Pesquisa Fintechs de Crédito Digital
Sumário Regulatório
O volume de crédito concedido pelas fintechs digitais brasileiras chegou a R$ 53,8 bilhões em 2025. O valor subiu 51% frente aos R$ 35,5 bilhões registrados em 2024. Os números aparecem na 6ª edição da "Pesquisa Fintechs de Crédito Digital", feita pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) em parceria com a PwC. O levantamento ouviu cerca de 40 empresas do setor ao longo de dez semanas.
Conteúdo do Documento
Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026 Solidez sob pressão: crescimento, regulação e IA no crédito digital 2ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026 Conteúdo Apresentação 03 Considerações finais 48 Principais destaques 06 Contatos 51 08 Mais crédito, mais clientes 01 15 Um portfólio que escolheu a solidez 02 32 Regulação: um novo campo de competição 04 24 Maturidade...
Digital 2026
Solidez sob pressão:
crescimento, regulação
e IA no crédito digital
2ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Conteúdo
Apresentação
03
Considerações
finais
48
Principais destaques
06
Contatos
51
08
Mais crédito,
mais clientes
01
15
Um portfólio que escolheu a solidez
02
32
Regulação: um novo campo de competição
04
24
Maturidade tecnológica: foco no que funciona
03
41
Captação: o setor amplia suas fontes
de financiamento
05
3ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Apresentação
O ecossistema de fintechs de crédito no Brasil deu,
em 2025, mais uma prova de solidez. Dessa vez, o cenário
foi ainda mais desafiador: a Selic encerrou o ano em 15%,
as incertezas do ambiente internacional pressionaram
os mercados e o custo de captação permaneceu elevado.
Ainda assim, as empresas participantes da 6ª edição da
Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizada pela PwC
Brasil e pela Associação Brasileira de Crédito Digital
(ABCD), registraram crescimento expressivo no crédito
concedido, na base de clientes e na maturidade operacional.
A pesquisa ouviu, ao longo de dez semanas, cerca de
40 empresas do segmento de crédito digital associadas
à ABCD, e representa uma amostra do setor no Brasil.
O volume de crédito concedido pelas fintechs da nossa
amostra atingiu R$ 53,8 bilhões em 2025 – um aumento
de 51% em relação ao ano anterior. A base de clientes
pessoas físicas ultrapassou 94,9 milhões (considerando
clientes no Brasil e no exterior), e o segmento de pessoas
jurídicas superou 72 mil empresas atendidas, com
crescimento de 30% em relação a 2024.
4ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O que esta edição revela, além dos números, é uma
transformação qualitativa do setor. Nove anos após
o início da série histórica, o setor sustenta o patamar
de maturidade alcançado em 2023: 60% das fintechs
participantes já estão em fase de consolidação, com
faturamento ou investimento total acima de R$ 20 milhões.
A inteligência artificial deixou de ser
uma promessa para se tornar uma prioridade
declarada: 62% das fintechs já estudam
ou desenvolvem soluções de IA, enquanto
96% afirmam que pretendem implementá-las
ou expandi-las nos próximos dois anos.
E a regulação, com novas resoluções sobre
capital mínimo, Banking as a Service e
tributação, tornou o ambiente mais complexo.
Após um ciclo de abertura que viabilizou
a expansão do ecossistema, o Banco
Central elevou a régua. Navegar esse novo
ambiente com agilidade se tornou, em si,
uma vantagem competitiva.
5ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Daniel Gomes,
CEO da Nexoos e diretor-presidente da ABCD
A regulação ficou mais exigente e o capital
mínimo subiu. Algumas fintechs terão
dificuldade para se adaptar, mas muitas
outras já estão capitalizadas, inovando e
preparadas para esse novo ciclo. Os benefícios
para a população já são concretos e devem
continuar crescendo. Foi difícil chegar até
aqui, mas o setor alcançou um novo patamar
de maturidade. Por isso, os próximos anos
tendem a ser positivos, com crescimento
mais sólido e geração de valor para
a sociedade e os acionistas.”
6ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O volume de crédito concedido pelas
fintechs participantes atingiu R$ 53,8 bilhões
em 2025, um aumento de 51% em relação
aos R$ 35,5 bilhões de 2024. O crescimento
é majoritariamente orgânico: 82% da
expansão veio de operações existentes.
As fintechs somaram 86,1 milhões de
clientes pessoas físicas no Brasil em 2025
(um crescimento de 40% em relação a 2024)
e 8,7 milhões no exterior, totalizando
94,9 milhões. No segmento de pessoas
jurídicas, o crescimento foi de 30%, elevando
o total para 72.249 empresas atendidas.
Sexto ano consecutivo de crescimento
Base de clientes em expansão
Principais destaques
7ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
62% das fintechs já utilizam soluções
de IA e 96% pretendem implementá-las
ou expandi-las nos próximos dois anos.
Esse é o maior índice de intenção registrado
para qualquer tecnologia ao longo desta
série histórica.
Em 2025, o custo de capital seguiu elevado,
mantendo pressão sobre as estratégias
de captação das fintechs. Nesse cenário,
o capital próprio ganhou ainda mais
relevância – passou de 46% para 51% –
enquanto os FIDCs se recuperaram da
queda de 2024 e voltaram a patamares mais
próximos do histórico. A captação ainda é
cara, mas as fintechs encontram caminhos
mais eficientes para financiar suas carteiras.
Para 2026, 65% das fintechs apontam os
FIDCs como principal fonte de captação.
IA se torna prioridade estratégica absoluta
Capital próprio domina e FIDC avança
O crédito sem garantia, que respondia por
60% das ofertas em 2019, caiu para 14%
em 2025. O consignado para trabalhadores
do setor privado subiu de 40% para 47%
nas fintechs. No rotativo do cartão, a taxa
média das fintechs foi de 115% ao ano,
contra 442% na média do mercado.
Portfólio mais sólido,
taxas mais competitivas
8ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Em um ambiente de juros elevados e maior aversão ao
risco, as fintechs de crédito digital voltaram a surpreender
em 2025, registrando crescimento robusto pelo sexto ano
consecutivo. O setor combina maturidade operacional
com expansão de mercado, sustentado por uma base
de clientes cada vez mais ampla e por receitas em trajetória
consistente de crescimento.
As empresas participantes desta edição registraram
aumento de 51% no volume de crédito concedido, que
passou de R$ 35,5 bilhões em 2024 para R$ 53,8 bilhões
em 2025.
Mais crédito, mais clientes
01
9ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O resultado prolonga uma trajetória notável. Em 2016,
quando teve início a série histórica desta pesquisa, o volume
concedido era de R$ 161 milhões. Em menos de uma década,
esse número foi multiplicado por mais de 330 vezes, com
crescimento entre 9% e 146% ao ano, sem jamais recuar.
Esse resultado é fruto de uma combinação que o setor
vem construindo ao longo dos anos: eficiência tecnológica,
experiência do cliente e gestão disciplinada do risco.
Os três eixos sustentam o crescimento mesmo sob pressão.
Em 2025, a expansão do setor foi predominantemente
orgânica: 82% do crescimento veio do aumento das
operações existentes, e apenas 18% do lançamento
de novos produtos. Esse perfil reflete a maturidade das
carteiras e a eficiência crescente na originação de crédito,
mais do que uma aposta na inovação do portfólio.
Volume anual de crédito concedido
R$
161 mi
R$
804 mi
R$
1,1 bi
R$
2,6 bi
R$
6,5 bi
R$
12,7 bi
R$
13,9 bi
R$
21,1 bi
R$
35,5 bi
R$
53,8 bi
+51%
2016201720182019202020212022202320242025
+68%
+52%
+96%
+146%
+121%+49%+399%
+9%
10ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Quase 95 milhões de pessoas atendidas
A ampliação do crédito veio acompanhada de um
crescimento expressivo na base de clientes. As fintechs
pesquisadas somaram 86,1 milhões de clientes pessoa
física apenas no Brasil em 2025 – uma alta de 40%
em relação ao ano anterior. Somados os 8,7 milhões
de clientes atendidos no exterior, o total ultrapassa
94,9 milhões de pessoas físicas.
É o caso do consignado privado e do INSS ou até mesmo
o BNPL (compre agora, pague depois). “Em muitos desses
segmentos, a alternativa real do tomador não é o crédito
bancário tradicional, mas o cheque especial, o rotativo
do cartão ou o financiamento informal”, afirma Marcelo
Buosi, COO da QI Tech e vice-presidente da ABCD.
O Nordeste segue como uma das praças mais relevantes
para o setor. A região concentrava 38% da base de clientes
em 2023 – participação que recuou para 27% em 2024
e 24% em 2025, à medida que outras regiões cresceram.
O avanço das fintechs vai além do crédito mais barato. Em diversos segmentos, o diferencial é o acesso: chegar a públicos que o sistema tradicional historicamente atendia mal ou deixava de fora.
11ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Em números absolutos, porém, a base nordestina
continuou avançando e alcançou 20,7 milhões de clientes.
O dado evidencia uma característica importante do setor:
a expansão nas regiões historicamente menos atendidas pelo
sistema financeiro tradicional não perdeu força e passou
a ocorrer em paralelo ao crescimento em outros mercados.
Distribuição geográfica dos clientes pessoa física
Centro-Oeste
Nordeste
Norte
Sudeste
Sul
8%
8%
24%
46%
14%
12ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Expansão de 30% na cobertura empresarial
No segmento de empresas, o avanço foi de 30%: as
fintechs de crédito pesquisadas passaram de 55.637
clientes pessoas jurídicas em 2024 para 72.249 em 2025.
A composição dessa base permanece concentrada
em microempresas (com receita bruta anual de até
R$ 360 mil). Elas representam 91% dos clientes PJ.
Ao mesmo tempo, cresce o atendimento a empresas
de maior porte. Cerca de 300 clientes com faturamento
superior a R$ 300 milhões já são atendidos por fintechs,
o que revela que essas empresas não estão mais restritas
ao nicho das pequenas operações e começam a competir
diretamente com instituições financeiras tradicionais
em segmentos mais sofisticados.
A distribuição geográfica dos clientes PJ também se
transformou. O Sudeste concentra hoje 56% dessa base –
contra 48% em 2024 e 33% em 2023. Isso reflete a
expansão das fintechs de crédito nos principais centros
de negócios do país.
com faturamento acima de R$ 300 milhões já são atendidas por fintechs. O setor avança além do nicho das pequenas operações.
empresas300
13ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Consignado muda o perfil do setor
Uma mudança relevante no perfil das fintechs
participantes se refere ao público-alvo. Em 2024,
47% das empresas operavam simultaneamente com
clientes PF e PJ. Em 2025, esse percentual caiu para
34%. No mesmo período, a fatia de fintechs com foco
exclusivo em pessoas físicas subiu de 34% para 47%.
Esse movimento traduz, em parte, o avanço do crédito
consignado para trabalhadores do setor privado –
uma modalidade que ganhou força expressiva em
2025. Também indica uma tendência de especialização:
à medida que o mercado amadurece, as fintechs tendem
a aprofundar sua atuação nos segmentos em que têm
maior vantagem competitiva. Essa concentração no
consignado, porém, carrega um sinal de atenção
para o próximo ciclo.
Para Willer Marcondes, sócio para Serviços
Financeiros da Strategy&, transformações
em curso trazem desafios operacionais,
mas também abrem espaço para um
mercado mais saudável: “As principais
mudanças no consignado são operacionais,
como autenticação facial, restrições às
renovações antecipadas, mais transparência
para o consumidor. Somado ao limite de
endividamento caindo de 45% para 40%,
isso vai pressionar o produto, mas não
são barreiras intransponíveis. No fim, mais
transparência e mais proteção ao consumidor
tendem a criar um ambiente mais sustentável
para todos que operam nesse mercado”.
14ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Em ritmo firme
A trajetória de crescimento é inseparável da maturação
estrutural do setor. Pela segunda edição consecutiva,
60% das fintechs participantes estão em fase de
consolidação (com faturamento ou investimento total
acima de R$ 20 milhões). Apenas 2% se encontram
no estágio inicial de operação – o menor percentual
desde o início da série histórica.
O porte das equipes acompanha essa evolução. Um quarto
das empresas já conta com mais de 300 funcionários
e 9% ultrapassaram a marca de mil. O que era, há alguns
anos, um ecossistema de startups em busca de validação
se tornou um conjunto de operações robustas, com
estrutura, governança e escala para competir em um
mercado financeiro cada vez mais exigente.
das fintechs em fase
de consolidação
pelo 2º ano consecutivo
fintechs com mais
de 300 funcionários
25% das participantes
ainda no estágio
inicial de operação
menor percentual
da série histórica
ultrapassaram
mil funcionários
operações de grande porte
60%
1 em 4
2%
9%
Critério de consolidação: faturamento ou investimento total acima de R$ 20 milhões.
Fonte: Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026 – PwC Brasil / ABCD.
15ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
A composição da oferta de crédito das fintechs brasileiras
mudou ao longo dos últimos anos – e 2025 aprofundou
essa tendência. O crédito sem garantia, que respondia
por 60% dos produtos ofertados em 2019, está presente
em apenas 14% das fintechs pesquisadas em 2025.
No mesmo período, o crédito consignado para trabalhadores
do setor privado passou de modalidade emergente a um
dos principais eixos de crescimento do setor – reflexo
de uma adaptação estratégica a um ambiente de juros
elevados, em que operações com maior colateral oferecem
equilíbrio melhor entre rentabilidade e inadimplência.
Um portfólio que escolheu a solidez
02
16ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O avanço das garantias
Em 2021, apenas 34% das fintechs aceitavam garantias
de qualquer natureza. Em 2025, esse percentual atingiu
79%, o maior da série histórica. Operações colateralizadas
permitem taxas mais competitivas, reduzem a inadimplência
e ampliam o acesso a tomadores de crédito que, em
condições normais de mercado, não se qualificariam para
transações sem garantia. Entre as modalidades mais
adotadas estão os consignados e os recebíveis, seguidos
por aplicações financeiras e por bens e imóveis.
Empresas que aceitam bens como garantia
2019 2021 2022 2023 2024 2025
27%
34%
56%
70%
77%
79%
17ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O produto que a regulação destravou
O crédito consignado para trabalhadores do setor privado
foi o produto com maior crescimento em 2025: passou a ser
oferecido por 47% das fintechs participantes, contra 40% no
ano anterior. O consignado para servidores públicos também
registrou um leve avanço, atingindo 15% das empresas.
Esse movimento acompanha mudanças regulatórias recentes
que ampliaram e aprimoraram o Novo Consignado Privado,
facilitando a operação por meio do Crédito do Trabalhador
e reduzindo os riscos para as instituições financeiras. Para
as fintechs, o produto combina duas vantagens estratégicas:
o risco de crédito é mitigado pelo desconto em folha e a
concessão de empréstimos pode crescer de forma mais
rápida e eficiente do que em modalidades mais complexas.
Os números de carteira confirmam a dimensão dessa
virada. O saldo total em consignado – somando
trabalhadores do setor privado, beneficiários do INSS
e servidores públicos – saltou de R$ 1,7 bilhão em
2023 para R$ 7,4 bilhões em 2024 e, em seguida, para
R$ 15,8 bilhões em 2025. Em dois anos, os produtos de
crédito que envolvem consignação multiplicaram por nove
o volume de crédito concedido pelas fintechs participantes.
Portfólio concentrado
Os dez produtos mais relevantes para pessoas físicas
responderam por 74,4% do saldo total das carteiras das
fintechs em 2025, ante 50% em 2024 e 67,2% em 2023.
O aumento da concentração reflete a decisão do setor de
reduzir a dispersão de produtos e aprofundar sua presença
nas modalidades com melhor equilíbrio entre escala e risco.
18ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Valores arredondados para uma casa decimal. “< 0,1” indica saldo inferior a R$ 100 milhões.
10 principais produtos
para pessoa física
Saldo total
em carteira (R$ bi)
Categoria 2025
Crédito não consignado 10,4
Crédito consignado para
trabalhadores setor privado
8,5
Crédito consignado para
beneficiários do INSS
7,1
Cartão de crédito – rotativo 6,4
Cartão de crédito – à vista 4,3
Cartão de crédito – parcelado 2,2
Aquisição de veículos 0,8
Crédito consignado para
servidores públicos
0,2
Aquisição de outros bens < 0,1
Microcrédito < 0,1
Subtotal 40
Participação no saldo
total das carteiras
74,4%
19ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O crédito empresarial em cinco produtos
No segmento de pessoas jurídicas, cinco produtos
concentram 65% do saldo total das carteiras em 2025.
O líder é a aquisição de outros bens, com crescimento
consistente: de R$ 1,86 bilhão em 2023 para R$ 2,65 bilhões
em 2025. Para as empresas, o produto permanece como
o principal destino de crédito das fintechs participantes.
O capital de giro com prazo superior a 365 dias ocupa
o segundo lugar, com R$ 1,64 bilhão em carteira em 2025.
É o produto cuja queda de taxa de juros foi mais expressiva
no período (de 45% para 30,5% ao ano nas fintechs),
o que pode ter contribuído para a retomada do volume
após a queda registrada em 2024.
O movimento mais relevante em termos de crescimento
relativo é o desconto de duplicatas e recebíveis:
praticamente inexistente no portfólio em 2023, chegou
a R$ 129 milhões em 2025. O avanço sinaliza uma entrada
gradual das fintechs no mercado de recebíveis para PMEs –
segmento com alta demanda reprimida e afinidade natural
com o modelo operacional dessas instituições.
20ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Um dado que merece atenção: a participação dos cinco
principais produtos no saldo total do segmento PJ caiu
de 88,5% em 2023 para 56,2% em 2024, e subiu para
65% em 2025.
5 principais produtos
para pessoa jurídica
Saldo total
em carteira (R$ bi)
Categoria 202320242025
Aquisição
de outros bens
1,862,172,65
Capital de giro –
prazo acima de 365 dias
1,871,311,64
Capital de giro –
prazo até 365 dias
0,360,320,27
Desconto de duplicatas
e recebíveis
< 0,10,060,13
Capital de giro –
teto rotativo
< 0,1< 0,1< 0,1
Subtotal 4,093,864,69
Participação no saldo
total das carteiras
88,5%56,2%65,0%
21ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Seletividade como estratégia
No segmento para a pessoa física, a demanda pelo
consignado supera em muito a oferta atual: as fintechs
receberam 79,8 milhões de solicitações para trabalhadores
do setor privado em 2025 e aprovaram 11% delas. O volume
solicitado chegou a R$ 306,9 bilhões – contra R$ 20,6
bilhões efetivamente concedidos. O dado indica o potencial
de crescimento da modalidade e o grau de seletividade
com que as fintechs estão construindo esse portfólio.
A taxa de aprovação varia significativamente entre os
segmentos e segue uma lógica clara de gestão de riscos.
Para servidores públicos, 33% das solicitações foram
aprovadas, o que corresponde a 46% do volume solicitado.
Entre os beneficiários do INSS, os índices ficaram em 21%
e 20%, respectivamente. No consignado para trabalhadores
do setor privado, em que há maior risco de desligamento,
apenas 11% das solicitações foram atendidas, o que
corresponde a 7% do volume total solicitado.
O padrão reforça que o crescimento expressivo da carteira foi construído com critério, não apenas com velocidade, mas também é o retrato de um produto que ainda está amadurecendo. Como destaca Marcos Masuchi, da Creditas, ainda são necessários alguns ajustes operacionais para que o produto cumpra sua promessa em escala: “São mecanismos que automatizam a portabilidade de crédito quando o cliente troca de emprego, monitoramento de folha em tempo real, integrações finas com sistemas de RH e evoluções nos processos de cobrança, escrituração e repasses”.
22ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
solicitações recebidas
volume solicitado volume efetivamente
concedido (7%)
Crédito consignado:
taxas de aprovação por
segmento em 2025
Números mostram
demanda represada
mi
bi bi
R$ R$79,8
306,9 20,6
Onde as taxas são mais competitivas
Em quatro das sete categorias pesquisadas, as fintechs
praticaram taxas de juros abaixo da média do mercado
em 2025. Nas demais, crédito pessoal não consignado,
microcrédito e consignado para beneficiários do INSS, as
taxas ficaram acima da média – reflexo do perfil de risco dos
tomadores atendidos em cada modalidade. A diferença mais
expressiva segue sendo o rotativo do cartão de crédito: 115%
ao ano nas fintechs, contra 442% na média do mercado.
No crédito pessoal não consignado, a dinâmica se inverte:
as fintechs registraram uma taxa média de 122% ao ano em
2025, acima dos 100% do mercado. Esse resultado reflete, em
parte, o perfil de risco dos tomadores atendidos pelas fintechs
nessa modalidade – segmento em que a ausência de garantias
torna a precificação mais sensível ao risco do cliente.
No consignado para trabalhadores do setor privado,
a vantagem das fintechs reaparece: 48% ao ano, contra
57% da média do mercado. Em aquisição de veículos,
o resultado foi semelhante: 24% contra 28% ao ano.
23ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
A taxa média cobrada pelas fintechs a pessoas físicas
subiu de 68,8% em 2024 para 71,9% em 2025 – reflexo
direto da Selic mais alta. A média do mercado, porém,
avançou mais no mesmo período: de 53% para 62%
ao ano. Em termos relativos, portanto, as fintechs
encareceram menos do que o restante do setor.
Juros cobrados ao cliente pessoa física por modalidade
de crédito
No segmento de pessoas jurídicas, o destaque foi a redução das taxas de capital de giro com prazo superior a 365 dias, que
caíram de 45% para 30,5% ao ano nas fintechs. A taxa média PJ ficou em 24,6% ao ano – abaixo dos 24,9% registrados pelo Banco Central para o mercado como um todo.
Fintechs (% a.a.)Mercados (% a.a.)
Rotativo do cartão de crédito
Parcelado do cartão de crédito
Crédito pessoal não consignadoMicrocrédito
Consignado – setor privado
Aquisição de veículos
Consignado – beneficiários do INSS
115%
442%
60%
181%
122%
100%
48%
57%
71%
22%
130%
48%
24%
28%
24ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Inadimplência: controle com nuances
A inadimplência média entre pessoas físicas nas fintechs
de crédito pesquisadas foi de 10,1% em 2025, contra 9,5%
em 2024 – uma alta modesta que precisa ser contextualizada.
No crédito livre, o índice chegou a 36,3%, e 81 milhões de
brasileiros constavam como negativados ao longo do ano.
Nesse cenário, manter a inadimplência praticamente estável
em relação ao ano anterior reflete a eficácia dos modelos de
concessão e a crescente adoção de garantias.
Por categoria, o cartão de crédito rotativo registrou o menor
índice da série histórica: cerca de 4%, contra 8,7% em
2024. Por outro lado, houve aumento na inadimplência
em crédito pessoal não consignado, consignado privado e
microcrédito – movimentos que merecem acompanhamento
à medida que o portfólio nessas modalidades se expande.
No segmento de pessoas jurídicas, a inadimplência média
permaneceu em 3,4% pelo segundo ano consecutivo –
mesmo patamar de 2024 e abaixo dos 5,3% registrados
em 2023. O índice está praticamente em linha com a média
do mercado, segundo o Banco Central, que registrou 3,5%
nas operações com PJ em 2025. O resultado consolida uma
virada de qualidade que o setor vem construindo desde 2022.
Esse controle, porém, tem um custo em termos de volume. O setor optou por crescer menos do que poderia para preservar a qualidade da carteira, uma decisão que traduz disciplina. Como pondera Daniel Gomes, CEO da Nexoos e presidente da ABCD, “as fintechs estão originando menos do que poderiam para manter a inadimplência controlada. Em outro contexto, muito desse crédito teria sido concedido, mas, em 2025, o risco pesou mais do que a demanda”.
25ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Nas primeiras edições desta pesquisa, o mapa tecnológico
das fintechs era marcado pela experimentação. Blockchain,
IoT, robôs, OCR. As empresas testavam um amplo conjunto
de ferramentas, muitas vezes em paralelo, em busca
de vantagem competitiva. Em 2025, esse cenário mudou.
O uso declarado de diversas tecnologias recuou em relação
aos picos anteriores, e o setor convergiu para um conjunto
mais reduzido e sólido de soluções.
Maturidade tecnológica: foco no que funciona
03
26ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
A queda indica uma abordagem mais seletiva. As fintechs
aprenderam, ao longo de quase uma década, o que
de fato gera eficiência operacional e estão concentrando
recursos nisso. Nos próximos dois anos, o cenário
tecnológico das fintechs será definido por dois vetores.
O primeiro é a IA – com 96% de intenção de adoção ou
expansão do uso, ela vai reconfigurar desde a concessão
de crédito até a experiência do cliente. O segundo é
a cibersegurança, que combina pressão regulatória com
riscos operacionais crescentes.
Demais tecnologias planejadas
das fintechs planejam adotar ou expandir IA
96%
Cibersegurança
Aplicações mobile
Biometria e identidades
Machine learning
Data analytics
23%
17%
17%
17%
17%
27ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Marcos Masuchi,
VP de Produto e Design da Creditas
e vice-presidente da ABCD
O foco e a seletividade demonstram
maturidade. O grande desafio das fintechs
nos próximos anos será desenvolver a
ambidestria, a capacidade de equilibrar
apostas novas e produtos core ao mesmo
tempo. Trabalhar no que gera resultado
mais imediato mantém a empresa saudável
no curto prazo. Explorar novos espaços
é o que torna a empresa relevante daqui
a três ou cinco anos.”
28ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
IA: de promessa a prioridade absoluta
Em 2024, 67% das fintechs declaravam estar estudando
ou desenvolvendo soluções baseadas em IA. Em 2025,
62% já utilizam a tecnologia de forma efetiva em suas
operações. E 96% afirmam que pretendem implementar
ou expandir soluções de IA nos próximos dois anos –
o maior índice de intenção registrado para qualquer
tecnologia ao longo da série histórica desta pesquisa.
O que mudou em relação a anos anteriores é o grau de
comprometimento. A IA deixou de ser um projeto paralelo
para se tornar parte integrante do núcleo do planejamento
estratégico. Para a maioria das fintechs, a questão não
é mais se vão adotar – é como e em que escala.
Na prática, essa adoção se organiza em duas frentes.
A primeira, já em operação em empresas mais avançadas,
é a automação de processos de ponta a ponta: agentes
autônomos em vendas, formalização, back-office e cobrança.
A segunda, em franca evolução, e potencialmente
mais transformadora, é o uso da IA no próprio ciclo de
desenvolvimento de produto: da especificação à escrita
de código. “Reestruturamos completamente a forma como
pesquisamos, especificamos, prototipamos e construímos
soluções usando IA em todas as fases. O ciclo entre
ideação e deploy comprimiu significativamente”, descreve
Marcos Masuchi, VP de Produto e Design da Creditas
e vice-presidente da ABCD.
29ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
A adoção em escala da IA vai além dos times internos das
fintechs – alcança também quem opera a infraestrutura em
que esses modelos rodam. Como observa Marcelo Buosi,
COO da QI Tech e vice-presidente da ABCD, “modelos
de decisão por IA exigem dados consistentes, com baixa
latência e padronização rigorosa. Isso inclui APIs com SLAs
apertados, motores de decisão versionados, capacidade
de replay histórico para validar modelos. Isso está longe
de ser commodity”. A maturidade tecnológica do setor,
portanto, se mede também pela qualidade da infraestrutura
que sustenta a IA.
Cibersegurança: a segunda prioridade
Junto com a IA, a cibersegurança desponta como a
segunda prioridade tecnológica para os próximos dois
anos. O dado não surpreende: à medida que as fintechs
crescem em escala e sofisticação das operações, o
perímetro de risco digital se expande na mesma proporção.
O movimento também é induzido pelo ambiente regulatório.
A Resolução BCB nº 498/2025, que estabelece requisitos
para credenciamento de provedores de serviços de tecnologia
da informação, e a Resolução Conjunta nº 18/2025, com
diretrizes de qualidade e governança das informações,
elevaram o patamar de exigência para todo o setor em
termos de segurança cibernética.
A natureza das ameaças impõe uma resposta coletiva.
Deepfakes usados para burlar reconhecimento facial
no cadastro de clientes, documentos sintéticos que
enganam sistemas automatizados de verificação e ataques
simultâneos a múltiplas instituições em curtos intervalos
de tempo – esses são golpes que se replicam pelo
ecossistema, não se limitam a uma única fintech.
30ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Pix e Open Finance: consolidação e recuo
No campo das iniciativas de inovação financeira, os dados
de 2025 revelam um movimento que merece atenção. O Pix,
presente em 71% das fintechs em 2024, recuou para 66%
em 2025. O Open Finance, que envolvia 44% das empresas
no ano anterior, caiu para 32%.
A queda não significa desinteresse. Entre as fintechs
que ainda não operam com determinadas funcionalidades
do Pix, a maioria afirma que pretende fazê-lo nos próximos
dois anos, assim como 51% das fintechs que ainda não
participam do Open Finance planejam aderir no mesmo
período. O que os números sugerem é uma combinação
de fatores.
Do lado interno, a IA passou a concentrar recursos e atenção estratégica, deixando menos espaço para outras iniciativas. Do lado externo, o próprio regulador desacelerou: dilatou prazos, retirou prioridade de produtos e reduziu o ritmo de transformações na esteira do Pix e do Open Finance.
31ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Em paralelo, novas agendas mandatórias passaram a
dominar o planejamento do setor. A Reforma Tributária traz
mudanças estruturais na apuração e no recolhimento de
impostos. Com o split payment, o tributo deixa de transitar
pelo caixa da empresa e vai direto ao governo no momento
da transação, eliminando uma folga de liquidez que hoje
compõe o capital de giro de muitos negócios. A duplicata
escritural, por sua vez, promete transformar a gestão de
recebíveis das empresas ao criar um registro eletrônico
unificado e rastreável dos títulos de crédito.
O interesse das fintechs no real digital caiu de 33% em
2024 para 9% em 2025 entre as que planejam adotar
a tecnologia nos próximos anos. O ceticismo em relação
ao calendário e à aplicabilidade prática do DREX parece
ter crescido, enquanto soluções com retorno mais imediato,
como a IA, concentram os investimentos disponíveis.
Na outra ponta, o marketplace de ativos digitais e as
soluções de microcrédito descentralizado registraram
avanço: 13% e 17% de adoção atual, respectivamente,
com interesse crescente para os próximos dois anos.
São nichos ainda pequenos, mas que indicam uma
diversificação gradual das frentes de inovação.
São temas que exigem adaptação, criam oportunidades e, por isso, passaram a competir diretamente com outras iniciativas. O Drex é o caso mais emblemático: com indefinição sobre o futuro da plataforma, o mercado simplesmente retirou a aposta.
32ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Três iniciativas de inovação financeira em momentos distintos
Drex perde adesão
Planejavam adotar
2024
Planejam adotar
2025
-24 p.p.
33% 9%
Pix
Open
Finance 66% 34%
32% 35% 33%
Já utilizam
Planejam adotarSem planos
33ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Com um conjunto denso de novas resoluções em vigor –
sobre Banking as a Service, capital mínimo, governança
de dados e tributação –, a capacidade de navegar pelo
ambiente regulatório se tornou, ela própria, uma vantagem
competitiva. As fintechs que conseguem cumprir as
exigências com agilidade saem à frente. As que acumulam
atrasos enfrentam custos crescentes de conformidade
e de risco regulatório.
Os dados da pesquisa refletem essa transformação.
As prioridades regulatórias ocupam um espaço central
na agenda das empresas, e os temas em discussão
para 2026 e 2027 indicam que esse cenário não se
simplificará tão cedo.
Regulação: um novo campo
de competição
04
34ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
“Governança é uma palavra que vai ter que
ser fortalecida para esse ecossistema, tanto
por exigência do regulador, que vai impor mais
controles, e do investidor, que quer certeza de
que os recebíveis existem e estão devidamente
precificados, quanto da própria liderança da
fintech, que precisa olhar para a sobrevivência
de longo prazo”, afirma Willer Marcondes,
sócio para Serviços Financeiros da Strategy&.
BaaS e capital mínimo: as resoluções
que redefinem o mercado
As duas regulações com maior impacto declarado pelas
fintechs em 2025 são a Resolução Conjunta nº 14/2025,
que eleva o capital mínimo exigido para operação,
e a Resolução Conjunta nº 16/2025, que regulamenta
a atividade de Banking as a Service.
A resolução sobre capital mínimo é citada por 40% das
fintechs como prioridade regulatória. Para as empresas
menores – ainda concentradas nos Segmentos S4
e S5 do Banco Central, que reúnem mais da metade
das participantes –, o aumento representa pressão direta
sobre a estrutura de capital e pode acelerar movimentos
de consolidação ou de busca por novos sócios.
Já o tema do BaaS, regulado pela Resolução Conjunta
nº 16/2025, afeta dois grupos: os fornecedores do serviço,
que precisam adequar sua infraestrutura e governança às
novas exigências, e os tomadores, que dependem dessas
plataformas para operar sem licença bancária própria.
Em 2025, 17% das fintechs operavam nessa modalidade,
recuando de 25% em 2024.
35ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Mas esse recuo não deve ser interpretado como retração
do modelo. O que diminuiu foi o número de operadores, não
o volume. Com a regulação definindo responsabilidades
e exigindo governança mais sólida, o mercado de BaaS se
concentrou em provedores mais estruturados. O resultado
é um segmento com menos players, porém maior em
volume agregado e mais maduro operacionalmente.
Tudo isso torna ainda mais relevante a clareza regulatória
sobre o tema. A Resolução Conjunta nº 16/2025 é apontada
como prioridade por 36% das fintechs na perspectiva das
tomadoras e por 23% na perspectiva das fornecedoras.
O efeito combinado dessas duas regulações tende
a redesenhar a arquitetura do mercado e, não
necessariamente, a reduzir o volume de crédito disponível.
Players menores que não consigam atingir o novo patamar
de capital poderão migrar para o modelo de parceria com
provedores de BaaS, saindo do perímetro regulado sem
necessariamente deixar o mercado.
O impacto assimétrico da regulação do BaaS
Citam a Res. Conjunta 16/2025 como prioridade regulatória
Tomadoras Fornecedoras
36% 23%
36ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Montar internamente uma operação com múltiplas
licenças, infraestrutura tecnológica intensiva e escopo
amplo de serviços passou a exigir capital regulatório
significativamente maior do que na configuração anterior –
quando uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) operava
com R$ 1 milhão de capital mínimo.
Com a nova metodologia, o valor varia conforme as
atividades exercidas e pode superar dezenas de vezes esse
valor em operações mais complexas. Para a maioria das
fintechs, contratar infraestrutura como serviço passou a ser
a decisão economicamente mais racional.
Não à toa, cresce o número de fintechs que optam
pela licença de SCD: 56% das participantes já têm
autorização do Banco Central para operar como SCD
ou SEP, contra 44% em 2024. No mesmo período,
os correspondentes bancários subiram de 26% para
29% das empresas, revertendo a tendência de queda
observada nos anos anteriores.
Ao mesmo tempo, a barreira tecnológica – que, por anos,
foi o principal diferencial das fintechs – está caindo:
plataformas robustas e escaláveis são hoje mais acessíveis
do que há três anos. A tensão entre uma barreira subindo
e outra caindo vai definir, nos próximos anos, quem
compete e em qual posição.
37ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Provisão para perdas esperadas de crédito:
avanço consistente, com pontos de atenção
A implementação das Resoluções CMN nº 4.966/21 e BCB
nº 352/23 segue em estágios distintos entre as fintechs
participantes. Os maiores avanços estão principalmente
em processos mais operacionais. O reporte ao SCR –
o repositório de informações de crédito do Banco Central –
registrou 35% de conclusão.
A baixa contábil de créditos irrecuperáveis (write-off) e a
construção da governança interna para o cálculo da perda
esperada também ultrapassaram 29% de implementação.
São etapas que dependem mais de adaptação de sistemas
e rotinas do que de modelagem sofisticada.
Os maiores atrasos se concentram nos pontos de maior complexidade técnica, como a incorporação de variáveis macroeconômicas prospectivas (o chamado forward-looking ),
que obriga as instituições a projetar cenários futuros de desemprego, crescimento e outros indicadores para estimar perdas antes que elas ocorram.
38ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Os outros são o desenvolvimento dos motores de LGD,
ou seja, os modelos que calculam quanto a instituição
deixa de recuperar quando um cliente entra em
inadimplência, e a provisão pelo modelo completo,
que combina três componentes em uma única equação:
a probabilidade de o cliente não pagar (PD), o valor
exposto no momento do calote (EAD) e a parcela que
não será recuperada (LGD). Integrar os três de forma
consistente, auditável e calibrada para a carteira de
cada instituição é o desafio técnico mais complexo
de toda a implementação.
No caso das instituições que adotarão a metodologia
simplificada, é importante garantir a robustez e a
confiabilidade das informações, além da governança
adequada e dos controles relevantes para o pleno
atendimento da provisão, de acordo com o perfil
e o porte da empresa.
Em 15% dos pontos analisados, as fintechs ainda
estão atrasadas em relação ao cronograma previsto.
Num ambiente em que a qualidade da carteira é cada
vez mais escrutinada – por investidores, reguladores
e parceiros de funding – a plena implementação da
regulação de perdas esperadas de crédito é um requisito
de credibilidade.
dos pontos relevantes já implementados
68%
39ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Mais avançados
Pontos de atenção*
*Não iniciado ou em discussão inicial.
Forward-looking (PD macro)
Motores de Cálculo da Perda dado o Descumprimento (LGD)
Modelo completo (PD x EAD x LGD)
Modelo Simplificado (Anexos I e II da Resolução BCB 352/2023)
12,5%
12,5%
10,4%
10,4%
Reporte ao SCR (CADOC 3040)
Write-Off
Governança para a perda esperada
Motores de Cálculo da Probabilidade de Default (PD)
35,4%
29,2%
29,2%
29,2%
40ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Tributação e portabilidade: a agenda de 2026
Dois temas concentram a atenção crescente das
fintechs e devem ocupar parte da agenda regulatória
nos próximos dois anos.
O primeiro é o PLP 128, que propõe o aumento das
alíquotas de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL) para instituições financeiras. Citado por 30%
das fintechs como prioridade regulatória, o projeto
representa uma pressão direta sobre a rentabilidade
do setor, quando muitas empresas acabaram de atingir
o equilíbrio operacional e dependem da geração de caixa
para financiar sua expansão.
O segundo é a portabilidade de crédito, apontada por
23% das fintechs como tema relevante para 2026 e 2027.
A regulamentação do tema tem potencial para reconfigurar
a dinâmica competitiva do setor: ao facilitar a migração
de contratos entre instituições, ela aumenta a pressão
por taxas mais baixas e por um serviço de melhor
qualidade – terreno historicamente favorável às fintechs,
mas que exigirá velocidade de resposta e eficiência
operacional ainda maiores.
No radar mais amplo estão também a Resolução
Conjunta nº 18/2025, sobre qualidade e governança
das informações, a Resolução BCB nº 498/2025, que
regulamenta o credenciamento de provedores de
serviços de tecnologia, e os desdobramentos da Reforma
Tributária para o setor financeiro. Juntos, esses temas
compõem um ambiente regulatório que exigirá das
fintechs a capacidade de transformar exigências
em oportunidades.
41ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Tributação
Crédito
Governança
Tecnologia
Tributação
PLP 128
Aumento das alíquotas
de CSLL para
instituições financeiras
Portabilidade de crédito
Facilita a migração de
contratos entre instituições
Resolução Conjunta
nº 18/2025
Qualidade e governança
das informações
Resolução BCB
nº 498/2025
Credenciamento de provedores
de serviços de tecnologia
Reforma Tributária
Desdobramentos para
o setor financeiro
das fintechs
das fintechs
30%
23%
No radar para 2026-2027
42ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Crescer 51% em volume de crédito com a Selic em
15% exige resposta clara a uma pergunta essencial:
de onde vem o dinheiro? Em 2025, a resposta das fintechs
foi mais de continuidade do que de ruptura. O capital
próprio seguiu como principal fonte de financiamento.
O FIDC foi o instrumento que mais avançou no período.
E os mercados de capitais – debêntures e securitização –
apresentaram variação mínima.
Captação: o setor amplia suas fontes de financiamento
05
43ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Capital próprio: ainda dominante,
mas com limites reconhecidos
O uso de capital próprio como fonte de financiamento
subiu de 46% para 51% entre as fintechs de crédito
digital em 2025. É o maior percentual da série histórica.
Esse resultado reflete dois movimentos simultâneos:
a maturação de um setor em que 60% das participantes
já estão em fase de consolidação, com receita ou
investimento acima de R$ 20 milhões, e a dificuldade
de captar recursos externos num ambiente de juros
elevados. Com o custo de funding alto, o capital próprio
se tornou a escolha mais previsível – e, para muitas
fintechs, a mais racional.
O capital próprio tem vantagens evidentes. Ele não depende
de janelas de mercado, não dilui o controle acionário e
permite um crescimento mais controlado. Mas há um limite
claro: não é escalável indefinidamente. À medida que as
carteiras de crédito crescem, a necessidade de funding
aumenta proporcionalmente. Depender exclusivamente
de recursos internos limita o potencial de expansão.
44ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Principais fontes de financiamento
2022 20252023 2024
Capital próprio
FIDC
Debêntures
Participação externa
Operação ativa vinculada
Securitização
e certificados recebíveis
Emissão de ações preferenciais
Emissão de ações ordinárias Organizações de fomento
Dívida conversível em ação
51% 0%
46%
38%
18%
8%
13%
18%
25% 0%
15%
23%
26%
2%
3%
5%
17%
19%
23%
15%
5%
4%
8%
5%
5%
5%
5%
3%
8%
8%
5%
3%
15% 13%
10%
7%
13%
13%
8%
0%
0% 0%
0%
0%
45ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
O mercado de capitais hesita e o FIDC avança
Em 2025, os instrumentos tradicionais de mercado de
capitais não avançaram. As debêntures, utilizadas por
19% das fintechs em 2024, recuaram para 17% em 2025.
A securitização e os certificados de recebíveis registraram
variação mínima. Com a Selic a 15%, o custo de emissão
de dívida pressionou o uso desses instrumentos.
O FIDC seguiu um caminho diferente. Seu uso subiu de 15%
para 25% das fintechs em 2025. Foi o maior crescimento
entre todas as fontes de captação no período. A estrutura do
FIDC permite distribuir o risco da carteira entre investidores,
sem depender das mesmas janelas de mercado exigidas
pelas debêntures, o que o torna mais acessível para fintechs
com carteiras maduras e histórico de desempenho.
Nesse perfil de fintechs, as vantagens estruturais do FIDC vão além da distribuição de risco.
Como explica Marcelo Buosi, COO da QI Tech
e vice-presidente da ABCD, “acesso direto
a investidores institucionais, subordinação
de cotas, governança mais robusta, isenção de come-cotas. Tudo isso se traduz em captação
a uma taxa mais competitiva”.
46ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
A grande aposta para 2026
O avanço de 2025 é expressivo, mas os números de
intenção indicam que o movimento está longe de terminar.
Para 2026, 65% das fintechs consideram os FIDCs uma
fonte prioritária de captação, ante 25% que já os utilizam.
A disparidade entre o uso atual e a intenção futura tem
uma explicação direta no custo do dinheiro. Como observa
Daniel Gomes, CEO da Nexoos e presidente da ABCD,
“o custo de captação com investidores institucionais, que
são os investidores por trás dos FIDCs, ainda está muito
alto. Essas captações geralmente acompanham a taxa Selic
acrescida de um spread. No momento, ambos seguem
elevados. Por isso, muitas fintechs têm priorizado outras
formas de funding enquanto esse custo não cai”.
Mas essa não é a única barreira. Para uma parcela
das fintechs, o desafio é operacional: o FIDC também
exige histórico de carteira e capacidade operacional de
estruturação, requisitos que parte do setor ainda está
desenvolvendo. Estruturar um FIDC exige definir política de
elegibilidade, sistema de cessão automática, controladoria
diária e relação com administradora, custodiante e gestora.
É uma operação que demanda competências de mercado
de capitais que muitas fintechs ainda não têm internalizadas.
As fintechs que já conseguiram acessar o instrumento
podem concentrar esforços na originação e na análise
de crédito enquanto o risco é distribuído entre investidores,
o que libera capital para novas operações. A queda dos
juros esperada nos próximos ciclos deve acelerar esse
movimento de forma significativa.
47ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Mais crédito, menos expansão
A destinação dos recursos captados pelas fintechs também
revela uma escolha estratégica. Em 2025, 61,4% dos recursos
(capital ou lucro reinvestido) foram direcionados a operações
financeiras, ou seja, à concessão de crédito. Os 38,6%
restantes foram para manutenção e expansão operacional.
Esse percentual cresceu de forma consistente: em 2022,
a proporção era de 51,8% para operações financeiras
e 48,2% para expansão. A tendência reflete o foco das
fintechs em aproveitar ao máximo a capacidade já instalada
antes de ampliar a estrutura – uma postura coerente com
um ambiente de custos de capital elevados.
Esse mesmo espírito aparece nas ações declaradas para
a melhoria da performance. Em 2025, 57% das fintechs
revisaram seus modelos de concessão de crédito, o
indicador mais alto da série. O desenvolvimento de novos
produtos, por sua vez, foi citado por 40% das empresas,
recuando dos 52% registrados em 2024. O setor operou,
em 2025, em modo de otimização: extrair mais valor do que
já existe antes de apostar em novas frentes.
Destino dos recursos captados
Operações financeiras (concessão de crédito)
Manutenção / Expansão operacional
38,6%
2025
61,4%
48ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Marcelo Buosi,
COO da QI Tech e vice-presidente da ABCD
Custo de funding é, talvez, o componente
mais subestimado da disputa [com os grandes
bancos]. Banco grande capta no varejo
via depósito à vista, poupança e CDB, que
rendem abaixo do CDI. Fintech tipicamente
capta via FIDC, debênture ou CR, com
remuneração ao investidor em CDI mais
um spread relevante. Essa diferença,
que pode chegar a 200 ou 400 pontos-base,
é o que decide se uma fintech consegue ou
não competir em segmentos comoditizados,
em que o spread permitido é pequeno e o
custo do dinheiro pesa demais no preço final.”
49ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Considerações finais
Quase uma década de pesquisa oferece uma perspectiva
que um único exercício não permite. Em 2016, as fintechs
de crédito digital eram um fenômeno promissor, mas ainda
periférico no sistema financeiro brasileiro. Em 2025, respondem
por R$ 53,8 bilhões em crédito concedido, atendem quase
95 milhões de clientes pessoa física e competem de igual para
igual com as instituições tradicionais em diversas categorias
de taxa de juros. Por trás desse resultado está a consolidação
de um modelo que aprendeu a crescer sob pressão.
O setor deixou de provar que é viável e passou a definir
como quer crescer. Essa transição aparece em diferentes
dimensões: na seleção de tecnologias – menos experimentos,
mais foco na IA e na cibersegurança –, na composição
do portfólio de crédito – menos exposição ao crédito sem
colateral, mais consignado e garantias – e na estratégia
de captação – capital próprio ainda dominante, com o FIDC
avançando como principal aposta para o próximo ciclo.
Os desafios, porém, não desapareceram. A Selic acima de
14% comprime as margens e eleva o custo de financiamento.
O ambiente regulatório ficou mais denso em 2025, e
os temas de 2026 e 2027, como portabilidade de crédito,
Reforma Tributária e os desdobramentos do BaaS, prometem
manter esse ritmo. A inadimplência em algumas modalidades
voltou a subir, e a base de clientes em crescimento impõe
uma escala maior de governança e de gestão de risco.
50ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Inteligência artificial: com 96% das fintechs
declarando intenção de implementar ou
expandir soluções de IA nos próximos dois
anos, a tecnologia se tornou uma condição
de competitividade. A adoção é ponto de
partida – a verdadeira vantagem competitiva
está na velocidade de adaptação.
Regulação: capital mínimo, provisão para
perda esperada de crédito, portabilidade
de crédito e BaaS – esses temas exigem
adaptação rápida. As fintechs que acumularem
atraso no cumprimento enfrentarão custos
crescentes e risco regulatório.
Financiamento: o FIDC avançou em 2025
e concentra 65% das intenções de captação
para 2026, mas o custo do dinheiro e a
exigência operacional do instrumento ainda
limitam o acesso. Reduzir essas barreiras
é condição para sustentar o próximo ciclo
de expansão sem depender exclusivamente
do capital próprio.
O que distingue o momento atual é a capacidade
demonstrada pelo setor de transformar restrições em
disciplina. As fintechs que chegaram à fase de consolidação
fizeram isso enfrentando juros altos, liquidez restrita e
concorrência crescente sem abrir mão do crescimento.
Essa combinação de resiliência e ambição é o ativo mais
valioso que o ecossistema construiu ao longo de quase
uma década.
Para o próximo ciclo, três vetores vão definir quem avança
e quem fica para trás.
O ecossistema de fintechs de crédito digital chegou à
maturidade. O próximo desafio é crescer à altura dela.
51ABCD & PwC | Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026
Willer Marcondes,
sócio para Serviços Financeiros da Strategy&
O setor se provou. Cresceu de forma
consistente, evoluiu em estrutura, ampliou
a base de clientes e mostrou resiliência
mesmo num cenário de juros altos.
Hoje as fintechs já não competem por
taxa. Competem por serviço, atendimento,
relevância para o cliente. O próximo ciclo vai
exigir mais. No segmento de pessoa jurídica,
a reforma tributária e o split payment vão
eliminar o colchão fiscal que hoje integra
o capital de giro das empresas, e isso vai
criar uma demanda estrutural por crédito
que as fintechs têm condições de atender.”
Daniel Gomes
Diretor-presidente
contato@creditodigital.org.br
Claudia Amira Fiaschitello
Diretora executiva claudia.amira@creditodigital.org.br
Fundada em 2016, a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) tem como missão fomentar e desenvolver, por meio de tecnologia e inovação, o sistema operacional, jurídico e financeiro do mercado de crédito, fortalecendo a representação do setor, em benefício da sociedade e do desenvolvimento econômico e social do País.
Nossos membros atuam das mais diversas formas
no ecossistema de crédito brasileiro, sempre
com o intuito de oferecer melhores produtos
e serviços para a sociedade como um todo.
ABCD
Contatos
Lindomar Schmoller
Sócio e líder de Serviços
Financeiros da PwC Brasil
lindomar.schmoller@pwc.com
Luiz Ponzoni Sócio e líder de Consultoria em Risk Transformation luiz.ponzoni@pwc.com
Willer Marcondes
Sócio para Serviços Financeiros da Strategy& willer.marcondes@pwc.com
Luiz Guedes
Diretor de Consultoria em Risk Transformation luiz.guedes@pwc.com
Bruno Candea
Gerente de Consultoria em Risk Transformation bruno.candea@pwc.com
Somos um Network de firmas presente em mais de 140 territórios, com mais de 370 mil profissionais dedicados à prestação de serviços de qualidade em auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria
de negócios e assessoria em transações.
PwC Brasil
pwc.com.br
Siga a PwC nas redes sociais
Neste documento, “PwC” refere-se à PricewaterhouseCoopers Brasil Ltda.,
firma membro do network da PricewaterhouseCoopers, ou conforme o
contexto sugerir, ao próprio network. Cada firma membro da rede PwC
constitui uma pessoa jurídica separada e independente. Para mais detalhes
acerca do network PwC, acesse: www.pwc.com/structure
© 2026 PricewaterhouseCoopers Brasil Ltda. Todos os direitos reservados.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.