Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025 - Vol 1
Sumário Regulatório
Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025 - Vol 1
Conteúdo do Documento
2025 | Volume 1 Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária Carta ao leitor Nos últimos anos, a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária tem acompanhado a evolução acelerada do setor financeiro, impulsionada por transformações tecnológicas e mudanças no comportamento dos consumidores. Nesta edição, destacamos um avanço que se consolida como um dos principais vetores de inovação: a cre...
Pesquisa Febraban
de Tecnologia Bancária
Carta ao leitor
Nos últimos anos, a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária
tem acompanhado a evolução acelerada do setor financeiro,
impulsionada por transformações tecnológicas e mudanças no
comportamento dos consumidores. Nesta edição, destacamos
um avanço que se consolida como um dos principais vetores de
inovação: a crescente aplicação da Inteligência Artificial (IA) e da
Inteligência Artificial Generativa (GenAI) nos negócios e operações.
Se antes a IA era vista como uma promessa, hoje ela já
impacta diretamente áreas estratégicas dos bancos, desde a
modernização da infraestrutura em nuvem, passando pelo
atendimento ao cliente final, pelas esteiras de processamento e
até a cibersegurança, otimizando processos e, assim, ampliando
capacidades fundamentais. O impacto também se reflete na
gestão de pessoas, na automação de tarefas e na necessidade
de requalificação profissional para um novo modelo de trabalho.
Ao mesmo tempo, as instituições financeiras ajustam seus
orçamentos para acomodar esse crescimento, priorizando
investimentos que garantam escalabilidade, eficiência e inovação
contínua.
Ao longo deste volume, abordamos também como a IA e a
GenAI têm se integrado de forma transversal às estratégias
tecnológicas dos bancos, contribuindo para ganhos de eficiência,
inovação contínua e melhores experiências para os clientes.
Ainda, destacamos os avanços na governança, na segurança
da informação e na capacitação de profissionais — pilares
fundamentais para uma adoção responsável e sustentável dessas
tecnologias.
Esperamos que tenha uma excelente leitura!
Rodrigo Mulinari Sérgio Biagini
Diretor responsável pela
Pesquisa Febraban de
Tecnologia Bancária
Sócio-líder da Deloitte para
a Indústria de Serviços
Financeiros
A pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária chega à sua 34ª
edição, apresentada em dois volumes. Este primeiro explora os
investimentos e tendências em tecnologia, enquanto o segundo
abordará as transações bancárias e o comportamento do
consumidor. A coleta de dados deste volume foi realizada entre
dezembro de 2024 e março de 2025, por meio de formulário
eletrônico e entrevistas em profundidade com líderes de tecnologia.
Vinte bancos responderam os formulários qualitativo e quantitativo,
o que representa 85% dos ativos da indústria bancária no País. Já em
relação às entrevistas, foram concedidas por 30 executivos atuantes
na área de tecnologia bancária. A análise dos resultados foi realizada
a partir dos depoimentos individuais dos executivos, os quais se
consolidaram em uma única narrativa que representa o setor. Para
complementar, foram incluídas informações de dados públicos e de
pesquisas da Deloitte.
Bancos participantes Dos ativos
bancários do Brasil
Executivos
entrevistados
20 3085 %
Amostra e metodologia
Sumário
1
3
5
2
4
6
Diferenciação da indústria: O papel
da inovação e da tecnologia
Investimentos consistentes em
tecnologia para expansão estratégica
Oportunidades da indústria
IA: Vetor transformacional da
indústria bancária
Humanizando o futuro
do trabalho
Principais insights
Diferenciação da indústria:
O papel da inovação e da tecnologia
1
61 2 3 4 5 6
? 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Diferenciação da indústria: O papel da inovação e da tecnologiaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Transformação bancária: Inovação, segurança e experiências personalizadas
Nos últimos anos, as instituições bancárias têm transformado
suas estratégias, impulsionado mudanças estruturais e redefinido
a forma como se diferenciam no mercado. Em um ambiente
cada vez mais digital e competitivo, os bancos estão direcionando
suas prioridades em pilares que refletem a necessidade de criar
interações mais ágeis, intuitivas e conectadas às expectativas do
consumidor.
Neste ano, a pesquisa revela que a inovação tecnológica
permanece como um pilar estratégico em ascensão,
impulsionada pela adoção de GenAI e soluções baseadas
em nuvem. Já o tema segurança e privacidade revela um
avanço expressivo, evidenciando um esforço intensificado
das instituições para mitigar riscos cibernéticos e fortalecer a
proteção de dados.
A personalização de produtos e serviços também apresentou
um avanço, reforçando o uso crescente de inteligência artificial
para oferecer experiências mais customizadas. A experiência
do cliente, por sua vez, continua se mostrando relevante como
estratégia de diferenciação, ligada à personalização de produtos e
serviços.
Estratégias de diferenciação e ações prioritárias¹
2023
2024
82%
59%76%
82%
88%
76%
65%
76%
47%
41%
53%
35%
Experiência
do cliente
Personalização
de produtos e
serviços
Responsabilidade
social e
sustentabilidade
Inovação
tecnológica
Segurança e
privacidade de
ponta
Ofertas
integradas de
ecossistema
¹Amostra equalizada: 17 bancos.
“Não vejo outra forma de ser produtivo, sem considerar a tecnologia como parte integral de cada decisão. No setor
bancário, as soluções são invariavelmente digitais, mesmo em uma agência. A tecnologia está presente em todos os
níveis e é fundamental que ela seja patrocinada e integrada com responsabilidade nas decisões organizacionais. Isso
deve ser praticado não apenas por uma questão cultural, mas também por métodos estruturados.“
Executivo de TI
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Diferenciação da indústria: O papel da inovação e da tecnologiaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
A nova edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária confirma
um cenário de transformação acelerada no setor. A combinação
entre inovação e segurança segue como prioridade, com a exploração
de GenAI (88%) e a migração de dados para a nuvem (88%)
impulsionando a adoção das novas tecnologias. Ao mesmo tempo,
segurança e privacidade continuam sendo pilares estratégicos, com
prevenção a fraudes (94%), proteção de dados pessoais (94%) e
gestão de riscos e educação do cliente (88%) fortalecendo a confiança
e o engajamento.
Entre as principais iniciativas adotadas, destacam-se o uso de GenAI
no atendimento (94%), o aumento da interação via aplicativos de
mensagens instantâneas (88%) e a expansão de transações via
chatbots (81%).
Estratégias de diferenciação e ações prioritárias das instituições bancárias
¹Amostra: 17 bancos;
2
Amostra: 16 bancos.
Transformação bancária: Inovação, segurança e experiências personalizadas
88%
Exploração de GenAI
88%
Migração de dados/
informações para a nuvem
41%
Exploração de blockchain
41%
Tokenização e custódia
de ativos
41%
User interface AI
94%
Prevenção à fraude
94%
Proteção de dados pessoais
88%
Educação e conscientização
88%
Gestão de riscos
88%
Inovação tecnológica e
segurança
94%
Uso de GenAI no
atendimento
88%
Maior exploração dos
aplicativos de mensagens
instantâneas
81%
Expansão de transações via
chatbot
Inovação tecnológica
1
Segurança e privacidade
1
Experiência do cliente
2
81 2 3 4 5 6
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Diferenciação da indústria: O papel da inovação e da tecnologiaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Além disso, a personalização de produtos e serviços está se
tornando cada vez mais sofisticada, impulsionada por dados do
Open Finance (79%), pela customização direta pelo cliente (64%) e
pelo uso de análises preditivas com IA para ofertas mais assertivas
(64%).
Ao conectar estes elementos – experiência aprimorada,
segurança, centralidade no cliente e personalização –, os bancos
não somente podem elevar o nível de relacionamento com seus
consumidores, como também conquistar um posicionamento
diferenciado no mercado. Assim, a tecnologia permanece como
o motor da transformação bancária, garantindo que inovação e
eficiência caminhem juntas para atender às novas demandas do
setor financeiro.
1
Amostra: 14 bancos;
2
Amostra: 9 bancos;
3
Amostra: 6 bancos.
Transformação bancária: Inovação, segurança e experiências personalizadas
Estratégias de diferenciação e ações prioritárias das instituições bancárias
79%
Exploração dos dados com-
partilhados via Open Finance
64%
Possibilidade de customi-
zação de produtos pelo
cliente
64%
Análise de dados com IA
para melhor oferta
50%
Obtenção de mais
consentimentos para o
compartilhamento de dados
78%
Educação e inclusão
financeira
78%
Financiamentos sustentáveis
67%
Programas de
responsabilidade social
67%
Redução do impacto
ambiental
67%
Parcerias estratégicas para
incorporar novos produtos
e serviços
50%
Oferta de serviços não
financeiros
17%
Superstores financeiras
digitais/Superapp financeiro
digital
Personalização de produtos
e serviços
1
Sustentabilidade e
responsabilidade social²
Ofertas integradas de
ecossistema³
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Diferenciação da indústria: O papel da inovação e da tecnologiaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Posicionamento dos bancos rumo à diferenciação
Para se adaptar a um mercado cada vez mais competitivo e orientado
à experiência do cliente, o posicionamento estratégico dos bancos
tem evoluído para novos modelos de negócio e diferentes formas de
prover serviços. Esse amadurecimento reflete tanto nas prioridades
institucionais quanto na consolidação de novos modelos de negócio.
Nesta edição, os dados mostram, ainda, que os bancos seguem
majoritariamente um posicionamento tradicional (95%), mantendo
um modelo universal de serviços financeiros. No entanto, há uma
crescente busca por modelos que ampliem a diferenciação e tragam
novas formas de engajamento e monetização. A plataforma financeira
(65%) possui alta aderência, se consolidando como uma estratégia
que permite aos bancos agregar produtos e serviços de terceiros,
para oferecer uma experiência mais integrada aos clientes. Já as
abordagens de provedor de produtos (30%) e plataforma exponencial
(35%) surgem como apostas mais nichadas, explorando novas formas
de relacionamento e inovação.
Assim, essa diversificação de posicionamentos estratégicos busca
promover a expansão da atuação dos bancos para além de serviços
financeiros.
Posicionamentos elencados pela amostra¹
Plataforma exponencial
Atua como uma plataforma na qual
todos os tipos de serviços conectados
são oferecidos em um conjunto
coerente.
Expansão serviços
Abertura canal
Abertura canal
Abertura canal
Abertura canal
Expansão serviços Expansão serviços Expansão serviços
Plataforma financeira
Banco expandindo sua oferta de
serviços e canais de distribuição,
aproveitando as APIs selecionadas.
Provedor de produtos
O banco está posicionado como um
provedor de back-end e oferecendo
seus produtos e serviços como
white-label.
Posicionamento tradicional
Oferta dos produtos e serviços
financeiros tradicionais por canais
próprios, sejam físicos ou digitais.
Nível de aderência
Nível de aderência
Nível de aderência
Nível de aderência
Baixa
Baixa
Baixa
Baixa
Alta
Alta
Alta
Alta
5%95%
35%65%
70%30%
65%35%
¹Amostra: 20 bancos; Nível de aderência baixo: de 0 a 5; nível de aderência alto: de 6 a 10.
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Diferenciação da indústria: O papel da inovação e da tecnologiaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Da infraestrutura à transformação: Cloud e IA no topo da agenda da indústria
A evolução tecnológica no setor bancário não ocorre de forma isolada.
Os bancos que hoje colhem os maiores benefícios da inteligência
artificial são justamente aqueles que investiram, ao longo do tempo,
em bases tecnológicas e organizacionais robustas para viabilizar essa
transformação.
Entre essas bases, a cloud se destaca como peça-chave. Ela não
apenas garante escalabilidade e flexibilidade no uso de dados, como
também potencializa o uso de IA — acelerando a inovação, reduzindo
a dependência de infraestruturas legadas e integrando sistemas com
mais eficiência. IA e cloud caminham juntas: uma alavanca a outra.
Com esse ecossistema mais automatizado e integrado, os bancos
avançam também na gestão de dados, apoiada por governança sólida
e políticas de qualidade, fundamentais para alimentar algoritmos de IA
com precisão.
Curva de adoção das tecnologias disruptivas¹
¹Amostra: 20 bancos;.
Quantum
Computing
Blockchain
Inteligência
Artificial
Cloud
IA: Vetor transformacional
da indústria bancária
2
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Por sua capacidade transversal, a IA pode ser utilizada em diversas
frentes da estrutura bancária, seja para atividades internas ou para
promover uma melhor experiência ao cliente. Nesta edição da
Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, as instituições apontam
a redução de custos e o ganho de eficiência operacional (ambos
com 74%) como os principais benefícios decorrentes da adoção da
tecnologia.
Além de ganhos operacionais, a IA também se destaca no reforço
à segurança de dados, na identificação de potenciais riscos (63%) e
no apoio às tomadas de decisão (58%). Além disso, a IA começa a
ser fortemente aplicada na personalização dos serviços (47%) e na
previsão de tendências e comportamentos (37%).
Estes aspectos sinalizam um caminho promissor rumo à
diferenciação, por meio da hiperpersonalização, o que permitirá aos
bancos irem além da eficiência operacional, criando um diferencial
competitivo sustentável no longo prazo. Contudo, para aprimorar a
centralidade no cliente, é necessário que a personalização se traduza
em aumento na satisfação – um desafio reconhecido pelos bancos,
já que, mesmo com a melhora na personalização de serviços, a
satisfação do cliente é percebida como o item de menor valor após a
implementação de IA nas operações.
Valores percebidos a partir da aplicação de IA¹
74%
47%
74%
37%
63%
37%
58%
32%
Redução de
custos
Melhora na
personalização
dos serviços
Aumento na
detecção e
prevenção de
fraudes
Redução no
tempo de
resposta aos
clientes
Aumento na
velocidade da
execução de tarefas
rotineiras
Eficiência na
previsão de
tendências e
comportamentos
Maior apoio para
análise de dados
Aumento na
satisfação do
cliente
IA: Eficiência e personalização
“A hiperpersonalização se tornou
indispensável, pois os consumidores
desejam experiências únicas.
Utilizamos IA e dados do Open
Finance para oferecer soluções sob
medida, como crédito personalizado
em tempo real e recomendações de
investimento ajustadas ao perfil de
cada cliente. Além disso, garantimos
acesso facilitado por meio de suporte
digital e atendimento especializado
via chat ou aplicativos de mensagens
instantâneas.”
Executivo de TI
¹Amostra: 19 bancos.
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O uso de IA pelas instituições bancárias passa por um processo de
amadurecimento constante. Nesta edição da pesquisa, o nível médio
de maturidade dos bancos participantes foi mapeado, considerando
os diversos casos de uso de aplicação da tecnologia. De modo geral,
65% das instituições aponta estar em um estágio de exploração ou
de implementação inicial, ou seja, realizando PoCs ou com alguns
projetos já em produção, com escopo limitado (fase piloto). Já 30% dos
bancos reportaram estar em um estágio de produção, seja em escala
limitada ou em larga escala.
Ao observar o nível de maturidade das instituições, segregando-o por
três temas que perpassam as atividades bancárias, como casos de
uso voltados para a infraestrutura de TI, a experiência do cliente e a
eficiência operacional, nota-se uma maior maturidade relacionada
à eficiência operacional. Isso reforça que os bancos têm focado em
otimizar processos internos e reduzir custos.
O próximo passo, a fim de alcançar um diferencial competitivo
sustentável, deve ser dado em direção ao amadurecimento da IA, para
continuar aprimorando a experiência do cliente e, por fim, entregar
produtos e serviços hiperpersonalizados.
Nível médio de maturidade dos bancos em IA¹
Nível médio de maturidade dos bancos em cada tema¹
IA: Maturidade da indústria
¹Amostra: 20 bancos; Estágio 0 - Não utiliza: Não há utilização de IA para este caso de uso. Estágio 1 - Exploração ou implementação inicial/Piloto: Estão sendo realizadas pesquisas, avaliações ou provas de conceito (PoCs) com IA para este caso de uso. Ainda não há implementação em produção ou há uma implementação inicial em produção, com
escopo limitado e/ou em fase piloto. A solução ainda está em desenvolvimento e/ou em processo de validação.Estágio 2 - Implementação em escala limitada: A solução de IA está implementada, em produção e em uso, mas com alcance limitado a determinados processos, áreas ou usuários. Estágio 3 - Implementação em larga escala/Otimizada:
A solução de IA está implementada, em produção e em uso em larga escala na organização, abrangendo a maioria dos processos, áreas ou grupos de usuários relevantes. A solução está totalmente integrada aos sistemas e processos da organização, sendo utilizada de forma otimizada e com alto grau de automação. Há um processo contínuo de
aprendizado e aprimoramento da solução.
5% 15% 5%75% 55% 55%15% 25% 30%5% 5% 10%
Não utiliza Exploração ou
implementação inicial/piloto
Implementação em
escala limitada
Implementação
em larga escala/
otimizada
5% 65% 20% 10%
Infraestrutura de TI Experiência do cliente Eficiência operacional
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
A diversidade de aplicações da inteligência artificial na indústria
bancária reflete sua versatilidade e impacto em diferentes casos de
uso: na otimização da infraestrutura de TI, no aprimoramento da
experiência do cliente e no impulso à eficiência operacional.
No backoffice, a IA tem sido utilizada principalmente para automação
de processos, detecção de ameaças e suporte à governança de
dados. Já no front-end, chatbots e assistentes virtuais, ela tem
revolucionado a interação, tornando-a mais ágil e personalizada. Já
na busca por eficiência, a IA contribui para a automação de tarefas
repetitivas, melhorando a produtividade e reduzindo custos.
IA: Maturidade da indústria
¹Amostra: 20 bancos.
Estágios de implementação de inteligência artificial nas instituições bancárias, por caso de uso¹
Infraestrutura de TI
Processo de Linguagem Natural (PLN) 15% 35% 15% 35%
Cibersegurança 20% 15% 35% 30%
Geração de código com IA 10% 40% 25% 25%
Visão computacional 35% 35% 15% 15%
Assistente de aprendizado de máquina 45% 25% 15% 15%
Inteligência artificial como user interface 55% 35% 10% 0%
Experiência do cliente
Chatbots e/ou assistentes virtuais para clientes 25% 10% 20% 45%
Know Your Customer (KYC) e Onboarding 15% 25% 15% 45%
Biometria 30% 20% 15% 35%
Personalização de ofertas 40% 15% 15% 30%
Ouvidoria 30% 35% 25% 10%
Omniverse e avatares 75% 20% 0% 5%
Robô advisor para clientes 50% 30% 20% 0%
Eficiência operacional
Detecção de fraude e lavagem de dinheiro 20% 0% 20% 60%
Análise de risco de crédito 25% 10% 15% 50%
Chatbots e/ou assistentes virtuais para colaboradores 16% 21% 21% 42%
Automação Robótica de Processos (RPA) e Hiperautomação 15% 25% 30% 30%
Inteligência artificial preditiva 30% 25% 20% 25%
Gestão do conhecimento para organizar e facilitar o acesso a informações 20% 35% 25% 20%
Tratamento de dados não estruturados 20% 35% 35% 10%
Não utilizam Exploração inicialImplementações em escala limitada Integração em larga escala/otimizada
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Mais de oito em cada dez bancos já incorporam a inteligência artificial
generativa (GenAI) nas operações, consolidando seu papel estratégico
na transformação do setor. Enquanto a IA tradicional trouxe avanços
significativos em automação e análise de dados, a GenAI amplia essas
possibilidades ao criar conteúdos, interagir de forma natural com
clientes e otimizar processos internos de maneira mais sofisticada.
O impacto dessa tecnologia é evidente em diversas frentes, desde
o atendimento ao cliente (72%) até operações e desenvolvimento
de sistemas (67%). No entanto, um de seus diferenciais mais
disruptivos está na personalização do relacionamento, permitindo
que os bancos entreguem experiências cada vez mais adaptadas às
necessidades individuais. Com a capacidade de interpretar contextos,
gerar respostas mais humanizadas e prever preferências com maior
precisão, a GenAI fortalece o engajamento e a fidelização dos clientes.
Atualmente, seu uso já impulsiona a personalização de interações
(50%) e o desenvolvimento de novos produtos e serviços (33%), além
de melhorar fluxos de trabalho e compartilhamento de conhecimento,
por meio da criação de conteúdos internos (39%).
A disrupção promovida pela GenAI permite aos bancos repensarem
as suas formas de fazer negócio, para elevar a experiência do cliente a
novos patamares e acelerar a inovação na indústria financeira.
Papel estratégico da inteligência artificial generativa (GenAI)
“A GenAI permite um atendimento altamente específico e
personalizado. O assessor de investimentos, suportado pela
GenAI, consegue entender as preferências e necessidades de
cada cliente.”
Executivo de TI
¹Amostra equalizada: 17 bancos;
2
Amostra: 18 bancos.
59%
82%
2024
2023 23 p.p
Bancos que utilizam GenAI¹ Frentes prioritárias para explorar a GenAI²
72%
Atendimento ao cliente
67%
Desenvolvimento de sistemas
67%
Operações
50%
Personalização de interações com o cliente
39%
Criação de conteúdo interno
33%
Desenvolvimento de produtos e serviços
28%
Marketing e comunicação
28%
Segurança e resiliência
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Se, inicialmente, a IA foi amplamente utilizada para automação e
análise de dados, hoje seu impacto se expande, permitindo que
bancos ofereçam interações mais contextualizadas. A implementação
de IA e GenAI já demonstra ganhos mensuráveis: as instituições
relataram um aumento médio de 11,4% na eficiência dos processos
pós-adoção dessas tecnologias, sendo que 38% dos bancos
reportaram um aumento de eficiência acima de 20%.
O impacto de IA na eficiência operacional do setor financeiro reafirma,
portanto, a capacidade desta tecnologia em acelerar processos,
reduzir custos e viabilizar novas formas de atuação.
IA e GenAI: Ganhos de eficiência mensuráveis
¹Amostra: 13 bancos.
Aumento de eficiência em processos bancários após
implementação de IA e GenAI¹ (em média)
2023
2024
7,3%
11,4%
2024
2023
23%
38%
Bancos com taxa de eficiência superior a 20% após
implementação de IA e GenAI¹
15 p.p
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Como destacado anteriormente, a adoção de IA pelos bancos tem
proporcionado avanços consideráveis na eficiência de processos
internos. Os ganhos já são perceptíveis em diversas áreas, como
atendimento ao cliente, backoffice e desenvolvimento de aplicações,
com mais instituições indicando melhorias acima de 20%, na
comparação com o ano anterior.
Além disso, os bancos que lideram a adoção de IA já enxergam essa
tecnologia não apenas como um acelerador de estratégias, mas
como um elemento central na evolução dos modelos de negócio
— ampliando possibilidades e impulsionando novas abordagens
operacionais e de relacionamento.
IA e GenAI: Ganhos de eficiência mensuráveis
¹Amostra: 13 bancos.
Aumento de eficiência em processos bancários após
implementação de IA e GenAI¹ (em média)
Bancos com taxa de eficiência superior a 20% após
implementação de IA e GenAI¹
“Estamos utilizando inteligência artificial para facilitar
operações e reforçar acessibilidade e hiperpersonalização
no aplicativo. Isso atende às necessidades específicas de
cada cliente, como banners personalizados e notificações.
A hiperpersonalização é essencial para melhor atender
nossos clientes.”
Executivo de TI
Atendimento ao cliente
2023
2023
2023
2024
2024
2024
Backoffice
Desenvolvimento de aplicações
6%
6%
6%
9,5%
9,0%
10,4%
2024
2024
2024
2023
2023
2023
15%
15%
15%
31%
31%
23%
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Com o avanço das instituições na adoção de GenAI, um desafio
emergente diz respeito à governança sobre o uso desta tecnologia,
para garantir segurança, transparência e conformidade regulatória.
Pouco mais de três em cada dez dos bancos participantes possuem
uma estratégia formal e documentada em GenAI, mas 50% deles
estão em processo de desenvolvimento dessas diretrizes.
Com relação aos modelos de governança para gerenciamento da
GenAI, o híbrido tem sido o mais adotado. Este modelo combina
elementos de áreas especializadas em IA com diferentes unidades de
negócio, proporcionando uma gestão abrangente dos impactos da
GenAI em várias frentes.
Governança: Avanços e desafios éticos na adoção de GenAI
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 19 bancos.
Nível estratégico de governança para a implementação
de GenAI¹
Modelo de governança adotado para o gerenciamento
de GenAI²
Segundo estudo global da Deloitte, “Changing the Game”, ainda existem barreiras para a adoção plena
da IA nas empresas, como integração com sistemas legados, desafios regulatórios e governança de
dados. No entanto, a modernização da infraestrutura tecnológica é essencial para desbloquear o
potencial da IA e da IA generativa. A adoção dessas tecnologias expande as operações e traz novos
desafios relacionados à gestão de riscos, ao mesmo tempo em que transforma papéis dentro das
organizações — com equipes migrando do foco na execução direta para funções ligadas à governança
e responsabilidade. Ainda assim, a aceitação de um novo patamar de risco torna-se parte do processo
para capturar os benefícios esperados. A velocidade e a eficácia com que as iniciativas de IA forem
implementadas pelos bancos serão determinantes para a evolução de suas operações, produtos e
serviços.
Fonte: “Changing the Game
Há uma estratégia formal e documentada
Centralizado – As decisões são tomadas por
um comitê ou unidade centralizada
A estratégia ainda está em desenvolvimento
Híbrido – Combina elementos de governança
centralizada e descentralizada
Não há uma estratégia definida para GenAI
Descentralizado – As equipes, em diferentes áreas,
tomam decisões sobre GenAI
35% 42%
50% 53%
15% 5%
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Uma área que se destaca na governança de GenAI nas instituições
é a de dados e analytics, responsável por essa função em 40% dos
bancos. Além disso, 25% dos participantes contam com comitês,
integrados por representantes de vários departamentos, para
supervisionar o uso de GenAI.
Quanto à avaliação formal dos impactos sociais e éticos da utilização
de IA generativa, 40% dos bancos adotam estudos e comitês
dedicados a este fim, enquanto 55% realizam avaliações informais.
Esses dados demonstram um movimento crescente das instituições
financeiras em estruturar a gestão técnica da IA generativa e ampliar
o debate sobre os impactos sociais, éticos e regulatórios do uso dessa
tecnologia, por meio de abordagens cada vez mais organizadas e
multidisciplinares.
¹Amostra: 20 bancos; 15% não possuem um responsável específico para governança de GenAI.
Áreas responsáveis pela governança da IA generativa¹
Avaliação dos impactos sociais e éticos do uso de IA
generativa¹
40%
15%
25%
5%
Área de dados e analytics
Área de TI
Comitê de governança com representantes
de diferentes áreas
Área de inovação
Há avaliação formal, com estudos e comitês
dedicados
Não há avaliação formal, mas a ética é considerada
Não há qualquer tipo de avaliação
40%
55%
5%
Governança: Avanços e desafios éticos na adoção de GenAI
20 1 2 3 4 5 6
© 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Estruturar diretrizes sólidas e abrangentes para a adoção estratégica
e segura de IA é essencial para o futuro das organizações, sobretudo
devido à ascensão de novas funcionalidades, como os agentes de IA
– que se apresentam como uma estratégia de arquitetura tecnológica
capaz de transformar modelos de negócio e oferecer novos caminhos
para a personalização. Essa evolução da inteligência artificial envolve
sistemas alimentados por GenAI que podem completar tarefas
complexas e atingir objetivos específicos com pouca ou nenhuma
intervenção humana.
Agentes de IA: Uma potencial estratégia de arquitetura tecnológica
Interesses das organizações em futuros desdobramentos relacionados à GenAI
52% 35%45% 30%44% 28%35%
GenAI para
automação
(IA agêntica)
Modelos menores e
menos exigentes de
recursos
Capacidades
multimodais
Dados sintéticos
para treino
Sistemas
multiagentes
Modelos de
larga ação
Novas técnicas de
treinamento
A estrutura desses agentes, denominada IA agêntica, permite uma
operação de forma consistente, confiável e autônoma, por meio da
coordenação de fluxos de trabalho de sistemas multiagentes¹, com
suas capacidades multimodais² de raciocinar e criar experiências com
base em aprendizado.
O relatório global “Now decides next: Generating a new future”,
da Deloitte, aponta que, entre todas as tecnologias emergentes
relacionadas à GenAI, a IA agêntica é a que mais atrai a atenção das
empresas, seguida por sistemas multiagentes¹ e multimodais².
Nesse sentido, o estudo global reforça a importância de que as
empresas se concentrem em superar suas principais barreiras
relacionadas à IA, sobretudo no gerenciamento de dados, riscos,
governança e conformidade, para que estejam prontas para os novos
capítulos desta evolução e para destravar todo o potencial das novas
tecnologias.
Fonte: Now decides next: Generating a new future. Deloitte’s State of Generative AI in the enterprise quarter four report, janeiro de 2025.
¹Rede composta por múltiplos agentes de IA, que operam de forma autônoma, mas coordenada, a fim de
alcançar objetivos comuns; ²Capacidade de processamento e interpretação de dados provenientes de múltiplas
fontes e modalidades, como texto, imagem, áudio e vídeo, de forma integrada.
21 1 2 3 4 5 6
© 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Para que a IA generativa atinja todo o seu potencial, oferecendo
escalabilidade e flexibilidade, maximizar os investimentos em nuvem
e atualizar a infraestrutura de dados devem ser prioridades para as
empresas globais — é o que aponta o relatório “2025 Banking and
Capital Markets Outlook”, da Deloitte. Isso reforça a necessidade de
que as empresas invistam em suas capacidades de armazenamento
e processamento e avaliem a prontidão de seus dados na nuvem,
garantindo alta qualidade e alinhamento com objetivos estratégicos,
além de mantê-los disponíveis para treinar os modelos de IA e
GenAI. Este mesmo estudo aponta que empresas do setor financeiro
priorizam investimentos em gerenciamento de dados e consumo de
nuvem em suas estratégias, evidenciando o interesse em aproveitar
plenamente o poder transformador da IA junto à cloud.
Ainda, o relatório global “Now Decides Next: Getting Real About
Generative AI”, da Deloitte, ressalta que empresas mais maduras em
GenAI obtêm mais benefícios e escalabilidade em comparação com
empresas menos maduras.
Cloud como catalisadora na adoção da GenAI
62%
das empresas que possuem alguma
expertise em GenAI estão investindo
mais em cloud devido às suas
estratégias de IA generativa¹
A IA generativa está impulsionando os investimentos dos
bancos em nuvem e dados²
Consumo
de nuvem
Gestão
de dados
IA tradicional
e aprendizado
de máquina
Hardware
Redes de
comunicação
84% 14%2%
1%
2%
8%
24%75%
62%
50%
45% 44% 11%
30%
48%
Aumento ReduçãoPermanece igual
Fontes:
1
Deloitte’s State of Generative AI in the enterprise quarter two report, abril de 2024;
2
2025 banking and capital markets outlook, outubro de 2024.
221 2 3 4 5 6
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
A evolução da IA e a inserção cada vez mais intensiva de GenAI nas
atividades bancárias demonstram o crescente interesse das empresas
nesta temática e destacam a importância do investimento em
ferramentas de armazenamento de dados, como a cloud, para que a
implementação de soluções emergentes seja possível e, sobretudo,
eficiente.
Além dos benefícios usuais, como o acesso facilitado a inovações e a
escalabilidade, a redução de custos ganhou relevância significativa na
percepção dos bancos, saindo da 10ª para a 3ª colocação no ranking.
Esse avanço reflete a maturidade das estratégias de transformação
digital e a busca por eficiência operacional, com bancos colhendo os
frutos de infraestruturas mais flexíveis, ágeis e otimizadas.
A convergência entre IA e cloud está acelerando a transformação
digital, permitindo o processamento em tempo real de grandes
volumes de dados, automação inteligente e maior capacidade
de adaptação às mudanças do mercado – eliminando barreiras
tradicionais de infraestrutura e ampliando os ganhos em eficiência e
competitividade.
Benefícios alavancados pela cloud
¹Amostra: 17 bancos.
Benefícios percebidos com a utilização de cloud
1
“Nosso foco é utilizar a nuvem de forma inteligente,
maximizando a eficiência e aproveitando ao máximo
seus benefícios.”
Executivo de TI
Acesso facilitado a inovações/tecnologias avançadas
Escalabilidade
Redução de custos
Agilidade em fazer mudanças
Backups automáticos e recuperação de desastres
Eficiência operacional
Flexibilidade no armazenamento/poder de processamento
Integração e colaboração entre ferramentas e sistemas
Atualizações automáticas
Manutenção mais simples
1°1°
2°2°
3°10°
4°5°
5°8°
6°3°
7°4°
8°6°
9°7°
10°9°
2023 2024
23
Finanças e tesouraria
Core banking
Pagamentos cartões
Risco e compliance
Web banking
Mobile banking
Data processing
Contact center
Pix
Open banking/finance
60%
50%
50%
45%
45%
35%
35%
35%
25%
15% 60% 5%10%
35% 25% 15%
20% 20% 10%
25% 25% 10%
35% 10% 20%
30% 10%10%
15% 10%10%
20% 10%10%
10%10% 20%
10% 20%1 2 3 4 5 6
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O movimento de migração para cloud e sua relação com a IA já
podem ser notados: todos os domínios de negócio foram migrados
para a nuvem no último ano em bancos com maiores níveis de
maturidade em IA, sendo 100% em Open banking/finance e 67%
em Pix. Isso revela que a convergência entre tecnologias permite
significativo avanço das empresas rumo à transformação tecnológica.
Quanto às aplicações com maiores níveis de migração para cloud nas
instituições participantes, Open banking/finance, Pix e Mobile banking
apresentavam os maiores percentuais até o último ano, enquanto,
neste, finanças e tesouraria devem ser priorizadas.
Benefícios alavancados pela cloud
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 6 bancos; Considerando bancos com maturidade média acima de 3,
ou seja, implementação em escala limitada, implementação em larga escala e otimização/integração
completa.
Status de migração para cloud
1
Ainda não foi migrado Foi migrado até 2024 Será migrado em 2025 Não será migrado
Finanças e tesouraria
Core banking
Pagamentos cartões
Risco e compliance
Web banking
Mobile banking
Data processing
Contact center
Pix
Open banking/finance
60%
50%
50%
45%
45%
35%
35%
35%
25%
15% 60% 5%10%
35% 25% 15%
20% 20% 10%
25% 25% 10%
35% 10% 20%
30% 10%15%
15% 10%10%
20% 10%10%
10%10% 20%
10% 20%
Status de migração dos bancos com maturidade média/alta em IA² até 2024
17%Finanças e tesouraria
17%Core banking
33%Pagamentos e cartões
33%Web banking
33%Risco e compliance
50%Mobile banking
50%Data processing
50%Contact center
67% Pix
100%Open banking/finance
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Além de impulsionar os níveis de migração, 89% das instituições
também pretendem ampliar os investimentos em cloud em relação
ao último ano, em alta ou baixa escala, enquanto 11% pretendem
manter os níveis – evidenciando o reconhecimento da indústria
bancária quanto aos benefícios oferecidos pela nuvem em termos de
flexibilidade, segurança e capacidade de inovação.
Por mais uma edição, a cloud híbrida lidera entre os modelos
adotados por 80% dos bancos respondentes. Na composição
deste percentual, mais de seis em cada dez instituições possuem
sua estrutura em cloud privada – opção diretamente relacionada à
estrutura bancária, uma vez que as instituições enxergam, no modelo
privado, benefícios exclusivos, como o controle total sobre seus
recursos e compliance customizados às necessidades do negócio.
Investimentos em cloud no setor bancário
Perspectiva de investimento em cloud em comparação ao ano
passado¹
Utilização de cloud nas instituições²
Híbrida
Privada
Composição de cloud nas instituições
que possuem cloud híbrida³
57%43%
Privada Pública
47% Pretendem aumentar
bastante os investimentos
42% Pretendem aumentar
pouco os investimentos
11% Pretendem manter
os investimentos
80%
20%
¹Amostra: 17 bancos;
2
Amostra: 20 bancos;
3
Amostra: 16 bancos.
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
das instituições já contam com pelo
menos um profissional especialista
em cibersegurança no conselho de
administração²
A cibersegurança segue como uma das principais prioridades da
indústria financeira, impulsionada pela complexidade crescente e
pela sofisticação das ameaças digitais. Como apontado por boa parte
das instituições participantes, enfrentar esse cenário exige uma
abordagem integrada, que combine prevenção, detecção rápida e
resposta eficaz.
Para garantir mais proteção tanto aos processos internos quanto
às soluções oferecidas aos clientes, os bancos vêm reforçando
a governança do tema: cresce a presença de especialistas em
cibersegurança nos conselhos de administração e a atuação
conjunta dos times de segurança com os squads de tecnologia. Esse
movimento assegura que a segurança digital esteja incorporada desde
a concepção até a entrega de novos produtos e serviços.
Prioridades, desafios e oportunidades com IA na cibersegurança
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 16 bancos.
Prioridades em segurança cibernética¹ (múltiplas respostas,
até 5 opções)
Gestão de riscos
e vulnerabilidades
Gestão de Identidades
e Acessos (IAM/CIAM)
Segurança
na nuvem
Segurança
de rede
Detecção e resposta
a incidentes90%
60%
50%
50%
50%
56%
40%
das instituições têm a disponibilidade de
ao menos um profissional de segurança
como apoio nos squads formados pelo
banco¹
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Mais do que uma estratégia defensiva, a cibersegurança tem sido
tratada como diferencial competitivo. Isso porque, em um ambiente
financeiro marcado pela intensificação do uso de tecnologia e pela
crescente interconectividade, a robustez da segurança é condição
essencial para garantir confiança, continuidade dos negócios e
uma entrega de valor eficaz ao cliente. Entre os principais desafios
atuais, destacam-se a gestão de riscos relacionados a terceiros,
o acompanhamento constante da evolução das ameaças e a
consolidação de uma cultura organizacional voltada à segurança. Para
enfrentá-los, os bancos vêm adotando uma postura mais proativa,
com o apoio de tecnologias avançadas. Nesse contexto, a inteligência
artificial tem se mostrado uma aliada poderosa, permitindo
automatizar processos de monitoramento e resposta, além de
aumentar a capacidade de antecipação frente a novos riscos.
Prioridades, desafios e oportunidades com IA na cibersegurança
¹Amostra: 20 bancos.
Maiores desafios enfrentados no gerenciamento da
cibersegurança¹ (múltiplas respostas, até 5 opções)
Oportunidades com Inteligência Artificial
Aprimoramos constantemente nossas estratégias
de cibersegurança, utilizando IA para identificar
e atacar todas as ameaças. Nosso time tem se reinventado
para lidar com novos desafios, com um foco especial em
ferramentas antifraude, elevando nosso investimento
específico em cibersegurança.”
Executivo de TI
75%
Gerenciar riscos relacionados a terceiros
65%
Acompanhar a rápida evolução das ameaças
55%
Criar uma cultura de segurança na
organização
55%
Escassez de profissionais de segurança
45%
Mapeamento detalhado do ecossistema
30%
Adoção de tecnologias emergentes (IoT, GenAI
etc.)
Monitorar continuamente a postura de segurança dos
fornecedores, identificando possíveis vulnerabilidades e riscos
em tempo real
Algoritmos de aprendizado de máquina podem ser treinados para
reconhecer comportamentos suspeitos e anomalias, permitindo
uma resposta mais ágil e eficaz
Assistentes virtuais podem fornecer suporte contínuo e
responder a dúvidas sobre segurança em tempo real
Analisar e selecionar perfis de candidatos com base em critérios
específicos, bem como criar e aplicar programas de treinamento
e capacitação às equipes
Automatizar o mapeamento de riscos, identificando e priorizando
vulnerabilidades em toda a infraestrutura de TI, facilitando a
implementação de medidas preventivas e corretivas
Facilitar a integração e a gestão de novas tecnologias, garantindo
que sejam implementadas de forma segura
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
A maior parte das instituições participantes afirma adotar tecnologias
de IA voltadas à cibersegurança e prevenção à fraude e à lavagem de
dinheiro, com o objetivo de aprimorar a segurança, a eficiência e a
conformidade nas operações financeiras, criando um ambiente mais
seguro e confiável.
Na cibersegurança, a IA pode contribuir na detecção de ameaças
proativamente, responder rapidamente a incidentes e analisar
grandes volumes de dados.
Na prevenção à fraude, é possível identificar padrões suspeitos,
reduzir falsos positivos e monitorar transações em tempo real.
Enquanto, na prevenção à lavagem de dinheiro, pode-se identificar
transações suspeitas, garantir conformidade regulatória
e melhorar a eficiência operacional das organizações.
Prioridades, desafios e oportunidades com IA na cibersegurança
¹Amostra: 20 bancos.
Casos de uso de IA aplicáveis à cibersegurança, prevenção
à fraude ou à lavagem de dinheiro e estágio de adoção dos
bancos participantes para cada caso¹ (percentual dos bancos)
Cibersegurança, para proteger sistemas e dados contra
ataques cibernéticos
Biometria, para reconhecimento de voz, face e outras
características biométricas
Visão computacional, para analisar e interpretar imagens
e vídeos
Detecção de fraude e lavagem de dinheiro, para identificar
transações suspeitas e atividades ilícitas
Know Your Customer (KYC) e onboarding, para automatizar
e otimizar a verificação de identidade de clientes
20% 10% 70%
30% 10% 60%
35% 25% 40%
20% - 80 %
15% 20% 65%
Não
explorado
Em
exploração
Em
implementação
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IA: Vetor transformacional da indústria bancáriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Na perspectiva de construir uma estratégia de segurança cada vez
mais resistente e integrada, a área de segurança cibernética passa a
englobar outras frentes, como a prevenção à lavagem de dinheiro e
à fraude. Independentemente de sua alocação na estrutura bancária,
os investimentos em tecnologias nestas frentes têm sido significativos,
a fim de refletir a integridade das operações financeiras. A integração
de tecnologias é um aspecto crucial para a eficácia das estratégias
de prevenção – e a presença de times de analytics dedicados a esses
temas contribui substancialmente para o sucesso das iniciativas.
Estratégias de prevenção à fraude e lavagem de dinheiro
Investimentos em tecnologia para...
Prevenção à lavagem de dinheiro (PLD)²
Prevenção à fraude¹
89%
Bases de dados integradas para consulta de
PEPs³ e listas de sanções
89%
Sistemas de monitoramento de transações
com regras predefinidas
78%
Treinamento especializado para a equipe
de PLD em novas tecnologias
67%
Sistemas de gestão de casos de PLD com work-
flows automatizados para investigação de alertas
56%
Modernização da infraestrutura de TI para
suportar as soluções de PLD
50%
Contratação de especialistas em tecnologia
para PLD
50%
Investimentos em segurança da informação
4
50%
Sistemas de monitoramento de transações
com IA e Machine Learning
100%
Autenticação multifator para clientes
e funcionários
85%
Análise de logs e eventos de segurança com
correlação de evento
85%
Monitoramento de transações com regras
e modelos preditivos
85%
Sistemas de IAM
5
com SSO
6
e provisionamento
automatizado
85%
Verificação de dispositivos utilizados para
acessar sistemas e aplicações
80%
Monitoramento de canais digitais para detecção
de fraudes
75%
Sistemas de detecção de intrusão e/ou sistemas
de prevenção de intrusão
70%
Rastreamento de IPs e geolocalização para
identificar acessos suspeitos
70%
Utilização de IA e Machine Learning para de-
tecção de padrões de fraude
80% das instituições contam
com um time de analytics dedicado à
prevenção à lavagem de dinheiro¹
70% das instituições contam
com um time de analytics dedicado à
prevenção à fraude¹
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 18 bancos;
3
Pessoas Expostas Politicamente;
4
Firewalls, criptografia,
autenticação multifator;
5
Gestão de Identidades e Acessos;
6
Single sign-on.
Investimentos consistentes em
tecnologia para expansão estratégica
3
30 1 2 3 4 5 6
? 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégicaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégica
Os crescentes investimentos em tecnologia reforçam o
compromisso da indústria bancária com a transformação digital
e o fortalecimento da competitividade no setor. Nesta edição, o
orçamento destinado à tecnologia deve crescer 13%, totalizando
R$ 47,8 bilhões, impulsionado por iniciativas estratégicas que
redefinem a forma como os serviços financeiros são entregues e
consumidos. Esse aumento reflete a necessidade de viabilizar uma
base tecnológica robusta para escalar a adoção de IA e GenAI.
No entanto, a captura de valor dessas tecnologias depende
diretamente de investimentos estruturantes em cloud, segurança
cibernética e talentos especializados. A nuvem viabiliza a
flexibilidade e o processamento eficiente de dados, enquanto
a cibersegurança se torna um pilar indispensável diante do
aumento da complexidade dos riscos digitais. Ao mesmo tempo,
a capacitação de pessoas e a governança desses novos agentes
tecnológicos são fundamentais para garantir que a inovação
ocorra de forma estratégica.
Total do orçamento em tecnologia¹ (em R$ bilhões)
17,7 18,4
22,6
26,5
12,5
15,1
15,3
27
11,2
9,0
26,7
29,6
35,1
41,6
42,3
47,8
2020 2021 2022 2023 2024 2025
11%
19%
19%
2%
13%
Investimentos
Despesas
¹Nos anos anteriores a 2020, não era solicitado aos bancos o total de despesas e investimentos com serviços de TI. A partir de 2021, houve uma reclassificação da categoria de serviços de TI. Os investimentos e as despesas de software com mainframe estão inclusos em hardware.
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? 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégicaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Total dos investimentos em tecnologia¹ (em R$ bilhões) Total das despesas em tecnologia¹ (em R$ bilhões)
2020 20202021 20212022 20222023 20232024 2024
4,0
9
11,2
12,5
15,1
15,3
17,7
18,4
22,6
26,5
0,2 0,30,1
0,09
0,1 0,3
3,5
2,3
4,2
7,4
3,2
3,3
7,6
4,1
2,8
8,8
4,4
1,7
9
2,3
1,7
4,7
2,4
2,1
7,1
9,2
4,2
5,1
10,7
8,5
2,2 2
8,9
10,7
5,4
7,8
2,3
1,2
6,4
4,7
-2%
5%
1%
3%
5%
6%
2%
-9%
TelecomHardwareSoftwareServiços de TI*
27
*Nos anos anteriores a 2020, não era solicitado aos bancos o total de despesas e investimentos com serviços de TI. A partir de 2021, houve uma reclassificação da categoria de serviços de TI. Os investimentos e as despesas de software com mainframe estão inclusos em hardware.
Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégica
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Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégicaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O aumento nas despesas e investimentos em serviços de TI* é
impulsionado, principalmente, pelo crescimento em serviços de
implantação e desenvolvimento de aplicativos e serviços gerenciados.
Isso é reflexo da tendência de transformação digital e inovação no
setor bancário. Do lado de serviços gerenciados, esse aumento
pode ser decorrente da busca por maior automação e eficiência
dos bancos, de investimentos significativos na migração para a
nuvem, e da contratação de serviços gerenciados específicos para
cibersegurança.
Composição do total de despesas e investimentos em tecnologia
2020 2021 2022 2023 2024
31%
51%
11%
7%
12%
19% 20% 21%
6% 5%
44% 43%
30% 31%
6%
48%
27%
8%
52%
28%
26,7 bi 29,6 bi 35,1 bi 41,6 bi 42,3 bi
*Nos anos anteriores a 2020, não era solicitado aos bancos o total de despesas e investimentos com serviços
de TI. A partir de 2021, houve uma reclassificação da categoria de serviços de TI. Os investimentos e as despesas
de software com mainframe estão inclusos em hardware. Aportes destinados a consultoria, desenvolvimento
de software, sustentação e outros serviços externos, foram realizados com o objetivo de fortalecer a capacidade
tecnológica da organização, impulsionar a inovação e a eficiência operacional.
Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégica
TelecomHardwareSoftwareServiços de TI*
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Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégicaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Alinhado às principais tendências e estratégias dos bancos abordadas
nesta edição da pesquisa, especialmente no que diz respeito à
importância da inteligência artificial na transformação tecnológica,
observa-se um aumento significativo de 61% nos investimentos em IA
em comparação ao ano anterior. Esse crescimento é acompanhado
por investimentos crescentes em migração para a nuvem, que oferece
uma base sólida, flexível e escalável para impulsionar ainda mais o
avanço da IA.
Em projetos regulatórios, além do Pix, que se mantém em
crescimento constante, dada a posição de preferência entre os
métodos de pagamento, o Open Finance registra um aumento de 65%
de um ano para o outro, mostrando seu constante amadurecimento.
Combinado à IA, o Open Finance pode maximizar seu potencial, já que
possibilita o acesso a dados, contribuindo com a jornada estratégica
dos bancos de oferecer produtos e serviços hiperpersonalizados e
customizados às necessidades dos clientes.
Estimativa de participação de temas no orçamento total em tecnologia¹
Estimativa de participação de projetos regulatórios no orçamento total em tecnologia¹
2024 Δ 2025
Inteligência artificial, analytics e big dataR$ 1,12 bilhão 61% R$ 1,8 bilhão
CRM R$ 447 milhões 23% R$ 551 milhões
Migração para cloud R$ 1,96 bilhões 59% R$ 3,13 bilhões
Migração para cloud pública R$ 1,85 bilhão 30% R$ 2,4 bilhões
Migração para cloud privada R$ 118 milhões 514% R$ 725 milhões
2024 Δ 2025
PIX R$ 1 bilhão 48% R$ 1,48 bilhão
Open finance R$ 335 milhões 65% R$ 552 milhões
¹Amostra: 12 bancos.
Investimentos consistentes em tecnologia para expansão estratégica
Humanizando o futuro
do trabalho
4
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Humanizando o futuro do trabalhoPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Diante dos investimentos expressivos dos bancos e do cenário de
disrupção gerado pela IA e pela GenAI para redesenhar o futuro
das instituições financeiras, os profissionais da indústria bancária
desempenham um papel essencial para garantir a continuidade
sustentável dos negócios. Adaptando-se e redesenhando essa nova
realidade, esses profissionais promovem um ambiente de crescimento
contínuo e alinhado aos objetivos estratégicos das instituições.
Com investimentos significativos em infraestrutura e soluções
tecnológicas que melhorem a experiência de trabalho dos
profissionais, estimados em R$ 1,4 bilhão este ano, os bancos
reiteram seu compromisso com essa nova realidade.
Há, também, investimentos específicos e constantes em promoção
de treinamentos, como por programas de reskilling e upskilling. A
evolução da estrutura e dos modelos de capacitação, principalmente
por meio de cursos on-line, oferece a possibilidade de treinar mais
pessoas com menos investimentos. Nesta edição, houve um aumento
de 35% no número de profissionais treinados em tecnologia. A
preocupação das instituições em capacitar todos os seus profissionais,
como meio de proteção contra ataques cibernéticos, se reflete
nos aumentos em investimentos e na quantidade de profissionais
treinados. Já no tema de metodologias ágeis, os gastos foram mais
expressivos no último ano, e com um número menor de profissionais
treinados, indicando elevada maturidade no tema.
Treinamentos para profissionais dos bancos
Sucessivos investimentos na experiência e capacitação tecnológica
¹Amostra: 15 bancos;
2
Amostra: 17 bancos;
3
Amostra: 17 bancos.
Em metodologias ágeis²
2024 ∆ 2024
R$ 36,2
milhões
3%
R$ 37
milhões
227 mil -17%189,3 mil Em tecnologia²
2023 ∆ 2024
Investimentos em
treinamentos (R$)
R$ 55,7
milhões
-12%
R$ 49,2
milhões
Profissionais
treinados
175,4 mil35%237,1 mil
Em segurança cibernética³
2023 ∆ 2024
R$ 26,9
milhões
12%
R$ 30,2
milhões
162,3 mil 5% 169,9 mil
deve ser investido, neste ano, em infraestrutura R$1,4 bilhão
e soluções tecnológicas que melhorem a experiência de trabalho dos profissionais¹
“Um dos objetivos é preparar um programa de reskilling para os colaboradores, pois eles precisarão transitar para o
setor de TI. Com a digitalização das interações, do atendimento e da administração da empresa, é fundamental que essas
pessoas se juntem a nós. Não se trata apenas de alocá-las em uma nova função; o objetivo é capacitá-las com habilidades
de desenvolvedores.”
Executivo de TI
361 2 3 4 5 6
© 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Humanizando o futuro do trabalhoPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Para profissionais de TI, os investimentos em treinamento
diminuíram ligeiramente, enquanto o número de colaboradores
treinados, para disseminar conhecimento geral, aumentou. Isso se
deve aos investimentos massivos realizados em anos anteriores,
com treinamentos on-line e assíncronos, os quais promovem uma
estrutura de formação consolidada e eficiente. No tema de segurança
cibernética, o crescimento registrado reforça o compromisso dos
bancos com a segurança, garantindo especializações constantes para
estes profissionais.
E, para este ano, o aumento médio prospectado no quadro de
profissionais de TI é de 15% por 63% dos participantes, refletindo a
necessidade de adaptação e crescimento dos times internos, diante
das novas tecnologias.
Perspectiva de variação na força de trabalho de TI dos bancos neste ano³
Capacitação tecnológica contínua
Treinamentos para profissionais de TI
Em temas gerais
1
2023 ∆ 2024
Investimentos em treinamentos (R$)
R$ 39,2
milhões
-6%
R$ 36,7
milhões
Profissionais treinados 49 mil 12%54,8 mil
Em segurança cibernética
2
2023 ∆ 2024
R$ 3,9
milhões
80%
R$ 7
milhões
7,6 mil 20% 9,1 mil
Manter
Aumentar
37%
63%
na força de trabalho da área 15%
57,5 mil
da TI⁴, o que poderá corresponder a
profissionais em 2025³
Espera-se aumento médio de
¹Amostra: 17 bancos;
2
Amostra: 14 bancos;
3
Amostra: 19 bancos;
4
Amostra: 11 bancos.
371 2 3 4 5 6
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Humanizando o futuro do trabalhoPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O trabalho híbrido, nesta edição, é adotado por quase metade
dos bancos. Entre suas principais motivações está a promoção da
satisfação dos profissionais e o alinhamento à cultura organizacional,
enquanto o modelo presencial, preferido por 41% das instituições,
destaca, além do alinhamento cultural, a importância do aprendizado
e desenvolvimento contínuos. Ambas as abordagens visam equilibrar
produtividade e flexibilidade, aproveitando ao máximo as sinergias
entre as habilidades humanas e tecnológicas, e reforçam a urgência
de repensar e rearquitetar a natureza do trabalho.
Percentual da força de trabalho, por modelo de atuação¹
Preferência da instituição com relação ao modelo de trabalho² Principais motivadores para a preferência do modelo
Modelos de trabalho
57% 27%
1°
2°
3°
16%48% 34% 18%
2023 2024
Híbrido 100% presencial 100% remoto
Remoto
Presencial
Híbrido
6%
41%
53%
Satisfação do
profissional
Alinhamento com a
cultura da empresa
Atratividade de
talentos
Alinhamento com a
cultura da empresa
Aprendizado e
desenvolvimento
Aumento de
produtividade
Híbrido
3
Presencial
4
¹Amostra equalizada: 15 bancos;
2
Amostra: 17 bancos;
3
Amostra: 9 bancos;
4
Amostra: 7 bancos.
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Humanizando o futuro do trabalhoPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O constante aumento de profissionais treinados em áreas de
conhecimento relacionadas a TI mostra o compromisso das
instituições bancárias na vanguarda da utilização de tecnologias
emergentes que culminam em melhoria interna de processos e na
construção de soluções seguras e tecnológicas aos seus clientes.
Do total de pessoas que trabalham nos bancos, 11% pertencem à
área de TI, sendo as equipes de desenvolvimento, analytics e BI, e
infraestrutura as com maior quantidade de profissionais dedicados.
Essa composição se relaciona diretamente com as profissões mais
demandadas, como desenvolvedores de software, especialistas
de segurança da informação e cientistas de dados. A necessidade
dos bancos em contratar tais perfis profissionais indica seu
comprometimento em desenvolver produtos e serviços cada vez
mais tecnológicos e personalizados, a fim de oferecer aos clientes
uma melhor experiência, a partir de sistemas digitalizados, seguros
e construídos em uma estrutura eficiente e baseada em análise de
dados.
Capacitação tecnológica contínua
Em média,11% dos
profissionais dos bancos
são da área de TI
1
Composição de cargos dos profissionais que atuam na área
de tecnologia dos bancos
1
Top 5 profissionais de tecnologia mais demandados
atualmente pelos bancos²
43%
Desenvolvimento
21%
Analytics e Business Intelligence
14%
Infraestrutura
9%
Inovação
6%
Compliance, gestão de riscos e governança
3%
Experiência do cliente
3%
Segurança da informação e cibernética
1%
Outras áreas
“O movimento da transformação digital é muito mais do
que simplesmente adquirir tecnologia; é um movimento
cultural. Estamos totalmente envolvidos, colocando
grandes esforços nisso, com um programa robusto que
está trazendo pessoas para a TI com essa nova visão.”
Executivo de TI
1°
2°
3°
4°
5°
Desenvolvedor de software
Cientista de dados
Engenheiro de dados
Arquiteto corporativo
Especialista em segurança da
informação/segurança cibernética
¹Amostra: 16 bancos; O percentual desconsidera a quantidade de profissionais terceirizados;
2
Amostra: 18 bancos.
Como as empresas estão ajustando suas estratégias de talentos
48% 47% 36% 35%35% 34%
Redesenhar os
processos de
trabalho para
obter vantagem
com GenAI
Métricas de
engajamento e
Confiança
Avaliando as
mudanças e
planejando a
demanda dos
novos skills
Implementar
estratégias de
upskilling e
reskilling
Programas de
fluência em IA
Estratégia
de acesso ao
ecossistema de
mão de obra
39 1 2 3 4 5 6
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Humanizando o futuro do trabalhoPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
A IA generativa mostra seu poder de disrupção ao levantar
questionamentos sobre a maneira como é estruturado o trabalho,
redefinindo a própria cultura dos bancos. Suas capacidades
permitem às instituições bancárias repensar a execução de atividades
específicas ao invés de funções completas – modelo que é utilizado
atualmente. Essa divisão das funções em múltiplas tarefas permite
maior entendimento sobre a expectativa daquele trabalho e maior
flexibilidade e eficiência, já que a execução das atividades pode ser
distribuída e automatizada com o apoio da GenAI, extraindo o melhor
valor da sinergia entre as habilidades humanas e a tecnologia. Essa
nova realidade também possibilita um upgrade de conhecimento dos
profissionais, se concentrando em atividades de maior valor agregado.
Segundo o estudo global “Now decides next: Getting real about
Generative AI”, da Deloitte, isso significa que a evolução da força
de trabalho com a IA generativa requer, por um lado, investimento
significativo em upskilling e reskilling dos profissionais, para que se
sintam confortáveis em utilizar a tecnologia com máxima eficiência e
se adaptem a esse novo cenário; por outro lado, que as organizações
desenvolvam novas estratégias de talentos, reestruturando seus
processos e fluxos de trabalho, a fim de garantir uma transição suave
e bem-sucedida. Neste mesmo estudo, 75% das organizações indicam
que esperam mudar sua estratégia de talentos em até dois anos.
IA e a mudança na cultura dos bancos
“Buscamos profissionais que se modernizem
constantemente. Investimos na formação de
colaboradores, equilibrando jovens talentos e profissionais
experientes para acelerar o desenvolvimento. Esse
equilíbrio é um desafio e ajuda na retenção, pois valoriza o
clima organizacional.”
Executivo de TI
Fonte: Deloitte’s State of Generative AI in the Enterprise Quarter two report, abril de 2024
75% das empresas buscam
mudar sua estratégia de talentos
em até dois anos
“Está sendo criada uma cultura na qual qualquer profissional do banco, independentemente de sua área de atuação,
possa inovar e melhorar seus processos internos. Para isso, é essencial fornecer as ferramentas adequadas e fortalecer o
empowerment, com apoio da administração. A mudança cultural vai além de discurso; exige ações práticas e mecanismos
internos para viabilizar a autonomia e a inovação.”
Executivo de TI
40 1 2 3 4 5 6
? 2025. Para mais informa??es, contate a Deloitte Global.
Humanizando o futuro do trabalhoPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O advento da IA e a subsequente mudança cultural promovida por
ela evidenciam a necessidade de que as empresas repensem os tipos
de tarefas desempenhadas pelos profissionais – segmentando-as
entre as centradas no ser humano e aquelas centradas na tecnologia.
No estudo global “State of GenAI report”, da Deloitte, as habilidades
profissionais apontadas como as que podem ser mais valorizadas a
partir da maior integração da IA nos negócios foram, para tecnologia,
análise de dados, engenharia de prompt e pesquisa de informações,
enquanto, para habilidades humanas, o pensamento crítico, a
criatividade, a flexibilidade e a resiliência.
O estudo também mostra a importância e os desafios que as
organizações devem enfrentar para se adaptarem, reestruturando
processos e criando estratégias nas quais os profissionais utilizem o
poder da IA generativa, promovendo uma colaboração eficiente entre
humanos e máquinas. A confiança na tecnologia e a capacidade de
adaptação são essenciais para garantir uma transição bem-sucedida e
maximizar os benefícios da IA generativa.
Habilidades mais valorizadas com o advento de IA
IA e a mudança na cultura dos bancos
Análise de
dados
Codificação/
Software
Desenvolvi-
mento
de aplicações
Elaboração
manual de
conteúdo
Pensamento
crítico
Flexibilidade
e resiliência
Habilidade em
trabalhar em
times
Comunicação
Inteligência
emocional
Criatividade
Engenharia
de prompt
Pesquisa
Fonte: Deloitte’s State of Generative AI in the
Enterprise Quarter two report, abril de 2024
Centradas
em
humanos
Centradas
em
tecnologia
62% 70%
59% 60%
58% 59%54% 57%
53% 51%
51% 31%
Oportunidades
da indústria
5
421 2 3 4 5 6
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Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
O Open Finance representa uma grande oportunidade para os
bancos, não apenas para expandir suas operações, por meio de
criação de novos serviços, portabilidade e parcerias estratégicas,
mas principalmente para adquirir dados valiosos sobre seus clientes,
incluindo perfis de comportamento de compra, preferências, padrões
de consumo e interações com produtos financeiros. Ao integrar essas
informações com suas estruturas de IA e GenAI, os bancos podem
criar abordagens cada vez mais personalizadas, oferecendo produtos
e serviços altamente customizados que atendem, de forma precisa, às
necessidades e desejos dos clientes.
A perspectiva de potencialização do Open Finance é amplamente
reconhecida pelos bancos participantes, com 41% deles prevendo
uma alta extração de valor nos próximos anos, ainda que atualmente
o sistema esteja contribuindo, na perspectiva de 6% dos bancos, com
um valor baixo.
Ao analisar a proporção atual de casos de uso, no sentido de
real aplicação do Open Finance, o CRM é mais implementado
pelos bancos. Outras dimensões como pagamentos, agregação e
visualização de dados, e crédito, possuem representatividade mais
baixa em comparação à primeira posição. Essa variedade de casos
de uso revela que o sistema do Open Finance está em processo de
amadurecimento e tem potencial para suportar as estratégias de
relacionamento entre banco e cliente, garantindo que este último
possa sentir um impacto positivo, tangível e personalizado.
Formas de obter valor do Open Finance¹ Proporção dos casos de uso atualmente utilizados³
Explorando o Open Finance em busca da diferenciação
41%
CRM
18%
Pagamentos
17%
Agregação e visualização
12%
Crédito
5%
Know Your Client
4%
Precificação de produto
3%
Cobrança
¹Amostra: 14 bancos;
2
Amostra: 17 bancos;
3
Amostra: 18 bancos.
Acesso a dados financeiros
Criar novos serviços financeiros
Portabilidade financeira
Construir parcerias estratégicas
86%
57%
57%
29%
Atualmente, 6% dos bancos
extraem alto valor do Open
Finance, e 41% projetam obtê-lo
no futuro
2
431 2 3 4 5 6
© 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
No entanto, o principal desafio notado pelos bancos para alcançar
esses benefícios está na adesão dos clientes e na capacidade de gerar
casos de uso, já que 41% das instituições afirmam que o sistema
ainda não é plenamente compreendido pelo consumidor, enquanto
35% dos bancos mencionam a baixa atratividade dos casos de uso
para seus clientes.
Principais barreiras à maior adesão de clientes ao Open
Finance¹
¹Amostra: 17 bancos.
Explorando o Open Finance em busca da diferenciação
“Nossa agenda regulatória foca em utilizar melhor os dados
de Open Finance e inteligência artificial para entregar mais
valor ao cliente. Temos uma equipe dedicada a explorar
a personalização e usar dados de mercado para oferecer
o melhor limite de cartão de crédito aos clientes que
consentiram.”
Executivo de TI
“O Open Finance democratiza muitos dados e é um grande
gerador de negócios.”
Executivo de TI
41%
Compreensão do cliente sobre
o que é Open Finance
35%
Casos de uso atrativos ao cliente
18%
Incerteza do cliente em compartilhar
dados pessoais com outras instituições
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Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
A inovação continua sendo uma das principais estratégias dos
bancos para enriquecer seus ecossistemas e entregar mais valor aos
clientes. Neste cenário, a abertura ao mercado, por meio da open
innovation, destaca-se como prática prioritária: sua adoção cresceu
24 pontos percentuais em relação à edição anterior da pesquisa.
Essa abordagem viabiliza o desenvolvimento conjunto de soluções,
ampliando a oferta de produtos e serviços por meio de parcerias —
especialmente com fintechs e startups, já presentes em mais de 85%
das instituições participantes.
Para sustentar essa dinâmica de inovação colaborativa, o uso
de APIs torna-se um meio essencial de conexão entre bancos
e parceiros, como no contexto do Open Finance. Em média, os
bancos disponibilizaram 324 APIs externas no último ano, com 41%
deles operando sob modelo de governança distribuída, reforçando
a importância da arquitetura tecnológica como habilitadora da
integração.
Ecossistemas e APIs
324
85
%
de APIs externas em 2024¹
possuem parcerias com startups¹
Modelos de governança de APIs utilizados²
Estratégias de inovação adotadas pelos bancos³
Principais parcerias com startup⁴
94%Fintech
44%Agtech
38%Cybertech
41%Modelo distribuído
32%Modelo centralizado
16%Modelo híbrido
11%Modelo descentralizado
31%HRTech
31%LawTech
31%Martech
Estratégia de Open Innovation
Corporate Venture Capital
Laboratórios/Hubs de inovação internos
Aceleração de startups
Pilotos com startups
Corporate Venture Builder
Hackathons e programas de inovação colaborativa
Incubação de startups
Intraempreendedorismo
86%
36%
62%
31%
79%
29%
77%
31%
71%
21%
54%
-
64
%
21%
54%
8%
50%54%
2023 2024
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 19 bancos; Modelo centralizado: um time centraliza todas as revisões e
aprovações de qualquer tipo de mudança de arquitetura, como atualização e inclusão de novas features;
Modelo descentralizado: semelhante ao modelo centralizado, porém com subdivisões que cuidam de
determinados tópicos; Modelo distribuído: vários times, sendo cada um especialista em determinado produto,
sabendo detalhadamente o que faz e qual a melhor maneira de eles serem expostos;
3
Amostra equalizada: 14
bancos;
4
Amostra: 16 bancos.
dos bancos
foi a média total
451 2 3 4 5 6
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Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Além do Open Finance, outra oportunidade de diferenciação das
instituições bancárias é por meio da tokenização e de ativos digitais,
impulsionados por estruturas em blockchain, como a que está sendo
arquitetada para o DREX.
O desenvolvimento do DREX trará, para 95% dos bancos
respondentes, a possibilidade de inovação em produtos financeiros.
Para 63% deles, impactará a criação de contratos inteligentes e
a automatização, e para 42%, trará transparência e segurança.
Especialmente nestas duas últimas frentes, a IA pode trazer benefícios
significativos. Ao automatizar a elaboração e execução de contratos
inteligentes, reduz-se a necessidade de supervisão humana e
minimizam-se erros. No que se refere à transparência e segurança
dos processos financeiros, ela pode auxiliar na análise de grandes
volumes de dados em tempo real, detectar padrões anômalos e
prevenir fraudes.
No entanto, a maturidade dessas iniciativas ainda é inicial: 65%
dos bancos estão explorando ou avaliando possibilidades em
custódia, 58% em tokenização e 53% em ativos digitais. Esse cenário
indica uma oportunidade de crescimento nesta frente, paralela ao
amadurecimento e popularização do DREX.
Principais impactos esperados com a criação do DREX¹ Nível de maturidade com relação às iniciativas²
Potencial transformador dos ativos digitais e da tokenização
95%
Inovação em produtos financeiros
63%
Contratos inteligentes e automatização
42%
Transparência e segurança
26%
Eficiência de custos
21%
Facilidade de acesso a investimentos
5%
Inclusão financeira
Custódia
Ativos digitais
Tokenização
65% 20%
26% 11%5%
5%5%5%
5%53%
58% 26% 16%
Exploração/Avaliação
Implementação Inicial/Piloto
Implementação em Escala Limitada
Implementação em Larga Escala
Otimização/Integração Completa
¹Amostra: 19 bancos;
2
Amostra: 20 bancos.
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© 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Ainda assim, dois em cada dez bancos respondentes afirmam já
operar tanto no âmbito de tokenização quanto de custódia de ativos
digitais. A construção desta arquitetura tecnológica, segundo 62%
das instituições respondentes, é feita com o apoio de provedores
de mercado. Para 31%, o design e a construção foram realizados
internamente.
Embora o tipo de estruturação varie e a tecnologia ainda seja
incipiente, a oferta de ativos digitais e de tokenização é uma tendência
na busca pela diferenciação dos bancos, pois permite ampliar sua
gama de ofertas e tem o potencial de trazer benefícios tangíveis aos
clientes.
Operação do banco em tokenização ou custódia de Ativos
Digitais (AD)
1
Estruturação e construção da oferta de Ativos Digitais
ou tokenização no banco²
Potencial transformador dos ativos digitais e da tokenização
¹Amostra: 19 bancos;
2
Amostra: 13 bancos.
Sim, em custódia e tokenização
Sim, para tokenização
Não
21%
5%
74%
62%
46%
31%
23%
Contam com o apoio de provedores
de mercado para a estruturação da
arquitetura tecnológica
Desenham e constroem todo o
serviço internamente
Contam com o apoio de expert para
a definição funcional da oferta
Um time de experts de fincrime ou
regulatório dão suporte às questões jurídicas
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Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Os temas de sustentabilidade e responsabilidade social são
considerados por quase metade dos bancos participantes desta
edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária como uma
estratégia para a diferenciação. Ainda, 90% deles possuem ofertas
ESG (sigla traduzida como ambiental, social e governança) para seus
clientes.
Entre as instituições que ofertam produtos e serviços relacionados
à temática, 80% pretendem ampliar os investimentos este ano. O
cenário reforça o compromisso da indústria bancária brasileira com a
agenda ESG, por meio da oferta de produtos e serviços cada vez mais
personalizados às necessidades dos clientes.
Sustentabilidade e responsabilidade social em foco
45% 90%
dos bancos elencam a sustentabilidade
e a responsabilidade social como
estratégias de diferenciação¹
das instituições possuem ofertas ESG
para seus clientes¹
Perspectiva de investimento dos bancos em produtos e
serviços ESG para clientes²
Pretendem
aumentar os
investimentos em
comparação com o
ano anterior
Pretendem manter
os investimentos
em comparação
com o ano anterior
80%
20%
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 15 bancos.
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© 2025. Para mais informações, contate a Deloitte Global.
Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Entre as instituições que oferecem produtos e serviços ESG a
seus clientes (90%), destacam-se ofertas de educação financeira
e investimento responsável, direcionando os bancos no apoio
a questões de cunho social, como o superendividamento, e ao
desenvolvimento de um sistema bancário mais sustentável.
Quanto aos canais de comunicação utilizados para a promoção
de educação financeira, as plataformas digitais lideram, seguidas
pelos aplicativos bancários. O avanço da maturidade em IA pelas
instituições, como abordado anteriormente, também revela uma
oportunidade para que a tecnologia seja cada vez mais integrada ao
processo de aculturamento da agenda ESG dos bancos, tanto externa
quanto internamente.
Produtos ESG ofertados aos clientes¹
Compromisso crescente com a educação financeira e a sustentabilidade
¹Amostra: 18 bancos; ²Amostra: 16 bancos.
“Em relação às questões ESG, temos iniciativas de inclusão
e benefícios de saúde mental. Para os clientes, oferecemos
produtos como linhas de financiamento para placas solares,
incentivando a responsabilidade financeira e ambiental.
Uma das prioridades estratégicas para 2025 é justamente
essa responsabilidade financeira.”
Executivo de TI
94% Redes sociais
88% Página no site
63% Aplicativo
56% Palestras ou cursos
50% E-mail
38% Podcasts
38% SMS
25% FAQ e/ou SAC
94%
dos bancos que oferecem produtos
ESG, ofertam soluções de educação
financeira aos clientes¹
Por meio dos seguintes canais²
Educação financeira
Investimento responsável
Emissão de títulos verdes,
sociais e sustentáveis
Empréstimos com taxas
de juros baseadas em
desempenho ESG
Seleção de fornecedores
que atendem a critérios ESG
Rastreamento da cadeia
de suprimentos
94%
83%
67%
56%
56%
28%
491 2 3 4 5 6
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Oportunidades da indústriaPesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025
Para promover ações ESG mais alinhadas aos seus públicos interno
e externo, a indústria bancária tem avançado na centralização de
dados e na avaliação da eficácia de suas iniciativas. Atualmente, 65%
das instituições já realizam a medição dos impactos por meio de
inovação tecnológica, abrindo espaço para futuras oportunidades e
uso estratégico dessas informações.
Especificamente em suas operações, os bancos apontam que as
iniciativas de inclusão social e diversidade são prioridade para 95%
dos participantes. As ênfases em promover eficiência energética,
migrar para fontes de energia renováveis e buscar a neutralização de
carbono também destacam o alinhamento das instituições com as
metas globais de sustentabilidade ambiental.
Esses movimentos evidenciam o compromisso dos bancos com uma
governança mais eficaz e transparente, além de uma oportunidade
para o desenvolvimento de novas ofertas e de projetos que
promovam o desenvolvimento sustentável dentro e fora de suas
estruturas.
Iniciativas para uma cultura voltada à sustentabilidade
65%
dos bancos estão medindo o
impacto das iniciativas ESG sob
a ótica de tecnologia¹
Através de planilhas com informações
distribuídas
Através de uma aplicação específica
para reporte ESG
Através de métricas ESG ou de um
hub center/datawarehouse ou data
lake específico do tema
38%
31%
31%
Iniciativas ESG implementadas pelos bancos internamente¹
Medição do impacto das iniciativas ESG²
Inclusão social e diversidade
Redução do consumo de energia
Transição para energia renovável
Neutralização de carbono
Cadeia de suprimentos sustentável
95%
80%
65%
60%
45%
¹Amostra: 20 bancos;
2
Amostra: 13 bancos.
“Valorizamos a diversidade e a inclusão. Nossa instituição
conta com colaboradores dedicados, que promovem
ações internas alinhadas a esses valores. Incentivamos a
participação ativa de todos, reforçando nosso compromisso
com uma cultura inclusiva.”
Executivo de TI
Principais insights6
511 2 3 4 5 6
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Diferenciação através da inovação e experiência do cliente
O diferencial competitivo dos bancos continua diretamente ligado
à inovação tecnológica e à experiência do cliente. Nesse contexto,
a IA e a GenAI têm papel central, com 88% das instituições
explorando seu potencial para inovação e 94% adotando essas
tecnologias para aprimorar o atendimento.
Reequilibrando tecnologia e talento humano
O investimento de R$ 1,4 bilhão para melhoria da experiência do
colaborador e o aumento do quadro de profissionais de TI em 15%,
projetado para chegar a 57,5 mil profissionais neste ano, reforçam o
compromisso dos bancos com o fortalecimento do ecossistema, por
meio de investimentos internos que viabilizam a atração de talentos
especializados e a capacitação contínua. Com a ascensão da IA, será
necessário treinar e aprimorar o conhecimento dos profissionais,
para que a indústria bancária consiga reequilibrar forças entre
tecnologia e talento humano, a fim de continuar entregando valor
de forma cada vez mais estratégica.
Eficiência bancária e personalização com IA
À medida que amadurecem, a IA e a GenAI impulsionam ganhos
operacionais nos bancos, com um aumento médio de 11,4% na
eficiência dos processos e quase 40% das instituições relatando
melhorias acima de 20%. A GenAI, em especial, tem um papel
estratégico na evolução da personalização, permitindo que os
bancos reavaliem seus modelos de negócio e elevem a experiência
do cliente, acelerando a inovação no setor financeiro.
Resiliência e automação na proteção de dados
O aumento das ameaças cibernéticas exige soluções inovadoras
que combinem inteligência artificial, automação e resiliência
para proteger dados e transações. Assim, os bancos estão
implementando casos de uso de IA para cibersegurança, com 70%
deles visando à proteção de sistemas e dados contra ataques
cibernéticos e 80% à detecção de fraude e lavagem de dinheiro.
Sinergia entre IA e cloud na transformação digital
A adoção da cloud tem sido fundamental para impulsionar
tecnologias disruptivas e inovação no setor bancário. Instituições
com maior maturidade em IA tendem a avançar mais na migração
de domínios de negócio para a nuvem, evidenciando a forte
sinergia entre essas tecnologias. Juntas, IA e cloud aceleram a
transformação digital, ampliam a escalabilidade e a flexibilidade
no processamento de dados, reduzem a dependência de
infraestruturas legadas e possibilitam maior integração entre
sistemas.
Investimentos estratégicos em tecnologia e inovação
O orçamento total destinado à tecnologia deve crescer 13%
neste ano, alcançando R$ 47,8 bilhões. Esse crescimento é
impulsionado por iniciativas estratégicas que demandam uma
base tecnológica robusta para suportar a adoção em larga escala
da IA e da GenAI. Com isso, os bancos estão ajustando seus
orçamentos para acomodar este crescimento, ampliando os
investimentos em IA e GenAI em 61% frente ao ano anterior.
Principais insights
Expediente
Liderança do projeto
Rodrigo Mulinari
Diretor responsável pela Pesquisa Febraban
de Tecnologia Bancária
Sérgio Biagini
Sócio-Líder da Deloitte para a Indústria de
Serviços Financeiros
Giovanni Cordeiro
Diretor de Research da Deloitte
Condução da pesquisa e produção do relatório
Paula Forti
Gerente de Research da Deloitte
Francine Souza
Especialista da Indústria de Serviços Financeiros
da Deloitte
Maria Caroline Bandoria
Analista de Comunicação de Research da Deloitte
João Delarissa
Analista de Research da Deloitte
Camilla Schiavinato Lopes
Analista de Research da Deloitte
Bibiana Muscalu
Assistente de Research da Deloitte
Revisão do relatório
Comitê de Inovação e Tecnologia da FEBRABAN
Identidade visual e diagramação do projeto
Edilene Roza
Analista de Comunicação e Design de Research
da Deloitte
Contato
pesquisa@deloitte.com
A Deloitte refere-se a uma ou mais empresas da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”), sua rede global de firmas-membro e suas entidades relacionadas (coletivamente, a
“organização Deloitte”). A DTTL (também chamada de “Deloitte Global”) e cada uma de suas firmas-membro e entidades relacionadas são legalmente separadas e independentes, que
não podem se obrigar ou se vincular a terceiros. A DTTL, cada firma-membro da DTTL e cada entidade relacionada são responsáveis apenas por seus próprios atos e omissões, e não
entre si. A DTTL não fornece serviços para clientes. Por favor, consulte www.deloitte.com/about para saber mais.
A Deloitte é líder global de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos, consultoria tributária e serviços correlatos. Nossa rede global de firmas-membro
e entidades relacionadas, presente em mais de 150 países e territórios (coletivamente, a “organização Deloitte”), atende a quatro de cada cinco organizações listadas pela Fortune
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