Instrução Normativa BCB N° 560
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Resolução Nº 222 INSTRUÇÃO NORMATIVA BCB Nº 560, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2024 Esclarece critérios a serem observados na aplicação da Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021, e da Resolução BCB nº 352, de 23 de novembro de 2023. O Chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), no uso da atribuição que lhe confere o art. 23, inciso I, alínea "a", d...
<span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Resolução Nº 222</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><div class="WordSection1"><span style="color:#444444;">
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="text-transform:uppercase;font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">INSTRUÇÃO NORMATIVA
BCB Nº 560, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2024</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 18pt 255.1pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk184129231"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Esclarece critérios a serem observados
na aplicação da Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021, e da
Resolução BCB nº 352, de 23 de novembro de 2023.</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">O Chefe do Departamento
de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), no uso da atribuição que lhe
confere o art. 23, inciso I, alínea "a", do Regimento Interno do
Banco Central do Brasil, anexo à <a name="_Hlk47025779">Resolução BCB nº 340,
de 21 de setembro de 2023, e com base no art. 67, inciso III, alínea
"c", da Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021,</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">R E S O L V E :</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><a name="Texto21"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 1º  Esta instrução normativa esclarece critérios a serem
observados na aplicação da Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021, e
da Resolução BCB nº 352, de 23 de novembro de 2023, pelas instituições
financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil.</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 2º  <a name="OLE_LINK51"></a><a name="OLE_LINK49"></a><a name="OLE_LINK50"></a><a name="OLE_LINK42"></a><a name="OLE_LINK43"></a><a name="OLE_LINK44">A vedação
ao reconhecimento no resultado do período de receita de qualquer natureza ainda
não recebida relativa a ativo financeiro com problema de recuperação de crédito
de que tratam os arts. 17 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e 17 da Resolução
BCB nº 352, de 2023, </a><a name="_Hlk184129705">não se aplica aos ajustes
relativos à variação cambial e de valor justo</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 3º  <a name="_Hlk184130090">O disposto no art. 37, §§ 5º e 6º, da Resolução CMN nº
4.966, de 2021, e no art. 37, §§ 5º e 6º, da Resolução BCB nº 352, de 2023,
aplica-se aos ativos financeiros classificados na categoria valor justo no
resultado, exceto para aqueles mencionados no art. 1º, § 3º, da Resolução CMN
nº 4.966, de 2021, e no art. 1º, § 4º, da Resolução BCB nº 352, de 2023, os
quais não estão sujeitos aos critérios contábeis para constituição de provisão
para perdas esperadas associadas ao risco de crédito.</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 4º  As
instituições mencionadas no art. 1º que utilizem a metodologia completa de
apuração das perdas esperadas associadas ao risco de crédito devem, na
avaliação da perda esperada na forma do disposto nos arts. 40 da Resolução CMN
nº 4.966, de 2021, e 40 da Resolução BCB nº 352, de 2023, estimar de forma
individual os seguintes parâmetros, em termos percentuais:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a
probabilidade de o instrumento ser caracterizado como ativo com problema de
recuperação de crédito; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a
expectativa de recuperação do instrumento financeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A
expectativa de recuperação de que trata o inciso II do <i>caput</i> corresponde
ao quociente entre o valor presente dos fluxos de caixa esperados durante o
processo de recuperação do crédito e o valor da base de cálculo definida nos
arts. 45 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e 45 da Resolução BCB nº 352, de
2023.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Ao
estimar a expectativa de recuperação do instrumento financeiro, as instituições
devem observar os seguintes critérios:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I- utilizar
como referência para o início do processo de recuperação a data na qual o
instrumento se caracterize como ativo problemático;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -
considerar como fluxos de caixa esperados:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a)
positivos: os valores e os ativos cujo recebimento seja provável ao longo do
processo de recuperação de crédito; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b)
negativos: os custos de recuperação diretos e indiretos prováveis ao longo do
processo de recuperação de crédito;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III -
utilizar a taxa de juros efetiva do instrumento no reconhecimento inicial; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV -
considerar o valor da base de cálculo definida na data de que trata o inciso I.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Para
fins do disposto no § 2º, inciso II, não integram os fluxos de caixa:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o saldo
contábil do instrumento financeiro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - as
provisões para perdas esperadas associadas ao risco de crédito;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - as
baixas realizadas nos termos dos arts. 49 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e
49 da Resolução BCB nº 352, de 2023; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - as
amortizações anteriores à data de que trata o § 2º, inciso I.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 5º  As
instituições mencionadas no art. 1º, ao estimar o valor presente mencionado no
art. 45, incisos III, IV e V, da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e no art. 45,
incisos III, IV e V, da Resolução BCB nº 352, de 2023, devem utilizar a taxa de
juros e demais encargos contratuais do próprio instrumento financeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo
único.  Na estimação de que trata o <i>caput,</i> é vedado o uso da taxa
relativa à operação de crédito decorrente da utilização do compromisso de
crédito, do crédito a liberar e da garantia financeira prestada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 6º  As
instituições mencionadas no art. 1º, <a name="_Hlk184130576">ao aplicar o
disposto nos arts. 49 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e 49 da Resolução BCB
nº 352, de 2023, devem baixar o ativo financeiro de forma integral, sendo
vedada a baixa parcial.</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 7º  As
instituições mencionadas no art. 1º que utilizem a metodologia simplificada de
apuração da provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito devem
aplicar <a name="_Hlk184131182">a taxa efetiva de juros no cálculo da perda
esperada</a>, na forma dos arts. 51, § 3º, inciso III, da Resolução CMN nº
4.966, de 2021, e 51, § 3º, inciso III, da Resolução BCB nº 352, de 2023.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 8º  Os
dispositivos que tratam dos conceitos, critérios e procedimentos contábeis
sobre renegociação, reestruturação e baixa de ativos financeiros previstas na
Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e na Resolução BCB nº 352, de 2023, aplicam-se
às operações de arrendamento, nos termos do art. 2º, § 2º, da Resolução CMN nº
4.975, de 16 de dezembro de 2021, e do art. 2º, § 2º, da Resolução BCB nº 178,
de 19 de janeiro de 2022.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 9º 
Fica revogada a Instrução Normativa BCB nº 464, de 11 de abril de 2024,
publicada no Diário Oficial da União de 12 de abril de 2024.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 10. 
Esta Instrução Normativa entra em vigor:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - na data
de sua publicação, em relação ao art. 9º; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - em 1º
de janeiro de 2025, quanto aos demais dispositivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">GILNEU FRANCISCO ASTOLFI
VIVAN</span></p><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><br clear="all">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><a name="_Hlk92211560"></a><a name="_Hlk162898374"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">NOTA
855/2024–BCB/DENOR, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2024</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 12pt 212.6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Fundamenta
proposta de edição de instrução normativa que <a name="_Hlk89793188">esclarece
critérios a serem observados na aplicação da Resolução CMN nº 4.966, de 25 de
novembro de 2021, e da Resolução BCB nº 352, de 23 de novembro de 2023.</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Senhor Chefe do Denor,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">A presente Nota
fundamenta proposta de edição de instrução normativa que esclarece acerca dos
adequados critérios a serem observados na aplicação da Resolução CMN nº 4.966,
de 25 de novembro de 2021, e da Resolução BCB nº 352, de 23 de novembro de 2023, conforme competência do Departamento de Regulação do
Sistema Financeiro (Denor), no uso da atribuição que lhe confere o art. 23,
inciso I, alínea "a", do Regimento Interno do Banco Central do
Brasil, anexo à Resolução BCB nº 340, de 21 de setembro de 2023.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">2.               <a name="_Hlk112053827">Após a edição da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e da
Resolução BCB nº 352, de 2023, as unidades vinculadas ao Diretor de
Fiscalização (Difis) deste Banco Central, no processo de acompanhamento da
implementação do disposto nesses atos normativos, têm-se deparado com dúvidas
das instituições supervisionadas a respeito da correta aplicação de alguns
conceitos e critérios estabelecidos pelas referidas Resoluções. Dessa forma, a
fim de garantir a aplicação homogênea das normas por todas as instituições, faz-se
necessário editar instrução normativa dispondo sobre a matéria.</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">3.            O primeiro
esclarecimento diz respeito ao art. 17 das referidas Resoluções, o qual veda o
reconhecimento, no resultado do período, de receita de qualquer natureza ainda
não recebida relativa a ativo financeiro com problema de recuperação de
crédito. Faz-se necessário esclarecer que essa vedação não se aplica aos
ajustes relativos à variação cambial e à avaliação a valor justo, por se tratar
de ajustes transitórios, os quais podem inclusive ser revertidos até a
liquidação do instrumento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">4.               Na
sequência, a proposta de instrução normativa esclarece que a regra do “arrasto”
prevista nos §§ 5º e 6º dos arts. 37 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e da
Resolução BCB nº 352, de 2023, aplica-se aos ativos financeiros classificados
na categoria valor justo no resultado, exceto para os instrumentos patrimoniais
de outra entidade, para os ativos financeiros classificados na categoria valor
justo no resultado mensurados no nível 1 da hierarquia de valor justo e para os
instrumentos financeiros derivativos, conforme regulamentação vigente, pois,
conforme o art. 1º, § 3º, da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, não estão
sujeitos aos critérios contábeis para constituição de provisão para perdas
esperadas associadas ao risco de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">5.               Além disso,
cumpre esclarecer que, ao aplicar o disposto nos arts. 49 da Resolução CMN nº
4.966, de 2021, e da Resolução BCB nº 352, de 2023, as instituições financeiras
devem baixar o ativo financeiro de forma integral, sendo vedada a baixa
parcial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">6.               Ademais, a
Instrução Normativa BCB nº 464, de 11 de abril de 2024, esclarece sobre a
aplicação da metodologia completa de apuração das perdas esperadas associadas
ao risco de crédito, porém, sobre a metodologia simplificada, algumas
instituições financeiras questionaram às equipes de supervisão desta autarquia
a respeito de qual taxa utilizar, de forma que propomos esclarecer que deverá
ser usada a taxa efetiva de juros no cálculo da perda esperada. Ainda a
respeito da Instrução Normativa BCB nº 464, de 2024, sugiro incorporar o seu
texto na proposta de instrução normativa, de forma a consolidar todos os
esclarecimentos em ato normativo único.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">7.               Ainda em
relação à mensuração da provisão para perdas esperadas associadas ao risco de
crédito, cabe esclarecer que a taxa de juros utilizada para fins de apuração da
base de cálculo da provisão para os compromissos de crédito, créditos a liberar
e garantias financeiras prestadas, conforme previsto nos incisos III, IV e V
dos arts. 45 da Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e 45 da Resolução BCB nº 352,
de 2023, é a taxa de juros e demais encargos contratuais do próprio instrumento
financeiro, sendo vedada a utilização da taxa relativa à operação decorrente da
utilização do compromisso, do crédito a liberar ou da garantia financeira
prestada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">8.               Por fim,
cabe ressaltar que as disposições que tratam dos conceitos, critérios e
procedimentos contábeis sobre renegociação, reestruturação e baixa de ativos
financeiros previstas na Resolução CMN nº 4.966, de 2021, e na Resolução BCB nº
352, de 2023, aplicam-se às operações de arrendamento, considerando o § 2º dos
arts. 2º da Resolução CMN nº 4.975, de 16 de dezembro de 2021, e da Resolução
BCB nº 178, de 19 de janeiro de 2022, segundo os quais as menções a outros
pronunciamentos devem ser interpretadas como referência a outros
pronunciamentos do Comitê que tenham sido recepcionados pelo Conselho Monetário
Nacional, bem como aos dispositivos do Padrão Contábil das Instituições
Reguladas pelo Banco Central do Brasil (Cosif) que estabeleçam critérios contábeis
correlatos aos pronunciamentos mencionados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">9.               Em
atendimento ao previsto no art. 5º da Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019,
o Decreto nº 10.411, de 30 de junho de 2020, determina que as propostas de atos
normativos de interesse geral de agentes econômicos formulados por órgãos e
entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional,
bem como por colegiados por meio do órgão ou da entidade encarregada de lhe
prestar apoio administrativo, sejam precedidas de análise de impacto
regulatório (AIR).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">10.            Contudo,
conforme dispõe o art. 4º, inciso V, alínea "b", desse Decreto, a
obrigatoriedade de elaboração de AIR pode ser dispensada para ato normativo que
vise a preservar a higidez do mercado financeiro. Desse modo, a instrução
normativa ora proposta está dispensada da elaboração de AIR.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">À consideração de V.Sa.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">UVERLAN RODRIGUES PRIMO<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Chefe
Adjunto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">De
acordo.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">GILNEU FRANCISCO ASTOLFI VIVAN<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">C</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">hefe de Departamento</span></p>
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