3º Encontro de Educação Financeira
Sumário Regulatório
Programação 8h30 - Credenciamento 9h - Mensagem de boas-vindas - Lideranças Anbima, BC e CVM 9h30 - Um futuro que nos permita sonhar Um bate-papo entre Renato Meirelles e Rita Almeida. Dos 10 primeiros sonhos dos adolescentes, 8 estão ligados à carreira ou à estabilidade financeira. Em um contexto de incerteza, o futuro deixa de ser espaço de possibilidade e passa a ser fonte de ansiedade. Este painel propõe uma reflexão sobre como ampliar horizontes, criando condições para que os jovens não apenas busquem segurança, mas voltem a imaginar, desejar e construir futuros possíveis. Participantes: Renato Meirelles (Instituto Locomotiva) e Rita Almeida (Lab Humanidades) 10h15 - Longevidade: viver 100 anos exige um novo modelo de educação financeira Uma provocação sobre como viver mais transforma a relação com o trabalho, o planejamento financeiro, a aposentadoria e a saúde mental. O keynote convida a repensar o papel da educação financeira como um processo contínuo, que acompanha escolhas, transições e desafios ao longo de toda a vida. Palestrante: Pedro Shiozawa (Great People Mental Health) 11h - Premiação Aprender Valor Abertura institucional — Mensagem de boas-vindas Izabela Moreira Correa (Diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BC) Ana Valeria da Silva Dantas (Coordenadora-Geral de Estratégia da Educação Básica do MEC) Luiz Miguel Martins Garcia (Presidente da Undime Nacional) Daniel Lima (Diretor-presidente do FGC) Anúncio dos prêmios Seducs e Undimes / Coordenadores estaduais Professores Escolas de ensino regularEscolas indígenas e quilombolas Municípios Agradecimento — Mensagem final Luís Mansur (chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do BC) Trilhas temáticas 📍 Trilha 1: Condições para decidir (Teatro) 14h15 - Empreender ao longo da vida: educação financeira para criar, adaptar e recomeçar Carlos Eduardo Freitas (Sebrae) + Bia Santos (Barkus) 15h - Agenda Febraban + Sinais vitais da saúde financeira: o que podemos aprender com eles?Amaury Oliva + Uelton Carvalho (Febraban) 16h - Viver mais, decidir melhor: escolhas financeiras para uma aposentadoria tranquila Marina Naime (B3) + Paula Sauer 📍 Trilha 2: Educar para decidir (Auditório) 14h15 - Aprender Valor: conversas que vêm da práticaPriscila Furtado (BC) e professores 15h15 - Como aprendemos ao longo da vida: o que a neurociência ensina sobre longevidade e educação financeiraRenata Saboia 16h - Diálogos para educar ao longo da vidaAna Leoni (Planejar) + Movements 17h - Encerramento: Nath Finanças
Transcrição e Conteúdo
Ah. you the that was my first and last can do just l all I want is for you to come Now in the midle need to surv I need to surv I broken can just that l all I want is for Come back now. And I need I need you to survive to you. I can give you one more chance. You're only living in your damn I by need angel Hold my heart. Do you remember...
you
the
that was my first and last
can do
just
l
all I want is for you to come
Now
in the midle
need to surv
I need to surv
I
broken
can
just
that l
all I want is for
Come back
now.
And I need
I need you to survive
to
you.
I can give you one more chance.
You're only living in your damn
I
by
need angel
Hold my
heart.
Do you remember the things we things we
Forever
forever every
for
Oh,
without the pain and all the
I know that you can make me saing.
know that you will keep me safe
from
you are all I need
the reason
the
my eyes and meent
seen
taken all
Take me baby take me to a m
that's made up
We
I think we geting
through the ways I want to be where
nobody know
take me take me to a of
that Made up made of all the we
in your
happ
my own
but I don't know why
you hit the
but you don't
I look back when
I won be
Don't
me backuse.
I won be there.
I w back when you're
I won be when you
don't
me back.
I don't know why
not
you
contr
your
Mak me
I w look back when you're
I won be when you
don't
me backuse
I won be there
I w backun
I won be trust when you back
me
So al
never this
must be you and
got me thinking about
days
think about the
around up stages future
think about the
around up and on thatuture
up
ins CR
I see you any
you just know
you
let me let me
go
let me let me
You just
go
where
me where
I find
Where
me
Don't
don't for all things you been don't
turny
get
to the place all this
You see the until the
you know
make
your
break
until you
me
Try to hide it in his voices as I just
quiet the place where all this
until the
you know what
your
until you
Wake
your
until you get you never be and you
until you break
Lord
L
All how you with my par
youwe and
that was
feelings
feelings
feeling
me
In my
you made me feel
I don't know
why you got me need you
in my
you made me feel
I don't know
why you got me need youings
my
when you nothing
needying
Take
Sejam bem-vindas e bem-vindos ao
terceiro encontro de educação
financeira. Bom dia para você, essa
plateia incrível que está aqui, o espaço
lotado, maravilhoso no Uníbis Cultural.
E bom dia também para você que está nos
assistindo pelo YouTube. A gente
agradece muito pela presença de vocês e
aqui estão conosco, né, sentados nessa
plateia professores, professores que
fazem um trabalho primordial e essencial
no nosso dia a dia. Aproveito também
para agradecer a Ambima, idealizadora
desse encontro e o apoio do Banco
Central B3. CVM, Febraban,
FGC, Planejar e Sebrai Minas.
Gosta empolgação, a gente vai nessa
energia até o final do dia. É um momento
muito esperado, né? Bem, o meu nome é
Natália Braga, eu sou jornalista, mestre
de cerimônias. Estarei com vocês ao
longo de toda essa jornada. E agora eu
farei a minha autodescrição para quem
nos ouve. Eu sou uma mulher negra. Hoje
eu tô vestindo um vestido marrom com
detalhes transidos, um brinco na cor
dourada e um cabelo, né, meu cabelo
crispo. E assim como eu acabei de fazer
essa autodescrição, convido todas as
pessoas que subirem aqui no nosso palco
hoje a também fazerem isso, promovendo a
acessibilidade do nosso evento. Além
disso, nós temos intérpretes de Libras
ao longo de toda a nossa agenda.
É um prazer estar aqui para poder
conduzir essas conversas sobre dois
assuntos que são essenciais na nossa
sociedade de hoje, a educação financeira
e a longevidade, que tem trazido tantos
desafios, né? Nós estamos vivendo mais e
precisando tomar decisões cada vez mais
complexas, decisões financeiras,
inclusive nós precisamos ter atenção e
responsabilidade com esse novo cenário.
E é isso que nos traz aqui hoje, né,
para promover esse diálogo, pensar
juntos e juntas em iniciativas que
apoiem a nossa população nesse desafio.
Então vamos dar uma olhada rapidinho
aqui pra nossa programação. Será um dia
muito especial. A nossa manhã
começa com o painel Um Futuro que nos
permite sonhar com Renato Meirelles do
Instituto Locomotiva e Rita Almeida do
Lab Humanidades. Depois nós seguimos pro
painel Longevidade e educação financeira
com o Pedro Chilosa temos a esse
momento, com certeza tem o pessoal aqui
com frio na barriga, mas também é
vibrando muito com esse momento de
reconhecimento. Pois é, a nossa manhã
termina com a premiação Aprender Valor
junto aos nossos parceiros do Bassen, do
MEC, UNDMIM e FGC. Agora preciso contar
a vocês sobre como vai funcionar a nossa
programação da tarde. O nosso encontro
se divide em duas trilhas. Então, ó, já
vai pensando em qual trilha você vai
querer assistir no período da tarde. A
escolha é sua.
A primeira trilha, trilha número um,
será feita aqui onde nós estamos, no
teatro e a segunda trilha no auditório.
contornam aqui.
E após toda essa agenda terminou? Claro
que não. A gente ainda tem mais um
momento muito especial, uma palestra com
a Nati Finanças, uma das maiores
influêncers que nós temos no sentido da
educação financeira no nosso país. É um
orgulho muito grande. E aí, estão
preparados e preparadas? Sim.
Vamos lá então. Para abrir o terceiro
encontro de educação financeira, eu
tenho prazer de convidar ao palco o
Marcelo Billy.
Obrigada.
>> Seja bem-vindo.
>> Obrigada.
>> Por favor.
>> Marcelo Billy, superintendente de
sustentabilidade, Inovação e educação da
ANBIMA.
Agora eu quero convidar ao palco a
Isabela Correia.
Isabela Correia é diretora de cidadania
e supervisão de conduta do Banco
Central.
E para completar o nosso painel, eu
convido o Bruno Gomes.
Ele é superintendente da Comissão de
Valores Mobiliários.
Muito obrigada.
Podem se sentar
e por favor
aqui as nossas atividades, eu peço que
antes das suas falas vocês façam a
autodescrição pela nossa acessibilidade.
Muito obrigada. Uma salva de palmas.
>> Eh, bom dia a todos e todas. Então, eu
sou o Marcelo Billy, na ANBIMA eu estou
responsável pelas áreas de educação, que
é a área que tá promovendo este evento
hoje, sustentabilidade e inovação. Eu
sou um homem branco, tenho 1,75 m, tô
usando um terno
azul e um tênis vinho. Eh, tenho cabelos
castanhos, uma barba meio grisalha já e
tô usando um óculos de aro preto. Eh,
então vamos lá, né? Eh, essa é só uma
abertura institucional, né, que separa
vocês do conteúdo legal, então eu vou
tentar ser breve. Eh,
a gente tem programas de educação
naambima há muito tempo já, né? A gente
tem há 20 anos
e teve uma época que, né, como a gente
fala, era tudo mato, né, nesse mundo da
educação financeira e tava todo mundo
tentando achar os caminhos, né, do que
funcionava, do que não funcionava.
várias instituições tinham iniciativas e
cada um fazia sua iniciativa.
E não quero falar de educação aqui na
frente da Ana Domec, porque ela sabe
muito mais que eu. Vou passar vergonha.
Mas um dos grandes problemas de educação
é você fazer ter relevância escalando as
coisas. E essa era uma dificuldade muito
grande pra gente, né? Como é que a gente
escala essas boas experiências, as
coisas que a gente sabe que vão
funcionar. Ah, eh, e há muito custo a
gente aprendeu que a gente tinha que
fazer isso com parceria, tinha que
juntar forças, eh, entender o que tava
funcionando, não repetir, né, as
experiências, apoiar o que tá
funcionando e buscar os gaps aonde a
gente precisava eh concentrar energia,
né? Eh, então, a gente foi construindo,
essa é uma orientação da diretoria do
Bord da BIMA. Por favor, não inventem
nada que já foi inventado, né? A gente
apoia. Ah, e vamos procurar aonde a
gente pode atuar e que tá faltando, né,
que a gente precisa. Uma das nossas
convicções é que a educação financeira
não tem formatura, gente, infelizmente,
né? A gente precisa educar as pessoas,
ajudar em todas as fases da vida,
inclusive agora com o tema de hoje para
longevidade, porque ninguém se preparou
para esse mundo, né, do ponto de vista
das instituições, nem do ponto de vista
das pessoas. Eh, então a gente tem que
ajudar as pessoas em todos os contextos,
em todas as fases da vida. Não tenho, se
eu não recebo diploma, estou educado
financeiramente, pronto, resolveu, né?
Então esse é um grande desafio, por isso
esse evento conta com tantas
instituições apoiando. Então já queria
agradecer de novo Isabela pelo apoio do
Banco Central, Bruno da CVM, Daniel tá
aqui, o FGC, Ana Leone acho que não
chegou ainda, o pessoal da Planejar, o
Amauri daqui a pouco vai estar por aí da
da Febrabana. Então é o próprio Sebai
Minas que sabemos onde estão sentados
pela sua empolgação. Muito obrigada por
estarem aqui.
Ah, e o que a gente tá procurando é mais
parcerias, né? Como é que a gente faz
para multiplicar esses esforços com
menos recursos, né? Porque como sempre,
né, recurso é escasso, a gente tem que
investir da melhor maneira possível, né?
Então, eh, muito, é uma felicidade muito
grande a gente conseguir realizar esse
evento. A gente pensou nele porque a
gente sentia falta desse espaço. A gente
sempre discutia educação financeira nos
eventos da BIMA, que são feitos para
banqueiros, gestores de recursos, né?
Então, não é exatamente o público que
vai discutir educação financeira com a
abordagem eh de quem faz educação
financeira. Então, a gente achou que era
uma boa ideia fazer um evento só sobre o
tema para reunir eh pessoas como vocês,
né, que olham para esse tema. Eh, o
Banco Central teve essa generosidade de
trazer a premiação do prender valor para
cá, que é um momento super legal e que
acho que tem tudo a ver com o que a
gente quer com o programa. Eh, então a
gente fica muito feliz disso estar
acontecendo e estar dando certo. Dito
isso, a equipe de comunicação da BIMA
preparou um negócio para eu falar. Eu
ignorei por completo, né? Eh, queria
agradecer os professores que estão aqui
com a gente, né? Nós entendemos o papel
de vocês e eu tenho aprendido muito com
o pessoal do Aprender Valor, com o
pessoal do Sebrai, eh os desafios que os
professores enfrentam, né? A gente tá
falando de um problema que não é só dos
alunos, né? É um problema de todo mundo
no Brasil, né? A gente, a nossa
pesquisa, a justiça do investidor mostra
que só 1/3 dos brasileiros consegue
poupar, menos de 1/3 consegue investir,
né? Eh, mais de metade das pessoas sofre
de estresse financeiro. Isso vai, à
medida que a renda vai caindo, esse
indicador de estresse, de saúde mental
comprometida, por causa de dinheiro, vai
aumentando. É um problema que todos nós
enfrentamos, inclusive os professores.
Então, é um problema de uma natureza
diferente, né? Como é que a gente ajuda
os jovens, os estudantes, eh, a
enfrentar um desafio que também é nosso,
né? Então, e tirando todos os outros
demais desafios do da educação pública
brasileira, que também são tão tão ou
mais complexos que esse. Então, eh,
agradeço muito vocês, não só por estarem
aqui, mas por esse esforço, né, eh, de
ajudar a gente nessa jornada de educação
financeira em particular, mas de
educação como em geral no Brasil, né?
Eh,
para terminar, eh, esse tema do evento
de hoje e já passar para Isabela, esse
tema de evento de hoje de longevidade é
um tema que a nossa diretoria escolheu
também e eu creio que todas as
instituições que vocês representam estão
olhando para isso, né? Eh, de repensar
um mundo que não foi organizado
eh para os impactos da longevidade, né?
Eh, a longevidade é uma coisa
maravilhosa que a gente conquistou, né?
Não é não é algo ruim, né? A gente viver
mais e melhor não é algo ruim, mas a
gente construiu um mundo inteiro, né? Eu
vi, eu vivo lembrando o pessoal lá da
Ambê, mas a gente tem cursos para os
profissionais, né? a gente tem mais de
meio milhão de profissionais
certificados no Brasil e a gente ensinou
eles no determinado ciclo de vida das
pessoas, que produtos são adequados para
aquele ciclo de vida, fase de
acumulação, fase de desacumulação, como
essas coisas aconteciam no mundo em que
a pessoa nascia, estudava, se formava,
tinha um emprego, se aposentava e tudo o
que a gente pensou na nossa sociedade
atual, inclusive nos produtos
financeiros, é baseado nessa jornada que
não existe mais, né? Então, a gente vai
ter que fazer um esforço muito grande de
repensar inclusive a educação, né? Eh,
mas do ponto de vista do mercado
financeiro, de repensar
as coisas que a gente faz, os serviços
que a gente entrega para as pessoas que
foram idealizados neste mundo que não
existe mais, né? Então, por isso este é
o tema do evento, né? Eh, eu espero que
a gente aprenda muito hoje. Eh, nós
estamos em campo na Ambima agora com uma
pesquisa sobre longevidade e vida
financeira. No segundo semestre a gente
deve divulgar para estimular um pouco
mais esse debate, mas eu espero que a
gente aprenda hoje aqui e essas
reflexões ajudem a gente a repensar um
pouco não apenas educação financeira,
né, mas o mundo que a gente inventou e
que precisa melhorar eh para enfrentar
esses desafios de longevidade, né? Por
isso é o tema. Última coisa, queria
agradecer muito a equipe daima, composta
pela Fernanda Mateus, que tá aqui, todo
mundo começa ouvir Nanda, que pôs esse
vídeo de pé, a todas as patrícias da
equipe que são muitas, eu tenho, não vou
citar, então tem muitas, tiver uma
Patrícia pode falar que é da equipe da
Nanda, gente. Se vocês conhecerem uma
Patrícia aí, Bruno Companhia, estão
todos aqui. Eu queria agradecer muito
vocês por eh não só por pôrem de pé esse
evento, né, mas por topar todas as
maluquícias que a gente inventa lá na
área de educação daima. Muito obrigados
a todos. Espero que seja um dia muito
produtivo. Estaremos aqui depois para
conversar, tomar café, eh refletir sobre
as coisas que a gente tá vindo aqui.
Obrigado mesmo, Isabela. Passo para
você.
>> Obrigada.
>> Obrigada, Billy. eh, inclusive pela
oportunidade de estarmos aqui juntos e
podermos eh realizar também a premiação
hoje do Aprender Valor. Eu sou eh
Isabela, sou diretora de Cidadania,
Supervisão de conduta do Banco Central.
Eh, sou uma mulher branca, eh, de
cabelos escuros na altura do ombro. Eh,
tenho olhos escuros também. tô usando
óculos de óculos de armhos,
um blazer preto, uma saia colorida eh e
um sapato de salto. E quando faço minha
audcrição, eu costumo dizer o meu estado
eh naquele momento também e sempre eh
nesses eventos eh e nas nos eventos de
premiação do do aprender valor, eu tô
sempre, né, com um sorriso no rosto, mas
poderia eh ser eh diferente.
Eh, queria cumprimentar eh em especial
todos e todas aquelas que trabalham com
a educação financeira no dia a dia. eh
em todo o Brasil, né? Em nome daqueles
que acho que estão aqui presentes hoje,
os professores, as professoras,
coordenadoras e coordenadores, os
diretores, das diretoras, agradecer
também todos aqueles que fazem a
educação financeira eh presente e estão
também aí nas instituições públicas, nas
instituições eh privadas, eh organização
da sociedade civil, né? alguns que estão
aí trabalhando também eh na internet com
educação financeira de qualidade, eh eh
sociedade civil e todos os servidores e
servidoras eh que também trabalham no
tema trabal eh aqueles trabalhadores
aqui, representantes também da BIMA.
Então eh usar essa oportunidade para
cumprimentar e também para parabenizar e
agradecer eh pelo trabalho que vocês
realizam.
Você tava mencionando, começando aqui,
né, Bill? você menciona sobre eh
educação financeira e poupar, né? A
educação financeira ela vai além do
poupar, né? Ela inclui poupar, aprender
a poupar, mas ela vai além do poupar.
Ela a educação, o educar financeiramente
tá relacionado também eh a criar
capacidades, né? Eh, de tomar boas
decisões ao longo de toda a vida. eh a
capacidade de reconhecer quais são as
oportunidades que estão eh ali na nossa
frente e também de reconhecer quais são
os nossos direitos e também os nossos
deveres ali no relacionamento com eh as
instituições do do sistema do sistema eh
eh financeiro nacional. E eu acho que
nós, quando nós estamos pensando em
momentos de vida, e aí quando você fala
de longevidade, a gente pensa, né, em
diversos eh eh momentos de vida, é
efetivamente a gente capacitar as
pessoas para que elas estejam preparadas
de eh preparadas para poder entender o
que que é necessidade, do que que é
impulso, o que que é urgência, do que
que é futuro.
eh entender também o que que é e eh eh
planejamento e do que que é improviso,
né? Eh é que as é preparar as pessoas
para que elas tenham capacidades,
realmente estejam ali preparadas para
entender o que que é um produto e um
serviço que faz sentido naquele momento
de vida delas do que que é algum tipo de
propaganda, né, que tá sendo eh
realizada. E e nesse momento também da
vida, nós temos acompanhado, né, as
questões dos golpes, é também conseguir
preparar as pessoas para entender o que
que é uma oferta legítima, do que que é
eh algo ilícito e do que que também é um
golpe, né, nós atuarmos com essas
pessoas para conseguirmos criar essa
essa capacidade.
E eh em um país que e eh que busca
ampliar oportunidades, que busca
promover inclusão, a a educação
financeira ela não é periférica, né? Ela
é central, ela é central para que nós
possamos eh completar e promover eh a
autonomia. Eh, e é nesse sentido também
por isso que o Banco Central tem atuado
em uma série de frentes para promoção e
expansão da cidadania financeira eh da
população brasileira. E o aprender
valor, digamos aí, eh tem sido o nosso
carro chefe, né? Eh, desde 2020, quando
eh o Aprender Valor foi criado, ele tem
se expandido de maneira bastante
significativa.
Eh, nós alcançamos hoje mais de 150.000
1 eh profissionais. Eh, quando você
menciona o desafio dos professores, nós
consideramos o desafio que os
professores eh e as professoras
enfrentam no dia a dia, inclusive de
conseguir adaptar materiais, então, no
desenvolvimento do material que a gente
eh disponibiliza para eles. Eh, são mais
de 30.000 1000 escolas e nós já chegamos
em todos os as unidades da Federação eh
brasileira e agora estamos avançando aí
para trabalhar também com o ensino
médio. Temos trazido e temos tido a
alegria e a oportunidade de ter
parceiros muito fortes nessa jornada.
Inclusive gostaria de aproveitar a
oportunidade para também agradecer ao
MEC, né, que tem trabalhado e tem
colocado o Aprender Valor aí como o o
programa de referência do na do na ponta
do lápis.
e temos também eh expandido e trabalhado
a a a educação financeira eh para para
todos aqueles atores da sociedade que eh
também t responsabilidades em relação a
esse tema. Então, a educação financeira,
ela não é uma obrigação e uma
responsabilidade exclusiva das escolas.
Como você mencionou, a educação
financeira, ela perpassa todas as fases
da vida das pessoas. Então, nós temos
também eh inclusive trabalhado com o
sistema financeiro. O Banco Central
possui uma resolução que é resolução
conjunta oito, que coloca nas
instituições financeiras também a
responsabilidade
eh e a obrigação de trabalhar educação
financeira na jornada, nos
relacionamentos dos consumidores
financeiros junto à instituições
financeiras. nós temos eh trabalhado,
temos identificado eh práticas que têm
sido adotadas pelo mercado, temos
dialogado para expandir e fortalecer
essas práticas e também eu acho que vale
mencionar que temos também eh trabalhado
com pílulas de educação financeira e de
letramento financeiro no dia a dia das
pessoas. Então, veja que a Amanda na
minha frente, recentemente estávamos
conversando sobre as áreas de
comunicação e como as áreas de
comunicação têm avançado eh esse
letramento no âmbito do Banco Central.
Eh, nós atuamos com uma com a educação
financeira por meio das nossas redes,
também por meio do nosso site. Então,
quando a gente fala aqui de momentos de
vida, nós recentemente eh renovamos e
atualizamos o nosso eh o nosso portal de
cidadania financeira e hoje nós
apresentamos ali orientações eh pílulas
de educação financeira, de letramento
financeiro para eh as pessoas a partir
do momento de vida que elas estão eh
vivendo. tem ali uma série dessas e essa
é uma prática que nós temos visto eh
sendo adotada no mundo inteiro e nós
então passamos a a incorporar também e
também temos feito eh temos usado muito
as nossas redes, eh o nosso próprio
site, os parceiros para poder falar eh
de educação financeira, dar esse
letramento eh sobre eh educação
financeira. Muitas vezes fazemos isso de
forma séria, né? Então, a gente fala que
a gente atua numa uma comunicação em
camadas, né? Parte da nossa comunicação
ela é para ela é pro especialista, então
ela usa uma linguagem de especialista.
Parte da nossa comunicação, ela é para
uma população geral. Eh, e aí a gente
usa linguagens diversas, inclusive o
humor, né? E o humor não é usado
simplesmente porque a gente gosta do
humor. Eu até gosto pessoalmente, mas
não é só, né? não é só gostarmos do
humor. O humor também é uma linguagem eh
que diversos estudos vão falar que ela é
inclusiva, ela conversa com um público
bastante amplo, né? Então, eh, bem na
linha do que você menciona, a educação
financeira, ela é um tema que tá
presente da perspectiva na educação, ela
tem que tá presente na educação formal,
ela tem que tá presente no nosso no
nosso no nosso relacionamento como
sistema financeiro de forma recorrente.
Tem que tá presente quando nós
precisamos de algum de ter obter alguma
orientação em decorrente de em
decorrência de um momento de vida. E tem
que tá ali também à medida então que eh
o sistema vai evoluindo e que eventuais
ameaças, como a mencionei dos golpes,
vão se colocando pra gente também tá
preparado para poder fazer frente a ela.
Então educação financeira é também sobre
nós sabermos então quais são os nossos
direitos, é conseguirmos identificar
ofertas legítimas, é conseguirmos
identificar aquelas ofertas que fazem
sentido pra gente, pra nossa própria
realidade, né? e envolver também o
próprio sistema financeiro eh na oferta
de educação financeira e na consideração
de aspectos de educação financeira ali
no relacionamento com eh os consumidores
financeiros. Então, eu gostaria de mais
uma vez agradecer eh bastante, muito
mesmo, aos nossos diversos parceiros.
Eh, agradecer a Umbima por nos ter aqui
nesse evento e viabilizar também,
trazermos todos vocês aqui para paraa
premiação do Aprender Valor e mais uma
vez agradecer a todas as equipes em nome
da minha equipe, em nome da equipe do
Banco Central que faz a educação
financeira eh uma realidade é em todo em
todo o Brasil. Obrigada e desejo a todos
vocês um excelente evento.
>> Bom, bom dia. Eh, primeiro agradecer
aqui a Ambima, o Billy, a Isabela por
esse pelas falas, aos todos os parceiros
aqui na organização desse evento. Meu
nome é Bruno, eu sou superintendente da
CVM, de uma área de supervisão.
É, eu fazer minha autodescrição aqui. Eu
eu tenho cabelos curtos, imagino que
esteja bem grisalho, com as luzes aqui
batendo eh no meu rosto. Terno cinza
escuro, camisa social branca. Tô com
suéter preto por baixo, porque eu sou
carioca, mas eu moro em São Paulo, mas
eu sinto frio em São Paulo. Então não
tem jeito. Sapato preto, meias pretas.
Eh, bom, e tô aqui para representar a
CVM, né, nesse, nessa abertura
institucional, o José Alexandre Vasco,
que é o superintendente da área de
educação financeira da CVM, ele tinha
uma, acabou tendo um imprevisto, não
poôde comparecer, mas a gente tem aqui a
Nara, que é a gerente de educação
financeira, tá ali no cantinho, vai
ficar aqui ao longo do evento.
E
o que que eu anotei? Eu já eu já faço
algumas e eh parcerias com a área de
educação financeira lá já há muitos
anos, com a área do Vasco. A minha área
de supervisão na CVM envolve, o Daniel
tá aqui do FGC, sabe bem, envolve FIDIC,
securitização,
eh, e agronegócio também. E a gente até
participa de iniciativas educacionais
pro agro, eu vou comentar um pouquinho
de educação financeira, mas eu acho que
o que eu queria passar aqui primeiro é
que esse tema a Isabela comentou muito
bem, ele ele permeia toda a vida, né, da
pessoa. Eh, o foco é longevidade, mas se
a gente pensa na educação de base desde
o início, né, a entender a a matemática
financeira, a educação financeira,
entender a diferença de mercados, o que
que é o mercado bancário, o que que é o
mercado de capitais, se essa cultura ela
vem enraizada na origem, fica muito mais
fácil para quem vai se planejar
financeiramente depois, eh, pra
poupança, pro consumo, pra previdência,
entender essas as relações, entender
essas dinâmicas, né? Qualquer decisão de
consumo é uma decisão financeira de
alugar ou comprar um imóvel ou um
veículo
ou qualquer bem. Eh, então isso eh a
gente de fato, o Billy comentou muito
bem, né? existe uma carência grande de
eh da educação financeira, desse pacote
educação financeira como um todo. Não
existe diploma para isso. E obviamente
existe essa carência também na em
transmitir, né, via professores, essa
educação financeira paraa população.
Exatamente porque a gente tem essa
carência já de longa data desde o
início. Então nós somos poucos. Bima é
pequeno, Banco Central é pequeno, CVM,
todos os parceiros aqui, B3, FGC,
Febraban, Planejar e Sebrai. Eh, mas a
gente se junta, se junta e e ficamos
muitos, né? Somos muitos, mas é um
trabalho de formiguinha, é um trabalho
que a gente precisa eh colocar um
grãozinho todo dia para lá na frente,
daqui a alguns anos, a gente ver a
montanha construída. E o apoio do SEBRAI
é muito importante. O SEBRAI tem essa
capilaridade, né, no país. Então é uma é
um foco de educação financeira, eh, que
a gente pode aproveitar bastante.
E essa e a a educação financeira, desde
a base até o final, até a aposentadoria,
ela envolve também o empreendedorismo,
porque o empreendedor ele precisa
conhecer muito bem a educação
financeira, ele precisa ter ter tido uma
noção de educação financeira muito boa
na base para poder empreender. O
qualquer profissional
ele precisa ter a educação financeira de
base. Eu cito um exemplo da minha área,
né? Sabe? E se um empreendedor ele ele
tem ali o negócio dele, ele precisa de
um crédito, se ele não conhece a
educação financeira, ele não vai
conseguir tomar a melhor decisão. Ele
precisa, ele se ele tem um um desconto
de duplicatas para fazer, ele ele tem
que entender que ele consegue no banco
fazer o desconto de duplicatas, que ele
consegue também ir no mercado de
capitais fazer a mesma operação com uma
securitizadora, com o FIDIC. Só que se
ele não entende como que essas eh eh
esses mercados se relacionam, ele não
vai tomar melhor decisão pra vida dele.
Então, eu acho que a educação financeira
passa primeiro por entender como que
esses mercados são organizados, o que
que é o mercado de capitais, o que que é
o mercado previdenciário, o que que é o
mercado eh bancário,
quais são os riscos, quais são os
benefícios de cada mercado, quando que
eu vou alocar os meus recursos nesses
mercados para aposentar, para
empreender, para consumir, para tomar um
crédito? Em que momento da minha vida eu
vou fazer isso? Um exemplo, eh, na minha
área específica que a gente cuida dos
produtos do agronegócio também, a gente
tem iniciativas e parcerias educacionais
porque em determinado momento a CVM
percebeu que grandes produtores do
agronegócio, por exemplo, que no Brasil
são organizados sob a forma de pessoa
física, eles não tinham o conhecimento
necessário para eh participar e acessar
o mercado de capitais. Então é uma
frente também de educação financeira
você mostrar como que acessa, quais são
os instrumentos disponíveis,
quais são os riscos, benefícios para que
eles possam tomar a melhor decisão. E a
gente depende de profissionais,
profissionais de investimento, eh, dos
bancos, das corretoras, das
distribuidoras. A B3 tá aqui, é uma
parceira de longa data da BIMA. Se há 15
dias atrás, a Nara tá aqui. A gente foi,
eu participei também de uma iniciativa
educacional, nós estivemos em Foz do
Iguaçu, num congresso dos corretores de
imóveis do COFES, que é o Conselho
Federal dos Corretores de Imóveis, numa
parceria educacional, porque o corretor
de imóvel também pode ser um grande eh
veículo de divulgação
e de educação financeira quando eles
próprios tiverem essa educação
financeira, porque a decisão de comprar
o imóvel é uma decisão financeira
também, né, entre comprar e alugar um
imóvel. Então eles podem ter esse papel
de espalhar. E eu acho que o recado que
eu queria passar é esse, todo
profissional em toda a área consegue ter
eh eh consegue passar o recado da
educação financeira paraa frente se ele
também tiver essa educação. Então eu
acho que esse é o nosso trabalho. Esse
evento é importantíssimo. A gente tem
que ter trabalhos com secretarias de
educação municipal, estadual. O
Ministério da Educação também é um
parceiro grande. Eh, as escolas, os
professores, as instituições de mercado,
a gente tem que tá sempre agregando
essas instituições em prol da educação
financeira, que é o que vai mudar o país
em definitiva. Assim, eu não tenho a
menor dúvida.
Eu comparo também muito esse ecossistema
com ecossistema do cooperativismo, né?
Tava até comentando com Billy no início,
a no agro a gente vê um papel muito
grande da cooperativa agrícola de
produtores fazendo esse meio de campo
entre o financiamento e os pequenos
produtores. A gente pode também tentar
replicar o modelo do cooperativismo
aqui na área de educação. Eu tenho
certeza que vai ser muito sucesso, assim
como o modelo cooperativista é sucesso
em várias áreas da economia no país, né?
A gente tem também a organização das
cooperativas do Brasil, que a gente tem
uma parceria e é, eu acho legal trazer
eles para esse modelo também de educação
financeira. Enfim, tá, o recado tá dado,
né? Acho que bom evento para todos. Acho
que agora começa aí a parte mais
interessante, como o Billy falou, né?
Obrigado, pessoal.
>> Muito obrigada.
Muito obrigada, Isabela.
Bruno,
>> o momento mais interessante já começou,
tá? Muito obrigada, porque a gente acaba
de ouvir um pouco mais sobre o contexto,
os desafios e desde já as soluções que
têm sido trazidas dentro da educação
financeira e da longevidade. Então vamos
falar um pouco agora sobre juventudes,
sobre sonhar. O próximo painel é um
futuro que nos permita sonhar. Hoje em
dia, muitos jovens já associam os seus
sonhos, os seus objetivos à estabilidade
financeira. Isso diz muito sobre o mundo
no qual nós estamos vivendo, mas como é
que a gente faz para criar condições
para que esse futuro volte a ser um
espaço de possibilidade e não mais
apenas um sonho, né? Para ajudar a gente
a responder essas questões, eu convido
ao palco a Rita Almeida.
Rita Almeida do Lab Humanidades. Seja
muito bem-vinda.
>> Bom dia.
>> Bom dia.
E para completar o nosso painel, convido
também o Renato Meirelles do Instituto
Locomotiva.
>> Olá.
No meio é o espaço para adolescente.
Ritinha.
>> E bem, nossos convidados já receberam
uma salva de palmas e agora eu só
relembro a importância da autodescrição.
Sejam muito bem-vindos.
>> Começo. Bom dia, pessoal. Um prazer tá
aqui. Muito obrigada por pelos
organizadores aqui do evento. É um
enorme prazer táar aqui. A gente
combinou de ficar em pé,
então vou levantar. Eh, o meu nome é
Rita Almeida. Eu lidero LB Humanidades,
que é um LB de estudos de comportamento
da agência BBDO.
Eu sou publicitária, especialista em
estudos de comportamento
e sou uma mulher branca de 66 anos. Tô
sou baixinha até 1,60 m.
Eh, tô toda de preto com blazer cinza,
bota preta, eu uso óculos e sou ruiva e
tô agora. Renato se apresenta.
>> Tudo bem, pessoal? Bom dia.
>> Bom dia.
>> Bom, meu nome é Renato. Eu tenho 1,7, 48
anos de idade. Eu sei que parece menos.
>> Eu sou um homem branco. Eh, tô vestindo
um sapato, uma calça listrada.
Um uma camiseta, uma, como é que chama
isso?
>> Obrigado. Uma malha azul, ou seja, eu
sou o retrato sóciodemográfico
do que é o privilégio no Brasil.
Manda bala, Ritinha.
>> Então, e eu e o Renato a gente tá junto
aqui porque a gente tem um filho juntos.
A gente fez um estudo de comportamento
com adolescentes
e era um grande sonho da gente trabalhar
junto. Então a gente tá feliz de estar
nesse palco juntos. Desde o momento que
a gente pensou em fazer o trabalho, a
gente combinou: "Ah, estamos felizes que
nem dois adolescentes".
Depois a gente foi ver que a realidade
do adolescente não era tão feliz quanto
a gente estava imaginando. E eu acho que
tem uma coisa muito legal também que é
porque eu sou especialista em estudo de
comportamento, já realizei em 23, 24 um
estudo sobre a longevidade que chama a
revolução da longevidade, que é muito o
assunto de vocês aqui. Então nós temos
as duas pontas, o adolescente e a o mais
maduro. a partir de 50 anos e a gente
estudou esses aspectos de vida,
comportamento.
>> Só para lembrar, eu ten 48, tá? Você
>> é tá começando, né? E vamos lá, então.
Deixa eu, o que que a gente combinou
aqui, eu e o Renato, a gente vai passar
algumas partes do estudo, que é um
estudo super grande, estruturado,
complexo e tal. Eh, mas a gente pegou as
principais questões que pudesse inspirar
vocês nesse dia aqui, tá bom? Então,
vamos começar respondendo uma pergunta
que muita gente fez pra gente, que era:
"Mas afinal, o que que o adolescente tem
de diferente do que era a minha vida
para hoje?", né? E a gente ficou muito
com essa pergunta e eu acho que quem
melhor vai responder isso é a Marilena
Xui, que tem aí acho que 83 anos e sabe
falar disso como ninguém. você tem uma
persona, uma uma subjetividade nova que
é narcisista, depressiva, que depende
desesperadamente do olhar alheio e por
isso ela depende do influencer, do
coach. Quando ela não tem esses olhares
externos de garantia para si própria,
ela entra em depressão. E eu não sei se
você sabe, há estudos do aumento
gigantesco da taxa de suicídio entre os
jovens no mundo inteiro. Não houve uma
mudança tecnológica, houve uma mutação
de civilizacional. É, é um, é um outro
mundo, é uma outra coisa. O mundo
virtual é outra coisa.
Então é muito isso, né? O adolescente em
si, ele continua com as mesmas questões,
ele tá preocupado com o futuro, ele tá
tentando se planejar, descobrir o que
que ele vai ser, muita angústia,
formando a sua identidade, porém num
mundo completamente diferente e muito
mais complexo do que as a adolescência
acontecia há 30 anos, né, com maior
exposição e tudo isso. E aqui a Letícia
que é uma adolescente, conta pra gente
qual é o impacto disso.
>> Acho que um erro inocente, né, dos
adultos é às vezes não tentar ou não
conseguir ter a visão, ter a ideia dos
adolescentes. Os adultos tiveram uma
adolescência num tempo muito diferente,
da nosso é muito diferente sentimentos,
recursos que às vezes eles não conseguem
buscar essa ideia, nossa, a nossa visão
sobre o mundo, nossos propósitos, essas
coisas ou até mesmo nossas intenções.
Rita, sabe o que eu tava lembrando
ouvindo ouvindo a Letícia? Quem tem mais
de 45 levanta a mão, por favor.
Bom, aqueles que tm mais de 45, os que
disseram a verdade, né,
eles vão, eu lembro quando eu saí com os
meus pais
e a gente ia viajar, você abrir aquele
mapa gigantesco, não sei se vocês
lembram disso, tinha uma época, tinha
uns livros até que você tinha que
encaixar uma página na outra para tentar
entender.
Eh, talvez a gente tenha sido a última
geração
que conheceu a vida antes de conhecer o
algoritmo.
que o algoritmo veio para nos auxiliar,
o ex veio para nos auxiliar, mas a gente
sabe ler placa,
a gente foi obrigado para conseguir
viver, para conseguir descobrir a ler
placa. E talvez essa geração de
adolescentes tenha sido a primeira
geração em que o algoritmo veio antes da
vida.
E essa mudança de ter saído de uma
realidade em que você aprendeu a viver
e teve os algoritmos para nos ajudar.
para pros algoritmos forjar o que é a
realidade dessas pessoas, como se fosse
um grande paisagista
do que é a realidade, editando o que as
pessoas vêm ou deixam de ver.
é fundamental para entender o que é
adolescência hoje. Essa essa esse mundo
novo que a Letícia fala, que a gente não
consegue enxergar, é um mundo que tem
uma realidade forjada
pelos algoritmos e eles não tiveram a
oportunidade,
como as pessoas mais velhas e as que
disseram a verdade, né? eh eh de
conhecer a vida e isso muda tudo para
eles.
>> Perfeito. Mas nós mais velhos estamos em
adaptação,
>> né? minha terapeuta que fala isso,
estamos em adaptação e eles não, mas
eles também estão de certa forma porque
tem a inteligência artificial que foi um
outro pulo e que todo mundo está em
adaptação nesse sentido. E é bem isso
que o Renato estava falando. Os
algoritmos, da maneira como ele tá
dizendo, passaram a ser um agente de
educação
dos adolescentes. Então, como é que nós
aqui que trabalhamos com educação,
educação financeira, podemos usar os
algoritmos
a nosso favor, né? E é interessante
porque 57% dos adolescentes contam pra
gente: "Já me senti mais compreendido
por um influenciador do que por pessoas
próximas". Então é isso, né? o algoritmo
vai eh ali gerenciar as relações dele,
os aprendizados dele e os hábitos dele.
A próxima coisa é com esta mudança, né,
isso todos os especialistas concordam,
que é com essa vida super digital de
alta exposição e etc, a depressão e
ansiedade dos adolescentes aumentou
enormemente.
Esse número é de 22%,
2200%
em atendimentos no SUS de crianças e
adolescentes. E tem essa turma aqui, 15
a 19 anos, que pela primeira vez passou
a ansiedade dos adultos.
Então, veja bem, né? A gente acha que
eles estão super acostumados com a vida
digital, mas isso não impede que eles
tenham tamanha ansiedade. Então, os
adolescentes sentem-se vítimas da
sociedade do desempenho. É o que que
você vai fazer, que que você vai ser,
que que você já tá fazendo, que que
quer, que que quer, que que quer. E
enquanto os pais fantasiam que eles não
querem nada com nada, eles têm uma vida
de alta angústia.
e preocupação com o futuro que eles não
conseguem enxergar. É um futuro muito
incerto. Imagina que você está eh
planejando a tua vida e você não
consegue ver o horizonte.
>> Sabe que sabe eh mina, desculpa, não que
eh esse ano locomotivo, Instituto
Locomotiva faz 10 anos. Eu tenho 25 anos
de carreira e a gente foi acompanhando
não só as mudanças tecnológicas, as
mudanças do do eh do comportamento
humano, mas também o tipo de pressão que
a gente tem. Pessoal, a gente passa pelo
menos 15 anos discutindo quanto que a
sociedade do desempenho causa bernute
nas empresas. Não faço,
isso é preocupação do do setor de RH há
décadas. Não é uma novidade.
O que que é a pressão? O que que são as
metas? Agora imagine a gente chegando
numa empresa
com 17, 18 anos
chegando nessa empresa como estagiário.
Aí o pessoal coloca as nossas metas
em público,
a meta, sua meta individual.
O cara coloca num telão e você passa a
ser cobrado nesse telão se você tá
acompanhando essa meta a todo momento.
Bem-vindo às redes sociais.
É disso que nós estamos falando, de um
modelo de uma de uma de um modelo de
cobrança
que talvez poucos senhores teriam
condições de de eh de lidar
sem ter um impacto na sua saúde mental.
Uma cobrança exesscida por like, uma
cobrança excessiva por se você tá tá tá
magro, não tá magro, uma busca pelo
filtro que que te impede
muitas vezes de ser você mesmo.
>> Oi, fala, fala.
>> E sempre vai ter alguém melhor que você.
Então tem uma verbalização do nosso
estudo que é: "Eu vou lá, me mato,
treino n na ligao o meu computador, tem
lá o cara que mais novo que eu, mais
malhado que eu, maior do que eu." Então
isso gera um desânimo, né? E assim,
quando a gente pensa no radical disso, a
gente tem esse dado, ops, ai, eita. Esse
dado que, gente, é muito, muito triste.
É triste de falar, é triste de ouvir e
eu tenho muita responsabilidade quando
colocamos nós dois, quando colocamos
esse dado aqui, porque a gente verificou
que outros estudos Brasil e fora do
Brasil retratam cenários como esse,
aonde no nosso estudo 40% dos
adolescentes declararam já ter pensado
em tirar a própria vida.
e 37% deles já tentaram se machucar
propositalmente. Então esse é o grau da
angústia do que a gente tá falando aqui.
Quer falar mais ou
>> não, acho que esse dado,
Billy, desculpa, [ __ ] esse dado, né?
Por que que é importante isso?
Porque boa parte das pessoas da minha
geração
tende a culpabilizar o jovem,
tende a culpabilizar e e e simplesmente
jogar. Cara,
esse modelo de pressão, essa forma de de
lidar com esses jovens tá causando esse
tipo
de ação.
>> E eles estão convocando a gente,
sociedade adulta, para ajudá-los. Vocês
vão ver isso aqui. Eh, além disso,
quando eles crescem, viram geração Z,
existe um enorme preconceito ao
profissional da geração Z. Eu tenho um
talk amiga em comum que é do meu time,
que é a Anne, aonde ela fala como uma
pessoa de 24 e eu como uma pessoa de 66.
E como é essas duas gerações trabalharem
juntas? Mas ambas sofrem preconceito. A
geração Z tem um enorme preconceito da
nossa parte. a gente vai achar
preguiçoso, não tá nem aí, etc. Até o
momento que a gente vai ver que ele é
sim preocupado, que ele quer sim
crescer, mas do jeito dele funciona.
>> Rita, só só você passar, eu eu fiz um
curso no, no, no curso no sobre geração
Z e é um curso em que ensina a geração Z
como é o mercado de trabalho e o mercado
de trabalho como lidar com a geração Z.
Por que que isso é importante? Porque a
geração Z será em 5 anos a maioria, a
geração que ocupa a maior parte dos
mercado de trabalho. A gente pode querer
ou não querer, é isso que vai acontecer.
Então, eh eh a lógica de como lidar com
eles é eh é o que nos obriga a pensar. E
pessoal, eu sempre historicamente sou
muito crítico à geração Z, tá? Eh, só
que a gente colocou a geração Z e a Ari,
que tá aqui, que é do meu time, gerente.
Cadê a Ari? Ari, oi. Ela fez o curso.
Eh, eu sou o cara que fala bonitinho,
tá? Ari foi a pessoa que
que concebeu o curso junto com a nossa
equipe de que que faz parte da geração Z
e que o que a gente mostrava para essas
eh eh para essas empresas
é que como é que você vai falar um para
um cara que defende o meio ambiente
que ele não sabe o que ele tá dizendo.
Um cara que defende a saúde mental, que
o setor de recursos humanos
historicamente defende, que ele não é um
cara comprometido.
Talvez o errado não seja exatamente a
geração Z com relação a isso, mas manda
bala.
>> Exato. A gente tá querendo puxar a
geração Z para quando a gente era a
geração Z.
E aqui entra um outro aspecto muito
importante desse estudo, que é o fato de
que esses adolescentes não se sentem
ouvidos pela sociedade adulta, não se
sentem validados. E como é esse
processo, os pais, né, começa tudo em
casa, os pais vão ouvir seus filhos já
com os nossos conceitos do que seja a
adolescência, né? E a gente sabe que a
adolescência tem uma coisa culturalmente
de todo mundo falar: "Po ficou
adolescente agora é isso, trancar no
armário, esperar passar".
A questão é que quando a gente fala, né,
com os filósofos e os psicólogos, a
gente vai ver que a adolescência é um
momento em que a cabeça tá muito ativa e
dá uma explosão de conhecimento.
Na medida em que a gente quer esperar
que passe, a gente perde todo esse
florescimento
de pensamento dos adolescentes em que
vão tentar, vão conseguir ou não vão
conseguir. E hoje eles têm inclusive
muito medo de errar, o que é o pior que
pode acontecer quando você é muito
jovem, né? Então, nós temos aqui duas
adolescentes que vão falar de um jeito
muito sensível como elas se sentem em
relação a essa questão de ser ouvido ou
não.
>> Coisa que eles jogam muito na nossa
cara. Ai, tu nunca me conta nada que
acontece, tu nunca me fala nada que tu
tá sentindo. Mas é que quando a gente
conta ou isso vira briga ou eles
invalidam.
>> Triste. Assim, eu prefiro não contar. Eu
gosto de guardar as coisas para mim. Eu
prefiro guardar para mim, porque se eu
contar, eu acho que o meu sentimento se
vão triste, eu acho que vai acabar sendo
besteira.
Sabe o que que parece?
Vocês já tentaram ligar para para uma
para uma para um saque, para uma central
de atendimento ao cliente? Eu não vou
nem falar. Vocês já tentaram ligar pro
saque da empresa de vocês, porque eu sou
legal, tá?
É só vocês já tentaram ligar para um
saque. Você liga uma vez, o sujeito vira
e fala:
"O seu contato é muito importante para
nós. Aguarde mais alguns minutos que
tudo vai dar b certo." Aí você espera
mais alguns minutos, vem mais uma vez a
mensagem: "O seu contato é muito
importante para nós. Aperte dois, aperte
três e você aperta a porcaria do número
e cai a ligação.
É mais ou menos como o adolescente se
sente tentando falar com os pais.
Esse adolescente quer ser ouvido,
mas não se sente ouvido. Só que depois
da terceira, da quarta, da quinta vez
que ele tenta ligar, ele desiste.
Ele fala que não vale mais a pena.
Do mesmo jeito que algumas vezes nós
desistimos ou ou de cancelar um
determinado produto,
nós cancelamos a empresa, ele tá
cancelando os pais, mas não é porque ele
não quer ser ouvido. Então a discussão
e nós vamos ver que os pais acham que
tão que que ouvem os filhos e os filhos
não acham que olham os pais. A discussão
que a gente tá tendo é, nós estamos
prontos para ouvir esses adolescentes
ou eu podia falar de outro jeito, Rita,
quem é o adulto da sala?
É o adolescente que tem que ouvir o pai
ou o pai que tem que ter a maturidade o
suficiente
para ouvir os filhos? Nós somos os
adultos da sala e temos que ter a
responsabilidade dos adultos da sala. E
quando a gente fala de educação
financeira, é a responsabilidade dos
adultos da sala.
Só que talvez não seja com a mesma régua
e com o mesmo vocabulário que nós
aprendemos.
Esse exercício de humildade, de se
colocar no lugar do dos adolescentes,
dos nossos funcionários, dos nossos
filhos,
é um exercício de humildade que nós
temos que ter quando atendemos o
cliente.
A gente é muito bom para falar: "Olha, a
gente tem que vestir, tem que calçar o
sapato do cliente".
Nós temos que calçar o sapato dos
adolescentes. Então, eh, essa discussão
sobre quem é o adulto da sala novamente
aparece na pesquisa
>> total.
>> É, é difícil falar isso, né? E é
interessante também eh o fato de que
existe muito amor dentro de casa hoje.
Então isso não é falta de amor. Os
adolescentes são super agradecidos aos
pais, muito mais do que na minha época,
por exemplo. Aliás, na minha época é uma
coisa que eles não querem ouvir, mas não
querem ouvir que eles falam: "Filha, não
vai comparar, é outra época, nãoé?"
Então o o que eu tenho para dizer é
isso, né?
>> Tá, desculpa, é que
>> que o amor é enorme, o agradecimento,
eles querem crescer para levar os pais
viajarem e para dar descanso pros pais.
Da mesma forma que eles têm muito medo,
quase 50% tem medo do pai perder o
emprego com a inteligência artificial.
Então é o tempo todo incerteza e
insegurança. Fala,
>> não é? É só um detalhe que a gente
acabou passando no corte aqui da
pesquisa, mas é um detalhe que é óbvio,
mas que a gente esquece. 53% dos
adolescentes são da classe C.
A gente acha que o adolescente é o nosso
cara lá que tá no que tá no tá no
no ensino médio de uma escola particular
que teve universo parecido como da
maioria das pessoas aqui tiveram. 53%
dos adolescentes estão na classe C.
O sonho desses adolescentes, muitas
vezes, o sonho não, a responsa que eles
chamam é: "Eu vou ter que dar conta do
meu pai e da minha mãe quando eu ficar
mais velho.
Não é meu pai vai pagar minha faculdade,
eu vou entrar e vou fazer turismo,
depois eu vou enjoar, vou fazer nutrição
e acabo fazendo administração,
que é o cara da classe A.
Então, entender que é uma realidade de
que eles sabem o esforço que os pais têm
na construção da vida, em dar os
alicerces da vida dele, é um detalhe
fundamental. A gente não colocou a
divisão aqui, mas eu acho que cada vez
que a gente for falar,
nós temos que entender quem é esse
adolescente
e não entender como se esse cara fosse
menos qualificado. Porque eu também
cansei de ver trabalho, são 25 anos de
carreira, né? A gente já rodou dois
livros sobre favela. construir minha
carreira sobre classe CID. Mas a gente
sempre acha que esse cara menos
escolarizado e mais pobre, ele é um cara
que não tem educação financeira,
mas são pessoas que sa que sustentam uma
família de quatro, cinco pessoas
recebendo um salário mínimo e meio,
sabendo o preço do leite no centavo, o
preço da carne no centavo.
condições que acho que muito
dificilmente
algum gerente de banco
sabe o que é isso. Então é é só pra
gente classificar de quem que nós
estamos falando aqui, tá? Que é o cara
da classe C e a gente acabou não falando
no início, por isso que eu voltei. Mas
manda bala.
>> Perfeito. Agora, quem tem adolescente em
casa aqui, eu acho importante ressaltar,
né? Quem quem que tem adolescente perto?
>> No caso, eu sou adolescente em casa.
Ótimo. Gente, queria deixar bem claro
que não é falta de amor, é falta de
escuta.
A gente não escuta, pode fazer uma
análise, a gente vai escutar com os
nossos conceitos sobre adolescência. É,
então esse é o pedido, escuta. E o outro
pedido,
>> gostaria de ser visto com o potencial
que
>> Ops. E o outro pedido que para mim, né,
é uma verbalização
mais importante do estudo, é que o que o
C vai falar pra gente.
>> Eu gostaria de ser visto com o potencial
que nem eu vejo em mim mesmo, porque
muitas pessoas conseguem ver o potencial
muito maior do que a gente consegue ver
em nós mesmos. Gostaria que as pessoas
vissem, encorajassem a gente a chegar
nesse potencial, a usar tudo que a gente
tem para conquistar tudo que a gente
quer. Entendeu? O pedido que é em vez de
que que você vai ser, que que você vai
fazer, que que você vai fazer, que que
você vai fazer, é ajudar a construir
esse sonho. Me mostra, eu não tô
conseguindo ver, eu tô com muita
ansiedade em relação a esse
desconhecido, né? Então, esse é o
pedido. Eu acho incrível. Porém, para
esse pedido acontecer, eh, a gente tem
que acreditar neles, validá-los e
confiar neles. E isso não vem
acontecendo. Porque quando a gente
pergunta pra população: "Qual é o mundo
que você acha que esse adolescente vai
criar?"
É um mundo positivo mais ou menos ou
negativo? positivo. Apenas 21%
da população adulta acha que o mundo que
essa galera vai criar vai ser um mundo
positivo.
Isso quando vai pros pais aumenta, mas
ainda assim fica 35%.
Pô, você não confia no seu trabalho,
você tá junto ali formando aquele
adolescente, se você não confiar, como é
que vai ser?
>> Não, eu tenho uma notícia, tá? Esse
mundo vai existir a gente confiando ou
não. Não sei se vocês sabem.
Esse mundo aí que a gente confia que vai
estar na mão dos adolescentes ou não,
ele vai ocorrer.
A não ser que todos os adolescentes
morram.
Serão eles os responsáveis
pela pelo mundo que tá sendo construído
agora. A questão é se nós vamos nos
exentar da responsabilidade de educar,
de apoiar.
Mas a territar
é de apoiar, de dar sustentação, de
orientar essas pessoas ou não. Porque se
a gente não fizer isso,
nós seremos corresponsáveis pelo mundo
que tá sendo criado. E aí não vai
adiantar
aqui, porque a briga geracional não
começou agora, tá? Os baby boomers
falavam isso da geração X. A geração X
criticou muito a a os millênios.
Os milênios falam da geração Z. A
geração Z vai falar dos Alfas.
Só que eu queria lembrar
que esse cara daqui,
ele nasceu na crise de 2008.
Esse cara daqui passou a adolescência
dele na pandemia.
Ele nasceu e começou a crescer numa
crise econômica.
Passou a adolescência dele na pandemia.
Passou por um impeachman,
passou por uma lavada numa Copa do
Mundo. Um pouco
e vamos ser mais por essa parte, vamos
ser um pouco mais compreensível
com esse sujeito que na hora em que ele
ia fazer as amizades, ele tava confinado
na pandemia.
É essa, é esse o sujeito que nós estamos
conversando aqui. É esse o sujeito que,
que, que nós estamos avançando. E que
pena que são 21%, porque esse mundo vai
existir a gente querendo ou não. Nós
vamos viver a velice,
a longevidade. Quando se fala de
longevidade, se fala no mundo que nós
estamos criando aqui. E a longevidade
vai se dar por esse público, querendo ou
não querendo.
>> Exato. Não é melhor a gente acreditar
porque ele já está acontecendo, embora
com muito medo, né? Mas ele já está
acontecendo.
Agora vamos falar um pouquinho sobre uma
coisa que nos importa muito aqui nessa
sala, que é o papel da escola na vida
dele. Realmente depois da da família, a
escola é a próxima instituição que tá aí
na educação deles e nunca esteve mais
presente na educação, porque hoje os
professores têm um papel fundamental
frente a essa depressão que eles estão
passando, a esse monte de incerteza.
Então, o professor, em muitos casos, né,
em 30% dos casos, os adolescentes falam
que se sentem mais compreendidos pelos
professores do que pelos pais. E eu
perguntei para um, tipo, mas por que
isso, né? E ele me disse, ah, tem mais
convivência, né? Ele conhece.
Isso me
sabe,
eh, mas eles têm sido muito importantes,
embora a gente falou com muitos
professores nesse processo, embora para
ele tá muito pesado, porque ele fala,
para eu chegar na disciplina eu tenho
que passar por isso, senão não chega. O
aluno não tá inteiro lá se ele não falar
o que tá acontecendo com ele na casa
dele e isso e aquilo, né? Então, eh, o
que eles contam pra gente, uma coisa
importante, que é 58% deles fala: "Eu
acho que tem maneiras mais inteligentes
de aprender do que na escola".
E aí, outra coisa que eles nos contam o
que tem de melhor na escola são os
amigos e os professores.
Então, que legal, né? de certa forma que
tem o humano. O que sobra para eles da
escola
é o humano,
né? E isso eu acho muito lindo.
Agora, o que tem sido mais Você quer
comentar alguma coisa da escola? Não é
só é só um aspecto assim eh a gente teve
uma mudança na legislação que a meu
juízo de valor foi muito positiva, que é
a proibição de celulares dentro das
escolas,
porque em especial para uma geração que
já ficou longe do humano durante a
pandemia.
Tem outro dado da pesquisa que a gente
viu que tem muito adolescente não
cumprindo a lei.
São adolescentes mais da classe A e B
que não estão cumprindo a lei. São
adolescentes que tm dois aparelhos de
celular, deixa um quando entra na escola
e mexe com o outro lá dentro. Agora, a
gente não pode confundir
a proibição do celular dentro da escola
com a ausência de tecnologia no processo
de aprendizagem.
São coisas muito diferentes.
Uma coisa facilitar as relações humanas,
a outra coisa é, por exemplo, usar
inteligência artificial no contraturno
para fazer com que a distância em que o
adolescente da classe C, o gap de
aprendizagem que o adolescente da classe
C e o adolescente da classe A tiveram no
processo pandêmico, diminua.
Ou o quanto que a inteligência
artificial pode efetivamente
funcionar no processo de educação
financeira?
Como fazer isso fora da escola? Como
usar gamificação para isso?
Como usar
processos de troca e de micrometas,
de micrometas
para que esse cara vá conseguindo
aprender a educação financeira na
prática. Passa um, Ritinha, por favor.
Eh, e aí o entretenimento ou humor, como
a gente disse antes, foi dito antes, é
fundamental para isso.
Pessoal,
vamos lembrar
como que a humanidade aprendeu a passar
conhecimento.
A humanidade aprendeu a passar
conhecimento na tradição oral,
reunindo ao redor da fogueira,
contando histórias.
A história veio antes do conhecimento.
As pessoas aprendiam pelo exemplo, mas
não o exemplo do pai
com perdão do termo, cagando regra. Não,
não é disso que a gente tá falando. Nós
tô falando das histórias que tem a moral
da história, dos contos,
daquilo que começou com a fala e depois
foi pros livros.
Até hoje em acampamentos, quando você
quer mostrar pro seu filho ou pro pro
pros jovens,
quer ensinar o que é honestidade, o que
que é o o quanto que você não pode
mentir,
o valor dos do esforço
e do trabalho para conseguir a
estabilidade, pessoal, tô falando dos
três porquinhos, vocês lembram, né?
Quando você fala de história,
você ensina.
É o que a Netflix faz quando coloca o
filme dos adolescentes.
É quando uma série de outros
documentários fazem. É o que aqueles
filmes,
aqueles desenhos infantis, eu tenho uma
filha de 6 anos
e ela vem com umas coisas, falou: "Da
onde que ela tirou isso?" Muitas delas
tirou de um desenho, tirou de uma
história. E são valores que nós queremos
transmitir, inclusive o valor da
economia.
O que que é a cigarra e a formiga
como história?
Eu
acho que devia ter um pouquinho mais de
cigarra na história, tá? Para não ficar
só na formiga, que as coisas podem ser
mais divertidas para falar com os
adolescentes. Mas entender que a
história vem antes do conhecimento,
são 71% dos adolescentes que concordam
que o entretenimento ajuda a lidar com
seus sentimentos, que ele também aprende
através da linguagem do entretenimento,
com docs, com filmes. Em outras
palavras, nós temos 10.000 1000 anos de
transmissão de conhecimento na
humanidade. Vamos honrar esses 10.000
anos utilizando os fatores tecnológicos
e modernos para conseguir mostrar
o os jovens. Explica esse gráfico aí pra
gente que que isso mostra claramente o
que que lidera, né? Então aqui é o que
tá sendo mais interessante que a escola,
que é o entretenimento. Isso é verdade
em todos os os segmentos, né, os targets
aqui que a comunicação trabalha, mas
pros adolescentes, o entretenimento é a
vida deles. A vida deles acontece dentro
do entretenimento.
Se a gente quiser falar com eles, vamos
entrar também.
E o que nos surpreendeu é que quando a
gente perguntou para eles, tá, e quando
bate essa tristeza aí, quando você não
tá legal, com algum problema, o que que
você faz? 30% é o maior número, vai pro
entretenimento, vai ver uma série, um
filme, sei lá, 20% vai jogar. Então, o
entretenimento realmente e essa questão
da série que o Renato tava falando é é a
maneira deles verem o protagonismo
deles, porque aqui fora eles não têm
qualquer protagonismo,
a gente não está prestando atenção
neles. E aí no nas séries isso acontece
largamente. Geralmente o protagonista é
um adolescente, aquelas que eles gostam
mais.
Ele que é um agente muito ativo na
solução do problema, às vezes pensando
coisa que um adulto não pensaria. E aí
vou me colocar também. Eu tenho um neto
de 15 anos, o Rodrigo.
E outro dia ele tava contando, pô, tô
fazendo um aplicativo em cima de uma
super dor deles, que é um aplicativo pro
pro adolescente entender que que ele
quer escolher para estudar, né? que que
ele quer escolher para seguir a vida. Eu
fiquei, what? Nem imaginava.
Eu mudei muito a minha relação com ele
depois desse trabalho, porque antes era
E aí, como foi a aula? Legal. Aí eu
falava: "Bom, não tá de assunto, deixa
para lá, ele vai jogar, sei lá". E não,
tem continuidade, é só você ficar,
ah, legal, foi lá. Aí você fala: "Mas
você viu alguém?"
ou ficar quieto do lado. Fica quieto do
lado, talvez seja o que mais funciona,
porque uma hora ele vai querer falar
alguma coisa e aí a conversa espontânea
tá ali colocada, né? E essa questão do
humor é uma coisa que me intriga muito
também, já que a Isabela falou isso, né,
do próprio feeling dela, você tá muito
certa, porque com tanta pressão,
o humor ele é um agente de
descompressão,
inclusive entre eles, a zoeira, que não
é eh bullying, né? Eh, funciona muito
para esse ufa, sabe, com tanta coisa que
eu tô tendo que sofrer e resolver aqui.
Então, o entretenimento tá tendo um
papel ativo de atuar no emocional nele,
no aprendizado dele. Como é que a escola
pode ser mais entretenimento?
Essa é a pergunta que eu deixo para
vocês. E como é que nós, que também eh
gestamos educação fora da escola,
podemos aproveitar essa linguagem para
est próximo do adolescente?
>> Eu eu vou fazer um paralelo que vocês
vão me xingar, tá? Eu não resisto. Nós
somos o primeiro instituto de pesquisa a
pesquisar Bets.
Primeiro, começamos a perceber o impacto
que isso estava tendo no consumo, o
impacto que isso estava tendo no vício,
a ludopatia e o que que isso significava
no dia, pessoal, só para deixar claro
que eu tenho uma opinião bastante clara
sobre Bets, tá? Para ninguém ter dúvida
aqui. Só que o que que a Bets tem?
As bets t história,
elas têm entretenimento.
Se você for pensar o processo, é que no
nosso caso é pro cara investir e ganhar
dinheiro. Nós soubemos que quando as
Bets começaram,
eles se vendiam como investimento. Nós
sabemos a porradaria que a gente teve.
Eu eu cansei de fazer palestra na B3, de
dos eventos da B3 para mostrar que Bets
não era investimento.
Só que eles tinham história,
>> eles tinham uma linguagem.
Esse cara não se achava um um ele não
entendia nada de finanças, mas ele
entendia tudo de futebol na visão dele,
né? Cada brasileiro é um técnico. Então
ele se sentiu um especialista no
investimento do dinheiro dele. Pessoal,
eu não preciso falar para essa plateia o
quanto que é mentirosa
a história de que Bets é investimento,
OK? Nós sabemos disso, pelo menos nessa
plateia, nós temos certeza disso. Agora,
ela revelou uma outra coisa, a nossa
incapacidade até então de contar uma boa
história sobre o que é investir.
Eu acho que é um pouco esse o desafio
que a gente tem que fazer pros
adolescentes, porque senão eles vão ser
capturados
por gargalos de dinheiro, por alguém que
conta uma história melhor do que a
educação financeira pode contar, do que
o mercado de investimentos pode pode
contar, do que o mercado de ações pode
contar do que eh eh do que se ensinar a
fazer o seu dinheiro também trabalhar ao
seu lado e te apoiar nas coisas que você
quer conquistar. Então, desculpem a
comparação,
mas para mim as bets e e eu sou um
crítico absurdo das bets. Eu tenho
filha, cara, tá? Sou um cara
absurdamente contrário às bets. Só
existe uma coisa pior que bet. Bet legal
só para que são os piores do que as
bets. Mas eles têm história para contar.
E são essas histórias que no processo de
educação financeira nós temos que contar
durante toda a vida desse cara.
Longevidade é isso, porque não adianta
discutir longevidade para quem já tá com
50, 60 anos de idade. Longevidade começa
agora.
>> Falando em histórias, né, acho que vale
a pena lembrar para vocês o interesse
deles. A gente checou lá um número
enorme de interesses e o que ganhou foi
futebol, Copa do Mundo masculina, Copa
do Mundo Feminina. Em terceiro lugar foi
as eleições políticas, foi uma coisa que
eu também, nossa. E depois vem os
grandes festivais. Então é interessante
falar que eles estão ligados nesses
eventos mundiais e tudo mais. E futebol
também é o esporte mais praticado. Eh, a
outra coisa que eu queria falar era
sobre consumo. Eles são fascinados por
roupa, alimentação e beleza. Inclusive
eles têm a consciência da
sustentabilidade, mas aí não dá para
aguentar. Roupa não dá para aguentar.
Eles assim, 90% fala que roupa vai
construir tua identidade. E nessa coisa
de aonde eles influenciam, porque em
casa eles influenciam assim, tipo 90%
nas compras, né? E nessa coisa da de
como eles gastam dinheiro, tem uma
porcentagem de mais ou menos 20%
daqueles que guardam dinheiro na
caixinha.
Eles têm vontade. E aí nós vamos ver
aqui por que eles têm feito isso. Quando
a gente pergunta quais são seus sonhos.
Quer falar re sobre os sonhos? Que que a
gente concluiu?
>> Carreira,
ser bem-sucedido,
faculdade e estudos, realização
profissional, pessoal, conquistar bens,
estabilidade financeira. Amigo,
se a gente não conseguir falar educação
financeira para um cara que quer tudo
isso, ferrou, né?
Ó o tamanho desse cara aqui buscando
estabilizade. Para onde foram os sonhos
dos adolescentes?
Aquele geral, aquele sonho rebelde dos
adolescentes? Esse cara quer
estabilidade.
Esse cara tá quase igual a avó dele que
guardava dinheiro debaixo do colchão.
Então tem um lado triste, porque a
adolescência é o momento de sonhar, é o
momento de ir além,
>> mudar o mundo,
>> de mudar o mundo.
Mas esse adolescente aqui, esse
adolescente que é a primeira geração de
adolescentes
da pandemia,
é a primeira geração, esse cara tá
buscando estabilidade. Então, diferente
das gerações anteriores, estabilidade
financeira não é visto como algo careta.
Ele funciona como uma proteção emocional
de um adolescente que tá se sentindo
solitário,
do adolescente que, por estar sentindo
solitário, é um alvo fácil pros
algoritmos,
pros bons e pros ruins.
Então,
se esse cara aqui que tá buscando
estabilidade,
esse cara tá nos chamando.
Lembra quando eu falei que você liga pro
saque e a pessoa não atende
e a gente desiste? Ele tá dizendo que
ele não desistiu.
Ele ligou pro saque. Nós não atendemos,
ele não conseguiu ser escutado, mas ele
ainda tá lá.
ele tá na busca dessa estabilidade
e de um jeito próprio de conseguir
conquistar essa estabilidade. E agora
aqui comparando, né, a gente no meu
estudo de longevidade, eu tive o mesmo
resultado que 20 18% das pessoas mais
velhas guardam dinheiro somente.
É assim, 70% tá jantando com os amigos,
é 60% tá viajando como viajava antes e
guardando dinheiro, 20%.
E tem uma última comparação interessante
aqui. Uma vez uma jornalista falou:
"Bom, qual a ligação que você faz entre
os dois estudos, né, o longevo e o e o
adolescente?"
A ligação que eu faço é: eu imaginei que
fosse encontrar o adolescente, que nem
eu encontrei o longevo e vice-versa.
Porque o longevo tá bombando,
tá a fim da vida, tá querendo fazer se
rever, se reinventar, construir, não
quer parar, quer continuar ganhando
dinheiro também, não guardou dinheiro,
né? Mas enfim, aqui tem uma coisa que eu
chamei de pulsão de vida,
enquanto o adolescente tá zero pulsão de
vida, é medo da vida. E é isso que a
gente precisa parar, né? Porque nesse
momento 54% deles concordam que é
difícil fazer planos pelo futuro. Por
quê? Porque não dá para prever.
Nós é real, não sabemos no que vai dar a
inteligência artificial. Ele também não
sabe e tá com medo disso. Então, a gente
tá formando uma juventude que tem
urgência de se proteger do futuro antes
mesmo de sonhar com ele, que é esse
choque. Cara, jura? Você não vai querer
mudar o mundo.
Ele tá querendo resolver a vida dele
antes a minha estabilidade, depois quem
sabe eu mude alguma coisa. E o outro
sentimento é interessante também que é
eu vou mudar o mundo. Ele que tá mudando
e me mudando junto, me levando nessa
doideira. É difícil imaginar mudar o
mundo hoje, porque você tá correndo
atrás do mundo, né? E pra gente
finalizar aqui, eh, só aqui os três
marcadores aqui, que eu acho que é o que
a gente pode ajudar os adolescentes, né?
que é primeiro escutando,
segundo provocando que ele saiba sobre o
pertencimento. Eu tava falando com uma
das patrícias hoje
que essa questão do pertencimento é
importantíssimo e que um filósofo muito
bacana, o Jordinomen, que estuda os
adolescentes e tem um livro maravilhoso,
gente, que se chama Como falar com os
adolescentes e eles te escutarem. É
maravilhoso esse livro. ele vai dizer
que junto com a educação financeira ele
colocaria filosofia desde criança.
Porque a questão dessas crianças e
desses adolescentes é que eles não estão
entendendo o lugar deles no mundo. E a
filosofia é o que vai poder trazer isso
daí.
E esperança, né? Porque eu acho que a
gente deveria sair daqui com essa
responsabilidade. Eu não quero mais ver
aquele número que a gente viu aqui, né?
Tem um poeta russo, Rita, eh, chamava
Maiaakovsk.
>> Ah, lá vem ele, ó, com o poeta.
>> Não, mas teve o Maakovsk, que foi um dos
grandes poetas russos, ele tinha uma
frase sobre a juventude bastante
interessante, um trecho que era: "Talvez
um dia exibindo erudição, um velho sábio
vos diga que foi outrora cantor d'água
fervida, inimigo ferrenho da água da
bica. Ó professor, tire seus óculos de
bicicleta, deixe que eu mesmo falo de
meu tempo e de mim.
Hoje só 21%,
só 21% dos adultos
acreditam num futuro melhor na mão
desses jovens.
A questão que cabe pra gente, já que
esse futuro vai acontecer, é se nós,
esse futuro vai chegar com os
adolescentes
acreditando que não foram ouvidos e se
sentindo solitários
ou sabendo que teve uma geração que veio
antes deles e que escutou, que criou
pertencimento e que trouxe esperança.
Super obrigado, pessoal. Obrigada,
gente.
Muito obrigada.
Muito obrigada, Rita e Renato.
Escuta, realmente foi a palavra aqui,
né? é uma escuta qualificada baseada em
dados e que fica como uma tarefa para
todos nós, inclusive, principalmente
quem levantou a mão aqui, né, tendo um
adolescente por perto.
Pensando na trajetória da vida,
bem, viver exige novas formas de pensar
sobre dinheiro e vida. E agora voltamos
à pauta da longevidade. O nosso próximo
convidado vai nos ajudar a refletir
sobre trabalho, aposentadoria, saúde
mental e planejamento financeiro ao
longo da vida inteira. Então eu convido
aqui ao palco, recebam com aplausos o
Dr. Pedro Chi Ozaua do Great People
Mental Health.
Bem-vindo, Dr. Pedro.
>> Bom dia, pessoal. Que prazer estar aqui
com vocês. Quero deixar inicialmente um
forte agradecimento à Patrícia, a todo o
time da BIMA. Já encontrei amigos
queridos, Daniel do FGC, minha amiga
Manuela, é um prazer estar aqui e eu
tenho um grande privilégio. Eu falo que
são os eventos que eu faço questão de
vir, os eventos que a gente tem
educadores, porque eu tenho um carinho
muito especial pela educação. Eu acho
que é a grande o grande fonte de
transformação na nossa sociedade. Meu
nome é Pedro, né, pessoal? Eu sou a
psiquiatra. Eh, se alguém precisar, tô
me distribuindo Rot no final da
conversa. Professor ganha em dobro, tá?
Não precisa nem de receita. Não,
brincadeira. Vou deixar meu contato se
alguém tiver alguma dúvida. Eu tenho
estudado saúde mental nos últimos anos
relacionado com o ambiente
organizacional. A gente tem um grupo,
depois convido vocês a conhecer. a gente
tem uma uma colaboração internacional
com vários grupos, a gente tem estudado
coisas super legais e tem sido um
privilégio poder eh discutir com com
professores e com pessoas em todos os os
lugares. Eu quero começar falando de um
cenário e as notícias são interessantes,
né, pessoal? A gente acabou de ver uma
super apresentação, né, da Rita.
Obrigado aí pelos dados. Ah, os jovens
estão os jovens não estão bem, os idosos
não estão bem, os adultos também não
estão bem. Tá ótimo, né? Tá bom? Pro
psiquiatra só a sociedade, né? Mas hoje
a gente sabe, pessoal, que no mundo
inteiro a força de trabalho tá
envelhecendo, porque a gente tá
envelhecendo, não é? Então você vê em
qualquer país, né, todas as tendências
mostrando que cada vez mais a gente olha
pro lado e tem gente com mais idade no
ambiente de trabalho. É assim. E se por
um lado a gente vê pessoas com mais
idade no ambiente de trabalho, se por um
lado a pirâmide etária já inverteu, se
por um lado a gente tem vivido mais, que
que tá acontecendo no meio
organizacional, pessoal? Para todos que
gostam de dados, eu vou deixar no final
um e-book com todos esses dados, fiquem
tranquilos, tá? Não precisa ficar
tirando as fotos de todos porque vai
ficar ruim. No final, tire a foto do QR
code porque você vai ter o o e-book. Mas
se a gente tem uma força de trabalho
cada vez composta por pessoas de mais
idade, o que que a gente tá fazendo no
ambiente de trabalho? A gente não tá
acompanhando isso hoje. Ações reais de
impacto que olhem pro colaborador de
mais idade é a exceção, não é a regra.
Então, questões como treinamentos
direcionados, né, eh programas de
aposentadoria gradual e assim por
diante, né, pivotar carreira e assim por
diante. São práticas que hoje são a
exceção. Exceção para um grupo que é
extremamente leal a seu ao seu
empregador, é extremamente leal à sua
história e é extremamente leal aos seus
colegas. Então, o que eu quero dizer é,
pessoal, não adianta a gente ficar
querendo reinventar a roda. Ai, o que
que eu tenho que fazer? A gente vai ter
que olhar para pra população com mais
idade. Nós somos a população que vão
tendo cada vez mais idade. Quer ver?
Outro dia eu caí nessa pegadinha. 1980,
faz quantos anos? Eu falo: "Ah, 20
anos." Não, faz 40 anos. De alguma
maneira aconteceu alguma coisa nos anos
2000, que a nossa cabeça parou nos anos
2000, né? Então, eu dou aula na Santa
Casa e os nossos alunos, eu sempre uso
um filme, alguma coisa, né? que se d
aula de lousa, eles não conseguem mais
prestar atenção, apesar da gente amar
aula de lousa, né? Aí você mostra um
filme, aí outro dia eu mostrei um filme,
você fala: "Dixa eu mostrar uma coisa
bem legal, né? Eu sou um professor bem
cool". Aí eu mostrei o Harry Potter e
alguém falou: "Que filme é esse? Esse
não é da minha época. Como não é da
minha época? Não é o vento levou, é o
Harry Potter, gente. Mas o negócio tá
assim. E pessoal, o negócio tá assim e
eu quero que você lembre de uma questão.
Ai, mas gente, mais idade, vai começar a
ter problema de memória. Pessoal, calma.
O nosso cérebro aprende uma coisa depois
da outra. Tem aquele conhecimento que
liga uma ideia na outra e tal, mas a
produção técnica, pessoal, tá
exponenciada já.
Nas próximas 12 horas, 12 horas, a
humanidade terá produzido mais
conhecimento do que a gente produziu até
às 12 horas anteriores.
O conhecimento dobra a cada 12 horas.
No final do dia, estatisticamente, você
vai saber menos do que você sabe hoje.
Não vai dar tempo de ver todas as séries
que você quer, de ler todos os livros
que você quer, de saber tudo que você
quer. Não vai dar tempo.
E pior, isso não vai acontecer quando
você tiver 80 anos. Quem aqui já tem
mais de 35 mesmo, gente?
Pessoal, acho que eu vou pedir mais uns
rivot daqui a pouco, mas eu tenho uma
outra notícia que não é muito boa. Veja,
alguém convive com crianças de até 6
anos.
Eles são uma esponja.
Eles fazem por segundo 1 milhão de novas
sinapses.
Você chega em casa, eles falam: "Mãe,
pai, blá, blá, blá!" Você fala: "Da onde
a criatura
tirou esta informação? Eu estava comendo
massinha quando tinha essa idade. E você
que acha que não comeu massinha, agora
você acabou de lembrar o gosto da
massinha. O que prova que você comeu
massinha. Pessoal, eles tiram umas
coisas da cabeça porque eles estão
fazendo 1 milhão de novas conexões por
segundo. A gente ficava com o peão com o
carrinho min. Eles ficam com todas as
informações a todo momento. Eles filtram
mais coisa.
Nós já passamos dos 40 anos, o nosso
cérebro faz 1 milhão de novas conexões
por segundo. O nosso cérebro, ele já
está na fase que eu gosto de chamar
carinhosamente da fase do coiso.
Veja, sou um psiquiatra e no meu pósdoc
em psiquiatria, eu aprendi a questão do
coiso. É um termo mais técnico que eu
conheço. Queria lembrar o nome da
Fernanda Torres outro dia. Não havia
meios de eu lembrar o nome dela. Aí eu
comecei, como chamar
a coisa lá? Vixe Maria, a do a filha do
do negócio do do Oscar lá, filha da
coisa lá do do coiso do filme do trem
lá, aquela desgraça lá do negócio que
ganhou o negócio lá. Aí você já não
lembra mais por que você queria lembrar
o nome dela e aí acaba a conversa.
Quem aqui não se identifica com isso?
Hoje, pessoal, aí junta, né, menopausa,
tá lascado, pessoal. Hoje o seu cérebro,
você não precisa chegar a 80 anos. Hoje
o seu cérebro num bom dia, você fala:
"Hoje eu me hoje eu tô de parabéns. Faz
10.000 sinapses por segundo num bom dia.
Depois dos 40 a gente já começa a
ladeira baixa. O colágeno é o mesmo, não
é? Só quem acha que você tá maravilhoso
é o seu dermato, que quer justificar o
peres que você gasta com um monte de
coisas que ele te passa.
Mas veja, então o cenário é, estamos
envelhecendo.
O nosso cérebro não é que ele vai ficar
ruim, ele já tá ruim.
Agora a Patrícia tá não devia ter
convidado o Pedro, mas tudo bem. Ó,
pessoal, mas o que eu quero dizer é
quais habilidades a gente precisa ter.
Hoje o nosso desafio não é técnico.
Hoje um processo, um projeto, você
aprende e reinventa.
A BRH mostrou que nove em 10 pessoas são
contratadas pelo currículo. Ótimo, né?
e nove em 10 pessoas são demitidas pelo
comportamento.
O problema não tem a ver com quanta
informação a gente aprende.
O problema tem a ver como a gente se
relaciona.
O Fórum Econômico Mundial fez uma
projeção para 2030 com a seguinte
pergunta: que habilidades você tem que
ter hoje, o seu time tem que ter hoje e
que você precisará ter cada vez mais até
2030 e que vão mudar o jogo e que vão
garantir o seu sucesso? Todas essas
habilidades, pessoal, que estão aqui
nesse quadrante de cima cinzinha, são
habilidades que acontecem no córtex
préfrontal, essa região da testa aqui,
ó.
Essas habilidades envolvem pensamento
criativo, análise crítica, capacidade de
liderança. Memória tá aqui, pessoal.
Quem que tem problema de memória?
Quem não levantou a mão deve ter
esquecido. Memória é aquele negócio que
você lembra das coisas.
Bom, problema de memória. Que bom que
memória não tá aqui, pessoal, porque
memória não é mais uma habilidade.
Graças a Deus.
Pedro, eu não lembro mais o que que você
tava falando. Tudo bem, ainda tem o
Qcode depois no final. Mas habilidades
relacionais são importantes, pessoal. E
a boa notícia, um estudo super bacana,
saiu lá na Harvard Business. O pico
relacional acontece aos 60 anos, gente.
Por quê? É porque quando a gente já tem
mais janela,
começou a intriguinha de não sei o que
faz não sei o que. Você acha que o cara
que já tem janela, ele vai, ele não, ele
não cai mais, ele já tá, ele já tá
malandro e meio?
Eu quero dizer, pessoal, que as
habilidades que a gente precisa ter cada
vez mais pro sucesso profissional são
habilidades que vão fazendo um pico de
performance mais tardio.
Ótimo. São as pessoas que estão no
mercado de trabalho,
são as pessoas que têm grande valor no
mercado de trabalho e que a gente tem
olhado pouco do ponto de vista
organizacional.
E aí, pessoal, uma vez que a gente
entende isso, a gente tem um outro
grande problema. Pedro, eu só veio falar
de problemas. Sou psiquiatra. Eu adoro
gente chorando, gente. Eu vivo disso.
Mas a nossa cultura também não tá
ajudando.
Gente, a gente nunca esteve num momento
de tanta gente inteligente, de tantas
possibilidades.
Há 200 anos atrás, aos 40 anos, a gente
podia sentar e esperar a morte chegar.
Morria todo mundo de tuberculose sem
nenhum dente na boca. Hoje tem Uber,
iFood, hoje é mais fácil,
mas será que a gente tem vivido melhor,
apesar de ser mais fácil, mais cômodo?
Pelo contrário, gente, a nossa cultura
tem nos feito levar a um lugar onde a
gente acha que a gente tem que ser
superherói o tempo inteiro. E isso vai
sobrecarregando o nosso cérebro.
Quem aqui não fica feliz quando ganha um
celular da empresa? Ai, meu Deus, ganhei
um celular da empresa. Isto aqui
chama-se tornozeleira eletrônica.
É uma maneira das pessoas saberem onde
você tá o tempo inteiro.
E a gente acha que a gente tem que dar
conta de tudo. Pessoal, esse é um
trabalho que eu gosto muito. Diz o
seguinte: a gente tem que começar a
criar, ainda mais nós que temos cérebros
que fazem 10.000 1000 conexões por dia.
Ainda mais a gente que vai chegar no
pico de performance relacional a 60
anos, a gente tem que começar a
acreditar que esforço máximo é diferente
de resultado máximo. O nosso cérebro,
assim como qualquer órgão, tem um pico
de performance que acontece no alto de
uma curva normal. Estress faz a gente
crescer, se desenvolver, mas até um
limite máximo a partir do qual, se você
aumenta o stress da sobrecarga, a
performance cai.
Isso acontece em muita escola hoje. O
que que acontece? Aquelas escolas que
criança desde o maternal faz cinco
provas por dia, eles começam a subir
muito a régua, vai aumentando muito o
estresse. Quem tá do lado de cá da curva
vai pro ponto ótimo, mas quem já tá lá
em cima cai. E a gente nunca teve tanta
criança, né, como a Rita mostrou, com
quadros ansiosos, depressivos e assim
por diante. Eu tô querendo dizer,
pessoal, que 85%
do seu funcionamento cerebral que vai
garantir os melhores resultados.
E a gente acha que você vai conseguir
correr uma maratona sem preparo físico.
Quando você vai correr, se você corre
além da sua capacidade muscular, você
vai ter uma câmera e acabou. Por que que
a gente faz duas reuniões ao mesmo
tempo? Por que que a gente não põe
limite? Nós estamos exaltos, exaustos e
conectados, pessoal. Isso vai fazendo
com que a gente saiba cada vez menos. Já
faz uns anos que quem responde meus
e-mails é a Ia, o que é ótimo porque ele
é muito mais educado do que eu. Mas
chega uma hora que você não consegue
mais responder e-mail. Aí eu comecei a
ficar preocupado. Então tem lá um
evento, eu ponho lá responder vou. Sim,
obrigada. Eu não consiga nem fazer mais
a frase, o prompt
pessoal, a gente vai perdendo essa
capacidade, achando que estar ocupado é
um sinal de engajamento. Esse foi um
trabalho que a gente fez na pandemia.
Olha que interessante, com médicos e
enfermeiros em alguns países, quanto
mais carga cognitiva, quanto mais
demanda, mais paciente, mais ficha, a
gente em final de trimestre, sabe aquela
coisa, um monte de coisa e muito mundo e
tem que bater a meta e bate a meta e dra
a meta e não sei o quê e não sei o quê.
Quanto mais esforço a gente tinha, menor
bem-estar as pessoas apresentavam e
maior chance de cometer erro. Ou seja,
justamente na hora que eu tô dando mais
sangue, que eu tô mais comprometido, que
eu tô mais engajado, é onde eu erro
mais, entrego, menos. Performance não é
consequência de boa disposição ou boa
vontade. Boa vontade é um negócio que
ladrilha o inferno. Só gente, lembra
disso. Esse cara aqui que tá emendando o
plantão, que tava não ia para casa, que
dormia no hospital, ele tava engajado,
mas ele errava mais. Por quê? que o
cérebro dele tava estafado. As
habilidades que a gente tem que ter não
acontecem no cérebro. Se o seu cérebro
tá quebrado, você vai conseguir fazer
isso como? Eu não acredito nesse estudo.
Vou mostrar um outro estudo. Quem gosta
de tênis aqui? Eu nunca vi uma partida
de tênis, mas eu vou falar como se eu
soubesse. Gente,
2021, lembra Naomi Rossaca, que a gente
todo mundo conhece, né? Então, ó, ela
abandonou Roland Garros, que é todo
mundo sabe, um grande campeonato de
tênis, alegando estafa burnout. Quando a
gente ia medir, pessoal, os níveis de
ansiedade desses atletas de alta
performance, ela tinha o maior nível em
azul aqui das outras competidoras. No
ano seguinte, quem ganhou?
Essa aqui, a Ashley Bart, que tinha o
menor nível de estresse. Vocês lidam com
investimento, educação, pessoal? Será
que o cara que decide no calor do
momento decide quando tá com a corda no
pescoço? toma as melhores decisões.
Provavelmente não. Eu quero dizer,
pessoal, que se o atleta de alta
performance, você acha que essas
atletas, o que faz uma ser melhor que
outra é só a técnica? Elas já são muito
boas, elas já são incríveis, a gente que
é ruim, mas é lá que o negócio já é
muito bom tecnicamente, talvez quanto
mais estabilidade cerebral elas tenham,
mais longe elas conseguem ir. trabalho
que foi feito com o time da Microsoft. A
gente ia lá, põe um monte de
eletroencéfalo que mede a atividade do
cérebro, é uma touca que mete mede a
atividade do cérebro e separou dois
grupos. O estudo era feito até a hora do
almoço. Quatro reuniões você tem na
manhã. Um grupo pessoal que tá em azul
aqui fazia entre uma reunião e outra uma
pausa de 5 minutos, uma coisa tão besta
como uma pausa de 5 minutos. E o outro
grupo emendava uma reunião na outra.
Olha o que acontecendo. Quanto mais
vermelho, mais ansiedade. Primeira
reunião, tudo em ordem. Segunda reunião,
começava a super aquecer o cara que ia
direto. Pedro, mas na quarta, achei um
furo no seu estudo, né? Na quarta
reunião já está bem. Esse cara já tá
assim, ó, completamente para lá de
Bagdad. Dá, eu quero dizer, pessoal, que
depois de quatro reuniões, o grupo que
emendava uma reunião na outra tinha 40%
ou menos retenção de memória, cometia
mais erro e tinha mais trabalho. Por que
que eu tô falando disso com cultura?
Hoje, se você tiver no seu ambiente de
trabalho, qual é o cara que você vai
promover, o que você vai falar que tá
engajado ou não? É o cara que tá com
três telefones, emendando uma reunião na
outra, usando IA para fazer três
reuniões ao mesmo tempo?
Ou é o cara que é sócio do café e a cada
hora tá lá tomando café ou braço curto,
batendo papo. Pessoal, o melhor
resultado vem deste cara.
Mas a nossa cultura é por causa do café,
mas a nossa cultura é o contrário. Eu
não tô falando para você, né, não se
esforçar, mas eu tô dizendo que a
performance cerebral requer um certo
cuidado que a nossa cultura não tem
levado. Isso acontece porque quem decide
no nosso cérebro essa região aqui da
testa chamada córtex pré-frontal. Todas
aquelas habilidades que eu mostrei para
vocês, análise, pensamento profundo,
criatividade, liderança, acontecem no
córtex pré-frontal. Eu tinha uma
professora, minha mentora, era uma
neuropatologista, que dizia que só com
só eh confiava em pessoas que tinham a
testa grande, porque o préfrontal era
grande.
Ai, meu Deus, cada maluco que tem nesse
mundo. Bom, mas o que que acontece? Se
essa região tá sobrecarregada, pessoal,
cai o disjuntor. Tá sobrecarregado, cai
o disjuntor. Quem assume o controle no
cérebro, uma região lá no meio do
cérebro chamada sistema límbico, com
estruturas como amida, não é aquela
garganta que você já tirou, tá? É uma
que não dá para tirar, é uma região que
é impulsiva, reativa. Você tá dirigindo,
tomou uma fechada, a mída, ela fala:
"Buzina, vai atrás". E o pré-frontal
fala: "Calma, deixa disso, vamos com
calma". Para finanças, para educação, tá
vendo como a gente tem usado de encéfalo
para tomar decisões que é o córtex
préfrontal que tem que tomar? Pessoal,
se você começa a fazer três, quatro
coisas ao mesmo tempo, se você não tem
pausa, se você não tem hobby, se você
não desliga, quem assume o controle do
teu cérebro é o Jencéfal, essa região
vermelha que não vai tomar as melhores
decisões. Mas fica calma. Toda vez que
você achar que já cometeu algum erro
porque estava sobrecarregado, lembra do
que esse cara fez no Óscar?
>> Acreditável. Mas a maior confusão da
história do Oscar foi provocada porque o
responsável pela entrega dos envelopes
estava distraído do celular. O sócio da
empresa de auditoria da cerimônia
navegava em uma rede social quando
entregou o cartão errado pros
apresentadores.
Antes da premiação, Brian Colinan
apareceu ao lado da colega da Price
Water House Coopers, segurando as
maletas com os envelopes do Oscar. Os
bastidores Marta Ruiz entregou a
Leonardo de Cáprio o cartão com o nome
de Emma Stone que levou a estatueta de
melhor atriz.
Os sócios da empresa de auditoria tinha
uma cópia desse mesmo envelope do outro
lado do palco. O empresário deveria
descartá-lo e entregar o cartão com o
resultado do melhor filme para os
apresentadores Fei Dunaway e Warren Bey.
No entanto, ele teria se distraído
postando fotos como esta de Ema Stone em
seu Twitter. Foi então quem entregou o
envelope errado para os atores. Beu que
havia algo errado, mas sua parceira
acabou anunciando Lala Land como o
grande vencedor da noite.
>> Lalaland.
A gaf só foi corrigida minutos depois.
Quantos produtores do musical
discursavam? O prêmio foi para Moonlight
sob a luz do luar.
O cara entregou o Ócar errado porque
tava stalkeando a Emma Stone. Fala
sério, não seja duro demais com você. O
cara entregou o Ócar errado. Eu sempre
falo pros meus residentes, não, você
passou a dose errada do Não tem
problema. O cara entregou o Óscar
errado, cara. Sério, pode piorar. Por
que que ele entregou o Óscar errado?
Porque ele tava fazendo duas coisas ao
mesmo tempo. E a gente vai achando que
isso é habilidade. Gente, outro dia eu
tava numa empresa, alguém disse assim:
"Pedro, olhe esse aqui aplicativo de A
que eu fiz, que faz três reuniões ao
mesmo tempo e depois faz uma síntese e
não sei o quê". Como que chegou nisso,
gente? Da gente achar que dá para fazer
três reuniões ao mesmo tempo e que se
você não consegue é porque você não tem
o aplicativo do cara. Isso chegou de
alguma maneira. A gente foi tolerando
isso. E eu falo, gente, porque o cérebro
funciona assim, briga com Deus, sei lá,
com quem fez o cérebro. O cérebro para
chegar no pico de performance precisa de
15 a 30 minutos de foco, senão ele não
consegue gravar informação.
Todos nós que temos falha de memória,
lembra? Você levantou a mão agora a
pouco, falou, tinha falado de memória.
Então, a fala de memória, pessoal, não é
porque a gente tem um problema de
memória, é porque a gente não tem
atenção.
Se a gente não foca nas coisas, o que
acontece? Aquilo não gruda no cérebro. E
aí você não tem como lembrar porque você
não você não prestou atenção. Pessoal,
15 a 30 minutos de foco é um estímulo
que o nosso cérebro tem para fazer novas
conexões. Aquelas 10.000 sinapes que são
tão difíceis de serem feitas no Brasil.
A cada 2 minutos e meio a gente se
distrai com alguma coisa. Pessoal, se
você perder o foco por mais do que 15
segundos, demora 15 minutos para você
voltar ao foco anterior.
E não tô dizendo que você não vai
conseguir fazer o que você precisa. Você
vai, mas você não vai conseguir fazer de
uma maneira com tanta qualidade, né,
como você faria se você continuasse
fazendo isso. Quem tem várias telas para
trabalhar aqui, pessoal, não é? Quem
aqui hoje qualquer pesquisa de clima que
é feita aparece lá comunicação como
problema. E não é a falta, é o excesso.
É responde logo. Aí manda o e-mail. Aí
vários grupos começam a falar a mesma
coisa, você fica naquele processo. O
Einstein, pessoal, lembra do Einstein? O
cérebro dele não era maior que o cérebro
do ser humano, mas ele era um cérebro
que tinha mais mielina, era um cérebro
que a informação passava mais rápido. E
isso só acontece quando a gente estimula
o nosso cérebro mantendo foco nas coisas
que a gente faz. Eu quero dizer,
pessoal, não é que a gente não quer
performar, a gente tá desengajado, é que
a gente não tem, não tem como fazer
isso,
não acha, gente, que é uma questão de
força de vontade, de motivação. Deixa eu
mostrar um exemplo. O cérebro do lado de
cá, do lado de, eu não nunca sei se é
direito ou esquerdo, pera aí. Esquerdo é
um cérebro ligado, aceso, funcional. É
um cérebro normal. o nosso cérebro, quer
dizer, não o nosso cérebro, de algumas
pessoas aqui, né?
E este é um cérebro de alguém, por
exemplo, com transtorno depressivo,
ansioso.
Tem alguma coisa, você não precisa ser
radiologista, tem alguma coisa errada
aqui, não tem?
Este é um cérebro que você vai contar
uma piada, ele não vai achar graça, ele
não vai conseguir tomar uma decisão a
médio prazo, ele não vai conseguir
motivar alguém, nem fazer um feedback,
porque tem uma alteração da atividade.
E aí a gente é muito reativo. A gente
espera falar de saúde mental quando as
coisas dão errado, e a gente espera
falar de saúde financeira quando a gente
tá na miséria. Não vai dar certo. Mas
tem uma boa notícia. Uhu! O próximo
passo, pessoal. E o próximo passo não,
pra gente mudar esse cenário, não basta
só boa intenção. Eu sempre lembro da
Elena Roosell que falava, né, que para
cuidar de si mesmo use a cabeça, porque
para cuidar dos outros a gente usa o
coração. E ainda mais educador, a gente
faz tudo para todo mundo, tudo para todo
mundo. E você tá no último lugar na sua
lista.
Se alguém importante for jantar na sua
casa, você vai fazer lá o peixe chique
com molho chique, não sei o quê. Quem tá
sozinho nunca comeu uma pipoca. Onde vai
pipoca? É miojo. Hoje eu vou de miojo.
Não suja a louça, como na panela porque
não precisa nem lavar o prato, não é? A
gente não faz isso. Eu quero dizer,
pessoal, que às vezes é meio
contrainttuitivo investir na gente, mas
que se você não cuidar do seu córtex
pré-frontal, ele vai desligar e quem vai
pagar o pato é você mesmo. Eu vou deixar
no material o e-book com algumas
sugestões, pessoal, mas tem coisa que só
a gente pode fazer pela gente, não
adianta.
E o que eu acho mais interessante é que
nesse equilíbrio da vida, pessoal, eu tô
enrolando porque tem gente tirando foto.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá
blá. Nesse equilíbrio da vida, pessoal,
é quando a vida mais aperta que a gente
menos faz pra gente, não é? Quando o
negócio aperta, você tá desesperado,
né? O chefe tá em cima da gente, né?
Não, não olha pro Daniel agora, mano.
Mas, ó, o que que acontece? A gente para
de fazer o que protege a gente. A gente
larga a terapia, a gente para de na
academia, é quando mais precisa, que a
gente menos faz, porque a gente tem uma
esperança de que vai fechar a conta no
final do dia e não fecha e a gente
começa a achar normal.
Pessoal, hoje 60% das pessoas têm
transtorno, algum transtorno do sono,
não uma doença, mas alguma dificuldade.
Pergunta para quem tá do seu lado, mesmo
se for seu chefe, você se sentiu ansioso
na última semana? Mas discretamente
ansioso na última semana.
Pessoal, você tem 60% de chance de ouvir
sim como resposta.
60% de chance. E por que que eu trouxe
esse problema? Não era porque eu quero
que vocês fiquem deprimidos, pessoal.
É porque se hoje é mais comum que a
gente tenha um sintoma do que a gente
não tenha, a gente começa a achar que
ele não é mais um sintoma.
Outro dia tava dando uma aula sobre
insônia e alguém falou: "Você dorme
bem?" Eu falei: "Ah, durmo". Aí alguém
comentou: "Deve serdeiro de alguém esse
desgraçado. Pega mal você, você vai
sofrer bullying se você dorme bem hoje
em dia. Pega mal.
O colaborador fala: "Ah, eu não tô muito
bem hoje. Ih, quando tiver tomando três
tarjas preta, fala comigo. A gente vai
normalizando o sintoma.
Quer puxar assunto no avião, na fila do
mercado, fala sobre o Rivotril, gente.
Vai ter assunto. Todo mundo conhece. E
eu tô dizendo, pessoal, que cada um de
nós tá no centro da sua saúde mental. Se
a gente não fizer algumas coisas,
ninguém vai fazer pela gente. Vai ter o
final de semana, segunda-feira você
volta paraa sua rotina e a rotina vai te
engolir que nem um tsunami. E você vai
voltar a fazer as coisas como você
sempre fez. Pessoal, se a gente sempre
fizer o que a gente sempre fez, a gente
sempre vai estar onde a gente sempre
esteve. Concorda comigo? Uma das
primeiras coisas que a gente tem que
fazer é aprendizado contínuo. Pessoal,
tudo isso que eu tô falando aqui não é
abraçamento de árvores, nada contra as
árvores, mas tem muitos estudos por trás
falando, quer deixar o seu cérebro mais
ativo, o pré-frontal mais ligado?
Por que que eu tô insistindo nisso?
Porque o engajamento, a performance, o
bem-estar, pessoal, é a consequência
natural, é o resultante
da gente ter um cérebro que funciona.
O seu melhor vai ser o suficiente.
Não precisa aprender um skill, não vai
dar certo, mas deixa o córtex ligado. E
a primeira coisa pro cótex ficar ligado
é: continue aprendendo, pessoal. A cada
12 horas dobra o conhecimento.
A gente com 40 ou mais anos não tinha na
na escola aula de informática,
datilografia e tudo mais. Dava tempo do
MEC ter aprovado de contratar uma
empresa de pão, não sei o quê. Aí você
falava assim: "Não, eu não sou o cara da
tecnologia, tudo bem, faz no folho ao
massa, tá tudo certo hoje não existe
mais. Eu não gosto de Ah, problema seu.
Aí pode não roubar seu trabalho com o
perdrão da da da do jargão que todo
mundo conhece, mas alguém que usa e a
vai roubar o seu trabalho. Porque veio
para ficar, gente. Não. E é muito
rápido. A gente tem que aprender coisas
novas. E a gente aprende coisas novas?
Não. A gente tem esse mindset, gente. A
gente aprende em ter. A gente aprende
cada vez mais sobre a mesma coisa. Então
você sabe sobre mercado financeiro, todo
o curso que você faz é sobre isso e você
vai aprendendo, aprendendo, aprendendo e
se tornando ultra ultra ultra
especialista.
A gente sabe hoje que o melhor maneira
de ativar o cérebro é um aprendizado em
M. vai aprendendo habilidades
diferentes. Você que trabalha com número
o dia inteiro, vai fazer um curso de
oratória, vai aprender a pintar, vai
fazer um curso de fotografia, vai
estimular uma área do seu cérebro que
você não usa de maneira tão importante
no dia a dia.
Eu tô angustiado com a nossa colega
desenhando aqui. Eu não consigo fazer um
risco reto. Ela já fez caricatura de
todo mundo e eu não sei nem o nome das
cores. Para mim tem amarelo, branco,
vermelho. Só, olha só. É isso. Vai
aprender uma outra habilidade, gente. Aí
fala: "Não, mas eu já tenho muita idade.
Para de ser tóxico,
que inferno. Vai aprender outra coisa
hoje. Vai para grandes universidades
fora do país, na China, Estados Unidos,
etc. O cara que vai fazer engenharia,
ele é obrigado a fazer liberal arts e
outras coisas. A gente vai fazendo uma
ginástica pro nosso cérebro. Quer ver
uma outra maneira de fazer isso? Um
hobby. Alguém aqui tem um hobby? Me
conta. Me conta.
>> Plantas. Ótimo. Quem que mais falou?
Oi,
>> lumismática. Ah, moedas. Ah, acabei de
aprender. Lumismática. Moedas. Legal.
Excelente, gente. Uma coleção, cara, de
moedas e estudar sobre isso. Que mais?
Ele zerou os hobby, gente. Que mais?
Fala, fala. Corrida. Legal. Você, você.
Cerâmica. Pessoal, não é um passatempo.
Eu faço para relaxar. Não precisa pôr a
no fundo e ficar. Não é isso.
O hobby é uma ginástica pro seu cérebro.
O hobby te dá repertório. Você vai
conhecer outras pessoas, outros
interesses, outros mundos. Cerâmica. Tem
o tipo do barro e não sei o que, o
japonês que fez não sei o qu, a escola
de não sei quem, a maneira como e você
vai tendo repertório, você vai
estimulando o seu cérebro. A pessoal tem
um trabalho da Nature, uma das revistas
científicas mais importantes, mostrando
que pessoas com hobby versus pessoas sem
hobby, pessoas com hobby tê menos
depressão, tem mais satisfação com a
vida e são mais felizes. Se eu te
dissesse que tem um remédio que você
toma, que você vai ficar mais feliz,
todo mundo tomava. Vai fazer um hobby,
gente.
Ai, mas não dá tempo. Meu pai era
dentista, né? E aí o consultório dele
era até aqui perto. E aí a gente às
vezes saí da escola, ia lá no no
consultório dele e havia os mesmos
pacientes, né, anos e anos. Aí eu
pensei, né, das duas uma, ou ele é o
melhor dentista do mundo, ou ele é o
pior, né, que ninguém melhora, né,
porque aí fica vindo aqui. Aí uma vez eu
perguntei pro paciente dele, escuta, por
que que vocês ficam vindo aqui? Ele
falou, sabe que é, Pedro? Aqui eu
desligo, eu desconecto. É o álibe
perfeito. Aqui eu tô no dentista, meu.
Você tem que ir no dentista para
relaxar. Tua vida já deu muito errado,
cara.
Sinceramente, e aí a gente acha que é só
com outro, a gente fala: "Ai, que bom
que tá trânsito, que eu vou ouvir o
audiolivro, pelo amor de Deus,
põe um hobby na sua rotina e não acha
que isso é egoísmo, gente. Isso chama
amor próprio.
A gente não faz nada pra gente. O
cérebro vai defino, a gente fica, ai
minha memória tá ruim, eu tô, Parece que
a gente tá desmontando, ai a memória tá
ruim, a intenção tá ruim, o seu tá ruim.
Investe no teu cérebro. E algumas das
sugestões para fazer isso, além de ter
um hobby, pessoal, faça uma boa gestão
do seu tempo. Eu vou deixar no material
a técnica de pomodoro, a técnica de umas
duas técnicas para você estudar um
pouquinho sobre como fazer uma boa
gestão de tempo. Mas, por exemplo, vocês
conhecem já o pomodoro,
põe o timer, cronômetro 25 minutos, 15
minutos, que seja 15 minutos de foco, tá
5 minutos, dá uma olhada no WhatsApp e
tal e volta.
A gente não consegue desconectar, gente,
não consegue.
Faz isso devagarzinho. Faz isso em
pequenas, em pequenos, em pequenas
pausas. Eu não faço a menor ideia quanto
tempo eu tenho para falar ainda.
>> Na telinha,
>> na telinha. Ah, já vi. Ai, que bom,
tenho 10 minutos. Ótimo. Então, faça
essa boa gestão, pessoal.
Segunda coisa, não preciso dizer para
vocês, gestão financeira é um destes
pilares.
Pessoal, eu tava fazendo as contas outro
dia do Jardim 12 ao meu pósdoc. Sabe
quantas horas de educação financeira eu
tive na minha educação formal? No jardim
dois ou pósdoc?
Zero.
Eu tava falando com a Manuela agora.
Zero. Eu nunca tive uma aula de educação
financeira. Nunca.
Porque na escola falavam: "Não, mas no
ensino médio depois vê". No ensino médio
não, na faculdade depois vê. Aí na
faculdade não, no mestrado, depois vê.
Na mestrado não, no doutorado. Eu nunca
tive.
Pessoal, eu quero dizer que a gente
deixa de investir nas coisas que fazem
bem. E não é porque a gente é mal
intencionado, é porque a sociedade não
se organizou por isso. Por isso quando a
gente vê nessas iniciativas de educação,
gente, isso é transformador.
E aí eu falo: "Pô, meu pai nunca me
ensinou sobre gestão financeira, mas ele
também não sabe". E o pai dele também
não sabia. E assim por diante. Um aluno
nosso tava fazendo doutorado, ele
estudou 4 anos os residentes do SUS aqui
em São Paulo. E a hipótese dele era, eu
falei, você vai mexer no vespiro, né? Eu
quero estudar isso. Tá bom, vamos lá.
Que a carga horária de trabalho do
residente, o residente é o médico que se
forma e vai fazer uma especialização,
né?
Que a a chance dele ter esta sintomas
ansiosos, burnout, etc., tinha a ver com
a carga de trabalho, que chega a 80
horas por semana, tal. Essa era a
discussão. E aí quando ele foi analisar
os dados, sabe o que aconteceu, pessoal?
Tinha alguma interferência da carga de
trabalho na chance dele ter burnout?
Nenhuma. Você sabe o que determinava a
chance de adoecimento?
Má gestão financeira.
Essa população tinha mais ou menos
chance de ter burnout, estafas, sintomas
de de ansiedade e depressão, se eles não
sabiam lidar com dinheiro. E a gente
nunca ensinou, porque a gente também não
faz a menor ideia de como se faça isso.
Em vez de a da conclusão do trabalho, em
vez de propor ao MEC uma redução, um
ajuste da carga horária, a proposta que
ele mandou foi: "Vamos colocar algum
tipo de mentoria financeira pro cara que
tá endividado, que fez financiamento
para pagar a faculdade, que começa a
ganhar, que aí vira o rimo de família e
ele não sabe o que fazer com isso e aí
ele se afunda no começo da vida
profissional". Então eu tô falando tudo
isso, pessoal porque a gente não tem
olhado para alguns pilares essenciais. A
gente não tem olhado paraa nossa
educação continuada, a gente não tem
olhado pros nossos hobbies, a gente não
tem olhado paraa educação financeira.
São pilares que vão determinar o córtex
ficar funcionando. E se o nosso córtex
es tiver funcionando, gente, vai dar
certo. Vai por mim, vai dar certo.
A gente sabe, pessoal, quando você vai
para pessoas com mais de 60 anos que a a
qual é a palavra? a a alfabetização
financeira, o letramento financeiro,
ele é um preditor importante pessoal de
saúde. Quanto mais letramento, maior
bem-estar. Eu não tô falando se é um
super investamento,
é como alguém dizia agora a pouco, o que
significa uma coisa ou outra.
E a gente passa a vida sem se preocupar
com isso, achando não, isso é coisa de
gente que tem dinheiro para investir. É
como se fosse um mundo diferente do
mundo dos meros mortais. Eu tô dizendo,
pessoal, que a gente não pode ser
reativo. Eu vou pensar em saúde
financeira, eu vou pensar em hobby, eu
vou pensar em educação continuada quando
eu tiver um problema, a gente tem que
antever o processo. Isso vai ser feito
do ponto de vista cultural. E cultura é
de cima para baixo, gente. Não é uma
mudança que vai vir da dos
colaboradores, vai vir dos alunos, vai
vir da organização e da política que a
gente adota sobre isso. Não só
bem-estar, pessoal, mas pessoas que têm
menos estressores financeiros são
pessoas que têm menos ricos que o
cardiovascular.
É óbvio, gente, que é um negócio que
dispara o coração, é boleto, cartão de
crédito, dispara o coração, é fator de
risco para infarto, fatura do cartão de
crédito, não é?
Pessoal, eu tô falando de bem-estar, eu
tô falando de cuidado. A gente vai, sabe
aquela pessoa que para para rever a vida
depois que infarta? Vamos olhar antes. E
aí, gente, quem vai sair na frente? vai
sair na frente quem começar a falar
disso cedo, como a Rita falava agora a
pouco, não quando deu errado, mas o que
que a gente fez antes. É claro que tem
toda uma geração que vai ter que ter um
tipo de suporte, mas que a gente possa
redesenhar essa estrutura para ser uma
coisa mais normal falar sobre
investimento e educação financeira. Eu
quero dizer, pessoal, que a dificuldade
financeira tem um impacto direto na
mortalidade na terceira fase da vida.
Gente,
a gente esquece disso, né? A gente
esquece disso. Porque você, ó, cada um
de nós, você apertou o cartão de
crédito, você faz o quê? Você aperta
aqui, come miojinho ali, dá certo. E
quando você tiver 80 anos, você vai
fazer o quê? Ó, eu vou comer o miojinho.
Pronto, aí você faz hipernatremia,
infarta e morre. Ah, não, hoje eu não
vou comer. Aí você faz hipoglicemia,
convulciona. Não tem mais como negociar.
Hoje eu vou jantar pipoca. A gente não
tem mais esses luxos que a gente faz.
Eu quero dizer, pessoal, que lá há muito
tempo atrás o Darwin já falava que não é
o mais forte que sobrevive, mas quem
mais se adapta. E pessoal, se adaptar
hoje é um negócio difícil, porque daqui
12 horas o mundo já é outro e dali 12
horas já é outro de novo e depois já é
outro e já é outro.
Quero dizer, pessoal, que no final do
dia, se cada vez mais a gente tem
estressores no dia a dia e se o cérebro
estável dá conta do recado, a maneira
como a gente gerencia o stress e deixa o
nosso córtex ligado é uma ferramenta
valiosa pro nosso crescimento.
pequenas coisas que a gente pode fazer,
desde gestão do tempo, a educação
continuada, a ter um hobby, a gestão
financeira, são pilares nesse caminho. E
aí, pessoal, olha a importância de ações
que os educadores têm, por exemplo, na
gestão financeira, na educação
financeira das pessoas desde
pequenininho que vão chegar em casa e
vão falar: "Ô, pai, você tá falando aí
do cartão de crédito. Minha professora
falou, professor falou que cartão de
crédito é um negócio meio perigoso e
você não sabe usar e não sei o quê". vai
começando a mudar o cenário, gente. Ele
vai levar para casa coisas que os pais
nunca ouviram falar. E aí a
transformação vai acontecendo assim.
Deixa eu mostrar um vídeo aqui, pessoal.
>> Se me fosse dado um dia uma
oportunidade,
eu nem olhava o relógio. Eu seguiria
sempre em frente. Iria jogando pelo
caminho a casaca dourada e inútil das
horas. Eu seguraria todos os meus amigos
que já não sei onde e como estão e
diria: "Vocês, vocês são extremamente
importantes para mim. Eu seguraria o meu
amor que está há muito à minha frente e
diria: "Eu te amo". Dessa forma eu digo:
"Não deixe de fazer algo que gosta
devido à falta de tempo. Não deixe de
ter alguém ao seu lado ou de fazer algo
por puro medo de ser feliz. A única
falta que será será desse tempo que,
infelizmente
não voltará mais.
Pessoal, a gente tem vivido mais. Agora
é uma questão da gente viver melhor. Eu
acho que essa é a mensagem. Vou deixar o
e-book com os materiais todos que eu
trouxe e mais uma vez agradeço
imensamente aima, FGC, a todos vocês
pela atenção e parabéns pelo trabalho,
gente. Super obrigado.
>> Parabéns.
Muito obrigada, Dr. Pedro.
>> Obrigado.
>> Foi incrível.
A gente foi rindo, rindo, rindo e
aprendendo no fim das contas, né?
Bem, chegou a hora,
a hora que muitos de vocês aqui estavam
ansiosos e na expectativa.
É o momento da nossa premiação Aprender
Valor.
Essa é uma iniciativa que reconhece e
celebra o trabalho de professores de
todo o Brasil.
Eles levam educação financeira para
dentro das salas de aula e,
principalmente, transformam realidades.
Para conduzir essa premiação, eu convido
ao palco o João Evangelista do Banco
Central.
João, seja muito bem-vindo. Antes de
passar a palavra para você, eh, faça a
sua autodescrição, por favor. Eu sou um
homem branco, 1,75 m, cabelos grisalhos,
não uso óculos, tenho um narigão, os
orelhões.
Eh, tô de terno cinza, uma gravata azul,
sapatos pretos, cinto preto, basta, né,
gente? Acho que ele, acho que sim.
>> Pronto. OK. Vamos lá, gente.
Primeiro eu tô me dirigindo a este
conjunto de pessoas aqui,
>> porque este conjunto de pessoas são os
premiados do aprender valor.
>> Fala mais alto, gente. Assim, tá bom?
Este nosso evento de hoje é feito para
vocês, por vocês.
>> E este aprender valor existe por causa
daquele conjunto de pessoas que ali
estão.
>> Muito bom dia a todos e todas. Muito
obrigado pela sua presença nesta sessão
de premiação dos destaques do programa
Aprender Valor no ciclo de 2025.
Cumprimentamos inicialmente a professora
Ana Valéria da Silva Dantas,
coordenadora geral de estratégia da
educação básica do MEC.
Na pessoa da professora Ana Valéria, nós
cumprimentamos as demais autoridades
presentes e as nossas saudações aos
representantes das redes de ensino
estaduais e municipais convidadas, aos
coordenadores estaduais do programa
Aprender Valor, aos gestores e
professores e a todos os demais
profissionais da educação aqui presentes
e muito especialmente aos profissionais
da educação financeira presentes
conosco.
os nossos cumprimentos a aqueles que nos
assistem online neste momento ou que
virão a nos assistirem a um momento
posterior. e os nossos agradecimentos à
ANBIMA, realizadora deste terceiro
encontro nacional de educação financeira
e ao fundo Garantidor de Créditos FGC,
que pelo 5º ano consecutivo nos apoia na
realização da premiação.
Eu sou João Evangelista do Departamento
de Promoção da Cidadania Financeira do
Banco Central. Banco Central é a
instituição responsável pela concepção,
implementação e desenvolvimento do
programa Aprender Valor. Eu vou ser o
seu anfitrião nesta cerimônia de
premiação em que celebramos os destaques
do Aprender Valor no ciclo de 2025, ano
passado. Para quem não sabe ainda, mas
para quem sabe também, o Aprender Valor
é o programa de educação financeira
desenvolvido pelo Banco Central, no
princípio para as escolas públicas do
ensino fundamental. E hoje o programa
tem livre acesso para qualquer escola
interessada, pública ou privada, e
também para qualquer cidadão brasileiro
que se interesse pelo pela causa. E em
breve estaremos presentes também no
ensino médio. Anualmente nós celebramos
os destaques do aprender valor no ano
anterior, reconhecendo e premiando os
educadores, escolas, redes de ensino,
secretarias de educação. Para darmos
início à programação, nós temos o prazer
e a honra de convidar ao palco Isabela
Correia, diretora de cidadania e
supervisão de conduta do Banco Central
do Brasil.
Diretor Isabela vai entregar os prêmios
e o mais importante de tudo são os
premiados. Nós vamos neste momento dar
início à premiação chamando os premiados
na categoria com redes com maior
engajamento e os coordenadores estaduais
do programa Aprender Valor, que foram
indicados pelas Secretarias de Educação
e pelas seccionais da UNDIM. O indicador
para essa premiação é o maior percentual
de escolas da rede, participantes de
pelo menos uma etapa do programa
Aprender Valor. As redes foram divididas
em quatro categorias. Rede estadual de
pequeno porte e de grande porte. Rede
municipal de pequeno porte e de grande
porte.
Tá vendo? Eu tenho direito. O professor
explicou.
A gente se perde, a memória se vai, os
papéis se trocam. Eu tenho que contar.
Página um, página dois, página três.
Aqui estou.
Nós neste momento vamos começar a chamar
esse conjunto de pessoas que nós temos a
oportunidade de conhecer desde o ano
passado e que tivemos um vínculo mais
forte de ontem para hoje. Pessoalmente,
eu eu tenho assim um problema, sabe?
Diretora Isabela já me conhece. Eh, às
vezes as emoção toma conta e este
conjunto de pessoas já estão tão
próximas de nós nesse pequeno intervalo
de poucas horas de ontem para hoje que
se eu em algum momento não conseguir
pronunciar o nome porque eu engasguei,
vocês me perdoem, por gentileza, mas a
emoção é parte do aprender valor. A
gente não tá só trazendo conhecimento, a
gente tá trazendo também habilidades
para as pessoas funcionarem ao longo da
sua vida. E neste processo de trazer
habilidades pro funcionamento na vida, a
gente tá falando também de desenvolver
as suas emoções, aprender a
controlá-las, aprender a usar o córtex
pré-frontal. É isso, professor? Não tô
vendo o problema. É isso, o pré-frontal
e deixar o sistema límbico lá mais
adormecido. Tem hora que ele vai ver a
tona. Não tem jeito.
Começando pelas redes,
nós temos a honra e o prazer de convidar
Marineus Acácia Oliveira Naliati.
diretora do Departamento de Ensino da
Secretaria Municipal de Educação de
Paranaíba, Mato Grosso do Sul,
representando
a professora Marine Neusa representa
Silvia Patrícia Freire, presidente da
seccional da UNDIM do Mato Grosso do
Sul. Na sequência, chamamos Ecleia Carla
Gomes Limas da Silva, Secretaria de
Finanças da Seccional da UNDIM do Estado
de Pernambuco, representando José
Fernando Melo, presidente em exercício.
Convidamos agora os coordenadores
estaduais do programa Aprender Valor na
categoria rede municipal de pequeno
porte. Leila Cristina Soares de Oliveira
Diniz daim Mato Grosso do Sul.
na categoria rede municipal de grande
porte, Adriana Maria das Neves da Undim,
Pernambuco,
na categoria rede estadual de pequeno
porte, Maria do Perpétuo Socorro Franca
Costa, representando Rodrigo Torres,
secretário de Estado da Educação do
Piauí.
Na categoria rede estadual de grande
porte, Aldenils Araújo da Silva,
representando Jander de Lima Lasmar,
secretário de educação do Amazonas.
Já foi dito aqui, mas eu preciso
reforçar os nossos agradecimentos ao FGC
na pessoa de Daniel Lima, a quem convido
a se juntar também a conosco, a nós no
palco, Daniel, para a
O Fundo Garantidor de Créditos é o
premeador, é o é o é o patrocinador
dessa nossa premiação já há cinco anos e
a pessoa de Daniel Lima, nós fazemos o
agradecimento ao FGC. Muito obrigado,
Daniel.
Para a sua fala, em nome de todos os
premiados desta categoria, tem a palavra
a professora Leila Cristina Soares de
Oliveira Diniz, da UNDIM Mato Grosso do
Sul.
Daí da.
Senhoras e senhores, eu sou a professora
Leila Diniz.
É uma satisfação, é com muita satisfação
que eu os cumprimento
neste dia dedicado ao aprender valor.
Desejo a todos um excelente e inspirador
dia. É com grande honra que represento
aqui todos os premiados do programa
Aprender Valor.
daqueles momentos que ficará na memória.
Reconhecer o reconhecimento
do programa Aprender Valor
2025
é motivo de orgulho coletivo,
pois cada pois cada professor,
coordenação pedagógica,
direção escolar,
famílias e orientadores do programa
contribuiu para que estivéssemos hoje,
João
celebrando esta conquista.
Aqui menciono, com todo o meu respeito,
o Banco Central do Brasil, o grande
anfitrião.
Sem ele não existiria o programa,
não existiria orgulho coletivo
e não existiria essa celebração.
premiados.
Receber o convite para representar a
UNDM Mato Grosso do Sul no programa
Aprender Valor foi uma honra.
Aceitei de imediato.
Imagino que não foi diferente para
vocês.
Eu sabia, Priscila Furtado, que essa
nova responsabilidade
traria impacto, professora Marineusa, na
rotina da Secretaria Municipal de
Educação de Paranaíba,
mas
reconhecia a relevância dessa
oportunidade para o fortalecimento
da educação sul matogrossense.
Dediquei autoridades presentes
a relevância dessa oportunidade
para o fortalecimento da nossa educação.
Parte do meu tempo dediquei para
conhecer o programa.
Identifiquei, João, que o programa
Aprender Valor,
ele integra componentes curriculares
com foco na matemática
e língua portuguesa.
Contempla os temas contemporâneos
transversais
da educação financeira.
Tem matriz de referência própria do
letramento financeiro, alinhada a BNCC.
e a matriz de referência
do SAEB.
Nessa eu mesma fiz o alinhamento das
habilidades.
Premiados,
ter uma matriz de referência própria é
algo inovador na educação.
Banco Central, João, ter uma matriz de
referência própria para o letramento
financeiro
é sinal de cuidado e zelo com a
educação.
Obrigada.
Identifiquei uma uma iniciativa sólida,
robusta, estruturada e uma plataforma
intuitiva que otimiza o trabalho e
amplia as possibilidades de atuação.
Eu fiquei muito entusiasmada.
Afinal, gente, é o programa do Banco
Central do Brasil, o Guardião dos
Valores do Brasil,
entusiasmada também para vivenciar essa
ação na qual eu representaria
o Mato Grosso do Sul, o meu MS,
afinal é a União dos Dirigentes
Municipais de Educação, UNDIM MS
Recebi o primeiro e-mail do programa
Aprender Valor para participar do
primeiro workshop.
E foi neste workshop que tive a grata
surpresa de saber que o meu trabalho
seria remunerado.
Banco Central
expresso o meu agradecimento
a partir desse workshop. Estruturei
ações de sensibilização
e engajamento, planejamentos
estratégicos personalizados, reunião de
trabalho e parcerias com ajuste de nota.
Quero aqui expressar publicamente
meu agradecimento
a UNDIM, Mato Grosso do Sul, a minha
Secretaria Municipal de Educação de
Paranaíba, na profess na pessoa da
professora Jane,
que é uma honra fazer parte da sua
gestão, professora Jane, porque é ali
que o meu trabalho ganha espaço
e não poderia deixar de agradecer também
em nome da Priscila Furtado o Banco
Central do Brasil.
Fica aqui a minha honra,
a minha vontade de ganhar o ano que vem
novamente,
certo, gente?
e também
fazer um chamamento para o meu
encerramento,
que todas as redes, que todas as
escolas,
que todos os estados, que todos os
países do Brasil
façam adesão ao programa Aprender Valor.
E usando uma das falas
lindas que nós tivemos aqui da
pesquisadora Rita
sobre o humor.
Você quer conhecer o programa Aprender
Valor? Então venha.
Obrigado,
professora Leila, professoras Marineusa,
Ecleia, Adriana, Maria do Perpétuo
Socorro, Franca Costa, nossa querida
Socorrinha e Aldenil. Eu gostaria de
pedir a vocês que se postassem em
conjunto com Daniel Lima e com diretora
Isabela para uma fotografia. Enquanto
isso, eu conto a vocês que
além dos certificados e troféus que
vocês já têm em mãos, os coordenadores
estaduais do Aprender Valor receberão
também um prêmio em dinheiro no valor de
R$ 4.300 para cada coordenador.
Eu passo agora a palavra a Daniel Lima,
diretor presidente do Fundo Garantidor
de Créditos UFGC, o patrocinador não
apenas desta premiação, como do
reconhecimento financeiro semestral aos
coordenadores do Aprender Valor. Daniel,
>> obrigado, João.
nesses eventos sofro do mesmo tipo de
sintoma do João, que é uma um certo
embargo na voz, porque é realmente
um evento e um e um projeto que que a
gente eh que trabalha numa empresa
eh que lida em geral geralmente com
coisas que estão em destruição, né, que
é a quebra de um banco, a falha de um
banco.
Aqui a gente tem a chance de interagir
com vocês que que trabalham com
construção, com a construção do país.
Então isso até para pro nosso espírito,
né, como como pessoas que trabalham com
o ramo da economia em que é corrigir o
que o que deu errado ou tentar recuperar
o que anda meio mal das pernas, eh eh é
aquecedor aqui aos nossos espíritos eh
nos aproximarmos de vocês que constróem
o futuro, que constróem através das
crianças da educação, eh eh a nova
realidade que a gente enxerga. pro país.
Eu queria fazer uma pergunta aqui que eu
mudei um pouco das perguntas que eu
fazia antigamente, que é a seguinte:
quem aqui não ouviu falar do FGC?
Levanta a mão, por favor.
Ninguém, né? Olha que que
impressionante. Eu perguntava quem já
ouviu falar do FGC? Agora eu pergunto
quem nunca ouviu falar do FGC. E agora
vou perguntar um refinando aqui a minha
pesquisa. Quem nunca, quem passou a
ouvir o FGC só nos últimos 12 meses?
É ainda surpreendente, impressionante.
Então, a gente eh a gente é uma empresa
eh que tem mais de 30 anos, tem 30 anos
de assistência, um pouco mais agora, né?
O aniversário foi o ano passado.
Eh, a gente já lidou com 45 episódios de
liquidações bancárias no Brasil nesses
30 anos. Só que essa, esses últimos do
anos, praticamente, mais fortemente nos
últimos 12 meses, acho que a gente
passou a ser conhecido do grande
público.
E isso era um sonho antigo, ser
conhecido do grande público, não da
forma que aconteceu,
gastando o que que a gente tá gastando
de dinheiro, mas eh é era um sonho
antigo ser conhecido. E o FGC é
importante ser conhecido do grande
público, porque ele é um bem da
sociedade brasileira.
a gente vai ler no jornal, né, que é uma
associação privada sem fins lucrativos e
os associados são os bancos e
financeira, são cerca de 250 bancos e
financeiras que são membros do FGC. Eh,
mas o FGC, ainda que se chame um fundo,
não é um fundo de investimento dessas
instituições. Eh, ninguém, nenhuma delas
tem a capacidade de ir lá e sacar os
dinheir o dinheiro do FGC. O dinheiro do
FGC, ele é utilizado quando acontece um
acidente com uma dessas instituições
associadas. E o beneficiário da garantia
somos nós, somos as pessoas nessa sala,
são são os investidores, são os
depositantes. E a gente faz isso para
promover a confiança no sistema
financeiro. Um sistema financeiro que
goze de confiança,
eh, ele produz uma economia mais
estável. Estabilidade
é ingrediente chave pro desenvolvimento
econômico. É difícil a gente imaginar um
país que alcança o seu potencial sem que
ele goze de estabilidade. Se a gente
viver uma loucura por muito tempo, a
gente não vai conseguir evoluir. A gente
precisa ter bases sólidas para evoluir.
E então,
tem tudo a ver o aprender valor com a
missão do FGC, que é a preservação da da
estabilidade financeira do do sistema
financeiro nacional junto com o Banco
Central, obviamente, né? Eh, e com os
outros e com todos os outros agentes. A
gente chama todo mundo a participar
dessa missão. Ela não é de uma entidade,
não é de outra entidade. Eh, preservar a
saúde do sistema financeiro, eh, eh, eh,
é uma é uma tarefa de todos nós e a
educação é ingrediente chave também, eh,
pra gente conseguir esse esse melhor
estágio de bem-estar social lá na
frente. Muito obrigado.
Nós temos ainda quatro redes que fizeram
jusa a menções honrosas por seu
continuado engajamento no Aprender Valor
em 2025 e elas receberão troféus e
certificados de reconhecimento. São elas
na categoria rede estadual de pequeno
porte Alagoas,
na categoria rede estadual de grande
porte Goiás, na categoria rede municipal
de pequeno porte Roraima e na categoria
rede municipal de grande porte o Ceará.
Uma salva de palmas a essas redes que
mere honrosas.
Seguindo com nossa programação, teremos
agora a premiação dos professores que se
destacaram no programa Aprender Valor em
2025. O indicador para a premiação dos
professores é o maior número de
estudantes alcançados por projetos
escolares aplicados registrados na
plataforma. é ainda um pré-requisito que
o professor tenha sido aprovado em uma
das formações do aprender valor. Os
professores foram selecionados por
região geográfica, são dois vencedores
por região. E para a entrega dos troféus
e certificados de premiação desta
categoria, nós temos a honra de convidar
o professor Luís Miguel Martins Garcia,
presidente nacional da União dos
Dirigentes Municipais de Educação a
UNDIM.
E tenho agora a satisfação de convidar
ao palco para o recebimento dos troféus
e certificados os professores Antônio
Costa do Rosário, professor na Escola
Estadual Olavo Brasil Filho em Boa
Vista, Roraima.
Olace da Silva Glória, professor na
Escola Estadual Fuet Paulo Mourão em
Manaus, Amazonas.
Ana Maria Oliveira de Souza, professora
na unidade escolar José Carlos
Pitombeira de Souza em São Miguel do
Tapuio, Piauí.
Marco Antônio Guerra de Oliveira,
professor na Escola Estadual Manuel
Simplício do Nascimento em Maceió,
Alagoas.
Wellington Eduardo Moreira, professor na
Escola Municipal Virgílio Faleiro em
Abadiânia, Goiás, e na Escola Municipal
Luciano da Silva Peixoto, em
Pirinópolis, Goiás.
>> Lucas Adriano Santana, professor na
escola classe 15 de Ceilândia, Distrito
Federal.
Aía Valéria Alves, professora na Escola
Municipal Joaquim Pinto e Souza em
Vassouras, Rio de Janeiro.
Aparecida Ferreira, professora na Escola
Municipal Margarida Soares Guimarães em
Betim, Minas Gerais.
Dilceia Aparecida Gomes, professora na
Escola Municipal de Educação Infantil e
Ensino Fundamental Osvaldino Alves da
Silva em Nova Laranjeiras, Paraná.
e Gisela Farias, professora na Escola
Municipal de Ensino Fundamental João
Claudir Caprosque em Itapca, Rio Grande
do Sul.
para a sua manifestação. Em nome de
todos os professores premiados, tem a
palavra a professora Márcia Aparecida
Ferreira da Escola Municipal Margarida
Soares Guimarães em Betim, Minas Gerais.
>> Bom dia. Eu também tô aqui, ó, com a mão
gelada.
Eh, eu quero me apresentar primeiro. Eu
tô de macacão preto e branco. Sou loira,
tenho os olhos azuis.
Eh, tô de bota e eh queria falar da
grande honra, do prazer imenso estar
aqui, né? muito gratificante receber
esse prêmio depois de quase quatro
décadas na educação. Então, em nome dos
meus colegas, eh, eu acredito que o
nosso mundo é educação, né? O meu mundo
é, eu sou apaixonada pelo que eu faço,
sabe? Tô numa resistência enorme a
aposentar, porque eu ainda gosto, ainda
sinto que eu posso contribuir com a
educação, sabe?
Quando eu conheci o programa o Aprender
Valor, aí que a minha alegria assim, o
meu incentivo, o meu entusiasmo em
trabalhar e ver o olho dos meninos
brilhando ali no dia a dia com os
projetos, com a proposta. Então, todos
os dias eu acordo com aquele desejo de
ensinar mais um pouquinho. Eu acho que
meus colegas todos, né, que desenvolvem
esse trabalho tem esse sentimento.
Então, gostaria muitíssimo de agradecer,
agradecer e falar da diferença que faz
esse programa na vida de cada um, né? É
com muita gratidão, com muita honra que
eu tô aqui representando todos os
colegas e principalmente onde eu
trabalho em Betim, a escola, pelo apoio,
pela leveza que ela nos proporciona para
desenvolver esse projeto.
>> Muito obrigado, professora.
Muito obrigado e nossos parabéns. E
antes da foto oficial, aliás, eu já peço
que vocês se permaneçam todos aqui no
palco. Ah, a gente vai passar a palavra
já pro professor Luís Miguel, mas eu
peço a vocês já que se posicionem para a
foto oficial, o professor Luís Miguel ao
centro, por favor. OK? E enquanto isso,
eu vou contando para vocês que além dos
certificados e troféus, os professores
que se destacaram no ciclo 2025 do
Aprender Valor receberão cada um prêmio
em dinheiro no valor de R$ 4300.
Eu
confesso que eu esperava sorrisos de
felicidade neste momento.
Vamos agora ouvir o professor Luís
Miguel Martins Garcia, presidente
nacional da União dos Dirigentes
Municipais de Educação. Um diim. Eu peço
a todos que permaneçam no palco.
Professor Luís Miguel, se quiser vir ao
púlpito, assim a gente fica um professor
em meio aos professores. Muito obrigado.
>> Muito obrigado.
>> Aquele ajuste de tamanho aqui, né? Eu
quero quero saudar
inicialmente a todos os os vencedores
aqui e que representam um Brasil inteiro
que atuou no Aprender Valor. Eu quero
saudar em nome da Priscila toda a
estrutura do Banco Central, o Fundo
Garantidor de Crédito também, que foi
muito importante para esse momento, e
apresentar a nossa instituição. Eu sou
um homem de 55 anos de idade, cabelos
grisalhos, 1,65 m de altura, visto uma
calça jeans, um blazer por cima de uma
camisa azul clara com um belo crachado
evento e uso óculos de abas escuras. A
ONDIM é uma entidade que representa os
5.569
municípios brasileiros no regime de
colaboração, União, Estados e
Municípios, assim como CONED representa
secretarias estaduais e o Ministério da
Educação representa o governo federal, a
estrutura federal no regime de
colaboração que executa a educação no
país. Estamos lá agora muito felizes com
o Sistema Nacional de Educação que está
dando uma nova organização pra educação
brasileira. E esse movimento aqui
representado por estas redes que foram
destaques e que aqui estão representando
um conjunto imenso e dizer que eh nós
conseguimos levar o programa, né, essa
parceria do Banco Central com ONDIM
levou para todos os estados brasileiros
e para nós educação financeira significa
tudo aquilo que já ouvimos nas falas
anteriores, Mas significa sobretudo
fazer o desenvolvimento de um país dando
sustentabilidade e equidade. Equidade de
estudo num país com tantas diferenças
como o nosso, que é capaz de conviver eh
e suportar muitas vezes, mas nós
professores não suportamos uma
desigualdade que coloca ao lado das
maiores riquezas, bolsões e áreas de
miséria e pobreza. Ainda no ano de 2026,
eu não tenho dúvida de que quando um
aluno, uma criança, um jovem, um adulto,
quando primeiro perfaz o seu curso de
escolaridade,
é essa família toda sai do grau de
pobreza extrema, porque ele não aceita
mais que alguém da sua família viva em
situação de pobreza e de miséria.
Certamente muitos daqui, nós e entre
vocês, foram os primeiros a terem um
curso superior na família, mas eu tenho
certeza que muitos de vocês, assim como
eu, não foi o primeiro a ter o curso de
doutorado, porque a no bom sentido da
expressão, a porteira se abriu e a gente
vem trazendo toda a família e outros
tiveram esta oportunidade de avançar.
Então, professoras e professores que
aqui estão, técnicos que atuam no
programa, este programa ele é
transformador de vida, ele é gerador de
liberdade, liberdade de escolha,
liberdade para trilhar os caminhos e
para dizer que nós de fato estamos
caminhando para construir o país que a
nossa população merece. Eu não tenho
dúvida em dizer que este processo ele é
irreversível de transformação de país. E
a transformação do país, ela passa pela
transformação das escolas públicas e do
público que ali está presente. Porque a
escola pública não exclui, inclui, ela
não escolhe, ela inclui, ela coloca
todos dentro e ali nós temos esse
desafio. Nós lutamos todos os dias. Se
sai da escola, nós fazemos buscativo
escolar. A UNDIM desenvolve junto com eh
UNICEF o programa Busca Ativa Escolar no
Brasil, que não aceita deixar ninguém
fora da escola. E agora a gente também
não aceita mais deixar ninguém
dependente eh financeiramente,
sejam de instituições, sejam de outras
pessoas de imprensão de dinheiro. Nós
queremos gerar autonomia, gestão e o
programa Aprender Valor tem dado uma
contribuição imensurável a esse país.
Então, parabéns a todos vocês, parabéns
a todos que aqui estão, que nos
acompanham nas redes, porque esse
momento ele celebra sobretudo uma eh um
processo de gerar educação com
qualidade, mas um processo de gerar
educação libertadora por meio da
independência também financeira. Assim
como as crianças ajudaram ensinar os
pais a usarem cinto de segurança, as
crianças, os jovens e os adultos na
escola vão ajudar as suas famílias a
usar o dinheiro com segurança e como
instrumento para trabalhar por nós e não
nós eternamente por ele. Muito obrigado.
Vida longa esse programa e contem
cominha.
Muito obrigado, professor Luís Miguel
Martins Garcia, presidente da UNDIM
Nacional. O Banco Central é muito grato
pelo apoio da UNDIM Nacional e de todas
as seccionais da UNDIM de norte a sul do
Brasí. Muito obrigado.
>> Obrigado, presidente.
Avançando com a programação, nós vamos
agora premiar as escolas que se
destacaram no programa Aprender Valor em
2025.
Nesta categoria são premiadas as escolas
que apresentaram o maior índice de
engajamento nas três etapas do programa
Aprender Valor em 2025, composto pelo
percentual de estudantes alcançados por
projetos escolares, o percentual de
profissionais formados e o percentual de
alunos avaliados nas avaliações de
entrada e de saída em letramento
financeiro. Cinco escolas serão
premiadas, uma em cada região geográfica
do Brasil. Eu vou enfatizar mais uma
vez, as três etapas que compõem o
Aprender Valor são a formação online dos
profissionais da educação, professores,
gestores, coordenadores pedagógicos,
etc.,
a aplicação de projetos escolares em
sala de aula, em que a educação
financeira é integrada aos componentes
curriculares obrigatórios, especialmente
língua portuguesa, matemática, geografia
e história e as avaliações de
aprendizagem e letramento financeiro no
primeiro semestre do ano. segundo
semestre do ano, nós temos o prazer e a
honra de convidar ao palco para a
entrega dos troféus e certificados de
premiação das escolas, a professora Ana
Valéria da Silva Dantas, coordenadora
geral de Estratégia da Educação Básica
do Ministério da Educação,
tenho a honra de convidar ao palco para
o recebimento dos troféus e certificados
às escolas premiadas. Pela região norte,
a escola municipal Rural Imaculada
Conceição de Tefé Amazonas, representada
por seu diretor, Jimmy Vanardo Carvalho,
do Nascimento Marcos.
Pela região Nordeste, a Unidade Escolar
Amador Cardoso de São Miguel do Tapuio,
Piauí, representada por seu diretor,
Filangi da Cruz Ribeiro Araújo.
pela região Centro-Oeste, a escola
Classe 15 de Seilândia, Distrito
Federal, representada por sua diretora,
MariaÂela Rolindo Oliveira,
pela região Sudeste.
A Escola Municipal Antônio de Castro
Pinto, de Governador Valadares, Minas
Gerais, representada pela professora de
educação digital, Renata Maia Reis,
presente em nome da diretora Nilsa Maria
Maia dos Reis.
pela região sul, a Escola Municipal de
Ensino Fundamental João Claudir
Caprosque de Itapuca, Rio Grande do Sul,
que tem como diretora Marilde Nunes
Benedito, receberá o prêmio concedido à
escola à Secretaria de Educação do
Município de Itapuca, Analice CBN
Casagrande.
para a sua fala. Em nome das cinco
escolas premiadas por região geográfica,
convidamos Jim Ivanardo Carvalho do
Nascimento Marcos, diretor da Escola
Municipal Rural Imaculada Conceição de
Tefé Amazonas.
Então, quero agradecer, dar um bom dia a
todos.
Eh, como já foi apresentado, então sou
um homem de 36 anos. Estou vestindo uma
calça preta, uma blusa na cor caqui, sou
indígena também.
Eh, vim representando a escola, como foi
dito, da zona rural.
Então, não é perto da cidade. Eu quero
agradecer ao Banco Central, ao
a
importância do Banco Central de apoiar,
porque nós sabemos que a educação
financeira até um tempo atrás não era
acessível
a todos, né?
A educação financeira ela é importante.
Teve uma palestra anterior que o
professor lhe disse que tínhamos que ter
foco em algo. Há 8 anos atrás eu tive
uma depressão. Fui falar lá com quem
cuida de quem não bate bem da cabeça.
Ele disse que eu tinha que ter um foco
em alguma coisa. Eu disse: "O que que eu
gosto?" dinheiro.
Então, só que a gente a gente diz assim,
gosto de dinheiro, mas a gente não gosta
de um jeito certo, né? Então, a gente
pega dinheiro e gasta. A gente pega hoje
e gasta hoje. Então, aí eu fui
pesquisando. Aí eu encontrei um canal do
Mip com da Natália Arguri. Então eu fui
focando ali. Então eu parei de tomar o
Revotril, parei de tomar o clonó Zepan.
Então, no foco aí quando chegou o
projeto a aprender valor com a
modalidade de educação financeira na
escola, é digo tá aí, porque nós
professores, além de nós cobrarmos
nossos alunos, mas nós mesmos não temos,
muitos não têm a capacidade
administrativa do dinheiro. Nós sabemos
que tem estudos que professores são
endividados, professor pagando cartão
com outro cartão, entendeu? Então, a
educação financeira ele ela é importante
não só paraa qualidade dos nossos
alunos, quanto para nós mesmos. Então, o
Banco Central ele deu uma cartada
grande. Então, daqui a 10 anos, 20 anos,
com o empenho de nós, de cada um de nós,
a gente vai sair do vermelho. Vamos
parar de ver final de ano aquela enquete
ali que cartão de crédito, cartão de
crédito, cartão de crédito,
parcelamentos.
Então, acho que eu já até parapolei.
Então, é isso. Quero agradecer o Banco
Central, é o Aprender Valor, que
continue investindo,
porque através da educação e não só a
educação de português, matemática,
história, a gente precisa da educação
financeira, porque é um alinhado ali,
eh, é uma coisa, se o teu, a tua finança
não tá certo, não tá bem, como é que tu
vai melhorar no teu trabalho?
Eh, foi dito também classe D, C e D, que
é a gente se preocupar em sustentar
nossos pais, mas se a gente aprender
hoje a educação financeira, a gente vai
ter um equilíbrio, né? A gente vai ter
um dinheiro mais para para investir num
filho, né? Então, educação financeira é
importante, esse aprender valor é
maravilhoso.
Então, eu fico feliz em representar meu
estado, meu município.
Quero agradecer
ao prefeito da minha cidade que ele deu
a iniciativa junto com o representante
da UNDM do meu do Amazonas que é da
minha cidade e ele é o secretário,
professor Marcos Lúcio. Então, os dois
juntaram e lançaram a proposta e nós
caímos,
eh, entramos de de mãos dada
e aí eles não focam só na cidade, eu sou
do interior, entendeu? Então, não ficou
focado, ele pegou todos, então todo
mundo tá crescendo.
Então, é só agradecer a todos e
agradecer meus colegas, né? que nós
possamos ir mais adiante. Tem outra,
vamos tentar ganhar de novo, né, gente?
que agora me motivi.
>> Obrigado.
>> Muito obrigado, professor Jim, os nossos
parabéns a todas as escolas premiadas
por seu engajamento no programa Aprender
Valor e os nossos parabéns, em especial
à equipe da Escola Municipal Rural
Imaculada Conceição. Eu lhe peço também,
professor Jimy, que leve o nosso forte
abraço aos professores Dorani Cruz e
Norete Meirelles Ribeiro de Tefé. Entra
ano, sai ano. Tefé tá aqui sendo
premiada, se destacando, engrandecendo o
Amazonas. Inclusive o Doraniel, ele é o
cara do programa,
ele dá suporte a tudo. Eu esqueci de
agradecer ele, mas sem ele ele faz tudo.
A gente pode mandar mensagem a hora que
for, ele tá pronto, ele entende tudo.
>> Uma salva de palmas pro Durani.
Enquanto vocês se posicionam para a
fotografia oficial com professora Ana
Valéria ao centro, eu conto para vocês
um detalhe importante. Além dos
certificados e troféus que vocês já têm
em mãos, as escolas que se destacaram no
ciclo 2025 do Aprender Valor receberão
também um prêmio em dinheiro no valor de
R.000 de reais por escola.
Fotografia oficial. OK. Muito obrigado,
professores.
Muito obrigado a todos. Peço à
professora Ana Valéria que permaneça no
palco ainda para a próxima premiação.
Nós teremos agora um momento de grande
importância pro aprender valor e que
celebra a cidadania financeira em nosso
país, com a busca da equidade e da
educação financeira adequada aos mais
diversos segmentos da sociedade
brasileira. Teremos agora a premiação da
escola indígena e da escola quilombola,
que tiveram maior engajamento no ciclo
de 2025 de nosso programa. Os troféus e
certificados dessa premiação serão
entregues pela professora Ana Valéria da
Silva Dantas, do Ministério da Educação.
Os critérios para seleção das premiadas
foram os mesmos aplicados para as demais
escolas. Eu tenho a honra de convidar ao
palco para o recebimento dos troféus e
certificados os diretores das escolas
indígena e quilombola.
Na categoria Escola Indígena, a escola
vencedora é a Escola Indígena José
Carapina de Pariconha, Alagoas,
representada por seu diretor, Domingo
Sávio do Nascimento.
Na categoria Escola Quilombola, a
vencedora é a Escola Municipal de
Ensino. Fundamental e Infantil Manuel
Francisco da Silva de Morrinho, Ceará,
representada por seu diretor, Fábio
Júnior de Souza.
Antes de ouvirmos os dois diretores, eu
quero comunicar a vocês que além dos
certificados de troféus, a escola
indígena e a escola quilombola premiadas
receberão um prêmio em dinheiro no valor
de R$ 17.000 para cada escola.
Passamos agora a palavra ao professor
Fábio Júnior de Souza, diretor da Escola
Municipal de Ensino Fundamental e
Infantil Manuel Francisco da Silva de
Morrinhos, Ceará.
Bom dia.
Bom dia, não, já é tarde, né? Boa tarde.
Eh, meu nome é Fábio, como já foi
falado, sou negro, eh, tenho 47 anos,
estou usando sapatos e meias pretas,
estou com uma calça cinza, uma blusa
bege e um blazer preto.
Faço parte da Arquinjum,
a Associação dos Agricultores
Remanescentes Quilambola de Jucumans
e moro na cidade de Morrinho, Ceará.
É com grande alegria que eu venho hoje
receber essa premiação e dedico a todos
que fazem a escola Manuel Francisco da
Silva, em especial aos alunos e
professores, que é quem vivencia o
projeto, quem recebe as informações e tá
no dia a dia batalhando. Gostaria de
agradecer e dedicar também a técnica da
secretaria, a Rubenita, a nossa
secretária de educação, Girliane
Teixeira, que é uma mulher que veio
alavancar a educação de Morrinhos, só
faz, só vai crescendo a cada ano e ao
nosso prefeito Jerônimo Neto Brandão,
que não mede esforço para fazer uma
educação de qualidade. Prova disso é que
nós estamos sempre entre os primeiros na
região.
Sobre o aprender valor, o que é que eu
falo? É um programa que vem somar na
vida de todo mundo. Nós, ah, esqueci,
duas pessoas especiais, desculpe. É,
meus coordenadores Pedro e Maria, que
estão meus parceiros do dia a dia.
É, esse programa ele veio só a a somar
nas nossas vidas, porque a partir do
momento que uma criança aprende na
escola a aprende que se ela começar
juntar moedinhas, ela pode realizar um
sonho, ela aprende o quê? Aprende que é
capaz, que ela pode crescer sendo um
jovem com expectativa de futuro. É um
jovem que eu penso assim: "Não, eu tenho
que estudar, eu tenho que ser alguém."
E quando eu cresce com esse pensamento,
que é que eu faço? Eu me torno um adulto
responsável e por consequência um adulto
capaz de ser alguém na vida. Então eu
quero parabenizar a todos do Banco
Central, a Ambima, a todos os parceiros
do Aprender Valor por esse belo programa
e dizer para aquelas escolas que ainda
não foram premiadas,
continue trabalhando que em qualquer
hora pode ser um de vocês também.
Obrigado.
Muito obrigado, professor Fábio Júnior
de Souza. Parabéns a você e a toda a
equipe da Escola de Ensino Fundamental e
Infantil Manuel Francisco da Silva de
Morrinhos. Vamos ouvir agora as palavras
de Domingo Sávio do Nascimento, diretor
da Escola Indígena José Carapina de
Pariconha, Alagoas.
Boa tarde a todos e todas.
Eh, com imenso prazer e satisfação
que eu recebo esse prêmio. Dedico a
todas as categorias de escolas indígenas
de norte a sul, leste, oeste e agradecer
especialmente as instituições que
proporcionam esse grande evento. Eh, é
muito gratificante.
Desde o momento em que a gente recebeu a
na plataforma a adesão ao programa, nós
não acreditávamos que seríamos
contemplados. E eu vejo que essa essa
condição de nos colocar na equidade, ela
nos levará longe. Há muitas pessoas que
fazem de conta que o que os programas
eles não nos levarão aonde eh quer que
estejamos, mas é não há um um receita
mirabolante.
Basta que você se integre e você tem um
engajamento em em equipe
da qual eu quero eh agradecer eh de ter
feito parte de uma equipe que acreditou
no sonho, a equipe diretiva, os
professores, os alunos, que é o o que
nós precisamos levar sempre além, eh
sobretudo é o que foi dito nas falas dos
expositores
E e isso me me enriqueceu, me deixou com
muita muita satisfação em saber que o
processo do aprender valor, ele não é um
projeto em si
eh de valor, ele é também de vida. Os
expositores colocaram muito bem a
questão, não só econômica, mas também
emocional. Todas as falas tiveram foram
bem concisas e tudo isso eh enriquece.
nosso momento, né? Eh, não quebrando o
protocolo, desculpem de ter pulado essa
etapa. Eu sou um homem de descendência
indígena, 58 anos de idade, eh 1,78 m.
Estou trajando um terno preto, uma calça
preta, botas marrons. Uso adereços
contemporâneos eh urbanos, mas também
destaco e o colar da minha comunidade
com sementes nativas e um outro de uma
pulseira de madeira eh para fazer jus ao
nosso território.
E não me alongando mais, agradecer mais
uma vez aos parceiros, ao a UNDIM, o
Banco do Brasil por esse momento honroso
e é isso. Muito obrigado.
>> Muito obrigado, professor Domingo Sávio
do Nascimento. Nossos parabéns a você e
a toda a equipe da Escola Indígena José
Carapina de Pariconha, Alagoas. a escola
indígena que se destacou pelo
engajamento no programa Aprender Valor
em 2025. Nós vamos agora ouvir a
professora Ana Valéria da Silva Dantas,
coordenadora geral de Estratégia da
Educação Básica do MEC, Ministério da
Educação.
>> Olá, gente. Boa tarde para todas e
todos. Eh, bom, eu sou uma mulher preta
de 51 anos de idade, quase 52. com
cabelos crespos na altura dos ombros. Tô
usando um macacão preto,
uma um sapato vermelho e um palitó eh
marrom bege. Eu tô muito feliz de estar
aqui, gente, muito feliz por vários
motivos. E eu quero começar assim
trazendo para cada um de vocês, né, eh,
e para as pessoas também que estão nos
assistindo remotamente, os cumprimentos
do nosso ministro Léo Barquini, da nossa
secretária de educação básica,
professora Cátia Schicart e da nossa
diretora Teresa Farias. Eh, todos são
muito comprometidos com essa pauta da
educação financeira.
Eh, quero cumprimentar assim muito
especialmente o Banco Central, a Ambima,
o FGC e demais parceiros, né, que
colocaram essa essa premiação, esse
encontro de pé e parabenizá-los, né, por
toda a sua importância e também por
entender que essa é a coroação de um
trabalho, né, que vocês desenvolveram ao
longo de todo um ano e muita coisa,
muito desafio, muito enfrentamento.
Então, eu acho que eh posso entender um
pouco, sendo professora da educação
básica, como que vocês premiados estão
se sentindo aqui hoje, né? O quanto que
essa vitória é especial para vocês. E a
gente, o Banco Central é um parceiro
nosso, muito próximo, né? nós temos um
acordo de cooperação técnica e eu quero
assim cumprimentar muito especialmente a
Priscila e a Ana Márcia, porque a gente
tá sempre muito juntas assim nos nossos
encontros, eh, seja com técnicos das
regiões ou com, eh, entre nós, né,
nossas equipes, pensando juntos próximos
passos. e dizer que então no ano passado
o Ministério da Educação lançou um
programa chamado Na Ponta do Lápis, que
é um programa que tem foco em educação
financeira, fiscal, previdenciária e
securitária. E esse programa nasce muito
inspirado, né, muito entendendo que o
Ministério da Educação junto com os seus
parceiros de sempre, né, é um dim aí
aproveito e cumprimento o professor Luís
Miguel concede, eh
a gente foi entendendo que precisava dar
uma resposta pra sociedade na forma de
um apoio, de uma estratégia de apoio às
às redes e aos professores de como
enfrentar
uma uma demanda contemporânea, de como
preparar melhor os nossos estudantes e
primeiro a nós mesmos educadores para eh
tratar cotidianamente da pauta da
educação financeira. É relevante dizer
que a educação financeira já é uma
temática curricular prevista na Base
Nacional Comum Curricular lá desde 2018,
né? Aparece como um uma temática
contemporânea transversal. O que que
isso quer dizer? Que não necessariamente
essa temática precisa ser uma matéria,
um componente curricular. Uma disciplina
que os estudantes vão estudar na sala,
ela pode ser desenvolvida por
professores de quaisquer componentes
curriculares. Então, eu, por exemplo,
Ana Valéria, sou formada em filosofia e
na filosofia eu também posso trabalhar a
educação financeira, eu posso trabalhar
essa abordagem que é transversal, que é
contemporânea, que interessa a todos
nós, tá acontecendo no mundo e que a
gente precisa eh tá mobilizado de alguma
forma.
No entanto, quando a gente fala assim
que é transversal e diz que todo mundo
pode fazer, tem um forte risco de
ninguém fazer, né? Aquilo que a gente tá
dizendo assim, todo mundo pode, quem é
que faz? Como é que a gente vai dando
mais diretriz para tudo isso?
E e então o ministério eh percebendo,
né, ainda com o ministro Camilo,
percebendo eh esse esse aumento, né, do
endividamento das famílias a partir
também do lançamento do PED meia, que é
um programa eh pedagógico, né, um
programa de educação do Ministério da
Educação com foco na conclusão do ensino
médio, mas que apoia os estudantes do
ensino médio com eh incentivos de
matrícula, de frequência de Enem, de
aprovação. A gente foi entendendo também
que era importante que esses estudantes
também tivessem um apoio, um suporte,
né, para como fazer bom uso desse
recurso, porque o que pra gente pode
parecer muito pouco para aquele sujeito
ou para aquela família é o seu primeiro
contato com o primeiro dinheiro que é
seu, né? O que que eu faço com aquilo?
Como é que eu invisto esse dinheiro? Eh,
e aí a gente foi entendendo que também
não era momento e não era nem necessário
é reinventar a roda. A gente já tinha o
aprender valor acontecendo. A gente
entendeu que o aprender valor era uma
estratégia muito completa, porque
entregava formação, avaliação, projetos
a partir de uma matriz que estava
alinhada com a Base Nacional Comum
Curricular. Eh, e através da nossa
aproximação, das nossas conversas, né,
essa matriz que até então era uma matriz
para anos iniciais e anos finais, eh,
também foi foi eh digamos ampliada, né,
entregando uma matriz que também se
estende pro ensino médio. Então, acho
que a matriz é o coração, né, da
educação financeira. Quando a gente fala
de educação financeira, a primeira coisa
que a gente tem que pensar é assim: o
que que é que eu ensino? o que que é
importante que os estudantes aprendam em
cada sério ano de escolaridade. E acho
que a matriz entrega isso, né, junto com
todos esses outros recursos pedagógicos,
eh, que eu acabei de mencionar. E a
gente fica muito feliz, então, de poder
participar aqui desse momento. A, o
nosso programa foi lançado no finalz, no
início do primeiro semestre do ano
passado. No ao longo do segundo
semestre, nós fizemos a a adesão,
contando com a adesão hoje de mais de
4.000 municípios. Eh, contando
municípios e estados, né, são mais de
4.000 redes. Então, é bastante
expressivo pra gente num primeiro ano de
lançamento da política. E e um desses
compromissos que são assumidos por esses
entes que assumiram, que aderiram ao
programa, é que as suas escolas
implementem o aprender valor. Então a
gente espera que essa política, que esse
programa, né, seja eh desenvolvido em
todas as escolas do nosso país e a gente
entende o quanto que ele é relevante
paraa formação dos estudantes e paraa
formação dos professores. E por fim,
gente, eu quero dizer que eh professor
Luís Miguel, né, já trouxe isso também
de algum modo, mas quero também poder
reiterar que quando a gente tá falando
da educação financeira, eh a gente tá
falando de transformação social,
política econômica. Não dá para pensar
num país que evolui se o povo, se cada
cidadão não tá financeiramente estável,
saudável, evoluído, né? Então, se a
gente quer falar de eh superação de
desigualdade, promoção de equidade, a
gente tem que tocar na educação
financeira. E muitas vezes na escola
pública essa é uma temática um pouquinho
espinhosa. Nós atendemos estudantes das
eh que toritariamente perfis das classes
C, D e E. E há muita gente que pensa que
não faz sentido falar de educação
financeira para quem tá numa situação de
pobreza extrema, para quem tá numa
situação de pobreza, mas é é justamente
para essa parcela da população, é essa
parcela da população que mais precisa eh
construir habilidades e competências que
lhe permitam eh serem adultos,
autônomos,
críticos, eh sustentáveis, né, que
pensem o seu consumo a partir de uma
perspectiva sustentável para si e pro
seu território, né, e pro planeta. Então
acho que pra gente, né, a gente olha
para essa política muito desse lugar de
de que é uma uma um propulsor, né, de
transformação, de mobilidade, de
equidade, de promoção de equidade e de
superação de desigualdade. E eu quero
assim cumprimentar muito especialmente
as sete escolas que passaram por aqui, a
escola Quilombola, a escola indígena, as
cinco primeiras, né, que já desceram.
Eh, vocês diretores, né, profissionais
que tão eh assumindo esse papel de
mobilizar seus professores, sua
comunidade escolar, são atores
importantíssimos pro fortalecimento
desse processo e paraa transformação do
seu próprio lugar, né, começando da
escola. E como muitos já disseram antes
de mim, a os nossos estudantes, né, as
crianças, os adolescentes, os jovens, os
adultos também que estão na escola
pública, eles eh são multiplicadores,
eles saem dali e voltam paraas suas
casas e dividem o que aprenderam com
várias outras pessoas. Então, assim, o
poder de alcance de cada coisa que a
gente faz é muito grande e a gente fica
muito feliz com uma iniciativa como
essa, com os relatos, né, pude ir
conversando com alguns que foram
contando suas próprias histórias. Então
isso é inspirador é pra gente e imagino
que também pros seus pares, pros seus
colegas. Eu parabenizo a cada um e me
sinto muito honrada por estar aqui.
Muito obrigada.
Muito obrigado, professora Ana Valéria
da Silva Dantas. os nossos
agradecimentos a você, mais profundos
agradecimentos por todo o apoio ao
Aprender Valor. Nossos agradecimentos ao
Ministério da Educação pela parceria, em
especial pela escolha do Aprender Valor
como a plataforma oficial do programa na
Ponta do Lápis. Nossos parabéns a todas
as escolas premiadas, escola quilombola,
escola indígena, a todas as cinco que
foram premiadas anteriormente. Muito
obrigado. São vocês que fazem o programa
existir na ponta.
>> Pessoal, eu
eu queria agradecer a logística, né,
desde as plataformas até a nossa
chegada. foi perfeita. Então,
continuemos sempre assim nessa
perspectiva. E queria parafrar também o
nosso patrono Paulo Freire, que ele usa
a máxima que se a educação sozinha não
consegue transformar a sociedade,
tampouco sem ela a sociedade consegue,
né? Então é isso aí. Muito obrigado.
>> Nesta categoria das escolas, nós temos
ainda duas escolas que fizeram ju a
menções honrosas por seu engajamento no
Aprender Valor em 2025. Elas não
receberão prêmios em dinheiro, mas sim
troféus e certificados que já foram
enviados. São duas escolas quilombolas.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental
e Infantil Miguel Avelino Vasconcelos de
Morrinho, Ceará, e a Escola Quilombola
José Pereira Silva de Alto Alegre do
Maranhão. Uma salva de palma.
Nós chegamos agora ao ápice desta
cerimônia de premiação, o momento em que
reconhecemos o engajamento das
secretarias municipais de educação. Para
esta categoria, de acordo com a
quantidade de escolas que as integram,
as secretarias municipais foram
divididas em dois grupos, pequeno porte
e grande porte. As secretarias que serão
premiadas são aquelas que apresentaram
em cada grupo, pequeno grande porte, o
maior percentual de escolas da rede
municipal participantes de todas as
etapas do programa Aprender Valor.
Relembro as etapas avaliação do
letramento financeiro, aplicação dos
projetos escolares em sala de aula e
participação dos professores e gestores
nas formações. Sim, em resumo, as
escolas vencedoras, as as os municípios
vencedores são aqueles cujas secretarias
tiveram o maior engajamento no seu
conjunto de escolas. Convidamos para a
entrega dos troféus e certificados de
premiação desta categoria, Luís Mansur,
Luís Gustavo Mansur Siqueira, chefe do
Departamento de Promoção da Cidadania
Financeira do Banco Central do Brasil.
E temos a satisfação e a honra de
convidar ao palco para receberem os
prêmios as representantes dos municípios
vencedores. na categoria rede de ensino
de pequeno porte,
o município de Moreira Sales, Paraná,
representado pela secretária municipal
de de educação, Maria Eugênia da Silvia
Vioto,
na categoria rede de ensino de grande
porte, o município de
São Miguel do Tapuio, Piauí,
representado pela Secretária Municipal
de Educação, Marcele Gomes Cardoso.
Antes de ouvirmos as secretárias, eu
tenho o prazer de contar a todos vocês
que além dos certificados e troféus, as
secretarias municipais de Moreira Sales
e de São Miguel do Tapuio, receberão
cada uma um prêmio em dinheiro no valor
de, conta pra gente, Priscila,
R$ 27.000 por escola.
Para ouvirmos seu depoimento, passamos a
palavra à secretária municipal de
educação de Moreira Sales, Paraná, a
professora Maria Eugênia da Silva Vto.
>> Eu sou Maria Eugênia,
moro no município de Moreira Sales,
estado do Paraná, nos rincões, lá bem
distante, no noroeste, sou uma mulher
preta. cabelos alisados,
uso roupas, roupa marrom, vestidos e
botas
e tenho o nariz achinelado.
Eu queria desejar um bom dia e agradecer
a todos por estar aqui representando
essa essa essa essa instituição,
as secretarias municipais de educação.
Mas antes eu queria dizer, se o Dr.
Pedro ainda estiver presente, que guarde
um Rivotril. Porque eu tô com medo de
coisar.
Vocês
não têm ideia do que é estar aqui
olhando para tanta gente importante e
cada um que está aqui representa as
nossas unidades escolares. Eu quero
fazer cumprimentos especiais ao Billy,
ao senhor Billy, ao senhor Bruno, a
senhora Isabela e ao Senr. João que se
faz presente. Em suas falas lá do
início, foi dito que são pequenas ações.
Eu quero retirar isso de pauta e dizer
que para nós, enquanto educadores, não
são pequenas ações. Se a gente pensar na
grandiosidade do programa Aprender
Valor, que sai lá do Amazonas, passa
pelo meu Paraná, chega ao Rio Grande do
Sul e que abrange todas as unidades da
federação, só por isso já valeria a
pena.
O Aprender Valor é um programa
impactante,
é um programa que produz e que leva e
que conduz as nossas crianças à
verdadeira cidadania.
Se pensarmos que esse programa ele
ultrapassa os muros da escola, ele chega
às famílias e ele vai além da sala de
aula em que as nossas crianças e aqui eu
falo por elas porque a minha rede
municipal vai de até o 5º ano do ensino
fundamental.
Mas quero também puxar um gancho e dizer
que muito se falou aqui em longevidade.
As nossas crianças são as sementes e nós
estamos plantando essas sementes e dando
essas pílulas para que essas crianças
cheguem à longevidade realmente com essa
equidade, realmente com essa questão
financeira pronta para viver mais
adiante. Então só por isso já valeria a
pena. nossas crianças no município. Eu
tenho aqui a alegria e a felicidade de
estar representando
a categoria engajamento.
Nesta categoria, o meu município, meu
pequeno município, ele tem 100%
de todas as nossas escolas que
participam do aprender valor. E eu não
posso deixar de dizer o quão grande é o
impacto desse programa no meu município.
Enquanto escola, enquanto secretaria,
eu devo dizer, e a gente tem que
relembrar aqui, temos a presença do MEC,
eh, de dizer que esse programa ele vem
ao encontro do que a BNCC nos encaminha,
ligado a todas as disciplinas. E aí nós
fazemos com que o papel interdisciplinar
dessas dessas tantas disciplinas acabem
culminando,
seja através das formações, seja através
das avaliações, seja através dos
projetos que são desenvolvidos. Nossos
professores são instrumentalizados a
trabalhar de uma forma muito bonita, com
muita propriedade, pelo suporte que o
Banco Central, a quem eu quero
parabenizar, a todos os organizadores
desse evento também e dizer que eles
ficam habilitados,
porque diante dessa formação e do
trabalho que é desenvolvido, nós temos
suporte suficiente para desenvolver um
bom trabalho. engajamento é a minha
categoria. Eu gostaria de trazer paraos
senhores a gênese dessa palavra
engajamento, que ela diz adesão
no dentre tantos seus significados,
planejamento, dentre outras coisas. E
nesse sentido eu quero dividir essa
premiação com toda a minha equipe, a
equipe da Secretaria de Educação, na
pessoa da minha coordenadora Andreia,
que é a responsável pelo projeto lá na
secretaria. a todos os meus professores,
coordenadores e diretores e alunos e em
especial ao nosso prefeito Luís Volpato,
que dá todo o apoio que tem a educação
como uma das meninas dos seus olhos.
Agradeço a todos e quero dizer para
terminar a minha fala: o aprender valor,
ele tem um valor imensurável e
impactante. Muito obrigada.
Muito obrigado, secretária Maria Eugênia
da Silva Vioto, e nossos parabéns ao
município de Moreira Sales, no Paraná.
Nós passaremos agora a palavra à
Secretária Municipal de Educação de São
Miguel do Tapuio, Piauí, professora
Marcele Gomes Cardoso.
Obrigada.
>> Boa tarde a todos. Eh, eu sou a
professora Marcele Cardoso, estou
dirigente municipal de educação de São
Miguel do Tapuio, né? Sou uma mulher
parda, de cabelos longos e escuros.
Estou usando uma sandália dourada, uma
calça azul, uma blusa preta e sempre
carrego comigo uma joia em Opala, né,
que representa o território do meu
município, a qual tenho um grande
orgulho de estar aqui representando
hoje, tá? É uma grande alegria receber
este reconhecimento em nome da
Secretaria Municipal de Educação de São
Miguel de Tapoio, do prefeito Pompilin,
que sempre apoia e trabalha para ofertar
uma educação de qualidade no nosso
município. é, dos gestores escolares,
igual a gente já tem uma representação
aqui hoje, o gestor filangier, dos
professores, a qual a gente também tem
uma representante, a professora Ana
Maria, do dos demais profissionais da
educação de São Miguel do Tapuio e dos
estudantes que acreditam no poder
transformador da educação. O programa
Aprender Valor nos mostrou que a
educação financeira ela vai muito além
de números, né? Ele desenvolve autonomia
nos nossos estudantes, responsabilidade,
planejamento e contribui paraa formação
de grandes cidadãos mais conscientes e
preparados paraa vida.
Eh, receber este prêmio reforça a
certeza de que investir em práticas
pedagógicas significativas fazem a
diferença na aprendizagem e no futuro
dos nossos estudantes. Então, eu quero
deixar aqui a nossa gratidão eterna ao
Banco Central, a equipe do Aprender
Valor e a todos que caminham conosco
nessa missão de transformar vidas eh por
meio da educação. Muito obrigada.
Muito obrigado, secretária Marcele Gomes
Cardoso, e nossos parabéns ao município
de São Miguel do Tapuio. Nós vamos agora
fazer uma foto oficial, mas eu gostaria
de pedir a professora Ana Valéria e ao
professor Luís Miguel que se juntem a
nós aqui no palco.
Enquanto isso, eu conto a vocês que duas
outras secretarias de educação
municipais estão recebendo menções
honrosas por seu engajamento no programa
Aprender Valor. Elas não receberão
prêmio em dinheiro, mas sim troféus e
certificados que estão sendo remetidos à
suas sedes. As secretarias que recebem
menção honrosa são na categoria rede de
ensino de pequeno porte São Luís do
Piauí. Dhe Piauí, hein, professora? E na
categoria rede de ensino de grande
porte, não é novidade para ninguém,
Paaldáho, Pernambuco.
OK,
potes já foram.
>> Muito obrigado. Eu peço ao Luís Mansur
que permaneça no palco. Muito obrigado
aos demais. Parabéns às escolas,
parabéns aos municípios. E nós seguimos
aqui com essa nossa programação. Luís
Mansur, chefe do Departamento de
Promoção da Cidadania do Banco Central
do Brasil. Há quanto tempo, Luiz? Uma
década já, talvez
>> chegando lá.
>> Chegando lá, chegando numa década.
Acompanhou o Aprender Valor desde o seu
início, desde a sua gestação
até o momento de hoje, em que nós
contamos com 30.000 escolas
participantes nesse Brasil.
É com muita alegria que nós trazemos
Luís aqui para a sua fala de
encerramento desta nossa participação no
terceiro encontro nacional de educação
financeira. Luiz, por favor.
Bom,
tô me sentindo com esse microfone aqui,
o próprio Roberto Carlos, né, no
encerramento, no programa de fim de ano
da Rede Globo, masim como ele cantava ou
canta ainda, quando eu estou aqui, eu
vejo esse momento lindo. É, por essa
vocês não esperavam, hein, João?
Não tá escrito aqui. O chefe subiu lá e
cantou Roberto Carlos na premiação do
Aprender Valor. Ainda bem que eu sou
servidor do Banco Central, né? Que se
dependesse de cantar tava lascado. Mas é
isso, gente. Boa tarde a todos. Eu sou
um homem branco, eh, 1,70 m, cabeça
raspada, careca. Eh, visto um terno
azul, óculos redondos, marrons, sapatos
marrons. É um prazer estar aqui, né? Eh,
é sempre uma satisfação, uma alegria
enorme participar de uma cerimônia de
premiação do aprender valor, né? Essa já
é a quinta cerimônia e a emoção é sempre
muito forte, né? vocês profissionais de
educação que estão aqui hoje reunidos,
eh, recebendo o prêmio de de mais
engajados no Aprender Valor, merecem o
nosso reconhecimento, a nossa gratidão
por formar, né, a próxima geração de
brasileiros, que irá lidar certamente
melhor com seu dinheiro e assim atingir
um bem-estar financeiro bem maior, né?
Quando eu estava me preparando para para
esse encerramento, eu me lembrava que na
premiação do ano passado, né, durante a
a minha a minha participação, eu
relatava as dificuldades que a gente
teve na implantação do programa, né, dos
problemas que a gente teve com a
plataforma, das dificuldades em
disseminar o programa pelos estados e
municípios. E enquanto eu me lembrava de
todo esse processo, eu me lembrei também
de um comentário generalizado que eu
ouvia, né, que a gente ouvia, uma
inquietação de quase todas as pessoas
com com as quais a gente conversava, né,
dos secretários, dos dirigentes, eh, e
principalmente dos professores, né? O
que a gente ouvia nesse processo de
articulação é que o Aprender Valor seria
mais um programa de educação que duraria
1 ano, dois anos e que depois sumió
do Banco Central a gente só era recebido
pelas secretarias, pelas escolas, porque
a época a professora ali na Cátia do
CaED mantinha contato com todos e
endossava o projeto, né? Eu cansei de
ouvir, né? Só estamos recebendo vocês
aqui porque a professora ali na Cátia
falou que o programa era bom, né? Então
isso pro Banco Central era, né, assim
complicado. A gente é acostumado a falar
com os regulados, né, quando a gente
aparece, todo mundo abre as portas,
tapete vermelho, né, o pessoal de
educação torci o nariz pro Banco
Central, né? Mas tivemos o apoio do Caed
nessa fase de articulação e assim a
gente seguiu, né, hoje, então, 6 anos
depois a gente segue forte. Estamos
espalhados pelo país inteiro, né, como
já foi mencionado aqui, diretora Isabela
mencionou, vários outros já mencionaram,
30.000 escolas, 71% dos municípios,
todos os estados brasileiros.
E como a gente sempre enfatiza, a gente
não chegaria até aqui sem as nossas
parcerias, não é? Eu quero destacar o
papel fundamental dos nossos
coordenadores estaduais nas seccionais
da UNDIM, na secretaria de educação.
Agradeço ao professor Luís Miguel aqui
presente, estendo meus agradecimentos a
todos esses coordenadores estaduais. São
essas pessoas, né? são vocês que estão
aqui hoje, que fazem essa ponte entre o
aprender valor e a escola e que fazem de
fato o aprender valor acontecer, né, na
ponta.
E o papel fundamental desses
coordenadores, só é possível graças à
nossa parceria com o FGC, né, o FGC, né,
já foi mencionado aqui, mas cabe
ressaltar quem quem patrocina essa
remuneração desses coordenadores, além
de de patrocinar essas premiações
anuais. Estamos aqui desde 2021, sempre
contando com o apoio do FGC.
Além do interesse mútuo que há entre
essas duas instituições em promover, né,
a educação financeira, eh eu preciso
destacar o empenho pessoal do diretor
presidente Daniel Lima, eh, que coloca,
né, dedicação e empenho pessoal nessa
parceria para levar educação financeira
das escolas brasileiras. Então a ele,
Daniel, mais uma vez muito obrigado.
Agradeço também a Ambima, ao Sebrai e a
CVM pela parceria na construção da da
expansão do aprender valor, né, pro
ensino médio. Sem o apoio de vocês, a
gente não teria como avançar nesse
desafio. Um agradecimento muito especial
também a BIMA pela organização desse
evento. Eh, já é o segundo ano que
fazemos juntos, né? Vocês são incríveis.
É, está tudo fantástico. Eh, obrigado
também, Billy Nanda, tão por aí. Eh, e a
toda a equipe da BIMA, não. Agora, eh,
bom, agora olhando pro futuro, né, a
gente ainda tem muito o que fazer, né?
Eu vou destacar aqui três ações que a
gente acha que são necessárias pra gente
continuar avançando.
A primeira ação é ampliar a adesão e
engajamento das escolas do ensino
fundamental, que é o foco atual do
programa. Para isso, eu acho que é
crucial, é fundamental que a gente
reforce ainda mais a nossa parceria com
o MEC, né? eh integrando ainda mais o
Aprender Valor e o na Ponta do Lápis.
Também continuar a integração com
Tesouro Nacional, nossa parceria com
Tesouro Nacional e a B3 na Olimpíada de
Educação Financeira, Olf. Essas são
iniciativas que são convergentes, né? E
ao passo que a gente, à medida que a
gente caminha junto, a gente certamente
consegue chegar mais longe, né? Eh, já
diz o ditado, né? Se você quer andar
rápido, você andar sozinho. Se você quer
chegar longe, você anda em conjunto.
Então, a gente acredita bastante nisso.
A segunda é a gente terminar a expansão
do programa para ensino médio. Como eu
mencionei, essa expansão já está em
construção. É uma colaboração entre
Banco Central, ANBIMA, CVM e SEBRAI. Em
breve teremos formações e projetos
escolares para essa etapa do ensino
também. Eh,
agradeço também a CVM, a BIM SEBRAI por
fazer parte dessa nossa parceria. Eh, a
terceira ação é iniciarmos projetos para
públicos com necessidades educacionais
específicas, né? Hoje o programa já está
em 300 escolas indígenas e 630 escolas
quilombolas, que é alegria receber aqui
as escolas para premiação, né? Eh,
específica dessa categoria. Então,
queremos ampliar a participação desses
grupos e produzir aí eh assim conteúdos
eh educativos mais específicos para
essas necessidades, para para essas
realidades.
Bom, encerrando a minha fala, então, eh,
nada disso tudo também seria possível se
a gente não tivesse no Banco Central a
equipe que temos, né? Agradeço Ana
Márcia, Priscila, Juliana, estendo meus
agradecimentos a toda a equipe do
Aprender Valor, né? Eh, vocês são todos
uma equipe extremamente dedicada.
Eh, as pessoas que estão aqui são
testemunhas disso, são competentes, são
apaixonadas pelo programa e assim como,
né, vocês ensinam por meio dos nossos
projetos escolares, eh, parabéns a vocês
por transformarem sonhos em realidades,
por transformado, por transformar esse
sonho de levar educação financeira para
as escolas em realidade. Muito obrigado.
Uma salva de palmas para vocês.
>> Muito obrigado Luís Mansur, chefe do
Departamento de Promoção da Cidadania
Financeira do Banco Central do Brasil.
Muito obrigado a todos pela participação
e uma vez mais os nossos parabéns aos
premiados. Com a alegria das premiações
e a grande expectativa pela aplicação
maciça dos projetos escolares no segundo
semestre deste ano, declaramos encerrada
esta sessão de reconhecimento e
premiação dos destaques do programa
Aprender Valor no ciclo 2025. Retorno a
palavra à mestre de cerimônias do
terceiro encontro nacional de educação
financeira, Natália Braga.
Muito obrigada, João. Parabéns a todos
os professores e professoras,
secretários e secretárias, todas as
pessoas envolvidas, homenageadas aqui
nessa edição do Prêmio Aprender Valor.
Nesse momento a gente se despede das
pessoas que estão acompanhando aqui a
transmissão pelo YouTube. Muito
obrigada.
E antes de irmos pro almoço, temos
alguns recados aqui importantes, tá?
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