Panorama IFRS S1 e S2, por Eduardo Flores | evento IFRS S1 e S2 na prática, por Anbima e CEBDS
Sumário Regulatório
Masterclass de Eduardo Flores, professor da USP e coordenador do CBPS, sobre as normas IFRS S1 e S2, que determinam o relato de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima. O conteúdo fez parte do evento "IFRS S1 e S2 na prática: conectando investidores e empresas", organizado pela Anbima com o CEBDS, no dia 28 de abril, com apoio do iCS, do Climate Finance Hub, da Coopera Clima e do Instituto Itaúsa. Em uma manhã, nos aprofundamos nas normas IFRS: reunimos as empresas abertas (que terão que reportar as informações) e as instituições financeiras (que terão que ler esses dados) para debater juntos: - Como aplicar o mesmo rigor dos balanços financeiros aos dados de sustentabilidade; - Boas práticas para melhorar a qualidade das informações de sustentabilidade; - Ferramentas para reduzir riscos de greenwashing e fortalecer a transparência e comparabilidade das informações para investidores e para o mercado. Confira os demais vídeos da playlist e assista ao evento completo!
Transcrição e Conteúdo
Panorama IFRS. Agora a gente vai ter uma verdadeira aula, porque ele é um professor de verdade e a gente tem até um PowerPoint, pessoal. Então o negócio tá seríssimo aqui. Edu Flores, por favor. Eduardo Flores, ele é professor da USP, coordenador técnico do CBPS, que é o Comitê Brasileiros de Pronunciamentos para Sustentabilidade. É uma das pessoas que tem conduzido, né, acho m...
verdadeira aula, porque ele é um
professor de verdade e a gente tem até
um PowerPoint, pessoal. Então o negócio
tá seríssimo aqui. Edu Flores, por
favor. Eduardo Flores, ele é professor
da USP, coordenador técnico do CBPS, que
é o Comitê Brasileiros de
Pronunciamentos para Sustentabilidade. É
uma das pessoas que tem conduzido, né,
acho muitas das discussões sobre a
tradução do que é uma norma aplicada ao
dia a dia. Então, eu tive o prazer de
ouvi-lo falando em 5 minutos, explicando
IFRS, uma conversa sobre taxonomia
sustentável em Brasília semana passada.
Aí todo mundo olhava, não é que ele fala
fácil. A gente tá aqui para provar isso
hoje. Edu. Mais uma vez, obrigado pela
pela participação. Tá contigo.
>> Muito obrigado, Luís.
>> Bom, Edu, só um minuto. Antes a gente
tem mais ou menos uma hora eh programada
para esse painel. O Edu falou mais uns
40 minutos, PR a gente tem uns 20
minutos de bate-papo no final, tá?
Então, lembre-se da mão levantada para
quem tá lá mandar as perguntas e assim
por diante.
>> Muito obrigado pelo convite. Eh, uma
honra e um um uma responsabilidade muito
grande, né, participar de um evento como
esse, especialmente pela quantidade de
entidades relevantes que têm levado a
cabo essa iniciativa de implementação
das normas do CBPS, né, das normas do
ISSB aqui no Brasil, né, em especial
aima captaneando esse esse esforço. é
essa dificuldade de curva de aprendizado
que tem sido comentada, ela é
efetivamente uma coisa absolutamente
normal, porque a gente não tá falando de
algo que que já existia, né? A gente tá
criando um padrão, especificamente
falando, colocando várias áreas do
conhecimento que até então eram eh não
vaso comunicantes, né? Eram silos, vamos
dizer assim, isoladas entre si, a
contabilidade, a sustentabilidade, eh às
vezes as as pessoas nem sabiam que
trabalhavam na mesma empresa, né? Né? e
automaticamente eh tentando vencer em
alguma medida também aspectos de
natureza comportamental, porque muitas
vezes um vai olhar para outro, só pensa
unidade monetária, o outro vai dizer
assim, você no final do dia não, né? Eh,
e acho que a a colocação dentro de um
ambiente comum, né, é algo absolutamente
natural nesse sentido. Então, eh, eu
organizei mais ou menos uma apresentação
com 20, 25 slides mais ou menos, óbvio,
não são exaustivos, né? né? Eles são
baseados num material que ao longo
desses últimos anos com os colegas do
CBPS eu pude colidir, né, que é que é
basicamente um livro que tá no prelo,
né, a Atlas deve entregar em julho.
Então eu queria agradecer especialmente
aqui os colegas, a Vânia, o Aroldo do
CBPS, que também estão aqui comigo, né?
E dizer, obviamente que tudo que eu
falar que tiver certo é do CBPS, o que
tiver errado é responsabilidade minha,
tá certo, né? né? Então acho que esse
esse é o ponto. Eh, bom, ah, eu tentei
dar uma nomenclatura das normas à
implementação prática. Por qual razão,
né? Quando a resolução 93 da CVM ela é
publicada, ela dá um biênio, ou seja,
ela dá 2 anos de adoção voluntária. Nós
tivemos duas companhias pioneiras, né,
especialmente a Vale, Helena vai fazer
alguns comentários no final dessa manhã,
né, e a Renia, né, que fizeram uma
belíssima implementação. Não tô dizendo
isso por puxa-sco, não tô falando nesse
sentido, tá certo? Tô dizendo
especificamente porque é uma
implementação muito bem feita, né? Você
tem pares internacionais que você
consegue olhar o relatório, dis: "Olha,
não ficou tão legal". É claro que tem
uma linha de aprendizado, tão usando os
reliefs, extremamente normal, esperado
daquilo que é a, né, do que se coloca.
Mas o Brasil ele vai e elabora um
instrumento que é a resolução 93 da CVM,
que estabelece de forma mandatória a
implementação com uma janela temporal de
implementação,
né? There is no new under sunshine, né?
Não tem nada de novo debaixo do sol, tá
certo? Assim, tem nada de novo, né? É
assim, a o que acontece? Você tem um
prazo de preparação, você tem uma fase.
Não estou aqui fazendo nenhum tipo de
crítica à agenda do dia das empresas. Eu
acho que as empresas elas vão lidar com
seus problemas e com as suas
dificuldades. A gente tem aí taxa de
juros a 15%, reforma tributária, vários
outros fatores e implementação do S1 e
do S2, CBPS 0102.
Esse assunto não é menos relevante,
tá certo? Eh, é, é uma, só que o momento
que a gente tá agora, e aí eu vou tentar
direcionar, né, até no, no ensaio mental
aqui de de como conduzir a a a aqui a
fala com vocês, tentar direcionar para
um aspecto bastante prático, porque a
primeira coisa que eu acho que é
importante é a fala do do do Billy e e
do dos que me precederam aqui, ela é
muito interessante no seguinte sentido:
existe uma cadeia produtiva no relatório
corporativo, como se fosse uma linha de
produção.
Quem é responsável por montar o
relatório, por elaborar o relatório, que
a gente costuma chamar de prepar, os
preparadores, são as empresas.
E quando eu olho pra empresa, eu não tô
olhando para um departamento
empresarial, eu tô olhando para a uma
unidade empresarial.
Então, eu preciso ter uma integração
entre a alta gestão e a implementação.
Por que disso? Porque quando eu for
definir o que que é materialidade, essa
ideia de materialidade, ela é aquilo que
afeta, por exemplo, a decisão do
investidor. Mas o que afeta a decisão do
investidor é potencialmente aquilo que é
material pro gestor também.
Então é um jogo de palavras muitas vezes
que parece que é só da porta para fora e
não tem responsabilidade para dentro.
Não. Você tem que ter um alinhamento
político em termos de políticas
empresariais para que fique claro,
porque o sujeito que vai fazer uma
implementação, por exemplo, ele precisa
ter uma orientação do que que é o
material paraa companhia,
né? Se, por exemplo, se você faz uma
analogia, por exemplo, com coisas mais
conhecidas, variação cambial, uma
empresa que tem lá uma exposição cambial
de 1 milhão de dólares e o patrimônio
líquido dela é 10 bilhões deais, se eu
não vou contratar derivativo para me
proteger.
Agora, se for, por exemplo, 20 bilhões
de dólares, aí, opa, a discussão já é
outra. Quem define isso? Top management,
não é o gestor de tesouraria,
não é pro gestor de tesouraria que foi
dada a alçada da definição dos riscos.
Então isso é muito importante. Então
quando a gente pensa primeiro, primeiro
agente da cadeia produtiva, o
preparador, segundo agente, o auditor, é
quem vai olhar para aquilo e vai dizer
assim, ó, realmente você tinha que pegar
um conjunto de regras, implementar numa
realidade prática e você o fez de forma
correta, coerente e adequada, robusta e
confiável.
Então esse é um segundo ponto. Terceiro
ponto, quem vai usar essas informações?
Quem vai usar essas informações, né?
Basicamente os usuários. Então, a aqui a
minha fala obviamente ela é direcionada
muito pros preparadores, obviamente,
porque eu tô falando da norma e a norma
tá basicamente mencionando o que que
deve ser feito, mas muitas das coisas
que se extraem, por exemplo, dessa
conversa, elas são extremamente úteis
para analistas.
Eu costumo acompanhar muito call com o
investidor, muita conferência com o
investidor. E as perguntas são sempre no
seguinte sentido: o que que você vai
fazer em termos de expansão? E essa
linha, como é que tem sido a margem de
produtividade? Porque a demonstração
financeira, ela não dá, por exemplo,
margem de contribuição por segmento
negocial, né? A gente sabe que
informações por segmento é muito
limitada. Então, muitas das perguntas
dos dos analistas é numa tentativa de
prospectar dados mais granulares para
que as suas projeções, as suas análises
sejam mais específicas, mais pontuais,
mais preditivas, mais acuradas.
Aqui a gente tem um ambiente riquíssimo
de informações granulares que ao serem
integradas no fluxo de caixa descontado,
te permitem produzir informações
efetivamente mais robustas.
Então, se eu entendo como que é a
cozinha da produção do relatório S1 e
S2, eu sei o que que eu posso pedir para
fins de análise. Eu sei o que que eu
posso usar para fins de análise, tá
certo?
Então, esse é o livro que eu comentei,
né? Ele deve ficar pronto em julho, mais
ou menos. fiz é experiência dos 4 5 anos
aí de de de
discussão dessa norma, mas antes até
mesmo do livro, né? Primeira coisa,
estou fazendo a implementação do FRSS1,
CVPS 0102 na minha empresa. Que que eu
tenho que fazer? Qual o primeiro passo?
Primeiro, primeiro passo, primeiríssimo
passo? Prioridade um, lê a norma.
Tá certo? Agora, que tipo de leitura?
Leitura igual o que tá acontecendo aqui,
como se fosse um clube de leitura. Isso
aqui como se fosse um clube de estudo,
tá certo? Então a gente tá comentando,
ó, não existe treinamento, não existe. A
gente tá construindo coletivamente aqui,
tá certo? Tá. Então na minha empresa eu
tenho uma particularidade, eu sou num
setor e uma métrica que é muito
específica para aquele setor se aplica
para todo mundo, mas para mim não se
aplica tanto porque eu tenho
justificativa para provar que não se
aplica.
Você comentando o que você tá fazendo,
você começa a ensejar nas pessoas um
pensamento metodológico
para que elas comecem a refletir também,
não colocar no piloto automático, fazer
um relatório, né, preencher um
formulário,
né? É como se eu tivesse, por exemplo,
no avião aterrizando aqui, você tá
trazendo itens de natureza animal, de
origem animal, né? Você tá carregando
mais de 10.000 no bolso, né? Não é isso.
Isso não é um relatório. O relatório ele
é uma narrativa e narrativa no sentido
estrito da palavra e não deturpado da
palavra de como a empresa entende de
forma institucional o seu modelo de
negócio, como ela consome recursos, como
ela produz bens e serviços e como isso
afeta suas finanças no tempo presente, o
que se espera pro tempo futuro.
Agora, para eu fazer isso, eu preciso
fazer uma leitura direcionada da norma.
Então vem aqui controladoria, tem um
departamento de sustentabilidade, vem
aqui, tem um departamento de controles
internos, auditoria interna, senta todo
mundo junto e vamos pegar e fazer um
Excel com essa norma, parágrafo a
parágrafo, leitura e cada coluna você
vai dizer assim: "O que que você
entendeu da sustentabilidade? O que que
você entendeu da contabilidade? O que
que você entendeu do controles
internos?"
Claro, tô colocando os três que são os
mais usualmente empregáveis dentro dessa
discussão, mas pode ter outras áreas,
auditoria interna, por exemplo, né? Se
você tivesse que implementar, quais
seriam as suas principais aí usando o
termo da moda, suas principais dores
para implementar? Como é que você faria?
E a partir de uma leitura transversal, é
que você consegue chegar não no consenso
necessariamente, mas em dizer assim:
"Qual é o nosso plano de ação para fazer
a implementação dessa norma?"
Não tem mágica
com a SOX. Foi assim em 2002,
empresa que reporta para ambiente SEC,
por exemplo, que tem, né, controle de
materialidade, né? e controles,
auditoria de controles internos sabe que
é assim, né? Uma série para implementar
relato integrado foi assim, para
implementar TCFD, foi assim, para
implementar IFRS para relatório
financeiro é assim, tá entrando em FRS
18, mas de demonstração de resultado,
vai me dar toda a cara da demonstração
de resultado.
Como é que você vai fazer? Você tem que
ler o documento. E aí você vai dizer
assim, ó, financeiro, eu preciso dessa
informação agora, né? Controladoria, eu
preciso dessa informação agora. Então
esse esse puzzle shame, né, vamos dizer
assim, ele precisa ser essa organizado
dessa maneira, né? né? Não tem muito por
onde fugir.
Por que descustabilidade importa? Isso
aqui acho que me parece que pregar para
convertido, né? Assim, tá certo? Deixa
eu ver um pouco no molhado, né? Eh,
basicamente a fala anterior é custo de
capital, fluxo de caixa, locação de
capital. Aqui, óbvio, tô pegando o
hábito do cachimbo, deixa a boca torta,
né? Eu sou contador de formação e sou
atuário, né? Então, se você falar assim,
por que que essa informação é relevante?
Porque balanço é relevante.
Você vai usar isso para projetar as
demoções financeiras da empresa. Bom, e
automaticamente você consegue a partir
disso, como fomentador de negócios mais
sustentáveis, com maior ou menor impacto
social, com uma escolha da sociedade,
estimular ou desestimular determinadas
práticas comerciais. Aí é um pensamento
mais econômico, um pensamento mais
neoclássico da economia, que é quais as
externalidades positivas e negativas.
Você entende que as externalidades
negativas superam as positivas? Sim,
entendo. Então, a tua lógica não é mais
uma lógica econômica utilitarista. Mas
veja, isto tá fora do relatório.
Não confunda o relatório que orienta a
tomada de decisão com a tomada de
decisão. Sim.
O relatório que orienta tomar decisão é
como o o Max Weber, ele tem um livro
História Geral da Economia muito bom,
que ele fala assim: "A contabilidade ela
propicia para a economia uma
racionalidade calculadora".
Então, em sendo o agente econômico,
alguém que quer maximizar seus ganhos,
minimizar suas perdas, ele precisa de
informações para poder alimentar esse
processo. Então, a contabilidade vai lá
e entrega essas informações, mas ela não
é a decisão, ela é a a a o meio, o
manancial informativo que ajuda a tomar
a decisão.
Os três pilares centrais. Bom, então
aqui a gente tá falando basicamente dois
pilares que estão do lado do passivo e
patrimônio líquido e um pilar que tá do
lado do ativo,
né? taxa de juros mais barata por um
green bond eventualmente equity com um
custo prêmio de risco menor porque a
empresa tem um horizonte melhor e a
locação de capital em produtos que
consigam gerar uma taxa de retorno maior
pelo fato de você ter ali uma uma
sustentabilidade
ocada
e no especificamente, né, agora paraa
arquitetura das normas, nós temos dois
documentos hoje em vigor, dois
documentos que estão aí vigorando,
vigendo, né, para serem implementados.
CVPS 01, CVPS 02, fundamentos gerais de
materialidade financeira, governança,
estratégia, gestão de riscos, métricas
para todos os temas de sustentabilidade,
o FRSS1
e o IFRSS2, que ele tem uma norma, é uma
norma temática, foco em clima. Eu
costumo dizer que ele é um um boost do
TCFD, né? É o TCFD turbinado ali, né?
Ganhou um, né? Eh, eh, um, uma potência
maior, né, com as normas do SASB ali,
que que vão fazer uma espécie de eh
apêndice eh orientativo, né? Mas o que
que a gente tá olhando? Basicamente
CVPS01,
VA tem uma fala muito interessante nesse
sentido. Ele é como se espécie de um
framework, uma estrutura conceitual, né?
Ele é uma cartilha que orienta os
princípios direcionais do relatório
financeiro de informação
sustentabilidade, informação financeira
relacionada à sustentabilidade.
Então veja, isso é bem bem coisa de
contador. Qual é o santo grau do
contador? Representação fidedigna.
A contabilidade vai ler um evento
econômico, vai colocar a lupa dela sobre
um evento econômico e ela pretende fazer
uma representação contábil verossímilio
ao evento econômico.
Por que que eu tô dizendo isso? Porque
muitas vezes, veja, o evento econômico
ele é uma transação, pode ser informal.
Eu fizer uma transação, por exemplo, de
compra e venda sem nenhum papel, é uma
transação informal. Como é que eu
materializo isso do ponto de vista
formal? por meio de um ato jurídico.
E o ato jurídico, ele deveria ser também
uma relação de manifestação, de
verossemilhança dessa dessa relação
econômica que aconteceu. E a
contabilidade pega um contrato, vai ter
que ler aquilo e representar dentro de
um balanço, tá certo? É isso que ela vai
fazer. Só que muitas vezes o ato
jurídico ele tem uma espécie de forma de
leitura do evento econômico que não se
coaduna com a essência do evento
econômico. Daí a contabilidade ela esse
pressuposto chamado representação
fidedigna e dizendo, ó, a representação
fidedigna é aquilo que me permite
desconsiderar o ato jurídico, não a
minha revelia, para que eu possa me
enfocar no ato econômico, no evento
econômico de fato, que eu quero a
substância econômica, eu não quero a
forma jurídica.
Aqui é a mesma coisa. Então essa norma
ela parte com esse espectro e a partir
daí você já começa a entender que vai
dar uma volta mais na chave de fenda,
porque não adianta eu falar, por
exemplo, que a minha empresa é
extremamente preocupada com
sustentabilidade e eu não encontrar
nenhuma evidência material se eu tivesse
que fazer uma auditoria, por exemplo,
para corroborar esta fala.
Que que eu tô falando de evidência
material? Poxa, se você tem um conselho
de administração e eu olho as últimas 10
atas do conselho de administração e não
encontro, por exemplo, uma temática de
sustentabilidade lá,
pensa a cabeça de auditor. Auditor não
tá lá dizendo assim: "Ah, você tá
mentindo, você tá falando a verdade. O
auditor não faz julgamento moral, tá
certo? Ele não neuroética de nicôaco que
vai dizer assim: "Não, não
>> é,
>> não confio em você". O auditor ele tem
um conteúdo chamado normas
internacionais de auditorias que são
emitidas pelo AWESB.
E essas normas vão orientá-lo dizendo o
seguinte: o que que é uma evidência do
que você consiga comprovar uma abordagem
qualitativa? É minimamente um documento
que me dê a possibilidade de chegar a
isso, fazer um checklist. O auditor vai
muito por isso mesmo. Então a
responsabilidade dele vai nessa linha.
Então como é que ele vai atestar que
aquilo é uma representação fidedigna da
sua realidade de reporte de
sustentabilidade se não houver um
ambiente interno que propicie a a coleta
de evidências que permitam. Então,
controles internos
estejam presentes.
Estejam presentes, né? O CBPS 02, ele
vai ter um foco em clima, né?
Automaticamente a gente já passou muito
nos últimos anos falando como é que
cresceu o ISSB, né? Então vamos partir
efetivamente para cada qual, né? CBPS01.
Então ele vai dizer assim, ó, ele vai lá
e estabelece o conceito de materialidade
financeira. Acho que já vencemos um
pouco também aqui as irresignações com
relação à materialidade financeira.
prefiro materialidade dupla ou
materidade de impacto, né? Não é uma
questão de preferência, é uma questão de
exequibilidade,
tá certo? Não é. É óbvio que se você
pensa o conceito de materialidade de
impacto como sendo o que a empresa afeta
a sociedade, o que a sociedade afeta a
empresa, é um raciocínio absolutamente
mais integrado. Só que qual o problema?
Como é que você faz uma asseguração
razoável de uma materialidade de
impacto? Que quer dizer asseguração
razoável? tudo que deveria estar nesse
relatório está nesse relatório. Porque o
conceito de materialidade de impacto,
ele é basicamente, grosso modo dizendo,
o conceito de externalidade econômica.
Então, se eu penso, ó, vamos fazer um
exercício mental rápido, uma empresa que
tem alta poluição, então alto poluente,
tá bom? Só que ela emprega 200.000 1000
colaboradores.
Opa, começa aqueles exercícios
anteriores que a gente fala, a gente sai
não sai do lugar, porque a externalidade
positiva que ela gera do salário que ela
paga necessariamente compensa a
externalidade negativa da poluição. O
que que eu posso fazer para mitigar um?
O que eu posso fazer para incentivar o
outro? Mas se eu colocar dinheiro, por
exemplo, para mitigar poluição, vai
diminuir o PLR do colaborador. Você não
sai do lugar.
Como é que a contabilidade resolveu?
Primeiro, quais são as mágicas que a
contabilidade, né, costumo dizer mágica,
são, quais são as tecnologias contábeis
dos últimos 200 anos que permitiram que
você tivesse um relatório contábil tal
qual hoje você o tem e auditado como
você o tem? Primeiro, princípio da
unidade monetária comum, denominador
monetário comum. Se olha o balanço de
uma empresa, o estoque é unidade física,
o título e valor mobiliário, são títulos
e valores mobiliários. Podem ser o
portador, não ser portador, pode ser
ações, pode ser debentores. Você olha o
imobilizado, é um tanto de fábrica, né?
uma série de coisas, mas tudo vai para
um mesmo balanço para compor uma
estrutura patrimonial, porque ele é meio
que uniformizado pela unidade monetária.
Então, tá tudo em moeda. Eu posso brigar
depois se tá em moeda corrente, se
deveria estar em moeda corrente, se tá
em moeda de saída, se tá em moeda de
entrada, é outra história. Mas o meu
patrimônio líquido ele é a unidade
monetária. Qual o segundo ponto? Ao
estar tudo em moeda, eu vou lá e passo
um thrashhold, uma linha de divisão e
digo: "Daqui para cima é material".
Vamos pegar um exercício, ó. Fui lá e
comprei 10 cadeiras, por exemplo, né,
que vão ser usadas no refeitório da
companhia. Essas cadeiras custaram, sei
lá, R$ 5.000 para uma empresa que tem um
ativo total de bilhão. Você vai tratar
isso como ativo, depreciar essa cadeira,
colocá-la no seu controle de ativo fixo.
Você vai tá com despesa na cabeça, caixa
contra despesa. Por quê? Porque é
imaterial.
Agora não, eu fui lá e construí uma
planta operacional. essa planta
operacional custou, né, tanto para poder
inclusive os juros dessa planta,
enquanto ela não tiver operando, como é
um ativo qualificado, eu vou capitalizar
porque é material. Aqui é a mesma
lógica. Então a norma quando ela olha
paraa materialidade financeira ela não
tá eh abrindo mão, por exemplo, num
primeiro momento desse conceito maior
que existe do impacto que as empresas
promovem. Mas a orientação aqui é muito
clara. Eu tô pensando em credor
investidor.
Eu tô pensando em credor investidor, né?
né? Então você tem uma empresa de
agronegócio que identifica que secas
prolongadas no serrado afetam sua
produção de soja. Então ela tem queda de
receita, aumento de custo, potencial
impérmit das terras, né? Eventualmente
equipamentos que ela tenha investido,
né? Revisão de covenant, ela pode ter
tomado, por exemplo, dinheiro emprestado
e ter lá cláusulas dizendo, ó, se você
tiver EBD despesa de financeira sobre o
EBD, por exemplo, você vai, né, estourar
uma COVID 3.3, 3.5, alguma coisa que
valia. Então isso para ela é
materialmente material ponto de vista
financeiro,
tá?
que que você tem que divulgar, né? O
risco e oportunidade, um pouco daquilo
que a gente já olha, avaliação do
impacto. Então, poxa, isso aqui é um
risco, é uma oportunidade. Legal. Qual é
o próximo, a próxima camada que é
necessária de ser feita? Identifiquei um
tema, por exemplo, ah, eu tô aqui numa
empresa do setor de hotelaria
e recursos hídricos é algo que é
essencial para mim. Tem faltado muita
água nessa região. É, então, legal. Se
você já tem aqui o o tópico, como é que
você vai avaliar isso do ponto de vista
de impacto.
Aí entra a quantificação, o quanto
eventualmente reduções deste insumo
chamado água afetam a tua capacidade,
por exemplo, de acomodação de pessoas,
de oferecimento de vagas e de
hospedagem.
Opa. É aí veja, não, nós não estamos no
mundo da da da álgebra ou da aritmétic,
a gente tá no mundo da estatística.
Porque é o mundo probabilístico, não é o
mundo determinístico. Então eu vou ter
que assumir em algum momento um fator de
probabilidade que é qual é a chance, por
exemplo, nos próximos 3, 4, 5, 6 anos,
curto, médio, longo prazo, aquilo que eu
defino como curto, médio e longo prazo,
de faltar água, por exemplo, numa um
percentual, né? Então, vou multiplicar a
minha capacidade hídrica hoje por pon.
5,
né? Mas de novo, a forma como eu
construo esse raciocínio, ela tem que
ser baseada minimamente numa metodologia
descritiva para que alguém que venha,
como se eu tivesse fazendo um discurso.
O discurso logicamente válido, ele é
diferente de um discurso retórico,
porque o discurso logicamente válido,
ele é o discurso cuja conclusão ela
deriva das suas premissas.
Isso é interessante. O discurso
retórico, ele é simplesmente uma
conversa livre. Eu não tenho preocupação
em que os meus argumentos subsidiem as
minhas conclusões. O discurso
logicamente vale, que é o discurso
técnico, é a base do discurso técnico. E
aí quando eu falo o discurso técnico
pode ser escrito ou pode ser falado, ele
pode ser oral, pode ser redacional. Ele
tem necessariamente que se pautar sobre
um atributo de lógica formal. Ou seja,
eu fiz um exercício baseado nessas
premissas e cheguei nessa conclusão.
O que eu não posso dizer que eu faço um
exercício, constato, por exemplo, que
tem um risco de crise hídrica e chego na
conclusão que a minha capacidade de
hospedagem aumentou três vezes.
Certo? Isso é um absurdo lógico, né? É
um absurdo lógico, porque alguém que vai
pegar esse documento, que diabo que é
isso, né? Perdão da palavra, né? Assim,
que que é isso, né? Você tá, você tá
indo para um caminho chegando numa
conclusão absolutamente a menos um, né?
Então, no final do dia, boa parte deste
exercício de implementação na lembrando,
cadeia produtiva, condição de
preparador, ele tá voltado ao quê? a
documentação do seu racional, a produção
de manuais internos ou de memorandos
internos que cheguem a uma conclusão de
como você concluiu daquela forma pela
cor concluiu. E isso é uma coisa
interessante no âmbito das empresas
brasileiras, porque tem melhorado muito
assim, 20 anos, né, trabalhando como
consultor, eu vejo isso. e eh tem
melhorado muito depois do FRS, houve uma
prática muito maior por parte das
companhias de registrarem
em ata ou em documentos ou produção de
memorandos internamente registrarem.
Isso é importante, é isso que vai levar,
por exemplo, à construção de um ambiente
mais seguro, né? O reflexo nas
demonstrações contábeis, ou seja, o
conceito de conectividade.
Então, tudo bem, você tá dizendo aqui
que você tem um risco, ele tem um
impacto, ele impacta o quê? qual rubrica
de receita, despesa, custo, ativo ou
passivo, ele vai impactar.
Isso aqui é uma coisa que eu tenho visto
muito de forma muito interessante, que
usualmente o o os colegas da área de
sustentabilidade eles ficam bastante
focados na primeira e segunda camada
dessa discussão e a controladoria, a
contabilidade muitas vezes entra na
terceira camada. Então, geralmente
quando eu tô conversando com alguém, eu
pergunto: "Qual hora você é?"
Só fala soldar suabilidade. Usualmente a
dúvida veio nessa terceira camada.
Quando é o inverso, é a contabilidade
que tá fazendo a implementação, as
dúvidas vêm aonde? Na primeira e na
segunda. É gozado isso, né? Assim, mas é
natural, né? Obviamente é natural, né?
São são expertizes absolutamente
distintas, né?
Então, né? Esse critério de
materialidade aqui, só para dar uma um
um um um flavor, né? O que que é a
ideia, né? Assim, é aquele conceito de
frequência versus severidade,
né? Especialmente quando eu penso em
riscos agudos, né? E riscos crônicos lá
depois quando a gente for falar do CBPS
02, né? Então imagina que você tá
pensando o seguinte: frequência, a
quantidade de vezes que é uma coisa
aconteceu ao longo dos últimos anos,
severidade, uma vez que ela aconteceu,
qual foi o ticket médio da perda,
né? É, ou seja, risco, a definição
técnica de risco é a probabilidade da
existência de um cenário, da
materialização de um cenário, que
obrigatoriamente após a sua
materialização, eu vou estar pior do que
eu tava no começo. Não tem risco de
coisa boa, tá? O risco de eu ganhar na
loteria, tá? Não é isso, tá certo? Não
existe esse risco, né? O risco de eu
vender 50% a mais, nó que risco bom, né?
Não existe isso, tá certo? Então o risco
ele mandatoriamente ele é algo
obviamente metrificável
porque ele tem uma característica
empírica,
diferentemente da incerteza, que é muito
mais uma condição de ordem psicológica
por vezes. E ele tem também uma
possibilidade, né, de sempre me de me
levar a uma condição pior em termos do
que eu estava comparativamente eu estou,
né?
H, baixa probabilidade impacto que é
mais um pouco do que tem até no próprio
material, que é um pouco de teoria do
risco, né, de gestão de riscos. Mas um
ponto que eu acho que é fundamental,
quando você sabe do modelo de negócio da
sua companhia,
especialmente a gente, vamos pegar
aquela definição clássica, né, da teoria
da administração, backoffice e front
office, né? Quantas vezes você foi lá na
mesa de investimento do banco, lá no
gestor, o que que você faz mesmo?
Você tá montando uma carteira, é título
TPF, né? Legal pegar um caso bem
clássico do mercado financeiro, OK? Pós
ou pré
ou misto. Por quê? Você tá apostando
alta ou na queda da inflação. Como é que
você como é que funciona? Você tem, tá
dizendo aqui, você tem um fundo verde,
um fundo com selo e fundo com selo de
sustentabilidade. Como é que você elege
os princípios para integrar as ações?
Como é que você faz o screening? Como é
que você pega essa ação e fala: "Essa
aqui é elegível,
é ODS?
É algum fator do GRI? É alguma questão,
por exemplo, de ordem do TCFD? Como é
que você faz?" Então, o modelo de
negócio, gente, ele é fundamental. Não
dá para você fazer uma auditoria de
pedaço de papel.
Não dá para você entender o modelo de
negócio. Trabalho numa varegista, né? Tô
trabalho aqui numa rede de supermercado.
Você já foi na loja? Você entendeu o que
que é o conceito de um atacarejo?
Você sabe qual que é o ticket médio, por
exemplo? Quem compra é o que que é? São
igrejas da comunidade, eh, batalhão do
Corpo de Bombeiros, compra o quê?
Essas nuances, essas particularidades,
essas granularidades, elas me ajudam a
entender como é que você faz dinheiro,
empresa? Você faz dinheiro porque você é
desconto o recebível com uma taxa de
juros embutida
ou você faz dinheiro com a margem de
venda.
Porque se você olhar na contabilidade,
às vezes não tem valor presente.
Mas o fato de não ter valor presente não
quer dizer que tem juros embutido.
Se chegar numa loja assim 10 vezes à
vista, uma à vista e 10 vezes a prazo é
igual valor à vista, isso não é um
problema da a gente costuma em casa não
é um problema da USP, é um problema da
PUC, porque é milagre, é um efeito sem
causa, é uma questão de teologia, não é
uma questão de finanças.
Claro que tem um juros ali embutido,
então você tem um risco em alguma medida
como uma atividade financeira. a taxa de
juros oscilar, por exemplo, você tem um
fator que pode te levar a ter uma forma
de financiar o teu cliente diferente.
Isso tudo, independentemente da forma
como ele vem pasteorizado no relatório
corporativo, você precisa entender,
porque senão o relatório não vai sair
como deveria. Se você vai colocar isso
no relatório tal qual, porque é um fator
sensível do ponto de vista estratégico,
é outra discussão.
Agora, o que você vai fazer com essa
informação é uma coisa, não sabêlo é
outra coisa.
né? Tipo de riscos cobertos aqui,
acelerando um pouquinho para dar tempo
da gente fazer as as perguntas, né?
Riscos físicos, ou seja, basicamente
risco físico, eu tô falando que eu tô
para ser físico, eu tenho que ter um
ativo físico, tá certo? Tem uma fábrica
que tá sujeita, por exemplo, a uma maior
eh um impérmete por conta da da de uma
mudança climática, né? Uma planta de
produção que ela pode ser destelhada,
né? Aqui o que ajuda muito a inclusive a
encontrar vários exemplos para riscos
físicos é a própria área de seguros,
seguro multimodal, por exemplo, né? Eh,
então um shopping center, por exemplo,
que tá mais exposto a incêndios por
conta, né, de aumentos de temperatura,
né, a conta de eletricidade que vai
aumentar, porque agora você tem que
manter o ar condicionado ligado
integralmente. Então, risco físico,
risco de transição, ele tá geralmente
vinculado à possibilidade que você tem
ou a aceitação que você tem do seu
produto ou a possibilidade de ofertá-lo,
um risco de oferta e demanda, vamos
dizer assim, né? Porque passou uma
legislação agora que me impede de vender
esse produto ou agora passou uma
legislação que vai me encarecer, por
exemplo, o custo de produção, porque eu
tenho que comprar um crédito de carbono
para compensar, né, o dióxido de carbono
que eu emiti para isto, né? Riscos
sociais. Então, lembra que o CBPS 01 ele
é lato senso, ele não é temático, né? E
aqui eu tô falando basicamente no na
vertente de colaboradores, né? né, na
vertente da sociedade onde eu tô
inserido, é como se fosse a a outorga
social, né, autorização social que eu
tenho para operar, tá certo?
Recentemente temos um show que vai
acontecer no Rio de Janeiro, né, um
colaborador faleceu no palco,
né? Então esse é um esse é um fator de
risco social, né? Riscos de governança.
E esses me parecem que a gente já
convive com eles há bastante tempo, né?
Então veja, muitas das coisas que estão
aqui não são novas, né?
E aí a a o quadrilátero, vamos dizer
assim, né, que é inspirado no TCFD e a
Fundação FRS trouxe pro CBPS01,
governança, estratégia, gestão de
riscos, métricas e metas. Quem
supervisiona?
Qual a estrutura de pessoas dentro do
seu organograma para lidar com aqueles
assuntos chamados de insustentabilidade?
É basicamente essa pergunta.
E qual que é o challenge disto? as
pessoas ou a forma como você estruturou
o seu organograma para lidar com o tema
é uma forma
tecnicamente que passa uma mensagem do
sentido do seguinte sentido: vai
funcionar ou não vai funcionar?
Tá certo? Vai funcionar ou não vai
funcionar? Vou dar alguns exemplos
malucos aqui, né? E até paladinos para
para começar materializar um pouco. Você
tem lá um comitê de sustentabilidade que
se reúne numa periodicidade semestral.
né? Assim,
é raro, mas acontece, né? Tá certo. É
raro, mas acontece, né? Você tem lá um
comitê de sustentabilidade que se reúne
numa periodicidade semestral e não tem
nenhuma pessoa efetivamente que tenha
uma orientação de sustentabilidade ali,
né? Ou seja, alguém que um engenheiro
ambiental, alguém que tem uma formação
mais adensada na temática, né? que lida
com relatórios e tal, assim, não, no
final, gente, naturalmente, né, assim,
hoje em dia com inteligência artificial
é muito fácil você cruzar expertizes de
currículo com posições e chegar numa
conclusão assim, ó, tem um tem tem
gripping, tem aderência.
Se essa pessoa fosse contratada só para
essa posição, ela seria o teu best case,
né? Seria o seu melhor candidato, né?
Então é um pouco dessa lógica, né?
Quando eu olho paraa estratégia,
estratégia é a mesma coisa. OK, legal.
Estratégia, né? É muito difícil você
colocar numa mesma frase estratégia e
transparência e não chegar numa num
paradoxo, né? Assim, tudo bem,
estratégia legal, ó. OK. Que que que que
de fato é sua estratégia?
Mitigar emissões,
vender produtos. OK. Que produtos estão
aonde? Tá na PID, pesquisa e
desenvolvimento, research development,
tá lá como fase de pesquisa, não tá em
fase de pesquisa? Porque muitas das
vezes a gente escuta as pessoas falar:
"Ah, mas isso serve, se servir para
alguma coisa, vai servir pro usuário
externo". Se eu fosse conselheiro de uma
empresa e a empresa ela elege o
princípio da estratégia como sendo
insustentabilidade, um tema para ela, eu
quero saber como é que você vai
monetizar isto,
como é que você espera que isso vire
fluxo de caixa, seja por meio de aumento
de receita ou redução de custo e
despesa,
né? Gestão de riscos. Aqui a gente tem
uma boa literatura, especialmente em RM,
né? Enterprise risk management tem muita
coisa. Coso, tem muitas coisas, muitas
metodologias e métricas e metas que eu
acho que é uma grande contribuição da
Fundação Efrest trazido o SASB para
dentro dessa história, porque os
cadernos setoriais do SASB, eles são
absolutamente eh voltados para uma
espécie de pragmatismo norte-americano.
A métrica é essa. Você pode discutir se
você consegue com os dados da sua
realidade local computar aquelas
métricas, mas não dá para dizer que
aquelas métricas são métricas eh eh
misteriosas para serem calculadas ou
computadas. Não, elas são métricas muito
claramente definidas de como é que devem
ser feitas, especialmente razões e
proporções, né? As métricas excetoas
absolutas.
Aqui eu coloquei algumas referências
também tá lá no material do livro, por
exemplo, que a gente tem muita
literatura de gestão de risco, o próprio
ISO 31.000, né? o Comitos Organization
ali com o ERM de 2017, ele também é bem
interessante. Essa ideia do ERM, ela é
efetivamente a fronteira de conhecimento
que a gente tem hoje em gestão de
riscos, tá certo? É uma uma abordagem
integrada da empresa como um todo, né?
Então você vê que essa ideia de
desconexão, esse cartesianismo
empresarial, muitas vezes ele não é só
entre sustentabilidade e contabilidade,
é muitas vezes gestão de riscos, né, e
outras áreas.
E aqui basicamente uma coisa que a gente
já conhece há muito tempo chamado matriz
de riscos,
né? Ou seja, o que que é famos gerada
matriz de riscos, né? Como é que você
faz isso? Porque é da área de auditoria
interna, controles internos, convive com
isso há pelo menos 20 anos, né? Desde a
época da SOX, que você vai departamento
por departamento, mapeia todas as
atividades daquele departamento,
faz uma espécie de entrevista com os
gestores dos problemas que já
aconteceram. Então você busca uma
espécie de relato da experiência prévia.
Veja, isso é um método científico, tá
certo? Você não deixa de ser ciência,
né? Porque eu tô não tô rodando uma
regressão lá e não tô chegando no Isso é
empírico. Você tá perguntando pro
pessoal o que que aconteceu aqui no
Contas a pagar em termos dos últimos 10
anos. Ah, paguei uma conta errada, né? E
você, né, da área de mobilização, puxa,
eu deixei de mobilizar um item e a
depreciação. Então são coisas muito
objetivas. Você vai fazer esse
procedimental, preencher todos esses
processos. Aqui a diferença é que você
tá inver colocando uma um vetor novo.
Qual é esse vetor? riscos de
sustentabilidade
e vai dizer qual é a probabilidade, por
exemplo, de acontecer algum problema em
termos de sustentabilidade numa área de
compras.
Um exemplo clássico, ah, você contratou,
por exemplo, um fornecedor que tava numa
lista de trabalho análogo à escravidão.
Já aconteceu? Aconteceu. Recebi aqui uma
notificação do Ministério do Trabalho,
né? E tinha aqui uma uma questão como
essa do trabalho, né? Então, poxa, né?
Realmente. Então, você vai fazer esse
tipo de vez. Ah, qual é o você foi
mutado, por exemplo, porque eh jogou
resíduos no lençol prático, né? Então,
essas coisas você vai efetivamente e aí
você vai estabelecer a a probabilidade,
essa probabilidade aqui, um parênteses
mais mais aqui com com um
chapéu um pouco mais acadêmico. Qual é a
probabilidade? Quando a gente estuda a
teoria da probabilidade, você pode
divergi-la ou abri-la em dois grandes
planos, probabilidade exant e
probabilidade expost.
Probilidade exante são aqueles
exercícios que os professores de
estatística torturam vocês ou nos
torturam, diz assim, joga 50 vezes uma
moeda pro alto e vai computando a
probabilidade de dar, né, e imparopar,
um dado, um sexto, né? Vai. Então essa
probabilidade exante, antes do evento
acontecer, você sabe qual é a
probabilidade dele acontecer?
A probabilidade expost aquela que você
só descobre ou tem uma ideia mais ou
menos de qual é a probabilidade do
evento acontecer depois dele ter
acontecido.
Então essa probabilidade expost ela tá
muito mais por uma ideia de contagem e
frequência. Quantas vezes aconteceu
alguma coisa, quantas vezes aquela coisa
se qualificou para um evento que eu
previamente tenha definido. A razão do
acontecido sobre o denominador do que
poderia ter acontecido me dá uma taxa.
Qual é a diferença? A probabilidade
exante ela é precisa. A probabilidade
expost ela é muitas vezes dinâmica. Ela
pode mudar ao passo que o tempo mude.
Olha, teve uma enchente, por exemplo,
vou pegar o caso do Rio Grande do Sul
agora. E aí, revisando literatura, você
vai descobrir que na época do Getúlio
Vagas, né, 40, 50 mais ou menos, teve
outra,
ou seja, você tem um uma frequência ali,
mas dá para você cravar na pedra dizendo
que, olha, uma vez a cada 50 anos? Não
dá.
Não dá, porque a probabilidade expost,
ela parte do pressuposto de ocorrência
sobre possibilidades de ocorrido e é
muito subjetiva, né? Então não queiram
objetivar uma coisa que ela é subjetiva.
Você vai precisar de um expediente
prático. Muitas vezes
definimos assim, depois de 5 anos nós
revisamos três anos revisamos,
né? Aqui só uma um parênteses ainda, mas
já encaminhando. Eh, o que que é essa
ideia de gestão ativas versus gestão
passivas de risco, passiva de risco, né?
É, é um pouco na seguinte linha. Se você
pega, por exemplo, um imóvel que você
tem e você chama um corretor de seguros
e preenche uma pollice de um um
formulário e ele manda aquilo para uma
seguradora e te devolve uma pollice, a
sua gestão de riscos ela é dita gestão
passiva, porque você simplesmente
transferiu para alguém a forma de gerir
aquele risco. A gestão ativa, ela tem
uma outra natureza que é muitas vezes
não existe no mercado securitário
alternativas de gestão para determinados
riscos. Eu não tenho, por exemplo,
seguro contra variação cambial. Eu não
tenho seguro contra uma variação de
índice, taxa, preço. Então, o que que me
compete fazer enquanto companhia? Eu
preciso mapear o risco, identificar a
sua probabilidade de ocorrência e eu
preciso desenvolver algum tipo de
mecanismo de mitigação desse risco.
Então, para que eu possa implementar a
gestão ativa de risco e os riscos
climáticos estão muito nessa linha, eu
preciso ter uma inteligência para gerir
riscos. Quando eu digo inteligência, é
uma tecnologia encorpada na empresa que
me permita fazê-lo. Então, por exemplo,
se eu tenho aqui todas as minhas plantas
industriais, elas estão numa região Sul
e Sudeste, se eu tiver algum problema de
ordem climática que afete uma via, eu
tenho uma concentração geográfica, então
tenho um risco geográfico.
Faria sentido pensar, por exemplo,
ampliar o meu parque produtivo para
outras regiões de modo que eu tenha uma
mitigação desse risco geográfico. Aí
fazer conta,
tá certo? Então, a gestão ativa ela ela
ela parte do pressuposto que você tem a
capacidade de identificar, monitorar e
estabelecer medidas para gerir esse
risco.
Muitas vezes o problema, perdão, de não
conseguir atender o que a norma tá
pedindo é por não ter materializado ou
formalizado esse raciocínio de como é
que as coisas são feitas, né?
Muito objetivamente, eu não gosto muito
desse slide, mas eu acho que ele é ele é
importante, né? Disclosure, disclosure,
né? A divulgação sem gestão é risco
reputacional.
Divulgue só aquilo que você tem a
certeza que de fato fez, não o que você
gostaria de ter feito ou que acha que
fez,
tá certo? A gente tá chegando em alguns
modelos na universidade, na academia,
muito próximos em colidir, por coligir,
por exemplo, informações de mercado e e
divulgações. Diz assim: "Hum, não tá
parecendo que tá convergido".
Aí aquilo que você acha que fez, mas não
fez, é chamado de green washing. E
aquilo que você gostaria de ter feito,
mas não fez, é chamado de green wishing,
né? Assim, né? Então, e fecha essas
lacunas, né? Integra ao RM corporativo,
tem a consistência do que você tá
divulgando para que o relatório seja um
processo de criação de valor e não de
destruição de valor,
né? Isso é muito importante. O
relatório, ele não, veja, isso que eu
sempre gosto de falar, eu sou alguém de
relatórios. O relatório ele não parte do
pressuposto que você deveria ou não
deveria ter feito alguma coisa. O
relatório parte do pressuposto que você
vai divulgar o que você fez.
Então ele não é um atributo de
qualificação moral do que deveria ou não
deveria. Ele é simplesmente assim: "O
que que você fez, né? Deixe-me fazer
aqui um reporte do que você fez, né? E
aí já entrando pro final da CBPS02, né?
O clima como variável financeira. Então
qual que é a lógica, né? Eu vou fazer a
divulgação dos riscos climáticos e das
oportunidades climáticas.
sobre um pressuposto estruturado,
aspectos que vão ser divulgados aqui,
escopo 1, dois e três. O três ele tem e
de emissões de gases de efeito estufa. O
três ele tá como um relief para primeiro
ano, né? Porque em tese você tem um
processo de acomodação, um processo de
implementação. Os reliefs são os seus
melhores amigos nesse processo.
O tempo, qual que é a lógica? O
relatório vai ter que ser divulgado
junto com as demonstrações contábeis.
Por quê? todo sentido do mundo.
Quanto vale uma notícia útil, tardia
para fins de precificação
de ativos financeiros, né? Vale, então
no primeiro ano você tem essa
flexibilização de publicar com uma
janela temporal à frente, né? Porque
parte do pressuposto que você tá. E os
outros reliefs são reliefes de
completude,
digamos assim, né? Determinados partes
do escopo são carv. Ó, esse ano eu não
vou publicar o escopo três, vou publicar
até o dois, porque eu não consigo chegar
no escopo três com uma certa robustez.
Mas de novo, você tem que ter um um
plano para um prazo e um plano para
implementação. Não é simplesmente, ah,
deixa pro ano que vem para ver o que
acontece,
né?
Riscos agudos versus riscos crônicos,
né? Uma terminologia que a norma vai
adotar. O risco agudo é aquele ponto
alto.
O crônico é aquele que tem uma espécie
de uma continuidade, uma espécie de uma
perenidade. Então o crônico, ele passa
ser aquela coisa que se incorpora à
realidade negocial
de sorte que você precise, né,
obviamente ali ter umas mudanças
graduais para esses tanques e tudo mais,
né? Então o agudo não, ele acontece uma
vez, por exemplo, é o caso da da da
enchente de comitei agora há pouco,
né? Se eu começo a perceber, veja, a
diferença entre um e o outro é
simplesmente a dimensão temporal, né? Um
agudo pode virar crônico, pode,
à medida que ele o quê? Tem um padrão de
repetição maior.
Os quatro vetores, né, que a gente tem
aqui de de riscos, basicamente falando,
risco regulatório, por exemplo, dentro
dos riscos de transição, né, falando
especificamente desses que são
abstratos, que estão mais voltados ali a
a questões de mudanças de comportamento
do consumidor, mudanças de comportamento
de políticas públicas, né? Risco
regulatório. Acho que o melhor exemplo
que a gente tá vivendo é criação do
mercado regular de carbono no Brasil.
Quem tá fazendo FPNA, quem tá fazendo
orçamento pros próximos 5, 10 anos, por
exemplo, ciclo, por exemplo, e não tá
levando em consideração
eventuais impactos que se tenha, se tá
num setor, obviamente dentro da
regulação, né, da lei que passou de
criação do mercado regulado de carbono,
o seu FPN tá se dizer furado, né? Vai
dar problema. Risco de mercado, né?
mudança na preferência do consumidor.
O consumidor não quer mais esse produto,
né? Isso é mais complexo, especialmente
na economia como a brasileira, porque um
dos fatores de decisão de consumo no
Brasil é preço, né? Então ainda o preço,
só que à medida que o regulatório
aumenta o preço, né? Você vai ter ali
uma consequência muitas vezes de de
efeito de não não de automaticamente não
ser mais tão atrativo. O tecnológico,
né? as suas tecnologias de produção,
elas eram mais eh ostensivas em termos
de emissões e agora tem coisas mais
novas que fazem menos. Então, imaginar
que você tem uma frota de caminhões a
diesel, né? E a gente tem visto agora
frotas eletrificadas.
Se o IPVA, por exemplo, não quero dar
essa sugestão, né? Mas um um um um um um
tax emissions, por exemplo, começa a
rodar sobre o IPVA, automaticamente, né,
o teu produto fica mais caro, né? e
reputacional, obviamente, né? Prometi
que ia ser NET Zero. Foi aprovado ao
CPC10, que agora me diz que eu posso ter
um passivo decorrente das emissões. Não,
não era simplesmente uma promessa, né,
gente, né? Assim,
a lógica das oportunidades, propriamente
falando, né? Aqui, quando a gente fala
em oportunidades climáticas, eu acho que
o maior desafio que eu vejo conversando
objetivamente com algumas empresas e com
alguns colegas é põe em números
que a diferença, por exemplo, entre um
entusiasmo negocial e efetivamente um
modelo de negócio convalidado. Que que
você vai fazer? Ah, é isso. É legal.
Então vamos você não vou dar exemplo
específico para não parecer que que é é
direcionado porque não é, tá certo? É
simplesmente um exemplo no seguinte
sentido. Você tá dizendo que você acha
que sustentabilidade é uma
possibilidade. É em quê?
Ah, eu quero captar recursos mais
baratos. Quais?
Qual investidor você quer acessar? Se
fosse fazer um, por exemplo, um bid, né,
um pit de captação, se fazer um book
building, com quem eu vou conversar para
captar? Vou fazer uma emissão
secundária, por exemplo, ou uma operação
privada? Qual instrumento de dívida você
vai emitir?
Isso tem que ser muito claro. Se você
não tiver essa história para contar, a
oportunidade ela é muito mais um ensejo
do que uma realidade.
>> Expectativa razoável. Isso é uma outra
discussão também muito forte. O que que
é prazo? Por exemplo, a gente viu, né,
alguns casos dos casos publicados, curto
prazo, médio prazo e longo prazo. O que
que você considera como curto, médio e
longo prazo para fazer sua prática
orçamentária?
É, é uma boa resposta,
né? É, ah, eu tô, por exemplo, no setor
de energia elétrica, né? O sujeito vai
lá e compra, ele vence uma licitação de
uma transmissora. A rápid daquela
transmissora, receita anual permitida,
ela vai se dar por 20 anos. É uma
licitação de 20 anos.
Então, você tem um horizonte, né? O
longo prazo para você não pode ser maior
do que 20, você não tem mais contrato e
o curto também não pode ser dois, que é
o prazo que você tá construindo.
Então, essas coisas você vai ter que
definir, mas eh não tem muita ciência de
foguete. Pode ter discussão, obviamente,
não é?
Aqui só uma tabelinha que eu coloquei
muito mais depois para uma tentativa de
orientação que é o seguinte: como que
cada tipo de risco e oportunidade se
conectaria com um efeito financeiro e
com uma linha contábil afetada, que é um
pouco daquele exercício de integração
das quatro vertentes iniciais, aquelas
quatro faixas, pensando, olha, inundação
numa planta industrial, ele é agudo
porque não é esperado que aconteça com
uma certa recorrência. Horizonte curto
prazo pode acontecer, por exemplo, em
março do ano que vem, né? Qual é a minha
perda? Perda de ativos mais lucro
cessante. Perda de ativos porque os
ativos vão ser ali deteriorados,
depreciados numa taxa mais rápida e o
lucro cessante porque a fábrica fica sem
operar. Qual o efeito? Em paridade,
provisão e receita na DRE. Em
permérmete, provisão e receita na DRE,
precificação de carbono da transição
regulatória, aumento, por exemplo, de
opx de despesa operacional.
Qual o efeito? Custo da mercadoria
vendida,
a minha DRE, eu tenho obviamente uma
redução da minha margem de
lucratividade. Isso, isso é exaustivo? É
claro que não. É claro que não, né? Mas
é uma leitura dizendo o seguinte: o que
se espera dentro dessa integração
matricial da conectividade entre aquilo
que eu vou porque veja o que tá na
primeira, segunda e terceira coluna é
aquilo que em tese vem do relatório de
sustabilidade. O que tá na terceira e na
quarta, na quarta e na quinta coluna,
perdão, é aquilo que vem do relatório
financeiro. Tudo isso vai est no
relatório do S1, do S2, mas da onde eu
tiro cada coisa, né? Da onde vem cada
informação, né? Aqui mais um exemplo
assim muito pontual, né? Então, uma
empresa montadora de veículos, ela tem
lá 80% das receitas provenientes de
veículos à combustão
e ela tá enfrentando riscos ali, né,
numa rota 2030 que ela vai ter que
divulgar o impacto na produção.
Você já fez uma análise, o que que você
espera, por exemplo, de queda nos seus
produtos, né? Eh, eventualmente o CAPEX
para ela poder migrar as fábricas dela
para fábricas que consigam produzir
veículos elétricos ou eletrificados, né?
as premissas de cada cenário que foram
usadas para decisão estratégica e o
impacto esperado das margens durante o
período de transição.
Isso, veja que interessante, né? Eu vou
chegar numa assembleia
geral ordinária e vou dizer pros
acionistas: "Olha, eu tô eu tô sugerindo
enquanto alta administração uma reserva
de expansão,
que é uma reserva de lucros. Eu tô
retendo lucros, vou pagar menos
dividendo agora. Por quê? Porque eu
preciso fazer isto é uma informação
muito mais estruturada do ponto de vista
societário.
Se eu não fizer isso, senhor, senor vai
ganhar um bom dividendo agora e a
empresa corre o risco de descontinuidade
no futuro.
Ah, não, eu não quero. Legal. Então,
saiba que essa empresa pode fechar as
portas por conta de uma distribuição
dividendo que ber uma descapitalização
em tempo futuro.
Então, um pouquinho das um pouco mais
das coisas que eu tinha falado, né?
permérito de ativos, provisões, capex,
premissas de continuidade, né? Aqui já
os os famig gerados cenários, né? Eh,
eh, especialmente mudanças climáticas,
ele começa especialmente lá em cima com
a alta, né? Que você vai ter, ó, aumento
de 1,5 e3. Tem muita literatura ainda
ontem, acho que a Vânia vai lembrar, né?
A gente estava num evento online, né? E
uma pessoa perguntou: "Eu posso fazer um
cenário de mudanças de um cenário de
alteração climática meramente assim,
meramente não, perdão, qualitativo."
Falou: "Olá, se você fizer, obviamente
não não vai ser um Chernobyl, não vai
explodir nada, né? Mas não vai ter
validade, tá certo? Você pode fazer,
poder, você pode fazer, não tem não é um
ilícito você fazer, né? Agora ele é
válido, não. Porque o que que você quer?
Você quer justamente isso, ó. Se
aumentar, por exemplo, 1,5,
que que eu espero que aconteça na minha
DRE? Que que eu espero que aconteça no
meu fluxo de caixa?
É isso que você quer? O que eu espero
que aconteça nos meus ativos,
né? Então é é é esse é o ponto que que
se busca. Então, ah, quais as as
tendências que se tem? PCC, EA, você tem
várias fontes fazendo isso. Então, essa
é uma pergunta usualmente que vem da
onde? De quem já trabalha com
sustentabilidade? Não, de quem trabalha
mais com relatório financeiro.
Aonde é que tem que ter a intersecção
entre os dois? Como é que eu pego essa
informação de sustentabilidade e como é
que eu cruzo com o relatório financeiro?
Porque o sujeito que ele que ele tá
muito na sustentabilidade, ele consegue
chegar nessa planilha aqui. Agora, o que
ele precisa fazer? Ele precisa
alimentar, retroalimentar a
contabilidade dele pra contabilidade de
entender fal. Esse é o cenário que vai
acontecer.
Tem como fazer isso? Você não entender o
modelo de negócio? Não tem,
né? Não tem.
As métricas obrigatórias aqui, já
concluindo, né? emissão de gases de
efeito estufa, os meus ativos expostos a
riscos físicos, o meu capex climático,
aquilo, óbvio, né? Tem outras, mas aqui
alguns exemplos, né? Meu preço interno
de carbono, shadow pricing, que que eu
tô usando como preço interno para fazer
as minhas simulações eventualmente
orçamentárias, né?
Aqui um exemplinho de metas absolutas e
metas de intensidade, né? A meta
absoluta ela não é proporcionalizada por
nada. A meta de intensidade ela é ela
tem um denominador ali, né? né? Então
imagina PIB e PIB per capta para ficar
fácil, né? Uma é uma meta absoluta, uma
meta métrica absoluta, né? Outra é uma
meta eh eh ponderada. Aqui é a mesma
coisa, vou reduzir em tantas toneladas,
né? Vou reduzir tantas toneladas por
tonelada produzida. Já é uma coisa mais
suigêneres, mais amoldada ali ao meu
modelo de negócio, tá? Então, em termos
conclusivos, integração, ela é
obrigatória, ela não é opcional,
né? Ou seja, conversem, né? né? Eu
costumo dizer que a forma mais fácil de
resolver isso é criar um refeitório
comum, né? As pessoas tem que almoçar
uma do lado das outras, né? Então começ
a sust habilidade, ah, você trabalha
aqui, trabalha quantos anos? 15. Ah,
legal, isso é 22, né? Oh, que bom, né? E
aí começa a conversar, no primeira
semana não vai ter muito papo, depois né
surge a gestão, ela precede o
disclosure, pessoal. Esta vai ser um
desafio bastante importante, né? muito
importante e o mercado antecipa antes do
regulador obrigar,
tá certo? Assim, ou seja, não caiamos
nessa nessa utopia de achar que eh de
novo, né, literatura acadêmica, Jason
Mlin, 1976, teoria da agência, sexto
ponto que eles marcam lá, as empresas
publicariam relatórios corporativos,
mesmo que não houvesse obrigação legal,
e os auditariam mesmo que não houvesse
obrigação legal. Por quê? Vamos voltar
lá pro Artlelov Lemon Markets. Como é
que você distingue coisas boas de coisas
que não são tão boas ou empresas
lucrativas, empresas que tem capacidade
de geração de valor no médio e longo
prazo, daquelas que não tem essa
capacidade. Essa lógica interpretativa,
o mercado vai buscar isto, não dou a
informação, ele vai criar a informação,
né? Então, eh mais ou menos isso. Muito
obrigado. Fico à disposição para
perguntas.
Valeu, Edu. Eh, eu prometi, né, gente?
Ele entregou. Certo.
A gente tem um tempo para perguntas e
respostas. Eh, quem tiver interesse em
fazer suas perguntas, lembrando só de
levantar a mão para que a gente consiga.
Ô louco, obrigada, Fern, por favor.
Ó, só vou pedir para você se apresentar
também para
>> Bom, bom dia. Sou Fernanda Faquini da
Natura. Tô ali na telinha já. Eh,
Eduardo, assim, parabéns. Incrível, né?
super didático. Obrigada pela exposição.
Uma dúvida em relação ao clima e às
medidas de intensidade.
Olhando pela ótica de sustentabilidade,
boa parte das empresas que têm práticas
avançadas, por exemplo, estão conectadas
ao SBTI, que demanda metas absolutas
aqui. Então, a recomendação é que as
empresas façam a adaptação das suas
metas públicas que já estão submetidas
ao SBT, a uma métrica relativa. se eu
entendi bem da tua fala.
>> Obrigado, Fernanda. Ah, meu
objetivamente falando, a norma, na
verdade ela aqui, a norma ela não
recomenda que você faça adaptações, ela
tem lá uma prerrogativa de medidas que
ela pede absoluta e medidas que ela pede
proporcionalizadas, né? Então, o que ela
tá efetivamente falando, objetivamente
respondendo, a norma tem o que ela pede
já. Se você já tem medida absoluta,
convertê-la para uma unidade ponderada,
é muito mais simples, né? Mas a norma
objetivamente ela não fala que você tem
que divulgar da forma como você, né,
quiser. Ela tem lá o inventário, vamos
dizer assim, do que que precisa ser
divulgado. Isso. Exatamente.
Mais perguntas, pessoal, por favor.
>> Obrigado. Bom dia. Eh, sou Thiago Matos
da CVM. Eh, Eduardo, eu queria te
perguntar sobre uma decisão recente lá
da Fundação IFRS, né, do ISSB, de
caminhar não pro IFRS3, que era o
esperado lá de biodiversidade,
transformado depois em Nature, né, e
transformar isso num guia de aplicação
ou num guia prático que não vai trazer
novos requerimentos. E aí você tem de um
lado quem defende isso visando estressar
mais ainda o processo de implementação
do S1 e S2. e do outro lado, quem
critica dizendo: "Poxa, se o argumento é
que o S1 já previa a divulgação de todos
os riscos e oportunidades, por que que
eu preciso então de outras normas? Por
que que esse argumento não vale, por
exemplo, para para clima ou para
qualquer outra norma que venha por aí?"
Como é que você vê essa decisão e esse
movimento no momento, digamos,
geopolítico que a gente tá passando
também?
>> Pergunta ótima e vou fazer, obviamente,
um uma um ponto aqui dizendo que é a
minha interpretação da conjectura, né?
uma ser uma conjectura da minha parte,
tá? Ah, o que que a gente olha de uma
história recente do do dos European
Susan Report Disclosures, né, as normas
do Efrag, vamos dizer assim, que foram
foram realmente não adotadas, tá certo?
Foi-se até o momento de adotar e não as
adotaram, ou seja, o projeto ônibus, né,
que é o para todos, né, ônibus é uma
palavra latin, quer dizer para todos,
né, a gente usa como coletivo. Qual foi
a Quais foram as forças contrárias a
essa, a essa, essa implementação? Não
foram forças geopolíticas, não foram
forças empresariais,
certo? Assim, essa coisa é muito
importante, porque quando a gente fala
assim, geopolítica, parece que a
decisão, por exemplo, de um mandatário
da ocasião estimula ou desestimula uma
determinada pauta ao ponto de promovê-la
ou demovê-la integralmente da ordem do
dia. E a verdade não é bem essa, assim.
A verdade é que muitas vezes eu preciso
de um bote expiatório ou de um
mandatário de plantão, justamente se ele
for mais eh eh estriônico, se ele for
mais pastelão, para poder dizer assim:
"É culpé dele, né?" Esse é o ponto, não
final do dia, eu acho que muita gente
começou a fazer conta realmente,
entender que você implementar
materialidade dupla com 12 documentos do
SRD para um ambiente aonde você tem um
acordo, por exemplo, de cooperação do
Mercosul e União Europeia e o acordo
capo caderno, efetivamente falando de de
de comercialização bilateral, ia custar
para muita gente num especialmente no
setor, né, agrário, francês, italiano
eões. Então, então por que que eu tô
colocando isso como primeiro ponto de
forma muito muito aberta para a minha
leitura para para construir o raciocínio
que eu tô que eu tô construindo, porque
qual foram os argumentos técnicos para
demover a adoção do do das normas do
Efrag? Complexidade, custo e
excessividade.
Aí no mesmo caminho, constrói-se o ISSB
com dois documentos, sendo um documento
majoritariamente baseado em coisas já
conhecidas. IFRSS1 é um blend entre
relato integrado, estrutura conceitual,
CPC01 ou IFRS e IS01, né, que agora
e o IFRSS2, que é um boost do SASB com a
norma do TCFD, você já tem um mundo de
gente adotando.
Você começa o movimento na União
Europeia, por exemplo, Financial
Reporting Council do Reino Unido fez uma
consulta pública para saber se adotaria
as normas do DSB. Opa. Aosco endorse
endorcemento. Inclusive a decisão, né,
da própria CVM foi uma decisão. A 193
sai por conta do do endorsement da
IUSCO. Você tem agora, por exemplo, o
Parlamento Europeu fortemente
considerando, teve até uma matéria da
Forbes hoje, né, falando parlamento
europeu considerando fortemente a adoção
das normas do SSB. Justamente por quê?
pela sua simplicidade no sentido não
simplicidade não quer dizer
trivialidade,
não quer dizer uma coisa pequena, não é
isso que eu tô querendo dar essa
dimensão, mas pela sua capacidade fática
de execuibilidade.
A Fundação IFRS nesse momento IFRS S3,
né, biodiversidade é relevante. É
relevante. Só que se eu coloco ela como
FRSS3 adicional,
todo mundo começar pera lá. E a
proporcionalidade
entre o mal feito e o perfeito tem um
feito,
né? Então, me pareceu que uma decisão,
do ponto de vista estratégico,
muito acertada, porque quando daqui 3 4
anos é mais fácil você promover um um um
guia de implementação prática a uma
norma,
dendo já outras duas normas amplamente
adotadas, do que criar uma quarta,
quinta ou sexta norma num ambiente que
não se tenha nenhuma norma adotada.
A gente não pode esquecer que a Fundação
IFRS, ela nasce no ano 2000. Eu tô já
encaminhando pro final porque eu sei que
isso é mais eh eh
fora do que a gente tava aqui proposto a
falar, mas a Fundação FRS, ela nasce no
ano 2000, mas o IASK, o International
Account Standard Commit, ele foi criado
em 1973.
Então a gente tá falando de um aporte de
capital intelectual de produzir norma
para relatório corporativo de 50 anos,
em que de 73 a 1999 produziam-se os
international account stands, os IASS,
que quem adotava? Oficialmente ninguém,
extraoficialmente o mundo inteiro,
praticamente. O Banco Central tem várias
normas, a CVM tem várias resoluções que
quando você olha são char peaking, são
pedaços que foram rigorosamente
inspirados nas normas da do do IASK.
quando ele é constituído o IASB no ano
2000 junto com a Fundação IFRS, se tem
uma coisa que essas pessoas sabem fazer
é relações institucionais.
Então ele sabe que o momento é crítico,
mas sabe também que o momento é crítico
não porque existe uma atenção meramente
geopolítica, mas porque muita gente tá
pegando carona na resposta geopolítica
que é igual crise. Sujeito fez mais
decisões negociais durante 10 anos. V
uma crise econômica, quebrou por causa
da crise.
>> Então a a fundação ela tem essa
sensibilidade política, né, para não
perder o momento. Porque veja, boa parte
das discussões que nós temos aqui, é,
mas o Brasil é o primeiro a adotar. E se
a Europa já tivesse adotado?
E se o Brasil for o primeiro a adotar? E
a Europa, o continente europeu, né, o
bloco foi o segundo a adotar ou terceiro
a adotar?
a gente vai ter desenvolvido uma
tecnologia que quando eu digo do lato
senso, que é o que a gente tá fazendo
nessa sala aqui de conhecimento,
implementação, digna de exportação para
lá.
Então, eh, eu acho que a leitura ela tem
outros componentes, sabe, Thaago, que
carecem ali de uma avaliação mais
plural.
>> Eh, pessoal, eu preciso só eh já me
sopraram aqui no ponto que a gente tem
mais poucos minutos. Eu tenho três
perguntas da turma que tá pendurada
aqui. Eu vou só fazer um mix dessas três
e pedir para você dar uma olhada e a
gente volta para cá. Eh, tem uma aqui
que pergunta sobre oportunidades
cobertas pelo CBPS 01. Eu vou pedir para
você já colocar na sua resposta porque
você falou bastante sobre CBPS01, CBPS02
e a gente vive chamando isso de IFRS, S1
e S2. dá uma desenrolada nessa conversa
pra gente, aproveitando que a gente tem
um monte de gente CBPS aqui. Mais uma
vez agradeço a presença, Aroldo, a Vânia
tá aí, o Sérgio tá aí, acho que tem
bastante gente. Eh, seria legal explicar
isso. Então, primeiro, né, eh,
oportunidades que você enxerga a partir,
né, eh, da da norma 01, falando para
riscos físicos de transição sociais e de
governança. Tem uma segunda pergunta que
fala sobre prejuízo de empresas que
deveriam se atentar sobre a escolha de
reportar o S2 em 2027 ou já começar o
Sou, quer dizer, só o S2 em 27 ou fazer
S1 e S2 em 2028, que é muito um pouco de
setores. Começo e termino ou faço tudo
de uma vez com o feito é melhor do que o
perfeito ou o imperfeito. do ponto de
vista dos usuários da informação,
analistas, investidores, criedores e
tal, quais são os principais erros que
você tem observado sobre o conceito de
materialidade financeira? Então,
resgatando aqui, eh, oportunidades
associadas a olhar para esse tema, os
erros da materialidade e assim, vale
mais a pena eu sigo começar agora, fazer
uma parte e completo o ano que vem ou eu
vou pro tudo ou nada em 2028? Bom, então
ótimo. Eh, começa parcialmente e depois
vai complementando nessa objetivamente
falando, né? Assim, a agenda ela é
complexa, não dá para você fazer o S2
ignorando plenamente o S1, né? Porque a
quando você diz assim, você não precisa
seguir o S1 com relação aos outros
riscos, mas quando você tá fazendo o S2,
você tem que usar a representação
fidedigna do S1, materialidade do S1,
né? Então assim, é como se eu tivesse
dizendo, eu não vou pegar, por exemplo,
outros aspectos que não tão cobertos
dentro do do ecossistema do do FRSS, mas
eu tenho que olhar aquilo que compete do
S1, inclusive para implementar o S2. Não
é simplesmente não vou ler esse, deixa
que esse aqui eu vou ler em 2027, né?
Não é,
>> é que assim, certo, você vai você vai
ler um, né, um uma trilogia, sei lá, do
do Machado de Assiso ou alguém que vai
não, vou começar pelo segundo livro. Ou
esse aqui a professora só vai fazer a
prova ano que vem, né? Não, acho que
esse raciocínio um tanto quanto eh eh
colegial ele não não vai funcionar. Tem
que tem que olhar por que CBPS 01 02avis
e FRS S1 S2. Mesma coisa. É porque aqui
no Brasil a gente tem o CBPS que tem
junto com a Fundação FRS esse contrato
de tradução das normas. Nós não temos
poder deador de regulador, vamos dizer
assim, né? A CVM no seu mandato, o Banco
Central no seu mandato, ANEL, ANS, o ZEP
e tudo mais. São eles que transformam
esses documentos em normas locais. E
geralmente quando transformam, né, vão
lá e colocam o próprio Conselho Federal
de Contabilidade chama de NBC, TDS, né?
Então ele tem lá uma nomenclatura, então
é a mesma norma, só que a diferença que
tá em português e tá rebatizada pela
nomenclatura, como acontece com o CPC,
comitê de pronunciamentos contábeis, né?
Ah, no que toca a questão das
oportunidades, isso é uma coisa
interessante, porque de novo, o que que
eu vejo de oportunidade? Eu vejo, na
verdade, a possibilidade de você fazer a
consistência. Primeira coisa, acho que
você ter um relatório mais consistente,
ele já é uma grande oportunidade. Porque
quando eu vejo, conectando com os
analistas, muitas vezes muitos analistas
desprezando o relatório de
sustentabilidade para fins de uma
análise fundamentalista
e só tô falando de experiência eh
anedótica, anedótica no sentido de
conversas pontuais. Por que que ele faz
muitas vezes isso? Porque ele não confia
no relatório,
sendo franco e objetivo. Por que ele não
confia? Por qu? Mas é um ditado, mas é
uma seguração razoável, não é uma
seguração razoável, uma seguração
limitada.
Então o que é uma seguração limitada? Do
que eu vi, eu não vi nada de errado, mas
também não tô dizendo que tá tudo certo,
tá certo? Assim, né? Eh, e esse é o
ponto que é diferente de uma
demonstração financeira. Quando você
pega o relatório do auditor que ele diz:
"Ó, tá de acordo com as IFRSs, tal como
emitidas pelo IASB adotadas no Brasil.
Isto é uma coisa muito maior. Isto é uma
coisa muito maior. Então, você tem um
relatório que ele passa por um processo
de revisão e asseguração mais robusto,
em que ele não é uma um compêndio de
declarações meritórias ou convenientes.
Ele é uma coisa que passou por um cível
de um profissional com fé pública, com o
estabelecimento de uma relação de
fidúcia.
Ele é muito, ele é muito forte. Então,
uma primeira oportunidade que eu vejo é
simplesmente o fato de você sair de um
ambiente de uma regulação mais e
flexível para uma coisa mais adensada,
gera naquele usuário lá fora
uma confiança maior. Agora, claro, se
você for para as questões, por exemplo,
de geração de receita propriamente dito,
cada empresa tem que fazer o seu o seu
dever de casa,
né? O seu dever de casa. Que quero dizer
com isso? Bom, eu estou aqui fazendo um
trabalho de investimento em frotas de
energia elétrica. A precedência desse
investimento é você já ter feito um
estudo econômico para saber que você vai
ter um lucro com isso. Então, você poder
revelar para o mercado este estudo e não
ser ato, por exemplo, de uma tentativa
de influenciação de market pricing, mas
ser simplesmente o cumprimento de um
relatório que agora te determina, uma
norma que que te pede, é uma
possibilidade de você estreitar o canal
de comunicação entre a gestão
administrativa e o ambiente externo,
né? né? Então, eu acho que o o a própria
melhoria do ambiente comunicacional dos
relatórios de sustentabilidade
relacionados à informação financeira,
que não tô excluindo as outras
possibilidades, ele ele gera esse esse
essa possibilidade de redução de
assimetria informacional e redução de
arbitragem de preço.
Só em síntese, em síntese.
Quando você olha, por exemplo, como é
que você calcula custo de capital
próprio de uma empresa até hoje? pro CPM
você tem metodologias mais
desenvolvidas, mas a literatura é pegou
qualquer analista, ele lá calculando CPM
Capital Press Model, né? Moderna teoria
de finanças, Sharp 1964,
certo? Moderna teoria de finanças, né?
>> É, tá certo? Então, uma modelagem de
custo pós-moderno talvez, né? Mas o que
que acontece? Ele usa isso. O que que
isso é de fato? É o beta, que é a
variança, por exemplo, de uma
covariância entre uma carteira de
mercado e um, não quero dar aula de
finanças, não é isto? Mas quanto mais a
ação
varia em definimento da variação do
mercado, mais arriscada ela é o beta é
mais acentuado. Então é uma medida de
dispersão. Por que que a essa variação
muitas vezes acontece? Porque tem ali um
investidor que sabe mais e o que sabe
menos. Então um compra ação por 10, o
outro compraria ação por 18.
Por que que um sabe mais, outro sabe
menos? Porque eles estão incorporando
informações diferentes entre si. É o que
a gente chama de arbitragem
informacional. Tem nada de errado até
aí, desde que sejam informações que
poderiam ser incorporadas por ambos, mas
um tem mais capacidade do que o outro.
Quando essas informações melhoram e todo
mundo começa a conhecer o que acontece
com essa diferença de preço que a gente
chama de BDS spread diminui. Se ela
diminui, a volatilidade, a dispersão
acontece o quê? Diminui. O meu risco do
custo de capital próprio tenta fazer o
quê? Diminui também.
Essa é a linha que a gente chama de
market based on account research, né?
pesquisa contábil baseada evidência de
mercado. É isso que a gente labuta nos
relatórios corporativos para que a
informação seja incorporada pelo tomador
de decisão, reduzindo a simetria
informacional, reduzindo possibilidades
de arbitragem, melhorando estabilidade,
reduzindo custo de capital. Você fala
assim, qual é a grande grande
contribuição que os contadores têm para
economia para geração do emprego? Ajudar
a diminuir o custo do funding. E é uma
das, né? Ó, mas essa talvez seja para
mercado de capitais a maior.
>> Pessoal, eh, a gente tem tempo de para
uma última pergunta,
por favor. Eh, tá chegando aí, Vânia, só
um segundinho.
>> Obrigada pela Só completando a pergunta
do Thago ali, eh, o melhor inimigo do
bom é o ótimo, né? Então nós aqui no
Brasil defendíamos junto à IFRS
Foundation que houvesse um IFRS3 de
biodiversidade. Eu participei da última
reunião do do SAS e foi essa a posição
do Brasil oficialmente nessa posição.
Mas se você olhar o Brasil, tiago, nós
estamos numa posição diferenciada em
relação ao resto do mundo. Nós já éramos
muito fortes em em relato integrado. Os
bancos brasileiros já adotavam TCFD. Nós
temos uma situação em termos de
sustentabilidade no país que é
diferencial no mundo. Então nós
estávamos com tudo em cima, mas não é
assim com o resto do mundo. Então os
você olha paraa África, você olha para
Árica, você olha para países da América
Latina que tinham pouca tradição de
colocar sustentabilidade em cima da
mesa, eles estão estrangulados para
poder adotar IFRS, S1 e S2.
Então, a decisão que a IFRS Foundation
tinha que tomar é: vou botar mais uma
coisa em cima da mesa, que eles que
estão morrendo aqui tem que se
desesperar para botar a conta lá ou vou,
na verdade, esperar um pouquinho porque
não me interessa fazer uma norma só pela
norma, eu preciso que ela seja adotada
globalmente.
Então, a opção deles foi, eu já tenho
IFRS S1, que é global, eu posso botar
esse projeto na gaveta e esperar o mundo
melhorar e aí colocar ele de volta ou eu
já posso soltar isso como um guia
prático, que quem tem condição de ir
adiante já pode começar a pensar e
implementar e vai est na frente quando
isso virar uma norma isolada no futuro.
Então, foi essa decisão que a IFRS
tomou. vai haver uma audiência pública
onde inclusive ele vai perguntar se você
concorda com isso. Então não é uma
decisão fechada, mas é uma opção para
dar tempo para esses países que estão
muito atrás de chegarem perto. E você já
tem a diretrizes ali, é o TFD, é o GRI,
você já pode começar a pensar nesse
assunto se você tem condição de pensar.
Então, quando uma norma é global, não
adianta você defender só a tua oposição
enquanto país. Você tem que olhar para
ver como é que isso se aplicaria de uma
forma uniforme, porque os relatórios
eles têm que ser comparáveis
mundialmente. Não adianta só um país tá
reportando, nós precisamos de todo mundo
tá no barco.
>> Obrigado, Vânia. Eh, Edu. Mais uma vez,
obrigado pela aula, obrigado pelas
palavras, pela troca.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
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