Resolução BCB N° 440
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Resolução Nº 440 RESOLUÇÃO BCB Nº 440, DE 28 DE NOVEMBRO DE 2024 Dispõe sobre o processo de planejamento da recuperação e da resolução de instituições de pagamento e sobre o conteúdo, a elaboração e a remessa do Plano de Recuperação e de Saída Organizada – PRSO. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 28 de novembro de 2024, com base no disposto no...
<span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Resolução Nº 440</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><div class="WordSection1"><span style="color:#444444;">
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><span style="text-transform:uppercase;font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">RESOLUÇÃO BCB Nº 440, DE 28 DE NOVEMBRO DE
2024</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 18pt 9cm;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Dispõe sobre o processo de planejamento
da recuperação e da resolução de instituições de pagamento e sobre o conteúdo,
a elaboração e a remessa do Plano de Recuperação e de Saída Organizada – PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada
em 28 de novembro de 2024, com base no disposto nos arts. 9º, 10, </span><i style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">caput</i><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">,
inciso IX, e 11, </span><i style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">caput</i><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">, inciso VII, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro
de 1964, nos arts. 9º e 13 da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e no art.
3º, </span><i style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">caput</i><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">, incisos III e VIII, da Resolução nº 4.282, de 4 de novembro
de 2013, e tendo em vista o disposto na </span><a name="_Hlk183712000"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Resolução CMN
nº 5.187, de 28 de novembro de 2024</span></a><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">R E S O L V E :</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO
I<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO
OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 1º  Esta Resolução dispõe sobre:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o processo de planejamento da recuperação e da resolução de
instituições de pagamento, com o objetivo de contribuir para a manutenção da
solidez, da estabilidade e do regular funcionamento do Sistema Financeiro
Nacional – SFN, do Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB e da economia real; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o conteúdo, a elaboração e a remessa do Plano de Recuperação e de
Saída Organizada – PRSO, de que tratam esta Resolução e a Resolução CMN nº 5.187,
de 28 de novembro de 2024.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO
II<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO
PROCESSO DE PLANEJAMENTO DA RECUPERAÇÃO E DA RESOLUÇÃO DE INSTITUIÇÕES DE
PAGAMENTO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 2º  As instituições de pagamento que desempenhem funções críticas
devem, mediante determinação do Banco Central do Brasil:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - implementar, no todo ou em parte, o planejamento da recuperação e
da resolução para responder a cenários que comprometam sua viabilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - elaborar e remeter ao Banco Central do Brasil o PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O planejamento da recuperação e da resolução e a elaboração do
PRSO devem abranger:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - todas as entidades integrantes de um mesmo conglomerado prudencial;
e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - as entidades que desempenhem linhas de negócios principais,
serviços essenciais, funções críticas ou serviços críticos, pertencentes ao
grupo econômico da instituição alcançada pelo <i style="">caput</i>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O Banco Central do Brasil:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - dará publicidade, mediante disponibilização no seu sítio
eletrônico, à determinação de que trata o <i style="">caput</i>; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - fixará prazo, não inferior a doze meses, para cumprimento da
determinação prevista no <i style="">caput</i>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 3º  Aplicam-se ao processo de planejamento da recuperação e da
resolução de instituições de pagamento as definições trazidas pelo art. 4º da Resolução
CMN nº 5.187, de 28 de novembro de 2024.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção
I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
estrutura de suporte ao planejamento da recuperação e da resolução</b></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições
gerais</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 4º  O planejamento da recuperação e da resolução deve ser
integrado aos processos de gestão da informação, de gerenciamento de riscos e
de capital.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O planejamento da recuperação e da resolução
pressupõe a existência de:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - sistemas de informações gerenciais alinhados às estratégias e às
medidas planejadas; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - programa de monitoramento.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos sistemas de informações gerenciais</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 5º  A instituição deve dispor de sistemas de informações
gerenciais capazes de prover informações acuradas e tempestivas, em períodos de
normalidade operacional e em períodos de crise, inclusive no curso de regime de
resolução eventualmente decretado, no âmbito do conglomerado prudencial e das
entidades abrangidas pelo escopo do planejamento da recuperação e da resolução
que o compõem, que sejam imprescindíveis para implementar de forma adequada as
estratégias e as medidas previstas no PRSO, incluindo, no mínimo, informações
necessárias:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - à avaliação do valor de unidades de negócios e de entidades
relevantes, em relação às quais tenha sido definida a estratégia de alienação
ou a transferência parcial de ativos e passivos; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - à identificação das interconexões operacionais e financeiras
existentes entre entidades abrangidas pelo escopo do planejamento da
recuperação e da resolução, incluindo interconexões relacionadas com:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) compartilhamento de serviços de suporte, de pessoal e de
infraestrutura de apoio; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) prestação de garantias e exposições decorrentes de transações entre
partes relacionadas, no Brasil e no exterior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A instituição deve realizar, no âmbito de programação própria ou
se assim determinar o Banco Central do Brasil, exercícios de simulação para
testar a capacidade de produção de dados, em situações de normalidade e de
estresse, evidenciando os resultados e respectivas ações corretivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  A instituição deve ser capaz de realizar, a partir das
informações de que trata o inciso I do <i style="">caput</i>, a avaliação do valor de
seus ativos, unidades de negócios e entidades para fins de alienação,
incorporando, nesse processo, o horizonte de tempo necessário à sua
concretização.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A instituição deve manter atualizados e à disposição do Banco
Central do Brasil:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - inventário dos ativos de tecnologia da informação – TI que destaque
os principais sistemas informatizados que suportam as funções críticas e os
serviços críticos desempenhados por entidades abrangidas pelo escopo do
planejamento da recuperação e da resolução, identificados com sua descrição,
seus provedores e seus diferentes perfis de acesso, incluindo os relacionados
com os serviços relevantes de processamento e armazenamento de dados e de
computação em nuvem, contratados de terceiros no Brasil ou no exterior;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - relação dos administradores das entidades abrangidas pelo escopo
do planejamento da recuperação e da resolução e dos terceiros prestadores de
serviços críticos, incluindo sua identificação, forma de contato emergencial e
descrição de suas funções e responsabilidades;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - dados que suportam a identificação e a avaliação das funções
críticas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - descrição dos métodos e processos envolvidos na avaliação de ativos,
unidades de negócios e entidades abrangidas pelo escopo do planejamento da
recuperação e da resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - ativos que podem ser oferecidos em garantia para a obtenção de
financiamento de liquidez, seja por meio de linhas de assistência de liquidez
pelo Banco Central do Brasil, seja pelo acesso a outros provedores de liquidez
no mercado doméstico; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - passivos que podem ser reduzidos, extintos ou convertidos em
ações, para fins de absorção de prejuízos ou de recapitalização interna, no
Brasil e no exterior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  A auditoria interna, em sua avaliação sobre a confiabilidade, a
efetividade e a integridade dos processos e sistemas de informações gerenciais,
deve aplicar procedimentos que permitam assegurar que esses sistemas produzam
as informações de que trata o <i style="">caput</i>.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do
programa de monitoramento</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 6º  O programa de monitoramento deve compreender, no mínimo,
indicadores e outras informações quantitativas e qualitativas que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - permitam o adequado monitoramento dos riscos incorridos pela
instituição;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - reflitam a magnitude e a velocidade de mudança da situação
econômico-financeira e de liquidez da instituição;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - permitam a adoção tempestiva das estratégias de recuperação e de
resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - considerem o horizonte necessário para que as estratégias de
recuperação e de resolução produzam efeitos; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - considerem o modelo de negócio, a natureza, a complexidade e o
perfil de risco da instituição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O programa de monitoramento deve estabelecer níveis críticos para
o conjunto de indicadores mais relevantes, com vistas ao acompanhamento dos
riscos e à eventual execução das estratégias de recuperação e de resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os indicadores de que trata este artigo devem ser consistentes
com as estruturas de gerenciamento de riscos e de capital da instituição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  O Banco Central do Brasil poderá estabelecer indicadores e
informações que deverão ser objeto de acompanhamento pelo programa de
monitoramento, visando à efetividade das ações previstas no PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do processo de planejamento da recuperação e da
resolução</b></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições gerais</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 7º  O planejamento da recuperação deve ser pautado pela
preservação da viabilidade da instituição e o da resolução pela continuidade
operacional de suas funções críticas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O planejamento da recuperação e da resolução
compreende:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a previsão de cenários de estresse;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a definição de estratégias para enfrentar potenciais situações de
recuperação e de resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a autoavaliação da capacidade de recuperação e da resolubilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção II<br></b><a name="_Hlk115267733"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Dos cenários de estresse</b></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 8º  Os cenários de estresse devem ser abrangentes e contemplar os
eventos que possam ameaçar a continuidade dos negócios e a viabilidade da
instituição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Os cenários de estresse devem ser relevantes para
testar a adequação dos níveis críticos definidos no programa de monitoramento,
a viabilidade e a eficácia das estratégias de recuperação e de resolução</span><a name="_Hlk115267814"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">.</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 9º  O Banco Central do Brasil poderá determinar a realização de
testes de estresse que contemplem cenários de estresse alternativos,
considerados relevantes para o processo de planejamento da recuperação e da
resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
III<br></b><a name="_Hlk115268075"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Das estratégias de recuperação</b></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 10.  A instituição deve prever um conjunto abrangente de
estratégias de recuperação, em resposta a diferentes cenários de estresse, com
vistas à preservação de sua viabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A definição das estratégias de recuperação deve
considerar a manutenção do fornecimento de serviços, inclusive daqueles
prestados por terceiros, necessários à continuidade operacional da instituição,
e a avaliação, no mínimo, das seguintes medidas:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - fortalecimento da situação de capital e de liquidez;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - alienação de ativos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - refinanciamento de dívidas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - reestruturação de passivos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - acesso a suporte financeiro de entidades integrantes do mesmo grupo
econômico, se houver;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - acesso a linhas de assistência financeira de liquidez, se houver,
independentemente da natureza da fonte; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - mudanças nas estruturas societária ou organizacional, na
estratégia de atuação ou no modelo de negócio da instituição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 11.  A adoção das estratégias de recuperação, de iniciativa da
instituição, deve estar associada ao atingimento de níveis críticos definidos
no programa de monitoramento e à potencial materialização de situação de
estresse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A decisão da instituição pela não execução das
estratégias definidas no PRSO, quando verificada a ocorrência do disposto no <i style="">caput</i>,
deve ser devidamente fundamentada e documentada.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das
estratégias de resolução</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 12.  A instituição deve prever um conjunto abrangente de
estratégias de resolução, em resposta a diferentes cenários de estresse que
levem à resolução, com vistas a garantir a continuidade operacional de suas
funções críticas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A definição das estratégias de resolução deve considerar a
avaliação, no mínimo, das seguintes medidas e a sua adoção antes ou no curso de
um regime de resolução:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - capitalização da sociedade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - transferência do controle acionário;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - transferência de ativos e passivos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - reorganização societária, inclusive mediante incorporação, fusão
ou cisão; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - desapropriação das ações do capital social.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  A instituição deve </span><a name="_Hlk112332171"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">avaliar a viabilidade
de cada estratégia e indicar a preferencial</span></a><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
V<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
continuidade das funções críticas</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 13.  De modo a preservar a continuidade das funções críticas
desempenhadas por entidades abrangidas pelo escopo do planejamento da
recuperação e da resolução, a instituição deve ser capaz de assegurar a
continuidade dos serviços críticos em contexto de materialização dos cenários
que levem à recuperação ou à resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Os acordos de nível de serviço formalizados para a prestação de
serviços críticos devem prever a continuidade do fornecimento desses serviços
em contexto de materialização dos cenários que levem à resolução, inclusive
após evento de decretação de regime de resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os contratos firmados com terceiros prestadores de serviços
críticos devem incluir cláusulas específicas que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - impeçam a rescisão contratual motivada exclusivamente por eventos
de decretação de regime de resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - facilitem a transferência do contrato para uma instituição de
transição ou para um adquirente definitivo e garantam a continuidade da
prestação do serviço por prazo não inferior a doze meses.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A instituição disporá do prazo de vinte e quatro meses a contar do
vencimento do prazo fixado pelo Banco Central do Brasil com fundamento no art.
2º, § 2º, inciso II, para promover a adequação dos acordos de nível de serviço
e dos contratos nos termos dos §§ 1º e 2º.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 14.  A instituição deve manter mecanismos e instrumentos para
possibilitar que, a qualquer tempo, suas operações que possam resultar em
liquidação, depósito centralizado ou registro em sistema do mercado financeiro
ou pagamento em arranjo de pagamentos sejam transferidas para uma instituição
de transição ou para um adquirente definitivo que seja participante do mesmo
sistema do mercado financeiro ou do mesmo arranjo de pagamentos.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
VI<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
autoavaliação da capacidade de recuperação e da resolubilidade</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 15.  A instituição deve realizar, de forma contínua, a
autoavaliação da capacidade de recuperação e da resolubilidade, compreendendo,
no mínimo, as seguintes dimensões:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - geração de dados e informações;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - financeira, em contexto de materialização dos cenários que levem à
recuperação e à resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - continuidade operacional das funções críticas; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - separabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A autoavaliação deve identificar eventuais barreiras à
recuperação e à resolução e os riscos associados à sua execução, inclusive
quanto à compatibilidade entre a estrutura organizacional e as ações de
recuperação e de resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:2cm;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 16.  A instituição deve elaborar Plano de
Ação para Eliminação ou Mitigação das Barreiras e Riscos à Recuperação e à
Resolução e adotar medidas para eliminar ou mitigar as barreiras e os
riscos identificados em sua autoavaliação da capacidade de recuperação e da
resolubilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O plano e a adoção das medidas mencionados no <i style="">caput</i>
devem constar do PRSO e ter sua execução
acompanhada pela auditoria interna.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção
III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
governança</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 17.  A diretoria e o conselho de administração, se houver, devem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - garantir a tempestiva identificação dos responsáveis pela execução
das estratégias e das medidas do PRSO;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - ter compreensão abrangente e integrada:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) das linhas de negócios principais e dos serviços essenciais;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) das funções críticas e dos serviços críticos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) dos indicadores e de outras informações constantes do programa de
monitoramento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) dos cenários de estresse;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) das estratégias de recuperação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">f) das estratégias de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">g) do processo de autoavaliação da capacidade de recuperação e da
resolubilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">h) das barreiras e dos riscos identificados à recuperação e à
resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - assegurar a elaboração de estratégias de recuperação factíveis e
eficazes, inclusive as que envolvam outras entidades integrantes do grupo
econômico;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - assegurar a elaboração de estratégias de resolução factíveis e
eficazes, inclusive as que envolvam outras entidades integrantes do grupo
econômico;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - assegurar a efetividade do processo de autoavaliação da capacidade
de recuperação e da resolubilidade; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - assegurar a compatibilização do Plano de Ação para Eliminação ou
Mitigação das Barreiras e Riscos à Recuperação e à Resolução com o planejamento
estratégico da instituição e sua execução tempestiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 18.  A diretoria e o conselho de administração, se houver, são
responsáveis pela adoção das estratégias previstas no PRSO, exceto das que
sejam executadas sob regime de resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As responsabilidades específicas de cada diretor e membro do
conselho de administração, se houver, devem ser detalhadas no PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O diretor responsável nos termos do art. 19 deve comunicar
imediatamente à diretoria e, quando houver, ao conselho de administração e ao
comitê de auditoria o atingimento dos níveis críticos estabelecidos para os
indicadores referidos no art. 6º, § 1º.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 19.  As instituições mencionadas no art. 2º, <i style="">caput</i>, devem
indicar diretor responsável pelo atendimento dos requisitos estabelecidos nesta
Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção
IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do
Plano de Recuperação e de Saída Organizada</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 20.  O PRSO, de que trata o art. 2º, <i style="">caput</i>, inciso II, deve
abordar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o perfil organizacional;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a estrutura de suporte;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a governança do processo de recuperação e de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - as estratégias de recuperação e de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - a autoavaliação da capacidade de recuperação e da resolubilidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - o Plano de Ação para Eliminação ou Mitigação das Barreiras e
Riscos à Recuperação e à Resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - o plano de comunicação; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VIII - outras informações estabelecidas pelo Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O PRSO deve reportar os resultados dos exercícios de simulação de
que trata o art. 5º, § 1º.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O PRSO deve ser aprovado, previamente ao encaminhamento ao Banco
Central do Brasil, <span class="cf01" style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">pela
diretoria e pelo conselho de administração, se houver</span>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 21.  O Banco Central do Brasil poderá determinar à instituição:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - ajustes no conteúdo do PRSO;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a avaliação por auditor independente do processo de elaboração, de
revisão e de aprovação do PRSO;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a prestação de informações adicionais; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - a execução total ou parcial das estratégias previstas no PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A execução das estratégias previstas no PRSO não impede a adoção,
por determinação do Banco Central do Brasil, de medidas prudenciais preventivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os cenários ou estratégias previstas no PRSO não vinculam o Banco
Central do Brasil na decretação de regime de resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 22.  A descrição sucinta do PRSO deve estar disponível na seção
específica do sítio da instituição na internet que contém as informações
referentes à gestão de riscos, conforme definido pelo Banco Central do Brasil
nos termos da regulamentação em vigor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A localização das informações mencionadas no <i style="">caput</i>
deve ser informada em conjunto com as demonstrações financeiras publicadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção
V<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das
comunicações ao Banco Central do Brasil</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 23.  Devem ser objeto de comunicação tempestiva ao Banco Central
do Brasil:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o atingimento de nível crítico estabelecido no programa de
monitoramento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a decisão pela adoção de estratégia de recuperação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a decisão fundamentada pela não adoção de qualquer das
estratégias de recuperação, quando verificada a ocorrência do disposto no
inciso I; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - a perspectiva de situação de inviabilidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O Banco Central do Brasil poderá fixar prazo
específico para cada modalidade de comunicação prevista no <i style="">caput</i>.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO III<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO CONTEÚDO, DA ELABORAÇÃO E DA REMESSA DO PLANO DE
RECUPERAÇÃO E DE SAÍDA ORGANIZADA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do conteúdo do Plano de Recuperação e de Saída Organizada</b></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
I<br></b><a name="_Hlk115268371"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Da estrutura do Plano de Recuperação e de Saída Organizada</b></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 24.  O PRSO deve conter, no mínimo, a descrição detalhada dos
seguintes itens:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - perfil organizacional;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - estrutura de suporte;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - governança do processo de recuperação e de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - estratégias de recuperação e de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - autoavaliação da capacidade de recuperação e da resolubilidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - Plano de Ação para Eliminação ou Mitigação das Barreiras e Riscos
à Recuperação e à Resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - plano de comunicação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do
perfil organizacional</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 25.  O perfil organizacional da instituição deve identificar, no
mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a estrutura do conglomerado prudencial, identificando as entidades
que desempenham linhas de negócios principais, serviços essenciais, funções
críticas ou serviços críticos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - as entidades que desempenham linhas de negócios principais,
serviços essenciais, funções críticas ou serviços críticos, pertencentes ao
grupo econômico e alheias ao conglomerado prudencial;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - as entidades do conglomerado prudencial consideradas
sistemicamente importantes pela autoridade de resolução competente em outras
jurisdições;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - as linhas de negócios principais, apontando, se for o caso,
aquelas que representam função crítica;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - os serviços essenciais, apontando as entidades prestadoras e
beneficiárias dos referidos serviços, no Brasil e no exterior;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - as funções críticas desempenhadas pelas entidades que compõem o
conglomerado prudencial no Brasil e os critérios utilizados para a sua
identificação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VII - os serviços críticos e os serviços compartilhados críticos,
apontando as entidades prestadoras e beneficiárias dos referidos serviços, no
Brasil e no exterior; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VIII - outras interconexões financeiras e operacionais relevantes à
recuperação e à resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
estrutura de suporte</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 26.  A estrutura de suporte ao planejamento da recuperação e da resolução
deve abordar, no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - descrição dos sistemas de informações gerenciais; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - descrição do programa de monitoramento, o qual deve prever o
acompanhamento, no mínimo, de indicadores que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) demonstrem a real ou potencial deterioração da capacidade da
instituição em atender suas necessidades de capital;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) apontem a real ou potencial deterioração da capacidade da
instituição em atender suas necessidades de liquidez e de financiamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) evidenciem a real ou potencial variação do resultado ou de
modificações no padrão das fontes de receitas ou de despesas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) reflitam a qualidade das operações ativas e concentrações relevantes;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) reflitam a concentração das fontes de captação, o seu nível de
estabilidade e os seus custos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">f) sinalizem atividades ou eventos que possam afetar significativamente
a imagem e a continuidade operacional ou financeira; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">g) apontem riscos legais, riscos de contágio e a eficácia dos controles
internos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Para o programa de monitoramento de que trata o inciso II do <i style="">caput</i>,
devem ser escolhidos prioritariamente os indicadores e as demais informações
utilizadas no gerenciamento de riscos e de capital, na forma da regulamentação
em vigor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O Banco Central do Brasil pode determinar a inclusão de outros
indicadores e informações no programa de monitoramento, caso considere que sua
omissão possa prejudicar a efetividade das ações previstas no PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
governança do processo de recuperação e de resolução</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 27.  A descrição da governança do processo de recuperação e de
resolução deve abordar as estruturas e os processos internos que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - estejam envolvidos no planejamento da recuperação e da resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - serão acionados na execução de estratégias de recuperação ou de
resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
V<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das
estratégias de recuperação e de resolução</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 28.  As estratégias de recuperação e de resolução devem abordar,
no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - descrição dos cenários de estresse relacionados com recuperação e
com resolução, contemplando, no mínimo, hipóteses de desvalorização de ativos,
de redução da capacidade de captação, de deterioração da capacidade de geração
de resultados ou de deterioração da situação de liquidez, decorrentes de
instabilidades de natureza sistêmica ou idiossincrática, de origem nacional ou
externa, e de inviabilidade da instituição;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - descrição das estratégias de recuperação, incluindo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) detalhamento de cada uma das estratégias de recuperação, contendo prazos,
critérios, avaliações, acompanhadas de detalhamento dos processos e
metodologias utilizados, fontes de recursos e procedimentos para a sua
operacionalização;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) avaliação fundamentada sobre a viabilidade e análise do impacto
esperado da adoção de cada estratégia de recuperação individualmente e, quando
for o caso, da adoção conjunta de mais de uma estratégia;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) o tempo necessário para que as estratégias de recuperação produzam
efeitos e os custos e benefícios esperados; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) identificação das barreiras e riscos à aplicação das estratégias de
recuperação; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - descrição das estratégias de resolução, incluindo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) detalhamento de cada uma das estratégias de resolução, contendo a
definição do ponto de entrada, se único ou múltiplo, prazos, critérios, avaliações,
acompanhadas de detalhamento dos processos e metodologias utilizados, fontes de
recursos e procedimentos para a sua operacionalização;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) avaliação fundamentada sobre a viabilidade e análise do impacto
esperado da adoção de cada estratégia de resolução individualmente e, quando
for o caso, da adoção conjunta de mais de uma estratégia;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) o tempo necessário para que as estratégias de resolução produzam
efeitos e os custos e benefícios esperados; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) identificação das barreiras e riscos à aplicação das estratégias de
resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) indicação da proposta de estratégia de resolução preferencial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A hipótese de inviabilidade, de que trata o inciso I
do <i style="">caput</i>, deve considerar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - o cenário de que as instituições financeiras domésticas que atendam
aos critérios previstos na regulamentação específica para enquadramento no
Segmento 1 – S1 estejam passando por estresse;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - o insucesso da implementação do plano de recuperação; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a legislação aplicável, inclusive a decretação de regime de
resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
VI<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da
autoavaliação da capacidade de recuperação e da resolubilidade</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 29.  A autoavaliação da capacidade de recuperação e da
resolubilidade deve abordar, no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - avaliação da capacidade de geração de dados e informações, de forma
acurada e tempestiva, necessários à implementação de ações de recuperação e de
resolução, incluindo aqueles relacionados com os procedimentos de avaliação do
valor de unidades de negócios ou entidades relevantes, em relação às quais
tenha sido definida a estratégia de alienação integral ou transferência de
ativos e passivos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - avaliação da capacidade financeira em contexto de materialização dos
cenários que levem à recuperação e à resolução, incluindo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) avaliação da suficiência e da adequação do posicionamento do capital
e dos passivos disponíveis dentro do grupo para absorção de perdas e para
recapitalização, de forma a cumprir as condições para autorização de
funcionamento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) avaliação da adequação da base legal e contratual que assegure o
reconhecimento e a efetividade da extinção ou da conversão de instrumentos
financeiros;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) avaliação da adequação dos processos internos que suportarão a
execução operacional da extinção ou da conversão de passivos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) avaliação dos processos e capacidades que permitam aferir as
necessidades de liquidez e identificar e mobilizar ativos que possam ser usados
como garantias na obtenção de financiamento de liquidez, apresentando o tempo e
os procedimentos necessários para mobilizá-los; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) avaliação sobre a existência de fontes de liquidez intragrupo,
inclusive transfronteiriça e mecanismos de superação de eventuais barreiras e
riscos à transferência;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - avaliação da capacidade de preservação da continuidade
operacional das funções críticas, incluindo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) continuidade dos serviços críticos, em contexto de materialização dos cenários que levem à recuperação e à resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) continuidade do acesso a Infraestruturas de Mercado Financeiro – IMFs
e a serviços de pagamento, liquidação e custódia prestados por intermediários,
mesmo após a decretação de regime de resolução, se for o caso;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) continuidade dos sistemas de informações gerenciais e sua capacidade
de suportar tempestivamente as necessidades informacionais específicas em
contexto de materialização dos cenários que
levem à recuperação e à resolução; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) continuidade operacional das carteiras, unidades de negócios ou
entidades abrangidas pelo escopo do planejamento da recuperação e da resolução,
transferidas para terceiros no contexto das estratégias de separação e de
alienação de ativos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) a avaliação dos riscos de continuidade operacional, associados a
fatores como a complexidade da estrutura organizacional, o grau de
separabilidade de uma unidade de negócio ou entidade abrangidas pelo escopo do planejamento
da recuperação e da resolução, entre outros; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">f) a avaliação da adequação da base legal e da resiliência contratual
que assegure a continuidade operacional das funções críticas e dos serviços
críticos em situação de recuperação e de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><a name="_Hlk139621513"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - avaliação da separabilidade;</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - avaliação da compatibilidade entre a estrutura organizacional e as
ações de recuperação e de resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - identificação das barreiras e riscos à capacidade de recuperação e
à resolubilidade nas dimensões operacional, legal, econômica e outras
consideradas pertinentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  A avaliação de que trata o inciso III, alínea “a”, do <i style="">caput</i>
deve verificar a viabilidade de serem mantidos ou substituídos, no mínimo, os
seguintes modelos de prestação de serviços:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - prestação do serviço crítico realizada por entidade integrante do
conglomerado prudencial;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - prestação do serviço crítico por entidade integrante do grupo
econômico, no país ou no exterior, mas não integrante do conglomerado
prudencial;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - prestação do serviço crítico por fornecedor externo no país; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - prestação do serviço crítico por fornecedor externo no exterior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Na avaliação sobre a continuidade da prestação de serviço crítico
por entidade integrante do conglomerado prudencial ou do grupo econômico, no
país ou no exterior, de que tratam os incisos I e II do § 1º, deverão ser
considerados, quando aplicáveis, os seguintes aspectos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a existência de acordos de nível de serviço – ANS e a viabilidade
da manutenção da continuidade da prestação de serviços, nos termos pactuados, em
contexto de materialização dos cenários que levem à recuperação e à resolução;
e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a existência de adequado mecanismo de estabelecimento de preços
internos pela prestação do serviço que sejam transparentes, razoáveis e
compatíveis com os preços de mercado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A avaliação de que trata o inciso III, alínea “b”, do <i style="">caput </i>deve
considerar, no mínimo: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a existência de condições para o acesso contínuo, pelo conglomerado
ou por eventuais sucessores, a serviços essenciais e a serviços críticos
prestados por IMFs e intermediários em contexto de materialização dos cenários
que levem à recuperação e à resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a existência de potenciais requerimentos financeiros e
operacionais que IMFs e intermediários possam impor antes ou após a decretação
de um regime de resolução; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - a existência de plano de contingência específico, delineando as
medidas a serem implementadas para apoiar o acesso contínuo a serviços de IMFs
e intermediários, a transferência ou o encerramento ordenado das atividades da
instituição na IMF e nos intermediários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 4º  A resiliência dos contratos a eventos de recuperação e de resolução,
de que trata o inciso <span class="cf01" style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III,
alínea "f", do <i style="">caput</i></span>, será caracterizada pela
existência de cláusulas contratuais que estabeleçam, no mínimo, os seguintes
aspectos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - vedação à rescisão, suspensão ou modificação dos termos e condições
da prestação do serviço por motivo de decretação de regime de resolução;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - previsão de transferência da prestação dos serviços para um novo
destinatário, por decisão do atual contratante do serviço ou por determinação do
Banco Central do Brasil, em eventos de transferência do controle sobre unidades
de negócios, de alienação de entidades abrangidas pelo escopo do planejamento
da recuperação e da resolução ou de decretação de regime de resolução, conforme
o caso;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - previsão de que, no caso de transferência da prestação de serviço
em decorrência de transferência do controle sobre unidades de negócios, de
alienação de entidades abrangidas pelo escopo do planejamento da recuperação e
da resolução ou de decretação de regime de resolução, cabe ao prestador
colaborar com a transição ordenada da prestação de serviço para um novo
destinatário ou para um novo prestador, garantindo a continuidade do serviço
pelo atual prestador sob os mesmos termos e condições, por um período mínimo de
doze meses; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - previsão de que, na hipótese de alienação em separado de entidades
abrangidas pelo escopo do planejamento da recuperação e da resolução e
beneficiárias dos serviços prestados, será assegurada a continuidade da
prestação de serviços à entidade alienada por um período mínimo de doze meses
após a referida alienação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 5º  A estimativa de recursos financeiros necessários para o
cumprimento das obrigações contratuais relacionadas com a prestação de serviços
críticos deve ser incorporada à modelagem das necessidades de financiamento de
liquidez em contexto de materialização dos cenários que levem à recuperação e à
resolução, de que trata o <span class="cf01" style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">inciso
II, alínea "d", do <i style="">caput</i></span>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 6º  As avaliações de que trata este artigo devem ser fundamentadas e
acompanhadas da descrição dos métodos empregados e das evidências que suportam
as conclusões.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
VII<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do
Plano de Ação para Eliminação ou Mitigação das Barreiras e Riscos à Recuperação
e à Resolubilidade</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 30.  O Plano de Ação para Eliminação ou Mitigação das Barreiras e
Riscos à Recuperação e à Resolubilidade deve abordar, no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - barreiras e riscos identificados à aplicação das estratégias de recuperação
e de resolução, de que trata o art. 28, <i style="">caput</i>, inciso II, alínea “d”, e
inciso III, alínea “d”;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - barreiras e riscos identificados no processo de autoavaliação da capacidade
de recuperação e de resolubilidade, de que trata o art. 29, <i style="">caput</i>,
inciso VI; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - ações para eliminar ou mitigar as barreiras e riscos identificados,
apontando graus de prioridade, prazos estimados de conclusão e o diretor
responsável por cada ação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Subseção
VIII<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do
plano de comunicação</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 31.  <span style="background:white;">O plano de
comunicação deve considerar os aspectos de pertinência, de adequação, de
confidencialidade e de tempestividade da comunicação com as partes interessadas
relevantes, tendo como objetivos evitar incertezas, transmitir confiança e
contribuir para a eficácia das estratégias de recuperação e de resolução da
instituição, de forma a mitigar efeitos de contágio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O plano de comunicação deve abordar, no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - os eventos com potencial de concretização de riscos à capacidade de
recuperação e de resolubilidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - as ações de resposta à concretização dos riscos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - os resultados esperados das ações de resposta;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - as <span style="background:white;">partes interessadas
relevantes</span>, momento e forma da comunicação; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - a indicação dos responsáveis pela comunicação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da elaboração e da remessa do Plano de Recuperação e
de Saída Organizada</b></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 32.  O PRSO deve ser:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - elaborado conforme modelos estabelecidos pelo Banco Central do
Brasil;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II -  elaborado bienalmente, com data-base em 31 de dezembro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - remetido ao Banco Central do Brasil até 31 de julho do ano
subsequente ao ano da data-base de referência;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - atualizado, sempre que houver alterações materiais nas condições e
circunstâncias relativas ao conteúdo do último PRSO; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - revisado, quando determinado pelo Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As a<span style="background:white;">lterações materiais
de que trata o inciso IV do <i style="">caput</i> caracterizam-se por eventos cujas
consequências possam ser razoavelmente previstas e resultem em impactos
significativos sobre:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a capacidade de recuperação ou de resolução da instituição; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a viabilidade das estratégias de recuperação ou de resolução da
instituição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  As alterações materiais de que trata o inciso IV do <i style="">caput</i> incluem,
mas não estão limitadas a:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - mudanças relevantes no contexto macroeconômico, regulatório ou
concorrencial;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - modificações na estrutura organizacional ou de capital da
instituição;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - identificação de nova função crítica ou linha de negócios
principal; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - aumentos ou diminuições significativas nos negócios, operações,
financiamentos ou interconexões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  A instituição deve atualizar as partes do PRSO impactadas por
alterações materiais de que trata o inciso IV do <i style="">caput</i> e remetê-las ao Banco
Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top:18pt;text-align:center;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO
IV<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES
FINAIS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 33.  O Banco Central do Brasil poderá requisitar, na forma e na
periodicidade a ser por ele definida, quaisquer dados e informações de que
trata esta Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 34.  A documentação que amparar o atendimento ao disposto nesta
Resolução deve ser mantida à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo
de cinco anos contados a partir da data da remessa do PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 35.  O Banco Central do Brasil fixará data para entrega do
primeiro PRSO.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 36.  Esta Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2025.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:70.9pt;"><span style="color:#444444;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><span style="letter-spacing:-0.1pt;">RENATO
DIAS DE BRITO GOMES                             </span><span style="letter-spacing:-0.1pt;">AILTON DE AQUINO SANTOS<br></span></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;letter-spacing:-0.1pt;text-indent:70.9pt;">                         Diretor
de Organização do Sistema                        Diretor de Fiscalização<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;letter-spacing:-0.1pt;text-indent:70.9pt;">                         Financeiro e de Resolução</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="color:#444444;"><span style="letter-spacing:-0.1pt;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">OTÁVIO RIBEIRO DAMASO<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;letter-spacing:-0.1pt;text-indent:70.9pt;">                         Diretor de Regulação</span></span></p>
<br></span></div>
</span></div>
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