O que é tokenização e por que tokenizar? A nova infraestrutura do mercado de capitais
Sumário Regulatório
Apresentação dos conceitos fundamentais da tokenização de ativos e discussão sobre os limites e desafios da infraestrutura atual do mercado de capitais, além dos potenciais ganhos de eficiência e inovação. Palestrantes: Marcelo Billi, nosso superintendente de Educação, Sustentabilidade e Inovação; André Carneiro, CEO e diretor-executivo da BBChain; Nayam Hamashiro, executivo de tecnologia e produtos digitais; Gustavo Cunha, CEO da Fintrender.com.
Transcrição e Conteúdo
Olá, pessoal. Bom dia a todos e todas. Primeiro, muito obrigado por estar aqui com a gente nesta manhã. Eu sou o Marcelo Billy, aqui na ANBIMA e eu lidero as áreas de inovação, sustentabilidade e educação. Ah, bem-vindos e bem-vindas ao primeiro workshop da nossa jornada de tokenização deste ano. Eu vou só contextualizar um pouco o que a gente tá fazendo, em seguida contar para...
Primeiro, muito obrigado por estar aqui
com a gente nesta manhã. Eu sou o
Marcelo Billy, aqui na ANBIMA e eu
lidero as áreas de inovação,
sustentabilidade
e educação. Ah, bem-vindos e bem-vindas
ao primeiro workshop da nossa jornada de
tokenização deste ano. Eu vou só
contextualizar um pouco o que a gente tá
fazendo, em seguida contar para vocês,
né, nesse primeiro workshop, quem são os
nossos convidados e a gente já começa,
né? Eh, então falando um pouquinho, né,
de todo esse tema eh de tokenização em
geral, nós temos discutido aqui na
ANBIMA, né, o papel eh da tokenização,
né, dessas novas possibilidades de
infraestrutura do mercado financeiro de
capitais, especialmente para ativos
mobiliários, né, para o mercado de
capitais, eh, há muitos anos, né, mais
há mais de 5 anos, em vários projetos e
que a gente tem tinha tava tentando, né,
entender um pouco eh qual vai ser essa
nova conformação. do do mercado, eh, e
como uma associação como ANBIMA pode
contribuir paraa evolução de uma agenda
que pode reduzir custos para todo mundo,
dar mais acesso aos investidores, né,
tornar o nosso mercado mais profundo e
mais acessível e eh e otimizar custos
para para emissores, investidores, né, e
pros próprios intermediários. Eh, ao
longo eh é muito difícil imaginar o
futuro, né? E a gente ficava aqui sempre
tentando conectar, fazer esse depara,
né, como será o futuro e como a gente
prepara autorregulação, regulação,
supervisão de mercados pensando nesse
futuro tokenizado. A barreira pra gente
conseguir evoluir muito nisso era eh ter
exemplos práticos, né, pra gente
entender como esse mercado tá com como
ele está se organizando, a pré para
pensar qual que é o suporte de
desenvolvimento que a gente pode dar.
Ah, e nos últimos dois anos a gente tem
tentar decidiu tentar uma abordagem
diferente da qual faz parte esta jornada
eh que a gente tá começando hoje, né? O
centro dessa nova estratégia, da nossa
dessa nova tentativa da ANBIMA de
entender em mais profundidade como vai,
como funcionaria um mercado tokenizado
no Brasil, né? Um mercado nacional
conectado, interoperável, eh com muita
liquidez, né? né? E que e e que a
conexão entre as diversas players que
estão tão fazendo tokenização [roncando]
seja facilitada e e aconteça sem
problemas. Eh, esse desafio a gente tá
endereçando fazendo o projeto da rede de
tokenização da BIMA. Eh, nós estamos
agora na nesse projeto da rede entrando
na fase já de ir para os finalmentes,
né? A gente acabou de divulgar ou,
aliás, divulgaremos hoje, né, Lucas? A
gente vai divulgar hoje os casos de uso
selecionados. A gente recebeu 39
propostas de casos de uso para a gente
tentar a tokenização de fundos de
investimento e debentores, eh, na rede
tokenizada que a IMA está construindo. E
a gente anuncia hoje os 20 as 20 os 20
instituições ou consórcios, né? Alguns
dos casos de uso são de várias
instituições que foram selecionados e
começamos os trabalhos a partir daí.
A ideia deste projeto, né, que é muito
prático, pragmático, é a gente realmente
eh colocar, né, fazer eh eh realizar
essa experiência de tokenização de ponta
a ponta do ciclo inteiro desses ativos,
aprender muito com isso e entender quais
como é que a gente resolve os desafios
eh de conseguir fazer esse mercado, né,
em eh eh integrado, né? Eh, hoje a gente
já tem várias experiências de
toquenização e o grande receio de todo
mundo é como é que isso vai evoluir no
futuro, né? a gente vai ter vários
silos, a gente vai ter problema de
liquidez, de interoperabilidade. Então,
é um pouco eh esse desafio que o nosso
nosso projeto de tokenização lá tá
endereçando. E a gente, à medida que ele
vá andando agora, né, ao longo dos
próximos meses, vai transformar todas as
nossas experiências pelas quais a gente
passar lá em aprendizado pro mercado,
vai divulgar, vai ser muito transparente
em relação a tudo que a gente tá fazendo
lá.
Eh, no entanto, como a Bima também é
formada de um conjunto de instituições
muito diverso, né, a gente tem desde
grandes conglomerados financeiros, né,
até instituições pequenas e eh,
focadas, por exemplo, né, em
securitização, etcenização, que já estão
tendo essa experiência e instituições
que ainda não tm nenhum contato com o
tema. a gente também criou ao longo
desse ano junto com aquele projeto, esta
jornada eh que olha para aquelas
instituições e pros profissionais de
mercado que não tm experiência ainda em
tokenização. Por isso hoje, né, o básico
do básico, a gente a primeira conversa
dessa jornada que vai ter nove encontros
é o que é tokenização, o que é essa esse
negócio, né, quais os possíveis impactos
que ele tem pro nosso mercado. Então, a
gente tá começando bem básico mesmo e ao
longo dos próximos meses a gente vai
tornando essas discussões nesses
workshops mais complexas, né? A gente
vai discutir eh toda a jornada de
tokenização, né? agora depois de
passando por riscos, passando, né, por
regulação, por todos os aspectos, eh,
até o final do ano e a medida que a
gente tem aprendizados lá no outro
projeto, trazendo aqui também, né, para
para discutir com vocês. Então, eh, esse
primeiro eh a nossa a nossa tentativa é
ser bem básico mesmo, né? A gente trouxe
três convidados aqui para nos ajudar
nessas nessas conversas. Então, na
verdade, eu sou, eu vou ser só o
moderador, né, da turma que tá aqui. Eu
sou que eu entendo infinitamente menos
dessa, desse assunto. A gente tem o
André Carneiro da Biben, que também tá
nos ajudando no outro projeto, o Nayan
Ramashiro, que tem uma experiência
grande, né, nesse mundo de
digitalização, né, e tokenização. E o
Gustavo Cunha da Fraer, que eu já
agradeço. Muito obrigado aos três para
estarem aqui com a gente, né? A
estrutura hoje vai ser bem simples. O
André, eh, o carneiro, desculpa, a gente
chama o André de o carneiro de carneiro
aqui, então vou seguir assim. O carneiro
vai fazer um primeiro contexto de 15
minutos bem básico para mostrar pra
gente, né, do que estamos falando. E aí
a gente começa um bate-papo aqui. Eu vou
fazer algumas perguntas. Eh, mas a gente
espera que a partir da dessas primeiras
perguntas que eu vou fazer pros nossos
convidados, que vocês também contribuam,
levantem a mão, podem eh entrar para
fazer perguntas também. A gente vai
tentar fazer um encontro bem dinâmico,
né? Eh, eh, já vou falar antes até dear,
a gente vai passar uma pesquisa para
vocês ao finalzinho, né? Antes de
terminar, essa pesquisa desse primeiro
encontro é muito importante pra gente
ter uma ideia do quão básico é, do que
vocês esperam, se vocês esperam algo
mais complexo, se vocês esperam que a
gente faça essa discussão passo a passo
mesmo com, né, o beabá, eh, e quais são
as expectativas de vocês pros próx pros
próximos encontros, né? assim, a gente
vai fazendo esse ajuste fino e torna
essa jornada toda muito mais aderente às
necessidades que de quem tá tentando
entrar nesse mundo da tocenização.
Então, muito obrigado a todos e todas.
Vou passar agora a palavra pro André,
que vai conduzir essa primeira
contextualização pra gente. André, bom
dia, muito obrigado, por favor, tá com
você.
>> Bom dia, pessoal. Eh, obrigado a todos,
todas. Eu vou compartilhar aqui
eh uma apresentação bem rápida.
Então,
confirme aí quando todos estiverem
conseguindo ver a apresentação.
A proposta hoje, como Biri já trouxe,
né, é que a gente tenha uma
uma visão geral de introdução ou
tokenização e também aí com de acordo
com a pesquisa que a gente tem uma visão
clara de qual que é o nível, o quanto a
gente eh vai mais deep nos encontros
seguintes, tá bom? Então, a gente vai
passar aqui uma breve introdução a à
tokenização, né? Ã, então isso faz parte
aqui dos dos treinamentos que a Bibchain
tá apresentando. Eu sou André Carneiro,
sou responsável aqui pela BBCin e vamos
lá pro nosso conteúdo bem rápido, tá
bom? Então, a ideia aqui que a gente
consiga explorar. Então, pra gente
começar a falar um pouco sobre sobre
tokenização como um todo, a gente trouxe
aqui um um o tempo, né, que ele é um
fator muito relevante pra gente. Então,
a gente tentou fazer aqui uma uma
pequena brincadeira que é do Bitcoin
tokenização, né?
Quando a gente olha para para o cenário,
a gente por que que chegamos aqui,
porque a gente tá falando de
tokenização, né? A gente vem, tem toda
uma jornada aí que a gente vem passando.
Então, quando a gente coloca,
provavelmente agora em maio, né, já
pizza D, inclusive, a comemoração ali da
das questões do do Bitcoin, mas
basicamente a gente começa lá no ano de
2009 com o o Bitcoin em si, né, com a
introdução de um conceito de tokenização
que é uma primeira moeda digital
centralizada. com foco muito específico.
Então, lembra que ele nasce ali com foco
muito específico naquele momento em
pagamento sem intermediação. Hoje se
discute inúmeras coisas se é sobre
reserva de valor ou coisas do tipo, mas
ele nasce ali com a ideia e aqui não é o
foco a gente entrar deep nesse assunto,
mas lá em 2009 a gente tem ali um
primeiro salto. Ah, e a gente também vai
explorar que a gente já tem tocenização
no nosso dia a dia, talvez sem a gente
até perceber isso ali próximo a 2015, a
gente tem um outro cenário muito
interessante que é com a introdução do
próprio Etherío com os smart contracts.
Então o etírio começa a fazer uma
expansão, ele sai do conceito do do
Bitcoin que é específico, ele ainda se
mantém como uma aplicação num moeda
digital e vai para qualquer tipo de
ativo, né? Então, a gente tem um
descolamento também entre 2015 e 2017,
em que começam a nascer outras redes.
Ah, aí muitas dessas redes já buscando
cobrir, eu não não digo falhas, mas
talvez limitações do do protocolo do
etínio, né? eh, e essas redes como
Solana e outras que vão nascendo nesse
cenário. Então, esses são alguns marcos
que a gente vem acontecendo até onde a
gente tá chegando. Quando a gente para
em 2021, a gente tem os primeiros
protocolos de DeFi, não sei se eu posso
classificar como os primeiros, mas eu
vou tomar essa liberdade aqui. A gente
tem o Defi Summer, né? Ah, e ali a gente
tem alguns marcos que vão acontecendo,
né? Quando a gente olha o ano de 2022,
23,
nesse cenário, você tem um um super boom
de CBDCs e pilotos acontecendo, né?
Inclusive aqui no Brasil, a gente teve
alguns anos atrás, né? 25, 24,
basicamente.
Eh, os bancos centrais passam a variar a
possibilidade de lançar suas moedas
digitais. a gente tem um um super
movimento grande desse cenário no mundo.
E em paralelo com isso, o que que tá
acontecendo lá no mundo de Defi, né?
Introdução de economia peer toer, né?
você tem ah os P de liquidez, Unisap e
uma série de outros caminhos começando a
testar ou testando de maneira eh
bastante ampla, eu uso dizer, essa
questão de ã economia descentralizada e
tem também o bom dos NFTs e a explosão
das altcoins aqui. Então o que que
ocorre aqui, né, quando a gente olha
para 2022 aqui é um é um ano que eu
costumo dizer que é um grande marco, né?
Apesar da gente não parar para pensar.
Então, vamos parar de falar um pouquinho
de passado e vamos tentar trazer um
pouquinho aqui pro ano de 2025, né?
Então, a gente olha em 2025 dois marcos
muito interessantes, né? Primeiro a
gente olha paraa tokenização
propriamente dita, passa a ser
incorporada nas instituições.
E você tem aqui um fork, né, pela
história que as coisas são paralelas,
mas são juntas, né? Você tem dois
grandes marcos no ano de 25 que a gente
eh decidiu trazer.
Eh, o eu você simplório em dizer o
surgimento, mas eu vou dizer o
surgimento pro grande público, né?
Quando você olha também o surgimento de
stable coins, então você tem 20 25 eh
instituições olhando para para
incorporar a tokenização de maneira mais
ampla, né? E aqui a gente não tá falando
só dos er adopters, né? Tem bastante
gente utilizando. E a explosão das
stable coins. E o que que a gente olha
pro futuro, né? Quando a gente tá
olhando no nosso momento presente, tá? a
gente olha pro momento presente, e aí a
gente tá olhando aqui um pouquinho até
2030, eh, porque é um futuro mais
razoável de se olhar, eh, e 4 anos no
atual velocidade de tecnologia é uma
ousadia, né? Eh, a gente tá falando para
redes permissionadas e públicas agora
numa conversa mais próxima, né? Se para
se de discutir, tem que ser tudo
público, tem que ter tudo permissionado.
E começa a se falar em
interoperabilidade, como a vida sempre
ocorreu, né? Vão ter cenários que você
vai trabalhar com redes públicas, tem
cenários que você vai trabalhar com
redes permissionadas e tá tudo bem e
elas vão interoperar e tá tudo certo,
mas você agora tem um desafio que é
escala institucional, tá? E paraa nossa
grata surpresa, né, a gente começa a
olhar também no na linha de stable
coins, no outro na outra ponta do do
fork ali, eh, com advento das stable
coins, uma retomada, né, dos bancos
centrais globais nos modelos piloto e
projetando CBDCs em produção. Então,
quando você olha a Europa, você já tem
projetos mais firmes, com datas, com
prazos acontecendo nos próximos eh anos.
Basicamente em 2026 tem coisa sendo
lançada, em 2027 tem previsão de coisa
sendo lançada. Eh, uma maturidade dos
bancos centrais, entendendo, eh, muito
aí impulsionada também pelo advento das
stable coins de olhar paraa
macroeconomia e entender como é que esse
negócio impacta, como é que incorpora,
como é que traz. Então a gente olha para
um para um cenário. Então a gente tentou
trazer aqui nesse primeiro slide uma
contextualização
pra gente pensar do Bitcoin até a
tokenização. Poxa, André, mas ainda não
entendi essa tal de tokenização. A gente
vai passar um pouquinho sobre isso
também, mas só pra gente ter uma uma
linha do tempo do que tá acontecendo ao
nosso redor e que como a gente chegou
até aqui.
Indo um pouquinho adiante,
ah, quando a gente pensa em tokenização,
é super importante a gente pensar em
três pilares, né? A gente tem um pilar
que é a tokenização, que é a forma, né?
A representação daquele ativo eh eh
físico ou virtual em meio digital.
Basicamente é isso. A gente tem as DLTs
e os blockchains, né? DLTs e blockchains
como o caminho, é a forma como isso tá
sendo distribuído de maneira
criptografada, imutável.
E você tem o tal do smart contract, que
eu não preciso ser técnico para
entender, mas basicamente o que eu tô
colocando é a inteligência. Então você
tem sempre quando você pensar em
tokenização, pense nesses três pilares.
Poxa, tokenização é a forma, o ativo em
si. Pode ser uma debentory, como é o que
tá sendo, eh, a gente tá fazendo aqui
junto com a BIMA no projeto. Pode ser um
fundo, a gente tá falando de forma. a
gente tá rodando nesta ou naquela
blockchain, nesta ou naquela DLT. A
gente tá dizendo sobre o caminho aonde
isso tá acontecendo. Pode ser em um ou
dois caminhos, podem ser em caminhos
paralelos e tá tudo bem.
Isso inclui uma certa inteligência, que
isso tá codificado, né? Hoje em dia com
com o Advento das IAS, todo mundo tá
entendendo um pouco mais de codificação,
senão tá se arriscando, né? ou seja, a
inteligência, as regras de negócio, os
contratos que estão pré-estabelecidos
ali dentro. Então, quando você junta
essas três coisas de maneira eh eh
produtiva, né, de maneira inteligente,
você tem uma tokenização efetiva, tá?
Mas é importante, né, você pensar no
ecossistema financeiro distribuído e
mais automatizado, baseado nesses três
pilares, que é o que a tocanização como
um todo se propõe. Eh,
e
agora eu vou fazer uma provocação aqui.
Vocês já pensaram que a gente utiliza a
tokenização de certa forma? A gente tá
indo bem básico aqui na nos contextos
que a gente tá aplicando, mas hoje a
gente tá acostumado com alguns tipos ou
termo tokenização aparecem no nosso dia
a dia. Eu tentei pegar dois exemplos bem
básicos, eh, e não ligados, inclusive a
tecnologia, onde a gente tá acostumado
com esse termo, né? você vai num num num
atendimento médico num hospital e o o
hospital fala: "Olha, eu preciso de um
token da sua
ã seguradora, do seu plano de saúde. O
que que ele tá pedindo ali, né? Tudo bem
que é um código, né? Ele pede uma chave
que é um código, mas aquele token, ele
representa um direito ou uma autorização
que a sua seguradora ou o seu plano de
saúde está dando, transferindo sobre
aquele atendimento. Ou seja, o que torna
aquele atendimento, uma vez que
autorizado, innegável. Olha, eu vim, eu
fui atendido aqui, você não pode negar
porque você me deu um token de
autorização, você me autorizou. Eh, na
geração de sinistro e seguros também é
muito comum, né? Às vezes acontece o
termo, né?
Acionei um seguro, um guincho, o cara
gera um token que dá o direito a
utilizar aquele aquele eh serviço. Eu
tentei trazer esses dois casos que são
eh diários ou mais emblemáticos do dia a
dia das pessoas, não tem a ver com
necessariamente mercado financeiro ou
com tecnologia, mas o conceito de token,
né, que aquilo que é um número que te dá
direito a alguma coisa, uma chave que te
dá direito a, tá de certa forma
introduzido aqui no nosso dia a dia.
Tudo bem?
Indo um pouquinho mais à frente aqui,
quando a gente olha pro paraa estrutura
de ah de token, a gente sempre pode
pensar em algumas formas de token. Aqui
eu tentei provocar, tá? Então você pode
ter eh ativos diferentes, sejam eles
físicos, tá bom? É o que a gente costuma
chamar de RWA,
né? O Real World asset, ou seja, um
token que representa um ativo que tá no
mundo real. Você pode chamar de
financeiros, que é os que a gente tá
mais acostumado, ou mesmo nativos, que
aqui a gente tá provocando como nativos
financeiros, aqueles tokens que eles
nascem obrigatoriamente,
eles existem inicialmente
numa DLT e numa blockchain, ou seja, ele
não existe necessariamente
eh ou ele não nasce necessariamente num
sistema base para depois ter uma
representação
eh numa blockchain ou numa DLT. Nesse
caso aqui, o token ele nasce uma
estrutura. E os exemplos mais clássicos
que a gente pode explorar hoje, né, que
a gente tem no mercado, são moeda, né?
Então você pode ter um ambiente físico,
você tem papel moeda e você vai ter lá
no ambiente DLT blockchain uma moeda
tokenizada. Ou seja, existe aqui um
lastro, esse token que tá acontecendo na
no mundo físico, ele está lastreado numa
moeda efetivamente, né? Os certificados,
sejam de n tipos, né? sejam eh CPRs ou
certificados agrícolas ou certificados
de qualquer modelo que você imaginar.
Ele existe um único legítimo no mundo
real e ele existe um exemplo, né, um
representante desse cara lá único, eh,
no mundo digital, claro, com definições
adicionais, né? E a gente tem aqui uma
uma terceira categoria que a gente tá
provocando aqui, que são os nativos, né?
Uma debentor tokenizada, uma CCB
tokenizada,
alguns que a gente experimentou, né? é
um título público tokenizado. Ou seja,
esses tokens eles nascem
obrigatoriamente dentro de uma DLT e
blockchain e ele não necessariamente
existe no mundo físico, dig mundo físico
ou em outro modelo digital, né? Agora, o
papel inverte, tá? Então, a gente tenta
explorar esses exemplos aqui para vocês
quando a gente pensa em tokenização,
saindo de uma história sobre
tokenização,
eh, de algo muito perceptível
no dia a dia. E a gente agora começa a
olhar para mundos onde você tem exemplos
de coisas que podem ser tokenizados, né?
alternativos financeiros. Os clássicos
que a gente tem são as moedas que já
estão acontecendo, ações, títulos
públicos, as debentories que a gente tá
fazendo aqui no piloto de tokenização
BMA, eh o próprio fundo, né, que a gente
tá fazendo também dentro desse contexto,
você vai para ativos físicos, né, você
tem dentro de agro, você tem carro, você
tem discussões sobre imóveis e outros eh
ativos físicos que eventualmente podem
ser eh tokenizados. E praticamente aqui
quando a gente entra no mundo e de
nativos tem stable coins até debentores,
fundos e outros ativos financeiros que
podem nascer digitais. Aqui uma coisa
importante pra gente frisar, né,
partindo do princípio que é essa altura
a gente entendeu a diferença, né? Ou
seja, o token ele é uma
[limpando a garganta] representação de
um ativo.
Eh, é que quando a gente tá falando de
um token nativo, ele nasce
obrigatoriamente na DLT blockchain. É o
seu ponto de start, né? Ele nasce ali,
ele começa ali. E eventualmente o que
você vai ter o que a gente chama de off
ledger, né? O fora do do blockchain, né?
que é alguma coisa porque você vai
precisar contabilizar, vai ter que
trazer paraos seus sistemas ligados para
contabilidade e outras coisas, mas ele é
nativo de uma blockchain e depois ele é
trazido para dentro de uma estrutura off
ledger, né, off chain para você fazer a
vida como ela é em alguns outros
detalhes. Visav algo que existe no mundo
físico e você tá fazendo uma
representação digital. Ã, por último,
que a ideia aqui era ser um, tô
apertando o tempo aqui, desculpa.
H, só exemplo de ativos digitais
habilitados pela tecnologia. E a gente
encerra aqui e vai passando pro pros
nossos amigos aqui. Então, a gente pode
ter tanto tokens monetários, né, os
clássicos exemplos ali são as stable
coins, criptomoedas e etc. Existe uma
provocação sobre tokens de serviço, né,
eh, são utilizados para acessos a
pagamentos. Essa nomenclatura tá em em
constante mudança. Inclusive a SEC
recentemente lançou um material super
denso sobre isso, né? os tokens
mobiliários, né, ou seja, são aqueles
que representam ativo, ativos
mobiliáries, ou seja, é o mercado atual
que a gente tá provocando, né? Eh, e aí
é enquadramento CBM ou SEC, né, um bom
exemplo de debentes.
Tokens lastreados em ativos, mais
clássicos, né, o Pax Gold, o Teter Gold,
ou seja, eles estão lastreados em
reservas de ativos até tokens
reputacionais como Epicoen, Pancake, tá?
Então são para gerar eh reputação ou
recompensas ao seu detentor. Pessoal, eu
tentei ser extremamente breve aqui,
espero que não tenha ã eh decepcionado
ninguém, mas a ideia é que a gente
passar um panorama geral para introduzir
aqui a nossa conversa geral com os
demais com as demais pessoas. Pessoal,
tô devolvendo aí para vocês. Eh,
>> oi, obrigado, Carneiro. Vamos lá. Eh,
pessoal, já tem algumas perguntas aqui.
Eu vou só fazer uma primeira introdução
eh pros nossos outros dois convidados,
uma pergunta inicial e depois a gente
começa. Vocês podem ficar à vontade para
ficar na fila de perguntas aí ou mesmo
mandar no chat, né? Eh, eu vou começar
com o Naian. Boa, bom dia, Naian.
obrigado por estar com a gente. Eh, o
Naian vem uma trajetória, né, já tanto
de tecnologia como produtos digitais,
várias experiências no nosso no mercado
financeiro de capitais, né, de processos
de inovação e tokenização e
digitalização.
Eh, então queria perguntar para você
primeiro, né, como é que você começou a
explorar eh esse universo da tokenização
e quando você olha pro momento atual, o
que mais te chama atenção, né, depois do
contexto aí que o que o Carneiro já
passou pra gente?
Obrigado, Marcelo. Obrigado, Carneiro,
aí pela introdução. Gustavo, sempre um
prazer encontrá-lo. Pessoal, muito bom
dia ou boa tarde, depende onde você
está. Eh, eu tive, eu acho, eu me
envolvi com o tema, eu acho que a
maioria também que tá nessa sessão é
curiosidade pelo novo, o que que é
possível ou não. começou em 2018, eh, o
que que é possível com Bitcoin, com esse
tipo de tecnologia, mas rapidamente e e
pulando o salto onde passei por
estruturação de operação, portfólio de
operações, toquenização, lidar com
bancos centrais na região da América
Latina e Caribe, a gente chega nesse
momento do tempo em que começou com
tecnologia.
Nossa, o que que é possível tecnologia?
Aí dá um outro salto. OK, como que a
gente tira produtos dessa tecnologia?
Porque uma coisa é uma camada fundação
de tudo isso, que que a gente tira de
valor em cima disso. E hoje a gente tá
num momento do tempo onde a gente tá
falando de infraestrutura
de mercado financeiro. A gente tá
falando como que a gente moderniza,
exemplo, a emissão, registro, liquidação
e circulação de um ativo. O que mais me
atrai essa muito muito rápida evolução
de arquitetura de mercado. Agora não tão
falando mais só do produto, a gente tá
falando como isso opera. E é por isso
que a Ambima tá nessa posição de liderar
essa discussão, porque tem trilho, que
nem os três formatos que as três coisas
que o Carnil levantando, tem uma forma,
tem um um modo. Então, qual o trilho?
Qual que é o padrão? Quais são as
responsabilidades, quais são as
instituições que vão sustentar essa
arquitetura de mercado sem esquecer que
existe? Então hoje para mim, Marcelo, é
muito muito interessante
ver como tudo isso vai se encaixar com
que já existe e com que isso pode
transformar.
>> Legal. Obrigado, né? Foi bom você
terminar falando, né, de como é que a
gente vai ver como isso se conecta com o
que já existe. A gente tá com o Gustavo
aqui e o Gustavo já transita pelos dois
mundos, né? já teve nesse mundo, né, do
tradicional, tem no mundo digital e da
da doenização. Como é que você enxerga
essa conexão e Gustavo, como é que você
enxerga esse cenário, né, e e de como
ele pode evoluir,
>> tá? Primeiro, obrigado por chamar aqui
para participar, Bil. Um prazer estar
com você. O André aí, prazer também não
conheço, né? A gente já conhece de
alguma data aí. Prazer estar contigo
aqui também. Ah, e bem-vindo aí a todo
mundo. E, eh, vamos discutir um pouco
isso. Acho, acho que o primeiro ponto
que eu acho o seguinte, eu tenho fiz 25
anos de mercado financeiro tradicional,
né? Eu costumo falar que tem duas vidas,
né? 25 anos de mercado tradicional e mas
já quase 12 aí de cripto. E acho que
tanto o André quanto o Naan comentaram
isso muito muito claro. São diferentes
em infraestrutura, né? Então, tinha uma
infraestr infraestrutura de mercado
financeiro tradicional que tem lá o teu
TED, PX e toda essa infraestrutura que a
gente conhece regionalizada, né? Você
vai ter que conectar com a com a o Fed
lá nos Estados Unidos, com a
infraestrutura do dólar, é outra coisa.
Infraestrutura do euro é outra coisa.
Era um negócio muito pulverizado. Você
tinha o Swift que juntava aí de repente
lá com o Bitcoin 2009 é criada uma
infraestrutura paralela a isso, né? Que
vem lá em paralelo durante muito tempo,
né? até 2015, mais ou menos, você via
bem paralelo, né? Você tinha
infraestrutura de mercado financeiro
tradicional e cri um determinado mano e
fala assim: "Pô, por que que eu tenho
que liquidar ações em dois dias? Por que
que o meu título do tesouro direto
precisa demorar um dia para cair na
minha conta? Nessa outra infraestrutura
aqui, isso aqui é automático. Eu consigo
fazer isso rápido. Por que que para eu
mandar dinheiro lá pro Japão demora dois
dias para chegar? Nessa infraestrutura
eu faço em segundos. Caraca,
deu aquele clique ali no mercado, né?
Então assim, e aí começou toda essa
discussão de stable coin, CBDC, e como é
que a gente vai fazer essa junção dessas
duas infraestruturas, onde vai ser isso,
né? E a tokenização entra um pouco
nisso, né? Então assim, você tem
tokenização dos dois lados, né? Você tem
o mercado financeiro tradicional
tentando pegar muita coisa dessa
infraestrutura e jogar pro mercado
financeiro tradicional e tokenizar
dentro dele, né? E tem um mercado mais
libertário, etc., querendo pegar ativos
do mercado tradicional e colocar aqui
para que a gente tenha isso, né? Então,
acho que você tem casos enormes de ah
recentes ou até mais longe até de que
essa infraestrutura é muito mais
eficiente do que as infraestruturas de
mercado financeiro que a gente tem hoje,
tá? Em termos de liquidação 24x7, de
liquidação automática, de pulverização,
de acesso global. Então assim, você tem
várias coisas que que tem isso e acho
que esse é o caminho. A tocanização é um
pouco a junção desses dois, né, a forma
como eu vejo e como é que a gente vai ah
fazer isso para tornar tudo mais
eficiente. É um pouco isso.
>> Legal, Gustavo. A gente tem o Leandro
aqui na fila. Eu só vou aproveitar que
você já mencionou um pouquinho, né, um
pouco dos ganhos que a gente teria, né,
quando você falou da liquidação, né,
você deu os exemplos do tesouro direto,
tal. Mas acho que a gente aí eu eh
deixar aberto aqui para vocês três
comentarem um pouco eh nessa trajetória
toda aqui na BIMA, quando a gente tá
conversando com o mercado, né, e
conversando com as pessoas do mercado
tradicional e às vezes com as pessoas
que estão olhando um pouco paraa
tokenização com um pouco mais de
esteticismo, né, ou ou pra tecnologia em
si como um pouco mais de esteticismo, a
gente ouviu muito durante os últimos
anos aquela coisa, ah, mas essa
blockchain é uma solução em busca de um
problema para resolver, né? Então, eh,
eu queria que vocês comentassem um pouco
isso de, eh, por um lado, quais são
essas dores, né? Você mencionou um
pouquinho, existem outras, né, que quais
são os problemas do nosso mercado
tradicional ou desafios, né, como a
gente queira chamar, que a tokenização
realmente ajuda a resolver, né? Eh, e
por outro lado, quais são as barreiras
que impedem que a gente já eh não o que
que faz com que a gente já não tenha
evoluído com com essa tecnologia para
resolver esses problemas, né? Eh, se
vocês três quiserem comentar, eu acho
que esse é o é o grande ceticismo que a
gente ouve, né? Acho era legal a gente
endereçar por aí, começar e depois eu
vou passar pro Leandro fazer a pergunta
dele.
>> Posso começar?
Claro.
>> Eh, acho que a gente a gente trabalha
com com um pouco do que o Gustavo
trouxe, né, desde instituições
financeiras até [suspirando]
mercado nos últimos agora 11 anos.
[roncando] Eh, com isso. E o que a gente
observou nesse contexto como um todo, os
problemas em si, né? Primeiro a gente
teve um um hype que é muito pegando ali
o início de 17 até 18, a gente teve um
hype que é um sufixo, né?
Então, colocava esse bloquinho no final
de tudo. Então, é o que acontece com AI
hoje, né? Então, 2017 era alguma coisa
blockchain no final, como acontece hoje
alguma coisa AI, né? Então [roncando]
isso, honestamente, isso foi muito ruim,
tá? Pragmaticamente isso gerou uma bolha
e teve também uma história de ser dono
da bola e dono do campinho. Então, o
cara queria, eu acordei um dia e tive
uma grande ideia. Eu quero ter uma
blockchain minha, onde todo mundo vai
fazer tudo para mim e eu serei o dono de
tudo. Isso individualmente.
Então essa para mim são dois gargalos
que aconteceram.
O que blockchain resolve efetivamente é
nítido, né? a gente olha stable coins e
o o trilho de pagamento está
completamente
estourado e modificado. A gente ainda
tem uma expectativa muito grande que
está se concretizando já no mundo defi,
que é distribuição e eficiência de
mercado, como o Gustavo trouxe. Então
essa tese que hoje blockchain procura um
problema para resolver, ela foi
dimistificada e não pelos pelos pelos
atuais, pelos incubentes, né, que ao
invz de se preocuparem com isso, foram
lá e trouxeram os problemas. você pegar
os protocolos de Deffy, é basicamente o
que você faz no mercado financeiro, já
tem um protocolo de DeFi fazendo. Gente,
o X da questão é que muitas vezes esses
protocolos estão fazendo com todas as
coisas que não são permitidas no mercado
financeiro e que o mercado financeiro
por anos entendeu, cara, isso é ilegal,
isso não deveria ser feito e tem pessoas
usando e tá tudo bem, é um mundo novo e
as pessoas estão usando. Então essa fase
nós vencemos, graças a Deus, né? e muito
trabalho das pessoas eh de sair dessa
história. Mas hoje a gente tem eh
pagamentos muito bem resolvidos, a gente
tem eh instrumentos muito bem resolvidos
e a gente entra numa fase que talvez
seja aqui é como é que a gente trabalha
isso em padrões interoperabilidade,
né? Um pouco que Naan trouxe, né?
padrães, interprilidade e ecossistema,
porque apesar de parecer muito grande,
isso é uma provocação que eu deixo aí
pros amigos, apesar do do mundo defi, do
mundo blockchain, hoje quando a gente
olha para fora parecer muito grande,
quando você olha o volume financeiro do
institucional contra esse volume que tá
no blockchain, você fala assim: "Nossa,
eu só dei uma primeira beliscada nesse
pulo". Então, a gente tá falando de
coisas aqui realmente interessantes para
para trabalhar.
>> Acho que tá no
>> Gustavo e Naan. Vocês querem comentar
algo?
>> Vou, Gustavo, rapidinho. Não vou não vou
me alongar nessa. O o André já
posicionou, o Carneiro já posicionou
aqui um pouco. Ah, o que que faz
eficiência? Eu queria, eu, eu, eu vou
tentar ir pela ala cética ou por alguém
que já sofreu desenhando o produto e
testando possibilidade. Sim, tem uma
parte de eficiência personal que eu acho
que a gente já debateu. Agora,
termos de produto ou posicionamento, é
um pouco simples. Esse processo melhora
a originação, vai ficar mais barato em
termos de custo de funding para quem vai
tomar? Independente do instrumento, tá?
Não vou entrar no debate do instrumento.
A gente pode entrar na na quando a gente
conversar mais. Vai melhorar a
experiência ou vai ter produto mais
atraído pro investidor por causa do
fracionamento, por causa de um mercado
secundário?
Eh, como que vai gerir a garantia de
tudo isso daqui,
de todos esses tokens nativos ou não,
que nem o carneiro já respondeu. Então,
sim, se você tá pensando tecnologia,
tokenização, mas você quer lançar um
produto, você quer posicionar e
participar arquitetura de mercado, a
gente tem que enfrentar essas perguntas
de negócio. Fato. Fato. Se você não
responder isso daqui, a gente vai ver
que é aleg
para poder lançar.
Eh, acontece, não é não é brincadeira,
acontece. Não vou nem falar de
regulação, falando realmente ponto de
vista de negócio.
>> Eh, eu vou só agregar um ponto aqui.
Toda vez que me pergunta esse negócio,
ah, blockchain é um é um é um tá
buscando um problema, né? Ah, em 2017
eu, ah, fazer alguns investimentos em
startups e resolvi investir numa startup
na China via blockchain. Eu investi $
numa startup na China em 2017
via a Etherum, via essa infraestrutura.
Imagina você em 2026 querer investir $
numa startup hoje na China. Como é que
você faria isso, né? Então assim, acho
que aí já tá tá claro a diferença, tá
claro que você tem imensos ah
ineficiências desse sistema que a gente
consegue atualizar com blockchain.
Obviamente ele resolve tudo, não, né?
Assim, não é tudo. Você tem problema de
ex aqui, você tem problema de
interoperabilidade, você tem várias
coisas, vários desafios que vem
melhorando aí muito nesse nesse tempo,
né? Assim, mas
vou pegar um exemplo mais recente para
não ter que voltar lá em 2017, né? Você
teve a o pessoal que negocia petróleo aí
com essas declarações do Trump de sobe,
desce de estreito, abre estreito, abre.
Cara, o petróleo na CME fecha na
sexta-feira à noite. O Trump anunciava
todo, toda sexta-feira à noite durante
quase um mês aí alguma coisa e o
petróleo ficava que nem louco no final
de semana, só que ninguém conseguia
fazer no mercado tradicional porque não
tinha infraestrutura, não tinha, as
bolsas fechavam
nas na nos ativos tokenizados nesse
nessa infraestrutura cripto tava lá
negociando. Você podia ficar negociando
o petróleo domingo às 8 da manhã você
negocia que você quiser. as coisas,
>> né? Então acho que você tem vá, você tem
várias coisas aqui que que já se
mostraram muito muito boas, né?
>> Com Hou,
né? Não tinha um microfone aberto.
Eh, legal. Eu vou deixar o Leandro fazer
a pergunta dele, a gente já continua.
Leandro, por favor.
Não,
Leandro. Bom, eu vou fazer outra
pergunta aqui, né? Ah, agora sim.
Desculpe, eu falei na empolgação aqui
sem o microfone,
>> então vou recomeçar. Bom dia para todos.
Eh, o o o Anaxir, o Cunha e o Carneiro
até já responderam parcialmente parte do
que eu tenho aqui para apresentar como
dúvida, mas a minha pergunta é a
seguinte, pessoal. Sendo do mercado do
mercado financeiro, eh, sim, faz todo
sentido essa questão que até o Nachiro
comentou de poxa, por que que uma ação é
liquidada em dois dias, porque que a
gente não consegue fazer isso de forma
mais rápida e etc. Mas de uma certa
forma, falando aqui como como usuário do
sistema do mercado financeiro, eh todos
nós estamos eh já muito habituados a
esses processos, né, de de não ter mais
os papéis em mãos. Então, hoje nós
compramos ações e eh temos o ativo
digitalmente na nossa carteira de
investimentos dentro da corretora. Eh,
eu invisto numa debentory, eh no
certificado de ensino imobiliário ou ou
do agronegócio e também não tenho esse
papel. Ele tá ali virtualmente na minha
carteira. Eu brinco aqui com os clientes
que atendem e com os familiares que o
meu único medo é alguém desligar esse
servidor da tomada e tudo aquilo virar
fumaça e desaparecer. Então, na prática,
eu também compreendo eh que a
tokenização visa dar mais celeridade a
esses processos e, pelo que eu tô
compreendendo da apresentação de vocês,
muito maior segurança em como tudo isso
é é registrado, é documentado e
transferido entre os participantes, né,
entre os stakeholders todos. Mas a minha
dúvida, por fim, é, qual é o ganho real?
Se é que é possível definir, porque
aparentemente
eu tenho a impressão de que a
tokenização
está melhorando ou mudando o formato de
algo que já funciona muito bem. Então
essa pergunta de uma pessoa que não
entende nada sobre tuização, tá? e que
tá completamente habituada a esses
processos eletrônicos, digitais que o
mercado financeiro já oferece, mas que
também tá muito ansioso para entender
como que toda essa mudança que a
tocanização já vem trazendo conforme o
carneiro contextualizou e ainda pode
trazer paraa melhora dos negócios, eh,
paraa percepção de de agilidade, né, na
na transação por parte minha e dos
demais investidores.
Posso pegar, posso começar aqui?
Ah, vamos lá, Len. Vou te dar um exemplo
meu prático e olhar pelos dois lados,
tá? Ah, eu fui gestor de fundo em 2023,
tinha um fundo rodando ali em cripta
entre 2021 e 23, mais ou menos, tá? A
gente pagava para um administrador do
fundo para ele calcular a cota, calcular
coisa, etc. Uma pancada de valor aí, ah,
queima, BVI, onde o fundo ficava, tá?
tem uma plataforma chamado enzime.
Que ela existe desde 2013, que você pode
fazer a mesma coisa com 100. Você cria o
seu fundo, ele calcula a cota, ele
distribui toda a coisa, etc. Você gasta
zero e ela pode ter regulada depois. Ou
seja, toda operacional de fundo, que
para quem é gestor de fundo é um custo
enorme, se os ativos forem tocenizados e
tiverem dentro dessa infraestrutura que
é Inzim e vários outros hoje. Inim foi
uma das primeiras, tá? Hoje já deve ter
uma um monte que faz isso, custa zero,
tá? Então a eficiência para quem tá
administrando é enorme. Você não precisa
fazer, como tá em blockchain, tá tudo
auditável lá o tempo inteiro, você não
precisa fazer reconciliação, você tem
uma eficiência enorme em termos de
operacional tua, tá? Um exemplo ah
direto, ah, a parte do usuário, que é o
ponto que você pegou aí, ah, ox da parte
cripto ainda é muito ruim, não tenho
dúvida, né? Você tem que ter chave
pública, chave privada. É horrível esse
negócio. Ah, até para eu que tô
acostumado é é péssimo, tá? Mas assim,
ah, esse mundo tá indo por convergência
dos dois, né? O meio do caminho, né?
Então, assim, por que não usar essa
infraestrutura como o ex que a que a que
você já tem do outro lado que é ótima,
né? Então, assim, acho que esse a é um
ponto e só um terceiro ponto que você
comentou, a parte de custódia, né, de
ah, eu não quero ter a custódia dos meus
ativos, que é um risco enorme, né? Eu
não quero ter sistema de segurança para
ter isso. Eu acho que a maioria dos
ativos não vão pra custódia própria, tá?
Então assim, todo mundo vai continuar
tendo um custodiante terceiro. De
qualquer forma, eu acho que isso aí é
para onde a gente deve migrar, mas a
possibilidade de trazer isso é
espetacular,
tá? Ah, eu sempre dou exemplo que pensa
o cara que tava na Ucrânia lá em Kiev,
cara, se o cara tinha dinheiro em banco
em algum outro custodiante, ficou sem
nada. O cara não teve como sacar durante
semanas. Se ele tinha custódia própria,
ele pegava o pen drive dele, ia para
onde ele queria. Tá? Então assim, essa
possibilidade é muito boa, mas eu acho
que a grande maioria da população não
vai utilizar isso tão cedo, a não ser
que a gente mais para frente tenha uma
forma de ex muito boa em relação a isso,
tá? Que ainda acho que não temos, tá?
Opa, não sei se agora, desculpa se André
e e eu acho que eu me estendi um pouco
muito aqui. Desculpa.
>> Não, não, tudo bem. Acho que acho acho
que sua sua pergunta é pertinente. Acho
que a primeira e a mais fácil é
operacional. Então você tem liquidação
operacional, float, redução de tempo,
isso é importante. Eu não sei a
quantidade de fundos que você opera, mas
todo mundo adora aquela área de
conciliação gigante, né? Aquele negócio
bacana de conciliar, reconciliar, aí não
bate o centavo e aí você fica lá no
desespero achando o centavo.
Quem trabalha com cota, né? O camarada
não fechou a cota. Você tá agora não,
graças a Deus Bima vem ajudando aí. Mas
a gente entrega pouca idade nos 20 e
tantos anos de mercado também.
Quando você chega lá e você tá 9 horas
da noite esperando a cota e o cara muda
a cota, o cara não manda a cota e a
cota, nossa senhora, que delícia. Bim
juntou a gente. Deixa eu fazer uma
provocação, André, só para colocar nesse
negócio de cota. Por que que precisa ter
a cota diária?
>> Você é uma provocação para se fazer,
dependendo do time,
>> cara. BL CH você pode ter cota a cada
segundo e o cara pode entrar e
precificar e sair a cada segundo, né? Um
pouco num ETF aí dentro do token, né?
>> É.
E acho que tem um ponto também que o que
o Gustavo tá trazendo que é, não sei se
conseguiu, ficou claro, né? Então isso
isso é meio que resolvido. Aqui na
própria Bima com no projeto do piloto de
tokenização, não sei se tá claro, mas
acho que é bom passar. A gente tenta
resolver muito disso, né? A gente tem um
ativo, pegando o gancho do Gustavo, um
ativo tokenizado digital que é uma
debentry, e a gente tem o fundo
totalmente tocenizado digital. Uma coisa
que o Gustavo trouxe, que eu também acho
que é horrível a IUX, mas aqui a gente
resolveu também a IUX, né, que eu
costumo usar aqui na na BB chain, que é
trabalhe com blockchain para humano.
Humano tem que conseguir isso, não cara
operando uma tela preta com uma linha de
comando, [suspirando] né? Então põe uma
tela nisso, por favor, né? Põe uma tela
para que uma pessoa mais simples, como
consiga olhar e falar assim: "Ah, tô
vendo o fundo, tá? Tô vendo a cota, né?
Não precisa ter uma linha de comando."
Então, acho que passa um pouco disso,
tá? O mercado tá fazendo essa junção e
você tem uma eficiência natural.
Iniciativas dessa como a da BIMA são
essenciais, tá? Até para lidar com
questão de custódia. Ah, tem que ter uma
metamesk para custodiar, ah, Deus do
céu, né? Risco de vulnerabilidade e
outras coisas. Aqui um cenário desse
fica mais resolvido.
>> Boa, Leandro. As melhores perguntas vêm
justamente daí, tá? Então fique
tranquilo, é totalmente válido. Eles já
falaram o tanto o Gustavo quanto o
Carneiro já falaram deficiente desse
miolo. Talvez exercitar um pouco além
disso, né? Ah, tem uma infraestrutura
mais segura, mais eficiente. O que que
dá para fazer depois disso? E aí,
inevitavelmente vou ter que trazer
outras peças do Lego tecnológico. Tá
falando desta infraestrutura. Mas e se
eu tenho um processo inteligente para
otimizar minha distribuição?
programar tudo isso daqui e alguém
operar para mim, já que esses trilos
estão todos já
institucionalizados
e padronizados, porque não alguém
operando para mim automaticamente
é o futuro, né? Já vi algumas startups
já otimização de portfólio, já lendo o
que você tem, já redistribuindo, já
explorando e com certeza quando conectar
essa outra peça que eu nem falei o nome,
mas vocês devem imaginar qual que é, vou
evitar ficar falando muitas vezes,
inteligência artificial. Quando eu
conectar essas duas coisas, que que sai
disso? Qual que é a experiência que sai
disso daqui? Basicamente eu vou
conversar com o meu portfólio e pedir
para ele reajustar baseado no meu
perfil.
Então, tempo de resgate, eficiência, a
gente tá vendo eh eh money market fund,
etc. pra gente é outro contexto, mas
próximo passo é toda essa jornada, já
que a gente tá falando de eficiência, a
gente tá falando também de automação e
de programabilidade em cima disso.
>> Obrigado. E Leandro, e quem mais tiver
interessado também, o Gabriel que é da
Verte, tá no nosso no nosso projeto de
tokenização, fez um comentário aqui
também bem legal. Eu não vou ler, tá
aqui. Eu acho que eu recomendo que vocês
leiam o comentário dele sobre, né, sobre
esse tópico também, tá? tá bem claro
assim de algum dos benefícios que esse
processo traz pra gente. Eh, Marcelo,
por favor, pode fazer sua pergunta.
>> Obrigado aí. Eh, bom, primeiro, parabéns
aí, Ambima, aí pelo pelo webinar aqui.
Acho que tá sendo uma discussão muito
muito rica, né? Eh, não, o o ponto que
eu tô trazendo, assim, acho que todas as
discussões foram ótimas, a gente sempre
questiona eh determinadas inovações,
alguns até demonizam e muito em função
assim, né, dos atores que utilizam essa
essa inovação. Então, a gente vê casos
aí de desvios, quebras de exchanges, né,
no exterior. Acho que o, talvez, o caso
mais eh eh notório lá foi o da FTX, pelo
tamanho dos prejuízos aí que se
causaram, mas o ponto é esse risco, ele
não é inerente, né, de uma nova
tecnologia, de uma inovação, ele já
existe. Então é só a gente pegar o
episódio, né, do Banco Master, que tá aí
eh dioturnamente aí nos meios de
comunicação. E aí nós estamos falando,
então, vamos dizer, né, de a a o velho
sistema financeiro que não, né, não teve
aí o monitoramento, as salvaguardas
necessárias para evitar que isso
acontecesse. Então eu acho que os pontos
que foram colocados aí pelo Gustavo
Naan, o Carneiro, né, com relação assim
a à tokenização, eu escutava o Warren
Buffett falar que acho que o grande
mérito do do do,
né, da da do Bitcoin foi ter trazido a
tecnologia blockchain, né, que
possibilitou tudo isso que a gente tá
vendo. Então, eh, uma forma de se
guardar a informação de forma
descentralizada, que traz mais segurança
pro processo, mais rapidez. Acho que é o
ponto aí da questão anterior do Leandro,
né? O que que o o que que se ganha? Se
ganha justamente na na rapidez dos
processos. Eh, você pode eliminar, né,
uma série de de etapas, enfim. E aí,
como acho que o Gustavo colocou, eh, pô,
se eu tenho dinheiro num fundo de ação e
esse,
>> Marcelo, você ficou no modo,
>> Marcelo, você deve ter apertado a barra
de espaço, gir
>> Ah, desculpa, eu eu [risadas] apertei.
Não, aí
>> a partir do fundo de ação você mutou.
>> É, não. E aí você tem o fundo de ação,
tá aplicado em Petrobras. E se a
Petrobras varia de preço ao longo do
dia, por que que eu não posso ter o
valor da minha cota? não só diariamente,
mas no próprio intraday, né? Então acho
que isso é innegável. Aí a questão que
se vem é que não precisa ter uma
regulação. De fato, essa regulação
aconteceu, né? Em 2022 veio lá o a lei
14478, que é o marco legal, né, do dos
criptoativos, né? E aí o Banco Central
eh tomou, né, as rédias desse processo,
fez uma consulta pública, soltou no
final do ano passado os normativos, né,
eh aí disciplinou, né, a atuação, né,
não só termos, definições e atuação aí
desses atores, corretoras, exchanges e
custodiantes, né? E aí o, mas o ponto
que eu queria trazer para vocês, um
negócio que eu vejo na, na 14, eh, 478,
né? E eu não sei se isso foi um erro de
redação, mas o que que ela fez, né? Ela
ela tem lá no artigo 3 dela que ela
considera, né, que o ativo virtual é
representação digital de, né, qualquer
valor que pode ser negociado ou
transferido por meios eletrônicos, etc.
e tal. Só que ele faz uma exclusão nesse
artigo, nesse artigo três. E aí ele
exclui da definição desse marco legal
moeda nacional, moedas estrangeiras, uma
série de coisas, tá? Ele vai nomeando
isso no nos incisos. Depois eu colo aqui
para vocês todos comentarem, mas ele ele
ele exclui, por exemplo, eh
representações de ativos cuja emissão,
escrituração, negociação já seja
prevista eh eh, por exemplo, em mercados
regulados. Então, eu entendi quando eu
leio esse artigo três, né, e eu não
consegui ver ninguém até agora que me
deu uma boa eh explicação a respeito,
né? Eh, se no final das contas vai uma
stable coin aos olhos, né, dessa da
regulamentação brasileira, ela tá
excluída, legalmente falando, a moeda
nacional até entendo, porque o Drex ele
era para ser, né, a a e aí foi um
negócio que todos os bancos centrais
buscaram puxar para si para justamente
ter o controle das suas moedas, né, eh,
né, na medida que elas pudessem ser
negociadas eh em wallets, né? Então você
criou lá o o token da sua moeda e aí
esse token tá lá em wallets, ele tá
começando a ser negociado, né? Mas o
ponto que eu trago para vocês é eh me
pareceu uma uma contradição eh o próprio
texto legal ter excluído uma série de
coisas, por exemplo, as moedas eh
estrangeiras e esse inciso quatro aqui,
que para mim exclui eh debentores,
exclui cotas de fundos, enfim, quaisquer
ativos que já estejam eh tratados dentro
de um mercado regulado.
Eh, eu não sei se você consegue
responder, carne, tá? Tá bom.
>> Acho que a a pergunta ela é complexa,
mas a resposta ela é relativamente
simples, né? O que o regulador tenda
nesse cenário falar assim: "Olha, eh, e
pensa que a gente tá em 22, eu não sei o
todo, nem sei todas as respostas, mas
para tudo que já existe,
a forma determina, não é a tecnologia".
Então, se um negócio é um valor
mobiliário, ele já é um valor
mobiliário. Não é porque você colocou no
blockchain ou colocou no banco de dados
em Oracle ou no banco de dados SQL, que
isso deixou de ser um ativo mobiliário.
Então, em vez de eu criar uma nova
regulação,
a regulação que vale é a mesma,
porque senão teria que mudar toda a
constituição para não dizer outra coisa,
né? Então, a a forma desse artigo, o que
que ele tá tentando introduzir, se é que
eu consigo te te atender na sua demanda
é: olha, tecnologia não sobrepõe forma.
Então, se algo já tem forma, já tem, né,
a história tem cor, né, tem cor de
cavalo, pelo cavalo, cara de cavalo, é
cavalo.
Não adianta você mudar e põe outra
tecnologia e falar assim: "Não, isso
aqui não é cavalo não, isso aqui é é
zebra". Pintar diferente, falar que é
zebra. Então, basicamente, o que ele
tenta aqui, além de questões
macroeconômicas, que a gente não vai
entrar aqui nesse detalhe agora, é
basicamente essa abstração da
tecnologia, tá? Então, se a coisa é o
que ela é, não é a tecnologia que mudará
ela. Eh, você está fazendo a mesma coisa
uma nova tecnologia. Por exemplo,
ninguém nunca perguntou, né? Ninguém
nunca deve ter perguntado aqui e falou
assim: "Poxa, eu trabalho na gestora
tal, qual que é o", mas lá é o banco de
dados é X ou Y Z. lá eles usam a
tecnologia X, Y, Z. Não, você tá
preocupado com ativo, a forma e a
regulamentação. Então, o que que tá
sendo tirado aqui? E, é claro, essas
coisas evoluem. Ele tá basicamente
declarando para você, olha, o que já tem
forma, já tem regulação, já tem modelo
estabelecido, eu não vou mexer. Você só
tá utilizando aqui uma nova tecnologia
para trabalhar nisso. É uma posição
conservadora, pragmática, como o
regulador deve ter. Eh, e as coisas vão
evoluindo. Depois disso, você vai ter
diversas orientações e o pessoal colocou
aqui, né, vai vindo outras notas, outras
regulações, outras outras eh outros
complementos normativas que vão
ajustando esta forma da necessidade das
novas tecnologias,
tá? Mas a essência deve se manter, né?
Então, eh, quando a gente pega moeda, no
Brasil, moeda estrangeira é considerado
câmbio. Então, ele tá tentando manter a
forma, mas isso é uma discussão longa
que a gente vai passar provavelmente em
outros capítulos aí da jornada.
>> Legal. Obrigado, Carneiro. E a gente vai
ter essa discussão sobre regulação mais
para frente, tá, pessoal? Então, a gente
vai ter um encontro só sobre regulação.
A gente deixou bem mais para frente
mesmo, até porque, né, a gente vai
entender um pouco como isso evolui ao
longo do ano. Eu vou fazer uma primeiro,
tem uma pergunta aqui do
hã
eh, uma pergunta meio aberta do Luís
Fernando. É isso, Lucas. Tô meio Luís
Fernando, teria como trazer um exemplo
real do que estão explicando? Luiz, como
você fez a pergunta e tinha, a gente já
falou muito, só dá um, se você conseguir
especificar melhor exatamente de que
exemplos, né, do que que você quer
exemplos, a gente volta na sua pergunta.
Mas o Thiago também fez uma pergunta
interessante aqui. No mercado
tradicional a gente já tem riscos
clássicos, né? Conflito de interesse,
marcação, precificação incorreta,
enquadramento dos fundos, suitability. A
gente tem os riscos, né, que são
inerentes, os conflitos, riscos são
inerentes ao nosso mercado, né? Ele tá
perguntando esses num ambiente de uma
infraestrutura tokenizada, esses riscos
se mantêm? Eles mudam de natureza? Eh,
quais desses riscos são mitigados por
essa nova estrutura? Não sei se dá para
falar que algum vai ser eliminado, mas a
gente pode pensar, né? Eh, e quais são
os novos riscos que surgem quando a
gente migra para uma infraestrutura
tokenizada? Então, tem vários aspectos
aí, né? Como esses riscos mudam, se tem
novo, se tem algum que desaparece. Acho
que se vocês puderem abordar os três
esse tema, achei bem interessante a
pergunta do Thiago.
>> Amanhã, Gustavo, querem ir? Eu consigo
puxar alguma coisa do projeto aqui,
>> tá? Eu não sei também o Luiz, eu vi que
o Bid falou se quer abrir e explicar
também, porque ele emendou duas, né? Do
Thiago e do Luiz Fernando.
>> Do Luiz, eu sugiri para ele especificar
aqui, a gente faz depois. A gente pode
começar.
Pode ir, pode ir, Carneiro Gustavo.
>> É, eu vou tentar entrar um pouco mais
aqui na questão do do projeto, tá?
Existe uma série de de os riscos eles
existem porque grandes partes deles são
inclusive de natureza humana. Então,
todo o risco que você entender que é de
natureza humana, ou seja, a pessoa agiu
de uma fé e tentou fazer alguma coisa e
não imputou informações inverídic
verídicas dentro de um sistema, isso se
mantém porque isso é inerente, né, a à
natureza ali. É, mas por exemplo, quando
a gente fala em fundos, que acho que que
ele trouxe aqui, né, enquadramento de
fundos, suitability e uma série de
outros processos que hoje existem,
enquadramento e desenquadramento do
fundo, eh isso já está sendo tratado no
piloto de tocanização. Então, desde
questão de enquadramentos,
enquadramentos, suitability e algumas
outras características que hoje você faz
a operação e descobre depois que essa
operação tá desenquadrada, que o fundo
tá desenquadrado, que o cability não tá
adequado, isso é mitigado porque isso já
ocorre na transação em si, tá? Ah, então
eu eu não consigo te dizer quais são
todos os riscos tradicionais que
existem, mas eu consigo te dizer que
grande parte dos riscos são mitigados.
Isso já é um ganho de eficiência e
também de mercado. A observabilidade
também fica mais eh clara, né? Então,
por exemplo, você pode ter um um cenário
hoje de tempo de divulgação até aquilo
acontecer. Vou dar um exemplo. O fundo
desenquadra hoje. Você colocou um fundo,
colocou um ativo, seu fundo
desenquadrou. Pode ser que você demore
30, 60, 90 dias pro
regulador ter alguma ação sobre isso,
porque ele vai esperar mais um mês para
mandar relatórios e coisas do tipo. Isso
agora tá online.
O regulador pode estar olhando para
aquilo ali online e automaticamente
chegar para você e falar assim: "Ó, você
tá desenquadrado, aconteceu alguma
coisa? Tá tudo certo,
ó. Aconteceu e é isso mesmo. O ativo tá
marcado a mercado dessa forma. Eu tô
indo por esse caminho, mas eu vou
reenquadrar então o período ou vou mexer
no fundo. Então existe uma uma
eficiência muito grande nesse cenário,
tá? Eh, então vários deles passam a ser
realmente mitigados com essa nova
infraestrutura.
E quando a gente pensa em novos riscos,
ah, claro, resiliência de
infraestrutura, caminhos, o o conceito
que o Gustavo trouxe, né? Se o cara vai
ter autocustódia, não vai ter.
nível de ataque, riscos que
provavelmente, pelo que a gente tá vendo
no mercado, a custódia ainda vai ser,
né, ao menos no Brasil, a custódia segue
eh você tendo um custodiante por você,
mas isso são riscos que você traz novo,
novos, né? Poxa, alguém um um um em um
determinado local foi invadido e pegar
as minhas carteiras nesse local, é um
risco que você tem, tá? Então, a
carteira tá lá naquele cenário,
movimentação pode ser feita.
Então tem um ganho maior de riscos sendo
mitigados do que de novos riscos
efetivamente aparecendo, tá? A leitura
que a gente tem dentro do que a gente tá
observando no projeto hoje, olhando
novamente para um projeto que olha pro
mercado regulado, olha paraa visão
institucional, eu não tô aqui explorando
puro, né, que é tipo tudo pode ser
feito,
eh, como que tem um eh eh pouco a
seixas, né?
>> [risadas]
>> faz o que quiser, está tudo dentro da
lei. Não é esse o caso, que é o que
acontece no Defire tradicional. A gente
tá olhando pro mercado regulado. Então,
dentro do mercado regulado, a gente
observa esse esse ganho, maior redução
ah do que eventualmente novos riscos.
Gustavo, né?
Eu muito rápido, Gustavo, só quero, essa
é a minha crença, um dos riscos que a
gente pode trazer bastante eficiência é
risco de crédito. Uma vez que a gente
integrar trilho de liquidação das
operações com moeda toquenizada, alguma
outra versão com a infraestrutura de
tokenização de ativos, esse risco de
crédito de que eu transfiro, mas eu
espero alguma coisa, isso é imediato.
Então eu tenho particularmente uma
crença muito grande que o dia que a
gente unir essas duas coisas, isso daí
rende, desce para zero. Claro, uma coisa
é linha de crédito para poder ajudar um
cliente, é parte de um numa linha de
negócio. Mas no frigir dos ovos, o
famoso DVP,
escuta várias vezes, eu acho que a gente
vai escutar algumas vezes nessa jornada
que é delivery versus payment, eu
entrego e eu pago. E isso só acontece se
os dois acontecem ao mesmo tempo. Se uma
perna falha, falhou tudo, volta. Então
essa é um dos riscos que a gente pode
mitigar e resolver de uma vez por todas.
>> É, é, eu eu acho, eu concordo. Eu acho
que é risco de crédito com risco
operacional ca muito. Eu acho que essa é
esses são as dois principais aí que a
gente cai. Risco de infraestrutura e
cyber security. Eu tenho mais dúvida aí
como é que a gente como é que a gente
vai atuar. Acho que esses são os dois
riscos a gente foi, sei lá, na minha
visão, tentar consolidar isso aí.
>> Legal. Obrigado. O Luiz especificou
melhor a pergunta dele aqui, né? É o que
ele tava falando na hora que ele fez a
pergunta, a gente tava falando em
redução de custo, mais velocidade,
disponibilidade, acesso, mas a gente não
deu ainda nenhum exemplo de uso real da
de tokenização, né, da tokenalisia
tecnologia blockchain no nosso mercado,
que mostre isso. Eh, temos exemplos, né,
a gente já tem uso, casos de uso, eh,
que mostrem realmente que, né, que tem
mais velocidade, que o custo cai mesmo,
né? Eh, a gente pode dar exemplos pro
Luiz.
>> Posso, posso posso começar? Acho que
tem, acho que já citei o exemplo da
Exime, por exemplo, né? Você criar um
fundo, OK, não é regulado ainda, mas
você já consegue colocar a regulação em
cima do operacional deles, né? Então,
assim, já consegue resolver isso, né?
Inzim tem tem isso aí e tem várias
outras, né? custo operacional muito
baixo. Você tem várias tokenizadoras no
Brasil que já tokenizaram debent, já
tokenizaram Fidic, já tokenizaram a
parte de a a recebíveis, né, que torn
barato operacionalmente para ser feito,
né? Ah, e todas essas vantagens que a
gente ah que a gente tem. Então, assim,
você só pegar no Google aí tocanização
de debentory, tocanização de coisa, você
vai achar vários projetos aí tá no
Brasil. Eu não vou aliviando citar uns
aqui para não ficar deixar outros sem
citarem, porque acho que tem muita gente
testando e muita gente fazendo coisa
interessante nesse nesse sentido. Então
assim, e aí eu só queria ampliar um
pouquinho também negóci falando de
mercado financeiro aqui, né? Mas isso
aqui também não se restringe a mercado
financeiro, né? tokenização de ativos
agrícolas, por exemplo, tem muita coisa
sendo feita em tokenização ah de soja
para negociar soja diretamente, fazer a
a liquidação automaticamente via stable
coins com a China, por exemplo. Então,
assim, você tem vários projetos sendo
tratados que não são só mercado
financeiro ali Cord de tentar fazer
recebíveis, fundos, etc., né? Então,
assim, a essa tecnologia, essa
infraestrutura é uma infraestrutura que
ela não é só financeira, né? Então
assim, a gente tende a a minimizar e só
comparar com infraestrutura financeira e
essa nova infraestrutura que tá vindo,
mas tocenização vai ter tocenização de
identidade, né? Então assim, é assim,
como é que você vai atestar que você é
você mesmo no campo digital, né? Ele
pode ser pode ser um token ali dentro,
né? Então assim, dentro daquela
infraestrutura. Tem, abre muita coisa
aqui para para ser feita e já tem muitos
casos sendo feitos, tanto no Brasil
quanto aqui fora.
>> Eh, vou pegar o gancho do Gustavo para
aterriçar ainda mais, tá, Luiz Fernando?
E muito legal a pergunta. Tomemos
mercado de dívida privada como exemplo.
Vamos pensar na ponta de operação de
originação.
Eh, consigo oferecer uma tokenização que
10 milhões, 20 milhões de dívida
privada, independente do do instrumento
financeiro. Não quero entrar nessa nessa
nessa seara. Ah, na média Selic, SELIC
mais 6 tradicional no mercado. Consigo
oferecer Selicinação
usando tokenização.
Por quê? Porque é mais barato, porque eu
consigo otimizar o registro disso. E na
outra ponta, na distribuição, bom, antes
um investidor normal não teria acesso a
esse tipo de de dívida privada, né?
Porque ele que na verdade o investidor
que vai fazer o funding disso, ele não
teria acesso a 10 milhões, 20 milhões.
Mas e se eu fracionar isso e dar uma um
pedaço dessa dívida e distribuir isso,
eu vou poder oferecer essa remuneração
com os devidos riscos, claro, porque é
uma dívida privada, mas esse essa nível
de remuneração seria que mais ex depende
daí do processo de estruturação para
esse outro investidor que nunca ia
comprar uma um pedaço ou totalidade
disso, ele poderia ter acesso. Então,
democratizar investimento
é uma possibilidade, é um arranjo que já
existe no mercado, já existe essa
estruturação e aí todo o debate sobre
papéis no meio do caminho disso, mas
originação e distribuição, as duas
pontas tem que ser atrativo pros dois,
senão não fecha tudo isso daqui.
>> Obrigado, pessoal. Vou abrir aqui para o
Alexandre que tá aqui na fila.
Sauda
saudações meus irmãos. Tudo bem?
Gratidão pelo evento Bima. Sou
Alexandre, sou da Carbon Trilabs.
Estamos aqui trabalhando há 3 anos na
tocanização de créditos de carbono. Eh,
também somos candidatos aí no projeto
DLT da BIMA a tocanização de Dentores,
né? Eh, sempre também apoiando, né, o
desenvolvimento. Então, estamos nesse
estudo aí desde 2014, quando eu ficava
tentando entender porque Bit podia virar
dinheiro, né? E aí aquele boom de 2018,
falei: "Nossa, é, 2018 teve aquele
entendimento realmente da força que é o
Bitcoin". Eu assim, eu acho fantástico o
Ambima protagonizar esse movimento,
apesar da do falecimento ali do Drex,
foi uma um grande passo naquele momento
da discussão da da aproximação do
estado, né, e da toquenização. A
tocenização tem fatores aí muito
importantes. Eu gosto de trazer primeiro
o conceito de de internet, de web,
porque tem um movimento dentro da
blockchain mundial chamado web 3. E a
gente traz aí o sentimento da
propriedade intelectual, que avança
depois do grande bom da internet, do
grande avanço do Google, do Facebook, da
propriedade intelectual, que a fundo a
gente sabe que o romanticamente falando,
o Bitcoin ele traz essa esse conceito e
ele é o o grande a grande essência da
blockchain, né? E hoje a gente aqui
discutindo toquenização, o mundo já tá
em RW, já foi avançada a toquenização.
Então, a nossa corrida
desenvolvimentista na na questão da
tocanização, ela tá atrasada por conta,
primeiro acho que esse dessa escolha do
Brasil por conta da o Andrélio foi quase
cirúrgico ali quando ele trouxe que um
problema conceitual
e a blockchain traz essa solução e todas
suas seus arcabulsos que é da questão da
confiabilidade, né, que os smart contes
conseguem superar a limitação humana
ideológica ou moral, que geralmente tá à
frente das instituições, como foi bem
lembrado. aí do banco masc geralmente
ali um uma corrente ideológica, um
pensamento econômico diferente afeta a
distribuição do patrimônio, né, e dos
ativos daquela instituição YX, né? Então
assim, a minha a minha minha compreensão
nesse momento é que a gente possa
acelerar os processos, né, através de
experiências que nem a Bima tá fazendo
com debentores, abrindo entre os
arcabolsos, frentes que criam testes,
né? eh na relação institucional com a
tocenização como alternativa real, né,
para de fato a gente criar experiências
reais diante do Estado, diante das
instituições financeiras, né, por ser
um, né, excelência na representação das
instituições financeiras, é o grande
passo fantástico que a gente pode dar aí
nos próximos 5 anos para conseguir
materializar a tua organização e já ir
para outros para outros eventos que a a
própria blockchain no mundo já avançou
como organizações descentralizadas. como
alternativa para salvar empresas. Eu fui
embaixador de uma black chamada Airda,
quase faliu. A comunidade tomou conta,
reconstruiu seu contrato inteligente,
salvou uma empresa. É um modelo que
poderia salvar diversos modelos
econômicos e instituições do Brasil que
t problema de fluxo de capital e entre
outros, né? Então acho que assim, sempre
pensando sempre na propriedade, o
direito de propriedade tectual que
nenhuma outra instituição hoje pode
permitir ainda, eh, existe terceiros,
depende dessa custódia de terceiros, né?
E a gente tem essa alternativa de dar
essa propriedade intelectual pro autor,
pro proprietário, né, do seu ativo, né?
E a gente já deve est começando a a
discutir dentro da RW, real world
assets, porque ele é o fracionamento, é
o avanço da própria tocanização, né? Eu
deixo essa sugestão também para a gente
trazer esse tema para dentro da ANBIMA
dos RWAs, porque ele também acelera, ele
fraciona, ele aumenta essa participação
dos dos personagens que constituem ali a
cadeia econômica. E lembrando tudo que
nós estamos estudando o carbono, a nossa
solução não tá nem na no ativo
financeiro, tá na rastreabilidade, por
exemplo, como o Gustavo tava falando,
que ela vai além do da das finanças, né?
A rastbilidade é uma grande ferramenta
que a blockchain traz para nós, né? E a
tocanização, vamos dizer que ela é uma
ferramenta para garantir isso. Gratidão,
meus irmãos.
>> Obrigado, Alexandre. Eh, pessoal, só vou
a chamar atenção para você. Primeiro eu
queria agradecer ao Marcel e ao Gabriel
que estão fazendo um trabalho ótimo aqui
no chat, respondendo coisas pra gente.
Obrigado, Gabriel. Obrigado, Marcel.
Ambos estão ajudando a gente no no
projeto de tokenização da BBIMA. eh,
super parceiros e estão aqui ajudando no
chat também a respondendo algumas
dúvidas já. Eh, Leandro, por favor.
>> Na verdade, eu quero trazer agora também
brevemente eh eh o que eu compreendi de
muito do que foi respondido da minha
primeira pergunta e do que foi
esclarecido nas demais sobre a questão
da praticidade, tá? Eh, até agradecer
também a a ao Gabriel Braga aqui, que
fez uma contribuição muito bacana, que
me ajudou também com o entendimento, e é
sobre o seguinte, por exemplo, ele
comentou ali no chat a respeito da
questão do mercado financeiro funcionar
em Silos e a gente tem ali custodiante,
emissores, etc., cada um com seus
sistemas próprios. E aí, eventualmente
alguém busca tentar eh concentrar essas
informações, né, e eh resumir essas
informações e o erro humano ali grita,
né, em erro de dados e etc. E aí, na
prática, eu tenho visto acontecer uma
coisa, especialmente esse ano, eh,
fazendo aqui as declarações de imposto
de renda dos clientes que eu atendo, que
é justamente a
a a não assertibilidade de algumas
informações por meio de veículos
distintos a respeito de um único ativo.
Então, por exemplo, eu pego ali o
informe de rendimentos da corretora,
pego o extrato de rendimentos que uma
ferramenta de consolidação de dados da
corretora da B3 paga por esse cliente,
traz e percebo divergências importantes
em relação ao preço do ativo, preço
médio e etc. Então, eh, é bem primitiva
e básica essa minha pergunta, tá clara
para minha resposta até, mas muito
possivelmente a tokenização vai trazer
uma solução muito grande para esse tipo
de atividade. Por exemplo, quando
aproveitando uma fala que o Gustavo
teve, né, de por que que eu vou ter eh
só preço de fechamento se eu posso
entrar a qualquer horário ali e ter um
preço da minha cota para fazer a minha
negociação? Então, na prática, a
tokenização vai trazer uma solução do
tipo, eu não vou ter esse tipo de
divergência por erro humano nas
informações de algo que é tão valioso
para eu informar ali na receita, que é a
posição de um ativo de um cliente, o
preço médio de aquisição de um ativo e
etc.
Pô, eh,
>> delicado. Vou, vou, pronto. Minha
resposta é sim e não. [risadas]
Ah, eu acho você tocou no pó organização
ajuda muito. Talvez essa parte de ah se
se você não ajustar o fluxo antes de
saber quando você precisa do dado e que
horas e qual que é o fechamento e se
esse fluxo antes não tiver arrumado,
cara, lixo para dentro, você entra com
lixo, sai com lixo, né? Então assim, ah,
eu acho que é tão simples quanto isso.
Ela é um sistema automatizado que vai
ajudar muito nessa automatização, mas se
você não tiver esse fluxo bonitinho para
colocar lá dentro, cara, vai sair
porcaria do outro lado, tá? Então assim,
a acho que é um pouco isso e a gente vê
muito disso sendo feito em a em alguns
projetos, por exemplo, eh recebíveis,
por exemplo, você tem várias empresas
ainda que trabalham com fando de Excel
para ficar batendo recebível ainda, por
incrível que pareça, assim, acho agora
da década de 90, os caras ficam batendo
recebível com o plano de Excel, surreal.
Então assim, cara, você precisa arrumar
isso daqui para você tem o tokeniza
tudo, bota tudo, todo, cada coisa em um
token, etc. e bate os token já
auditável, etc. Dá para fazer isso,
cara, mas não vai querer botar panel de
Excel na na direto no em blockchain
porque não vai dar vai dar ruim, né? Não
vai dar certo. Então assim, acho que tem
muito trabalho que você precisa ser
feito antes também. Isso vai um pouco
até que sempre fala, blockchain resolve
muita coisa, ela pode ajudar muita
coisa, mas também cara não é não é não é
não é solução mágica do tipo resolve
tudo, né?
É, eu acho que o Nean trouxe um ponto
ali, né? Integridade dos dados e
qualidade, né? Acho que uma uma das
coisas que tem um termo, né? Que se
usava antes, que era o trust protocol,
né? Então [limpando a garganta] você tem
um um blockchain DLT como um conceito de
um protocolo de uma verdade
compartilhada. Talvez esse seja eh o
maior valor que a gente não fala, né? Um
protocolo de uma o poder de uma verdade
compartilhada. Então você pode ter lá
num determinado dia uma, vou dar um
exemplo aqui, o fechamento de cota numa
na numa DLT aqui, por exemplo, na
estrutura da BIMA. Naquele dia tá
cravada aquela cota. Isso não vai evitar
que seja lá por algum motivo alguém te
dê um número diferente, mas você tem um
ponto de auditoria centralizada e
compartilhada.
Você tem uma verdade compartilhada.
Olha, e aí você vai poder olhar e falar
assim, ó, pô, pera aí. Por que que aqui
no a cota do fundo para todo mundo nessa
data tá este valor? você tá me
informando esse. Ops,
ainda vão existir sistemas internos,
ainda vão existir divergências.
Eh, o mundo não é totalmente on chain on
ledger, né? Ainda existe off ledger,
isso é importante estar no radar, tá?
Eh, mas o fato de você ter um ponto de
compartilhamento de verdade já é muito
poderoso, porque hoje você, a pergunta
que você deve passar é assim: "Pô, mas
quem tá certo,
né? É rar e acontece sempre, né? Mas
quem tá certo, né? Aí na dúvida tem
aquelas pessoas que escolham assim, ó, o
que for mais favorável para mim, que vou
adotar que tá certo. Espero que não, né?
Eh, mas se você trabalha com estruturas
mais organizadas, orientadas, como essa
que a Bima tá propondo ao mercado, você
tem ali um cenário
interessante para olhar.
Quer fazer algum comentário? Podemos
seguir? Não,
>> não, não podemos.
>> Alan, por favor.
Legal. Muito bom, gente. Só gente de
muita qualidade, né? Contra um bom
mesmo. Ânimo extraordinário, grandes
contribuições. Eh, eu sou um cara de
mercado, tô fazendo agora mestrado
profissional em administração e eu
queria lembrar um caso de você com vocês
aqui para fazer uma pergunta, tá bom? O
caso é de um de um professor nosso aqui
do Brasil aqui de Minas Gerais,
eh, professor Niv, ele escreve um paper,
publica lá fora do país e tal, e aí os
fundadores do Google vem até Belo
Horizonte e tudo mais para conhecer
melhor aquele código que ele tinha
publicado. Ele era professor de ciência
da computação. E de repente decide fazer
uma uma proposta e compra a patente
daquela daquele paper, daquela solução,
daquele código que ele desenvolveu, que
era o Spark, né? Aí o Google até faz uma
uma uma sede lá em Belo Horizonte em
face dessa negociação assim, eh teve
vários cases assim, né? Por que que eu
tô lembrando desse caso? Para entender
com vocês, eh, na China, no Japão, nos
Estados Unidos, é muito comum o mercado
faz o que nós estamos fazendo aqui com
os órgãos reguladores, essas trocas,
essas construções, que tudo mais, mas
com uma participação muito significativa
da academia Stanford, Maiti, essa coisa
toda. E queria ver com vocês como vocês
vêm esse projeto piloto eh com a
participação de pesquisadores, eh,
trazendo validação científica pro que tá
sendo feito, né, e contribuições nesse
sentido, tá bom? Lembrando esse case aí,
Bom, eu posso, eu vou jogar essa pro
Billy, né? Essa é do Billy. Acho que é
tava esperando destando destravar o
microfone aqui, porque essa é tua,
[risadas]
>> acho que a Bima tá aberta aí, Bel. É
contigo,
>> não é? Alan, a gente, né, a gente não
tem nenhuma restrição, né? Na verdade,
toda vez que a gente faz as chamadas
para todo para todo o projeto, tanto de
inovação, sustentabilidade e educação,
que são os três as três áreas que eu
lidero aqui na BIMA e que tem essa
característica,
eh, né, porque a gente fez uma rede, né,
na não a rede de tokenização, mas a rede
de inovação, a rede de sustentabilidade
da BIMA, era justamente porque a gente
entendia a necessidade de trazer para
perto da BIMA um novo ecossistema que
não era só composto dos nossos
associados, das instituições financeiras
associados na BIM, porque a gente
entende, olha, se a gente quiser é eh
que as startups se aproximem, que, né,
que a academia se aproxime e comece a
conversar com a gente, a gente precisa
de uma governança um pouco mais flexível
que permita essa participação. É por
isso eh que a gente eh colocou essa nova
governança. Eh, então assim, não tem
restrições, né? A gente já teve
inclusive no no ecossistema de inovação
lá da Unicamp, conversamos com alguns
dos institutos lá, né, alguns deles
estavam participando do DREX. Eh, o que
a gente, eu não consegui, eu não sei se
nos casos de uso que a gente já recebeu
tem participação. Eu acredito que sim,
se eu não me engano, a gente vai dar uma
olhada, mas assim, a gente não tem
nenhuma restrição. O que acontece que a
gente sabe que no Brasil isso não é
algo, né, alguns institutos realmente
têm alguma não a gente não existe ainda
essa conexão tão grande do setor privado
com os grandes centros de pesquisa. Eh,
mas tem algumas experiências, mas assim
do da parte da BIMA não tem essa
governança existe, né, das redes até
para que a academia possa se aproximar
da gente. Eh, eu confesso para você que
na área de inovação não aconteceu tanto
ainda, mas na área de sustentabilidade e
de educação a gente tem uma conexão bem
forte com o mundo acadêmico nos projetos
que a gente faz lá, né? Então, assim, a
porta está aberta, né? Eh, sempre eh a
gente tem ouvido todo o ecossistema para
para desenhar esse projeto.
>> Legal demais. Me coloco à disposição
aqui o Innova USP também, tá? Tô como
pesquisador lá.
>> Legal. Legal. Vamos conversar. Claro.
Eh, se não tiver mais pergunta, gente,
eu vou fazer uma última aqui para
eh para vocês, pra gente pra gente
encerrar. Eh, tá aqui na no chat. e
apareceu na tela de todo mundo a
pesquisa. Importante vocês responderem,
se tiverem comentários, eh, até pra
gente perceber que tem um pessoal que
tá, né, a gente fez uma o a gente
planejou algo bem básico, eh, já fomos
para perguntas, né, a gente já foi além
um pouquinho do que era básico, então a
gente pode ajustar as próximos os
próximos encontros, né, eh, de tudo isso
que a gente falou, né, a gente mencionou
um pouquinho, né, os benefícios, a gente
viu também eh os desafios que a gente
tem.
Eh, pensando um pouco, né, no aprend o
que que vocês esperam, né, quando a
gente tiver aqui daqui a 6 meses e o os
casos de usos todos eh vou vou refazer,
gente, a gente percebeu, né, muitas
pessoas perguntaram, tem casos reais,
né? A gente tem exemplos dos 39 casos de
uso que a gente recebeu, mesmo a gente
tendo restringido, né? A gente tá
falando de fundos e debentores, que são
produtos tradicionais e que já tem, né?
A gente recebeu casos de uso muito
sofisticados, né, Carneiro, coisas eh já
então assim, o que significa que as
instituições incumbentes, que todo o
ecossistema já está experimentando num
nível bem sofisticado, a gente não
recebeu só quero tokenizar uma debentor,
né? a gente tem coisas muito
sofisticadas, daqui a pouco vocês vão
receber eh os casos de uso que a gente
recebeu vão estar divulgados, vocês vão
perceber isso, né? Então a gente vai ter
muito aprendizado, sim, e um aprendizado
que vai além, né, de solucionar
problemas que a gente já tem no mercado
tradicional usando eh uma estrutura
tokenizada. Eh, queria dizer perguntando
para vocês, olhando não só o projeto da
BIMA, né, mas o que vocês têm visto no
mercado, o que que vocês acham que vai
ser a grande, né, no curto e médio
prazo, o que que mais deve evoluir nessa
agenda de tokenização, eh, né, olhando
aqui, vai lá, 2026, né, não vamos tentar
fazer futurologia, mas aonde vocês
enxergam esses grandes drives de
evolução dessa agenda de tokenização nos
próximos meses?
RW,
ativos reais.
>> Ah, obrigado, Alexandre, Gustavo, André,
concordam? Tem outras coisas?
>> Deixa, é, deixa, deixa eu puxar aqui. Eu
vou até aproveitar que eu já coloquei
lá. Acho que a gente precisa, primeira
coisa que a gente precisa tocanizar é o
dinheiro, né? Então assim que é o meio
de pagamento pra gente ter tudo. Então
vai vai ser viable coin, vai ser via
DREX, né, que ficou aí, vai ser via as
stable coins de reais que eu já temos
vários com o volume aumentando bastante
aí, né? Então assim, vai ser vestir por
co de dólar. Então assim, ah, eu acho
que a organização passa por essa
infraestrutura
que vai ser gerenciada pelo mercado
financeiro tradicional ou pelos
reguladores ou tradicional ou pelo lado
mais ah ah ah ah ah
permissioness, né, de sem aberto que
qualquer um pode entrar. Ah, você vai
ter que ter o dinheiro representado ali.
Então essa é o primeiro coisa. Eu acho
que a gente tá indo nesse caminho. Acho
que o ano passado, a a até o até 2024
você tinha uma discussão muito grande se
ia ser via Stable Coin ou via CBDC, né?
Então assim, basicamente Estados Unidos
em 2025 falou assim: "Vai ser stable
coin, segue o jogo, as stable coin de dó
estão explodindo, mas se ainda tem
alguns países e aqui na Europa que eu tô
a a o euro aqui tá indo para um caminho
mais CBDC, né? No Brasil ainda tem ali
outras discussões ainda como é que vai
ser tal. Parece que não vai ser CBDC
porque deixaram o dex de lado, mas não
tem uma stable coin ainda que tá
andando, tem algumas tentando, tal.
Então assim, eu achei aí vamos tocar o
dinheiro, tá? Isso aí vem vindo muito
forte no mundo. Acho que o Brasil vai
seguir nisso e esse ano se a gente vê
esse movimento de stable coins de real
também aumentando bastante. À medida que
a gente tem esse dinheiro tokenizado
dentro dessa infraestrutura, aí sim a
gente vai pros outros ativos, né? É
basicamente isso, porque não adianta eu
ter lá uma representação do meu imóvel,
uma representação do meu carro, uma
representação da minha debent meu CDB,
se eu não tiver o dinheiro para trocar,
eu não vou ficar trocando carro por CDB,
não vou ficar trocando debenter por
apartamento, né? Não é um negócio que a
gente faz isso. Por mais que futuramente
aí olhando lá na frente, eu acho que o
mundo vai ficar isso. Acho que o
dinheiro vai ficar menos. A gente vai, o
cara que é que nem eu brinco, né? Quando
trabalhava no Rabobank lá, visitar um
monte de fazendeiro de soja do Brasil. O
cara pensa em soja, né? Esse meu carro
custa dois carros, dois sacos de soja. A
minha fazenda custa não sei quantos saco
de soja. Então assim, a moeda do cara é
soja, então ele vai querer negociar tudo
em soja e depois as os DVs aí, né, na
que a gente tá falando que vai jogar
tudo de soja pro que ele quiser ali para
fazer. Então assim, só para fechar o
ponto, eu acho que a gente tá num
processo hoje de muita tocanização do
dinheiro. Esse acho que é o grande
movimento, né? Mas ele não é sozinho.
Acho que em paralelo a gente vem toda
essa parte de tokenizações de RW, de
ativos, de imóveis, de tudo que tá indo
aí meio em paralelo. Mas eu acho que o
dinheiro tem que ser o que vai ser o que
vai dar
para arrumar o ambiente para que todo
mundo consiga tocenizar tudo. Essa é um
pouco a minha visão.
>> Legal,
André.
>> Bom, a gente, o que a gente tem
observado no mercado são duas linhas,
tá? Acho que um pouco o Gustavo
explorou, que é o o dinheiro eh ele é
importante, então você vai ter que
resolver esse esse trilho de pagamento,
né? Eh, tem soluções sendo estudadas,
tem soluções sendo consideradas no até
para ter para todo mundo ter essa visão,
né? No projeto do piloto de tocanização
da BIM, a gente considera uma estrutura
já pré-existente, né?
Claro que ela vai evoluir, ela vai se
encontrar aqui em algum momento.
Eh, mas a gente olha também 26, né? 26
para 27, com uma natureza de
interoperabilidade.
A gente olha pro pro mercado, né? Não é
o André que tá falando, né? tem um
estudo gigantesco da SEC e e outros
players soltaram um estudo gigantesco
sobre isso. Então, você imaginar
qualquer coisa que você começa hoje que
não interopere ou se você criar a ideia
de qualquer coisa que eu sou o o Alfa e
o ômega, né, tudo vai estar aqui, tudo
vai falar comigo, eu serei o tudo.
>> Ah, a iniciativa da BBIM é muito
inteligente nesse sentido, né? Ela cria
uma rede para ativos regulados aqui,
começa a experimentar já tendo claro
que, ok, eu vou ter que falar com o
resto do mundo, né?
H, até isso vai muito além, né, usando
padrões, né? A gente tá falando de
padrões de normas globais, tem todo um
estudo que vai ser passado nesses nesses
encontros e para quem tá entrando aqui
no piloto. Então, a gente nasce com a
cabeça de Brasil pro mundo.
Entende? Isso é importante. Em vez de
você nascer com aquela coisa de eu serei
um silo, a gente nasce com a ideia de
Brasil pro mundo. Então, eu olho dois
pontos. Acho que dinheiro vai se
resolver, tá? tocanização de dinheiro,
Gustavo trouxe muito bem, vai se
resolver, queira ou não, eh, até pelas
movimentações que estão acontecendo
fora. Ah, e interoperabilidade é o marco
que a gente olha, tá? Falar legal, tenho
dinheiro, aconteceu, mas como é que eu
falo com o resto do dos cenários? O
Billy trouxe muito bem, né, assim, tem
cases sofisticados que entraram, então
acho que um pouco disso vão ser testado
nos próprios cases que entraram, tá?
Para quem tá aí com a ideia básica de
debentor e fundos. Debentory fundos
existe também, mas o pessoal trouxe
muita diversão para dentro dos cases.
Então a gente ao final desse ano, muita
coisa a gente vai ter testado eh em
cases que as casas proporam, os
consórcios propuseram, que já vai dar
uma perspectiva boa de mercado.
>> E a gente vai terminar aqui, vai ficar
curioso. É isso.
>> Não, essa intenção já est sótando e a
gente fica quais são casas, né?
>> [risadas]
>> Eh, Lucas e a Cris que são da nossa
equipe estão aqui com a gente, mas assim
que acabar a gente tá organizando a
divulgação toda para hoje ainda. Então
vocês vão saber e vocês vão notar que
tem coisas bem legais. É, Naian,
>> legal. Tô com Gustavo, dinheiro, tô com
Carneiro, parte interoperabilidade e eu
traduzo e fecho eh uma derivada disso.
Preocupação interoperabilidade é a
unicidade, porque são várias
infraestruturas. Então, como eu garanto
que realmente esse ativo é esse ativo
está vinculado
às garantias e que ninguém está
alavancando nada dentro desse
ecossistema,
porque é muito fácil pegar uma garantia,
vincular numa blockchain, pegar a mesma
garantia, ir lá em outra blockchain,
fazer outra emissão e eu fico
alavancando isso daqui. Quando a gente
vai ver se acontece um def, alguma
coisa, vocês conseguem imaginar
o o pepino que vai dar isso? Então isso
particularmente não é nenhuma tendência,
eu já levanto como um alerta, tá? Porque
é minha preocupação em projetos que eu
tô e eu entendo que a gente vai
naturalmente caminhar para isso, que é
risco, tá? Então fecho com essa com essa
nota aqui também. Obrigado.
>> Legal. Eh, só aproveitando que o Gustavo
já até deu a dica pra gente do livro,
né? A gente tem muita gente, vocês viram
que a gente tem pessoas de níveis de
conhecimento muito distintos, né? Eh,
vocês sugerem leituras, podcasts,
vídeos, né? eh que o pessoal que tá com
que ainda tem dúvidas básicas possam eh
passar o feriado de primeiro de maio,
por exemplo, né, para para se atualizar
um pouquinho. Eh, seria legal alguma
sugestão assim pro pessoal que quer se
educar um pouco mais nesses temas?
>> É, é. Pô, aí você deixou a bola quicando
para mim, né? Ô, [risadas] o
>> Acho que a primeira é o livro, né? Tá
aqui. Eu acho que esse é uma boa dica
para quem gosta de ler e tem o costume
de é uma forma de coisar. Eu acho que é
uma forma legal de ver. Ah, eu sou sócio
da FT Trender, né? Onde eu produzo
conteúdo, eu escrevo, faço vídeo, etc.
Então, é fintrender.com,
né? Então, entre lá, tem artigos sobre
tudo que você imaginar, tá? Então,
assim, entrevistas, o Naian, por
exemplo, já tenho uma entrevista com ele
lá no YouTube há tem uns dois anos já,
né? Sei lá quanto é que é, tem um tempo
já, é, faz um bom tempo. Então, assim,
tem entrevista com muita gente do
mercado no canal do YouTube, no site
tem, eu escrevo pro valor, escrever para
Infomânia, escrevo pro valor a cada 15
dias hoje, ah, com esse tema. Então
assim, tem muita coisa lá que dá para ah
para você ver. Ah, e com níveis
diferentes de aprendizado. Mas assim,
ah, eu acho que se tivesse que dar uma
dica,
obviamente eu sou viezado, mas acho que
o livro tem uma uma um fator bastante
importante, porque assim, ele organizou
o pensamento. Assim, eu fui colocar o
livro, você dá uma organizada do que que
é custódia, que que é Bitcoin, que que é
Ethereum, que que é EVM, que que é
blockchain, que que é, que que é L1, que
que é L2, um monte de coisas aqui que é
DVP, um monte desse blá blá blá, essa
sopa de letrinha aqui que a gente fica
falando aqui e e que às vezes a pessoa
não entende. Eu tentei colocar lá de um
jeito fácil. Ah, coisa que a pessoa
consegue entender e ver coisa. E tem
muitos casos de uso. Tem tem um capítulo
sobre como é que a blockchain vai
transformar indústria de fundos, como é
que vai transformar banco, como é que
vai transformar câmbio, como é que vai
transformar a agrícola, como é que vai
transformar o setor de telecomunicações.
Então, tem vários capítulos lá com
algumas coisas em relação a isso que a
pessoa também pode abrir um pouco a a
sair um pouquinho do financeiro e ver o
quanto que esse negócio vai mudar,
porque ela é ela é um pouco do que
alguém comentou aqui, acho que falando,
é o web 3, é uma é um é um web 3. Essa
infraestrutura não é uma infraestra só
de mercado financeiro, é uma nova
internet, né? Então assim, a internet,
essa internet do ah da confiança que a
gente vai poder colocar para tudo aqui,
identidade, qualquer ativo, qualquer
coisa que a gente queira, né? Então acho
que é é isso um pouco, mas fechando acho
que o livro e fin trender, acho que são
as duas minhas recomendações aí.
>> Nã deixou aqui no chat. André, alguma
sugestão?
>> Que que a gente tem tentado fazer, tá? A
minha recomendação é a gente publica a
cada quinzena ah uma newsletter no
LinkedIn, né?
eh, tanto o DCP como publicações
quinzenais na Exame. Então, a gente tem
a DCP que é digital spuls, ou seja, o
que que aconteceu no mundo e a gente tem
uma preocupação de olhar Europa, Estados
Unidos, Brasil e América Latina. Então,
se você acompanhar a DCP lá pelo
LinkedIn, você vai ter aí a cada 15 dias
uma atualização do que tá acontecendo,
né? Tem uma uma brincadeira que a gente
achou até jabutis, né, que é um termo
brasileiro, achando jabutis em outras
legislações, ou seja, o pessoal enfiou
no meio de uma outra legislação, não é
só aqui que isso acontece. Então o que
acontece a cada 15 dias, mais ou menos
ligado a Stablecoins, moedas digitais no
mundo, a gente tá acompanhando e publica
para vocês. E também a gente faz a
publicação quinzenal direto na Exame.
Então a gente tenta manter essa conexão
com o mercado e compartilhar tudo que a
gente tá aprendendo eh com o próprio
mercado, que é isso é super importante.
são DCP e exame. São dois locais onde a
gente tá sempre publicando
quinzenalmente conteúdo relevante,
quinzenal, mensal, a gente tá sempre
publicando alguma coisa relevante. Então
dá para se manter bem atualizado ali do
que tá acontecendo.
>> Legal. Pessoal, eu se vi que tem mais
perguntas aqui. Por favor, coloquem no
chat. Mesmo a gente encerrando a
reunião, a gente vai daqui a dois dias,
no máximo, mandar para todo mundo um
sumário do que a gente conversou aqui,
eh, e o link depois pro YouTube, onde
vai ficar essa reunião. E a gente também
eh se esforça para responder eventuais
perguntas que a gente não respondeu.
Luiz, a gente viu sua pergunta aqui,
diferença entre stable coin e Bitcoin.
Depois a gente manda para você eh, né,
do que qual quais as diferenças entre
esses criptoativos e as stable coins.
Nosso próximo encontro é dia 28/05. a
gente vai para uma conversa mais
específica de tipos de blockchain,
usabilidade, que é rede pública, rede
privada, rede híbrida. A gente começa a
falar um um pouco de coisas um pouquinho
mais técnicas. Espero vocês lá. Queria
de novo agradecer André, Gustavo, Na.
Muito obrigado eh pela ajuda. Espero que
vocês tenham gostado e contem com a Bima
nessa agenda. Obrigado mesmo.
>> Obrigado, pessoal.
>> Obrigado vocês. Prazer aqui. Obrigado.
Até mais. Ciao Co.
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