Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 11,25% (onze inteiros e vinte e cinco centésimos por cento)
ao ano, a partir de 7 de novembro de 2024.
O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:
“O ambiente externo permanece...
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<p>Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 11,25% (onze inteiros e vinte e cinco centésimos por cento)
ao ano, a partir de 7 de novembro de 2024.</p>
<p>O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:</p>
<p>“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed. Os bancos
centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo, também marcado por menor sincronia
nos ciclos de política monetária entre os países, segue exigindo cautela por parte de países emergentes.</p>
<p>Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo. A inflação cheia e as medidas subjacentes se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.</p>
<p>As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,6% e 4,0%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em
3,6% no cenário de referência (Tabela 1).</p>
<p>O Comitê avalia que há uma assimetria altista em seu balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de
inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por
exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sobre a desinflação
global se mostrarem mais fortes do que o esperado.</p>
<p>O Comitê tem acompanhado com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal tem afetado, de forma relevante, os preços de ativos
e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco e a taxa de câmbio. O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal,
contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.</p>
<p>O cenário segue marcado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas, o que demanda uma política monetária mais contracionista. Considerando a evolução
do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 11,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível
com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica
e fomento do pleno emprego.</p>
<p>O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo de aperto monetário serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis
à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.</p>
<p>Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Gabriel Muricca Galípolo, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Picchetti, Renato Dias de
Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Tabela 1</strong></p>
<p><strong>Projeções de inflação no cenário de referência</strong></p>
<p><strong>Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%)</strong></p>
<table cellspacing="0" style="border-collapse:collapse;width:100.0%;">
<tbody>
<tr>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:300px;">
<p><strong>Índice de preços</strong></p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:153px;">
<p><strong>   2024   </strong></p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:153px;">
<p><strong>   2025   </strong></p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:188px;">
<p><strong>2º tri 2026</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>IPCA</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>4,6</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>3,9</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>3,6</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>IPCA livres</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>4,5</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>3,8</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>3,4</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>IPCA administrados</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>4,9</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>4,2</p>
</td>
<td style="border-bottom:none;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid #dee2e6;vertical-align:top;width:0px;">
<p>4,3</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,75/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos
seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “amarela" em dezembro de 2024 e de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento usual.”</p>
<p>Conforme estabelece o Comunicado nº 40.330, de 26 de junho de 2023, o Copom voltará a se reunir, ordinariamente, em 10 e 11 de dezembro de 2024, para as apresentações técnicas sobre a conjuntura econômica e na tarde do dia 11 de dezembro de 2024 para deliberar
sobre as diretrizes de política monetária.</p>
<p>                  GABRIEL MURICCA GALÍPOLO<br>
                            Diretor de Política Monetária</p>
</body>
</html>
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