte de
crédito direcionado. Quando você olha o
gráfico, eh tem uma desaceleração, uma
desaceleração que vale aí no no nominal
e também no real em relação ao que rodou
nos anos anteriores.
Aí um um outro um outro box que eu que
eu sou fã, eh acho que o Rocha falou que
é o é o filho mais novo do Departamento
de Estatística esse aqui. Então a gente
esse é essas estatísticas são o filhote
aqui. Então complement assim eh em
outubro a gente passou a divulgar uma
tabela de estatísticas de pagamento,
começando aqui pelo Pix, setor a setor.
Então como um determinado setor
recebe ou transfere PIC para outro setor
e a gente vai fazer essa divulgação
mensal. É uma tabela 22 por 21, 23 por
22, uma coisa assim. São 400
números, né, de indicando essa matriz de
eh room to room, de quem para quem. E eu
acho que é super rico, tá? Eh e aí um
debate que a gente teve é que quando a
gente divulgou a gente não fez tanta
propaganda, então eu achava que devia
trazer pro relatório de política
monetária que vocês vêm. Aí a gente faz
a propaganda aqui, porque eu acho que é
muito rico pro acompanhamento da
economia, você saber como tá cada setor
recebendo e transferindo e vai ajudar a
a pensar eh um termômetro a mais eh de
atividade.
Apresentamos sexta-feira, eh semana
passada, inclusive pro FMI, né? Eh, foi
bem recebido, assim, acho que é é uma
estatística inovadora que eu sou
bastante fã eh
do fiscal eh que ele entra como input
nos nossos na nossa análise. Acho que a
gente faz essas perguntas pro
no QPC, no questionário pré-cupom, o que
o que os agentes estão tão esperando de
fiscal? Acho que pouca mudança, tá?
Então, quando você olha aqui nesse
gráfico da direita, a barra cinza, que é
a barra principal, é sem mudanças
relevantes. Então, a visão do dos
agentes de que entre um cupom e outro a
situação fiscal não se não se alterou de
forma relevante. Ainda aqui, como mostra
o gráfico da esquerda retirado do Focus,
eh prossegue a visão de que a dívida vai
continuar subindo
na parte de contas externas, que é é um
tema que a gente inclusive tem mudado um
pouco a nossa caracterização, se a gente
chamava atenção de que as contas
externas estavam em situação confortável
e a gente foi mudando um pouco essa
caracterização em função de um aumento
de transações correntes ao longo de ao
longo de 2025. eh esse aumento
refletindo o avanço das importações de
bens, uma atividade resiliente eh 24 e e
25 e em menor intensidade elevação das
despesas líquidas com lucros e
dividendos. Eh, exportações cresceram na
comparação interanual, mas em magnitude
insuficiente para compensar o aumento
das das demais contas. Aí, por fim,
nessa entrada líquida de DP, apresentou
uma melhora recente, voltando a superar
marginalmente o déficit em transações
correntes. Acho que o espírito aqui é
maior de chamar atenção de que tem um
aumento de DP, mas de que transações
correntes eh tão com déficit maior. Isso
nos levou a a uma revisão da projeção
das contas externas para 2025, subindo
de
eh 70 para 76 bilhões em 2025. E para
2026 a gente a gente tem uma visão de
que vai ter uma desaceleração da
economia, isso vai levar a uma redução
das importações, isso aumenta o saldo
comercial e permite ter eh um melhora
nas contas externas. Então, a as contas
externas em 2026, o déficit em
transações correntes de 60 bilhões, que
é 2,4% do PIB. Entrando paraa
inflação, eh, vamos lá.
Acho que um tema importante é esse da
inflação corrente caindo que a gente
fala no na ata, fala no comunicado,
chama atenção aqui no relatório de
política monetária. Eh, vou abrir um
pouco, falar um pouco sobre sobre isso,
mas assim, é, isso vale tanto para para
as médias móveis de 3 meses, quanto de
12 meses, então não é puramente efeito
base e vale também pros núcleos. Eh,
também olhando olhando nas médias móveis
também você vê uma uma desaceleração.
Eh, o primeiro tema é alimentos, que eu
eu já comentei, alimentos recuando no
trimestre e foi um dos motivos,
inclusive para paraa inflação via abaixo
do que a gente imaginava no trimestre.
Bens industriais também rodando eh eh de
forma benigna. E aí você entra no tema
de serviços e aí serviços, como a gente
colocou na ata, serviços é um é um setor
que você tem maior resiliência, ele é
mais inercial,
dep é mais relacionado com o mercado de
trabalho, com IATO, e a gente vê eh
alguma moderação eh mas ainda rodando eh
em níveis mais altos por conta dessa
dessa resiliência que eu tava
mencionando na parte de expectativas.
Eh, expectativas eh caindo, mas ainda a
acima da meta, elas caíram acho que em
todos os horizontes. Menor medida pros
horizontes mais longos e maior medida
nos horizontes mais curtos, à medida que
a inflação foi
eh foi saindo menor do que era do que
era esperado.
entrando pra parte de de perspectivas
eh de inflação, e aí vou falar um pouco
das projeções e do que nos surpreendeu.
Então, chamando atenção primeiro das
surpresas de curto prazo que a gente
divulga o trimestre. Então, inflação no
trimestre foi menor do que a esperada,
surpresas para baixo em bens industriais
e serviços, surpresa para cima em
administrados por conta de bandeira
tarifá em novembro.
Eh, e aí na parte da projeção, a gente
coloca projeção para dezembro, janeiro,
fevereiro e março. E aí tem uma
diminuição da inflação acumulada em 12
meses, mas que vai continuar acima da
meta. Então, alimentos com variações
mais elevadas, industriais
se seguindo com variações reduzidas,
serviços ainda pressionados por conta de
um mercado de trabalho aquecido e
administrados com transição paraa
bandeira tarifária verde, né, por outro
e alta do ICMS sobre combustíveis por
outro lado. Então, média dos núcleos que
se mantém acima da meta de inflação na
série de sazonalizada e anualizada. Isso
é a projeção de curto prazo. Na parte de
projeção de médio prazo, as projeções
condicionais. Então, juro neutro sem
mudança e, na verdade, pouca mudança
assim nas projeções, na nas hipóteses,
tá? Ah, taxa selix muda muito, taxa de
câmbio um pouquinho mais apreciada,
eh, e o brand um pouquinho mais
apreciado.
Eh,
IATO, estimado em níveis positivos, com
projeção de queda ao longo dos próximos
trimestres. Eu acho que nos trimestres
anteriores a gente fez até grandes
revisões de IATO, sair da visão de que o
IATO tava neutro, porque o IATO tava
positivo, etc. Nesse aqui eu acho que é
marginal, assim, acho que eu acho que eu
prevalece a visão de que a atividade tá
vindo conforme esperado. Então você pode
ter ali um 01 para um lado pro outro,
mas eu acho que não mudou eh a nossa
interpretação sobre o IAT, em primeiro
lugar de que iato tá eh tá positivo na
ponta, o IATO vai fica negativo ao longo
dos dos horizontes.
É, a gente soltou uma um box que é uma
nota sobre o descumprimento da meta.
Tava até comentando antes aqui da
coletiva com alguns. O o decreto da
meta, ele não ele não nos obriga,
digamos, a escrever esse esse essa nota.
Então, o decreto ele ele diz que deve
ser publicada uma carta quando você
completa se meses consecutivos de
violação da meta. e complementar a essa
carta, você deve soltar uma nota quando
há essa violação. O que a gente decidiu
por governança interna é enquanto houver
enquanto a a inflação fica fora da meta,
a gente vai escrever uma nota por
prestação de contas para que a gente
continue mostrando por transparência o
que a gente tem feito para levar a
inflação de volta à meta. Como nesse
trimestre dois dos três meses, se não me
engano, a gente ficou com inflação fora
da meta, a gente decidiu escrever
novamente. Então, ali tem
um pouco do dos motivos paraa inflação.
Eh, fora da fora do do intervalo. Tô
falando fora da merda, mas é fora do
intervalo, tá? Só para chamar atenção
que é o decreto fora do intervalo de
tolerância. E em novembro atingiu 4,46.
Então, e ali a gente fala, a gente faz
um pouco de um recap assim, o que que o
Banco Central fez para trazer a a
inflação de volta. Então, a elevação, a
aquela interrupção, a continuação da
interrupção,
a discussão se era suficiente, a
avaliação que é suficiente e a avaliação
que é adequada. Esses foram os passos de
política monetária aí nos últimos 12 ou
15 meses. Eh, projeções, né? Aí a antes
de antes de comentar os números, assim,
o primeiro tema que eu falo em todas as
minhas falas é que assim, eu discordo da
visão mecanicista que se tem sobre
projeções. Eu entendo que projeções
são uma sinalização. Eu entendo esse
debate inteiro do mercado, mas eu eu
adoraria ter a confiança de 01 para 18
meses à frente, quando a gente tem uma
surpresa de PCA 15, que é de 010, assim,
né?
sempre falo isso porque eu acho que as
projeções são condicionais. É óbvio que
vem de você já imputa um cenário, mas
ainda assim elas são eh embutidas de
grande incerteza. Esse é um debate que
vale no Brasil e vale em vários países,
tá? Eh, no BIS, no último
eh do BIS México e depois teve um
encontro de economistas chefes no no fim
de novembro.
eh, que era como você
transmite incerteza eh em política
monetária. Isso nasce de que, tô fazendo
aqui um grande detur, mas eu acho que é
bom. Eh, isso nasce de um debate do
Bernank quando ele foi pro Bank of
England, que ele defende a a proposição
de vários cenários.
alguns alguns países adotaram essa
sistemática de mostrar vários cenários
para tentar mostrar a incerteza de
projeições
e na minha visão não foi super
bem-sucedido,
porque
novamente assim os agentes
se pegam em um cenário e várias vezes o
pior cenário possível, assim, o worst
case scenario, e aí fica mais difícil
ainda a comunicação.
Aí outros tantos países, inclusive a
gente coloca isso no relatório de
política monetária, a gente chama
atenção pros intervalos de confiança eh
das projeções,
mas também assim eles eles ficam ali
perdidos e só se só há interesse pelo
pela estimativa pontual. Então acho que
esse é um é um debate recorrente e
importante que é de você chamar atenção
das incertezas, tá? da eh das projeções.
E é por conta dessas incertezas de
projeções que, sei lá, dois anos a gente
chama atenção no comunicado,
eh, que a gente tá mirando o redor da
meta de inflação.
A gente introduziu isso, acho que foi em
22 ou 23, uma coisa assim, e a gente tem
tem mantido esse
eh essa expressão. E o seg e o outro é
essa visão mecanicista.
Por fim, eh, outro box que eu acho que é
é importante, ah, eu esqueci de falar
dos números, fiz todo esse detur,
esqueci de falar dos números. 2027 Q2,
que já tinha saído em 3.2,
eh, com o livres em 3.2 e administrados
em 3.4, e 2027, Q3 e paraa frente, que
essa é a novidade do relatório, isso não
tinha saído no comunicado e na ata. o
27Q3 em 3.2 também e livres em 3.1,
administrados em 3.2, tá? E aí eh,
atingindo 3,0 da meta em 2028 Q1 e
2028Q2.
Eh, com relação um outro tema que a
gente trouxe e aqui também é é um desses
que é a dificuldade de de comunicação,
como você levanta o ponto de que você
olha muitas coisas, né? Então,
a gente publicou um box no ano passado,
que é o sistema de análise e projeções,
se não me engano, que é o o como é que o
ciclo do COPOM tá estruturado, quais são
as reuniões, o que que a gente olha,
passa por tudo isso. E lá a gente já
comenta que o comitê olha vários vários
modelos e é óbvio que olhe vários
modelos. tem o modelo do cenário de
referência, que é o modelo
semiestrutural, que ele é aberto,
transparente, que subsidia a reunião,
mas a gente faz uso de diferentes
modelos para fazer para diferentes
perguntas. Então, se você quer fazer uma
pergunta sobre como o cenário
internacional vai bater dado a um
determinado canal de transmissão, às
vezes você busca um outro modelo para
tentar responder isso. Esses são os
boxes analíticos. Esses são os nossos
debates. E aqui a gente traz um que já
saiu, se não me engano, como blog, como
working paper, que é um trabalho do
Gustavo e do Wagner de previsão por
machine learning. E aí é uma previsão
agnóstica, assim, econométrica,
sem usar o focus, como é que ela ajuda.
E aí aqui a gente é um trabalho em
andamento,
eh, de tentar pensar quais métodos são
bons para pros diferentes horizontes de
projeção. Assim, é meio claro que para
fundamentos macroeconômicos, médio longo
prazo, você deve usar. Então assim,
pensar sobre o IAT, pensar sobre tudo
isso, né, de longo prazo, para você
fazer a previsão dos próximos 15 dias, é
aquela coisa de planilha de você ficar
tentando acompanhar qual é o monitor de
inflação, quanto subiu o ônibus em
determinado capital. Então, e a gente ir
construindo esses esse Lego assim, tá,
de quais são os melhores métodos. E aí
trazendo trazendo esse aqui para pra
mesa também, que olha, tem alguns
horizontes que previsão de inflação eh
por aprendizado de máquina parece bom.
Então, para pra gente ir debatendo isso.
E aí, projeções de PIB e de PCA? Eh, já
comentei, só deixo isse aqui como último
slide. 2,3 e 1,6 pro PIB. 4,4, 3,5 e 3,1
pros anos de calendário de 25, 26 e 27
de inflação.
Eh, comentários finais aqui é só o
balanço de riscos retirado do do
comunicado.
É, riscos de alta desancoragem das
expectativas de inflação, maior
resiliência na inflação de serviços,
conjunção de políticas econômicas
externo e interno e os riscos de baixo,
a eventual desaceleração da atividade
econômica, uma desaceleração global mais
pronunciada e uma redução nos preços das
comodes com efeitos desinflacionários.
Acho que é isso aí. Podemos abrir para
pergunta de resposta. Pergunta. Então,
vamos passar para as perguntas, os pros
blocos de três perguntas. O primeiro é o
Bernardo Reuters.
>> Bom dia, presidente. Bom dia, diretores.
Bernardo Caranda Reuiters. Eu tenho três
questõezinhas. A primeira, eu queria
entender se o BC avalia, dá um algum
tipo de guindance quando eventualmente
considerar cabível um início de ciclo de
flexibilização ou se essa postura
dependente de dados inviabiliza uma
estratégia desse tipo nesse momento. No
segundo ponto e em janeiro vocês vão ter
o terceiro TR 27 como horizonte
relevante. Eh, o diretor já disse que
tem um nível de incerteza aí, mas o
relatório aponta e o IPCA de 3.2 nesse
horizonte que vai chegar e e 3.0
em 2028. Eh, já se pode considerar que
essa projeção estaria nesse caso eh
conforme pede a comunicação do BC ao
redor da meta de inflação.
E por último, na ata, vocês retiram a
menção que vinha sendo feita e que foi
feita em novembro de que a desencoragem
das expectativas é um fator de
desconforto comum a todos os membros da
diretoria. Eu queria entender só se a
diretoria considera que com essa melhora
da trajetória das expectativas, a
desancoragem deixou de ser um fator
adverso, mais crítico. Obrigado,
>> Marta.
>> Alô.
Eh, eu tenho duas perguntas. Eh, a
primeira é a seguinte: as eleições
entraram com mais força no radar do
mercado na última semana e houve um recu
na precificação de corte da Siliic para
janeiro e da taxa pro final do ciclo de
alívio monetário. Eu queria saber como é
que o Banco Central vê esse impacto,
quanto que ele pode afetar a condição da
política monetária a partir de agora. E
uma outra questão, eh, o Ministério da
Fazenda, o ministro Fernando Hadad, o
secretário executivo Darildo Durigan,
tem dito que a culpa da dívida tá tão
alta, a dívida pública tá tão alta, é o
alto patamar dos juros e não a política
fiscal. Eu queria saber o que que vocês
acham dessa análise.
>> Álvaro,
>> bom dia, Álvaro Grib do Estadão. Eh, o
Banco Central tem usado expressões
bastante duras, né, nas últimas atas e
comunicados. fala, por exemplo, de
expectativa desancorada,
de incerteza elevada, cautela, vetores
inflacionários adversos,
eh expressões que pelo menos, a meu ver,
não condizem com um corte iminente na
taxa de juros, mas ao mesmo tempo a
gente ainda tem muitas eh muitos
economistas e casos importantes no
mercado ainda já prevendo, ainda
prevendo cortes eh da CELIC em janeiro.
Queria fazer uma pergunta sobre
comunicação, assim, como é que vocês
vocês entendem que a mensagem tá sendo
transmitida
ou tá tendo algum ruído? Será que os
comunicados formais estão perdendo um
pouco de força para outros outras
variáveis? Enfim, queria que vocês
comentassem um pouco sobre isso, eh,
embora já saiba que o BC não tá dando
guidance. E uma segunda pergunta sobre
Banco Master, o ministro Diastofle
determinou que a Polícia Federal colha
depoimentos de dirigentes do Banco
Central.
Eh, queria saber como é que o BC recebeu
esse pedido, essa ordem, né? Se isso já
tá agendado, quem vai falar, se vocês
vão mostrar documentos, enfim, queria
que vocês também comentassem. E por fim,
não sei se hoje vai ser a última última
coletiva com o diretor Diego, mas só
parabenizá-lo e agradecê-lo por esse
pelo trabalho e pelo pela gentileza que
sempre teve com nós da imprensa.
Obrigado.
>> Justamente porque é a última do Diogo.
Vamos tentar explorar ele o máximo
possível. Diogo, você começa, deixa as
cabeludas para mim. Mas você começa.
É. quer que eu comece mesmo? Vamos lá,
então. Tá bom. Eh,
eh, desanoragem que eu acho que
Bernardo, começando pelo Bernardo, eh
guidance, flexibilidade.
Eh,
eu eu acho que assim, essas respostas
meio meio incondicionais sobre nunca
vale a pena ter um guidance ou sempre
vale a pena ter um guidance, eu eu não
concordo, tá? Acho que a gente a gente
já usou guidance quando a gente deu
aquele três de 100, por exemplo. Depois
a gente adotou data dependency e eu acho
que eh eh esse data dependency que a
gente tem adotado, eu acho que tem sido
eh benéfico assim de eh é quando você
acha que vale a pena esperar os dados,
incorporar os dados para tomar decisões.
Então, acho que tem sido um pouco esse
essa tônica, a tônica recente,
eh, a desancoragem como como um fator
comum. Acho que o comitê segue querendo
expectativas ancoradas. Porque eu acho
que não tem tem um assim, é o que a
gente sempre chama atenção de que quando
você tem expectativa desancorada, isso é
como se fosse um farol levando para uma
inflação mais elevada e isso exige uma
restrição monetária maior. Então é é
óbvio que expectativas ancoradas reduzem
esse custo da desinflação e são
importantes para para todos, tá? Então
aqui não tem
eh não tem mudança de interpretação
sobre sobrecoragem.
Eh, quer continuar e você vai lá. Eu
depois vou comentando. Eu tô tô eu não
anotei tudo, mas aí você vai falando.
>> Você me corneta aí que a hora que você
quiser. Eu vou começar com tema de
comunicação de política monetária. Eh,
eu acho que assim, a definição pra gente
da posição dependente de dados significa
que dado o ambiente existente,
eh, no tradeoff existente, entre você
sinalizar antes o que você vai fazer e
conseguir usar o período que você tem
até a próxima reunião do COPOM para
reunir dados e lá tomar a sua decisão,
vale mais a pena a segunda. É isso que
significa ter defendo, ou seja, eu
prefiro aguardar eh e recolher dados até
lá para que a gente possa quando chegar
lá com mais dados tomar essa decisão
subsidiada por mais dados. O que que eu
acho que é a interpretação correta a
partir do que a gente vem comunicando na
postura de perente de dados? Eh, e eu vi
isso em várias interpretações, né?
Significa que você não tá dando nenhum
tipo de seta para o que você vai fazer e
que você também não está fechando porta.
sobre o que você possa fazer. Então, não
há nem portas fechadas, nem setas dadas.
É, eu acho que é
aqui o que que a gente tenta expressar
com essa nossa comunicação. Então, acho
que comunicação política monetária é
esse ponto. Eh,
do ponto de vista de de da fala, acho
que foi até o o meu querido amigo Daril
que comentou sobre a questão dos juros e
do e do resultado primário. E eu eu acho
super importante ele ter colocado isso,
fiquei super contente que ele colocou
esse debate. Era um debate que eu tinha
muito interesse quando eu tava lá na
fazenda.
Porque o que acontece, aliás, a
Bloomberg fez um um estudo interessante,
a Marta que fez a pergunta, a Bloomber
fez um estudo interessante sobre a queda
dos juros mais longo desde janeiro para
agora, né? O quanto caiu juros nos
vértices de 27 em diante de janeiro para
agora. E isso é bastante importante. Ele
cai praticamente 300 pontos ali esse no
no mercado, né? Por que que esse ponto é
importante? Acho que tem coisas que às
vezes eh para vocês que acompanham o
mercado são mais óbvias, para quem
trabalha no mercado são mais óbvias,
para alguns economistas, nem todos, nem
que a maioria, mas que que vale a pena
explicar quando a gente tem uma
oportunidade, começa de falar com o
público em geral, né? Então, geralmente
toda vez que o Banco Central eh
coloca a taxa de juros de um patamar que
a as projeções são de que ela é
insuficiente para colocar inflação na
meta ou para produzir uma convergência,
o que as pessoas que participam no
mercado passam a achar é que amanhã você
vai ter que compensar com mais juros,
porque essa inflação vai andar, o que
provoca uma inclinação da curva de
juros, né? Se você consegue eh fazer uma
política monetária que ganha
credibilidade e sinaliza que a inflação
vai migrar, vai convergir paraa meta, aí
você vai vendo essas taxas cederem,
essas taxas mais longas cederem. Isso é
bastante importante.
No resto do mundo, a maior parte da
dívida pública, ela tá lincada a essa
taxa de juros mais longa, que é a taxa
de juros que é extraída dos leilões dos
títulos soberanos, né? Ou seja, a oferta
e demanda por títulos soberanos é que
determina essa taxa de juros, não a taxa
de juros de curto prazo. Não é a taxa de
juros de curto prazo. E aí por isso que
eh tem essa reverberação, vamos dizer
assim, paraa curva a partir de você tá
positiva, a partir de você fazer uma boa
política monetária, você tem uma
reverbação positiva. No Brasil, a gente
tem uma particularidade que a gente tem
quase metade da dívida pública linkcada
à taxa básica de juros por causa da da
da dessa figura chamada LFT que nós
temos, né? Então você tem um link grande
da taxa de da taxa de de juros da dívida
com a taxa básica de juros que é de
curto prazo, né?
Por que é que você tem essa
particularidade no Brasil? Eh, como o
tesouro faz um bom trabalho, o Tesouro
tem um trabalho difícil, né, de rolar a
dívida brasileira e faz um trabalho
muito bem feito, gente, muito competente
ali. Se ao longo do tempo o tesouro
preferiu linkar a dívida dele a taxa
Silic, é porque provavelmente a Silic
era a taxa mais barata que tinha para
ele se financiar, não a outra de longo
prazo.
Então, eh, a SELIC pode estar alta agora
ou pode ter est alta há algumas décadas
no Brasil, mas quando você vê esse
resultado, ele tá dizendo o seguinte: o
que se decidiu fazer foi financiar
Lincando na Cic, porque a outra
alternativa era ainda mais cara. Ela era
ainda mais cara. Então, perceba, eh, eu
acho que esse tema que tá sendo colocado
pelo Ministério da Fazenda é dos mais
relevantes, porque quando a gente diz
aqui na nossa discussão sobre porque o
Brasil sustenta historicamente taxas de
juros mais alto do que seus pares e
ainda assim com taxas de juros mais
altas, a gente vê um comportamento do
ponto de vista da economia que é um
pouco dissonante do que você esperaria
por livro texto, né? A gente não tá
falando aqui da nossa taxa de juros de
curto prazo, mas esse é um tema que tem
que ser discutido sobre toda a estrutura
a termo da da da curva de juros, né? Ou
seja, perceba, a taxa de juros que o
mercado cobra pro tesouro se financiar é
ainda mais alta ao longo da história do
que eh do que é colocado ali. Então,
acho que esse é um tema muito
importante, entender por é que tem um
prêmio desse tamanho cobrado para o
Brasil poder rolar dívida. Acho que esse
é um tema de debate que tem que ser eh
trazido e acho acho bastante importante.
Álvaro, primeiro dizer parabéns. Para
quem não sabe, hoje é aniversário do
Álvaro Gribeu, que decidiu passar o seu
aniversário aqui com a gente na nossa
coisa. Então, parabéns ao Álvaro. Eh,
>> tem também, Fábio. Pô, Fábião, parabéns,
Fábio. Não sabia. Se não tinha ter
contado para mim essa ficou lá fora, não
contou. Parabéns. Você bem mais velho
que o Álvaro, a gente sabe, né? Mas
parabéns, parabéns. Eh, obrigado vocês
passaram o aniversário aqui com a gente
baita prestígio para nós.
Eh, eu acho que da comunicação é aquilo
que eu falei, assim, acho que acho que
tá colocado ali. E do ponto de vista da
questão eh do máster, como eu já
comentei também na CAI, eh, o Banco
Central desde o início, pela experiência
de outros casos, sabia que esse é um
caso que tem que ser absolutamente
gabarito. Ele é um gabarito completo,
porque a gente precisa que todo o
processo ele se sustente ao longo do
tempo, né? A gente sabe que esses
processos costumam às vezes durar 5, 10,
15 anos. E e aí, obviamente, assim como
nós fizemos já com o Ministério Público,
com a Polícia Federal, o Banco Central,
mas não só o Banco Central, eu, enquanto
presidente estou à disposição,
obviamente, do Supremo para poder
fornecer todos os dados que a gente já
forneceu ao Ministério Público, a
Polícia Federal e que a gente
documentou, documentamos tudo, cada uma
das ações que foram feitas, cada uma das
reuniões, cada uma das trocas de
mensagens, cada uma das comunicações,
tudo isso tá devidamente documentado. E
obviamente estamos, como não poderia ser
diferente, à disposição do Supremo e eu,
em especial, presidente do Banco
Central, tô à disposição para ir lá eh
poder prestar todo tipo de suporte e
apoio no processo de investigação.
>> Diogo, mais alguma? Não. Eh, Cícero,
ah, um minutinho só.
Ele câmbio, não era
>> boa? Eleições, né? Eh, na verdade assim,
todo o processo também até da autonomia
do BC, ele é justamente pra gente ter um
casamento melhor com a nossa gestão
aqui, eh, que tá olhando para um
horizonte relevante mais longo,
descasado desses desse processo, né?
Então, o nosso horizonte relevante já é
um horizonte que perpassa o processo
eleitoral. Eh, e obviamente que pra
gente o processo eleitoral ele só eh
entra na nossa equação a partir do ponto
que ele afeta fundamentos que vão afetar
a variável chave pra gente, que é a
nossa meta de inflação. Então a gente
considera
como tá sendo afetado inflação corrente
e projeções de inflação, que é o nossa,
eu sempre brinco que é a bola que a
gente não pode tirar o olho.
>> Eh, bom dia, presidente. Bom dia,
diretor Cotrin da Broadcast. Duas
perguntas. A primeira é no sétimo
parágrafo da ata, o BC repetiu aquele
recado de que uma série de fatores,
entre elas o aumento do crédito
direcionado e as incertezas sobre a
estabilização da dívida pública tem o
poder de elevar o juro neutro da
economia com impactos deletéreos sobre a
potência da política monetária. Hoje na
no RPM, desculpa, o BC aumentou as
projeções pro crescimento do saldo de
crédito de 25 e 26, citando nos dois
casos um aumento do crédito direcionado.
E como o diretor Guil mencionou na
apresentação dele, tem uma expectativa
de aumento forte da dívida pública
quando a gente olha no Focus e tudo
mais. Queria saber se na avaliação eh
dos senhores a gente tá falando de um
cenário em que pode ter um aumento nessa
taxa neutra, tá? Em 5%, faz um tempo
desde que o BC revisou pela última vez,
dados esses riscos mencionados.
Eh,
o segundo ponto, o mercado tá tentando
descobrir de qualquer forma quando é que
vem o corte da CELIC. E eu vou fazer
essa pergunta porque me chamou muita
atenção no resultado agregado do QPC,
que para janeiro já tem uma divisão que
é quase 50% eh de corte no deveria
fazer, né? Ou seja, já praticamente
pedindo pelo amor de Deus,
eh, corta esse juro. Eh, então, queria
perguntar como que o senhores vem esse
ponto da divisão do QPC em janeiro e
especificamente se fazer um COPOM com
dois diretores a menos pode ter algum
impedimento em relação a fazer um
movimento na taxa Selic. Obrigado,
>> Marcela.
>> Bom dia, Marcel Áres da Ritas. Queria
primeiro insistir na pergunta do meu
colega Bernardo para saber se a projeção
de inflação em 3.2% significa ao redor
da meta ou não. Também gostaria de saber
eh se os diretores Guilen e Renato vão
sair ao fim deste mês e se com isso a
decisão de política monetária em janeiro
terá sete membros no cupom.
se de alguma maneira isso causa algum
tipo de apreensão,
se os nomes já foram escolhidos, essa
discussão tem sido travada em conjunto
com o presidente Lula ou não. E por
último, à luz eh das mudanças a partir
do ano que vem paraa tributação de
dividendos, se o Banco Central considera
que esse movimento de antecipação por
parte das empresas está pegando no
câmbio, em que medida esse tem sido um
fator preponderante ou não eh os preços
que a gente tem visto nesse mês?
Obrigada.
>> Cé
bom dia a todos.
Eh, a minha primeira pergunta eh em
relação ao mercado de trabalho, eh, eh,
tirando as questões exógenas, tarefaças,
acho que foi a discussão do ano interno,
eh,
tem a questão daização, enfim, eu queria
saber se hoje, depois de algum tempo eh
em cima desse assunto, se já é possível
dizer eh ter uma resposta pro que tá
acontecendo com o mercado de trabalho,
sendo que o diretor Guinin repetiu a
frase que o mercado C de trabalho segue
aquecido, mas com sinais incipientes de
moderação.
Eh, a outra pergunta é: em relação ao
dólar. há um ano exatamente neste café.
O senhor saiu ali separado, depois a
gente viu que o senhor tava fazendo
leilões ou ou pedindo para alguém,
enfim. E a gente tá vendo um cenário
muito mais, entre aspas, o diretor tá
aqui [risadas]
muito mais tranquilo. No fim, a questão
da do tarifaço
acabou sendo mais eh entre aspas de
novo, positiva pro pro dólar e para pra
nossa inflação do que estimada
inicialmente. Eu queria saber se vocês
têm alguma perspectiva de até quando
esse impacto vai chegar pro Brasil. E
uma última pergunta.
a respeito de eleições também. Eh, eh, o
senhor falou de um descolamento de
eleições, que as projeções do BC já
passam esse período, mas se a gente
pegar questão histórica, ano de eleição
é ano de mais gasto. Então, eu queria
saber se vocês eh contemplam fiscal eh
maior neste ano, no 2026, por causa por
ser um ano de eleição.
>> Posso? Vamos lá.
Eh, eh, neutra. O, pera, deixa eu voltar
aqui. Não tinha neutra, tinha, né?
Aqui é aumento do crédito direcionado
com aumento da neutra do Cícero. Eh, eh,
não, não teve debate de aumento de
neutra, tá? Acho que a gente tá
confortável com com a neutra que a gente
tem. Acho que tem um acompanhamento sim,
eh, de como tão vindo os dados de
crédito, tanto tanto direcionado quanto
quanto livre. Eh, e na parte de crédito,
assim, eu volto a chamar atenção eh
dessa visão de que a gente precisa
destrinchar para entender. Então, se
você olha é o é o rotativo, você olha o
imobiliário, você olha um veículo, eles
estão contando histórias completamente
diferentes com
pass through da taxa Selicas taxas de
forma diferente, com lags diferentes.
Então a gente tem o a gente tem cada vez
mais assim se debruçado sobre isso no
COPOM e acho que permanece a visão de
que assim você tem esses sinais de
moderação e é compatível com o a
política monetária.
Eh,
COPOM sete aí vai lá com sete diretores.
Acho que é melhor você Eu acho que eu
não faço muita diferença, mas aí é
melhor o Gabriel falar.
Eh,
tá achando esse rapaz já falou
sobre o
>> Ah, tem o 5050 do QPC também, eu esqueci
de comentar.
>> Falar,
>> é, assim, acho que não não causa
incômodo nenhum assim. Acho que é acho
que o QPC eh a gente a gente digere
bastante o QPC, olha pro QPC. Eu acho
que ele é um outro instrumento
importante e é importante saber o que as
pessoas estão pensando. E é óbvio que a
nossa comunicação ela ela busca indicar
para onde a gente tá indo ou assim, se a
gente, como a gente tem feito agora,
essa visão mais de vamos consumir os
dados que valem mais a pena do que se
antecipar e e indicar alguma coisa. Eu
acho que o o QPC ele ele reflete um
pouco eh essa interpretação.
QPC tem essa que PC tem várias perguntas
que eu acho que são interessantes. Eh, a
gente ainda vai publicar um estudo do
sobre o PPC no relatório de política
monetária, não foi não foi dessa vez,
mas vai sair no próximo trio, daqui a
dois trimestres. Eh, porque no fim o o
questionário precum tem esse essa
pergunta sobre o que deveria ou não
deveria, o que acha ou não acha, que
acho que é outra outra boa. tem uma
parte de balanço de riscos de inflação
que também tem sido também tem sido bem
útil tanto tanto sobre pensar sobre
balanço, mas também usar aquilo e fazer
uma análise mais de linguística assim,
quais são os riscos, e acompanhamento
dos riscos ao longo do tempo que a gente
tem tem participado.
Eh, e ele ele também ajuda a pensar
sobre o que que tá se imaginando que vai
ser comunicado, como tá se imaginando.
Eu acho que o KPC é um instrumento, é um
instrumento importante, tá? E não é, eu
também nunca vou ficar irritado com
qualquer resultado do PPC. A verdade é
essa, assim, acho que é ele é só o
reflexo de um de um survey. Acho que é
isso
>> aí. Acho que também só eu vou entrar
pela questão do PPC para passar pela
política monetária, depois vou paraas
outras aqui. Eh, ao longo do ciclo, eu
comentei que eu entendia que
a aquelas duas posições mais extremas
ali que tinham, né, tipo Banco Central
eh de início, será que funciona?
Funciona? Vai conseguir segurar, não vai
conseguir segurar? A política monetária
foi emagrecendo e também a outra, tipo,
botou a taxa num patamar que produziu um
vai produziu uma queda abrupta na
atividade econômica também foi
emagrecendo, né? Foi que as caudas foram
emagrecendo. Eu acho que isso eh se
traduz para essa questão do QPC também
deste jeito, né? assim, aquela posição
do eh as posições de não vai poder
cortar nunca a taxa de juros, ainda que
vão pode subsistir algumas posições, mas
elas emagrecem muito e também as
posições de já devia ter cortado eh lá
no começo também acho que ficam mais
magrinhas, acho. Então, acho que você
vai caminhando para esse processo de
divisão que você comentou. Às vezes, eh,
nós que discutimos COPOM e tudo mais,
hoje agora tô do lado de cá, podemos ser
mais sanguíneos do que os debates de de
de futebol, né? Ou seja, o sujeito que
tá respondendo janeiro acha o cara de
março um absurdo e o cara de março acha
o cara de janeiro um absurdo e fica lá.
Mas acho que faz parte, faz parte. O
importante, eu acho que essas caudas
estão emagrecendo e vão indo para um
para um para um para um ambiente de um
debate que quando você dá alguns passos
para trás, né, é esperado, vamos dizer,
dentro eh dentro desse processo. Então,
acho que isso vale a pena.
A segunda coisa, eh, o jogo é muito
elegante, eu sou bem menos que ele, mas
acho que remete a pergunta da Marcela
sobre dar, vou dar uma sublinhada no que
o Diogo falou de maneira elegante aqui,
de maneira mais subjetiva. O Diogão tava
explicando sobre a questão das
dificuldades, das imprecisões que você
tem a fazer projeção paraa frente.
O que eu entendo fala do Diogo é eh, eu
acho que conforme a gente foi retirando
algumas expectativas que existiam em
palavras chave serem gatilhos de sinal,
todo mundo vai migrando para que a
projeção vire um sinal. Acho que a gente
tá dizendo aqui, não adianta querer
achar que vai ter uma coisa, nem a
projeção, nem a projeção, não vai ter
uma coisa, vai ser uma série de coisas
que a gente vai estar analisando, né?
Então, querer, bom, é isso aqui, né?
Não, o a resposta à pergunta da Marcelo
tá presente na fala do Diogo ao explicar
que a gente entende que existe eh eh
limitações, vamos dizer assim, para
projeções de 18 meses eh para qualquer
coisa no Brasil, eh mas em paraa
inflação também. Então, acho que é disso
que tá sendo colocado. Por isso que eu
reafirmo aquilo que eu falei na minha
primeira resposta. acho que a
interpretação eh de que não há nenhuma
seta dada, nem uma porta fechada para as
próximas reuniões. Eu acho que a
interpretação eh correta ali no
processo.
Eh,
sobre mercado trabalho, eu acho que a
gente tá sendo também tentando ser
bastante honesto na na comunicação sobre
mercado de trabalho, sobre todas as eh
dificuldades que se tem de interpretar.
Eu acho que não é uma questão só global,
não é só não é só nacional, desculpa, é
global, mas eu acho que a gente tem
idiossincrasias aqui que tornam ainda
mais complexo, né? A gente acho que a
minha última fala pública, eu cheguei um
pouco comentar da dificuldade de você
interpretar uma queda na participação
com um desemprego nas mínimas, né? Tem
saído estudos, o que que poderia tá
levando a isso? Acho que eh tudo tudo
isso quando você tá tentando se
aproximar de algo que por natureza já é
complexo interpretar, mas a agrega mais
complexidade, ela recomenda justamente
que você não tenha opiniões muito
dogmáticas sobre as coisas, né? Que você
aborde de maneira humilde e modesta o
problema com a devida cautela. Eu acho
que é isso que a gente vem tentando
fazer eh sobre mercado de trabalho, né?
sobre o câmbio, o como Newton sempre tem
explicado e tem feito um excelente
trabalho ali, né? Eu acho que eh
acompanhar a questão da
disfuncionalidade, se existe algum tipo
de disfuncionalidade, né? Eh, várias
discussões e debates sobre a como a
gente consegue observar um comportamento
mais óbvio de sazonalidade ou não, né?
que costuma ser esperado. Eu já
comentei, você comentou em 2024, eu tava
aqui fazendo intervenções naquele
momento, mas tava lembrando agora a
pouco no café da manhã para vocês que em
23 foi o primeiro ano que não tinha
feito nenhum tipo de intervenção, eu
tava na dipom, então eu tenho esses
recordes extremos ali de não ter feito
nenhuma e ter feito uma das maiores ali,
ou senão uma maior intervenção em 24
ali. Então, eu acho que isso demonstra
que eh as reações, a função de reação do
BC vai tá sempre olando para
disfuncionalidade e que também não há
uma visão preferencial sobre fazer ou
não fazer. Ela vai táar muito
respondendo ao que tá pedindo do ponto
de vista do que tá acontecendo com o
comportamento do preço eh dos ativos
sobre a ótica da funcionalidade. O
câmbio flutuar é isso mesmo, ele é um
amortecedor muito importante, é uma
linha de defesa muito importante, eh tá
dentro da lógica do câmbio câmbio
flutuar.
sobre os dois eh diretores, assim, é
eu eu acho que de um lado é dizer,
eu acho que a gente tentou mostrar ao
longo desse ano e acho que conseguimos
que essa é uma instituição que tem uma
fortaleza institucional, que a forma
como o BC se comporta, a forma como o
COPOM se comporta, ele depende muito
mais do que que é o arcabolso legal,
institucional do Banco Central, do
institucional dessa dessa casa do que
qualquer outra coisa. Isso se mantém,
não é a primeira vez que pode ter um
diretor eh a menos ou dois aqui no caso.
Eh, o Paulo acumula, professor Paulo
Piquete acumula a partir e de janeiro as
duas diretorias, né, também é de PEC.
Então vocês podem esperar que nos
próximos RPM a gente tenha menos linhas
com cor e linhas pontilhadas, linhas com
quadrado, linhas tracejadas.
Eh, não, Paulão já se adaptou bem a a
cores diferentes e o Juneu acumula ali a
a Dior. Isso de maneira nenhuma não quer
dizer que o Diogo e o Renato não
farão muita falta para todos nós aqui,
né? O Diogo,
eh, eu ia deixar para falar isso mais
pro final, mas eu toda vez que eu falo
do Diogo, eu tenho uma dificuldade
grande, porque eu tento achar adjetivos
menos superlativos para tentar dar
credibilidade, não parecer tão tiete do
Diogo. Mas a verdade é que eh Diogo é um
é absolutamente genial. Diogo é um
gênio. É um gênio mesmo. Eh, ele reúne
uma série de qualidades muito
particulares, difíceis de encontrar. num
economista e num ser humano, né? O Diogo
tem uma capacidade ímpar de transitar
por todos os ramos de conhecimento da
economia, eh, não só de transitar em
cada um deles, mas de combiná-los
juntos. É uma formação acadêmica
invejável, um apetrechamento técnico
invejável que ele tem, ímpar.
Além disso, tem um espírito público
incrível. é um cara que tá aqui. Eh, é
difícil você achar alguém no Banco
Central que toma alguma decisão nos
últimos 4 anos sem consultar o Diogo
antes, não só na DPEC, em qualquer uma
das áreas. O Diogo é aquela pessoa que
você quer antes tomar qualquer decisão,
ligar antes, perguntar antes, passar o
texto pro Diogo antes, porque ele sempre
vai jogar uma luz para você e vai, ele
tem de maneira, é muito natural para ele
encontrar a solução, é muito fácil para
ele encontrar a solução para questões
que são complexas.
Eh, e por fim tem essa coisa que é ter
um ego absolutamente bem resolvido. Ele
não tem em nenhum momento, em nenhum
processo, ele coloca eh qualquer coisa
pessoal, individual em primeiro. Ele tá
sempre pensando no objetivo pra
instituição, pra sociedade. É uma coisa
muito impressionante. É um, é um
privilégio você poder ter, eu vou poder
dizer que eu trabalhei e vi em ação um
cara que tem o talento que o Diogo tem,
a vocação que o Diogo tem, a capacidade
técnica que o Diogo tem. Eh, e nessa
relação onde Diogo e eu estabelecemos e
eu me aconselho com ele, me aconselhei
com ele para decisões, não só de
política econômica, não só de política
monetária, mas para praticamente tudo. E
depois, como eu já comentei, pra vida
pessoal,
eh para mim é um dia triste, porque eu
tô perdendo o convívio diário, eh, e
cotidiano com alguém que virou um irmão.
Para mim, o Diogo virou um irmão mesmo.
Diogo virou um irmão. Então, é triste e
a gente não ter mais isso aqui. Eh, mas
é um privilégio
ter poder trabalhar com ele. A herança
do que ele deixa aqui, o legado que ele
deixa aqui vai durar para sempre. A
contribuição que ele deu pro Banco
Central vai permanecer com todos nós
aqui. Ele deu uma contribuição incrível
em todas as áreas, então ele permanece.
Mas além disso, eh, aonde ele tiver, a
gente vai estar acompanhando que ele vai
estar produzindo, escrevendo. Se ele
tiver no meio acadêmico, o meio
acadêmico vai est melhor que o Diego. Se
ele tiver no mercado financeiro, o
mercado financeiro vai est melhor que o
Diogo. Assim, é tudo que o Diogo, onde o
Diogo tiver, vai tá melhor com a
presença do Diogo. Então, apesar da
gente tá perdendo o Diogo no quadro aqui
do BC por enquanto,
eu acho que o Brasil pode se dar esse
luxo, esse privilégio de falar que tem
uma pessoa que é um eh, para usar a
expressão do Moon Hussel, é um servidor
da humanidade, é um funcionário da
humanidade. Qualquer coisa que o Diogo
tiver escrevendo, eu vou est lendo lá
para ver, porque vai tá vai tá ajudando
a gente a pensar melhor. E que bom que a
gente pode ter um cara com essa com esse
perfil como Diogo. É isso.
>> David
>> não falou das tarifas e nem da eleição.
Minhas perguntas
>> da eleição. Acho que aquilo que eu já
tinha respondido, a gente vai est
olhando pro fundamento, né? Tarifas. Eu
acho que é muito que tá no no RPM ali aí
e acho que isso tá muito nas
comunicações internacionais e eu acho
que conversa com aquilo que a gente
disse
eh sobre outras outras outros choques,
vamos chamar assim, que estão sendo
pensados, né? O Banco Central do Brasil
decidiu
incorporar gradativamente esses choques,
né? Cada vez que surgiu uma coisa nova,
a gente foi deixando os dados
demonstrarem como aquilo ia ser
impactado. E como eu disse, acho que
isso se pagou, né? Acho que gastaria
fazer um desses casos onde
as previsões originais do ponto de vista
do que que ia acontecer e o que acabou
se revelando, eh, ainda tem uma
discrepância. Acho que existe uma grande
discussão. Será que é leg?
Não vai aparecer. essa discussão tá
bastante presente, mas a própria
existência da discussão sugere a gente
permanecer nessa posição, como eu disse,
humilde, modesta no consumo e na
incorporação desses choquos.
Bom dia, David Souza, do portal
Metrópoles. Eh, nós vimos no relatório
que a redução no preço dos alimentos,
ela é sinalizada como um dos pontos
importantes paraa redução da inflação
nos últimos meses. E essa redução, ela
tem associação com fatores climáticos.
Para 2026, a princípio, espera-se uma
neutralidade, ou seja, nem atuação do
einho, nem da laninha.
Eh, mas eu quero entender qual que é o
peso que esse componente climático ele
tem nas projeções do BC, vício que a
inflação de alimentos é um um dos pontos
relevantes no Brasil. A outra questão é
em relação a às vagas que se abrem na
diretoria do BC. Queria entender do
presidente qual que é o o perfil que o
senhor entende que é adequado nesse
momento para essas duas pessoas que
venham ocupar essas duas posições,
sabendo, claro, que a indicação ela é
parte do presidente da República,
>> Fábio Grana.
Eh, bom dia, Fábio Gran do Globo. Eh, a
minha pergunta conversa um pouco com com
a pergunta do do pessoal da Riter, da
Marcelo e do Bernardo. O mercado vem
discutindo o início do corte dos juros
no primeiro trimestre, mas no relatório
vocês descrevem que a inflação segue o
movimento de queda, mas permanece acima
da meta até o final de 2027.
Por causa disso, eu tenho duas perguntas
aqui sobre isso. É possível iniciar a
queda dos juros com inflação acima da
meta? E aí eu questiono esse conceito de
acima da meta. Eh, porque 3,2 tá no
horizonte relevante e 3,1
não considerar ao redor da meta? Não é
preciosismo do BC tratar isso como acima
da meta?
Eh, a outra pergunta que eu tenho é
sobre de que forma vocês, se vocês já
incorporaram ou vão incorporar essa
redução de renúncias tributárias que foi
aprovada ontem, já tava em tramitação e
o governo já contava com isso pro
orçamento, como isso impacta os preços e
a reforma tributária que já entra em
vigor em 2027, que é horizonte
relevante, se isso de alguma forma
também entrou na projeção de preços. Eu
tinha uma pergunta de mercado de câmbio
também, mas vocês já responderam. Vou
não vou perguntar tanto. O Diogo
reclama, é a última vez, não fiz tanta
pergunta.
>> Muito obrigado e parabéns, né Timóteo.
>> Bom dia, presidente. Bom dia, diretor.
Antônio Timote é o repórter do Platô BR.
Presidente, eu queria saber se o senhor
já começou a conversar com algumas
pessoas para as vagas que vão abrir com
a saída do Diogo e do Renato. Ministro
Fernando Haddad disse que eh o
presidente Lula já tava recebendo
algumas pessoas, conversando com algumas
pessoas. queria saber se o senhor vai eh
se se o Banco Central eh vai participar
desse processo, se o senhor tem
participado dessas conversas e se a
estratégia mais adequada é apresentar
esses nomes eh ao país e à sociedade em
fevereiro com a retomada ou se isso deve
acontecer em janeiro. Eh, e por fim,
presidente, eh, eu queria um pouco pegar
aqui a corona no que o Álvaro trouxe na
primeira pergunta dele, porque a
comunicação do Banco Central tem sido eh
dura no sentido de mostrar que ainda não
há espaço pro corte de juros. Eh, e o
senhor tá dizendo que eh eh de uma
maneira um pouco mais suave, que o Banco
Central não dá seta, mas também não
fecha a porta.
Eh,
eh, isso distou um pouco da comunicação
que tem sido um pouco dura ou não? Eh,
isso não traz um pouco mais de de ruído
porque a comunicação em si, a ata e o
comunicado foram significativamente
claros no sentido de que não há corte de
juros em janeiro. Eh, pelo menos é o que
a gente entendeu lendo a a ata. É. E e e
e o curioso é não é não é a nossa
interpretação, é que depois quando a
gente vai ler as as análises de mercado
apostam em 25 em janeiro ou meio em
janeiro. Ou a turma que aposta em 25 em
março ou meio em março, ainda tem a
turma que joga pro segundo trimestre.
Muitas variáveis. Eh, enfim, eh,
não existe um descasamento entre o que
tá sendo comunicado no documento e o que
o senhor fala entre não fechar a porta e
não dar seta? Eu
vou começar com o Timote que o Timóte me
facilitou porque você respondeu a sua
pergunta. Você acabou de falar que o que
a precificação do mercado tá dividido,
né? Então se ela tá dividida, a gente
não fechou a porta na comunicação, né?
Acho que cada um pode ter a sua própria
interpretação. É assim que funciona e é
por isso que todo mundo recebe
remuneração para fazer as suas próprias
apostas e ganha bastante dinheiro para
isso. Eu entendo que exista às vezes uma
ansiedade para que o Banco Central
sinalize com um telão e neon o que que a
gente vai fazer e tudo mais, mas a gente
tá dependente de dados. Eh, tem muito
menos incerteza, por exemplo, que tem no
Fed, que você não sabe, um cara pode
cortar, outro cara pode manter, outro
cara pode descer, né? a gente tá com
menos incerteza quando a gente olha para
isso, mas acho que a sua resposta, a
resposta dada em que você colocou, tem
uma distribuição ali. O iso também tava
comentando sobre essa distribuição. Acho
que é é normal. É normal. E aí acho que
dentro dessa distribuição e dessa de
precisar acertar, porque quem tá no
mercado precisa acertar, né, essa essa
coisa na hora de fazer as apostas, vai
acontecer a discussão sobre a pergunta
do Fábio aqui, né, que eu acho que quem
respondeu foi o Diogo no início no
início aqui da fala dele, ou seja, tipo,
é, eu acho que na busca por pistas se
quer encontrar ali dentro da projeção
este sinal. E o que a gente tá dizendo
é, eu sinceramente acho que tem a
resposta que você mesmo deu e tem o que
eu tô dizendo com bastante clareza, que
é não há seta, não importa fechada. Eu
li isso de vários analistas de de de
Banco Central, vários deles estão aqui.
Essa leitura de que essa essa
comunicação, eh, você comentou aqui
sobre como tá a precificação.
Eu entendo a ansiedade que gera a gente
não se amarrar ou fazer qualquer coisa
nesse sentido. É, mas a gente entende
que dentro das alternativas e os custos
existentes,
eh, eu acho que essa é a estratégia que
tá sendo mais coerente com o que a gente
vem fazendo. A gente vem, toda vez que a
gente tem uma uma incerteza, toda vez
que a gente tem uma coisa, a gente
confessa e fala: "Tá aqui é isso mesmo,
assim que a gente tá vendo. Nós vamos
reunir dados e a partir da reunindo
dados a gente vai conseguir eh chegar na
conclusão lá com mais informação do que
a gente tem aqui, né? Acho que esse é o
esse é o ponto sobre vagas. A a a a
resposta a minha, eu eu eu tenho por
orientação aqui a gente não entrar na
prerrogativa do presidente da República.
Então assim, a prerrogativa é do
presidente da República. Perfil quando?
Presidente da República. Presidente da
República. Ele que vai comunicar isso.
Não, não,
não cabe. Acho que é o Banco Central eh
vir falar sobre a prerrogativa do
presidente.
>> Mas o senhor participa do debate? mesmo
que a gente participe, quem vai falar
sobre isso vai ser o presidente.
Adicionar dois pontos aqui. O primeiro é
é do Fábio. Eh, tem
duas coisas assim que me incomodam um
pouco na interpretação.
A primeira
é essa que eu já comentei dessa visão
mecanicista de projeção.
Eh, realmente todas as vezes eu falo
porque eu acho que eh a projeção ela tem
uma incerteza inerente que eu acho que
tem que ser incorporada.
E junto com isso, que é o meu segundo
ponto, eh, e falei isso na coletiva
passada também, que eu acho que tem essa
busca de se isso, então isso. E a gente
tem falado, olha, não tem um elemento
unidimensional, não é olhar apenas a
projeção, não é olhar apenas o balanço
de riscos, não é olhar apenas o iato. A
opção de reação que a gente adotou no
processo de alta, no processo de
manutenção, ele tá bem descrito. a gente
mantém uma função de reação e é uma
função de reação que incorpora várias
coisas. Então isso vai, isso continua
valendo, tá? Então eu acho que eh isso é
importante. Segundo ponto, reforma
tributária.
Eh não entrou na projeção. Eh a reforma
tributária.
A gente tem pensado sobre o assunto,
pensado eh
como como incorporar. Acho que tem muita
incerteza. Eh, eu encho o saco bastante
aqui das equipes sobre isso, mas ainda
ainda não consegui convencer aqui, não.
Mas mas eu acho que assim, tem que ser
um tema pensado para você eh
não confundir aumentos setoriais com
pressões que de ato e na verdade são
aumentos oneof por causa de impostos.
Acho que a gente tem que tá bem
preparado para conseguir separar esses
aumentos. Tem vários casos em outros
países que ajudam a pensar sobre isso,
sobre como como reagir quando você tem
um um aumento desse. Mas eu acho que a
gente tem que ter mapeado ainda ainda
temos tempo para fazer isso, mas mapear
o que esperar dos dos diferentes
setores, certo? Sabadinho já tá olhando
aqui chateado comigo. Eh, continuando,
eh,
do Metrópolis, eh,
preços de alimentos.
E então assim, a gente supõe laninha
moderado, certo? Lain moderado,
sazonalidade usual no primeiro tri e no
modelo de médio prazo, a gente tem
uns uns termos não lineares lá para
incorporar clima e voltar para as médias
históricas. Então acho que aí não tem eh
não tem tanta novidade. Tem a visão que
a gente chama atenção inclusive pro PIB
que é de que não vai ter um impulso agro
tão grande quanto teve esse ano, porque
ser parte de uma de uma safra que foi
foi muito positiva os últimos dois anos.
Acho que é isso,
>> Larissa.
>> Bom dia, Larissa Garcia do Henai. Eh, eu
queria pegar o gancho da pergunta do
Álvaro sobre comunicação. Eu lembro que
o presidente na Sabatina eh criticou
essa linguagem do COPOM, né? Falou que
tem um campeonato mundial de
interpretações.
Eh, enfim. E aí agora a gente teve esse
parágrafo nata, eh, falando da evolução
da comunicação do BC, que gerou
justamente esse campeonato de
interpretações, né, para saber o que
cada palavra significa. Enfim, eu queria
perguntar por que que vocês escolheram
essa linguagem mais complexa, né, mais
cifrada para comunicar eh o início da do
de um ciclo de queda, que é um momento
importante, e não não optaram por uma
linguagem mais clara, inclusive falando,
enfim, eh estamos dependente de dados,
não sei. Eh, uma segunda pergunta sobre,
eh, essa coisa de não há portas fechadas
nem setas dadas, né, para janeiro.
Queria um pouquinho mais de detalhe. Eu
queria saber se para cortar em janeiro
tem que ter uma surpresa benigna na no
conjunto de dados ou ou é o contrário,
tem que ter uma surpresa negativa para
não cortar. Não sei se você se entendeu
minha pergunta. Eh, ou seja, se tudo
evolui como esperado,
eh, o viés é para cortar ou para não
cortar?
E aí tem um trecho sobre subjuros, se
necessário. Tinha uma expectativa que
vocês retirassem esse eh esse trecho. Eu
queria saber porque que vocês decidiram
manter. Obrigada.
>> É isso.
>> Boa tarde aí do Globo. Eh, eu queria
perguntar, começar perguntando primeiro,
né, na na ata. Os senhores disseram que,
quer dizer, esses mês vocês disseram que
a estratégia de manutenção da SELIC por
período bastante prolongado é adequada
em vez de suficiente.
Queria primeiro pedir se os senhores
poderiam explicar a diferença entre
essas duas eh qualificações.
E na ata, depois os senhores explicaram
que vem ajustando a comunicação a cada
reunião para expressar a percepção sobre
o estágio do ciclo. Isso quer dizer que
a manutenção por período bastante
prolongado pode não ser mais adequada em
janeiro.
E a segunda pergunta eh em relação a
insisti um pouco na pergunta que o
Bernardo fez sobre as expectativas
desancoradas, né, que vocês retiraram o
trecho que falava sobre desconforto. O o
diretor Diogo já falou que continua eh
que vocês querem ver as expectativas eh
ancoradas, mas ter tirado esse trecho
significa que vocês eh perceberam que
isso não vai acontecer no curto prazo ou
eh antes de iniciar um ciclo de queda de
juros? Obrigada,
>> Alex.
Bom dia. Eh, primeiro eu queria aqui eh
dar uma checada aqui na informação, né?
Eh, o mensagem principal que não há
nenhuma seta dada, nenhuma porta fechada
para as próximas reuniões. Aí teve
plural aqui. Eu queria entender se
quando os senhores estão falando em
próximas reuniões, estão falando da
próxima reunião da reunião seguinte, da
seguinte, se a próxima reunião está
incluída nas próximas reuniões ou é uma
mensagem mais aberta ou mais eh enfim,
acho que isso é bastante importante.
Segundo aí, eu queria aproveitar, acho
que é é é é uma oportunidade importante
para esclarecer, acho que talvez de vez
essa a função que as projeções de
inflação t na comunicação do Banco
Central. Durante anos e anos, as
projeções de inflação eram instrumento
de comunicação do Banco Central. na
medida em que você, o modelo tinha
projeção, Banco Central fazia o
julgamento e mandavam mensagem por meio
dessas projeções de inflação. Então eu
queria entender se eh de uma vez por
todas, se pudesse indicar, olha, isso
não é, a gente não comunica por meio da
projeção de inflação ali, não é um sinal
do que que a gente pretende fazer. Acho
que essa é bastante importante. Segundo,
queria entender um pouquinho melhor
a decisão que vocês fazem sobre eh dar
forward guidance ou não dizer o que que
vai fazer a seta paraa próxima reunião.
Se essa decisão tem a ver com eh a
crença que vocês têm de que o trabalho
tá sendo feito da maneira esperada.
Quando vocês deixam de dar uma
sinalização, é porque vocês estão mais
preocupados ou não. O que que isso
representa em termos de temperatura eh
do que vocês estão pensando? E queria
reforçar e a a um pouquinho a pergunta
da Larissa, que eu acho que é bastante
importante, que é: a gente tem
acompanhado uma evolução da comunicação
do Banco Central, porque tem um
parágrafo que faz ali todo esse apanhado
dessa evolução e e essa evolução ela
aconteceu em boa medida porque foi se
confirmando o cenário que o Banco
Central vinha traçando. vocês foram
acumulando eh mais dados que davam
confiança de que as coisas estavam eh
acontecendo da maneira esperada e com
isso foi evoluindo para uma situação que
podia subir depois que tava confortável
com aquele nível, enfim, o período
prolongado. E a gente tá agora nesse
estágio que tem essa porta aberta. Eu
queria entender se é é essa é a mesma o
princípio que vocês estão seguindo até a
próxima reunião de janeiro para decidir.
Obrigado.
>> Perfeito. Eh, eu vou tentar juntar de
novo aqui algumas questões, aí vocês me
me corrigem se se eu tiver deixado
passar alguma coisa. Quando eu falei do
campeonato não tava nem criticando não o
o
a o a comunicação do COPOM, não tava
fazendo uma ironia sobre como é que se
dá esse processo e e é normal porque é
ali mesmo onde vai se tentar extrair
algum tipo de pista. O que eu acho que
tá acontecendo agora, tem até memezinho
já sobre isso aí rodando, é é meio um
problema eh vamos dizer o outro da
quadratura do círculo, né? Porque assim,
é, eu tô tentando achar uma dica num
texto que não dá dica.
É isso que tá acontecendo. Então, por
que que você escolheu tal linguagem? Que
essa linguagem que transmite justamente
o que tá patente na inquietude presente
nesse debate? É, pô, eu não consigo
achar no texto uma dica sobre o que vai
ser feito. É por isso que a gente tá
dizendo que tá depende de dados, porque
a gente não está, nós não decidimos na
reunião de dezembro o que nós vamos
fazer e aí para responder pela do Alex,
nem na reunião de janeiro, nem na
reunião de março, na reunião nas
próximas, incluindo todas as próximas
que vem. Então é, a gente não tomou essa
decisão na reunião de exemplo, nós vamos
tomar essa decisão ao longo deste ciclo.
Então, por isso que eu acho que eh por
que que vocês escolheram uma linguagem
que não dá uma sinalização sobre o que
vocês vão fazer? Era essa a intenção.
Nós não queríamos comunicar o que nós
vamos fazer porque nós não decidimos
ainda o que nós vamos fazer. Nós
entendemos que hoje, dado o a relação
custob-benefício, vamos dizer assim, de
fazer isso, de dar um guidance para usar
a expressão que o que o Alex nos
pergunta, eh, era mais vantajoso, o
valor presente maior era a gente não
tomar essa decisão agora, ganhar este
tempo para coletar informações e poder
tomar essa decisão em janeiro. é assim
que deve ser eh a gente entende
entendida a ideia de que não tem seta
nem porta fechada para as próximas todas
as próximas reuniões, né? Eh, e aí a
questão da proização e comunicação, o
Diogo pode eh complementar aqui. Eh, eu
eu acho que assim, ela se insere num
todo de de informações que é consumida,
obviamente, por vocês e pelo pelos
agentes que querem consumir informação
do COPOM para formar a a a visão de como
o BC está vendo o andamento da economia.
É isto o que eu acho que que se tenta
colocar sempre é: deixa eu tentar achar,
essa é a pergunta mais padrão que existe
de entrevista de de banqueiro central,
né? Qual é a variável que você tá
olhando? E o e a resposta mais padrão
existe. Não existe uma única variável.
Nós estamos olhando para todas as
variáveis e tudo mais. É sempre isto. Eu
acho que é sempre uma tentativa de criar
algum tipo de 100 e código que
estabelece uma relação mecânica sobre a
função de reação do Banco Central. E não
é isso que tem. a gente não tem essa
essa essa reação mecânica. Então, acho
que
>> Mas eh, presidente, eu perguntei sobre o
conjunto de dados mesmo. Eu queria saber
se o conjunto de dados evoluir conforme
o COPOM espera,
>> esse viés é para cortar ou para não
cortar? Porque ou seria uma surpresa não
benigna que faria eh postergar esse
corte? É, e essa essa senha de novo, né,
que é quase, vamos tentar fazer um guide
derivado, né, tipo assim, vamos dizer o
que que é, vamos tentar imaginar o que é
o cenário, coisa vou tentar fazer. A
gente não tem esse guidance derivado
para dar e eu entendo, é normal, não tô
criticando assim, acho normal que a
função especialmente de vocês é tentar
ver se a gente dá alguma pista nesse
sentido. A a facilidade que a gente tem
nesse caso em não dar a pista, não é nem
porque a gente tá sendo muito habilidoso
em esconder alguma coisa, é porque
realmente não há sobre o que dar a uma
pista. a gente não tomou essa decisão.
Ela é genuinamente eh e verdadeiramente
uma posição dependente de dados. A gente
vai coletar esses dados e vai ver como
isso vai acontecer. Então, a gente não
consegue eh antecipar para vocês essa
decisão e a gente entende que hoje essa
é a postura mais interessante aqui pra
gente. Eh, sobre a a que foi perguntado
sobre subjuros, né? Eh, o que a gente
colocou ali é justamente o como usual
para dizer, é óbvio, né? O Banco Central
só faltava a gente dizer que a gente
hesitar em algum momento, né? A gente
nunca vai hesitar sempre for necessário
de tomar as ações que são necessárias
ali. Então, acho que é isso que a gente
tá o o como usual é justamente para
reforçar que é uma mensagem muito mais
eh normativa sobre o que que é a postura
permanentemente do Banco Central, né?
Então, acho que é nesse é nesse sentido.
Eh,
sei, tem a questão do adequado
suficiente. Você quer falar, Diogo?
>> Posso? Vamos lá. Eh, esse parágrafo aí
da evolução da comunicação,
eh, eu acho que ele é um parágrafo
eh importante para colocar em
perspectiva como como a comunicação foi
evoluindo e como foi o processo de
acúmulo de confiança, entendeu? Porque
eu acho que no fim você vai observando
eh como a gente chamou atenção na ata
dessa melhora da do cenário
inflacionário em relação ao que se
esperava ao longo do eh no início do
ano. E aí a gente na comunicação foi
refletindo isso tanto na condução quanto
na comunicação, na ideia de poxa, tem um
tem um um aumento firme, depois tem uma
interrupção, aí depois tem a continuação
da interrupção que todo mundo reclamou,
aí depois teve eu acho que esse processo
prossegue e eu acho que acho que foi a
Thaís que comentou e eu acho que
adequado é um passo a mais do que o
suficiente, assim, foi o Newton que
olhou o dicionário e confirmou que tava
OK essa interpretação.
Eh,
então eu acho que são são gradações, tá?
Eu acho que a gente deu mais uma
gradação eh quando falou do do adequado,
é eh da das projeções. Eh, acho que é só
reforçando um pouco o ponto do Gabriel,
né? Certo? É óbvio que a gente entende
que isso é um sinal porque reflete o que
a gente tá enxergando e tudo a gente
quer ser transparente e e passar passar
a nossa visão. O que o que eu tenho
falado já há 4 anos é assim a visão
mecanicista que me incomoda, a visão de
que olhou a projeção, não precisa olhar
mais nada que tá tudo resolvido. Isso eu
acho que não, essa não é a nossa opção
de reação. Olha, pode olhar todos os
nossos comunicados sobre o que a gente
olha, não se resume a à projeção, tá?
>> Posso?
>> Tem mais um
>> Não, eu só queria eh insistir nessa
parte eh o adequada é a comunicação
adequada para dezembro, janeiro é outra
história. Pode ser outra história.
>> É porque a estratégia em curso é
adequada. É, então é, então essa
>> aquela conversa que a gente fez daquela
múica a gente táa falando da integral,
lembra que falando um zera, né? Então
assim, é isso que ele tá dizendo.
>> Eh, e só para, se eu puder, eh, colocar
mais uma pergunta, eh, o senhor tá
falando que a função de reação não é
mecanicista, não olha só paraa projeção.
Eh, e hoje dá para dizer que talvez o
que incomoda mais, o que tá mais
distante do que vocês esperavam é o
mercado de trabalho?
se dá para fazer essa ponderação. Assim,
eu acho que dá para pensar sobre o que
que tem vindo eh
conforme esperado, melhor que esperado.
Eu acho que na descrição da inflação a
gente chama atenção que em relação ao
início do ano foi melhor do que era
esperado. Se olha as nossas projeções
elas caíram, projeções do Focus caíram.
Quando você olha o PIB, eh,
em relação ao que era, assim, que é o é
o nosso box, assim, o PIB ao longo dos
últimos anos, ele teve muita surpresa,
esse ano menos e a surpresa que teve foi
mais nos não cíclicos. Então, acho que
na parte de atividade, acho que é acho
que é conforme esperado, eu acho que o
mercado de trabalho entram vários
debates,
eh, tem o debate assim da defasagem,
mercado de trabalho em relação à
atividade, que é um é um debate
importante, mas é um debate difícil no
Brasil sobre como é que como é que se
dão essas essas reversões de ciclo no
mercado de trabalho. É, é um primeiro.
Eh, tem um outro que é o que que é
estrutural e conjuntural.
E aí tem o tem um terceiro que eu acho
que é mais o ponto. Eh, tá mais forte,
tá menos forte. Acho que a gente
primeiro chamou atenção aqui. Eu também
acho que tem uma gradação, porque a
gente falava que o mercado de trabalho
era dinâmico, agora fala resiliente, né?
Já já tem aí uma uma mudança, tem uma
mudança também desses sinais incipientes
de moderação. A gente não faz projeção
sobre o mercado de trabalho, tá? Então é
difícil falar eh se tá melhor ou pior
por causa disso, porque não tem as
projeções. E mas eu acho que tem acho
que sim, é um é um é onde a gente se
debruça bastante para tentar entender
estudos. Isso tá refletido nos
relatórios de inflação, assim, de tentar
entender o que que é estrutural, o que
que é conjuntural. Isso, isso eu
concordo com você.
Aqui pode ir.
Último bloco com Fábio Pupo.
>> Boa tarde a todos. Eh, presidente, o
senhor disse que a autonomia do Banco
Central promoveu esse descasamento, né,
entre a política monetária e o ciclo
eleitoral, mas independentemente disso,
as eleições sempre trazem mais
volatilidade, né? Eh, e tem um agravante
nesse momento que é a saída do ministro
Fernando Hadad, que tá prevista aí pros
próximos meses, tá se falando agora em
fevereiro, que é uma pessoa que tem sua
influência com o presidente Lula e faz
um certo papel de defesa do reequilíbrio
fiscal dentro do governo. Eh, outro
agravante é o debate que de certa forma
tá ligado a isso, que é a necessidade,
debate sobre uma necessidade de mudança
no acabolso fiscal. E o que que pode ser
colocado no lugar, que pode inclusive
ser intensificado, né, em um novo
mandato presidencial.
Eh,
o próprio ABC afirma no documento de
hoje que a deterioração no ambiente
fiscal, na percepção dos agentes pode
gerar novos efeitos na taxa de câmbio,
nas expectativas de inflação, com
pressões inflacionárias em consequência.
A minha pergunta é saber a visão do BC
sobre se essas incertezas ligadas
principalmente a ciclo eleitoral tem uma
possibilidade do ponto de vista de vocês
de chegar a tal ponto que pode gerar um
risco de desacelerar, pausar ou até
suspender esse processo de afrouxamento
fiscal previsto pro ano que vem.
Obrigado,
>> Chinoara.
Bom, boa tarde, Gabriel Ginorara do
Valor. Eh, uma pergunta sobre a PEC. O
presidente falou que tem alguma solução
pela GU de direito público. Vai tent dar
mais detalhes de como é essa solução, se
já foi conversada com o relator eh
senador Plínio e com servidores. Eh,
e é isso. Obrigado,
Talita.
apertar o botãozinho embaixo.
>> Boa tarde, presidente. Boa tarde a
todos. Queria saber se é Talitaino da do
Times Brasil, licenciado exclusivo,
CMBC. Eu queria saber se o Banco Central
vai projetar o crescimento de 1,6% em
2026, enquanto o governo trabalha com
2,44%
pro PIB no orçamento. E aí quando o BC
olha para essa projeção do executivo, se
ele enxerga como otimista e na avaliação
do Banco Central quais são as premissas
que precisariam para materializar esse
crescimento mais próximo do estimado
pelo governo. E aí outra pergunta é se o
o Banco Central acredita que as
expectativas de inflação do mercado vão
convergir mais rapidamente paraa meta
apenas com a manutenção da CELIC ou se
falta também do lado fiscal algum tipo
de reforma. Obrigada,
>> Rosana.
Bom dia, bom dia, Rosana R, sou
corriliense.
Eu queria reforçar um pouco essa questão
do quanto que tá pesando a questão
fiscal ou se ela saiu do radar do Banco
Central por conta da
dessas receitas extraordinárias, digamos
assim, né, que foram aprovadas
recentemente e que isso pode mudar
alguma coisa no cenário de vocês. Outra
questão é sobre o câmbio, né? Ess esse
pico forte agora do dólar que tá tá
acima de 550
com em grande parte, não só por questão
do fluxo, mas também da questão
política, se há possibilidade de alguma
intervenção ainda esse ano, já que a
última foi lá em 24, né? Então queria
reforçar um pouquinho essa pergunta.
Obrigada.
>> Só eu lembrei de uma coisinha aqui só
para confirmar. O diretor Junel vai
acumular a diretoria do Renato e o
diretor
>> professor Paulo Piquete.
>> Obrigado.
Bom, vamos lá. Eh,
fiscal, fiscal, acho que eh é aquilo que
eu a gente tem dito, né, sempre de que o
fiscal ele entra dentro da nossa análise
a partir do de como ele afeta o que é a
nossa meta. Ou seja, o fiscal é sempre
uma variável que a gente não tem um
juízo de valor eh acadêmico ou qualquer
coisa desse tipo sobre ele. Não é a
função do Banco Central. A função do
Banco Central é entender como que eh
seja na inflação corrente, ou seja nas
expectativas, o fiscal está afetando
isso. Então é dessa maneira que a gente
vai seguir consumindo as informações
sobre o fiscal, né? A pergunta aí é:
bom, mas como é que isso se reflete
então dado que é isso como na na na nas
projeções e na e no comportamento do do
Banco Central ao longo do ano que vem? E
aí a gente volta para coisas dependente
de dados, né? Ou seja, a gente tá aqui
meio que confessando que a gente não tem
uma decisão tomada nem paraa próxima
reunião, né? Então assim, a gente vai
continuar por enquanto. A nossa postura
é a estamos reunindo dados, cada reunião
nós estamos tomando as decisões a partir
de cada uma das eh das reuniões.
Eh,
do ponto de vista de câmbio, assim,
Newton tem sido muito elogiado pelo pelo
quão atento ele tá e quão quão eh ele
tem lido ali eh as variáveis para saber
sempre quando se faz necessário e de que
forma se faz necessário atuar. Então
segue o nosso DIPOM de maneira bastante
vigilante ali ao longo do processo, mas
sempre com aquela diretriz que a gente
comentou, né, pção do câmbio ter
flutuações em função de sazonalidade ou
em função de de alguma questão
noticiária. Então o câmbio também ele
então não vai entrar sobre essa sobre
esse aspecto de entender como que ele
afeta as projeções de inflação, as
expectativas de inflação e o e a
inflação corrente. Acho que é da mesma
da mesma maneira.
Eh,
sobre
a PEC,
então foi no último RPM que eu comentei
aqui, né? Fiz uma longa retrospectiva
ali sobre o que tinha acontecido com a
PEC tinha parado numa situação que era
pro governo, a condição era se a gente
conseguisse chegar numa solução de
direito público poderia avançar. até na
CAI, eh, senador Rogério, líder do
governo,
líder do PT no, no Senado, comentou:
"Olha, se tem que quebrar esse ovo". Aí
ele falou, né? Se se a gente fizer, se
vocês disserem que vocês são favoráveis
a um texto que um direito público, eh,
dá pra gente avançar. Vamos botar para
votar e vamos avançar, né? tá lá no
depoimento da CA e depois outros
senadores vieram declarar apoio também
no mesmo sentido. O próprio senador
Eduardo Braga comentou outros senadores
e e eu comentei lá que existia um texto
que havia sido produzido pela pela AGU
que entendia ali qual era o
desenvolvimento possível a partir do
direito público. Então posso anunciar
hoje que esse texto tem o apoio do
presidente do Banco Central. O Banco
Presidente do Banco Central está pronto
para aquela demanda que o senador
Rogério colocou. Então, tem o apoio do
presidente do Banco Central, esse e acho
que da diretoria também, né, Diogo,
Paulo e Nilton, eh, da diretoria também.
A gente tá num processo de diálogo com
os servidores da casa para apresentar
esse texto que veio da GU. por enquanto,
lógico, jamais vai ser o processo
aclamação por unanimidade, mas por
enquanto tem sido bem aceito esse texto
e a gente pretende a campo para também
debater junto ali com o apoio da GU,
tanto com o Senado quanto com outros
ministros, para que a gente possa ir
apresentando esse texto, mas que sim já
conta com apoio de de largada por parte
do da diretoria do Banco Central.
Quer complementar, Diogo com alguma
coisa?
Foi, né? Isso. É
>> isso. Então, presidente Gabriel vai
>> É, não, só antes de de encerrar, eu
queria também fazer um
>> só faltou as minhas respostas aqui. Só
>> quer o 2.4 versus 1.6. A gente não
comenta a projeção dos outros órgãos. Eu
acho que a nossa projeção do, desculpa,
do 1.6 tá tá no relatório de inflação,
assim como a gente vê, seja pelo lado da
oferta ou da demanda
>> do fiscal, eu respondi naquela ali, eu
tentei juntar todas juntas ali do
>> fiscal. Eu só queria aproveitar para
fazer também aqui um um agradecimento
ao nosso querido Renato.
Eh, Renato, figura excepcional também,
doce de pessoa, gentil, mas como vocês
perceberam, sabe defender bem as suas
posições.
Eh, vamos sentir muita falta do
brilhantismo dele na construção
de todas as soluções que ele trouxe aqui
pro Banco Central. Ele é um, brinquei
ontem que ele é um arquiteto da lógica
que ali ele vai construindo e tem essa
coisa de filho de de professora de
português, né? Então ele tem um domínio
do vernáculo maravilhoso. Então ele
sempre pensa cada palavrinha para
construir ali aquela sustentação lógica,
não só do ponto da eficiência, mas do
ponto de vista da beleza ali também
dela. Infelizmente a gente ficou devendo
algumas coisas pro Renato. O Renato
queria que a gente em algum momento
tivesse escrito que o Banco Central tem
um compromisso inquebrantável com a meta
de inflação. O Diogo foi contra o uso da
palavra inquebrantável, né? Assass, o
assass era para o quê mesmo? Eu não
lembro. suficiente,
>> assassiciente, várias palavras começam,
infelizmente a gente ficou devendo pro
Renato, mas eu só posso agradecer eh o
trabalho do Renato ao longo todo esse
tempo. um privilégio ter ele aqui,
agradecer demais, eh, e, e dizer que eu
entendo assim, eh, eh, a posição dos
dois. Eu
já tinha comentado da última vez aqui de
do do que eu tava tentando convencer de
que tem escolas boas aqui em Brasília,
pro pro Diogo trazer a Fernanda, Teresa
e a Laura aqui. Mas eu só posso
agradecer e pedir desculpas. O o
argumento final do Diogo, depois de
tanto assediar ele para ficar, foi me
mostrar uma mensagem da filha dele,
dizendo que tava se queixando da
ausência do pai, que tava viajando muito
e vindo muito paraa Brasília. E tem
grandes benefícios a gente tá aqui nessa
vida do Banco Central. É, é, é
maravilhoso, mas tem, eu sei do custo
alto que é para pro convívio familiar e
para esse para quem tá com filhos
pequenos e tudo mais. Então, agradecer
ao Carlos e a Valéria que produziram
essa figura maravilhosa que é o Diogo,
que e tudo tudo todo agradecimento e
pedir desculpa aqui a Fernanda, a Teresa
e a Laura por todos os momentos que eu
roubei delas para poder ter o Diogo aqui
ajudando a gente. É isso, gente.
Obrigado. Presidente, rapidinho,
Cristiane, aqui da CNN, só para reforçar
a pergunta que o Álvaro fez, eu só
queria saber se já tem uma data pro
senhor fazer o seu depoimento ou
qualquer coisa do tipo no
Essa essa é uma decisão do do Supremo.
Tô à disposição sempre, obviamente, como
podia ser diferente, né? Mas reforçando
que eu tô à disposição.
>> Obrigado. Boa tarde.
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