Resolução CMN N° 5.267
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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O texto vigente do MCR encontra-se no seguinte endereço eletrônico: www3.bcb.gov.br/mcr.RESOLUÇÃO CMN Nº 5.267, DE 28 DE NOVEMBRO DE 2025Atualiza regras aplicáveis ao monitoramento e à fiscalização por sensoriamento remoto das operações de crédito rural pelas instituições financeiras.O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o...
eletrônico: www3.bcb.gov.br/mcr.</a></span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;"></span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">RESOLUÇÃO CMN Nº 5.267, DE 28 DE NOVEMBRO DE
2025</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 18pt 9cm;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Atualiza regras
aplicáveis ao monitoramento e à fiscalização por sensoriamento remoto das
operações de crédito rural pelas instituições financeiras.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de
31 de dezembro de 1964, torna público que o Conselho Monetário Nacional, em
sessão realizada em 27 de novembro de 2025, tendo em vista o disposto no art.
4º, <em>caput</em>, inciso VI, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, nos
arts. 4º, 10, <em>caput</em>, inciso III, e 14 da Lei nº 4.829, de 5 de novembro
de 1965, e no art. 50, <em>caput</em>, inciso II, da Lei nº 8.171, de 17 de
janeiro de 1991, </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">R E S O L V E U :</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 1º  <span style="background:white;">A Seção 7 (Monitoramento e Fiscalização)
do Capítulo 2 (Condições Básicas) do Manual de Crédito Rural – MCR passa a
vigorar na forma do anexo a esta Resolução</span>. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 2º  Esta Resolução
entra em vigor em 1º de março de 2026.</span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><span style="text-transform:uppercase;">Gabriel Muricca Galípolo<br></span></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Presidente do Banco Central do Brasil</span></span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;"> </span></p><p class="MsoHeader"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><span style="color:#444444;">TÍTULO     : CRÉDITO RURAL<br></span>CAPÍTULO : Condições Básicas - 2<br>SEÇÃO      : Monitoramento e Fiscalização - 7                                                          (*)<br>----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">1 - A instituição financeira é responsável pelo monitoramento e
pela fiscalização das operações de crédito rural, cabendo-lhe definir os
procedimentos aplicados, observados:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) as
exigências estabelecidas nesta Seção;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) a
efetividade do procedimento adotado em vista das características do
empreendimento financiado; </span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) a
aplicação de critérios e métodos consistentes, verificáveis e passíveis de
avaliação pelo Banco Central do Brasil; e</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) o necessário registro das verificações
realizadas. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">2 - O monitoramento e a fiscalização das operações de crédito
rural têm por finalidade:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) avaliar,
em vista do que dispõem a regulamentação aplicável ao crédito rural e o
contrato de financiamento:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a adequação da condução do empreendimento
pelo mutuário;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - a situação das garantias vinculadas à
operação de crédito rural;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a compatibilidade do empreendimento ou
do mutuário com o programa ou a linha de crédito objeto do financiamento;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b)
identificar operações com indícios de irregularidades e prevenir possíveis
desvios de finalidade na contratação e na condução dos empreendimentos
financiados, conforme definido na regulamentação aplicável ao crédito rural,
por meio de práticas como:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - mapeamento da composição da carteira de
crédito rural;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - cruzamento de informações e uso de
indicadores de risco, inclusive provenientes de base de dados publicamente
disponíveis;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - geração de alertas de risco de
irregularidades, desde a análise de crédito;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - proposição de amostras dirigidas à equipe
de fiscalização da instituição financeira;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) recomendar mudanças nos processos internos
da instituição financeira, inclusive nos controles na contratação e nas ações
de fiscalização.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">3 - Para atendimento ao disposto no item 2, é admitido o uso dos
seguintes métodos de análise, de forma individual ou combinada em uma mesma
operação, observada a necessidade de assegurar a sua conformidade antes da
contratação até a liquidação do financiamento:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a)
sensoriamento remoto, por meio da aquisição e da análise de dados de sistemas
fotográficos, óptico-eletrônicos ou de radar, capazes de detectar e registrar,
sob a forma de imagens, o fluxo de radiação eletromagnética refletida ou
emitida por objetos distantes;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b)
documental, que consiste na análise de documentação comprobatória;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) presencial, que consiste no exame do
empreendimento no local onde se desenvolve a atividade financiada ou onde se
encontra o bem ou o produto financiado.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">4 - Na aplicação do método de sensoriamento remoto, de que trata a
alínea “a” do item 3, devem ser observadas as seguintes condições específicas:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) as imagens
utilizadas devem ter qualidade suficiente, determinada por parâmetros de
resolução espacial, temporal, espectral e radiométrica, para extrair
informações relativas à condução do empreendimento pelo mutuário, tais como:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - aplicação do crédito em área plantada;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - cultura desenvolvida; e </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - desenvolvimento vegetativo do cultivo;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) a
documentação referente ao processo de monitoramento ou fiscalização deve conter
o registro das seguintes informações:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - satélite imageador e sensor utilizado,
data das imagens, resolução espacial, resolução radiométrica e bandas
utilizadas;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - metodologia utilizada para realizar o
pré-processamento e o processamento da imagem;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - explicações acerca do modo como as
imagens foram utilizadas para monitorar e fiscalizar as operações;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) a captura das imagens deve ser efetuada
conforme a finalidade das operações. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">5 - Ficam sujeitos à obrigatoriedade de monitoramento e
fiscalização pelo método de sensoriamento remoto, de que trata alínea “a” do
item 3, os empreendimentos de custeio e investimento que, cumulativamente:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) forem
financiados em operações contratadas a partir de 1º de março de 2026; e</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) tenham área total superior a trezentos hectares.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">6 - Na hipótese de que trata o item 5, previamente à formalização
da operação, a instituição financeira deve adotar o método de sensoriamento
remoto para fazer, no mínimo, as verificações quanto aos seguintes aspectos:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) a aptidão
da área do empreendimento para a execução da atividade financiada, por meio de
verificações como área agricultável, declividade do terreno, nível de
degradação do solo, entre outros; </span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) se há
elementos que caracterizem a duplicidade de crédito ou a recuperação de capital
investido, por meio da análise da área do empreendimento, observado o disposto
no MCR 2-5-2;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) se há vegetação nativa na área do
empreendimento, para fins de observância ao disposto no MCR 2-9-16.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">7 - Na hipótese de que trata o item 5, ao longo do curso da
operação, a instituição financeira deve adotar o método de sensoriamento remoto
para fazer, no mínimo, as verificações quanto aos seguintes aspectos, observado
o disposto na alínea “c” do item 4, conforme as características de cada
empreendimento:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) a
compatibilidade entre a atividade financiada e a exploração efetivamente
realizada em toda a área do empreendimento;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) se foram
observados os períodos para plantio e colheita, conforme informados na
contratação, com base nas respectivas datas indicadas pelo sensoriamento
remoto;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) a
coincidência entre a área do empreendimento financiado e a área emergida,
inclusive para orientar o produtor sobre eventual necessidade de alteração da
área informada no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro – Sicor,
observado o disposto no MCR 2-1-3;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) se há
elementos que caracterizem a duplicidade de crédito ou a recuperação de capital
investido, observado o disposto no MCR 2-5-2;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">e) se há
indícios de condução inadequada do empreendimento ou de não aplicação dos
recursos do financiamento;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">f) se a
exploração da área do empreendimento e da área contínua a ele se deu por meio
de sobreposição com área vedada pelas disposições dos MCR 2-9-5 a 15,
observadas as regras e exceções previstas nesses itens;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">g) se houve manutenção da vegetação nativa na
área do empreendimento e na área contínua a ele, para fins de observância ao
disposto no MCR 2-9-16.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">8 - Relativamente ao disposto nas alíneas “f” e “g” do item 7,
considera-se área contínua ao empreendimento qualquer área adjacente à
informada no Sicor que tenha sido utilizada, no curso da operação, para
exploração da mesma atividade objeto do financiamento, observado que:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) as
verificações de que trata o MCR 2-9 relativas a Unidades de Conservação, a
terras ocupadas por indígenas, a terras ocupadas e tituladas por remanescentes
das comunidades de quilombos e a Florestas Públicas Tipo B devem considerar
qualquer área contínua ao empreendimento, inclusive área contínua que extrapole
a área do imóvel rural;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) as
verificações de que trata o MCR 2-9 relativas a embargos ambientais e à
manutenção de vegetação nativa devem considerar apenas a área contínua
pertencente à área do imóvel rural do empreendimento;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) </span><a name="_Hlk213174956"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">para </span></a><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">definição</span><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;"> da área do imóvel
rural </span><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">de que tratam as alíneas “a” e “b”, devem ser
consideradas as informações registradas no Sistema Nacional de Cadastro
Ambiental Rural – Sicar para o imóvel em que situado o</span><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
empreendimento.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">9 - As
verificações de que tratam os itens 6 e 7 são aplicáveis, no que couber, aos
empreendimentos de pecuária, devendo ser apurada a existência de pastagem e de
instalações compatíveis com o empreendimento, conforme o caso, facultada a
contagem de animais por sensoriamento remoto.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">10 - As
exigências de que tratam os itens 5 a 9 não dispensam a instituição financeira
de adotar os demais métodos de que trata o item 3, em vista de informações
inconclusivas levantadas pelo sensoriamento remoto ou de exigência normativa
específica, e sempre que necessário para assegurar a efetividade do
monitoramento e da fiscalização.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">11 - A estrutura responsável pelas atividades indicadas no item 2
deve dispor de: </span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) políticas
e estratégias para o monitoramento e fiscalização das operações de crédito
rural claramente documentadas;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b)
metodologia para as ações de monitoramento e fiscalização;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) gestão das
fiscalizações, com reporte adequado das ações realizadas e avaliação contínua
da efetividade das estratégias de mitigação de riscos utilizadas;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) controle sistemático das contratações do
crédito, mediante a implantação de rotinas e procedimentos capazes de
identificar operações com indícios de irregularidades e o estabelecimento de
indicadores de desvio de crédito.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">12 - Nas
ações de monitoramento e fiscalização que envolverem a realização de amostras,
o processo de amostragem deve observar critérios estatísticos, de acordo com
sistemática estabelecida pela própria instituição financeira ou baseada em
normas técnicas ou recomendações de órgãos de controle federais.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">13 - Em seus
trabalhos de monitoramento e fiscalização, a instituição financeira pode
utilizar, de forma complementar, outras fontes externas de informação
disponíveis.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">14 - Sem
prejuízo da integral responsabilidade pelo cumprimento das disposições de que
trata esta Seção e demais regulamentações do crédito rural, a instituição
financeira pode contratar pessoas especializadas para a execução de seus
trabalhos de monitoramento e fiscalização.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">15 - É vedado o exercício de atividades de monitoramento e
fiscalização:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) por pessoa
física ou jurídica contratada diretamente pelo mutuário para a prestação de
assistência técnica ao empreendimento;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) por empresa da qual o mutuário participe
direta ou indiretamente.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">16 - Devem ser adotados os seguintes procedimentos nas ações de
monitoramento e fiscalização aos financiamentos destinados a:</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a)
construções, reformas ou ampliações de benfeitorias: as ações de monitoramento
e fiscalização devem ocorrer pelo menos uma vez até o término do cronograma de
execução previsto no projeto, para verificar a completa conclusão das obras e
instalações;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) aquisição
de máquinas, equipamentos, implementos, veículos, tratores, colheitadeiras,
embarcações, aeronaves e equipamentos empregados na medição de lavouras:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - os itens devem ser identificados por
numeração de fábrica, quando couber; </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:42.55pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - as ações de monitoramento e fiscalização
devem ocorrer até sessenta dias da liberação do crédito, devendo ser
apresentada pelo mutuário a nota fiscal de aquisição com a discriminação do bem
financiado e do comprador, com a identificação da instituição financeira;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) atendimento a cooperados, na modalidade de
fornecimento de insumos: as ações de monitoramento e fiscalização devem ocorrer
após o registro da relação de cooperados no Sicor e     até sessenta dias antes do vencimento da operação.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">17 - A
instituição financeira deve avaliar, com base nas conclusões e recomendações
dos relatórios de monitoramento e fiscalização, as providências adicionais
necessárias para a adequação do empreendimento em face do crédito contratado. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">18 - O mutuário poderá ser responsabilizado pelo ressarcimento de
despesas realizadas no caso de fiscalização: </span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) frustrada
por sua culpa;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm 0cm 6pt 1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) extraordinária, realizada em virtude de
irregularidade de sua conduta.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">19 - A
instituição financeira deve realizar a desclassificação ou a reclassificação de
operações, conforme disposições do MCR 2-8.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">20 - O Banco
Central do Brasil, em suas atividades de monitoramento e supervisão das
instituições financeiras, pode determinar a desclassificação e/ou a
reclassificação de operações de crédito rural. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">21 - Na
hipótese de constatação de ilícitos penais ou fraudes fiscais, deve a
instituição financeira comunicar os fatos ao Ministério Público ou às
autoridades tributárias, encaminhando, sempre que possível, os documentos
comprobatórios das irregularidades verificadas, sem prejuízo da observância da
Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, quando aplicável. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">22 - Na
hipótese descrita no item 21, a instituição financeira
deve manter arquivadas e à disposição do Banco Central do Brasil as
comunicações efetuadas pelo prazo correspondente à prescrição da pretensão
punitiva. </span></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">23 - As instituições
financeiras devem manter a documentação gerada no processo de fiscalização e
monitoramento à disposição do Banco Central do Brasil, observadas as normas
legais e regulamentares relativas à guarda e à conservação de documentos
referentes às operações de crédito rural.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-left:14.2pt;text-indent:-14.2pt;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">24 - É facultado ao Banco Central do Brasil: </span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) fiscalizar as operações de crédito rural realizadas pelas
instituições financeiras, inclusive junto aos mutuários, devendo o instrumento
de crédito conter cláusula explícita nesse sentido;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) determinar que as instituições financeiras realizem
fiscalizações em quaisquer operações de crédito rural, sem ônus para a
Autarquia;</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) requisitar a designação de fiscal da instituição financeira
para realizar vistorias no imóvel rural, em conjunto com prepostos da Autarquia
e sem ônus para esta; e</span></p><p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-left:1cm;text-indent:-14.15pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#444444;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) determinar a substituição da amostra de fiscalização por
outra que considere adequada, quando verificada a inconsistência do método
empregado para amostragem.</span></p></span></div>
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