Coletiva das Estatísticas Fiscais - Maio/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais no mês de maio. Para mais informações acesse: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
Transcrição e Conteúdo
Bom dia. Vamos iniciar a coletiva das estatísticas fiscais. Aqui conosco Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, que fará uma apresentação e responderá as perguntas. Os jornalistas que estiverem online poderão perguntar utilizando via chat. Fernando, bom dia. >> Eh, bom dia, Adriana. Bom dia a todos. Eh, vamos então completar esse ciclo de entrev...
estatísticas fiscais. Aqui conosco
Fernando Rocha, chefe do Departamento de
Estatísticas do Banco Central, que fará
uma apresentação e responderá as
perguntas. Os jornalistas que estiverem
online poderão perguntar utilizando via
chat. Fernando, bom dia.
>> Eh, bom dia, Adriana. Bom dia a todos.
Eh, vamos então completar esse ciclo de
entrevistas coletivas. eh sobre
estatísticas do Banco Central eh para o
mês de abril com as estatísticas
fiscais, né? Então, eh no mês de abril,
o setor público consolidado que envolve
o governo central, os governos regionais
e as empresas estatais registrou um
superait primário de 24,6
bilhões de reais. Eh, quando a gente
compara com o mesmo período do ano
passado, com abril do ano passado, eh, a
gente observou um superavit de 14,2
bilhões ou, ou seja, eh, o superá
primário neste mês ficou 10,5 bilhões
acima de abril de 2025, um aumento de,
eh, 74%,
né? Se a gente compara esse resultado
com os demais meses de abril na nossa
série histórica, ele é o maior desde
2022. Em 2022 houve um superf de 38,9
eh bilhões. Quando a gente vai olhar os
eh as esferas, né, que compõe o governo,
eh no mês de abril, praticamente todo o
superavit, ou seja, mais do que o o
superavit do setor público consolidado,
todo ele foi devido ao governo central.
Eh, na esfera do governo central, o
super atingiu 26,1 bilhões de eh de
reais, também representando um um
crescimento significativo em relação ao
superaft de abril de 2025, que foi de
16,2 bilhões, né? Ou seja, fazendo a
mesma comparação que nós fizemos pro no
caso do eh super do governo do do setor
público consolidado, né? No caso do
governo central, essa passagem de 16,2
para 26,1
bilhões, né, também foi um aumento de
praticamente R bilhões deais no
superaft, 9,8.
Eh, e em termos percentuais, a gente
pode dizer que houve um aumento de 60,7
eh, né? Da mesma forma que o, no caso do
setor público consolidado, esse
resultado do setor do governo central
também é o maior para mês de abril desde
2022, quando atingiu eh 29,6
eh bilhões. Eh, analisando os dados do
superait primário do governo central no
mês de abril, a gente e e nessa
comparação com abril de 2025, eh a gente
pode observar eh um superavit e bastante
tradicional, digamos assim. O superavit
pode ser medido como as receitas do
governo menos as despesas num
determinado período. E quando a gente
olha o resultado das receitas e despesas
a partir das informações divulgadas pela
Secretaria do Tesouro Nacional, que é o
órgão responsável pelas estatísticas eh
chamadas acima da linha pro resultado
fiscal do governo central, né, que vê
cada uma das parcelas da receita e da
despesa, a gente observa um crescimento
de 5,8% na na receita líquida em termos
reais, enquanto a despesa cresceu 3,3,
né? Então, o a obtenção do superait, o
crescimento eh do superavit em abril de
26, na comparação com o abril de 25,
nada mais é do que a expressão dessas
receitas crescendo eh acima das
despesas. Quando a gente olha, mudando
de esfera agora, quando a gente olha o
caso dos governos regionais, houve um
pequeno superaft de 0,3 bilhão deais,
mas também nesse caso foi isso
representou uma melhora em relação ao
resultado de abril de 2025. Eh, em abril
de 2025 tinha havido um déficit de 0,7
bilhão que passou para 0,3 bilhão de
superait, 1 bilhão eh de de reais de
crescimento, né? Se a gente eh tenta eh
dar ainda mais detalhes na estatística,
eh esse resultado foi dos governos
regionais, essa melhora de R 1 bilhãoais
foi devido ao resultado dos governos
municipais, né? Eh, os governos
regionais são compostos pelos governos
estaduais e pelos municipais. No caso
dos estaduais, houve uma estabilidade do
resultado. Déficit de 1 bilhão em abril
de 2025, déficit 1,1 bilhão em abril de
2026, ou seja, sem eh uma variação
significativa do resultado e
deficitário. E no caso dos governos
municipais, né, o superáit passou de 0,4
bilhão para 1,4 bilhão. E aí que está o
aumento de eh R 1 bilhão deais no superá
primário que a gente observou eh na
esfera dos dos governos regionais, né?
Se a gente agora passa pra tabela dois,
na tabela dois estão esses mesmos
resultados de superáit primário, de
resultado primário, melhor dizendo, só
que agora acumulados no ano, ou seja, de
janeiro a abril. Se a gente observa os
resultados acumulados no ano, eh, nós
vamos ver os dados que estão na tabela
quatro, uma redução significativa do
superait, tanto no setor público
consolidado quanto no governo central.
Mas é é preciso fazer um alerta paraa
gente poder fazer na o que na minha
avaliação é uma análise adequada desses
dados, que é considerar que a piora dos
resultados primários, tanto do setor
público quanto do governo central nesse
período, os primeiros 4 meses de 2026
contra o primeiro quadrimestre de 2025,
ela foi determinada
por uma agenda de pagamentos de
precatórios que se concentrou em março
neste ano e no ano passado havia se
concentrado em julho. Então, nesses
termos, como a gente tá falando de uma
despesa de dezenas de bilhões de reais,
quando a gente olha o o primeiro
quadrimestre de 2026, a gente inclui
esse pagamento de precatórios que
aconteceu em março. Quando a gente olha
o primeiro quadrimestre de 2025, eh, por
uma questão de agendamento de
pagamentos, esse pagamento de precatório
não aconteceu em no primeiro
quadrimestre do ano passado, porque
aconteceu no mês de julho, né? Então,
eh, a concentração principal dos
pagamentos neste ano aconteceu em março,
quando foram pagos 70,4 bilhões. Mas no
total, também de acordo com os dados da
Secretaria do Tesouro Nacional, no total
de janeiro a abril de 2026, houve
pagamentos de R8,6
bilhões deais em precatórios. No ano
passado, no mesmo período, no
quadrimestre, esse pagamento foi de 10
bilhões, 10,2 bilhões. E em julho houve
um pagamento de 62,8
bilhões, que foi o principal pagamento
de precatórios do ano passado. Então, se
a gente observar eh esse resultado,
assim, vamos por hipótese supor que eh o
principal do pagamento de 2026 já
aconteceu nesse ano, 78 bilhões. Se a
gente somar os 10 bilhões que
aconteceram no primeiro quadrimestre do
ano passado com os 62,8, que são os
pagamentos de eh de julho que ocorreram
em julho do ano passado, você teria
também eh 73 bilhões, alguma coisa mais
comparável, né? Ou seja, eh a gente já
alertou isso na coletiva de imprensa com
as estatísticas de março, né? Essa
diferença no acumulado do ano, do
acumulado do ano de 2026 ser bastante
pior em termos de resultado primário do
que o de 2025. Ela é causada por esses
resultados dos precatórios e vai
continuar assim até julho. Então até
julho nós vamos ver resultados do ano
ocorrente significativamente inferiores
aos resultados do acumulado do ano
anterior. Eh, mas eh eu acho que é
importante ressaltar a razão principal
para isso é na base comparativa a
ausência de eh dos dados quanto aos
precatórios, porque foram pagos em
julho, né? Isso também a gente vai ver
daqui a pouco, vai afetar o resultado
acumulado em 12 meses. Porque o que se
espera é se você faz o grosso dos
pagamentos de precatórios uma vez por
ano, né, se você fizer sempre no mesmo
mês, ele nunca vai estar duplicado na na
somatória na dos 12 meses, o acumulado
em 12 meses. Como ah houve diferença de
meses de pagamentos eh de 2025 para
2026, quando a gente fizer os 12 meses
acabados em eh terminados em abril, que
é o que a gente tá fazendo agora, eles
começam em maio de 25 e vão até abril de
26, ou seja, tem duas vezes na mesma
janela de 12 meses, o pagamento anual eh
de de precatórios, né? Então isso elevou
o acumulado, o défic, o resultado
acumulado, piorou o déficulado em piorou
o resultado acumulado em 12 meses a
partir de março e vai ficar assim eh até
o mês de julho. Mas bom, eh feita essa
ressalva, então vamos pro número,
apresentar os números que estão na
tabela, que são os números apurados que
efetivamente ocorreram, mas também fazer
um exercício contrafactual, como seriam
esses números sem os precatórios, né, em
ambos os casos. Eh, o setor público,
primeiro, os dados observados, o que
estão na tabela dois da nota paraa
imprensa e o que efetivamente ocorreu,
né? O setor público consolidado teve
superáváit primário de 31 bilhões de
reais no primeiro quadrimestre do ano.
No mesmo mês do ano passado, no mesmo
período do ano passado, de janeiro a
abril, esse superáit foi de 102,9
bilhões, né? Ou seja, o resultado piorou
de 102,9 bilhões para 31,2 bilhões, uma
piora de 71,6 bilhões. Eh, eu havia
mencionado, né, que o pagamento de
precatórios no mês de março por 70,
bilhões. Ou seja, então, praticamente
toda essa piora, ela é decorrente do
efeito dos precatórios de março, que tá
em 2026 e não está eh em 2025.
Eh, se a gente, portanto,
eh olhar esse a a e esse resultado, né,
se a gente fizer esse exercício
excluindo, né, os precatórios no setor
público consolidado,
eh, a gente teria um resultado
praticamente eh equivalente, né? a
gente, se a gente eh excluí do resultado
desse ano os do quadrimestre, os 78,6
bilhões que foram pagos de precatório e
excluir também do ano passado aqueles
10,2 bilhões, a piora do resultado, né,
na esfera do setor público seria na
faixa de 3,2 bilhões, algo muito mais
próximo da eh da estabilidade, né? Se a
gente fizer o mesmo exercício pro
governo central, então a gente começa
com os resultados observados que estão
na tabela dois, né? No acumulado do ano,
o governo central teve um pequeno
superáf de R$ 9 bilhões deais que se
compara com o superaf de 68,6 bilhões no
mesmo período, né, de 2025. Nesse caso,
a piora, né, dos resultados observados
foi de 59 eh bilhões. Ora, se nós
estamos falando de pagamentos de
precatórios apenas no mês de março de 70
bilhões, né? Ou seja, onde a gente está
vendo uma piora de 59,5 bilhões. Se a
gente num exercício contrafactual para
auxiliar a análise, se a gente eh
retirar os pagamentos de precatórios de
do primeiro quadrimestre de 26 e do
primeiro quadrimestre de 25, nós
veríamos, né, nessa hipótese, uma
melhora na faixa de R$ 9 bilhões deais
do resultado do governo central, né?
Então, eh, é claro, os resultados
observados são esses. Os pratórios
tinham que ser pagos, eles são pagos de
acordo com o cronograma de pagamentos.
Eh, é assim que as coisas acontecem. Mas
quando o analista vai utilizar as
estatísticas e fazer eh suas avaliações,
é importante considerar que tem um tipo
de despesa que entrou num ano e não
entrou no outro. E a comparação então eh
envolve um conjunto diferente de
despesa, né? a gente vai carregar isso
provavelmente até o mês de julho e
quando chegar em julho a gente eh faz as
análises eh normais, só com os dados
observados, que aí a gente tem eh uma
plena comparação entre os dois períodos,
né? Se a gente olha agora pro caso dos
governos regionais, a gente vê uma
pequena eh piora ou uma piora no
resultado, baixando de um eh superaft de
R$ 37 bilhõesais eh nos primeiros 4
meses de 2025 para 29,9 bilhões, uma
redução na faixa de 7,1 bilhões. também
nesse caso, da mesma forma como a gente
viu pros dados do mês de abril, né, o
resultado dos governos regionais, nesse
caso, a piora dos do resultado, né, uma
redução do superait, ele é devido eh a
piora do resultado que se concentrou na
esfera dos governos regionais, né? Os
governos regionais reduziram seu
superháit em 8,8 bilhões e os governos
municip os governos estaduais reduziram
o superait 8,8 bilhões e os governos
municipais elevaram o seu superait em
1,7 bilhão. Então a mesma história, eh,
aproximadamente a mesma história que nós
contamos pro mês de abril, ela é válida
também primeiro trimestre e talvez
intensificada, né? Em abril, os governos
regionais tiveram déficit, o défic
magnitude de abril do ano anterior, na
faixa de 1 bilhão deais, mas quando a
gente olha o quadrimestre, houve uma
redução, né, né, do superavit
e bem mais significativa. Esses 8,8
bilhões de redução são uma coisa quase
30% a menos de resultado primário. Já na
esfera dos governos regionais, desculpe,
dos governos municipais, em abril, o
resultado primário melhorou, eh, 1
bilhão de e agora nos primeiros 4 meses
do ano, 1,7, né, bilhão, algo bastante
mais significativo. Bom, quando a gente
olha os eh o resultado primário é
acumulado em 12 meses, essas essas
informações estão na tabela três da nota
paraa imprensa, né, uma série eh de
resultados acumulados em 12 meses. Eh, o
setor público consolidado tinha um
déficit na faixa de R bilhões deais em
fevereiro, quando chegou em março, eh,
com o ingresso, né, daquele pagamento de
70 bilhões de precatórios e, digamos
assim, a, a inclusão, né, nesse período
de 12 meses também do pagamento de 2025
aconteceu em julho, esse resultado eh
aumentou significativamente, passou de
um déficit de 52,8 para 137,1 1 bilhões,
né? E agora em abril e esse resultado eh
melhorou ele, esse déficit reduziu de
137,1 bilhões para 126,6,
né? Em termos de percentual do PIB
passou de algo como 1,06
eh por do PIB para 0,97, né? Uma redução
de aproximadamente 0,1 eh ponto
percentual eh do PIB.
>> [roncando]
>> Eh, no caso dos eh do governo central, o
desenho é exatamente o mesmo, né? Os 12
meses acumulados até fevereiro, eh,
chegaram a R 55,6 bilhões deais,
aumentaram significativamente em março
por um déficit de 128,1
e agora esse déficit se reduziu para
118,2 bilhões em abril. Então, teve uma
elevação do nível causado pelo impacto
dos precatórios de março e e agora de
março para abril uma redução, mas ainda
com o nível mais elevado. A gente deve
esperar eh tudo mais constante, uma
redução significativa desse
eh desse déficit acumulado em 12 meses
no mês de de julho, né? Os governos
regionais permaneceram praticamente em
equilíbrio, né? tem um ligeiro déficit
nos últimos 12 meses, eh, de R 2,4
eh, bilhões deais, que dá 0, eh 02% do
PIB, né? Bom, eh, como a gente
tradicionalmente faz, né, e ao explicar
os fluxos fiscais, a gente primeiro
analisa o resultado primário, depois eh
a conta de juros, né? A conta de juros
da dívida líquida, né, do setor público,
ela é apurada por competência, né, nós
conhecemos todos os ativos e passivos
que compõem eh a dívida líquida e
conhecemos os seus indexadores. Então,
apuramos eh diariamente, né, ou
estimamos diariamente qual quais são os
juros incidentes em cima daquele estoque
a partir dessa taxa de juros, né? Por
isso que nós chamamos de juros
apropriados por competência. Nesse caso,
eh, no mês de abril, os juros atingiram
84,8,
eh, bilhões de reais, né? Essa, digamos
assim, foi a conta de juros do mês de
abril. Se a gente faz, como eles são
acuados por competência ou apurados por
competência, a gente pode eh eh comparar
qualquer período, né? Não tem eh
diferença de sazonalidade, tem apenas
uma questão de dias úteis, né? em cada
mês. Se a gente compara, né, com abril
de 2025, né, houve um aumento dos juros,
um aumento da conta dos juros, não não
necessariamente da taxa. Se a gente
compara com o mês anterior, março contra
abril, houve uma redução desses juros.
Então, vamos lá analisar esses dois
impactos, né, em mais detalhes, né?
Em abril de 2025, a conta de juros
atingiu 69,7
bilhões, praticamente 70 bilhões, que se
compara com esses 84,8 bilhões agora, um
aumento de R$ 15 bilhões deais eh na
conta de de juros. No caso eh desse
aumento, né, a gente primeiro e e é uma
metodologia que eu que eu sempre faço
aqui, a cada coletiva, a gente primeiro
analisa o resultado dos dos swaps
cambiais, né? Em abril de 2025, o Banco
Central teve um ganho com com seus swaps
cambiais. Esses ganhos nas estatísticas
fiscais são apropriados como receita de
juros. Então, o Banco Central teve uma
receita de juros, né, por assim dizer,
de 15,8 bilhões, que reduz o pagamento
líquido de juros. E, como a gente viu,
chegou a 60
eh 9,7 bilhões. No mês de abril de 2026,
eh, aconteceu eh o inverso, houve uma
perda, opa,
um ganho também, né? Ah, houve um ganho
também de de com suaps cambiais. esse
ganho eh foi maior ainda, de 25,9
eh bilhões. Então, eh se a gente tem um
um ganho de eh 15,8 bilhões em abril de
2025 e um ganho maior ainda, 25,9
bilhões em abril de 2026, né, o ganho de
2026, ao ser maior significa uma receita
maior de juros e contribui para reduzir,
né, o a a conta de juros, né? Então, a
diferença entre os dois é que nesse
período interanual, né, 10 bilhões, eh,
houve uma uma contribuição dos SOPs para
reduzir a conta de juros em 10 bilhões.
Então, como a gente viu, né, passou de
70 para 85 aumento de 15, na verdade
esse aumento excluindo as contas de SUAP
seria de de R milhões, bilhões de reais.
Eh, e as razões para isso, né, feito
esse ajuste pelos suaps, são um aumento
do estoque nominal da dívida líquida.
Essa indevidamente tem uma trajetória eh
de crescimento, né, e o aumento dos
indexadores que incidem sobre essa
dívida líquida maior, ou seja, dois
efeitos que se reenforçam, tanto eh a
taxa Selico, eh o IPCA, que são dois
indicadores importantes, aumentaram
nessa comparação de abril de 25 ou abril
de 26.
Eh, se a gente compara com o mês
anterior, né, março contra abril, no mês
de março houve eh a conta de juro chegou
a 118,9 bilhões, praticamente 119
bilhões e agora eh se reduziu para 84,7,
uma redução de 34 eh bilhões. Nesse
caso, a gente teve uma perda com SUAPS
em março de 6,5 bilhões, contribui para
aumentar o juros e esses ganhos agora,
né, de 25,9
eh bilhões no mês de eh de abril. Ou
seja, se a gente excluir os SOPs da
variação, os SOAPS contribuíram para
aumentar os juros em 6,5 em março e
reduzir os juros em 25,9 em abril, ou
seja, uma variação de 32. Os suaps então
da redução dos eh juros de em 34, eles
explicam 32 na bilhões dessa dessa
variação.
Eh, passando então pro resultado
acumulado no trimestre, a conta de juros
chegou a 351,5
bilhões nos primeiros 4 meses do ano. É
algo como 8% do PIB, 8,05% do PIB para
ser mais preciso. E de janeiro a abril
de 2025, é, essa conta chegou a 263,5,
ou seja, 6,4% do PIB. A conta de juros,
eh, apropriados à dívida líquida do
setor público aumentou, portanto, de 6,4
para 8,05%,
8,1%, se quiserem, no período do
primeiro quadrimestre de um ano pro
outro, né? Nesse caso, o os suaps
tiveram pouquíssimo impacto porque os
ganhos nos dois anos foram similares.
70,1 bilhões em 2026, 68,6 bilhões em
[roncando]
2025. Então, da variação de 88 bilhões
de aumento na conta de juros, os Saps
explicam 1,5, 1,5 bilhão. E aqui de
novo, né, a gente tem o efeito, aquele
mesmo efeito que a gente viu na passagem
de um mês, de um ano pro outro, a gente
tem no quadrimestre, que são, né, o
aumento da do estoque da dívida, a SELIC
acumulada no primeiro 4 meses de 2024,
quantos primeiros 2025, quantos os
primeiros 4 meses de 2026 e também, né,
no caso o IPCA.
Eh, se a gente olhar os resultados
acumulados nos últimos 12 meses até
abril, né, a conta de juros ela chegou a
8,4%
do PIB, eh, acumulado, claro, os juros
apropriados nos últimos 12 meses até
abril, comparado com o PIB eh estimado
até abril também nos últimos 12 meses.
Então, a conta de juros chega a 8,4 eh%
do PIB. Ela era por volta de 8,35 alguma
coisa assim. eh no mês de março. Então,
ela tem tido eh mesmo quando a gente
compara com o percentual do PIB uma
trajetória
crescente nesse acumulado em 12 meses,
né? Eh, em em reais, isso significa R
1,1 trilhão de reais.
Eh, por sua vez, o déficit acumulado,
ele é a soma, o déficit nominal
acumulado do meses é a soma do resultado
primário. Eh, com a conta de juros, a
gente viu, eh, um déficit de primário
nos últimos 12 meses, uma conta de juros
eh de 8,4% do PIB. Então, eh, o déficit
nominal acumulado nos últimos 12 meses
atingiu R 1,2 trilhão deais a o que
equivale a R 9,4, né, por do PIB. Nesse
caso, ele permaneceu estável quando a
gente compara com os 12 meses encerrados
em março. Então, essa é a apresentação
dos eh resultados fiscais e a gente vai
agora então comentar eh a a outra parte
das estatísticas fiscais, né, que são as
medidas de endividamento do setor
público. Eh, nós temos a dívida líquida
e a dívida bruta do setor público, né? A
dívida líquida é o conceito mais amplo,
porque ela inclui ativos e passivos,
enquanto a dívida bruta, por definição,
inclui apenas os passivos, né? Eh, além
disso, a dívida líquida, ela inclui todo
o setor público consolidado, enquanto a
dívida bruta é apenas a dívida bruta do
governo geral, né? Se a gente olhar
principalmente a característica da
dívida líquida incluir ativos e
passivos, a gente vai ter
necessariamente, né, nessa conta de
passivos menos ativos, que a dívida
líquida vai ser sempre menor do que a
dívida bruta, dado que a a a dívida
bruta considera só os passivos sem eh
nenhuma diminuição e a dívida líquida
diminui, né, o o total de ativos desse
total de passivos.
Começando pela dívida líquida, que é a
medida mais abrangente do endividamento
do setor público que a gente apresenta
nesta nota para imprensa. A dívida
líquida em abril atingiu 67,4%
do PIB. Ela superou o resultado de março
eh em 0,6 poncentual do PIB. Março havia
sido um resultado recorde paraa série
histórica do Banco Central e abril agora
é um novo recorde da série histórica do
Banco Central. Essa série começa em
dezembro de 2001, né? Se a gente olhar
na tabela cinco para verificar quais
quais foram os fatores condicionantes
desse aumento na relação da dívida
líquida com o PIB, a gente tem eh o
déficit nominal do mês, né, que eh
contribui com 0,5 ponto percentual por
esse aumento. Eh, lembrando que a gente
teve um superáit no mês, mas a conta de
juros foi superior a esse superáit,
então teve déficit nominal no mês. Um
outro impacto relevante é que no mês
houve uma apreciação cambial de 4,4%,
né? E isso eh a apreciação cambial
contribui para para pro aumento na
dívida líquida. Ou esse aumento a
contribuição dele em termos de
percentual do PIB foi 0,4 ponto
percentual. Eh, então nós tivemos essa
tanto o déficit nominal qu a quanto a
apreciação contribuindo para elevar a
dívida líquida, enquanto que, claro, o
crescimento do PIB nominal eh contribuiu
para reduzir, né? Então, se a gente
quiser mencionar os fatores de
crescimento, no mês a gente tem
especificamente a apreciação cambial e
uma tendência dos déficos nominais, né?
O outro conceito de e essa a dívida
líquida, os dados detalhados estão na
tabela quatro. Se olhar os fatores
condicionantes estão na tabela cinco, os
do mês, o acumulado do ano na tabela
seis. Na tabela sete tem uma análise bem
detalhada, rubrica a rubrica de todos os
fatores de variação da dívida líquida
pro mês de abril na tabela oito, a mesma
coisa pro acumulado do ano, né? Esse
mesmo jogo de tabelas para a dívida
bruta do governo geral começa na tabela
17. Na tabela 17, ao apresentar os dados
da dívida bruta do governo geral, nós
apresentamos esses dados em dois
conceitos. Existem duas metodologias
para apurar a dívida bruta do governo
geral. Uma delas a gente denomina eh
metodologia do Banco Central e outra a
metodologia do FMI. Ah, as duas buscam
captar a mesma informação que é aquele
endividamento do governo geral, das das
esferas do governo no país. Eh, a
metodologia do FMI, ela é elaborada a
partir dos manuais internacionais que o
que o FMI e outros órgãos internacionais
dito. E a metodologia do Banco Central,
ela parte dessa metodologia do FMI e
considera as características
institucionais específicas do país, né?
No caso, a diferença entre as duas eh
metodologias, as duas estatísticas, é a
chamada carteira livre e do Banco
Central, que são aqueles títulos
públicos que o Banco Central detém no
seu ativo e que não estão, no momento da
apuração da estatística, sendo
utilizadas como eh operações
compromissadas, ou seja, eles não geram
obrigações no passivo do Banco Central.
Então, a como a dívida bruta no conceito
da FMI inclui a carteira ativa e a
dívida bruta no conceito do Banco
Central não a inclui, a dívida bruta no
conceito do FMI sempre vai ser maior,
né? Então, a gente pode olhar a a
variação entre essas entre esses dois
conceitos de dívida, o nível deles, como
vocês são a tendência, mas no conceito
de FMI a dívida sempre vai ser maior.
Então vamos lá. Começando pelo conceito
do Banco Central, a dívida bruta do
governo geral atingiu 80,4% do PIB no
mês de abril e ela também eh se elevou
elevou 0,3 ponto percentual do PIB, né?
Esse resultado para dívida bruta no
conceito do Banco Central é o maior
desde junho de 2021. Em junho de 2021, 5
anos atrás aproximadamente, ela chegou a
80,6%
do PIB. Já no conceito do do Banco
Central do, desculpe, no do FMI, a gente
parte desses 80,4%
e inclui a carteira livre que era que
foi em abril equivalente a 12,7% do PIB,
né? Então esse 80,4, uma soma simples,
mais 12,7 são eh 93,1%
do PIB, que é o conceito de dívida bruta
do governo geral no critério do FMI. E
ela também cresceu no mês, cresceu 1,1
ponto percentual e nesse caso, em função
eh da emissão líquida de títulos da
dívida pública federal, né, no mês de
abril. Eh, então o os dois conceitos de
dívida bruta também t uma trajetória de
crescimento, assim como eh o conceito da
dívida líquida, mostrando que mesmo com
as diferenças que que existem entre a
metodologia, o conceito, abrangência de
cada uma, elas apresentam eh uma
trajetória eh que é consistente entre
si. Bom, esses eram os pontos que eu
tinha preparado para apresentar aqui
para vocês. Devolvo a palavra paraa
Adriana para organizar aí a sessão de
perguntas e respostas para você com as
dúvidas que vocês eventualmente tenham.
Muito obrigado.
>> Fernando, tem uma pergunta aqui via chat
da Mariana Walter da Broadcast. Ela
pergunta: "Qual explicação para a
redução do superá dos governos estatais
no primeiro quadrimestre de 29,8 bi para
21 bi?
Só um minuto.
Opa! Então vamos lá. A pergunta da da
Mariana, ela parte das estatísticas que
estão na tabela dois da nota paraa
imprensa, mais especificamente na linha
44, eh, que trata dos governos
estaduais, né? a gente apura as
estatísticas fiscais para todo o setor
público consolidado, que inclui, né, o
governo central, os governos estaduais,
os municipais, separadamente, além de
das estatais de cada uma esfera de
governo. Ela, a Mariana chama atenção de
que eh no caso dos governos estaduais e
o superavit primário que eles
registraram em abril de 2025 foi de 29,8
bilhões e agora em abril de 2026 ele se
reduziu para 21 eh bilhões, uma redução
de 30% no resultado eh primário. Eh, nós
havíamos destacado isso na apresentação
inicial, né? Eh, se a gente olhar os
governos regionais como um todo, a gente
vê um uma piora do resultado. Enquanto
os governos municipais eles crescem, né,
o seu resultado é um superá primário
maior, os governos estaduais reduziram
esse resultado.
eh de uma forma eh, na exp, na própria
definição de resultado primário, né, a
gente vê pro caso dos governos estaduais
eh especificamente, né, um aumento de
das transferências. Eh, essas
transferências, é, elas nada mais são do
que o compartilhamento de impostos que
são arrecadados pelo governo central,
pelo governo federal. E dependendo de de
cada imposto, uma parcela disso é
repassada pros órgãos estaduais e mesmo
municipais. No caso das transferências
para governos estaduais, essas
transferências cresceram 7% em termos
reais no mês de abril, né? Eh, não é
exatamente o dado do quadrimestre, como
a Mariana perguntou, mas a gente tem uma
trajetória de crescimento dessas
transferências. Essas transferências
significam mais receitas para o os
governos estaduais. Da mesma forma, o
ICMS é o imposto de circulação de
mercadorias e serviços, que é o
principal imposto estadual, também
cresceu. Cresceu 3,8% em termos reais
nessa comparação interanal também os
dados para abril, né? Mas a a a
tendência do quadrimestre é mais ou
menos a mesma, os percentuais variam,
mas a gente tem então um crescimento de
transferências que são arrecadações do
do governo eh federal, que são
transferidos eh por governos estaduais.
Eh, você tem a arrecadação própria dos
governos estaduais crescendo, ambas
crescem, né? Eh, se as receitas crescem
e mesmo assim o superáit primário se
reduz, é porque há uma um aumento nas
despesas superior a essa elevação das
receitas, né? Então, nesse caso, a gente
pode eh atribuir o o maior crescimento
de despesas a algumas hipóteses, como
maturação de de investimentos, entregas
de de atividades, ampliação da da
cobertura de atuação do setor público
nesses estados. Mas aí a gente tem, né,
27 estados federados, mas o o Distrito
Federal a gente pode ter eh as situações
bastante diversas, né? E eh a gente não
tem eh porque a gente acompanha a
metodologia de outro jeito, um um
balanceamento mais detalhado das
despesas em cada um desses estados. O
que a gente pode dizer a partir das
nossas estatísticas são que eh as
receitas parecem estar crescendo, mas
certamente as despesas crescem eh
bastante acima disso, né?
É isso.
Ah, perfeito. Bom, a Adriana me informa
aqui que não tem mais nas perguntas na
apresentação de hoje. Eu quero agradecer
a a participação e e as perguntas feitas
não só hoje também, mas nas eh coletivas
anteriores. A gente encerra aqui então
as a série de coletivas estatísticas do
Banco Central pro mês de abril. Espero
ver vocês todos no final do do mês que
vem para atualizar esses mesmos dados
para o mês de maio. Desejo a todos aí
uma boa sexta-feira, um bom fim de
semana. Muito obrigado.
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