IFRS na prática: o case da Vale | evento IFRS S1 e S2 na prática, por Anbima e CEBDS
Sumário Regulatório
Apresentação do case da Vale em relação ao relatório IFRS por Helena Hermeto (Vale). O conteúdo fez parte do evento "IFRS S1 e S2 na prática: conectando investidores e empresas", organizado pela Anbima com o CEBDS, no dia 28 de abril, com apoio do iCS, do Climate Finance Hub, da Coopera Clima e do Instituto Itaúsa. Em uma manhã, nos aprofundamos nas normas IFRS: reunimos as empresas abertas (que terão que reportar as informações) e as instituições financeiras (que terão que ler esses dados) para debater juntos: - Como aplicar o mesmo rigor dos balanços financeiros aos dados de sustentabilidade; - Boas práticas para melhorar a qualidade das informações de sustentabilidade; - Ferramentas para reduzir riscos de greenwashing e fortalecer a transparência e comparabilidade das informações para investidores e para o mercado. Confira os demais vídeos da playlist e assista ao evento completo!
Transcrição e Conteúdo
Eh, bom, a gente começou conversando porque que a gente tá aqui, a gente passou por um mergulho profundo na norma, a gente passou por uma discussão de como ela tá chegando no mundo de verdade e agora a gente aterriza no mundo de verdade, tá? Eh, acho que o próximo passo eu queria pedir pra Linda voltar pro palco. Linda, por favor, ela vai moderar uma conversa com a gente agora...
porque que a gente tá aqui, a gente
passou por um mergulho profundo na
norma, a gente passou por uma discussão
de como ela tá chegando no mundo de
verdade e agora a gente aterriza no
mundo de verdade, tá? Eh, acho que o
próximo passo eu queria pedir pra Linda
voltar pro palco. Linda, por favor, ela
vai moderar uma conversa com a gente
agora com a Helena. Helena, por favor.
Helena Hermeta, é coordenadora em gestão
de emissões e descarbonização da Vale. E
assim, todo mundo fica perguntando,
gente, quem que fez isso? A Vale fez
isso, pessoal, né? Elena vai contar um
pouquinho pra gente. Obrigado pela sua
presença.
>> Obrigada. Delícia tá aqui compartilhando
um pouquinho dessa experiência.
Eh, eu trouxe alguns slides para para
conduzir a gente um pouquinho aqui,
contar como é que foi isso. Eh, e uma
coisa que eu gosto de falar, poxa, todo
mundo me olhando aqui, poxa, vale, já tá
super, né? Que conforto que eles estão
agora. Não é assim.
é uma curva de crescimento, né? Então a
gente, poxa, a gente começou lá atrás
entendendo que raios essa norma, vale
que adotar isso antecipadamente.
Não tinha um modelo pra gente seguir.
Eh, eu sou da área de sustentabilidade,
mais especificamente da área de mudanças
climáticas. Então, a gente teve que
começar uma paquera, um namoro com a
área financeira, com a controladoria, de
fato, completamente isoladas.
Então, poxa, você trabalha nessa
empresa, é fato. E hoje estamos
apaixonados, nos casamos, né? Obviamente
a gente trabalha muito juntos hoje em
dia, muitos desafios, eles cresceram e
aprenderam muito conosco e o mesmo nós
com eles. O que raios era teste de
imperma, né? Então, tivemos que aprender
isso tudo. Então, contar um pouquinho
disso é sempre gostoso. Bom, podendo
passar aqui, então aqui eu consigo
trazer um pouquinho da linha do tempo
para vocês entenderem que, poxa, a gente
vinha, assim como a Natura Fernanda
trouxe aqui há anos,
relatando, gerenciando nossas emissões,
reportando no CD, no CDP, isso tudo nos
deu muito conforto para na hora que a
norma chegou, assim, poxa,
fiz uma fizemos uma gap análises também
tá ali. 70% aqui eu tenho condição de
responder. Mal sabemos nós que o demônio
morava nos 30, né?
Mas fatos. Então beleza. Então tivemos o
primeiro casamento, gap análises, né? A
gente dentro da Vale, a gente entendeu
que valia mais a pena a área financeira
e a controladoria ser a governança FENAL
se for e assinar aquele relatório. Mas a
gente trabalhou, assim como a Fernanda
tá trazendo a experiência da Natura,
toda semana, toda semana tinha uma
discussão, poxa, porque a gente
precisava letrá-los e eles nos letrarem.
Então isso levou, né, vejo, a gente
começou esse processo de entender ali
mais ou menos em outubro de 23, dezembro
de 23, fizemos ali ao longo de 24 um gap
análises já entendendo que raios é
auditoria razoável. Vou falar um
pouquinho disso também. Então é isso. O
que facolitou essa adoção foi também
essa jornada.
Então aquele ponto que o Eduardo falou
de manhã é muito legal.
Não é o disclosure que vai puxar a
gestão, é a gestão que vai ser refletida
no disclosure no final do dia. Não
adianta, não corremos, corramos esse
risco de trazer coisas que a gente não
está muito confortável de trazer. Eu
acho que pode passar. Então, Eduardo já
trouxe, deu uma aula maravilhosa aqui.
Então, de fato, é a estrutura do TCFD
para o S2, né, e para o S1. Então, poxa,
como que é a governança em torno dessa
agenda? Como que a sua estratégia? E
esse é um ponto importante, gente. A
agenda climática dentro da Vale, ela
está completamente embebida no
planejamento estratégico do negócio.
Então isso também a gente já vinha nessa
luta lá dentro. Poxa, temos um
inventário robusto, declaramos ambições,
né? fizemos um convencimento de que,
poxa, estamos expostos a riscos e esses
riscos estão integrados na matriz de
risco da companhia, assim como todos os
outros riscos operacionais.
E ali oportunidades, afinal mineração,
nós estamos falando de minerais críticos
que vão super beneficiar uma transição
energética. Então, como fazer desse
limão uma limonada? Poxa, não é é um
negócio, né? Então é um pouquinho sobre
isso. Então aqui a gente, né, no
primeiro ano a gente e devemos para
clima permanecer com esses mesmos riscos
e oportunidades. Afinal eles carregam
uma maturidade, como o Eduardo falou, a
gente tem ali três riscos relacionados à
transição. Então, poxa, como que o meu
negócio está exposto à precificação de
carbono, as regiões, as curvas de preço,
né, aos ajustes de fronteira que os meus
produtos vão estar expostos, a
regulações, né, da navegação
internacional, a qual vale, por exemplo,
depende. Então, tudo isso muito
refletido e descrito nos nossos riscos
de transição e naturalmente fazemos isso
com base em cenários
pacificados, conhecidos. Então, Eduardo
trouxe aqui de novo e são os cenários
que a gente segue, né, da agência
internacional, da Oxford, do IPCC paraa
questão dos riscos físicos, tá? O quarto
risco aí atrelado a riscos físicos.
Então a Vale, ela já está exposta e
vivenciando
ocorrências.
Então temos lá várias histórias, o
descarregador,
uma torre de transmissão que torceu pela
força do vento. Então a gente já tá
vivenciando eventos extremos do clima.
como que a gente tá se preparando e
sendo resiliente e adaptando e pensando
os projetos e novos desenhos à luz dessa
realidade que já não é tão de médio e
longo prazo, ela já é, ela já acontece,
tá? E as oportunidades já trouxe um
pouquinho. Então, o que que foi
essencial paraa nossa primeira
divulgação?
Equipe multidisciplinar, Fernanda trouxe
esse ponto aqui também, né? e patrocínio
dos líderes. Isso foi fundamental, né?
Então, obviamente, a gente tinha ali,
né, um conselho, uma alta liderança,
entendendo que não era mais sobre
abraçar árvore, ser bonitinho, era uma
questão de negócio.
Planejamento e dedicação de recurso e
tempo, não vou mentir para vocês, há um
esforço, há uma mudança dentro da
empresa. não é somente a área de clima
de sustentabilidade e controladoria, mas
a envolvimento do planejamento
estratégico da área de riscos e
governança.
Necessidade de contato frequente e
próximo é sobre isso. Boa compreensão da
norma e seus requisitos. Então isso
também já foi dito aqui, antecipar
discussões e reflexões, né? Então a
gente teve esse benefício de, poxa, por
isso a gente quis ser early adopter
também pra gente ir ganhando um
pouquinho de maturidade e venda e
mudando de fase. Então entrem nisso
quanto antes. Sim, é preciso
aprofundamento técnico na menstruação
dos impactos financeiros. Então, lembra
dos 30 que eu comentei? A gente não
tinha maturidade de entender, poxa, qual
que é a minha a minha materialidade
impacto? É uma coisa.
minha materialidade financeira é outra.
E às vezes quando você traduz isso
impacto financeiro, você se surpreende
com algumas respostas. Como assim isso
não é material? E financeiramente não é.
Então, eh, é muito interessante esse
exercício. Pode passar pro próximo. Aqui
eu adorei a Fernanda já ter colocado o
bode na sala. Todo mundo sabe que esse é
o bode na sala. A auditoria razoável,
né, gente? Então assim, hoje
as nossas emissões, todo o nosso
processo, nosso relato integrado, ele
hoje ele é auditado na limitada, mas a
gente já está num processo de prontidão
paraa auditoria razoável, tá? Então, eh,
o Eduardo trouxe muito bem a diferença
entre um auditor dizer que nada veio ao
conhecimento dele e tudo está em
conformidade
é um salto imenso, né? É um salto de
cobrança e de robustez muito grande.
Eh, então aí a gente já pretende aí em
maio de 27 já trazer essa divulgação com
uma auditoria razoável. E isso tem todo
um processo já em curso com a área de
controles internos, com eh, né,
padronização de vários processos.
Imaginem a Vale, são várias vales dentro
da de uma Vale com culturas. a gente tá
falando de uma base consolidada, né,
conforme bem disse aqui, Osvaldo.
Então é isso. Eh, aqui e aqui eu trago
esse ponto porque assim,
sustentabilidade,
poxa, por que que de repente a gente tem
que passar para essa auditoria razoável?
Porque é auditoria aqui, dados
financeiros pacificamente é exposta. Se
eu tô levando informações para divulgar
dentro de reportes financeiros agora, é
natural que a gente tenha que ser
escrutinado com esse rigor e esse nível
de confiança.
Vejo com excelentes olhos isso, por eu
acho que paraa frente vai aparecer. Bom,
aqui só trazendo um pouquinho, né, então
de que essa jornada de responder
framework, questionário, de reportar, de
trazer transparência,
isso também gera um letramento interno
dentro da companhia. Isso tem um
benefício, não é só para fora, é para
dentro. e eh e nos permite isso nos
permitiu ir ganhando maturidade, né?
Entender nossos riscos, nossas
oportunidades, traduzir isso impactos
financeiros. Então esse processo ele é
muito importante. Ah, é só para ser
transparente, não. Isso é transformador
para dentro da companhia e isso reflete
para fora. Eu acho que pode passar aqui,
gente. É só um ponto assim, a gente não
faz nada desse relato e dessa divulgação
se não tem uma gestão robusta para
dentro de casa. Então, começa no
inventário, começa compreendendo muito
bem a própria companhia, aonde tá minhas
oportunidades, onde estão meus riscos em
toda a cadeia. Então, eh, é desafiador.
[roncando] Quem não faz inventário
comece, isso é a base de tudo. Sem isso
você não consegue fazer uma divulgação.
Eu acho que pode passar naturalmente
depois. Então eu acho que eu já passei
por isso, né, com, né, a gente tendo uma
gestão, conhecendo muito bem a empresa,
o negócio, os riscos, você consegue
declarar suas ambições. Isso é cobrado,
esse nível de transparência das
ambições. Então, essas são as as metas,
né, de médio e longo prazo da Vale são
desafiadoras, muito desafiadoras,
[roncando] até porque estamos num num
setor de conhecido como harit,
né, são eh eh carbono intensivos. Então,
nossas ferrovias, nossos caminhões,
todos, vamos dizer, fósildodependentes.
Então, estamos mudando todo esse
processo e isso é custoso, isso tem um
impacto de custo para as operações da
empresa. Mas, poxa, será que esse
mercado de carbono eu não vou ter o
mesmo custo? Eh, e numa fronteira eu
também não vou estar exposto a esse
custo? Quanto que começa a valer a pena?
Então, é aí que também tá a
oportunidade.
Acho que seguindo aqui um pouquinho,
pode clicar mais um. Então, essa curva
de trajetória, ela naturalmente ela é
poética, né? Mas,
infelizmente,
eh, então, naturalmente, a gente tem ali
escopos um e dois, a gente precisa
reduzir absolutamente 33%.
E aí é sem nenhum crédito carbono, sem
remoção, é absolutamente.
Eh, em 2030, em 2050, a gente aí sim a
gente pode contar com neutralização
daquelas emissões que a gente não
conseguir reduzir, tá? E para escopo
três, poxa, aí eu tô falando, não tenho
mais o controle operacional sobre isso,
é 15% das minhas emissões líquidas e aí
sim eu posso contar de forma limitada
com créditos de carbono robustos,
íntegros, né? Até porque reputação tá
muito em jogo
aqui, gente. Não vou passar
extensivamente sobre esse quadro, mas
aqui falando um pouquinho sobre a
transição climática,
então, né, sobre as nossas metas
assumidas, como é que isso gera valor
compartilhado com a sociedade, na minha
cadeia de valor, nas minhas operações e
quais os pilares, né, por por onde eu
tenho que trilhar. Então, poxa, passando
pelas soluções de baixo carbono, trocar
meu diesel por biocombustíveis,
avaliar o meu uso de carvão e assim vai,
a resiliência, né? então entender como
que os meus ativos, aqueles mais
vulneráveis, segundo aqueles exercícios
de cenários de curto, médio, longo prazo
e todas as evidências que a gente já
tem, quais estão mais expostos, como que
eu tenho que fazer meu plano de
adaptação, [roncando]
parcerias e investimentos, a gente não
faz isso sozinho, né? A gente conta com
a maturação das tecnologias, com
inovação, com parcerias com os nossos
fornecedores, com os nossos clientes. A
gente tem assinado vários memorandos de
entendimento para pensar esse processo
menos carbono intensivo, né, junto aos
nossos clientes siderúrgicos especial
e com transparência e engajamento. Então
isso também é um pilar. Então a gente
entende é é uma oportunidade, né, a
divulgação e essa norma S1 e S2, porque
esse pilar ele é fundamental para essa
estratégia de clima dentro da empresa.
Eu acho que aqui eu fecho. Gente,
>> parabéns aqui pra Helena. Trabalho
exaustivo, né? gigantesco, ainda mais
que que digamos proporcional à Vale, né,
que a Vale realmente é uma mega
corporação. Eu acho que a gente já vai
começar a pedir as perguntas, mas antes
da gente fazer um, eu fazer um esquenta
aqui com a Helena. Helena, assim, uma
das questões e no setor hard to abate, a
gente olha muito essa questão da
descarbonização
e você tem os vários cenários, né, o
cenário 1.5, 2, etc. Como é que a Vale
fez esses cenários e conseguiu de fato
integrar o seu planejamento estratégico
e não tornar aquilo simplesmente um
exercício de simulação? Como é que vocês
fizeram tudo isso? como é que vocês
transformaram o cenário em realidade,
>> tá? Nossa, pergunta super técnica e
assim, eu acho que como a Fernanda
disse, atrás de mim, gente, tem uma
equipe gigante, né? Então, me perdoem se
eu não souber trazer todos os detalhes
técnicos aqui para responder. Bom, de
fato, a gente contou aí com três
cenários. um cenário que a gente entende
que é o caso base, né, em que ah,
estamos indo, mas tá desacelerando, né?
Estamos vendo esse movimento
geopolítico, esse movimento de alguns
desacreditando.
Tem um movimento, tem um outro cenário
que é aquele o mundo vai a um grau e
meio, então completamente otimista e um
terceiro cenário disruptivo
completamente que é o fractural word,
né? Então, a gente se baseia nesses três
cenários, entende em cada um desses
cenários como que eu vou estar eh
impactado, ou seja, em termos dos meus
riscos de transição. Então, poxa, nesse
cenário otimista de 1,5,
eh, meus produtos e meu modelo de
negócio vai estar mais robusto, vou
estar mais vendendo cobre, nel, aço, eh
as curvas de preço de carbono, né?
Então, como que eu vou estar entendendo
essas curvas de preço no tempo e como é
que elas vão estar viabilizando,
né, esse meu processo produtivo?
Então, da mesma forma, a gente vê no
cenário fractural [roncando] word, né?
Então, poxa, se eu tô já num cenário
completamente desacreditado, como é que
eu vou tá entendendo essas curvas de
preço por região, no tempo, em cada
lugar onde eu opero, porque há isso
também, essa dificuldade de você tá
operando em várias regiões diferentes no
mundo, né? vários eh várias curvas
diferentes de preço. Então, eh esses
cenários também nos ajudam a ver, poxa,
como é que estão as tendências
macroeconômicas,
a oferta de aço no mundo no futuro, a
sucata. Então isso eh você traz todas
essas informações à luz desses três
cenários, um caso base, um otimista e um
muito pessimista para entender e
dimensionar os impactos dos seus riscos,
tá? De transição. No caso de riscos
físicos, a gente usa os cenários do
IPCC. Então, como é que eu vou estar em
termos de eh
enchentes, ventos, seca, [roncando]
escasídrica em cada região. Então também
essas modelagens a gente tem que fazer
um trabalho ercúlio para entender e
definir esses impactos. Então é um
pouquinho por aí, mas tem muita ciência
por trás disso.
>> Ah, Helena, você falando e a minha
cabeça falando a Vale, né, na no
hemisfério norte tem um cenário, a Vale
no hemisfério sul é realmente assim para
uma companhia globalizada, né, é uma
complexidade
e que assim eu te desejo sucesso. É o
que eu posso te dizer, porque nossa
senhora, realmente ficou muito complexo.
E aproveitando essa complexidade, como é
que vocês fizeram com a governança de
tudo isso? Como é que os seus executivos
estão enxergando e conseguindo até,
digamos, tomar uma decisão? Porque é
assim, paraas equipes técnicas já é uma
complexidade gigantesca. Como é que
vocês fizeram para que os executivos
estivessem, digamos assim, alinhados,
né, né? não vai virar um PhD em
sustentabilidade de clima, mas pelo
menos conseguindo realmente ter um
grande grau de eh orientação
estratégica. Como é que vocês fizeram
isso?
>> Não, perfeito. Eu acho que o ponto é
realmente o planejamento estratégico
entender que clima não era uma questão
apartada da empresa, era uma base do
negócio. Então isso não começou com S1 e
S2. Então, o planejamento estratégico
entendendo isso já tinha uma aproximação
grande conosco para entender esses
efeitos. o TCFD
propiciou então esse namoro com
planejamento estratégico.
Então, eh, e isso naturalmente já subia
paraa alta liderança. Dentro da Vale, a
gente tem um processo que começou em
2019, muito bacana, a gente chama de Low
Carbon Forum.
É um processo que a gente sobe
tendências mundiais, o contexto externo,
como é que estão nossas emissões, nosso
desempenho, nossos desafios, o que se
fala, o que se vê. Esse é um processo
que se dá mais ou menos hoje com a
participação,
né, do presidente, das
vice-presidências,
da alta liderança dos, né, todos os
altos executivos ali sendo letrados.
Então, é um processo que acontece mais
ou menos de quatro em 4 meses.
[roncando] Então, e isso começou lá
atrás. Então, todo esse processo de
permear esse assunto dentro da companhia
já estava ali sendo refletido no negócio
desde antes. É um processo contínuo, né?
Não estou aqui sentada novamente aqui
céu de brigadeiro. É um processo
contínuo, letrar, explicar, entender.
Então é isso.
>> Muito bom, Helena. Realmente é é uma
jornada, né? né, literalmente uma
jornada onde a integração com áreas eh
trazer até os executivos, né, o próprio
CFO, né, que o CFO não tava, digamos, no
dia a dia dessas áreas de
sustentabilidade ao clima e fazer com
que ele consiga, porque deve ser um
pavor para ele quando você traz uma
série de imprevisibilidades,
né? E a gente que trabalha com cenários
e finanças, você trazer certas
incertezas é a pior coisa que você pode
fazer pro seu CFO, né? E o CFO passa a
olhar você mais torto do que já olhava.
Então acho que tem aí realmente um
desafio do próprio SEfol entender e
tentar ajudar o direcionamento, né, nas
questões até da sustentabilidade para
que a sustentabilidade também vá
chegando no grau de assertividade,
inclusive nessa questão da seguração
como um todo. Então, parabéns aí pela
jornada. Não sei se tem alguma pergunta.
Tem uma pergunta aqui, ó, por favor.
>> Oi, bom dia. Sou a Luana da Brasquem.
Então, estamos juntas no Heart Abit. me
reconheci muito na sua fala. Obrigada
pela apresentação. Eh, a minha pergunta,
ela vai muito em linha a questão da
seguração razoável, como você trouxe
super bem o bod na sala, né? Eh, então,
se você puder contar um pouquinho o que
você sentiu que foi mais complexo para
vocês adequarem, se foi na linha de ter
mais processos documentados, fluxos
desenhados, instruções de trabalho ou
numa linha mais da documentação primária
da informação, né? algo que era aceito
numa limitada, que passa a não ser
aceito na razoável. Internamente a gente
ainda tem muitas dúvidas nesse sentido
de como se adequar,
>> não? Ótima pergunta, obrigada. Olha só,
como eu mencionei, são várias vales
dentro da Vale, com várias culturas,
várias [roncando]
operações. Então, poxa, preciso relatar
essa fonte de emissão que é diesel, tá?
Então eu vou lá no Norte, como é que
você tá reportando esse consumo? Vou lá
no Sudeste, como é que você tá
reportando esse consumo? Nossa, eles
estão fazendo aqui. Um pega, um pega um
Excel, o outro pega um BI, um tira um
recorte, o outro assim, opa, vamos
padronizar isso aqui, vamos buscar a
fonte de origem, qual a evidência,
porque eu preciso dar conforto ao
auditor de que aquela informação que eu
tô colocando como emissão, ela veio
muito robusta desde a origem. Então,
minha distribuidora entregou aquele
volume de diesel lá no no inventário
físico, como é que isso se conecta com
reporte até isso virar tonelada de CO2
equivalente? Então, a gente passou por
todos esses processos,
escrever normativo para orientar de
forma padronizada quem reporta nos
sistemas, os desenhos de fluxo.
Eh, então a gente, eu diria que isso aí
a gente já avançou, tá? Então, com
totalmente casado com a área de
controles internos, que conhece muito
bem essa realidade de auditoria
razoável. Então a gente, olha como é que
o processo funciona. Assim, assim,
assado, vamos junto com as operações. A
operação explica, controle, entende,
desenha, vê aonde tem um eventual gap e
onde a gente precisa ajustar, testa
eficácia. Então é um processo
árduo, sim, e tem que cobrir isso tudo.
A gente ainda não sabe, né, gente? Nós
ainda vamos sofrer auditoria razoável.
Então, a gente tá nesse momento de
prontidão entendendo o que que a luz do
que a área de controladoria tá nos
dizendo que isso é robusto, isso tá,
isso tá legal, isso vai, porque qual que
é a importância de controles? É ele
minimizar
uma análise substantiva. E uma análise
substantiva de consumo de diesel, que é
um dos das fontes de emissão na Vale, é
algo surreal. Então a gente precisa dar
realmente conforto para que esse
processo de auditoria não seja algo
extenso, ercúlio. Então é por aí que
esses controles vão ganhando maturidade.
>> Valeu. Já temos uma outra pergunta aqui
da Fernanda. Fernanda, por favor. Não,
aproveitando a o momento de troca aqui,
eh, uma pergunta sobre como é que vocês
têm trabalhado engajamento dos
fornecedores para coletar as informações
de escopo três e se você puder
compartilhar, se você já tinha uma
ferramenta para padronizar, estruturar
melhor essa coleta de dados, porque eu
acho que entre os inúmeros desafios
nessa jornada, eu acho que esse é um é
um desafio bastante importante.
e complexo no sentido de educação,
entendimento. Se a gente nessa sala tem
dúvidas, gente, falar com fornecedores
que vão do PP ao GG e de diferentes
localidades, é bastante complexo. Então,
você puder dividir um pouquinho da
jornada seria ótimo. Não, excelente.
Olha só, nosso escopo três, a gente
reporta nove das 15 categorias.
E a nossa categoria 10 de escopo 3, para
quem não entende aqui, gente, são as
emissões que acontecem no nosso cliente
siderúrgico, tá? Então é o processamento
do nosso produto vendido no cliente, tá?
Essas emissões na siderurgia são da
ordem de 96,
97%
das nossas emissões de scope 3.
Só que, poxa, tem as minhas outro outras
oito categorias e uma delas muito chave
são as categorias um e dois de aquisição
de bens e serviços. E aí sim a gente há
anos a gente tem um processo
eh de recomendação de colocar nos nossos
contratos uma cláusula para que eles
reportem o seu inventário. Então a gente
fomenta isso com os nossos fornecedores.
A gente também tem fornecedores de A a
Z.
a gente precisa fazer uma matriz
até de materialidade mesmo dentro disso,
por para entender assim, poxa, quais são
meus minhas aquisições críticas?
Eh, não dá para ser tudo. Então, e temos
o CDP supply chain. Então, a gente conta
com a nossa área de suprimentos para
buscar esse engajamento via CDP SPL
Chain. Não é um processo, nossa, super
maduro, maravilhoso, é contínuo e a
gente, mas é um é um é uma ponta muito
importante,
>> gente. Olha, eh, nós já estamos
encerrando, infelizmente, porque esse o
evento foi ótimo. Agradeço a presença de
todos. Muito obrigada, Helena, pelas
suas palavras, né, Fernanda, e todos que
estiveram aqui conosco. Tenho certeza
que a gente vai ter outras
oportunidades. Nós estamos aqui na casa
com o nosso querido Luiz, venha cá fazer
o fechamento, agradecimento a todos, né?
e agradecer Ambima, eh, pela acolhida
que teve, o CEBEDs, né, um super
parceiro. Nós estamos aí vendo a luta,
né, Lucas, e como é que a gente segue
com esse tema. Eu tenho certeza que
essas discussões vão ajudar a esclarecer
não só uma empresa ou duas, mas as não
só as empresas principais, os grandes
hubs, mas também o escopo três, que vai
chegar o momento. A CVM Osvaldo já saiu,
mas eu acho que uma hora ele vai lá
fazer um um CVM 193 linha para muita
gente aí e vai ser bem complexo.
Obrigada, gente. Obrigada, Helena.
>> Obrigada. Obrigada.
Helena linda, mais uma vez obrigado pela
participação. Gente, é a última ficha.
Isso, Vânia, por gentileza.
Gente, para quem ainda não conhece, Van
Burgete tava discutindo essas coisas
desde quando a gente falava de relato
único, relatório único. O que que veio
antes disso, Vânia? Tipo, eu não lembro
mais, mas faz um tempo, hein?
>> Muita coisa.
Mas para não atrasar mais seu tempo, só
para dar um pouquinho de esperança para
quem tá preocupado aí com o escopo três,
né? Nós o CBPS estamos muito preocupados
com isso. Então nós formamos um grupo de
trabalho no CBPS para pequenas e médias
empresas e engajamos os o Sebrai
Nacional nesse sentido. Então nós
estamos com uma ferramenta pronta. O
protótipo foi anunciado, apresentado no
mês passado. Agora 15 de maio, a gente
faz a validação final do modelo e em
junho a gente espera começar a fazer de
teste e nós queremos 1000 voluntários
para testar esse programa até dezembro
desse ano. E como tem um alívio no
primeiro ano, vocês só vão precisar
reportar o escopo 3 2027 que vai cair em
2028, né, o reporte. Então, temos tempo
para isso, mas para isso a gente precisa
validar essa essa metodologia. Nós
desenvolvemos um questionário já moldado
dentro de IFRS, S1 e S2 com os quatro
pilares, eh, com perguntas que a pequena
e média empresa responde, ela sobe, faz
o upload da documentação que a gente
construiu esse modelo, olhando o que que
a norma precisa, o que que quem reporta
precisa e para isso puxamos os
voluntários aí dos primeiros anos, que é
quem já tá com a mão na massa e também o
que que os auditores precisam. Então, o
Ibracon tá dentro. Então, é uma
ferramenta que vai tentar atender a
norma,
atender as necessidades da empresa que
reporta e atender também a necessidade
de conforto do auditor. Então, fiquem
atentos e se quiserem colaborar sendo eh
vítimas ou cobaias deste processo,
>> serão muito bem-vindos, porque isso não
é só pro Brasil. Eu falei dessa
ferramenta na última reunião da IFRS
Foundation e a responsável por isso,
pelo Efragg no Parlamento Europeu já me
botou imediatamente no. Então não é algo
que a gente vai fazer só pro Brasil, mas
algo para beneficiar o mundo inteiro
também. Porque o que o Efrag tem no VSME
é muito baseado em planilha de Excel.
Nós não, nós temos uma ferramenta que
pode ser preenchida pelo celular. E mais
do que isso, ah, o que a gente vai fazer
com essa ferramenta é que ela vai ser
voluntária para as pequenas e médias
empresas e gratuita pros pequenas e
médias, paraas pequenas e microempresas,
porque o Sebrai financia as médias e
grandes empresas, empresas fechadas, se
quiserem usar ferramenta, vão pagar uma
taxa lá pro Sebrai, porque eles, o
mandato deles é atender micro e pequena
empresa, mas não vai ser nada fora desse
mundo. mundo. E o que a gente precisa
é que as grandes empresas que vão
reportar sejam aquelas que estimulem as
pequenas empresas a preencher esse
questionário, porque elas não serão eh
mandatórias para elas, né? Então é algo
que a gente precisa da colaboração de
todos. Quem quiser ser cobaia, estou
aqui só falar comigo e a gente vai botar
isso em teste já a partir de junho desse
ano.
>> Ania, muito obrigado. Queria só fazer um
parênteses aqui, pessoal, e destacar a
atuação do CBPS, o Comitê Brasileiro de
Pronunciamento para Sustentabilidade.
Tem bastante gente aqui. O Aroldo tá ali
no canto. Aroldo levanta a mão, por
gentileza, para todo mundo sabe te ver
aqui. Aroldo, a Vânia, o Sérgio tava por
ali também.
Tem mais gente aqui. Eu perdi o Edu
Flores, já foi. Eh,
o Thaago, gente, eh, o que que o que
qual que é o papel do CDPS? tudo isso
que só que a gente tá acontecendo, né,
que a gente tá vendo, tudo isso só
aconteceu porque teve um monte de gente
que ficou horas debruçada em cima de uma
tela de computador traduzindo algum
documento, tentando entendê-lo. E assim,
acho que o mais importante, explicar
para quem precisa saber sobre isso paraa
tomada de decisão. Então isso só é hoje,
né, norma, só é requisito regulatório,
porque teve uma galera que despencou
daqui até não sei aonde para conversar
com essa turma faz bastante isso, tá?
Ela vive dentro um avião, viajando o
mundo e tentando levar um pouco do que a
gente tá fazendo aqui e trazendo para
cá. Ao mesmo tempo que essa turma tem
traduzido de uma forma muito importante
para reguladores, né, para tomadores de
decisão. Então, eh, eu acho que é
importante acompanhar o trabalho que tá
sendo feito ali. Eles estão com uma
campanha muito interessante de
engajamento, né, para as lideranças
manterem divulgação e ampliarem
divulgação, né, de relatórios.
Eu acho que se você colocar CBPS no
Google, dá direto. Ali tem um site que é
o FAPX. FA,
>> FA, CPS, eh, que ele tem um caminho mais
curto, mas se você colocar no Google,
você chega rápido. Eh, as, tipo, avisos
finais. Então, por gentileza, pessoal,
tem um monte de gente que trabalhou para
isso aqui acontecer. Se vocês puderem
dar uma avalihada, né, no trabalho do
pessoal, vai ser muito importante pra
gente a gente entender onde que a gente
pode melhorar para os próximos
encontros. Lembrando que é o primeiro de
vários, né? Então, acho que é tanto no
CEBEDS quanto na Ambima. São jornadas
que estão sendo colocadas ali pros seus
associados, né, participantes para
todos, né, os stakeholders envolvidos. A
gente vai ter bastante discussão disso
ao longo dos próximos meses. Queria
resgatar mais uma vez assim conjunto de
organizações envolvidas. Então, Lucas,
obrigado, né, pela parceria aqui em nome
da BIMA. Agradeço o CEBEDS por ter nos
ajudado a colocar tudo isso no ar e todo
mundo que tá aqui apoiando, o X, o
Climate Finance Hub, o Itaúza,
eh, a Coopera, espero não ter esquecido
de alguém, que é esse sempr momento
muito muito eh sensível, porque eu tô
fazendo aqui meio no improviso. Eh,
de agora até o final dessa semana, eh,
que tem um feriado, lembrando disso.
Então, de agora até quinta, muito
provavelmente, vocês devem receber um
e-mail com links para as gravações, com
apresentações, com resumo do que foi
colocado aqui. Acho que isso ajuda vocês
conseguirem espalhar e compartilharem
com as suas redes.
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