MKBR26 - Painel "Mercado de capitais brasileiro em um mundo em transição"
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[música] Nós vamos agora buscar respostas para questões que orientam as decisões mais estratégicas. Quais são os efeitos concretos sobre a economia brasileira e o mercado de capitais? E o mercado de IPOs, hein? Será que seguirá em compasso de espera? Pequenas e médias empresas continuarão encontrando espaço paraa captação? O Brasil vai continuar atrativo para o estrangeiro nu...
Nós vamos agora buscar respostas para
questões que orientam as decisões mais
estratégicas. Quais são os efeitos
concretos sobre a economia brasileira e
o mercado de capitais? E o mercado de
IPOs, hein? Será que seguirá em compasso
de espera? Pequenas e médias empresas
continuarão encontrando espaço paraa
captação?
O Brasil vai continuar atrativo para o
estrangeiro num ambiente global mais
seletivo? Então, para nos ajudar nessa
busca de muitas respostas, nós vamos
receber agora aqui no nosso palco do
MKBR 2026 o vice-presidente de produtos
e clientes da B3, Luís Nazagão. Vem para
cá, Luiz, seja bem-vindo. [música]
Tudo bem, Luiz?
>> Bem-vindo.
>> Por favor, aqui nessa primeira poltrona,
vem para cá também o CEO da Bradesco,
Arset Management, Bruno Funchal.
>> [música]
>> Tudo bem, Bruno? Bem-vindo.
Por favor, na segunda poltrona
estará aqui conosco também o sócio e
diretor de renda fixa do Itaú BBA e
presidente do Fórum de Estruturação de
Mercado de Capitais da ABIMA, Guilherme
Maranhão.
Tudo bem, Guilherme? Bem-vindo.
Obrigado. [música]
>> Por favor.
E para mediar essa conversa, a
jornalista da Rede Bandeirantes, Juliana
Rosa. Vem para cá.
Tudo bem, Juliana? Bem-vinda.
Por favor, estão todos muito convidados
mais uma vez a participar, enviar suas
perguntas pro pro QR code que vai ficar
aqui na tela disponível para todos.
Então, mais uma vez, sejam muito
bem-vindos. Juliana, é com você.
Obrigada. Bom dia a todos. Prazer, uma
honra estar aqui com vocês hoje nesse
dia especial. Obrigada pelo convite,
Ambimba B3 de poder falar sobre um tema
tão importante pro desenvolvimento do
país, que é o mercado de capitais. E num
momento que a gente vive esse
esgarçamento de um movimento que a gente
já conversava ali nos bastidores, que é
confiança ou a falta de ou a crise de
confiança global, né? A gente olhando
aqui no dicionário, a palavra confiança
tem algumas definições. Credibilidade,
conceito positivo que se tem a respeito
de alguém ou de algo, segurança, crença
de que determinadas expectativas se
tornarão realidade. Temos realmente um
problema sério aí de crise de confiança
global quando a gente olha no contexto
das instituições, das regras, dos rumos
da economia, como é que esse cenário se
traduz em efeitos concretos. pra nossa
economia, pro nosso dia a dia e pro
mercado de capitais. Eu quero fazer uma
pergunta geral já pros três, tomando
como base esse cenário aí de confiança,
que é o fio condutor do desenvolvimento
econômico, num contexto aí onde a gente
tá vendo muitas perdas com a guerra no
Oriente Médio, pressão inflacionária,
com a disparada do petróleo. Eh, como é
que isso se reflete eh na economia em
geral? Obviamente no mercado de
capitais, queria uma visão aí geral de
vocês três. Quer começar? Maranhão,
>> posso posso pegar aqui? Primeiro boa
tarde a todos. Muito obrigado pela
presença aqui. Eu acho que é um pouco do
que você colocou aqui, né? Quando você
fala de confiança, você tem
previsibilidade, né? Você precisa ter um
plano que a seguir e acreditar que ele
vai ser atingido. Quando você tem um
evento dessa magnitude, como a guerra no
Irã, é natural que isso gerecerteza. E
quando você gera incerteza de qualquer
tipo pro mercado de capitais, você vai
ter um impacto. E e é exatamente isso
que a gente tá enxergando, né? Então, a
guerra no Irã acabou gerando uma pressão
inflacionária, como você comentou, preço
de petróleo é subindo bastante, impacto
na taxa de juros brasileira, global,
enfim, e também uma incerteza em relação
ao que pode acontecer. Isso naturalmente
acaba fazendo o que a gente chama
fazendo preço, né? Então isso entra no
preço eh das ações, por exemplo, né?
Então a gente eh fatalmente todo evento
de mercado de capitais a gente acaba
falando do pô quando é que voltam os
IPOs, isso daqui gera um impacto na na
previsibilidade. Ah, se eu tenho uma
imprevisibilidade, eu vou querer um
pouco mais de retorno. Então isso acaba
impactando até a própria espera ou até
as condições com que esses eh mercados,
essas operações viram a mercado, né?
Então você revisita preço, você revisita
condições, você tem que atrasar um
cronograma para tirar essas incertezas e
voltar a ter a confiança de de quando
ele vem, da maneira como ele vem para
para mercado, né? Então tem impactado. A
parte boa é que o mercado brasileiro ele
se desenvolveu muito ao longo dos
últimos tempos. Então, enquanto você tem
alguns atrasandos, você sempre tem um
instrumento que consegue servir aquele
momento mais incerto, aquela
necessidade. Se você atrasa um IPO, você
tem um mercado de dívida muito ativo,
você tem um instrumento que pode fazer
às vezes para fazer você esperar um
mercado, por exemplo, de equity mais
favorável. É, certamente o
desenvolvimento do mercado de capitais
ele traz essa resiliência, né, Massagão?
Até passo para você que a gente olhar um
pouco essa visão desse copo meio vazio.
Óbvio que pro Brasil, então eu tenho
falado assim que nem fazer dieta, aí
quando você chega vai comer a sobremesa,
que é os juros vão começar a cair e
passamos por um momento duro, né? Agora,
finalmente, a gente vai ter aí o alívio
da queda de juro e tal, vem essa pancada
aí da inflação. Ao mesmo tempo, essa
resiliência também, né, eh, que o
Maranhão tá trazendo, é importante de
ser olhada, né, o que a gente tem hoje,
né, hoje no nosso mercado para aguentar
esses trancos, né?
>> Não, eh, sem dúvida, Juliana. Eh,
primeiro fazer um agradecimento aqui.
Obrigado a todos. Eh, muito contente de
poder estar aqui nesse MKBR, pegando um
pouco do da fala aí do Gusto Carlos
André no começo, o quanto o mercado
evoluiu desde que a gente fez o primeiro
evento, eh, e esse nível de confiança
que, apesar das incertezas, e as
incertezas a gente sempre vive, né? O
Brasil é, como o Gui falou, é o certo do
incerto, né? a gente já conhece as
nossas incertezas, a gente vive e navega
muito eh nesse mundo e o mercado evoluiu
para tá num nível de desenvolvimento e
sustentabilidade que permite a todos os
agentes navegarem esse cenário de falta
de confiança e de incerteza, né? Seja
por instrumentos, por precificação, eh
mas a gente consegue alterar e e navegar
dentro desse cenário, como a gente tá
vendo nessa evolução, né? Acho que esse
cenário de falta de confiança também a
gente vê muita dicotomia entre como o
mercado local vê o Brasil, como o
mercado externo tá vendo o Brasil.
Então, nesse momento, eh, a gente vê
esse fluxo de entrada de recursos muito
grande, onde talvez essa falta de
confiança e essas incertezas lá fora
estejam maiores do que aqui, ou talvez
eles não estejam acostumados a lidar com
as incertezas da forma como a gente
conhece, seja por cenário inflacionário,
por outros setups, a gente vuo
de eh de recursos entrando no Brasil
para se aproveitar de juros mais altos
ou de valuations muito baixos no mercado
de ações que a gente vê essa essa
precificação e isso reflete nos preços
de mercado que apesar de todo esse
cenário de desconfiança que a gente tá
vivendo ou de incertezas, a gente tem o
dólar aí a 5,15, a bolsa
perto do all time high, né, o nosso
querido aí perto dos 190.000.
Eh, e isso tudo é seriam preços de um
cenário de tranquilidade, de confiança,
de segurança. Então, a gente vê também o
impacto dessa dicotomia entre os
investidores locais e investidores
externos. Nem tanto ao céu, nem tanto à
terra. A gente tem aí um meio termo onde
a gente navega muito bem. É, é
importante acho que até separar, né,
Bruno, um pouco se é eh impacto de curto
prazo, se é algo mais estrutural também,
se essas esses movimentos positivos, né,
que a gente vem eh acompanhando no
Brasil, se eles vêm para ficar, né, como
Maçagão tá dizendo, como é que você
olha, né, tentando olhar com uma certa
distância no meio dessa confusão que a
gente vive hoje, né?
>> Bom, bom dia. Obrigado aqui para pela
presença de todos. Prazer participar com
vocês. Eu vou eu vou puxar um ponto que
o Maçagão falou que eu acho que é é
interessante, né? Se a gente olha para
os preços de mercado, né? E aí câmbio,
juros, pô, a gente tem duas guerras
rolando. A gente não pode se esquecer
que tem a guerra da Rússia e da Ucrânia
que tá rolando lá também. Então são
eventos, né, bem contundentes, né, que
aumenta muito o nível de incerteza. E
aparentemente, assim, acho que pelo
menos durante esse período, eu acho que
o os mercados têm reagido de uma forma
até positiva, né? Eh, dado esse evento,
acho que a grande incerteza que a gente
tem aí, se a gente for resumir, é como é
que isso vai impactar nos preços dos
combustíveis ou até na quantidade, ou
seja, em racionamento, principalmente do
diesel. Acho que aí a a a grande
incerteza tá aí. quanto que é, quanto
tempo que a guerra vai durar. E aí o
reflexo disso é quanto que isso vai
gerar de inflação e quanto que isso vai
gerar de juros e que vai acabar afetando
todos os outros preços da economia.
Porque se você posterga um ciclo de
corte ou se você faz um ciclo de corte
mais lento, vai acabar dando tudo um
cenário positivo que a gente poderia est
traçando aí para 2026 e 27, ele vai
postergar um pouco. Então tudo isso vai
se se resume a isso, ó. Quanto tempo vai
durar a guerra? Não, se acabar, né, o
Trump falou que hoje vai ia fazer uma
ação que poderia acabar hoje, vai já vai
ser um cenário melhor. Agora, se isso se
arrastar até maio, junho, certamente vai
piorar. E aí você tem problemas muito
mais sérios, principalmente em relação a
combustíveis, né? E a independente do
que o governo faça, se vai dar subsídio
ou não, não adianta, porque é falta de
diesel. E aí sim acho que é um problema
mais sério que a gente tem tem para
encarar. Então, hoje eu ainda vejo um
cenário até dado das guerras até
relativamente mais tranquilo. É, é, é
importante a gente trazer dentro desse
contexto eh se o cenário de IPOs ele sai
daquela entressafra, né, que a gente,
enfim, imaginava que agora seria. Então,
foram mais de 4 anos sem ofertas
iniciais de ações, eh, enfim, no
ambiente onde a gente sabe da
necessidade. Tava conversando ali nos
bastidores, fazendo a propaganda de um
de um estudo que o que o Funchal tem,
né, em parceria com o com ex-secretário
do tesouro também, o Jefferson Btenc,
que é um estudo intitulado sobre a
espada do endividamento, onde a gente
sabe que o crédito no Brasil é escasso e
é caro. Então, mais do que nunca, as
empresas precisam demais no Brasil,
principalmente, especialmente nesse
cenário, né, de de pressão fiscal, onde
o governo vem anunciando medidas para
poder amenizar o impacto do preço do
combustível. Eh, e os IPOs são muito
importantes para que as empresas eh
tenham um fôlego financeiro, né? Como é
que vocês estão vendo eh eh esse mercado
vai seguir em compasso de espera? Agora,
eh, tem alguma retomada por parte das
companhias para esse ano? Como é que
vocês estão vendo?
>> Posso, posso começar aqui? Eh, bom, acho
que assim, acho que a gente tem um um
desafio estrutural, né, que e nesse
artigo é uma coisa que o Jefferson
explorou, que é o fato do governo sugar
uma boa parte da poupança do brasileiro
para financiar gasto. Então, acho que
esse é um problema estrutural que
deveria ser pautado na eleição.
Dificilmente será, porque difícil não é
não é um tema popular, mas deveria ser
pautado. certamente vai precisar ser
endereçado no próximo mandato. O próprio
Gilson tocou nesse ponto aqui, acho que
é um problema sério, é um dos problemas,
né? A gente tem problema de
produtividade também baixa e tal, mas é
um problema sério. O fato é que a gente
gasta muito, a dívida sobe, precisa da
poupança do brasileiro poder comprar o
título do tesouro e aí isso, né? Aí para
para que o brasileiro compre com uma
dívida alta, vai ter que botar um juros
mais alto. E aí você diminui o dinheiro
que vai paraas empresas, que poderia,
né, ir para financiar um IPO, que
poderia ir para financiar uma uma
emissão de de dívida. Eh, e aí você bota
um um juro muito alto, né, você tem
vários projetos de investimento que
passam a ser inviáveis. Então, você
acaba sendo, isso acaba sendo uma trava
na economia. Acho que isso é uma coisa
que a gente precisa endereçar. Por outro
lado, acho que em paralelo você teve um
avanço micro muito importante e avanço
no mercado de crédito que a gente pode
explorar aqui depois, que é, pois o
mercado de crédito se transformou nos
últimos 10 anos, desde lá da reforma,
né, TJLP, redução, despedalada dos
bancos públicos, né? Então, a gente viu
o mercado de capitais expandindo muito,
né, no mercado de crédito, volume de
emissões multiplicou por 10. Se for
olhar de 17 para cá, multiplicou por 10.
Então, por mais que a gente tenha um
juro maior na, né, tesouro, né,
soberano, a gente tem um juro menor de
spread, né, a gente tem visto como esses
spread tão baixos. Se for comparar no
passado, caiu muito. É lógico que não
compensa todo esse aumento de juros.
Então a gente ainda tem um problema
estrutural e isso precisa ser debatido e
endereçado. Mas eu vejo avanço, né,
estrutural do mercado de capitais
contribuindo para com uma força positiva
nisso.
É, acho que complementando, né, falando
dos dois mercados, a gente olha eh 4
anos sem IPO, mas o mercado de crédito
privado eh é um destaque absoluto
mostrando eh a capacidade de adaptação
que o nosso que o mercado de capitais
brasileiro tem e desenvolveu nesses
últimos nas últimas década, né? Então, a
gente vê a quantidade de emissões
crescendo. Eh, um mercado secundário
robusto, com negociações. Aí a gente vê
o mercado secundário operando mais de R
bilhões deais por dia, todos os dias.
>> Bateu 1 trilhão em 25, né? Eu acho que
chegou a bater trilhão negação. Não, em
emissões a gente teve 650 B de novas
emissões. E se a gente fala de volume
foi um crescimento de volume, mas mais
impressionante foi um crescimento de
quantidade de emissões, o que mostra que
o ticket médio tá caindo, ou seja, tem
mais empresas entrando e tendo acesso a
esse mercado. é o quantidade de pessoas
físicas que investem, essa amplitude aí
de participantes, essa foi uma evolução
é muito muito forte e é o mercado se se
ajustando às à as necessidades de
financiamento e a demanda de como que a
gente eh fecha esse gap dado esse
cenário alto de juros que a gente tá
vivendo.
>> Acho que só tentando até pegar um pouco
da tua pergunta e fazer no gancho, né?
No final das contas, o que a gente tá
falando aqui é sobre estabilidade de
regra, sobre confiança e a capacidade de
você projetar, né? Então eu acho que o
mercado de capitais cresceu dessa
maneira porque os reguladores, as
entidades de classe, o mercado soube
adaptar, ler o que for o que era
necessário para aquele momento, né?
Então, a gente viu uma evolução absurda
do ponto de vista de regulação de
mercado de capitais, a própria 160, a
introdução de novos instrumentos que
convidaram essas pequenas empresas pro
mercado de capitais, então a nota
comercial comercial, os FedIC, tudo isso
serviu como a porta de entrada e trouxe
novos players e com novos players você
traz eh novos investidores e assim você
vai ganhando liquidez e viabiliza esse
mercado secundário, tá? que foi
fundamental nesse período em que a
janela de IPO esteve fechado, né? Então
o próprio spread de crédito mais baixo
compensou um pouco do juro
estruturalmente mais alto. Isso quer
dizer que as companhias precisam só de
dívida? Não, elas precisam de equity
também. Então, apesar de não ter tido
ter tido IPOs nos últimos 4 anos, as
empresas conseguiram se servir do
mercado de equity através de follow 11.
Então, sempre que foi necessário eh
algum ajuste na estrutura de capital,
ele tava lá. Quando a gente fala de IPO,
tem outros temas, né? Então, poxa, o
empreendedor, ele quer listar a
companhia deles naquele preço, putz,
talvez não. Então, aí entra a questão de
compasso de espera e isso conversa um
pouco com com o que eu falei antes, né?
Então, a guerra do Irã trouxe essa
incerteza. Será que a gente vai ver
essas empresas que agora tão em processo
list eh listar? Acho que estamos num num
momento bom, onde a gente vê ainda que
de uma de um tamanho um pouco menor essa
redução de juro, ela a gente ainda vê um
horizonte. Então a tendência sim na
minha visão é que a gente enxergue
alguns IPOs e se não alguns IPOs, algum
balanceamento de fluxos, né? Então, se
nos últimos anos, como Mazagão colocou,
foi muito focado na renda fixa, na
evolução do mercado, vi instrumentos,
participantes, liquidez, eu acho que a
gente com esse eh expectativa real, né,
e já tivemos o primeiro corte de juros,
a gente tende a ver uma movimentação
para IPOs, follow ons e instrumentos
híbridos, aqueles que você tem eh uma
mistura de características entre renda
fixa e renda variável.
>> Ô, ô, ô, Maranhão, a o jornalista gosta
de número, né?
>> Sim. Qual, qual, qual é o juros que você
acha que, pô, achar com um juro tanto
abre a janela para IPO? Berlim,
>> é que você tava pensando essa pergunta,
né?
>> Depois eu te dou um percentual ali da
manchete.
>> É, e eu mato ele. Mas enfim, é o, eu
acho que no final das contas não tem um
número mágico, né? Mas quando você
começa a olhar um apontar, né, e um
direcionamento ali para low double
digits, eu acho que você já começa a ver
um uma divers um um fluxo, né, que antes
vai muito pra renda fixa, que vai pro e
em momentos de incerteza, como a gente
tem agora, vai ainda paraa CDB, vai pra
letra, né? né? Então sai até do crédito
privado. Então você, se você começar a a
ter no horizonte esse juro aí de eh 10,
11%, né, acaba que esse fluxo vai você
começa a ter uma confluência de
interesses, né, entre o cara que quer
listar eh a companhia dele e e o e o
investidor que ao mesmo tempo tá topando
correr o risco, porque já vê que esse
juro é é um pouco menor. É, e para dar
um pouco de números aqui, a gente tem
hoje 54 companhias já com registro na
CVM, prontas para fazer a missão. Nó
imaginamos que iremos para uma
quantidade recorde nesse número, mas
mostra que a gente tem eh um potencial
aí e de tempo eh gente pronta, é só uma
questão de janela. Acho que o valuation,
né, como a gente falou, a bolsa perto do
all time high, os múltiplos começam a
ser preços atrativos, onde faz sentido
você efetivamente vender parte das suas
ações pros controladores para mexer na
estrutura de capital, né? E onde a gente
vê os setores, a gente vê principalmente
setores de infraestrutura, saneamento,
que foram setores que tiveram muito
investimento nos últimos anos, muito
desse investimento financiado com
dívida. eh em onde a o valuation,
correto começa a fazer sentido esse
redesenho da estrutura de capital das
companhias para desalavancar um pouco a
ponta da dívida, eh, financiando via e
venda de equit. Então, sim, a gente
segue otimista que esse ano voltaremos a
ter a janela aberta de IPOS.
>> E aí é importante que tenha uma janela
aberta para todos os esportes de
empresas, principalmente aí nesse
momento em que a gente vê o
endividamento alto, né, agora
preocupando mais de grandes empresas.
com recorde de inadimplência e queria
entender o mercado de capitais ainda eh
pouco acessível para pequenas e médias
no Brasil. Por que isso acontece? É mais
um problema de regulação, de custo ou de
cultura? Essas empresas menores, elas
vão encontrar espaço paraa captação?
>> Eh, eu acho que sim, já vem esse esse
movimento acontecendo, como a gente
falou, né? o ticket médio das emissões
vem caindo, ainda são tickets bastante
altos, mas a gente vê o mercado
começando a fazer operações eh
bilaterais através de instrumentos de
mercado de capitais, como a nota
comercial que o Gu falou. E agora a
gente vê o o a entrada do regime fácil,
eh, que foi, eh, lançado pela CVM,
entrou em vigor agora, eh, o mês
passado, onde você simplifica muito
paraas companhias que querem fazer
emissão de instrumentos por mercado de
capitais, para ter o seu capital, eh,
capital aberto, com menos burocracia,
menos trabalhos regulatórios, como, por
exemplo, não ter que publicar balanço
trimestral, é somente semestral. Então,
tem uma série de simplificações que a
gente entende que o mercado pode começar
eh a ver eh companhias de menor porte
entrando tanto no mercado de equits, mas
principalmente começando pelo mercado de
dívidas. Acho que a gente vê um caminho
onde primeiro eh os bancos vão para uma
operações bilaterais. A gente já fazendo
o jabazinho aqui rápido, a gente na B3
acho que liquidou ontem o antes de ontem
a primeira operação, que foi uma
operação aí do do time do Itaú, uma
operação bilateral dentro do regime
fácil, R milhões deais, eh, que acho que
inaugura esse mercado. E ele começa com
essas operações bilaterais e depois ele
vai para operações de mercado aberto.
Foi o que a gente viu com o mercado de
debentores, né? Há 10 anos atrás, as
debentes eram instrumentos bilaterais,
depois eles foram pro mercados abertos e
você gerando esse essa cultura na
companhia de como ter uma companhia de
capital aberto. Então a gente vê esse
essa jornada começando com bastante
potencial para ampliar a quantidade de
players na parte de emissores. Eh, e
pegando o gancho aqui, eh, o mercado de
capitais ele cresceu tanto, né, e, e ele
criou tantos instrumentos, mas isso foi
com base numa com diversos players, né,
com diversos stakeholders envolvidos,
que foi fundamental, né, então não
adianta você forçar uma situação se o
mercado não tá preparado, né? Então,
acho que ao longo dos últimos tempos
você teve eh um uma participação
bastante importante dos reguladores, do
governo, da BIMA, da B3, em deixar esse
terreno preparado pro crescimento, né?
Então você tem o instrumento, você tem a
regulação a 160 e agora você está
facilitando. Não que devesse ser
difícil, como o Gilson colocou, né? Você
tá facilitando principalmente do ponto
de vista de custos, porque para uma
pequena empresa, a primeira emissão ela
acaba tendo um custo, seja de advogado,
seja de eh agente fiduciário, tudo isso
fica complexo. Então, como é que você
neste primeiro momento facilita essa
entrada, né? E de novo aqui também
deveria ser fácil, não difícil para
quando virar uma grande empresa. Mas
esse empurrãozinho inicial é fundamental
para que a companhia tem um incentivo
para sair ali da do cheque do banco,
para sair do cheque do desconto de
recebível e testar o mercado de
capitais. E na medida em que você traz a
companhia pequena pro mercado de
capitais, ela começa no balanço do
banco, como o Mazagão colocou. Mas num
segundo momento você vai ter um
investidor, e aí acho que o Bruno pode
pegar um pouco aqui e falar que tá
ansioso para ter novos riscos, né?
Porque hoje em dia ele consegue comprar
setor elétrico, agora setor de rodovias,
ah, comprei saneamento, óleo e gás. Pô,
eu eu gosto dessa diversificação. Quando
a gente olha para fora, eh, você tem uma
diversificação imensa de riscos de
crédito. Você ter essa pulverização é
fundamental para entregar um melhor
retorno pro investidor. Então, agora a
gente tá eh com a rodovia pavimentada e
pronta pra gente passar, né? E o fácil é
exatamente isso. Agora, é trazer as
companhias e ao longo do tempo trazer os
investidores para que eles possam eh
colaborar ainda mais pra gente conseguir
aumentar esse mercado,
>> não? E você teve, né, teve avanços eh em
termos de novos produtos, né? Então você
tem interesse do investidor, você vê o
investidor entrando muito em crédito,
né, nos últimos 3 4 anos, né, aumentou
muito o tamanho dos dos fundos de
crédito, é procura por crédito. E aí
você tem procuras de mais diversos
tipos, do high grade até o highild.
Então você você acaba dando acesso
também pros pequenos eh pras pequenas
empresas. Então você tem o agro, você
tem aqueles pequenos produtores que que
tão em tem algum tem estruturas de
fundos multicedente, multissacado que
acaba concedendo um tipo de crédito para
um pequeno produtor ou pros fundos rail
que você tem os FedICs. Então você teve
uma ampliação muito grande e à medida
que a gente tem um avanço tecnológico, a
a né, o o a capacidade de fazer a gestão
desse tipo de de crédito, né, e de
produto amplia muito. Então acho que a
gente tem movimentos dos dois lados,
tanto lado da oferta que é prepara a
oferta para oferecer bons produtos. você
tem um regulatório que já tá permitindo
isso ir para para uma um quantidade de
maior de investidores e você tem
investidores interessados nesse tipo de
produto com diferente tipo de risco. E
até complementando, acho que tem eh mais
uma nova regulamentação que tá vindo por
aí, que é a questão da duplicada
escritural, que acho que é um novo
instrumento de mercado que a gente tá
vendo nascer, eh, com mais uma vez o
nosso regulador aí sendo vanguarda
mundial de transformar recebíveis
comerciais em títulos negociáveis no
mercado de capitais. Isso vai dar uma
potência muito grande eh para pequenas e
médias, aí indo para as pequenas mesmo,
pequenas e médias empresas conseguirem
eh pulverizar suas fontes de
financiamento, saírem de dependência de
relação bilaterais, ess mercado de
capital. Então, a gente tá vendo os
testes finalizando agora nesse mês, o
mercado começando até o final desse ano,
eh, num ambiente controlado para a
partir de 2027 a gente ter mais essa
estrada pra gente pra gente acelerar e
seguir desenvolvendo o o mercado pras
paraas empresas menores.
>> É bom, só falta o juro cair, né, porque
tá todo mundo contando com isso, né? A,
o Banco Central cortou a taxa básica de
juros em 0,25 ponto percentual. E no
comunicado depois da reunião e também na
ata do COPOM, usou muitas vezes a
palavra cautela, mas ele fala aqui que a
queda foi o início de um processo, ou
seja, ele indica que o plano é seguir
cortando, mesmo que devagarzinho,
obviamente se a guerra não piorar. Eh,
vocês estão considerando esse ciclo de
queda de juros até onde pode ir, até
onde pode ir? Como é que isso pode
afetar as perspectivas aí pro mercado de
capitais ao longo de 2026?
>> Deixa o trader começar aqui.
>> É, a acaba afetando, né? Se então assim,
a cautela é basicamente a gente não sabe
o que que tem na cabeça do Trump. Esse
negócio pode acabar rápido ou pode durar
muito. E é complexo, né? Essa gestão
geopolítica, né? Não é trivial. a gente
de fato não sabe. Essa é uma grande
incerteza. Então, dado que essa uma, né,
uma informação importante que vai fazer
com que isso se reflita na inflação,
porque se a guerra acaba agora, a
inflação vai ser 4,5, se acaba em final
de abril, vai ser 5,5, se acaba em, né,
em maio vai ser quase seis,
>> pode ir a 6%.
>> É, então assim, são cenários muito
distintos, né? E aí o Banco Central tem
que reagir ao instrumento que tenha
juros. Então, naturalmente, isso acaba
refletindo. O nosso cenário base é que a
gente acredita que a guerra, guerra vai
durar pelo menos até aí, final de abril,
vai. Isso que a gente tá mais ou menos
imaginado. Você vai ter uma inflação um
pouco mais alta ali, batendo em cinco.
Então você vai ter um juros um pouco
mais alto, talvez aí chegando perto de
13.
Eh, então é um cenário, né, pior para
pro mercado em geral, porque você tem
juros mais alto, naturalmente os preços
dos ativos vai ficar vão ficar mais
baixo e a gente tá postergando aí uma
retomada. Mas aí eu acho que aí o Banco
Central também tá no papel dele de, né,
ter uma incerteza muito grande, né, e a
gente tem que esperar, né, ter uma um
avanço dos acontecimentos para que ele
possa tomar decisão mais melhor
possível, né?
É, o cenário é adicionou mais uma
variável de complexidade,
mas a gente precisa que esse ciclo
aconteça. O nível de juros que a gente
vive hoje no Brasil é insustentável. A
gente tá vendo bater em crédito de
companhia. Eh, e o Banco Central agora
tem esse dilema, sabendo que o que a
gente tá sofrendo agora pela questão de
guerra é uma inflação de oferta, não é
uma inflação de demanda. E o impacto de
juros altos uma inflação de oferta não
necessariamente ele é direto, né? Então
você tirou esse grau de liberdade, gerou
essa incerteza, mas eh o juro pode ir
para 20, que se o petróleo for para 200
você vai continuar tendo inflação, não
tem muito o que fazer. Eh, então
entender como que pilotar essa essa
régua aí vai ser muito desafiador aí pro
Banco Central, mas tendo que manter em
mente que o Brasil precisa de juros mais
baixos, eh, seja para sustentabilidade
do crescimento da economia, seja para eh
viabilidade financeira das companhias.
>> É, é importante isso que eles eles estão
falando, eh, Marão, que esse equilíbrio
entre conter a inflação sem afundar a
economia, né? Então é um equilíbrio
difícil ali, né,
>> que senão isso daqui vai começar a bater
em todos os mercados, né, quando você
começa a ter, e a gente já enxerga, né,
algumas companhias com dificuldade de
pagamento, né, como a gente comentou um
pouco antes, né, os spreads ajudaram,
compensaram parte desse desse, desse
juro alto, né, persistente, né, mas a
gente já tá num momento em que até para
que a gente consiga desenvolver, dar
outras oportunidades, a companhia
precisa sobreviver. E e aqui esse juro
tem tem puxado bastante. O que acontece,
né, acho que você comentou um pouco, né,
de fluxos, etc., é que se a gente não
tiver alguma redução, uma perspectiva
maior de redução, a tendência é que essa
migração que a gente imaginaria pros
instrumentos de equity e híbridos, ele
tende a reduzir. Você vai acabar vendo
cada vez mais continuar no crédito
privado. Se o risco também for grande
por outros fatores, como por exemplo, a
guerra, aí não é nem crédito privado,
né? porque você começa a ter problemas
creditícios por conta do juro alto. Aí
vai tudo para CDB, tesouro público, eh
letra financeira. Então, realmente aqui
acho que a gente precisa que esse ajuste
seja um pouco maior para que a gente
possa trazer as coisas para dentro da
normalidade, vamos chamar assim.
É, eu queria trazer um pouco sobre, a
gente falou muito aí de confiança, falar
sobre
eh o papel aí de da CVM, do dos órgãos
reguladores, enfim, a gente tá vivendo
crises de várias áreas, né, não só a
questão da do Irã com Estados Unidos.
Eh, nesse ambiente de endividamento
batendo recorde com grandes empresas,
queria, como é que vocês avaliam um
pouco esse ambiente, né, onde a gente
tem eh inseguranças que se misturam, né,
e o papel das instituições eh nesse
momento aí importante pra gente eh
pensar, refletir e avançar, né, também,
né, a partir do que tá se colocando, né?
Não, acho que é é um excelente ponto,
Juliano. A gente eh no Brasil a gente
sempre teve no mercado financeiro,
especialmente reguladores muito fortes e
muito competentes. E parte da qualidade
do sucesso que a gente tem no mercado
brasileiro é essa, eh regulamentação bem
estruturada, é, olhando pra frente,
inovando e que permite essa criação de
produtos e esse arcaboo de negociação
que dá o conforto pro crescimento, né?
Então a gente acredita que o mercado
regulado é o melhor mercado para se
operar, né? ele vai mais devagar às
vezes, mas quando ele acelera, ele
acelera de verdade com todos os agentes,
sabendo as regras do jogo e operando de
forma bem segura. Então, a gente entende
que a força dos nossos reguladores é
muito importante pra gente continuar
crescendo e desenvolvendo o mercado aqui
no Brasil.
>> E, e acho que nos últimos tempos a gente
tem tido esse apoio, né? Acho que o
Mazagão colocou aqui, é eles, os
reguladores estão presentes, eh, eles
são ouvintes, né, e participantes, né,
dessa evolução de mercado e e sensíveis,
né, quando você precisa dele, você
precisa de uma atuação, seja do
regulador ou até do próprio governo, a
gente consegue direcionar para evoluir o
mercado, né? Acho que e os números falam
por si só, né? Eh, seja do ponto de
vista de crescimento, liquidez no
secundário, eh novos instrumentos, novos
participantes, tudo isso tem facilitado
bastante. E e o e no final das contas,
volto pra sua primeira pergunta, né?
Quando você tem confiança e
previsibilidade, você consegue fazer
tudo crescer? E nisso a atuação do
regulador, garantindo que a regra seja
cumprido para todos de uma maneira
segura, atualizada, né? aí se adaptando
à realidade é fundamental e aqui no
mercado de capitais não é diferente,
>> não é? e e assim a gente viu avanços
muito muito grandes, né, no mercado de
capitais e avanços regulatórios que
permitem essas inovações que a gente tem
falado aqui. Eh, agora
essas inovações e inovações tecnológicas
facilitam, né, o crescimento do mercado,
mas facilitam também a burla dele,
porque também quem quer burlar também
tem acesso às tecnologias e tem cada vez
mais instrumentos para tentar burlar.
Então o regulador, ele também sempre
precisa ter o papel dele de fiscalizar,
né, editar e ter ele tem que ter o poder
e a capacidade de tá sempre nessa briga
de gato e rato, sempre vai ter. É a
Receita Federal, é o Banco Central, é a
CVM. E eu acho que aqui a gente deveria
eh olhar para, né, pros reguladores e
paraa CVM. E particularmente eu já
participei de alguns processos
orçamentários
e aí quando você manda o orçamento pro
Congresso, que você pode até dedicar uma
quantidade suficiente, né, para que o
regulador tenha capacidade de cumprir as
suas obrigações, muitas vezes o
Congresso redistribui o orçamento e fica
com muito pouco. Então a gente vê, por
exemplo, no caso da CVM, ano após ano,
quando o governo manda o orçamento pro
Congresso, você tem cortes,
redistribuição para outros
outros objetivos e acaba, o regulador
acaba sofrendo ficando com orçamento
muito limitado. Então acho que é acho
que cabe a nós aqui também, né? eh de
alguma forma fazer couro e falar e
tentar mostrar que, ó, a gente precisa
também de uma CVM aí com mais, né, eh,
com mais recursos para poder acompanhar
esse grande desenvolvimento do mercado,
que o mercado cresceu muito e tá cada
vez mais complexo.
>> Fazer do limão uma limonada, né, tentar
ver a importância desse investimento.
Queria falar sobre a infraestrutura, que
é o o copo muito cheio que a gente tem
no Brasil, né? Eh, estamos indo muito
bem nessa área de infraestrutura, os
leilões estão indo muito bem, crescendo
com força. Queria saber se o mercado de
capitais ele hoje é capaz de financiar o
ciclo de infraestrutura que o Brasil
tanto precisa ou se ele depende
excessivamente ainda dos bancos
públicos.
>> É, até fazendo gancho com o que o Bruno
comentou, né, eu acho que o mercado de
capitais e economia real eles se
juntaram, né? Então, hoje a gente tá
falando das pequenas empresas, né, que
talvez sejam dos últimos eh a serem
acessados pelo mercado de capitais e
ajudando na economia real, né, como é
que você financia o pequeno
empreendimento. Mas quando a gente vai
paraa infraestrutura, a gente tem uma
história de sucesso absurdo. E de novo,
voltando pra primeira frase, né, a
confiança. Então, se no passado o
mercado de capitais era só para energia,
onde você tinha uma regulação testada e
garantida, hoje você já tem um
saneamento muito relevante. hoje você
tenha rodovias, né, e tiver uma série de
cases de sucesso recentes aqui de
leilões, etc. Eh, que e o e isso tem
sido ampliado para outros setores
também, né? Então, como é que a gente
vai chegar no ferroviário que vai ser
fundamental pro Brasil? Então, hoje o
mercado de capitais ele foi fundamental
para um para viabilizar esse esse
investimento, né? Então, quando a gente
olha a prazos de emissão, a gente talvez
em 2018 tinha emissões ali que não
passavam 10 anos. Hoje a gente tem
emissões de 25. O nosso prazo médio em
2025 das debentories de 12431, elas
foram superior a 12 anos e meio, foram
quase 13 anos mesmo. As debentories
institucionais, elas chegaram a quase 7
anos. Então são prazos muito longos até
para parâmetros internacionais, tá?
Então hoje a infraestrutura
[limpando a garganta]
consegue se servir plenamente do mercado
local. A gente é muito interessante que
no passado a gente tinha só bancos de
fomento e bancos públicos fundament eh
eh financiando a infraestrutura. E hoje
em dia esses mesmos bancos até se servem
do mercado de capitais com a maneira de
financiar a infraestrutura. E até do
ponto de vista de relevância, o mercado
de capitais hoje é, por exemplo, maior
do que o próprio BNDS como financiador
de infraestrutura. Então, é
é foi fundamental e acho que olhando o
que vem pela frente ainda vai ser muito
importante o mercado de capitais para
pra infraestrutura do Brasil e pra
economia real como um todo, né?
>> Não, acho que realmente nesses nesses
últimos anos a parte de de leilões e de
financiamento de infraestrutura e obras
públicas foi um uma um dos setores que
cresceu com mais velocidade, né? Então,
eh, as debentes de infraestão, conhecido
por todos, já falamos muitos dela, mas
se a gente for falar fundos de
infraestrutura, que são fundos dedicados
nesse tipo de investimento, a gente viu
eles quase triplicarem entre 2024 e
2025, sendo de 13 B para 32 bilhões já
de AOM nesse nesse perfil de fundos e
cada vez crescendo mais e fundos
fechados, fundos listados, eh,
negociados em bolsa, a gente tem eh
diversos instrumentos. E falando
especificamente de leilões, né? A gente
na B3 se orgulha muito de ser a casa dos
leilões. Viimexe a gente tem algum
governador lá quebrando um martelo,
fazendo seu seu post no Instagram. Mas é
muito interessante ver como eh os órgãos
governamentais aprenderam este
instrumento de financiamento privado
para desenvolvimento dos seus projetos
de infraestrutura, de qualquer outros
projetos de financiamento, né? A gente
viu o ano passado, a gente teve leilão
de administração
de escolas, não a parte pedagógica, mas
toda a parte administrativa sendo
leiloada pelo governo do estado. A gente
viu agentes municipais começando a fazer
leilões de PPP, de iluminação e afins. A
gente teve o ano passado, pegar minha
colinha aqui, mais de 75 leilões, ou
seja, dá eh quase dois por semana, um a
cada semana e meia, 250 B de
investimentos levantados. E esse ano a
gente aqui no primeiro trimestre já tá
arrumando para 40 leilões eh de
infraestrutura de financiamento,
rodovias e e leilões, né, que são
disputados, né, não é que tem o leilão
por si só, né? E eu acho que com pagando
grandes ágios, trazendo competição, isso
no final das contas é bom pro usuário, é
bom pra economia real, né? Então
demonstra e e muito disso daqui, por que
que existe essa competição, né, de novo,
porque você tem confiança, estabilidade
e que você tem os instrumentos para
financiar. E eu acho que o mercado de
capitais pode se orgulhar de ter uma
grande participação nisso, né? Quando a
gente olha eh todas as estruturas de
financiamento, grande parte vem de
12431, grande parte vende mesmo os
bridges, né, os empréstimos pontos, eles
também usam instrumentos de mercado de
capitais e tem sido fundamental para
para essa competição nos leilões, né? Há
10 anos atrás, a pelo menos o que tava
na cabeça de todo mundo, é precisa,
precisamos de bancos de desenvolvimento
para financiar projetos de longo prazo.
Ah, quem é que vai comprar uma debent
que vai ficar 10 anos? Como é que vai
sair? Hoje não, a gente tem mercado de
capitais que só de infraestruturas que
foi 300 de emissão. Você tem um mercado
secundário líquido, né, eh, bem
desenvolvido. E é isso. E na verdade o
mercado de capitais ocupou o papel de
financiamento e com novos players, né?
comentou do fundo de investimentos, acho
que na BR vocês têm grandes fundos lá e
players importantes que servem também
para ofertar o novo risco, né? Porque
tem muita preocupação de, ah, será que o
investidor final, porque você tem um
incentivo paraa pessoa física, né? Será
que ele tá tá sabendo analisar o risco
que ele tá comprando? A partir do
momento que você vê um crescimento da
indústria de fundos, né, com gestores
profissionais desse tamanho, você tem o
conforto de levar novas teses, de levar
novos riscos e assim eh ajudar tanto,
né, o o emissor a viabilizar o projeto
quanto ao investidor a ter um retorno eh
diferente e melhor.
>> É, tem algumas perguntas, vou passar aí
vocês fiquem à vontade, quem quiser
responder. e sobre a perspectiva de
vocês pros ETFs, considerando a pujança
do segmento nos últimos anos. E outra
pergunta, como que os investidores
conseguem capturar todas essas
transições através dos ETFs? Anderson
Moreira.
>> Bom, obrigado, Anderson. Acho que ETF é
uma é a siglazinha da moda aí. Acho que
esse mercado chegou para ficar. É uma
tendência que a gente viu lá fora muito
robusta. a gente já vê dias de
negociação no mercado americano, que é
um mercado que negocia trilhões por dia,
onde mais da metade da negociação
acontece dentro de instrumentos de ETF.
Eh, e a gente vê essa indústria
crescendo muito aqui no Brasil, as
principais gestoras criando times
dedicados, lançando ETFs. O ano passado
a gente lançou mais de 60 novos ETFs na
B3, que dá mais de um ETF por semana,
né? Então, acho que foi uma marca
interessante e acho que mais legal é que
a gente viu a gama de produtos sendo
ampliado. Então, não é que a gente tá
lançando o 20º ETF do Ibovespa, o que a
gente tá vendo, a gente lançou o ETF de
China, né, Bruno? Esse aí a gente lançou
com orgulho porque deu trabalho. A gente
lançou ETF de Argentina, a gente lançou
ETF de ouro, ETFs de renda fixa,
diversos perfis diferentes. Então a
gente tá vendo esse instrumento entrando
para eh ajudar os gestores a fazer a
locação de carteira com instrumento
super eficiente, de negociação fácil e
simples e de custo bastante baixo pro
investidor. Então, acho que ele tem
todos os critérios para ser eh um
produto vencedor de crescimento aqui no
mercado. né? A gente já tá vendo essa
jornada começar e tem muito ainda para
evoluir.
>> Eu acho que só o como todo instrumento,
né? Acho que faltam a gente familiarizar
ele pro investidor final, né? Eu acho
que na medida em que o instrumento ele é
versátil, ele é fácil, como é que você
ensina todos os investidores? Porque aí
sim você tem esse destrava,
[limpando a garganta] esse potencial
enorme.
>> É, a Carolina quer saber o seguinte:
Quais são os melhores produtos para o
investidor navegador no cenário atual?
Ligue pro seu assessor. [risadas]
Depende do seu apetite ao risco. Tem
muita oportunidade, né? Mas é isso. Você
>> muito avesso ao risco, aí você vai
ficar, vou ficar no deisão lá, né?
>> Se você quer tomar um pouco mais de
risco, tem oportunidade. O próprio
Maranhão falou: "Poxa, a própria bolsa
traz oportunidades agora. Depende muito
perfil de risco."
>> Mas a gente acho que é interessante a
pergunta até pra gente falar olhando
para trás 2025, acho que o Gilson
comentou, né? Um fim de 24 a 5 6,30, a
bolsa 100.000, 120.000, todo mundo
olhava e falava: "Não, é renda fixa, é
debent incentivada, PCA+ EPCA+ 6, EPCA +
6". O PCA foi para EPCA+ 8, foi a pior
rentabilidade do mercado e a bolsa que
ninguém falava, foi o melhor ativo.
Inclusive a gente falava, tipo assim, o
Ibov andou mais que Nvidia até no ano
passado, em alguns momentos. Eh, então,
eh, às vezes até sair um pouco do óbvio,
né? e a gente olhar um pouco valuation e
preço. E hoje, apesar do rally que a
gente viveu, a gente ainda vê muita
oportunidade e e valations atrativos aí
na bolsa.
>> Bom, pra gente finalizar, tem um minuto
para cada um. Qual é o principal risco e
a principal oportunidade pro mercado de
capitais brasileiro nos próximos 12
meses? Maranhão, pode começar.
>> Queria ser o último para colar deles.
>> Queria ser o último. Não, tira zerinho
um. Então,
>> tudo bem. Não, eu acho que o principal
risco que você tem para mim é no mercado
de capitais é quase que sempre o mesmo,
né? Você ter o combinado não sendo não
sendo tratado, né? Eu acho que você
tendo uma regulação tranquila, uma
regulação que é seguida, tudo deveria
acontecer bem. Lógico que um risco de um
cenário de disrupção do ponto de vista
de juros, etc., atrapalharia bastante.
Mas eu acho que é é ter uma regulação
saudável. Quando eu olho de oportunidade
para mercado de capitais, na minha visão
é como é que você traz novos bolsos para
cá, né? A gente hoje a gente na parte de
equity, a gente vê o estrangeiro
bastante relevante. Acho que ainda
quando você olha o todo, ainda é pouco,
né? né? Ou seja, se é pequenos volumes
deles trazem, fazem um um um baita de um
de um efeito aqui, mas a oportunidade é
como é que eu deixo o Brasil mais
atrativo e mais fácil para para novos
bolsos, sejam ele investidor
estrangeiro, sejam eles fundos de pensão
institucionais, que também a gente
comentou aqui, porque isso vai ter um
efeito eh exponencial na economia real,
né? mercado de capitais e economia real
estão cada vez mais conectados, trazendo
novos players, você vai também ajudar a
economia real a crescer ainda mais.
Eh, eu acho que o risco que o Marão
falou é talvez seja mais importante, mas
eu, né, ouvindo aqui o que Massagão
falou, né, do
juro alto por muito tempo, é complicado
e a gente já tá vendo, né,
efeitos bem significativos, contundentes
na economia. Então eu acho que o risco
é, a gente tava esperando já um de
corte, né, final do ano com juros um
pouco mais um pouco melhor, né, sei lá,
11, 12%, e isso aí tá se prorrogando e
vai depender muito, né, da conclusão da
guerra. Então, acho que esse período
mais longo de juros pode é é bem
assimétrico esse ano, porque é em cima é
de um período muito longo de juros e de
oportunidade. Eu acho que avanço de
tecnologia e inteligência artificial e
como é que a gente consegue fazer gestão
desse crédito pulverizado, dividir que
do que for, né? Eu acho que a
tecnologia, a tecnologia inteligência
artificial pode ser, pode nos trazer
capacidade de fazer uma originação,
fazer uma gestão,
tá?
>> Que hoje a gente ainda não tem, que hoje
a gente ainda não consegue fazer ou que
tem dificuldade de fazer. Então acho que
essa é uma é uma é uma acho que uma
oportunidade.
>> É, acho que eu vou pegar os 30 segundos
aqui que não roubou meu tempo. Ficou com
menos tempo.
>> Não, mas acho que eles pegaram os
principais pontos, mas eu queria agregar
acho que em risco, é um tema um pouco de
risco institucional.
Eh, como que a gente garante a fortaleza
dos nossos reguladores, como a gente
falou, esse tema, grande parte do
sucesso que a gente tem no mercado
financeiro brasileiro, no mercado de
capitais, são os reguladores fortes e a
gente precisa garantir que eles sigam
fortes e sigam trabalhando junto com o
mercado pro crescimento e a e a evolução
da economia brasileira como um todo. E
acho que de oportunidades a gente vê
essas eh novas linhas de eh de produtos,
né? Mesmo mundo de TEF que a gente
falou, fundos imobiliários, todo esse
esse essa gama e essa essas frentes de
duplicatas aí. Acho que vai ser um tema
bem interessante para todos os players
do mercado conhecerem, estudarem, eh
porque a gente tá falando de um mercado
de dezena de trilhão de reais com muita
oportunidade de geração de produto,
>> tá certo? Muito bom, nosso tempo vai
chegando ao fim. Quero agradecer a
participação aqui dos três. Para mim é
muito bom a gente poder compartilhar bom
conhecimento. O país precisa muito
valorizar quem entende do assunto, né,
numa discussão aí de maior desafio de
fake news, profetas do caos, vendedores
de ilusões, eh ou seguir as pessoas
certas, pessoas comprometidas com o
país, é o que faz a diferença. Um prazer
enorme estar aqui com vocês. Muito
obrigada.
>> Muito obrigado. Obrigada.
>> [aplausos][música]
[música]
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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