Febraban Podcast #07 - Avanço dos data centers no Brasil na era da Inteligência Artificial
Sumário Regulatório
A inteligência artificial não vive apenas na nuvem. Por trás de cada algoritmo, resposta automática ou aplicação digital, existem estruturas físicas que consomem grandes volumes de energia e exigem planejamento de longo prazo: os data centers. Com uma matriz energética majoritariamente renovável, espaço disponível e demanda crescente por processamento de dados, o Brasil entrou de vez na corrida global para se tornar um polo estratégico dessa infraestrutura. Este episódio do Febraban Podcast discute o papel dos data centers no avanço da economia digital brasileira. Ao longo da conversa, debatemos os desafios e as oportunidades da expansão dos data centers no país, impulsionada pelo avanço acelerado da inteligência artificial, e como projetos em diferentes cidades brasileiras estão se preparando para receber esses investimentos, além dos impactos dessa corrida sobre empregos, inovação e desenvolvimento regional. Neste episódio, você vai entender também: - Por que os data centers se tornaram ativos estratégicos na economia global - A relação entre inteligência artificial, soberania tecnológica e infraestrutura digital - Os desafios regulatórios e de planejamento para a expansão do setor no Brasil - Modelos de financiamento e investimento que estão viabilizando novos projetos Com Marcel Saraiva (Nvidia) e Fernanda Belchior (Elea Data Centers), com condução de Mona Dorf e Majory Marcelino. Acompanhe o episódio “Data centers, energia e o futuro digital do Brasil” na próxima semana que amplia o debate sobre o tema. Febraban Podcast: toda quinta, um novo episódio. FICHA TÉCNICA: Apresentadora e Editoria-chefe: Mona Dorf Supervisão Geral e Co-apresentação: Carlos Cidra e Majory Marcelino Supervisão e Produção: Bianca Braga, Julia Alcassa e Leandro Lemella Roteiro, edição e produção: Rachel Cardoso, Lizely Naoum, Patrícia Travassos e Clovis Travassos Edição de vídeo: Leonardo Reali e Kris Arruda Videomaker backstage: Kris Arruda Gravação: Supernova Cinematográfica
Transcrição e Conteúdo
Você já parou para pensar onde mora a inteligência artificial? >> Diria que é o cérebro, é o backbone, a espinha dorsal de todo ecossistema de infraestrutura [música] digital que a gente tem hoje. >> Uma fábrica de inteligência artificial, onde a matéria-pra é o dado mais energia. [música] São duas coisas importantes. O maquinário que tá lá dentro são é o poder computacional e...
inteligência artificial?
>> Diria que é o cérebro, é o backbone, a
espinha dorsal de todo ecossistema de
infraestrutura [música] digital que a
gente tem hoje.
>> Uma fábrica de inteligência artificial,
onde a matéria-pra é o dado mais
energia. [música] São duas coisas
importantes. O maquinário que tá lá
dentro são é o poder computacional e o
que sai é a inteligência. é a resposta
que a gente tá procurando para qualquer
assunto de qualquer indústria.
>> O Brasil está no meio de uma corrida
para se tornar um polo de data centers
capaz de abrigar e alimentar a
inteligência artificial.
>> Você acha que a expansão dessa
infraestrutura significa escolher a
tecnologia em detrimento da
sustentabilidade, por exemplo?
>> Não, acho que é o contrário. O Brasil é
hoje o único país do G20 que tem uma
matriz energética majoritariamente e
renovável, verde.
>> É uma decisão estratégica até pro país,
né? Não é só a a obviamente a
oportunidade econômica, oportunidade de
negócios, mas tem um tema que tá super
em discussão, que é a soberania de a
[música]
você já parou para pensar onde mora a
inteligência artificial? A gente fala
muito de nuvem, mas na realidade quando
o assunto é infraestrutura digital, a
nuvem é bem menos abstrata do que
parece. Afinal, os servidores cada vez
mais numerosos precisam existir
fisicamente em algum lugar. O Brasil
está no meio de uma corrida para se
tornar um polo de data centers capaz de
abrigar e alimentar a inteligência
artificial. As cidades do Rio, Maringá,
Uberlândia, Porto Alegre já estão se
preparando. O problema é que condomínio
de inteligência gasta muita energia.
Para sustentar a IA é preciso gerar uma
quantidade de energia equivalente ao que
cidades inteiras consomem. Nós vamos
discutir os prós, os contras e o que
mais está em jogo nessa corrida pelos
data centers de IA no Brasil. E para
isso nós convidamos aqui no estúdio da
Febraban para essa conversa a Fernanda
Belor, que é diretora de marketing ELEIA
Data Centers, uma empresa que está
investindo na construção de data centers
em várias cidades brasileiras e está à
frente do projeto Rio Ei City, do qual
nós vamos falar hoje. Salve, Fernanda,
seja muito bem-vinda.
>> Obrigada, um prazer. E a gente também
recebe aqui no estúdio o diretor GSI da
divisão Enterprise da Nvívidia paraa
América Latina, Marcel Saraiva. Seja
muito bem-vindo, Marcel. Muito obrigado
pelo convite. Mam bater um papo aí por
um assunto tão tão quente no momento.
>> Exatamente. E olha, a Nvidia é
atualmente a empresa mais valiosa do
mundo. Ela é avaliada em 4 trilhões de
dólares. Em setembro de 2025, o CEO
Global anunciou investimento histórico
de 100 bilhões na Openi para construir
data centers de 10 GW nos próximos anos.
Será que esse anúncio impacta o Brasil?
é o que nós vamos descobrir juntos aqui.
Participa aqui comigo da entrevista
Major e Marcelino. Oi, Mona. Oi,
pessoal. Obrigada. Super animada aqui de
discutir um assunto tão importante pro
futuro.
>> Eu sou Mona Dorf e já agradeço a sua
audiência.
[música]
>> Bom, para começar, eu quero ouvir vocês
dois. Quando a gente fala em
inteligência artificial, a maioria pensa
em algoritmos aplicativos, mas poucos
pensam na infraestrutura. Como é que
vocês explicariam de forma bem simples o
papel dos data centers para que a IA
exista? Vamos começar com a Fernanda
Ladies first.
>> Muito bom. Obrigada. Bom, é basicamente
uma grande caixa refrigerada com muita
conectividade para armazenar esses
dados, né? Então eu diria que é o
cérebro, é o backbone, a espinha dorsal.
de todo o ecossistema de infraestrutura
digital que a gente tem hoje. Então,
para uma aplicação rodar, para até a
cláud, a nuvem rodar, você precisa de
uma infraestrutura física, né, que vai
receber esses dados, dados como da
própria Nivia. Então, a gente tá dentro
do segmento que a gente chama aqui a
infraestrutura como serviço, é o IAS.
Então, eu diria que a base ali da
pirâmide para que você crie toda uma
infraestrutura para que essas aplicações
possam rodar, né? Então, é um é um cofre
bastante seguro, como eu comentei,
energizado e interconectado, porque
aquelas aplicações, aqueles dados também
precisam estar falando uns com os
outros. Então, eu diria que de maneira
muito rápida, eh, essa seria uma uma
definição para pra gente trabalhar. É um
cofre mesmo fechado, é uma estrutura
fechada. A gente dá dentro da NVID a
gente chama esse conceito de fábrica de
a uma AI factory. Então você imagina que
a gente tem uma fábrica de carros, né,
que entra o material, transforma e sai
um veículo do lado, do outro lado. A
fábrica de inteligência artificial, a
mesma coisa, entra dados de um lado,
passa dentro desse data center e do
outro lado vai sair inteligência, vai
sair uma resposta de uma pergunta de um
chat GPT da vida, vai sair uma decisão
de negócio. Então é uma fábrica de
inteligência artificial onde a
matéria-prima é o dado mais energias.
São duas coisas importantes. O
maquinário que tá lá dentro são é o
poder computacional, então são
servidores, equipamentos de
armazenamento e o que sai é a
inteligência, é a resposta que a gente
tá procurando para qualquer assunto de
qualquer indústria. Por isso que o
impacto tende a ser gigantesco nos
próximos anos, porque toda a indústria
além do da fábrica principal dela, ela
vai ter uma fábrica de a apoiando o dia
a dia de trabalho dela. Ela pode ter a
decisão de construir a sua própria
fábrica, chamar a Eleia para fazer a
fábrica dela, terceirizar numa nuvem,
enfim, as possibilidades são infinitas,
mas no final do dia vão estar lá naquele
naquela cachona, naquele cofrezão lá,
recebendo energia, dados e saindo
inteligência.
>> Fernanda, segundo dados do site Data
Centermap, o Brasil hoje ocupa o 12º
lugar no mundo em data centers
instalados. Hoje são 188
ou 189,
o que representa 2% do total mundial. O
que que isso significa? Quando eu uso
inteligência artificial, tipo, digamos,
o chat GPT, eh, por exemplo, onde onde
tão guardados os dados que eu tô
acessando?
>> É, esses dados estão nos data centers,
que podem ser em diferentes modalidades,
né? Como o Marcel comentou, a gente pode
ter nos provedores de data center que
alugam os seus data centers para outras
empresas, que é o que a gente chama na
modalidade de collocation, que é o que a
Iia faz hoje. Você também tem
infraestruturas on premy, que são data
centers das próprias organizações.
Inclusive as grandes bigtecs também têm
os seus próprios data centers. Vai
depender muito da da estratégia da
empresa nesse sentido, né? Então, esses
dados eles estão hoje principalmente
alocados nos Estados Unidos. Hoje, para
ter uma grandeza de valor, o Brasil é de
10 a 12 vezes menor que o mercado dos
Estados Unidos. Então eu costumo dizer
que é um mato alto bom, porque a gente
tem uma oportunidade de crescimento
absurda, né? Vamos pensar que hoje a
grande parte de capacidade computacional
armazenada no Brasil é cloud, é nuvem. E
e a nuvem ela exige uma intensidade, uma
carga que ela é muito menor em termos de
capacidade do que o do que a IA, né?
Então, essas novas demandas que vão
chegar, não só pro Brasil, para outros
mercados, vão fazer com que a nossa a
nossa demanda ela aumente de maneira
exponencial. Então, se hoje a gente tá
falando aí eh de quase 200 datacenters,
uma capacidade em torno de 450, 500 e
pouco, né, megw no Brasil, isso deve
passar aí de 1, 2, 3 GB nos próximos
anos e a gente entende que esse
crescimento ele vai ser bastante
acelerado. Esperamos, né? É isso.
Exatamente.
>> Marcelo. Então, dá pra gente dizer que o
crescimento da infraestrutura de data
centers no Brasil é algo urgente, né?
Imagino. Qual a importância de se
ampliar a estrutura de data centers
locais?
>> Sim, é, é, é uma decisão estratégica até
pro país, né? Não é só a a obviamente a
oportunidade econômica, oportunidade de
negócios, mas tem um tema que tá super
em discussão, que é a soberania de a,
>> ou seja, você ter a capacidade de fazer
gerar conhecimento, produtores e
conhecimento no seu país com os seus
dados, sem depender de mandar dados para
fora do Brasil, processar lá e trazer de
volta. A mesma coisa da indústria. Vou
posso ter uma indústria de manufatura
local, posso mandar fabricar em outro
país e importar algum insumo com a minha
matériapra. Gente, por que que eu não
desenvolvo essa indústria localmente?
Então, a soberania é um ponto
importante. O segundo é justamente essa
esse mato alto que a Falou aqui. A gente
se a gente tem 200 data centers para 400
MW e lá fora, acho que Estados Unidos
ainda tá na casa de 4.000 e pouco, na
casa de Gigw tem uma oportunidade
gigantesca porque vai faltar espaço
físico e vai faltar energia em alguns
lugares do mundo para construir data
center. Então, os países que tiverem bem
posicionados do ponto de vista
infraestrutura, gerar energia,
transmissão, fazer chegar no lugar
certo, que não adianta eu eu gerar
energia num local e meu data center tá
em outro, né? Energia tem que chegar lá.
Se a gente tiver pronto com essa
infraestrutura, a gente tem uma uma
oportunidade muito grande de receber
investimentos não só de empresas locais,
mas também de empresas internacionais,
trazendo esses seus data centers para o
Brasil. Então, a perspectiva é muito
positiva, tem uma janela para essas
coisas acontecerem, porque obviamente
não é só o Brasil que tá olhando para
isso. Hoje praticamente todos os países
aí que tem capacidade energética e
espaço tão nessa corrida para atrair
esse tipo de investimento. Então, eh,
não podemos ficar parado, não podemos ir
numa velocidade devagar de vídeo, a
gente brinca lá que tudo que a gente faz
é speed of light, tem que ser na
velocidade da luz, buscar no limite da
inovação para conseguir atrair esses
investimentos
num país que tem bastante energia e
bastante espaço.
>> Agora, Fernanda, a gente falou de
energia, né, Marcel acabou de falar, a
expansão dos data centers no Brasil tem
sido acompanhada de debate sobre o
impacto no consumo de energia e de água.
Eh, você acha que a expansão dessa
infraestrutura significa escolher a
tecnologia em detrimento da
sustentabilidade, por exemplo?
>> Não, acho que é o contrário. Eu acho que
a a infraestrutura, o investimento que a
gente tem hoje na infraestrutura
digital, ela vai caminhar em consância
com a sustentabilidade, né? Então eu
acho que tem um trabalho nosso também de
educação das comunidades, dos agentes,
dos stakeholders de mercado, da gente
ensinar e educar sobre qual que é o real
conceito de energia e de água que se faz
nesses data centers, né? Tem um estudo
da Brascon, que é uma que é a entidade
que congrega aí as empresas de
tecnologia do setor, que fala que o data
center eh em 2024 respondeu por 1,7% do
consumo total de energia elétrica, né,
da eletricidade do país. E até 2029 esse
número deve chegar a 3.6. Existem outros
segmentos como mineração que consomem
muito mais que isso do ponto de vista
energético. É claro que quando a gente
fala de a gente comentou, esse consumo
ele vai ser exponencial, mas ele vem
acompanhado de evolução tecnológica, de
equipamentos que eles são muito
eficientes do ponto de vista energético.
Então quando eu falo de água, por
exemplo, o consumo ele é 0,003%
quando eu olho para todo o consumo de
indústria no Brasil. Hoje, quando a
gente olha pro consumo de água do data
center, hoje 80% dos data centers eh no
país eles eles fazem consumo, eh usam,
né, eh equipamentos de refrigeração, que
a gente chama de sistema fechado, ou
seja, você usa líquido, que nem sempre é
o líquido que é a água, e você usa em
circuitos fechados e você não tem
desperdício daquilo, né? E a ideia com a
a melhoria desses parques Fabris, as
construções novas que estão chegando, é
que esse número passe de 90% nos
próximos anos. Então eu diria que tem um
trabalho até nosso, né, de conscientizar
o mercado que não, a gente não gasta
muita água. Muito pelo contrário, a
gente gasta muita energia, vamos gastar
muita energia com sim, mas temos aqui
toda uma série de características no
país, que é energia renovável, eh
abundância energética, né? O Brasil nos
últimos anos preparou toda uma base
hidrelétrica que hoje ela pode ser
utilizada. Nós temos outras fontes de
energia como energia solar, eh, enfim,
que são muito importantes pra gente
poder compor a nossa matriz, né? O
Brasil é hoje o único país do G20 que
tem uma matriz energética
majoritariamente eh renovável, verde.
Então eu acho que a gente tem que
aproveitar essa janela de tempo e
aproveitar muito bem, né? Porque a gente
reúne acho que componentes muito
importantes, eh, e com uma demanda que a
gente é sempre acedente essa demanda,
né?
>> Sim. É. E uma coisa, quando a gente toca
nesse assunto da energia e da água, como
a Fernanda falou, a água não é que vai
ficar passando água nos equipamentos e
desperdiçando, não, ela fica
atrapalhando num looping fechado,
>> ela volta, é reaproveitada o tempo todo,
tem uma perda um pouquinho, tem, mas não
é não é água de passagem, tá gente? ela
fica uma vez dentro do do circuito, ela
vai ficar lá por muito tempo, então não
vai ter desperdício. Em relação à
energia, esse é um ponto legal que eh o
pessoal às vezes pensa só no que tá
sendo consumido, mas não no que tá sendo
produzido. Imagina que eu tenho lá um
data center de inteligência artificial
que tá trabalhando otimização logística.
E aí esse meu algoritmo de inteligência
artificial recebeu lá os dados, deu uma
sugestão para uma empresa de frotas
fazer entrega de produtos. Quase não se
compra nada eletronicamente hoje online
sistema de entrega. Imagina que se eu
conseguisse otimizar a rota dos carros,
dos caminhões, que eu tivesse uma
redução de consumo de combustível em
30%.
já pagou a energia do data center. O
ganho direto que essa inteligência
artificial trouxe pra gente não tá na
conta.
O ganho, imagina se eu eu uso a
inteligência artificial para descobrir
para a a fazer um um novo medicamento
>> Uhum.
>> que vai curar uma doença rara, que puxa,
ficamos talvez 80 anos pesquisando esse
negócio e agora com a inteligência
artificial, um grupo de pesquisadores
conseguiu ah, mas ele gastou energia,
sim, mas salvou 200.000 pessoas. Qual é
o preço dessa energia? não tem preço.
Então, às vezes, o pessoal olha de forma
isolada, mas o benefício que essa
tecnologia pode trazer, obviamente,
consumindo energia, consumindo um pouco
de água, ele pode ser muito maior do que
o próprio consumo. Então, precisa assim,
explicar bem, olhar, entender. Nós da
indústria temos uma preocupação enorme
em eficiência, então fazer isso no menor
a consumo possível, porque tem um fator
crítico nessa história que é dinheiro. O
custo para produzir essa inteligência,
ele não pode ser tão alto porque depois
você não consegue usar. Então se eu for
eficiente eu gastar menos para produzir
mais, a chance do negócio dar certo é
maior. Agora se eu gastar muito, talvez
eu não consiga vender essa inteligência.
Então a nossa própria indústria tem um
comprometimento aí, uma e uma busca de
fazer isso o mais eficiente possível,
porque senão a como a gente fala aqui no
no termo de mercado, o negócio não para
em pé.
>> Marcel, aproveitando para falar disso,
né, para construir essa infraestrutura
de data center, a gente sabe que são
necessários espaço. O Brasil tem
energia, o Brasil tem, já falamos aqui,
tem uma matriz energética limpa,
favorável, né? E equipamento, aí que
entra a Nvídia. Então, o anúncio que
citamos há pouco, né, desse investimento
histórico de 100 bilhões de dólares na
Open AI, é em equipamentos para data
centers nos Estados Unidos ou aqui no
Brasil? E uma curiosidade, você falando
também do que que precisa, do que não
precisa, eh quantas pessoas trabalham
num data center gigantesco desse?
>> É legal. Vamos lá, vamos por etapas.
Vamos pegar pela última parte que é
legal. Eh, esse processo da de você ter
o data center operando e trabalhando
para, né, construção desses a dessas
fábricas de inteligência artificial, ele
envolve um ecossistema gigantesco. A
gente tá falando de construção civil, a
gente tá falando até que a gente tava
num num podcast interno lá revisando que
num num determinado site de um cliente
nosso tá faltando encanador, porque eles
são feitos, né? Tem toda a parte de
refrigeração a líquida, elas são com
canos que passam água e a região lá tava
em falta de encanador para fazer a
montagem dos canos. Então assim, quem
imaginava que encanador poderia ser uma
uma profissão da moda agora em tempos de
data center, né? Enfim, mas tem todo um
ecossistema em volta que é construído
que tem um impacto de trabalhos. Depois
para sustentar esses equipamentos, eles
obviamente não demandam tanta gente
olhando. É muita coisa automatizada, eh
eh equipes totalmente especializadas que
conseguem controlar o ou ou fazer a
gestão de milhares de servidores. Então,
dentro do data center não tem tanta
gente assim trabalhando, mas você cria
uma cadeia de serviços em volta muito
importante, que vai fazer depois
manutenção, instalação de novos
equipamentos, prestar serviços, o
próprio coloque, então a indústria é é
fantástica. Inúmeros, né, investimentos
mencionou aqui o nosso da Op que vai
sobrar alguma coisa no Brasil, a gente
não sabe, né? Mas só para vocês
entenderem qual que é a conta desse
desse projeto,
a Nvidia se comprometeu a fazer um
investimento com a Open AI de 10 bilhões
de dólares para cada gigw de data center
que a Open construir. Então ela vai lá,
constrói o data center, faz tudo que tem
que fazer, compra os equipamentos da
NVIDIA, a gente não vai doar, não tem, é
uma compra mesmo, ela vai montar o data
center. Puxa, esse data center tem um
poder computacional de 1 GW, a Nvidia
vai investir 10 bilhões na Openi para
ela fazer o que ela quiser com esse
dinheiro, comprar mais equipamento,
comprar mais data center, contratar a
gente, fazer novos serviços, decisão
dela.
A Opene, por outro lado, se comprometeu
a construir 10 GW de data center no
próximos anos. Então, a gente tá falando
de 100 bilhões de dólares. Qual que é o
desafio? Ele vai precisar de espaço
físico para colocar esses gigws de
potência. Para vocês terem uma ideia, 10
GW dá mais ou menos alguns milhões de
GPUs. Esses alguns milhões de GPUs vão
caber em aproximadamente 80.000 hacks de
computação. O Rack tem quase 2
[roncando] m de altura por 1,5 m de
largura e 1,5 m de profundidade. Então
são espaços gigantescos.
>> Quantos campos de futebol?
>> Ah, dá uns 20 campos de futebol
>> para um data center.
>> Para um data center de 1 GW.
>> Então, onde que tem espaço? as cidades
que eu citei no início, Uberlândia tem,
Maringá,
>> tem, tem aqui no Brasil, tem o que vai
acontecer, o que a gente imagina o que
aconteça, é que em algum momento a a as
empresas vão olhar e tentar fazer isso
nos Estados Unidos, vai falar assim:
"Puxa, tá faltando espaço." Espaço
talvez, acho que nem seja um problema,
mas tá faltando energia. e elas vão
começar a olhar para outros países para
poder fazer essa instalação. Então, os
países que tiverem energia,
espaço, e aí tem um ponto importante,
você não pode esperar a empresa
sinalizar para você, olha, daqui 2 anos
talvez eu monte um data center no
Brasil, aí a empresa, ah, então vou
começar a construir daqui do anos, vai
levar quatro para isso acontecer. Não
dá. Esse trabalho tem que começar a ser
feito. Agora se preparar porque na hora
que faltar em algum lugar, as empresas
aqui do Brasil podem levantar a mão e
falar assim: "Olha, eu tenho aqui". E é
um custo super acessível, porque nossa
energia, além de limpa, ela também tem
um custo interessante. A terra, a gente
tem mão de obra especializada e cada vez
mais especializada no Brasil. Então,
existe uma possibilidade não só de
atender o mercado interno, mas receber
esses investimentos de grandes empresas
que vão buscar isso em breve. e achar
que o Brasil é o local correto.
Obviamente que a gente tem um trabalho
aí pela frente de preparar toda essa
infraestrutura, conectividade. A gente
precisa garantir que os dados
eventualmente que venham para cá e
precisam sair daqui sejam transportados
em alta velocidade. Então tem tem um
trabalho de base para ser feito, mas que
a gente tá no caminho. Quem sabe aí não
vem alguma coisa em breve para cá.
Ficaria muito contente.
>> Fernanda, a esse assunto não é nada
trivial, né? Ele precisa ser
regulamentado. Tá sendo discutida uma
política nacional de data centes que
traça uma estratégia para ampliação de
toda essa infraestrutura. Vocês
participaram dessas conversas? Qual é a
sua expectativa, Fernanda, em relação
aos avanços desse assunto?
>> Acho que esse é um componente bem
importante, que eu acho que ele reflete
o amadurecimento do nosso mercado, né?
Eu acho que hoje a gente tem visto,
principalmente nos últimos anos, vários
agentes, eh, a a iniciativa privada,
associações, entidades governamentais em
seus mais diversos níveis, conversando,
propondo ideias, entendendo as
particularidades, principalmente da
iniciativa privada e os benefícios pra
comunidade e pensar em marco regulatório
que traz competitividade pro Brasil. Se
a gente pensasse, né, por exemplo, na
entrada, quando a Cloud chegou, né, a
regulação tava muito fora, né, e hoje a
gente tá conversando muito de mão dada,
então isso é super importante. A ELia,
assim como outros players, né, de data
center, empresas de tecnologia, estão
assim em contato via associação ou
diretamente com os com as esferas
governamentais, a gente vem participado
de maneira bastante forte,
>> mas tem muita oportunidade, né? Então, a
gente tá falando de muita oportunidade,
vou para você, Fernanda, aia já tem
cinco projetos em cidades brasileiras,
né? Em vários projetos desse ao redor do
Brasil são projetos robustos, né? Que
exigem investimento em tecnologia de
ponta e constante atualização. De onde
vem todo esse investimento eh de vocês?
fala um pouco pra gente.
>> Bom, em geral, os provedores de
collocation, eles são bastante, a gente
chama, né, capex intensivo, então a
gente precisa ter muito investimento,
né, na casa dos milhões aí para fazer
com que essas infraestruturas elas sejam
construídas e operem, né? Hoje a ELIA
ela é controlada pela Piemon Holding,
que é um fundo eh brasileiro voltado pra
infraestrutura digital. Nós somos a
principal investida, temos investimentos
também eh de gover fundo brasileiro.
>> É um fundo brasileiro. Hoje nós somos a
principal plataforma de collocation de
data center nacional que é eh
que é que tem um que tem por trás um
fundo brasileiro, né? Em geral os outros
players eles têm empresas
norte-americanas. Aí depende muito da
composição de cada de cada companhia,
né? Então, a gente tem bancos por trás,
bancos nacionais e bancos
internacionais. E no nosso caso e no
caso de algumas empresas do mercado, a
gente utiliza instrumentos financeiros
em modalidades verdes para captar esses
investimentos, né? Então, a gente usa
muito as debentures verdes, né? Então a
gente usa ali um mecanismo chamado SLB,
que são a sustentability Linked Bonds,
que basicamente eu pego o dinheiro
emprestado no mercado atrelado a metas
sustentáveis. No nosso caso, a gente já
fez cinco emissões, três delas verdes e
elas são atreladas a metas de equidade
feminina, ou seja, eu preciso empregar
líderes femininas na companhia e de
eficiência eh de água, né? já fizemos
com eficiência energética, ou seja, se
eu não cumprir a minha meta, meu
dinheiro emprestado, ele fica mais caro,
né? Então eu acho que também é um jeito
de você pensar a sustentabilidade de uma
forma holística e abrangente, né? É como
eu opero, é como eu pego dinheiro
emprestado, é como eu construo e como eu
também cuido dos nossos talentos, né?
Então a diversidade pra gente é um pilar
bastante importante e a gente consegue
fazer isso em consonância com os
instrumentos financeiros. Mas eu acho
que é isso, olhando pro mercado em
geral, a gente tem as próprias
instituições como BNDS abrindo abrindo
linhas específicas para data center. Eu
acho que esse número ele deve crescer,
né, porque a gente vai precisar dessa
ajuda. E eu acho que esses modelos de
financiamento eles vão ficar cada vez
mais sofisticados e são linhas que vão
garantir também, acho que uma
tranquilidade pra gente investir como
indústria no longo prazo, porque é
investimento de décadas, ninguém faz um
data center para durar só 5 anos, né?
né? Um investimento que ele realmente
vai ficar por muito tempo, assim como
uma hidrelétrica e a gente precisa ter
ali, né, um carinho do que que a gente
vai eh trazer, do que a gente vai
receber desse investimento. Então, eu
diria que esses investimentos eles são
muito importantes e dado as
características do Brasil, eu acho que
as empresas vão conseguir, assim como já
estão fazendo, captar esses esses
volumes e investir de maneira adequada,
né? Lembrando que essa janela de 2026,
2027, eu acho que eu diria que é uma uma
janela muito importante aí pra gente.
>> Fernanda, eu sei que a menina dos olhos
de vocês é o rio Ai City, que vai ficar
lá no Parque Olímpico. Eu queria que
você contasse um pouco desse projeto que
nasce com a parceria da prefeitura do
Rio de Janeiro, né? Conta pra gente o
que que é.
>> Não, esse é um projeto que nos deixa
muito feliz. Ele também é calcado em
sustentabilidade. A Rio Yairi vai ser
uma cidade de data centers voltado à
inteligência artificial e cloud lá no
Parque Olímpico, como você comentou. E é
muito bacana porque ele pensa novamente
a sustentabilidade de uma forma
abrangente. A gente tá usando uma
infraestrutura que a prefeitura, que o
governo local construiu na época das
olimpíadas. Então você tem ali toda a
recepção de cabos submarinos, eh, muito
importante que vai trazer conectividade
ali para esse hub. A gente tem a questão
de energia também já minimamente
equacionada e agora a gente vai
trabalhar nas expansões. E esse projeto
ele já nasce com data center
funcionando, que é o RJO1, que é um data
center que hoje ele tá voltado pra
cloud. E a ideia é a gente construir
outros data centers, eh, que vão chegar
aí numa primeira fase numa capacidade de
1.5 GW. E a ideia é a gente ter um polo
que alcance até 3.2 GW. O que que é
isso? É como se eu pegasse todo o
consumo de energia de São Paulo e
jogasse no Parque Olímpico, né? Então,
>> mas tem espaço físico para lá, porque o
Parque Olímpico era com quadras, né?
>> Sim, tem. Então, hoje a gente também
trabalha junto com a prefeitura para que
a gente respeite o plano urbanístico da
cidade. Então, é uma área ali que ela
não vai ser mais para investimento
populacional, né? Não vai ter mais
investimento habitacional. Então isso é
bem bacana porque a gente tá fazendo em
consonância também com o próprio plano
diretor da cidade e a gente tem outros
projetos que são projetos parceiros
para, por exemplo, a gente vai eh ter
projetos na região do Porto que vão
subir alguns prédios que são voltados
para eh nômades digitais morarem, porque
a gente quer que a infraestrutura, uma
vez adiada, a gente tenha empresas do
ecossistema e essas pessoas possam
trabalhar no local. Quando a gente pensa
até na cara do data center, a gente tá
usando o conceito que a gente chama de
green skin design, né? Então ele vai
usar a mata atlântica ali que é bem do
local. a gente vai respeitar isso, vai
ter toda uma qualidade de vida ao redor.
Então, é pensar o conceito de
sustentabilidade de uma forma bastante
abrangente. Então, o apoio da prefeitura
nesse sentido é muito importante porque
ela é um habilitador do projeto, mas
novamente pensando também nas
necessidades que aquela cidade precisa,
né, credenciar, atender. E eu acho que
essa infraestrutura ela vai ser
exportadora de muita tecnologia e muita
inovação pro Brasil, América Latina e
mundo. e a gente vai conseguir criar,
fortalecer esse ecossistema. Então é um
projeto aí que a partir do ano que vem a
gente já vai começar a ver as primeiras
capacidades nascendo.
E a Nvídia pretende participar desse
projeto?
>> Sim, já estamos juntos também. A gente
é, a gente até a gente assinou um um
memorando de colaboração. Do nosso lado,
eh a gente tem eh muita a assim a
necessidade de capacitar esse
ecossistema.
Nesse projeto lá com com o Rio, a gente
tem total interesse de atrair as
startups para dentro desses hubs. Vai
ter expectativa de um investimento da
própria prefeitura do Rio E City em
supercutador para poder fazer que essas
empresas comecem a usar a tecnologia
localmente. E ele vai precisar ficar em
algum lugar, em alguma casinha, vai
ficar lá dentro da eleia. Você vê que as
coisas estão estão super bem costuradas.
Daí, puxa, eu vou precisar de energia
para alimentar esse supercputador. Puxa,
Eletrobras tá dentro do projeto. Você vê
que é uma é é um é um esporte de equipe.
Ninguém faz nada sozinho. Nvidia não faz
nada sozinho. Eleia, prefeitura não.
Temos que juntar forças. É uma
combinação de empresas e tecnologias e
capacidades para fazer acontecer.
>> E quanto tempo fica pronto um data
center desse tipo?
>> É, os projetos em geral eles são
faseados, né? Então, a gente tá falando
aí de uma primeira fase que deve durar
aí 10 anos e vai depender muito da
janela de demanda, né? Então, se a
NVIDIA tiver com muito apetite, a gente
vai ter que acelerar.
>> Acelerar. Toda vez que a gente tem uma
uma empresa local de destaque, fazendo
investimento em data center, em
infraestrutura para atender uma demanda
local, além de toda essa captação que eu
mencionei, Nvid às vezes faz
investimento. A gente fez agora
recentemente lá em Londres, fizemos com
a Open nos Estados Unidos, então tem tem
um ecossistema que coloca a gente num
assim, talvez se a gente tiver empresas
locais investindo aqui, de receber
também algum investimento da Nvidia. A
questão de time, obviamente que
construção civil leva tempo, né, gente?
Eu não vou construir do dia paraa noite,
ela não vai construir um data center,
mas como ela falou, é faseado, é de você
às vezes poder começar com 10, 20 me e
depois em 1 ano, 2 anos dobrar a
capacidade, triplicar a capacidade.
Então é algo que você pode ir fazendo
aos poucos, obviamente sinalizando uma
demanda. falou assim: "Olha, gente, tá
crescendo tanto que talvez daqui um ano
e meio eu vou precisar de pelo menos
mais 40, 50 MB, porque vão chegar aqui
mais x000 servidores. Aí isso tem que tá
pronto para chegar ao mesmo tempo,
porque senão fica com algum equipamento
parado aqui e não tem onde colocar. Quem
investiu tá perdendo dinheiro. Então até
a gente brinca, a GPU parada você tá
rasgando dinheiro, ela tem que tá sempre
produzindo, trabalhando. Então essas
coisas têm que casar muito bem, tanto a
entrega dos equipamentos e o espaço onde
ele vai morar. Bom,
>> eh, você falou de empresas locais, né?
Então, hoje, eh, boa parte dos dados que
a gente usa, ele tá rodando em data
centers fora do Brasil.
>> Então, você pensa que ampliar essa
infraestrutura local é uma forma da
gente ampliar a nossa soberania
tecnológica? Qual a importância disso?
>> Isso é muito importante porque
obviamente alguns dados, algumas coisas
não tem, já vão estar lá fora, não, não
tem, não leva muito ao ponto, mas a
gente pode, por exemplo, pegar um dado
super crítico e eh estratégico pro país,
dados de saúde SUS.
Puxa vida, eu poderia criar um modelo de
inteligência artificial no Brasil para
melhorar a pesquisa médica de alguma
coisa a partir dos dados do SUS. Poxa,
eu vou pegar esses dados, mandar para
fora do Brasil, trabalhar lá, trazer de
volta. Por que que eu não faço tudo isso
aqui? Puxa, dados de governo, densidade,
investimento, estratégico. Então, essa
soberania ela é crítica. Ao mesmo tempo,
as empresas surgindo, agora vamos pegar
aqui o nosso cenário clássico, bancos,
Febraban, todos os nossos bancos que
estão junto aqui pegando os dados e
mandando para fora do Brasil, dados
financeiros, dados sensíveis de
clientes. Opa, por que que a gente não
faz aqui? Puxa, mas eu coloquei uma
inteligência artificial aqui ou eu
gostaria de colocar essa inteligência
artificial aqui, mas eu não tenho
processamento no Brasil. Se a regulação,
se o Banco Central não permitir, ele não
vai fazer esse serviço porque ele tá
violando o LGPD. Então ele mantém os
dados aqui, mas não tem o serviço de a.
Se ele tem capacidade computacional
aqui, ele executa, trabalha e desenvolve
o serviço localmente. E a gente já vê
algumas empresas, algumas startups, eh,
trabalhando aí no mercado financeiro,
criando soluções de ar que já
sinalizaram pra gente que precisam de
demanda local, porque eventualmente
esses produtos vão escalar e ele vai
precisar rodar aqui. Aí precisa de tá
sempre, precisa colocar os servidores, é
todo o ecossistema que você, mas é muito
crítico e importante. E mais uma vez
soberania é uma oportunidade pro Brasil.
Fernando, além da tecnologia, qual é o
impacto econômico e de empregos que os
novos data centers devem gerar nas
cidades brasileiras? E nesse sentido,
vocês saberiam destacar quais perfis
profissionais e novas competências eh eh
contam para essa corrida aí de data
centers?
>> Olha, eh pensando na na Rio City, a
gente eh planeja, a gente estima que na
primeira fase sejam criadas 10.000
posições de trabalho, né? Então, imagina
que a própria construção do data center,
que ocorre aí em alguns meses, ela
requer e tem picos de obra que você vai
precisar ali, né, de centenas e milhares
de pessoas, né? Então você vai precisar
de um técnico de refrigeração, como
falamos aqui. Nós temos uma pessoa que
trabalha com cabeamento, depois na
operação do data center, você tem
desenvolvedores pensando no ecossistema
das empresas que vão trabalhar como
clientes desse desse provedor de data
center, né, a própria Nvidia. Então você
cria aí e uma série de profissões ou,
né, você demanda uma série de profissões
técnicas muito voltadas ali para
ciências computacionais, matemática,
enfim, a parte de construção e operação,
que elas são muito importantes. E eu
acho que o bacana dessa desse segmento é
que ele cria um capital eh de alto
valor, né? porque a gente tá falando de
técnicos, de pessoas eh formadas em
universidades, pós-graduadas. Então, eh
você tá criando ali oportunidades para
que pessoas sejam melhor remuneradas
também, né? Então, eu diria que é um que
é um crescimento de longo prazo, né? E o
data center em si, ele cria algumas
oportunidades na construção e na
operação, mas eu acho que o mais
importante é ele consegue ser um trigger
para as outras empresas que vão estar
dentro desse ecossistema digital.
>> Uhum. Bom, esse assunto é fascinante.
Eh, muita coisa para se descobrir, muita
coisa interessante pela frente, mas o
tempo nosso tá terminando. Eu quero
agradecer demais aos meus convidados que
nos ajudaram aqui a traduzir, a
desvendar esse tema tão complexo. A
Fernanda Belquior, diretora de marketing
da ILEIA Data Centers, o Marcel Saraiva,
diretor GSI da divisão Enterprise da
Nvidia. E majô, né?
>> Obrigada. Eu adorei esse papo.
>> Como a gente conversou aqui, né, a nuvem
pode parecer invisível, mas ela depende
de muita energia e, acima de tudo,
planejamento. O futuro digital do Brasil
passa por escolhas que nós vamos fazer
agora. Onde investir, como equilibrar
tecnologia e e sustentabilidade e de que
forma garantir soberania nessa nova
corrida global. Até a próxima, gente.
[risadas]
>> Contaremos quem sabe para contar alguns
casos aí que aconteceram nesse ano. No
próximo a gente traz caso de sucesso
aqui.
>> Mais novidades.
>> Mais novidades não para. Obrigado,
>> até a próxima e que a gente siga juntos
construindo um país cada vez mais
conectado, inovador e consciente. Até o
próximo.
[música]
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