MKBR26 - Painel "O fator eleições"
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[música] As eleições presidenciais se aproximam e para nos ajudar a compreender de que forma que o ciclo eleitoral ele pode repercutir sobre a economia e o mercado de capitais, nós vamos agora convidar ao palco a cluster director do Ipsus PEC Márcia Cavalar Nunes. [música] Tudo bem, Márcia? Bem-vinda. Prazer tê-la aqui conosco. Por favor, pode se acomodar por aqui. Obrigada...
As eleições presidenciais
se aproximam e para nos ajudar a
compreender de que forma que o ciclo
eleitoral ele pode repercutir sobre a
economia e o mercado de capitais, nós
vamos agora convidar ao palco a cluster
director do Ipsus PEC Márcia Cavalar
Nunes.
[música]
Tudo bem, Márcia? Bem-vinda. Prazer
tê-la aqui conosco. Por favor, pode se
acomodar por aqui. Obrigada,
>> por favor. [música]
Vou convidar também o CEO da Arco
Digital, Lucas de Aragão. Vem para cá.
[música]
[aplausos]
Tudo bem, Lucas? Bem-vindo.
>> Tudo bem?
>> Por favor, [música]
o sócio fundador da ORIS, Carlos Caval.
[aplausos]
Vem, Carlos, bem-vindo. Vem por aqui.
Melhor. [música]
Para mediar essa conversa, eu vou chamar
aqui de volta a jornalista Patrícia
Campos Melo. Vem para cá, Patrícia.
Bem-vinda mais uma vez. [música]
Bem-vinda mais uma vez. Não deixem de
fazer perguntas. pelo que a coach vai
estar aqui na tela, o tempo todo
disponível para disponível para vocês.
Sejam todos muito bem-vindos mais uma
vez. Patrícia, por favor, a palavra é
sua.
>> Obrigada. Boa tarde a todos. Chegamos
agora no painel que todo mundo quer
muitas respostas de vocês três aqui. Eh,
bom, se meses antes do primeiro turno da
eleição, tudo indica que vai ser muito
apertado. As últimas pesquisas
eh do início de março, elas mostram eh o
presidente Luís Inácio Lula da Silva e o
candidato PL, Flávio Bolsonaro, bem
próximos. Datafolha, Lula tem 39% das
intenções de voto e Flávio Bolsonaro
33%. E na Quest 39% presidente Lula, 32%
pro senador Flávio Bolsonaro. Isso
considerando um cenário que tinha
Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mas ainda
não saíram as novas pesquisas com um
novo cenário em que Governador Ratinho
Júnior já anunciou que não vai concorrer
e se oficializou a candidatura do
governador Ronaldo Caiado pelo PSD.
Então, a gente vai ter agora, inclusive
nesse final de semana, devem sair novas
pesquisas.
Eh, no segundo turno, Datafolha tava
dando 46% para Lula, 43% para Flávio e
Quest dando empate em 41%.
Mas aqui a gente não vai falar
especificamente sobre candidatos, vamos
falar mais sobre cenários, expectativas
e o que se tem dito sobre essa eleição.
Eu quero ouvir de vocês. Ah, e eu vou, a
gente tá recebendo perguntas no QR Code.
Eu não vou deixar pro final, vou porque
todo mundo deve ter bastante pergunta,
então acho que fica mais
ágil. Eh, que vai ser uma disputa de
rejeições, né? Os dois candidatos que
estão liderando, Fábio Bolsonaro e Luís
Inácio Lula da Silva, tem alta rejeição.
Quais vão ser as táticas? Queria começar
com você, Márcia, e depois você eh quais
vão ser as táticas dos candidatos para
tentar contornar essa rejeição?
>> Bom, bom dia a todos. Eh, bom, eh, de
novo, nós vamos ter uma eleição
polarizada, como tivemos em 2018, 2022,
teremos de novo essa polarização em
2026, eh, onde dois candidatos que são
bastante conhecidos da população t
rejeições altíssimas na casa dos 45, 46,
47, 48%.
Eh, e são rejeições consolidadas porque
eles são muito conhecidos. Então,
diminuir essa rejeição é uma tarefa
difícil e desafiadora. É impossível
diminuir, não é impossível diminuir, né?
Eh, isso a gente já viu vários
candidatos que tinham rejeições altas e
que foram se colocando, se colocando e
conseguiram reverter e acabaram sendo
eleitos, né? Então, eh,
os candidatos têm que identificar esses
nichos de segmentos e geográficos e
demográficos dessa eh rejeição para
poder trabalhar e aí trabalhar com uma
comunicação consistente, com enfrentando
as questões que aparecem aí no seu dia a
dia com transparência, se colocando que
isso pode acabar pode acabar a gerar
mais confiança. né? Mas de novo é uma é
uma eleição bem polarizada com e eleição
de rejeições. Eu voto nesse para não
votar no outro porque eu rejeito mais
aquele do que esse, né? [roncando]
>> Lucas,
>> boa tarde. Boa tarde a todos. Prazer
estar aqui com vocês. Eh, bom, eh, eu
acho que cada candidato é uma eleição de
muitas ferramentas, assim, é difícil
você reduzir rejeição, mas os candidatos
têm ferramentas para tentar reduzir essa
rejeição, né? Uma pesquisa que a gente
fez na Arco recente mostra alguns pontos
interessantes. Assim, a maioria das
pessoas que não vota no Lula, rejeita eh
a candidatura do Lula, faz isso muito
por memória ainda de corrupção do da
Lava-Jato, do mensalão. Esse assunto do
Banco Master não ajuda, ainda mais eh
porque no mundo inteiro, quando você tem
um grande escândalo assim, você acaba eh
culpando o incumbente, independente do
incumente ter culpa ou não, né? Frase do
Homer Simpson, né? Se a culpa é minha,
eu coloco em quem eu quiser, né? Eh,
então, eh, é um, é, é algo preocupante
pro, pro, pro PT essa questão do Banco
Master. Já do outro lado da candidatura
do Flávio Bolsonaro, é uma candidatura
eh difícil também, comça com ele, ele
herdou muito voto, mas ele herda uma
rejeição muito alta. Eh, pesquisas
mostram que é muita gente não vota
porque acha que vai ser um governo
parecido com o do pai. eh tem muitas
dificuldades eh em conseguir se vender
como um candidato diferente. Ele tem
tentado, né? Ele acabou de falar
recentemente que ele é o Bolsonaro que
se vacina, que vocês não queriam
Bolsonaro do centrão, agora tem o
Bolsonaro moderado, até questões
pontuais, assim, ele usou uma camisa,
pai de menina, né? Então ele vai
tentando ali criar o o ponto é você não
precisa nessa eleição nem um nem outro
tentar mudar a ideia de muitos muitos
milhões de brasileiros, porque vai ser
uma eleição decidida ali por 2 3% de
novo, 3 4% de novo. Eu acho que muito
desses votos estão na região Sudeste,
tão em áreas de muita eh acesso à
informação, de comunicação que flui eh
rápido entre internet, pessoas. E aí o
objetivo é reduzir e tentar fazer que o
outro seja visto como mais rejeitado. Eu
não tenho dúvida que do lado do Lula,
ele vai bater muito na questão de como
eh o Bolsonaro, a família, o clã lidou
com a pandemia. Isso é algo muito citado
por aqueles que rejeitam o Bolsonaro.
Isso vai ser citado. A ideia no início
do ano era citar muito a condenação do
do Jair Bolsonaro pelo STF. Isso perde
um pouco a força com a crise de
confiança que o STF tá vivendo nesse
momento. E o outro lado, o Bolsonaro vai
bater muito na tecla da corrupção e de
assuntos que são do momento como
segurança pública, que a esquerda tem
dificuldade em se eh locomover dentro
dessa política pública e inflação, custo
de vida, que a gente tem visto a
percepção da economia. Por mais que no
papel esteja tudo bem, quando você
pergunta como que tá a confiança das
pessoas na vida melhorando
economicamente, ainda tá numa situação
ruim eh no momento atual.
Caval, eh, qual vai ser a importância da
agenda econômica, um pouco do que o
Lucas falou nesta eleição? Eh, vai ser
central ou aí queria depois também que
vocês dessem sua opinião, eh, ou
segurança pública, agenda de costumes ou
a corrupção deve se sobrepor a isso.
>> Bom, eh, bom dia a todas e todos. Um
prazer, obrigado pela oportunidade de
estar aqui [limpando a garganta] com
você, Patrícia, e com dois eh craques,
né? A Márcia, que conheço há muito
tempo, eh Lucas também. e vou falar até
pouco, porque assim como todos aqui,
quero muito ouvi-los, né, sobre essa
questão. Mas, eh, o ponto eh com relação
à economia é que exatamente a
polarização que nós temos tido, né, ela
diminui o o a importância do ciclo
econômico, né, tradicional sobre o
resultado eleitoral, né? O que que eu
quero dizer com isso é que eh nas
eleições anteriores, como a Márcia
citou, eh a situação econômica não era
tão favorável como a que vivemos hoje,
né? Um desemprego baixíssimo, a
inflação, a despeito aí dos últimos
eventos geopolíticos também eh bastante
baixa, né? Então, eh, nós temos uma
situação, [limpando a garganta] eh, de
certa forma paradoxal do ponto de vista
do ciclo econômico, que é o empate, né,
entre os dois candidatos principais. Eh,
e quando olhamos, por exemplo, 2022 a 6
meses da eleição presidencial de então,
a liderança do candidato da oposição,
Lula, então era de cerca de 15 pontos
percentuais em relação a o Jair
Bolsonaro, que era o presidente buscando
a reeleição. O resultado, evidentemente,
foi muito mais apertado do que esse, mas
chama atenção, evidentemente, o fato de
que a [roncando] economia ela, que é o
grande ativo do governo, né, ela não tem
permitido uma liderança clara eh do eh
governo no seu projeto de reeleição, o
que tá expresso aí nessas eh taxas de
reeleição, de rejeição muito elevadas.
Então, de um lado, a economia ajudando o
governo, de outro lado, uma série de
outros fatores que eu deixo pros colegas
eh comentarem eh melhor, que eh tem
ajudado aí a visão da oposição podendo
eh vencer a eleição, né? Eh, até por
isso, né, a eleição fez muito pouco
preço até agora no mercado, porque uma
coisa que é 50 50, não tem muito como
você escolher o lado, a não ser
pontualmente, no momento que foi
anunciada a candidatura de Flávio
Bolsonaro em dezembro, os mercados eh eh
acharam, né, que essa informação era
negativa. no início do ano passado,
quando eh o presidente Lula caiu nas
pesquisas, houve algum efeito de curto
prazo, mas a verdade é que por enquanto
a gente não tem, né, muito impacto da
política eh na nos mercados, né, os
mercados ainda não se pronunci não foram
muito afetados por isso e a economia tá
tendo relativamente, né, menos
importância. Grande pergunta, a guerra,
né, a invasão do Irã, a elevação de
preços de combustíveis a 6 meses da
eleição, quanto tempo durará? Ela vai
tirar, vai corroer essa vantagem que a
economia tem dado até agora? Essa é uma
questão que ainda não sabemos.
>> Márcia, economia, você concorda que a
economia não vai ser um fator
determinante e não tá rendendo aí, se
traduzindo em vantagem para o governo?
Que que você acha que vai ser a questão
dominante para o eleitor? Importante
é importante é porque é o bem-estar das
pessoas, né, na na em em questão, mas de
fato hoje nenhuma medida que foi tomada
teve algum efeito positivo na avaliação
do governo, né? Então teve lá a isenção
do imposto de renda, não houve melhora
significativa na avaliação do governo
depois dessa medida tomada, né? Então,
eh, ela é importante, ela sempre teve um
papel importante na na coisa, mas a
percepção da opinião pública é que ela,
eh, apesar de indicadores oficiais de
inflação, desemprego, serem bastante
positivos, a percepção é de que a
situação não está boa, né? Isso muito
decorrente também em função de
endividamento das pessoas, né, que
estamos aí no nível recorde de
endividamento inadimplência alta, né,
percepção de que, ok, a inflação tá
baixa, mas os preços dos alimentos,
principalmente eh se estabilizaram num
patamar alto, onde o eu não consigo mais
comprar o que eu comprava com o mesmo
dinheiro que eu tenho. Então, a
percepção econômica tá muito ruim. né?
Eh, um dado aqui que eu trago para vocês
que lá na IPSUS a gente tem um banco de
dados com mais de 1000 eh eleições em 35
países, né? E modelando esse banco de
dados, a gente vê o seguinte, que a
probabilidade de um incumbente ser
reeleito
é de 78%,
se a aprovação ao governo tiver na mais
alto de que 45%,
a perspectiva econômica futura for
positiva para a maioria, percepção de
que o rumo, que o país está no rumo
certo, no rumo errado também da maioria,
né? O, na avaliação, na aprovação do
Lula, ele tá perto, tá com 43%,
mas percepção econômica futura, 1/3 só,
pensa que vai ser melhor nos próximos 6
meses. Eh, e percepção de o país tá no
rumo certo, no rumo errado, só 1/3
também eh tem a percepção de que o país
está no rumo certo. Então, ele não
consegue conjugar as três variáveis. Eh,
e também tem um dado, né, que e o o Lula
já foi presidente duas vezes, tá no
terceiro mandato e se a gente considerar
que os dois mandatos da Dilma também ele
tava ali, né, tem um desgaste natural,
então pode ser até que esse modelo não
funcione especificamente para o Lula. a
gente tá avaliando. Agora, tem outros
temas que estão surgindo que não sei
ainda se vai ter um impacto na decisão
de voto do eleitor, mas ela vai permear
a discussão, que são as principais
preocupações. Hoje as principais
preocupações estão focadas em
segurança pública, violência, crime e
segurança pública, eh, em segundo lugar,
corrupção política e financeira e saúde,
que sempre teve entre os três primeiros
colocados desde a eleição de 1989.
Então, assim, não são temas que fazem
primeiro porque segurança pública não, a
gente não tem uma coisa federalizada. Em
países onde a segurança pública é
federalizada tem um impacto muito forte.
Aqui no Brasil apareceu pela primeira
vez, a segurança veio aparecendo aos
pouquinhos, mas agora ela domina as
preocupações dos brasileiros, né?
Corrupção vai e volta, como o Lucas
falou, né? teve um mensalão e vai e
volta, só que agora tá num patamar
maior, porque as pessoas estão vendo que
o sistema inteiro é corrupto, o governo,
STF, tudo é corrupto, né? Então isso
contribui para uma diminuição de
confiança nas instituições, né,
>> Lucas?
Bom, eu acho que numa eleição tão
apertada, a gente vai ter uma eleição aí
de no máximo três pontos, quatro pontos,
qualquer coisa importa, né? A gente
falar mal da portuguesa santista pode
custar a eleição, né? para o Lula ou
para o Jairou para o Flávio Bolsonaro.
Eh, eu acho que sim, tem algumas
questões, por exemplo, a economia sempre
é um fator, mas tem pesquisas, estudos
que mostram que a economia tem sido cada
vez perdendo um pouco o espaço por conta
de vários fatores, né? Por conta da
preocupação com corrupção, com
segurança. O fator ideológico
comportamental entrou muito forte no
debate público no Brasil, né? Eh, os
debates, depois façam um exercício, é
interessante. Vejam os debates de 2002,
2006, eram debates pouco carregados
assim de ideologia ou de temas
comportamentais. Era muito sobre a
economia, economia, economia, economia.
Agora a gente tem aí um cardápio
[roncando] eh de assuntos e eu acho que
são temas assim que cada candidato, por
exemplo, política externa nunca foi um
tema eleitoral no Brasil, né? A gente
nunca falou de política externa, né? é
uma política pública meio distante do
dia a dia do da população. Eu acho que
nessa eleição vai ter um um qu de
conversa sobre política externa. O Lula
vai acusar o Bolsonaro de ser
subserviente aos Estados Unidos, eh de
não ser chamado para as rodinhas legais,
mostrar as fotos lá, show que ele tirou
no G20, no na COP 30, que ninguém lembra
o que que aconteceu, mas as fotos estão
ótimas. [roncando] Eh, já o Flávio vai
ficar falando que o Lula é amigo do
Maduro, é amigo do Comani. Aí o Lula vai
falar assim: "É, mas eu também virei
amigo do Trump". Então, eu acho que
assim, essa eleição vão ter vários temas
e e eu acho que os próximos temas eh vai
depender de como cada candidato vai
lidar com ele. Então, por exemplo, eh
segurança pública, eu concordo com a
Márcia, que é um tema que não é
federalizado, mas ele pode ser,
dependendo a narrativa, né? Por exemplo,
vocês lembram que quando aconteceu
aquela operação no Rio, a resposta do
Lula à operação foi meio ruim ali
inicialmente, a esquerda não soube como
se manifestar direito. Eh, e aquilo ali
teve um impacto negativo na
popularidade. Isso é muito interessante.
Eu tava conversando com um cara que um
amigo meu que faz estudos para partidos
políticos. Eles fizeram ali um estudo
com partidos de esquerda, com afiliados
ao partido de esquerda. A política
pública que pessoas bem à esquerda mais
se sentem mais à direita é segurança
pública. A questão do law and order
pegou assim em alguns estados eh e isso
pode ter um impacto favorável à tese da
direita. Então o tanto é que o governo
Lula tá tentando ali eh dar uma
resposta. em breve vai ter alguma algum
tipo de política pública relacionado às
fronteiras, um novo plano de segurança
pública. Ele tem tentado com Trump uma
cooperação, mas essa cooperação entrou
num momento meio esquisito por conta da
tentativa dos Estados Unidos de designar
eh algum a o PCC e o Comando Vermelho
como organizações terroristas que geram
uma preocupação, enfim, eh eh no no
país. Então, acho que são muitos temas.
E se vocês lembram, a eleição de 2022
foi definida por erros do Bolsonaro na
última semana. Uhum.
>> Né? Até falei para um do dos filhos dele
uma vez, falei: "Pô, seu pai é o único
presidente que tentou perder e quase
ganhou a eleição, né? Eh, fez de tudo
para perder e quase ganha. Eh, aquela
semana foi muito ruim pro pro
bolsonarismo com o episódio do Roberto
Jefferson no sábado, na quarta-feira o
Paulo Guedes fala do salário mínimo
dizendo que não ia ter aumento acima da
inflação, que nem precisava ter falado
porque era a política pública vigente no
momento. E no domingo o episódio da
Carlos Zambélio aqui em São Paulo. Eu
acho que vai ser assim, sabe, Patrício.
Acho que assim, eh, vai ser quem errar
menos, quem fizer menos besteira ali no,
na reta final. Isso que faz dela tão
imprevisível.
Eh, quando me perguntam quem vai ganhar,
pô, já deu umas 18 respostas diferente
nas últimas, eu não sei quem vai ganhar.
Eu acho que eu ainda vejo um leve
favoritismo pro Lula, mas eu acho muito
leve e pode ser facilmente eh esvaziado
eh a partir de mais desdobramentos do
Banco Master, de uma sensação ruim em
relação à inflação que pode vir, como o
Carlos disse, com a guerra no Irã, com
preço de combustível, alimento,
fertilizante. Então é uma eleição muito
desconfortável para para ambos, né?
>> Só só pegando um gancho, queria
complementar. O eleitor consegue
diferenciar na segurança pública o que é
uma responsabilidade do governo federal
e que é responsabilidade dos governos
estaduais ou quando é negativo sempre
sobra pro governo federal? Eu acho que
ele consegue diferenciar, Patrícia, o
que ele espera. Acho que o Brasil não tá
nem pronto para falar de política
pública de segurança. Eu acho que o
eleitor não quer falar de segurança
pública como uma política pública, como
ideias.
Ele vê a segurança pública como algo que
precisa ser ter uma narrativa sexy para
o que ele ache que tem que ser feito.
Por exemplo, não tem que ter saidinha,
não pode ser preso depois voltar.
E então é uma é uma guerra muito mais de
narrativa e de sensação térmica. Assim,
eu quero me aproximar desse tema de
alguém que pensa parecido comigo. E a
maior parte das pessoas ainda tem uma
maioria que pensa mais à direita nesse
tema de segurança pública do que mais à
esquerda. Por isso que é um tema que se
o Bolsonaro pudesse, o Flávio pudesse
falar disso o tempo inteiro, falaria. Se
o Lula pudesse evitar isso, um assessor
do Lula me falou, disse: "O Lula não
gostaria de tratar a segurança pública
como tema central,
mas sabendo que vai ser um tema central,
tá se preparando para tratar como um
tema central." E aí por isso que a gente
vê ele falando de fronteiras, tentando
falar com Trump sobre esse tema. Eh,
[roncando] então é muito mais sobre uma
aproximação assim, quem pensa parecido
comigo do que nossa, essa ideia é boa,
funcionaria, etc. Entendi. Caval, eh,
você tava falando um pouco disso. Eh, o
desemprego em fevereiro ficou em 5,8% é
o mais baixo da série histórica do BGE.
Por que que essa coisa da percepção
econômica do eleitor, né? Por que que o
eleitor não está percebendo uma melhora?
O que mais eh impacta a percepção do
eleitor sobre a economia, sobre o
desemprego?
Então esse é um é um é um ponto
importante, porque nós economistas, né,
eh gostamos de buscar, né, as relações
de de causalidade em correlações e uma
correlação que sempre funcionou muito
bem era a taxa de desemprego e a
reprovação eh do governo. Então, se você
colocasse num gráfico, né, ou o governo
Fernando Henrique, Lula 1, 2, Dilma, até
o governo Temer, você vê que funciona
muito bem, né? A taxa de desemprego
sobe, o governo é mais eh rejeitado, né?
Só que a partir do período mais recente,
né, quando a gente passou a ter a
polarização, né, a partir da eleição do
presidente Bolsonaro e e posteriormente
isso deixou de funcionar. É exatamente o
que a gente vê hoje, né? uma taxa de
desemprego no low histórico e o governo
mais rejeitado do que eh aprovado. Isso
não é uma exclusividade brasileira, não
é uma invenção, né, uma jabuticaba, como
a gente gosta de ver. Eu uma vez
[limpando a garganta]
me deu trabalho de olhar eh nos Estados
Unidos, né, eles têm índices de
aprovação e e reprovação desde o governo
Roosevelt, né, nos anos 40, enfim, né? E
se você for ver os presidentes mais
desaprovados, mais rejeitados na média
histórica, foram o presidente Trump no
seu primeiro mandato e o presidente
Biden, né? E nesses eh governos o
desemprego foi alto? Não, não foi alto.
Não é alto hoje, né?
>> [limpando a garganta]
>> E mesmo assim o presidente Trump nunca,
o presidente Trump nunca conseguiu no
primeiro mandato ter mais do que 48, se
não me engano, por de aprovação. O Biden
Biden ficou ali por no máximo a 52,
etc., com uma taxa de desemprego ali
entre 4 e 5%, que nos Estados Unidos é é
muito baixa, chegou inclusive no no
governo anterior do Biden abaixo de 4%,
né? Eh, e até para,
[limpando a garganta] só para concluir
aqui, nos Estados Unidos, eh, tem
algumas pesquisas, né, como de pesquisa
de confiança do consumidor. Você tá
confiante ou não tá confiante, né? E
entre outras coisas, eles respondem
sobre qual que você acha que é a
inflação futura. E eles incluem uma
pergunta que nós não temos aqui no
Brasil nessas pesquisas, que é: qual é a
sua preferência partidária, né? E você
vê que a visão dos americanos com
relação ao futuro da economia, ela é
hoje eh 100% partidária, né? Até o final
do governo Biden, os democratas achavam
que a inflação ia ser baixa, né? Os
republicanos 2%, e os republicanos
achavam que a inflação ia ser 5%, né? Os
independentes ali um nível mais ou menos
parecido com o que a inflação realmente
vinha sendo, 3 3,5%.
O presidente Trump toma posse, as curvas
simplesmente se invertem de uma pesquisa
para outra. Os democratas passam a
prever uma inflação de 5% e os
republicanos passam a prever uma
inflação de 2%. Ou seja, é a preferência
partidária, é a ideologia que o Lucas
mencionou aqui, né, que condiciona a sua
visão sobre a economia. Quer dizer, você
acha que a economia não está bem pela
rejeição que você tem ao governo e não
você avalia o governo a partir de como
está a situação da economia. é uma coisa
inteiramente diferente,
>> uma lente,
>> complementar uma coisinha sobre isso.
Então, a gente mede também mensalmente
aqui no Brasil o o índice de confiança
do consumidor, né? Não tem a questão
partidária, porque aqui são muitos
partidos, né? A maioria não tem
preferência partidária, mas tem os
mesmos indicadores. E
e a no Brasil a gente tá no ranking de
35 países, a gente tá em nono lugar de
confiança eh do consumidor, tá com 53.2,
dois, acho que na última medida e tudo
que é acima de 50 é mais positivo. Então
assim, nesse, né, e isso é uma coisa
imediata, porque você pergunta, eh,
você pergunta a coisa que o que a pessoa
tá vivendo ali, né, como é que tá a sua
situação financeira, o seu
endividamento,
eh várias várias eh questões ali e que
mostra, então não tá, a gente não tá dos
piores na índice de confiança do
consumidor. é o que pode ser um uma
coisa que ajude aí na, apesar da
percepção da coisa da economia, é que
assim, o que tá aí tá dado, o que eu
quero é mais e aonde que tá esse mais,
como é que é o avanço, né? Então assim,
a perspectiva de do consumo tá OK, 53 tá
acima. Vamos ver como é que se comporta
daqui para trás. Concordo com o o cavalo
da questão do desemprego. Desemprego
baixo não ajuda em nada, não impacta em
nada. se tivesse alto poderia impactar,
que é o que você que a gente já viu em
governos anteriores, né? Eh, então não é
não é um você ter um desemprego baixo
que vá ajudar, por exemplo, na campanha
eleitoral. a perspectiva econômica, eu
acho que a gente tem que continuar eh
avaliando mesmo.
>> Outro tema econômico que eu queria
entender de vocês, se vocês acham que
influencia ou não, começar com o Lucas,
eh, uma tema que a que o governo Lula
achou que ia ser uma das grandes
bandeiras, né, que é a isenção eh do
imposto de renda para quem ganha até R$
5.000. Isso tem impacto? Isso vai virar
voto.
Era para ter virado, né? A gente tá no
quarto mês, né? no quarto contracheque
do IR e ainda não teve um impacto.
Difícil saber, será que estaria pior se
não fosse o IR, né? Difícil também
cravar que não deu uma segurada depois
de um início de ano que foi muito ruim
pro governo, né? Foi um início de ano
muito difícil pro governo. Eh, o
carnaval, aquela polêmica ali da escola
de samba, com desfile que irritou bem os
evangélicos. Eh, você teve a questão do
Banco Master, INSS, Lulinha, o Irã, eh,
então talvez tenha ajudado em alguma
coisa, mas não foi a bala de prata que
muitos no governo esperavam. Eh,
importante lembrar que historicamente,
se a gente pega Fernando Henrique 1,
Fernando Henrique 2, Lula 1, Lula 2, eh
o próprio Bolsonaro, Dilma, de certa
forma, principalmente a Dilma, é Dilma
um, todos esses candidatos, eh, tiveram
melhoras no ano eleitoral, tiveram uma
melhora de popularidade. Isso acontece,
vai acontecer esse ano, não sei, mas o
governo tem um arsenal de medidas que
pode tentar fazer, né? Eu não vejo, por
exemplo, aumento eh de programa social
esse ano. Acho que isso não vai
acontecer. Aquela ideia do Lula de
isentar a tarifa de transporte público
também não acho que vai acontecer, mas
eu acho que algumas coisas podem
acontecer. Por exemplo, eu acho que vem
um plano de eh de renegociação de
dívidas para as famílias. Isso inclusive
é assunto hoje no palácio, tá tendo uma
reunião hoje no palácio sobre isso. Eu
acho que vai vir coisa parafiscal
também, crédito, é na caixa, é mais
faixas ali do Bolsa, do Minha Casa,
Minha Vida. Eh, vão ser criativos nessa
parte parafiscal do do dos bancos
estatais e pode ajudar a a trazer esse
movimento histórico de volta de
melhoria. Lembrando que, por exemplo, em
2022, o Bolsonaro teve uma melhora por
vários motivos, mas um dos motivos
atribuídos naquele momento foi o auxílio
Brasil, né, que foi aumentado
exponencialmente ali no ano eleitoral a
partir da PEC, que foi aprovada, se eu
não me engano, em junho ou julho daquele
ano, que teve um impacto relevante. Eh,
então assim, o governo tem ainda algumas
eh ferramentas aí na manga para tentar
umas cartas na manga para tentar essa
essa melhoria e muito focados na classe
média, né? Porque cada candidato tem
meio que um caminho paraa vitória assim,
né? O caminho do Flávio é tentar uma
gordura, principalmente em São Paulo e
um pouquinho em Minas, eh já que
provavelmente vai perder no Nordeste.
Eh, já o Lula sabendo que vai ganhar no
Nordeste, quer diminuir a desvantagem
aqui, principalmente em São Paulo. Eh,
então cada um tem um um plano. do PT, o
plano, por exemplo, o ano passado,
quando eles discutiam internamente
assim, que que a gente vai fazer, a
gente vai tentar aumentar a BPC, vai
tentar aumentar, foi unânime dentro do
da Casa Civil do Sidônio, na época do
Paulo Pimenta, que era o excecon antes
do do Sidônio, eh, próprio Lula, Rui
Costa, Hadad, que a melhor política
pública que podia fazer naquele momento
era o imposto de renda, porque traria
uma um ganho dentro desse eleitor eh eh
de classe média que foi tão importante
pra vitória do Lula em 2022 e que ele
precisa segurar de novo para conseguir a
reeleição.
>> Vocês querem acrescentar alguma coisa?
É, não. Eh, o que a gente vê, né, o se o
governante, o incumbente não tá tão
ruim,
eh, é comum a gente ver melhorar a
avaliação dele durante a campanha
eleitoral, seja porque é uma comunicação
mais focada, mais direcionada para
capitalizar coisas que foram feitas que
às vezes ficam perdidas no meio de
tantas informações que as pessoas vão
recebendo aí no seu dia a dia, né? a
eleição, a reeleição da Dilma, a
reeleição dela, eh, ela melhorou 10
pontos percentuais durante a campanha
eleitoral, ela cresceu a avaliação dela
em 10 pontos percentuais. Então, acho
que tem chance com essa retomada, uma
comunicação mais consistente, mais eh
clara, mais objetiva, né? E o que que é
importante também a gente ver na questão
da ideologia esquerda, direita, quando
você pergunta eh sobre fontes de
informação que as pessoas mais utilizam,
as principais fontes de informação que
as pessoas utilizam para se informar
sobre eleições. Televisão continua sendo
o primeiro colocado com 43%.
Segundo, redes sociais com 40%. Redes
sociais na eleição de 22 era 22%, 17%,
desculpa, em 22 era 17%. subiu de 17
para 40.
>> Você vê o estrago que o governo recebe
volta e meia quando o Nicolas faz um
vídeo, por exemplo, que viraliza no
Instagram a questão do Pix, né?
>> Pois é. E quando você cruza isso por por
intenção de voto, majoritariamente o
eleitor do Lula tá na televisão,
majoritariamente o eleitor do Bolsonaro
tá está nas redes sociais, o Flávio
Bolsonaro estão na nas redes sociais.
Então, desafio de comunicação, porque é
isso, como você atinge cada um dos
eleitores, né? eh, Nordeste, que o Lucas
falou e e se a gente analisa as as todas
as pesquisas, a gente vê que ele tem uma
perda de voto lá. E eu tava com a
hipótese que era mais na classe média,
na não é, é na classe mais baixa, né,
que sempre foi um eleitor dele. Eu tava
com essa hipótese, eu falei: "Não, vou
comparar 22 com 26 e vou comparar e não,
no Nordeste, numa região Centro-Oeste,
ele perde em todas as faixas de renda.
Eh, no Sul ele não perde de 22 para 26
na faixa de renda de até um. E eu tenho
como hipótese a questão das enchentes e
que o governo esteve presente e ajudou
na na camada mais baixa e o Nordeste ele
perde mais nessa faixa, nessa faixa de
renda de até um salário e na região
Sudeste fica mais concentrado na classe
média mesmo, a perda dele, ele e é onde
ele não pode perder, porque é onde fez a
diferença em 2022, né?
Só ia comentar que eh até outro dia eu
vi um comentário de um analista político
falando também sobre não só o
desemprego, né, mas o ganho real, né?
Quer dizer, a a renda real vem continua
crescendo 6% ao ano, né? Eh, portanto,
um ganho acima da inflação. Mas um ponto
que o o Lucas mencionou é muito
importante, né? Eh, o que o governo
começou a perceber, né? é que apesar de
você poder dizer, né, pela mensuração do
do IBGE, que a renda real, ou seja, a
renda percebida pelos assalariados e
outras formas de transferência de renda,
ela cresce acima da inflação, a gente
tem que lembrar que juro também é renda,
né? No nosso padrão social, a gente se
beneficia do juro alto, porque nós
temos, né, ativos financeiros, né, e que
complementam, né, a nossa renda. Mas
como o grau de endividamento das
famílias está no mais alto nível da
série histórica, o comprometimento da
renda com o pagamento de juros, né, é o
mais elevado da série histórica. vimos
aqui no painel anterior sobre a questão,
né, das empresas, etc., Mas das famílias
isso também é verdade. Então é muito
provável que a percepção de melhora da
renda não esteja ocorrendo se você está
muito endividado. Pelo contrário, né?
Porque o juro, né, do ponto de vista
real, ele também tem crescido muito,
especialmente, né, nas taxas que são
praticadas aí no consumidor.
A [limpando a garganta] esquerda sempre,
né, sempre percebe políticas de demanda
como aquelas que são necessárias em
qualquer momento para estimular o
crescimento econômico. já visto que eles
fizeram no ano passado com o consignado
privado, né? Uma modalidade que era
bastante morna e que cresceu nos últimos
meses explosivamente, né? E agora a
percepção deles, né? De que puxa, tem um
problema grave aí que é o endividamento
inadiplência das famílias. Quer dizer,
muito desse
>> todo mundo avisou na época, né, que é,
enfim,
>> seis economistas avisaram muito, é muito
desse bem-estar, né, ele tá eh
gradativamente sendo corroído. Por isso,
acho que programas de refinanciamento, a
exemplo do que eles fizeram no começo do
do governo Lula, eles são mais
complicados de você fazer junto aos
bancos e tudo mais. Eu acho que o que
vai vir mesmo, né, é o famoso dinheiro
no bolso, né? Quer dizer, vai haver de
alguma maneira algum programa
emergencial aí de transferência de
renda, porque é a única maneira mais
eficaz de você dar algum ganho, algum
benefício, como foi feito inclusive pelo
antigo governo na última eleição.
>> Mas eles podem fazer isso? Eles iam ter
que passar uma PEC, né, como fez o
governo Bolsonaro, porque agora já não
pode mais fazer isso aí, não
>> é? Teria que ser uma PEC, como foi o
governo Bolsonaro. Exatamente.
>> Eu não sei se eles têm,
>> eu acho,
>> gente no Congresso para passar o
>> É.
Congresso igual Uber na chuva, né? Às
vezes tá tá caro, né?
Né? Então até tem, né? Mas tem que ver
se tem espaço, tempo, vontade. Eu acho
difícil porque
esse Congresso não tá muito aim de
ajudar o governo nesse momento, não.
>> Pois é, porque isso pode ajudar a ganhar
a eleição, só que eles precisam de uma
>> Mas assim, claro, né, que o governo ele
po, eles podem tentar dar algum migué
jurídico ali banco estatal e eh dar uma
maquiagem ali como crédito, talvez com
juro ultra ultra subsidiado. Eu não sei
se eles podem aprovar, mas basta ver. Em
2022, quando o governo Bolsonaro propôs,
a oposição foi contra. Não. E a oposição
aumenta. Aí o Bolsonar vai aumenta em
cima para ganhar do que já tinha sido
para ganhar para falar, né? Foi a gente
que aumentou, né?
>> Era 200, não vai para 400, não vai para
600. Se tivesse mais duas horas de
sessão era 10.000 para cada um ali.
>> Mas gente, eh eu não sei se isso vai ter
algum efeito, porque no Bolsonaro teve e
ele fez tudo e não não ganhou, né? E
hoje quando a gente olha eh os já os
beneficiários de qualquer programa de
transferência de renda que tem a gente
tem mais ou menos 27% dos domicílios no
Brasil que tem pelo menos uma pessoa na
casa que tem algum benefício do governo,
seja ele eh Bolsa Família,
eh os programas todos sociais, né?
Quando a gente cruza isso aí com foto, o
Lula tá com 1 terço das pessoas que t
algum benefício social e o Flávio tá com
1 quinto dos que têm um problema social.
Então assim, não tem mais aquela
associação direta. O benefício social
foi dado e tá aí, tá aí. É, não caiu,
né? P
>> não garante o voto, não fideliza o
eleitor desse jeito. Tá
>> dividido. Não é que a gente vai olhar
quem tem benefício social, 90% tá
votando no Lula, não é 1/3 e do lado do
Flávio tem 1/5. Então assim, não é uma
coisa mais tão associada politicamente a
este ou aquele. É um benefício que tá aí
e que as pessoas têm como dado e querem
ver exatamente o que mais, como é que eu
melhoro a minha situação, né?
>> Uhum. Uhum. Tem duas perguntas aqui
parecidas eh do público. Eh, uma é
da da Salem, do Saleme,
do do Saleme. [suspirando]
Eh, quem no cenário atual teria força
política real para se colocar como
terceira via competitiva frente a Lula e
Flávio Bolsonaro, sem depender
exclusivamente da polarização entre seus
grupos? E e essa pergunta conversa um
pouco com alguma com a pergunta do
Danilo, que é: "Há alguma chance do
crescimento de uma terceira via ou a
escolha de Caiado pelo PSD frustrou
essas chances? Quem se voluntaria?
>> Ah, eu respondo rapidinho. Não [risadas]
>> elabore.
>> É,
não, não tem assim. Eu acho que nem a
terceira via acredita na terceira via. E
e a gente fala em terceira via desde,
né? de bolinha já teve Garotinho, Eloí
Helena, que, né, Ciro Gomes, Rosiana
Sarnei, Eduardo Leite, eu acho que não
tem espaço porque o piso de ambos são é
muito alto e eu não vejo motivação
assim, por que que alguém que gosta
muito do Flávio e gosta da família e e
vê no Bolsonaro um similar, votaria no
Caiado, não vejo o motivo. Eh, eu acho
que pode ter movimentações
interessantes. Acho que, por exemplo, o
Renan Santos vai bem na eleição e assim,
defina bem, né? Eu tô dizendo, eu acho
que ele vai ter ali talvez seus 5, 6%.
>> Tava na frente do Caiado, inclusive, né?
>> Pois é, eu acho, ele ele em algumas
pesquisas já é citado como uma das
maiores preferências entre eleitores de
24 a 30 anos, enfim. Mas eu acho que uma
terceira via para romper acho muito
difícil, porque o centrão tem poder
político, mas não sabe transformar isso
em projeto de poder, projeto de país e
nem voto unitário, né? consegue fazer
isso de forma pulverizada, controlar o
Congresso, vai continuar controlando o
Congresso, mas não vai conseguir
transformar isso num projeto de país.
>> A terceira via não dá para surgir de uma
hora para outra, ela tem que ser
construída ao longo do tempo. E isso não
tá sendo feito desde
desde sempre, vamos dizer assim, né? Eh,
o que eu acho que pode eh porque o que
que a gente tem? tem o Lula e os demais
candidatos são mais à direita, mais no
espectro à direita. Pode dar uma
prejudicada na na eleição do Flávio se o
voto ficar eh distribuído. Sai um pouco
dele porque ah, o Flávio é mais à
direita do que eu gostaria, então vou
nesse que é mais direita, mas
>> mas primeiro turno, né?
>> Hã?
>> Primeiro turno, né?
>> Primeiro turno. É, no segundo turno não.
Daí, né?
>> É, mas pode expor ferida. Sabe o que
aconteceu na Colômbia? Quando o Petros
virou candidato? Tinha assim 18 de
direita, tinha um monte de candidato de
direita, todo mundo, ó, viu? Se juntar
aqui, todo mundo ganha do pé. Só que
eles ficaram numa primária tão longa,
>> é,
>> né? Se batendo que o que chegou lá
chegou assim, manco, sem olho, né? E aí
perdeu do Petro.
>> Ah, interessante.
>> É, divide, né? Tem que ter, é um desafio
de fazer a união.
>> E também isso, né? Tem as disputas
dentro da direita, que é o que ele tá
falando, não tem uma unificação, né? Eh,
então assim, eu acho que a gente vai ter
que medir. Eu hoje não não dá paraa
gente falar o potencial que vai ter essa
candidatura. Eu acho ainda é cedo para
falar qual seria. E e já estão
trabalhando que não é terceira via, é
alternativa à rejeição dos dois, né? Já
tão com isso.
>> É outro nome, isso? Terceira viajeição
dos dois.
>> Alternativa rejeição dos dois. Quem não
quer nem um nem outro tem uma
alternativa, né? Não sei se isso vai
colar, não vai, se
>> se vai crescer ou não, a gente vai ter
que medir.
>> E um ponto interessante, Patrícia, é
que, por exemplo, um dos candidatos que
nos últimos meses, ano, foi visto assim
como o a melhor alternativa a essa essa
visão Lula Bolsonaro por boa parte do
setor produtivo, pelo mercado
financeiro, por boa parte da imprensa
também, até o judiciário não tinha. Foi
o Tarcísio, né? né? Tarciso era um
candidato que dava ali uma carinha nova
a essa polarização ali. Nas pesquisas
onde se usa o cenário Tarcísio com o
Flávio, o Flávio bem à frente do
Tarcísio, né? Então a questão é um
candidato de terceira via ganha no
segundo turno.
Eu ganho no segundo turno. Você, Carlos,
a Mar, todo mundo aqui se for pro
segundo turno ganha. Mas ninguém aqui
tem 50 milhões de votos para ir pro
segundo turno. Quem tem é Lula e o
Bolsonaro. Esses dois têm. É. E na a
gente tem pesquisa que mostra que seis a
cada 10 eleitores eh não tem preferência
por um candidato mais alinhado à
esquerda lulista ou à direita
bolsonarista.
busca uma alternativa. E nesse nessa
alternativa é todo mundo que fala que
quer centro, gente que fala que não
importa se é esquerda ou direita, o que
importa é a capacidade de governo eh do
candidato, né? E entre esses, eh, esses
e seis a cada 10, a gente tem 1/3 mais
ou menos indo pro Lula e 1 quinto
novamente indo para o Flávio. Então aí
aí nesse bolo desses 60% é onde vão ter
que conquistar ali mais votos, porque já
não é a coisa tão alinhada ou a
preferência tão alinhada a um ou a
outro, né? Então espaço ali tem de
conquista, né? Agora, eu também acho que
quando a polarização tá muito
estressada, eu acho que até o eleitor
fala: "Não vou no num num terceiro aqui
porque eu tenho medo que o outro aí vem
aí a coisa do voto útil. Eu até preferia
votar no outro, mas tá tão estressada
que é melhor garantir na polarização
mesmo, né? Então isso é um outro
comportamento que a gente tem que
avaliar. Só aproveitando uma pergunta
também relativa a segundo turno. Eh, em
2022 tinha uma candidata de centro,
centro direita, centro esquerda, que era
Simone Tebet, né, desta, entre os
candidatos atrás dos dos dois líderes,
eh, Lula e Bolsonaro, dessa vez você só
tem candidato de direita. O que que isso
significa para o segundo turno?
significa que eh pode ter uma migração
maciça e impactar no segundo turno eh
contra eh o Lula. Que que
>> não é? Então na na hora que a gente
avalia eh potencial de voto e rejeição,
potencial de voto é assim, com certeza
você votaria, poderia votar, não votaria
de nenhum. Não tem tanta, porque quando
você cruza um com o outro, por exemplo,
se eu pegar o o potencial de voto do
Flávio e cruzar com o potencial de voto
do Lula, tem gente que vai para um lado
e vai pro outro. Não vai com certeza,
mas pode ir, né? Então, para um segundo
turno, como você tá falando, vai ter que
ter essa unificação da direita e que
eles vão ter que se e montar ali uma
estratégia para irem unidos para um
possível segundo turno, né? Porque se
fica na disputa e que até agora a gente
tá vendo, eh, prejudica, né, prejudica
o, o resultado final num segundo turno
para a direita. Eu acho que tem chance
de prejudicar, né? Não sei se vai, mas
tem chance de
eh outro tema econômico, barra social,
cavalc. Queria ouvir uma pergunta aqui
do Eduardo. Qual que você acha que vai
ser a relevância eh eleitoral do fim da
escala 6x1?
>> Então, eh esse tema eh tá dentro do da
da agenda possível aí eh no ano
eleitoral, né, do da agenda do governo,
né? Eh, falar a verdade, eu não tenho
muito uma leitura muito boa, quem sabe
os colegas aí que acompanham isso mais
diretamente, sobre quais eh são as
chances de eh de aprovação, né? Eh, o
setor empresarial tá contra, né? No
Congresso tem eh peso, né? Eh, desse
ponto de vista. E e eu não sei, né, se o
governo agora que tá nessa nesse modo
mais emergência, né, por conta da do
conflito na no Oriente Médio, todas as
questões ligadas a preços de
combustíveis, oferta e tudo mais, né, o
problema do endividamento das famílias,
quer dizer, como tem temas aí
emergenciais, né, eh, muito mais
relevantes até do ponto de vista
eleitoral, eu não sei qual vai ser o
empenho, né, que o governo eh vai ter
sobre essa matéria a partir de agora. E
lembrando, né, que o governo ele ele ele
sempre faz bastante mirando eh o
trabalhador formal, né? Quer dizer,
grande parte das medidas que vieram até
agora de crédito e outras e tal, etc.,
só pegam o universo do da mão de obra
formal, né, como é a jornada 6x1, né?
Então, não sei inclusive que tipo de
impacto eleitoral isso teria se fosse
fosse aprovado, se beneficiaria tanto
assim o governo, se coisas como, por
exemplo, o próprio redução de imp de
impostos ainda não tiveram esse impacto.
>> É, eu antes de impacto eleitoral, acho
que o impacto eleitoral eu queria deixar
com a com a com a Márcia, mas eu queria
fazer um comentário sobre como é que tá,
né? é uma PEC, ela tá na Comissão eh de
Constituição e Justiça. A CCJ ela não
analisa mérito, né? Então ela não fica
dando pitaco se é boa, ruim, legal,
chata. Ela é pela admissibilidade se ela
é legal ou não. E tão enrolando lá, tão
dando uma segurada boa, né? Eh, o
relator fica vai não vai apresentar o
relatório, que é o Paulo Azi, se eu não
me engano. E o governo já ficando
irritado, pode mandar um PL, né, um
projeto de lei com urgência, ou seja,
passa por cima das comissões, vai direto
pro plenário, eh, para tentar forçar
essa votação. Hugo Mota tá querendo
votar e eu acho que tem chances
razoáveis, chances boas de ser aprovado
na Câmara, mas obviamente de um jeito
diferente. Eu acho que vem 5x2,
escalonado, transição, 40 horas,
permitindo acordo. Eu acho que assim
passa. O problema é Senado, né? Porque a
partir do meio do ano você já tem modo
eleição, você tem as convenções no meio
do ano, em agosto você tem que registrar
a candidatura, tem Copa do Mundo, tem
festas juninas que movimentam. É sério,
gente, não é? Festa junina é importante.
>> Não, no Nordeste é um
>> No Nordeste é um evento político brutal,
né? Eh, pergunta pro Gumota se ele não
vai estar ali em Patos da cidade dele,
que é um a festa, ele diz que é a melhor
da Paraíba. Eh, e aí é um mov um
movimento enorme, né? Então, aí você
chega no segundo semestre, eu acho que
tem chance de votar se também virar uma
pressão grande assim, né? Eh, sai uma
pesquisa, né, dizendo que 88% da
população é a favor. Aí tem um um
editorial legal num jornal, aí começa
uma movimentação, aí um senador fala:
"Não, vamos votar, tem que votar". Aí os
líderes se sentem impressionados no meio
do ano quando estão em casa, votam,
falam com Davi. Então, acho que tem
chance, eu acho que essa seis por um vai
ser aprovada, se não fosse esse ano, ano
que vem, mas nesses moldes que eu falei.
E mesmo que não seja, o governo vai
utilizar como bandeira eleitoral, né?
dizendo assim: "Ó, tentei mais o
Congresso porque o governo tem utilizado
isso, né? E e talvez um dos melhores
momentos do governo nesse ano e de
qualquer governo é quando você tem
alguém para bater de frente, né? Quando
o Lula teve eh os Estados Unidos, eh
quando o Lula teve a questão do próprio
Congresso, quando tentou aumentar
imposto pros ricos, grandes fortunas e
não conseguiu. Você tem um inimigo ali,
ainda mais quando esse inimigo, esse
inimigo é meio abstrato, é bom.
>> Só até torcendo, né? É, [risadas]
o Congresso não quer essa força, esse
parlamento.
>> Eh, então o governo vai utilizar isso
sim. Eu queria ouvir da MAS, que que ela
acha de impacto eleitoral?
>> Então, eh, hoje se a gente pergunta se a
população aprova ou desaprova o 6 por
um, é altíssimo a aprovação.
>> Mais de 70%, né? Eh, só que as pessoas
não estão fazendo contas e entendendo as
consequências que isso pode trazer.
Então, se pensar que, ah, vai ter 6 por
um, sei lá, o supermercado vai fechar de
domingo. Ah, mas pro supermercado não
fechar de domingo, vai ter que contratar
mais gente. Contratar mais gente vai
gastar mais, vai repassar o o custo a
mais
de alguma forma, né? Então, essas contas
é por justiça de ter direito a dois dias
de descanso, a população pensa e fala:
"Não, tá certo, tem que ter." Mas eu
acho que ninguém tá medindo
consequências, nem o próprio
trabalhador, né, de perdas salariais,
né? Como é que vai ficar isso? Nem sei
se isso tá previsto como tá previsto na
no projeto.
>> É, mantém a
>> mantém a renda atual.
>> Mantém isso. Mas assim, o importante é
que a gente tá ainda na CCJ. Esse é um
projeto que vai passar pela comissão
especial e caso não passe pela comissão
especial, vem projeto de lei em regime
de urgência, vai ser amplamente
discutido em plenário e vai ter, como eu
disse, do jeito que a PEC original foi
apresentada, não passa. Eu acho que tá
caminhando para 40 horas, 5x2,
permitindo acordos. Eh, nesse nesse
formato eu acho que tem chances
razoáveis.
>> É, então nesse formato pode ser que
tenha um impacto positivo pro governo,
né? Tem uma outra pergunta aqui, é do
Mário Leiva. Qual a importância da
eleição pro Senado nessa eleição e como
ela influencia na eleição presidencial?
>> Bom, começo rapidinho. Eu acho que a
manchete na segunda-feira pós eleição
vai ser que o Senado foi mais à direita.
Eu acho que essa é a manchete que a
gente vai acordar eh na manhã de
segunda-feira, né? Eh, são 2/3, né?
Então, a gente tem aí 49 senadores que,
eh, cujas cadeiras podem ser renovadas.
Eu acho que a direita eh tem sido melhor
em criar candidaturas relevantes para
esse embate um a um, né, nessa nessas
eleições majoritárias.
Eh, eu acho que a candidatura do Flávio
deu uma bagunçadinha em alguns arranjos,
em alguns acordos que o centrão tava
pensando, né? quando o centrão pensava
assim, vislumbrava, seja uma candidatura
Tarcísio ou uma candidatura Ratinho, eh
já vinha embutido alguns acordos onde o
Bolsonaro teria mais força em alguns
estados para colocar seus nomes. Sem
isso, a gente pode ver um bate-cabeça
que pode ser relativamente ruim pra
direita. Por exemplo, Santa Catarina, a
gente tá vendo lá a última pesquisa que
saiu, uma uma que eu vi, eh, mostra o
Carlos Bolsonaro não ganhando. Claro, tá
muito em cima, né? tá a Carol de Tony em
primeiro, Spiridião a mim em segundo e o
Carlos em terceiro. Eh, ou seja, não
houve um acordo ali. A gente tem visto
isso acontecendo, mas eu acho que a
gente vai ter essa no palácio, uma das
coisas que mais preocupa o palácio é o
Senado. Em 2027, eu acho que o Senado de
27 ele é mais à direita e com uma chance
real, por exemplo, de em 27 a gente ter
uma eleição para presidente do Senado de
um candidato que seja claramente à
direita, assim, não muito à direita. não
uma uma uma pessoa intimamente ligada
ali ao movimento ideológico de direita,
conservador de direita, mas assim, sei
lá, um Rogério Marinho, um aliado do do
da direita que hoje coordena a campanha
do Flávio Bolsonaro ou uma Teresa
Cristina, caso não seja vice do Flávio.
Enfim, então eu acho que isso é e o e o
Senado é onde passa, por exemplo,
nomeações do STF, onde passa nomeações
de diretores do Banco Central, onde
passa nomeações de diretores de agência,
>> impeachment,
>> CVM, CAD e impeachment
>> de ministro do STF e também a fase final
de um pedido de impeachment
presidencial. Então assim, é muito
relevante tanto paraas políticas
públicas, é uma é bicameral Brasil,
tanto para nomeações que vão surtir, que
vão gerar efeitos para sempre, é por
décadas no Brasil essas nomeações,
quanto para uma, para uma discussão meio
épica de um impeachment que pode
acontecer.
Então, eu concordo que é super
importante e vai ter um papel
fundamental aí na na para quem ganhar a
eleição no final das contas. Mas o que
que é importante dizer é que as eleições
de prefeito de 2024 são a base do do da
votação legislativa deputado federal,
estadual e senado, né? E o que a gente
viu na eleição de 2024, que partidos de
direita e centro direireita avançaram
muito e os de esquerda encolheram, né?
Hoje a gente tem, até peguei minha cola
aqui dos números para que eu não tava
lembrando, eh 36% do eleitorado
brasileiro é governado por partidos
claramente à direita, 12% claramente à
esquerda e 52% por esse centro que é um
centro mais à direita, né? Então esse
vai ser o palanque da das candidaturas
legislativas, né? Sem contar que a força
do prefeito paraa legislativa é o
dinheiro da emenda que chegou para ele
fazer a escola, o dinheiro da emenda que
chegou para asfaltar a rua, né? Então
vai ter um peso muito importante essa
base eh essa base eh eh territorial aí e
política, né? Eh, e o eleitor não dá
muita importância para elação do Senado,
principalmente quando tem dois. Ninguém
escolhe o segundo candidato, escolhe na
hora. A gente viu lá na eleição de 18 e
de 22 vários senadores sendo eleitos na
esteira do presidente, porque era o
mesmo número, não tinha escolhido. E
assim a gente viu candidatos ao Senado
aparecerem do nada, que as pesquisas nem
mostravam. A grande eh maioria não sabe
no segundo voto, pensa que é um, escolhe
um, não escolhe o segundo, daí chega na
hora de escolher o segundo, escolhe na
esteira do do candidato a presidente,
né? Então eu acho que até o presidente
puxa mais o voto do Senado do que o do
Senado puxa do presidente, porque na no
grau de importância das da das
o eleitor ele decide primeiro o
presidente,
>> a colinha, né? Depois, então, mas o a
cabeça do eleitor é presidente
governador,
né? E a urna é invertida, né? É deputado
estadual, deputado federal, senador um,
senador dois, governador e presidente,
né? Então é uma uma a urna é uma lógica
contrária à cabeça do eleitor. Então o
Senado fica ali naquele meio, ninguém dá
muita bola e aparecem aí aqui aqui em
São Paulo teve o astronauta que apareceu
e ganhou lá em Santa Catarina. Eh, em
cada estado teve um que veio na esteira
aí do da do Bolsonaro. 22 e 18. 18
começou, 22 também ter 22 senador.
Quando é um senador é até um pouco mais
fácil. Quando são dois senadores é muito
mais difícil.
>> Acho que a gente tem tempo para mais uma
pergunta. Queria ouvir de vocês três.
Eh, escândalo do Banco Master.
Esse BO, esse problema vai cair no colo
de quem eleitoralmente?
Eh, hoje a opinião pública, primeiro que
é bem complexo, né? Teve uma pesquisa da
Quest divulgada recentemente que a
maioria não tomou conhecimento da
população brasileira sobre o banco
master. Isso a gente tem que olhar o que
é a opinião pública brasileira e não o
nossas as nossas bolhas, né?
Eh, a maioria não tomou conhecimento
e e hoje quando a gente vê a
responsabilidade é atribuída ao sistema.
Então, tá todo mundo, todo mundo junto.
É o STF que tá junto, é o governo Lula
que tá junto, é o governo Bolsonaro que
tá junto, né? Eh, então é assim, é, o
sistema está corrupto, o sistema eh como
um todo, né? E isso é é preocupante
porque a gente tem um quadro de
confiança nas instituições baixos
baixos. A gente faz essa medição desde
2009 de confiança nas instituições,
eh, numa escala de 0 a 100. Eh, tem 56
pontos no último ano que a gente fez,
25, vamos fazer agora em 26 também. As
instituições políticas são as as
comibilidade, ficam na casa dos 30 e
poucos pontos, né? E isso eh faz com que
eh a própria democracia fique ali em
discussão, porque quando você mede
satisfação com a democracia, é baixo o
índice das pessoas. Acho que a última
que a gente fez estava 29%
o nível de satisfação com o regime
democrático, né? Por é 29. Por quê?
Porque os direitos básicos que se
pressupõe a uma democracia não estão
sendo atendidos paraa população. Então,
eh, isso abre espaço para discussões bem
perigosas, antidemocráticas, né? porque
não tem confiança, porque tá todo mundo
envolvido nos sistemas de corrupção. Eh,
os meus direitos não são atendidos
enquanto cidadão.
Então, para mim, tanto faz um governo
autoritário, um governo democrático.
Eh, é como se a pessoa sentisse: "Eu não
faço diferença". Nenhum governo vai
fazer diferença na minha vida porque
ninguém tá preocupado comigo. Então é um
cenário eh complicado.
>> Eu acho pior pro governo Lula por um
motivo completamente simplesmente
cronológico, porque ele é o presidente
agora, porque se fosse o Jair era pior
para ele, mas se fosse o Fernando
Henrique era pior para ele. Se fosse o
Temer era pior para ele por conta dessa
crise dos incumbentes que a gente tem
visto pelo mundo. Eu acho que um outro
motivo que fica também ruinzinho pro
presidente Lula é que, por exemplo, uma
pesquisa que a gente contratou lá na
Arco recentemente, houve uma queda de
confiança no STF muito grande nos
últimos dois meses, né? A confiança no
STF até, sei lá, dezembro, novembro era
muito parecido com a polarização do
país. Assim, era 51 49, né? 52 48. meio
gosto do Lula, gosto do STF, não gosto,
gosto do Bolsonaro, não gosto do STF. Na
nossa medição agora de
março, abril, eh, já tá assim 60 e muito
eh não confia no STF. Então, deixou de
ser uma coisa simplesmente politizada,
não gostar do STF. antes era, e isso
acaba meio que eh esvaziando um dos
argumentos que o PT já tinha engatilhado
paraa eleição, que era falar da
condenação, falar do 8 de janeiro, falar
eh do STF condenando o Bolsonaro à
prisão, ainda vai ser um argumento. Mas
com o STF em crise, eh o fórum STF em
crise acaba perdendo um pouquinho de
força. Eu não acho que seja um escândalo
que seja e que vá afetar o coração do
governo. Não acho isso. Mas eu acho pior
pro governo, porque o incumbente dá uma
sensação de mudança no país, uma uma
reação é negativa de sensação térmica no
país, que eu acho que é sempre ruim pro
incumbente.
>> É, eh, concordo aí com com a opinião do
Lucas e eh só que acho que também eh não
é um fator decisivo, né? Como você
disse, qualquer fator pode decidir a
eleição, né? Mas acho difícil que ele vá
vá decidir. Acho que o que a gente tá
tendo agora em termos dos impactos da o
master a gente não sabe no que vai dar,
né? Mas esse conflito lá fora que é
muito mais importante do ponto de vista
eleitoral também a gente não sabe o que
vai dar, né? Então eu diria que o master
aí não não diria que vai ser tão
relevante assim se ficar no que a gente
já sabe.
>> Gente, muito obrigada. Acho que a gente
saiu daqui com um pouquinho melhor de um
cenário um pouco mais desenhado.
Agradeço a vocês, agradeço a todo mundo.
Obrigada.
[aplausos]
[música]
Muito obrigada. Agradeço a Massa, Lucas,
Caval e Patrícia. Muito obrigada por
estarem aqui conosco. Painel excelente.
Pessoal, estamos chegando ao fim desta
edição do MKBR. E antes de vocês irem
embora, por favor, quero convidá-los a
responder a nossa pesquisa de satisfação
que vai aparecer aqui o que na tela.
Opinião de todos vocês é essencial para
sempre aprimorarmos os nossos encontros.
Mais uma vez os nossos agradecimentos
aos nossos patrocinadores Oliveira
Trust, GFT e CPA Advogados. Muito
obrigada a todos vocês pela presença,
pela participação de cada um de cada uma
que estiveram aqui conosco. Saímos
daqui, com a certeza, mais preparados
para tomar as importantes decisões que o
mercado de capitais exige. Desejo a
todos uma excelente tarde, saúde,
sucesso e até a próxima. Tchau, tchau,
pessoal. Obrigada.
>> [música]
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