29a CEO Survey - PwC
Sumário Regulatório
29a CEO Survey - PwC
Conteúdo do Documento
Na expectativa de ameaças crescentes, CEOs buscam oportunidades em novos setores e ampliam o foco na reinvenção de seus negócios Destaques do setor de Serviços Financeiros no Brasil Saiba mais em pwc.com.br/ceo-survey 29ª CEO Survey Liderando na incerteza 2PwC | 29ª CEO Survey CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar riscos imediatos ao mesmo tempo que mantêm uma...
CEOs buscam oportunidades em novos
setores e ampliam o foco na reinvenção
de seus negócios
Destaques do setor de Serviços
Financeiros no Brasil
Saiba mais em
pwc.com.br/ceo-survey
29ª CEO Survey
Liderando
na incerteza
2PwC | 29ª CEO Survey
CEOs bem-sucedidos devem ser capazes de identificar
riscos imediatos ao mesmo tempo que mantêm uma visão
estratégica voltada a oportunidades de longo prazo.
Essa tensão aparece de forma consistente na 29ª Global
CEO Survey, que reúne respostas de mais de 4.400 líderes
de 95 países, incluindo o Brasil.
No curto prazo, o cenário é de maior cautela. Os CEOs
do setor de Serviços Financeiros demonstram menor
confiança no crescimento imediato de suas empresas e dão
maior atenção aos riscos, principalmente os cibernéticos.
Ao mesmo tempo, seguem focados para reinventar suas
organizações e impulsionar o crescimento sustentável.
Apresentação
3PwC | 29ª CEO Survey
Os investimentos em inteligência artificial continuam
avançando, com cerca de um terço dos líderes relatando
aumento de receita graças à adoção da tecnologia.
Além disso, 42% dos executivos brasileiros do setor
(48% na média setorial global) disseram que suas empresas
já competem em novas indústrias, acompanhando a
reconfiguração da economia global – movimento analisado
no estudo Value in Motion, em que mapeamos a migração
de receitas entre setores na próxima década.
Liderar nesse contexto exige capacidade de alternar
rapidamente entre agendas e horizontes de tempo.
No segmento de serviços financeiros no país, os CEOs
dedicam 55% do tempo (52% na média global) a temas
com horizonte inferior a um ano, diante de apenas
11% destinados a questões de longo prazo.
Resta avaliar se essa alocação de tempo é a mais adequada
para sustentar o desempenho e a competitividade no curto
e no longo prazo.
Lindomar Schmoller
Sócio e líder da indústria
de Serviços Financeiros
da PwC Brasil
lindomar.schmoller@pwc.com
4PwC | 29ª CEO Survey
Impactos da IA: a adoção da IA já se consolida
como fator de crescimento em parte das
organizações do setor no Brasil: 34% registram
aumento de receita e nenhuma relata queda,
enquanto 42% não observam mudanças relevantes.
Em relação aos custos, os impactos são mais
equilibrados – 28% apontam redução associada
a ganhos de eficiência, 22% relatam aumento
(possivelmente em razão de investimentos iniciais)
e 50% mantêm os custos estáveis.
Ameaças de curto prazo: o perfil de risco está
mais concentrado em ameaças cibernéticas, com
45% dos líderes indicando alta exposição – um
patamar significativamente superior ao observado
no setor financeiro global (31%) e acima da média
brasileira de todos os setores (25%). Riscos de
natureza geopolítica (10%) têm menor peso relativo
no Brasil em comparação com o cenário global,
enquanto os riscos associados a tarifas (16%)
apresentam maior relevância no país.
Setores sem fronteiras: 42% dos CEOs do setor
no país afirmam que suas empresas passaram
a competir em novas indústrias nos últimos cinco
anos, em comparação com 51% das empresas
nacionais de todos os segmentos.
Tensão no ar: o otimismo dos líderes do setor
no Brasil quanto à economia global recuou: 55%
projetam aceleração, abaixo dos 65% registrados
no ano anterior e da média mundial, embora ainda
acima da expectativa de desaceleração. De forma
semelhante, a confiança quanto às perspectivas de
crescimento de receita no curto prazo diminuiu de
62% para 48%, embora permaneça acima da média
brasileira de todos os setores e da média global.
Destaques desta edição
O horizonte de oportunidades
Clique nas seções para navegar
Caminhos para a reinvenção
Tensão no ar
Seus próximos passos
Considerações finais
Metodologia da pesquisa
Contato
06
18
10
25
29
31
33
5PwC | 29ª CEO Survey
Explore os resultados
O horizonte
de oportunidades O horizonte
de oportunidades
6PwC | 29? CEO Survey
O horizonte
de oportunidades 7PwC | 29ª CEO Survey
Os resultados da CEO Survey mostram que o setor de
serviços financeiros no Brasil está em fase de consolidação
do uso de inteligência artificial, com benefícios claros
na geração de receita e sinais crescentes de eficiência
operacional, ainda que parte das organizações esteja
na etapa de investimento e adaptação.
Impacto da IA sobre receitas e custos das empresas
SF (BR)SF (Global)BrasilGlobal
Receita Custos
Aumento
Pouca
ou nenhuma
alteração
Redução
34%
25%
37%
29%
42%
69%
55%
65%
3%
3%
2%
0%
22%
16%
20%
22%
50%
56%
48%
49%
28%
26%
28%
26%
O horizonte
de oportunidades 8PwC | 29ª CEO Survey
Nos últimos 12 meses, a IA teve impacto positivo nas
empresas de serviços financeiros no Brasil. Em termos
de receita, 34% das organizações reportaram aumento
atribuído ao uso de IA, enquanto 42% indicaram pouca
ou nenhuma alteração e nenhuma empresa relatou
redução. Esse resultado sugere que a tecnologia já atua
como um vetor de crescimento para uma parcela relevante
do setor, sem evidências de impacto negativo.
Quanto aos custos, os efeitos são mais distribuídos.
Cerca de 28% das empresas observaram redução,
refletindo ganhos de eficiência e automação, enquanto
22% informaram aumento, possivelmente devido
a investimentos iniciais em tecnologia, infraestrutura
e capacitação. Para metade das empresas, os custos
permaneceram estáveis.
Quando o assunto é o impacto da IA
sobre os empregos, 48% dos CEOs
de instituições financeiras no Brasil
dizem que suas empresas precisarão
de menos profissionais em início de
carreira nos próximos três anos, em
comparação com 60% na média geral
de todas as indústrias no país. Quase
dois terços desse grupo esperam uma
redução nos quadros superior a 16%.
Ao mesmo tempo, 39% acreditam que
terão necessidade de contratar mais, em
comparação com a média geral do país,
de 28%. Para cargos de nível médio e
sênior, os CEOs esperam um impacto
menor na redução de pessoal.
A IA não é a única força poderosa a transformar
os negócios. A interação entre tecnologia e fatores
climáticos e geopolíticos viabiliza novos modelos
de negócio e redefine as fronteiras entre as indústrias.
No setor de serviços financeiros no Brasil, 42% dos CEOs
afirmam que suas empresas passaram a competir em
novos setores nos últimos cinco anos, em comparação
com 51% das empresas de todos os segmentos no país.
Setores sem fronteiras
SF (BR) SF (Global) Brasil Global
42%
48%
51%
42% O horizonte
de oportunidades
9PwC | 29? CEO Survey
Passaram a competir em novos setores nos últimos
cinco anos
9PwC | 29ª CEO Survey
Tensão
no ar
10PwC | 29? CEO Survey Tensão no ar
11PwC | 29ª CEO Survey Tensão no ar
O setor de serviços financeiros no Brasil entra em 2026
com expectativas favoráveis, sobretudo para a economia
doméstica, mas com uma percepção mais prudente sobre
o cenário global. Os CEOs seguem relativamente confiantes
em 2026, mas com um otimismo mais moderado em
relação a 2025.
Quando o foco é o crescimento do próprio país, a confiança
é maior. Em 2026, 68% dos CEOS do setor esperam
aceleração da economia local, acima dos 60%
registrados entre CEOs brasileiros em geral e em linha
com a expectativa dos líderes globais do setor (67%).
Apesar desse patamar elevado, o dado também indica
estabilidade em relação a 2025, sem avanço adicional do
otimismo. A parcela que projeta desaceleração permanece
relativamente contida, em 16%, o que revela uma visão
mais cautelosa do que a do ano anterior.
Para os próximos 12 meses, 55%
projetam aceleração da economia global,
um recuo relevante em comparação
com os 65% registrados no ano anterior.
Ainda assim, o percentual permanece
alinhado ao observado entre os CEOs
brasileiros em geral (56%) e acima da
parcela que espera desaceleração (19%).
Em termos comparativos, o otimismo
dos líderes do setor no Brasil fica abaixo
do observado entre CEOs de serviços
financeiros no mundo (64%) e da média
global (61%).
SF (BR) SF (Global)
Crescimento global
Brasil Global
19%
16%
21% 20%
26%
19%
23%
18%
55%
64%
56%
61%
SF (BR) SF (Global)
Crescimento do próprio país do CEO
Brasil Global
Aceleração Estabilidade
Desaceleração
16% 15%
20% 20%
16% 18%
19%
25%
68% 67%
60%
55%
12PwC | 29ª CEO Survey Tensão no ar
Expectativa dos CEOs em relação à economia nos próximos
12 meses
54%
62%
Próximos 12 meses Próximos três anos
48%
43%
46%
42%
52%
50%
38%
37% 38%
30%
2024 2025 2026
63%
58%
52%
53%
49%
62%
46%
49%
2024 2025 2026
SF (BR) SF (Global)
Brasil Global
57%
54%
13PwC | 29ª CEO Survey Tensão no ar
Além disso, a confiança dos CEOs do setor de serviços
financeiros do Brasil no crescimento da receita nos
próximos 12 meses recuou em 2026, após o pico observado
em 2025. O percentual de líderes que se declaram “muito”
ou “extremamente” confiantes caiu de 62% para 48%,
embora permaneça bem acima da média brasileira e global
de todos os setores e em linha com o desempenho do setor
de serviços financeiros no mundo. O movimento reflete
um ajuste de expectativas no curto prazo, mais intenso
no Brasil do que no cenário internacional, mas ainda
mantido em patamar relativamente elevado.
Grau de confiança no crescimento da receita da empresa
em 12 meses e três anos
(respostas “muito” ou “extremamente”)
14PwC | 29ª CEO Survey Tensão no ar
No horizonte de três anos, observa-se uma ligeira oscilação
na confiança dos CEOs do setor no Brasil. Após recuar
de 63% em 2024 para 57% em 2025, a confiança volta
a crescer para 58% em 2026. Em contraste, o setor
de serviços financeiros no mundo registra uma queda
relevante no longo prazo, passando de 53% em 2025 para
49% em 2026, mesma tendência registrada para todas
as indústrias no Brasil e no mundo.
Nesse cenário, a estratégia de crescimento internacional
é seletiva. Os Estados Unidos concentram 29% das
menções como principal mercado externo, mas a maioria
dos CEOs (61%) afirma não pretender investir fora do país
nos próximos 12 meses. Entre aqueles que consideram
a expansão internacional, as escolhas se concentram em
poucos mercados, com destaque para economias vistas
como mais maduras ou com maior potencial de escala.
Expansão internacional segue restrita e altamente concentrada
Principais destinos de investimento por ano
29%
6%
3%
EUA
Argentina, Colômbia,
Índia e México
Bolívia, Canadá, Cingapura,
França, Ilhas Cayman, Israel,
Itália, Marrocos, Peru e Portugal
O setor apresenta um perfil de risco mais concentrado em
ameaças tecnológicas, cibernéticas e macroeconômicas,
com níveis de preocupação superiores aos observados
internacionalmente, enquanto os riscos de natureza
geopolítica e comercial têm menor peso.
Riscos cibernéticos despontam como a principal ameaça,
com 45% dos líderes do setor no país indicando alta
exposição – um patamar significativamente superior
ao observado no setor financeiro global (31%) e acima
da média brasileira de todos os setores.
A instabilidade macroeconômica aparece como a segunda
maior preocupação do setor no país, citada por 42% dos
CEOs, novamente acima da média do setor financeiro
global (28%). Esse resultado reflete a maior sensibilidade
da indústria às condições econômicas domésticas, como
volatilidade fiscal, juros e câmbio.
Ameaças de curto prazo
15PwC | 29? CEO Survey Tensão no ar
16PwC | 29ª CEO Survey Tensão no ar
A disrupção tecnológica também figura entre os riscos
mais relevantes, com 32% dos executivos de serviços
financeiros no Brasil apontando alta exposição, nível
semelhante à média brasileira e superior ao observado
tanto no setor financeiro global (24%) quanto na média
global de todos os setores. O dado evidencia a pressão
contínua por modernização de sistemas, adoção de novas
tecnologias e defesa em relação a novos entrantes digitais.
A falta de talentos qualificados permanece um desafio
estrutural para os serviços financeiros no Brasil. Embora
o percentual (23%) seja próximo ao observado no setor
financeiro global (22%), o tema permanece entre os
principais riscos percebidos, refletindo a dificuldade de
atrair e reter profissionais especializados em tecnologia,
dados e cibersegurança.
Tarifas e conflitos geopolíticos aparecem como ameaças
de menor relevância no conjunto de riscos enfrentados pelo
setor financeiro no Brasil. Ainda assim, 16% dos CEOs do
setor no país indicam alta exposição a tarifas, percentual
superior ao observado globalmente no segmento (8%).
Já os conflitos geopolíticos preocupam 10% dos líderes
no Brasil, abaixo da média global do setor financeiro (18%).
A inflação permanece uma ameaça
relevante, com 26% dos CEOs do setor
no Brasil relatando elevada exposição,
acima da média global do segmento
(20%), o que indica impactos persistentes
nos custos operacionais e nas margens,
mas abaixo da média geral de todos
os setores no Brasil (29%).
17PwC | 29ª CEO Survey Tensão no ar
Exposição às principais ameaças nos próximos 12 meses
(Apenas respostas “muito” e “extremamente exposta”)*
*A exposição é medida como a probabilidade de perda financeira significativa.
45%
42%
32%
26%
23%
16%
10%
10%
6%
31%
28%
24%
20%
22%
8%
18%
6%
10%
25%
38%
31%
29%
29%
20%
18%
9%
18%
31%
31%
24%
25%
22%
20%
23%
8%
13%
Riscos
cibernéticos
Instabilidade
macroeconômica
Disrupção
tecnológica
Inflação
Falta de talentos
qualificados
Tarifas
Conflitos
geopolíticos
Desigualdade
social
Mudanças
climáticas
SF (BR)SF (Global)
BrasilGlobal
Caminhos para
a reinvenção Caminhos para
a reinvenção
18PwC | 29? CEO Survey
Caminhos para
a reinvenção 19PwC | 29ª CEO Survey
No setor de serviços financeiros no Brasil, a inovação
ocupa posição central: 58% dos líderes afirmam que ela
é um componente crítico da estratégia de negócios,
acima das médias do setor globalmente (47%) e de todas
as indústrias no Brasil (56%) e no mundo (50%).
Na prática, o setor se destaca principalmente em termos
de colaboração e experimentação: 39% colaboram com
parceiros externos para acelerar a inovação e 35% testam
rapidamente novas ideias com clientes, percentuais
superiores aos observados em todos os recortes analisados.
Persistem, porém, desafios estruturais. Apenas 23%
toleram alto risco em projetos de inovação, 29% têm
processos regulares para encerrar iniciativas de pesquisa
e desenvolvimento (P&D) com baixo desempenho e
19% contam com centros de inovação ou estruturas
de corporate venture. Isso indica que, apesar da ambição,
a inovação ainda encontra limites na gestão de riscos
e na institucionalização de capacidades de longo prazo.
Caminhos para
a reinvenção 20PwC | 29ª CEO Survey
Adesão a boas práticas de inovação
Percentual de empresas que afirmam adotar as abordagens
de inovação destacadas (mostrando apenas respostas
“muito” e “extremamente”)
P: Em que medida cada uma das seguintes afirmações caracteriza a abordagem
da sua empresa à inovação?
SF (BR)SF (Global)BrasilGlobal
58%
39%
35%
29%
23%
19%
47%
28%
26%
17%
16%
15%
56%
36%
28%
18%
20%
19%
50%
33%
31%
24%
25%
23%
Encaramos a inovação como
um componente crítico de nossa
estratégia de negócios
Colaboramos com parceiros
externos (como fornecedores,
startups e universidades)
para acelerar a inovação
Testamos novas ideias
rapidamente com clientes
ou usuários finais
Temos processos regulares
para encerrar iniciativas de P&D
com baixo desempenho
Toleramos alto risco
em projetos de inovação
Contamos com um centro
de inovação, incubadora ou
divisão de corporate venturing
O risco climático ainda não se converteu plenamente
em um direcionador de valor no setor de serviços
financeiros no Brasil. O tema permanece pouco integrado
às principais decisões estratégicas – especialmente
quando comparado às práticas globais do próprio setor.
A incorporação de riscos e oportunidades climáticas às
decisões de negócio ainda é limitada no setor. Apenas 19%
das instituições afirmam ter processos claros para considerar
questões climáticas na alocação de capital, incluindo M&A.
O percentual está ligeiramente acima da média do Brasil
(18%) e abaixo do recorte global do setor (24%).
As lacunas tornam-se ainda mais evidentes nas decisões
operacionais e estratégicas. Somente 13% dos líderes
do setor dizem incorporar fatores climáticos de forma
estruturada na cadeia de suprimentos e compras,
bem abaixo da média brasileira (18%) e da global
(24%). O mesmo percentual (13%) é registrado para
desenvolvimento e design de produtos, em contraste com
níveis significativamente mais altos no setor global (27%)
e no Brasil como um todo (25%).
Do risco climático ao valor climático Caminhos para
a reinvenção
21PwC | 29? CEO Survey
Caminhos para
a reinvenção 22PwC | 29ª CEO Survey
Maioria não tem processos sólidos para incorporar
oportunidades e riscos climáticos à tomada de decisões
Percentual de empresas com processos definidos para avaliar
oportunidades e riscos de mudanças climáticas em três áreas
P: Em que medida sua empresa tem processos definidos que considerem as
oportunidades e os riscos associados às mudanças climáticas nas seguintes áreas?
(Não sabe: 2-4%)
SF (BR)SF (Global)BrasilGlobal
19%
13%
13%
24%
17%
27%
18%
18%
25%
20%
24%
24%
Alocação de capital
(inclusive M&A)
Cadeia de suprimentos
e compras
Desenvolvimento e design
de produtos
No setor de serviços financeiros no Brasil, a confiança
dos stakeholders emerge como um tema sensível, ainda
que com pressões percebidas muito inferiores à média
nacional de todas as indústrias no país. Apenas 35%
dos líderes do setor apontam maior escrutínio sobre as
decisões da liderança, percentual significativamente inferior
ao do Brasil como um todo (50%) e à média global (36%).
Competir com base na confiança no sistema financeiro
Caminhos para
a reinvenção 23PwC | 29ª CEO Survey
As preocupações com segurança em IA ou IA responsável
atingem 35% no setor, novamente abaixo da média brasileira
(48%) e da global (37%), enquanto os questionamentos sobre
uso de dados e privacidade registram 29% de menções,
contra 44% no Brasil e 38% globalmente. A mesma
tendência se repete nas demandas por mais transparência
(29%) e nos questionamentos sobre os impactos das
mudanças climáticas no desempenho dos negócios (26%).
Pressão de stakeholders sobre temas de confiança
P: Nos últimos 12 meses, em que medida sua empresa enfrentou alguma das
seguintes preocupações relacionadas à confiança por parte de seus principais grupos
de stakeholders (como conselho, clientes, reguladores, investidores e funcionários)?
SF (BR)SF (Global)BrasilGlobal
35%
35%
29%
29%
26%
29%
31%
33%
36%
32%
26%
15%
50%
48%
44%
39%
36%
32%
36%
37%
38%
38%
32%
26%
Maior escrutínio sobre
decisões da liderança
Preocupações com segurança
em IA ou IA responsável
Questionamentos sobre uso
de dados e privacidade
Demandas por
mais transparência
Questionamentos sobre o impacto
das mudanças climáticas
no desempenho dos negócios
Retirada de apoio
ou investimento na empresa
A gestão do tempo dos CEOs no setor de serviços
financeiros no Brasil é bastante concentrada no curto prazo:
55% do tempo é dedicado a temas com horizonte inferior a
um ano, percentual superior ao observado globalmente no
setor (52%) e alinhado ao padrão brasileiro mais amplo.
Os dados sugerem que a pressão por resultados imediatos
segue predominante, limitando o espaço para discussões
estruturais e transformacionais – justamente aquelas
necessárias para sustentar crescimento, resiliência e
competitividade no longo prazo.
Os temas de médio prazo (1 a 5 anos) ocupam 34% da
agenda, em linha com o recorte global do setor, enquanto
apenas 11% do tempo é dedicado a questões de longo prazo
(cinco anos ou mais), abaixo da média global do setor (13%).
Como escapar da opressão do curto prazo
no sistema financeiro Caminhos para
a reinvenção
24PwC | 29? CEO Survey
Mais da metade da agenda usual dos CEOs do setor
no Brasil é ocupada por questões de curto prazo
P: Qual parcela da sua agenda usual é dedicada a atividades referentes aos seguintes
horizontes de tempo?
SF (BR)SF (Global)BrasilGlobal
55%
34%
11%
52%
34%
13%
57%
32%
11%
47%
37%
16%
Menos de 1 ano
1-5 anos
5 anos ou mais
Seus próximos passos
25PwC | 29? CEO Survey Seus próximos passos
26PwC | 29ª CEO Survey Seus próximos passos
Construir bases sólidas para a IA:
nossa experiência com clientes mostra
que iniciativas isoladas de IA tendem
a gerar pouco valor mensurável.
Os melhores resultados surgem quando
a IA é adotada de forma ampla, conectada
à estratégia do negócio e sustentada por
fundamentos sólidos.
Reinventar para acelerar: há uma relação
clara entre maior participação de receitas
provenientes de novos setores, margens
mais elevadas e maior confiança dos
CEOs nas perspectivas de crescimento.
Nesse contexto, fusões e aquisições geram
melhores resultados quando priorizam a
aquisição de capacidades complementares,
e não apenas ganhos de escala ou acesso
a mercados.
Seguir os fluxos de capital: a pesquisa
aponta para um mundo em transformação,
com o surgimento de novos polos de
valor à medida que a economia global
se reorganiza. Diante desse cenário, as
empresas precisam acompanhar os fluxos
globais de investimento como parte central
do planejamento estratégico e revisar
continuamente seu portfólio internacional
para identificar oportunidades emergentes
e lacunas estratégicas.
27PwC | 29ª CEO Survey Seus próximos passos
Desenvolver capacidade de inovação: os CEOs
precisam evitar o chamado “teatro da inovação”
e garantir que ela gere valor concreto. Embora
não exista uma fórmula única, a adoção
consistente de práticas de inovação está
associada a maior participação de receitas
de novos produtos e serviços, crescimento
mais acelerado e margens mais elevadas, além
de estimular discussões mais objetivas entre
lideranças e conselhos.
Integrar o clima à tomada de decisão: avanços
nas exigências de reporte em sustentabilidade
ampliaram a base de dados disponível para
as empresas, criando oportunidades para
decisões mais bem fundamentadas. Com isso,
organizações podem evoluir de uma abordagem
focada apenas na mitigação de riscos para
uma estratégia orientada à criação de valor,
especialmente nos temas de risco climático
físico, regulação, energia, cadeias de suprimentos
e incentivos fiscais, aumentando a capacidade
de adaptação a mudanças de mercado.
Calibrar suas preocupações: a incerteza
continuará sendo uma constante, mas os
dados mostram que empresas que mantêm
planos de investimento relevantes, mesmo
em ambientes adversos, crescem mais rápido
e apresentam margens superiores. Para os
CEOs, o desafio está em evitar a paralisia
e em garantir que decisões e planos estejam
baseados nas melhores informações
disponíveis. Isso exige que revisem premissas
e alinhem suas percepções com pares globais.
28PwC | 29ª CEO Survey Seus próximos passos
Levar o tema da confiança para a pauta
do conselho: a confiança dos stakeholders
é um ativo estratégico e mensurável,
com impacto direto no valor. Antecipar
vulnerabilidades e tratar o tema de forma
estruturada no conselho, abrangendo a
confiança em três dimensões – operacional,
na prestação de contas e digital – permite
reduzir riscos e fortalecer a resiliência
do negócio. Programas robustos de IA
responsável, por exemplo, contribuem para
mitigar incidentes e acelerar a recuperação
quando falhas ocorrem.
Reinventar sua agenda: embora não exista
uma divisão ideal do tempo do CEO entre
curto e longo prazo, muitos líderes ainda
sofrem com a “opressão do curto prazo”.
Os dados sugerem que, para liderar processos
de reinvenção, é necessário repensar a forma
como o tempo é alocado, ampliando o foco
na sustentabilidade e viabilidade futura
do negócio, sem perder a capacidade
de responder a demandas imediatas.
28PwC | 29ª CEO Survey
Considerações finais *srZPKiYes?iZ ?rePZ
29PwC | 29ª CEO Survey
A transformação acelerada impõe aos CEOs escolhas
claras. Como nenhuma organização consegue liderar
em todas as frentes, a evolução do modelo de valor
para a próxima década exige foco estratégico e decisões
compartilhadas com a alta liderança e o conselho.
No setor de serviços financeiros no Brasil, os dados
desta edição da CEO Survey indicam que essa tensão
se materializa de forma concreta na agenda dos CEOs,
fortemente concentrada no curto prazo. No entanto, parte
dos líderes já avança em agendas estruturais – como
investimentos contínuos em IA e a entrada em novos setores.
As evidências mostram que empresas mais dinâmicas
vêm superando seus pares menos adaptáveis. No outro
extremo, empresas que optam por postergar decisões
estratégicas – seja adiando investimentos relevantes
ou evitando grandes aquisições diante da incerteza
geopolítica – tendem a apresentar desempenho inferior,
com crescimento mais lento e margens menores.
Embora seja essencial monitorar riscos imediatos, como
cibersegurança e volatilidade econômica, permitir que
essas preocupações dominem a agenda pode limitar a
capacidade de responder às forças estruturais que já estão
redefinindo a criação de valor. O desafio, portanto, não é
escolher entre curto e longo prazo, mas equilibrar ambos
de forma deliberada. Considerações finais
30PwC | 29? CEO Survey
Metodologia
da pesquisa Metodologia
da pesquisa
31PwC | 29? CEO Survey
Metodologia
da pesquisa 32PwC | 29ª CEO Survey 32PwC | 29ª CEO Survey
A PwC ouviu mais de 4.400 executivos em
95 países entre 30 de setembro e 10 de
novembro de 2025. Os números globais e
regionais deste relatório são ponderados
com base no PIB nominal dos países,
para garantir que as opiniões dos CEOs
sejam representadas de forma equilibrada
em todas as principais regiões. Todas as
entrevistas quantitativas foram realizadas
sob condição de confidencialidade.
Neste documento, “PwC” refere-se à PricewaterhouseCoopers Brasil Ltda.,
firma membro do network da PricewaterhouseCoopers, ou conforme o
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Lindomar Schmoller
Sócio e líder
de Serviços Financeiros
lindomar.schmoller@pwc.com
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