Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 12,25% (doze inteiros e vinte e cinco centésimos por cento)
ao ano, a partir de 12 de dezembro de 2024.
O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:
“O ambiente externo permanece...
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<p>Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 12,25% (doze inteiros e vinte e cinco centésimos por cento)
ao ano, a partir de 12 de dezembro de 2024.</p>
<p>O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:</p>
<p>“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed. Os bancos centrais
das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países
emergentes.</p>
<p>Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo, com destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre, que indicou abertura adicional do hiato. A inflação cheia
e as medidas subjacentes têm se situado acima da meta para a inflação e apresentaram elevação nas divulgações mais recentes.</p>
<p>As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se de forma relevante e encontram-se em torno de 4,8% e 4,6%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2026, atual horizonte relevante
de política monetária, situa-se em 4,0% no cenário de referência (Tabela 1).</p>
<p>Em função da materialização de riscos, o Comitê avalia que o cenário se mostra menos incerto e mais adverso do que na reunião anterior. Persiste, no entanto, uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre
os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato
do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma desaceleração
da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.</p>
<p>O Comitê tem acompanhado com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos
e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma dinâmica inflacionária mais adversa.</p>
<p>O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato do produto, o que exige uma política monetária ainda mais contracionista.</p>
<p>O Copom então decidiu realizar um ajuste de maior magnitude, elevando a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 12,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do
horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.</p>
<p>Diante de um cenário mais adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões. A magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso
de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço
de riscos.</p>
<p>Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Gabriel Muricca Galípolo, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Picchetti, Renato Dias de
Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.</p>
<p><br>
Tabela 1<br>
Projeções de inflação no cenário de referência<br>
Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%)</p>
<table border="1" cellpadding="1" cellspacing="1" style="width:500px;">
<tbody>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:318px;">
<p>Índice de preços</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:159px;">
<p>2024</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:159px;">
<p>2025</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:159px;">
<p>2º tri 2026</p>
</td>
</tr>
</tbody>
<tbody>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:0px;">
<p>IPCA</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,9</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,5</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,0</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:0px;">
<p>IPCA livres</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>5,0</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,5</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>3,8</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:0px;">
<p>IPCA administrados</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,6</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,5</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:159px;">
<p>4,6</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><br>
No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,95/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis
meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “verde" em dezembro de 2024 e de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento usual.”</p>
<p> </p>
<p>Conforme estabelece o Comunicado nº 41.779, de 24 de junho de 2024, o Copom voltará a se reunir, ordinariamente, em 28 e 29 de janeiro de 2025, para as apresentações técnicas sobre a conjuntura econômica e na tarde do dia 29 de janeiro de 2025 para deliberar
sobre as diretrizes de política monetária.</p>
<p> </p>
<p>                GABRIEL MURICCA GALÍPOLO<br>
                           Diretor de Política Monetária</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
</body>
</html>
</div>
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