Resolução BCB N° 538
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Resolução Nº 538 RESOLUÇÃO BCB Nº 538, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2025 Altera a Resolução BCB nº 85, de 8 de abril de 2021, que dispõe sobre a política de segurança cibernética e sobre os requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem a serem observados pelas instituições de pagamento, pelas sociedades corretoras de títulos e...
<title>Resolução Nº 538</title>
<style>
</style>
<div class="WordSection1">
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">RESOLUÇÃO BCB Nº </span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">538,</span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;"> DE 18 DE DEZEMBRO DE
2025</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 18pt 9cm;text-align:justify;"><a name="_Hlk62628366"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">Altera a Resolução BCB nº 85, de 8 de abril
de 2021, que dispõe sobre a política de segurança cibernética e sobre os
requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de
dados e de computação em nuvem a serem observados pelas instituições de
pagamento, pelas sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, pelas
sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e pelas sociedades
corretoras de câmbio autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.</span></a></p>
<p class="Default" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;color:windowtext;">A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão
realizada em 3 de dezembro de 2025, com base no art. 9º-A, <i>caput</i>,
incisos I e II, da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, nos arts. 9º, <i>caput</i>,
incisos II e IX, e 10 e 15 da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">R E S O L V E :</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">Art. 1º  A Resolução BCB
nº 85, de 8 de abril de 2021, publicada no Diário Oficial da União de 12 de abril
de 2021, passa a vigorar com as seguintes alterações:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">“Art.
3º  ...................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">.................................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217464013"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§ 2º  Os procedimentos e os controles de que
trata o inciso II do <i>caput</i> devem abranger, no mínimo:</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217464338"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I - a autenticação;</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- os mecanismos de criptografia;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- os mecanismos de prevenção e detecção de intrusão;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IV
- os mecanismos de prevenção de vazamentos de informações;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">V
- os mecanismos de proteção contra <i>softwares</i> maliciosos;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">VI
- os mecanismos de rastreabilidade;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">VII
- a gestão de cópias de segurança dos dados e das informações;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">VIII
- a avaliação e a correção de vulnerabilidades dos recursos computacionais e
dos sistemas de informação; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IX
- os controles de acesso;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">X
- a definição e implementação de perfis de configuração segura de ativos de
tecnologia; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">XI
- os mecanismos de proteção da rede;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">XII
- a gestão de certificados digitais;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">XIII
- os requisitos de segurança para a integração de sistemas de informação por
meio de interfaces eletrônicas; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">XIV
- as ações de i</span><span lang="PT" style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">nteligência
n</span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">o
ambiente cibernético, incluindo o monitoramento de informações de interesse da
instituição na internet, na <i>Deep Web </i>e<i> na Dark Web</i>, além de
grupos privados de comunicação.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217467712"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§ 3º  Os procedimentos e os controles citados
no inciso II do <i>caput </i>devem ser aplicados, inclusive:</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217467734"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I - no desenvolvimento de sistemas de
informação seguros; e</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- na adoção de novas tecnologias empregadas nas atividades da instituição.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">.................................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217467891"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§ 6º  A instituição deve verificar o disposto
no inciso I do § 3º, no que couber, nos casos de sistemas de informação por ela
adquiridos ou desenvolvidos por empresas prestadoras de serviços a terceiros,
executados com a utilização de recursos computacionais da própria instituição.</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
7º  Os mecanismos de rastreabilidade de que trata o inciso VI do § 2º devem
abranger a rastreabilidade de transações e operações, contemplando, no mínimo: </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- trilhas de auditoria do processamento fim a fim dos dados e das informações,
incluindo a definição e a geração de <i>logs</i> que possibilitem identificar
falhas de processamento ou comportamentos atípicos, bem como subsidiar
análises; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- definição de tempo de retenção de informações de acordo com o tipo de
processamento realizado; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- retenção segura das trilhas de auditoria.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
8º  A avaliação e a correção de vulnerabilidades de que trata o inciso VIII do
§ 2º deve contemplar, no mínimo: </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- testes e análises periódicos para detecção de vulnerabilidades em sistemas de
informação; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- varreduras periódicas dos recursos tecnológicos com o objetivo de identificar
dispositivos indevidamente conectados à rede corporativa que possam estabelecer
conexão com ativos de tecnologia externos à instituição;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- análises periódicas dos recursos tecnológicos com o objetivo de identificar
vulnerabilidades que possam comprometer a segurança dos ativos de tecnologia da
instituição;  </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IV
- testes de intrusão; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">V
- correção tempestiva das vulnerabilidades identificadas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
9º  Os controles de acesso de que trata o inciso IX do § 2º devem incluir, no
mínimo: </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- mecanismos para limitar o acesso à rede corporativa a usuários credenciados e
a dispositivos autorizados; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- revisão periódica e tempestiva das permissões de acesso, em especial de
colaboradores terceirizados com acesso aos recursos computacionais da
instituição; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- implementação de múltiplos fatores de autenticação para acesso à rede
corporativa a partir de ambientes externos à instituição.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
10.  A definição e implementação de perfis de configuração segura de que trata
o inciso X do § 2º devem prever, no mínimo:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- a gestão do ciclo de vida dos recursos computacionais da instituição;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- a aplicação regular de correções de segurança;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- a configuração adequada dos serviços a serem suportados pelos recursos
computacionais; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IV
- a alteração de senhas e de outros padrões que possam ser utilizados para
acessos indevidos aos recursos computacionais.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
11.  Os mecanismos de proteção da rede de que trata o inciso XI do § 2º devem
contemplar, no mínimo: </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- a segmentação de rede de computadores, resguardando, em especial, o ambiente
de produção e os recursos computacionais que suportam processos críticos de
negócio;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- o estabelecimento de regras de <i>firewall</i>, assim como o monitoramento de
conexões, evitando tentativas de conexão com sistemas de informação
provenientes de ativos de tecnologia localizados fora da rede corporativa da
instituição; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- a definição de critérios para o estabelecimento e o monitoramento de conexões
com ambientes externos, em especial em horário noturno e em dias não úteis; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IV
- as medidas para identificar e prevenir conexões indevidas com ambientes
externos à instituição oriundas de recursos tecnológicos da instituição; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">V
- a implementação e manutenção de processos e ferramentas para identificação,
análise, tratamento e controle de eventos atípicos no ambiente de produção da
instituição, abrangendo, como exemplos, o estabelecimento de <i>virtual private
networks</i> – VPN e tentativas de acesso privilegiado a recursos
computacionais, especialmente em horário noturno e em dias não úteis; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">VI
- o estabelecimento de medidas para restringir o acesso a redes corporativas
apenas a dispositivos ou ativos de tecnologia devidamente autorizados.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
12.  A gestão de certificados digitais de que trata o inciso XII do § 2º deve
prever, no mínimo: </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- o monitoramento do uso de certificados e assinaturas digitais, contemplando a
implementação dos mecanismos de rastreabilidade de que trata o § 7º;  </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- os procedimentos para a guarda de informações, abrangendo os controles de
acesso físico e lógico a chaves privadas sob responsabilidade da instituição;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- procedimentos e ferramentas para evitar o compartilhamento indevido das
chaves privadas associadas a certificados digitais da instituição; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IV
- a validação tempestiva de certificados revogados perante as autoridades
certificadoras.” (NR)</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">“Art.
3º-A  As instituições referidas no art. 1º devem estabelecer os seguintes
requisitos de segurança adicionais, como parte integrante dos procedimentos e
controles previstos em sua política de segurança cibernética de que trata o
art. 3º:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- no caso de comunicação eletrônica de dados na Rede do Sistema Financeiro
Nacional – RSFN:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">a)
uso de múltiplos fatores de autenticação para o acesso </span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">administrativo</span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;"> aos ambientes Pix e
Sistema de Transferência de Reservas – STR;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">b)
isolamento físico e lógico do ambiente Pix dos demais sistemas da instituição,
mantendo instância dedicada e apartada dos demais ambientes nos casos de uso de
serviços de computação em nuvem </span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">contratados</span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">c)
isolamento físico e lógico do ambiente STR dos demais sistemas da instituição,
mantendo instância dedicada e apartada dos demais ambientes nos casos de uso de
serviços de computação em nuvem contratados; </span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">d)
monitoramento do uso de credenciais e certificados digitais, bem como
estabelecimento de controles para a guarda dessas informações, especialmente as
utilizadas no âmbito do Sistema de Pagamentos Instantâneos – SPI;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">e)
implementação de mecanismos de validação da integridade fim a fim das
transações pela instituição antes da assinatura digital das mensagens
associadas, assegurando que os dados não tenham sido corrompidos ou manipulados
durante o processo de geração dessas mensagens; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">f)
vedação do acesso de empresas prestadoras de serviços a terceiros às chaves
privadas associadas a certificados digitais utilizados pela instituição para a
assinatura de mensagens; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- no caso de conexão como participante de Sistemas do Mercado Financeiro – SMF
autorizados a operar, a implementação de controles de segurança para prevenção,
detecção e resposta a fraudes a serem observados pela instituição.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">Parágrafo
único.  As instituições devem observar este artigo de forma compatível com o
disposto:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- nesta Resolução;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- na regulamentação em vigor; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- em todos os requisitos técnicos da RSFN previstos no Catálogo de Serviços do
SFN, no Manual de Redes do SFN e no Manual de Segurança do SFN, publicados pelo
Banco Central do Brasil.</span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">”
(NR)</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">“Art.
8º  ...................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
1º  .........................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">.................................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217476618"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III - os incidentes relevantes relacionados
com o ambiente cibernético ocorridos no período; </span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217476639"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IV - os resultados dos testes de continuidade
de negócios, considerando cenários de indisponibilidade ocasionada por
incidentes; e</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217476656"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">V - os resultados dos testes de intrusão e
dos testes, varreduras e análises periódicas para detecção de vulnerabilidades de
que trata o art. 3º, § 8º, e os planos de ação estabelecidos para as suas correções,
observado o disposto no art. 22-A, <i>caput</i>, inciso III.</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">......................................................................................................................................
” (NR)</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">“<a name="_Hlk217476889">Art. 22-A.  As instituições devem assegurar que os testes
de intrusão mencionados no art. 3º, § 8º, inciso IV, devem:</a></span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">I
- ter periodicidade mínima anual;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">II
- ser realizados com independência e imparcialidade por pessoa natural ou
empresa especializada contratada pela instituição para essa finalidade, sem
prejuízo da realização de testes por equipes da própria instituição; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">III
- ter os resultados de sua execução documentados, especialmente as eventuais
vulnerabilidades que forem identificadas e os planos de ação estabelecidos para
suas correções.” (NR)</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">“Art.
22-B.  O serviço prestado para a comunicação eletrônica de dados na RSFN, de que
trata o art. 3º-A,<i> caput,</i> inciso I, é considerado relevante para fins da
aplicação do disposto nesta Resolução sobre a contratação de serviços de
processamento, armazenamento de dados e computação em nuvem.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
1º  Aplica-se o disposto no <i>caput</i> independente da forma de conexão com a
RSFN.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">§
2º  O serviço de que trata o <i>caput </i>inclui os casos em que o prestador de
serviços fornece serviço de processamento de mensagens no âmbito do SFN e do
Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB.</span><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">” (NR)</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">“Art.
23.  ..................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">.................................................................................................................................................</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217477179"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">VIII - os dados, os registros e as
informações relativas aos mecanismos de acompanhamento e de controle de que
trata o art. 21, contado o prazo a partir da implementação dos citados
mecanismos;</span></a><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;"> 
</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217477202"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">IX - a documentação com os critérios que
configurem uma situação de crise de que trata o art. 20, parágrafo único; e</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk217477218"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">X - a documentação com os resultados da
execução de testes de intrusão e os planos de ação estabelecidos para as correções
de vulnerabilidades identificadas de que trata o art. 22-A, <i>caput</i>, inciso
III, contado o prazo a partir da data de execução dos testes.</span></a><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">” (NR)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">Art. 2º As instituições
em funcionamento na data da entrada em vigor desta Resolução devem promover as
adaptações necessárias à adequação ao disposto nesta Resolução até 1º de março
de 2026.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">Art. 3º  Esta
Resolução entra em vigor na data de sua publicação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">GILNEU FRANCISCO
ASTOLFI VIVAN</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:13pt;font-family:calibri, sans-serif;">Diretor de Regulação</span></p>
</div>
</div>
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