Pesquisa Fintech Deep Dive - 2023
Sumário Regulatório
Pesquisa Fintech Deep Dive - 2023
Conteúdo do Documento
Pesquisa Fintech Deep.Dive.2023 Aposta na resiliência 03 Investidores mais seletivos 07 Foco no crescimento rentável 13 Tendências e oportunidades 19 Metodologia 28 Contatos 29 ConteúdoPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023 2 Aposta na resiliência Fintechs priorizam rentabilidade para alavancar crescimento sustentável A Pesquisa Fintech Deep Dive 2023 mostra que, em um cenário de opções...
Fintech
Deep.Dive.2023
Aposta na resiliência 03
Investidores mais seletivos 07
Foco no crescimento rentável 13
Tendências e oportunidades 19
Metodologia 28
Contatos 29
ConteúdoPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
2
Aposta na resiliência
Fintechs priorizam rentabilidade para alavancar
crescimento sustentável
A Pesquisa Fintech Deep Dive 2023 mostra que, em um cenário
de opções limitadas de financiamento, as fintechs brasileiras estão
direcionando suas prioridades estratégicas para o crescimento
financeiro sustentável. Ao priorizar a rentabilidade, elas adotam
uma abordagem resiliente para atravessar o atual período de
incertezas e se posicionar para o sucesso no longo prazo.
Para isso, estão adaptando sua oferta de produtos a nichos de
mercado, aprimorando seus modelos de negócios para garantir
um fluxo constante de renda, com base na exploração de
segmentos de clientes corporativos mais rentáveis, e apostando
menos na abertura de capital.
A situação é desafiadora, mas também promissora. Afinal, a
mudança para uma mentalidade focada na rentabilidade permite
que as fintechs não apenas sobrevivam à redução de
investimentos, mas também se diferenciem em um mercado
altamente competitivo, com base na redução de custos e na
automação, e possam estar bem posicionadas para prosperar
quando o cenário de investimentos melhorar.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
3
Realizada pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e
pela PwC Brasil, a quinta edição anual da pesquisa traça um perfil
do ecossistema de inovação e empreendedorismo no segmento
de serviços financeiros do país com base em informações
fornecidas por 108 fintechs de diferentes setores de atuação.
Confira alguns destaques desta edição
• A crise econômica/política disparou como principal dificuldade
para obter capital.
52%
19%
26%
49%
25%
14%
2022 2023
Crise econômica/política
Falta de exposição da marca
Ausência ou escassez de investidores
Desafios para obter capital
• A parcela de empresas sem faturamento, que chegou a 38% em
2020, baixou em 2022 para o menor percentual registrado nas
cinco edições da pesquisa com 7%.
• A fatia de empresas com crescimento zero ou negativo continua
caindo: depois de recuar para 21% em 2021, agora chega
a 19%.
• 43% das fintechs participantes atingiram o break-even. Eram
35% em 2022.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
4
17%
Crédito
16%
Meios de
pagamento
14%
Gestão
Financeira
• Mais da metade das empresas (56%) estão voltadas apenas
para o segmento B2B (soluções para empresas), que é mais
rentável. O resultado representa uma alta expressiva em relação
aos 40% da edição anterior da pesquisa. Enquanto isso, o foco
exclusivo em B2C (soluções para o consumidor final) caiu de
10% para 6%.
• 21% pretendem manter a empresa com capital fechado, em
comparação com 13% registrados em 2022 – um sinal de que
os valuations não estão tão atraentes como antes.
• Crédito e meios de pagamento continuam sendo os principais
segmentos de atuação das fintechs, mas agora seguidos de
gestão financeira, em vez de bancos digitais.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
5
Nesta edição da pesquisa, chama atenção o
movimento das fintechs rumo ao segmento
B2B. No primeiro momento, vimos que muitas
empresas foram para o B2C, colocando mais foco
na experiência do consumidor, mas ficou claro
que rentabilizar esse mercado é bastante difícil. As
fintechs começaram então a ver nas pequenas e
médias empresas um público subatendido, com
necessidades específicas. Vários nichos ainda
têm uma qualidade de atendimento insatisfatório.
Nessa migração para o B2B, elas tentam capturar
oportunidades em resposta a uma dor mais
latente da pequena e média empresa, em geral
ainda tratada como varejo bancário pelas grandes
instituições financeiras.”
Willer Marcondes, sócio e líder de Consultoria em
Serviços FinanceirosPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
6
Investidores mais seletivos
A incerteza gerada pela pandemia de covid-19, o aumento das
taxas de juros para combater a inflação nas principais economias
e a instabilidade geopolítica – reforçada por fatores como a guerra
na Ucrânia – criaram nos últimos anos um ambiente desafiador
para os empreendedores captarem recursos.
A maior aversão dos investidores ao risco aumentou a seletividade
na concessão de financiamento, com investimentos mais
conservadores e custos de empréstimo mais altos.
Os participantes da Fintech Deep Dive percebem esse clima de
incerteza e mencionam a crise econômica/política como principal
obstáculo à captação de investimentos, com o dobro das citações
do segundo item na lista e muito acima dos resultados registrados
no ano passado.
52%
19%
26%
49%
25%
14%
Crise econômica/política
Falta de exposição da marca
Ausência ou escassez de investidores
Desafios para obter capital
2022 2023PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
7
Mesmo nesse cenário, o segmento de fintechs parece ter sido
menos afetado que as startups de modo geral pela escassez
de investimentos.
• A fatia de empresas que receberam recursos cresceu de 41%
para 45% de 2021 para 2022.
• O percentual de empresas que conseguiram captar mais de
R$ 10 milhões subiu de 21% para 31%.
• Os recursos vieram principalmente de fundos de venture capital
(36%) e investidores-anjo (35%).
• Em 24% dos casos, os recursos foram de fontes internacionais.
• A parcela de empresas que já participou de pelo menos uma
rodada de investimento subiu de 44% para 62%. Entre as
fintechs de crédito, esse percentual sobe para 74%.
A explicação para o fenômeno pode estar no fato de que as
fintechs são vistas como mais resilientes a crises econômicas
do que outros tipos de startups, já que podem contar com um
mercado muito amplo a ser explorado e têm mais capacidade de
alcançar economias de escala.
2019 2020 2021 2022
Receberam novos investimentos
36%
26%
41%
45%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
8
2%
1%
1%
4%
9%
15%
7%
3%
1%
13%
9%
13%
13%
14%
19%
37%
35%
29%
Valor captado
Acima de R$ 200 milhões
De R$ 50 milhões a R$ 200 milhões
De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões
De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões
De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões
De R$ 1 milhão a R$ 5 milhões
9%
21%
12%
De R$ 500 mil a R$ 1 milhão
4%
3%
4%
De R$ 350 mil a R$ 500 mil
11%
6%
4%
Menos de R$ 350 mil
20212019 2022PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
9
As empresas também
se mostram mais
contidas em relação
a suas ambições
de captação:
55%
Estão buscando investimentos?
26%
74%
Sim
Não
estão buscando investimentos
limitados a R$ 10 milhões. O
percentual é ligeiramente maior do
que os 52% do ano passado, mesmo
considerando os efeitos da inflação.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
10
4%
6%
3%
12%
10%
13%
7%
9%
9%
16%
23%
21%
17%
15%
20%
30%
23%
24%
Quanto as empresas querem captar
Acima de R$ 200 milhões
De R$ 50 milhões a R$ 200 milhões
De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões
De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões
De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões
De R$ 1 milhão a R$ 5 milhões
7%
13%
5%
De R$ 500 mil a R$ 1 milhão
5%
2%
4%
De R$ 350 mil a R$ 500 mil
3%
1%
3%
Menos de R$ 350 mil
20212019 2022PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
11
Um sinal de que as fintechs estão mais cautelosas em um cenário
ainda incerto é também sua estratégia prioritária de capital.
Aumentou o percentual de empresas que pretendem preservar sua
estrutura privada e diminuiu as que visam receber investimentos
de fundos ou vender o negócio para um investidor estratégico.
Atualmente, mais da metade das empresas da nossa amostra se
mantém apenas com capital próprio.
33%
45%
15%
23%
21%
13%
Receber investimento de fundo
Vender o negócio para investidor estratégico
Manter a empresa como privada
13%
8%
12%
6%
4%
Realizar IPO no exterior
Realizar IPO no Brasil
Estabelecer parcerias com empresas internacionais
Estratégia de capital
6%
2022 2023
Estrutura
de capital
4%
6%
38%
52%
Capital próprio
Investimento de fundo
Controle acionário
de conglomerado
Investimento de
instituição financeiraPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
12
Foco no crescimento rentável
A maior parte das empresas está em início de operação, mas
o grupo de fintechs em fase de expansão ou consolidação
aumentou de 31% para 44%, o que revela um amadurecimento
do setor.
Aumentou também a fatia das que já atingiram o equilíbrio de
contas (break-even point): 43%, o nível máximo registrado nas
cinco edições da nossa pesquisa.
20192018 2020 2022 2023
Atingiram o break-even point
42%
39%39%
35%
43%
Estágio atual da fintech
6%
44%
51%
Início da operação (com
clientes e faturamento
abaixo de R$ 5 mi)
Expansão ou consolidação
Idealização ou
desenvolvimento de MVPPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
13
Obs.: Em 2019, 5% preferiram não informar a receita.
Em termos de receita bruta, o percentual de fintechs sem nenhum
faturamento caiu ao menor nível da nossa série histórica (6%).
Diminuiu também as que faturam menos de R$ 350 mil. As
faixas de faturamento superiores registraram crescimento ou
estabilização: 22% das empresas pesquisadas dizem faturar
acima de R$ 10 milhões – esse percentual chega a 33% entre as
fintechs de meios de pagamento.
30%
23%
15%
31%
20%
20%
38%
14%
6%
19%
12%
12%
10%
11%
23%
22%
20%
6%
8%
6%
11%
10%
10%
12%
9%
16%
22%
Receita bruta 2021202020192018 2022
Sem faturamento
Até R$ 350 mil
Entre R$ 350 mil e R$ 1 milhão
Entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões
Entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões
Acima de R$ 10 milhões
17%
21%
19%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
14
Mais empresas registraram crescimento negativo: 7% em 2022,
em comparação com 2% no ano anterior. Além disso, menos
empresas estão crescendo acima de 100%: essa fatia encolheu
oito pontos percentuais. Nela, as fintechs de meios de pagamento
apresentam melhor desempenho que as de crédito: 50% dizem ter
mais do que dobrado sua receita, em comparação com 29%
das outras.
Para melhorar suas perspectivas de futuro, as fintechs estão
apostando em nichos de mercado mais rentáveis, como os
serviços business-to-business (B2B): essa fatia de clientes
disparou 16 pontos percentuais de um ano para outro. Em
paralelo, o foco exclusivo em B2C (soluções para o consumidor
final) caiu de 10% para 6%.
51% a 100%
Crescimento da receita
Acima de 100%0% 1% a 50%-50% a -1%
2021 20222020
2%
19%
17%
17%
46%
1%
38%
17%
8%
35%
7%
11%
24%
19%
38%
B2C
Foco no negócio
Outros
B2B
B2B e B2C
2022
2023
6%
10%
35%
44%
56%
40%
2%
6%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
15
Há um foco maior também nas pequenas ou médias
empresas (PMEs), que enfrentam desafios principalmente
de custos para acessar os serviços oferecidos pelas grandes
instituições financeiras.
Nos últimos anos, as fintechs têm avançado no sentido de
oferecer soluções mais acessíveis e ágeis para as PMEs como
alternativa ao modelo tradicional dos bancos. Com serviços mais
personalizados, taxas competitivas e processos simplificados,
elas buscam atender de maneira mais eficiente às necessidades
desse mercado.
Mais da metade das fintechs participantes da pesquisa (52%)
dizem que seus clientes são PMEs. No ano anterior, o percentual
era de 38%.
Pequena ou média empresa (faturamento entre R$ 2,4 milhões e R$ 90 milhões)
PJ Corporate (faturamento acima de R$ 90 milhões)
Pessoa física com contrato CLT/autônomo
MEI (Microempreendedor Individual)
Perfil do cliente
52%
21%
20%
6%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
16
Outro sinal de amadurecimento das fintechs participantes do
estudo é a queda de 60% para 51% da parcela de empresas
com menos de 20 funcionários, em geral aquelas em fase
inicial de desenvolvimento. Elas, no entanto, ainda são maioria na
nossa amostra.
Além disso, 69% das empresas participantes foram fundadas há
menos de cinco anos – percentual semelhante ao da amostra
utilizada na edição anterior da nossa pesquisa.
0 a 5
6 a 10
11 a 20
21 a 50
51 a 100
101 a 200
Acima de 200
Quantos funcionários tem a sua fintech?
21%
18%
20%
17%
19%
22%
29%
9%
7%
4%
5%
5%
9%
16%
2022 2023PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
17
Os segmentos de crédito e meios de pagamento continuam sendo
aqueles de mais destaque entre as fintechs. Houve uma mudança
em relação aos participantes da pesquisa, no entanto, no terceiro
lugar, com o setor de gestão financeira passando o de bancos
digitais – um movimento que pode ser considerado natural após
a forte expansão da base de clientes desses bancos durante a
pandemia da covid-19 e uma possível saturação do mercado.
Mais da metade das
fintechs da pesquisa
atua ou pretende atuar
internacionalmente.
Além disso, 29% têm
holding no exterior.
Crédito
Meios de pagamento
Gestão financeira
Bancos digitais
Criptoativos
Principais segmentos de atuação
21%
17%
16%
8%
14%
13%
16%
5%
10%
13%
2022 2023
Atuam no exterior
20%
34%
46%
Não, mas pretendo atuarSim NãoPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
18
Tendências e oportunidades
A maioria das empresas participantes da pesquisa (55%) espera
mais do que dobrar sua receita em 2023. Embora bastante
positivo, o resultado está abaixo dos 65% registrados na edição
anterior do relatório. Apenas 4% preveem crescimento negativo
ou nulo.
Expectativa de crescimento em 2023
Acima de 100% 51% a 100% 1% a 50% Sem crescimento-1% a -50%
3%
55%
23%
19%
1%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
19
Até a edição anterior da pesquisa, atrair talentos qualificados era
a principal dificuldade enfrentada pelas fintechs para assegurar o
crescimento de seus negócios. Agora, esse problema aparece em
quinto lugar na lista de desafios para a gestão. A queda revela o
quanto a crise dos últimos anos afetou o panorama do mercado
para essas empresas. Ganhar escala e obter investimentos são as
maiores preocupações e isso se percebe com mais intensidade
entre as fintechs de crédito do que as de meios de pagamento.
Alcançar escala necessária para operações
Obter investimento para o negócio
Gerar receitas
Ter conhecimento de marca
Atrair recursos humanos qualificados
Desafios da gestão
41%
55%
51%
42%
29%
38%
33%
56%
27%
38%
2022 2023PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
20
Oferecer uma experiência diferenciada para o cliente passou a ser
o principal problema que as fintechs querem resolver. Aumentar a
eficiência das operações para clientes B2B aparece pela primeira
vez na pesquisa e já na terceira colocação. Chama atenção que as
menções à inclusão financeira como um problema a ser resolvido
tenham caído de 40% para 28% (quase metade desse percentual
vem do segmento de crédito).
62%
58%
67%
57%
Experiência diferenciada do cliente
Oferta de serviços adaptada a um nicho de mercado
Habilitar operações mais eficientes para clientes B2B
28%
Serviços a preços diferenciados
28%
40%
Oferta de serviços a um novo público
8%
Inclusão financeira
Green finance
Principais problemas de usuários que a fintech resolve
61%
29%
32%
34%
6%
2022 2023PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
21
Na edição deste ano, perguntamos às fintechs em quais elos da
jornada e da experiência do cliente elas percebem as maiores
fricções ou barreiras.
Segundo as fintechs de crédito e pagamentos, os clientes
enfrentam mais dificuldades quando tentam resolver um problema.
Para o setor de investimentos, a principal barreira está em obter
assessoria ou recomendações. Já para o segmento de seguros,
cancelar o produto é o que gera mais problemas.
Principais dores ao longo da jornada do cliente
Crédito e empréstimos
Resolver um problema1
o
Habilitar um novo produto
Obter informações sobre o produto
Operacionalizar o produto
2
o
Atualizar dados da conta ou do produto.
Atualizar dados da conta ou do produto
3
o
Investimentos
Obter assessoria ou recomendações1
o
Obter informações sobre o produto2
o
3
o
Operacionalizar o produto
Habilitar um novo produto
Obter assessoria ou recomendações
Seguros
Cancelar o produto
1
o
Obter informações sobre o produto2
o
3
o
Pagamentos
Resolver um problema1
o
Cancelar o produto2
o
3
o
Redução
de Custos
Automação
de processos
Integração a
ecossistemas
de parceiros
Principais diferenciais das fintechs
21% 21% 17%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
22
Há oportunidades de negócios e de ganho de competitividade
para as fintechs na eliminação dessas barreiras. A tecnologia
pode ser uma aliada importante no processo.
A inteligência artificial (IA), que mais da metade das empresas
pretende dominar, oferece potencial não só em termos de
automação de tarefas, mas também de análise avançada de
dados e detecção de fraudes. Ela também é essencial para a
personalização da experiência do cliente, no sentido de entender
preferências e necessidades, responder a perguntas e fornecer
suporte com aplicações em linguagem natural, melhorando a
interação geral com os serviços financeiros.
No entanto, essa tecnologia ainda aparece apenas em quinto
lugar entre aquelas que as fintechs dominam, atrás de opções
hoje mais essenciais em termos de retorno para o negócio, como
nuvem, open source, SaaS (Software as a Service), infraestrutura
serverless, análise de dados e cibersegurança. Na lista de
tecnologias que as empresas planejam dominar, as três
primeiras opções continuam sendo as mesmas da edição
anterior da pesquisa.
Nuvem Inteligência artificial
Blockchain
Data analytics
Inteligência
artificial
Open Source, Saas e
Infraestrutura Serveless
Data analytics
Cyber security
Principais tecnologias
que dominam
Principais tecnologias
que planejam dominar
Menos de um terço domina o uso da inteligência artificial
68%
57%
56%
32%
30%
52%
43%
26%
23%
22%
Open Source, Saas e
Infraestrutura Serveless
Biometria e gestão de
identidades RPA (Robotic
Process Automation)PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
23
A inteligência artificial certamente vai provocar
uma reviravolta no mercado e pode determinar
a morte de algumas empresas. O problema é
que, se você fizer uma aplicação de inteligência
artificial ineficiente, pode morrer também. Vale a
pena investir muito dinheiro em IA agora que o
capital está escasso e quando é possível focar em
outras coisas que vão dar retorno mais imediato?
Minha recomendação é começar fazendo uso
da inteligência artificial como um experimento,
um piloto não tão estratégico, de preferência em
parceria com uma grande empresa que tenha
mais recursos para assumir responsabilidades no
caso de um contratempo. Não tente sair de peito
aberto tentando desbravar, porque isso vai drenar
seu dinheiro.”
Diego Perez, Presidente da ABFintechsPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
24
De olho nas criptomoedas
Com a discussão sobre as criptomoedas e os ativos digitais
entre as prioridades de regulação do Banco Central do Brasil,
aumentou de 5% para 10% em um ano o percentual de
empresas que dizem atuar no segmento de criptoativos.
Além disso, quase um terço das fintechs estão desenvolvendo
soluções com foco nesse tema.
Desenvolvem soluções para os novos marcos regulatórios de
criptomoedas/criação de moedas digitais centralizadas (CBDC)
Sim
Não
32%
68%PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
25PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023 25
Apostas para o futuro
42%
preveem que a maior disponibilidade de
informações via Open Finance vai expandir
de forma significativa as ofertas de
crédito e empréstimos para públicos
e empresas subatendidas.
27%
não desenvolvem nenhuma solução para
Open Finance ou Pix. Esse percentual sobe
para 40% entre as fintechs de crédito. Além
disso, 43% já capturam os benefícios
desses temas regulatórios, resultado que
se mostra ainda melhor entre as fintechs de
meios de pagamento (61%).
35%
acreditam que os mercados B2C já estão
amplamente explorados no Brasil, mas há
espaço relevante para crescimento das
ofertas B2B no setor de pagamentos.
34%
percebem a consolidação do Open Insurance
como um fator de evolução na subscrição e
precificação de seguros, capaz de reduzir o
preço final para o cliente.
32%
acreditam que a consultoria personalizada
será a fonte de valor na área de
investimentos, já que corretoras digitais,
plataformas e robôs de gestão de carteiras
tornaram a gestão de investimento
uma commodity.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
26
Busca de apoio à inovação
As fintechs pesquisadas recorrem pouco a programas de
aceleração e sandbox regulatório para se desenvolver. Embora
mais da metade participe de algum ecossistema de inovação,
poucas exploram incentivos fiscais oferecidos pelo governo para
inovação tecnológica ou têm patentes registradas.
75%
não participam de
programas de aceleração.
88%
não participam nem se
candidataram a algum
sandbox regulatório.
55%
participam de algum
ecossistema de inovação.
87%
não têm patentes
registradas.
8%
apenas já se beneficiaram dos
incentivos fiscais à inovação
tecnológica da Lei do Bem
(nº 11.196/05), mas o
percentual é o dobro do
registrado na pesquisa anterior.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
27
Metodologia
A Pesquisa Fintech Deep Dive 2023 foi realizada pela Associação
Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e pela PwC Brasil com
base nas respostas fornecidas em um questionário on-line
encaminhado a representantes de empresas de tecnologia
especializadas em serviços financeiros no Brasil.
Entre fevereiro e abril de 2023, recebemos respostas de 108
fintechs. Nossa amostra inclui empresas de diferentes portes
e setores. A análise dos dados foi realizada pelos especialistas
da ABFintechs e da PwC. As respostas foram tratadas de modo
estritamente confidencial e analisadas coletivamente. Nenhuma
referência a empresas individuais é feita nos resultados ou na
análise dos dados.
Agradecemos a todas as empresas que participaram da nossa
pesquisa para ajudar a aprofundar o contexto de atuação das
fintechs brasileiras.PwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
28
Contatos
PwC Brasil
Somos um Network de firmas presente em 152 territórios, com
mais de 320 mil profissionais dedicados à prestação de serviços
de qualidade em auditoria e asseguração, consultoria tributária e
societária, consultoria de negócios e assessoria em transações.
Lindomar Schmoller
Sócio e líder de Serviços
Financeiros da PwC Brasil
lindomar.schmoller@pwc.com
Willer Marcondes
Sócio e líder de Consultoria em
Serviços Financeiros da PwC Brasil
willer.marcondes@pwc.comPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
29
ABFintechs
Fundada em outubro de 2016, reúne mais de 630 associados
e tem como missão garantir que o maior número possível de
fintechs se torne realidade como negócio, além de fazer do Brasil
uma referência em inovação no setor financeiro, passando a ser
um fornecedor para o mundo de inovação disruptiva em finanças.
Diego Perez
Presidente da ABFintechs
diego.perez@abfintechs.com.br
Marcelo Martins
marcelo.martins@abfintechs.com.br
Mariana Bonora
mariana.bonora@abfintechs.com.br
Marian Canteiro
marian.canteiro@abfintechs.com.br
Diretores executivos
Carlos de Oliveira
carlos.oliveira@abfintechs.com.brPwC | Pesquisa Fintech Deep Dive 2023
30
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firma membro do network da PricewaterhouseCoopers, ou conforme o contexto sugerir, ao próprio
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