Pesquisa sobre Criptoeconomia no Brasil em 2025
Sumário Regulatório
Esta pesquisa, realizada pela PwC Brasil em parceria com a ABcripto, analisa o estado atual da criptoeconomia no Brasil em 2025, destacando um setor em fase de maturação e consolidação
Conteúdo do Documento
Pesquisa sobre Criptoeconomia no Brasil em 2025 Tendências, riscos e oportunidades em um mercado em consolidação 2ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025 Perfil do mercado Soluções, produtos e prioridades tecnológicas Tokenização como vetor de inclusão e eficiência O lugar das criptomoedas Contatos Apresentação O papel estrutural do blockchain 05 12 23 29 47 03 17 Conteúdo 01...
no Brasil em 2025
Tendências, riscos e
oportunidades em um
mercado em consolidação
2ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Perfil do mercado
Soluções, produtos e
prioridades tecnológicas
Tokenização como vetor de
inclusão e eficiência
O lugar das
criptomoedas
Contatos
Apresentação
O papel estrutural
do blockchain
05
12
23
29
47
03
17
Conteúdo
01
02
04
05
03
Expectativas para o
desenho do mercado
34
06
O futuro dos
pagamentos digitais
41
07
Considerações finais 45
08
3ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Fruto de uma iniciativa conjunta da PwC Brasil e da
Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), este
relatório pretende oferecer uma visão abrangente sobre os
rumos da criptoeconomia no Brasil, com base nas percepções
de empresas sobre oportunidades, riscos, inovações e
exigências regulatórias que moldarão o setor nos
próximos anos.
Os dados da pesquisa revelam um mercado que, embora
ainda concentrado em serviços financeiros, já avança rumo à
diversificação. Criptomoedas mantêm seu papel de destaque,
enquanto a tokenização desponta como motor de inclusão
e eficiência. Além disso, o blockchain se firma como base
tecnológica, mesmo diante de desafios de escala e integração.
A regulação se destaca como fator decisivo: os participantes
demonstram confiança nos órgãos reguladores, e a
expectativa é que regras claras aumentem a credibilidade,
atraiam investimentos e fortaleçam a competitividade global.
Apresentação
4ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Nesse cenário, o novo projeto que substituirá o DREX (a ser
proposto pelo Banco Central do Brasil) poderá simbolizar uma
nova fase, mas dependerá da integração entre agentes e da
segurança jurídica.
Paralelamente, temas como cibersegurança, prevenção a
fraudes e capacitação ganham caráter urgente, reforçando que
a evolução tecnológica precisa caminhar de mãos dadas com a
confiança do mercado.
Entre desafios e avanços, o otimismo prevalece. As empresas
projetam crescimento acelerado, impulsionado pelo
amadurecimento do ecossistema e pela valorização de ativos
como o bitcoin, que segue como termômetro do setor.
Convidamos você a explorar essas tendências nos próximos
capítulos, que detalham como os diferentes modelos de
negócios, tecnologias e regulações se entrelaçam na construção
da criptoeconomia nacional.
5ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
01
Perfil do mercado
6ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Setor em que atua
Nossa pesquisa revela que a criptoeconomia no Brasil ainda
é fortemente ancorada no setor financeiro. A maioria dos
respondentes (53%) são fornecedores ou empresas ligadas a
serviços financeiros, o que reflete a predominância de
players que, mesmo não sendo instituições bancárias
tradicionais, atuam em áreas correlatas ou dependentes
do sistema financeiro.
53%
23%
10%
10%
3%
Serviços financeiros
Tecnologia
Serviços profissionais
Automotivo
Outro
102030405060708090100
7ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Tipo de licença bancária
Essa concentração se reflete em outro ponto relevante:
63% das empresas não têm qualquer tipo de licença bancária,
o que revela que as licenças existentes não atendem
plenamente ao setor e há oportunidade de expandir o
entendimento regulatório.
Muitas dessas organizações são novos entrantes, que agora
se deparam com a necessidade de adequação a regras de
compliance, autorizações formais e possíveis registros como
Virtual Asset Service Providers (VASPs).
3%
3%
3%
3%
3%
3%
3%
3%
Nenhuma
IP
Banco múltiplo
VASP
Securitizadora
SCD/SEP
MTL
Banco múltiplo
IOSMF
Corban, IP, SCD/SEP 63%
10%
102030405060708090100
8ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Estágio de maturidade
O retrato das empresas revela ainda um ecossistema em
maturação. A maioria se encontra na fase de consolidação
(53%), seguida por estágios de expansão ou início de operação
(20% cada).
Funcionários
O número de funcionários acompanha esse perfil, com maior
peso em organizações de pequeno porte (37%), mas também
presença significativa de grandes empresas com mais de
500 empregados (27%).
23%
37%
13%
27%Micro: até 19
empregados
Pequena: de 20 a 99
empregados
Média: 100 a 499
Grande: mais de 500
102030405060708090100
53%
20%
20%Consolidação
7%
Minimum Viable
Product (MVP)
Expansão
Início da operação
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9ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Faturamento (2024, em R$ milhões)
No aspecto financeiro, o faturamento é bastante distribuído:
30% movimentam entre R$ 0,5 e R$ 5 milhões, enquanto
27% já superam a marca dos R$ 200 milhões, mostrando a
coexistência entre startups em fase inicial e players
mais robustos.
3%< 0,5
0,5 a 5
5,1 a 20
21 a 50
51 a 200
> 200
30%
10%
23%
7%
27%
102030405060708090100
10ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Expectativa de crescimento
Essa heterogeneidade contribui para expectativas distintas de
crescimento: embora 57% prevejam expansão entre 1% e 50%,
outros 23% projetam avanços de até 100% e 17% apostam em
crescimento superior a esse patamar.
O perfil dos clientes é equilibrado, com 50% das empresas
atendendo pessoas jurídicas, 7% atuando com pessoas físicas
e 43% servindo ambos os públicos. Esse dado reforça a
diversidade de modelos de negócio e a multiplicidade de frentes
em que a criptoeconomia vem se expandindo no país.
Perfil dos clientes
17%
57%
23%
3%
Crescimento
acima de 100%
Crescimento
de 1% a 50%
Crescimento
de 51% a 100%
Queda de
1% a 50%
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PF
7%
PJ
50%
Ambos
43%
11ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
A criptoeconomia é muito mais do
que criptomoedas ou blockchain. É um
novo olhar para os negócios, sob uma
perspectiva descentralizada, inclusiva
e democrática. O otimismo depositado
no ecossistema é real, mas carrega a
consciência de que ainda há muito
a ser feito em relação à segurança,
capacitação profissional e educação
do consumidor. Se os desafios forem
superados com responsabilidade, a
criptoeconomia tem potencial para
transformar o mercado financeiro e a
forma como investimos.”
Fábio Cassio Costa Moraes,
diretor de Educação e Pesquisa da ABcripto
12ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
02
Soluções, produtos e
prioridades tecnológicas
13ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Qual destas tecnologias é a principal prioridade
considerando o impacto para o seu negócio?
As criptomoedas continuam sendo apontadas como a
tecnologia de maior impacto para os negócios, figurando
claramente em primeiro lugar para as empresas da
amostra (80%).
Isso confirma seu papel como porta de entrada natural da
criptoeconomia, já que moedas digitais são a aplicação
mais difundida, seja em operações de investimento, seja na
intermediação de transações.
80%
3%
17%
0%Criptomoedas
Infaestrutura
blockchain
Tokens
DeFi
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14ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Blockchain, cripto e tokenização para a empresa
Não por acaso, 70% das empresas afirmam que blockchain,
cripto e tokenização são suas principais fontes de receita,
enquanto 30% as tratam como complementos aos produtos
e serviços oferecidos. Esse dado mostra que as tecnologias já
deixaram de ser vistas apenas como inovação periférica e se
consolidam como modelo central de monetização.
Os tokens são a segunda tecnologia de mais impacto,
mencionados por 70% dos respondentes. Esse resultado
indica uma diversificação do setor, que começa a explorar
novos modelos de negócios baseados na tokenização.
Nos produtos atuais, a gestão de tokens ainda aparece de
forma mais tímida (17%), mas quando olhamos para os
próximos anos, o cenário muda: 30% das empresas planejam
oferecer tokens de ativos reais, mostrando que a tokenização
avança como vetor de crescimento estratégico.
Essa tendência se explica pela percepção de que a tokenização
gera eficiência operacional. “Ela já nasce com lastro pronto”,
como ressalta a sócia da PwC Brasil, Ana Gonçalves, o que
reduz custos com auditorias e processos de verificação.
Principais
fontes de
receita
70%
Complementos
aos produtos e
serviços oferecidos
30%
15ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Essa característica facilita aplicações em fundos de
investimento, crédito e garantias. Ainda assim, existem
barreiras importantes: escalabilidade, integração entre
sistemas e a necessidade de preparar equipes técnicas são os
principais entraves mencionados.
O blockchain, por sua vez, se destaca como a terceira
tecnologia de mais impacto (63%), o que reafirma sua posição
como infraestrutura de suporte. Entre as soluções que melhor
refletem os produtos atuais das empresas, o uso do blockchain
aparece em primeiro lugar (31%), seguido por operações de
compra e venda de cripto e soluções de cripto.
Isso confirma a visão de que o blockchain é mais reconhecido
como base tecnológica do que como produto final, associado
principalmente à segurança, rastreabilidade e confiança. Sua
principal contribuição está no registro imutável de dados e na
transparência das transações. Ainda assim, parte do mercado
o enxerga como uma tecnologia em busca de aplicações
mais maduras.
Soluções que melhor refletem os produtos da empresa
Soluções em blockchain
Operações de compra
e venda de cripto
Soluções de cripto
Gestão de tokens
31%
28%
24%
17%
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16ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
No horizonte de longo prazo, a atenção se volta para o DeFi,
ou finanças descentralizadas, tecnologia que surge como a
quarta de mais impacto (47%). Hoje, apenas 11%
das empresas planejam oferecer soluções nessa frente,
mas a expectativa é de crescimento à medida que o
ecossistema amadurecer.
O DeFi, um conjunto de aplicações em blockchain que
viabilizam serviços financeiros sem intermediários
tradicionais, é visto como uma tendência inevitável, com
potencial de transformar profundamente os modelos de
intermediação financeira.
De forma semelhante, os NFTs (sigla para tokens não
fungíveis, usados para representar ativos digitais únicos)
aparecem como parte das ofertas futuras em 9% das
empresas – um sinal de que ainda são considerados nichos
em exploração.
Quando se observa a agenda de investimentos tecnológicos
para os próximos cinco anos, o blockchain volta a liderar
(44%) e confirma seu papel estratégico. Logo depois aparece
a inteligência artificial (35%), o que evidencia a convergência
entre descentralização e automação inteligente.
Tecnologias em que pretende investir nos
próximos 5 anos
Blockchain
Inteligênca Artificial
Cloud computing
Robotic process
automation
Quantum computing
Metaverso 44%
35%
6%
6%
5%
3%
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17ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
03
O papel estrutural
do blockchain
18ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Domínio técnico das equipes sobre blockchain
e soluções DLT
Obs.: domínio técnico alto (a empresa tem soluções implementadas ou em desenvolvimento);
baixo (há apenas conhecimento teórico); profundo (há um amplo conjunto de soluções
implementadas); e razoável (a empresa tem pilotos em andamento).
Os dados indicam que o blockchain já deixou de ser apenas
uma promessa e passou a ocupar um espaço estratégico nas
empresas. Há clareza sobre as oportunidades e a capacidade
técnica necessária para explorá-las, mas o avanço efetivo
depende da superação de desafios regulatórios e da formação
de mão de obra qualificada.
O horizonte de consolidação é de médio prazo, com
expectativa de que a tecnologia atinja escala significativa
nos próximos cinco anos, alinhando inovação, segurança e
sustentabilidade regulatória.
As empresas da amostra demonstram um nível de maturidade
relevante no uso de blockchain e soluções DLT (tecnologias
de registro distribuído). A maioria (83%) já apresenta alto ou
profundo domínio técnico, com soluções implementadas ou
em desenvolvimento, enquanto apenas uma parcela pequena
(3%) não tem conhecimento sobre o tema.
43%
40%
10%
3%
3%Profundo
Alto
Baixo
Razo?vel
Nenhum
102030405060708090100
19ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Blockchain e soluções DLT são vistos
como oportunidades
Sim, tenho clareza das oportunidades
Vejo oportunidades mas ainda não
tenho clareza de quais são elas
Não vejo oportunidades
Apenas 3% afirmam não ver valor nessa tecnologia. Esse
cenário mostra que o blockchain já não é mais tratado como
tendência distante, mas como uma oportunidade estratégica
que precisa ser traduzida em modelos de negócios viáveis.
A percepção de oportunidades também é clara. Para 77%
das empresas, as aplicações de blockchain representam
oportunidades evidentes, enquanto 20% reconhecem seu
potencial, mas ainda não têm clareza sobre como explorá-lo
de forma prática.
77%
20%
3%
20ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Riscos na aplicação de blockchain e soluções DLT
Os riscos, no entanto, permanecem como fator de atenção.
O aspecto regulatório é disparado o principal entrave, citado
por 83% dos respondentes, seguido pela maturidade prática
da tecnologia e pela escassez de mão de obra especializada,
ambos com 47%.
Questões relacionadas ao ecossistema de parceiros, à
cibersegurança e a fraudes também aparecem com destaque,
deixando claro que a proteção contra golpes e ataques é vista
como condição indispensável para a expansão do mercado.
83%
47%
47%
40%
37%
20%
20%
20%Regulatório
Maturação da tecnologia
aplicada na prática
Mão de obra
especializada/
conhecimento técnico
Ecossistema
de parceiros
Cibersegurança
Fraude
Nível das empresas
que proveem a solução
Segmento demorará
para absorver
a inovação
102030405060708090100
21ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Tempo de consolidação das soluções de blockchain
Existe a percepção, no entanto, de que, à medida que
o arcabouço regulatório se consolide e que as práticas
de governança se fortaleçam, o setor ganhará escala,
legitimidade e novos espaços de atuação.
Como alerta o diretor de Educação e Pesquisa da ABcripto,
Fábio Moraes, contudo, o maior risco pode não estar
na regulação, mas na educação do consumidor: “Falta
conhecimento sobre produtos financeiros básicos, o que abre
espaço para golpes e fraudes”.
Em relação ao tempo necessário para a consolidação
das soluções de blockchain, prevalece a visão de que o
amadurecimento ocorrerá em médio prazo: 60% das
empresas acreditam que isso se dará entre dois e cinco anos.
Um grupo menor aposta em consolidação mais rápida, dentro
de dois anos, enquanto parcela igual considera que o processo
levará mais de cinco anos.
De 2 a 5
anos
60%
Em até
2 anos
20%
Mais de
5 anos
20%
22ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
A tecnologia é uma ferramenta que
agrega valor ao trabalho realizado
em diversos aspectos do mercado de
criptoeconomia, tanto na gestão de
riscos quanto na geração de maior
eficiência e aumento da capacidade
operacional. Por isso, o tema da
cibersegurança não pode mais sair
da pauta. Ele acompanha o avanço
do setor, assim como as práticas de
prevenção à fraude. A regulamentação
ajudará a organizar o mercado,
definindo quem deve operar e como
se deve operar, mas, sozinha, não
elimina todos os riscos de segurança.”
Ana Gonçalves,
sócia de Digital Assurance & Transparency
– Riscos e Controles da PwC Brasil
23ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
04
Tokenização como vetor
de inclusão e eficiência
24ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Domínio técnico das equipes sobre tokens
A tokenização já é tratada como oportunidade estratégica,
com aplicação prática em eficiência, captação de recursos e
novos investimentos. As empresas da amostra já apresentam
nível significativo de maturidade técnica em relação ao tema.
Para 74% delas, o domínio é considerado alto ou profundo,
com soluções implementadas ou em estágio avançado
de desenvolvimento.
Apenas uma minoria (10%) está em estágios iniciais, com
conhecimento baixo ou inexistente. Esse cenário demonstra
que o tema já deixou de ser apenas um experimento e está
ganhando espaço como prática concreta nas organizações.
Obs.: domínio técnico alto (a empresa tem soluções implementadas ou em desenvolvimento);
baixo (há apenas conhecimento teórico); profundo (há um amplo conjunto de soluções
implementadas); e razoável (a empresa tem pilotos em andamento).
37%
37%
17%
7%
3%Alto
Profundo
Razo?vel
Baixo
Nenhum
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25ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Enxergam tokens como oportunidades
A percepção de oportunidades é bastante clara: 73% das
empresas afirmam enxergar aplicações diretas para tokens,
enquanto 23% reconhecem seu potencial, mas ainda não têm
clareza sobre como aproveitá-lo plenamente. Uma parcela
muito pequena não vê valor na tecnologia.
Sim, tenho clareza das oportunidades
Vejo oportunidades mas ainda não
tenho clareza de quais são elas
Não vejo oportunidades73%
23%
3%
26ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Benefícios das soluções de tokens para a empresa
ou seus clientes
As empresas enxergam a tokenização como instrumento
estratégico de transformação, mais do que como simples
inovação tecnológica. A ênfase recai sobre ganhos
de eficiência operacional (70%) e diversificação de
investimentos, combinados à capacidade de captar recursos e
ampliar liquidez. Isso reforça a visão de que os tokens podem
não apenas gerar melhorias internas, mas também abrir
espaço para novos modelos de negócios.
Além da eficiência, a tokenização desponta como instrumento
de inclusão financeira. Ao permitir a fragmentação de ativos
e a criação de lastros digitais, a tecnologia abre espaço para
democratizar o acesso ao crédito e ampliar a participação de
novos investidores no mercado.
70%
60%
53%
53%
50%
27%
23%
17%
Melhoria na
eficiência operacional
Diversificação
de investimentos
Captação de recursos
Venda facilitada de ativos
Câmbio e transações
internacionais
Segurança
Governança corporativa
Mecanismos de fidelidade
e de incentivos
102030405060708090100
27ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Riscos na aplicação da tecnologia de tokens
Como destaca Fábio Moraes, “a tokenização e o DeFi podem
trazer acesso a crédito e produtos financeiros para uma
população que nunca teve essa oportunidade”. Essa visão
coloca a tecnologia não apenas como ferramenta de negócios,
mas como elemento de transformação social.
Apesar do otimismo, os riscos ainda são relevantes. Mais uma
vez, a questão regulatória representa o maior desafio, criando
incerteza jurídica e limitando a escalabilidade dos projetos.
Além disso, há dúvidas sobre a maturidade prática das
soluções e sobre a capacidade de proteger sistemas contra
ameaças cibernéticas, o que reforça a necessidade de
maior robustez tecnológica. Persistem também gargalos
relacionados à formação de talentos especializados, entre
outras preocupações.
73%
50%
40%
37%
27%
27%
27%
17%Regulatório
Maturação da
tecnologia aplicada
na prática
Cibersegurança
Mão de obra
especializada
/conhecimento técnico
Nível das empresas
que proveem a solução
Ecossistema de parceiros
Segmento demorará
para absorver a inovação
Fraude
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28ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Tempo de consolidação das soluções de tokens
Quando se trata do tempo de consolidação da tecnologia,
prevalece a visão de que a tokenização se firmará em 2 a 5
anos (60%), com uma parcela acreditando em prazos mais
longos (23% acima de 5 anos) e apenas 17% projetando
maturidade em até 2 anos. A expectativa, portanto, é que
a evolução será gradual, dependente da regulação, do
fortalecimento do ecossistema e da maior oferta de
talentos especializados.
De 2 a 5
anos
60%
Mais de
5 anos
23%
Em até
2 anos
17%
29ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
05
O lugar das criptomoedas
30ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Domínio técnico das equipes sobre criptomoeda
O protagonismo das criptomoedas dentro da criptoeconomia
é evidente, consolidando-se como a tecnologia que primeiro
ganhou espaço e confiança no mercado. As empresas
compreendem seus benefícios e dispõem de capacidade
técnica para utilizá-las.
A consolidação plena, no entanto, ainda depende de avanços
regulatórios e de maior robustez em termos de segurança e
confiança de mercado. Nos próximos cinco anos, espera-se
que o papel das criptomoedas esteja cada vez mais integrado
às práticas de negócios e ao sistema financeiro tradicional.
A maioria das empresas demonstra domínio técnico
significativo das criptomoedas: 73% têm conhecimento
alto ou profundo, com soluções implementadas ou em
desenvolvimento, enquanto apenas uma pequena parcela
(3%) ainda não apresenta familiaridade com o tema. Ou seja,
do ponto de vista de preparo, o mercado já avançou para além
da fase experimental.
Profundo
Alto
Razo?vel
Nenhum
43%
30%
23%
3%
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31ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Benefícios das criptomoedas
A percepção de valor também é praticamente unânime. Para
97% das empresas, os benefícios das criptomoedas são claros,
o que evidencia um avanço na confiança em relação ao uso
dessa tecnologia, que está sendo desmistificada.
Os resultados confirmam um entendimento que já se
disseminou no mercado: as criptomoedas não se limitam
à especulação financeira: elas também são usadas como
investimentos, intermediação de transações e novos
serviços financeiros.
Sim, temos clareza das oportunidades
Não97%
3%
32ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Riscos das criptomoedas
O aspecto regulatório aparece como principal risco, citado por
90% das empresas, como reflexo da ausência de um marco
consolidado que traga segurança jurídica para operações
de maior escala. Questões ligadas à cibersegurança (48%)
e fraude (45%) alimentam a percepção de vulnerabilidade,
ainda que associadas a um mercado que cresce rapidamente.
Outros fatores, como a maturidade prática da tecnologia, a
solidez do ecossistema de parceiros e a disponibilidade de
mão de obra especializada, também entram no radar, mas em
menor intensidade.
Regulatório
Cibersegurança
Fraude
Maturação da
tecnologia aplicada
na prática
Ecossistema de parceiros
Segmento demorará
para absorver a inovação
Mão de obra
especializada
/conhecimento técnico
Nível das empresas
que proveem a solução
90%
48%
45%
31%
24%
21%
21%
10%
102030405060708090100
De 2 a 5
anos
57%
Em até
2 anos
30%
Mais de
5 anos
13%
33ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Tempo de consolidação das criptomoedas
Quanto ao horizonte de consolidação, a visão predominante
é de médio prazo: 57% das empresas acreditam que as
criptomoedas se consolidarão entre dois e cinco anos. Ainda
assim, 30% projetam amadurecimento em até dois anos, o que
indica otimismo quanto à rapidez da evolução do setor. Uma
minoria (13%) entende que esse processo pode levar mais de
cinco anos.
34ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
06
Expectativas para o
desenho do mercado
35ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
O setor enxerga a regulação como um divisor de águas. A
definição de regras claras é, ao mesmo tempo, o maior risco
e a maior oportunidade. A ausência de diretrizes definitivas
gera insegurança. Um marco regulatório sólido trará ganhos
em segurança, solidez e competitividade internacional,
mas isso exigirá investimentos consistentes em compliance,
tributação, governança e tecnologia.
As empresas acompanham de perto as discussões regulatórias,
conscientes de seu impacto direto nos negócios. As consultas
públicas mais recentes – em especial a 110/2024, sobre a
regulamentação dos serviços de ativos virtuais – concentram
a atenção por serem vistas como as de maior relevância para a
configuração do ambiente regulatório futuro.
Nas palavras de Fábio Moraes, “essa é a grande questão: a
ansiedade do mercado sobre como ficará a regulação, se ela
realmente incluirá essas empresas ou não”. A preocupação
se acentua porque a maioria dos players identificados na
pesquisa não tem licença bancária – ou seja, são entrantes
vindos de fora do sistema tradicional, que agora precisam se
adaptar a um cenário de maior rigor regulatório.
36ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Consultas públicas com maior impacto nos negócios
• Consulta Pública 109/2024: sobre a regulamentação
dos serviços de ativos virtuais.
• Consulta Pública 110/2024: regulamenta os
processos de autorizações das sociedades prestadoras
de serviços de ativos virtuais.
• Consulta Pública 111/2024: define as atividades das
sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais
(VASPs) no mercado de câmbio.
• DeCripto: disciplina a obrigatoriedade de prestação
de informações relativas às operações realizadas com
criptoativos à Receita Federal do Brasil.
• Consulta pública CVM sobre o regime FÁCIL
(Facilitação do Acesso a Capital e Incentivo a
Listagens): aborda o regime proposto de acesso
facilitado de companhias de menor porte ao mercado
de capitais.
77%
70%
67%
37%
30%
Consulta Pública
110/2024
Consulta Pública
111/2024
Consulta Pública
109/2024
DeCripto
Consulta pública CVM
sobre o regime FÁCIL
102030405060708090100
37ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Benefícios das novas regulamentações para
os negócios
Apesar da ansiedade em relação aos riscos, a percepção
é de que as novas regras trarão benefícios estruturais.
Entre os mais citados estão o fortalecimento do mercado, a
ampliação do ecossistema, maior segurança para o usuário e
o aumento da atratividade internacional. Também se destaca
a expectativa de que a regulação ofereça condições mais
claras e seguras para a atuação das empresas, favorecendo um
crescimento sustentável.
ImprovávelPouco provávelRazoavelmente provávelMuito provável
Maior viabilidade
de operar
no mercado
Mercado mais
atrativo no
cenário global
Melhor segurança
ao usuário
Maior solidez do
mercado/ampliação
do ecossistema
13%
7%
7%
7%
13%
13%
10%
10%
17%
20%
27%
20%
57%
60%
57%
63%
38ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Desafios das novas regulamentações para
os negócios
Uma possível explicação para essa confiança é a tradição
brasileira de solidez regulatória, reforçada por casos de
inovação bem-sucedida, como o Pix. Para Ana Gonçalves, “o
regulador brasileiro tem capacidade técnica e governança. A
questão não é se conseguirá regular, mas como as exigências
se aplicarão na prática”.
Ainda assim, os desafios não são ignorados. Segundo 37% das
empresas, o esforço necessário para atender às novas regras
será elevado. O custo e a complexidade operacional aparecem
como principal barreira, seguidos por preocupações ligadas à
estrutura jurídica e carga tributária.
A regulação é percebida como necessária e inevitável, mas
também como algo que exigirá investimentos relevantes
em processos, sistemas e governança. Esse equilíbrio entre
benefícios esperados e custos de implementação mostra que
as empresas estão conscientes de que a maturidade do setor
virá acompanhada de esforço adicional.
67%
57%
53%
43%Operacional
Estrutura jurídica
Carga tributária
Governança corporativa
102030405060708090100
39ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Progresso dos esforços para adequação às regulações
em discussão
Áreas mais exigidas (escala de 1 a 8)
Parte significativa das organizações afirma ter iniciado
seus processos de adaptação ou já se declara pronta para
as novas regras. As áreas mais exigidas nesse esforço são
compliance, tributário, controles internos e auditoria, além de
cibersegurança e tecnologia da informação. Esse mapeamento
indica que a regulação deve provocar mudanças profundas,
que ultrapassam a operação e atingem o cerne da
governança corporativa.
5,6
5,5
5,3
5,2 5,2
5,1
4,9
Compliance
Tributário
Operacional
Controles
Internos / Auditoria
Cibersegurança
Tecnologia
da Informação
Gestão de terceiros
40%
23%
17%
13%
7%
Iniciamos e está
em andamento
Estamos prontos
para as regulações
Iniciaremos em 2025
Sem relação direta com
os temas regulatórios
em discussão
Será iniciado em 2026
ou depois
102030405060708090100
40ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Prazo estimado de adaptação dos parceiros
Em relação ao prazo de adequação, a expectativa é de
consolidação em médio prazo. A maioria das empresas projeta
que seus parceiros de negócios estarão alinhados às exigências
regulatórias em dois a três anos. Há também um grupo menor
que acredita em ajustes mais rápidos, em até um ano.
Médio prazo
(2 a 3 anos)
63%
Curto prazo
(1 ano)
33%
Longo prazo
(mais de 4 anos)
4%
41ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
07
O futuro dos
pagamentos digitais
42ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Principal barreira observada na primeira fase do Drex
Em 4 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil (BC)
anunciou a interrupção da plataforma Drex, o projeto do real
digital baseado em blockchain, após quatro anos de testes.
A decisão confirmou as avaliações divergentes e a postura
neutra de parte do mercado que, desde a primeira fase do
piloto, já apostava em riscos da iniciativa.
O desligamento aconteceu devido à incapacidade da
infraestrutura em atender a requisitos de privacidade
e segurança. O resultado da nossa pesquisa reafirma as
principais barreiras já observadas no projeto, como: a
complexidade da solução e dos requisitos técnicos, e a pouca
clareza dos benefícios de cada caso de uso – o que limitava a
percepção de valor imediato.
Segundo a nossa pesquisa, problemas técnicos relacionados
ao core da solução também foram apontados, assim como
dificuldades de integração entre entidades e a ausência de
profissionais qualificados, ainda que em menor escala. Esses
fatores revelam que a fase inicial do Drex foi marcada por
obstáculos tanto tecnológicos quanto de comunicação e
compreensão prática dos resultados.
27%
23%
23%
13%
13%
Complexidade da
solução e dos requisitos
Barreiras técnicas
com a solução core
Pouca clareza dos
benefícios de cada
caso de uso
Barreiras técnicas na
integração com
as entidades
Reduzido conhecimento
técnico e ausência de
profissionais qualificados
102030405060708090100
Neutro
Desfavorável. A iniciativa tem
elevado risco de insucesso
Favorável. O piloto está no
caminho certo40%
30%
30%
43ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Expectativa em relação à segunda fase do Drex
do projeto original
As empresas participantes estavam divididas em suas
expectativas sobre a então planejada segunda fase do piloto
original, mas a postura majoritária foi de neutralidade em
relação à etapa que exploraria casos de uso focados em
benefícios ao sistema financeiro e à sociedade, com serviços
apoiados em contratos inteligentes.
Na outra ponta, o BC confirmou que criará uma nova
infraestrutura para o projeto do real digital. Com a revisão
completa, o sentimento misto construído até aqui poderá
mudar com a nova iniciativa.
44ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
Desafios previstos na segunda fase do Drex
do projeto original
As barreiras do projeto original também indicavam mudança
de foco. Se na primeira fase os desafios estavam concentrados
no núcleo tecnológico da solução, cresceu a preocupação com
a integração entre entidades e a definição clara de benefícios
dos casos de usos, o que demonstra que a viabilidade do Drex
dependeu de sua capacidade de operar em escala.
Outro ponto de atenção é a escassez de profissionais
especializados, vista como risco relevante e um indicador da
necessidade de mão de obra mais qualificada para sustentar
o projeto.
Em síntese, a paralisação da plataforma Drex valida as
percepções divergentes e as incertezas observadas durante
os testes. Ao recomeçar o projeto, o BC deverá focar em um
plano de ação mais voltado à capacidade de transformar a
complexidade em resultados tangíveis, reduzir as incertezas
e demonstrar benefícios práticos ao mercado. A consolidação
do projeto passa, portanto, por um equilíbrio entre inovação
técnica, clareza regulatória e fortalecimento do ecossistema
de talentos e parceiros.
Barreiras técnicas
na integração com
as entidades
Complexidade da
solução e
dos requisitos
Pouca clareza dos
benefícios de cada
caso de uso
Reduzido conhecimento
técnico e ausência de
profissionais qualificados
Barreiras técnicas
com a solução core
30%
23%
20%
17%
10%
102030405060708090100
45ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
08
Considerações finais
46ABcripto & PwC | Pesquisa sobre Criptoeconomia 2025
A criptoeconomia no Brasil vive um momento de transição:
entre a promessa e a consolidação, entre a inovação e a
regulação, entre os riscos e as oportunidades. Os dados desta
pesquisa mostram um setor otimista, mas consciente de que
precisa enfrentar desafios tecnológicos, regulatórios e de
confiança para avançar.
O futuro dependerá da capacidade de equilibrar inovação e
segurança, educar consumidores e profissionais, e criar um
ecossistema regulado, mas competitivo. O Drex, a tokenização
e o fortalecimento das criptomoedas são apenas alguns dos
movimentos que poderão transformar o sistema financeiro e
abrir espaço para inclusão e crescimento.
Mais do que uma agenda de inovação, trata-se de uma agenda
de institucionalização, em que a confiança, a segurança e a
capacidade de gerar valor prático se tornam indispensáveis
para a expansão sustentável da criptoeconomia no Brasil.
Obs.: nem todos os números somam 100% devido ao arredondamento das porcentagens, a opções
de resposta de seleção múltipla e à decisão, em certos casos, de excluir a exibição de determinadas
respostas, como “outra”, “nenhuma das anteriores” e “não sei”.
Fábio Cassio Costa Moraes
Diretor de Educação e Pesquisa
da ABcripto
fabio.moraes@abcripto.com.br
Lindomar Schmoller
Sócio e líder de Serviços
Financeiros da PwC Brasil
lindomar.schmoller@pwc.com
Ana Gonçalves
Sócia de Digital Assurance
& Transparency – Riscos
e Controles da PwC Brasil
ana.goncalves@pwc.com
Willer Marcondes
Sócio para Serviços Financeiros
na Strategy&
willer.marcondes@pwc.com
Contatos
ABcripto
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membro do network da PricewaterhouseCoopers, ou conforme o contexto sugerir,
ao próprio network. Cada firma membro da rede PwC constitui uma pessoa
jurídica separada e independente. Para mais detalhes acerca do network PwC,
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